Nesta terça-feira, 5 de agosto de 2025, a cozinha mais famosa do país promete fortes emoções e muita criatividade culinária. No 11º episódio do MasterChef Brasil, os nove cozinheiros ainda na competição enfrentarão uma das provas mais desafiadoras da temporada: cozinhar em trios, elaborando pratos com menus monocromáticos, ou seja, que mantenham a mesma paleta de cor do início ao fim. E como se não bastasse a exigência estética e técnica, os participantes ainda terão que se revezar na cozinha, testando o entrosamento e a capacidade de trabalhar sob pressão.
Para tornar a noite ainda mais especial — e nostálgica —, o programa contará com a presença da querida Paola Carosella como jurada convidada. A chef argentina, que marcou época no MasterChef com seu olhar sensível e exigente, retorna ao balcão dos jurados ao lado de Helena Rizzo e Henrique Fogaça, emocionando os competidores e fãs do programa.
Desafio criativo: quando cor e sabor precisam andar juntos
Na prova principal do episódio, os participantes serão divididos em trios e sorteados para cozinhar pratos de uma única cor predominante — como branco, vermelho, verde, amarelo ou roxo. O objetivo não é apenas criar um prato saboroso, mas também harmonioso e visualmente coerente com a proposta cromática.
O desafio exige domínio técnico, paladar apurado e uma boa dose de inventividade. Afinal, limitar-se a ingredientes de uma mesma cor impõe barreiras, mas também abre caminho para combinações inusitadas e para o uso de ingredientes menos comuns.
E para deixar tudo ainda mais imprevisível, a dinâmica de revezamento entre os membros da equipe exigirá comunicação eficaz e confiança mútua. Cada trio terá que se organizar estrategicamente, pois apenas um cozinheiro poderá estar na bancada por vez, enquanto os outros observam da “caixinha do tempo”.
O retorno emocionante de Paola Carosella
A presença de Paola no episódio promete momentos de emoção para os competidores e para os fãs de longa data do MasterChef. Jurada original do programa por várias temporadas, Paola volta ao estúdio onde se consagrou como uma das figuras mais carismáticas e influentes da gastronomia na televisão brasileira.
Com seu olhar crítico, mas também humano, ela oferecerá comentários precisos e sugestões técnicas valiosas, além de compartilhar suas impressões com os colegas jurados Helena Rizzo e Henrique Fogaça, que têm conduzido a temporada com equilíbrio e exigência.
A interação entre os três promete ser um dos pontos altos do episódio, especialmente para os fãs nostálgicos que acompanham o programa desde suas primeiras edições.
Onde assistir
O 11º episódio do MasterChef Brasil vai ao ar nesta terça-feira (05), às 22h20, na Band, com transmissão simultânea pelo site oficial Band.com.br e pela plataforma Bandplay. Para quem perder a exibição inédita, haverá reprise no domingo, às 16h, também na tela da Band.
Em um mundo em que o silêncio às vezes fala mais alto do que mil palavras, Se Não Fosse Você surge como um grito contido, um desabafo emocional sobre tudo aquilo que deixamos de dizer. O novo longa, inspirado no best-seller da escritora Colleen Hoover, acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial — e ele já chegou arrebatando o público com sua carga emocional crua e realista. Abaixo, confira o vídeo divulgado:
A direção é de Josh Boone, o mesmo que fez milhares de corações chorarem com A Culpa é das Estrelas. Agora, ele retorna ao drama familiar com uma nova história sobre perdas, cicatrizes que o tempo não apaga e a difícil arte de se reconectar com quem a gente ama. A estreia está marcada para o dia 23 de outubro nos cinemas brasileiros, com distribuição da Paramount Pictures.
A trama gira em torno de Morgan Grant, interpretada por Allison Williams, uma mulher que trocou sonhos por responsabilidades quando se tornou mãe ainda adolescente. Sua vida, dedicada quase inteiramente à filha Clara (Mckenna Grace) e ao marido Chris, começa a ruir quando um acidente tira Chris de cena de forma repentina.
A tragédia, no entanto, é apenas a porta de entrada para um turbilhão emocional ainda maior: revelações dolorosas, mágoas antigas, segredos de família e feridas nunca curadas transformam o luto em confronto. De um lado, uma mãe tentando reconstruir sua vida a partir do que sobrou. Do outro, uma filha que se recusa a perdoar o passado ou compreender o presente.
Mais do que um drama sobre perdas, o filme é um retrato nu e cru de como o amor pode ser falho, frustrante, imperfeito — e, mesmo assim, necessário.
Boone prova, mais uma vez, que sabe como contar histórias que doem bonito. Ele não se apoia em exageros ou em frases de efeito. Seu olhar é íntimo, quase cúmplice. Ele entende que, às vezes, um gesto vale mais que um discurso, e que os maiores conflitos acontecem dentro da gente.
Allison Williams e Mckenna Grace brilham em atuações comoventes
Interpretar uma relação tão quebrada e ao mesmo tempo tão forte não é tarefa fácil. Mas Allison Williams e Mckenna Grace entregam performances que transbordam sinceridade. Allison — que já mostrou seu talento em Corra! e M3GAN — encarna Morgan com uma mistura de exaustão, amor reprimido e força silenciosa. Já Mckenna, aos 18 anos, impressiona ao viver Clara, uma adolescente ferida que usa a rebeldia como escudo. Juntas, elas constroem uma dinâmica intensa, marcada por diálogos cheios de mágoa, olhares carregados de frustração e momentos de silêncio que falam por si. É um embate de gerações, mas também de dores que não foram acolhidas. Difícil não se identificar.
Família, segredos e a difícil jornada do perdão
No fundo, o filme é sobre aquilo que a gente esconde — dos outros e de nós mesmos. Morgan teve sua juventude interrompida e viveu à sombra das escolhas que fez para proteger Clara. Clara, por sua vez, sente que nunca teve espaço para ser quem é de verdade. A comunicação entre as duas é quase inexistente, e quando a verdade finalmente aparece, ela não liberta — machuca.
A revelação de que Chris, o marido e pai que sustentava emocionalmente a família, mantinha segredos, faz com que mãe e filha tenham que reconstruir suas identidades. Mas para isso, é preciso coragem. É preciso perdoar, e talvez até amar, mesmo quando tudo está quebrado.
Foto: Divulgação/ Paramount Pictures
Colleen Hoover no comando emocional da produção
Autora de sucessos como É Assim que Acaba e Verity, Colleen Hoover é uma especialista em escrever o que as pessoas sentem, mas não dizem. E neste projeto, ela foi além do papel de escritora: atuou como produtora executiva, acompanhando de perto o processo criativo da adaptação. Ela garantiu que a alma da história — aquela sensação de que estamos lendo ou vendo algo muito pessoal — fosse mantida.
