Queen Lear conquista três prêmios no NZ WebFest e reforça presença do audiovisual brasileiro no cenário internacional

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A produção brasileira Queen Lear, realizada pelo Canal Demais e inspirada na tragédia “King Lear”, de William Shakespeare, alcançou um novo marco em sua trajetória internacional. A série venceu três categorias no NZ WebFest 2025, um dos mais relevantes festivais dedicados a webséries no mundo. Os prêmios incluem Melhor Edição, Melhor Performance para Claudia Alencar e Melhor Série Narrativa Internacional, reconhecimento que consolida a força do projeto no circuito global.

O desempenho no festival já era esperado entre especialistas do setor, já que a produção havia acumulado sete indicações em categorias-chave, como Melhor Série em língua não inglesa, Direção, Roteiro e Trilha Sonora. A vitória, no entanto, colocou a obra em um novo patamar. No ranking da Copa do Mundo das Webséries, que reúne produções de mais de 50 países, a série ocupa atualmente a segunda colocação, um feito inédito para uma websérie brasileira recente.

Reconhecimento artístico e impacto profissional

Para o criador e diretor Quentin Lewis, os prêmios confirmam o potencial de exportação da produção nacional e reforçam o alcance da narrativa de Queen Lear no exterior.

“Ver ‘Queen Lear’ sendo reconhecida em um festival do porte do NZ WebFest é uma conquista enorme. É a confirmação de que a série dialoga com diferentes públicos e culturas”, afirma o diretor, destacando o esforço da equipe em construir um projeto de apelo universal sem perder a identidade brasileira.

Entre os destaques da noite, o prêmio de Melhor Performance para Claudia Alencar chamou atenção da crítica especializada. A atriz entrega uma interpretação complexa e vigorosa da Rainha Lear, personagem central da trama — uma líder de milícia cuja trajetória é marcada por poder, decadência e conflitos familiares.

“Ganhar o prêmio de melhor atriz no Festival da Nova Zelândia foi uma alegria desmesurada. Atuar sob a direção de Quentin Lewis foi uma das grandes bênçãos da minha carreira”, celebrou Alencar, destacando a importância do reconhecimento internacional.

Uma adaptação que atualiza Shakespeare para o Brasil contemporâneo

Ambientada no Rio de Janeiro, a websérie transforma a peça original de Shakespeare em uma leitura contemporânea ancorada em temas como violência urbana, disputas territoriais e relações de poder. No lugar do reino britânico, a narrativa apresenta uma vasta rede criminosa comandada pela protagonista, cuja decisão de dividir o controle do império entre suas três filhas desencadeia uma série de rupturas, traições e jogos políticos.

A produção se diferencia pela abordagem estética e pelo rigor narrativo, elementos que contribuíram fortemente para sua recepção internacional. O elenco reúne nomes como Mariana Lewis, recentemente confirmada no elenco de The Hunger Games On Stage em Londres, além de Will Crispin, Giul Abreu, Aline Azevedo, Ana Cecília Mamede, Hélio Amaral, Bruno Rafael, Simone Viana, Wagnera, Mano Melo e Ruan Vitor.

Trabalho em expansão e circulação internacional

Queen Lear continua em exibição em festivais ao redor do mundo e integra a programação de mostras especializadas em narrativas digitais. Embora ainda não haja previsão de lançamento aberto ao público, o desempenho no NZ WebFest e em outras competições sugere um caminho ascendente para a websérie, tanto em projeção internacional quanto em interesse de plataformas.

Os três prêmios conquistados na Nova Zelândia representam não apenas um feito para o Canal Demais, mas também um avanço para o audiovisual brasileiro no mercado global de webséries — área em constante expansão e competitividade crescente. Com sua estética refinada, abordagem contemporânea e sólida execução técnica, a série emerge como uma das produções brasileiras mais relevantes do ano no circuito internacional.

Witch Hat Atelier ganha novo trailer e confirma estreia do anime para abril de 2026

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A magia está mais viva do que nunca para os fãs de Witch Hat Atelier. Nesta terça-feira (12), a Crunchyroll revelou o segundo trailer da tão aguardada adaptação do mangá de Kamome Shirahama, reacendendo o entusiasmo de uma comunidade que acompanha a obra desde seus primeiros capítulos em 2016. A prévia chegou acompanhada de outra novidade igualmente importante: o anime estreia oficialmente em abril de 2026, ainda sem uma data exata anunciada — mas já com a expectativa lá no alto.

O novo trailer se concentra no tom da série, misturando delicadeza, fantasia e um senso crescente de mistério que sempre acompanhou o mangá. Além disso, foi revelado quem dará voz aos protagonistas: Rena Motomura (Maebashi Witches) interpretará Coco, enquanto Natsuki Hanae, famoso mundialmente por viver Tanjiro Kamado em Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, será o responsável pela voz de Qifrey. A escalação reforça o cuidado da produção em trazer atores capazes de captar a sensibilidade e a intensidade emocional que a história exige. Abaixo, confira o vídeo:

Uma adaptação aguardada por fãs do mundo inteiro

Desde que Witch Hat Atelier começou a ser publicado na revista Morning Two, da Kodansha, em 2016, leitores do mundo inteiro pedem uma adaptação que faça jus à riqueza visual e narrativa da obra. Shirahama é conhecida por sua arte elaborada, com traços detalhados e uma estética que mistura fantasia clássica com elegância barroca. A expectativa por um anime sempre veio acompanhada de um questionamento: seria possível traduzir a beleza das páginas para animação sem perder sua essência?

Agora, com a produção assinada pelo estúdio Bug Films, os fãs finalmente recebem sua resposta — e os primeiros trailers mostram que a equipe está comprometida em preservar a atmosfera do mangá. Cenários inspirados, uso cuidadoso de luz natural, paleta de cores suave e uma direção que aposta no encantamento visual parecem sinalizar que a adaptação tem potencial para se tornar uma das mais belas dos últimos anos.

Além disso, a obra vive seu melhor momento em termos de popularidade. Em novembro de 2025, o mangá ultrapassou 7 milhões de cópias em circulação, consolidando-se como uma das séries mais queridas do catálogo adulto da Kodansha. Entre seus reconhecimentos mais importantes estão o Prêmio Harvey (2020 e 2025) e o Prêmio Eisner, que consagrou a edição americana como Melhor Material Internacional – Ásia.

