Speed Racer acelera rumo ao 4K: Clássico visionário das Wachowski ganha nova vida em 2026

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Em 2008, Speed Racer chegou aos cinemas como um corpo estranho. Colorido demais, rápido demais, emocional demais. Para muitos, era um excesso difícil de digerir. Para outros, um delírio visual que parecia não entender as regras do cinema blockbuster da época. Quase vinte anos depois, o tempo fez aquilo que a bilheteria não conseguiu: colocou o filme no lugar certo. E agora, com o anúncio de sua chegada em 4K em 2026, o filme ganha não apenas uma remasterização técnica, mas uma chance definitiva de ser visto como sempre mereceu.

Dirigido pelas irmãs Wachowski, o longa é uma adaptação direta do clássico anime e mangá japonês criado pela Tatsunoko Productions. Diferente de outras versões hollywoodianas de animações orientais, que costumam “ocidentalizar” suas origens, o filme faz o caminho inverso: abraça o exagero, a estilização extrema, o melodrama e a lógica quase onírica do anime. Não tenta pedir desculpas por isso — e talvez aí tenha nascido seu maior conflito com o público de 2008.

Um filme que demorou décadas para existir

Antes de chegar às telas, Speed Racer foi um projeto errante por Hollywood. Desde 1992, a ideia de levar o personagem ao cinema passou por diferentes mãos, propostas e interpretações. Durante anos, ninguém parecia saber exatamente o que fazer com aquela história que misturava corridas futuristas, drama familiar e comentários sociais sobre poder corporativo.

Tudo mudou em 2006, quando Joel Silver se uniu às Wachowski. As diretoras, recém-saídas do impacto cultural de Matrix, enxergaram em Speed Racer algo raro: a possibilidade de fazer um filme de família sem abrir mão de autoria. A proposta não era “modernizar” o desenho, mas transformá-lo em cinema mantendo sua alma intacta.

As filmagens aconteceram na Alemanha, entre Potsdam e Berlim, com forte apoio do Studio Babelsberg. Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, o filme foi construído quase inteiramente em estúdios, com cenários digitais, chroma key e uma estética que se aproximava mais de um videogame ou de um anime em movimento do que de qualquer filme de ação convencional da época.

Speed Racer: correr não é vencer, é resistir

No centro da história está Speed Racer, interpretado por Emile Hirsch. Um jovem de 18 anos que nunca soube fazer outra coisa além de correr. Mas, ao contrário do que o título sugere, o longa nunca foi apenas sobre velocidade. É um filme sobre escolhas — e sobre o preço de se manter fiel a elas.

Speed cresce idolatrando o irmão mais velho, Rex Racer, uma lenda das pistas que morre tragicamente durante uma corrida. A perda molda toda a família Racer, comandada por Pops e Moms, vividos com carisma por John Goodman e Susan Sarandon. Juntos, eles mantêm a Racer Motors, uma equipe independente que sobrevive à margem de um sistema dominado por conglomerados bilionários.

Quando Speed começa a despontar como um talento extraordinário, surge E.P. Arnold Royalton, dono da Royalton Industries. O personagem representa tudo o que o filme critica: o controle corporativo, a manipulação de resultados, a transformação do esporte em um negócio sem alma. A proposta feita a Speed é tentadora — dinheiro, fama, luxo —, mas sua recusa desencadeia uma guerra silenciosa e brutal.

A partir desse momento, o filme deixa claro que suas corridas não são apenas esportivas. Elas são políticas. Cada ultrapassagem, cada sabotagem, cada manobra impossível é uma metáfora para um sistema onde quem não se vende vira alvo.

Um espetáculo visual que não pede permissão

Talvez nenhum outro filme dos anos 2000 tenha sido tão mal compreendido visualmente quanto Speed Racer. As críticas ao “excesso de efeitos”, à “artificialidade” e à “falta de realismo” ignoravam algo fundamental: o realismo nunca foi o objetivo.

As Wachowski filmam Speed Racer como se estivessem animando um anime em tempo real. As cores são saturadas, os cenários se dobram sobre si mesmos, o tempo se comprime e se expande. O espaço não obedece às leis da física, mas às emoções dos personagens. É cinema como sensação, não como simulação do mundo real.

Em 2026, com a chegada do 4K, esse aspecto tende a ganhar ainda mais força. Detalhes que antes se perdiam na compressão de imagem agora prometem saltar aos olhos, reforçando a proposta estética que sempre esteve ali, mas que talvez tenha chegado cedo demais.

O mistério de Rex Racer e o peso do sacrifício

Um dos eixos emocionais mais fortes do filme é o Corredor X, personagem vivido por Matthew Fox. Envolto em mistério, ele surge como uma figura quase fantasmagórica nas pistas, despertando em Speed a suspeita de que seu irmão Rex possa estar vivo.

A revelação final — de que Rex forjou a própria morte e alterou sua aparência para proteger a família e o esporte — é menos sobre surpresa e mais sobre sacrifício. Rex escolhe desaparecer para que Speed possa existir sem comparações, sem pressões, sem herdar uma sombra impossível de superar.

É um tema recorrente no cinema das Wachowski: identidade, renúncia e a dor de fazer a escolha certa mesmo quando ninguém jamais saberá.

