Clássico do terror O Iluminado retorna aos cinemas brasileiros em dezembro para celebrar 45 anos de sua estreia

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Um dos filmes mais inquietantes e enigmáticos da história do cinema está prestes a voltar às telonas. A Warner Bros. Pictures anunciou o relançamento de O Iluminado, obra-prima dirigida por Stanley Kubrick, que retorna aos cinemas de todo o Brasil entre os dias 11 e 17 de dezembro. A reestreia faz parte das comemorações pelos 45 anos do lançamento do longa, em 2025 — uma oportunidade rara para o público reviver (ou descobrir) o terror psicológico que redefiniu o gênero.

Lançado originalmente em 1980, o filme americano é inspirado no livro homônimo de Stephen King e apresenta uma história que, mesmo décadas depois, continua provocando medo, fascínio e discussões. A trama acompanha Jack Torrance, vivido por Jack Nicholson, um escritor em crise que aceita o cargo de zelador de inverno no isolado Overlook Hotel, localizado nas montanhas do Colorado. Ao lado da esposa Wendy (Shelley Duvall) e do filho Danny (Danny Lloyd), ele acredita que o isolamento será a chance perfeita para reencontrar a inspiração. Mas o silêncio e a solidão se transformam em um pesadelo — e o que começa como tranquilidade logo se torna uma descida brutal à loucura.

Danny, o pequeno filho, tem um dom especial — a habilidade de “iluminar”, enxergando presenças e acontecimentos do passado e do futuro. É por meio de seus olhos que o espectador testemunha o verdadeiro horror que habita o hotel. Conforme as visões se intensificam e Jack sucumbe a uma força invisível, o Overlook deixa de ser apenas um cenário: torna-se um personagem vivo, repleto de ecos, fantasmas e traumas.

Mais do que um simples filme de terror, o longa-metragem é uma experiência sensorial e psicológica. Kubrick transformou o suspense em arte, criando uma atmosfera densa e claustrofóbica. Suas câmeras percorrem corredores intermináveis, capturam o silêncio das montanhas nevadas e mergulham o público em uma tensão crescente que nunca se desfaz completamente.

O longa também marcou a história da técnica cinematográfica. Foi um dos primeiros a utilizar a Steadicam, tecnologia que permite movimentos de câmera fluidos, responsável por algumas das sequências mais icônicas do cinema — como a perseguição de Danny pelo corredor em seu triciclo. Cada detalhe, da arquitetura do hotel ao uso das cores e da trilha sonora, foi pensado para provocar desconforto e fascínio.

Curiosamente, quando foi lançado, o filme dividiu a crítica. Muitos o consideraram lento ou enigmático demais, e o próprio Stephen King criticou as mudanças feitas por Kubrick em relação ao seu livro. Mas o tempo se encarregou de colocá-lo no lugar que merece: hoje, O Iluminado é considerado uma das maiores obras do terror psicológico, referência obrigatória para cineastas, estudiosos e fãs do gênero.

Sua influência atravessou gerações. Cenas, falas e imagens do filme — como a enigmática frase “Here’s Johnny!” — entraram para a cultura pop, inspirando produções, análises e teorias. Em 2018, o longa foi incluído no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, reconhecimento reservado a obras consideradas “cultural, histórica ou esteticamente significativas”.

O retorno aos cinemas brasileiros promete uma experiência renovada, com exibição em alta qualidade e som remasterizado. É uma chance de vivenciar, na tela grande, a grandiosidade do Overlook Hotel e toda a atmosfera que Kubrick construiu com precisão milimétrica — algo impossível de reproduzir em casa.

Para quem nunca assistiu, é o momento ideal para entender por que o filme se tornou um divisor de águas no terror. E, para quem já conhece, é a oportunidade de redescobrir detalhes que só o cinema é capaz de revelar: o som do machado cortando o ar, o eco dos passos no corredor, o olhar enlouquecido de Nicholson e o frio que parece atravessar a tela.

Cidade Negra anuncia show da turnê De Agora em Diante em São Paulo, comemorando três décadas de trajetória

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O Cidade Negra prepara um reencontro marcante com o público paulistano. Em comemoração às três décadas de uma trajetória que ajudou a moldar o reggae nacional, o grupo liderado por Toni Garrido e Bino Farias apresenta a turnê “De Agora em Diante” no dia 28 de março de 2026, na Suhai Music Hall, em São Paulo.

O espetáculo promete um mergulho emocional em sucessos que marcaram gerações, em um formato repaginado que une passado, presente e futuro. A pré-venda de ingressos tem início no dia 5 de novembro, ao meio-dia, enquanto as vendas gerais abrem em 6 de novembro, também às 12h, exclusivamente pelo site Eventim e na bilheteria oficial.

Mais do que uma simples turnê comemorativa, “De Agora em Diante” representa um momento de renovação artística e espiritual para o Cidade Negra. O show foi cuidadosamente concebido para revisitar os clássicos que se tornaram hinos de positividade e consciência social, além de apresentar novas canções que reafirmam a força criativa da banda.

