Sessão da Tarde da semana: Confira os filmes exibidos de 12 a 16 de janeiro na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta segunda, 12 de janeiro, exibe Podres de Ricos, comédia romântica lançada em 2018 que conquistou público e crítica ao unir romance, humor e um olhar sensível sobre identidade cultural. Dirigido por Jon M. Chu, o filme apresenta uma história envolvente ambientada em Singapura, explorando as tensões entre amor, tradição e pertencimento social.

A trama acompanha Rachel Chu, vivida por Constance Wu, uma professora universitária que leva uma vida comum em Nova York. Seu relacionamento com Nick Young (Henry Golding) parece tranquilo até o momento em que ele a convida para acompanhá-lo a Singapura, onde acontecerá o casamento de um amigo próximo. O detalhe omitido por Nick muda completamente a experiência de Rachel: ele faz parte de uma das famílias mais ricas e influentes da região.

Ao chegar ao país, Rachel se depara com um universo marcado por luxo extremo, regras sociais rígidas e julgamentos constantes. Rapidamente, ela passa a ser observada e questionada por pessoas que não acreditam que ela pertença àquele círculo social, tornando-se alvo de comentários maldosos e rivalidades veladas. O choque cultural se intensifica à medida que Rachel percebe o peso das expectativas impostas à família de Nick.

O maior obstáculo surge na figura de Eleanor Young, mãe de Nick, interpretada por Michelle Yeoh. Sofisticada e firme em suas convicções, Eleanor desaprova o relacionamento desde o início, acreditando que Rachel não corresponde ao perfil ideal para integrar a família. O confronto entre as duas revela diferenças profundas de valores, gerações e visões sobre o que significa sucesso, amor e sacrifício.

Embora envolto em cenários grandiosos e festas extravagantes, Podres de Ricos se sustenta principalmente por seus conflitos humanos. O filme discute pertencimento, autoestima e a pressão para se adequar a padrões impostos, acompanhando a jornada de uma mulher que precisa reafirmar quem é diante de um ambiente que tenta diminuí-la.

O elenco de apoio acrescenta ritmo e leveza à narrativa. Gemma Chan, Awkwafina, Nico Santos, Ken Jeong e Lisa Lu contribuem com personagens marcantes, equilibrando momentos de humor e emoção. Awkwafina se destaca ao trazer espontaneidade e carisma, funcionando como contraponto às tensões dramáticas da história.

Além do sucesso comercial, com mais de 238 milhões de dólares arrecadados mundialmente, o filme alcançou relevância histórica. Trata-se do primeiro longa de um grande estúdio de Hollywood, desde 1993, a apresentar um elenco majoritariamente asiático-americano em uma história contemporânea, abrindo espaço para maior representatividade no cinema comercial.

Já na terça, 13 de janeiro, a emissora exibe Quatro Vidas de um Cachorro, filme que conquistou o público ao contar uma história sensível sobre amor, lealdade e propósito a partir do ponto de vista de um cão. Lançado em 2017, o longa dirigido por Lasse Hallström combina fantasia e drama para refletir sobre os laços entre humanos e animais, apostando na emoção como principal fio condutor da narrativa.

A trama acompanha um cachorro que, após a morte, reencarna diversas vezes em diferentes corpos e realidades. A cada nova vida, ele encontra pessoas distintas, vive experiências únicas e aprende algo novo sobre o mundo. Mesmo assim, um sentimento permanece constante: o desejo de reencontrar Ethan, seu primeiro dono, aquele que marcou sua existência e se tornou seu maior vínculo afetivo.

Ao longo das reencarnações, o filme conduz o espectador por diferentes fases da vida do animal, alternando momentos de alegria, perda, humor e emoção. A história é narrada de forma simples e acessível, reforçando a ideia de que o amor verdadeiro não se perde com o tempo, apenas se transforma. A relação entre o cachorro e Ethan, interpretado por Dennis Quaid, funciona como o eixo emocional do longa e é responsável pelos momentos mais tocantes.

O elenco também conta com K.J. Apa, Britt Robertson e John Ortiz, que dão vida aos personagens humanos que cruzam o caminho do protagonista em suas várias jornadas. Cada encontro acrescenta uma nova camada à história, mostrando diferentes formas de afeto, cuidado e convivência entre pessoas e seus animais de estimação.

Apesar da recepção calorosa do público, Quatro Vidas de um Cachorro também ficou marcado por uma polêmica durante sua produção. Em janeiro de 2017, um vídeo divulgado pelo site TMZ mostrou um pastor alemão sendo forçado a entrar em uma cena com água, o que gerou forte repercussão negativa. O caso levou a American Humane Association a suspender seu representante no set e abriu uma investigação sobre o ocorrido. A PETA chegou a anunciar um boicote ao filme.

O episódio gerou manifestações de diferentes envolvidos na produção. O ator Josh Gad, narrador do filme, declarou estar abalado ao ver qualquer animal em situação de desconforto. Já o produtor Gavin Polone reconheceu publicamente que as imagens mostravam atitudes inaceitáveis por parte da equipe responsável pela cena. O diretor Lasse Hallström afirmou que não presenciou o ocorrido e se disse profundamente perturbado ao tomar conhecimento do vídeo. A produtora Amblin Entertainment declarou que o animal não foi forçado a concluir a cena e que estava saudável após as filmagens. Dennis Quaid, por sua vez, saiu em defesa da produção, afirmando que o vídeo divulgado não representava o contexto completo do que aconteceu no set.

A Sessão da Tarde de quarta, 14, leva ao ar Os Croods 2: Uma Nova Era, continuação da animação que apresenta a família pré-histórica mais caótica e carismática do cinema em uma nova fase de sua jornada. Lançado em 2020, o filme amplia o universo do primeiro longa ao explorar temas como convivência, adaptação e diferenças de comportamento, tudo embalado por humor e aventura.

