Resenha – Fios de Ferro e Sal narra a mitologia, resistência e o Brasil que (quase) esqueceram

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Fios de Ferro e Sal não é só um livro de fantasia histórica. É um mergulho profundo nas feridas abertas da nossa história, um convite para escutar as vozes que o tempo, o poder e o silêncio tentaram apagar. Escrito com lirismo e coragem, o livro resgata o Brasil do século XIX — mas não aquele que aparece nos livros didáticos, cheio de imperadores, corte e progresso. Aqui, a história é contada a partir das margens, das senzalas, das jangadas, dos terreiros e dos navios negreiros. É um Brasil de ferro, sal, suor e resistência.

A narrativa começa com Kayin, um homem negro cativo, acorrentado em um navio negreiro. Ele carrega em si o peso da dor, mas também a força de Ogum, o orixá da guerra e da tecnologia. Quando quebra suas correntes usando os dons aprendidos com o deus do ferro, não está apenas se libertando — está dando início a uma rebelião que desafia o sistema escravista com sangue, coragem e espiritualidade. É impossível não se arrepiar com esse começo. Kayin não é herói de capa, é herói de carne, cicatriz e alma.

Do outro lado da costa, nas areias do Aracati, no Ceará, vive Ekundayo, um griô — ou seja, um guardião da memória ancestral. Velho, sábio e ainda lutando por justiça, ele tenta conter o tráfico negreiro que continua devastando vidas naquela região. Um dia, ele recebe uma missão direta de Yemanjá: resgatar um grupo de pessoas à deriva no mar. Para isso, precisará reunir um grupo improvável: Tia Nanci, uma entidade em forma de aranha que se diz senhora de todas as histórias (e que transita entre o cômico, o assustador e o sábio com uma naturalidade impressionante); Afogado, um homem misterioso com um passado enterrado nas águas; e os jovens Iracema e Valentim, dois jangadeiros corajosos e sonhadores.

A viagem deles a bordo de uma jangada em mar aberto não é só física — é espiritual, política, mítica. Cada personagem carrega consigo não apenas um destino, mas uma ancestralidade. E o mar, tão presente e tão simbólico, deixa de ser apenas cenário e vira personagem também: ora mãe, ora inimigo, ora tumba, ora caminho para o renascimento.

O mais bonito do livro talvez seja como ele costura mitologia, fantasia e realidade de forma orgânica. Não se trata de “colocar orixás na história do Brasil”, mas de reconhecer que essas histórias já estavam aqui, antes mesmo de o Brasil ter nome. A fantasia aqui não foge da dor, ela a confronta — e, com isso, também cura.

Fios de Ferro e Sal é sobre resistência, sim, mas também sobre afeto, sobre escuta, sobre o poder das palavras e das memórias que resistem mesmo quando tudo parece querer apagá-las. Não é uma leitura leve — mas é necessária, urgente, transformadora. É um desses livros que deixam marcas. Que fazem a gente querer aprender mais, ouvir mais, contar mais. E que lembram que às vezes, contar uma história é um ato de salvação.

Se você procura uma fantasia verdadeiramente brasileira, cheia de alma, com personagens complexos e uma trama que pulsa com vida e ancestralidade, esse livro é pra você. E mesmo que não esteja procurando, talvez você precise dele. Porque algumas histórias precisam ser ouvidas. Porque algumas dores precisam virar mar.

Resenha – A Sombra do Torturador é um clássico intrigante com luzes e sombras

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Gene Wolfe é um autor frequentemente reverenciado dentro da ficção científica e da fantasia especulativa, e A Sombra do Torturador — primeiro volume da série O Livro do Sol Novo — é tido por muitos como seu trabalho mais emblemático. A obra narra as memórias de Severian, um aprendiz da guilda dos torturadores, que vive em um mundo chamado Urth, uma Terra futura e decadente, onde tecnologia e misticismo coexistem sob um véu de ignorância e tradição feudal.

A premissa é instigante. Wolfe nos introduz a um universo que, à primeira vista, remete à fantasia medieval, mas que aos poucos revela pistas de um passado tecnológico avançado — naves espaciais, alienígenas e ruínas de eras esquecidas aparecem apenas como sombras, memórias distorcidas por milênios. O autor escolhe construir sua narrativa por meio de um narrador pouco confiável, o próprio Severian, que tenta reconstruir sua trajetória com um tom confessional e quase mítico. Isso funciona… até certo ponto.