O fracasso que virou culto

Nos números, o filme foi um desastre. Estreou em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadou menos de US$ 100 milhões mundialmente e ficou muito abaixo das expectativas do estúdio. Foi indicado tanto a prêmios juvenis quanto ao Framboesa de Ouro, refletindo a confusão em torno de sua recepção.

Mas o tempo foi generoso. Longe da pressão comercial, o filme encontrou seu público. Críticos reavaliaram sua proposta. Cineastas passaram a citá-lo como referência estética. Jovens que cresceram assistindo ao longa passaram a defendê-lo com paixão.

Hoje, Speed Racer é visto como um filme que ousou quando ousar não era seguro. Um blockbuster autoral em uma indústria que começava a se tornar cada vez mais homogênea.

Muito além do panda-vermelho! Descubra curiosidades de Red: Crescer é uma Fera, destaque do Cinema 26 desta sexta (2)

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À primeira vista, Red: Crescer é uma Fera pode parecer apenas mais uma animação divertida da Pixar. Mas basta alguns minutos para perceber que o filme vai muito além do humor e das cores vibrantes. Exibido no Cinema 26 desta sexta, 2 de janeiro de 2026, o longa é uma verdadeira carta aberta sobre crescer, mudar e lidar com emoções que parecem grandes demais para caber dentro da gente.

Ambientado no início dos anos 2000, o filme acompanha Meilin Lee, uma garota sino-canadense de 13 anos que vive em Toronto e tenta equilibrar duas versões de si mesma. De um lado, a filha dedicada que quer agradar a mãe em tudo. Do outro, uma adolescente em plena transformação, cercada por novas paixões, conflitos e inseguranças. Como se isso já não fosse complicado, Mei descobre que, sempre que fica muito nervosa ou emocionalmente agitada, se transforma em um panda-vermelho gigante. A metáfora é clara e funciona justamente por isso.

Uma adolescência que virou história de cinema

A origem de Red: Crescer é uma Fera é tão pessoal quanto a história que ele conta. A diretora e roteirista Domee Shi se inspirou em suas próprias experiências para criar o filme. Logo após concluir o curta Bao, ela foi convidada pela Pixar, em 2017, a apresentar ideias para um longa-metragem. Todas as propostas tinham algo em comum: histórias de amadurecimento centradas em adolescentes.

A ideia que se transformaria em Turning Red surgiu da sensação universal de se sentir estranho aos 13 anos. Domee Shi descreveu esse período como uma fase em que todo mundo se sente meio fora de controle, como se estivesse se transformando em algo diferente todos os dias. Foi essa sinceridade emocional que conquistou a Pixar e fez o projeto ganhar vida.

Mãe, filha e sentimentos que não cabem em palavras

Um dos pontos mais fortes do filme é a relação entre Mei e sua mãe, Ming. Essa dinâmica não foi construída por acaso. Segundo a produtora Lindsey Collins, ficou claro desde a apresentação do projeto que Domee Shi tinha uma conexão muito profunda com essas personagens. Elas representam diferentes fases da mesma vida, cheias de amor, cobrança, medo e dificuldade de comunicação.

Essa abordagem mais íntima segue uma nova fase criativa da Pixar, que passou a investir em histórias menores, mais pessoais e emocionalmente honestas, como já havia feito em Luca. Em vez de grandes vilões, o conflito nasce dentro dos próprios personagens.

Toronto, anos 2000 e um visual que parece um sonho adolescente

O filme se passa em Toronto, no Canadá, em 2002, e tudo foi pensado para refletir o olhar de uma adolescente daquela época. A diretora definiu o estilo visual como um “sonho febril adolescente asiático”, cheio de exageros, expressões marcantes e cores vibrantes.

Videogames como Pokémon, EarthBound e The Legend of Zelda: Breath of the Wild serviram de referência para criar um mundo fofo, expressivo e emocionalmente carregado. A febre das boy bands, tão presente no início dos anos 2000, também aparece com força no filme, ajudando a criar identificação imediata com quem viveu aquela fase.

Para dar ainda mais autenticidade, a equipe da Pixar visitou bairros de Chinatown, templos tradicionais e até o Zoológico de São Francisco, onde estudaram o comportamento dos pandas-vermelhos para que a transformação de Mei fosse ao mesmo tempo engraçada, caótica e adorável.

Quando a música fala por uma geração

A trilha sonora da animação é parte essencial da experiência. O filme marca a estreia de Ludwig Göransson em uma animação, trazendo uma trilha que acompanha as emoções da protagonista com delicadeza e intensidade.

Além disso, o longa conta com três músicas originais escritas por Billie Eilish e Finneas O’Connell, interpretadas pela boy band fictícia 4*Town. As canções foram criadas para soar exatamente como hits do início dos anos 2000, com letras grudentas e melodias feitas para serem cantadas em coro. A ideia surgiu quando a produtora Lindsey Collins percebeu que o estilo de Billie combinava perfeitamente com o universo do filme.

Sucesso emocional que encontrou seu público

Embora o desempenho do filme nos cinemas internacionais tenha sido abaixo do esperado, com cerca de US$ 20 milhões arrecadados fora dos Estados Unidos e Canadá, Turning Red conquistou algo talvez ainda mais importante: um público fiel e apaixonado. Em casa, o filme ganhou nova vida, sendo amplamente discutido por sua abordagem honesta sobre adolescência, identidade e emoções.

