Estrelado por Tom Hardy, Pierce Brosnan e Helen Mirren, Terra da Máfia ganha 2ª temporada no Paramount+

A espera acabou: o Paramount+ confirmou oficialmente que Terra da Máfia terá uma segunda temporada. A série, que mistura drama familiar, crime organizado e muita tensão psicológica, caiu no gosto do público e garantiu sua continuidade com o elenco de peso que ajudou a torná-la um sucesso. Se você curtiu cada reviravolta da primeira leva de episódios, pode se preparar (emocionalmente!) para mais.

No centro da trama está Tom Hardy (Peaky Blinders, Venom, Mad Max: Estrada da Fúria), que interpreta Harry Da Souza, um “conciliador profissional” — aquele tipo de sujeito que negocia acordos entre gangues rivais, resolve problemas antes que eles virem manchetes e faz tudo com um olhar que diz “não se meta comigo”. Harry trabalha a serviço da família Harrigan, um império do crime irlandês comandado com elegância e brutalidade por Conrad Harrigan, vivido por Pierce Brosnan (007 – Um Novo Dia Para Morrer, Mamma Mia!, Black Adam).

Para completar essa tríade de poder, temos a imensa Helen Mirren (A Rainha, Catherine the Great, Velozes & Furiosos 8) no papel de Maeve Harrigan, a matriarca da família — uma mulher que domina tanto o lar quanto as estratégias do império criminoso com uma calma assustadora. Maeve é o cérebro frio e silencioso da organização, e sua presença em cena é sempre um aviso de que algo grande está prestes a acontecer.

O elenco de apoio também é um espetáculo à parte. Paddy Considine (House of the Dragon, The Outsider) surge como uma figura sombria e enigmática, peça-chave na estrutura da família. Joanne Froggatt (Downton Abbey, Liar) interpreta uma jornalista com conexões perigosas, enquanto Lara Pulver (Sherlock, The Split) dá vida a uma promotora ambiciosa que começa a rondar o clã Harrigan. Já Anson Boon (Pistol, The Winter Lake) assume o papel do filho problemático do casal, e nomes como Mandeep Dhillon (After Life, CSI: Vegas) e Jasmine Jobson (Top Boy) enriquecem ainda mais o panorama do submundo retratado.

Terra da Máfia se destacou pela combinação de estética sombria, diálogos afiados e uma narrativa que, mesmo dentro do gênero mafioso, conseguiu trazer frescor ao explorar o lado emocional e psicológico dos personagens. Aqui, os conflitos vão além das armas e dos negócios: trata-se de lealdade, legado e do que cada personagem está disposto a sacrificar para manter o controle — ou simplesmente sobreviver.

Segundo fontes próximas à produção, a segunda temporada deve aprofundar ainda mais os dilemas internos da família Harrigan, com possíveis traições vindo de onde menos se espera. Também há rumores de novos personagens entrando na jogada, ampliando o cenário para além das ruas de Londres. E se depender da atuação intensa de Tom Hardy, o público pode esperar mais momentos de tensão sufocante — do jeito que ele faz como ninguém.

Enquanto a nova temporada não chega, os episódios da primeira estão todos disponíveis no Paramount+. Se você ainda não embarcou nesse universo, agora é a hora. Mas fica o aviso: uma vez dentro da Terra da Máfia, sair ileso é praticamente impossível.

Como Treinar o Seu Dragão segue firme nas bilheterias e já ultrapassa US$ 350 milhões no mundo

Desde que estreou nos cinemas em 12 de junho de 2025, o remake live-action de Como Treinar o Seu Dragão tem chamado muita atenção e feito bonito nas bilheterias. Já são mais de US$ 358 milhões arrecadados globalmente. Nos Estados Unidos, o filme acumulou US$ 160,4 milhões e continua liderando as bilheterias mesmo na segunda semana, faturando US$ 37 milhões só no último fim de semana — deixando para trás as estreias do terror Extermínio: A Evolução e da animação Elio, que juntos não passaram de US$ 51 milhões.

A estreia nos EUA foi além do esperado, com US$ 83 milhões só no fim de semana de lançamento — acima das previsões que indicavam algo entre US$ 70 e 80 milhões. As sessões antecipadas já tinham dado um sinal forte, com US$ 8 milhões só nas prévias de quinta-feira (12). Isso fez o mercado revisar as expectativas para cima, e o público confirmou o interesse.

Crítica – “Como Treinar o Seu Dragão” é a aventura que conquista mais pelo coração do que pela batalha

No resto do mundo, o filme também está indo muito bem, somando US$ 114 milhões logo no lançamento. México, Reino Unido, Irlanda e China são alguns dos países onde a recepção foi mais quente, com arrecadações de US$ 14 milhões, US$ 11,2 milhões e US$ 11,2 milhões, respectivamente. Esses números já superam as projeções iniciais, mostrando que a história tem muito chão pela frente.

Uma história que a gente já conhece, mas com cara nova

Essa saga que muita gente conhece e ama ganhou uma versão em live-action que dá um novo fôlego para a aventura. Soluço (Mason Thames) é um jovem viking que não se encaixa nos padrões da sua comunidade. Enquanto seu pai, o chefe Stoico (Gerard Butler), espera um guerreiro forte e destemido, Soluço é mais sensível e pensa diferente. Ele não sabe caçar dragões, e nem quer.

Quando ele acaba capturando um dragão raro chamado Fúria da Noite, em vez de matá-lo, Soluço forma uma amizade inesperada com a criatura — a quem batiza de Banguela. Essa relação muda tudo, colocando em xeque tudo o que os vikings acreditavam sobre os dragões.