Com direção musical de Bino Farias e a presença magnética de Toni Garrido nos vocais, o espetáculo mistura novos arranjos, uma estética visual moderna e mensagens que dialogam com o tempo presente. No repertório, não faltarão canções icônicas como “A Estrada”, “Firmamento”, “Girassol” e “Onde Você Mora”. Haverá também uma homenagem especial ao álbum “Sobre Todas as Forças” (1994), considerado um marco na discografia do grupo e na história do reggae brasileiro.

Em uma nova fase de amadurecimento, o Cidade Negra busca reafirmar a conexão entre a música e o público que os acompanha há décadas. “De agora em diante é sobre acreditar, sentir e continuar. A música sempre foi a ponte entre o sonho e a realidade”, reflete Toni Garrido, que retorna aos palcos com a mesma energia contagiante que o consagrou como uma das vozes mais carismáticas do país.

A turnê simboliza também o reencontro de uma parceria histórica. Juntos, Toni e Bino conduzem um espetáculo que ultrapassa a nostalgia e se torna uma verdadeira celebração da resistência cultural, espiritualidade e amor. A proposta é revisitar as raízes do reggae com frescor contemporâneo — um convite para dançar, refletir e sentir o poder da música como força transformadora.

Série AYÔ, de Lucas Oranmian, será exibida no Festival Mix Brasil e celebra novas narrativas negras e LGBTQIAP+

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Depois de emocionar o público no Festival do Rio, onde suas sessões lotaram duas salas, a série AYÔ chega agora ao Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade, um dos eventos mais importantes do país dedicados à representatividade e à inovação no audiovisual. A exibição acontece no dia 17 de novembro, às 19h, no CineSesc, em São Paulo, e promete repetir o sucesso da estreia, reunindo elenco, equipe e público em uma noite de celebração da arte e da pluralidade.

Criada, roteirizada e protagonizada por Lucas Oranmian, AYÔ nasce de um desejo profundo de ocupar o centro da narrativa com um personagem que raramente tem esse espaço: um homem negro, gay e artista, vivendo a intensidade da vida contemporânea em São Paulo. A série, composta por seis episódios, apresenta o cotidiano desse protagonista entre afetos, escolhas profissionais, desejos e incertezas, enquanto reflete sobre o que significa buscar pertencimento em um mundo que ainda impõe tantas barreiras.

A direção é assinada por Yasmin Thayná e a produção por Gabriel Bortolini, formando uma tríade criativa que dá vida a uma obra profundamente sensível e política. No elenco, nomes como Breno Ferreira, Aretha Sadick, Caio Blat, Lázaro Ramos, Tânia Toko, Caio Mutai, Odá Silva e Gilda Nomacce ajudam a construir um mosaico de personagens que representam a multiplicidade da capital paulista — seus encontros, seus contrastes e sua pulsação.

Para Lucas, AYÔ é mais do que um projeto artístico: é um gesto de afirmação. Ele explica que sempre sentiu falta de ver personagens negros em papéis que pudessem simplesmente viver — amar, errar, desejar e sonhar — sem serem definidos apenas pela dor ou pela luta. “Quis criar um personagem comum, mas complexo. Um cara que ama, que trabalha, que tem sucesso e fracassos, como qualquer outro. Isso, por si só, ainda é uma transgressão”, compartilha o ator e roteirista.

A série não se propõe a oferecer respostas, mas a provocar um diálogo sobre como a arte pode refletir a pluralidade do país e questionar o lugar do corpo negro e LGBTQIAP+ na tela. Ao combinar poesia visual, humor e crítica social, AYÔ cria uma linguagem própria — contemporânea, vibrante e afetiva — que se aproxima de produções internacionais como I May Destroy You e Atlanta, mas com um ritmo e uma sensibilidade que só o Brasil tem.

A diretora Yasmin Thayná define a experiência de dirigir AYÔ como um marco pessoal e coletivo. “Dirigir essa série foi uma oportunidade de olhar para a sensibilidade de um homem negro de uma forma que raramente vemos. E foi também um momento de encontro entre profissionais que estão assinando seus primeiros trabalhos de direção e criação. Isso é histórico. Essas oportunidades só existem porque políticas públicas culturais tornam possível a diversidade de olhares e vozes”, afirma.

O produtor Gabriel Bortolini complementa que a obra é fruto de um processo colaborativo que reflete o próprio espírito da diversidade. “AYÔ é sobre afeto, mas também sobre estrutura. Foi preciso reunir uma equipe que acreditasse na importância de construir novas imagens sobre o que é ser negro e LGBTQIAP+ no Brasil. Quando colocamos essas histórias no centro, o resultado é revolucionário — porque muda o imaginário coletivo.”

Com fotografia cuidadosa, trilha envolvente e uma estética urbana que traduz o pulsar de São Paulo, AYÔ convida o público a se enxergar em seus personagens — com suas vulnerabilidades, potências e contradições. A obra reafirma que a representatividade não é uma tendência, mas uma urgência cultural.

A série é uma produção da REPRODUTORA, que completa 10 anos de trajetória em 2025, e conta com patrocínio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal e Ministério da Cultura, por meio da Lei Paulo Gustavo.

