A consagração de Stellan Skarsgård no Globo de Ouro foi daquelas que parecem resumir uma carreira inteira em poucos minutos. O ator sueco venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Valor Sentimental, conquistando seu primeiro troféu na premiação e confirmando aquilo que crítica e público já vinham percebendo: trata-se de uma das atuações mais sensíveis e marcantes do ano.
Ao subir ao palco para agradecer, Skarsgård fugiu do discurso protocolar. Em tom sereno, destacou algo que tem se tornado cada vez mais urgente em tempos de consumo acelerado de conteúdo: a importância de assistir filmes no cinema. Para o ator, a sala escura, o silêncio coletivo e a atenção plena do público continuam sendo parte fundamental da experiência cinematográfica. Foi um momento simples, mas carregado de significado, que dialogou diretamente com o espírito do filme que o premiou.
Em Valor Sentimental, Skarsgård vive Gustav Borg, um personagem moldado por lembranças, afetos mal resolvidos e emoções que raramente se expressam em palavras. Sua atuação aposta na contenção e no detalhe. São os gestos mínimos, os olhares demorados e as pausas que constroem a força do personagem. Em vez de grandes explosões dramáticas, o ator entrega uma presença silenciosa, profundamente humana, capaz de tocar o espectador de forma quase íntima.
Essa abordagem reflete a própria trajetória de Skarsgård no cinema. Ao longo de décadas, ele construiu uma carreira marcada pela versatilidade e pelo rigor artístico, alternando entre produções autorais europeias e grandes filmes internacionais. Sempre distante de excessos e fórmulas fáceis, o ator se notabilizou por escolhas cuidadosas e personagens complexos, o que o tornou uma figura respeitada dentro e fora das telas.
A vitória no Globo de Ouro chega como um reconhecimento tardio, porém simbólico, desse percurso consistente. Mais do que um prêmio isolado, ela reposiciona Skarsgård com força na temporada de premiações, colocando-o entre os principais nomes na disputa pelo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. A conquista também amplia o alcance de Valor Sentimental, que passa a ser visto como um dos títulos mais relevantes do circuito atual.
No Brasil, o filme vive um momento especialmente positivo. Valor Sentimental já ultrapassou a marca de 90 mil espectadores, mantendo-se em cartaz e expandindo sua presença em novas praças, como Volta Redonda, além do retorno às salas de Goiânia. O desempenho revela um público disposto a se conectar com histórias mais intimistas e emocionais, impulsionado pelo boca a boca e pelo reconhecimento internacional.
A TV Brasil reapresenta neste domingo, dia 18, às 13h, uma edição especial do Samba na Gamboa dedicada a Péricles, um dos intérpretes mais queridos do samba e do pagode nacional. Mais do que um show televisivo, o episódio funciona como um encontro afetivo entre gerações, no qual música, memória e conversa se entrelaçam de forma leve e espontânea.
Ao lado da apresentadora Teresa Cristina, Péricles revisita canções que marcaram sua trajetória e que permanecem vivas na lembrança do público. Com sua voz grave e acolhedora, o cantor conduz o programa por um repertório que passeia por sucessos como “Jogo de Sedução”, “Dança do Bole Bole” e “Se Eu Largar o Freio”, reafirmando a força de um estilo que transformou o pagode em trilha sonora da vida cotidiana de milhões de brasileiros.
Teresa Cristina, por sua vez, estabelece um diálogo musical sensível com o convidado ao interpretar músicas como “Eu e Você, Sempre”, “Valeu Demais”, “Supera” e “Lucidez”. O momento mais simbólico do programa acontece quando os dois dividem os vocais em “O Show Tem que Continuar”, clássico do samba que ganha nova camada emocional na troca de olhares e vozes no palco.
Entre uma música e outra, o público é convidado a conhecer o lado mais pessoal de Péricles. Em conversa franca com Teresa Cristina, o artista relembra as influências musicais da infância, fala sobre os bailes que frequentava na juventude e compartilha histórias do início da carreira, quando o Exaltasamba ainda dava seus primeiros passos acompanhando nomes consagrados como Jovelina Pérola Negra. As memórias surgem sem pressa, como quem revisita o passado com carinho e gratidão.
O cantor também comenta os rumos atuais de sua trajetória e projetos que mantêm sua ligação direta com o público, como o Pagode do Pericão, iniciativa que reforça a essência coletiva e festiva do samba. A conversa revela um artista consciente de sua história, mas atento às transformações do gênero e às novas formas de se conectar com os fãs.
Gravado no Teatro Ruth de Souza, no Parque Glória Maria, em Santa Teresa, o Samba na Gamboa ganhou uma atmosfera ainda mais acolhedora na temporada de 2025, marcada pela estreia de Teresa Cristina como apresentadora. O cenário, inspirado em uma praça da Gamboa, bairro histórico da zona portuária do Rio de Janeiro, cria um ambiente íntimo, onde música e diálogo fluem naturalmente. A presença de plateia reforça esse clima de proximidade e celebração.
A qualidade musical do programa é garantida por uma banda de excelência liderada por Paulão Sete Cordas, referência absoluta do violão no samba. Ao seu lado, músicos como Eduardo Neves, João Callado, Paulino Dias, Rodrigo Jesus e Waltis Zacarias constroem uma base sonora rica, respeitosa às tradições e aberta à improvisação.
A Casa Triângulo inaugura, em 24 de janeiro de 2026, a exposição “Jardim Flamejante”, primeira individual da artista plástica autodidata Rafael Chavez na galeria. Natural de Santa Luzia, no Vale do Sabugi, sertão da Paraíba, Chavez apresenta um conjunto de obras que transforma o território nordestino em matéria viva de investigação estética, espiritual e política. Mais do que representar a paisagem, a artista a incorpora como corpo, memória e energia, propondo ao público uma experiência sensorial que atravessa pintura, escultura e imaginário cosmológico.