Depois de enfrentar inúmeros perigos, os Croods seguem procurando um lugar onde possam viver com mais tranquilidade. Essa busca os leva a um território aparentemente perfeito, cercado por proteção natural e repleto de conforto. O sonho, no entanto, não dura muito tempo. O espaço já pertence aos Bettermans, uma família que se considera mais organizada, sofisticada e avançada em relação aos recém-chegados.

O contraste entre os dois grupos rapidamente se transforma no principal motor da história. De um lado, os Croods agem por instinto, valorizam a força e a união familiar. Do outro, os Bettermans defendem planejamento, regras e uma ideia de progresso baseada em controle. A convivência forçada gera conflitos constantes, situações cômicas e disputas que refletem, de maneira leve, diferenças de pensamento e estilo de vida.

Sem perder o tom divertido, o filme utiliza esse choque de comportamentos para abordar questões atuais, como a dificuldade de aceitar o novo, a resistência às mudanças e a importância de aprender a dividir espaços. A narrativa equilibra momentos de ação e emoção, oferecendo entretenimento tanto para o público infantil quanto para os adultos que acompanham a sessão.

O elenco de vozes reúne Nicolas Cage, Ryan Reynolds e Emma Stone, que retornam aos papéis principais e ajudam a manter a identidade da franquia. As interações entre os personagens seguem sendo um dos pontos fortes da animação, garantindo ritmo e personalidade às cenas.

A produção também marcou uma mudança na trilha sonora. Para o segundo filme, Mark Mothersbaugh assumiu a composição musical, substituindo Alan Silvestri, responsável pela trilha do longa original. A nova abordagem sonora acompanha o visual vibrante da animação e reforça a energia das sequências de aventura.

Na quinta, 15 de janeiro, a Globo exibe O Segredo: Ouse Sonhar, drama romântico lançado em 2020 que aposta em sensibilidade, esperança e encontros inesperados para conduzir sua narrativa. Baseado nos princípios do best-seller O Segredo, o filme transforma a ideia do pensamento positivo em uma história sobre recomeços, escolhas e conexões que surgem nos momentos mais improváveis.

A trama acompanha Miranda Wells, uma jovem viúva que enfrenta a rotina puxada de criar sozinha três filhos enquanto trabalha no restaurante de frutos do mar de seu namorado, Tucker Middendorf, em Nova Orleans. A vida já cheia de desafios de Miranda muda quando uma forte tempestade a coloca no caminho de Bray Johnson, um professor universitário que chega à cidade com a intenção de entregar a ela um envelope misterioso.

O primeiro encontro entre os dois acontece de forma inusitada, após um pequeno acidente de trânsito. Bray se oferece para ajudar Miranda com os reparos do carro e acaba sendo convidado para jantar em sua casa. Aos poucos, ele se aproxima da família, cria laços com as crianças e passa a compartilhar sua visão otimista sobre a vida, defendendo que acreditar no universo pode atrair coisas boas, mesmo em meio às dificuldades.

Durante uma noite marcada pela chegada de um furacão, novos acontecimentos reforçam essa conexão. Bray retorna para ajudar após os danos causados pela tempestade e continua adiando a entrega do envelope, que guarda uma revelação importante ligada ao passado de Miranda. Paralelamente, ela se vê pressionada a aceitar o pedido de casamento de Tucker, feito de forma pública, mesmo sem ter certeza sobre seus sentimentos.

As dúvidas aumentam quando Miranda descobre que Bray esteve envolvido em um projeto criado por seu falecido marido, o que gera desconfiança e conflito. Sentindo-se enganada, ela o confronta e o afasta. No entanto, a verdade vem à tona quando Miranda percebe que Bray sempre agiu com honestidade e que o conteúdo do envelope pode mudar o futuro de sua família.

Diante dessa descoberta, Miranda passa a reavaliar suas escolhas. Ela rompe o noivado, decide seguir um novo caminho profissional e finalmente permite a si mesma enxergar possibilidades além do medo e da insegurança. O reencontro com Bray simboliza esse novo começo, marcado por compreensão, afeto e a chance de um amor construído com calma e verdade.

Já na tarde de sexta, 16 de janeiro, a emissora leva ao ar O Bom Filho à Casa Torna, uma comédia que usa o humor para falar sobre raízes, família e a dificuldade de lidar com o próprio passado. Estrelado por Martin Lawrence, o filme apresenta uma história divertida e ao mesmo tempo afetuosa, que convida o público a rir das situações exageradas sem perder de vista as relações humanas que estão no centro da trama.

No longa, Roscoe Jenkins deixou para trás a vida simples no interior do sul dos Estados Unidos e se reinventou em Hollywood. Sob o nome artístico de Dr. RJ Stevens, ele se tornou um apresentador famoso de talk show, cercado de fama, dinheiro e aparências cuidadosamente construídas. Ao seu lado estão a noiva ambiciosa, Bianca, e o filho Jamaal, fruto de um relacionamento anterior. Apesar do sucesso, Roscoe mantém distância da família e evita qualquer contato com suas origens.

Essa fuga do passado é interrompida quando seus pais, Mama e Papa Jenkins, entram em contato para convidá-lo para a tradicional reunião anual da família, que desta vez celebra os 50 anos de casamento do casal. A princípio resistente, Roscoe acaba cedendo e decide viajar com a noiva e o filho, acreditando que a visita pode ser uma oportunidade de resolver antigas mágoas e mostrar a todos o quanto ele “venceu na vida”.

O retorno à cidade natal, na Geórgia, se transforma rapidamente em um teste de paciência. Roscoe reencontra parentes barulhentos, sinceros demais e completamente indiferentes ao seu status de celebridade. Entre eles estão o primo falastrão Reggie, o irmão Otis, agora xerife da cidade, e a irmã Betty, tão imponente quanto invasiva. Cada encontro expõe o contraste entre a vida que Roscoe construiu e a realidade que ele tentou deixar para trás.