Elenco afiado e narrativa cheia de nuances
Além de Williams e Grace, o elenco traz Dave Franco, Mason Thames, Scott Eastwood e Willa Fitzgerald em papéis fundamentais. Franco vive um amigo da família que guarda mais do que aparenta. Thames interpreta um jovem com quem Clara cria uma conexão inesperada. Eastwood aparece em flashbacks como Chris, o pai cuja morte muda tudo. Já Fitzgerald interpreta uma personagem envolta em mistério, que tem ligação direta com os segredos revelados.
Quando chega aos cinemas?
Com previsão de estreia para o dia 23 de outubro de 2025, Se Não Fosse Você chega aos cinemas como uma das apostas mais emocionantes do ano. A distribuição fica por conta da Paramount Pictures, que já deu sinais de que pretende investir pesado na divulgação do longa, especialmente entre o público feminino e os fãs das obras de Colleen Hoover.
Na próxima sexta-feira, 8 de agosto de 2025, o SBT resgata da memória – e do limbo cinematográfico – um dos filmes mais controversos dos anos 2000: O Filho do Máskara (2005). Com direção de Lawrence Guterman e estrelado por Jamie Kennedy, o longa será exibido na Tela de Sucessos, faixa tradicional da emissora dedicada a filmes de apelo popular. A escolha, no mínimo curiosa, reacende debates sobre o peso das sequências no cinema, o culto às franquias e o que acontece quando uma continuação falha em capturar a essência do original.
O que parecia ser uma tentativa de reviver o sucesso estrondoso de O Máskara (1994), estrelado por Jim Carrey, acabou se tornando uma aula prática de como não fazer uma sequência. Mas, apesar das críticas devastadoras e da bilheteria decepcionante, o filme conquistou certa notoriedade — ainda que como símbolo do que deu errado — e é exatamente por isso que sua exibição hoje merece ser revista sob uma nova lente.
Lançado em 1994, O Máskara não foi apenas um sucesso comercial: foi um fenômeno cultural. Estrelado por um Jim Carrey em plena ascensão e com efeitos visuais inovadores para a época, o filme transformou um personagem de quadrinhos underground da Dark Horse Comics em um ícone do cinema pop. Combinando humor anárquico, energia cartunesca e um toque de irreverência, o longa original arrecadou mais de US$ 350 milhões e foi indicado ao Oscar de melhores efeitos visuais. Para muitos fãs, era impensável uma continuação sem o carisma de Carrey ou a direção afiada de Chuck Russell.
E, no entanto, foi exatamente isso que aconteceu.
O que é O Filho do Máskara?
Segundo a sinopse do AdoroCinema, o longa-metragem surge mais de uma década depois do original, com uma proposta radicalmente diferente: transformar a mitologia caótica e adulta do primeiro filme em uma comédia familiar sobre paternidade e responsabilidade. Jamie Kennedy interpreta Tim Avery, um cartunista inseguro e relutante em ser pai, que se vê em apuros quando seu cachorro encontra a máscara de Loki — o objeto mágico que dá a quem a usa poderes ilimitados e absurdos. Após usá-la em uma festa de Halloween, Tim engravida sua esposa ainda com a máscara no rosto, gerando um bebê sobrenatural com os mesmos poderes. A partir daí, o que se segue é uma batalha insana entre o pai, o bebê e o próprio Loki, interpretado por Alan Cumming, em busca do artefato mágico.
O tom do filme é completamente diferente do original. Onde antes havia humor sombrio e crítica social, agora há cores vibrantes, piadas infantis e referências exageradas a desenhos animados. A tentativa de dialogar com o público infantil e ao mesmo tempo manter a mitologia dos quadrinhos resultou em um Frankenstein cinematográfico que não agrada nem crianças, nem adultos, nem fãs do original.
Um fracasso anunciado
Com um orçamento estimado entre US$ 84 e US$ 100 milhões, O Filho do Máskara arrecadou apenas US$ 57,6 milhões mundialmente — um desastre financeiro. Mas o fracasso nas bilheteiras foi apenas a ponta do iceberg: a recepção crítica foi implacável. O filme recebeu oito indicações ao Framboesa de Ouro, vencendo na categoria “Pior Remake ou Sequência”. Jamie Kennedy e Traylor Howard também foram alvos das premiações negativas, como o Stinkers Bad Movie Awards.
Sites especializados o colocaram frequentemente entre as piores continuações de todos os tempos. No Rotten Tomatoes, mantém uma nota crítica de apenas 6%, com consenso afirmando que o filme é “barulhento, visualmente saturado e sem graça”. No IMDb, a nota 2.2 reflete o desprezo dos espectadores.
A ausência de Jim Carrey e o que poderia ter sido
A sequência foi sonhada desde o sucesso do primeiro filme. A revista Nintendo Power, inclusive, chegou a lançar um concurso nos anos 90 cujo vencedor ganharia um papel em “The Mask II”, estrelado por Carrey. Porém, o ator recusou um cachê de US$ 10 milhões para retornar ao papel, alegando que refazer personagens já interpretados oferecia pouco desafio artístico — uma filosofia que Carrey manteve por anos, com raras exceções.
Sem sua estrela principal, a New Line Cinema decidiu reinventar a franquia. Sai a sátira adulta, entra a comédia familiar. Sai Stanley Ipkiss, entra Tim Avery — nome que, aliás, homenageia o lendário cartunista Tex Avery. A conexão com o universo animado, aliás, é uma das poucas tentativas genuínas de encontrar um novo caminho para a franquia, embora falhe por falta de sutileza.
Um filme que virou cult (por acidente)
Curiosamente, O Filho do Máskara encontrou nos últimos anos um público alternativo. Entre canais de YouTube que analisam “filmes ruins que merecem uma segunda chance”, cinéfilos fascinados por desastres de produção e crianças que o assistiram despretensiosamente em sessões da tarde, o longa adquiriu um status de so bad it’s good (tão ruim que é bom). Não por méritos técnicos ou artísticos, mas justamente por seu absurdo. O bebê de olhos brilhantes, o cachorro que põe a máscara e o Loki carnavalesco de Alan Cumming renderam incontáveis memes, edições cômicas e paródias online.
Se o objetivo do filme era entreter famílias em uma tarde chuvosa, talvez ele tenha alcançado esse pequeno êxito. Mas, como continuação de um clássico dos anos 90, o resultado é desastroso.