Com a ajuda da destemida Astrid (Nico Parker) e do ferreiro meio atrapalhado Bocão Bonarroto (Nick Frost), Soluço lidera uma mudança importante. Eles descobrem que dragões podem ser amigos, não inimigos. Mas quando uma ameaça antiga volta a rondar a ilha, essa amizade se torna mais do que especial — é a única chance de salvar todo mundo.

Uma aventura com alma

O diretor Dean DeBlois, que já comandou a trilogia animada, traz uma narrativa mais profunda, que não se apoia só nos efeitos visuais ou nas cenas de ação. O filme fala sobre coragem, amizade, respeito ao diferente e a força que nasce da compreensão.

Os personagens ganham camadas emocionais novas, os dragões parecem mais reais do que nunca, e o universo de Berk se mostra um lugar cheio de vida e desafios. No fim, é uma história sobre crescer, enfrentar o medo e, principalmente, aprender a se conectar com aquilo que parecia distante.

E pelo jeito, essa nova versão conquistou o público. Você já conferiu? Vale a pena voar junto com Soluço e Banguela — sem precisar sair do lugar.

Zendaya e Jacob Batalon estão de volta em Homem-Aranha: Um Novo Dia!

Foi confirmado que Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned) estarão de volta em Homem-Aranha: Um Novo Dia — o próximo filme do cabeça de teia, com estreia marcada pra 31 de julho de 2026.

E sim, a gente também ficou com o coração acelerado. Porque se você lembra do final de Sem Volta Para Casa (e como esquecer?), sabe que Peter Parker terminou solitário, apagado da memória de todo mundo que ele amava — inclusive MJ e Ned. Um final triste, silencioso e bem maduro. Mas… será que o feitiço vai durar?

🧠 Memória perdida? Por enquanto sim. Mas…

Por enquanto, não foi revelado se MJ e Ned vão lembrar de Peter no novo filme. A única coisa certa é: eles estão na trama, e isso por si só já levanta meia dúzia de teorias no Reddit, no TikTok e no grupo de zap dos nerdola.

Será que o coração vai falar mais alto que o feitiço do Doutor Estranho? Vai rolar flashback emocional? Uma conexão mística? Um bilhetinho esquecido no bolso com “eu te amo, assinado: Peter”? Quem sabe.

A Marvel não dá ponto sem nó. E se eles estão de volta, é porque alguma peça importante vai se mexer.

🧃 O grupo tá crescendo (e ficando cada vez mais interessante)

Além da dupla queridinha do público, o novo filme também contará com o retorno de Jon Bernthal como o Justiceiro — o anti-herói mais sangue nos olhos do rolê. E, talvez o mais misterioso de todos: Sadie Sink (a Max de Stranger Things) também foi confirmada no elenco, mas seu papel ainda é segredo total.

Fãs já estão apostando em tudo: de Gwen Stacy multiversal a vilã original feita sob medida. O certo é que com Sadie no meio, emoção a gente já tem garantida.

🕸️ Um novo dia… ou uma nova fase do Aranha?

Com o nome Um Novo Dia, o filme parece dar continuidade direta ao momento mais agridoce da história do Peter Holland. Agora órfão de lembranças, de amigos, de aliados, Peter tá no modo sobrevivência. A dúvida é: ele vai tentar reconstruir os laços com MJ e Ned ou vai aceitar a solidão como parte da missão?

Seja qual for o caminho, esse novo filme promete um Peter Parker mais introspectivo, maduro e, ao mesmo tempo, cheio de potencial pra recomeçar.

Talvez não do jeito que a gente gostaria. Talvez não com os mesmos abraços e piadas internas. Mas com a chance real de mostrar por que o Aranha é, no fundo, um dos heróis mais humanos de todos.


📅 Anota aí:

🕷️ Homem-Aranha: Um Novo Dia estreia nos cinemas em 31 de julho de 2026.
💬 E aí, você acha que MJ e Ned vão lembrar de tudo? Ou Peter vai ter que reconquistar cada amizade do zero?
🌐 A única certeza por enquanto: os feels vêm forte. Prepare o coração.

James Gunn revela a importância de Superman e Pacificador no novo Universo DC

Foto: Reprodução/ Internet

Enquanto os motores do novo Universo DC começam a esquentar sob a liderança criativa de James Gunn, a curiosidade dos fãs sobre como tudo se conectará ganha cada vez mais força. Mas se você esperava que cada novo lançamento fosse uma peça indispensável no grande quebra-cabeça da DC, talvez seja hora de ajustar as expectativas — e celebrar a liberdade narrativa que vem aí.

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Gunn falou com franqueza sobre o que realmente importa nesta primeira fase do novo DCU. E, para surpresa de muitos, deixou claro que nem todo projeto será essencial na construção da narrativa principal — pelo menos não de imediato.

“Superman é um pilar. Ele é fundamental para o que estamos construindo. O Pacificador também tem um papel importante nesse contexto maior. Já Comando das Criaturas… é divertido, tem seu valor, mas não é essencial para o arco central da história”, afirmou o diretor, sem rodeios.

A fala deixa evidente que, embora esteja construindo uma narrativa interconectada, Gunn está longe de adotar o modelo rígido que marcou a Fase 3 da Marvel. Em vez disso, seu plano é permitir que cada obra respire por si — com começo, meio e fim próprios — ao mesmo tempo em que algumas delas se entrelaçam sutilmente para quem estiver atento aos detalhes.

