Hamnet: A Vida Antes de Hamlet ganha vídeo de bastidores e chega aos cinemas nesta quinta, 15 de janeiro

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A Universal Pictures divulgou nesta semana um novo vídeo de bastidores de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, longa-metragem dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. O material promocional chega em um momento estratégico, às vésperas da estreia oficial do filme nos cinemas brasileiros, marcada para esta quinta-feira, 15 de janeiro, e amplia a expectativa em torno de uma das produções mais celebradas da atual temporada de premiações.

O vídeo oferece um olhar íntimo sobre o processo criativo da obra e destaca a relação entre seus protagonistas, Jessie Buckley e Paul Mescal. Ambos comentam como foi construir, juntos, personagens atravessados pela dor, pelo silêncio e por uma conexão emocional profunda. Chloé Zhao também aparece compartilhando detalhes do processo de escalação do elenco, ressaltando que a escolha dos atores foi determinante para alcançar a intensidade emocional que a história exigia. Segundo a diretora, mais do que talento individual, era essencial que houvesse confiança e entrega mútua entre os intérpretes.

Inspirado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, vencedor de importantes prêmios literários, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet propõe uma abordagem sensível e pouco convencional sobre a figura de William Shakespeare. Em vez de retratar o dramaturgo a partir de sua genialidade artística, o filme se concentra na dimensão íntima e familiar de sua vida, especialmente no impacto devastador da perda de seu filho, Hamnet. A narrativa acompanha Agnes, esposa de Shakespeare, enquanto ela tenta sobreviver ao luto e ressignificar a própria existência após a tragédia.

Jessie Buckley entrega uma atuação amplamente elogiada pela crítica internacional. Sua interpretação de Agnes é marcada por força contida, dor silenciosa e uma presença que domina a tela mesmo nos momentos de maior introspecção. O reconhecimento veio em forma de prêmios importantes, incluindo o Globo de Ouro 2026 de Melhor Atriz em Filme de Drama e o Critics Choice Awards na mesma categoria. A personagem se torna o verdadeiro centro emocional da história, conduzindo o espectador por uma jornada de sofrimento, memória e resistência.

Paul Mescal, por sua vez, constrói um Shakespeare distante da imagem romantizada do gênio literário. Seu personagem é introspectivo, emocionalmente reprimido e incapaz de verbalizar plenamente a dor que carrega. A dinâmica entre Mescal e Buckley se sustenta mais nos gestos, nos olhares e nos silêncios do que nos diálogos, reforçando a proposta intimista da direção. O vídeo de bastidores evidencia essa troca cuidadosa entre os atores, que se reflete diretamente na força das cenas.

A direção de Chloé Zhao imprime ao filme uma estética contemplativa e profundamente humana. Conhecida por seu olhar sensível para personagens à margem e histórias de introspecção, a cineasta utiliza paisagens naturais, luz suave e enquadramentos prolongados para criar uma atmosfera de melancolia e reflexão. A fotografia assinada por Łukasz Żal contribui para esse tom ao transformar ambientes rurais e espaços domésticos em extensões do estado emocional dos personagens.

O longa foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, conquistando o prêmio do público, um dos mais prestigiados do evento. A escolha reforçou o apelo emocional da obra junto a diferentes públicos e consolidou sua trajetória na corrida de premiações. No Brasil, o filme também teve destaque ao ser exibido como o título de encerramento do Festival do Rio de 2025, ampliando sua visibilidade no país antes do lançamento comercial.

A produção reúne nomes de peso nos bastidores. Steven Spielberg e Sam Mendes, ambos vencedores do Oscar, assinam a produção do longa, enquanto o roteiro foi desenvolvido pela própria Maggie O’Farrell em parceria com Chloé Zhao. Essa colaboração direta garantiu uma adaptação fiel ao espírito do livro, sem abrir mão da linguagem cinematográfica autoral da diretora. O resultado é um filme que respeita a obra literária, mas encontra sua própria identidade nas imagens e no ritmo narrativo.

O caminho de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet até os cinemas começou em 2022, quando foi anunciada uma adaptação teatral do romance. Em março de 2023, os direitos cinematográficos foram adquiridos pela Neal Street Productions. No mês seguinte, Chloé Zhao foi oficialmente confirmada como diretora e co-roteirista do projeto. Em maio, Paul Mescal e Jessie Buckley entraram em negociações para protagonizar o filme, participação que foi confirmada publicamente em janeiro de 2024.

As filmagens estavam inicialmente previstas para Londres, mas acabaram sendo realizadas no País de Gales. A produção teve início em 29 de julho de 2024 e foi concluída em 30 de setembro do mesmo ano. Durante esse período, Joe Alwyn e Emily Watson foram incorporados ao elenco, ampliando o peso dramático da narrativa. Steven Spielberg passou a integrar formalmente o projeto como produtor, reforçando a dimensão internacional da produção.

O filme teve sua estreia mundial no 52º Festival de Cinema de Telluride e chegou aos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá em lançamento limitado em 27 de novembro de 2025, com expansão nacional em dezembro. Desde então, tem acumulado críticas majoritariamente positivas, com elogios recorrentes às atuações centrais, à direção sensível de Zhao e à forma respeitosa e profunda com que o luto é retratado.

Quer saber qual filme passa hoje na Sessão da Tarde? Confira a atração desta quarta, 14 de janeiro!