Um começo promissor que perde o fôlego

A jornada de Severian começa de forma sólida. Ele é curioso, inteligente e visivelmente dividido entre o que aprendeu com sua guilda e o que começa a sentir por conta própria. Quando se apaixona por Thecla, uma prisioneira nobre condenada à tortura, vemos surgir a primeira grande rachadura em sua lealdade — e, teoricamente, o ponto de virada do personagem.

Só que essa complexidade inicial dá lugar a um roteiro repetitivo: Severian segue viagem após ser expulso da guilda, vivendo aventuras episódicas, conhecendo personagens (geralmente mulheres que se encantam por ele sem muito esforço narrativo), dominando habilidades com espadas quase do nada e avançando rumo a um tal “destino grandioso” que nunca se justifica de forma convincente. É como se o personagem passasse de promissor a uma caricatura de herói trágico num piscar de olhos.

Narrativa densa ou apenas dispersa?

Muito se diz que Wolfe é um autor “difícil”. Mas A Sombra do Torturador não é, em si, um livro complicado. Ele apenas exige atenção e, talvez, um dicionário por perto — principalmente porque o autor adota uma linguagem arcaica e evita qualquer glossário ou explicação direta. Isso não é um problema por si só. O que realmente pesa é o ritmo quebrado, o excesso de digressões e o enredo que mais parece um mosaico de cenas do que uma trama que progride.

A escrita, muitas vezes louvada como brilhante, soa ornamental demais após certo ponto, perdendo impacto à medida que Wolfe se afasta da construção dramática inicial e se entrega a um desfile de personagens misteriosos e situações mal resolvidas.

Sexualidade e representação: o velho problema de sempre

Um dos pontos mais desconfortáveis da leitura é o tratamento dado às personagens femininas. Não é apenas o fato de Severian se apaixonar por praticamente toda mulher que encontra — o que, convenhamos, já seria cansativo. É a forma como o autor insiste em descrever constantemente seios, quadris e outras partes do corpo feminino com um olhar quase obsessivo. As mulheres são, em sua maioria, coadjuvantes sexuais, moldadas para se entregar ao protagonista com pouca ou nenhuma construção.

Esse olhar masculino antiquado é algo comum em parte da ficção científica clássica, mas não deveria ser normalizado. Em pleno século XXI, o status de “clássico” precisa ser questionado quando o que se vê é uma sucessão de mulheres bidimensionais e erotizadas ao redor de um protagonista egocêntrico e mal desenvolvido.

E afinal, por que ele está contando essa história?

Outro ponto que enfraquece a experiência é a própria estrutura da narrativa. Sabemos que Severian é um narrador não confiável. Sabemos também que Wolfe, dentro da lógica do livro, se coloca como o “editor” do manuscrito original. Mas… qual o propósito da história que nos é contada? Qual o contexto? Por que deveríamos confiar em qualquer coisa dita? A ausência de pistas ou direção sobre as intenções do protagonista (ou do próprio autor) acaba tornando a leitura frustrante, especialmente para quem não pretende seguir com os outros volumes.

M3GAN 2.0 chega chegando! Novo trailer revela bastidores e promete ainda mais ação e terror tecnológico

Se você curtiu o primeiro M3GAN e ficou grudado na cadeira com aquela boneca de inteligência artificial que não está pra brincadeira, prepare-se: a continuação está chegando com tudo — e já com um gostinho especial para os fãs! A Universal Pictures acabou de liberar um trailer de bastidores recheado de depoimentos do elenco e do próprio James Wan, o mestre do terror moderno, junto com cenas inéditas de tirar o fôlego.

O sucesso de M3GAN em 2023 foi estrondoso: mais de 180 milhões de dólares em bilheteria, com um orçamento humilde de menos de 12 milhões. Não é pouca coisa! A história original já mexia com nossos medos mais tecnológicos — uma boneca criada para proteger uma criança, mas que acaba usando métodos… digamos, pra lá de violentos para garantir essa proteção. Na sequência, a trama fica ainda mais tensa.