O Vale do Sabugi, região onde Chavez cresceu e construiu sua formação artística, é reconhecido por sua importância arqueológica, reunindo mais de 25 sítios catalogados pelo IPHAN. Esse contexto não aparece na exposição como dado ilustrativo, mas como fundamento conceitual. Em Jardim Flamejante, o sertão é entendido como um campo ancestral de forças, onde história, natureza e espiritualidade coexistem de maneira indissociável. A exposição nasce justamente desse encontro entre matéria e mito, técnica e rito.
Com texto crítico assinado por Walter Arcela, a mostra inscreve o trabalho de Chavez em um território expandido da arte contemporânea, no qual os limites tradicionais entre linguagens se dissolvem. A artista construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela experimentação constante, transitando por pintura a óleo, acrílica e aquarela, pintura digital, animação, escultura, videoarte e música. Essa diversidade de meios não se apresenta como dispersão, mas como um sistema integrado de pesquisa visual, orientado pela inquietação e pelo desejo de ampliar possibilidades expressivas.
Nas pinturas apresentadas, Rafael Chavez rompe com a noção clássica da tela como janela para o mundo. Em vez de organizar o espaço a partir de uma perspectiva estável, suas imagens sugerem interiores, cavidades e campos que se confundem com o horizonte. O olhar não se posiciona diante da paisagem, mas se projeta dentro dela. Muitas das obras possuem orientação vertical e se impõem como estruturas tensionadas, evocando troncos, colunas ou eixos que conectam o chão ao céu, o humano ao cósmico.
Essa verticalidade recorrente constrói uma gramática visual própria, na qual o sertão não é visto como superfície árida, mas como organismo pulsante. As cores intensas, os gestos marcados e a composição densa fazem da pintura um espaço de condensação de calor, memória e espiritualidade. Não há idealização folclórica nem apego a símbolos óbvios. A mística surge da matéria, da cor e da relação direta com o território.
As esculturas cerâmicas reforçam essa dimensão sensorial e simbólica. Butijas, totens, casulos e recipientes, produzidos a partir de referências diretas do sertão paraibano, ocupam o espaço expositivo como corpos carregados de presença. Suas superfícies irradiam uma luminosidade quase física, evocando calor, abrigo e contenção. São objetos que parecem guardar algo em seu interior, como se fossem depósitos de energia, memória e tempo.
As butijas sugerem volumes que capturam a chama, ativando uma memória ancestral ligada à água, à sobrevivência e à arqueologia da caatinga. Já os totens se dobram e se erguem como portais, articulando a ideia de passagem e transformação. Os recipientes, por sua vez, funcionam como abrigos densos, lugares onde a luz parece habitar a própria matéria. Em todas essas formas, o objeto deixa de ser apenas escultura e se aproxima de um artefato ritual.
Um dos eixos mais potentes do trabalho de Rafael Chavez é a presença de corpos queer e desviantes, que atravessam sua produção como afirmação política e poética. Ao inserir essas corporalidades no centro de sua obra, a artista confronta narrativas hegemônicas que historicamente associaram o sertão a ideias de rigidez, conservadorismo e homogeneidade. Em Jardim Flamejante, o território sertanejo é ressignificado como espaço plural, diverso e profundamente contemporâneo.
O sertão, em sua obra, não é paisagem distante nem símbolo fixo, mas um corpo vivo, atravessado por desejo, espiritualidade e conflito. Chavez articula elementos da cultura local, da experiência afetiva e das possibilidades arqueológicas da caatinga para construir imagens que ultrapassam a representação figurativa e operam no campo do sensível. Suas obras convidam o público a sentir antes de interpretar, a habitar o espaço antes de nomeá-lo.
A exposição também propõe reflexões sobre existência, resistência e transformação. As obras funcionam como portais para pensar o presente a partir de saberes ancestrais, deslocando leituras estereotipadas sobre o Nordeste e abrindo espaço para narrativas mais complexas e plurais. A arte de Chavez não busca conciliação fácil, mas provoca fricções entre tradição e invenção, matéria e espírito, identidade e desvio.
Com Jardim Flamejante, Rafael Chavez consolida sua relevância como uma das vozes mais instigantes da produção artística contemporânea surgida do sertão paraibano. O conjunto apresentado configura um território ardente, onde paisagem, cor e calor se transformam em corpos de intensidade. Trata-se de uma exposição que não apenas ocupa o espaço da galeria, mas o atravessa com força simbólica, convidando o público a repensar limites, normatividades e formas de pertencimento.
Na madrugada desta quinta, 15 de janeiro de 2026, a TV Globo leva ao ar, na faixa Corujão I, o filme brasileiro Noites de Alface, uma obra delicada e profundamente humana que transforma pequenos gestos cotidianos em reflexões sobre perda, afeto e convivência. Dirigido por Zeca Ferreira e José Buarque Ferreira, o longa aposta em uma narrativa intimista para falar de temas universais, conduzindo o espectador por uma história silenciosa, melancólica e, ao mesmo tempo, cheia de nuances emocionais.
No centro da trama está Otto, vivido por Everaldo Pontes, um homem rabugento, metódico e resistente a mudanças. Sua rotina é abruptamente interrompida após a morte de sua esposa Ada, interpretada por Marieta Severo, em uma participação breve, porém marcante. Ada não era apenas a companheira de Otto, mas o eixo que organizava seus dias, seus hábitos e até mesmo seu sono. Todas as noites, era ela quem preparava o ritual simples, mas essencial, do chá de alface, o remédio natural que ajudava o marido a dormir.
Com a ausência da esposa, Otto se vê incapaz de repousar. As noites passam a ser longas, silenciosas e angustiantes. Sem o chá, sem Ada e sem saber lidar com o próprio luto, ele mergulha em uma insônia persistente que funciona como metáfora de sua dificuldade em seguir em frente. O sono que não vem reflete uma vida que perdeu o equilíbrio, presa a lembranças e a um passado que insiste em se repetir na memória.
É nesse estado de exaustão física e emocional que Otto passa a observar, da janela de seu apartamento, o cotidiano de seus vizinhos. Inicialmente, essa observação surge como uma forma de distração, quase um passatempo involuntário para preencher as madrugadas vazias. No entanto, pouco a pouco, o olhar distante se transforma em envolvimento. Otto deixa de ser apenas um espectador silencioso e passa a interferir, ainda que de maneira sutil, na vida das pessoas ao seu redor.
