Marty Supreme | Novo trailer mostra Timothée Chalamet se tornando lenda do pingue-pongue

0
Foto: Reprodução/ Internet

O novo trailer de Marty Supreme chegou, e com ele a promessa de uma história de vida tão improvável quanto inspiradora. Timothée Chalamet (Conhecido por Me Chame Pelo Seu Nome, Duna, Adoráveis Mulheres, Wonka) assume o papel de Marty Reisman, um malandro nova-iorquino que transforma partidas de pingue-pongue em lenda. Abaixo, confira o novo vídeo:

Com direção de Josh Safdie e roteiro co-escrito com Ronald Bronstein, o filme mistura drama, comédia e esportes, acompanhando um homem que começou jogando pelas apostas das ruas de Manhattan e terminou colecionando mais de 22 títulos oficiais, incluindo o recorde de atleta mais velho a vencer um campeonato nacional.

Marty Reisman: do improviso à grandeza

A história de Marty é, acima de tudo, uma narrativa sobre persistência e autenticidade. Ele não era apenas um jogador talentoso; era um performer nato. Cada saque, cada jogada, cada aposta era uma expressão de sua personalidade — ousada, imprevisível e cheia de energia. No filme, vemos Marty enfrentando rivais, críticos e desafios pessoais, sempre buscando provar seu valor em um mundo que parecia não acreditar nele.

O longa mostra não só suas vitórias, mas também os obstáculos, os erros e os momentos de dúvida que tornam sua jornada tão humana e fascinante. Não é só sobre esportes; é sobre como alguém comum pode, com coragem e determinação, se tornar extraordinário.

Josh Safdie e a energia de Nova York

Josh Safdie, famoso por Joias Brutas, imprime em Marty Supreme seu estilo inconfundível: uma câmera que respira junto com os personagens, cortes rápidos e um ritmo que faz o espectador sentir cada tensão, cada vitória e cada derrota. A Nova York dos anos 1950 se transforma em personagem: vibrante, caótica, cheia de cor e som, refletindo a própria vida de Marty, que parece sempre estar no lugar certo — ou no momento errado — para fazer história.

Chalamet em um papel que diverte e inspira

Além de Chalamet, o filme traz Gwyneth Paltrow (de Homem de Ferro e Prodigal Son) como Kay Stone, empresária que cruza o caminho de Marty e transforma sua carreira; Odessa A’zion (de Hellraiser e Bottoms) como Raquel, parceira e confidente do protagonista; e Kevin O’Leary (de Shark Tank) interpretando Milton Rockwell, magnata das apostas esportivas.

O filme ainda conta com surpresas: Tyler Okonma (Tyler, The Creator; Call Me If You Get Lost) como Wally, treinador excêntrico; Abel Ferrara (de Bad Lieutenant e King of New York) como Ezra, mentor sombrio; e Fran Drescher (de The Nanny e Happily Divorced) como a Sra. Mauser, mãe de Marty, trazendo humor e humanidade à narrativa. Um elenco eclético que reflete a própria energia do longa: inesperado, vibrante e cheio de vida.

Uma história que vai além do esporte

Marty Supreme não é só sobre vitórias em campeonatos. É sobre ambição, erros, superação e legado. Marty Reisman se torna um exemplo de coragem e autenticidade, provando que, mesmo quando todos duvidam, é possível trilhar um caminho que deixa marca. O filme também dialoga com temas universais: os desafios de envelhecer, a pressão por reconhecimento e o equilíbrio entre talento e disciplina. A história de Marty é, acima de tudo, uma celebração da vida, da ousadia e da paixão pelo que se faz.

O longa-metragem estreou no Festival de Cinema de Nova York, em 6 de outubro de 2025, sendo elogiado por crítica e público. Nos Estados Unidos, chega pela A24 no dia 25 de dezembro de 2025, e estreia no Brasil em 8 de janeiro de 2026.

Spin-off de Superman traz Jimmy Olsen e equipe do Planeta Diário como protagonistas

0

O universo de Clark Kent está prestes a ganhar um novo capítulo, mas desta vez o destaque não será o próprio Homem de Aço. Segundo informações do The Hollywood Reporter, Dan Parrault e Tony Yacenda, criadores da aclamada série American Vandal, vão roteirizar, produzir executivamente e comandar um spin-off focado em Jimmy Olsen, interpretado por Skyler Gisondo.

