Minions & Monstros estreia com US$ 62,6 milhões e mantém franquia Meu Malvado Favorito entre as maiores do cinema de animação

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Os Minions continuam mostrando que estão longe de perder espaço nas telonas. Segundo o Deadline, Minions & Monstros arrecadou US$ 62,6 milhões em seu fim de semana de estreia, resultado que mantém a franquia Meu Malvado Favorito entre as propriedades mais lucrativas da animação mundial.

Produzido pela Illumination e distribuído pela Universal Pictures, o longa é o terceiro filme protagonizado exclusivamente pelos personagens amarelos e o sétimo capítulo da franquia iniciada em 2010. Ao longo dos últimos anos, a série se consolidou como um dos maiores sucessos comerciais do estúdio, acumulando bilhões de dólares em bilheteria e presença constante entre as animações de maior público.

Desta vez, a narrativa leva os Minions para 1927, período de transição entre o cinema mudo e a chegada dos filmes sonoros. Em vez de acompanhar Gru, a história apresenta uma nova tribo dos personagens vivendo em Hollywood, onde James, um Minion apaixonado por desenho e produção cinematográfica, tenta realizar o sonho de filmar sua própria aventura de monstros.

Ao lado de Henry e Ed, ele reúne criaturas inusitadas para o projeto. O que começa como uma homenagem aos clássicos do terror rapidamente foge do controle quando forças sobrenaturais entram em cena e transformam as gravações em uma ameaça real. O roteiro mistura humor característico da série com referências aos primeiros anos da indústria cinematográfica e aos antigos filmes de monstros.

A direção é assinada por Pierre Coffin, voz oficial dos Minions desde o primeiro filme, com roteiro de Brian Lynch, que já trabalhou em produções anteriores da franquia. A produção reúne novamente Chris Meledandri, fundador da Illumination, e Bill Ryan.

O elenco de vozes inclui Trey Parker, Allison Janney, Christoph Waltz, Jesse Eisenberg, Jeff Bridges, Zoey Deutch, Bobby Moynihan e Phil LaMarr, ampliando a lista de atores que já passaram pelo universo criado pelo estúdio.

Outro detalhe marca uma mudança importante nos bastidores. A trilha sonora foi composta por John Powell, conhecido por trabalhos em O Lorax e Migração. Este é o primeiro longa da franquia Meu Malvado Favorito sem a participação do compositor brasileiro Heitor Pereira, responsável pela identidade musical da série desde seus primeiros capítulos.

Com orçamento estimado em US$ 85 milhões, o desempenho inicial coloca o filme em uma posição favorável para recuperar rapidamente os custos de produção.

Fini acompanha mais de 30 mil estudantes em Porto Seguro e amplia presença no maior festival de formaturas do país

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Viajar para Porto Seguro continua sendo um dos rituais mais marcantes para quem está encerrando o ensino médio. É nessa época que milhares de estudantes de diferentes regiões do Brasil se encontram para celebrar o fim de um ciclo entre shows, festas e atividades ao ar livre. De olho nesse público, a Fini ampliou sua parceria com a Forma Turismo e passa a integrar diferentes momentos do Porto Festival 2026.

A ação acontece entre junho e julho e deve alcançar mais de 30 mil estudantes que participam da programação organizada pela maior empresa de turismo estudantil da América Latina. Desta vez, a marca deixa de aparecer apenas em ativações pontuais e acompanha os jovens desde a chegada ao destino até as principais atrações da viagem.

O primeiro contato acontece ainda no Aeroporto de Porto Seguro, onde a Fini ocupa espaços de mídia com peças de boas-vindas. A ideia é fazer parte da viagem desde o desembarque, antes mesmo do início da programação oficial.

Dentro do Território Forma, a presença da marca se espalha por diferentes ambientes. Um dos destaques é a tradicional tirolesa, que passa a levar o nome da Fini e recebe uma identidade visual própria, além de ações de distribuição de produtos durante a atividade.

A empresa também participa da Pool Party, uma das festas mais conhecidas da temporada, com espaços personalizados e dinâmicas voltadas ao público. Já no Forma Music Park, a marca monta um ambiente interativo para quem acompanha os shows, oferecendo brindes, pontos de encontro e espaços pensados para fotos e produção de conteúdo nas redes sociais.