“Quero que qualquer pessoa possa chegar e assistir ao próximo capítulo sem sentir que precisa fazer uma maratona antes. Claro, se você viu tudo, ganha uma camada a mais de significado. Mas a ideia é que nenhuma história dependa completamente da outra. Pelo menos por enquanto”, explicou Gunn.

Ele ainda revelou que essa abordagem poderá mudar à medida que o universo crescer e se tornar mais complexo. E, como todo bom contador de histórias, usou uma analogia direta com o cinema de super-heróis que moldou a última década:

“Pode ser que no futuro tenhamos algo como Guerra Infinita e Ultimato, onde você realmente precisa ter visto o primeiro para entender o segundo. Mas neste momento, estamos priorizando acessibilidade. Você não precisa ver Superman para curtir Supergirl, por exemplo.”

Essa filosofia reflete um cuidado não apenas com a narrativa, mas também com o público. Ao invés de criar uma teia de interdependência sufocante, Gunn está oferecendo uma nova chance para os fãs — veteranos ou novatos — de entrarem nesse universo sem medo de se perder.

E falando em Superman, o novo filme protagonizado por David Corenswet (Pearl) promete ser mais do que apenas mais uma origem do herói: ele será o coração emocional e moral do novo DCU. O elenco já chama atenção: Rachel Brosnahan (A Maravilhosa Sra. Maisel) como Lois Lane, Nicholas Hoult (Nosferatu) como o carismático e ameaçador Lex Luthor, Skyler Gisondo (Licorice Pizza) como o fiel Jimmy Olsen e Wendell Pierce como o lendário editor Perry White, do Planeta Diário.

Ao lado dele, o Pacificador de John Cena segue firme como uma das figuras mais importantes dessa nova fase — trazendo não só o humor e a ação, mas também a complexidade moral que Gunn tanto gosta de explorar.

E o que dizer de Comando das Criaturas? Segundo Gunn, o projeto funciona como uma janela criativa, quase como um experimento paralelo — onde novos personagens e tons podem ser testados, sem a pressão de mover a narrativa principal adiante. Pense nele como um livro de contos dentro de um universo em construção.

O recado está dado: o novo DCU será uma mistura de liberdade criativa com planejamento estratégico. E se James Gunn cumprir o que promete, teremos um universo rico, acessível, surpreendente — onde cada história pode ser aproveitada individualmente, mas que, vistas em conjunto, revelarão algo muito maior.

Confirmado! Jon Bernthal estará em Homem-Aranha: Um Novo Dia e rumores indicam aliança explosiva com o Justiceiro e o Multiverso

Foto: Reprodução/ Internet

A última sexta-feira, 20 de junho, trouxe uma notícia que abalou o universo Marvel: Jon Bernthal, intérprete do implacável Justiceiro (Frank Castle), foi oficialmente confirmado no elenco de Homem-Aranha: Um Novo Dia, próximo longa do herói vivido por Tom Holland. A revelação atiçou a curiosidade dos fãs, já que ainda não foram divulgados detalhes sobre o papel que ele desempenhará na trama — apenas que sua presença será significativa e cheia de implicações.

A participação de Bernthal reacende especulações antigas que circulam nos bastidores do Marvel Studios. Um dos rumores mais persistentes sugeria uma parceria entre o Homem-Aranha e o Demolidor (Charlie Cox) para enfrentar o Rei do Crime (Vincent D’Onofrio), o poderoso vilão urbano já introduzido nas séries do estúdio. No entanto, tudo indica que a dinâmica pode ser diferente: ao invés do Homem Sem Medo, o novo aliado do Teioso seria o Justiceiro — um personagem muito mais violento e de moral ambígua. Caso essa substituição se confirme, Um Novo Dia poderá adotar um tom mais sombrio e maduro, aprofundando o lado mais urbano do universo Marvel nos cinemas.

E as novidades não param por aí.

Outra adição empolgante ao elenco é Sadie Sink, a estrela de Stranger Things, que também entrou oficialmente para o universo Marvel. Seu papel ainda está sendo mantido em segredo, mas rumores apontam que sua personagem será central na nova fase do Homem-Aranha. Entre as teorias que circulam entre insiders e fãs, Sadie já foi especulada como uma versão alternativa de Mary Jane Watson, como uma jovem Jean Grey ou até como a heroína Jackpot — personagem que ganha destaque nos quadrinhos ligados ao arco “Brand New Day”, que inspirou o título do filme.

Contudo, a hipótese mais recente — e também a mais surpreendente — sugere que Sink interpretaria Mayday Parker, a filha de Peter Parker. Mas não se trata da filha do Peter de Tom Holland: segundo os rumores mais ousados, ela seria filha do Peter de Tobey Maguire, cuja aparição estaria programada como parte do multiverso explorado no longa. Isso faria de Um Novo Dia uma continuação emocional do sucesso Sem Volta Para Casa, resgatando personagens icônicos e expandindo o legado do Aranha através de gerações.

Essa possível presença de Maguire e a introdução de sua filha como heroína abrem um leque de novas possibilidades para o universo Marvel, incluindo potenciais spin-offs com jovens heróis, novos arcos familiares e histórias que unam diferentes cronologias de forma ainda mais profunda.

Enquanto o estúdio mantém silêncio sobre a trama e as conexões com o multiverso, a presença de nomes como Bernthal, D’Onofrio e Sink aumenta as expectativas de que Homem-Aranha: Um Novo Dia será um divisor de águas — tanto para o herói quanto para o futuro do MCU.