Os vizinhos que cercam Otto são figuras excêntricas, humanas e cheias de camadas, interpretadas por um elenco que valoriza o cinema nacional. João Pedro Zappa, Romeu Evaristo, Teuda Bara e Inês Peixoto dão vida a personagens que, assim como Otto, carregam suas próprias fragilidades, manias e dores. Cada um deles representa uma possibilidade de contato, de escuta e de reconexão com o mundo, ainda que esse processo aconteça de forma lenta e, muitas vezes, desconfortável.
Noites de Alface se constrói a partir de silêncios, pausas e gestos mínimos. O roteiro evita grandes conflitos ou reviravoltas dramáticas, apostando em uma abordagem mais contemplativa. O luto de Otto não é tratado de maneira explosiva, mas como um estado constante, que se infiltra nos detalhes do dia a dia. A ausência de Ada é sentida nos objetos da casa, na rotina interrompida e, principalmente, na solidão que se instala de forma quase invisível.
A direção de Zeca Ferreira e José Buarque Ferreira demonstra sensibilidade ao retratar personagens envelhecidos emocionalmente, presos a hábitos e resistências. Otto é um protagonista difícil, muitas vezes antipático, mas profundamente real. Sua birra, seu mau humor e sua dificuldade de se abrir para o outro não são caricaturas, mas defesas construídas ao longo de uma vida marcada por perdas e silêncios. O filme convida o espectador a olhar para esse homem com empatia, compreendendo que sua rigidez é, na verdade, uma forma de sobrevivência.
Marieta Severo, mesmo com pouco tempo de tela, deixa uma forte impressão. Sua Ada é lembrada não apenas como esposa, mas como presença afetiva que continua ecoando mesmo após a morte. A relação do casal é revelada mais pelas ausências do que por cenas explícitas, o que reforça o tom delicado da narrativa. Ada permanece viva na memória de Otto e, de certa forma, também na do espectador.
Outro ponto de destaque do filme é a maneira como ele aborda a convivência urbana. Os prédios, as janelas e os corredores funcionam como espaços de conexão e isolamento ao mesmo tempo. Noites de Alface sugere que, mesmo cercadas por pessoas, muitas vidas seguem solitárias, aguardando um pequeno gesto que rompa a distância. A aproximação entre Otto e seus vizinhos acontece sem pressa, respeitando o tempo de cada personagem e evitando soluções fáceis.
Já no Corujão II, a emissora exibe o filme Escola de Quebrada, produção nacional que aposta no humor e na linguagem jovem para retratar os desafios, desejos e contradições da adolescência nas escolas públicas da periferia de São Paulo. Leve, divertida e cheia de referências ao cotidiano dos estudantes, a obra dialoga diretamente com o público jovem ao mesmo tempo em que propõe reflexões sobre pertencimento, autoestima e coletividade.
Dirigido por Kaique Alves e Thiago Eva, Escola de Quebrada acompanha a trajetória de Luan, interpretado por Mauricio Sasi, um estudante da Zona Leste de São Paulo que, como tantos outros adolescentes, vive o dilema de querer se encaixar, ser reconhecido e conquistar seu espaço. Luan sonha em ser popular dentro da escola e, principalmente, chamar a atenção de Camila, vivida por Laura Castro, por quem nutre uma paixão silenciosa e idealizada.
Movido pelo desejo de aceitação, Luan passa a tomar decisões impulsivas na tentativa de se enturmar com os colegas mais populares. No entanto, suas ações acabam tendo o efeito oposto ao esperado. Em vez de conquistar respeito e admiração, ele se envolve em situações que colocam em risco o campeonato de futsal da escola, um dos eventos mais importantes para os alunos e símbolo de união da comunidade escolar. A partir desse conflito, o filme constrói sua espinha dorsal narrativa, mesclando humor, confusões e aprendizados.
O campeonato de futsal é supervisionado pela rígida diretora da escola, interpretada por Mawusi Tulani, e pelo carismático inspetor Piu-Piu, vivido por Oscar Filho, que adiciona um tom cômico e acessível à trama. Enquanto a diretora representa a autoridade e a disciplina, Piu-Piu surge como uma figura mais próxima dos alunos, funcionando como um mediador entre regras e empatia. Essa dinâmica contribui para o tom leve do filme, sem deixar de retratar as tensões reais do ambiente escolar.
Quando percebe que suas atitudes podem prejudicar não apenas a si mesmo, mas toda a escola, Luan se vê diante da necessidade de rever suas escolhas. É nesse momento que entram em cena seus verdadeiros aliados. Rayane, interpretada por Bea Oliveira, e David, vivido por Lucas Righi, são os amigos que permanecem ao seu lado mesmo quando tudo parece dar errado. Juntos, eles representam a força da amizade genuína, aquela que não depende de status, popularidade ou aparências.
A partir dessa união, o trio passa a buscar uma solução para salvar o campeonato de futsal e restaurar a confiança da comunidade escolar. O filme mostra que crescer também significa assumir responsabilidades, reconhecer erros e entender que o reconhecimento verdadeiro nasce do respeito e da solidariedade. O desejo inicial de Luan, que era apenas conquistar a atenção de Camila, ganha novos significados ao longo da narrativa, à medida que ele aprende a valorizar quem realmente importa.
Escola de Quebrada utiliza uma linguagem acessível, diálogos dinâmicos e situações típicas da adolescência para criar identificação com o público. As inseguranças de Luan, o medo da rejeição e a busca por pertencimento são sentimentos universais, apresentados aqui sob o recorte específico da escola pública e da realidade periférica. O filme evita estereótipos caricatos e aposta em personagens que, mesmo exagerados em alguns momentos por conta do tom cômico, permanecem humanos e reconhecíveis.