A série promete mergulhar no dia a dia dos repórteres do Planeta Diário, explorando casos envolvendo vilões superpoderosos e ameaças que vão muito além das páginas do jornal. Enquanto Lois Lane (Rachel Brosnahan) e Clark Kent (David Corenswet) ficam de fora do foco principal, Olsen e sua equipe assumem o protagonismo, mostrando que há muito heroísmo por trás das câmeras e das notícias.

O repórter que conquistou gerações

Olsen é um dos personagens mais icônicos do universo do Homem de Aço. Criado nos quadrinhos da DC Comics, ele é geralmente retratado como um jovem fotojornalista do Planeta Diário, amigo próximo de Lois Lane e Clark Kent. Seu relacionamento com Perry White, o chefe exigente e carismático, combina respeito profissional com laços quase familiares, tornando Olsen um personagem cativante e fácil de se identificar.

Entre 1954 e 1982, Jimmy estrelou 222 edições de séries próprias, como Superman’s Pal Jimmy Olsen e Superman Family, além de aparecer nas histórias principais do Superman. Sua trajetória nos quadrinhos é marcada por curiosidade, coragem e uma certa ingenuidade, sempre misturando humor e suspense enquanto se envolve em investigações que vão muito além de simples reportagens.

O que esperar da nova série

De acordo com as primeiras informações, o spin-off vai explorar Olsen como protagonista absoluto, acompanhado por outros repórteres do Planeta Diário. A série deve mergulhar em investigações jornalísticas envolvendo super-vilões e ameaças que desafiam até mesmo o Homem de Aço, mostrando que a coragem e a inteligência também existem fora do uniforme.

Parrault e Yacenda são conhecidos por American Vandal, série que combina humor, mistério e crítica social de forma inteligente e envolvente. Isso sugere que o novo projeto terá uma abordagem leve, mas sem perder o suspense e a tensão das situações de alto risco enfrentadas por Olsen e sua equipe.

Além disso, a série deve explorar o lado humano dos repórteres: os dilemas éticos de investigar crimes e vilões poderosos, a pressão de trabalhar sob o olhar crítico do público e as dinâmicas pessoais dentro do jornal. Em outras palavras, não será apenas sobre superpoderes, mas também sobre a coragem de quem está por trás das câmeras.

Um olhar diferente sobre o universo Superman

Enquanto o Super Homem e Lois Lane muitas vezes dominam o centro das atenções, a decisão de focar em Jimmy é uma oportunidade de expandir o universo de forma criativa. A série pode explorar histórias paralelas, novos personagens e vilões, e trazer uma narrativa mais intimista, mostrando como os bastidores do Planeta Diário também são palco de ação e drama.

O público poderá acompanhar Olsen enfrentando desafios que vão do jornalismo investigativo à luta contra ameaças sobre-humanas, tudo sem perder o carisma e o senso de humor que sempre fizeram do personagem um favorito entre os fãs.

HBO Max prepara série de V de Vingança com produção de James Gunn e Peter Safran

0
Foto: Reprodução/ Internet

O clássico distópico V de Vingança está prestes a ganhar uma nova vida na tela — desta vez, em formato de série. Segundo informações exclusivas da Variety, a HBO está desenvolvendo a adaptação com roteiro de Pete Jackson. A produção executiva ficará a cargo de James Gunn (Pacificador, Guardiões da Galáxia, Superman) e Peter Safran (Supergirl, The Batman Part II, Aquaman 2: O Reino Perdido), do DC Studios, que prometem trazer uma abordagem moderna e empolgante para a história. Até agora, nem a HBO nem o DC Studios confirmaram oficialmente, mas a notícia já está causando burburinho entre fãs de quadrinhos e cinéfilos.

Vamos entender a origem da história

Tudo começou em 1988, quando Alan Moore e David Lloyd criaram a série de quadrinhos que se tornaria um marco da cultura pop. Publicada pela DC Comics sob a marca Vertigo, a obra trouxe uma Inglaterra alternativa dominada por um governo fascista, abordando temas como autoritarismo, liberdade e resistência. Mais do que uma história de ação, o quadrinho se destacou por suas críticas sociais afiadas e personagens complexos.

O protagonista, conhecido apenas como “V”, é um vigilante mascarado que luta contra o regime opressor do partido Fogo Nórdico, liderado pelo Alto Chanceler Adam Sutler. Ele se torna símbolo de rebeldia e justiça, inspirando não apenas os personagens da história, mas também leitores ao redor do mundo.

Do quadrinho para o cinema

O primeiro grande salto da obra para a cultura pop aconteceu em 2005, com o filme V for Vendetta (V de Vingança no Brasil e Portugal). Dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelas irmãs Wachowski, o longa trouxe Natalie Portman como Evey Hammond, Hugo Weaving como V, Stephen Rea como o inspetor Finch e John Hurt como o Alto Chanceler Sutler.

