Muito além dos controles! EP Games nasce como novo polo da cultura gamer no interior do Brasil

0

O universo dos games ganhou um novo e importante capítulo nesta quinta-feira, 15 de janeiro. Teve início a primeira edição do EP Games, evento promovido pelo Grupo EP que já estreia com ambições grandes: se consolidar como o maior festival gamer do interior brasileiro. Instalado no Shopping Iguatemi Campinas, o encontro une competições, cultura pop, debates, inclusão e entretenimento, e deve receber cerca de 10 mil visitantes até o encerramento, no domingo.

Desde a abertura dos portões, ficou evidente que o EP Games não foi pensado apenas para jogadores profissionais ou fãs hardcore. O espaço foi tomado por públicos diversos — crianças, adolescentes, adultos e famílias inteiras — todos atraídos pela proposta de viver a cultura gamer de forma ampla, acessível e imersiva. Mais do que disputar títulos, o evento convida o público a experimentar, aprender, trocar ideias e se reconhecer como parte de uma comunidade em constante crescimento.

O primeiro dia foi marcado por disputas decisivas que elevaram o nível de adrenalina. No torneio de Street Fighter 6, a final reuniu dois competidores que já vinham se destacando ao longo do campeonato. De um lado, NotPedro apostou em Sagat; do outro, Zangief_bolado entrou em cena com o personagem que se tornou sua marca registrada. A luta foi intensa, técnica e equilibrada, com cada round acompanhado de perto pelo público. O desfecho veio com um combo preciso que garantiu a vitória de Zangief_bolado, consagrando uma das finais mais vibrantes do dia.

A emoção seguiu no campeonato de EA FC, onde Big e Rampazzo protagonizaram uma final disputada lance a lance. O confronto virtual exigiu leitura rápida de jogo e decisões estratégicas, mantendo a plateia atenta a cada ataque. No fim, Big conseguiu balançar as redes em um momento decisivo, garantindo o título e encerrando a disputa sob aplausos.

Mas o EP Games vai muito além dos torneios. Um dos espaços mais movimentados da estreia foi o concurso de cosplay, que abriu inscrições nas categorias kids e adulto. Personagens de games, animes, filmes e séries ganharam vida no palco, revelando o talento, a criatividade e o carinho dos participantes pelos universos que representam. As apresentações mostraram que o cosplay é também uma forma de arte e expressão, reforçando o caráter cultural do evento.

A programação de conteúdo foi outro pilar forte do primeiro dia. Painéis e bate-papos abordaram temas essenciais para quem acompanha ou deseja ingressar no mercado gamer. Entre os assuntos discutidos estiveram a criação de conteúdo multiplataforma, a presença feminina nos e-sports e a importância da acessibilidade nos jogos de luta. Participaram das conversas nomes como Príncipe Vidane, do Jovem Nerd, WZY e Carol The Queen, com mediação de Anyazita e Caio Maciel, diretor de Marketing do Grupo EP.

Para Maciel, o grande diferencial do EP Games está na proposta inclusiva. Segundo ele, o evento foi pensado para acolher pessoas de todas as idades e níveis de familiaridade com os games. A ideia é oferecer experiências diversas: desde jogar e assistir a campeonatos até participar de palestras, conhecer profissionais do setor e entender melhor como funciona a indústria dos jogos no Brasil.

Outro momento bastante aguardado foi o Meet & Greet, que aproximou o público de atletas e criadores de conteúdo. Fãs puderam conversar, tirar fotos e trocar experiências com nomes ligados ao EA FC, aos jogos de luta e também com Wendell Lira, ex-jogador de futebol que hoje atua no cenário gamer. A iniciativa reforça a importância do contato direto entre quem produz e quem consome conteúdo, fortalecendo a comunidade.

O Lounge Podcast também chamou atenção ao receber a Creative Squad — formada por Mendrux, M4fi4 e Ligonz — em um bate-papo descontraído sobre criatividade, produção digital e atuação em múltiplas plataformas. O espaço funcionou como um ponto de reflexão sobre os rumos do mercado, destacando como os games dialogam cada vez mais com entretenimento, educação e tecnologia.