A ambientação na Zona Leste de São Paulo é um dos pontos fortes da produção. A escola, as quadras esportivas e os corredores funcionam como espaços de convivência, conflito e aprendizado. O futsal surge não apenas como esporte, mas como elemento de integração social, capaz de unir alunos com perfis diferentes em torno de um objetivo comum. Ao colocar o campeonato em risco, o roteiro cria uma situação que afeta coletivamente todos os personagens, reforçando a importância do trabalho em equipe.
Do ponto de vista temático, o filme aborda questões como autoestima, pressão social e amadurecimento emocional. Luan começa a história movido por uma necessidade externa de validação, mas termina compreendendo que popularidade não garante felicidade nem respeito. O afeto de Camila, que inicialmente parecia o objetivo final, passa a ser apenas uma parte de um processo maior de autoconhecimento e crescimento pessoal.
A Warner Bros. Pictures divulgou o trailer de A Noiva!, novo longa-metragem escrito, dirigido e coproduzido por Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida), e a prévia já indica que o filme pretende ir muito além de uma simples releitura de Frankenstein. Com estreia marcada para 05 de março de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros, a produção aposta em uma combinação intensa de terror, ação e romance para revisitar um dos mitos mais emblemáticos da literatura e do cinema sob uma perspectiva radicalmente contemporânea.
O trailer apresenta um universo sombrio e estilizado, que dialoga com o horror clássico, mas carrega uma energia moderna, quase anárquica. A ambientação nos Estados Unidos dos anos 1930 surge como um elemento narrativo essencial, refletindo um período de crise, transformação social e efervescência cultural. Estradas vazias, cidades decadentes e ambientes industriais compõem o cenário onde se desenrola uma história marcada pela violência, pelo desejo de liberdade e pela busca por identidade.
No centro da narrativa está a Noiva, interpretada por Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, A Filha Perdida), vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar. Diferente das versões tradicionais, a personagem não surge como figura passiva ou complementar. Trazida de volta à vida sem memórias, ela desperta em um mundo que tenta impor limites e expectativas sobre quem ela deve ser. O trailer sugere uma personagem inquieta, imprevisível e determinada a romper com qualquer forma de controle, transformando sua própria existência em um ato de rebeldia.
Christian Bale (O Vencedor, Batman: O Cavaleiro das Trevas), vencedor do Oscar, interpreta o Monstro de Frankenstein sob uma ótica mais humana e melancólica. Seu personagem aparece movido pela solidão e pela necessidade de pertencimento, carregando o peso de uma vida marcada pela rejeição. A criação da Noiva surge como uma tentativa desesperada de preencher esse vazio, mas o encontro entre os dois não resulta em estabilidade. Pelo contrário, dá origem a uma relação intensa e destrutiva, que se desenvolve à margem da sociedade.
A trama se aprofunda quando Frankenstein busca a ajuda da cientista Dra. Euphronious, vivida por Annette Bening (Beleza Americana, Os Garotos Estão de Volta), cinco vezes indicada ao Oscar. É ela quem aceita o desafio de criar uma companheira para o monstro, revivendo uma jovem assassinada. O trailer indica que o experimento foge completamente ao controle, desencadeando consequências que extrapolam o campo da ciência e impactam toda a ordem social ao redor.
À medida que a Noiva passa a existir, o filme sugere o surgimento de uma onda de violência e transformação cultural. Assassinatos, episódios de possessão e a formação de um movimento radical aparecem como desdobramentos diretos dessa criação. Maggie Gyllenhaal utiliza o mito de Frankenstein para discutir temas como autonomia, marginalização e a força de corpos considerados indesejáveis, que passam a desafiar normas e estruturas de poder.
O elenco de apoio amplia o alcance dramático da produção. Peter Sarsgaard (A Órfã, O Dilema das Redes) surge em um papel de tensão crescente, enquanto Penélope Cruz (Vanilla Sky, Vicky Cristina Barcelona), vencedora do Oscar, aparece com uma presença forte e misteriosa. Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain, O Abutre), indicado ao Oscar, completa o elenco com um personagem que adiciona ambiguidade e conflito, sugerindo novos embates morais e emocionais ao longo da narrativa.
Do ponto de vista técnico, o trailer revela um trabalho estético cuidadoso e ambicioso. A fotografia de Lawrence Sher (Coringa, Nasce uma Estrela) aposta em contrastes marcantes de luz e sombra, criando imagens que transitam entre o grotesco e o poético. A direção de arte de Karen Murphy reconstrói a década de 1930 com riqueza de detalhes, enquanto mantém uma identidade visual que evita o realismo excessivo e reforça o caráter simbólico da história.
A trilha sonora composta por Hildur Guðnadóttir (Coringa, Tár), vencedora do Oscar, surge como elemento fundamental na construção da atmosfera. Sons densos, notas prolongadas e silêncios estratégicos intensificam a sensação de inquietação e antecipam uma experiência sensorial intensa. O figurino assinado por Sandy Powell (Shakespeare Apaixonado, Carol) contribui para a caracterização dos personagens, mesclando elegância, estranhamento e decadência, em sintonia com o tom do filme.
Produzido pela First Love Films e In The Current Company, A Noiva! conta com coprodução de Emma Tillinger Koskoff (O Lobo de Wall Street), Talia Kleinhendler e Osnat Handelsman Keren, além da produção executiva de Carla Raij, David Webb e Courtney Kivowitz. A Warner Bros. Pictures será responsável pela distribuição internacional, levando o longa aos cinemas e às salas IMAX a partir de março de 2026.
Durante uma conversa descontraída no podcast da A24, ao lado do diretor Sean Baker, Josh Safdie surpreendeu ao revelar que Marty Supreme quase terminou de forma completamente inesperada — e, para muitos, absolutamente insana. Segundo o cineasta, uma das versões iniciais do roteiro previa um final envolvendo vampiros, algo que destoaria radicalmente do tom realista e dramático do filme que chegou aos cinemas. As informações são do Omelete.