Resumo da semana – A Caverna Encantada 23/06/2025 a 27/06/2025

Foto: Divulgação/ SBT

Capítulo 233 da novela A Caverna Encantada de Segunda-feira, 23 de junho de 2025 –

Manu desconfia do comportamento dúbio de Lavínia e tenta abrir os olhos de Anna. Com um tom preocupado, ela alerta a amiga: há algo na nova moradora que não inspira confiança. Anna hesita, dividida entre a simpatia que sente por Lavínia e a lealdade à amiga de infância. Na escola, Benjamin e Binho aprontam mais uma vez, causando confusão nos corredores e sendo chamados à diretoria. Norma, cansada das reclamações constantes, pressiona o professor Gabriel para que reveja sua postura rígida. Ela argumenta que, com um pouco mais de flexibilidade, talvez os meninos encontrem espaço para aprender com os próprios erros — em vez de se revoltarem contra a autoridade. Dalete, comovida com a insistência e a pureza do coração de Thomas, finalmente deixa a armadura emocional cair. Em um raro momento de ternura, ela se emociona e o abraça, dizendo que ele é, sim, um bom menino — e que ela tem orgulho de ver o quanto ele tem tentado se tornar alguém melhor. Enquanto isso, Lavínia dá novos passos em seu plano enigmático. Com palavras doces e persuasivas, ela convence Tonico a mentir para a cidade e apresentar o misterioso Super Punk (Pedro Lemos) como um herói vindo de longe. Manipulado, Tonico acredita estar fazendo o certo, e organiza um pequeno evento na praça central para a apresentação do novo “defensor da paz”. Nos bastidores, Elisa procura Anna, ainda abalada com algo que viu. Em voz baixa, confessa que presenciou Manu mexendo em seus pertences e levando sua bússola — o objeto mais precioso de Anna. A revelação a deixa em choque, sem saber se acredita na acusação ou se há algo que ainda não foi explicado. Mais tarde, Tonico se senta com Dalete e conta, com entusiasmo juvenil, tudo o que sabe sobre o vilão Enigma: um inimigo sombrio, que usa ondas sonoras altíssimas e ritmos hipnotizantes para controlar as mentes das pessoas. Ele acredita que Super Punk será a única pessoa capaz de derrotá-lo. Dalete escuta, intrigada, mas com uma pontinha de receio no olhar. Enquanto isso, Shirley e Wanda observam o comportamento excêntrico de Super Punk durante sua primeira aparição pública. Há algo de estranho em seus gestos, no brilho de seus olhos e nas entrelinhas do que diz. As duas trocam um olhar desconfiado e sussurram uma possibilidade assustadora: e se Super Punk for, na verdade, o próprio Enigma disfarçado?

Capítulo 234 – Terça-feira, 24 de junho de 2025 –

Após dias de tensão e comentários nos corredores, Norma toma coragem e procura Pilar e Gabriel para uma conversa franca. Com um tom mais humano e vulnerável, ela admite seu erro ao proibir o relacionamento dos dois fora do ambiente escolar. Pede desculpas sinceras, reconhecendo que sua decisão foi movida mais por insegurança do que por regras reais. Pilar aceita com um sorriso contido, e Gabriel, embora grato pela retratação, não deixa de demonstrar uma preocupação maior: a aparente perda de pulso firme da diretora. Ambos começam a temer que a escola esteja ficando à mercê de forças desestabilizadoras — internas e externas. No saguão principal do colégio, alunos e funcionários se reúnem em clima de excitação para assistir ao show prometido de Super Punk. Com luzes piscando e sons ensurdecedores, o herói performático sobe ao palco improvisado. Mas no meio da apresentação, em um gesto teatral, ele arranca o próprio disfarce e revela sua verdadeira identidade: Enigma. Um silêncio estarrecido toma conta do espaço antes que a música volte, agora mais agressiva, carregada de frequências hipnóticas. Em poucos segundos, as crianças entram em transe. Seus olhares se tornam vazios, os movimentos robotizados. Logo, começam a agir com rebeldia, questionando ordens, desrespeitando professores e causando um alvoroço generalizado. O colégio mergulha em caos. Enigma desaparece no meio da confusão, deixando um rastro de inquietação e um novo desafio para os adultos responsáveis. Enquanto isso, Dodô procura Manu e Isadora e, visivelmente desconfortável, faz uma revelação importante: foi Safira quem convenceu Lavínia a sabotar a amizade delas com Anna. Chocadas, as meninas percebem que os desentendimentos recentes não foram apenas obra do acaso ou da mágoa, mas resultado de uma manipulação maldosa. Manu sente o peso da culpa por ter desconfiado da amiga, e Isadora começa a montar um plano para desmascarar Safira. Em paralelo, Lavínia, alheia (ou fingindo estar) a tudo que está se desenrolando, se dedica a preparar uma surpresa para Anna. Com gestos calculados, organiza um encontro especial com a intenção de reconquistar a confiança da jovem — ou aprofundar ainda mais a rede de enganos. Com o colégio em colapso, amizades em risco e um vilão à solta manipulando mentes inocentes, a tensão atinge um novo ápice.