Com uma estrutura que reúne estandes de marcas, áreas interativas, campeonatos, conteúdo educativo e ações sociais, o EP Games demonstra maturidade já em sua edição inaugural. Parte da bilheteria será destinada a jovens de escolas públicas, ampliando o acesso à cultura gamer e incentivando o contato com tecnologia desde cedo.

Sessão de Sábado aposta no romance! Globo exibe “Idas e Vindas do Amor” neste 17 de janeiro

0

A Sessão de Sábado desta semana, dia 17 de janeiro, entra no clima das comédias românticas ao exibir Idas e Vindas do Amor, filme que transforma o Dia dos Namorados em pano de fundo para uma série de histórias cruzadas sobre encontros, desencontros, expectativas e frustrações amorosas. Dirigido por Garry Marshall, o longa reúne um elenco estrelado e aposta em situações leves, divertidas e, em alguns momentos, emocionantes, para falar sobre o amor em suas mais diferentes formas.

A narrativa acompanha diversos personagens que vivem o mesmo dia, mas enfrentam experiências completamente distintas quando o assunto é relacionamento. Logo no início, o público conhece Reed Bennet, um florista romântico que decide dar um passo importante ao pedir sua namorada em casamento. Embora o pedido seja aceito, a reação dela levanta questionamentos e inseguranças que vão acompanhar o casal ao longo da trama.

Em paralelo, Julia Fitzpatrick vive um relacionamento aparentemente estável com um médico bem-sucedido, mas o trabalho dele coloca à prova a conexão entre os dois justamente em uma data simbólica. A distância e a rotina profissional mostram que nem sempre o amor resiste facilmente às prioridades do dia a dia, mesmo quando há carinho envolvido.

Outras histórias seguem caminhos bem diferentes. Liz Corynn acorda confiante após uma noite especial com o namorado, acreditando que o relacionamento está evoluindo, enquanto Felicia Miller celebra gestos grandiosos e românticos, como presentes exagerados e declarações públicas, típicos de um amor jovem e intenso. Já Sean Jackson, um famoso jogador de futebol americano, vive o oposto: apesar do sucesso profissional, sente-se profundamente sozinho e sonha com uma vida familiar que parece cada vez mais distante.

Há também espaço para personagens que rejeitam completamente o romantismo da data. Kara Monahan, por exemplo, mantém a tradição anual de organizar uma festa dedicada a odiar o Dia dos Namorados, reunindo pessoas que, assim como ela, preferem encarar a data com ironia e sarcasmo. Sua postura, no entanto, será testada ao longo do dia, mostrando que até os mais céticos podem ser surpreendidos.

Durante um voo para Los Angeles, o filme apresenta um encontro inesperado entre um passageiro carismático e a capitã da aeronave, dando origem a uma das histórias mais curiosas da trama. O acaso, elemento recorrente na obra, reforça a ideia de que o amor pode surgir nos momentos mais improváveis, mesmo quando menos se espera.

O longa também dedica atenção aos relacionamentos duradouros. Um casal que está junto há décadas enfrenta os desafios da convivência e da maturidade enquanto cuida do neto, trazendo um olhar mais sensível e realista sobre o amor que resiste ao tempo. Ao redor deles, personagens mais jovens lidam com descobertas, inseguranças e decisões importantes, como o início da vida adulta e as primeiras experiências amorosas.

Entre esses jovens está Grace, uma babá que acredita estar pronta para dar novos passos em seu relacionamento, mas que acaba confrontada com dúvidas e situações inesperadas. Já Kelvin Moore, um repórter cético e abertamente crítico ao Dia dos Namorados, se vê envolvido em uma experiência que desafia todas as suas convicções, mostrando que até os mais descrentes podem mudar de ideia.

Ao longo do filme, as histórias se entrelaçam de forma dinâmica, alternando momentos de humor, romance e pequenas decepções. Nem todos os casais permanecem juntos, alguns descobrem que não eram feitos um para o outro, enquanto outros encontram o amor justamente após uma separação ou mudança de perspectiva. A proposta não é oferecer finais perfeitos para todos, mas refletir sobre como o amor pode ser confuso, imprevisível e, ainda assim, essencial.