Descubra qual filme vai agitar a Sessão de Sábado deste sábado (3) na TV Globo

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A Sessão de Sábado deste 3 de janeiro promete uma viagem no tempo e também no estilo com a exibição de “Bater ou Correr” (Shanghai Noon), filme que une ação, comédia e aventura em uma combinação improvável e extremamente carismática. Estrelado por Jackie Chan, Owen Wilson e Lucy Liu, o longa transforma o clássico faroeste americano em um palco perfeito para golpes de kung fu, choques culturais e muitas situações engraçadas.

Lançado no ano 2000 e dirigido por Tom Dey, o filme conquistou o público justamente por não se levar a sério demais. Em vez do western tradicional, cheio de heróis durões e duelos silenciosos, Bater ou Correr aposta no humor, na leveza e na química entre seus protagonistas para contar uma história simples, mas envolvente.

A trama começa na China, no século XIX. Chon Wang, vivido por Jackie Chan, é um guarda imperial atrapalhado, mas extremamente habilidoso nas artes marciais. Quando a Princesa Pei Pei é sequestrada da Cidade Proibida e levada para os Estados Unidos, Wang se sente pessoalmente responsável pelo ocorrido. Determinado a resgatá-la, ele insiste em integrar a missão de salvamento que segue rumo ao Velho Oeste americano.

É nesse ponto que o filme ganha sua principal força, o choque cultural. Ao chegar aos Estados Unidos, Wang se vê cercado por uma realidade completamente diferente da sua. Em meio a cowboys armados, bares enfumaçados e cidades poeirentas, ele precisa usar não só suas habilidades físicas, mas também sua criatividade para sobreviver. E quando é atacado por pistoleiros, responde da única forma que conhece, com golpes acrobáticos de kung fu que deixam os americanos e o público de queixo caído.

Durante a jornada, Wang acaba se separando do grupo e cruza o caminho de Roy O’Bannon, interpretado por Owen Wilson, um bandido falastrão, carismático e cheio de ilusões de grandeza. Roy está longe de ser um herói clássico. Ele mente, se mete em confusão e vive sonhando com uma vida melhor. Ainda assim, é impossível não simpatizar com o personagem. A parceria improvável entre os dois é o coração do filme e rende alguns dos momentos mais divertidos da história.

A química entre Jackie Chan e Owen Wilson funciona perfeitamente. Enquanto Chan aposta em sua tradicional mistura de ação física e humor corporal, Wilson equilibra a dupla com ironia, sarcasmo e aquele jeito relaxado que se tornou sua marca registrada. O contraste entre os dois personagens, um disciplinado e honrado, o outro desorganizado e interesseiro, sustenta o ritmo da narrativa do início ao fim.

No elenco, Lucy Liu interpreta a Princesa Pei Pei, uma personagem que foge do estereótipo da donzela indefesa. Inteligente e determinada, ela também tem seus próprios momentos de protagonismo, reforçando a ideia de que Bater ou Correr vai além de uma simples história de resgate. Completam o elenco nomes como Brandon Merrill, Roger Yuan, Xander Berkeley e Walton Goggins, que ajudam a dar vida ao excêntrico universo do Velho Oeste apresentado pelo filme.

Produzido com um orçamento estimado em US$ 55 milhões, o longa foi um sucesso comercial. Nas bilheteiras mundiais, arrecadou cerca de US$ 99,2 milhões, um resultado expressivo para uma produção que misturava gêneros e apostava em uma proposta pouco convencional para a época. Nos Estados Unidos, estreou em terceiro lugar, com US$ 19,6 milhões no fim de semana de lançamento, ficando atrás apenas de Dinosaur e Missão Impossível 2.

O sucesso foi tão grande que, em 2003, o filme ganhou uma sequência, “Shanghai Knights”, conhecida no Brasil como Bater ou Correr em Londres, levando a dupla principal para um novo cenário e consolidando a franquia como uma das mais queridas do início dos anos 2000.

Cine Aventura deste sábado (3) exibe “Buscando…”, suspense moderno que prende do início ao fim

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O Cine Aventura deste sábado, 3 de janeiro de 2026, reserva uma escolha diferente do que o público costuma esperar da sessão da Record TV. Em vez de explosões ou aventuras grandiosas, entra em cena “Buscando…” (Searching), um suspense que aposta na tensão emocional e na realidade digital para contar uma história que poderia acontecer com qualquer família.

Dirigido por Aneesh Chaganty, o filme chama atenção logo de cara pelo formato nada convencional. Toda a narrativa acontece a partir de telas de celulares, computadores, chamadas de vídeo e redes sociais. Pode parecer estranho à primeira vista, mas basta alguns minutos para o espectador se sentir completamente envolvido — quase como se estivesse ajudando a investigar o caso junto com o protagonista.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha David Kim, vivido por John Cho, um pai comum, dedicado e visivelmente amoroso. Sua rotina vira um pesadelo quando a filha de 16 anos, Margot, não volta para casa. No começo, a ausência parece algo simples, talvez um atraso ou um mal-entendido. Mas o silêncio se prolonga, as ligações não são atendidas e o desespero toma conta.