Uma heroína guiada pela curiosidade e pela coragem

No centro da história está Coco, uma menina gentil e criativa, filha de uma costureira. Desde pequena, ela sonha em se tornar uma bruxa — uma possibilidade proibida para alguém sem talento mágico inato. Nesse mundo, a magia é restrita a poucos escolhidos e guardada sob regras rígidas.

Tudo muda quando Coco conhece o bruxo Qifrey. Ao testemunhar um feitiço sendo criado por meio de um desenho mágico, ela descobre que a magia pode não ser tão inacessível quanto imaginava. Fascinada, ela tenta imitar o processo e acaba libertando uma energia que transforma sua mãe em pedra. Sem entender o que fez — e desesperada para desfazer o feitiço — Coco se junta a Qifrey como sua aprendiz.

Esse ponto de partida é o que impulsiona toda a trama. Coco passa a explorar um mundo cheio de encantamentos e criaturas misteriosas, mas também descobre que magia e poder têm um preço alto. O clã dos Chapéus de Aba Larga, um grupo clandestino que busca restaurar o uso livre da magia, demonstra interesse especial pela garota. Eles acreditam que Coco pode ser a chave para quebrar as leis impostas há gerações — leis que existem justamente para evitar o retorno de calamidades provocadas por magos descontrolados no passado.

E é aí que mora a tensão narrativa: enquanto Coco se maravilha com um universo novo, ela também se vê envolvida em uma teia de segredos, perseguições e intenções ocultas.

Magia, responsabilidade e um mundo que guarda mais mistérios do que respostas

A construção do mundo de Witch Hat Atelier sempre foi um dos grandes triunfos de Kamome Shirahama. No mangá, a magia funciona por meio de desenhos rúnicos traçados com precisão. Não é um poder que vem “de dentro”, mas sim um conhecimento técnico — o que a torna potencialmente acessível a qualquer pessoa. Por isso, existe uma Assembleia encarregada de controlar e esconder essas informações, indo ao ponto de apagar a memória de qualquer indivíduo não iniciado que descobre os segredos da magia.

Essa dinâmica cria uma tensão ética constante. Coco, ao mesmo tempo em que aprende feitiços novos e se deslumbra com a beleza do desconhecido, percebe que seu envolvimento com a magia não afetou apenas sua mãe. Ele expôs sua própria vida a poderes que ela não compreende e atraiu a atenção de forças antigas e perigosas.

Qifrey, por sua vez, esconde suas próprias motivações e um passado que parece profundamente entrelaçado com os Chapéus de Aba Larga. No trailer, algumas cenas sugerem que essa camada sombria do personagem será explorada desde os primeiros episódios, ampliando ainda mais o peso dramático da história.

O fenômeno da cozinha mágica

Um detalhe que muitos novos fãs desconhecem é que o universo criado por Shirahama cresceu ao ponto de gerar até um spin-off. A série Witch Hat Atelier Kitchen estreou em 2019 no canal Morning Two e acompanha personagens do mangá em aventuras culinárias repletas de magia.
O especial é leve, divertido e funciona como um complemento acolhedor ao tom mais sério da história principal.

Com o anime de 2026 chegando, muitos fãs esperam que o spin-off também receba algum tipo de adaptação futuramente — especialmente agora que o interesse pelo universo está maior do que nunca.

Angel’s Egg renasce nos cinemas brasileiros em uma restauração deslumbrante em 4K HDR

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Quase quatro décadas após sua estreia silenciosa e enigmática no Japão, o cultuado Angel’s Egg, dirigido por Mamoru Oshii com direção de arte e conceitos visuais de Yoshitaka Amano, finalmente chega aos cinemas brasileiros como sempre deveria ter sido visto: em uma restauração impecável em 4K HDR, realizada a partir dos negativos originais em 35mm. O lançamento nacional acontece nesta quinta-feira, 20 de novembro, sob distribuição da Sato Company, marcando um momento significativo para fãs de animação, colecionadores e amantes do cinema autoral.

A nova versão do longa foi exibida neste ano no Festival de Cannes, dentro da seção Cinéma de la Plage, como parte da seleção oficial de clássicos — um reconhecimento que reafirma a importância estética e histórica de uma obra que, durante muito tempo, permaneceu restrita a círculos específicos de cinéfilos.

Em São Paulo, a chegada do filme será celebrada com uma pré-estreia especial no dia 19 de novembro, às 19h30, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca, com mediação da jornalista e influenciadora de cultura pop asiática Miriam Castro (Mikannn).

Um filme que desafiou seu próprio tempo

Quando Angel’s Egg foi lançado, em 1985, a recepção não poderia ter sido mais ambígua. O público acostumado à explosão criativa do anime comercial — repleto de ação, diálogos rápidos e narrativas acessíveis — encontrou em Oshii algo muito diferente.
Era um filme contemplativo, quase silencioso, movido por símbolos religiosos, imagens de ruínas e criaturas fantasmagóricas que pareciam existir apenas na fronteira entre sonho, fé e esquecimento.

O resultado, na época, foi um estranhamento profundo. A bilheteria foi tímida, a crítica não sabia como definir o longa e muitos espectadores deixaram a sessão com mais perguntas do que respostas. Mas foi justamente essa estranheza que transformou Angel’s Egg na obra que ele é hoje: um marco cult inclassificável, estudado por acadêmicos, adorado por artistas visuais e reverenciado como uma das animações mais ousadas já produzidas. O tempo — sempre ele — tratou de colocar o filme no lugar certo. De obscuro, Angel’s Egg tornou-se essencial.

A poética do silêncio

O enredo do filme é simples apenas na superfície. A trama acompanha uma menina solitária que protege um misterioso ovo enquanto vaga por um mundo em ruínas. Ela é observada por um viajante, cuja presença desperta dúvidas, conflitos e um sentimento constante de incerteza.

Não há pressa. Não há explicação.
O filme se constrói na pausa, no gesto, na textura da luz, na sombra que recorta os cenários decadentes. Cada quadro parece uma pintura animada por algo mais profundo do que técnica — talvez fé, talvez melancolia, talvez o desejo de compreender o que resta quando tudo já se perdeu.