Idas e Vindas do Amor segue a fórmula consagrada de Garry Marshall, responsável por clássicos do gênero, apostando em um elenco numeroso e carismático, diálogos acessíveis e situações com as quais o público facilmente se identifica. A produção não busca aprofundamentos dramáticos intensos, mas funciona como um retrato leve e bem-humorado das relações modernas.

Contra o Negacionismo Climático | Documentário inédito expõe a engrenagem da desinformação e a guerra contra a ciência

0

Apesar do consenso científico e das evidências cada vez mais visíveis no dia a dia, como ondas de calor extremas, secas prolongadas, enchentes e o avanço do nível do mar, as mudanças climáticas ainda são alvo de questionamentos organizados. Não se trata apenas de dúvidas isoladas, mas de um movimento estruturado que atua para enfraquecer a ciência, confundir a opinião pública e retardar decisões políticas urgentes. É esse cenário que o documentário inédito Contra o Negacionismo Climático investiga de forma direta e contundente. A produção estreia com exclusividade no canal Curta! e já está disponível no streaming CurtaOn – Clube de Documentários.

Dirigido e roteirizado por Elsa Guiol, o filme se dedica a desmontar o discurso negacionista, revelando suas estratégias, seus interesses e seus impactos sociais e políticos. Ao longo da narrativa, o documentário deixa claro que o negacionismo climático vai além da simples discordância científica. Ele se apresenta como uma ferramenta de poder, frequentemente ligada a agendas econômicas conservadoras e a setores que se beneficiam da manutenção de modelos de exploração ambiental.

A obra reúne depoimentos de cientistas, pesquisadores, comunicadores e especialistas em clima que explicam, de maneira acessível, como dados sólidos e estudos revisados por pares são sistematicamente atacados. Paralelamente, o filme mostra como organizações e instituições trabalham para desacreditar pesquisas, criar falsas controvérsias e alimentar teorias conspiratórias que ganham força especialmente nas redes sociais.

Para o pesquisador Albin Wagener, um dos entrevistados, o negacionismo climático representa uma ameaça que ultrapassa o campo ambiental. Segundo ele, ao corroer a confiança na ciência e no conhecimento, esses movimentos enfraquecem os próprios pilares da democracia. Quando fatos passam a ser tratados como opinião e evidências são substituídas por narrativas ideológicas, o debate público se torna refém da desinformação.

O documentário detalha como essa engrenagem funciona. Relatórios pseudocientíficos, campanhas de difamação contra ambientalistas e ataques pessoais a pesquisadores fazem parte de uma estratégia maior, muitas vezes financiada por empresas ligadas a setores como o de combustíveis fósseis. O objetivo é simples: gerar dúvida suficiente para atrasar políticas de transição energética, preservação ambiental e redução de emissões.

Além da análise estrutural, Contra o Negacionismo Climático aposta em histórias humanas para mostrar que a crise climática não é um problema distante ou abstrato. Um dos relatos centrais é o de Chris Burnet, considerado um dos primeiros migrantes climáticos dos Estados Unidos. Ele conta que, durante muito tempo, também foi cético em relação às mudanças climáticas, acreditando que seus efeitos se restringiam a lugares longínquos e imagens de geleiras derretendo.

A realidade mudou quando Burnet foi obrigado a deixar sua terra natal. Hoje, ele vive em uma área construída para acolher moradores de uma ilha na Louisiana ameaçada pelo aumento do nível do mar e pela intensificação de furacões. Seu depoimento ilustra de forma contundente como a crise climática já desloca populações inteiras e transforma vidas, especialmente em comunidades mais vulneráveis.

O filme também revisita momentos-chave da política climática internacional. Laurence Tubiana, diretora da Fundação Europeia do Clima, relembra os desafios enfrentados durante as negociações do Acordo de Paris. Segundo ela, embora o movimento negacionista tenha sofrido um revés naquele momento, ele não foi derrotado. Pelo contrário, adaptou-se, encontrando novas formas de espalhar desinformação e medo, mesmo após acordos históricos.

Com uma abordagem clara e didática, sem abrir mão da complexidade do tema, o documentário propõe um convite à reflexão. Ao expor os mecanismos do negacionismo climático, a obra destaca a importância da educação científica, do pensamento crítico e da responsabilidade coletiva diante de uma crise que afeta todo o planeta.