O maior desafio, porém, atende pelo nome de Clyde Stubbs, primo rico, carismático e querido por toda a família. Clyde parece ser tudo o que Roscoe gostaria de ser aos olhos dos parentes, o que reacende uma rivalidade antiga, marcada por comparações constantes e competições infantis. A presença de Lucinda Allen, paixão da juventude e elo emocional entre os dois primos, só aumenta a tensão e os conflitos.

Na tentativa de provar que é melhor do que Clyde, Roscoe se envolve em situações cada vez mais absurdas, acumulando gafes e constrangimentos que rendem os momentos mais cômicos do filme. Aos poucos, porém, a máscara de segurança começa a cair, revelando um homem inseguro, que mede seu valor pela aprovação alheia e pelo sucesso profissional.

Dirigido por Malcolm D. Lee, O Bom Filho à Casa Torna reúne um elenco carismático, com nomes como James Earl Jones, Mo’Nique, Mike Epps, Cedric the Entertainer e Nicole Ari Parker. A comédia equilibra risadas e emoção ao mostrar que, por mais distante que alguém vá, as próprias origens sempre encontram um jeito de chamar de volta.

Scooby-Doo ganha nova vida! Série live-action da Netflix deve iniciar filmagens em abril

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O universo de Scooby-Doo está prestes a ganhar um novo capítulo fora da animação. A série live-action que vem sendo desenvolvida pela Netflix finalmente dá sinais concretos de avanço e pode começar a ser filmada já em abril, segundo informações divulgadas pelo site What’s On Netflix. A atualização anima os fãs após um período de incertezas em torno do projeto, que vinha sendo comentado nos bastidores há alguns anos. (Via: Omelete)

Em 2025, o CEO da Warner Bros. Television Group, Channing Dungey, chegou a afirmar que as gravações teriam início ainda naquele ano. O cronograma, no entanto, acabou sendo adiado, sem maiores explicações públicas. Agora, com uma nova previsão surgindo em publicações especializadas, a produção parece finalmente caminhar para sair do estágio de desenvolvimento.

De acordo com os dados mais recentes, a série pode adotar o título Scooby-Doo: Origins (Scooby-Doo: Origem, em tradução livre). O nome, porém, ainda não foi oficializado pela Netflix. A possível denominação indica uma abordagem focada nos primeiros encontros e na formação da clássica equipe da Mistério S.A., apresentando como Fred, Daphne, Velma, Salsicha e Scooby passaram a resolver mistérios juntos.

Uma sinopse preliminar também circula em veículos do setor, atribuída ao Production Weekly, mas segue sem confirmação do streaming. Mesmo assim, a ideia central aponta para uma releitura das origens da turma, possivelmente com um tom mais investigativo e juvenil, alinhado à estratégia da Netflix de modernizar franquias consagradas para novas gerações.

O interesse por uma nova versão live-action acontece em meio à nostalgia que envolve Scooby-Doo, uma das marcas mais longevas da cultura pop. Criado em 1969 pela Hanna-Barbera, o desenho atravessou décadas, ganhou inúmeras versões animadas, filmes para TV e longas-metragens, sempre mantendo sua essência: mistérios aparentemente sobrenaturais, humor leve e a clássica revelação de que, no fim das contas, “o monstro era só alguém disfarçado”.

Essa longevidade ficou evidente no filme live-action lançado em 2002, que levou Scooby-Doo para os cinemas com atores reais pela primeira vez. Dirigido por Raja Gosnell e roteirizado por James Gunn, o longa reuniu Freddie Prinze Jr., Sarah Michelle Gellar, Matthew Lillard, Linda Cardellini e Rowan Atkinson, além da dublagem de Neil Fanning para o personagem-título. Mesmo recebendo críticas negativas, o filme foi um sucesso de público, arrecadando aproximadamente US$ 275 milhões em bilheteria mundial.

A trama mostrava a Mistério S.A. já separada, lidando com ressentimentos internos, até ser forçada a se reunir para investigar acontecimentos estranhos em um parque temático de terror. O tom exagerado e a estética caricata dividiram opiniões, mas ajudaram a transformar o longa em um marco nostálgico para uma geração inteira. O desempenho comercial garantiu uma sequência, “Scooby-Doo 2: Monstros à Solta”, lançada em 2004.

Com a série da Netflix, a expectativa é que a franquia ganhe um tratamento mais contemporâneo, tanto na narrativa quanto no visual, sem perder os elementos que a tornaram um fenômeno global. Caso as filmagens realmente comecem em abril, é provável que novidades oficiais — como elenco, ambientação e data de estreia — sejam divulgadas nos próximos meses.

Super Tela deste sábado (10) traz o drama esportivo Nocaute à Record TV

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O Super Tela deste sábado, 10 de janeiro de 2026, leva ao ar um drama esportivo intenso e emocional que vai muito além dos socos e cinturões. Nocaute, dirigido por Antoine Fuqua e com roteiro de Kurt Sutter, apresenta uma história de queda e reconstrução que usa o boxe como pano de fundo para falar sobre luto, paternidade, autocontrole e redenção.

No centro da narrativa está Billy “The Great” Hope, interpretado por Jake Gyllenhaal em uma das atuações mais exigentes de sua carreira. Billy é um campeão consagrado, conhecido por sua agressividade no ringue e por uma sequência impressionante de vitórias. Fora dele, porém, sua vida é guiada por impulsos, explosões de raiva e decisões tomadas no calor do momento. O filme deixa claro desde o início que o sucesso esportivo não foi acompanhado por maturidade emocional. (Via: AdoroCinema)

A virada da história acontece de forma abrupta, quando uma tragédia pessoal desmonta completamente a estrutura que Billy acreditava ser inabalável. Em pouco tempo, ele perde o controle da carreira, da estabilidade financeira e, principalmente, da própria família. A narrativa acompanha essa queda sem suavizar as consequências, mostrando como a fama pode se tornar vazia quando não existe equilíbrio interno.