Safdie contou que a ideia era ambientar a cena final nos anos 1980, décadas após os eventos centrais da narrativa. Marty, vivido por Timothée Chalamet, apareceria já mais velho, caminhando com a neta a caminho de um show. O clima aparentemente nostálgico seria quebrado de forma abrupta quando Milton Rockwell, personagem de Kevin O’Leary, surgiria por trás e morderia o pescoço de Marty como um vampiro. “Você está focado nos olhos dele, nós construímos próteses para o Timmy, e de repente o ‘Mr. Wonderful’ aparece e arranca uma mordida do pescoço dele. E essa seria a última imagem do filme”, relembrou Safdie, entre risos.
A ideia acabou sendo abandonada, mas ilustra bem o espírito criativo e provocador que marca a filmografia do diretor. Em vez do choque sobrenatural, Marty Supreme seguiu um caminho mais sóbrio e emocionalmente consistente, apostando na força do drama humano e na trajetória de superação do protagonista.
Previsto para ser lançado no Brasil no dia 22 de janeiro de 2026, o longa-metragem é uma comédia dramática esportiva vagamente inspirada na vida e carreira do lendário jogador de tênis de mesa norte-americano Marty Reisman. Ambientado na Nova Iorque dos anos 1950, o filme acompanha Marty Mauser, uma estrela em ascensão do esporte que enfrenta obstáculos pessoais, sociais e profissionais enquanto busca reconhecimento e grandeza em um cenário competitivo e muitas vezes hostil.
Dirigido por Josh Safdie e escrito em parceria com Ronald Bronstein, o longa é uma coprodução da A24 com Timothée Chalamet, que também atua como produtor. Além de Chalamet no papel principal, o elenco reúne nomes como Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara e Fran Drescher, todos em papéis coadjuvantes que enriquecem o mosaico de personagens do filme.
A estética de Marty Supreme também foi amplamente elogiada. O diretor de fotografia Darius Khondji optou por filmar inteiramente em película de 35 mm, conferindo ao longa uma textura clássica que dialoga com o período retratado. Já a trilha sonora ficou a cargo de Daniel Lopatin, colaborador frequente de Safdie, cuja composição ajuda a construir a atmosfera melancólica e pulsante da narrativa.
O filme teve sua estreia mundial em 6 de outubro de 2025, durante uma exibição secreta na Mostra Principal do Festival de Cinema de Nova Iorque, o que rapidamente gerou burburinho entre críticos e cinéfilos. Pouco depois, foi exibido oficialmente no mesmo festival, consolidando-se como um dos títulos mais comentados do ano. O lançamento comercial nos Estados Unidos aconteceu em 25 de dezembro, pela A24, reforçando o prestígio da distribuidora no circuito de cinema autoral.
A recepção crítica foi amplamente positiva. Marty Supreme foi celebrado pela direção segura de Safdie, pelo roteiro afiado, pela edição dinâmica e pela trilha sonora envolvente. No entanto, o maior destaque recaiu sobre a atuação de Timothée Chalamet, frequentemente descrita como a melhor de sua carreira até o momento e apontada como um divisor de águas em sua trajetória artística.
O reconhecimento não demorou a chegar. O longa foi eleito um dos dez melhores filmes de 2025 tanto pelo National Board of Review quanto pelo American Film Institute. Além disso, recebeu três indicações ao 83º Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator para Chalamet e Melhor Roteiro para Safdie e Bronstein.
Em meio à divulgação da série Ponies, Emilia Clarke falou abertamente sobre os rumos de sua carreira e deixou claro que não pretende voltar ao universo da fantasia épica. Em entrevista ao The New York Times, a atriz afirmou que dificilmente o público voltará a vê-la em produções do gênero, especialmente após a experiência intensa que viveu em Game of Thrones, onde interpretou Daenerys Targaryen por oito temporadas.
Segundo Clarke, a jornada como a Mãe dos Dragões foi tão significativa e emocionalmente exigente que se tornou um ponto final natural em sua relação com histórias de fantasia. Com bom humor, mas de forma bastante direta, ela comentou que é improvável que volte a montar em um dragão ou a dividir cena com criaturas fantásticas no futuro. Para a atriz, repetir esse tipo de papel não faria sentido após um trabalho tão marcante e definitivo.
Essa decisão também se reflete em sua postura em relação a possíveis derivados de Game of Thrones. Questionada anteriormente sobre a possibilidade de retornar em projetos ligados ao personagem Jon Snow, Emilia Clarke descartou a ideia sem hesitar. Para ela, a história de Daenerys teve um encerramento claro, ainda que controverso, e revisitar a personagem seria desnecessário. A atriz afirmou que sente que “finalizou” esse capítulo de sua vida profissional e prefere preservá-lo como foi apresentado ao público.
O impacto emocional do desfecho da série teve peso significativo nessa escolha. Em entrevistas passadas, Clarke revelou que não tinha conhecimento prévio da transformação de Daenerys em sua fase final, quando a personagem passa a ser vista como uma figura tirânica. Ao ler os roteiros da última temporada, a atriz relatou ter sido tomada por choque e incredulidade. A morte da personagem, segundo ela, aconteceu de forma abrupta e profundamente dolorosa.
A reação foi tão intensa que Clarke contou ter chorado logo após a leitura e saído de casa sem rumo, caminhando por horas para tentar assimilar o que havia acabado de descobrir. Ao retornar, estava fisicamente exausta e emocionalmente abalada, refletindo sobre como lidaria com aquele encerramento e com a forma como o público reagiria ao destino de Daenerys. O envolvimento emocional era compreensível, já que a personagem acompanhou a atriz durante uma fase crucial de sua vida pessoal e profissional.
Em busca de conforto, Emilia chegou a ligar para a mãe, pedindo apoio emocional, mesmo sem revelar detalhes do que aconteceria na trama. Durante a conversa, fez perguntas incomuns, tentando entender se Daenerys ainda seria vista como uma boa pessoa aos olhos do público. A reação dos familiares foi de surpresa, questionando o quanto aquela situação estava afetando a atriz, o que reforça o nível de identificação e apego que ela desenvolveu pela personagem.