Produzido pela Together Media em parceria com a Babel DOC, Contra o Negacionismo Climático integra a faixa temática Sextas de História & Sociedade do canal Curta!, com exibição marcada para o dia 23 de janeiro, às 21h. O título também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível pelo Prime Video Channels, Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado, 17 de janeiro, na Record TV

0

O Cine Aventura deste sábado, 17 de janeiro, leva ao ar um dos maiores sucessos da animação mundial com a exibição de Madagascar 3: Os Procurados. Terceiro capítulo da popular franquia da DreamWorks Animation, o filme reúne humor, aventura, música e personagens carismáticos em uma história que conquistou públicos de todas as idades e se tornou o maior êxito comercial da série.

Na trama, Alex, Marty, Gloria e Melman decidem finalmente voltar para Nova Iorque após um longo período vivendo na África. A saudade do zoológico e da antiga rotina faz com que o grupo trace um plano ambicioso para retornar aos Estados Unidos. No entanto, a jornada toma um rumo inesperado quando eles acabam em Monte Carlo, na Europa, chamando a atenção das autoridades locais e desencadeando uma série de perseguições caóticas. (Via AdoroCinema)

É nesse contexto que surge uma das personagens mais marcantes do filme: a capitã Chantel DuBois, chefe do controle de animais de Mônaco. Obcecada por troféus raros, ela passa a caçar Alex com determinação implacável, transformando-se em uma ameaça constante ao longo da narrativa. Sua presença adiciona tensão e comicidade à história, tornando cada fuga mais exagerada e divertida.

Para escapar de DuBois, os amigos encontram abrigo em um circo itinerante europeu. A partir desse encontro, o filme ganha uma nova identidade visual e narrativa, mergulhando de vez no universo circense. É ali que surgem personagens inéditos que rapidamente se tornam essenciais para a trama: Vitaly, um tigre russo desacreditado após um acidente; Gia, uma jaguar italiana confiante e talentosa; e Stefano, um leão-marinho expansivo e atrapalhado, responsável por grande parte do humor físico do longa.

A convivência com os artistas do circo faz com que Alex e seus amigos precisem reinventar a si mesmos. Acostumados às apresentações previsíveis do zoológico, eles passam a treinar números ousados e arriscados, explorando habilidades que nunca imaginaram possuir. Ao mesmo tempo, o circo enfrenta dificuldades financeiras e de reputação, o que cria um objetivo comum entre os grupos: impressionar um promotor e garantir uma turnê pelos Estados Unidos, com passagem por Nova Iorque.

Durante essa jornada, o filme aprofunda temas como identidade, pertencimento e escolha. Alex, em especial, começa a questionar se o retorno ao zoológico representa realmente o que ele deseja para o futuro. Sua aproximação com Gia traz uma nova perspectiva sobre liberdade e realização pessoal, enquanto Marty, Gloria e Melman também encontram novas motivações e desafios fora da antiga zona de conforto.

Lançado em 2012, Madagascar 3: Os Procurados marcou uma virada criativa para a franquia. Anunciado ainda em 2008, o filme apostou em um visual mais ousado, cores vibrantes e sequências musicais grandiosas. Parte significativa da animação e dos efeitos visuais foi desenvolvida pela DreamWorks Dedicated Unit, sediada na Índia, demonstrando a dimensão internacional da produção. A trilha sonora, assinada por Hans Zimmer, mistura composições originais com músicas populares, reforçando o clima festivo e acelerado da história.

A animação teve uma estreia de destaque ao ser exibida fora de competição no Festival de Cannes, um feito raro para produções do gênero. Nos cinemas, o filme recebeu críticas majoritariamente positivas, com elogios ao ritmo, ao humor e à capacidade de reinventar a série sem perder sua essência. O público respondeu de forma entusiasmada, resultando em uma arrecadação mundial superior a 746 milhões de dólares, tornando-o o filme de maior bilheteria da franquia.

No Brasil, Madagascar 3 também alcançou números expressivos, figurando entre as maiores estreias de animação do ano e consolidando ainda mais a popularidade dos personagens no país. O sucesso impulsionou a expansão do universo da franquia, incluindo o lançamento do spin-off Os Pinguins de Madagascar, em 2014, e manteve vivo o interesse por uma possível continuação, mesmo após mudanças internas na DreamWorks Animation terem adiado novos projetos.