Ambientado em um mundo distópico no final da década de 2020, o filme mostra uma Inglaterra totalitária em meio a crises globais: os Estados Unidos enfrentam as consequências de uma guerra civil, a Europa lida com uma pandemia devastadora, e o Reino Unido é governado de forma autoritária pelo partido Fogo Nórdico.

V surge como um vigilante mascarado, salvando Evey de uma tentativa de abuso pelos agentes do governo e, em seguida, promovendo atos de rebelião, incluindo a icônica explosão do Old Bailey. O filme mistura ação e suspense com uma reflexão política intensa, tornando-se um marco que consolidou a máscara de Guy Fawkes como símbolo global de protesto.

O que podemos esperar da série

A grande vantagem de adaptar V de Vingança para o formato de série é a possibilidade de explorar o universo com mais profundidade. Enquanto o filme precisava condensar a história em algumas horas, a série pode mergulhar em detalhes do regime fascista, nas motivações de V, nas dúvidas e transformações de Evey e nas intrigas políticas que moldam o mundo da obra.

Pete Jackson, responsável pelo roteiro, é conhecido por equilibrar ação e desenvolvimento psicológico dos personagens, o que sugere que a série terá momentos tensos, mas também reflexivos. James Gunn e Peter Safran, produtores executivos, trazem experiência em grandes universos cinematográficos, garantindo que a narrativa seja envolvente, emocionante e fiel ao espírito do material original.

Uma história que continua atual

Mesmo décadas após sua criação, a trama continua surpreendentemente atual. O combate à opressão, a vigilância estatal, a manipulação da mídia e a luta por liberdade são temas que ressoam em qualquer época. A máscara de Guy Fawkes, que simboliza resistência e rebeldia, transcende a ficção e se tornou um ícone real em protestos e movimentos sociais ao redor do mundo.

A série tem potencial não apenas de entreter, mas também de provocar reflexão sobre liberdade, justiça e responsabilidade individual. Em tempos de debates sobre autoritarismo, desinformação e censura, revisitar essa história é mais relevante do que nunca.

Por que essa série importa

Além de ser uma história envolvente, V de Vingança é um fenômeno cultural. A narrativa de resistência contra regimes autoritários, o poder da mídia, a importância da memória histórica e a simbologia da máscara de Guy Fawkes são elementos que dão à série potencial de transcender o entretenimento e entrar em discussões sociais mais amplas.

A chegada da série da HBO representa também uma tendência do mercado: adaptações de quadrinhos mais maduras e reflexivas, que vão além do modelo tradicional de super-heróis. O público hoje busca histórias que misturem ação, suspense e relevância política, e V de Vingança tem tudo para atender a essas expectativas.

Pluribus | Novo teaser revela o universo perturbador de Vince Gilligan na Apple TV+

0
Foto: Reprodução/ Internet

Vince Gilligan retorna em grande estilo, mas desta vez a jornada não atravessa o submundo do crime — ela mergulha no abismo da mente humana. O novo teaser de Pluribus, lançado na Apple TV+, apresenta uma série que mistura ficção científica, suspense psicológico e dilemas sobre identidade e liberdade, mostrando um universo completamente diferente do que o criador de Breaking Bad e Better Call Saul já explorou.

O teaser divulgado pelo DiscussingFilm cumpre seu papel com maestria: provoca, inquieta e deixa claro que Gilligan criou uma história visualmente arrebatadora e emocionalmente instigante, pronta para desafiar o espectador a refletir sobre identidade, liberdade e o verdadeiro preço da paz coletiva.

O título da série, Pluribus, vem da expressão latina E Pluribus Unum, “de muitos, um”, conceito que norteia a trama: um mundo em que os indivíduos desaparecem e o coletivo domina. Em poucos segundos, o teaser apresenta um planeta transformado pelo vírus alienígena chamado “A União”, que conecta todas as mentes humanas em um fluxo único e silencioso. A aparente perfeição — sem guerras, fome ou egoísmo — contrasta com a ausência de desejos, vontades e emoções próprias.

Nesse cenário, Carol Sturka (Rhea Seehorn) sobrevive, imune à infecção, sentindo cada emoção perdida pelo resto da humanidade. Em poucos segundos, o teaser transmite de forma poderosa a tensão entre pertencimento e solidão, entre segurança e perda da própria identidade, oferecendo um vislumbre de um universo inquietante e profundamente humano.