A crítica social involuntária
Curiosamente, ao tratar de forma desajeitada o tema da paternidade, o filme acaba levantando questões que vão além do roteiro bizarro. Tim Avery representa o homem moderno às voltas com as expectativas profissionais e familiares. Um pai que se vê impotente diante da hiperatividade de um filho que ele mal entende. A luta entre o cachorro e o bebê — ambos afetados pela máscara — vira metáfora de ciúmes e disputas de atenção, refletindo um lar caótico e desestruturado. Loki, o deus ausente em busca de aprovação paterna, espelha o próprio Tim. E Odin, em seu papel de patriarca rígido, sintetiza a pressão das gerações passadas sobre a parentalidade contemporânea.
Claro, tudo isso é enterrado sob camadas de computação gráfica datada e um humor duvidoso. Mas não deixa de ser curioso como, em meio ao desastre, o filme toca — ainda que superficialmente — em temas relevantes.
Vale a pena assistir?
Se você espera um filme com a mesma inventividade do original, prepare-se para se decepcionar. Mas se encarar O Filho do Máskara como uma obra avulsa, quase paródica de si mesma, pode encontrar momentos de diversão, ainda que involuntária. As animações exageradas, os efeitos caricatos e a narrativa nonsense são dignas de uma madrugada de risadas despreocupadas — ou de um jogo de bebida para cada vez que o bebê usa seus poderes de forma caótica.
No fim, o filme não oferece respostas, redenções nem grandes reviravoltas. É uma colcha de retalhos de ideias que tentam resgatar um espírito anárquico sem o mesmo talento. Ainda assim, permanece como um curioso retrato de uma época em que Hollywood acreditava que bastava colocar uma marca conhecida no título para atrair público — e que sequências podiam viver apenas da fama do original.
O cinema de terror contemporâneo está sempre em busca de novas formas de causar impacto, seja por meio de narrativas inovadoras, efeitos visuais impressionantes ou pelo aprofundamento psicológico de seus personagens. Em 2025, o gênero recebe uma contribuição notável com o lançamento de Juntos, filme de estreia na direção do roteirista Michael Shanks. Misturando horror corporal, sobrenatural e drama íntimo, o longa traz uma narrativa inquietante que explora as profundezas do amor, da perda da identidade e das transformações físicas extremas.
Protagonizado pelo casal na vida real Alison Brie e Dave Franco, o longa-metragem não apenas entrega sustos e cenas grotescas, mas também oferece uma reflexão sobre os desafios e a complexidade das relações humanas quando levadas ao limite.
O longa estreou mundialmente no Festival de Cinema de Sundance, em 26 de janeiro de 2025, um dos principais palcos do cinema independente, conhecido por revelar obras inovadoras e autores promissores. O filme chamou atenção desde sua primeira exibição pela sua abordagem ousada do horror corporal, gênero marcado por transformações físicas grotescas e a exploração do corpo como fonte de medo e desconforto.
Após Sundance, o longa foi lançado nos Estados Unidos pela distribuidora Neon em 30 de julho, seguida pelo lançamento na Austrália, pela Kismet Movies, no dia seguinte. Apesar de seu orçamento relativamente modesto de 17 milhões de dólares, o filme arrecadou 10,9 milhões mundialmente — números que, embora não façam dele um blockbuster, confirmam sua relevância entre fãs do gênero e críticos especializados.
A crítica internacional tem celebrado a trama pela habilidade de Michael Shanks em equilibrar cenas intensas de horror corporal com uma narrativa emocionalmente complexa. O diretor, conhecido até então como roteirista, demonstrou uma capacidade promissora de transpor para a direção sua visão única sobre o medo e a intimidade.
Um casal à beira da fusão
A história central acompanha Millie Wilson (Alison Brie), uma professora de inglês que consegue um emprego em uma escola do interior, e seu namorado de longa data, Tim (Dave Franco), um aspirante a músico. Ambos decidem deixar a vida agitada da cidade grande para recomeçar em um local mais tranquilo, buscando estabilidade e um futuro juntos.
No entanto, a mudança não acontece sem tensões. Pouco antes da partida, Millie pede Tim em casamento em uma festa com amigos, mas sua hesitação deixa clara a fragilidade da relação. Essa dúvida acompanha o casal durante toda a narrativa, colocando o relacionamento sob uma lente de crise e vulnerabilidade.
Durante uma tempestade, enquanto exploram a região próxima à nova casa, o casal cai acidentalmente em uma caverna. Lá, Tim bebe da água de uma piscina natural e começa a manifestar sintomas físicos estranhos. No dia seguinte, eles acordam com as pernas parcialmente presas, um sinal de que algo sobrenatural e perturbador os afetou.
Com o passar dos dias, Tim experimenta sensações de atração física incontrolável por Millie, acompanhadas de dores e transformações bizarras. Esses episódios provocam confusão, medo e frustração no casal, que já enfrenta problemas emocionais antes mesmo do incidente.
A chegada de Jamie, um colega de trabalho de Millie, acrescenta mistério à trama. Ele explica que a caverna foi anteriormente uma igreja da Nova Era que desabou, sugerindo que forças antigas e místicas estão em ação.
O enredo evolui para um clímax aterrador, quando Tim e Millie começam a se fundir fisicamente — seus corpos se entrelaçam de maneira grotesca e impossível. Essa união forçada se torna o principal conflito da história, representando a perda da autonomia e os dilemas da dependência emocional. Eles enfrentam o horror de literalmente se tornarem um só corpo, uma experiência que traz questionamentos sobre identidade, amor e sacrifício.
Desconforto físico e metáfora emocional
O horror corporal é um subgênero que tem ganhado cada vez mais espaço no cinema de terror contemporâneo, graças a produções que exploram o corpo humano como fonte de terror — seja pela transformação, deformação, invasão ou fusão.
No filme, o uso do body horror vai além do choque visual: serve como metáfora para as crises emocionais vividas pelo casal. A fusão grotesca de Tim e Millie simboliza o medo de perder a individualidade na relação, a dificuldade de manter-se como “eu” quando se está profundamente conectado a outro ser.
As cenas de transformação são intensas e realistas, utilizando maquiagem prática e efeitos especiais para transmitir a sensação de desconforto e alienação. O público é convidado a experimentar o horror através dos sentidos, sentindo a angústia e o desespero dos protagonistas.
Essa abordagem faz com que o terror seja mais palpável e psicológico, mexendo com os sentimentos do espectador ao criar uma empatia com o sofrimento físico e emocional do casal.
Química real e vulnerabilidade
Um dos grandes destaques do filme está na dupla de protagonistas. Alison Brie e Dave Franco, além de serem casados na vida real, trazem para a tela uma química palpável que dá credibilidade aos conflitos e momentos de ternura entre Millie e Tim.
Ambos são conhecidos por trabalhos em comédias e dramas, mas aqui surpreendem ao mergulhar em personagens que vivem um relacionamento à beira do colapso, pressionados por forças sobrenaturais e por seus próprios medos.