TV Brasil Internacional lança série documental Brasil de Fato com olhar profundo sobre conflitos sociais contemporâneos

0

A TV Brasil Internacional estreia neste domingo (18), às 20h (horário de Brasília), a série documental Brasil de Fato, nova produção do canal público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O lançamento marca a chegada de um projeto que aposta na análise crítica da realidade brasileira a partir de narrativas sensíveis, plurais e contextualizadas.

A temporada de estreia recebe o título Território em Fluxo e é composta por cinco episódios dedicados a investigar os conflitos históricos, sociais e políticos da região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo. A série propõe ir além da abordagem tradicional sobre o tema, abrindo espaço para reflexões que questionam a lógica da chamada “guerra às drogas” e destacam experiências de resistência, cuidado e alternativas construídas dentro do próprio território.

Com linguagem documental, Brasil de Fato se debruça sobre os processos que moldam a sociedade brasileira, revelando camadas muitas vezes invisibilizadas no noticiário cotidiano. A produção busca compreender os fenômenos sociais a partir de seus contextos históricos, dando voz a diferentes personagens e perspectivas que coexistem nesses espaços marcados por tensão, exclusão e disputa.

Ao longo dos episódios, a série constrói um retrato complexo da Cracolândia, abordando não apenas o uso de drogas, mas também questões como políticas públicas, moradia, saúde, segurança, direitos humanos e a atuação de movimentos sociais. O território é apresentado como um espaço vivo, em constante transformação, atravessado por contradições e histórias humanas que desafiam leituras simplistas.

Documentário da TV Brasil destaca o papel essencial das equipes de saúde na base do SUS

0

A TV Brasil exibe neste domingo (18), às 11h, o documentário “Essencial – Equipes de Saúde”, produção que lança um olhar profundo e humanizado sobre a atuação dos profissionais responsáveis pela linha de frente da atenção básica no Brasil. Com 52 minutos de duração, o média-metragem também está disponível no aplicativo TV Brasil Play, ampliando o acesso do público a uma obra que dialoga diretamente com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Longe de uma abordagem técnica ou institucional, o documentário constrói sua narrativa a partir das vivências reais de quem atua diariamente em territórios marcados por desigualdades sociais e desafios estruturais. A produção acompanha o trabalho de quatro agentes comunitários de saúde, profissionais que exercem um papel estratégico ao estabelecer a conexão entre a população e os serviços públicos, promovendo cuidado contínuo e prevenção.

A obra revela como esses agentes se tornam figuras centrais nas comunidades onde atuam. Eles visitam casas, acompanham famílias ao longo dos anos, orientam sobre prevenção de doenças e ajudam a identificar demandas que vão muito além do atendimento médico tradicional. O filme evidencia que a saúde pública começa no território, na escuta e na presença constante desses profissionais.

Além dos agentes comunitários, Essencial – Equipes de Saúde amplia o retrato ao apresentar integrantes de equipes multiprofissionais que compõem a atenção primária: uma pediatra, um enfermeiro, uma fisioterapeuta e um anestesista. A diversidade de especialidades reforça o caráter integrado do cuidado oferecido pelo SUS, mostrando como diferentes áreas do conhecimento se complementam para atender o indivíduo de forma plena.

Ao longo do documentário, o conceito de atenção básica é explorado em sua dimensão mais ampla. O filme destaca que esse nível de cuidado não se limita ao tratamento de doenças, mas envolve ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e acompanhamento contínuo. Trata-se de um modelo que busca cuidar da pessoa em sua totalidade, considerando seu contexto familiar e social.

Depoimentos sinceros e situações do cotidiano revelam os desafios enfrentados por essas equipes, como a escassez de recursos, a sobrecarga de trabalho e as dificuldades logísticas em regiões afastadas. Ainda assim, a produção ressalta a força dos vínculos criados com a população e o compromisso ético que sustenta a atuação desses profissionais, mesmo diante de adversidades.

Com uma linguagem sensível e observacional, o documentário também evidencia a importância da Estratégia de Saúde da Família como eixo estruturante do sistema público de saúde brasileiro. Ao aproximar profissionais e comunidades, essa política fortalece a prevenção, reduz internações evitáveis e promove um cuidado mais humano e eficiente.

