Domingo Maior de 25/05: TV Globo exibe Bacurau, suspense nacional que virou fenômeno mundial

0
Foto: Reprodução/ Internet

Na noite deste domingo, 25 de maio de 2025, o Domingo Maior da TV Globo apresenta um dos filmes brasileiros mais impactantes e premiados dos últimos anos: Bacurau. Com direção de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, o longa vai ao ar após o Fantástico, trazendo uma história carregada de tensão, crítica social e resistência popular.

Quando o sertão some do mapa…

O enredo se passa em um vilarejo fictício do sertão nordestino, chamado Bacurau. Após a morte da matriarca da cidade, os moradores começam a notar que algo muito errado está acontecendo: o povoado desapareceu dos mapas digitais e sinais estranhos tomam conta do local. Drones sobrevoam silenciosamente os céus, estrangeiros misteriosos surgem e cadáveres começam a aparecer. O clima muda — e rápido.

Liderados por figuras como Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga) e o imprevisível Lunga (Silvero Pereira), os moradores percebem que estão sendo alvos de um ataque brutal. O que se segue é uma reação coletiva de defesa que mistura coragem, fúria e o senso de comunidade de um povo que resiste, com unhas e dentes, à aniquilação.

Um filme brasileiro aclamado no mundo todo

O filme conta com um elenco poderoso, incluindo Bárbara Colen, Karine Teles, Silvero Pereira, Sônia Braga, Thomas Aquino e o ator alemão Udo Kier. Cada um entrega atuações marcantes que elevam a intensidade da narrativa e ajudam a construir o clima de mistério e revolta que domina a trama.

A direção é assinada por Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, conhecidos por seus trabalhos autorais que exploram as camadas sociais e políticas do Brasil. Juntos, eles criam uma obra que é ao mesmo tempo provocadora, violenta e profundamente simbólica.

Com elementos que transitam entre o suspense, o drama e a ficção científica, Bacurau também funciona como um poderoso comentário sobre desigualdade, exploração e resistência. O filme tem classificação indicativa de 16 anos, e é recomendado para quem gosta de histórias impactantes e com algo a dizer.

Terceira temporada de Entrevista com o Vampiro ganha teaser provocador e transforma Lestat em estrela do rock

0

A AMC apresentou o primeiro teaser da terceira temporada de Entrevista com o Vampiro e, em poucos segundos de prévia, já ficou claro que a série está pronta para iniciar um novo capítulo sem perder a essência que conquistou público e crítica. A grande virada da vez coloca Lestat no centro dos holofotes como uma estrela do rock, abraçando a fama, o espetáculo e a exposição pública. Ainda assim, por trás das luzes do palco, continuam pulsando as mesmas feridas emocionais que sempre definiram o personagem.

No teaser, Lestat, interpretado por Sam Reid, concede uma entrevista a Daniel Molloy, vivido por Eric Bogosian. A cena remete diretamente à estrutura narrativa que sustenta a série desde o início, mas com uma mudança significativa de perspectiva. Se antes acompanhávamos Louis revisitando seu passado e sua relação conturbada com Lestat, agora é o próprio Lestat quem assume a palavra. E ele faz isso com confiança, carisma e uma dose evidente de provocação.

A transformação do vampiro em astro do rock não soa como exagero. Pelo contrário, parece um desdobramento natural de sua personalidade expansiva, vaidosa e apaixonada pela própria imagem. Lestat sempre demonstrou fascínio pelo protagonismo. O palco, a música e a idolatria coletiva funcionam quase como uma extensão de sua identidade. Ele não apenas aceita a exposição, ele a deseja.

No entanto, o teaser revela que nem mesmo a fama é capaz de silenciar o passado. Quando Daniel menciona Louis, interpretado por Jacob Anderson, a postura de Lestat muda. O discurso seguro ganha nuances de tensão. O olhar denuncia que a história entre os dois continua sendo um ponto sensível. É nesse detalhe que a prévia demonstra maturidade narrativa. A série não se limita ao espetáculo visual. Ela permanece ancorada no conflito emocional.

Baseada na obra literária The Vampire Chronicles, de Anne Rice, a adaptação televisiva acompanha o relacionamento complexo entre Louis de Pointe du Lac e Lestat de Lioncourt. Desde a primeira temporada, a produção construiu uma narrativa marcada por paixão intensa, manipulação, dependência emocional e disputas de poder. O romance entre os dois nunca foi apresentado como algo simples ou idealizado. Ele é contraditório, profundo e, muitas vezes, doloroso.

A série foi oficialmente encomendada em junho de 2021, após a AMC Networks adquirir, no ano anterior, os direitos de propriedade intelectual de dezoito romances de Anne Rice. A aposta demonstrava confiança no potencial de um universo já consolidado na literatura. Antes mesmo da estreia da primeira temporada, exibida em 2 de outubro de 2022, a produção já havia sido renovada para um segundo ano, sinalizando a segurança do canal no projeto.

A recepção confirmou a expectativa. A crítica destacou a qualidade da escrita, a riqueza dos figurinos, a trilha sonora envolvente e o cuidado estético do design de produção. Mais do que isso, ressaltou a força das interpretações centrais. Jacob Anderson construiu um Louis introspectivo e melancólico, enquanto Sam Reid apresentou um Lestat sedutor, imprevisível e emocionalmente complexo. A química entre os dois tornou-se o grande diferencial da série.