As atuações carregam nuances que exploram desde a intimidade cotidiana até o desespero diante da perda do controle sobre o corpo e o amor. É uma atuação que transpira autenticidade e tensão, essencial para que o terror corporal funcione também como drama humano.
Mistérios, cultos e o peso do passado
Além da trama principal, Juntos insere elementos de mistério que enriquecem a narrativa. O casal descobre que a caverna onde caíram já foi um local de culto da Nova Era, e que outros moradores desapareceram após visitá-la, vítimas do mesmo fenômeno.
A figura enigmática de Jamie, inicialmente um simples colega de trabalho, revela-se ligada ao mistério da fusão e ao ritual por trás da força sobrenatural que ameaça Tim e Millie. Sua revelação como uma entidade que já passou pelo processo de fusão amplia o universo do filme, trazendo um aspecto quase mitológico e ritualístico à história.
Esses elementos criam um clima de suspense e horror crescente, colocando o casal diante de escolhas difíceis que envolvem sacrifício, sobrevivência e aceitação.
Temas universais sob um olhar horripilante
Embora a produção americana seja um filme de terror, seu coração pulsa em temas universais: amor, medo da perda, identidade e transformação. O filme usa o horror corporal para aprofundar reflexões sobre o que significa estar em um relacionamento intenso, onde os limites entre o “eu” e o “nós” se confundem.
A história aborda também o medo do abandono e a dependência emocional, mostrando como o amor pode ser tanto um refúgio quanto uma prisão. A fusão física dos protagonistas funciona como metáfora para esses dilemas, tornando a experiência do terror também uma jornada psicológica e emocional.
Direção promissora de Michael Shanks
Michael Shanks demonstra, em sua estreia como diretor, um controle firme da narrativa e do clima. Ele constrói uma atmosfera claustrofóbica e opressiva, combinando o visual perturbador das transformações com o drama dos personagens.
O roteiro, também assinado por Shanks, equilibra momentos de tensão extrema com cenas de introspecção, sem perder o ritmo e mantendo o espectador envolvido. A direção de arte, o design de som e a fotografia colaboram para intensificar a sensação de desconforto e imersão.
Para quem busca um terror que vá além dos sustos fáceis e explore temas humanos em meio a um cenário sobrenatural, o filme é uma obra imperdível de 2025, que certamente deixará marcas duradouras.
Duas décadas após conquistarem o público com a comédia adolescente Sexta-Feira Muito Louca (2003), Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan estão de volta em Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, a sequência que resgata não apenas os personagens icônicos Tess e Anna, mas também a magia da fórmula corpo-trocado com uma nova roupagem emocional, atualizada e surpreendentemente madura. Dirigido por Nisha Ganatra e escrito por Jordan Weiss, o filme entrega uma comédia sensível e espirituosa, que respeita o legado do original sem deixar de se reinventar.
Na nova trama, reencontramos Anna Coleman (Lohan), agora adulta, mãe de uma pré-adolescente e prestes a se tornar madrasta. Tess (Curtis), por sua vez, vive uma fase consagrada: avó dedicada, vencedora do Oscar e com a mesma energia controladora de sempre. Quando as engrenagens da vida — e uma nova onda sobrenatural — as colocam de volta no corpo uma da outra, mãe e filha precisam, mais uma vez, se reconectar e repensar suas trajetórias. Só que agora há mais em jogo: duas famílias, gerações diferentes, responsabilidades complexas e um mundo que também mudou.
Ganatra, que tem experiência em projetos sensíveis com apelo cômico (The High Note, Late Night), acerta ao equilibrar o humor característico do primeiro filme com o peso emocional de duas mulheres que se amam profundamente, mas vivem em tempos e papéis distintos. A nova troca de corpos não é apenas um recurso narrativo repetido, mas um espelho para refletir sobre envelhecer, maternar, amar de novo e (re)aprender com o outro.
O carisma que atravessa o tempo
O maior trunfo do filme é, sem dúvida, a química intacta entre Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan. Se, em 2003, ambas entregaram performances hilárias e inesperadamente comoventes, em 2025 elas exibem um entrosamento ainda mais afiado, agora temperado com a bagagem da maturidade — delas enquanto atrizes e das personagens enquanto mulheres.
Curtis continua dominando com facilidade cada nuance cômica, e se diverte ao interpretar uma avó no corpo da filha adulta, enquanto Lohan, em um de seus retornos mais celebrados ao cinema, exibe uma delicadeza que não anula sua veia cômica. Seu timing permanece afiado, e há um brilho nostálgico em vê-la retornar ao papel que ajudou a eternizá-la como uma estrela da geração millennial.
Julia Butters, a jovem atriz revelada em “Era Uma Vez em… Hollywood”, também brilha como a filha de Anna. Ela oferece o contraponto de uma nova geração que assiste ao caos intergeracional com perplexidade, sarcasmo e, claro, uma dose de sabedoria precoce.
Foto: Reprodução/ Internet
Humor com coração
O roteiro de Jordan Weiss — criadora da série Dollface — opta por não reinventar completamente a roda. A estrutura segue familiar: as protagonistas trocam de corpos, enfrentam situações inusitadas no cotidiano da outra, criam embaraços públicos e finalmente descobrem, através dessa experiência, algo profundo sobre si mesmas. No entanto, o charme do filme está em como essa estrutura é revestida por novos temas.
Questões como envelhecimento, maternidade, luto, reconstrução familiar e até menopausa ganham espaço em meio ao riso fácil. Ao tratar dessas pautas sem perder o humor leve, o filme respeita sua audiência mais velha — aquela que cresceu com o original — ao mesmo tempo que oferece uma porta de entrada acolhedora para o público jovem.
Há cenas memoráveis: um jantar de noivado que descamba em caos corporal e emocional; um momento constrangedor (e hilário) de Tess, no corpo de Anna, tentando usar redes sociais; e uma tocante conversa entre as duas personagens num quarto de hotel, que remete diretamente ao clímax emocional do primeiro filme.
Nostalgia sem ser refém
A nostalgia é um ingrediente inevitável, mas felizmente Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda não se rende ao fan service fácil. As referências ao primeiro longa existem — uma menção ao show de rock adolescente, um flashback discreto, uma piadinha interna sobre a banda Pink Slip — mas funcionam como camadas adicionais e não como muletas narrativas.
Há, inclusive, um mérito na maneira como o filme se posiciona no universo da Disney sem precisar se tornar uma sequência “infantilizada”. Ele é mais maduro, mais introspectivo em certos momentos, e mais emocionalmente ambicioso do que se esperaria de uma comédia familiar padrão. Ainda assim, continua acessível, engraçado e encantador.