Jake Gyllenhaal constrói um personagem fisicamente imponente, mas emocionalmente frágil. Sua transformação corporal impressiona, mas é na vulnerabilidade que o ator realmente se destaca. Billy não é retratado como um herói clássico: ele erra repetidamente, machuca quem ama e precisa enfrentar seus próprios limites antes de pensar em voltar ao topo. Essa abordagem torna a jornada do personagem mais humana e fácil de ser sentida pelo público.

O ponto de virada surge quando Billy cruza o caminho de Titus “Tick” Wills, vivido por Forest Whitaker. Treinador experiente e reservado, Tick representa uma filosofia oposta à violência descontrolada que sempre definiu o protagonista. Mais do que ensinar técnicas de luta, ele impõe disciplina, silêncio e reflexão, mostrando que força verdadeira também passa por autocontrole e responsabilidade.

Paralelamente à reconstrução profissional, o filme desenvolve com sensibilidade a relação de Billy com sua filha. É nesse vínculo que Nocaute encontra sua carga emocional mais forte. O personagem precisa provar que é capaz de mudar não para o público ou para o esporte, mas para a criança que observa suas escolhas e sofre as consequências delas. Essa luta íntima, silenciosa e contínua dá profundidade à história e eleva o drama para além do gênero esportivo.

Rachel McAdams tem uma participação essencial para estabelecer o impacto da perda que move toda a trama. Sua presença reforça o contraste entre o início glorioso da carreira de Billy e o vazio que se instala depois, ajudando a dar peso emocional às decisões do protagonista e ao caminho que ele precisa percorrer para se reerguer.

A trilha sonora é outro elemento marcante do filme. Nocaute foi o último trabalho do compositor James Horner, falecido pouco antes do lançamento. Sua música acrescenta intensidade e melancolia às cenas, funcionando quase como uma extensão emocional dos personagens. O projeto musical também contou com Eminem como produtor executivo, cuja participação reforça o tom de superação e resistência que permeia toda a narrativa.

Lançado em 2015, o filme teve bom desempenho comercial, arrecadando cerca de US$ 88 milhões em bilheteria mundial, frente a um orçamento de US$ 25 milhões. O resultado confirma a força de uma história que consegue dialogar tanto com fãs de filmes esportivos quanto com quem busca um drama humano, centrado em emoções reais e conflitos internos.

Onde posso assistir?

Além da exibição na Super Tela, Nocaute também está disponível para quem prefere assistir no streaming. O filme pode ser encontrado no Amazon Prime Video, integrando o catálogo do serviço para assinantes.

Descubra qual filme vai passar no Supercine deste sábado, 10 de janeiro, na TV Globo

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Previsto para ser exibido no Supercine deste sábado, 10 de janeiro de 2026, De Pernas pro Ar é daqueles filmes que chegam com a promessa de risadas, mas entregam muito mais do que humor fácil. A comédia brasileira, dirigida por Roberto Santucci, conquistou o público ao tocar em temas sensíveis da vida adulta com leveza, irreverência e uma boa dose de identificação, especialmente para quem já se sentiu engolido pela rotina de trabalho.

A história gira em torno de Alice, interpretada por Ingrid Guimarães em um de seus papéis mais marcantes no cinema. Ela é uma executiva competente, focada e completamente dedicada à carreira. Para Alice, o trabalho sempre vem em primeiro lugar — e tudo o que sobra acaba ficando em segundo plano. O casamento, o filho, os momentos de descanso e até os próprios desejos são constantemente adiados em nome da produtividade e das metas profissionais.

Esse modo de vida, que à primeira vista parece sinal de sucesso, começa a ruir de forma abrupta. Em um curto intervalo de tempo, Alice perde o emprego e o marido, sendo obrigada a encarar um vazio que ela vinha ignorando há anos. Sem o crachá e sem a estabilidade emocional que acreditava ter, a personagem precisa reaprender quem ela é fora do escritório.

É nesse momento de virada que surge Marcela, vivida por Maria Paula. Vizinha de Alice, ela é praticamente o oposto da protagonista: espontânea, livre e dona de um pequeno sex shop chamado Sex Delícia, que está à beira da falência. O encontro entre as duas não só muda o rumo do negócio, como transforma profundamente a vida pessoal de Alice, dando início a uma amizade improvável e extremamente transformadora.

Ao se envolver com o sex shop, Alice leva sua experiência corporativa para um universo que nunca imaginou explorar. O que começa como uma tentativa de ajudar uma amiga acaba se tornando uma oportunidade de reinvenção profissional e pessoal. O filme trata o tema da sexualidade com humor e naturalidade, quebrando tabus sem cair no vulgar, e mostrando como o prazer e a autoestima também fazem parte de uma vida equilibrada.

Mais do que falar sobre sexo, De Pernas pro Ar discute a pressão imposta às mulheres para serem impecáveis em todas as áreas da vida. O roteiro expõe, de forma bem-humorada, a cobrança por sucesso profissional, dedicação à família e realização pessoal — tudo ao mesmo tempo. Alice aprende, ao longo da trama, que não é preciso abrir mão de quem se é para ser bem-sucedida, e que prazer e responsabilidade podem, sim, caminhar juntos.

O elenco afiado contribui para o carisma da narrativa, com participações de nomes como Bruno Garcia, Flávia Alessandra, Denise Weinberg e Cristina Pereira, que ajudam a enriquecer a trama com personagens cheios de personalidade. A direção aposta em um ritmo ágil e popular, tornando o filme acessível para diferentes públicos e idades.

O sucesso foi imediato. Lançado no fim de 2010, De Pernas pro Ar levou milhões de espectadores aos cinemas, arrecadando cerca de R$ 35 milhões, um número expressivo para o cinema nacional. O desempenho garantiu uma sequência em 2012, consolidando a história como uma das franquias de comédia mais queridas da década.