A estratégia acompanha um momento importante para a geração que participa da viagem de formatura. Segundo Gabriela Guerreiro, diretora de Marketing Brasil da The Fini Company, Porto Seguro representa uma fase de despedidas e novos começos, tornando a conexão com esse público mais espontânea do que uma ação publicitária tradicional.

O Porto Festival reúne artistas de diferentes estilos durante mais de um mês de programação. Em 2026, nomes como Veigh, Matuê, MC Livinho, MC Hariel, Kayblack e Turma do Pagode integram a agenda de apresentações no Forma Music Park.

Solo Leveling ganha filme que dará sequência direta ao anime; Veja o que já foi confirmado sobre Beyond the System

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Foto: Reprodução/ Internet

A história de Sung Jinwoo ainda está longe do fim. Durante o Anime Expo 2026, a Crunchyroll e a Aniplex anunciaram oficialmente a produção de Solo Leveling: Beyond the System, primeiro longa-metragem da franquia e continuação direta da segunda temporada do anime, Arise from the Shadow.

O anúncio veio acompanhado de uma imagem inédita e da confirmação de que a trama seguirá exatamente dos acontecimentos vistos no último episódio da série. Ainda não há data de estreia, elenco adicional ou detalhes sobre a história, mas a produção já entrou em desenvolvimento.

A animação continuará sob responsabilidade do A-1 Pictures, estúdio que adaptou as duas temporadas do anime e que também assina títulos como Sword Art Online, 86 e Lycoris Recoil. O filme é uma coprodução entre Crunchyroll, Aniplex, Netmarble, D&C MEDIA e Kakao Piccoma, empresas que já participam do desenvolvimento da franquia desde sua adaptação para a televisão.

Para quem começou a acompanhar Solo Leveling apenas pelo anime, vale lembrar que a obra nasceu como uma web novel escrita pelo sul-coreano Chugong, publicada em 2016. O enorme sucesso levou à criação do webtoon ilustrado por Jang Sung-rak (Dubu), cuja arte foi decisiva para transformar a série em um fenômeno internacional. A adaptação animada estreou em 2024 e rapidamente passou a figurar entre os títulos mais assistidos da Crunchyroll.

A trama acompanha Sung Jinwoo, um caçador considerado o mais fraco de sua geração. Depois de sobreviver a uma missão que quase termina em tragédia, ele passa a ser o único humano conectado a um misterioso Sistema capaz de fazê-lo evoluir continuamente. O que começa como uma luta pela sobrevivência se transforma em uma disputa muito maior, envolvendo monarcas, entidades sobrenaturais e o verdadeiro propósito das masmorras espalhadas pelo mundo.

A confirmação de Beyond the System indica que a adaptação animada continuará explorando essa fase mais complexa da história, justamente quando Jinwoo deixa de enfrentar apenas monstros comuns e passa a lidar com ameaças capazes de alterar o destino da humanidade.

Catedral leva Rock & Hits ao Rio e transforma reencontro com a cidade natal em show de memórias e fase atual da banda

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Depois de mais de três décadas circulando pelo pop rock brasileiro, o Catedral volta ao Rio de Janeiro para uma apresentação que mexe diretamente com a própria origem do grupo. O show “Catedral Rock & Hits” acontece no dia 1º de agosto, no Multiplan Hall, em Jacarepaguá, e marca o reencontro da banda com o público carioca, cidade onde o trio começou a construir sua trajetória no fim dos anos 1980.

Formado hoje por Kim (voz e violão), Júlio Cezar (baixo) e Guilherme Morgado (bateria), o grupo surgiu em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e construiu uma carreira que atravessa o pop rock nacional com forte presença de letras voltadas a temas como amor, espiritualidade e reflexões do cotidiano. Ao longo dos anos, a banda também se consolidou como uma das principais referências do rock cristão no país, sem abrir mão de circular por um público mais amplo.

No palco, o repertório costura diferentes fases da discografia. Entram no set músicas que ajudaram a consolidar o nome do Catedral, como Eu amo mais você, Quem disse que o amor pode acabar? e Eu quero sol nesse jardim, além de A tempestade e o sol, que seguem entre as mais lembradas pelos fãs. A ideia do show não é apenas revisitar sucessos, mas reorganizar essa história em um formato de apresentação ao vivo, sem separar tanto o passado do presente.

A parte mais recente da carreira também tem espaço garantido. Faixas como Baile de Máscaras, Convicção e A Nova Velha Roupa do Rei entram no roteiro para mostrar a fase atual do trio, que continua produzindo e gravando novas composições assinadas por Kim. Esse equilíbrio entre músicas antigas e recentes ajuda a dar o tom do espetáculo, que evita a ideia de retrospectiva engessada.