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A TV Globo exibe na Sessão da Tarde desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a animação Os Croods 2: Uma Nova Era, continuação do sucesso lançado em 2013 pela DreamWorks Animation. O filme aposta em humor familiar, aventura e uma mensagem sobre convivência e evolução, sendo uma escolha ideal para toda a família.

Na trama, a família pré-histórica Crood segue em busca de um lugar mais seguro para viver após abandonar sua antiga caverna. A jornada os leva a um verdadeiro paraíso isolado, cercado por muros naturais e repleto de recursos que parecem atender a todas as suas necessidades. O problema surge quando eles descobrem que o local já tem donos: os Bettermans, uma família que se considera mais evoluída, organizada e intelectualmente superior aos Croods.

O encontro entre os dois grupos rapidamente se transforma em um choque de estilos de vida. Enquanto os Croods são impulsivos, barulhentos e guiados pelo instinto de sobrevivência, os Bettermans representam uma versão mais “civilizada” da pré-história, com regras, conforto e até conceitos de progresso social. A convivência forçada gera conflitos, disputas e situações cômicas que refletem, de forma leve, temas como diferenças culturais, adaptação e respeito mútuo.

A história ganha novos contornos quando Eep, a filha mais aventureira dos Croods, e Dawn, filha dos Bettermans, acabam se metendo em confusão e desaparecem. Diante da situação, as duas famílias precisam deixar de lado suas rivalidades para unir forças e salvá-las, aprendendo, no processo, que evolução também passa pela empatia e pela cooperação.

No elenco de dublagem original estão Nicolas Cage (Grug), Emma Stone (Eep) e Ryan Reynolds (Guy), que retornam aos seus papéis do primeiro filme. A direção fica por conta de Joel Crawford, que imprime um ritmo mais acelerado e aposta em uma estética ainda mais colorida e dinâmica. A trilha sonora do longa é assinada por Mark Mothersbaugh, substituindo Alan Silvestri, compositor do primeiro filme. A mudança trouxe uma identidade musical mais moderna, acompanhando o tom expansivo e energético da continuação.

Lançamento e sucesso comercial

Os Croods 2: Uma Nova Era foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 25 de novembro de 2020, em um período marcado por desafios para o mercado cinematográfico. Ainda assim, o filme se destacou como uma das animações de maior desempenho daquele ano. No Brasil, a estreia aconteceu em 1º de julho de 2021.

Com um orçamento de divulgação estimado em US$ 26,5 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 215,9 milhões mundialmente, somando bilheterias da América do Norte e de outros territórios, incluindo um bom desempenho na China.

KonoSuba | Anime é renovado para a 4ª temporada e ganha novos projetos comemorativos

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A franquia de anime KonoSuba: God’s Blessing on This Wonderful World! está oficialmente de volta. Durante um evento especial realizado no Japão para comemorar o 10º aniversário da adaptação em anime, foi anunciada a produção da quarta temporada da série, encerrando um longo período de incertezas para os fãs. A confirmação marca o retorno da obra após o fim da terceira temporada, exibida em 2024, e reforça a força duradoura da franquia no mercado de animação japonesa.

O anúncio da nova temporada veio acompanhado de um plano comemorativo robusto, que inclui o desenvolvimento de um novo jogo para plataformas mobile e consoles, além da realização de um evento especial de aniversário programado para julho de 2026. Segundo os organizadores, essa celebração deve trazer mais informações sobre a continuação do anime, incluindo possíveis detalhes de produção, visual promocional e novidades sobre o elenco.

Até o momento, a quarta temporada de KonoSuba ainda não possui data de estreia, janela de lançamento, estúdio confirmado ou equipe técnica oficialmente divulgada. A ausência dessas informações, no entanto, não diminuiu o entusiasmo do público, que há anos aguarda a continuidade da história após o encerramento mais recente da série.

Um isekai que virou referência no humor

Criada por Natsume Akatsuki, KonoSuba se destacou desde sua estreia por oferecer uma abordagem diferenciada dentro do gênero isekai. Em vez de seguir o caminho tradicional de heróis poderosos e jornadas épicas, a obra aposta na comédia e na desconstrução dos clichês, apresentando personagens falhos, situações absurdas e um humor frequentemente autoirônico.

A história acompanha Kazuma Satō, um adolescente japonês recluso, classificado como hikikomori e NEET, que morre de forma prematura e constrangedora. No além-vida, ele conhece a deusa Aqua, que lhe oferece a chance de reencarnar em um mundo de fantasia repleto de elementos típicos de jogos de RPG, governado pela ameaça do Rei Demônio. Como parte do acordo, Kazuma pode levar consigo qualquer item ou habilidade para auxiliá-lo na nova vida.

Em um ato de retaliação após ser provocado por Aqua, Kazuma a escolhe como sua companheira de jornada, contra a vontade da própria deusa. Presos juntos nesse mundo alternativo, os dois passam a aceitar missões de aventureiros para sobreviver, já que Aqua perde a possibilidade de retornar ao seu posto divino enquanto o Rei Demônio não for derrotado.

Um grupo improvável e caótico

Ao longo da narrativa, Kazuma e Aqua formam um grupo tão carismático quanto disfuncional. A equipe cresce com a chegada de Megumin, uma maga obcecada por explosões que domina apenas um feitiço extremamente poderoso, e Darkness, uma cruzada habilidosa com a espada, mas marcada por um comportamento masoquista que frequentemente compromete suas batalhas.