Game of Thrones estreou em 2011 e rapidamente se consolidou como um dos maiores fenômenos da televisão mundial. Baseada na saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, a série apresentou um universo complexo, marcado por disputas políticas, batalhas épicas e personagens moralmente ambíguos. Ambientada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, a produção se destacou pela ambição narrativa e pelo alto padrão técnico.
Ao longo de oito temporadas, a série se tornou uma das mais caras já produzidas para a televisão, com filmagens realizadas em diversos países e o envolvimento de múltiplas equipes de produção e efeitos visuais. O investimento foi recompensado com aclamação crítica e uma resposta massiva do público. A série acumulou 59 prêmios Emmy, tornando-se a produção mais premiada da história da televisão nesse quesito.
A audiência acompanhou esse sucesso. Com o avanço das temporadas, a série bateu recordes sucessivos de espectadores, culminando em uma temporada final que ultrapassou a marca de 44 milhões de espectadores por episódio em todas as plataformas. O episódio final se tornou um dos mais assistidos da história da HBO, consolidando o impacto cultural da série em escala global.
Mesmo com tamanha repercussão, Emilia Clarke demonstra olhar para trás com um misto de gratidão e encerramento. Para ela, a obra foi uma experiência única, que dificilmente será superada dentro do mesmo gênero. Ao optar por se afastar da fantasia, a atriz sinaliza o desejo de explorar novos caminhos artísticos, investir em personagens mais próximos da realidade e se reinventar profissionalmente.
O sucesso de Heated Rivalry no cenário global do streaming é resultado direto de uma escolha criativa ousada que contrariou as regras tradicionais da indústria. Em um momento em que grandes plataformas norte-americanas concentram poder, orçamento e visibilidade, a série canadense provou que autonomia artística e fidelidade à visão original podem ser decisivas para transformar uma produção em fenômeno. Essa foi a principal revelação feita pelo ator François Arnaud, um dos nomes centrais do projeto, ao comentar os bastidores da criação da série em entrevista ao programa CBS Mornings.
Segundo Arnaud, a série chegou a ser desenvolvida dentro de uma grande plataforma de streaming dos Estados Unidos, mas o excesso de interferências criativas acabou se tornando um obstáculo. A produção recebia constantes sugestões, alterações e direcionamentos que, na prática, diluíam a essência da história. Diante desse cenário, o criador Jacob Tierney tomou uma decisão considerada arriscada, mas fundamental para o futuro da série: abandonar o grande estúdio e levar o projeto para o Canadá, onde teria liberdade total para executar sua proposta.
Para o ator, essa mudança foi determinante. Ele afirmou que não acredita que a série pudesse existir da forma como foi concebida se tivesse sido produzida nos Estados Unidos. Mesmo com um orçamento significativamente menor, Tierney conseguiu fazer exatamente a série que queria, sem concessões que comprometessem o tom, os personagens ou a representação emocional da história. A escolha por um modelo de produção mais enxuto permitiu que Heated Rivalry se mantivesse fiel à sua identidade desde o primeiro episódio.
Criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney, Heated Rivalry é uma série de romance esportivo produzida para a plataforma canadense Crave. A obra é baseada na série de livros Game Changers, da escritora Rachel Reid, bastante popular entre leitores de romances contemporâneos e histórias com protagonismo LGBTQIA+. A adaptação para a televisão manteve o foco no desenvolvimento emocional dos personagens e na complexidade de seus conflitos internos, algo que se tornaria um dos grandes diferenciais da produção.
O enredo acompanha Shane Hollander, interpretado por Hudson Williams, e Ilya Rozanov, vivido por Connor Storrie. Ambos são jogadores profissionais de hóquei e estrelas da Major League Hockey, reconhecidos como os melhores atletas de suas gerações. Dentro do gelo, eles são rivais declarados, disputando títulos, recordes e reconhecimento público. Fora dele, vivem um romance intenso e secreto, marcado por paixão, medo e escolhas difíceis.
A relação entre Shane e Ilya se desenvolve em um ambiente altamente competitivo, onde a imagem pública, a pressão da mídia e as expectativas de patrocinadores pesam constantemente. Shane enfrenta o processo de descoberta e aceitação da própria sexualidade, lidando com inseguranças profundas e o receio de que sua carreira seja afetada. Ilya, por sua vez, carrega o peso das demandas familiares e culturais, sentindo-se dividido entre o amor que sente e as responsabilidades que lhe foram impostas desde cedo.
Essa dualidade entre vida pessoal e profissional é explorada com sensibilidade ao longo da série. Em vez de recorrer a conflitos artificiais ou soluções fáceis, a trama aposta em diálogos íntimos, silêncios significativos e uma construção gradual dos sentimentos. O romance não surge como um elemento isolado, mas como parte central da jornada de amadurecimento dos protagonistas.
A estreia da série aconteceu em um contexto bastante favorável. Antes mesmo de chegar ao streaming, Heated Rivalry teve sua pré-estreia no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, no dia 23 de novembro de 2025. A exibição no festival ajudou a posicionar a série como uma obra relevante dentro do audiovisual queer contemporâneo, despertando curiosidade e gerando comentários positivos.
A primeira temporada estreou oficialmente na Crave em 28 de novembro de 2025 e rapidamente chamou atenção do público e da crítica. Pouco tempo depois, a produção foi adquirida para exibição em outros mercados internacionais, chegando à HBO Max em territórios selecionados, à plataforma Neon na Nova Zelândia e à Movistar Plus+ na Espanha. A expansão internacional consolidou a série como um produto global, capaz de dialogar com audiências muito além do Canadá.
A recepção crítica foi amplamente positiva. Direção, roteiro e, principalmente, a química entre os protagonistas foram elogiados de forma consistente. A autenticidade da relação entre Shane e Ilya se tornou um dos pontos mais comentados da série, sendo frequentemente destacada como um exemplo de representação LGBTQIA+ cuidadosa e respeitosa no gênero esportivo, tradicionalmente associado à masculinidade rígida.
Os números de audiência confirmaram esse impacto. A obra se tornou a produção original mais assistida da história da Crave, atingindo recordes internos da plataforma. Na HBO Max, a série registrou a melhor estreia de uma aquisição em live-action desde o lançamento do serviço em 2019, superando expectativas iniciais e surpreendendo analistas do mercado.