Após Better Call Saul, muitos esperavam que Gilligan continuasse explorando o crime, mas ele decidiu desafiar sua própria zona de conforto, mergulhando na ficção científica com o mesmo olhar clínico e emocional que marcou sua carreira. Albuquerque surge silenciosa e quase irreconhecível, como se tivesse sido absorvida por um mundo homogêneo. A fotografia fria e dessaturada, aliada a uma trilha sonora minimalista, reforça o clima de isolamento e inquietação, despertando a curiosidade do espectador em cada frame.

A produção de Pluribus também teve sua trajetória desafiadora. Em outubro de 2023, a greve do Sindicato dos Roteiristas da América interrompeu a escrita da primeira temporada, obrigando Gilligan e sua equipe a se reagrupar para finalizar os dois últimos episódios. As filmagens, iniciadas em fevereiro de 2024 e concluídas em setembro do mesmo ano, se estenderam por sete meses em Albuquerque, sob o título provisório de Wycaro 339, com um orçamento estimado de US$ 15 milhões por episódio. Em março de 2024, Karolina Wydra foi escalada para o papel principal de Zosia, adicionando ainda mais força ao elenco da série.

Avatar: O Último Mestre do Ar | 3ª temporada encerra filmagens e promete um desfecho épico para a saga live-action da Netflix

0
Foto: Reprodução/ Internet

Após meses de gravações intensas, a terceira temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar encerrou oficialmente suas filmagens — marcando o início do fim de uma das séries mais ambiciosas da Netflix. A adaptação live-action do clássico animado (2005–2008), criado por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, conquistou o público em 2024 com visuais deslumbrantes, performances cativantes e uma fidelidade rara a um universo tão amado. A nova temporada ainda segue sem previsão de lançamento.

Foto: Reprodução/ Internet

Uma produção épica que desafiou limites

Desde seu anúncio em 2018, Avatar: O Último Mestre do Ar foi uma das produções mais aguardadas da Netflix. O desafio era enorme: adaptar uma animação reverenciada por toda uma geração, conhecida por sua profundidade filosófica, cultura visual riquíssima e narrativa sobre equilíbrio, guerra e redenção.

Sob a liderança do showrunner Albert Kim (Sleepy Hollow, Nikita), a série ganhou forma com um elenco jovem e talentoso: Gordon Cormier como Aang, Dallas Liu como Zuko, Kiawentiio como Katara, Ian Ousley como Sokka, Paul Sun-Hyung Lee como o tio Iroh, Elizabeth Yu como Azula e Daniel Dae Kim como o temido Senhor do Fogo Ozai.

A primeira temporada estreou em 22 de fevereiro de 2024 e rapidamente dominou o Top 10 global da Netflix. Mesmo com críticas divididas — alguns apontando problemas de ritmo e diálogos —, a série foi amplamente elogiada pela fidelidade estética, pelos efeitos visuais de primeira linha e pela forma como traduziu o universo espiritual e cultural de Avatar para o live-action.

Um mundo dividido pela guerra — e unido pela esperança

Para quem ainda não mergulhou nesse universo, a trama se passa em um mundo onde certas pessoas, conhecidas como “dobradores”, possuem a habilidade de controlar os quatro elementos: água, terra, fogo e ar.

Aang, interpretado por Gordon Cormier, é o último sobrevivente dos Nômades do Ar e o novo Avatar — o único ser capaz de dominar todos os elementos e manter o equilíbrio entre o mundo físico e o espiritual. Após despertar de um sono de 100 anos, ele descobre que o mundo foi devastado pela ambição da Nação do Fogo, que busca dominar todos os povos.

Ao lado de Katara (Kiawentiio) e Sokka (Ian Ousley), Aang embarca em uma jornada épica para aprender a dominar os elementos e cumprir seu destino. Enquanto isso, é perseguido incansavelmente pelo príncipe exilado Zuko (Dallas Liu), que busca restaurar sua honra capturando o Avatar — uma narrativa de redenção e conflito interno que se tornou uma das mais queridas da ficção moderna.

Um legado reimaginado

Trazer Avatar: O Último Mestre do Ar para o formato live-action era um risco que poucos estúdios se atreveriam a correr — especialmente após o fracasso da adaptação cinematográfica de 2010. No entanto, a Netflix conseguiu o que muitos consideravam impossível: recriar o espírito original da série animada, respeitando sua mitologia, diversidade cultural e mensagens espirituais.