Essa combinação de personagens com habilidades limitadas, personalidades exageradas e falhas evidentes se tornou a principal marca da série. Em vez de focar na derrota do Rei Demônio, Kazuma frequentemente tenta levar uma vida confortável e luxuosa, mas acaba sendo constantemente arrastado para conflitos e confrontos contra os generais do vilão, quase sempre de forma involuntária.

Expansão para jogos e cinema

Ao longo dos anos, KonoSuba expandiu seu universo para além do anime. A franquia recebeu diversos jogos para PC, consoles e dispositivos móveis, explorando tanto adaptações diretas quanto histórias originais. Entre os títulos mais conhecidos está KonoSuba: Fantastic Days, RPG mobile lançado inicialmente no Japão, com dublagem completa, novos personagens e narrativa inédita.

Em 2019, a série também chegou aos cinemas com o filme KonoSuba: Legend of Crimson, produzido pelo estúdio J.C.Staff. O longa manteve o elenco e a equipe da animação televisiva e deu destaque especial às personagens Megumin e Yunyun, sendo bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica. Posteriormente, o filme foi disponibilizado para streaming, ampliando ainda mais o alcance internacional da franquia.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça-feira, 13 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, aposta novamente na emoção ao exibir Quatro Vidas de um Cachorro, um filme que convida o público a enxergar a vida sob um ponto de vista diferente, sensível e profundamente afetivo. Mais do que uma aventura protagonizada por um animal carismático, o longa é uma reflexão delicada sobre pertencimento, lealdade e o impacto que pequenos gestos podem ter ao longo de uma existência inteira.

Lançado em 2017 e dirigido por Lasse Hallström, cineasta conhecido por sua habilidade em contar histórias humanas e tocantes, o filme parte de uma ideia simples e poderosa: e se um cachorro pudesse voltar várias vezes à Terra, em corpos diferentes, para cumprir sua missão? A cada nova vida, o protagonista renasce com outra aparência, outra família e outros desafios, mas carrega consigo algo que o tempo não apaga: a memória emocional de quem ele amou.

Na sua primeira vida, o cachorro encontra Ethan, um garoto solitário que cresce ao seu lado. A relação entre os dois se constrói de forma natural, marcada por brincadeiras, cumplicidade e uma amizade que vai além das palavras. Mesmo quando a vida adulta afasta Ethan de sua cidade natal, o vínculo criado com o animal permanece como uma das lembranças mais importantes de sua trajetória. Esse amor inicial se torna o norte emocional de todas as reencarnações seguintes.

Ao retornar em novos corpos, o cachorro passa a conviver com pessoas muito diferentes entre si. Em cada fase, ele aprende algo novo: como oferecer conforto a quem sofre, como proteger aqueles que ama e como, muitas vezes, estar presente já é suficiente para mudar o dia de alguém. O filme alterna momentos de humor leve, causados pela curiosidade e ingenuidade do animal diante do mundo, com cenas emocionantes que falam sobre perda, envelhecimento e despedidas inevitáveis.

Um dos grandes diferenciais da narrativa é permitir que o público acompanhe os pensamentos do cachorro. Sua visão é simples, direta e honesta, o que torna a história ainda mais próxima do espectador. Questões complexas da vida humana são filtradas por esse olhar puro, transformando o filme em uma experiência acolhedora, capaz de tocar crianças, adultos e, especialmente, quem já viveu a relação intensa entre um animal de estimação e seu dono.

O elenco contribui para dar profundidade à trama. Dennis Quaid interpreta Ethan na fase adulta, transmitindo com sensibilidade as marcas que o passado deixou em sua vida. Britt Robertson, K.J. Apa e John Ortiz aparecem em momentos importantes da história, representando personagens que, mesmo sem perceber, são transformados pela presença do cachorro. Cada encontro reforça a ideia central do filme: algumas relações são breves, mas deixam marcas permanentes.

Apesar do tom caloroso e otimista, Quatro Vidas de um Cachorro também carrega uma história fora das telas que gerou polêmica. Antes de sua estreia, vídeos divulgados mostraram um cachorro sendo forçado a gravar uma cena em um tanque de água, o que causou indignação nas redes sociais e levantou debates sobre o tratamento de animais em produções cinematográficas. O caso levou a investigações e a posicionamentos públicos da equipe e da produtora.

O diretor Lasse Hallström afirmou posteriormente que não presenciou a situação e se disse profundamente perturbado ao tomar conhecimento das imagens. A produção garantiu que o animal estava bem e que a cena não foi utilizada da forma como havia sido divulgada. Ainda assim, o episódio marcou a recepção do filme e reforçou a necessidade de maior transparência e cuidado em sets que envolvem animais.

Mesmo com as controvérsias, o longa encontrou um público fiel e emocionado, tornando-se um sucesso entre famílias e amantes de histórias com animais. O impacto foi tão grande que o filme ganhou uma continuação, lançada em 2019, que aprofunda ainda mais os laços emocionais apresentados no primeiro capítulo da história.

Vingadores: Doutor Destino | Novo teaser une Wakanda, Quarteto Fantástico e prepara o terreno para o maior confronto do MCU

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A Marvel divulgou o quarto teaser trailer de Vingadores: Doutor Destino e, com ele, deixou claro que o próximo capítulo do Universo Cinematográfico Marvel será construído em uma escala maior, mais densa e emocional. Depois de prévias que destacaram personagens específicos como Steve Rogers, Thor e os mutantes, o novo material aposta na força do encontro entre mundos diferentes, conectando Wakanda, Talocan e o recém-apresentado Quarteto Fantástico em uma mesma narrativa. O resultado é uma prévia carregada de simbolismo, que aponta para um evento capaz de redefinir o equilíbrio de poder no MCU.