Agora, a criadora da M3GAN, Gemma, se vê numa encruzilhada quando a tecnologia que dá vida à boneca é roubada e transformada em uma arma militar letal chamada Amelia. Sem muitas opções, ela precisa trazer a M3GAN de volta — só que desta vez, turbinada, mais rápida, mais forte e, claro, mais perigosa. Dá pra imaginar o caos, né?

O elenco reúne nomes que já passaram por produções queridinhas do público. Allison Williams (a protagonista de Corra! e a estrela de Girls) volta para liderar o time. Violet McGraw, que você deve lembrar de Invocação do Mal 2 e Halloween Kills, também está de volta, trazendo toda a emoção do papel da criança sob tutela da boneca. Entre os novos nomes, Jenna Davis (Unpregnant), Amie Donald (Sweet Tooth), Ivanna Sakhno (Falcão Negro em Perigo), Brian Jordan Alvarez (Will & Grace), Jen Van Epps (Criminal Minds), Aristotle Athari (The Afterparty) e Timm Sharp (The Last Man on Earth) completam o elenco — uma turma afiada que promete dar conta do recado.

No comando, Gerard Johnstone assume a direção e também assina o roteiro, adaptando os personagens originais criados por Akela Cooper e o próprio James Wan. Ou seja: a receita para um filme cheio de tensão, surpresas e aquele mix perfeito de terror e ficção científica está garantida.

Anota aí na agenda: M3GAN 2.0 estreia nos cinemas dia 27 de junho de 2025 — ou seja, daqui a pouquinho! Prepare-se para ver até onde uma boneca pode ir para proteger… e aterrorizzar.

Confira os filmes que chegam aos cinemas nesta quinta, 19 de junho

Se você estava esperando uma boa desculpa pra correr pro cinema, chegou a hora! Esta quinta-feira, 19 de junho, marca a estreia de três filmes bem diferentes, mas com algo em comum: todos prometem mexer com sua imaginação, suas emoções e, quem sabe, até com seus conceitos de humanidade. Prepare-se para conhecer um menino que vira embaixador da Terra sem querer, uma sociedade tentando sobreviver três décadas após o apocalipse zumbi e dois jovens que transformam uma vida fora da lei numa jornada quase poética.

Dirigido por Adrian Molina e distribuído pela Disney, Elio é uma animação de aventura e drama com 89 minutos de duração. O elenco de vozes traz nomes como Yonas Kibreab (na pele do protagonista), Zoe Saldana e Jameela Jamil. A produção é mais uma aposta da Pixar em unir sensibilidade e imaginação, misturando temas como identidade, pertencimento e amadurecimento em uma jornada intergaláctica com visual deslumbrante e narrativa tocante.

Na história, Elio é um garoto criativo, introspectivo e que se sente deslocado no mundo. Tudo muda quando ele é, por engano, transportado para o Communiverse — uma organização interplanetária formada por representantes de diferentes galáxias. Lá, ele é confundido com o embaixador da Terra. Sem saber o que fazer, Elio precisa se adaptar, lidar com criaturas bizarras, enfrentar desafios inesperados e, acima de tudo, descobrir quem ele é de verdade. Uma aventura sensível e cheia de humor sobre encontrar seu lugar no universo.

Com direção de Danny Boyle e roteiro de Alex Garland, Extermínio: A Evolução marca o retorno impactante da icônica franquia de terror iniciada em 2002. O elenco conta com Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer e Alfie Williams. O longa retoma o universo distópico onde um vírus devastador transformou humanos em criaturas violentas e irracionais. Agora, quase 30 anos depois, a história avança em um mundo onde os poucos sobreviventes enfrentam novas ameaças — inclusive entre os próprios humanos.

Décadas após o vírus da raiva escapar de um laboratório e devastar a civilização, um grupo de sobreviventes vive isolado em uma ilha cercada de muros e conectada ao continente por uma única via protegida. Quando alguns membros precisam sair em uma missão arriscada, descobrem que as mutações atingiram não apenas os infectados, mas também os seres humanos que resistiram à catástrofe. Em meio ao caos e à evolução do horror, segredos obscuros e dilemas morais vêm à tona. Um suspense apocalíptico que mistura adrenalina, crítica social e reflexões sobre o que restou da humanidade.

