Alguém Tem Que Saber | Entenda o desaparecimento real por trás da nova série da Netflix

0

Logo nos primeiros episódios de Alguém Tem Que Saber, disponível na Netflix, fica difícil ignorar a sensação de que aquela história não nasceu só da imaginação. E não nasceu mesmo. A série se inspira no desaparecimento de Jorge Matute Johns, um jovem chileno que sumiu no fim dos anos 1990 depois de sair para uma noite comum.

O caso real nunca teve um desfecho que satisfizesse a família ou a opinião pública. Investigações que mudavam de rumo, versões que se contradiziam e decisões questionadas transformaram a história em algo que ultrapassou o próprio desaparecimento. A série parte desse cenário, mas não tenta copiar cada detalhe. Ela usa o caso como base para construir uma narrativa que carrega esse mesmo sentimento de dúvida constante.

O que a série mostra?

A história acompanha o sumiço de um jovem e o trabalho de uma equipe que tenta, de todas as formas, entender o que aconteceu. Só que não espere uma linha reta. Cada nova informação abre outra possibilidade e, ao mesmo tempo, coloca em xeque o que parecia certo antes.

Os episódios mostram interrogatórios, reconstituições e buscas que nem sempre levam a algum lugar. Em vez de respostas, surgem mais perguntas. E isso não acontece por falta de esforço dos personagens, mas porque o próprio caso parece escapar de qualquer conclusão simples.

Além da investigação, a série dedica tempo às pessoas que convivem com a ausência. A família não tem um ponto final, não tem um corpo, não tem uma explicação. Isso muda tudo. O luto fica suspenso, como se nunca pudesse começar de verdade.

Onde a história foi construída?

A produção é da Fábula e foi gravada em cidades como Santiago e Concepción. Esses lugares não aparecem só como pano de fundo. As ruas, os bairros e os ambientes ajudam a dar forma ao que está sendo contado.

Há uma proximidade com a rotina das pessoas, com espaços que parecem vivos e não montados apenas para a câmera. Isso aproxima a narrativa de algo mais reconhecível, como se aquela história pudesse ter acontecido ali perto, em qualquer esquina.

O que faz essa série prender tanto?

Um dos pontos mais marcantes é que a série não tenta conduzir o público pela mão. Ela não explica tudo, nem organiza os acontecimentos de forma confortável. Em vários momentos, o espectador precisa lidar com a incerteza do mesmo jeito que os personagens.

As cenas se prolongam quando necessário, deixam silêncios acontecerem e não se preocupam em acelerar para chegar a uma resposta. Isso cria uma sensação de desconforto que cresce aos poucos. Não é o tipo de tensão que vem de uma grande revelação, mas daquela percepção de que algo não fecha.

Outro detalhe importante é como a série trabalha as diferentes versões. Cada pessoa envolvida parece ter uma lembrança ou interpretação própria, e nenhuma delas se encaixa perfeitamente com a outra.

Até que ponto a ficção muda a realidade?

Mesmo inspirada em um caso real, a produção altera nomes e reorganiza acontecimentos. Isso não diminui o peso da história. Pelo contrário, permite que o roteiro explore situações e conflitos sem ficar preso a uma reconstrução literal.

O que permanece é a essência do caso: a dificuldade de chegar a uma resposta, a sensação de que algo foi perdido no meio do caminho e a frustração de quem tenta entender o que aconteceu.

Vale a pena assistir?

Alguém Tem Que Saber não é uma série para maratonar sem pensar. Ela exige atenção e, em alguns momentos, até um pouco de paciência. O ritmo é mais contido e a narrativa não entrega soluções prontas.

Por outro lado, para quem se interessa por histórias baseadas em casos reais e não se incomoda com finais abertos, a série consegue envolver justamente por não simplificar as coisas. Ela deixa perguntas no ar e não tenta resolver todas.

Crítica | Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) renova o clássico com suspense e emoção

0
Foto: Reprodução/ Internet

Mais de 25 anos após o lançamento do clássico que definiu o slasher para uma geração inteira, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado retorna em 2025 com um novo olhar, novas vítimas e a mesma sombra aterrorizante do passado. A produção dirigida por Jennifer Kaytin Robinson — conhecida por sua abordagem sensível e moderna sobre juventude e culpa — não é apenas uma releitura do original, mas uma extensão sombria e emocional da mitologia que se iniciou em 1997.

Com roteiro de Leah McKendrick, baseado no romance homônimo de Lois Duncan, o filme traz um elenco jovem liderado por Madelyn Cline, Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King, que vivem cinco amigos marcados por um segredo mortal. A nova versão mescla tensão psicológica, violência gráfica e uma forte carga emocional, que explora não só o trauma coletivo, mas também a herança de uma cidade ainda marcada pelo chamado Massacre de Southport — evento ocorrido na linha do tempo do filme original.

A nova trama: fantasmas do passado em corpos jovens

Logo nos primeiros minutos, o filme estabelece a atmosfera densa e moralmente ambígua que vai permear toda a narrativa. Em uma noite aparentemente comum de verão, cinco amigos celebram o fim do ensino médio. A embriaguez, a euforia e uma série de escolhas impulsivas culminam em um trágico acidente: um pedestre é atropelado e morre na hora. O grupo, tomado pelo pânico, decide esconder o corpo e jurar segredo.

O que parecia um pacto entre amigos se transforma em um pesadelo meses depois, quando todos passam a receber mensagens ameaçadoras: “Eu sei o que vocês fizeram.” O que começa como uma brincadeira mórbida vira terror absoluto quando um misterioso assassino com um gancho começa a persegui-los. Cada membro do grupo é confrontado não apenas com a morte iminente, mas com a culpa que os consome desde aquela noite. No entanto, à medida que investigam os ataques, descobrem que não são os primeiros a viver esse inferno: o passado do massacre de 1997 ainda ecoa.

Em uma virada engenhosa, o roteiro conecta os novos protagonistas aos sobreviventes originais do primeiro filme. Eles buscam a ajuda dos únicos que enfrentaram e sobreviveram ao maníaco há mais de duas décadas. O que parecia apenas um reboot se transforma em um capítulo adicional e sombrio de uma saga sobre culpa, arrependimento e vingança.