O peso da continuidade
Ganatra também acerta ao construir um universo visual que espelha o crescimento das personagens. A casa de Tess é agora mais elegante, mas ainda tem resquícios de sua personalidade controladora. Anna vive em um espaço mais orgânico e desorganizado, refletindo sua nova identidade como mãe e profissional. As escolhas estéticas — desde o figurino até a direção de arte — ajudam a contar a história com riqueza de detalhes, mesmo nos momentos mais caricatos.
A trilha sonora mistura canções atuais com músicas que evocam os anos 2000, criando uma ponte afetiva com o passado, mas sem parecer datada. A montagem tem ritmo ágil e preciso, fazendo com que mesmo os momentos mais absurdos pareçam verossímeis dentro da lógica do filme.
Foto: Reprodução/ Internet
Uma comédia com identidade própria
Ao final, o longa-metragem entrega exatamente o que promete — e mais um pouco. É um filme sobre família, sobre crescer e reaprender, sobre ceder espaço e retomar a escuta. Faz rir com sinceridade, emociona com suavidade e, principalmente, reafirma o poder do cinema de ser um reencontro: entre mãe e filha, entre gerações, entre atores e suas plateias.
Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan provam, mais uma vez, que carisma não tem prazo de validade. E que, sim, às vezes o raio cai duas vezes no mesmo lugar — e quando isso acontece com talento, empatia e propósito, só nos resta agradecer.
Quase três décadas após o lançamento de Extermínio (2002), o mundo volta a mergulhar no pesadelo viral com Extermínio: A Evolução, terceiro capítulo de uma das sagas mais influentes do cinema de terror moderno. Estrelado por Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer e Ralph Fiennes, e dirigido por Danny Boyle, o longa já está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais do Brasil, oferecendo uma nova e inquietante perspectiva sobre o colapso da civilização.
O terceiro capítulo da aclamada franquia que revolucionou o gênero zumbi com uma abordagem realista e intensa — o longa pode ser encontrado nas lojas virtuais Apple TV (iTunes), Amazon Prime Video, Claro TV+, Google Play e Microsoft Films & TV (Xbox) pelo valor sugerido de R$ 29,90. Após a compra, o título fica disponível de forma permanente na conta do usuário, podendo ser assistido quantas vezes quiser; no caso do aluguel, o espectador pode ver o filme várias vezes dentro do período estipulado pela plataforma escolhida.
O filme, originalmente batizado de 28 Years Later, representa um marco não apenas para a franquia iniciada em 2002, mas também para o gênero de zumbis como um todo. Em um tempo em que as narrativas apocalípticas se multiplicam, “Extermínio: A Evolução” surpreende ao mesclar espetáculo e intimidade, violência e contemplação, medo coletivo e drama humano.
Se o primeiro filme revolucionou o terror ao introduzir infectados ágeis e uma estética documental angustiante, e sua sequência — Extermínio 2 — levou a saga a um tom mais militarizado, agora Danny Boyle e Alex Garland propõem um novo tipo de narrativa: menos sobre o colapso inicial e mais sobre o que vem depois. O vírus da raiva não é mais um surto emergente — é uma realidade crônica, que moldou uma geração inteira.
Um mundo isolado, uma ponte para o horror
A história se passa em uma ilha fortificada ao norte da Inglaterra, onde uma comunidade de sobreviventes vive há anos em relativo equilíbrio. Essa bolha de segurança, no entanto, é rompida quando um grupo decide cruzar a ponte que os separa do continente — agora um território inóspito, dominado por infectados ainda mais agressivos, facções humanas violentas e uma natureza que retomou seu espaço com fúria.
A ponte, enquanto elemento narrativo, funciona como símbolo de transição, separando não apenas dois territórios físicos, mas também dois estados mentais: o da ilusão de ordem e o do caos absoluto. A metáfora é potente e recorrente ao longo do filme, reforçando a noção de que, após tanto tempo, não há retorno possível à antiga ideia de civilização.
Personagens entre o instinto e a empatia
O elenco é liderado com brilho por Jodie Comer, que interpreta Isla, uma líder comunitária determinada a proteger sua gente a qualquer custo. Isla não é uma heroína convencional — é falha, mas profundamente humana. Aaron Taylor-Johnson, como Jamie, encarna a inquietação da juventude que cresceu em um mundo fragmentado e busca algo mais além dos muros da ilha. Já Ralph Fiennes, no papel do ambíguo Dr. Kelson, traz uma dose de mistério e tensão moral à trama, lembrando que mesmo os gestos científicos mais nobres podem esconder motivações obscuras.
Esses personagens não enfrentam apenas monstros — enfrentam dilemas sobre autoridade, sacrifício, fé, e o custo da sobrevivência a longo prazo. As atuações são contidas e intensas, refletindo o peso de uma existência onde o passado virou mito e o futuro, uma ameaça.
Estética radical: o apocalipse através das lentes do cotidiano
Uma das decisões mais ousadas de Danny Boyle foi a adoção de iPhones 15 Pro Max para registrar grande parte das cenas de ação. Com mais de 20 aparelhos filmando simultaneamente em algumas sequências, o cineasta resgata a estética crua e quase documental do original, mas com tecnologia de ponta.
O resultado são imagens com textura orgânica, movimentos rápidos e composições que colocam o espectador no centro da confusão. É uma estética que conversa com o mundo atual, onde tragédias são registradas em tempo real, muitas vezes por testemunhas amadoras. O apocalipse, aqui, é íntimo, próximo e registrável — como se o horror pudesse ser transmitido ao vivo de qualquer esquina.
Obstáculos e renascimentos: a saga por trás das câmeras
A existência de Extermínio: A Evolução é quase um milagre. Desde 2007, fãs especulavam sobre uma possível continuação, mas o projeto enfrentou bloqueios criativos e jurídicos. A ideia original era lançar 28 Months Later, mas desentendimentos com estúdios e a dispersão dos criadores adiaram tudo por anos.
Foi somente quando Garland reapresentou a proposta como um renascimento completo da franquia — com nova trilogia e novos protagonistas — que o projeto deslanchou. Boyle afirmou, em entrevistas, que o tempo decorrido entre os filmes foi crucial para amadurecer o enredo e permitir que o mundo real influenciasse diretamente a história contada.
O que vem por aí?
Segundo o próprio Danny Boyle, o novo longa é apenas o começo. O filme já foi planejado como o primeiro capítulo de uma nova trilogia. Os próximos títulos, provisoriamente chamados de “28 Years Later: Part II” e “Part III”, terão Cillian Murphy de volta como ator e produtor executivo, além de ampliarem o escopo geográfico da história.
As filmagens devem ocorrer em locações na América do Sul e na Ásia, ampliando o olhar da franquia sobre os diferentes impactos culturais e políticos da epidemia. Garland prometeu que a segunda parte será ainda mais radical, com foco em temas como inteligência artificial, biotecnologia e coletivos autônomos de sobreviventes.