É justamente essa densidade que transformou o longa em objeto de culto. Angel’s Egg não se limita a ser visto: ele precisa ser sentido.

Um marco para a animação no Brasil

O lançamento nacional da animação é, em muitos sentidos, uma reparação histórica. Durante décadas, o longa permaneceu inacessível ao grande público, circulando apenas entre colecionadores, críticos especializados e fãs obstinados.

A exibição nos cinemas brasileiros não é apenas um evento de nostalgia: é a chance de apresentar o filme para uma nova geração, em sua forma definitiva.
E fazê-lo no momento em que o interesse por animação japonesa está em seu auge torna esta estreia ainda mais simbólica.

A Sato Company, responsável pelo lançamento, reforça a importância de trazer ao País obras que marcaram o imaginário de criadores do mundo inteiro. Angel’s Egg não é apenas um filme — é um capítulo fundamental da história da animação autoral.

It: Bem-Vindos a Derry | O palhaço retorna para assombrar uma nova geração em trailer tenso dos episódios finais

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Existem histórias que nunca nos abandonam. Algumas continuam ecoando anos depois, como se esperassem apenas o momento certo para ressurgir das sombras. Quando a HBO divulgou o novo trailer dos episódios finais de It: Bem-Vindos a Derry, essa sensação voltou com força total. De repente, parecia que todos estávamos novamente diante daquele frio na espinha que só Pennywise é capaz de provocar.

O vídeo traz o retorno triunfal — e perturbador — de Bill Skarsgård (Barbarian, Hemlock Grove) como o palhaço mais sinistro da cultura pop moderna. Em poucos segundos, fica claro que o ator retomou não apenas o personagem, mas a energia cruel e imprevisível que marcou seus filmes anteriores. O trailer não apenas atiça a nostalgia dos fãs de Stephen King; ele confirma que a série quer ir ainda mais fundo na mitologia que liga Derry ao mal absoluto. Abaixo, confira o vídeo:

Quando o projeto da série foi anunciado, as dúvidas sobre o retorno de Skarsgård dominaram as redes. O ator havia dito em entrevistas que apoiaria outro intérprete assumir o papel, mas o convite dos produtores Andy Muschietti (A Coisa, The Flash), Barbara Muschietti (Mama) e Jason Fuchs (Mulher-Maravilha) falou mais alto.

E que sorte para o público.

Ter Skarsgård novamente dá ao projeto uma consistência rara. Ele não interpreta Pennywise — ele encarna o mal em sua forma mais teatral, desconfortável e atraente. No trailer final, seu olhar deslocado, o sorriso que nunca chega aos olhos e a fisicalidade quase animal voltam com ainda mais intensidade, como se Pennywise estivesse em seu auge de poder nos anos 1960.

A série ganha outra dimensão com sua presença. A ponte entre os filmes e a narrativa seriada deixa de ser apenas estética e se torna emocional.

Welcome to Derry se passa em 1962 e acompanha um casal afro-americano que chega à cidade em busca de um recomeço. O marido, Jovan Adepo (Watchmen, Babylon), entrega uma atuação sólida e dolorosa como Leroy Hanlon, um homem que tenta proteger a família enquanto percebe que a cidade guarda algo profundamente errado. Ao seu lado, Taylour Paige (Zola, Ma Rainey’s Black Bottom) interpreta Charlotte Hanlon com uma mistura poderosa de fragilidade e força, capturando o impacto emocional de viver num ambiente hostil — e não apenas por causa de Pennywise.

A trama ganha camadas ao combinar o sobrenatural com o terror social da época. 1962 foi um ano marcado por tensões raciais, e a série retrata isso de maneira sensível e contundente. O preconceito, o medo do outro, o silêncio desconfortável dos vizinhos — tudo contribui para uma atmosfera sufocante.

O desaparecimento de uma menina logo após a chegada da família funciona como gatilho para que os horrores de Derry comecem a emergir. E à medida que a cidade se fecha, o público percebe que essa hostilidade humana é tão perigosa quanto o palhaço que espreita nos cantos escuros.

Além dos protagonistas, Welcome to Derry conta com um elenco que amplia o mistério e a densidade dramática. Chris Chalk (Perry Mason, Narcos) interpreta Dick Hallorann em sua juventude — um aceno delicioso para os fãs de O Iluminado. Sua presença sugere que o universo de Stephen King pode estar mais interligado do que imaginávamos.

James Remar (Dexter, Gotham) surge como uma figura sombria da cidade, alguém que sabe mais do que diz. Stephen Rider (Daredevil, Instinto Selvagem) adiciona tensão com seu personagem moralmente ambíguo, enquanto Madeleine Stowe (Revenge, O Último dos Moicanos) entrega uma performance carregada de melancolia, típica das mães e viúvas que povoam as histórias de King. Já Rudy Mancuso (Música, The Flash) traz um contraste interessante ao elenco, com uma energia jovem que rapidamente é engolida pela escuridão crescente da cidade.

Cada um deles parece carregar um fragmento de Derry consigo — como se a cidade estivesse moldando seus habitantes há décadas.

A cidade como personagem — e a longa jornada para as telas

Um dos maiores trunfos de Welcome to Derry é transformar o próprio espaço geográfico em personagem. As fachadas antigas, as ruas vazias, a neblina que invade as manhãs — tudo parece estar sempre à beira de revelar algo terrível.

As filmagens começaram em maio de 2023 em Toronto, Hamilton e Port Hope, cidade que já havia servido de “Derry” nos filmes anteriores. Port Hope, com suas lojas antigas e arquitetura pitoresca, retorna aqui mais sombria, mais silenciosa, mais decadente.

Mas a produção enfrentou um obstáculo gigantesco: a greve da SAG-AFTRA de 2023. O trabalho foi interrompido por meses, criando um hiato que deixou fãs e equipe ansiosos. Só em agosto de 2024 surgiram as primeiras confirmações de que a temporada havia sido concluída — e que o título oficial seria It: Bem-Vindos a Derry.

A espera foi longa, mas não em vão. A série chegou à HBO e HBO MAX em 26 de outubro de 2025 com seus nove episódios, e rapidamente se tornou um dos lançamentos mais comentados do ano.