A produção foi gravada no Volume, uma tecnologia de ponta semelhante à usada em The Mandalorian, que permite criar ambientes digitais realistas em tempo real. Isso deu à série um visual cinematográfico e uma imersão sem precedentes, aproximando ainda mais o espectador desse universo de fantasia inspirado em culturas asiáticas, inuítes e indígenas.

Marty Supreme ganha pôster oficial e promete colocar Timothée Chalamet no topo do Oscar

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Diamond Films finalmente revelou o pôster oficial de Marty Supreme, o novo e aguardadíssimo longa estrelado por Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome, Um Completo Desconhecido, Duna e Wonka) — e o burburinho já começou. Produzido por Benny Safdie, metade da dupla de diretores responsável por Bom Comportamento e Joias Brutas, o filme promete ser uma montanha-russa emocional ambientada na Nova York dos anos 1950.

Com estreia marcada para 8 de janeiro nos cinemas brasileiros, o longa chega com sessões especiais antes do lançamento oficial em 22 de janeiro — e já está sendo tratado como um dos grandes favoritos da temporada de premiações.

O retorno de Chalamet à disputa pelo Oscar

Timothée parece ter encontrado o papel da década. Depois de emocionar o público em Me Chame Pelo Seu Nome, mergulhar em épicos futuristas com Duna e brincar com o lado lúdico em Wonka, o astro agora retorna com uma atuação descrita como “a melhor de sua carreira”, segundo o crítico David Canfield, do The Hollywood Reporter.

Em Marty Supreme, Chalamet interpreta Marty Mauser, um jovem nova-iorquino obcecado pela ideia de ser o melhor — custe o que custar. É uma história sobre ambição, talento e solidão, conduzida pelo olhar caótico e brilhante de Benny Safdie, que transforma cada cena em um retrato elétrico da mente de um homem em busca da perfeição.

Um elenco de peso — e com estilos que se chocam

O elenco é formado por Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado, Homem de Ferro) como Kay Stone, uma socialite elegante e enigmática que muda o destino do protagonista; Odessa A’zion (Hellraiser, Amigas para Sempre) como Raquel, uma mulher impulsiva e cheia de segredos; e Kevin O’Leary, conhecido do universo de reality shows e do cinema independente, como Milton Rockwell, um empresário tão carismático quanto perigoso.

Completam o time Tyler Okonma (Tyler, The Creator), em um papel coadjuvante misterioso como Wally, Abel Ferrara (O Rei de Nova York, Bad Lieutenant) interpretando Ezra, um mentor decadente, e Fran Drescher (The Nanny, Uncut Gems) como Sra. Mauser, a mãe de Marty — um dos papéis mais comentados do elenco.

Benny Safdie e o caos organizado

Benny Safdie, conhecido por seu estilo frenético e quase claustrofóbico de filmar, parece ter encontrado em Marty Supreme o terreno ideal para explorar a tensão entre talento e autodestruição. Depois do sucesso crítico de Joias Brutas, o diretor retorna com uma estética ainda mais imersiva, misturando câmera nervosa, trilha sonora jazzística e cortes abruptos que intensificam o caos interno de Marty.

Segundo Safdie, o filme é “uma sinfonia de barulho, suor e sonhos”. E o pôster oficial já dá o tom: Chalamet surge suado, exausto, em meio a luzes de néon, como se estivesse preso entre o glamour e o colapso. É cinema pulsando — e o pôster é só o primeiro convite para esse mergulho vertiginoso.

Um retrato de época — e de ego

Ambientado na Nova York dos anos 1950, o filme resgata o charme da era de ouro americana, mas sem romantismo. A cidade aparece como um personagem à parte: vibrante, sufocante, cheia de promessas e de ilusões.

Marty Supreme não é apenas um drama sobre fama. É uma reflexão sobre memória, fracasso e identidade, sobre o preço de querer ser lembrado em um mundo que esquece rápido demais. O personagem de Chalamet é o espelho do artista moderno — um homem dividido entre a necessidade de ser admirado e o medo constante de desaparecer.

Resenha – Todo Pirata Quer Uma Colher de Chá é uma aventura caótica e deliciosamente divertida

0
Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Nem toda aventura precisa de tesouros ou batalhas épicas — algumas só precisam de um bule de chá e um pouco de caos romântico. Todo Pirata Quer Uma Colher de Chá é uma daquelas histórias que parecem ter nascido de uma conversa entre fãs de Our Flag Means Death e Café & Lendas, que se perguntaram: “E se piratas lésbicas também tivessem direito a uma comédia romântica de respeito?” O resultado é uma fantasia queer vibrante, engraçada e, por vezes, mais emotiva do que parece à primeira vista.