Nesta terça, 5 de agosto de 2025, oCine Record Especial traz para a tela da Record TV o filme Assassinos Múltiplos (Título original: Acts of Vengeance), um thriller eletrizante que combina ação, drama e suspense de maneira única. Sob a direção de Isaac Florentine — conhecido por sua habilidade em artes marciais e sequências de luta (Undisputed II: Last Man Standing e Ninja: Shadow of a Tear) — e com roteiro de Matt Venne (autor de The Void e The Roost), a produção promete uma experiência visceral, envolvendo uma trama de perda, silêncio e busca implacável por justiça.
Um enredo que prende do começo ao fim
O centro da história é Frank Valera, interpretado pelo veterano Antonio Banderas, cuja carreira é marcada por personagens complexos e cheios de camadas (estrela em Desperado e A Máscara do Zorro). Frank é um advogado de sucesso que tem sua vida destruída pelo assassinato brutal de sua esposa e filha. A dor e o desespero o levam a fazer um voto de silêncio: ele não falará até que consiga encontrar o responsável por essa tragédia.
Essa decisão marca o início de uma jornada intensa e transformadora. Para se preparar para o confronto que sabe que virá, Frank mergulha em um treinamento rigoroso de artes marciais, transformando seu corpo e mente em armas poderosas para enfrentar o assassino Strode, papel vivido por Karl Urban (famoso por seus papéis em O Senhor dos Anéis e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura). O embate entre esses dois personagens torna-se o ponto alto do filme, marcado por cenas de luta coreografadas com precisão e uma atmosfera de tensão crescente.
A construção do personagem Frank Valera é profundamente humana. A escolha de um voto de silêncio não apenas expressa a dor do luto, mas também simboliza sua determinação absoluta. Ao renunciar à fala, ele concentra suas energias na vingança e na justiça pessoal — um caminho doloroso e solitário que desafia suas próprias limitações físicas e emocionais.
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A direção afiada de Isaac Florentine
Isaac Florentine, diretor e coreógrafo de cenas de ação, é uma referência no gênero. Com um currículo que inclui títulos aclamados por fãs das artes marciais e filmes de ação — como Undisputed II: Last Man Standing (2006) e Ninja: Shadow of a Tear (2013) —, Florentine tem um talento especial para transformar sequências de luta em momentos narrativos que avançam a trama e aprofundam os personagens.
Em Assassinos Múltiplos, essa expertise fica evidente em cada cena de combate, que combina técnica e emoção. As batalhas não são apenas espetáculos visuais, mas também expressões da luta interna de Frank, seu sofrimento e sua busca por redenção.
O diretor também trabalha habilmente o suspense, usando enquadramentos e iluminação para criar uma atmosfera tensa, que mantém o público envolvido e apreensivo até o desfecho. A edição dinâmica e a trilha sonora pulsante ajudam a intensificar essa sensação, criando um ritmo que equilibra ação e momentos mais introspectivos.
Um roteiro que explora temas profundos
Matt Venne, roteirista conhecido por seu trabalho em filmes como The Void (2016) e The Roost (2005), constrói uma narrativa que vai além do simples thriller de ação. O roteiro do filme mergulha nas complexidades do luto, da perda e da transformação pessoal.
Ao escolher um advogado como protagonista, o filme cria uma tensão interessante entre o mundo racional e jurídico e o universo emocional da vingança e da justiça pessoal. Frank Valera não apenas luta contra um assassino, mas contra seus próprios demônios, tentando encontrar um propósito depois de uma tragédia que ameaça destruí-lo por completo.
O voto de silêncio, um elemento central da trama, funciona como uma metáfora para a dor que não se consegue expressar em palavras e a força que nasce do silêncio e da disciplina. Esse simbolismo dá profundidade ao personagem e convida o público a refletir sobre as diferentes formas de enfrentar a dor.
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O elenco que eleva a produção
Antonio Banderas é o coração do filme. Com uma carreira que mistura ação, drama e personagens icônicos — de Desperado (1995) a A Máscara do Zorro (1998), e até trabalhos mais recentes em Dolittle (2020) —, ele traz para Frank Valera uma intensidade e uma vulnerabilidade que fazem o público se importar profundamente com sua trajetória.
Karl Urban, conhecido por interpretar personagens marcantes como Éomer em O Senhor dos Anéis (2001-2003) e Skurge em Thor: Ragnarok (2017), oferece uma atuação sombria e implacável como Strode, o antagonista que não hesita em confrontar Frank. Sua preparação para as cenas de luta, que incluiu treinamento rigoroso em artes marciais, aumenta a veracidade dos confrontos e o equilíbrio dramático entre herói e vilão.
Cristina Serafini, Paz Vega (de Lucía y el sexo, 2001) e Robert Forster (veterano de Jackie Brown, 1997) completam o elenco com personagens que dão suporte à trama principal, enriquecendo a narrativa com suas próprias histórias e dilemas, ampliando o universo emocional do filme.
Curiosidades que tornam o filme ainda mais interessante
Uma das curiosidades mais marcantes é que tanto Antonio Banderas quanto Karl Urban passaram por um intenso treinamento em artes marciais para dar mais autenticidade às cenas de ação. Essa preparação resultou em sequências de luta mais realistas e emocionantes, o que é um diferencial para quem aprecia o gênero.
Outro ponto interessante é a escolha da Bulgária como local de produção. O país tem se tornado um polo para filmes de ação e grandes produções internacionais devido a seus custos acessíveis e infraestrutura de qualidade, e Assassinos Múltiplos é um exemplo claro dessa tendência.
O filme também se destaca por sua duração relativamente curta — 87 minutos —, o que ajuda a manter o ritmo acelerado e a evitar dispersões na narrativa, tornando a experiência intensa e direta.
Por que assistir ao filme no Cine Record Especial?
Para quem gosta de filmes que combinam ação com uma história que emociona, Assassinos Múltiplos é uma escolha certeira. A trajetória de Frank Valera, que enfrenta a perda mais dolorosa da vida e busca justiça com a força do corpo e da mente, oferece momentos de tensão e empatia.
Na tela da Record TV, o filme ganha ainda mais destaque por sua narrativa ágil e visual marcante, capazes de prender a atenção do público do início ao fim. Você pode assistir ao filme em diversas plataformas de streaming, incluindo a Adrenalina Pura, disponível por assinatura para quem busca muita ação e emoção na telinha.