CIA | Novo spin-off da franquia FBI estreia em 2026 e renova o fôlego da CBS após meses de incerteza nos bastidores

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando a CBS anunciou que estava preparando um spin-off centrado na CIA, a reação do público foi uma mistura curiosa de empolgação e cautela. Afinal, a franquia FBI já é um fenômeno desde 2018, com três séries consolidadas, centenas de episódios e um fandom barulhento que acompanha cada detalhe. Mesmo assim, o projeto começou a trilhar um caminho mais acidentado do que o esperado. Tudo ficou público em julho, quando o showrunner original, David Hudgins (Friday Night Lights), deixou a produção. Para uma série ainda em fase de estruturação, isso já representava um golpe considerável, e o cenário ficou ainda mais turbulento quando a CBS chamou Warren Leight (Law & Order: SVU) para tentar reorganizar tudo, apenas para vê-lo sair no início de novembro. A essa altura, a possibilidade de atraso indefinido parecia cada vez mais real. As informações são do Ometele.

Foi nesse momento que o nome de Mike Weiss (FBI) começou a circular nos bastidores como possível salvador da produção. E se existe alguém capaz de colocar esse trem de volta nos trilhos, é ele. A CBS sabe disso e também reconhece o peso que CIA carrega. Não é apenas uma nova estreia no calendário, e sim um movimento estratégico essencial para proteger o principal patrimônio da emissora na TV aberta.

A franquia FBI se tornou uma mina de ouro desde sua estreia em 2018, quando Dick Wolf (Law & Order) e Craig Turk (The Good Wife) lançaram o título original. Hoje, FBI, FBI: Most Wanted e FBI: International somam 327 episódios ao longo de 18 temporadas. Isso é raro em um cenário tão competitivo, dominado por streamings que disputam a atenção do público diariamente. Por isso, quando CIA finalmente ganhou sua data oficial de estreia, marcada para 23 de fevereiro de 2026, a confirmação foi recebida quase como uma vitória aguardada há muito tempo.

A proposta de CIA é ambiciosa. Enquanto as outras séries lidam com ameaças explosivas dentro do território norte-americano, a nova produção abre caminho para a espionagem internacional, um ambiente onde a sombra tem mais força do que o impacto visual. Nesse território, o inimigo nem sempre é claro e a ameaça pode nem existir de verdade ainda. Essa ambiguidade promete ser a marca do novo spin-off. CIA deve mergulhar naquela zona cinzenta onde segurança nacional, diplomacia, moralidade e decisões impossíveis se encontram. É um terreno perfeito para histórias densas, personagens que enfrentam dilemas internos e conflitos que dificilmente se resolvem em um único episódio.

Esse novo direcionamento também dá à franquia a chance de crescer em um lado mais psicológico, político e emocional. Afinal, que tipo de vida consegue ter alguém que não pode contar a verdade nem para a própria família? A série promete explorar esse tipo de conflito com profundidade, algo que agrada tanto ao público casual quanto aos fãs que buscam tramas mais elaboradas.

Mas desenvolver um projeto assim não é simples. A troca constante de showrunners foi apenas um reflexo das exigências criativas envolvidas. CIA não pode ser uma repetição de FBI, precisa estabelecer identidade própria. O ritmo da espionagem é diferente, a abordagem é mais silenciosa e existe um cuidado especial com temas sensíveis. A série precisa ser eletrizante sem deixar de ser realista, precisa ter ação sem abandonar a sutileza e precisa ser envolvente sem cair no exagero. Esse equilíbrio é difícil de atingir, e cada showrunner que assumiu trouxe sua visão particular sobre o que CIA deveria ser, o que acabou tornando a definição do comando definitivo ainda mais complexa.

Apesar da CBS manter grande parte da produção em sigilo, algumas pistas sobre o tom da série surgiram nas últimas semanas. CIA deve ser mais serializada do que procedural, o que significa que a narrativa vai se desenrolar ao longo de vários episódios. Consequências terão peso e histórias serão construídas com mais calma. Os personagens viverão o clássico dilema da vida dupla, algo que sempre rende bons dramas pessoais, já que qualquer detalhe se torna motivo de conflito, desde uma ausência até um olhar distante durante o jantar. O foco da ação não será nos grandes espetáculos, e sim na tensão silenciosa que se instala nos pequenos gestos. Quanto a crossovers, eles provavelmente vão existir, mas de forma pontual. A série precisa consolidar seu caminho antes de começar a interagir frequentemente com as demais derivadas.

Outro ponto importante é a força do universo policial criado por Dick Wolf. Desde o início, FBI dialoga naturalmente com suas derivadas e até com a família Chicago da NBC, além de manter vínculos indiretos com Law & Order. Essa ponte ficou ainda mais evidente quando Tracy Spiridakos (Chicago P.D.) apareceu em FBI interpretando sua própria personagem. CIA deve se beneficiar dessa tradição e ampliar ainda mais o universo da franquia, criando possibilidades muito interessantes. É fácil imaginar um agente da CIA consultando a Fly Team da série International em uma investigação pela Europa ou cruzando dados com o time de Most Wanted em uma caçada internacional de grande escala. Esse tipo de conexão costuma agradar fãs que acompanham o universo desde o início.

Com um terreno criativo tão promissor e a responsabilidade de manter viva uma das franquias mais lucrativas da TV aberta, a série chega em fevereiro de 2026 carregando expectativas altas. O caminho para sua produção foi tumultuado, mas o potencial que ela carrega é enorme. Resta saber se a série vai honrar o legado de FBI ou se o universo de Dick Wolf está prestes a encarar um novo desafio. O público já marcou a data no calendário, e tudo indica que a estreia será um dos momentos mais comentados da temporada televisiva.

Diamond Films divulga novo teaser de Nuremberg, suspense histórico com Rami Malek e Russell Crowe

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Foto: Reprodução/ Internet

A Diamond Films divulgou um novo teaser de Nuremberg, drama histórico dirigido e roteirizado por James Vanderbilt (Conspiração e Poder), que chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro. A prévia entrega um clima sombrio e inquietante, explorando a tensão psicológica que marcaria um dos momentos mais decisivos da história moderna: os julgamentos que colocaram frente a frente os maiores responsáveis pelas atrocidades nazistas e a nascente noção de justiça internacional.