Sem saber por onde começar, David faz o que qualquer pessoa faria hoje em dia: abre o computador da filha. É ali, entre senhas, mensagens, vídeos e buscas na internet, que ele começa a montar um quebra-cabeça doloroso. Cada clique revela não apenas pistas sobre o desaparecimento, mas também a distância silenciosa que havia entre pai e filha. O suspense cresce de forma sutil, misturando tensão com culpa, medo e amor.

John Cho entrega uma atuação extremamente sensível, longe de exageros. Seu David Kim não é um herói, mas um pai assustado, cansado e disposto a tudo para encontrar a filha. Essa escolha torna o filme ainda mais impactante. Além disso, Buscando… marcou história ao se tornar o primeiro suspense mainstream de Hollywood protagonizado por um ator asiático-americano, algo tratado com naturalidade pela narrativa, sem discursos forçados.

Ao lado dele, Debra Messing interpreta a detetive Rosemary Vick, responsável pelo caso. Sua personagem foge do estereótipo da policial fria e distante, trazendo humanidade à investigação. Ela erra, questiona e também sente o peso emocional do desaparecimento, criando uma relação sincera com David ao longo da história.

Mesmo ausente fisicamente durante boa parte do filme, Margot Kim tem presença constante. Interpretada por Michelle La, a personagem ganha vida através de vídeos caseiros, mensagens e registros digitais. O longa também mostra diferentes fases da garota, vividas por Kya Dawn Lau, Megan Liu e Alex Jayne Go, reforçando o laço afetivo entre pai e filha e tornando a situação ainda mais dolorosa.

A história se completa com Sara Sohn, que interpreta Pamela Nam Kim, mãe de Margot e esposa de David. Sua ausência, apresentada logo no início, é fundamental para compreender a fragilidade emocional da família e o silêncio que se instalou entre eles ao longo do tempo.

Buscando… teve sua estreia mundial no Sundance Film Festival, em janeiro de 2018, onde rapidamente chamou atenção pela criatividade e pela forma intimista de contar um suspense. Pouco depois, a Sony Pictures Worldwide Acquisitions adquiriu os direitos de distribuição, levando o filme aos cinemas em agosto do mesmo ano. O resultado foi um sucesso que superou expectativas e transformou o longa em um dos thrillers mais comentados de 2018.

Mais do que um mistério sobre um desaparecimento, o filme propõe uma reflexão silenciosa sobre como nos relacionamos em tempos digitais. Ele questiona o quanto realmente conhecemos as pessoas que amamos e como a tecnologia pode aproximar, mas também afastar. Cada notificação que surge na tela carrega tensão e emoção, fazendo o espectador se identificar com aquele pai perdido em meio a senhas, abas abertas e segredos.

A Casa do Dragão se prepara para o adeus! Ryan Condal confirma que a série termina na 4ª temporada

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Quando A Casa do Dragão foi anunciada, muita gente encarou o projeto com desconfiança. Afinal, carregar o legado de Game of Thrones não era tarefa simples. Ainda assim, bastaram poucos episódios para que a produção provasse que Westeros ainda tinha histórias poderosas a contar. Agora, após anos de batalhas, intrigas e dragões rasgando os céus, a série já tem um destino definido: seu fim acontecerá na quarta temporada.

A confirmação veio diretamente de Ryan Condal, showrunner da produção, durante uma conversa no podcast Escape Hatch. Sem grandes anúncios ou clima de despedida ensaiada, Condal falou de forma honesta sobre os bastidores da série e acabou revelando o que muitos fãs já desconfiavam: A Casa do Dragão não pretende se alongar além do necessário.

Ao comentar sobre o processo de criação e produção, Condal descreveu a experiência como intensa, exaustiva e, ao mesmo tempo, profundamente gratificante. Ele revelou que, paradoxalmente, a terceira temporada foi a mais feliz de sua trajetória à frente da série — especialmente durante a produção e a pós-produção. No entanto, o custo pessoal foi alto. “Meu físico se esvaiu completamente”, brincou, admitindo que o nível de dedicação exigido pelo projeto cobra seu preço.

Entre risos e comentários sinceros, o showrunner deixou escapar a informação mais importante: “Temos agora só mais uma depois dessa”. Como a fala se referia diretamente à terceira temporada, a conclusão foi imediata — a quarta será a última. O comentário, simples e direto, confirmou oficialmente o encerramento da série, encerrando especulações e estabelecendo um horizonte claro para a narrativa.

Criada por Ryan J. Condal em parceria com George R. R. Martin, A Casa do Dragão é baseada no livro Fire & Blood, publicado em 2018. A série mergulha nos eventos que antecedem Game of Thrones, explorando a sangrenta guerra civil conhecida como a Dança dos Dragões. No centro da história estão Rhaenyra Targaryen e Aegon II, meios-irmãos que disputam o Trono de Ferro, arrastando os Sete Reinos para um conflito marcado por traições, alianças frágeis e perdas irreparáveis.

Desde sua estreia, em agosto de 2022, a produção demonstrou força. O primeiro episódio alcançou números impressionantes, tornando-se a maior estreia de uma série da HBO nos Estados Unidos, com quase 10 milhões de espectadores somando todas as plataformas. Mais do que audiência, a série conquistou algo ainda mais difícil: a confiança do público que havia se decepcionado com o final de Game of Thrones.