Capítulo 235 – Quarta-feira, 25 de junho de 2025 –

A diretoria do colégio virou um campo de guerra emocional. Gritos ecoam pelos corredores, alunos agem como se estivessem sob efeito de algum feitiço invisível, e o caos toma conta de cada canto. No centro disso tudo, Norma tenta manter a postura firme que sempre a caracterizou. Ela respira fundo, ajusta os óculos, mas, pouco a pouco, os nervos vão ruindo. Pela primeira vez, sua autoridade se dissolve diante dos próprios olhos. A diretora começa a gritar ordens desconexas, confunde nomes, e, em um momento de fraqueza, se isola na sala ao lado, visivelmente abalada. Enquanto tentam conter a crise, Gabriel e Pilar trocam olhares preocupados. Sabem que Norma está perdendo o controle — e isso pode abrir ainda mais espaço para o avanço do verdadeiro inimigo. Eles procuram Perpétua na biblioteca e compartilham sua apreensão. A calmaria forçada de Norma nos últimos dias, somada à falta de reação firme, parece suspeita. Perpétua, sempre observadora, começa a juntar peças e cogita que algo — ou alguém — possa estar influenciando até mesmo os adultos. Do lado de fora, Enigma surge novamente, desta vez com uma exigência clara: quer o cargo de diretor do colégio. Em troca, promete libertar as crianças da hipnose sonora. O vilão está certo de que assumindo o comando poderá espalhar sua influência sem resistência. Sua proposta é anunciada por alto-falantes instalados misteriosamente ao redor da escola, como um ultimato distorcido. No meio da confusão, Shirley e Wanda, mais determinadas do que nunca, percorrem os corredores escuros em busca dos meninos desaparecidos. Encontram pistas estranhas — fones de ouvido largados, bilhetes com letras enigmáticas, pequenos instrumentos quebrados. Cada pista aumenta a certeza de que o plano de Enigma vai muito além de um simples ataque musical. Enquanto isso, do lado de fora do portão, acontece um confronto inusitado e eletrizante: Tonico e Goma se armam com seus instrumentos e partem para o que só pode ser descrito como uma batalha musical. Usando batidas rítmicas, letras de resistência e melodias de esperança, os dois enfrentam Enigma em um duelo sonoro surreal. A multidão observa, atônita, enquanto ondas sonoras colidem no ar como faíscas invisíveis. No auge da confusão, duas figuras surgem no corredor principal do colégio. De mãos dadas, com visuais praticamente idênticos — roupas combinando, cabelos iguais, até os mesmos sorrisos calculados — Anna e Lavínia desfilam como melhores amigas. Os que assistem à cena não sabem o que pensar: seria mais uma manipulação? Ou Anna realmente foi conquistada pela doçura venenosa de Lavínia? Manu, ao ver a cena, congela. Algo dentro dela diz que aquilo não é só amizade. É uma armadilha disfarçada de afeto. E o colégio, já à beira do colapso, está prestes a mergulhar num território ainda mais perigoso.

Capítulo 236 da novela A Caverna Encantada de Quinta-feira, 26 de junho de 2025 –

Lavínia, confiante e com um sorriso calculado, não perde tempo para contar à Flora sua mais nova “conquista”: Anna agora é sua melhor amiga. Com uma aura de superioridade, ela descreve em detalhes como conseguiu conquistar a confiança de Anna, encantando Flora e deixando claro que está consolidando seu domínio social dentro do colégio. Flora, fascinada pela mudança, se torna uma aliada silenciosa dessa nova aliança, sem desconfiar das verdadeiras intenções de Lavínia. Enquanto isso, Fafá recebe uma notícia inesperada que mexe com seus planos: Goma decidiu desistir da ideia de transformar o pet shop em mais uma unidade da Lolipopus, a famosa rede de lojas infantis. A decisão, embora pareça simples, provoca um impacto direto nos negócios locais e gera tensão entre os amigos, abrindo espaço para novos conflitos e reavaliações. Em um retorno surpreendente, Norma reaparece no colégio com sua postura severa e decidida. O semblante rígido da diretora reassume o comando, e, curiosamente, os professores se sentem aliviados e até comemoram a volta da ordem à escola. Apesar do desconforto que suas recentes falhas causaram, a presença firme de Norma parece restaurar uma sensação de estabilidade e controle, pelo menos momentaneamente. Enquanto isso, fora dos muros da escola, duas jovens curiosas e aventureiras, Nina e Jane, decidem dedicar seu tempo a uma missão quase impossível: provar que Perebadá, a lendária cidade perdida, existe de verdade. Movidas pela paixão pela história e pelo mistério, elas pesquisam mapas antigos, conversam com moradores e planejam uma expedição que pode mudar suas vidas para sempre. No mesmo contexto, André e Pedro fazem uma aposta ousada com Felipe e Rui: eles garantem que Perebadá não é apenas uma lenda ou mito, mas uma realidade escondida que pode ser descoberta. A aposta vira motivo de debates acalorados e provoca uma saudável rivalidade entre os quatro jovens, que prometem ir até o fim para provar suas convicções. Enquanto os caminhos da amizade, dos negócios, da ordem escolar e da aventura começam a se entrelaçar, a cidade se prepara para uma nova onda de acontecimentos que prometem transformar a rotina de todos para sempre.