Trailer de “Hong, a Infiltrada” revela comédia afiada e espionagem corporativa em novo k-drama da Netflix

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A Netflix divulgou oficialmente o primeiro trailer de Hong, a Infiltrada, e as imagens já indicam uma produção que equilibra com precisão leveza, humor e reviravoltas inteligentes. Em parceria com a tvN, a plataforma aposta em uma fórmula promissora para 2026 ao reunir carisma, diálogos afiados e uma protagonista feminina forte em meio a um ambiente corporativo repleto de intrigas. Ambientado em Seul, em 1997 — um dos momentos mais turbulentos da história econômica da Coreia do Sul —, o k-drama se destaca ao explorar jogos de identidade, disputas de poder e estratégias de sobrevivência no mundo do trabalho, oferecendo uma narrativa envolvente e atual, mesmo ancorada em um período histórico marcante.

Estrelada por Park Shin-hye, a série apresenta a atriz em um papel que foge do romance tradicional e aposta em comédia de situação, investigação e crítica social. Aqui, ela vive Hong Keum-bo, uma inspetora de elite do Serviço de Supervisão Financeira, conhecida por sua competência impecável e por colocar o trabalho acima de qualquer vida pessoal. Aos 35 anos, Keum-bo é vista como uma profissional fria, metódica e quase inalcançável dentro da hierarquia do governo.

Tudo muda quando movimentações financeiras suspeitas são detectadas em uma grande empresa de investimentos. Diante da possibilidade de um esquema ilegal envolvendo fundos milionários, Keum-bo recebe uma missão incomum: se infiltrar dentro da corporação para investigar as irregularidades por conta própria. Para isso, ela assume uma nova identidade, transformando-se em Hong Jang-mi, uma jovem funcionária júnior de apenas 20 anos, recém-contratada e cheia de inseguranças aparentes.

A escolha não é aleatória. Graças à sua aparência naturalmente jovem, Keum-bo consegue passar despercebida entre estagiários e funcionários iniciantes. No entanto, o que parecia uma missão simples logo se revela um verdadeiro teste de resistência emocional. Ao entrar na Hanmin Investment & Securities, ela se depara com um ambiente de trabalho caótico, marcado por hierarquias rígidas, competição extrema, fofocas, favoritismos e segundas intenções escondidas atrás de sorrisos corporativos.

É nesse contraste que a série encontra sua força. Enquanto Keum-bo domina relatórios financeiros e investigações complexas, ela precisa fingir desconhecimento básico, cometer erros “ingênuos” e engolir ordens absurdas para manter sua cobertura. As situações rendem momentos cômicos constantes, especialmente quando sua experiência entra em conflito com o papel de funcionária inexperiente que precisa desempenhar.

Ao mesmo tempo, a trama não se limita ao humor. Ambientada no contexto da crise financeira asiática de 1997, a série utiliza o pano de fundo histórico para discutir ambição desenfreada, corrupção corporativa e o impacto humano das decisões tomadas nos altos escalões. A investigação de Keum-bo revela não apenas números suspeitos, mas também como o sistema engole funcionários comuns, que muitas vezes sequer compreendem os riscos que correm.

Conforme a protagonista se adapta à vida no escritório, surgem amizades inesperadas, pequenas rivalidades e vínculos que desafiam sua postura rígida. A convivência diária faz com que Keum-bo questione suas próprias escolhas, especialmente o fato de ter dedicado toda a vida ao trabalho, deixando relações pessoais em segundo plano. A série explora essa dualidade com sensibilidade, mostrando que sua missão não é apenas profissional, mas também profundamente pessoal.

O elenco de apoio contribui para enriquecer esse universo. Ha Yoon-kyung interpreta uma colega de trabalho perspicaz, que começa a desconfiar que Jang-mi não é tão ingênua quanto parece. Já Cho Han-gyeol dá vida a um personagem ambicioso, envolvido diretamente nas engrenagens de poder da empresa. O destaque também fica para a presença de um CEO carismático e perigoso, cuja relação com a protagonista oscila entre tensão, desconfiança e interesse estratégico.

Nos bastidores, Hong, a Infiltrada reúne nomes de peso da indústria sul-coreana. A direção é de Park Sun-ho, responsável por sucessos como Pretendente Surpresa e Brewing Love, conhecido por equilibrar comédia, ritmo ágil e emoção. O roteiro é assinado por Moon Hyun-kyeong, de Dentro do Ringue, trazendo diálogos afiados e personagens bem construídos. A produção é da Studio Dragon, em parceria com a Celltrion Entertainment, duas potências dos k-dramas contemporâneos.

Originalmente desenvolvido sob o título provisório “Miss Undercover Boss”, o projeto ganhou identidade própria ao apostar em uma narrativa feminina forte, ambientação nostálgica e crítica social acessível. O figurino, os cenários e a trilha sonora ajudam a transportar o público para o fim dos anos 1990, criando uma atmosfera que mistura charme retrô e tensão corporativa.

A estreia de “Hong, a Infiltrada” está marcada para 17 de janeiro de 2026, com exibição na tvN, aos sábados e domingos, às 21h10 (horário da Coreia do Sul). A série também estará disponível para streaming na TVING e na Netflix, garantindo acesso simultâneo ao público internacional.

Saiba qual filme vai passar no Corujão desta quinta, 8 de janeiro, na TV Globo

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A Globo leva ao ar no Corujão desta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o longa-metragem brasileiro “45 do Segundo Tempo”, um drama sensível que mistura amizade, memórias, futebol e reflexões profundas sobre a vida, o tempo e as escolhas que fazemos ao longo do caminho.