A&E estreia nova temporada de Cidade Confidencial e revisita crimes que marcaram comunidades nos EUA

0

O A&E traz de volta à programação uma de suas séries mais emblemáticas: Cidade Confidencial (City Confidential). Em novos episódios, a produção retoma sua proposta original de investigar crimes reais que deixaram marcas profundas em cidades e vilarejos dos Estados Unidos, mantendo o tom sombrio e cinematográfico que a tornou referência desde sua estreia nos anos 2000.

Com estética inspirada no noir e uma narrativa que foge do sensacionalismo, a série não se limita a reconstruir crimes. Cidade Confidencial observa como esses acontecimentos rompem a normalidade do cotidiano, expondo fragilidades, medos coletivos e segredos que permaneciam escondidos sob a aparência tranquila das comunidades. Cada história revela não apenas o crime, mas o rastro emocional e social deixado por ele.

O episódio de abertura da nova temporada, “Sequestro em Anchorage”, leva o espectador até o Alasca, onde um caso perturbador abalou a confiança e a sensação de segurança da população local. O desaparecimento de uma barista de 18 anos, conhecida e querida na cidade, transforma rapidamente a rotina de Anchorage em um cenário de tensão e incerteza.

Imagens de câmeras de segurança registram o momento em que a jovem é rendida dentro da cafeteria e levada à força por um homem armado. A partir desse ponto, a investigação se transforma em uma corrida angustiante contra o relógio. A polícia precisa decifrar pistas escassas, lidar com a brutalidade de um sequestrador sádico e agir rápido para tentar salvar a vítima antes que seja tarde demais.

Ao reconstruir o caso, o episódio destaca não apenas a ação policial, mas também o impacto emocional do crime sobre familiares, amigos e moradores da cidade. O medo se espalha, a confiança é abalada e a comunidade passa a encarar sua própria realidade sob uma nova perspectiva.

Na Sessão da Tarde desta sexta, 16 de janeiro, Globo aposta em comédia familiar com “O Bom Filho à Casa Torna”

0

A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, traz para o público da TV Globo a comédia “O Bom Filho à Casa Torna”, produção estrelada por Martin Lawrence que mistura humor, conflitos familiares e reflexões sobre identidade, pertencimento e reconciliação com o passado. Leve e carismático, o filme é daqueles que usam o riso para falar de relações afetivas que nunca se resolvem completamente.

Na trama, acompanhamos Roscoe Jenkins, um apresentador de talk show famoso e controverso que construiu sua carreira em Hollywood sob o pseudônimo de Dr. RJ Stevens. Distante de suas origens humildes no sul dos Estados Unidos, Roscoe se reinventou como uma celebridade midiática, cercado de luxo, status e holofotes. Ao seu lado estão a noiva Bianca Kittes, vencedora de um reality show e símbolo de sua nova vida glamourosa, e o filho Jamaal, fruto de um relacionamento anterior. (Via AdoroCinema)

Tudo parece sob controle até que Roscoe recebe uma ligação inesperada dos pais, Mama e Papa Jenkins, que vivem na Geórgia e estão prestes a comemorar 50 anos de casamento. O convite para a tradicional reunião anual da família reacende memórias que Roscoe preferia manter enterradas. Foram dez anos longe de casa, sem visitas, sem telefonemas frequentes e sem disposição para lidar com quem ele foi antes da fama.

Mesmo relutante, Roscoe decide viajar acompanhado da noiva e do filho. O retorno ao antigo lar, no entanto, está longe de ser acolhedor. Assim que pisa na cidadezinha onde cresceu, ele percebe que sua imagem de astro da televisão não impressiona ninguém. Para a família Jenkins, Roscoe continua sendo o garoto atrapalhado de antes, alvo constante de piadas, provocações e comparações constrangedoras.

O reencontro com os parentes é um desfile de personalidades exageradas e situações caóticas. Entre eles estão o primo oportunista Reggie, sempre pronto para tirar vantagem de qualquer situação; o irmão Otis, um xerife forte e intimidador; a irmã Betty, expansiva, barulhenta e sem nenhum filtro; e, principalmente, Clyde Stubbs, o primo rico, popular e aparentemente perfeito, que se tornou o maior rival de Roscoe desde a infância.