Capítulo 237 – Sexta-feira, 27 de junho de 2025

Anna tenta se afastar cada vez mais da presença pegajosa de Lavínia, que insiste em se aproximar disfarçada de amiga perfeita. Com um olhar desconfiado e passos hesitantes, Anna evita os cantos onde Lavínia costuma estar, tentando preservar sua liberdade e suas verdadeiras amizades. Num cenário bucólico e tranquilo, Tonico, Moisés, Thomas e Cristina organizam um piquenique no parque da cidade, buscando um respiro da tensão crescente. Dalete, a cozinheira de mão cheia e sempre tão acolhedora, acompanha o grupo, mas seus olhos revelam uma inquietação que não passa despercebida. Entre goles de chá e risadas contidas, Dalete parece carregar um segredo que a aflige profundamente, algo que pode estar ligado a tudo o que está acontecendo no colégio. Do outro lado, em um episódio que mistura comédia e preocupação, Fafá exagera na dose de leite durante o café da manhã. Imune ao alerta da própria intolerância severa à lactose, ela acaba desmaiando, causando um susto imediato entre os amigos e exigindo uma ação rápida. Enquanto a cidade lida com esses acontecimentos, Lavínia arquitetava sua jogada mais ousada até então. Em um cenário preparado com todo cuidado e ostentação, ela promove uma verdadeira cerimônia de coroação para Anna, criando o exclusivo e misterioso clube “Lavinhetes”. Um espaço onde só as duas têm lugar, marcado por símbolos, juramentos e um laço que, para Lavínia, sela uma aliança irrefutável. Para Anna, é um convite disfarçado de honra — uma armadilha para mantê-la cada vez mais perto e sob controle. Em outra frente, Isadora e Manu não descansam. Cientes de que Elisa esconde algo fundamental, elas a capturam em segredo e exigem que ela finalmente revele toda a verdade sobre a bússola — objeto que tem se mostrado peça chave em toda essa trama de segredos e intrigas. O clima é tenso, e as respostas de Elisa podem mudar os rumos da amizade entre elas. Preocupados com o estado de Fafá, Goma e Betina se mobilizam para preparar um antídoto eficaz contra os efeitos da intoxicação. Com conhecimentos combinados de remédios naturais e ingredientes especiais, eles trabalham contra o relógio, na esperança de salvar a amiga e evitar que o incidente se torne ainda mais grave. Com a semana chegando ao fim, as tensões se multiplicam e as alianças começam a se definir. A batalha por controle, confiança e verdade está longe de acabar.

Estreia de Como Treinar o Seu Dragão ganha combo exclusivo na Cinesystem

Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

A ilha de Berk já pousou nas telonas — e com ela, toda a magia, emoção e aventura de Como Treinar o Seu Dragão, agora em versão live-action. Em cartaz nos cinemas desde o dia 12 de junho de 2025, o longa conquistou corações antigos e novos com sua releitura visualmente deslumbrante e fiel à essência da história original. E para tornar a experiência ainda mais imersiva, a Cinesystem preparou um combo especial que virou objeto de desejo entre fãs de todas as idades — especialmente os apaixonados por Banguela.

🎁 Um combo que é puro tesouro viking

Mais do que um simples lanche de cinema, o combo exclusivo da Cinesystem é praticamente um artefato digno dos salões de Valhala. O grande destaque é o balde de pipoca colecionável em duas partes, inspirado no adorável dragão Fúria da Noite. A parte inferior representa o corpinho ágil e simpático de Banguela, enquanto a tampa articulada traz sua cabeça detalhada, formando uma mini escultura do personagem — perfeita para colecionadores, fãs e, claro, para quem quer curtir o filme com estilo.

Acompanhado de pipoca quentinha e bebida, o combo transforma qualquer sessão em uma verdadeira jornada à ilha de Berk, onde dragões e vikings aprendem, entre batalhas e descobertas, a superar medos e preconceitos.

🎬 O filme: uma nova geração de voos

Dirigido por Dean DeBlois, o mesmo responsável pela trilogia animada de sucesso, o novo Como Treinar o Seu Dragão combina tecnologia de ponta, atuações cativantes e emoção de sobra. Na trama, Soluço (vivido por Mason Thames) é um jovem viking curioso e criativo que não se encaixa nas expectativas do pai, o Chefe Stoico (Gerard Butler). Tudo muda quando ele encontra Banguela, um temido Fúria da Noite, e opta por protegê-lo — dando início a uma amizade que desafia a lógica da aldeia e transforma o destino de todos.

Com Nico Parker também no elenco, o filme tem 2h05min de duração, classificação livre e já está encantando plateias com sua mistura perfeita de aventura, ternura e mensagens atemporais sobre empatia, coragem e liberdade.

🐲 Uma experiência de cinema que vai além da tela

Seja para quem cresceu ao lado de Soluço e Banguela ou para quem está conhecendo esse universo agora, a nova versão de Como Treinar o Seu Dragão é um presente cinematográfico. E com o combo temático da Cinesystem, assistir ao filme vira um ritual completo — com direito a pipoca, brindes incríveis e aquele frio na barriga de quem está prestes a voar sobre penhascos ao lado de um dragão.

Não perca essa aventura nas telonas. Prepare seu grito viking, agarre seu Banguela de balde na mão e embarque nessa jornada épica.

Vidas Efêmeras marca a estreia literária de Luiz Gustavo Oliveira com fantasia intensa e reflexiva

O que é que faz a vida valer a pena quando tudo ao redor parece ruir? É essa a pergunta que paira como névoa sobre as páginas de Vidas Efêmeras: Parte I, romance de estreia do escritor Luiz Gustavo Oliveira da Cunha, que chega ao cenário literário com uma proposta ousada: cruzar o épico e o íntimo, a brutalidade da guerra e a delicadeza da memória.

Ambientado em Proélia — um país fictício devastado por pragas, guerras e segredos enterrados — o livro acompanha a trajetória de Elena, uma comandante mercenária que herda a liderança da Irmandade dos Corvos após a morte do pai. Mas o que começa como uma missão pragmática para conter o avanço da chamada “praga vermelha” logo se transforma em um mergulho existencial nos limites da alma humana.