O teaser se inicia de forma contemplativa, quase silenciosa. Shuri surge caminhando sozinha por um deserto, um contraste visual forte com a exuberância tecnológica de Wakanda. Em sua fala, a personagem revela ter perdido tudo e todos que amava, reforçando o peso emocional acumulado desde a morte de T’Challa e os conflitos recentes enfrentados por sua nação. A escolha do cenário árido não parece casual: ela transmite a ideia de um mundo em colapso, esvaziado de esperança, à espera de uma nova reconstrução.

Na sequência, a prévia surpreende ao mostrar Talocan em uma situação igualmente alarmante. Namor e seu povo aparecem fora da água, em um ambiente seco, o que sugere uma ameaça capaz de atingir até mesmo reinos tradicionalmente protegidos pela natureza. A imagem reforça que o conflito em Vingadores: Doutor Destino não se limita a fronteiras políticas ou territoriais, mas ameaça a própria ordem natural do planeta. Wakanda e Talocan, duas potências que já se enfrentaram no passado, agora parecem divididas pela mesma sensação de perda e vulnerabilidade.

O foco retorna a Wakanda, que surge em um momento de transição. Shuri não ocupa mais o centro do poder sozinha. Ao seu lado está M’Baku, que se apresenta oficialmente como o novo Rei de Wakanda. A presença do líder da tribo Jabari simboliza uma mudança importante na condução da nação, indicando um caminho mais coletivo e menos centralizado. Essa nova configuração política será essencial para os desafios que estão por vir, especialmente diante de uma ameaça que exige alianças além das fronteiras tradicionais.

É nesse contexto que acontece um dos momentos mais marcantes do teaser. M’Baku se encontra com Ben Grimm, o Coisa, interpretado por Ebon Moss-Bachrach, na versão apresentada em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. O aperto de mãos entre os dois não é apenas um gesto de cordialidade, mas um símbolo poderoso da união entre universos que até então caminhavam separados. Wakanda, com sua herança ancestral e tecnologia avançada, cruza caminho com o Quarteto Fantástico, representantes da exploração científica e do espírito aventureiro. O teaser se encerra sugerindo que essa parceria será fundamental no enfrentamento da ameaça central do filme.

Curiosamente, o personagem que dá nome ao longa não aparece diretamente no teaser. Ainda assim, sua presença é sentida em cada cena, como uma sombra que se projeta sobre todos os reinos apresentados. Doutor Destino é um vilão cuja força não está apenas em suas habilidades, mas em sua história, sua visão de mundo e sua capacidade de manipular situações a seu favor. Sua ascensão promete ser o eixo em torno do qual todo o conflito irá girar.

Victor von Doom teve uma infância marcada por tragédias que moldaram sua personalidade. Nascido na Latvéria, ele perdeu a mãe ainda muito jovem após uma tentativa desesperada de obter poder místico para proteger seu povo da perseguição governamental. Pouco tempo depois, seu pai também morreu, deixando Victor órfão e consumido por um profundo sentimento de injustiça. Desde cedo, ele desenvolveu a convicção de que o mundo era cruel demais para ser deixado nas mãos de pessoas comuns.

Dotado de uma inteligência extraordinária, Victor se destacou tanto no campo científico quanto no estudo do ocultismo. Essa combinação rara o levou a conquistar uma bolsa de estudos em uma universidade nos Estados Unidos, onde conheceu Reed Richards e Ben Grimm. A relação com Reed, em especial, foi marcada por rivalidade e ressentimento. Victor não suportava a ideia de dividir reconhecimento e passou a enxergar Richards como uma ameaça direta à sua superioridade intelectual.

Essa obsessão o levou a conduzir experimentos cada vez mais perigosos. Ao tentar criar um dispositivo capaz de acessar outras dimensões, Victor ignorou alertas sobre falhas no projeto. O experimento saiu do controle, resultando em uma explosão que deixou cicatrizes em seu rosto e destruiu sua reputação acadêmica. Expulso da universidade, ele atribuiu a culpa a Reed Richards, alimentando um ódio que se tornaria um dos pilares de sua identidade como Doutor Destino.

Após vagar pelo mundo em busca de respostas, Victor encontrou um grupo de monges que o ajudaram a canalizar seu conhecimento científico e místico na criação de uma armadura. Mais do que proteção, a armadura se tornou uma extensão de sua própria vontade, símbolo de poder e autoridade. De volta à Latvéria, ele derrubou o governo vigente e se proclamou soberano, instaurando um regime rígido, porém eficiente, que transformou o país em uma potência temida.

O que torna Doutor Destino um antagonista tão fascinante é sua complexidade moral. Ele não se vê como um vilão, mas como alguém disposto a fazer o que for necessário para impor ordem ao mundo. Em diferentes momentos, já se aliou a heróis quando isso serviu aos seus interesses, apenas para traí-los quando a oportunidade surgiu. Sua visão de mundo é guiada pela crença de que apenas uma mente verdadeiramente superior pode conduzir a humanidade ao futuro.