O sucesso se refletiu também no reconhecimento da crítica. A série foi elogiada pelo roteiro mais contido, pela construção cuidadosa de personagens e pela atmosfera mais sombria e política. Para muitos críticos, a série não apenas honrou o universo criado por George R. R. Martin, como também corrigiu excessos do passado. A produção venceu o Globo de Ouro de 2023 como Melhor Série Dramática, além de garantir indicações importantes ao Emmy e ao BAFTA, consolidando seu prestígio.

Nos bastidores, o projeto sempre foi tratado com extremo cuidado. As filmagens começaram em 2021 e passaram por diversos cenários europeus, como Inglaterra, Portugal e Espanha. Cada locação foi escolhida para reforçar o peso histórico e a grandiosidade visual da trama. O resultado é uma série com estética cinematográfica, onde cada episódio parece um filme cuidadosamente planejado.

A segunda temporada, lançada em junho de 2024, chegou cercada de expectativa. Embora os números de audiência tenham sido inferiores aos da estreia da série, a produção manteve seu alto padrão técnico e narrativo. A cinematografia, as atuações e o aprofundamento emocional da história foram amplamente elogiados, deixando claro que o foco da série vai além de recordes de audiência.

Pouco antes da estreia do segundo ano, a HBO já havia confirmado a terceira temporada, com a mensagem clara de que “A Dança dos Dragões continua”. Agora, com o anúncio do encerramento na quarta temporada, fica evidente que A Casa do Dragão seguirá um caminho diferente de sua antecessora: uma história com começo, meio e fim bem definidos.

Encerrar a série no momento certo pode ser sua maior virtude. Em vez de prolongar conflitos ou perder força criativa, a produção parece comprometida em contar essa tragédia até sua conclusão natural, respeitando tanto o material original quanto o público que acompanha cada episódio. Para os fãs, a notícia traz um misto de melancolia e alívio — a certeza de que Westeros não será explorada até a exaustão.

Stranger Things 5 faz história! Episódio final arrecada US$ 25 milhões em exibição nos cinemas

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O fenômeno Stranger Things provou mais uma vez que vai muito além do streaming. O episódio final da 5ª e última temporada, exibido de forma especial nos cinemas dos Estados Unidos, arrecadou US$ 25 milhões em bilheteria, segundo dados confirmados pelo Deadline. O resultado surpreende e reforça a força cultural da série da Netflix, que conseguiu transformar seu desfecho em um verdadeiro evento cinematográfico.

Com cerca de duas horas de duração, o capítulo final foi exibido em sessões limitadas, atraindo fãs que queriam viver o encerramento da história de Hawkins em uma tela grande, com som potente e clima de despedida coletiva. A estratégia se mostrou certeira: mesmo sendo um conteúdo originalmente pensado para a televisão, o episódio teve desempenho comparável ao de estreias de filmes de médio porte no mercado norte-americano.

A quinta temporada de Stranger Things, oficialmente intitulada Stranger Things 5, foi lançada de forma inédita em três partes, algo que ajudou a manter a série em evidência por mais tempo. O Volume 1 estreou na Netflix em 26 de novembro de 2025, o Volume 2 chegou em 25 de dezembro, e o episódio final foi disponibilizado na noite de 31 de dezembro, encerrando o ano e a série de forma simbólica. No Brasil, todos os lançamentos aconteceram às 22h (horário de Brasília).

Produzida pelos criadores Matt e Ross Duffer, ao lado de Shawn Levy e Dan Cohen, a temporada final apostou alto em escala, emoção e nostalgia. O elenco principal retornou praticamente completo, incluindo Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Sadie Sink, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery, Maya Hawke, entre outros nomes que ajudaram a construir o sucesso da série ao longo dos anos. A grande novidade foi a entrada de Linda Hamilton, ícone do cinema de ação e ficção científica, que se juntou ao elenco principal e teve papel importante no arco final.

A recepção do público e da crítica foi majoritariamente positiva. A temporada foi elogiada pelo tom mais sombrio, pelo aprofundamento emocional dos personagens e pela sensação constante de urgência. O sucesso também se refletiu nos números do streaming. De acordo com dados do instituto Nielsen, Stranger Things 5 alcançou 8,46 bilhões de minutos assistidos entre os dias 24 e 30 de novembro, tornando-se a produção mais vista da Netflix naquele período.

Na trama, a história se passa no outono de 1987, com a cidade de Hawkins profundamente marcada pela abertura das Fendas. O grupo de protagonistas se reúne com um único objetivo: encontrar e destruir Vecna, o grande vilão da série. No entanto, ele desaparece sem deixar rastros, tornando a missão ainda mais perigosa. Para agravar a situação, o governo dos Estados Unidos coloca Hawkins sob quarentena militar, intensificando a perseguição a Onze, que precisa se esconder mais uma vez.

À medida que o aniversário do desaparecimento de Will se aproxima, o clima de tensão cresce. O medo que sempre rondou o grupo retorna com força total, deixando claro que a batalha final será a mais difícil de todas. O episódio final reforça essa ideia ao reunir todos os personagens para um último confronto, apostando na união como única forma de enfrentar uma escuridão maior e mais mortal do que qualquer outra já apresentada na série.