Jéssica Dorneles defende que a versatilidade do artista brasileiro é a nova força criativa no mercado global

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A atriz, autora e pesquisadora Jéssica Dorneles apresenta uma das análises mais instigantes sobre o futuro da arte brasileira no cenário internacional. Em seu novo artigo, publicado na revista Inter-Ação (v.50, n.2, 2025) e intitulado “Do jeitinho à versatilidade: como a multicarreira no Brasil prepara artistas para o mercado americano”, a autora propõe uma reflexão profunda sobre como a realidade brasileira — marcada pela escassez de recursos, mas também por uma notável capacidade de adaptação — tem moldado uma geração de artistas preparados para qualquer desafio.

A pesquisa parte de um ponto sensível e necessário: a percepção de que o artista brasileiro, muitas vezes obrigado a acumular funções, está longe de ser apenas um sobrevivente. Para Dorneles, ele é um símbolo de reinvenção constante. Sua análise revela que a prática da “multicarreira” — ser ator, roteirista, produtor, comunicador e empreendedor de si mesmo — é, ao mesmo tempo, reflexo de um contexto desafiador e demonstração de uma inteligência cultural única.

Inspirando-se em autores como Pierre Bourdieu, Paulo Freire e Anthony Giddens, Jéssica traça um paralelo entre teoria e prática, explorando como a falta de estrutura formal impulsiona um tipo de criatividade que não se aprende nos livros, mas no convívio, na improvisação e na coletividade. Esse movimento, segundo a pesquisadora, gerou uma das maiores fortalezas do país no campo artístico: a capacidade de transformar limitações em linguagem.

Ao examinar trajetórias de nomes como Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Alice Braga, Dorneles mostra que o caminho para o sucesso internacional desses artistas não se baseou apenas em talento, mas também em uma versatilidade forjada no contexto brasileiro. Ela argumenta que essa adaptabilidade — que lá fora recebe o nome elegante de soft skill — aqui nasce como parte da identidade cultural. “O brasileiro cria soluções com alma, improvisa com técnica e faz da carência um laboratório de ideias”, resume a autora em seu estudo.

O texto também se volta para o campo da educação e das políticas culturais, defendendo que o país precisa reconhecer a força das formações híbridas e não tradicionais. Segundo Dorneles, muitos artistas brasileiros são formados fora dos espaços institucionais, em grupos de teatro de bairro, coletivos independentes e produções colaborativas — experiências que moldam uma visão de mundo sensível, prática e profundamente humana.

Mais do que uma pesquisa teórica, o artigo é um manifesto em defesa da pluralidade da arte brasileira. Dorneles convida o leitor a olhar para o artista nacional não como alguém que “dá um jeito”, mas como um profissional que redefine o conceito de competência a partir de sua vivência. Em suas palavras, o “jeitinho” deixa de ser sinônimo de improviso e passa a representar uma inteligência criativa admirada no exterior, uma ferramenta de expressão que conecta emoção e estratégia.

Com escrita acessível e olhar crítico, Jéssica propõe uma mudança de perspectiva: compreender a arte brasileira como um modelo de resistência e inovação. Ao unir conhecimento acadêmico e experiência pessoal, ela constrói uma narrativa que valoriza o que o Brasil tem de mais genuíno — sua capacidade de criar com afeto, intuição e propósito.

Confira o resumo semanal da novela Bahar de 06/11 a 14/11/2025 (TNT)

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No capítulo 37 da novela Bahar de quinta, 6 de novembro de 2025, Bahar sente o peso das próprias escolhas e percebe que precisa pedir perdão a Evren, não apenas pelas palavras ditas em meio à dor, mas também por ter duvidado do amor que os unia. Mesmo cercada de incertezas, ela se recusa a acreditar que o destino os separou de forma definitiva. Enquanto isso, Çağla recebe uma notícia devastadora trazida por Rengin, mergulhando em um estado de tristeza profunda, e Nevra, esquecida por todos no dia de seu aniversário, tenta esconder o sofrimento atrás de um sorriso forçado. Em meio à angústia, Bahar agarra-se a uma nova esperança quando descobre que um renomado cirurgião internacional está temporariamente na Turquia. O médico, conhecido por realizar milagres, pode ser a única chance de salvar Evren. Porém, o caminho até ele se mostra árduo — sua agenda está lotada, e o procedimento proposto envolve riscos altíssimos. Mesmo assim, Bahar está disposta a desafiar o impossível, movida pela fé e pelo amor que ainda pulsa em seu coração.

Capítulo 38 de sexta, 7 de novembro
Determinada a encontrar uma solução para salvar Evren, Bahar descobre uma forma de entrar em contato com a Dra. Jennifer, uma especialista que pode realizar a delicada cirurgia de que ele precisa. Consumida por essa missão, ela acaba se afastando de Çağla, sem perceber que a amiga enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua vida. Enquanto Bahar mergulha em planos e consultas, Çağla tenta lidar sozinha com uma dor silenciosa. Paralelamente, o destino entrelaça os caminhos de Timur e Efsun, que se cruzam inesperadamente em um restaurante, junto com Rengin. O reencontro desperta sentimentos antigos e deixa no ar uma tensão difícil de conter. Em meio a tudo isso, Bahar finalmente consegue convencer Evren a se submeter à operação, acreditando que aquele seria o passo decisivo rumo a um futuro livre da dor. O brilho de esperança em seus olhos contrasta com o medo que cresce silenciosamente em seu peito — o medo de perder o homem que ama para sempre.