A trama acompanha Kianthe e Reyna, duas mulheres com uma missão aparentemente simples: encontrar ovos de dragão para garantir a paz na cidade de Tawney. Mas, como toda boa jornada literária, o destino decide complicar as coisas. Para conseguir as pistas que precisam, elas acabam envolvidas em uma caça completamente inesperada — atrás de Serina, uma ex-agricultora que virou pirata por pura teimosia (e fome de aventura, claro).

Ao lado delas está Bobbie, guarda leal e amiga de infância de Serina, que talvez ainda carregue um sentimento mal resolvido pela pirata. O trio improvável acaba preso em uma trama que mistura ação, romance e muitas trapalhadas emocionais. Enquanto o grupo tenta cumprir a missão original, o que realmente se desenrola é um naufrágio amoroso em câmera lenta, daqueles que a gente observa torcendo para que o barco (ou o coração) não afunde de vez.

O grande trunfo do livro está no tom espirituoso e afetuoso da narrativa. A autora não se leva tão a sério — e isso é ótimo. Os diálogos são rápidos, cheios de ironia e com aquele humor afiado que transforma até as situações mais absurdas em momentos de pura diversão. Mas, por trás das piadas e da estética “caótica e gay”, há uma história sincera sobre amizade, vulnerabilidade e autodescoberta.

Outro ponto forte é o ritmo cinematográfico. A narrativa flui como uma série de aventuras episódicas, repletas de criaturas mágicas, feitiços e confusões marítimas. É fácil imaginar cada cena em uma adaptação para streaming — entre duelos espirituosos e olhares que valem mais do que mil confissões.

Ainda assim, nem tudo é perfeito. O livro às vezes se perde nas próprias piadas, sacrificando a profundidade emocional em troca de um riso rápido. Algumas subtramas surgem e desaparecem antes de causar impacto, e há momentos em que o enredo parece mais preocupado em ser engraçado do que em desenvolver suas personagens. Mas nada disso impede que a leitura seja envolvente e, acima de tudo, divertida.

No fim, Todo Pirata Quer Uma Colher de Chá é sobre como o amor pode florescer mesmo em alto-mar, entre um saque mal planejado e uma xícara quente. É sobre tropeçar, rir e tentar de novo — porque, no fundo, o que as personagens procuram não é só dragões ou tesouros, mas um pouco de paz e pertencimento.

Com representatividade natural, carisma de sobra e um humor que desarma, o livro se destaca entre as fantasias românticas atuais por lembrar que o romance também pode ser bagunçado, leve e imperfeito — e ainda assim, profundamente humano.

Resenha – Esqueça o Meu Nome é um quadrinho que transforma lembrança em ferida

0
Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Zerocalcare nunca foi um autor de histórias leves — e ainda bem. Em Esqueça o Meu Nome, sua nova graphic novel, o quadrinista italiano mais vendido da atualidade entrega algo ao mesmo tempo confessional e desconcertante: um mergulho em suas próprias memórias, onde realidade e fantasia se confundem a ponto de o leitor não saber mais onde termina o trauma e começa a invenção.

O ponto de partida é simples — a morte da avó —, mas nada em Zerocalcare é simples de verdade. A perda desencadeia uma avalanche de lembranças, culpas e perguntas que ele nunca quis fazer. O resultado é um retrato honesto e melancólico de um homem tentando entender o que sobrou de si depois que a infância foi embora.

Quando o luto vira labirinto

O autor transforma o luto em um labirinto visual e emocional. Cada quadro parece desenhado com a mão trêmula de quem ainda está tentando processar o que viveu. As linhas são imperfeitas — propositalmente —, e nelas há algo de cru, quase desconfortável. É o tipo de arte que não quer agradar, quer atingir.

A HQ alterna momentos de lembrança real com delírios fantásticos, monstros simbólicos e cenas que beiram o pesadelo. E isso funciona porque o leitor entende: a dor não é linear. O que Zerocalcare faz é materializar o caos interno, transformar a memória em algo palpável — mesmo que isso doa.

A infância como campo de batalha

Há uma ideia forte que atravessa todo o livro: a de que crescer é uma espécie de traição. Ao revisitar o passado, o autor percebe que a inocência não desaparece de repente — ela é arrancada aos poucos, junto com a fé em quem éramos. A avó, nesse contexto, é mais do que uma figura familiar: é o último elo com o que foi puro, antes que o peso da sociedade e da culpa tomasse conta.