A segunda temporada aprofundou conflitos e ampliou o alcance da narrativa, consolidando o drama como uma das produções mais sofisticadas do gênero. Em junho de 2024, a confirmação da terceira temporada reforçou a solidez da franquia dentro do catálogo da AMC.

O novo teaser indica que a história seguirá explorando um dos temas centrais da série: quem controla a narrativa. Ao assumir uma entrevista pública e se colocar como figura midiática, Lestat não apenas busca visibilidade. Ele também tenta moldar a própria versão dos acontecimentos. A fama se torna, assim, uma ferramenta de reconstrução de imagem. Contudo, a memória é um território instável, e a presença de Daniel Molloy como entrevistador garante que as perguntas difíceis não serão evitadas.

Além do sucesso nos Estados Unidos, a série ampliou sua presença internacional ao longo de 2023. Estreou na Alemanha pelo canal Sky, chegou à AMC España e também foi exibida na Austrália pela ABC Television e pelo serviço ABC iview. O alcance global reforça a atualidade do universo criado por Anne Rice, que continua dialogando com diferentes gerações.

A nova fase promete equilibrar espetáculo e introspecção. De um lado, festas, música e plateias lotadas. De outro, dilemas internos, memórias fragmentadas e relações inacabadas. Esse contraste entre o brilho externo e a vulnerabilidade interna é o que sustenta a força dramática da série.

Entrevista com o Vampiro nunca se limitou ao sobrenatural. A imortalidade, aqui, funciona como metáfora para questões humanas muito concretas. Solidão, culpa, desejo de pertencimento e necessidade de ser visto atravessam a narrativa. Ao transformar Lestat em astro do rock, a terceira temporada amplia essas reflexões. O personagem passa a lidar com uma exposição que vai além do íntimo. Ele se torna público.

Sensacional 12/05/2025: Luiz Bacci relembra pedido marcante de Silvio Santos em entrevista a Daniela Albuquerque

0

Com 30 anos de carreira e uma trajetória que começou ainda na infância, Luiz Bacci é hoje um dos nomes mais reconhecidos do jornalismo policial brasileiro. Aos 41 anos, o apresentador do Cidade Alerta relembrou, em entrevista emocionante à Daniela Albuquerque, momentos marcantes da sua vida profissional e pessoal no programa Sensacional, exibido nesta segunda-feira (12) na RedeTV!.

Do rádio em Mogi das Cruzes à televisão nacional

Nascido em Mogi das Cruzes (SP), Bacci iniciou sua carreira com apenas 12 anos, como apresentador de um programa de rádio local. Desde cedo, já demonstrava carisma e talento para a comunicação. Com o tempo, sua determinação o levou a conquistar espaço na televisão, onde consolidou sua imagem como repórter e âncora de programas populares voltados à cobertura policial.

“Eu sempre soube que queria fazer isso. Desde criança, minha paixão era comunicar, contar histórias reais, dar voz às pessoas”, contou Bacci, emocionado ao lembrar das origens.

Homenagem a Silvio Santos e um último encontro marcante

Durante a conversa, Bacci também relembrou sua admiração por Silvio Santos, com quem trabalhou entre 2007 e 2010, em sua primeira passagem pelo SBT. Um dos momentos mais comoventes foi o relato do último encontro com o apresentador, pouco antes de seu afastamento definitivo da televisão.

“Quando ele gravou o último programa, eu ia participar, mas a Record não liberou. Depois, consegui encontrá-lo no Jassa, e algo muito simbólico aconteceu: ele pediu para tirar uma foto comigo. Foi como uma despedida. Quatro meses depois, ele faleceu. Aquilo ficou marcado para sempre.”

O pai como guia e uma coincidência que mudou sua vida

Em outro momento tocante, o jornalista falou sobre a importância do pai em sua jornada. Ele revelou uma coincidência que o emociona até hoje: pouco antes de falecer, seu pai teve uma espécie de premonição sobre o futuro profissional do filho.

“Ele disse: ‘Seu tempo em Mogi acabou. Algo maior vai acontecer em São Paulo’. No dia seguinte, ele morreu. E, no sétimo dia da missa, o SBT me ligou com uma proposta de trabalho. Foi algo muito forte, muito simbólico pra mim.”

Apesar do apoio do pai, Bacci contou que sua mãe tinha medo da exposição e dos riscos envolvidos na carreira artística, como o uso de drogas e a pressão psicológica.

“Ela sempre teve medo, mas eu sabia que esse era meu caminho. Foi um chamado que eu nunca consegui ignorar.”

Vida amorosa: “Casamento? Tô fora!”

No fim da entrevista, com bom humor e sinceridade, Luiz Bacci também abriu o jogo sobre sua vida amorosa. Questionado sobre relacionamentos, ele respondeu com a irreverência que já virou sua marca registrada:

“Namorando? Não, não sou besta. E casar então? Deus que me livre, tô fora. Não acredito mais no casamento. Prefiro focar em mim, no meu trabalho e na minha paz.”

O “Menino de Ouro” da televisão

Apelidado de “Menino de Ouro” por Marcelo Rezende, seu grande mentor na Record, Bacci honra o legado com ética, dedicação e coragem. Ao longo da entrevista, ficou claro que por trás do apresentador firme dos noticiários, existe um homem sensível, grato à família, e apaixonado pelo que faz.