La Chimera – A Odisseia de Enéias é uma produção italiana dirigida e roteirizada por Pietro Castellitto, que também protagoniza o longa ao lado de Giorgio Quarzo Guarascio e Benedetta Porcaroli. O filme é um drama contemporâneo com elementos de romance, crítica social e coming-of-age, explorando os excessos, vazios e contradições da juventude europeia em meio a um cenário de decadência moral.

A trama acompanha Enéias e Valentino, dois amigos que crescem juntos em uma Roma moderna e decadente, marcada por festas, tráfico de drogas e questionamentos existenciais. Enquanto vivem no limite entre o certo e o errado, os dois constroem uma amizade intensa, quase poética, onde o caos da juventude se mistura com reflexões profundas sobre liberdade, identidade e o sentido da vida. Para a sociedade, suas ações beiram o criminoso; para eles, é apenas a maneira de sobreviver e amar em um mundo que já perdeu os próprios limites.

Dirigido e roteirizado por Roberto Minervini, Os Malditos é um drama histórico que mergulha na dura realidade da Guerra Civil Americana. O elenco principal conta com René W. Solomon, Jeremiah Knupp e Cuyler Ballenger. O filme retrata o rigor de uma missão militar durante o inverno de 1862, explorando não apenas o cenário hostil, mas também as dúvidas e conflitos internos dos soldados diante de uma causa que começa a parecer cada vez mais incerta.

A história acompanha uma tropa de voluntários do exército dos Estados Unidos enviada para patrulhar regiões desconhecidas no oeste em plena Guerra Civil. Confrontados com a dureza do território gelado e hostil, os soldados enfrentam não só os perigos naturais, mas também suas próprias incertezas sobre o propósito da missão. Quando uma tragédia acontece em uma costa remota, a missão muda de rumo e o verdadeiro significado do compromisso que assumiram começa a escapar, fazendo-os questionar até onde vale a pena lutar.

🍿 Então, qual vai ser?

Com opções que vão do space-drama fofo para toda a família, passando pelo thriller distópico cheio de zumbis evoluídos, até o drama existencial de jovens à deriva, as estreias desta semana estão imperdíveis. Seja pra rir, chorar, pensar ou se esconder na cadeira do susto, tem cinema pra todos os gostos.

🎟️ Aproveite, escolha sua sessão e deixe a magia da telona te levar.

Crítica – Extermínio: A Evolução mantém viva a mitologia da saga e mostra que o apocalipse ainda tem fôlego

Depois de quase duas décadas de espera, o universo pós apocalíptico criado por Danny Boyle e Alex Garland em Extermínio (2002) e expandido em Extermínio 2 (2007) ganha um novo e eletrizante capítulo: 28 Anos Depois. Sob nova direção, o terceiro filme da saga não apenas resgata os elementos clássicos que consagraram a franquia, como também injeta uma nova dose de humanidade, suspense e crítica social em meio a hordas de infectados.

Uma nova geração no centro do caos

A trama se inicia em uma ilha aparentemente protegida da praga viral que devastou o Reino Unido. Ali, uma pequena comunidade sobrevive de forma quase utópica: plantações, treinamentos rígidos e um ritual de passagem inquietante — adolescentes são enviados ao continente aos 15 ou 16 anos para provar sua habilidade em combater zumbis. É nesse cenário que conhecemos Spike e seu pai Jamie, protagonistas dessa nova fase.

O jovem Spike é mais do que um herói improvável. Ele é o espelho de uma geração nascida em ruínas, forjada na ausência de uma civilização tradicional e obrigada a carregar o legado de um apocalipse que nunca viveu, mas do qual precisa sobreviver. Jamie, por sua vez, representa os fantasmas do passado: um pai endurecido pela dor, tentando proteger o filho do mesmo mundo que já o destruiu.

Zumbis além do susto: um continente em decomposição

Ao chegarem ao continente, Spike e Jamie enfrentam um território quase fantasma — resquícios de uma Inglaterra abandonada, mas não esquecida. O filme acerta em cheio ao mostrar o contraste entre o que sobrou da sociedade e o que ela se tornou: ruínas, silêncio e o medo constante do desconhecido. O terror aqui não vem apenas da velocidade e ferocidade dos infectados, mas da sensação sufocante de solidão, abandono e desumanização.