O retorno ao Rio também carrega um peso simbólico. É na região metropolitana da cidade que o Catedral deu seus primeiros passos, ainda no circuito local, antes de ganhar projeção nacional. Por isso, a apresentação no Multiplan Hall acaba funcionando como uma espécie de reencontro com a própria origem, agora em outro momento de carreira e com um público que acompanha essa trajetória há décadas.

Letras da Ilha transforma letreiros em patrimônio cultural e resgata a memória visual de Itamaracá

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Quem chega à Ilha de Itamaracá encontra, logo nas primeiras caminhadas, uma paisagem marcada por cores vivas, pinceladas precisas e letras desenhadas à mão. Presentes em embarcações, fachadas de comércios, placas e oficinas, esses letreiros fazem parte da identidade da ilha há décadas. A partir deste sábado (4), esse patrimônio gráfico passa a ocupar o centro das atenções com a exposição Letras da Ilha, aberta ao público na Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá, com entrada gratuita.

A mostra nasceu de uma pesquisa iniciada em 2020 pela designer gráfica e pesquisadora Lili Nascimento, que percorreu diferentes regiões da ilha registrando a produção dos pintores letristas locais. O trabalho começou durante a vigência da Lei Aldir Blanc em Pernambuco e ganhou continuidade na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde se transformou em seu Trabalho de Conclusão de Curso, orientado pela professora Solange Coutinho.

O resultado é um acervo que reúne fotografias, vídeos, obras e letreiros originais capazes de revelar como a tipografia popular se tornou parte da paisagem de Itamaracá. A exposição apresenta uma produção artística construída no cotidiano, distante dos grandes centros urbanos, mas profundamente ligada à memória coletiva da população.

Entre os artistas retratados está Natanael Pires, conhecido como Tuca Pintor, um dos nomes mais tradicionais da pintura de letreiros na ilha. Há mais de quarenta anos, ele assina trabalhos em jangadas, baiteiras, fachadas comerciais, placas, velas e nos tradicionais bandeirões utilizados durante a Buscada de Nossa Senhora do Pilar, uma das celebrações religiosas mais importantes da região.

A pesquisa também destaca Dilza Fernanda, única mulher pintora letrista identificada durante o levantamento. Autodidata, ela iniciou sua trajetória produzindo pinturas para campanhas eleitorais e, ao longo dos anos, passou a desenvolver fachadas, paisagens, letreiros e pinturas decorativas, construindo uma carreira em um ofício historicamente ocupado por homens.

Outros nomes presentes na exposição são John Alex, artista paulista radicado em Itamaracá que atua com murais, fachadas e sinalização comercial, e Edilson Catanha, que desde 2019 vem deixando sua marca em mercados, embarcações e diversos espaços públicos da ilha.

A mostra também contextualiza o papel desses profissionais durante a preparação da Buscada de Nossa Senhora do Pilar, tradição com mais de dois séculos de história. Antes da celebração, barcos e jangadas passam por manutenção, recebem novas pinturas e têm seus letreiros renovados, preservando um costume que atravessa gerações e continua fazendo parte da cultura local.

O projeto ainda se desdobra em outras iniciativas. A pesquisa dará origem ao livro Letras da Ilha, atualmente em fase de produção com recursos do Funcultura, reunindo textos de Lili Nascimento e Solange Coutinho, além das fotografias de Ytallo Barreto, com lançamento previsto para o fim deste ano.

Encerrando a programação, será realizada uma oficina de pintura de letreiros voltada para jovens da região. A atividade será conduzida por Lili Nascimento e Solange Coutinho em parceria com os próprios mestres letristas, criando um espaço de troca entre diferentes gerações e incentivando a continuidade de um conhecimento construído na prática.

A Canção do Planeta Prometido usa a ficção científica para discutir como o extremismo pode levar uma civilização ao colapso

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A ficção científica sempre encontrou espaço para discutir temas do presente por meio de mundos imaginários. Em A Canção do Planeta Prometido, o escritor Antonio Alleoni Corrêa de Godoy segue esse caminho ao construir uma narrativa em que disputas ideológicas, radicalização política e intolerância religiosa deixam de ser apenas conflitos sociais e passam a ameaçar o equilíbrio de um planeta inteiro.