Cine Aventura 10/05/2025 – Record apresenta Ender’s Game: O Jogo Do Exterminador

0
Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 10 de maio de 2025, o Cine Aventura, da Record, apresenta Ender’s Game: O Jogo do Exterminador, um filme de ação e ficção científica que vai prender sua atenção do começo ao fim! Se você é fã de histórias com um toque de aventura, batalhas épicas e um futuro cheio de incertezas, essa é uma ótima oportunidade de reviver esse clássico que conquistou o público quando estreou nos cinemas.

Uma trama futurística e cheia de tensão

Lançado no final de 2013, Ender’s Game é baseado no famoso romance de Orson Scott Card e traz uma trama ambientada em um futuro não muito distante. A história começa com uma ameaça alienígena que já atacou a Terra uma vez, deixando o planeta em um clima de constante alerta. Para se preparar para a possível volta dos inimigos, a terra cria um programa de treinamento militar secreto, recrutando as mentes mais brilhantes, ou seja, crianças prodígios, para que se tornem os futuros comandantes de guerra.

O filme tem uma pegada emocionante, com muita ação e cenas de tirar o fôlego, mas também abre espaço para reflexões sobre os dilemas morais que surgem quando jovens são forçados a participar de um treinamento de combate tão intenso. No centro de tudo está o personagem Ender Wiggin, interpretado por Asa Butterfield, um garoto tímido, mas extremamente inteligente, que é escolhido para fazer parte dessa elite de jovens estrategistas. Ender, com seu senso aguçado de tática, logo se torna a última esperança da humanidade para enfrentar a ameaça alienígena.

Elenco de peso

No filme, Harrison Ford dá vida ao Coronel Graff, um personagem sério e dedicado, que lidera o programa de treinamento militar, enquanto Hailee Steinfeld interpreta Petra, uma das melhores amigas de Ender na escola de guerra. E claro, não podemos esquecer de Ben Kingsley, que brilha no papel de Mazer Rackham, um herói de guerra que desempenha um papel fundamental na luta contra os alienígenas.

A experiência de assistir ao filme

Assistir Ender’s Game: O Jogo do Exterminador em casa, no conforto do sofá, é uma experiência e tanto, especialmente quando o filme é exibido no Cine Aventura da Record. Com todo o contexto de guerra, estratégia e ação, a trama também aborda questões filosóficas e emocionais que vão fazer você refletir sobre os limites da guerra e o papel da juventude nas batalhas do futuro.

E para quem preferir ver o filme sob demanda, Ender’s Game também está disponível para aluguel no Prime Video, com preços a partir de R$ 6,90. Ou seja, tem sempre um jeito de assistir!

“Sessão da Tarde” exibe “Nunca Te Esquecerei” nesta terça (29) – Uma tocante viagem pela memória e pelo amor

0
Foto: Reprodução/ Internet

Nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, a TV Globo reserva aos seus telespectadores uma história emocionante na tradicional Sessão da Tarde. O filme escolhido para esta edição é “Nunca Te Esquecerei” (título original: Head Full of Honey), um drama sensível que aborda com delicadeza a luta contra a doença de Alzheimer e a importância do amor e das memórias familiares.

Uma jornada que toca o coração

“Nunca Te Esquecerei” acompanha Amadeus (interpretado pelo veterano Nick Nolte), um homem viúvo que enfrenta o avanço da doença de Alzheimer, uma condição neurodegenerativa que provoca o esquecimento progressivo das lembranças e das pessoas amadas. Diante do desgaste mental e emocional causado pela doença, Amadeus decide embarcar numa última e especial viagem com sua neta Matilda (Sophie Lane Nolte), rumo a Veneza, na Itália — um lugar carregado de significados afetivos, pois é onde ele conheceu sua falecida esposa.

A trama, simples em sua essência, é rica em nuances e sensações. A relação entre avô e neta, o resgate das memórias afetivas e a luta para preservar a identidade diante do esquecimento fazem deste filme uma obra que provoca reflexão e emoção.

Uma refilmagem que respeita a originalidade

Dirigido pelo alemão Til Schweiger, que também foi responsável pelo filme original de 2014, Honig im Kopf (em português, “Mel na Cabeça”), “Nunca Te Esquecerei” é a versão americana desta história comovente. Schweiger repete a dose na direção, mantendo a sensibilidade e a verdade do roteiro que ele mesmo ajudou a criar para o filme alemão.

Enquanto o original tocou profundamente o público europeu, especialmente na Alemanha, o remake americano traz um elenco internacional de peso, liderado por Nick Nolte, que dá vida a Amadeus com uma interpretação comovente e sincera. Ao seu lado, Matt Dillon e Emily Mortimer interpretam seu filho e nora, figuras que representam o apoio e os desafios familiares diante da doença. A neta Matilda, papel assumido pela jovem Sophia Lane Nolte, é o elo de ternura e esperança, cuja relação com o avô se revela o verdadeiro motor da narrativa.

Elenco de destaque e personagens marcantes

Além de Nick Nolte, Matt Dillon e Emily Mortimer, o filme conta com nomes como Jacqueline Bisset, Eric Roberts e Greta Scacchi, que interpretam personagens secundários fundamentais para o desenvolvimento da trama, trazendo profundidade ao universo vivido por Amadeus. Til Schweiger ainda faz uma participação especial como garçom em um restaurante de Londres, adicionando um toque pessoal ao longa. Cada personagem traz consigo um papel simbólico, representando os diferentes aspectos da jornada de quem convive com o Alzheimer — desde o cuidado familiar até a busca por dignidade e compreensão.