E o longa ainda surpreende ao introduzir novas variantes dos infectados e personagens isolados que conseguiram sobreviver contra todas as probabilidades, revelando nuances emocionantes e inesperadas.

Direção visceral, ritmo afiado

A direção, ainda que diferente do estilo visual de Boyle, é competente e envolvente. Cada cena é carregada de tensão e energia. A trilha sonora cumpre bem o papel de amplificar a angústia, enquanto a fotografia — por vezes crua, por vezes poética — ressalta a beleza sombria de um mundo à beira da extinção.

Não faltam cenas de ação eletrizantes, perseguições de tirar o fôlego e momentos de pura emoção. Mas o ponto mais alto está mesmo na construção emocional dos personagens e no modo como o roteiro lida com a ideia de herança: o que deixamos para os nossos filhos em um mundo que já acabou?

Mais do que um filme de zumbis

28 Anos Depois não é apenas uma continuação ou um bom filme de zumbis — é uma obra sobre sobrevivência, amadurecimento e a busca por um novo sentido em meio ao caos. O longa consegue emocionar, provocar reflexões e, ao mesmo tempo, entregar uma experiência digna das melhores sessões de cinema: intensa, catártica e imprevisível.

Sem dar spoilers, fica a dica: vá preparado para mais do que sangue e sustos. Spike entrega não só coragem, mas também alma. E isso faz toda a diferença.

Temperatura Máxima 22/06/2025 – Homem-Aranha: Longe de Casa é o destaque de domingo!

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Separe a pipoca, vista seu uniforme (ou pelo menos sua camiseta geek favorita) e ajeite o sofá: neste domingo, dia 22 de junho de 2025, a Temperatura Máxima vai te levar para uma aventura eletrizante do Universo Marvel com “Homem-Aranha: Longe de Casa”, a partir da tarde na TV Globo.

Se você achou que férias escolares seriam tranquilas para Peter Parker… achou bem errado.

🧳 Aracnídeo em modo turista? Nem tanto!
Depois dos acontecimentos bombásticos de Vingadores: Ultimato, Peter Parker (vivido com carisma de sobra por Tom Holland) só quer descansar um pouco a cabeça. Ele embarca com a turma do colégio em uma viagem para a Europa — e parece o plano perfeito para se desconectar de tudo e, quem sabe, até se declarar para MJ (Zendaya).

Mas claro que o universo Marvel não deixa ninguém em paz por muito tempo. Eis que surge Nick Fury (Samuel L. Jackson), exigindo atenção imediata: criaturas monstruosas, conhecidas como Elementais, estão ameaçando o planeta, e um misterioso herói de outra dimensão, o tal do Mysterio (Jake Gyllenhaal), entra em cena com promessas de salvador.

🧠 Legado de Tony Stark, dilemas adolescentes e uma reviravolta épica
Além das batalhas contra monstros e das cenas de ação de cair o queixo, Longe de Casa também é sobre luto, amadurecimento e legado. Peter recebe os poderosos óculos de Tony Stark, que vêm com acesso direto à inteligência artificial da Stark Industries — e com uma responsabilidade do tamanho do mundo.

Mas será que o novo “herói” da jogada é confiável? Nem tudo é o que parece nesse jogo de ilusões — e Peter vai precisar aprender, na marra, o que significa realmente ser o novo Homem-Aranha.

🎬 Dirigido por Jon Watts, com roteiro afiado de Chris McKenna e Erik Sommers, o filme mistura comédia teen, espionagem, drama e superpoderes na medida certa. No elenco, ainda brilham Zendaya, Jacob Batalon e Marisa Tomei, além de dubladores como Wirley Contaifer (voz de Peter) e Ana Elena Bittencourt (voz de MJ) garantindo a emoção em português.
Onde mais assistir?
Se perder na TV ou quiser rever quantas vezes quiser, Homem-Aranha: Longe de Casa também está disponível nas plataformas de streaming Netflix e Universal+, para assinantes. Uma ótima pedida para maratonar com os outros filmes do Miranha e completar a saga!