Na trama, Pedro, vivido por Tony Ramos, decide reencontrar dois grandes amigos do colégio após quatro décadas de afastamento. Ivan (Cássio Gabus Mendes) e Mariano (Ary França) se juntam a ele para recriar uma foto tirada em 1974, durante a inauguração do metrô de São Paulo. O que começa como um reencontro nostálgico logo se transforma em uma longa conversa sobre envelhecimento, frustrações, sonhos não realizados e os rumos que cada um seguiu. (Via: AdoroCinema)

Durante esse encontro carregado de lembranças e emoções, Pedro faz uma revelação inesperada: ele decidiu tirar a própria vida. No entanto, antes disso, impõe a si mesmo um último desejo — ver seu time do coração finalmente conquistar um título. A partir daí, o filme constrói uma narrativa delicada e humana, equilibrando momentos de melancolia, afeto e até humor, enquanto os personagens tentam lidar com a gravidade da situação.

Dirigido por Luiz Villaça, “45 do Segundo Tempo” se destaca pela abordagem sensível de temas como saúde mental, amizade masculina e o medo de envelhecer, sem recorrer a exageros ou discursos fáceis. O futebol surge como metáfora da esperança e da espera, funcionando como um fio emocional que conecta o passado, o presente e o futuro desses homens.

Além do trio principal, o elenco conta ainda com Denise Fraga e Louise Cardoso, que enriquecem a narrativa com personagens que ajudam a ampliar o olhar sobre as relações e os afetos que cercam Pedro.

O filme é uma produção da Bossa Nova Filmes, em coprodução com Globo Filmes, Telecine e SPcine. O projeto começou a ser desenvolvido no primeiro semestre de 2018 e marcou o retorno de Tony Ramos ao cinema como protagonista, após uma longa trajetória de sucesso na televisão. As gravações aconteceram na cidade de São Paulo, cenário que dialoga diretamente com a memória e a identidade dos personagens.

O cartaz e o trailer foram divulgados em 19 de julho de 2021, data escolhida estrategicamente por marcar o Dia Nacional do Futebol, reforçando a ligação emocional do protagonista com o esporte. A estreia nos cinemas brasileiros ocorreu em 12 de maio de 2022, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes.

Entre a periferia e o poder: “O Tubarão da Berrini” expõe as engrenagens que moldam destinos no Brasil

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São Paulo é uma cidade de extremos. Arranha-céus reluzentes dividem espaço com realidades invisibilizadas, onde crescer significa aprender a sobreviver antes mesmo de sonhar. É nesse território de contrastes que nasce O Tubarão da Berrini, romance de Marcos Clementino que propõe um olhar sensível, direto e profundamente humano sobre como a sociedade brasileira constrói, limita e, muitas vezes, destrói seus jovens desde a infância.

A obra acompanha a trajetória de Marcolino, um menino frágil, marcado por crises asmáticas, humilhações na escola e uma rotina atravessada pela violência cotidiana. Desde cedo, ele aprende que o medo não é exceção, mas regra. Cada esquina, cada decisão, cada silêncio carrega um peso que não deveria fazer parte da infância, mas que se impõe a quem nasce longe das oportunidades.

Com o avanço da adolescência, o cerco se fecha. Aos 16 anos, Marcolino se envolve em um assalto na região da Berrini, um dos centros financeiros mais simbólicos da cidade. A ação termina em tragédia: ele é baleado por um policial, fica paraplégico e vê sua vida mudar de forma irreversível. O tiro não paralisa apenas seu corpo, mas o obriga a encarar uma nova realidade, marcada por hospitais, dor, culpa e questionamentos profundos sobre fé, justiça e sobrevivência.

Longe de romantizar a violência, o livro expõe com crueza as engrenagens que empurram jovens periféricos para caminhos quase sempre previsíveis. Racismo estrutural, ausência do Estado, falta de políticas públicas, violência institucional e a presença constante do crime organizado formam um cenário onde errar custa caro demais. Clementino constrói essa realidade sem discursos fáceis, permitindo que os fatos falem por si e que o leitor sinta o peso de cada escolha que, na prática, nunca foi totalmente livre.

Um dos grandes acertos da narrativa está na simbologia que dá título à obra. Marcolino é comparado a um tubarão, figura que carrega força, medo e fascínio, mas que também vive isolada, constantemente ameaçada e incompreendida. Assim como o animal, o protagonista é visto como perigo antes de ser reconhecido como ser humano. A metáfora acompanha sua jornada e ajuda a traduzir a solidão de quem precisa endurecer para continuar vivo.

Após um período de internação e passagem pela FEBEM, Marcolino inicia um processo de reconstrução. É uma trajetória marcada por contradições, recaídas e uma espiritualidade que surge mais como necessidade do que como conforto. Anos depois, ele ressurge como empresário e retorna à Berrini, agora em outra posição social. O retorno não é apenas geográfico, mas simbólico: ele encara o mesmo espaço que quase lhe tirou tudo, carregando as marcas de um sistema que falhou em protegê-lo.

Marcos Clementino deixa claro que seu objetivo não é apontar culpados individuais, mas provocar reflexão. O autor aposta em uma narrativa que convida o leitor a enxergar além do rótulo, questionando a lógica que transforma meninos em números, estatísticas ou manchetes. Em vez de respostas prontas, o livro oferece perguntas incômodas sobre responsabilidade coletiva, empatia e o preço de ignorar realidades que insistimos em manter à margem.

O Tubarão da Berrini é, acima de tudo, um retrato duro e necessário do Brasil urbano. Uma história que expõe como talento, inteligência e potencial podem ser sufocados antes mesmo de florescer. Ao final, a obra deixa um alerta silencioso, porém contundente: enquanto continuarmos tratando jovens periféricos como ameaças antes de reconhecê-los como cidadãos, seguiremos alimentando um ciclo de violência que não cria monstros, apenas sobreviveiros.