Produção e curiosidades

A produção de “Nunca Te Esquecerei” teve início em 2018, com as filmagens acontecendo na Alemanha. O filme recebeu apoio do financiamento estatal alemão, o que mostra o interesse cultural e social que essa obra despertou no país de origem do diretor.

Curiosamente, a versão original de 2014 foi um dos maiores sucessos do cinema alemão daquele ano, com mais de sete milhões de espectadores. Já a refilmagem americana teve uma recepção mais tímida nas bilheterias, um contraste que demonstra as dificuldades naturais em transpor narrativas culturais e adaptá-las para públicos diferentes.

Apesar disso, o filme tem sido elogiado pela forma honesta e comovente com que aborda um tema delicado, que afeta milhões de famílias ao redor do mundo.

Alzheimer no cinema

Filmes como “Nunca Te Esquecerei” são importantes porque aproximam o público da realidade de quem enfrenta o Alzheimer, uma doença que ainda gera muitos tabus e desinformação. Ao mostrar o processo de perda progressiva das memórias e a maneira como o afeto pode resistir a essa erosão, o filme ajuda a humanizar o debate, convidando à empatia e ao cuidado. Além disso, a relação entre Amadeus e Matilda destaca a importância do vínculo familiar e do amor como forças que ajudam a enfrentar momentos difíceis.

Para assistir na Sessão da Tarde

Com direção de Til Schweiger, o filme tem uma duração que cabe perfeitamente no horário tradicional da Sessão da Tarde, oferecendo uma opção de entretenimento que é, ao mesmo tempo, leve e reflexiva. A transmissão no dia 29 de julho será uma oportunidade para que telespectadores de todas as idades possam se emocionar e, talvez, se identificar com as situações vividas pelos personagens

Drama “Uma Prova de Amor” é o destaque da “Sessão da Tarde” desta quinta-feira (31/07)

0

Às vezes, é dentro de casa — entre pais, filhos e silêncios guardados — que surgem os dilemas mais difíceis. Na tarde desta quinta-feira, 31 de julho de 2025, a TV Globo convida o público da Sessão da Tarde a mergulhar nesse território delicado com a exibição do emocionante drama “Uma Prova de Amor” (My Sister’s Keeper), filme de 2009 que segue atual em sua força narrativa e na complexidade das discussões que propõe.

Dirigido por Nick Cassavetes (“Diário de uma Paixão”, “John Q”, “Alfa Dog”) e baseado no best-seller de Jodi Picoult (“Dezenove Minutos”, “A Guardiã da Minha Irmã”), o longa acompanha a jornada de uma família dilacerada pelo amor e pela doença, mas também atravessada por decisões que colocam em xeque os próprios limites do afeto.

Com interpretações sensíveis de Cameron Diaz (“O Máskara”, “Quem Vai Ficar com Mary?”, “As Panteras”, “Shrek”), Abigail Breslin (“Pequena Miss Sunshine”, “Zumbilândia”, “Sinais”, “Agentes do Destino”), Sofia Vassilieva (“Medium”, “Elo Perdido”), Jason Patric (“Velocidade Máxima 2”, “Garotos Perdidos”, “Sleepers – A Vingança Adormecida”), Alec Baldwin (“30 Rock”, “Os Infiltrados”, “Blue Jasmine”, “Missão: Impossível – Efeito Fallout”), Joan Cusack (“Melhor é Impossível”, “Noiva em Fuga”, “Toy Story”), e Thomas Dekker (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”, “Heroes”, “A Hora do Pesadelo”), o filme vai além do apelo lacrimal: ele escancara o que significa lutar por alguém — e até onde é justo ir nessa luta.

Uma filha para salvar outra: quando o amor desafia a ética

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história gira em torno de Anna Fitzgerald, uma menina de 11 anos que decide tomar uma atitude inesperada: processar os pais para conquistar a emancipação médica e garantir o direito de não doar um rim à irmã mais velha, Kate, que está em estágio avançado de leucemia. Mas a origem desse conflito remonta ao seu nascimento. Anna foi concebida por fertilização in vitro com um propósito específico — ser uma combinação genética perfeita para ajudar a manter Kate viva.

Desde bebê, Anna passou por inúmeros procedimentos médicos: doações de sangue, de medula, internações. Tudo para que Kate pudesse resistir mais um pouco. A mãe das meninas, Sara Fitzgerald (interpretada com intensidade por Cameron Diaz), abandonou a carreira como advogada para se dedicar integralmente aos cuidados da filha doente. Movida por um amor feroz, Sara não consegue enxergar limites na busca por alternativas para prolongar a vida de Kate.

Mas Anna, mesmo ainda criança, começa a perceber que sua vida pertence a ela — ou, ao menos, deveria. E é quando ela procura um advogado, Campbell Alexander (Alec Baldwin), que a trama ganha contornos mais profundos. Porque, ao contrário do que todos pensam, Anna não age por egoísmo. Há algo que ela sabe e que ninguém mais parece disposto a ouvir.

Laços familiares sob tensão

O que torna “Uma Prova de Amor” tão comovente não é apenas a gravidade da situação vivida pela família Fitzgerald, mas a maneira como cada personagem lida com a dor. Não existem vilões ou heróis. Existem pessoas tentando sobreviver, à sua maneira, a uma situação que já dura anos.