Direção afiada e tensão contínua

Jennifer Kaytin Robinson, que já havia demonstrado domínio sobre dilemas juvenis em Alguém Avisa? e Do Revenge, aqui se mostra à vontade no campo do terror, trazendo profundidade emocional sem sacrificar o suspense. Ela entende que o verdadeiro horror não está apenas no monstro com gancho — mas no que somos capazes de fazer uns com os outros para sobreviver ou esconder nossas falhas.

A cineasta também acerta ao utilizar um ritmo cadenciado que equilibra sustos brutais com momentos mais introspectivos. A violência é gráfica, mas nunca gratuita. Ela serve como extensão da dor interna dos personagens, um reflexo físico da culpa que carregam.

A fotografia é escura e opressiva, com uso frequente de névoa e sombras para esconder (e, por vezes, revelar) os perigos que se aproximam. Southport, a cidade fictícia que retorna como cenário, é mostrada como um lugar corroído por tragédias antigas, onde o tempo não apaga os pecados — apenas os esconde melhor.

O elenco: juventude à beira do abismo

Madelyn Cline, conhecida por Outer Banks, entrega uma performance tensa e cativante como a jovem líder do grupo, Emma. Sua personagem oscila entre o desespero e a tentativa de controle, encarnando uma figura que tenta manter todos unidos enquanto o medo os fragmenta. Já Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King interpretam, respectivamente, a melhor amiga de Emma e seu ex-namorado — ambos com segredos próprios que aumentam a tensão interna.

O filme também se destaca ao trazer de volta — em participações especiais e significativas — personagens ligados ao longa original. Embora a produção tenha mantido em sigilo a identidade dos veteranos que retornam, o impacto da conexão é profundo, reforçando que o mal em Southport não tem prazo de validade.

Temas profundos: culpa, juventude e o preço do silêncio

Mais do que um simples filme de terror, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) é um estudo sobre juventude, responsabilidade e as consequências dos atos impensados. Ele reflete sobre o pacto do silêncio, frequentemente feito por medo ou vergonha, e como isso afeta toda uma comunidade.

Há uma discussão sutil sobre redes sociais, cancelamento e a nova forma de punição pública na era digital — algo impensável na época do filme original. O assassino, neste contexto, não é apenas um justiceiro mascarado: ele é a encarnação da vergonha e da verdade que sempre vem à tona, mesmo após anos de negação.

Além disso, a obra propõe uma reflexão sobre o trauma geracional. Ao revisitar os sobreviventes de 1997, o roteiro aponta para um ciclo de violência e omissão que se repete, mostrando que lidar com o passado é o único caminho para evitar novas tragédias.

Um novo fôlego para o horror teen

Enquanto muitos reboots se contentam em reciclar fórmulas, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) surpreende ao não temer caminhar por novas rotas, mesmo que arriscadas. A produção aposta em um tom mais sombrio, psicológico e maduro, abraçando o slasher com mais consistência e menos dependência de sustos fáceis.

Ao introduzir uma mitologia própria — com pistas de que há algo maior, quase sobrenatural, por trás dos eventos de Southport — o filme abre caminho para possíveis continuações ou até uma minissérie. Em tempos em que o horror teen parecia esgotado, esta produção mostra que ainda há espaço para histórias bem contadas, com emoção e crítica social.

Um dos grandes filmes de terror do ano

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) cumpre a difícil missão de reviver um clássico cult e, ao mesmo tempo, se estabelecer como uma obra relevante, independente e emocionalmente forte. É uma história de culpa e redenção, de erros que não podem ser apagados e de como o medo — quando nutrido em silêncio — pode virar um monstro real.

Para os fãs do original, é um retorno ao lar (assustador, mas necessário). Para os novos espectadores, é um convite ao pesadelo moderno, onde o horror não está apenas no escuro — mas no espelho.

Euphoria | Quando estreia o episódio 5 na HBO Max e veja o calendário da 3ª temporada

0

A terceira temporada de Euphoria, criada por Sam Levinson, segue firme na proposta de elevar o nível de intensidade emocional e deixar os personagens cada vez mais encurralados pelas próprias escolhas. Exibida pela HBO e lançada simultaneamente na HBO Max desde abril de 2026, a série continua no formato semanal, mantendo o público preso a cada novo capítulo.

Quando o episódio 5 estreia na HBO Max?

O episódio 5 da 3ª temporada de Euphoria chega no domingo, 10 de maio de 2026. A exibição acontece primeiro na HBO, às 21h no horário da costa leste dos Estados Unidos, e logo depois fica disponível na HBO Max no Brasil às 22h (horário de Brasília).

Como está organizado o calendário da temporada?

EpisódioTítuloData de estreia
Episódio 1ÁndaleJá disponível
Episódio 2América, Meu SonhoJá disponível
Episódio 3A Balada do PaladinoJá disponível
Episódio 4Kitty gosta de dançar3 de maio
Episódio 5This Little Piggy10 de maio
Episódio 6Fique parado e veja17 de maio
Episódio 7Faça chuva ou faça sol24 de maio
Episódio 8Confiamos em Deus31 de maio

O que essa temporada está tentando mostrar?

A nova fase de Euphoria aposta ainda mais nas consequências das escolhas dos personagens. Tudo parece mais pesado, mais direto e com menos espaço para fuga. A série continua explorando temas como dependência emocional, identidade, relações quebradas e os efeitos de uma juventude marcada por excessos e fragilidades.

Essa temporada também teve um caminho longo até chegar ao público. As gravações começaram em 2023, mas o cronograma foi alterado algumas vezes, o que empurrou a estreia para 2026 e fez com que o desenvolvimento fosse mais fragmentado do que nas temporadas anteriores.

Por que essa temporada demorou tanto para chegar?

O intervalo maior entre as temporadas não aconteceu por acaso. A produção enfrentou pausas, reorganização de cronograma e ajustes internos que afetaram o ritmo das gravações. Em alguns momentos, parte do elenco chegou até a ser liberada para outros projetos enquanto a série estava parada. Mesmo assim, a HBO manteve a produção viva e garantiu que a história continuasse, ainda que em um ritmo mais lento e com mudanças no planejamento original.

O que aconteceu na temporada até agora?

Depois de terminar o ensino médio, Rue tenta levar uma vida mais discreta trabalhando em um pequeno comércio, mas a estabilidade dura pouco. Ela acaba sendo puxada de volta para o mundo das drogas quando Laurie entra em sua vida e transforma sua rotina em uma relação de dívida e dependência, onde cada escolha parece piorar ainda mais sua situação.