Mais do que apresentar imagens poderosas, o teaser — que você pode conferir logo abaixo — revela a essência do filme: um suspense construído sobre diálogos cheios de subtexto, embates silenciosos e a busca desesperada por compreender a mente humana após a devastação deixada pela Segunda Guerra Mundial.

Para dar vida aos personagens reais que moldaram os bastidores dos julgamentos, Vanderbilt reúne um elenco de grande peso dramático. Rami Malek (Bohemian Rhapsody, Mr. Robot, O Destino de uma Nação, 007 Sem Tempo Para Morrer, The Pacific) interpreta Douglas Kelley, o psiquiatra do Exército dos EUA encarregado de avaliar os réus nazistas dias antes de enfrentarem a Corte Internacional. Já Russell Crowe (Gladiador, Uma Mente Brilhante, Os Miseráveis, O Informante, Robin Hood, Noé) assume o papel de Hermann Göring, uma das figuras mais influentes do regime de Hitler — e um homem que, mesmo preso, continuava exercendo poder através de sua inteligência estratégica e personalidade manipuladora.

O time se completa com Michael Shannon (A Forma da Água, Nocturnal Animals, O Homem de Aço, Entre Facas e Segredos, 8 Mile), Leo Woodall (The White Lotus, One Day, Vampire Academy), Richard E. Grant (Can You Ever Forgive Me, Logan, Saltburn, Star Wars A Ascensão Skywalker, Downton Abbey), Colin Hanks (Fargo, King Kong, The Good Guys, Jumanji Bem-Vindo à Selva) e John Slattery (Mad Men, Spotlight Segredos Revelados, Capitão América Guerra Civil, Homem de Ferro 2, O Ajuste).

Baseado no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai, o filme acompanha a jornada de Kelley, um oficial acostumado à disciplina militar que se vê empurrado para o território cinzento da mente criminosa. Seu trabalho não é apenas registrar comportamento — é entender o que se passa na psique daqueles que arquitetaram crimes inimagináveis.

Foto: Reprodução/ Internet

O relacionamento entre Kelley e Göring se torna o núcleo emocional e moral do filme. Nas sessões de avaliação, os dois mergulham em conversas que ultrapassam o limite entre análise clínica e manipulação psicológica. A cada encontro, Kelley percebe que está em um jogo perigoso, no qual o brilhantismo retorcido de Göring ameaça não apenas seu trabalho, mas sua própria estabilidade emocional.

O filme também retrata o ambiente do pós-guerra: cidades destruídas, famílias despedaçadas e um mundo tentando reaprender a viver enquanto busca justiça. O caos externo dialoga com o caos interno do protagonista, que enfrenta conflitos éticos cada vez mais profundos.

Apresentado no Festival Internacional de Toronto, o longa-metragem foi recebido com uma das ovações mais longas da edição: quatro minutos de aplausos. Críticos destacaram especialmente a entrega visceral de Russell Crowe, considerado uma das forças dramáticas centrais do longa, além da condução delicada e intensa de Vanderbilt, que transforma um episódio histórico amplamente documentado em um thriller psicológico surpreendentemente íntimo.

Com distribuição da Diamond Films, referência entre as independentes da América Latina, Nuremberg estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, prometendo oferecer uma experiência tensa, emocionalmente complexa e profundamente atual.

Wicked: Parte 2 chega aos cinemas brasileiros com sessões antecipadas e energia de superprodução

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Foto: Reprodução/ Internet

O mundo de Oz volta a ganhar vida nas telonas: Wicked: Parte II estreia oficialmente nesta quinta, 20 de novembro, nos cinemas brasileiros. Mas para os fãs mais ansiosos, a Universal confirmou sessões antecipadas em todo o país já nesta quarta, 19 de novembro, permitindo que o público viva o próximo capítulo da jornada de Elphaba e Glinda antes do lançamento global.

A divulgação do filme também passou pelo Brasil. No início de novembro, São Paulo recebeu a primeira parada da turnê mundial de Wicked: Parte II, com a presença do diretor Jon M. Chu, da atriz Cynthia Erivo (Elphaba) e do ator Jonathan Bailey (Fiyero). O evento, pensado especialmente para fãs e imprensa, foi realizado pela Universal Pictures em parceria com a TV Globo, reforçando a força da franquia no país — que se tornou um dos mercados mais engajados após o sucesso do primeiro longa.

Dirigido novamente pelo premiado Jon M. Chu, o filme é a aguardada continuação do fenômeno cinematográfico de 2024. Na época, o primeiro Wicked conquistou 10 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, venceu em Melhor Figurino e Melhor Design de Produção, e ultrapassou a marca de 750 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro. Com esse histórico, a sequência chega envolta em grande expectativa, especialmente pelo aprofundamento da transformação de Elphaba na temida Bruxa Má do Oeste.

As protagonistas Ariana Grande (Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba) retornam aos papéis que já se tornaram marcos em suas carreiras. A química entre as atrizes, que foi um dos destaques no primeiro filme, promete ganhar novas camadas — agora com as personagens totalmente divididas por ideais, responsabilidades políticas e o peso de suas escolhas.

O longa-metragem adapta a segunda metade do musical da Broadway de 2003, escrito por Stephen Schwartz e Winnie Holzman, que por sua vez foi inspirado no romance de Gregory Maguire, uma releitura ousada de O Maravilhoso Mágico de Oz, de L. Frank Baum. O filme também dialoga diretamente com o clássico cinematográfico de 1939, mas com a lente moderna apresentada no primeiro capítulo da franquia.

O elenco completo reúne nomes que retornam da primeira parte: Jonathan Bailey (“Bridgerton”), Ethan Slater (“Spamalot”, “SpongeBob SquarePants: The Broadway Musical”), Bowen Yang (“Saturday Night Live”, “Fire Island”), Marissa Bode (“Float”), Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, “A Escola do Bem e do Mal”) e Jeff Goldblum (“Jurassic Park”, “Independence Day”). A grande novidade é Colman Domingo (“Rustin”, “Fear the Walking Dead”), que se junta à produção interpretando um personagem central nos conflitos políticos da Terra de Oz.