“Não é só uma história de vingança”, diz o autor Luiz Gustavo em entrevista. “É também sobre entender o que fazer com o que herdamos — da nossa família, do nosso povo, da nossa dor.”

Um mundo corroído pela doença… e pelas memórias

A tal praga, longe de ser apenas um elemento típico da fantasia medieval, ganha contornos quase filosóficos: transforma suas vítimas em criaturas desfiguradas, sedentas de sangue, mas sobretudo, despidas de memória — uma metáfora clara sobre o apagamento histórico e espiritual. O que está em jogo, afinal, não é apenas a vida dos corpos, mas a continuidade de um povo e suas crenças.

Nesse cenário apocalíptico, Elena se vê diante de um dilema que ecoa os clássicos dilemas morais de Dostoiévski: matar o Duque Consumido de Aveiro — homem que supostamente matou seu pai — resolverá o passado, ou a devorará por dentro? É a partir dessa tensão que o enredo se expande: a vingança é motor, mas o que move a obra é a busca por sentido.

Ecos de Lovecraft e Dostoiévski num épico visceral

Luiz Gustavo não esconde suas influências: há ecos evidentes do horror cósmico de Lovecraft — com seres antigos, mistérios celestes e terrores indizíveis — mas também uma estrutura narrativa mais densa, repleta de introspecção, dilemas morais e devaneios metafísicos à Dostoiévski. Essa fusão dá ao livro um ritmo incomum: ao invés da fantasia baseada em combates e glória, o que vemos são dúvidas, silêncios, confrontos internos.

Elena não é uma heroína tradicional. Ela é fraturada, violenta, reflexiva e muitas vezes perdida dentro de si. A cada avanço físico no território corrompido pela praga, há um retrocesso mental, uma volta à infância, às crenças do pai, às profecias do misterioso “profeta sem-nome” que fundou a estaca sagrada de Proélia.

Um tratado poético sobre a efemeridade

Apesar de suas criaturas sombrias, assassinatos e conspirações palacianas, Vidas Efêmeras é, no fundo, uma meditação sobre o tempo. “Temos pouco tempo”, diz uma das personagens enigmáticas do livro, “mas ainda assim, desejamos eternidade.”

A prosa de Luiz Gustavo acompanha esse espírito. Em meio a sequências de ação, surgem parágrafos quase líricos, repletos de imagens poéticas, onde a narrativa se desdobra em lembranças, visões e sonhos. A ancestralidade — tanto mística quanto biográfica — é o fio que costura tudo. O leitor se vê confrontado com um universo onde a fé é tanto uma arma quanto um consolo, e onde cada escolha reverbera através das gerações.

Do papel para as rodas de leitores

Desde seu lançamento independente, Vidas Efêmeras: Parte I vem chamando atenção em clubes de leitura, fóruns de fantasia sombria e redes sociais. Parte do sucesso vem justamente dessa complexidade rara em obras do gênero: o livro não entrega respostas fáceis. Ele convida o leitor a habitar um mundo quebrado — e, como Elena, tentar compreendê-lo aos pedaços.

A Parte II já está sendo escrita, e promete expandir o universo de Proélia, explorar novas camadas de mitologia e mergulhar ainda mais fundo na alma de seus personagens. Mas, por ora, o que fica é a lembrança de um mundo onde tudo é efêmero — exceto o impacto que certas histórias deixam.

Resenha – Feitos Um Para o Outro é um romance sobre as dores e contradições do crescer juntos

Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Feitos Um Para o Outro, da autora italiana Biondi, é um romance que se apresenta inicialmente como uma delicada narrativa sobre um casal jovem tentando se encontrar na turbulência dos primeiros anos da vida adulta. A trama, situada em Bolonha, acompanha Manuel e Mia, dois jovens que dividem um pequeno quarto num alojamento estudantil, imersos em uma realidade marcada por sonhos, inseguranças e as pressões da independência.

A escrita de Biondi revela sensibilidade e sutileza ao retratar as nuances emocionais de um relacionamento em sua fase inicial — sem recorrer ao melodrama exagerado ou a clichês desgastados. O texto navega habilmente entre as esperanças e as dúvidas típicas de quem encara o futuro com certa ansiedade, traduzindo em diálogos naturais e cenas cotidianas as tensões entre afeto e conflito.

No entanto, apesar de suas qualidades narrativas, o livro carrega uma controvérsia que polariza opiniões: o tratamento dado à traição cometida por Mia.

Aqui reside o principal desafio da obra. A autora escolhe abordar a traição de forma relativamente superficial, sem aprofundar as complexas implicações emocionais e éticas do ato. A decisão unilateral de Mia — que pede demissão sem diálogo prévio, abalando a estabilidade financeira que ambos buscavam — e, sobretudo, a traição, são fatos que poderiam render uma análise profunda sobre maturidade, confiança e consequências. Contudo, Biondi opta por minimizá-los na narrativa.

Além disso, Mia é retratada com uma ambiguidade problemática: sua postura parece simbolizar uma resistência ao amadurecimento. Ela valoriza o lazer e a liberdade ao lado dos amigos e rejeita a cobrança legítima de Manuel por responsabilidade e compromisso. Por sua vez, Manuel, que sonha em ser escritor e trabalha numa pizzaria para se sustentar, é caracterizado como alguém quase obsessivo e desequilibrado, numa inversão que gera desconforto, pois coloca a vítima da traição como antagonista da história.