Confira o que vai rolar entre os dias 10 a 14 de novembro de 2025

Capítulo 39 da novela Bahar de segunda, 10 de novembro
A notícia de que a Dra. Jennifer aceitou operar Evren causa surpresa e emoção entre todos, especialmente em Timur, que mal consegue acreditar que a esperança voltou a brilhar. No entanto, Bahar mal tem tempo de comemorar: ela descobre que Çağla está em uma situação grave, e a dor de ver a amiga sofrer abala profundamente seu equilíbrio emocional. No dia da cirurgia, o hospital mergulha em um silêncio tenso. Bahar, Cem e Umay esperam ansiosamente por notícias, rezando por um desfecho positivo. As horas se arrastam até que Evren desperta — e revela algo que destrói a tranquilidade de todos. Antes da operação, ele manipulou os exames e trocou seu sangue pelo de Cem, acreditando que isso aumentaria suas chances de sobrevivência. A revelação choca Bahar, que se sente traída e impotente, sem saber se a atitude de Evren foi um ato de amor ou de puro desespero.

Capítulo 40 de terça, 11 de novembro
O hospital se enche de expectativa com a chegada da Dra. Jennifer, e por um breve momento, Bahar acredita que tudo começará a melhorar. No entanto, essa esperança logo se desfaz quando Evren faz uma confissão devastadora: ele alterou sua medicação e falsificou amostras de sangue para esconder um erro médico. A revelação cai sobre Bahar como um golpe impiedoso, fazendo ruir a confiança que ela depositava nele. O homem que ela julgava conhecer se transforma diante de seus olhos em alguém dominado pelo medo e pela culpa. Entre lágrimas e ressentimento, Bahar tenta compreender como o amor pode coexistir com tamanha mentira. O que era um laço inabalável se rompe lentamente, deixando para trás apenas o vazio e a incerteza.

Capítulo 41 de quarta, 12 de novembro
Gülçiçek insiste para que Evren procure Bahar e tente reparar os danos irreversíveis causados pelas mentiras do passado, mas ele se sente incapaz de encará-la. Enquanto isso, o hospital entra em alerta com a chegada de um novo paciente em estado crítico, o que mobiliza toda a equipe médica. O caso desperta em Aziz Uras reflexões profundas sobre seu papel na medicina e o sentido de suas escolhas. Diante da pressão e da responsabilidade, ele começa a duvidar do próprio caminho. Ao mesmo tempo, Seren vive momentos de tensão quando um ladrão invade sua casa. Na tentativa de se defender, ela acaba caindo da escada e sofre um grave acidente, deixando todos em choque. O clima de apreensão se espalha, lembrando a todos como a vida pode mudar em um único instante.

Capítulo 42 da novela Bahar de quinta, 13 de novembro
O desaparecimento de Evren após fugir do hospital mergulha Bahar em desespero. Ela sente que o destino a está testando mais uma vez, levando-a a enfrentar o medo de perder tudo o que ama. Efsun, ainda abalada pelo recente incidente com Seren, decide que a filha não deve mais morar sozinha, temendo novas tragédias. Enquanto isso, Seren e Aziz tomam uma decisão que pode transformar suas vidas e seus relacionamentos para sempre. Em meio ao caos, Bahar tenta se reaproximar de Çağla, determinada a restaurar a amizade que o tempo e a dor quase destruíram. Seu gesto de humildade e arrependimento revela uma nova faceta — uma mulher disposta a admitir erros e buscar perdão, mesmo que isso a coloque em uma posição vulnerável diante de todos.

Capítulo 43 de sexta, 14 de novembro
A festa de Ano-Novo organizada por Timur promete ser um momento de celebração, mas acaba se transformando em um cenário de revelações e emoções intensas. Entre luzes, música e risadas forçadas, o clima festivo dá lugar a tensões quando segredos começam a vir à tona. Evren, tomado pelo arrependimento, tenta se reconciliar com Bahar e pede perdão por ter mentido sobre o uso de drogas. Suas palavras, porém, despertam lembranças dolorosas e reabrem feridas ainda recentes. Ao redor, outros personagens também enfrentam seus próprios fantasmas — confissões inesperadas, olhares que dizem mais do que palavras e verdades que não podem mais ser escondidas. Quando o relógio marca a virada do ano, todos percebem que aquele momento simbólico representa mais do que uma simples passagem de tempo: é o início de uma nova fase em que nada será como antes.

Sombras no Deserto traz Nicolas Cage em uma visão ousada e sombria sobre a juventude de Jesus

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Estreia em 13 de novembro nos cinemas brasileiros o longa-metragem “Sombras no Deserto”, uma das produções mais ousadas e debatidas do ano. Distribuído pela Imagem Filmes, o título marca uma nova fase na carreira de Nicolas Cage, que assume um papel intenso e carregado de simbolismo ao lado de FKA Twigs e Noah Jupe. A direção é de Lotfy Nathan, cineasta que imprime ao projeto uma visão autoral e inquietante sobre fé, destino e a natureza do poder.