Sara, por exemplo, é uma mãe que se recusa a aceitar a fragilidade da filha e acredita estar fazendo o melhor — mesmo que, aos olhos dos outros, isso soe como obsessão. Brian, o pai (Jason Patric), é mais contido, dividido entre o dever de proteger e o desejo de preservar algum senso de normalidade para os filhos.

Kate (Sofia Vassilieva), por sua vez, está cansada. Cansada dos hospitais, da culpa, dos sorrisos forçados, da pressão de continuar vivendo quando, dentro dela, tudo pede por descanso. E Anna, com sua coragem silenciosa, emerge como o centro da narrativa — uma menina forçada a crescer depressa, mas que demonstra uma maturidade surpreendente ao reivindicar, com firmeza, o direito sobre seu próprio corpo.

Atuações que tocam fundo

Abigail Breslin entrega uma performance delicada, equilibrando doçura e firmeza com maestria. É impossível não se emocionar com os olhos atentos de Anna, que observa o caos familiar tentando entender seu lugar ali. Cameron Diaz, por sua vez, surpreende ao fugir do glamour habitual para mergulhar na pele de uma mãe aflita, tensa, disposta a tudo. É uma atuação visceral, que retrata com autenticidade o desespero de quem vive à beira do abismo.

Sofia Vassilieva, pouco conhecida até então, dá vida a Kate com uma sensibilidade rara. Suas cenas, especialmente nos momentos de maior fragilidade, são profundas sem cair no sentimentalismo raso. Alec Baldwin, como o advogado que enfrenta seus próprios traumas, contribui com uma atuação sóbria e empática. Joan Cusack, no papel da juíza que acompanha o caso, oferece à narrativa um olhar humano e ponderado.

Bastidores e escolhas que mudaram o rumo da produção

Curiosamente, o filme quase foi protagonizado por outras duas atrizes mirins conhecidas: Dakota e Elle Fanning. As irmãs chegaram a ser escaladas, mas deixaram o projeto quando Dakota, então adolescente, recusou-se a raspar o cabelo para interpretar Kate. Foi assim que Abigail Breslin e Sofia Vassilieva assumiram os papéis — uma mudança que, para muitos, foi essencial para o resultado tocante da obra.

O diretor Nick Cassavetes, conhecido por seu trabalho em “Diário de uma Paixão”, traz aqui um olhar mais sóbrio, menos idealizado, ainda que profundamente emocional. A trilha sonora discreta e a fotografia suave contribuem para criar uma atmosfera de intimidade e vulnerabilidade.

O debate que vai além do filme

O longa-metragem levanta questões que ultrapassam os limites da ficção. Até onde vai o direito dos pais sobre os filhos? É justo gerar uma criança com o objetivo de salvar outra? Como conciliar a luta pela vida com o respeito à autonomia individual?

Ao tratar da emancipação médica, o filme toca num ponto delicado: o direito de decidir sobre o próprio corpo, mesmo na infância. Em tempos em que temas como consentimento, bioética e justiça reprodutiva ganham espaço no debate público, o longa de Cassavetes permanece relevante — provocando, sem impor respostas.

A recepção do público e da crítica

Quando estreou, em 2009, o filme dividiu opiniões. A crítica especializada acusou o filme de apostar em um tom excessivamente melodramático. No site Rotten Tomatoes, a aprovação ficou em 47%, e o consenso foi que, apesar das boas atuações, a abordagem do diretor teria pesado a mão. No Metacritic, a média foi de 51 pontos — indicando recepção mista.

Mas entre o público, a resposta foi outra. O longa arrecadou mais de 95 milhões de dólares ao redor do mundo e passou a figurar entre os filmes mais lembrados por quem se deixou tocar por sua história. Ele ganhou espaço nas redes sociais, em rodas de conversa e em salas de aula. E, mais importante: abriu caminhos para discussões reais sobre amor, luto e autonomia.

Um convite ao olhar mais atento

Em meio a tardes leves e programas de entretenimento, a exibição desse filme na Sessão da Tarde representa um convite. Um chamado à pausa, à escuta, à reflexão. Ao lembrar que por trás de cada história de doença ou superação existem camadas que nem sempre conseguimos enxergar de imediato.

É um filme sobre despedidas, mas também sobre escolhas. Sobre o amor que se expressa não apenas na insistência em manter alguém vivo, mas também na generosidade de deixá-lo ir. E sobre a coragem de uma menina que, mesmo amando profundamente a irmã, escolhe dizer não.

Pennywise retorna aos cinemas! IT: A Coisa ganha reexibição especial e revive o terror de uma geração

0

No próximo dia 24 de setembro, o público terá a chance de reencontrar nas telonas um dos filmes mais icônicos da última década. A Warner Bros. Pictures confirmou a reexibição especial de IT: A Cois, longa que redefiniu o terror moderno e colocou novamente Stephen King no centro das conversas culturais. Mais do que revisitar o palhaço Pennywise, trata-se de uma celebração de um fenômeno que marcou gerações e que, desta vez, ainda chega com um bônus irresistível: uma prévia exclusiva da série “It: Bem-vindos a Derry”, da HBO, que estreia em 26 de outubro.