Maldição da Múmia | Lee Cronin retorna ao horror com um filme que promete tirar o fôlego do público em 2026

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Os amantes do cinema de terror já têm um novo motivo para contar os dias no calendário. A Warner Bros. Pictures divulgou nesta domingo, 12, o primeiro teaser trailer de “Maldição da Múmia”, novo longa de horror dirigido por Lee Cronin, cineasta que vem se consolidando como um dos nomes mais interessantes do gênero contemporâneo. Com estreia marcada para 15 de abril de 2026 nos Estados Unidos e 16 de abril de 2026 no Brasil, o filme chegará aos cinemas nacionais também em salas IMAX, prometendo uma experiência intensa, sombria e profundamente inquietante.

Desde os primeiros segundos do teaser, fica claro que “Maldição da Múmia” não pretende seguir caminhos óbvios. O vídeo aposta mais na sugestão do que na exposição direta do horror, criando uma atmosfera de angústia crescente, marcada por silêncios incômodos, imagens fragmentadas e uma sensação constante de ameaça invisível. É um convite para o espectador mergulhar em um terror psicológico que, aos poucos, se transforma em algo muito mais visceral.

O filme parte de um dos arquétipos mais clássicos do terror, o mito da múmia, mas o reinventa sob uma ótica moderna e emocional. A história acompanha uma família marcada por uma perda irreparável: a filha desapareceu misteriosamente no deserto há oito anos e foi dada como morta. Quando ela retorna de forma inesperada, trazendo consigo marcas físicas e emocionais difíceis de explicar, o que deveria ser um reencontro milagroso rapidamente se transforma em um pesadelo. Aos poucos, os familiares percebem que algo profundamente errado voltou junto com ela — algo antigo, violento e impossível de controlar.

Lee Cronin, conhecido por seu domínio da tensão e pelo uso criativo do espaço e do silêncio, descreve o longa como uma mistura improvável, porém instigante, de “Poltergeist” e “Se7en – Os Sete Crimes Capitais”. Essa combinação sugere um terror que não se limita a sustos pontuais, mas que constrói um clima opressivo, explorando tanto o sobrenatural quanto o horror psicológico e moral. O foco não está apenas na criatura ou na maldição em si, mas no impacto que ela causa nas relações humanas, nos segredos familiares e na fragilidade emocional dos personagens.

O elenco reforça a ambição do projeto. Jack Reynor, que chamou atenção internacional em Midsommar, interpreta o pai da família, um homem consumido pela culpa e pela esperança contraditória de ter a filha de volta. Laia Costa, elogiada por performances intensas em produções europeias como Un Amor, vive a mãe, dividida entre o instinto de proteção e o medo crescente de que aquela jovem não seja mais a criança que perdeu. May Calamawy, conhecida do grande público por Cavaleiro da Lua, assume um papel central na trama, trazendo força emocional e complexidade a uma personagem envolvida diretamente nos mistérios da maldição.

O elenco ainda conta com Veronica Falcón (A Milhões de Quilômetros), Natalie Grace (1923), May Elghety, Shylo Molina e Billie Roy, formando um grupo diverso que ajuda a dar profundidade à narrativa. A presença de atores com experiências tão distintas sugere um filme que dialoga com diferentes culturas e referências, algo que combina com a própria origem do mito da múmia, tradicionalmente associado a histórias ancestrais e maldições antigas.

Nos bastidores, “Maldição da Múmia” reúne alguns dos nomes mais influentes do terror atual. James Wan (Invocação do Mal, Jogos Mortais) e Jason Blum (Corra!, Atividade Paranormal) assinam a produção, ao lado de John Keville, garantindo um equilíbrio entre terror autoral e apelo comercial. A supervisão criativa fica por conta de Atomic Monster, com Alayna Glasthal acompanhando o projeto, o que reforça a expectativa de um filme tecnicamente sofisticado e narrativamente ousado. Como produtores executivos, estão Michael Clear, Judson Scott e Macdara Kelleher, nomes já associados a projetos de grande impacto no gênero.

Diferente das versões clássicas da múmia no cinema, marcadas por aventuras grandiosas ou monstros mais explícitos, o novo longa parece apostar em uma abordagem mais íntima e perturbadora. O terror surge do desconhecido, da quebra da lógica natural e da sensação de que forças antigas não deveriam ser despertadas. A maldição, aqui, não é apenas física ou sobrenatural, mas também emocional, corroendo lentamente a confiança, o amor e a sanidade dos personagens.

Outro ponto que chama atenção é a escolha do deserto como elemento central da narrativa. O cenário, tradicionalmente associado ao isolamento, à morte e ao esquecimento, funciona como uma extensão do estado emocional da família. O retorno da filha não simboliza apenas a quebra de uma ordem natural, mas também o desenterrar de traumas que nunca foram realmente superados. O filme parece explorar com sensibilidade essa linha tênue entre luto, esperança e negação.

Com estreia marcada para abril de 2026, “Maldição da Múmia” já desponta como um dos títulos de terror mais aguardados do ano. A decisão de lançá-lo também em IMAX reforça a confiança do estúdio na força visual e sonora da produção, apostando em uma experiência imersiva que potencializa o medo e a tensão.