Ambientada antes e durante eventos ligados à chegada da jovem Dorothy Gale, a trama acompanha Elphaba enquanto ela tenta sobreviver como fugitiva — ainda lutando pela defesa dos Animais, agora do lado oposto da lei e da opinião pública. Glinda, por outro lado, vive as pressões de ser a “Boa”, figura pública constantemente observada pelo Mágico e por Madame Morrible. As tensões entre as duas, somadas à ameaça iminente de mudanças profundas em Oz, pavimentam um enredo emocional, épico e sensorial.

O projeto de adaptação cinematográfica de Wicked existe desde 2012, mas foi adiado inúmeras vezes, sobretudo pela pandemia. As protagonistas foram anunciadas em 2021, e as filmagens de ambas as partes ocorreram juntas na Inglaterra a partir de dezembro de 2022. A greve do SAG-AFTRA em 2023 interrompeu a produção, que só foi concluída em janeiro de 2024.

O filme teve sua première mundial no Suhai Music Hall, em São Paulo, no último dia 4 de novembro, reafirmando a importância do Brasil no circuito global da franquia. O lançamento nos Estados Unidos está marcado para 21 de novembro.

A expectativa do público é enorme — e os números confirmam isso. Os ingressos começaram a ser vendidos em 8 de outubro, e em menos de 24 horas o longa se tornou a maior pré-venda do ano segundo a Fandango, superando títulos como Demon Slayer: Infinity Castle, Superman e até o projeto musical de Taylor Swift. O filme também quebrou recordes como a maior pré-venda de um filme livre para todas as idades e entrou para o ranking das dez maiores pré-vendas da história da plataforma.

Devoradores de Estrelas | Nova aventura sci-fi de Phil Lord e Christopher Miller ganha trailer eletrizante

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Foto: Reprodução/ Internet

Há trailers que anunciam um filme. E há trailers que parecem abrir uma porta para outra vida — e é exatamente isso que o novo material de Devoradores de Estrelas faz. Lançado pela Sony Pictures, o vídeo coloca o espectador dentro da mente, do medo e da solidão de Ryland Grace, personagem de Ryan Gosling, que acorda em uma espaçonave perdida no vazio do cosmos, a anos-luz de casa, sem lembrar sequer seu próprio nome. A partir daí, começa uma história que é tanto um épico de ficção científica quanto um mergulho profundo no coração humano.

Sob a direção da dupla Phil Lord e Christopher Miller, vencedores do Oscar® pela franquia “Aranhaverso”, o filme estreia em março de 2026 no Brasil e surge como uma das obras mais emocionais e surpreendentes já adaptadas do autor Andy Weir. E se o trailer já deixa clara a dimensão técnica da produção, o que realmente prende o olhar é a intimidade — aquela sensação de acompanhar um homem comum, imperfeito, vulnerável, tentando encontrar sentido no silêncio absoluto entre as estrelas.

O despertar que ninguém gostaria de viver

A primeira cena do trailer é quase inquietante. Em vez de explosões, naves cruzando nebulosas ou batalhas interplanetárias, vemos apenas Ryland abrindo os olhos. Um close lento, marcado por respiração pesada e uma luz branca que parece julgá-lo. Ele está deitado, preso a fios, cercado por máquinas que não reconhece — e por dois corpos imóveis, deitados em cápsulas ao lado dele. A câmera não tem pressa. Ela permanece, observando o momento em que o medo se transforma em pânico, e depois em confusão.

É nesse instante que o filme mostra sua força: um blockbuster disposto a tratar seu protagonista como um ser humano antes de tratá-lo como herói. Quando Ryland percebe que está em uma espaçonave, sozinho, sem memórias e sem respostas, o público entende imediatamente que sua maior batalha não será contra criaturas espaciais ou inimigos armados — mas contra o próprio desespero.

A memória como sobrevivência

Enquanto Ryland tenta compreender onde está, flashes começam a surgir: laboratórios, reuniões tensas, rostos em pânico, manchetes sobre o Sol enfraquecendo. Aos poucos, o trailer revela o quebra-cabeça emocional que o personagem precisa montar para sobreviver. A cada lembrança, uma parte de sua missão se encaixa — e com ela vem o peso da responsabilidade.

A revelação é devastadora: antes de acordar perdido no espaço, ele era um simples professor de ciências. Um homem comum que, sem aviso, se viu arrastado para o maior risco já enfrentado pela humanidade. O Sol, fonte de toda vida, estava morrendo. E a única chance de descobrir o porquê envolvia enviar uma nave a 11,9 anos-luz da Terra, em uma corrida contra o tempo que soava praticamente suicida. A Terra inteira o escolheu. E, de repente, ele está ali — sozinho, com o destino do planeta inteiro nas costas.

A amizade que muda tudo

E então, quando o trailer parece sugerir que Ryland está destinado a enfrentar o universo completamente sozinho, algo inesperado acontece. Um som estranho ecoa pelo interior da nave. Não é mecânico. Não é humano. É… vivo. O olhar de Ryland muda. Pela primeira vez, ele sorri — não um sorriso de alegria, mas de surpresa, de alívio, de reconhecimento.

O trailer não entrega o grande segredo do filme, mas insinua que Ryland encontrará uma forma de companhia, e é essa presença inesperada que altera o rumo de sua jornada. Uma amizade improvável, improvável demais, que se torna o ponto mais emocionante da história.

Um mundo prestes a acabar — e pessoas tentando salvá-lo

Enquanto acompanhamos Ryland no espaço, o trailer também mostra fragmentos da Terra. A atriz Sandra Hüller, indicada ao Oscar® por “Anatomia de Uma Queda”, surge em cenas intensas, debatendo teorias, enfrentando decisões irreversíveis e segurando o mundo que ameaça ruir. Sua presença traz profundidade ao impacto emocional da história, como se lembrasse o público de que cada cálculo, cada risco e cada sacrifício feitos por Ryland carregam rostos, vidas e histórias penduradas na beira do abismo.