Quando estreou em 2017, o filme não foi apenas mais uma adaptação literária. Sob a direção de Andy Muschietti, o longa ganhou vida própria, equilibrando fidelidade ao espírito da obra de Stephen King com uma linguagem cinematográfica voltada para novas gerações. O resultado foi um estrondo: mais de US$ 700 milhões em bilheteria mundial, números que superaram clássicos como “O Sexto Sentido” e “O Exorcista”.

O segredo do sucesso estava no equilíbrio. De um lado, havia o terror bruto e visceral, encarnado em Bill Skarsgård como Pennywise, um palhaço dançarino que aterrorizava não apenas pelo visual grotesco, mas também pela imprevisibilidade de seus gestos e pela psicologia sombria que emanava de cada aparição. De outro, havia a delicadeza do Clube dos Perdedores, formado por crianças comuns que enfrentavam não só o monstro, mas também os dramas típicos da infância e da adolescência: a solidão, o bullying, o luto, o medo de crescer. Essa combinação transformou o filme em um clássico instantâneo.

Pennywise: de monstro a ícone contemporâneo

A figura de Pennywise já fazia parte do imaginário coletivo desde a minissérie de 1990, mas foi em 2017 que o personagem se consolidou como ícone cultural. A interpretação de Bill Skarsgård trouxe camadas de estranheza que o distanciaram da caricatura e o aproximaram do terror psicológico. Sua risada cortante, a capacidade de alternar entre ingenuidade e brutalidade em segundos e o olhar hipnótico se tornaram marcas registradas.

Não demorou para que o personagem ultrapassasse o cinema: estampou fantasias de Halloween, virou tema de discussões acadêmicas sobre medo e até se transformou em memes que circulam até hoje. Rever o longa-metragem de terror nos cinemas é revisitar o nascimento dessa nova faceta do palhaço dançarino, que se prepara para ganhar ainda mais profundidade na série derivada.

O poder do medo coletivo

Um dos maiores trunfos do filme é a forma como traduz o medo em algo universal. Pennywise não se limita a ser um vilão sobrenatural; ele é uma metáfora para as inseguranças e traumas que todos enfrentam. O desaparecimento de crianças em Derry e a apatia dos adultos diante do terror revelam um subtexto sobre violência estrutural, abandono e cumplicidade silenciosa.

Ao lado disso, a narrativa sobre amizade e coragem transforma o filme em algo além do terror puro. O espectador se identifica com o Clube dos Perdedores porque, em algum momento da vida, também já se sentiu pequeno diante de algo grande demais. Revisitar a obra no cinema, em meio a uma plateia igualmente tensa, é relembrar que o medo se torna ainda mais poderoso quando é compartilhado.

A experiência única de ver no cinema

Embora o streaming tenha levado o terror para dentro de casa, há experiências que só a sala de cinema consegue oferecer. Em “IT: A Coisa”, cada detalhe ganha uma nova dimensão na tela grande: o balão vermelho que surge em silêncio, o esgoto escuro que parece engolir a plateia, o som metálico que ecoa e arrepia.

Assistir coletivamente potencializa a sensação de vulnerabilidade. As reações sincronizadas – os gritos, as risadas nervosas, os silêncios sufocantes – criam uma atmosfera impossível de reproduzir sozinho no sofá. A reexibição de setembro, portanto, é menos um simples relançamento e mais um convite a experimentar novamente o ritual de sentir medo em comunidade.

Um elenco jovem que cresceu junto com o público

Outro motivo que torna essa reexibição especial é a chance de rever o elenco mirim no início de suas trajetórias. Sophia Lillis, Jaeden Martell, Finn Wolfhard e Jeremy Ray Taylor, entre outros, conquistaram o público em 2017 e, desde então, seguiram em projetos de destaque. Para quem acompanhou suas carreiras, voltar a vê-los como os integrantes do Clube dos Perdedores é uma viagem no tempo, uma forma de relembrar a juventude deles – e a do próprio espectador.

Muitos que tinham a mesma idade dos personagens em 2017 hoje já são adultos ou jovens adultos. Rever o filme agora permite olhar para trás e perceber como os medos, inseguranças e amizades daquela fase ainda ressoam, mesmo anos depois.

O legado de Stephen King

Por trás de todo o sucesso, está a genialidade de Stephen King. Mestre em transformar o sobrenatural em reflexo dos medos cotidianos, ele escreveu “It” em 1986 como uma síntese de tudo o que o assusta: a infância perdida, os ciclos de violência, os monstros internos e externos.

King sempre foi amplamente adaptado, mas o filme mostrou que ainda havia novas formas de dialogar com suas histórias. O filme reacendeu o interesse por outras obras suas, abriu espaço para novas adaptações e consolidou de vez seu papel como um dos autores mais influentes do cinema de terror.

Bem-vindos a Derry: o futuro da franquia

Se a reexibição de A Coisa é um convite à nostalgia, a prévia de Bem-vindos a Derry promete ser uma janela para o futuro. A série, que estreia em 26 de outubro na HBO, vai explorar a origem do mal que assola a cidade e aprofundar o mito de Pennywise. Ao invés de se limitar ao que já conhecemos, deve mergulhar em eventos anteriores ao filme, revelando como o terror se enraizou em Derry ao longo das décadas.

Essa expansão do universo amplia o alcance da franquia e garante que o público continue envolvido com a história. Para os fãs, a experiência será dupla: revisitar a batalha do Clube dos Perdedores e, logo depois, mergulhar nas sombras do passado que moldaram a criatura.