Com o tempo, Rue deixa de ser apenas uma usuária e passa a circular dentro da estrutura do tráfico. A convivência com figuras do crime faz com que sua realidade se torne cada vez mais perigosa, e o que antes era um problema pessoal começa a ganhar proporções muito maiores, colocando sua segurança em risco constante.

O que aconteceu com os outros personagens depois da escola?

Enquanto Rue afunda nesse cenário, seus antigos colegas seguem caminhos bem diferentes. Cassie e Nate vivem uma relação intensa e instável, tentando sustentar a ideia de um futuro juntos, mesmo cercados por problemas financeiros e segredos que ameaçam vir à tona a qualquer momento.

Maddy tenta se adaptar a uma nova fase da vida trabalhando com gestão de talentos e redes sociais, mas encontra obstáculos para se firmar profissionalmente. Lexi, por sua vez, começa a explorar o universo artístico e se aproxima do meio audiovisual. Já Jules vive uma fase de mudanças em Nova York, tentando equilibrar independência, relações pessoais e escolhas nem sempre seguras.

Como Rue acabou entrando em um ambiente ainda mais perigoso?

A situação de Rue se complica ainda mais quando ela passa a atuar diretamente para uma figura do crime chamada Alamo, ligada a casas noturnas. Durante uma das entregas que faz para ele, ocorre um incidente grave envolvendo drogas adulteradas, que resulta na morte de uma dançarina.

Esse evento coloca Rue em uma posição extremamente vulnerável dentro da organização, já que ela passa a ser vista como responsável pelo ocorrido. A partir daí, sua sobrevivência depende de decisões rápidas e de uma constante tentativa de escapar das consequências que parecem inevitáveis.

Como o crime interfere na vida pessoal dos personagens?

A temporada mostra como o ambiente criminoso começa a invadir todas as áreas da vida dos personagens. Rue se vê cada vez mais presa em situações fora de controle, enquanto disputas entre figuras como Laurie e Alamo criam um clima de tensão constante.

Esse cenário acaba afetando também as relações pessoais, já que qualquer ligação emocional passa a ser atravessada por interesses, medo e sobrevivência. O resultado é uma rede de conflitos que se espalha e atinge praticamente todos ao redor.

O que aconteceu com Cassie, Nate e Maddy nesse período?

Cassie e Nate seguem tentando manter um relacionamento que parece cada vez mais frágil. Mesmo com planos de casamento, os dois enfrentam pressões externas e problemas internos que vão corroendo a relação aos poucos, especialmente quando verdades escondidas começam a aparecer.

Maddy tenta encontrar estabilidade em um novo tipo de trabalho ligado à imagem e influência digital, mas lida com desafios constantes em um ambiente competitivo e instável. Sua trajetória reflete a dificuldade de reconstruir a vida após o fim da fase escolar.

O que aconteceu no casamento que mudou tudo?

O casamento de Cassie e Nate, que deveria ser um momento de celebração, acaba se transformando em um ponto de ruptura. Durante a cerimônia, problemas antigos ligados às dívidas e aos negócios de Nate aparecem de forma inesperada, mudando completamente o clima do evento.

A situação foge do controle quando pessoas envolvidas nesses conflitos surgem no local, expondo publicamente a fragilidade da vida que o casal tentava construir. Cassie, que acreditava estar vivendo um sonho, se vê diante de uma realidade completamente diferente.

Reprovado | Vale a pena assistir à nova série original da Netflix que equilibra humor e os dilemas da vida escolar?

0

Nem toda comédia precisa seguir o caminho mais óbvio para funcionar, e é justamente aí que Reprovado encontra sua força. A nova produção francesa da Netflix aposta em uma premissa curiosa para prender a atenção do público: um golpista que, para evitar a prisão, aceita se passar por professor de matemática dentro de uma escola pública. O objetivo é claro, mas nada simples. Ele precisa identificar o filho de um poderoso criminoso infiltrado entre os alunos.

O que poderia ser apenas uma sequência de situações absurdas vai ganhando novas camadas à medida que a história avança. A série entende bem o tipo de humor que quer construir, baseado no desconforto, nas falhas humanas e na sensação constante de que tudo pode sair do controle a qualquer momento.

Qual é a história de Reprovado?

Eddy é aquele tipo de personagem que vive de pequenos golpes, sempre tentando escapar das consequências. Quando finalmente é pego, surge uma proposta que muda completamente seu destino. Trabalhar para a polícia, sob o comando da agente Lucie, em uma missão que exige discrição e improviso.

Disfarçado de professor, ele entra em um ambiente que desconhece totalmente. A escola não é apenas um cenário, mas um espaço cheio de regras invisíveis, tensões e dinâmicas próprias. Em pouco tempo, Eddy percebe que lidar com adolescentes pode ser mais difícil do que enganar adultos.

A missão tem prazo curto, mas os desafios aparecem logo nos primeiros dias. Há alunos desconfiados, professores atentos e situações que fogem completamente do plano inicial. Aos poucos, o personagem começa a enxergar aquele espaço de uma forma diferente, criando uma relação inesperada com a rotina escolar.

Quem faz parte do elenco?

O protagonista é vivido por Alexandre Kominek, que consegue equilibrar bem o humor e a vulnerabilidade do personagem. Eddy não é um herói tradicional e tampouco um vilão completo. Ele está sempre no meio do caminho, tentando se adaptar a uma realidade que não domina.

Ao lado dele, Laurence Arné interpreta Lucie, a policial que coordena a operação. A personagem traz uma energia mais direta e prática, criando um contraste interessante com o jeito improvisado de Eddy. Já Leslie Medina adiciona novas camadas à trama, ajudando a expandir os conflitos e relações dentro da história.

O elenco jovem também tem papel fundamental. Os alunos não são apenas figurantes, mas peças importantes no desenvolvimento da narrativa. São eles que desafiam, provocam e, muitas vezes, expõem as fragilidades do protagonista.

Como a série equilibra comédia e crítica?

O humor de Reprovado nasce principalmente da inadequação. Eddy não pertence àquele lugar e isso fica evidente em cada tentativa frustrada de agir como um professor de verdade. As situações são engraçadas, mas nunca parecem forçadas.

Ao mesmo tempo, a série abre espaço para reflexões mais profundas. A rotina escolar é retratada de forma crua em alguns momentos, mostrando desafios que vão além do ensino. Existe pressão, existe desgaste emocional e existe uma necessidade constante de lidar com diferentes realidades dentro de uma mesma sala.