Ambientado no Egito Antigo, o filme apresenta uma leitura radicalmente inédita sobre um tema raramente explorado: a adolescência de Jesus Cristo. A trama é inspirada no Evangelho apócrifo de Pseudo-Tomé, um texto que descreve os chamados “anos perdidos” da vida do messias, ausentes nos evangelhos oficiais. Nessa versão, o jovem Jesus manifesta dons sobrenaturais que ainda não compreende, tornando-se um ser dividido entre o sagrado e o humano, entre o milagre e o medo.

Para Lotfy Nathan, o projeto nunca teve como propósito provocar a fé, mas sim investigar o mistério da formação de um mito. “Eu não pretendia fazer um filme religioso”, afirma o diretor. “Mas conforme mergulhei nessa história, percebi que ela fala sobre o que é ser parte de uma família — sobre amor, temor e sobrecarregar alguém com expectativas impossíveis.” Essa perspectiva íntima e emocional transforma o longa em um drama sobrenatural de forte impacto psicológico, em que a tensão cresce à medida que o poder do garoto ameaça desestabilizar todos ao seu redor.

No papel do pai, chamado apenas de O Carpinteiro, Nicolas Cage entrega uma das atuações mais vigorosas de sua carreira recente. Seu personagem é um homem simples que vê sua fé e sua sanidade abaladas diante do inexplicável. Ao seu lado, FKA Twigs vive a mãe do menino, uma mulher que tenta proteger o filho e preservar a unidade da família mesmo quando a presença dele passa a ser vista como uma maldição. O jovem Noah Jupe completa o trio principal com uma performance densa e misteriosa, capturando a inocência e a perturbação de um ser que carrega o divino sem compreender o que isso significa.

A direção de Nathan aposta em uma estética austera e hipnótica. As paisagens áridas, o silêncio opressivo e a fotografia em tons terrosos evocam um clima de solidão e reverência, enquanto a câmera acompanha de perto os gestos e olhares dos personagens, ampliando o desconforto e a sensação de isolamento. Essa atmosfera reforça a dualidade do filme: o deserto físico reflete o deserto interior de seus protagonistas — um lugar onde fé e medo coexistem.

O resultado é uma obra que desafia classificações fáceis. Nem uma cinebiografia religiosa, nem um terror convencional, “Sombras no Deserto” é uma meditação cinematográfica sobre a origem da fé e o preço da diferença. Cada cena parece construída para provocar desconforto e reflexão, conduzindo o espectador a um terreno onde o sagrado se confunde com o humano e onde a inocência pode se transformar em poder destrutivo.

Em festivais internacionais, o longa já vem sendo descrito como “uma experiência espiritual perturbadora”, elogiado pela coragem estética e pela profundidade de suas interpretações. Críticos destacam a performance contida e magnética de Nicolas Cage, a entrega emocional de FKA Twigs e a sensibilidade de Nathan ao tratar temas teológicos sob um olhar humano e contemporâneo.

Arquivo A revela como a construção sustentável está moldando o futuro das cidades

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Nesta quinta-feira, 6 de novembro, às 21h, o programa Arquivo A, exibido pela TV Aparecida, apresenta uma edição especial que mergulha nas transformações do setor da construção civil. Com reportagem de Rafaela Lourenço, o episódio mostra como engenheiros, arquitetos e comunidades vêm reinventando a forma de construir, unindo tecnologia, tradição e consciência ambiental para reduzir os impactos ao meio ambiente.

Construir com a terra: o retorno de uma técnica milenar

Logo na abertura, o público conhecerá uma casa sustentável erguida com 70% de terra, bambu e madeira, materiais que garantem conforto térmico e beleza natural. O isolamento da terra mantém o ambiente interno fresco, dispensando o uso de sistemas artificiais de climatização. A proposta alia economia, durabilidade e estética, provando que o tradicional pode ser também moderno e eficiente.

Cada vez mais presente em áreas urbanas e condomínios de alto padrão, esse tipo de construção vem conquistando moradores interessados em experiências mais próximas da natureza, em um movimento que valoriza o reaproveitamento de recursos e o design responsável.

Projeto Guyrá: a força da bioconstrução coletiva

A reportagem também visita a aldeia Rio Bonito, em Ubatuba (SP), onde o Projeto Guyrá ergue uma cozinha comunitária feita inteiramente de bambu. O espaço, projetado para ser multiuso, é fruto de um trabalho colaborativo que mistura saberes ancestrais e novas técnicas de construção.

Cerca de 50 pessoas, pertencentes a 13 famílias da aldeia, participam diretamente da obra, aprendendo e compartilhando conhecimentos sobre bioconstrução. Mais do que um projeto físico, o Guyrá simboliza um reencontro com a terra e a valorização da cultura tradicional em harmonia com as soluções do presente.

Tijolos ecológicos: inovação que reduz o desperdício

Outro destaque do programa é a visita a uma fábrica de tijolos sustentáveis intertravados, que eliminam o uso de argamassa e reduzem até 80% dos resíduos gerados nas obras. De montagem rápida e alta resistência, esse tipo de bloco vem sendo aplicado em construções de até três pavimentos, provando que é possível combinar praticidade, economia e responsabilidade ambiental.