Dados de monitoramento de audiência reforçam esse crescimento. Segundo o JustWatch, a série alcançou o quarto lugar no ranking de streaming durante a semana de 7 de dezembro de 2025. A Whip Media, com base em informações do aplicativo TV Time, apontou Heated Rivalry como a sexta série mais assistida nas semanas de 7 e 14 de dezembro. Já o FlixPatrol indicou que a produção chegou ao segundo lugar entre as séries mais vistas da HBO Max nos Estados Unidos em 29 de novembro, ficando atrás apenas de It: Bem-Vindos a Derry, além de repetir o desempenho na Austrália.
O sucesso levou à renovação para a segunda temporada em dezembro de 2025. Com o anúncio, vieram novos dados impressionantes. De acordo com o site Deadline Hollywood, a audiência da série cresceu quase 400 por cento nos primeiros sete dias após a estreia. A HBO Max também revelou que a série se tornou a segunda maior responsável pela atração de novos assinantes desde o lançamento da plataforma.
Um dos aspectos mais curiosos dessa trajetória é que o crescimento da série aconteceu de forma gradual e orgânica. Apesar de uma campanha de marketing discreta e de um custo de licenciamento relativamente baixo, estimado em cerca de 600 mil dólares por episódio, Heated Rivalry se beneficiou fortemente do boca a boca nas redes sociais. Dados da Luminate Data mostram que a série estreou com 30 milhões de minutos assistidos na primeira semana, sem sequer entrar no top 50 das mais vistas. Ao longo das semanas, esse número cresceu de forma contínua, ultrapassando 324 milhões de minutos semanais até o lançamento do último episódio da temporada, em 26 de dezembro.
A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, promete emocionar o público com a exibição de O Segredo: Ouse Sonhar, um drama romântico que aposta na força da esperança, da fé e na ideia de que nossos pensamentos podem influenciar profundamente os rumos da vida. Inspirado no livro O Segredo, fenômeno editorial mundial, o filme chega à programação da TV Globo como uma opção leve e reflexiva para a tarde, ideal para quem busca uma história acolhedora e cheia de mensagens positivas.
Dirigido por Andy Tennant, o longa apresenta uma narrativa simples, porém carregada de emoção, que dialoga diretamente com o público que acompanha a tradicional faixa vespertina da emissora. Com um elenco conhecido e uma proposta espiritualizada, o filme convida o espectador a desacelerar, refletir e acreditar que mudanças podem acontecer mesmo nos momentos mais difíceis.
Uma protagonista marcada pela perda
A história gira em torno de Miranda Wells, interpretada por Katie Holmes. Ela é uma mulher que tenta reconstruir sua vida após a morte do marido, enquanto enfrenta o desafio de criar sozinha seus três filhos. Miranda vive em constante tensão, dividida entre o luto ainda presente, as dificuldades financeiras e o medo de não conseguir oferecer estabilidade emocional e material à família.
A situação se agrava quando uma forte tempestade atinge sua casa, causando danos estruturais que ela não tem condições de consertar sozinha. É nesse momento de vulnerabilidade que surge a oportunidade para uma transformação inesperada em sua vida.
Um encontro que muda tudo
Para resolver os problemas causados pela tempestade, Miranda contrata Bray Johnson, vivido por Josh Lucas, um trabalhador manual aparentemente comum, mas que carrega uma visão de mundo profundamente otimista. Durante os dias em que passa consertando a casa, Bray vai além do trabalho físico e começa a compartilhar com Miranda e seus filhos sua filosofia de vida.
Ele acredita que o universo responde aos pensamentos e sentimentos que emitimos e que acreditar de verdade em algo pode ser o primeiro passo para torná-lo real. Aos poucos, suas palavras e atitudes começam a provocar mudanças sutis, mas significativas, no ambiente da casa e na forma como Miranda encara seus próprios problemas.
O relacionamento entre os dois se desenvolve de maneira gradual, sem pressa, respeitando o tempo emocional da protagonista. Mais do que um romance imediato, o filme constrói uma conexão baseada na escuta, na empatia e no incentivo à autoconfiança.
A lei da atração como mensagem central
O grande eixo temático de O Segredo: Ouse Sonhar é a chamada lei da atração, conceito que se tornou popular a partir do livro de Rhonda Byrne. No filme, essa ideia é apresentada de forma acessível e cotidiana, sem discursos grandiosos ou explicações complexas. Bray demonstra, por meio de exemplos simples, como pensamentos negativos podem limitar escolhas, enquanto a fé e a gratidão ajudam a enxergar novas possibilidades.
O roteiro não se aprofunda em debates teóricos ou científicos, mas aposta na emoção e na identificação do público com situações reais, como o medo de recomeçar, a dificuldade de confiar novamente e a sensação de que a vida perdeu o rumo após uma grande perda. Essa abordagem torna o filme especialmente próximo do espectador comum, que encontra na história um espelho de suas próprias inseguranças.
Atuações que sustentam a emoção
Katie Holmes entrega uma atuação sensível e contida, transmitindo com naturalidade a exaustão emocional de uma mulher que tenta se manter forte diante dos filhos. Sua interpretação evita exageros e aposta em pequenos gestos e olhares, o que contribui para a atmosfera intimista do filme.
Josh Lucas, por sua vez, confere a Bray uma serenidade quase reconfortante. Seu personagem funciona como um ponto de equilíbrio dentro da narrativa, alguém que não impõe suas crenças, mas as compartilha com gentileza. Jerry O’Connell completa o elenco principal em um papel de apoio que adiciona leveza e dinamismo à trama.
Direção clássica e clima acolhedor
Sob o comando de Andy Tennant, o filme adota uma linguagem visual simples e eficiente. A fotografia prioriza tons quentes e iluminação suave, reforçando a sensação de conforto e segurança que a história busca transmitir. A trilha sonora acompanha esse clima, surgindo de forma discreta e emocionalmente precisa, sem se sobrepor às cenas.