Presença de Sadie Sink no MCU ganha força, e atriz pode estrelar papel misterioso em Vingadores: Doomsday

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Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

O futuro do Universo Cinematográfico da Marvel parece ganhar novos contornos a cada semana, mas poucas notícias recentes causaram tanto burburinho quanto a possibilidade de Sadie Sink, estrela de Stranger Things e uma das jovens atrizes mais comentadas de Hollywood, integrar o elenco do próximo grande evento dos Vingadores. Embora ainda haja mistério em torno de qual personagem ela interpretará, fontes confiáveis apontam que sua participação está praticamente confirmada — e que tudo isso está diretamente conectado ao gigantesco projeto que a Marvel prepara para 2026.

A especulação ganhou peso após uma matéria do Deadline, assinada pelo colunista Baz Bamigboye, revelar que, apesar de não haver clareza sobre sua participação em Homem-Aranha: Um Novo Dia — filme marcado para estrear em 31 de julho —, o que parece certo é que Sink fará parte do elenco de Vingadores: Doomsday, longa que começou a ser filmado em 2025 e promete ser o epicentro da Fase Seis do MCU. Segundo Bamigboye, “ainda não sei qual é o papel dela no filme do Aranha, mas sei que ela estará no elenco do próximo filme dos Vingadores, que gravará em Londres no fim de 2026”.

A declaração foi suficiente para incendiar as redes sociais. Fãs imediatamente começaram a especular se ela poderia interpretar uma jovem heroína clássica dos quadrinhos — como Songbird, Pyro, Crystal, Kid Omega, Frances Barrison, Jean Grey jovem ou até uma nova versão da Feiticeira Escarlate em outra realidade. Até o momento, porém, nada foi confirmado.

Enquanto isso, a Marvel segue construindo o que parece ser seu maior conjunto de produções desde Ultimato. Vingadores: Doomsday, o quinto filme da equipe, é desenvolvido como um espetáculo colossal, reunindo personagens dos Vingadores tradicionais, Wakanda, X-Men, Quarteto Fantástico e até variantes do multiverso. Trata-se de um projeto que, segundo pessoas próximas ao estúdio, está sendo moldado como um divisor de águas — não apenas para o MCU, mas para toda a indústria.

Dirigido novamente pelos irmãos Russo, responsáveis por Guerra Infinita e Ultimato, e roteirizado por Michael Waldron em parceria com Stephen McFeely, o filme foi concebido como uma fusão épica entre sagas clássicas dos quadrinhos, conflitos multiversais e reencontros históricos de personagens já vistos na tela. O elenco escalado revela essa ambição: nomes como Chris Hemsworth, Vanessa Kirby, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Letitia Wright, Paul Rudd, Simu Liu, Florence Pugh, David Harbour, Pedro Pascal, Tom Hiddleston, Ebon Moss-Bachrach, Hannah John-Kamen, Kelsey Grammer, Tenoch Huerta, Lewis Pullman, Danny Ramirez, Joseph Quinn e muitos outros se reúnem em um dos maiores elencos já vistos no cinema moderno. Até astros do antigo universo da Fox retornam, como Patrick Stewart, Ian McKellen, James Marsden, Rebecca Romijn, Alan Cumming e Channing Tatum como Gambit.

Mas a maior surpresa — e também a mais controversa — é o retorno de Robert Downey Jr., não como Tony Stark, mas como Doutor Destino, líder da Latvéria e um dos vilões mais icônicos da Marvel. A decisão dividiu opiniões, mas elevou ainda mais o interesse pelo filme, que promete reintroduzir o personagem ao MCU em uma versão poderosa, imponente e central na narrativa. A história acompanha uma coligação de heróis e grupos — os Vingadores, os Wakandanos, os Novos Vingadores, os X-Men e o Quarteto Fantástico — unindo forças para impedir que Destino domine não apenas a Terra, mas as fissuras do multiverso.

O processo até chegar a esse formato, porém, foi turbulento. Em 2022, The Kang Dynasty e Secret Wars foram anunciados como os dois próximos filmes dos Vingadores, representando o final da Saga do Multiverso. Destin Daniel Cretton chegou a ser contratado para dirigir Kang Dynasty, enquanto Jonathan Majors reprisaria o papel do vilão Kang, o Conquistador. Mas tudo mudou depois de 2023. As acusações legais envolvendo Majors resultaram em sua demissão, forçando a Marvel a reescrever completamente o rumo da história. A saída de Cretton também exigiu nova direção criativa. A partir disso, Waldron assumiu toda a reformulação do roteiro, e o estúdio decidiu abandonar a Saga de Kang, reorganizando o futuro da franquia.

Foi só em julho de 2024 que a reconstrução tomou forma definitiva: os Russo foram anunciados como diretores de Doomsday, McFeely entrou como co-roteirista e Downey foi confirmado como Doutor Destino. Junto disso, o filme ganhou o novo subtítulo e reforçou sua proposta de ser um evento monumental, projetado para redefinir a estrutura narrativa do MCU nos próximos anos.

As filmagens, iniciadas em abril de 2025 no Pinewood Studios, na Inglaterra, envolveram centenas de profissionais, gravações em múltiplos cenários reais e cenas de batalha de alta complexidade técnica. Sequências específicas foram rodadas no Bahrein, escolhidas por sua geografia singular e pela possibilidade de criar paisagens que remetem tanto à Latvéria quanto a regiões devastadas por portais multiversais. A produção se encerrou em setembro do mesmo ano, entrando imediatamente na fase de pós-produção, que deve durar mais de 14 meses — reflexo da dimensão gigantesca do projeto.

O enredo oficial segue sendo guardado a sete chaves, mas o que se sabe é que os eventos de Doosmday se passam quatorze meses após Thunderbolts (2025). A narrativa mostrará a união inédita entre os maiores heróis do MCU e mutantes clássicos, todos empurrados para uma guerra inevitável contra Doutor Destino. A escala, segundo fontes internas, será maior do que qualquer batalha já vista no universo Marvel, incluindo Wakanda, Nova Asgard, Kamar-Taj e até reinos alternativos.

É nesse quebra-cabeça gigantesco que Sadie Sink entra. Seu papel pode parecer pequeno dentro do escopo colossal do filme, mas fontes internas afirmam que ela interpretará uma personagem que deve crescer em importância na sequência direta, Vingadores: Guerras Secretas, prevista para 17 de dezembro de 2027. É por isso que sua contratação desperta tanta curiosidade: a Marvel raramente escala uma atriz jovem e em ascensão para um papel irrelevante, especialmente em projetos tão estratégicos.