Sem levantar bandeiras de forma explícita, a produção convida o público a pensar sobre o papel do educador. Ensinar não é apenas transmitir conteúdo. É saber ouvir, lidar com conflitos e, muitas vezes, improvisar diante do inesperado. Eddy, com toda sua habilidade lógica, descobre rapidamente que isso não pode ser aprendido em um manual.

O que acontece ao longo dos episódios?

Dividida em oito episódios, a série acompanha a evolução da missão e também a transformação do protagonista. Cada capítulo apresenta um novo desafio, seja dentro da sala de aula ou fora dela.

Há momentos de puro caos, como simulações de segurança que saem do controle, excursões escolares que viram oportunidades arriscadas e situações em que a identidade de Eddy quase é descoberta. Em outros pontos, a narrativa desacelera para explorar relações mais pessoais, incluindo vínculos que começam a surgir de forma inesperada.

Com o tempo, a missão deixa de ser apenas uma tarefa. Eddy começa a se envolver com aquele ambiente de uma forma que ele não previa. Isso cria um conflito interessante entre o objetivo inicial e as mudanças internas do personagem.

Vale a pena assistir?

Reprovado é o tipo de série que surpreende justamente por não seguir um caminho previsível. A ideia de um criminoso infiltrado em uma escola poderia render apenas uma comédia leve, mas a produção vai além.

O roteiro encontra equilíbrio entre momentos engraçados e situações mais reflexivas, sem perder o ritmo. Os episódios são curtos e dinâmicos, o que facilita a maratona e mantém o interesse do público.

Para quem procura algo diferente dentro do catálogo da Netflix, a série se destaca como uma boa escolha. Ela diverte, mas também provoca. E, no fim das contas, deixa uma sensação curiosa no ar. Talvez o maior desafio de Eddy não seja cumprir a missão, mas entender o impacto que aquela experiência tem sobre ele.

Euphoria | Quando estreia o episódio 4 da 3ª temporada e quando sai o final? Veja calendário completo!

0

A terceira temporada de Euphoria já está no ar e, como era de se esperar, voltou a mexer com o público de forma intensa. Após um longo período de atrasos e incertezas, a série criada por Sam Levinson finalmente retornou no dia 12 de abril de 2026, com exibição pela HBO e disponibilidade simultânea na HBO Max.

Mais do que apenas dar continuidade à história, essa nova fase mostra personagens em momentos decisivos, lidando com consequências mais duras e escolhas que parecem cada vez menos reversíveis. A trama continua densa, emocional e, em muitos momentos, desconfortavelmente real, mantendo a identidade que transformou a produção em um fenômeno cultural.

Que horas estreia o episódio 4 da 3ª temporada?

Para quem acompanha a série semanalmente, o próximo capítulo já tem data e horário definidos. O episódio 4 da terceira temporada será exibido no dia 3 de maio de 2026, mantendo o padrão adotado desde a estreia.

A exibição acontece às 22h, no horário de Brasília, tanto na HBO quanto na HBO Max. Esse horário tradicional reforça o caráter de evento da série, criando um momento coletivo entre os fãs que acompanham ao vivo e movimentam as redes sociais logo após cada episódio. Essa estratégia tem ajudado a manter Euphoria constantemente em destaque, mesmo com uma temporada mais curta.

Calendário completo da 3ª temporada

EpisódioData de estreia
Episódio 112 de abril
Episódio 219 de abril
Episódio 326 de abril
Episódio 43 de maio
Episódio 510 de maio
Episódio 617 de maio
Episódio 724 de maio
Episódio 8 (final)31 de maio

O que aconteceu até agora na nova temporada?

Os primeiros episódios deixam claro que a série continua apostando em uma abordagem intensa e emocional. Rue Bennett, interpretada por Zendaya, segue no centro da narrativa, enfrentando novas situações que colocam à prova sua tentativa de reconstrução.

No segundo episódio, a personagem se envolve em um acordo controverso que a leva a assumir uma posição inesperada em um clube noturno. Essa decisão evidencia como Rue ainda está presa a ciclos difíceis, mesmo quando tenta mudar. Ao mesmo tempo, a trama apresenta momentos de forte impacto emocional, como o colapso de uma personagem próxima após uma perda significativa, reforçando o tom dramático da temporada.

Outras histórias também avançam de forma significativa. Maddy, vivida por Alexa Demie, enfrenta desafios profissionais e tenta se reinventar em meio a mudanças no mercado. Nate, interpretado por Jacob Elordi, lida com pressões financeiras e pessoais que começam a comprometer sua estabilidade. Enquanto isso, o reencontro entre Rue e Jules, personagem de Hunter Schafer, reacende sentimentos antigos e levanta dúvidas sobre o futuro das duas, trazendo uma carga emocional importante para a narrativa.

Quem faz parte do elenco?

Um dos pilares de Euphoria continua sendo seu elenco, que combina performances marcantes e personagens complexos. Zendaya (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Duna) retorna como Rue, conduzindo a história com intensidade, enquanto Hunter Schafer (The Hunger Games: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes) segue explorando as nuances de Jules.

Jacob Elordi (Saltburn, A Barraca do Beijo) mantém sua presença forte como Nate, um dos personagens mais controversos da série. O elenco também conta com Sydney Sweeney (Todos Menos Você, The White Lotus) no papel de Cassie, Alexa Demie (Mid90s) como Maddy, Maude Apatow (The King of Staten Island) como Lexi e Eric Dane (Grey’s Anatomy) como Cal Jacobs.

Crítica – Cangaço Novo (2ª temporada) é um retorno forte que leva a série a um nível ainda mais intenso

0

A segunda temporada de Cangaço Novo, lançada pelo Prime Video em 24 de abril de 2026, retoma sua narrativa exatamente no ponto em que o colapso do primeiro ano deixou suas marcas mais visíveis: um território fragmentado, relações em ruínas e personagens obrigados a encarar as consequências de escolhas irreversíveis. O resultado é uma continuação que não busca apenas responder ao que ficou em aberto, mas sobretudo tensionar ainda mais um universo já marcado pela violência estrutural, pelos laços familiares desgastados e pela disputa de poder em constante mutação.

Se a temporada inaugural cumpriu o papel de apresentar Cratará e suas dinâmicas internas, esta nova fase se compromete com a expansão desse ambiente, sem abandonar sua identidade estética e temática. Há um esforço evidente em aprofundar não só o mundo ao redor dos irmãos Ubaldo, Dinorah e Dilvânia, mas principalmente o estado emocional que os conduz. Cada um deles segue um caminho distinto, e é justamente nessa dispersão narrativa que a série encontra sua força e seu risco.