Crítica – O Beijo da Mulher-Aranha é um musical visualmente elegante, mas emocionalmente vazio

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A nova adaptação de O Beijo da Mulher-Aranha (2025) dialoga com o imaginário dos grandes musicais hollywoodianos da década de 1950, mas tropeça justamente naquilo que deveria sustentar sua potência: a densidade emocional e a complexidade dramática. Embora elegante em sua forma, o filme se perde em explicações excessivas e escolhas narrativas contraditórias que diluem sua força política e afetiva.

Há divergências quanto à principal matriz dessa releitura. Enquanto alguns a veem como uma atualização direta do filme homônimo de 1985, dirigido por Héctor Babenco, outros identificam maior proximidade com o musical da Broadway. Independentemente dessa origem, é evidente que ambas as versões convergem nesta nova encenação comandada por Bill Condon. Conhecido por musicais de forte apelo visual, como Dreamgirls, o diretor demonstra domínio técnico e senso estético refinado, entregando uma fotografia sofisticada e um desenho de produção impecável. No entanto, esse rigor formal não encontra respaldo em um roteiro que opta pela literalidade, pelo didatismo e por uma recusa sistemática à ambiguidade.

Ambientada nos anos 1970, a narrativa se desenrola em meio a um contexto de repressão política e autoritarismo estatal na América Latina, marcado pela perseguição a opositores do regime, pela censura e pela criminalização de corpos dissidentes. É nesse cenário que se encontram Molina, interpretado por Tonatiuh Elizarraraz, um homem gay sensível, afetuoso e profundamente ligado ao cinema, e Valentín, vivido por Diego Luna, um militante político encarcerado por sua atuação revolucionária. Ao dividirem a mesma cela, os dois constroem uma relação atravessada por convivência forçada, escuta mútua e tensões ideológicas, que poderia suscitar reflexões contundentes sobre poder, afeto, preconceito e instrumentalização.

A relação de Molina com o cinema não emerge da fantasia gratuita, mas da memória afetiva. Filho de uma mulher que trabalhava em uma sala de exibição, ele cresceu imerso em filmes e narrativas que moldaram sua forma de sentir e compreender o mundo. É dessa herança emocional que nascem os momentos musicais que atravessam o longa. O vínculo entre Molina e sua mãe, embora pouco explorado, figura entre os elementos mais orgânicos do filme, apontando o cinema como espaço de afeto, refúgio emocional e continuidade simbólica.

É nesse universo de lembranças que surge Aurora, personagem retirada de um dos filmes assistidos por Molina e interpretada por Jennifer Lopez. Longe de ser uma figura abstrata, Aurora habita a memória cinematográfica do protagonista e, ao longo da narrativa, também assume a dimensão simbólica da Mulher-Aranha. Essa sobreposição de sentidos, que envolve personagem fictícia, memória afetiva e alegoria do desejo e da sobrevivência emocional, constitui uma das ideias mais instigantes do filme, ainda que permaneça subdesenvolvida e pouco integrada ao arco dramático.

Uma das decisões mais problemáticas da adaptação está na tentativa de romantizar a relação entre Molina e Valentín. Ao suavizar essa dinâmica, o filme esvazia a ambiguidade ética que sustentava o conflito original. A relação, antes marcada por assimetrias, interesses cruzados e tensões morais, é reconfigurada sob uma chave mais conciliadora, o que enfraquece sua dimensão política e evidencia as hipocrisias sociais que o filme parece querer denunciar.

Na versão de 1985, havia uma honestidade desconfortável na maneira como esse vínculo se estabelecia. O encontro era breve, atravessado por desejo, afeto e também por instrumentalização mútua. Ao abdicar dessa complexidade, o filme de 2025 perde parte de seu caráter provocador e de sua capacidade de inquietar o espectador.

As sequências musicais associadas a Aurora evocam o glamour dos musicais clássicos dos anos 1950 e dialogam com um contexto histórico de silenciamento e repressão das dissidências sexuais e políticas. Ainda assim, o filme demonstra excessiva preocupação em explicar seus símbolos e intenções, subestimando a inteligência do público e comprometendo a fluidez narrativa.

Em comparação com o longa de Babenco, protagonizado por William Hurt, Raúl Juliá e Sônia Braga, esta nova versão carece da mesma força poética e do engajamento político que emergiam com maior naturalidade, sem necessidade de constantes sublinhados narrativos.

Entre as atuações, Jennifer Lopez revela empenho e entrega às personagens que interpreta, mas sua presença em cena carece de impacto emocional duradouro. Assim como o filme em si, suas aparições impressionam visualmente, mas não conseguem gerar envolvimento afetivo. O resultado é uma obra esteticamente bela, porém emocionalmente distante.

Apesar das referências explícitas ao musical clássico e da experiência de Bill Condon com o gênero, O Beijo da Mulher-Aranha se mostra uma obra desequilibrada. Investe na superfície, na estilização e na explicação excessiva, mas falha justamente onde deveria ser mais incisiva: na construção dramática, na ambiguidade moral e na força política que historicamente definiram essa história.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta segunda, 12 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, leva ao ar um dos filmes mais emblemáticos do cinema romântico contemporâneo: “Podres de Ricos”. Lançado em 2018, o longa conquistou público e crítica ao unir uma história de amor clássica com um olhar moderno sobre identidade cultural, conflitos familiares e desigualdade social, tudo ambientado em um universo de luxo exuberante na Ásia. Dirigido por Jon M. Chu (Em um Bairro de Nova York, As Panteras), o filme se tornou um verdadeiro fenômeno cultural e um marco de representatividade em Hollywood.