A Terra Média de volta às telonas! O Senhor dos Anéis retorna aos cinemas e comemora 25 anos de uma das maiores sagas da cultura pop

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A Terra Média está prestes a ganhar vida novamente nas telonas brasileiras. A Warner Bros. Pictures anunciou o relançamento da trilogia completa de O Senhor dos Anéis em versão estendida nos cinemas, em comemoração aos 25 anos de lançamento de A Sociedade do Anel. Entre os dias 22 e 24 de janeiro, o público poderá acompanhar um filme por dia, revivendo uma das jornadas mais marcantes da história do cinema ou descobrindo esse universo pela primeira vez. A pré-venda de ingressos começa no dia 8 de janeiro, pelo Ingresso.com.

A programação especial segue a ordem cronológica da saga. No dia 22, A Sociedade do Anel retorna às telas apresentando o início da missão que mudaria o destino da Terra Média. No dia 23, As Duas Torres aprofunda os conflitos e expande o campo de batalha. Já no dia 24, O Retorno do Rei encerra a trilogia de forma épica, coroando a saga que conquistou o Oscar de Melhor Filme e entrou para a história do cinema. Todas as sessões serão exibidas na versão legendada.

Dirigida por Peter Jackson, a trilogia acompanha a trajetória de Frodo Bolseiro, interpretado por Elijah Wood, um hobbit do pacato Condado que se vê responsável por uma missão maior do que ele mesmo. Em suas mãos está o Um Anel, um artefato criado pelo Senhor Sombrio Sauron e capaz de dominar toda a Terra Média. Para impedir que o mal volte a se espalhar, Frodo parte em uma jornada perigosa ao lado de aliados que representam diferentes povos, culturas e ideais.

A força de O Senhor dos Anéis no cinema está diretamente ligada à riqueza do material original. A saga literária foi escrita por J.R.R. Tolkien entre 1937 e 1949, em um período marcado por profundas transformações históricas, incluindo a Segunda Guerra Mundial. Concebida como uma continuação de O Hobbit, a obra acabou sendo publicada em três volumes entre 1954 e 1955, tornando-se rapidamente um fenômeno literário. Ao longo das décadas, os livros foram traduzidos para mais de 40 idiomas e ultrapassaram a marca de 160 milhões de cópias vendidas, consolidando-se como um dos maiores sucessos da literatura do século XX.

No centro de toda a narrativa está o Um Anel, símbolo máximo do poder e da corrupção. Gravada em sua superfície, a inscrição que promete dominar todos os povos resume o perigo que ele representa. Ao longo da história, fica claro que o verdadeiro inimigo não é apenas Sauron, mas a sedução exercida pelo poder absoluto, capaz de destruir até mesmo aqueles que acreditam ser fortes o suficiente para resistir.

No Brasil, O Senhor dos Anéis teve uma trajetória editorial marcante. A primeira edição em português foi lançada na década de 1970, dividida em seis volumes, o que gerou debates entre leitores e estudiosos. Com o passar dos anos, novas traduções surgiram até que a HarperCollins Brasil assumiu os direitos de publicação da obra. A editora optou por uma tradução mais fiel às escolhas linguísticas de Tolkien, adotando termos como Anãos, Orques, Gobelins e Trevamata, alinhados à sonoridade e à intenção original do autor. Embora essas mudanças tenham causado estranhamento em parte do público, elas reforçam o cuidado em preservar a essência do universo criado por Tolkien.

Ambientada na Terceira Era da Terra Média, a saga se passa em um mundo fictício inspirado em mitologias europeias, especialmente nas tradições nórdicas e germânicas. Humanos, elfos, anãos, hobbits, ents e outras criaturas coexistem em um cenário que mistura fantasia, história e filosofia. Tolkien chegou a afirmar que imaginava a Terra Média como uma versão mitológica do nosso próprio mundo, situada milhares de anos no passado.

Mais do que uma aventura épica, O Senhor dos Anéis aborda temas universais como amizade, sacrifício, esperança e resistência diante da escuridão. A narrativa acompanha a Guerra do Anel sob diferentes perspectivas, mostrando como decisões individuais podem impactar o destino de todo um mundo. Os apêndices que acompanham os livros ampliam ainda mais esse universo, oferecendo detalhes históricos, linguísticos e culturais que ajudam a explicar a complexidade da Terra Média.

O impacto da obra ultrapassa os limites da literatura e do cinema. O Senhor dos Anéis influenciou gerações de artistas e criadores, deixando marcas profundas na cultura pop. George Lucas já declarou que Star Wars bebeu diretamente da fonte criada por Tolkien, enquanto sagas como As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, e Harry Potter carregam elementos claros dessa herança. Jogos, séries, músicas e produções audiovisuais continuam se inspirando nesse universo até hoje.

O lançamento da trilogia cinematográfica entre 2001 e 2003 foi responsável por apresentar a obra de Tolkien a um público ainda maior, arrecadando bilhões de dólares em bilheteria e conquistando uma legião de novos fãs. Esse retorno aos cinemas, agora em versão estendida, reforça o caráter atemporal da saga e celebra sua relevância cultural mesmo após 25 anos de sua estreia nas telas.

Heated Rivalry | Série de romance esportivo chega à HBO Max no Brasil em fevereiro

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A HBO Max já tem novidade chegando e ela promete mexer com o coração de quem ama um bom romance com tensão, esporte e muita emoção. Heated Rivalry, uma das séries mais comentadas do ano, estreia no Brasil em fevereiro e leva para a tela a adaptação da famosa saga literária Game Changers, da autora Rachel Reid, sucesso absoluto entre os fãs do gênero.

Por trás da série está Jacob Tierney, roteirista, diretor e produtor canadense conhecido por trabalhos como Letterkenny e Shoresy. Aqui, ele deixa um pouco de lado o humor afiado para apostar em uma história mais intensa e emocional, mas sem perder a naturalidade. O resultado é uma narrativa que fala sobre amor, identidade e decisões difíceis, tudo de um jeito muito real.