A história se passa em Kor, um mundo dividido entre dois grupos que interpretam sua própria origem de formas incompatíveis. Os Piedosos acreditam que Trondoll, criador da escrita e fundador da civilização koriana, foi uma figura sagrada enviada para conduzir seu povo. Já os Racionais Iluminados enxergam Trondoll apenas como um personagem histórico de inteligência excepcional, rejeitando qualquer caráter religioso atribuído a ele.

Essa divergência deixa de ser uma discussão filosófica e rapidamente se transforma em uma disputa por poder. O discurso de conciliação perde espaço para lideranças interessadas em ampliar o conflito, e o planeta começa a apresentar sinais de colapso. Terremotos, maremotos e outros fenômenos naturais surgem em uma escala cada vez maior, alimentando a suspeita de que existe uma ligação entre o comportamento coletivo da população e a deterioração do próprio mundo.

A ideia de uma Mente Coletiva funciona como um dos conceitos centrais do romance. Em Kor, pensamentos, emoções e sentimentos compartilhados pela sociedade exercem influência direta sobre a natureza. O ódio acumulado entre as duas comunidades deixa de produzir apenas consequências políticas e passa a alterar o funcionamento do planeta, aproximando a ficção científica de reflexões filosóficas e espirituais.

Entre os protagonistas estão Daxxtor, líder da Igreja de Trondoll, e Jeb, cientista ligado aos Racionais Iluminados. Embora ocupem posições opostas dentro da sociedade koriana, ambos entendem que a continuidade do conflito pode levar à destruição de toda a civilização. Durante a narrativa, os dois também dividem um segredo capaz de alterar completamente a história conhecida por seus povos, informação que pode tanto impedir uma tragédia quanto acelerar o caos.

Outro elemento importante é a presença de mutantes telepatas, personagens que alimentam o ressentimento entre os dois grupos como forma de ampliar sua influência. Em vez de representar apenas uma ameaça física, eles simbolizam a manipulação das emoções coletivas e a facilidade com que discursos extremistas encontram espaço em sociedades já fragmentadas.

Antonio Alleoni Corrêa de Godoy combina conceitos tradicionais da ficção científica com referências filosóficas, psicológicas e religiosas. Autores como Frank Herbert, Arthur C. Clarke e H. G. Wells servem de inspiração para a construção do mundo de Kor, enquanto ideias de Carl Gustav Jung, Joseph Campbell e Pierre Teilhard de Chardin ajudam a desenvolver temas ligados à consciência coletiva, identidade e espiritualidade.

Lucas Oradovschi leva ao Teatro Poeira monólogo inspirado em projeto que uniu israelenses e palestinos por meio da arte

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Depois de ser um dos destaques da cena teatral em 2024, Um Pássaro não é uma Pedra volta aos palcos para uma curta temporada no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro. O monólogo, protagonizado por Lucas Oradovschi, será apresentado entre os dias 7 e 29 de julho, sempre às terças e quartas-feiras, às 20h.

A peça parte de um episódio real para discutir como a arte pode sobreviver mesmo em contextos marcados pela violência. Em vez de reconstruir os conflitos políticos do Oriente Médio de forma convencional, o espetáculo escolhe um caminho mais íntimo, acompanhando a história do Stone Theatre (Teatro de Pedra), iniciativa criada nos anos 1980 no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, pela israelense Arna Mer e pela palestina Samira Zubeidi.

Voltado para crianças e adolescentes da região, o projeto utilizava o teatro como ferramenta de educação e acolhimento em uma comunidade profundamente afetada pela guerra e pela ocupação militar. Anos depois, o espaço foi destruído durante os confrontos na região, mas sua história não terminou ali. Em 2000, o trabalho foi retomado pelos filhos das fundadoras com a criação do Freedom Theatre, grupo que mais tarde chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Em cena, Lucas Oradovschi narra essa trajetória por um ponto de vista incomum. Quem conduz a história é uma pedra retirada dos escombros do teatro destruído, recurso dramatúrgico que aproxima memória, destruição e permanência em um mesmo discurso.

O texto foi desenvolvido coletivamente por Lucas ao lado de Adriana Schneider, Cátia Costa, Daniel Bueno e Mar Mordente. A direção também reúne Schneider, Costa e Mordente, responsáveis por construir uma encenação que combina narrativa, música e imagens sem recorrer a grandes aparatos cênicos.