Então anota aí:
🗓️ Domingo, 22 de junho
📺 Temperatura Máxima – TV Globo
🎥 Homem-Aranha: Longe de Casa

Crítica – Elio é uma aventura intergaláctica de tirar o fôlego e de tocar o coração

Na vastidão do universo, a Pixar volta a provar que as maiores viagens são, na verdade, internas. Elio, nova animação do estúdio, estreia com ares de simplicidade, mas se revela uma obra emocionalmente poderosa, construída com a delicadeza típica de quem compreende a alma infantil — e o peso que ela pode carregar.

Um protagonista fora do eixo — e fora da Terra

A trama gira em torno de Elio, um garoto de 11 anos com imaginação borbulhante e um coração marcado pela perda. Vivendo com a tia, Olga, uma oficial militar dura e pragmática, ele encontra no espaço uma metáfora viva para o seu isolamento emocional. Enquanto ela lida com estratégias e protocolos, Elio busca abrigo nas estrelas — não apenas como fuga, mas como forma de sobreviver ao luto e à rejeição cotidiana.

Uma aventura intergaláctica com alma profundamente humana

É nessa chave sensível que o filme brilha: Elio não tem pressa em construir o vínculo com o espectador. Ele nos convida, quase em silêncio, a ocupar os sapatos do menino e ver o mundo com os olhos de quem não encontra lugar — nem na escola, nem na própria casa. Mas então, a mágica acontece: por um erro cósmico (ou talvez por destino), Elio é transportado a um conselho intergaláctico e confundido com o porta-voz da humanidade. É o início de uma jornada fantástica que parece saída de um conto, mas que guarda camadas profundas sobre identidade, empatia e escolha.

Aqui, a Pixar não aposta em vilões caricatos ou reviravoltas grandiosas. O “conflito” do filme é mais interno do que externo. Mesmo envolto em cenários interplanetários de tirar o fôlego — com um design de produção riquíssimo, repleto de criaturas únicas e arquitetura futurista —, o que move a narrativa é o coração de Elio: um menino ferido que aprende, aos poucos, que coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de se manter aberto mesmo quando tudo convida ao fechamento.

Domee Shi (Red: Crescer é uma Fera), Adrian Molina (Viva – A Vida é uma Festa) e Madeline Sharafian (roteirista de Luca) formam uma trindade criativa que conhece profundamente os dilemas da infância e os transforma em arte sensível, sem subestimar a inteligência emocional do público. A direção conjunta aposta em um ritmo contemplativo, mas recompensador — com pausas que fazem sentido, diálogos afiados e momentos de puro encantamento visual.

Uma lição doce sobre empatia e pertencimento

A frase que atravessa o filme — “Nos conflitos, não há vencedores” — não é apenas uma lição didática, mas um grito suave diante de um mundo que insiste em dividir para controlar. Elio fala sobre pertencimento, mas também sobre reconciliação. Sobre como, às vezes, os monstros que enfrentamos não estão lá fora, mas aqui dentro — e como só o afeto pode desarmá-los.

É, no fim das contas, um filme para adultos cansados e crianças esperançosas. Uma fábula moderna que nos convida a relembrar a força da imaginação, o valor da empatia e a beleza de se sentir aceito — mesmo (e principalmente) quando nos sentimos de outro planeta.

Para quem ainda carrega uma criança dentro do peito

Elio estreia nesta quarta-feira, 19 de junho, e é daqueles filmes que te pegam de surpresa: começa como um desenho espacial e termina como um abraço. E que bom que ainda existam filmes assim.

Dirigido por Joseph Kosinski e estrelado por Brad Pitt, F1 é elogiado pela crítica americana

Se você já se pegou com o coração na boca assistindo a uma corrida, torcendo como se fosse final de Copa, ou sentiu aquele friozinho na barriga ao ouvir um motor de Fórmula 1 rugindo… prepare-se: vem aí um filme feito sob medida para os apaixonados pela velocidade.

“F1”, estrelado por ninguém menos que Brad Pitt, chega em junho com a promessa de ser muito mais do que um filme sobre carros. É sobre legados, recomeços e a beleza crua de um esporte onde cada segundo conta — e cada erro pode custar tudo.