Ubaldo surge mais introspectivo, carregando o peso de um legado que começa a se mostrar insustentável. Sua jornada não é apenas física, mas sobretudo moral, marcada por dúvidas sobre até onde sua própria trajetória o transformou em parte do problema que tentou enfrentar. Dinorah, por outro lado, assume uma postura mais impulsiva e movida pela vingança, o que intensifica a natureza explosiva da personagem e amplia os conflitos ao seu redor. Já Dilvânia se desloca para um eixo mais simbólico e espiritual dentro da Irmandade, funcionando como contraponto narrativo ao caos que se instala, ainda que sem escapar completamente dele.

A série ganha robustez ao explorar essas fraturas internas com mais tempo e atenção. O roteiro se destaca ao entender que o conflito central não está apenas na guerra pelo controle de Cratará, especialmente com a ascensão dos Maleiros sob a liderança de Gastão, mas também na instabilidade emocional que atravessa todos os núcleos. A violência, aqui, não é apenas física; ela se manifesta em decisões, silêncios e alianças que se desfazem com a mesma rapidez com que são construídas.

Do ponto de vista estético, a direção aposta em sequências mais extensas e elaboradas, especialmente nas cenas de ação, que ganham maior impacto pela coreografia precisa e pela forma como são integradas ao ambiente árido e opressivo. A fotografia, fortemente ancorada na luz natural, reforça o caráter realista da narrativa e contribui para uma sensação constante de desgaste e tensão. Há uma preocupação clara em evitar estilizações excessivas, privilegiando uma crueza que dialoga diretamente com o tom da história.

No entanto, essa expansão também traz desafios. Em alguns momentos, a temporada parece oscilar entre o desejo de aprofundar seus personagens e a necessidade de avançar a trama principal, o que gera certa irregularidade de ritmo. Há episódios em que o peso dramático se sobrepõe à progressão narrativa, criando uma sensação de pausa prolongada que pode impactar a fluidez da experiência. Ainda assim, esse é um efeito colateral compreensível dentro de uma proposta que privilegia densidade em vez de velocidade.

O elenco acompanha essa evolução com entregas consistentes e, em muitos casos, mais maduras do que na temporada anterior. Os protagonistas encontram novos registros emocionais, especialmente ao lidar com perdas e contradições internas. O destaque também vai para os personagens secundários, que deixam de ocupar apenas funções de apoio e passam a influenciar diretamente a estrutura dramática da série. Esse deslocamento amplia o alcance da narrativa e reforça a sensação de um universo em permanente conflito.

Um dos acertos mais evidentes desta temporada está justamente na forma como ela trata suas personagens femininas. Elas não são apenas peças dentro da engrenagem da violência, mas agentes ativos que disputam espaço, poder e sentido dentro desse mundo fragmentado. A construção dessas figuras evita simplificações e aposta em camadas que vão da força à vulnerabilidade, passando por conflitos éticos e espirituais que enriquecem o conjunto.

No saldo final, a segunda temporada de Cangaço Novo se consolida como uma continuação que não teme ser mais complexa, mais sombria e mais emocionalmente exigente. Ainda que enfrente pequenos desequilíbrios estruturais, a série demonstra segurança ao expandir seu universo sem perder de vista o que o torna reconhecível: a tensão constante entre sobrevivência, identidade e poder. É uma obra que amadurece junto de seus personagens e, ao fazer isso, reforça sua posição como uma das narrativas brasileiras mais ambiciosas do streaming atual.

Origem | Quando e que horas estreia a 4ª temporada no Globoplay e calendário completo de episódios

0

A série Origem chega novamente ao catálogo do Globoplay nesta quinta-feira (07/05), trazendo sua 4ª temporada e elevando ainda mais o nível de tensão dentro da trama. A produção, marcada por mistério, terror psicológico e ficção científica, volta a explorar a vida de personagens presos em uma cidade da qual ninguém consegue sair, agora com ameaças mais intensas e um clima ainda mais sombrio.

Desde sua estreia nos Estados Unidos pelo canal Epix em 20 de fevereiro de 2022, a série ganhou distribuição internacional em plataformas como Stan (Austrália), Sky Sci-Fi (Reino Unido) e Paramount+ (Canadá). No Brasil, se consolidou no Globoplay, onde conquistou um público fiel ao longo das temporadas.

O que muda na 4ª temporada de Origem?

A nova fase da série marca uma mudança clara no ritmo da narrativa. Se antes o foco estava na adaptação dos personagens ao ambiente hostil da cidade, agora a história avança para um cenário mais agressivo, onde as regras do local parecem começar a ser desvendadas — e também desafiadas.

A cidade passa a reagir de forma mais direta aos acontecimentos, tornando o ambiente ainda mais imprevisível. Isso aumenta a sensação de perigo constante e coloca os sobreviventes em situações cada vez mais extremas, onde qualquer decisão pode alterar drasticamente o destino do grupo.

A cidade está mais perigosa nesta temporada?

Sim. O isolamento deixa de ser apenas físico e passa a afetar também o psicológico dos personagens. A convivência forçada sob ameaça constante intensifica conflitos internos, gera desconfiança e fragiliza alianças que antes pareciam sólidas.

Ao mesmo tempo, eventos inexplicáveis continuam acontecendo com frequência, reforçando a ideia de que existe uma força maior controlando tudo. No entanto, essa entidade ou estrutura por trás da cidade ainda permanece envolta em mistério, aumentando a tensão narrativa.

Quem está no elenco da 4ª temporada?

O elenco da nova temporada de Origem continua apostando na continuidade dos personagens centrais, mantendo nomes já conhecidos do público e reforçando o peso emocional da história. Harold Perrineur (Lost) retorna como Boyd Stevens, figura central de liderança que tenta manter o controle em meio ao caos crescente, enquanto Catalina Sandino Moreno (Maria Full of Grace) interpreta Tabitha Matthews, que segue envolvida diretamente nos mistérios mais profundos da cidade.

Também retornam Eion Bailey (Once Upon a Time) como Jim Matthews, David Alpay (The Tudors) como Jade, Elizabeth Saunders como Donna e Scott McCord como Victor, personagem essencial para a compreensão dos segredos do local. O elenco ainda conta com Ricky He como Kenny Liu, Chloe Van Landschoot como Kristi, Pegah Ghafoori como Fatima e Corteon Moore como Ellis Stevens, entre outros nomes que completam a dinâmica da comunidade isolada.