A rivalidade entre Roscoe e Clyde ganha novos contornos com o reaparecimento de Lucinda Allen, a paixão de infância do protagonista e peça-chave desse conflito antigo. Movido por orgulho ferido e pela necessidade de provar que é bem-sucedido, Roscoe acaba se envolvendo em uma série de confusões cada vez mais absurdas, colocando à prova sua paciência, seu ego e seus laços familiares.

Dirigido por Malcolm D. Lee, o filme aposta em um humor direto, apoiado no carisma de Martin Lawrence e no entrosamento do elenco, que inclui nomes como James Earl Jones, Mo’Nique, Mike Epps, Cedric the Entertainer, Nicole Ari Parker e Michael Clarke Duncan. Cada personagem contribui para o tom caótico da narrativa, transformando a reunião familiar em um verdadeiro campo de batalha emocional e cômico.

Apesar das situações exageradas, “O Bom Filho à Casa Torna” encontra seu coração ao falar sobre orgulho, pertencimento e reconciliação. Por trás das piadas e disputas, o filme reflete sobre a dificuldade de encarar o passado e aceitar que o sucesso profissional não apaga as raízes nem resolve conflitos internos. Roscoe precisa decidir se continuará fugindo de quem ele foi ou se é capaz de aceitar suas origens sem vergonha.

Lançado originalmente como “Welcome Home Roscoe Jenkins”, o longa teve uma boa recepção comercial nos Estados Unidos, arrecadando US$ 16,2 milhões em sua semana de estreia e alcançando a segunda posição nas bilheteiras. Hoje, retorna à televisão brasileira como uma opção divertida para quem busca uma tarde descontraída, mas com uma mensagem afetiva ao fundo.

“Feito Pipa” leva a sensibilidade da infância brasileira à estreia mundial no Festival de Berlim 2026

0

O cinema brasileiro volta a ocupar um espaço de destaque no cenário internacional com “Feito Pipa”, novo longa-metragem do diretor Allan Deberton (Pacarrete), que fará sua estreia mundial no 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim, integrando a mostra competitiva Generation, voltada a narrativas que exploram o universo infantojuvenil a partir de perspectivas contemporâneas e afetivas.

Produzido pela Deberton Filmes e pela Biônica Filmes (Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, Ritas), em coprodução com a Warner Bros. Pictures, o filme terá distribuição no Brasil pela Paris Filmes. A seleção para a Berlinale 2026, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro, consolida o longa como uma das principais apostas brasileiras do ano no circuito de festivais.

A história acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol enquanto vive no interior do Ceará sob os cuidados da avó Dilma, uma professora aposentada que o cria com afeto, liberdade e respeito à sua individualidade. Quando a saúde da avó começa a se fragilizar, Gugu passa a esconder a situação, movido pelo medo de ser afastado dela e obrigado a morar com o pai, um homem incapaz de aceitá-lo como ele é.

A partir desse conflito íntimo, Feito Pipa constrói uma narrativa delicada sobre amadurecimento, pertencimento e amor, observando a infância como um território complexo, atravessado por escolhas difíceis e silêncios carregados de significado. O filme evita excessos dramáticos e aposta em uma condução sensível, onde pequenos gestos e relações cotidianas ganham peso emocional.

Dirigido por Allan Deberton, cineasta formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o longa reafirma uma assinatura autoral já reconhecida internacionalmente. Antes de Feito Pipa, Deberton percorreu mais de 150 festivais com seus curtas-metragens, acumulando 76 prêmios, e alcançou grande repercussão com seu primeiro longa, Pacarrete, exibido no Festival Internacional de Cinema de Xangai e vencedor de oito Kikitos no Festival de Gramado.

As filmagens aconteceram em Quixadá e cidades vizinhas do sertão cearense, tendo como cenário central a barragem de Araujo Lima, que, após longos períodos de seca, revela as ruínas de uma antiga cidade submersa. Esse espaço simbólico atravessa o filme como metáfora de memória, ausência e reconstrução emocional, dialogando diretamente com a jornada interna do protagonista.