O desempenho do episódio nos cinemas mostra como Stranger Things ultrapassou os limites da televisão e se consolidou como um fenômeno da cultura pop global. A arrecadação de US$ 25 milhões não apenas comprova o apelo da série, mas também indica um novo caminho para produções de streaming, que passam a explorar cada vez mais o cinema como extensão de suas narrativas.

Quilos Mortais acompanha a luta de Maja, jovem de 313 kg, em busca de uma nova chance de vida

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Quilos Mortais desta sexta-feira (2) apresenta uma história marcada por dor, abandono e a difícil luta por recomeço. A partir das 22h45, o público acompanha o drama de Maja, uma jovem que chegou aos 313 quilos e se encontra em um dos momentos mais críticos de sua vida, tanto física quanto emocionalmente.

Filha de imigrantes sérvios que se estabeleceram nos Estados Unidos, Maja cresceu em um ambiente onde a comida sempre foi abundante, mas o afeto, escasso. Desde a infância, ela conviveu com a sensação constante de rejeição, especialmente por parte da mãe. Mais tarde, o abandono do pai aprofundou feridas emocionais que nunca chegaram a cicatrizar. Sem suporte emocional, a comida acabou se tornando um refúgio, uma forma de aliviar dores que ela não conseguia expressar de outra maneira.

Com o passar dos anos, a compulsão alimentar se intensificou e o ganho de peso saiu completamente do controle. Agora, pesando 313 quilos, Maja enfrenta limitações severas. Atividades simples se tornaram quase impossíveis, e o medo de não conseguir mais sair da cama passou a fazer parte da sua rotina. A saúde está seriamente comprometida, e cada dia representa um risco maior.

Diante desse cenário, Maja percebe que chegou ao limite. Entre crises emocionais, inseguranças e traumas mal resolvidos, ela toma uma decisão difícil, mas necessária: buscar ajuda médica e psicológica. A jornada, no entanto, está longe de ser simples. Além de enfrentar mudanças radicais na alimentação e na rotina, ela precisa encarar o passado e lidar com questões emocionais profundas que sempre influenciaram suas escolhas.

O episódio mostra que, em Quilos Mortais, a luta vai muito além da balança. Trata-se de reconstruir a autoestima, reaprender a viver e encontrar forças para romper com padrões destrutivos que se formaram ao longo de uma vida inteira. A caminhada de Maja é marcada por recaídas, conflitos familiares e momentos de desespero, mas também pela esperança de recuperar algo que parece distante: a independência.

Cinema 26 desta sexta (2) traz Red: Crescer é Uma Fera, animação divertida da Pixar

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Nesta sexta-feira, 2 de janeiro, a TV Globo leva ao ar no Cinema 26 o filme Red: Crescer É Uma Fera, animação da Pixar que conquistou o público ao falar de um tema universal de forma leve, divertida e profundamente honesta: crescer nem sempre é simples. Lançado originalmente em 2022, o longa se tornou um dos títulos mais comentados do estúdio justamente por transformar as inseguranças da adolescência em uma metáfora visual criativa e cheia de personalidade.

A história acompanha Meilin Lee, ou apenas Mei, uma garota sino-canadense de 13 anos que vive no início dos anos 2000. Boa aluna, dedicada à família e sempre preocupada em agradar a mãe, Mei vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando passa a enfrentar as transformações típicas da adolescência. Entre novas amizades, paixões inesperadas e o desejo de ser aceita, ela descobre que não é mais tão fácil manter tudo sob controle. Como se isso não bastasse, toda vez que fica muito nervosa, animada ou estressada, Mei literalmente se transforma em um enorme panda-vermelho.

A ideia absurda e ao mesmo tempo genial serve como metáfora para as mudanças físicas e emocionais da puberdade. O panda não é apenas uma criatura fofa e caótica, mas a representação de sentimentos que a personagem ainda não sabe lidar: raiva, vergonha, empolgação e vontade de se afirmar no mundo. O filme trata essas emoções com humor, sensibilidade e empatia, sem subestimar o público mais jovem nem afastar os adultos que se reconhecem nas situações vividas pela protagonista.

A relação entre Mei e sua mãe, Ming, é um dos pontos centrais da narrativa. Superprotetora e exigente, Ming acredita estar fazendo o melhor para a filha, mas acaba criando uma pressão constante. Esse conflito geracional é retratado de forma muito real, especialmente em famílias que carregam tradições culturais fortes. O longa não busca vilões ou culpados, mas mostra como amor e cobrança podem caminhar juntos e, muitas vezes, se confundir.

Dirigido por Domee Shi, em sua estreia em longas-metragens, Red: Crescer É Uma Fera também marcou um momento histórico para a Pixar. Shi se tornou a primeira mulher a dirigir sozinha um filme do estúdio, liderando também a primeira equipe criativa majoritariamente feminina da empresa. A diretora já havia chamado atenção anteriormente com o curta Bao, vencedor do Oscar, e trouxe para este projeto muitas experiências pessoais, o que ajuda a explicar o tom íntimo e verdadeiro da história.

A própria Domee Shi revelou que a ideia do filme nasceu de memórias da sua adolescência, descrevendo essa fase da vida como um período em que todos se sentem “uma fera hormonal selvagem e peluda”. Essa honestidade é o que dá força ao filme. Ao invés de suavizar demais as emoções, a animação abraça o exagero, algo que combina perfeitamente com o estilo da Pixar e com o olhar adolescente sobre o mundo.