De ascendência judaica, Oradovschi encontrou na história do Teatro de Pedra um ponto de partida para discutir encontros possíveis entre povos frequentemente retratados apenas pelo conflito. Em vez de transformar o palco em espaço para discursos políticos, a montagem concentra seu olhar em iniciativas culturais que nasceram em meio às dificuldades e encontraram na criação artística uma forma de resistência cotidiana.

Quando estreou, em 2024, Um Pássaro não é uma Pedra recebeu boa repercussão da crítica especializada. O espetáculo conquistou o Prêmio APTR de Melhor Direção Musical e também figurou entre os indicados ao Prêmio Shell na categoria de Melhor Direção.

Estúdio brasileiro de anime entra em programa de internacionalização e amplia planos para levar produções ao mercado global

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A animação brasileira acaba de conquistar espaço em uma iniciativa inédita voltada à internacionalização de empresas lideradas por mulheres. A produtora executiva Mab Castro, sócia da Noches Produções, foi selecionada para participar do Elas Exportam, programa desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com a ApexBrasil.

A edição de 2026 marca uma mudança importante no projeto. Pela primeira vez, empresas da economia criativa e do setor de serviços passaram a integrar o programa, abrindo espaço para segmentos como audiovisual, games e tecnologia. A decisão reconhece um mercado que vem crescendo nos últimos anos e que passou a disputar espaço internacional com produções próprias, e não apenas prestando serviços para estúdios estrangeiros.

Para a Noches Produções, sediada em Niterói, a seleção representa um passo dentro de uma estratégia que já vinha sendo construída. O estúdio desenvolve projetos autorais como o anime Genius! e a série infantil Nina e os Guardiões, com foco na criação de propriedades intelectuais capazes de circular em diferentes mercados.

Mab Castro acredita que a inclusão do audiovisual no programa sinaliza uma mudança de visão sobre o potencial econômico do setor. Segundo ela, a economia criativa passa a ser tratada como uma indústria capaz de gerar negócios, exportações e desenvolvimento tecnológico.

A trajetória da produtora ajuda a explicar esse movimento. Antes de atuar na produção executiva, Mab trabalhou com Direito, área em que se especializou em propriedade intelectual e direitos autorais. A experiência jurídica acabou influenciando a estrutura da Noches Produções, que adotou um modelo voltado para o desenvolvimento de marcas próprias e planejamento de longo prazo.

Essa estratégia acompanha uma tendência cada vez mais presente na indústria mundial de animação. Em vez de produzir apenas séries ou filmes, muitos estúdios buscam criar personagens e universos capazes de gerar livros, jogos, licenciamentos e outras frentes de negócios. É justamente esse tipo de construção que a Noches pretende fortalecer.

Outro diferencial do estúdio é a inspiração nos métodos da indústria japonesa. A empresa utiliza processos de produção semelhantes aos adotados pelos grandes estúdios de anime, mas desenvolvendo histórias originais criadas no Brasil. A proposta é unir referências técnicas consolidadas com narrativas que carreguem elementos da cultura brasileira sem perder o potencial de dialogar com públicos internacionais.

O momento também é favorável para esse tipo de iniciativa. O crescimento das plataformas de streaming e a expansão do consumo de animações vindas de diferentes países reduziram barreiras que, até poucos anos atrás, dificultavam a circulação de produções independentes. Hoje, estúdios de menor porte conseguem negociar diretamente com distribuidores e plataformas interessadas em ampliar seus catálogos.

Embora o Brasil seja reconhecido pela qualidade de seus animadores, boa parte dos profissionais ainda trabalha em projetos terceirizados para empresas do exterior. A consolidação de propriedades intelectuais nacionais continua sendo um dos principais desafios da indústria, especialmente quando o objetivo é competir em mercados internacionais.

Criado para ampliar a participação de mulheres no comércio exterior, o Elas Exportam oferece capacitação, mentorias e oportunidades de conexão com parceiros comerciais. Para Mab Castro, esse tipo de iniciativa também ajuda a ampliar a presença feminina em cargos de liderança dentro do audiovisual, um espaço onde as mulheres ainda enfrentam obstáculos para ocupar posições estratégicas.

A Morte do Demônio: Em Chamas terá pré-estreia com sessão temática no Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo

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Quem acompanha a franquia A Morte do Demônio poderá assistir ao novo longa antes da estreia nacional. No dia 7 de julho, às 20h30, o Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta, em São Paulo, realiza uma exibição antecipada de A Morte do Demônio: Em Chamas, primeira edição do projeto Espaço do Medo, criado para receber lançamentos do gênero de horror.