Marina Dutra lança Sonho e Pesadelo, uma fantasia lírica sobre amor proibido e destino divino

0

Imagine um universo onde o amor é uma ameaça à ordem cósmica, e a simples troca de olhares pode estremecer as fundações do mundo. Assim nasce Sonho e Pesadelo, o novo romance da escritora Marina Dutra, que chega às prateleiras como uma das obras mais sensíveis e ousadas da nova geração da fantasia brasileira.

Misturando elementos de mitologia própria, linguagem poética e uma narrativa marcada por dualidades, o livro apresenta dois deuses destinados a nunca se encontrar — e que, ao desafiar essa regra, colocam em xeque tudo aquilo que conhecem sobre si mesmos, sobre o mundo e sobre o amor.

Um amor dividido entre luz e sombra

Na história, acompanhamos Sonho, divindade nascida da luz do luar, criada sob os cuidados de Esperança e Vontade, e responsável por inspirar os devaneios mais puros dos mortais. Do outro lado da realidade, separado por uma barreira sagrada, está Pesadelo, moldado pelas emoções de Angústia e Medo, solitário guardião das sombras que habitam o inconsciente coletivo.

Ambos vivem isolados em reinos opostos, proibidos de se encontrar pelos Criadores, figuras míticas que estabeleceram uma única lei imutável: luz e trevas não devem jamais se unir. Mas quando uma pequena brecha se abre nessa muralha milenar, o improvável acontece: Sonho e Pesadelo se veem. E nada mais será como antes.

Fábula romântica com DNA pop

Embora a estrutura remeta a clássicos trágicos como Romeu e Julieta, o romance de Marina evita o tom fatalista. Inspirada em obras como Castelo Animado, do Studio Ghibli, e influenciada pela estética das grandes animações japonesas, a autora combina drama existencial com lirismo visual e emoção contida.

A narrativa alterna entre os dois protagonistas, revelando camadas emocionais profundas e construindo aos poucos uma mitologia original, repleta de simbolismos celestes, paisagens oníricas e figuras arquetípicas. É uma história que fala sobre amor, mas também sobre medo, identidade, escolhas e revolta contra um destino pré-escrito.

Mais do que fantasia: um comentário sobre liberdade

Além da beleza da escrita e do romance central, Sonho e Pesadelo provoca reflexões sobre temas contemporâneos. Em suas entrelinhas, o livro discute o poder da emoção reprimida, o impacto de sistemas que separam e o preço de viver uma vida que não é sua.

“O que mais me atrai em histórias fantásticas é a possibilidade de abordar questões reais sob uma ótica metafórica. Neste livro, falo sobre liberdade, sobre o direito de sentir e sobre quebrar estruturas que nos foram impostas antes mesmo de nascermos”, explica Marina.

Resumo da novela O Rico e Lázaro de sexta, 16/05/2025

0
Foto: Reprodução/ Internet

Capítulo 155 – Sexta-feira, 16 de maio de 2025 –

Nas sombras do deserto, Asher, cansado e com o coração aflito, pede a Lior que vá até Joana e a informe de que ele está vivo. É uma missão urgente, pois o tempo se torna um inimigo cruel quando o amor está em risco. Determinado, Lior parte imediatamente, sem imaginar o impacto que sua chegada causará.

Enquanto isso, Joana, com um misto de inquietação e resignação, confessa a Malca que foi pedida em casamento por Zac. A amiga ouve com atenção e se mostra compreensiva, revelando que, apesar de tudo, aceitaria viver ao lado de Zac se isso garantisse estabilidade e conforto. Joana, no entanto, ainda tem dúvidas, e decide procurar Matias para um desabafo.

Em outro ponto da cidade, Absalom toma coragem e se abre com Zelfa, revelando o amor sincero que sente por Dana. É um momento tocante, de vulnerabilidade e esperança. Pouco depois, Ravina, após ouvir o pedido de Levi, concede a mão de Dana em casamento, oficializando a união diante da família.

Na casa de Ravina, Zac aparece, seguro de si, para fortalecer seu compromisso com Joana. O clima, no entanto, muda repentinamente com a chegada inesperada de Lior. O jovem entra sem cerimônia e todos se voltam para ele. Joana, surpresa, corre em sua direção. Zac, visivelmente tenso, tenta manter a compostura. Lior, confuso e espantado, descobre que Joana ficou noiva de Zac. Um silêncio constrangedor domina o ambiente.

Joana se emociona ao rever o amigo, enquanto Zac respira aliviado ao ver Lior ir embora sem revelar nada sobre Asher. Mas o mal-estar fica no ar, e a dúvida começa a se instalar no coração da jovem.

Em paralelo, no palácio, os jogos de poder seguem seu curso. Belsazar, impetuoso e arrogante, propõe uma luta contra Davi, o filho de Daniel, provocando tensão na corte. O rei Nabucodonosor, por sua vez, vive um momento raro de ternura ao conversar com seus netos, tentando, por instantes, esquecer a pressão do trono.

Nitócris, no entanto, continua demonstrando desdém por Nabonido, tratando-o com frieza e desprezo. Enquanto isso, Elga declara com firmeza que se casará com Fassur, apesar dos comentários. Fassur, longe dali, busca se divertir com uma prostituta, demonstrando a hipocrisia de sua conduta como sacerdote.