Essa dinâmica – que transforma Manuel em um “vilão” na percepção da própria parceira e do círculo social dela – levanta questões importantes sobre representação de gênero, responsabilidade afetiva e o que se considera “culpa” num relacionamento. A narrativa, ao promover uma reconciliação rápida e quase sem consequências reais, perde a oportunidade de explorar os dilemas e as dores que acompanham uma traição, assim como a reconstrução (ou não) da confiança.

Para leitores que valorizam a profundidade emocional e a coerência psicológica, o livro pode parecer simplista ou até ingênuo na resolução dos conflitos. O perdão, no romance, não exige tempo, nem reflexão profunda, nem crescimento genuíno — e isso pode soar como uma romantização perigosa de uma falha grave.

Contudo, é justamente essa ambivalência que torna Feitos Um Para o Outro um texto instigante. A obra não oferece respostas definitivas nem pretende julgar seus personagens com rigidez moral. Em vez disso, convida o leitor a refletir sobre as complexidades do amor jovem, as contradições do amadurecimento e os limites da tolerância nas relações afetivas.

Manuel e Mia são personagens imperfeitos, com sonhos conflituosos e inseguranças típicas da idade. Talvez eles nunca tenham sido, na realidade, “feitos um para o outro” no sentido romântico idealizado, mas são, sim, retratos verossímeis da confusão que é crescer amando.

Em síntese, Feitos Um Para o Outro é uma obra recomendada para leitores que buscam mais do que um romance açucarado, que estejam dispostos a enfrentar as sombras e os incômodos do amor real. É um convite a entender que a vida adulta, com suas responsabilidades e escolhas, nem sempre permite finais lineares ou simples — e que o amor, por mais lindo que seja, também é um terreno de complexidade e desafio.

Live-action de Como Treinar o Seu Dragão quebra recordes no Brasil e emociona gerações

O primeiro live-action da Universal Pictures, inspirado no clássico animado “Como Treinar o Seu Dragão”, chegou voando aos cinemas brasileiros e já é um fenômeno! Lançado oficialmente em 12 de junho, o filme conquistou 1,9 milhão de espectadores e já arrecadou mais de 42 milhões de reais, tornando-se a maior abertura da DreamWorks no Brasil, desbancando pesos-pesados como Gato de Botas 2: O Último Pedido e Kung Fu Panda 4.

E não para por aí: o longa já garantiu o posto de terceiro maior lançamento do ano no país, permanecendo em 1.764 telas com exibições para todos os gostos — dublado, legendado, IMAX, DBox e 4DX.

🐉 Um lançamento digno de dragão

O lançamento do filme foi uma verdadeira celebração para fãs de todas as idades. Além da chegada do longa às telonas, o público foi presenteado com ações promocionais que transformaram cidades em verdadeiros cenários da Ilha de Berk.

Entre os dias 24 e 28 de maio, o Brasil recebeu a visita estrelada do diretor Dean DeBlois e dos atores Gerard Butler (Stoico), Mason Thames (Soluço) e Nico Parker (Astrid), que passaram por São Paulo em eventos lotados e cheios de emoção.

Mas quem roubou a cena mesmo foi ele: Banguela, o carismático dragão Fúria da Noite. Uma estátua gigante do personagem, com 2 metros de altura e 5,2 metros de comprimento, tem feito uma jornada digna de herói: já passou pelos shoppings Cidade São Paulo e Tietê Plaza e agora está no Shopping D até 23 de junho. Depois, alça voo até a Roda Rico, onde ficará de 23 de junho a 10 de julho.

No Rio, o dragão também marca presença: ele está no UCI do Shopping NYCC até 20/6, depois segue para a Loja BK da Av. Dom Hélder Câmara (20 a 30/6) e encerra sua turnê no Parque Bondinho, entre 30/6 e 31/7.

✨ A magia da amizade além das telas

Baseado na aclamada série de livros de Cressida Cowell, o filme traz uma abordagem mais madura e emocional para a história que conquistou o mundo nos cinemas há mais de uma década.

A narrativa acompanha o jovem Soluço (Mason Thames), um garoto viking criativo, sensível e constantemente subestimado, que vive à sombra de seu pai, o chefe Stoico (Gerard Butler). Tudo muda quando ele captura um dragão lendário — mas, em vez de matá-lo, cria um laço inesperado de amizade com o animal, batizado carinhosamente de Banguela.

Ao lado da destemida Astrid (Nico Parker) e do hilário ferreiro Bocão Bonarroto (Nick Frost), Soluço embarca numa jornada que vai além de batalhas e lendas. O trio encara uma sociedade dividida pelo medo, revelando que dragões podem ser aliados — e que a verdadeira coragem está em desafiar o que nos foi ensinado.

Com uma fotografia épica, trilha sonora emocionante e atuações comoventes, o live-action entrega um conto de amadurecimento, superação e reconciliação com o passado, honrando o legado da animação original e abrindo caminho para novos fãs.

🎬 Um marco na história da DreamWorks e da Universal

Essa é a primeira adaptação em live-action da história da Universal Pictures — e o sucesso não poderia ser mais simbólico. “Como Treinar o Seu Dragão” não só respeita a mitologia construída nos filmes anteriores como também humaniza seus personagens, trazendo uma camada de profundidade emocional que encanta crianças e toca adultos.

É uma jornada de descobertas, perdas, encontros e recomeços — tudo embalado por um visual deslumbrante e dragões que, mesmo gigantes e cuspindo fogo, têm olhos que falam.

📍Ainda dá tempo de voar com Banguela!

O filme segue em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Leve seu filho, seu amor, seus amigos, ou vá sozinho — e se prepare para sair com o coração aquecido, os olhos marejados e a certeza de que a verdadeira força está na amizade.

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