Em tempos onde a correria do dia a dia parece não dar trégua e as responsabilidades crescem a cada instante, é fácil esquecer o poder transformador da imaginação e da conexão genuína com aqueles que amamos. Pensando nisso, a Sessão da Tarde traz nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, uma história leve, divertida e profundamente tocante: Imagine Só!, um filme que mistura fantasia e comédia familiar, estrelado pelo carismático Eddie Murphy. A produção, dirigida por Karey Kirkpatrick, não é apenas um entretenimento para toda a família, mas também um lembrete delicado da importância do tempo compartilhado e da escuta verdadeira entre pais e filhos.
Um cenário realista e problemas que muitos conhecem
Segundo informa a sinopse do AdoroCinema, a trama gira em torno de Evan Danielson (Eddie Murphy), um executivo do mercado financeiro que enfrenta uma fase crítica. Após anos dedicando sua vida ao trabalho, Evan vê sua carreira ameaçada por um concorrente agressivo, Johnny Pena Branca (Thomas Haden Church). O peso da profissão, a pressão por resultados e a ansiedade de manter seu cargo começam a tomar conta da sua rotina, tornando cada vez mais difícil encontrar equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Divorciado e afastado da filha Olivia, uma menina introspectiva de 8 anos interpretada pela jovem e talentosa Yara Shahidi, Evan vive um distanciamento afetivo que dói. Olivia, ao contrário do pai, tem um mundo próprio — um universo imaginário repleto de princesas como Kupida, Sopida e a rainha Qwali — e um objeto especial, seu cobertor de estimação, carinhosamente chamado de “betoa”. A relação entre os dois é marcada por uma barreira invisível que a rotina e a falta de diálogo foram construindo com o tempo.
Esse contexto é bastante comum para muitas famílias, tornando a história altamente identificável. Quantos pais e filhos não se veem, em algum momento, desconectados pela correria, pelo trabalho ou até mesmo pelas diferenças de gerações? Imagine Só! aborda isso com uma sensibilidade rara, sem julgamentos, mostrando que a ponte para a reconexão pode estar em lugares inesperados.
O poder da imaginação: uma jornada para dentro do universo infantil
Quando tudo parece perdido, Evan recebe um convite da filha para adentrar o seu mundo imaginário. É nesse momento que o filme realmente ganha vida e magia. O universo criado por Olivia é colorido, fantasioso e cheio de personagens cativantes — princesas que representam forças, emoções e dilemas do cotidiano infantil.
A partir dessa imersão, Evan começa a enxergar as situações profissionais e pessoais sob outro ângulo, descobrindo soluções criativas para os problemas que antes pareciam insolúveis. A fantasia, longe de ser um mero escapismo, torna-se uma ferramenta poderosa para a transformação real, tanto interna quanto externa.
Esse aspecto do filme ressoa profundamente com o público, principalmente porque valoriza a criatividade e a imaginação como elementos essenciais para o crescimento humano, seja na infância ou na vida adulta. É um convite para nunca perdermos a capacidade de sonhar e de olhar o mundo com olhos curiosos e abertos.
Eddie Murphy em um papel diferente, mas igualmente cativante
Eddie Murphy, conhecido mundialmente por suas performances cômicas e energéticas, surpreende ao assumir o papel de Evan Danielson com uma pegada mais sensível e humana. Sua atuação é marcada pela naturalidade e pela capacidade de transitar entre momentos de humor e emoção com equilíbrio.
Ao longo do filme, vemos Murphy explorar a fragilidade de um pai que, apesar das falhas e limitações, quer se reaproximar da filha e superar seus próprios desafios. Esse lado mais vulnerável do ator faz com que o público se conecte com a personagem de forma genuína, mostrando que a comédia pode andar lado a lado com histórias que tocam o coração.
Já a pequena Yara Shahidi, que interpreta Olivia, traz uma autenticidade rara para a tela. Sua interpretação da menina sonhadora e reservada é cheia de nuances, mostrando que as crianças também carregam complexidades emocionais profundas, mesmo quando as expressam através da imaginação e do silêncio.
Um elenco de apoio que enriquece a narrativa
Além dos protagonistas, o filme conta com um elenco que acrescenta camadas à história. Thomas Haden Church, no papel do antagonista Johnny Pena Branca, representa a pressão externa e a competitividade feroz do mundo corporativo. A antagonista não é um vilão tradicional, mas um rival que simboliza as dificuldades que Evan precisa superar.
Outros nomes de peso como Martin Sheen, Nicole Ari Parker e participações especiais de atletas como Allen Iverson e Carmelo Anthony aparecem para trazer um toque de realidade e leveza, fortalecendo o equilíbrio entre fantasia e cotidiano.
Essa diversidade de personagens contribui para que o enredo não se restrinja a uma simples história infantil, mas se abra para reflexões sobre relações interpessoais, desafios profissionais e a importância do apoio familiar.
Trilha sonora: a magia dos Beatles em cena
A trilha sonora de Imagine Só! merece destaque especial. Composta por Mark Mancina, que já havia trabalhado com o diretor em outras produções, a música acompanha o tom acolhedor e emocional do filme, com arranjos que misturam orquestra e sons leves.
Além disso, o filme apresenta versões de clássicos dos Beatles como “Here Comes the Sun”, “All You Need Is Love” e “Got to Get You Into My Life”. Essas músicas clássicas e cheias de significado reforçam a atmosfera de nostalgia, esperança e amor que permeia a história.
Para muitas gerações, os Beatles representam o encontro entre sonho e realidade, algo que o filme traduz com delicadeza em cada cena musical.
Produção e curiosidades
Gravado entre setembro e dezembro de 2007, com locações em Denver e Los Angeles, Imagine Só! é uma coprodução entre Estados Unidos e Alemanha, envolvendo grandes estúdios como Paramount Pictures e Nickelodeon Movies.
Originalmente lançado com o título Imagine That, o filme chegou ao Brasil com o nome Minha Filha é um Sonho, mas sua estreia nos cinemas foi cancelada, tendo sido lançado diretamente em vídeo com o título Imagine Só!.
Embora não tenha sido um sucesso comercial estrondoso — arrecadando cerca de 23 milhões de dólares mundialmente —, o longa conquistou seu público fiel e permanece até hoje como uma obra querida por quem valoriza histórias que emocionam e inspiram.
Além disso, foi o primeiro filme da Nickelodeon Movies a estrear no canal BET, marcando uma importante expansão do alcance da produtora.
Lições que ficam para a vida
Mais do que uma simples comédia familiar, o longna-metragem é um convite à reflexão sobre a importância da escuta, da empatia e do tempo compartilhado. Evan Danielson é, em muitos aspectos, o espelho dos pais modernos — pessoas que lutam para equilibrar as demandas profissionais com o desejo de estar presentes na vida dos filhos.
O filme mostra que, às vezes, a resposta para os problemas mais difíceis está em se permitir olhar o mundo através do olhar de uma criança — cheio de possibilidades, criatividade e esperança.