Como será o lançamento dos episódios?

A 4ª temporada terá 10 episódios no total e seguirá o formato semanal no . Na estreia, dois capítulos serão disponibilizados simultaneamente, enquanto os demais serão lançados um a cada quinta-feira. Esse modelo ajuda a manter o suspense ativo por mais tempo, incentivando discussões, teorias e especulações entre os fãs a cada novo episódio liberado.

Por que “Origem” continua despertando tanto interesse?

Criada por John Griffin, Origem se destaca por transformar uma premissa simples em uma narrativa complexa: pessoas presas em uma cidade da qual não conseguem escapar. A partir disso, a série constrói uma mitologia própria, cheia de elementos sobrenaturais, psicológicos e simbólicos.

O grande diferencial está no equilíbrio entre respostas e mistérios. A cada avanço na trama, novas perguntas surgem, mantendo o público constantemente envolvido e tentando montar o quebra-cabeça da história.

O que esperar dos próximos episódios?

A nova temporada promete aprofundar ainda mais a origem dos fenômenos que cercam a cidade, ao mesmo tempo em que intensifica os conflitos entre os personagens. A tendência é que algumas respostas comecem a surgir, mas sem eliminar completamente o mistério central da série. O resultado esperado é uma escalada contínua de tensão, onde o desconhecido permanece como peça-chave da narrativa.

Saiba qual filme vai passar na “Temperatura Máxima” deste domingo (03/08)

0
Foto: Reprodução/ Internet

No próximo domingo, dia 3 de agosto de 2025, a TV Globo aterrissa direto no seu sofá com “Independence Day: O Ressurgimento”, na Temperatura Máxima. Se você viveu os anos 90, vai sentir aquele arrepio de nostalgia. E se não viveu… bem, está prestes a entender por que os ETs traumatizaram uma geração inteira. O segundo capítulo dessa saga interplanetária chega com mais ação, naves ainda mais gigantescas e uma Terra mais preparada — ou quase.

Enquanto o mundo tenta seguir em frente após o ataque alienígena de 1996 (retratado no clássico “Independence Day”), uma nova ameaça se aproxima com força total. Mas calma, tem piloto gato (sim, Liam Hemsworth, estamos falando de você), tem cientista com carisma (Jeff Goldblum segue brilhante) e tem ex-presidente pirado pronto pra dar um discurso épico de novo.

Agora respira fundo, que a gente te conta tudo — de um jeitinho leve, humano, e com aquele gostinho de pipoca com refrigerante no fim de semana.

A Terra se preparou… mas os aliens também!

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, vinte anos depois da primeira invasão, a humanidade se reergueu, criou um sistema global de defesa interplanetário e até meteu base na Lua. O trauma do primeiro contato virou aprendizado. Só que… spoiler: eles voltam. E mais fortes. Bem mais. A nova nave-mãe tem o tamanho de um continente, suga cidades inteiras e desafia todas as leis da física. Como combater isso? Com coragem, tecnologia, e claro, um pouco de loucura.

É aí que entra Jake Morrison (Liam Hemsworth), um piloto rebelde e carismático que perdeu os pais na guerra de 1996. Ele lidera uma nova geração de defensores da Terra, com apoio da presidente Elizabeth Lanford (Sela Ward, firme e poderosa) e de nomes familiares como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), que agora vive assombrado por visões dos aliens, e o sempre sarcástico David Levinson (Jeff Goldblum), cientista que virou celebridade desde que salvou o planeta.

Elenco de respeito e reencontros emocionantes

Se você assistiu ao primeiro filme e se apegou aos personagens, pode ficar tranquilo: muitos deles estão de volta. Jeff Goldblum segue sendo o gênio excêntrico que salva o dia com frases irônicas. Bill Pullman retoma o papel de Whitmore com intensidade e barba branca de ex-herói. Vivica A. Fox aparece brevemente como Jasmine, agora enfermeira, e Judd Hirsch retorna como o pai judeu mais folclórico e querido do cinema catástrofe.

No núcleo jovem, além de Hemsworth, temos Jessie Usher como Dylan Dubrow-Hiller, o enteado do saudoso Steven Hiller (Will Smith), que infelizmente não volta para esta sequência (culpa do cachê astronômico, dizem). Maika Monroe vive a filha do ex-presidente, Patricia, dividida entre salvar o mundo e lidar com um relacionamento em crise.

Bastidores com cara de blockbuster

Dirigido novamente por Roland Emmerich, o mestre dos desastres épicos (lembra de “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”?), “O Ressurgimento” foi planejado como uma continuação desde o início dos anos 2000. A ideia original era uma trilogia. Mas, entre idas e vindas, o projeto ganhou corpo em 2014, com filmagens espalhadas pelo Novo México, Dubai, Londres, e até cenas adicionais em Los Angeles.

As batalhas finais foram rodadas nas famosas salinas de Bonneville, em Utah — as mesmas do filme original. E os efeitos visuais, como não poderia deixar de ser, são um espetáculo à parte. Naves imensas, armas futuristas, destruição em massa e alienígenas com cara (e tentáculos) de colmeia. Uma verdadeira aula de CGI, com destaque para a cena em que monumentos de Dubai caem sobre Londres. Sim, é tão absurdo quanto parece. E a gente ama por isso mesmo.

Trilha sonora que mistura tensão e nostalgia

A trilha sonora é assinada por Thomas Wander e Harald Kloser, com aquele clima de tensão épica que te deixa na pontinha da cadeira. Tem até um toque retrô com a canção “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”, numa versão dramática que combina perfeitamente com a estética de destruição e resistência.

Ah, e os temas clássicos compostos por David Arnold no primeiro filme também são revisitados, o que cria uma ponte emocional direta para quem assistiu ao original nos anos 90.

Entre a crítica e o carinho do público

A verdade é que “Independence Day: O Ressurgimento” não teve a mesma aclamação que seu antecessor. Muitos críticos apontaram o excesso de efeitos visuais, a falta de um protagonista carismático como Will Smith e uma trama um pouco caótica. Mas sejamos sinceros: esse tipo de filme não se assiste esperando um roteiro digno de Oscar. A gente quer ver explosões, discursos patrióticos, alienígenas tomando surra e a humanidade se unindo no último segundo.