A trama acompanha Rachel Chu (Constance Wu, de Fresh Off the Boat e Golpistas do Ano), uma professora de economia da Universidade de Nova York que leva uma vida simples, focada na carreira e no relacionamento estável com o namorado Nick Young (Henry Golding, de Magnatas do Crime e Último Natal). O casal vive um romance discreto até o momento em que Nick convida Rachel para acompanhá-lo a Singapura, onde será padrinho no casamento de seu melhor amigo. O que parecia apenas uma viagem romântica logo se transforma em um choque cultural quando Rachel descobre que a família de Nick está entre as mais ricas e poderosas da Ásia — e que ele é um dos solteiros mais desejados do país.

Ao chegar a Singapura, Rachel se vê cercada por mansões luxuosas, festas extravagantes e um estilo de vida quase inacreditável. Porém, o verdadeiro desafio surge no convívio com a família de Nick, especialmente com sua mãe, Eleanor Young, interpretada com elegância e intensidade por Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo). Eleanor representa os valores tradicionais, a importância do legado familiar e a crença de que apenas alguém “à altura” da linhagem dos Young pode estar ao lado de seu filho. Para ela, Rachel — independente, americana e de origem simples — não se encaixa nesse ideal.

O filme constrói esse conflito de forma gradual, explorando as tensões entre tradição e modernidade, amor e dever, individualidade e expectativas familiares. Rachel passa a ser alvo de olhares julgadores, comentários maldosos e armadilhas sociais, especialmente de outras mulheres da alta sociedade que enxergam nela uma ameaça. Mesmo assim, ela tenta manter sua dignidade e autenticidade, questionando até que ponto vale a pena lutar por um relacionamento que parece exigir o sacrifício de quem ela é.

Além do casal protagonista, “Podres de Ricos” se destaca por seu elenco carismático e bem construído. Awkwafina (A Despedida) rouba cenas como Peik Lin, a melhor amiga extravagante e leal de Rachel, responsável por boa parte do humor do filme. Já Gemma Chan (Eternos) vive Astrid, prima de Nick, uma mulher aparentemente perfeita que esconde frustrações e problemas em seu casamento, oferecendo um contraponto emocional importante à narrativa principal. Esses personagens ajudam a ampliar o olhar do filme sobre diferentes tipos de pressão enfrentadas dentro daquele universo de privilégios.

Baseado no best-seller homônimo de Kevin Kwan, publicado em 2013, o longa foi lançado pela Warner Bros. Pictures em agosto de 2018 e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 238 milhões em todo o mundo. Mais do que números, o filme entrou para a história como o primeiro longa de um grande estúdio de Hollywood, desde O Clube da Felicidade e da Sorte (1993), a apresentar um elenco majoritariamente asiático-americano em uma narrativa contemporânea. Esse feito teve impacto direto na indústria, abrindo portas para novas histórias e vozes até então pouco representadas no cinema mainstream.

A recepção crítica também foi positiva, com elogios ao charme da direção, ao figurino luxuoso, à trilha sonora marcante e, principalmente, às atuações, em especial a de Michelle Yeoh, frequentemente citada como o coração emocional do filme. “Podres de Ricos” equilibra o tom leve da comédia romântica com reflexões mais profundas sobre pertencimento, imigração, preconceito e o peso das raízes culturais.

Outro ponto alto do filme é o cuidado visual. As locações em Singapura e na Malásia transformam a produção em um verdadeiro espetáculo estético, com palácios, resorts e eventos grandiosos que reforçam o contraste entre o mundo de Rachel e o da família Young. Ao mesmo tempo, o roteiro evita glorificar cegamente o luxo, mostrando que, por trás da riqueza extrema, existem dores, inseguranças e conflitos tão humanos quanto os de qualquer outra pessoa.

Wagner Moura faz discurso histórico no Globo de Ouro 2026 e celebra o Brasil ao vencer Melhor Ator por O Agente Secreto

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A noite do Globo de Ouro 2026 entrou para a história do cinema brasileiro com a vitória de Wagner Moura na categoria Melhor Ator em Filme – Drama por sua atuação em O Agente Secreto. O reconhecimento marca um feito inédito: Moura tornou-se o primeiro ator brasileiro a vencer o prêmio nessa categoria, consolidando sua trajetória internacional e reforçando o prestígio do cinema nacional no cenário global.

Ao subir ao palco, Wagner Moura demonstrou emoção e gratidão. Em um discurso que rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa internacional, o ator agradeceu à organização do evento, aos colegas indicados e, principalmente, à equipe do filme. “Meus colegas indicados… vocês são atores extraordinários. Eu compartilho isso com vocês”, afirmou, antes de destacar o trabalho coletivo por trás da produção.

Um dos momentos mais marcantes do discurso foi a homenagem ao diretor Kleber Mendonça Filho, responsável pelo roteiro e pela direção de O Agente Secreto. Moura chamou o cineasta de “irmão” e “gênio”, ressaltando a relação de confiança e cumplicidade artística entre os dois. A parceria, que já havia rendido frutos em festivais internacionais, alcançou agora um novo patamar com o reconhecimento da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Mais do que um agradecimento protocolar, o discurso de Wagner Moura ganhou força ao abordar os temas centrais do filme. Segundo o ator, O Agente Secreto é uma obra sobre “memória, ou a falta dela, e trauma geracional”. Em uma reflexão profunda, ele afirmou que, assim como o trauma pode ser transmitido de geração em geração, os valores também podem sobreviver ao tempo e às adversidades. A fala foi interpretada como um comentário direto sobre o momento político e social vivido em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.