A trama gira em torno de Shane Hollander e Ilya Rozanov, dois astros do hóquei profissional. Dentro do rinque, eles são rivais declarados, protagonistas de disputas acirradas e jogos de tirar o fôlego. Fora dele, vivem um relacionamento secreto, cheio de desejo, medo e sentimentos que nenhum dos dois sabe muito bem como lidar.

Vividos por Hudson Williams e Connor Storrie, os protagonistas conquistam não só pelo talento esportivo, mas pela vulnerabilidade que carregam. O que começa como algo casual, ainda na juventude, acaba se transformando em uma conexão profunda ao longo de oito anos, marcada por encontros, afastamentos e aquele sentimento que insiste em não ir embora.

Shane enfrenta o peso de entender sua sexualidade em um ambiente que ainda cobra silêncio emocional e uma masculinidade rígida. Já Ilya lida com expectativas familiares e culturais que o pressionam a ser sempre forte e inabalável. Juntos, eles precisam decidir se vale a pena arriscar tudo — carreira, reputação e futuro — para viver algo verdadeiro.

Um dos grandes acertos da série é tratar o romance de forma madura, sem apelar para clichês fáceis. O esporte não está ali só como pano de fundo: ele influencia diretamente as escolhas, os medos e os conflitos dos personagens. É justamente nesse contraste entre fama, pressão e sentimentos escondidos que Heated Rivalry encontra sua força.

O elenco de apoio também ajuda a enriquecer a história, com nomes como François Arnaud, Robbie G.K., Christina Chang, Dylan Walsh, Sophie Nélisse e Ksenia Daniela Kharlamova, que ampliam o universo da série entre família, bastidores, imprensa e relações profissionais.

Com seis episódios na primeira temporada, a série estreou mundialmente no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, em novembro de 2025, e foi recebida com muitos elogios. A química entre os protagonistas, o roteiro honesto e a direção segura chamaram a atenção da crítica e do público.

O sucesso foi tanto que Heated Rivalry se tornou a produção original mais assistida da história da Crave e um dos maiores acertos recentes da HBO Max em aquisições internacionais. A resposta veio rápido: a série já está renovada para a segunda temporada, consolidando seu status de fenômeno global.

EPIC: Elvis Presley in Concert transforma o legado de Elvis Presley em uma experiência cinematográfica imersiva

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A Universal Pictures acaba de divulgar o cartaz IMAX de “EPIC: Elvis Presley in Concert”, um projeto ambicioso que reforça o fascínio eterno em torno de Elvis Presley. Dirigido por Baz Luhrmann, o mesmo cineasta que levou mais de um milhão de brasileiros aos cinemas com Elvis em 2022, o longa chega com a proposta de oferecer uma experiência cinematográfica intensa, emocional e completamente imersiva.

Mais do que um filme de música, EPIC se apresenta como uma celebração da presença de palco e da força artística de Elvis em seu auge. Considerado o Rei do Rock & Roll, o cantor venceu cinco prêmios Grammy e segue como um fenômeno cultural sem precedentes. Mesmo décadas após sua morte, Elvis permanece como o artista solo mais vendido da história, com cerca de 1 bilhão de discos comercializados em todo o mundo, segundo o Guinness World Records.

Com estreia marcada para 26 de fevereiro nos cinemas, o longa terá distribuição da Universal Pictures e aposta no formato IMAX para potencializar a grandiosidade das performances. A ideia é fazer o público sentir como se estivesse diante do palco, acompanhando cada gesto, cada nota e cada reação que transformaram Elvis em um símbolo universal da música e do entretenimento.

A origem do filme é tão surpreendente quanto o próprio artista. Durante as pesquisas para seu longa anterior, Baz Luhrmann mergulhou nos arquivos históricos ligados a Elvis e acabou encontrando um material considerado perdido. Dezenas de caixas de filmagens em 35mm e 8mm estavam armazenadas em antigas minas de sal no Kansas, nos Estados Unidos. Ali estavam registros raríssimos de shows, ensaios e bastidores, incluindo cenas descartadas de Elvis: That’s the Way It Is e Elvis on Tour.

Entre os achados mais impressionantes estão imagens da lendária apresentação de Elvis usando o casaco dourado, no Havaí, em 1957, além de entrevistas nunca antes ouvidas. O desafio era que grande parte desse material não possuía áudio. Ao longo de dois anos, a equipe liderada por Luhrmann se dedicou à restauração minuciosa das imagens e à sincronização com gravações sonoras originais, reconstruindo momentos históricos com tecnologia de ponta.

Durante esse processo, outra descoberta tornou o projeto ainda mais especial: uma gravação de áudio de aproximadamente 45 minutos, na qual Elvis fala abertamente sobre sua vida, sua trajetória e seus sentimentos longe dos holofotes. Esse registro raro se tornou o coração emocional de EPIC, permitindo que o público conheça não apenas o ícone, mas o homem por trás da fama.

Para Baz Luhrmann, o filme foge de qualquer definição simples. Segundo o diretor, EPIC não é apenas um documentário tradicional nem um filme-concerto convencional. A proposta é criar algo novo, que respeite a dimensão quase mítica de Elvis, mas que também revele sua sensibilidade, suas inquietações e sua humanidade. É um olhar íntimo sobre alguém que passou a vida sob os holofotes, mas que ainda guardava muito para si.

Ao longo de 2025, o cineasta dividiu com os fãs pequenos vislumbres do projeto em suas redes sociais, mostrando trechos do processo de restauração e edição. Algumas dessas publicações incluíram performances icônicas, reacendendo a curiosidade e a emoção de admiradores ao redor do mundo. A expectativa cresceu ainda mais quando imagens do filme foram exibidas em uma apresentação especial da Sony Music Vision.

A estreia mundial de EPIC: Elvis Presley in Concert aconteceu no Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde o longa foi recebido como uma homenagem potente e sensível a um artista que redefiniu a música popular. Agora, com sua chegada aos cinemas, o filme promete emocionar tanto fãs de longa data quanto novas gerações que continuam descobrindo Elvis.

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