Dirigido por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick), o longa já conquistou a crítica antes mesmo de entrar em cartaz para o público. Com cenas gravadas em corridas reais e um olhar técnico afiado, o filme mergulha de cabeça no universo da Fórmula 1 — sem esquecer da alma por trás do volante.

De volta ao cockpit: um herói fora do tempo

Na história, Sonny Hayes (Pitt) é um veterano das pistas, uma lenda viva que havia pendurado o capacete — até ser chamado de volta para uma missão improvável: liderar uma equipe de F1 à beira do fracasso. Não se trata só de correr. Trata-se de inspirar, ensinar e redescobrir o amor pelo que se faz.

Sonny não é um herói invencível. Ele é humano. Tem dúvidas, medos, cicatrizes — mas também carrega aquela centelha que só os grandes campeões têm. E é esse brilho que, aos poucos, vai reacender uma escuderia desacreditada.

Um filme de corrida feito por quem entende de pista

E por trás da produção, está um nome que dispensa apresentações: Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1. Não, ele não está só emprestando o nome. Hamilton se envolveu em todos os detalhes, do roteiro às cenas de corrida, garantindo que cada curva e cada ultrapassagem tenham o peso e a verdade da vida real nas pistas.

Hamilton, que também tem quebrado barreiras dentro e fora dos autódromos, quis mostrar o lado coletivo do esporte — o suor dos mecânicos, o foco dos engenheiros, o trabalho silencioso que faz uma escuderia vencer.

Crítica acelerada: elogios que valem pole position

A imprensa especializada, que já teve a chance de assistir ao longa em sessões exclusivas, não economizou nas palavras. Ross Bonaime, do Collider, foi direto: “É um dos melhores filmes de corrida já feitos”.

Segundo ele, mesmo com alguns clichês do gênero, “F1 acerta em cheio ao lembrar que a Fórmula 1 é um trabalho de equipe.” Isso, aliado a um elenco afiado e uma direção imersiva, transforma a experiência em uma verdadeira montanha-russa emocional.

Peter Bradshaw, do The Guardian, confessou que não era fã da Fórmula 1… até agora. “O filme tem sua cota de tolices masculinas, mas Kosinski dirige tudo com tanto estilo que é impossível não se divertir. Como um descrente, achei o resultado final surreal e espetacular.”

Mais do que carros: gente de carne, osso e alma

“F1” não é sobre vencer por vencer. É sobre o que significa competir. Sobre envelhecer num mundo que exige juventude, sobre lutar contra o tempo — literal e metaforicamente. É sobre cair e levantar com graxa na roupa e sangue quente nas veias.

E Brad Pitt, aos 60 anos, não está apenas encenando esse retorno às pistas. Em muitos aspectos, ele está vivendo isso. Gravou cenas nos paddocks da F1 real, interagiu com as escuderias, sentiu o cheiro de pneu queimado e o calor do asfalto. Um trabalho que vai além da atuação: é entrega.

Prepare o cinto — e o coração

Se você é fã de F1, vai encontrar detalhes técnicos e emoção em alta velocidade. Se nunca ligou muito para o esporte, talvez este filme te faça mudar de ideia. Porque, no fundo, “F1” é sobre correr atrás daquilo que faz o coração bater mais forte.

E isso, meu amigo, é universal.

“F1” estreia nos cinemas em junho. E, se depender da energia que já vem das primeiras voltas, esse filme não vai apenas cruzar a linha de chegada — vai deixar rastro de borracha e emoção por onde passar.

Estrelado por Scarlett Johansson, Jurassic World – Recomeço inicia pré-venda nesta quinta, 19 de junho!

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Atenção, fãs de dinossauros e emoção nas telonas: começou a contagem regressiva para um dos filmes mais esperados do ano! A Universal Pictures acaba de liberar a pré-venda oficial de ingressos para “Jurassic World: Recomeço” (Jurassic World: Rebirth), o novo capítulo eletrizante da franquia que há 30 anos nos faz temer (e amar) cada passo de um tiranossauro.

A partir desta quarta-feira, 19 de junho, às 10h, você já pode garantir seu lugar na sessão — e, vamos ser sinceros, esse é daqueles filmes que merecem ser vistos com pipoca grande, som no talo e cadeira que treme!