Visualmente, o filme aposta em traços mais cartunizados, expressões exageradas e cores vibrantes, fugindo um pouco do realismo tradicional do estúdio. A escolha reforça o tom emocional da narrativa e aproxima o público da visão interna de Mei, onde tudo parece intenso, urgente e grandioso. A ambientação nos anos 2000 também adiciona um charme especial, com referências à cultura pop da época, boy bands fictícias e hábitos que despertam nostalgia em quem cresceu naquele período.

No elenco de vozes original, Rosalie Chiang dá vida a Meilin Lee, enquanto Sandra Oh interpreta Ming, entregando uma performance marcante e cheia de nuances. Ava Morse, entre outros nomes, completa o elenco principal. A produção é assinada pela Pixar Animation Studios em parceria com a Walt Disney Pictures, com distribuição da Walt Disney Studios Motion Pictures.

Apesar de ter dividido opiniões na época do lançamento, especialmente entre públicos mais conservadores, Red: Crescer É Uma Fera encontrou seu espaço e se consolidou como uma das animações mais autorais da Pixar. O filme fala diretamente sobre identidade, aceitação e o medo de decepcionar quem amamos, temas que atravessam gerações e culturas.

O adeus se aproxima! Capítulo final de Black Clover ganha previsão e prepara despedida emocionante

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Depois de quase uma década acompanhando batalhas intensas, rivalidades marcantes e discursos sobre nunca desistir, os fãs de Black Clover começam, enfim, a se preparar para a despedida. O mangá criado por Yūki Tabata caminha para seu capítulo final, que já tem uma previsão para acontecer. De acordo com informações repercutidas pelo site ComicBook, o encerramento da história deve chegar durante a primavera do hemisfério norte, período que corresponde ao segundo trimestre do ano. A notícia marca um momento simbólico para leitores que acompanharam a trajetória de Asta desde seus primeiros passos em um mundo que parecia não ter espaço para ele.

O arco final de Black Clover vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos dois anos e passou por mudanças importantes em seu formato de publicação. Para conseguir concluir a história da maneira que imaginava, Tabata deixou o ritmo semanal da revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, e passou a publicar a série em um novo cronograma trimestral na Jump GIGA. A decisão diminuiu a frequência de lançamentos, mas trouxe capítulos mais densos, com maior cuidado narrativo e emocional, algo que ficou evidente nos confrontos finais.

Com esse novo ritmo, os capítulos passaram a ser lançados em janelas de aproximadamente três meses. A expectativa é que três novos capítulos sejam publicados em janeiro, colocando um ponto final na batalha contra Lucius Zogratis, o principal antagonista da fase final da obra. Caso o cronograma seja mantido, Black Clover deve se despedir oficialmente dos leitores ainda no primeiro semestre do ano, encerrando uma trajetória que começou em 2015.

O último capítulo publicado deixou claro que o confronto decisivo entrou em sua fase final. Asta e Yuno, rivais desde a infância, surgem encontrando novas formas de lutar juntos contra Lucius, reforçando uma das mensagens centrais da série: ninguém chega ao topo sozinho. A luta final não representa apenas a derrota de um vilão, mas também a soma de tudo o que os personagens aprenderam ao longo do caminho, desde a força da amizade até a importância do trabalho em equipe.

Desde o início, Black Clover se destacou por contar uma história simples, mas profundamente inspiradora. A trama acompanha Asta, um jovem que nasceu sem nenhum poder mágico em um mundo onde a magia define status, oportunidades e valor social. No Reino de Clover, todos possuem mana, a energia sobrenatural que alimenta feitiços e habilidades. Todos, menos Asta. Essa condição, que parecia uma sentença de fracasso, se tornou o ponto de partida para uma das jornadas mais marcantes do gênero shounen.

Criado em uma igreja no interior do reino ao lado de outros órfãos, Asta cresce ouvindo que jamais poderia se tornar um cavaleiro mágico. Mesmo assim, ele se recusa a aceitar esse destino. Seu maior contraste e, ao mesmo tempo, sua maior motivação é Yuno, amigo de infância que nasceu com um talento mágico raro e extraordinário. Ainda crianças, os dois fazem um juramento que muda suas vidas: competir entre si para ver quem se tornaria o Rei Mago, o líder máximo dos cavaleiros mágicos.

Enquanto Yuno desenvolve sua poderosa Magia de Vento com naturalidade e talento, Asta compensa a falta de mana com treino físico intenso e determinação inabalável. O rumo da história muda quando ele obtém um grimório misterioso que lhe concede o poder da antimagia, capaz de anular qualquer feitiço. A partir desse momento, Black Clover deixa claro que esforço, persistência e força de vontade podem desafiar até mesmo as regras mais rígidas daquele mundo.

A relação entre Asta e Yuno sempre foi o coração da narrativa. Diferente de rivalidades baseadas em ódio ou inveja, a deles é construída sobre respeito mútuo e admiração. Cada avanço de um serve de combustível para o outro continuar evoluindo. Essa dinâmica acompanha o leitor desde o primeiro capítulo e ganha ainda mais peso agora, no momento em que os dois unem forças para enfrentar o maior inimigo que o Reino de Clover já conheceu.