A sessão foi pensada para transformar a ida ao cinema em parte da programação. Além da exibição, o público encontrará intervenções inspiradas no filme e na identidade visual da franquia, levando o clima sombrio da história para fora da tela. O longa chega ao circuito nacional dois dias depois, em 9 de julho.

Os ingressos já podem ser adquiridos pelo site e pelo aplicativo do Espaço Petrobras de Cinema, sem cobrança de taxa de conveniência.

Dirigido pelo francês Sébastien Vaniček, o filme apresenta uma história inédita dentro da série criada por Sam Raimi no início dos anos 1980. O roteiro, escrito por Vaniček ao lado de Florent Bernard, deixa de lado personagens conhecidos para acompanhar um novo grupo cercado pela ameaça dos Deadites, criaturas demoníacas que se tornaram a marca registrada da franquia.

A trama acompanha uma mulher que, após a morte do marido, busca abrigo na casa isolada dos sogros. O reencontro familiar toma outro rumo quando os moradores começam a ser possuídos por forças malignas. Presa dentro da propriedade, ela precisa enfrentar uma sequência de acontecimentos violentos para permanecer viva.

O elenco reúne Souheila Yacoub, Tandi Wright, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Errol Shand, George Pullar, Maude Davey e Greta Van Den Brink. A produção é assinada por Rob Tapert e Sam Raimi, responsáveis por consolidar a franquia ao longo de mais de quatro décadas, enquanto Bruce Campbell, rosto mais conhecido da série, participa como produtor executivo.

A criação do Espaço do Medo marca uma nova iniciativa do Espaço Petrobras de Cinema voltada ao horror. A proposta é realizar sessões especiais acompanhadas de ambientações temáticas, transformando lançamentos do gênero em eventos únicos para o público.

Anatomia do Caos | Documentário sobre a CPI da Covid chega ao Recife com sessões seguidas de debate sobre a pandemia no Brasil

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de dirigir Meu Nome É Gal, a cineasta baiana Dandara Ferreira troca a ficção por um dos capítulos mais delicados da história recente do país. Em Anatomia do Caos, a diretora volta aos acontecimentos da pandemia de Covid-19 para reconstruir, a partir dos trabalhos da CPI da Covid, como decisões políticas influenciaram o enfrentamento da maior crise sanitária vivida pelo Brasil nas últimas décadas.

O documentário estreou nos cinemas em 2 de julho, com distribuição da Descoloniza Filmes, e terá duas exibições especiais no Recife. A primeira acontece neste sábado, 4 de julho, às 18h, no Cinema São Luiz. Depois da sessão, o público poderá participar de um debate com a diretora Dandara Ferreira, a médica sanitarista e presidente da Hemobrás, Ana Paula Sotter, e o médico André Longo. No domingo, 5 de julho, o longa também será exibido no Armazém do Campo.

Em vez de olhar para aquele período apenas pelo lado estatístico, Anatomia do Caos acompanha de perto os bastidores da CPI da Covid. A câmera registra reuniões, depoimentos e momentos decisivos da comissão instalada no Senado em 2021, revelando como senadores buscaram reunir documentos, ouvir especialistas e investigar a condução da pandemia no Brasil.

O filme também resgata decisões do governo do então presidente Jair Bolsonaro durante a crise sanitária e apresenta registros inéditos que ajudam a contextualizar um período marcado por disputas políticas, desinformação e uma emergência de saúde pública que resultou na morte de mais de 700 mil brasileiros.

A ideia do documentário nasceu quando Dandara Ferreira decidiu viajar para Brasília para acompanhar a CPI de perto. Em vez de reconstruir os fatos anos depois, a diretora registrou os acontecimentos enquanto eles ainda estavam acontecendo. Essa escolha aproxima o público do clima de tensão que dominava o Congresso e o país naquele momento.

Outro ponto importante do longa é a discussão sobre o impacto da desinformação durante a pandemia. O documentário mostra como narrativas políticas, ataques à ciência e informações falsas passaram a fazer parte do cotidiano brasileiro justamente quando milhões de pessoas buscavam respostas sobre uma doença ainda pouco conhecida.

Sem tentar oferecer respostas fáceis, Anatomia do Caos também levanta uma discussão sobre memória e responsabilização. O filme questiona o que acontece quando uma investigação termina, mas muitas das consequências daquele período continuam presentes na vida de quem atravessou a pandemia.

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