A matéria detalha o processo de produção e explica como essa tecnologia vem sendo adotada por arquitetos e engenheiros que buscam métodos mais limpos e acessíveis para o futuro das cidades.

Bioarquitetura: quando o concreto encontra a floresta

A edição também apresenta um edifício em São Paulo que leva a bioarquitetura a outro patamar. O prédio foi projetado para integrar vegetação e estrutura de forma orgânica, com árvores de até oito metros distribuídas entre os andares.

A torre em espiral abriga mais de 1.760 m² de área verde, funcionando como um verdadeiro ecossistema urbano. Além de contribuir para o conforto térmico e acústico, a vegetação ajuda a purificar o ar e a devolver o contato com a natureza a quem vive em grandes centros.

Contêineres e casas do futuro

Para encerrar, o Arquivo A mostra uma fábrica em Caçapava (SP) que transforma contêineres marítimos em residências modernas, confortáveis e ecológicas. A solução, que aproveita estruturas já existentes, oferece uma alternativa rápida e sustentável, com grande potencial de personalização.

A repórter também visita a chamada Casa do Futuro, um projeto que combina automação, eficiência energética e design inteligente, ilustrando como as inovações tecnológicas estão moldando a próxima geração de lares sustentáveis.

Magic Lover ganha novo pôster e promete encantar fãs de BL com magia e romance

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A nova série tailandesa Magic Lover acaba de ganhar um pôster inédito e vem despertando a curiosidade do público que acompanha o universo BL (Boys’ Love). Produzida por Aoftion Kittipat Jampa, a produção combina fantasia, romance e comédia em uma trama envolvente sobre três feiticeiros que recebem uma missão inusitada: encontrar o amor verdadeiro em apenas 30 dias — ou serão transformados em animais para sempre. Abaixo, confira a imagem:

Na trama, três poderosos feiticeiros são enviados ao mundo dos humanos para provar que são capazes de amar genuinamente. Mas o desafio é grande — se falharem, perderão seus poderes e suas formas humanas. Entre feitiços, trapalhadas e sentimentos inesperados, cada um deles embarca em uma jornada de autodescoberta que promete arrancar risadas e suspiros do público. As informações são do My Drama List.

Aoftion Kittipat Jampa interpreta Aphere Fatherant, um feiticeiro sério e disciplinado que tenta resistir à ideia de se apaixonar, mas acaba surpreendido pelo destino. Ao seu lado, Namping Napatsakorn Pingmuang vive Vivian Fatherant, um mago romântico e sensível que acredita no poder do amor, enquanto Ohm Thanakrit Chiamchunya dá vida a Deris Fatherant, o mais impulsivo e divertido do trio.

Completando o elenco principal, Thomas Teetut Chungmanirat assume o papel de Ongsa, um jovem humano que cruza o caminho dos feiticeiros e se torna peça-chave em suas jornadas emocionais. Já Keng Harit Buayoi, como Lee Likhit, promete encantar o público com sua atuação carismática e cheia de nuances. Por fim, Jimmy Karn Kritsanaphan interpreta Magus, um mentor misterioso que guia (ou confunde) os protagonistas com enigmas e lições mágicas.

Elenco de peso e produção refinada

A produção de Magic Lover reúne nomes consagrados e novos talentos da cena tailandesa. Conhecido por sua sensibilidade na direção e por trazer temáticas LGBTQIA+ de forma respeitosa e leve, Aoftion Kittipat Jampa também atua na série, reforçando seu envolvimento criativo em cada detalhe.

A direção de arte aposta em cenários vibrantes e figurinos que misturam o tradicional e o moderno, criando uma estética própria que dialoga com a fantasia. O roteiro, segundo fontes da produção, busca equilibrar momentos de humor, drama e romance, explorando o conceito de amor em suas mais diversas formas — do afeto genuíno à aceitação pessoal.

Estreia aguardada

Ainda sem data oficial de lançamento, Magic Lover está em fase final de gravações e deve chegar às plataformas de streaming em 2026. Os bastidores indicam que cada episódio explorará um aspecto diferente da jornada emocional dos feiticeiros — do medo de amar à coragem de se entregar —, sempre com o toque mágico e cômico que define o estilo tailandês de narrar romances BL.

Robert Pattinson se une ao épico de Denis Villeneuve! Duna: Parte 3 tem seu novo astro confirmado

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O universo de Duna acaba de ganhar uma nova estrela — e das mais luminosas. Nesta quarta (4), o ator Robert Pattinson confirmou oficialmente sua participação em Duna: Parte Três, o aguardado capítulo final da trilogia dirigida por Denis Villeneuve, que promete encerrar de forma grandiosa a jornada de Paul Atreides nos desertos de Arrakis. As informações são do site IndieWire.

Embora a produção ainda não tenha revelado detalhes sobre o personagem, fortes indícios apontam que Pattinson interpretará Scytale, o carismático e manipulador vilão do romance O Messias de Duna, de Frank Herbert — figura central na mitologia da saga e peça-chave nos conflitos políticos e espirituais que sucedem a ascensão de Paul como imperador. Se confirmada, a escolha marca uma das adições mais empolgantes ao elenco da franquia, que já reúne nomes como Timothée Chalamet, Zendaya, Florence Pugh, Jason Momoa, Rebecca Ferguson, Josh Brolin e Anya Taylor-Joy.