Ao longo da jornada, o mangá também apresentou um elenco variado e carismático, com destaque para os membros do esquadrão Touros Negros. Esses personagens ajudaram a expandir o universo da obra, trazendo humor, emoção e conflitos que vão além das batalhas. Questões como preconceito, desigualdade social e pertencimento foram abordadas de forma gradual, tornando Black Clover mais do que apenas uma história sobre lutas mágicas.

O sucesso da obra ultrapassou as páginas do mangá. Em 2017, Black Clover ganhou uma OVA produzida pelo estúdio Xebec, funcionando como uma introdução animada ao universo criado por Tabata. No mesmo ano, estreou a adaptação em anime produzida pelo estúdio Pierrot, exibida no Japão pela TV Tokyo. Fora do país, a série alcançou rapidamente um público fiel com a transmissão simultânea pela Crunchyroll.

No Brasil, Black Clover conquistou uma base sólida de fãs e foi exibido por emissoras como Rede Brasil, Loading e Jadetoon, que se propôs a transmitir todos os episódios disponíveis. Atualmente, existem 170 episódios dublados em português brasileiro, o que contribuiu para a popularidade da série entre o público nacional e ajudou a consolidar a obra como um dos shounens mais queridos dos últimos anos.

Com o fim cada vez mais próximo, o sentimento entre os fãs é de ansiedade misturada com emoção. Despedir-se de uma história que acompanhou tantos leitores por quase uma década não é simples. Ainda assim, tudo indica que Black Clover caminha para um encerramento fiel à sua essência, valorizando as relações construídas ao longo da jornada e entregando um final que dialogue com a mensagem que sempre guiou a obra.

Na Sessão da Tarde desta sexta (2), Globo exibe Cinderela em versão musical moderna

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A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 2 de janeiro, convida o público da TV Globo a revisitar um dos contos de fadas mais conhecidos de todos os tempos, mas sob uma perspectiva atualizada, colorida e musical. O filme escolhido é Cinderela (2021), produção norte-americana que reimagina a clássica história criada por Charles Perrault, trazendo novas camadas de significado, protagonismo feminino e uma trilha sonora marcada por releituras pop.

Longe de ser apenas mais uma adaptação tradicional, o longa aposta em uma abordagem contemporânea, dialogando com temas como independência, realização profissional e liberdade de escolha. A proposta é clara: apresentar uma Cinderela que não espera ser salva, mas que luta para construir o próprio futuro.

Interpretada por Camila Cabello, em sua estreia como atriz no cinema, Cinderela é retratada como uma jovem criativa, talentosa e determinada. Vivendo sob as imposições da madrasta e das meias-irmãs, ela encontra pouco espaço para sonhar, mas nunca abandona seu desejo de crescer e mostrar ao mundo suas habilidades como estilista.

Ao contrário das versões clássicas, o foco da narrativa não está apenas no romance, mas na jornada pessoal da protagonista. O baile, o príncipe e a magia continuam presentes, mas funcionam como partes de um caminho maior: o de uma jovem que quer ser ouvida, respeitada e dona de suas próprias escolhas.

A fantasia ganha um toque especial com a presença do Fado Madrinho, vivido por Billy Porter, que traz carisma, humor e uma representação que foge dos padrões tradicionais. Sua participação adiciona leveza à trama e reforça a proposta do filme de atualizar símbolos clássicos para dialogar com o público atual.

Os famosos ratinhos também marcam presença, garantindo momentos de descontração e mantendo viva a essência do conto de fadas. A magia surge não apenas como um recurso visual, mas como metáfora para transformação, coragem e autoconfiança.

Além de Camila Cabello, o filme reúne nomes de peso. Idina Menzel interpreta a madrasta, entregando uma personagem ambiciosa e rígida, enquanto Minnie Driver e Pierce Brosnan dão vida à rainha e ao rei do reino. Já Nicholas Galitzine assume o papel do príncipe Robert, um jovem que também enfrenta conflitos internos e pressões familiares.

O relacionamento entre Cinderela e o príncipe é construído de forma mais equilibrada, fugindo da ideia de dependência emocional e apostando em parceria e diálogo. Essa escolha narrativa reforça o tom moderno da produção.

Escrito e dirigido por Kay Cannon, o filme é uma comédia musical romântica que mistura elementos clássicos com referências atuais. A trilha sonora aposta em versões modernas de canções conhecidas, criando um contraste interessante entre o universo de conto de fadas e a linguagem pop.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2019, com produção de James Corden ao lado do estúdio Fulwell 73. As gravações aconteceram no Pinewood Studios, no Reino Unido, mas enfrentaram interrupções devido à pandemia de COVID-19, sendo retomadas meses depois até a conclusão do filme.

Cinderela foi lançado em setembro de 2021, com exibição em cinemas selecionados e distribuição digital. A recepção da crítica foi dividida, com elogios ao visual e às performances musicais, mas também questionamentos sobre algumas escolhas narrativas. Ainda assim, o filme encontrou seu público, especialmente entre espectadores que apreciam releituras modernas e musicais leves.

Mais do que um conto de fadas, o filme propõe uma mensagem simples e direta: acreditar em si mesmo pode ser o primeiro passo para mudar qualquer destino. Uma proposta que dialoga bem com o início do ano e com o espírito leve que a Sessão da Tarde costuma levar ao público brasileiro.

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