E nesse quesito, o filme entrega com gosto.

Uma história sobre união… e segundas chances

No fim das contas, o que torna esse filme interessante é a mensagem. Ainda que embalada por batalhas espaciais e destruição cinematográfica, “O Ressurgimento” fala sobre recomeços. Sobre aprender com os erros, enfrentar o medo do desconhecido e entender que, sim, precisamos uns dos outros.

Seja entre nações ou dentro das próprias famílias — como os conflitos entre Jake, Dylan e Patricia deixam entrever —, o importante é saber ouvir, lutar junto e não perder a esperança. Mesmo quando o inimigo é do tamanho da Austrália.

Onde assistir?

Se você quiser matar a saudade ou simplesmente curtir uma boa aventura sci-fi, a exibição é neste domingo (3 de agosto) na TV Globo, durante a Temperatura Máxima, logo após a programação infantil. Mas se preferir maratonar no seu tempo, o filme também está disponível no Disney+, por assinatura.

Vale a pena?

Com certeza! Se você ama filmes-catástrofe, naves espaciais, alienígenas com cara de pesadelo e discursos heroicos que fazem o coração bater mais forte, essa é a pedida perfeita. Não importa se você viu o primeiro ou não — “O Ressurgimento” é entretenimento puro, com aquela vibe de sessão da tarde vitaminada com 3D, pipoca e nostalgia sci-fi.

Vale a pena assistir A Hora do Mal? Um suspense aterrorizante que vai prender você do início ao fim!

0
Foto: Reprodução/ Internet

O cinema de terror tem se reinventado nos últimos anos, resgatando elementos clássicos do gênero e, ao mesmo tempo, inovando em linguagem, narrativa e impacto emocional. Dentro desse movimento, A Hora do Mal, dirigido por Zach Cregger, tem chamado atenção de crítica e público por sua ousadia e refinamento técnico. Nos primeiros dias de lançamento, o longa alcançou a impressionante nota de 100% no Rotten Tomatoes — um feito raro, especialmente para um filme de terror lançado na última década.

Mas o que torna esse filme tão especial? Será que ele realmente entrega tudo o que promete? Para responder a essas perguntas, vamos analisar os elementos que fazem de A Hora do Mal um destaque no cinema atual, discutindo sua trama, direção, atuações, estética, e, claro, os temas sociais que ele aborda com sensibilidade e profundidade.

No centro da narrativa está o desaparecimento inexplicável de 17 crianças da mesma turma, tudo na mesma noite — um acontecimento que mergulha uma comunidade inteira em choque, desespero e uma busca frenética por respostas. Acompanhamos a história sob o ponto de vista de Justine Gandy (interpretada brilhantemente por Julia Garner), professora dedicada da turma que desapareceu, cuja dor, frustração e determinação guiam o espectador ao longo do filme.

Este enredo funciona em múltiplos níveis: é um thriller misterioso, um filme de terror com elementos psicológicos e até mesmo um drama social que investiga o lado sombrio de ambientes que parecem, à primeira vista, seguros e acolhedores — como a escola e a comunidade ao redor.

Não se trata apenas de um susto fácil ou de uma sequência rápida de cenas sangrentas. Pelo contrário, a narrativa de “A Hora do Mal” é construída com precisão cirúrgica, oferecendo uma experiência imersiva que mantém o público atento e emocionalmente envolvido.

Para um diretor em seu segundo longa, Zach Cregger apresenta uma maturidade e domínio estético que impressionam. Depois do sucesso do aclamado Barbarian (2022), Cregger não apenas confirma seu talento, mas mostra uma evolução clara. A confiança do diretor é perceptível em cada quadro do filme, refletindo uma linguagem visual viva, articulada e cheia de nuances.

Um dos grandes trunfos de Cregger é seu controle sobre o ritmo narrativo. Ele conduz o espectador por uma verdadeira montanha-russa emocional, sabendo exatamente quando acelerar o suspense, quando dar uma pausa para respirar, e quando revelar uma reviravolta que muda completamente a percepção da trama. Essa capacidade de manipular o tempo e o tom mantém o público sempre tenso, envolvido e ávido por mais.

Além disso, a direção de arte, os movimentos de câmera e a mise-en-scène são todos pensados para criar uma experiência visual pulsante, quase coreografada, que mistura elementos de horror e beleza. As cenas de ação, por exemplo, são impressionantes, com uma fluidez que revela a versatilidade de Cregger, que claramente possui um grande filme de ação no horizonte, mesmo que seu foco atual seja o terror.

Elenco que entrega performances memoráveis

Julia Garner, no papel de Justine Gandy, é a âncora emocional do filme. Sua interpretação traz profundidade à personagem, equilibrando vulnerabilidade, força e uma determinação visceral. É impossível não se conectar com Justine, sentir sua angústia e torcer por sua sobrevivência e justiça.

Ao seu lado, o elenco reúne nomes consagrados como Josh Brolin, Alden Ehrenreich e Austin Abrams, todos em papéis que enriquecem a trama com nuances e complexidade. Cada ator traz autenticidade, evitando clichês e garantindo que mesmo os personagens secundários tenham vida própria e motivos claros para suas ações.

Trilha sonora

Outro destaque essencial no filme é a trilha sonora. Longe de ser apenas um pano de fundo, a música atua como uma força ativa que amplifica a tensão e o desconforto que permeiam o filme. A trilha hipnótica e intensa parece quase uma entidade viva que acompanha a narrativa, aumentando o impacto emocional das cenas, seja na calma antes da tempestade ou nas explosões de terror e violência. Essa sinergia entre imagem e som é parte fundamental do sucesso do longa, fazendo com que o espectador não apenas veja, mas sinta o horror na pele.

Contrastes e críticas sociais

O terror do filme não está restrito a monstros ou sustos fáceis. Como em seu filme anterior, “Barbarian”, Zach Cregger explora de maneira incisiva contrastes sociais e visuais.

A ambientação em um subúrbio de classe média alta cria um cenário aparentemente seguro, perfeito, onde o mal, contudo, se esconde atrás de portas fechadas e sorrisos amigáveis. Essa dualidade — entre a aparência de normalidade e a brutalidade oculta — é uma crítica social perturbadora, que questiona a banalização da violência em ambientes que deveriam ser protetores, especialmente no contexto escolar e juvenil.