E é nessa camada que Zerocalcare mostra maturidade narrativa. Ele não idealiza o passado — expõe suas rachaduras. A casa da avó, os objetos esquecidos, as fotos antigas, tudo serve como espelho de um protagonista que tenta entender de onde veio e, principalmente, por que ainda não sabe para onde vai.

Arte que sangra

Visualmente, o quadrinho é de um vigor impressionante. Zerocalcare domina o contraste entre cores fortes e sombras densas, criando uma atmosfera entre o sonho e o pesadelo. As criaturas que habitam suas páginas não são monstros externos — são os medos, as lembranças e as culpas que ele carrega.

Ainda assim, há beleza na dor. As cores gritam, os traços tremem, mas há uma sensibilidade quase poética em cada quadro. É arte feita de cicatrizes — e, curiosamente, é aí que ela se torna universal.

Um livro que exige entrega

“Entre o que fica e o que vai”, Zerocalcare entrega uma história corajosa, mas que também pode afastar quem espera algo mais “linear”. O ritmo é fragmentado, as transições são abruptas e a mistura entre realidade e delírio exige do leitor mais atenção do que costumeiramente se pede em uma HQ.

Mas talvez seja esse o ponto: a vida também não tem roteiro. E o autor não tenta organizar o caos — apenas desenhá-lo. O resultado é uma obra que incomoda, emociona e, acima de tudo, fica com você depois que termina.

Resenha — Em Memória é um lembrete de que o amor, às vezes, é o ato mais corajoso em meio à guerra

0
Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Há livros que falam de guerra, e há livros que falam daquilo que a guerra arranca da gente. Em Memória, da escritora britânica Alice Winn, lançado no Brasil pela Astral Cultural, é um desses. À primeira vista, parece mais uma história sobre jovens soldados e trincheiras da Primeira Guerra Mundial — mas logo o leitor percebe que o campo de batalha mais cruel está dentro dos próprios personagens.

Amor em tempos de pólvora

Henry Gaunt e Sidney Ellwood são dois garotos de 17 anos, colegas de um internato britânico, que dividem uma amizade cheia de subtextos e silêncios. Gaunt tenta negar o óbvio: está apaixonado pelo melhor amigo. E Ellwood, com seu jeito sonhador e poético, sente o mesmo — mas num tempo em que amar outro homem era quase uma sentença de exílio.

Quando a guerra começa e Gaunt é pressionado pela mãe a se alistar, ele vê na farda uma espécie de fuga dos próprios sentimentos. Só que o plano dá errado: Ellwood, movido por amor e medo de perdê-lo, segue seu caminho até o front. E é aí que o romance se transforma — não em uma simples história de amor proibido, mas em uma meditação sobre sobrevivência, memória e o preço de ser humano num mundo em colapso.

A dor como testemunha

O mérito de Alice Winn está em equilibrar a brutalidade da guerra com a delicadeza dos sentimentos. Ela escreve com um lirismo que corta — não há nada de romântico nas trincheiras, mas há beleza nos pequenos gestos: uma carta escrita às pressas, um olhar que diz tudo o que a boca não pode.

A autora não poupa o leitor das cenas mais viscerais: corpos mutilados, medo constante, perda de inocência. Mas também não deixa que a narrativa se resuma à tragédia. “Em Memória” é sobre como o amor insiste em existir — mesmo quando o mundo inteiro parece empenhado em destruí-lo.

Uma memória (literalmente) astral

O título brasileiro e o nome da editora formam uma coincidência curiosa: Em Memória, pela Astral Cultural. E, de certa forma, essa soma diz muito sobre o espírito do livro. É uma história que fala de lembrar — não só os mortos da guerra, mas tudo o que foi silenciado pelo medo e pelo preconceito.

Winn cria um universo quase “astral”, no sentido mais poético do termo: o amor entre Gaunt e Ellwood parece pairar acima da lama e do sangue, como uma centelha de humanidade que teima em brilhar.

Entre o épico e o íntimo

Se você gosta de livros que misturam intensidade emocional e contexto histórico, este é daqueles que te desmontam e te fazem pensar. Não é uma história “fácil” — e nem deveria ser. Alice Winn escancara a hipocrisia de uma sociedade que exalta o heroísmo masculino, mas reprime qualquer sinal de sensibilidade.

O relacionamento dos protagonistas nunca é idealizado: há culpa, medo, silêncio e até momentos em que o amor parece mais uma maldição. Mas é justamente essa imperfeição que o torna tão real.

Por que ler?