Uma confirmação que empolga fãs e críticos

A chegada de Robert ao elenco é mais do que uma simples adição de peso — é um reforço que promete alterar o equilíbrio de forças dentro da história. O ator britânico, conhecido por papéis complexos e transformadores, tem consolidado sua carreira em uma trajetória notável desde que deixou o rótulo de galã adolescente para trás. Após estrelar O Farol (2019) e Batman (2022), Pattinson se firmou como um dos intérpretes mais versáteis e imprevisíveis de sua geração.

Em Duna: Parte Três, ele deverá explorar um papel de nuances psicológicas intensas, algo que o ator tem dominado nos últimos anos. Scytale, no universo de Herbert, é um Face Dancer — um ser capaz de mudar de forma, associado ao misterioso grupo Bene Tleilax. Inteligente, sedutor e ardiloso, ele surge como um adversário à altura de Paul Atreides, representando as forças da manipulação e da intriga política que ameaçam o império nascente do protagonista.

O retorno de um elenco impecável

Além da chegada de Pattinson, Duna: Parte Três contará com o retorno de um elenco que já se tornou icônico para os fãs da franquia. Timothée Chalamet reprisa o papel de Paul Atreides, agora consolidado como imperador e messias de um império que se expande pelos confins do universo. Zendaya volta como Chani, parceira e aliada de Paul, cuja jornada pessoal ganha novos contornos trágicos e políticos neste terceiro capítulo.

Florence Pugh retoma o papel da Princesa Irulan, enquanto Anya Taylor-Joy, introduzida na segunda parte como Alia Atreides, promete roubar cenas como a irmã de Paul — uma figura dividida entre o amor familiar e as visões místicas que a assombram. Jason Momoa, que retorna como Duncan Idaho após sua surpreendente ressurreição na Parte Dois, também tem papel fundamental na consolidação da narrativa.

A produção ainda traz Rebecca Ferguson como Lady Jessica, Josh Brolin como Gurney Halleck, e uma nova geração de atores mirins, incluindo Nakoa-Lobo Momoa e Ida Brooke, que interpretam os filhos gêmeos de Paul e Chani, Leto II e Ghanima — figuras que herdarão o destino do império Atreides.

Villeneuve e o sonho de concluir sua trilogia

Quando Denis Villeneuve lançou Duna em 2021, poucos poderiam prever o tamanho do fenômeno cultural que o filme se tornaria. Adaptando o clássico literário de Frank Herbert de 1965, o cineasta canadense entregou um épico visual e filosófico que equilibrava espetáculo e introspecção — um feito raro em Hollywood. A produção rendeu seis Oscars, consolidou Chalamet como um dos maiores astros de sua geração e reafirmou Villeneuve como um diretor de visão autoral.

A sequência, Duna: Parte Dois (2024), aprofundou o arco de Paul Atreides e expandiu o escopo político e espiritual da trama, levando o público às raízes messiânicas do personagem. O sucesso de crítica e bilheteria garantiu a confiança da Legendary e da Warner Bros. para dar luz verde à terceira parte — baseada no romance O Messias de Duna (1969) —, que Villeneuve já havia mencionado como seu “ato final” dentro do universo de Arrakis.

“Quero encerrar a história de Paul Atreides de forma completa e poética. Este será o fechamento de um ciclo, não apenas para o personagem, mas também para mim como cineasta dentro desse mundo”, declarou o diretor em entrevista à Variety.

Filmagens e bastidores: um salto técnico e emocional

As filmagens principais começaram em 8 de julho de 2025, nos estúdios Origo Film, em Budapeste — o mesmo complexo utilizado nas produções anteriores. Contudo, Villeneuve decidiu ousar em um aspecto técnico: pela primeira vez desde Incêndios (2010), o cineasta está filmando em película, com trechos em câmeras IMAX, buscando uma textura mais orgânica e monumental para o desfecho da trilogia.

Essa decisão, segundo ele, nasceu do desejo de capturar o contraste entre o espiritual e o terreno, entre o mito e o humano. “Duna sempre foi uma história sobre escalas — tanto as do universo quanto as da alma humana. A película me dá essa profundidade que o digital, às vezes, suaviza”, explicou Villeneuve.

Além da Hungria, a equipe de filmagem também deve passar por Abu Dhabi, especialmente no Oásis de Liwa, para recriar as vastas dunas de Arrakis — cenário que se tornou sinônimo de grandiosidade cinematográfica. A Comissão de Cinema de Abu Dhabi confirmou as gravações para o final de 2025.

Um detalhe curioso é que Greig Fraser, o premiado diretor de fotografia dos dois primeiros filmes, não retorna nesta parte devido a compromissos com outros projetos. No lugar dele, Linus Sandgren, vencedor do Oscar por La La Land, assume a função, prometendo um visual igualmente impressionante, mas com um toque mais analógico e experimental.