Wagner dedicou o prêmio à família, mencionando o filho e reforçando a importância de preservar valores humanos em tempos difíceis. O ápice do discurso veio quando ele decidiu falar em português, emocionando o público brasileiro que acompanhava a cerimônia ao vivo: “Para todo mundo no Brasil assistindo isso agora: Viva o Brasil! Viva a cultura brasileira!”. A declaração foi recebida com aplausos calorosos e rapidamente se tornou um dos trechos mais compartilhados da noite.

O reconhecimento no Globo de Ouro coroou a trajetória de sucesso de O Agente Secreto, filme neo-noir brasileiro de drama, suspense e thriller político, com coprodução francesa, neerlandesa e alemã. Escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2025, onde competiu pela Palma de Ouro e saiu como um dos grandes destaques da edição. Na ocasião, Wagner Moura venceu o prêmio de Melhor Ator, enquanto Mendonça Filho levou o troféu de Melhor Direção, além do filme conquistar o Prêmio FIPRESCI da crítica internacional.

Ambientado no Recife de 1977, durante os anos mais duros da ditadura militar brasileira, o filme acompanha Marcelo, um professor universitário e especialista em tecnologia que retorna à sua cidade natal após anos afastado. Perseguido por assassinos de aluguel e envolvido em conflitos ligados a interesses industriais e políticos, o personagem tenta proteger o filho pequeno, reaproximar-se da família e, ao mesmo tempo, encontrar uma forma de sobreviver em um ambiente marcado pela vigilância constante e pela repressão do regime.

A narrativa se desenvolve a partir de uma atmosfera densa e opressiva, explorando temas como espionagem, manipulação da verdade, corrupção estatal, memória histórica e resistência. Marcelo encontra abrigo em uma casa segura ao lado de dissidentes e personagens marginalizados, como um casal de refugiados angolanos e a figura maternal de Dona Sebastiana, interpretada por Tânia Maria. O elenco ainda conta com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Udo Kier e Thomás Aquino, compondo um retrato plural e humano daquele período.

Lançado nos cinemas brasileiros em 6 de novembro de 2025, com distribuição da Vitrine Filmes, O Agente Secreto foi amplamente elogiado pela crítica por sua direção precisa, fotografia marcante e atuações intensas. O filme também foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar, reforçando sua relevância artística e política.

No Globo de Ouro 2026, o longa foi indicado a três categorias: Melhor Filme – Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama. Ao vencer duas delas, o filme alcançou outro marco histórico, tornando-se o primeiro longa brasileiro a conquistar dois Globos de Ouro em uma única noite. O feito simboliza um momento de afirmação do cinema brasileiro no mercado internacional.

The Rip | Novo suspense da Netflix aposta em tensão moral e reúne Ben Affleck e Matt Damon em estreia aguardada de 2026

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A Netflix divulgou recentemente um novo clipe de The Rip, suspense policial que marca mais uma parceria de peso entre Ben Affleck e Matt Damon. Com estreia confirmada para 16 de janeiro de 2026, o longa promete conquistar o público com uma narrativa intensa, ambientada no submundo policial de Miami, e um elenco repleto de nomes consagrados do cinema e da TV.

Dirigido e roteirizado por Joe Carnahan, conhecido por filmes como A Perseguição e Esquadrão Classe A, o longa foi desenvolvido em colaboração com Michael McGrale. A trama acompanha um grupo de policiais que, durante uma operação, encontra um esconderijo com milhões de dólares em dinheiro vivo. O que deveria ser uma grande apreensão rapidamente se transforma em um jogo perigoso de desconfiança, à medida que a existência do dinheiro vem à tona e forças externas passam a pressionar os envolvidos. Nesse cenário, alianças são testadas e a linha entre certo e errado se torna cada vez mais tênue.

Além de protagonizarem a história, Affleck (Argo, Garota Exemplar) e Damon (O Ultimato Bourne, Oppenheimer) também atuam como produtores por meio da Artists Equity, produtora fundada pela dupla com o objetivo de criar modelos mais justos de remuneração na indústria cinematográfica. Esse compromisso se reflete diretamente no acordo firmado com a Netflix, que prevê bônus financeiros para mais de 1.200 profissionais envolvidos no projeto, caso o filme atinja determinadas metas de desempenho nos primeiros meses após o lançamento — um movimento incomum para o padrão do streaming.

O elenco de The Rip reforça a ambição do projeto. Steven Yeun, indicado ao Oscar por Minari e conhecido pela série Treta, divide a cena com Teyana Taylor (A Mil Um, Um Príncipe em Nova York 2). O filme também conta com Sasha Calle (The Flash), Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça), Scott Adkins (John Wick 4), Kyle Chandler (Manchester à Beira-Mar), Néstor Carbonell (Bates Motel) e Lina Esco (S.W.A.T.), compondo um grupo diverso de personagens que transitam entre a lei, a violência e a ambiguidade moral.

As filmagens aconteceram entre outubro e dezembro de 2024, principalmente em Los Angeles, com sequências adicionais gravadas em Nova Jersey. A direção de fotografia ficou a cargo de Juanmi Azpiroz, que contribui para uma estética urbana e sombria, alinhada ao clima de tensão constante sugerido pelo material promocional divulgado até agora.

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