Ao trazer à tona essas questões, o filme faz uma reflexão importante sobre o medo coletivo, as falhas do sistema e as sombras que todos preferem ignorar.

Uma estética que impressiona

Visualmente, o filme é um espetáculo. A fotografia pulsante, os enquadramentos ousados e os movimentos de câmera dinâmicos criam uma linguagem cinematográfica energética e vibrante, rara em filmes do gênero.

Há cenas quase coreografadas, em que o horror e a beleza se misturam de forma visceral, criando uma sensação de estranhamento que potencializa a experiência sensorial do público. Em um gênero onde a estética muitas vezes é deixada em segundo plano para privilegiar o choque imediato, o longa-metragem surpreende pelo cuidado e refinamento visual.

Foto: Reprodução/ Internet

Elementos de humor na medida certa

Embora o terror predomine, o filme apresenta momentos pontuais de humor, que surgem naturalmente, sem parecer forçados ou deslocados. Esse equilíbrio ajuda a quebrar a tensão em pontos estratégicos, tornando a experiência menos exaustiva e mais dinâmica.

O humor funciona como um respiro para o público, permitindo que ele se prepare para os próximos sustos ou reviravoltas, sem perder o clima opressivo que sustenta a narrativa.

O que diz a crítica?

O reconhecimento da crítica não é por acaso. Além da nota perfeita no Rotten Tomatoes, baseada em 191 avaliações, o filme mantém uma alta avaliação em outras plataformas, com média de 96% de aprovação.

Os críticos destacam não só a qualidade técnica e a originalidade da trama, mas também a profundidade dos personagens e a habilidade do diretor em construir um suspense que não depende apenas de clichês ou violência gratuita.

A Hora do Mal tem sido apontado como um dos filmes de terror mais promissores desta década, colocado lado a lado com “His House” — outro título que elevou o gênero a outro patamar.

Por que vale a pena assistir?

Para os fãs de terror que buscam mais do que sustos fáceis, A Hora do Mal é um prato cheio. O filme oferece uma experiência completa: terror psicológico, suspense, drama humano, crítica social e uma direção que não deixa nada ao acaso.

Além disso, o elenco forte e a produção caprichada garantem que o filme permaneça na memória do espectador muito depois dos créditos finais. Se você procura um filme que desafia expectativas, que cria um clima de inquietação constante e que entrega reviravoltas inteligentes, este é o título perfeito para sua próxima sessão.

Resumo da novela Vale Tudo de sábado (13/09) – Marco Aurélio e Leila sofrem atentado no dia do casamento

0

No capítulo de Vale Tudo que vai ao ar neste sábado, 13 de setembro, Marina conta para Maria de Fátima que Heleninha e Celina entram em atrito devido a Estéban, e a tensão entre as duas cresce a cada conversa. Aproveitando a situação, Marina coloca um remédio de Celina no chá de Heleninha para simular embriaguez, manipulando os acontecimentos em seu favor. Enquanto isso, Ivan comenta com Raquel que não aceitará a proposta de Vilma, reafirmando sua independência e convicções. Freitas se mostra intrigado quando Odete se despede de Marco Aurélio, suspeitando que algo esteja prestes a acontecer. Mário Sérgio também se mostra desconfiado ao ouvir de Freitas que ele conseguiu o dinheiro para comprar a casa da mãe, questionando a origem da quantia.

Marco Aurélio e Leila embarcam com Tiago e Bruno rumo ao evento de seu casamento, cercados por expectativas e olhares curiosos. Mário Sérgio observa, estranhando a preocupação de Freitas com Marco Aurélio, enquanto o casal se prepara para oficializar sua união. O casamento de Leila e Marco Aurélio acontece em meio a celebrações e emoções intensas, e Eunice rouba a cena ao gerar interesse de uma marca famosa pelo vestido de casamento criado para Leila, garantindo prestígio e oportunidades inesperadas. Contudo, nem tudo é festa: Marco Aurélio sofre um atentado, e é rapidamente acudido por Leila, demonstrando que mesmo os momentos de felicidade podem ser marcados por perigos e surpresas.

Confira o que vem por aí na novela Vale Tudo

Tiago conta a Odete o que aconteceu com o pai, deixando César intrigado com a reação da mulher. Marco Aurélio é levado às pressas para o hospital e, consciente, revela a Leila que acredita que Odete está por trás do atentado contra ele. Preocupada, Leila garante que ele terá segurança total.

Enquanto isso, Mário Sérgio grava secretamente a conversa de Odete com Freitas em seu celular, obtendo informações valiosas. Celina fica abalada ao ouvir de Estéban que ele precisa de um tempo, e Ivan entra em desespero diante da recusa de Freitas em obter a assinatura de Marco Aurélio para liberar sua indenização. Leila compartilha com Marco Aurélio que, durante sua passagem pela TCA, percebeu um clima estranho entre Freitas e Odete.

Leila e Marco Aurélio discutem suas suspeitas sobre Freitas e Mário Sérgio, enquanto César registra conversas suspeitas de Odete. Aldeíde tenta incentivar André a participar da formatura da irmã, e Maria de Fátima envia flores para Celina, fingindo ser Olavo. Recuperado, Marco Aurélio recebe alta e decide ir à TCA confrontar Freitas, determinado a humilhá-lo. Paralelamente, Olavo e Celina se aproximam, e Marco Aurélio confidencia a Leila que pretende se vingar de Odete.

Celina recebe flores de Estéban, enquanto Mário Sérgio revela a Marco Aurélio que Freitas mentiu sobre conseguir um empréstimo com o RH da empresa. Jarbas percebe a tristeza de Consuêlo, e Eunice anuncia à família que recebeu uma proposta da estilista de Milão. Aldeíde se apresenta como patrocinadora de André, mas o jovem fica indignado com a mentira e decide se afastar dela. Marco Aurélio, cada vez mais obcecado por vingança, planeja um atentado contra Odete.

No campo afetivo, Heleninha e Renato se aproximam, e André decide desistir do campeonato. Maria de Fátima fala mal de Celina para Estéban, avisando que a irmã de Odete sairá com Olavo. Ana Clara entra em contato com Maria de Fátima, mostrando que sabe sua verdadeira identidade. Celina desabafa com Eugênio sobre a intenção de terminar seu envolvimento com Olavo, mas é flagrada por Estéban ao lado dele. César, por fim, se surpreende ao descobrir que, segundo seu contrato de casamento, herdará 50% do Grupo TCA com a morte de Odete.