O ritmo é calmo, permitindo que o espectador se envolva com os personagens e absorva a mensagem aos poucos. Essa escolha faz de O Segredo: Ouse Sonhar um filme ideal para a televisão aberta, especialmente para a Sessão da Tarde, que tradicionalmente aposta em histórias que emocionam sem exigir grande esforço do público.
Um lançamento impactado pela pandemia
A trajetória do filme fora das telas de TV também chama atenção. Em novembro de 2019, as distribuidoras Roadside Attractions e Gravitas Ventures adquiriram os direitos de distribuição do longa. A estreia nos cinemas estava prevista para abril de 2020, mas foi cancelada devido à pandemia de COVID-19, que fechou salas de cinema em todo o mundo.
Diante do cenário de incertezas, a produção acabou sendo lançada diretamente em vídeo sob demanda em julho de 2020. Mesmo sem passar pelos cinemas, o filme obteve resultados expressivos nas plataformas digitais, figurando entre os títulos mais alugados em serviços como FandangoNow, Apple TV e iTunes Store durante suas primeiras semanas.
Onde assistir além da TV Globo
Além da exibição na Sessão da Tarde, O Segredo: Ouse Sonhar pode ser assistido atualmente no Prime Video, por meio de aluguel digital, com valores a partir de R$ 11,90. Essa opção é ideal para quem deseja rever o filme ou assisti-lo em outro horário, no próprio ritmo.
A Sony Pictures liberou uma nova cena inédita de Extermínio: O Templo dos Ossos, oferecendo ao público um primeiro vislumbre do embate psicológico que define o novo capítulo da franquia. O trecho mostra o encontro inicial entre Dr. Kelson, vivido por Ralph Fiennes, e Jimmy Crystal, interpretado por Jack O’Connell. Mais do que uma simples apresentação de personagens, a cena estabelece o tom do filme: um confronto silencioso entre dois homens guiados por visões de mundo irreconciliáveis. O longa, dirigido por Nia DaCosta, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 15 de janeiro, prometendo levar a saga para territórios ainda mais sombrios e provocadores.
Desde os primeiros minutos, fica claro que O Templo dos Ossos não pretende repetir fórmulas. Se antes o terror vinha da velocidade e da brutalidade dos infectados, agora ele nasce da deterioração moral dos sobreviventes. O diálogo entre Kelson e Jimmy é carregado de desconfiança, estranhamento e uma tensão quase palpável, revelando que, neste mundo devastado, o maior perigo pode estar naquilo que ainda resta de humanidade.
O roteiro, assinado por Alex Garland, responsável pelos filmes anteriores da franquia, aprofunda essa ideia ao apresentar um cenário onde a violência deixa de ser apenas reação à sobrevivência e passa a ser um instrumento de poder, fé e controle. Jimmy Crystal surge como líder de uma seita conhecida como os Jimmies, um grupo que se sustenta em rituais extremos e crenças distorcidas. Convencido de que é filho de Satanás, Jimmy acredita cumprir uma missão divina em um mundo sem leis, transformando a fé em justificativa para atos de crueldade inimagináveis.
No centro dessa espiral de horror está Dr. Kelson, um homem marcado pela culpa, pelo isolamento e por decisões éticas cada vez mais frágeis. Sua trajetória se cruza com a de Spike, personagem de Alfie Williams, um jovem que acaba envolvido com os Jimmies em circunstâncias brutais. A iniciação de Spike no grupo, por meio de um duelo até a morte, funciona como um retrato cruel de como a violência se torna linguagem, pertencimento e identidade em um mundo pós-apocalíptico.
Nia DaCosta conduz essa narrativa com um olhar firme e inquieto. Conhecida por A Lenda de Candyman, a diretora transforma o terror em uma experiência menos imediata e mais perturbadora, construída a partir de símbolos, silêncio e desconforto emocional. O filme não se contenta em chocar; ele provoca. Cada escolha de enquadramento e ritmo parece pensada para deixar o espectador em constante estado de alerta, mesmo nos momentos aparentemente calmos.
Um dos arcos mais impactantes do longa envolve a relação entre Kelson e Sansão, um infectado que demonstra sinais de dependência química e mudanças comportamentais inesperadas. Em vez de tratá-lo apenas como uma ameaça, Kelson passa a observá-lo como um possível caminho para entender os efeitos psicológicos do vírus. O vínculo que se forma entre os dois é estranho, desconcertante e profundamente humano, revelando o desespero de alguém que busca sentido em meio ao colapso total.
Essa relação leva o filme a questionamentos ousados. Ao administrar medicamentos em Sansão, Kelson levanta a hipótese de que os infectados não perderam completamente sua humanidade, mas tiveram seus distúrbios amplificados. A ideia de que ainda exista algum resquício de consciência por trás da monstruosidade adiciona uma camada trágica ao horror e reforça o tema central do filme: a linha tênue entre o humano e o monstruoso.
Enquanto isso, os Jimmies seguem espalhando terror. A seita invade fazendas, tortura sobreviventes e transforma a violência em espetáculo ritualístico. Jimmy Crystal se coloca como figura messiânica, enquanto seus seguidores acreditam ser extensões de sua vontade. Essa dinâmica de culto, poder e submissão torna o grupo mais assustador do que qualquer infectado, pois reflete impulsos reais e reconhecíveis da sociedade.
Visualmente, O Templo dos Ossos aposta em uma atmosfera opressiva. O cenário que dá nome ao filme funciona como um símbolo máximo da degradação humana, um espaço onde ossos, fogo e rituais se misturam para criar imagens perturbadoras e memoráveis. A direção de arte e os efeitos visuais, supervisionados por Adam Gascoyne e realizados pela Union VFX, contribuem para tornar esse universo ainda mais imersivo e angustiante.
A trilha sonora de Hildur Guðnadóttir, que volta a colaborar com Nia DaCosta após Candyman, é outro destaque. Com composições minimalistas e inquietantes, a música não apenas acompanha as cenas, mas intensifica o peso emocional da narrativa, reforçando a sensação constante de ameaça e desamparo.