Porque Em Memória não é só um romance sobre dois rapazes na guerra — é sobre o que resta da gente depois que a guerra (qualquer guerra) acaba. Sobre como a lembrança se transforma em resistência. E sobre como, mesmo nas piores condições possíveis, ainda há espaço para a ternura.

Opinião – A televisão brasileira vive de reprises porque perdeu a coragem de criar o novo

0
Foto: Reprodução/ Internet

Há algo curioso — e preocupante — acontecendo na televisão brasileira. Enquanto o público se transforma, busca novas narrativas e mergulha em plataformas de streaming, as emissoras parecem andar em círculos. O que antes era espaço de inovação, ousadia e experimentação virou terreno de reciclagem. E a mais nova promessa desse looping criativo é a possível continuação de Avenida Brasil, um dos maiores fenômenos da história da TV Globo.

A ideia de revisitar um sucesso desse porte é tentadora. A novela de João Emanuel Carneiro foi um divisor de águas em 2012 — ousada, vibrante e pop, com personagens antológicos e um ritmo narrativo que modernizou o gênero. Só que o tempo passou. E a simples pergunta — “precisamos mesmo de uma sequência?” — já revela o problema.

A cultura da repetição

Remakes e continuações sempre existiram, mas hoje parecem ser o centro da estratégia da teledramaturgia. A Globo, que um dia apostava em histórias inéditas e autores dispostos a arriscar, agora vive de revisitar o passado. Pantanal, Elas por Elas, Renascer, Vale Tudo e agora, supostamente, Avenida Brasil 2. É uma tendência que beira o esgotamento criativo.

A justificativa oficial costuma ser “homenagear clássicos”, “apresentar a nova geração” ou “celebrar a memória afetiva do público”. Mas, sejamos honestos: no fundo, trata-se de uma tentativa de recuperar audiência perdida. O passado virou uma estratégia de sobrevivência. E o problema é que, quando o passado se torna muleta, o futuro deixa de existir.

O risco da continuação impossível

Entre todos os títulos cogitados para ganhar sequência, Avenida Brasil é o caso mais simbólico — e talvez o mais perigoso. Sua história se fechou com perfeição: Carminha foi perdoada, Nina se libertou, e o ciclo de vingança se transformou em redenção. Tudo ali tinha um ponto final emocional e narrativo. Reabrir esse universo seria como desenterrar uma história que já encontrou paz.

Além disso, o contexto de 2012 não existe mais. A novela foi o retrato de um país que ainda acreditava em mobilidade social, no mito do “novo rico” e no poder da esperteza como ascensão. Era um Brasil de classe média ascendente, de memes inocentes e humor popular. Hoje, o cenário é outro — mais cínico, mais fragmentado e muito menos disposto a comprar a mesma história embrulhada em nostalgia.

É difícil imaginar uma sequência que não soe artificial ou oportunista. E é justamente isso que torna o projeto duvidoso: ele parece nascer mais do desejo de repetir um faturamento bilionário do que da vontade de contar uma nova história.

O declínio da ousadia

A teledramaturgia brasileira já foi sinônimo de risco. Dos experimentos narrativos de Janete Clair e Dias Gomes à linguagem de João Emanuel Carneiro e Glória Perez, as novelas eram espelhos do país — complexas, provocativas, cheias de identidade.

Hoje, o que se vê é o medo de errar. E, nesse medo, a repetição vira um abrigo confortável. O público, no entanto, não é o mesmo. Ele é mais exigente, mais fragmentado e, sobretudo, saturado de reprises disfarçadas de novidade.

Ao insistir em reviver o que deu certo, as emissoras passam a mensagem de que não confiam mais em sua própria capacidade de criar impacto. E isso é trágico. Porque o verdadeiro legado de uma novela como Avenida Brasil não está em continuar sua história, mas em inspirar novas.

A nostalgia como produto

A nostalgia, quando usada com propósito, pode ser poderosa. Ela reconecta o espectador à emoção do passado. Mas, quando usada como isca comercial, vira um produto vazio. O público é levado a acreditar que está revivendo algo, quando na verdade está consumindo uma simulação do que já foi.

Essa lógica transforma o que antes era arte popular em franquia. E novela não deveria ser franquia. Ela é viva, orgânica, construída no calor do momento — no diálogo com o país, com o cotidiano e com o público. Quando o mercado tenta industrializar esse sentimento, tudo perde verdade. A sensação é a de ver um disco riscado: o mesmo som repetido até a exaustão, com a ilusão de que se trata de algo novo.

almanaque recomenda