Essa mensagem, universal e atemporal, ganha uma força especial quando apresentada com humor e leveza, características que tornam a experiência de assistir ao filme prazerosa para todas as idades.
Onde posso assistir?
Além da exibição na TV Globo, você também pode assistir ao filme Imagine Só! em diversas plataformas digitais. Para quem é assinante, o longa está disponível no catálogo da Netflix, permitindo que você assista a qualquer momento com a comodidade do streaming. Se preferir, o filme também pode ser alugado no Prime Video, a partir de R$ 6,90, oferecendo flexibilidade para assistir quando quiser. Confira todas as opções de streaming e vídeo sob demanda (VOD) disponíveis para não perder essa divertida e emocionante história.
A VR Editora acaba de lançar no Brasil As aventuras do Gato-Endiabrado, spin-off da popular série infantil Caos Total, que conquistou uma legião de jovens leitores com sua mistura de humor, ação e personagens inesquecíveis. Escrito e ilustrado pelo autor sul-africano Ralph Lazar, o novo título traz para o centro da narrativa um felino nada convencional — com duas caudas, pouco autocontrole e um talento meio duvidoso para o crime — que promete arrancar gargalhadas e confundir seus adversários com planos mirabolantes e situações totalmente imprevisíveis.
O Gato-Endiabrado se autodenomina o maior vilão do mundo, mas quem acompanha suas peripécias sabe que o máximo que ele consegue é ser um anti-herói atrapalhado. Entre cochilos estratégicos e uma dieta nada convencional à base de sorvete de sardinha, o felino tem uma rotina agitada: rouba, cria invenções que quase sempre saem do controle e participa de competições nada comuns — como a Batalha das Melancias — contra seu arqui-inimigo, o engenhoso e sempre astuto Cara-de-Coelho.
A publicação traz duas histórias principais que misturam ação, confusão e um humor afiado. Na primeira, intitulada O pato sumido, o Gato-Endiabrado planeja o roubo da obra de arte mais famosa do mundo, O Azul de Patileno. Tudo parecia sob controle, até que o infame Cara-de-Coelho, junto com os irmãos Charcocovilquistão, também decidem meter as mãos no quadro roubado, deixando o felino numa enrascada. No meio dessa confusão toda, o excêntrico curador da Pinacoteca Nacional, acompanhado de suas três baratas de estimação, aparece para tentar recuperar a preciosidade perdida — em uma aventura recheada de reviravoltas e personagens inusitados.
Já na segunda história, o humor e a competição são levados a outro nível na disputa da Batalha das Melancias. O prêmio? Suprimento vitalício de suco grátis — algo que nenhum dos competidores quer perder. Diante do desafio, o Gato-Endiabrado aposta em uma poção mágica para fazer sua melancia crescer rapidamente, enquanto Cara-de-Coelho responde com uma melancia mecânica cheia de truques. A rivalidade entre eles escala até um ponto explosivo — literalmente —, com um final surpreendente que vai prender a atenção dos pequenos do começo ao fim.
O charme do livro está nas ilustrações divertidas e nos diálogos cheios de sarcasmo e irreverência, que fazem de As aventuras do Gato-Endiabrado uma leitura leve, engraçada e perfeita para crianças que adoram anti-heróis atrapalhados, mas com corações grandes e que sempre acabam conquistando a torcida.
Para quem ainda não conhece, este spin-off pode ser lido de forma independente, sem necessidade de ter lido os títulos anteriores de Caos Total. É uma porta de entrada ideal para jovens leitores que querem mergulhar no universo caótico e cômico criado por Ralph Lazar — um mundo onde a diversão está garantida, os planos saem pela culatra e a aventura está sempre à espreita.
David Garrett é um nome que há muito transcende o universo clássico para se tornar sinônimo de inovação, talento e ousadia musical. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, ele tem sido um dos raros artistas a atravessar fronteiras entre estilos musicais, conquistando fãs tanto nas salas de concerto quanto nas maiores arenas do mundo. Agora, o violinista alemão lança seu mais audacioso projeto até hoje: o álbum Millennium Symphony, que transforma os maiores hits dos últimos 25 anos em verdadeiras sinfonias contemporâneas.
Mais do que um lançamento discográfico, essa obra marca o início de uma nova fase para Garrett, que acaba de firmar um contrato global com a gigante Live Nation, garantindo uma turnê mundial em arenas — um verdadeiro espetáculo visual e sonoro que promete revolucionar a forma como o violino é apresentado ao público. A América Latina está no roteiro, com shows confirmados no México, Peru, Argentina, Brasil e Colômbia.
Para os fãs brasileiros, a expectativa é ainda maior, pois São Paulo receberá o artista e sua banda no dia 30 de novembro, na moderna Suhai Music Hall. Os ingressos já estão disponíveis, com opções que facilitam a compra, incluindo parcelamento sem juros e bilheteria oficial sem taxa de conveniência, garantindo acessibilidade para o público.
Garrett construiu uma carreira marcada pela busca constante de novas linguagens musicais. Com 17 álbuns lançados e dezenas de hits nas paradas europeias e americanas, ele não é apenas um violinista clássico, mas um verdadeiro camaleão da música. Seus álbuns Rock Symphonies e cinco trabalhos consecutivos de música clássica alcançaram o topo das listas, revelando sua capacidade única de conectar públicos variados.
A popularidade de Garrett é impressionante: mais de cinco milhões de CDs vendidos, 5,6 bilhões de streams e cerca de 1.600 shows pelo mundo, que já encantaram mais de quatro milhões de pessoas. Isso faz dele um dos artistas solo mais vendidos e assistidos na atualidade, mesclando a técnica apurada do violino clássico com a energia e o ritmo da música popular.
O conceito do Millennium Symphony é audacioso e inovador. Garrett reinventa sucessos de artistas globais como Taylor Swift, Rihanna, Ed Sheeran, The Weeknd e David Guetta, trazendo-os para um cenário sinfônico grandioso e moderno. É uma celebração dos últimos 25 anos da música pop, contada por meio de arranjos orquestrais envolventes e a técnica virtuosa do violinista.
O show ao vivo, portanto, será muito mais do que uma simples apresentação: será uma experiência imersiva, onde a paixão pela música se une à inovação tecnológica, criando uma atmosfera única para o público. Garrett promete surpreender tanto os fãs de música clássica quanto aqueles que acompanham os hits do pop contemporâneo, quebrando barreiras e convidando todos a celebrar a música em sua forma mais vibrante.
Em São Paulo, a noite do dia 30 de novembro promete ser inesquecível, com um artista que continua a redefinir o papel do violino no cenário mundial e a inspirar gerações com sua habilidade de contar histórias musicais de forma emocionante e original.