No campo das reconciliações, Matias procura Gadise e, com humildade, pede perdão. Ela ouve, ainda magoada, mas um fio de esperança parece se acender entre eles.

E, por fim, o momento mais doloroso da noite: Asher, ainda ferido e sujo de estrada, descobre que Joana está noiva de Zac. O impacto é devastador. Seus olhos se enchem de lágrimas, não de fraqueza, mas de dor profunda. O reencontro que tanto sonhara agora se transforma em uma nova batalha — desta vez, contra o tempo e contra as escolhas que não pôde impedir.

Michael | Superprodução dirigida por Antoine Fuqua promete retrato definitivo da vida e controvérsias do Rei do Pop

0
Jaafar Jackson as Michael Jackson in Maven. Photo Credit: Glen Wilson

A história de Michael Jackson está prestes a ganhar um dos retratos mais ambiciosos já produzidos sobre sua vida. A cinebiografia Michael teve um novo teaser divulgado neste domingo (15), reforçando a dimensão épica do projeto e reacendendo o debate sobre como o cinema irá retratar um dos artistas mais influentes e controversos da cultura pop mundial.

Dirigido por Antoine Fuqua e com roteiro assinado por John Logan, o longa traz no papel principal Jaafar Jackson, sobrinho do astro, marcando sua estreia no cinema. A escolha não é apenas simbólica, mas estratégica: além da semelhança física e vocal, Jaafar carrega uma conexão familiar direta com o legado do tio, algo que adiciona uma camada extra de autenticidade ao projeto.

Com estreia prevista para 23 de abril de 2026 no Brasil e distribuição da Universal Pictures, o filme já é apontado como um dos grandes lançamentos musicais do calendário.

Da infância sob pressão ao estrelato global

A proposta da produção é acompanhar a trajetória de Michael Jackson desde os primeiros anos como líder do Jackson 5 até sua consolidação como o maior nome do entretenimento global. O roteiro promete explorar o talento extraordinário revelado ainda na infância, a disciplina rígida imposta nos bastidores familiares e o surgimento de uma estrela que mudaria para sempre a indústria musical.

O filme deve recriar momentos decisivos da carreira solo, incluindo performances que redefiniram o conceito de espetáculo ao vivo e videoclipes que transformaram a MTV em vitrine artística. A obsessão por perfeição, a inovação constante e a busca por grandeza são apresentadas como forças motrizes de sua trajetória.

Mais do que narrar sucessos, a produção busca mergulhar na construção do mito, mostrando como Michael se reinventava a cada álbum, a cada turnê e a cada aparição pública.

Um elenco de peso para sustentar o drama

Além de Jaafar Jackson, o elenco reúne nomes experientes da indústria. Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier, Kat Graham, Larenz Tate e Derek Luke integram o projeto, fortalecendo o aspecto dramático da narrativa.

A presença de atores reconhecidos sugere que o filme não se limitará ao espetáculo musical, mas investirá em conflitos pessoais, relações familiares e decisões que moldaram o destino do artista.

Entre o mito e a controvérsia

Um dos pontos mais delicados da cinebiografia é a inclusão das acusações de abuso sexual infantil que marcaram diferentes momentos da vida de Michael Jackson. O produtor Graham King já declarou que a intenção é humanizar o artista sem suavizar os acontecimentos, buscando uma abordagem que apresente os fatos dentro do contexto de sua trajetória.

Esse equilíbrio será determinante para a recepção do filme. Michael Jackson permanece como uma figura polarizadora. Para muitos, é um gênio musical incomparável; para outros, sua história está inseparavelmente ligada às polêmicas judiciais e ao escrutínio público.

A decisão de abordar esses episódios indica que a produção pretende enfrentar os aspectos mais complexos da narrativa, em vez de optar por um retrato puramente celebratório.

Uma superprodução de grande escala

O orçamento estimado gira em torno de 120 milhões de dólares, valor que evidencia a dimensão da aposta. As filmagens estavam inicialmente programadas para 2023, mas foram adiadas devido à greve da SAG-AFTRA. A produção começou oficialmente em 22 de janeiro de 2024 e foi concluída em 30 de maio do mesmo ano.

A equipe técnica reúne profissionais experientes. A direção de fotografia ficou a cargo de Dion Beebe, enquanto Barbara Ling assumiu a direção de arte e Marci Rodgers foi responsável pelo figurino. Esses elementos são fundamentais para recriar décadas distintas da vida do cantor, desde os anos 1960 até o auge dos anos 1980 e 1990.

Recriar figurinos icônicos, coreografias históricas e cenários de turnês internacionais exige um nível de detalhamento que pode se tornar um dos grandes diferenciais do longa.

O peso de um legado global

Poucos artistas tiveram impacto comparável ao de Michael Jackson. Álbuns que quebraram recordes, coreografias replicadas em todo o mundo e uma estética visual revolucionária ajudaram a moldar a cultura pop contemporânea. Seu alcance ultrapassou barreiras linguísticas, raciais e geográficas.

Contar essa história no cinema envolve responsabilidade artística e histórica. A expectativa é que o filme dialogue tanto com fãs apaixonados quanto com uma nova geração que conhece o artista apenas por registros históricos e reproduções digitais.

O novo teaser sugere uma narrativa grandiosa, emocional e visualmente impactante. Ao mesmo tempo, reforça que a produção buscará equilíbrio entre o espetáculo e a introspecção.

almanaque recomenda