O roteiro é assinado por André Araújo, e o elenco reúne Yuri Gomes, Teca Pereira (Pacarrete), Lázaro Ramos (O Homem que Copiava, Madame Satã), além de Carlos Francisco e Georgina Castro. As atuações contribuem para a atmosfera intimista da obra, sustentando a delicadeza do olhar infantil sem recorrer a idealizações.

A produção é liderada pela Deberton Filmes, produtora cearense comandada por Allan Deberton e Marcelo Pinheiro, que mantém atuação constante em mercados internacionais como o European Film Market, o Marché du Film e o Ventana Sur. A empresa já desenvolve novos projetos previstos para 2026 em coprodução com estúdios como a Paramount Pictures e a alemã Arthood Films.

A parceria com a Biônica Filmes fortalece o projeto desde sua fase de desenvolvimento, unindo estratégias criativas e executivas. A produtora vive um momento de destaque no mercado nacional após o sucesso comercial de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa e o alcance expressivo do documentário Ritas.

Feito Pipa conta ainda com produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso, por meio da Incubadora Paradiso. O filme é realizado com recursos do PNAB CE, Governo do Ceará, BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Ancine e Ministério da Cultura.

Luísa Locher fala sobre a força das vilãs e assume protagonismo como antagonista em “Troca de Noivos”

0

Interpretar uma personagem que não pede licença, não busca aprovação e tampouco tenta ser compreendida tem sido um divisor de águas na trajetória de Luísa Locher. No ar na série vertical Troca de Noivos, disponível no aplicativo Sua Novela, a atriz assume o papel de Edna Ferraz, uma antagonista movida por ambição, desejo de pertencimento e uma convicção que beira o implacável. Para Luísa, essa experiência representa um mergulho em territórios menos domesticados da atuação.

A produção, dirigida por Gustavo Morais, se estrutura a partir de uma reviravolta clássica com roupagem contemporânea. Após ser abandonada no altar, Heloísa Ferraz (Anna Dalmei) vê sua vida tomar um rumo inesperado ao aceitar um casamento com um CEO cercado de mistérios. O acordo, longe de encerrar o conflito, inaugura uma disputa silenciosa entre famílias influentes, onde segredos, interesses e ressentimentos se acumulam. É nesse cenário que Edna se movimenta com precisão, transformando cada brecha em oportunidade.

Adotada pela família Ferraz, Edna cresce à sombra de uma hierarquia que nunca a colocou plenamente no centro. Sua ambição nasce desse lugar de exclusão simbólica e se traduz em ações calculadas. Não se trata apenas de conquistar poder, mas de afirmar sua existência dentro de uma estrutura que sempre a manteve à margem. Essa complexidade foi o que fisgou Luísa desde a primeira leitura do roteiro.

A atriz revela que personagens como Edna oferecem um tipo raro de liberdade criativa. Longe das expectativas de docilidade ou empatia imediata, a antagonista permite atravessar emoções sem filtros morais. Edna age com convicção absoluta, mesmo quando suas escolhas são questionáveis, e essa segurança, segundo Luísa, é o coração da personagem. Ela não se desculpa por querer mais, por ocupar espaço ou por manipular o jogo a seu favor.

O público rapidamente respondeu à presença da vilã. Edna provoca reações intensas, desperta comentários e divide opiniões, algo que a atriz enxerga como sinal de sucesso. Para ela, o impacto emocional é fundamental. Uma antagonista eficaz não passa despercebida; ela incomoda, seduz e provoca desconforto, abrindo espaço para reflexões mais profundas sobre poder, identidade e desejo.

Troca de Noivos também marca um momento importante na relação de Luísa com o formato vertical, linguagem que exige ritmo acelerado e precisão emocional. Gravada em São Paulo, a série demanda decisões interpretativas rápidas, onde cada olhar e gesto precisam carregar informação dramática. Trabalhar novamente com a OTZI Studios reforçou esse amadurecimento, consolidando sua presença em um formato que cresce rapidamente no audiovisual brasileiro.

Para a atriz, o projeto vai além da experiência profissional. Ver a história circular, alcançar diferentes públicos e gerar conversas confirma o potencial do formato e da narrativa. Luísa acredita que cada espectador se conecta de maneira singular com os conflitos apresentados, especialmente com as zonas cinzentas que Edna carrega.

almanaque recomenda