Estrelando a musa Scarlett Johansson, o filme se passa cinco anos depois dos eventos de Jurassic World: Domínio, em um mundo onde humanos e dinossauros tentam dividir o mesmo espaço sem (literalmente) se devorarem. Johansson vive Zora Bennett, uma agente secreta linha-dura que lidera uma missão sinistra: entrar numa ilha esquecida pelos mapas, onde restos de pesquisas genéticas do antigo Jurassic Park ainda se escondem… junto com algumas criaturas que o tempo (e os humanos) deveriam ter deixado em paz.

E prepare-se: não estamos falando de dinossaurinhos simpáticos de parque temático. No meio da selva, Zora e sua equipe vão encarar três dinossauros colossais e geneticamente únicos, capazes de virar o jogo entre a vida e a extinção.

Além de Scarlett, o elenco traz nomes de peso como o premiado Mahershala Ali (Moonlight, Green Book) e o queridinho do momento, Jonathan Bailey (Bridgerton, Wicked). A direção é de Gareth Edwards (Rogue One), e a produção carrega a assinatura mágica do próprio Steven Spielberg.

Jurassic World: Recomeço” estreia exclusivamente nos cinemas em 3 de julho. Mas se você quer ver antes de todo mundo e escapar dos spoilers jurássicos, corre agora e garanta seu ingresso!

Sony Pictures apresenta novo trailer de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

A contagem regressiva já começou: em um mês, os cinemas brasileiros vão receber o retorno arrepiante de uma das franquias de terror mais icônicas dos anos 1990. Com estreia marcada para 18 de julho de 2025, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” ganhou um novo trailer cheio de tensão e pistas sombrias sobre o que esperar da sequência. A produção marca a volta do universo criado por Lois Duncan e eternizado no cinema em 1997 — agora sob o comando da diretora Jennifer Kaytin Robinson, conhecida por trazer um olhar moderno e afiado aos dramas juvenis.

👻 Uma nova geração, o mesmo segredo

No centro da trama estão cinco jovens amigos, que, após um acidente de carro com consequências trágicas, decidem esconder a verdade. Eles fazem um pacto de silêncio, achando que podem enterrar o passado. Um ano depois, descobrem da pior forma que alguns segredos não ficam enterrados para sempre. Alguém sabe o que eles fizeram — e está sedento por vingança.

Conforme o mistério se aprofunda e os assassinatos começam, o grupo precisa correr contra o tempo para entender quem está por trás dos ataques. A grande virada? Eles não são os primeiros. Tudo isso já aconteceu antes — e para sobreviver, eles terão que encarar o passado literalmente, buscando ajuda nos sobreviventes do Massacre de Southport, o evento central do filme original lançado em 1997.

🩸 Sangue novo e velhas feridas

Com produção da Sony Pictures, o novo capítulo traz um elenco renovado, liderado por Madelyn Cline (de Outer Banks) e Chase Sui Wonders (de Morte, Morte, Morte), dois nomes em ascensão no cinema jovem contemporâneo. A proposta é clara: unir o clima slasher clássico, com todos os seus becos escuros, bilhetes ameaçadores e assassinos mascarados, ao drama psicológico e visual moderno do horror atual.

O trailer entrega uma combinação de nostalgia e reinvenção. Há easter eggs para os fãs da trilogia original, menções diretas ao enredo de 1997 e cenas que homenageiam a estética noventista — ao mesmo tempo em que joga luz sobre os traumas, culpas e paranoias da nova geração.

🕯️ Legado e reinvenção

O primeiro filme, lançado em 1997 e protagonizado por Jennifer Love Hewitt, Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe e Freddie Prinze Jr., virou símbolo do renascimento do terror adolescente e ajudou a moldar toda uma estética cinematográfica pós-Pânico (1996). Seu impacto cultural foi tão forte que virou referência em filmes, séries e até paródias.

Agora, quase três décadas depois, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retorna com a missão de resgatar o legado do gênero slasher — mas sem abrir mão de discutir os dilemas morais, a pressão das redes sociais e o impacto do silêncio cúmplice entre jovens em tempos de vigilância constante.

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