Avatar: Fogo e Cinzas libera trailer final e prepara o terreno para a fase mais sombria da saga de James Cameron

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de Pandora voltou a estremecer — e não apenas pela força das montanhas flutuantes ou pelo rugido das criaturas bioluminescentes. Com a divulgação do trailer final de Avatar: Fogo e Cinzas, o terceiro capítulo da franquia de James Cameron, a sensação é de que estamos diante de uma experiência cinematográfica que promete expandir, aprofundar e agitar tudo o que os fãs conhecem sobre esse mundo extraordinário. O vídeo, liberado pela 20th Century Studios, rapidamente tomou conta das redes sociais, alimentando debates, teorias e reações emocionadas. Não é exagero dizer que a expectativa atingiu seu auge. Afinal, estamos falando de uma das sagas mais ambiciosas e tecnicamente impecáveis da história do cinema.

Com estreia prevista para 19 de dezembro de 2025, Fogo e Cinzas assume a responsabilidade de dar continuidade aos eventos de O Caminho da Água (2022), ao mesmo tempo em que prepara o terreno para as duas sequências já anunciadas para 2029 e 2031. A julgar pelas imagens reveladas no trailer, o novo filme não se limita a dar sequência à trama: ele propõe uma virada emocional, estética e narrativa que pode redefinir o rumo da franquia pelos próximos anos.

Logo de início, o trailer apresenta um clima mais pesado e introspectivo. Um ano se passou desde que a família Sully se estabeleceu no clã Metkayina, mas a dor da perda de Neteyam continua viva. A ausência do primogênito paira como uma nuvem espessa sobre Jake, Neytiri e seus filhos. Há uma ferida aberta que nenhum mergulho nas águas cristalinas de Pandora é capaz de suavizar. Essa atmosfera de luto e revolta é perceptível não apenas nas expressões dos personagens, mas também na fotografia, mais contrastada e repleta de sombras, como se o planeta refletisse o emocional de sua família mais conhecida.

É nesse contexto que surge a grande novidade do trailer: a introdução do misterioso e temido Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi que vive em regiões dominadas por vulcões e ambientes hostis. Diferente dos Omatikaya e dos Metkayina, cujo visual remete à natureza exuberante de florestas e oceanos, o novo clã apresenta uma estética marcada por tons escuros, pinturas agressivas e um estilo de vida moldado pelo fogo — um contraste arrebatador com tudo o que Pandora mostrou até agora. A líder dos Ash People, a imponente Varang, surge como uma figura de presença magnética. Seu semblante firme, seus movimentos calculados e sua postura de guerreira experiente deixam claro que ela não é uma antagonista tradicional: é alguém guiada por convicções profundas, por perdas passadas e por uma visão própria de justiça.

O mais impactante, porém, é vê-la aliada a Miles Quaritch, ainda mais adaptado à sua nova forma Na’vi. A parceria entre ambos deixa evidente que a guerra pela sobrevivência de Pandora está prestes a atingir um patamar sem precedentes. No trailer, Quaritch exibe uma mistura perturbadora de ódio e confusão existencial. Ele é uma figura dividida entre a memória de sua vida humana e as emoções despertadas pelo corpo que agora habita. Esse conflito interno, que já se insinuava em O Caminho da Água, parece ganhar proporções muito maiores no terceiro longa.

Jake e Neytiri, por sua vez, aparecem mais maduros, mas também mais quebrados. O luto pela morte de Neteyam se reflete na forma como eles se movimentam, falam e interagem com o restante da família. Neytiri, especialmente, surge tomada por uma intensidade quase selvagem. Em uma das cenas mais marcantes do trailer, ela afirma, com a voz embargada e olhar de fúria, que eles “já perderam demais”. Há uma energia crua nessa fala que indica que a personagem, que sempre equilibrou espiritualidade e força, pode estar prestes a romper alguns limites.

Kiri, interpretada novamente por Sigourney Weaver, também ganha destaque nos novos trechos. Sua ligação com Eywa se manifesta de forma mais poderosa, com cenas que sugerem habilidades sensoriais ampliadas e uma sensibilidade que a coloca no centro de acontecimentos decisivos. A jovem, ainda envolta em mistério, parece ser um dos pilares emocionais e narrativos de Fogo e Cinzas. Seus conflitos, suas descobertas e sua conexão com o planeta podem ser fundamentais no desfecho da história.

Lo’ak, que já vivia sob o peso da expectativa após a morte do irmão, também surge como alguém que enfrenta uma jornada pessoal intensa. Seu vínculo com o tulkun Payakan reaparece brevemente no trailer, indicando que essa relação continuará a ser um dos elementos mais sensíveis e simbólicos da trama. Cameron tem habilidade especial para transformar laços entre personagens e criaturas em metáforas profundas — e tudo indica que isso se repetirá aqui, só que de forma ainda mais dramática.

Para que tudo isso ganhasse corpo e verdade, Cameron contou novamente com o retorno de atores que já se tornaram sinônimo da franquia. Sam Worthington retoma o papel de Jake Sully com uma postura mais cansada e reflexiva, carregando no olhar todas as batalhas que já enfrentou e aquelas que sabe que ainda virão. Zoe Saldaña, sempre intensa, entrega uma Neytiri visceral, movida pela dor, pela raiva e pela vontade de proteger o que lhe resta. Stephen Lang, mais uma vez, se destaca como um antagonista multifacetado, enquanto Sigourney Weaver transforma Kiri em um dos personagens mais fascinantes dessa nova fase da franquia. Joel David Moore, CCH Pounder e Matt Gerald completam o elenco de retorno.

A grandiosidade de Fogo e Cinzas se deve, em grande parte, ao processo de produção que começou há muito tempo. As filmagens tiveram início em 2017, acontecendo paralelamente às de O Caminho da Água. Isso significa que Cameron não vê a saga como filmes isolados, mas como capítulos de uma história contínua, planejada com antecedência e construída como uma verdadeira epopeia cinematográfica. Enquanto trabalhava nesses dois longas, ele já preparava terreno para The Tulkun Rider e The Quest for Eywa, que devem chegar aos cinemas nos próximos anos e fechar o ciclo iniciado em 2009.

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