Um épico de encerramento e legado

Villeneuve nunca escondeu que Duna é um projeto pessoal. Desde o início, o cineasta canadense tratou a adaptação como uma trilogia que uniria a grandiosidade visual do cinema com a densidade filosófica da literatura. Em Duna: Parte Três, essa visão deve atingir seu ápice.

O diretor já afirmou que o filme servirá como “epílogo espiritual” da saga, encerrando não apenas a história de Paul, mas também o ciclo de ascensão e queda que permeia o universo de Herbert. “Será um filme sobre fé, sacrifício e redenção — mas também sobre como o poder pode distorcer até as melhores intenções”, disse Villeneuve.

Ninguém Quer é renovada para a terceira temporada; O charme ácido de Kristen Bell conquista mais uma vez o público da Netflix

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Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix confirmou nesta quarta-feira (4) que Ninguém Quer foi oficialmente renovada para uma terceira temporada, apenas algumas semanas após a estreia da segunda, em outubro. O anúncio foi feito de forma bem-humorada em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), com Kristen Bell — protagonista e produtora executiva da série — surpreendendo o elenco com a notícia. No vídeo, Bell aparece sorridente enquanto revela a novidade, mas é “corrigida” pela criadora da série, Erin Foster, que lembra que foi ela quem, na verdade, contou à atriz sobre a renovação. A brincadeira reflete o tom espirituoso e autodepreciativo que conquistou o público e se tornou uma marca registrada da produção.

Com um elenco afiado, um texto inteligente e uma química irresistível entre seus protagonistas, a série consolidou-se como uma das comédias românticas mais comentadas da Netflix no último ano. Criada por Erin Foster, a série estreou em setembro de 2024 e desde então tem recebido elogios tanto da crítica quanto dos assinantes por seu olhar honesto — e muitas vezes hilário — sobre amor, fé, imperfeição e os dilemas da vida adulta moderna.

Foto: Reprodução/ Internet

Uma comédia romântica nada convencional

A trama gira em torno de Joanne, interpretada por Kristen Bell, uma mulher agnóstica, franca e desbocada, que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando se apaixona por Noah Roklov (vivido por Adam Brody), um rabino judeu nada tradicional. A premissa, que em mãos menos habilidosas poderia soar apenas excêntrica, ganha profundidade e calor humano nas mãos de Foster e da equipe criativa da série.

O contraste entre os dois protagonistas é o motor da narrativa — e também sua maior força. Joanne é emocionalmente caótica, impulsiva e cheia de opiniões sobre tudo; Noah, por outro lado, é racional, centrado e guiado por valores espirituais. O romance entre eles não é apenas improvável, mas também deliciosamente confuso, com situações que oscilam entre o cômico e o comovente. A relação, marcada por diferenças culturais e existenciais, serve de pano de fundo para reflexões sobre fé, identidade e o que realmente significa estar em um relacionamento no século 21.

Da vida real para a ficção

Parte do charme da série vem do fato de que a criadora Erin Foster baseou a história em suas próprias experiências de vida. Conhecida pelo humor sarcástico e por seus roteiros afiados, Foster criou uma narrativa que mistura autenticidade emocional com situações absurdas, sempre sustentadas por um ritmo cômico preciso.

Quando a Netflix encomendou a série em março de 2023, já havia grande expectativa em torno da colaboração entre Foster e Steven Levitan, vencedor do Emmy por “Modern Family”. Levitan atua como coprodutor executivo, ao lado de Foster, Kristen Bell e nomes como Craig DiGregorio, Sara Foster, Danielle Stokdyk, Oly Obst e Josh Lieberman, sob o selo da 3 Arts Entertainment e 20th Television.

A sinergia entre Foster e Bell também foi um dos pontos mais comentados pela crítica. Kristen Bell, além de protagonista, ajudou a moldar o tom da produção, trazendo nuances de vulnerabilidade para uma personagem que, em mãos menos experientes, poderia soar apenas sarcástica. O resultado é uma protagonista complexa, divertida e surpreendentemente humana — um equilíbrio que ecoa o sucesso anterior de Bell em séries como The Good Place e Veronica Mars.

O elenco que dá vida à comédia

Além da dupla principal, o elenco da série conta com Justine Lupe (como Morgan), Timothy Simons (como Sasha Roklov), Stephanie Faracy (Lynn), Tovah Feldshuh (Bina Roklov), Paul Ben-Victor (Ilan Roklov), Jackie Tohn (Esther Roklov), Emily Arlook (Rebecca), Sherry Cola (Ashley), Shiloh Bearman (Miriam Roklov) e Stephen Tobolowsky (Rabbi Cohen). A participação especial de Ryan Hansen como Kyle também rendeu boas risadas e um toque de nostalgia, já que Bell e Hansen trabalharam juntos em Veronica Mars.

A química entre o elenco é um dos trunfos da série. As interações são naturais e cheias de timing cômico, e a presença de atores experientes em comédia garante que até as situações mais caóticas mantenham uma dose de realismo emocional. “O segredo de Nobody Wants This é que, por trás das piadas, há pessoas de verdade tentando fazer o melhor que podem”, comentou Adam Brody em uma entrevista recente.

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