Promessa do drama esportivo, Olympo é cancelada após apenas uma temporada

0
Foto: Reprodução/ Internet

A série espanhola Olympo não vai mesmo continuar na Netflix. Após meses de incerteza, a plataforma de streaming decidiu cancelar oficialmente a produção, encerrando a história ainda em sua primeira temporada. A informação foi divulgada pelo portal TVLine e confirmada pela Netflix em dezembro de 2025, frustrando parte do público que acompanhou a estreia recente da atração.

Lançada em 20 de junho de 2025, a produção chegou ao catálogo com uma proposta ambiciosa. A série apostava em um universo pouco explorado nas produções juvenis: o esporte de alto rendimento. A trama se passava no fictício Centro de Alto Rendimento Pirineus, uma escola de treinamento de elite que reúne jovens atletas considerados as maiores promessas do país. Ali, cada treino, cada competição e cada decisão podia definir o futuro profissional dos personagens.

Mais do que mostrar o esforço físico e a disciplina exigidos pelo esporte, Olympo focava nos conflitos humanos por trás da busca pelo sucesso. Os episódios exploravam relações de amizade, rivalidade, romances e disputas de ego, tudo potencializado pela pressão constante por resultados. O grande objetivo dos alunos era conquistar contratos de patrocínio com a Olympo, uma poderosa marca global de moda esportiva dentro da narrativa, símbolo máximo de prestígio e ascensão social.

No entanto, apesar da premissa atrativa, a série não conseguiu alcançar o impacto esperado. A recepção da crítica foi discreta e, em alguns casos, negativa. No site Rotten Tomatoes, Olympo registrou 43% de aprovação, com base em sete avaliações. Entre os principais apontamentos estavam o ritmo irregular da história e o desenvolvimento superficial de alguns personagens, fatores que podem ter dificultado uma maior conexão com o público.

O elenco reunia nomes jovens e promissores da dramaturgia espanhola, como Clara Galle, Nira Osahia, Agustín Della Corte e Nuno Gallego. Também integravam a produção Maria Romanillos, Andy Duato, Najwa Khliwa, Juan Perales, Martí Cordero, Jesús Rubio e Melina Matthews, formando um grupo diverso que representava diferentes modalidades esportivas e realidades sociais. Mesmo com boas atuações individuais, a série acabou não se firmando como um dos grandes destaques do catálogo.

O cancelamento da trama reflete uma política cada vez mais rígida da plaforma de streaming em relação às renovações. Atualmente, a empresa analisa com cuidado dados como audiência inicial, engajamento do público e taxa de conclusão dos episódios. Produções que não atingem esses indicadores costumam ser interrompidas rapidamente, mesmo quando deixam ganchos narrativos ou apresentam potencial para evoluir em temporadas futuras.

Para quem acompanhou a série desde a estreia, a decisão deixa um gosto amargo. A primeira temporada terminou com diversas histórias em aberto, incluindo rivalidades esportivas e conflitos pessoais que prometiam ganhar mais profundidade. Nas redes sociais, fãs comentaram que Olympo precisava de mais tempo para amadurecer e encontrar sua identidade, algo que nunca chegou a acontecer.

SISU: Estrada da Vingança chega ao streaming e transforma luto em fúria em sequência ainda mais brutal

0
Foto: Reprodução/ Internet

Sem passar pelos cinemas brasileiros, SISU: Estrada da Vingança já está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais, marcando o retorno de um dos anti-heróis mais implacáveis do cinema de ação recente. Escrita e dirigida novamente por Jalmari Helander, a sequência expande o universo apresentado no cultuado SISU e aposta em uma narrativa mais pessoal, intensa e simbólica, sem abrir mão da brutalidade que consagrou o filme original.

O longa traz de volta Jorma Tommila no papel de Aatami Korpi, veterano do exército finlandês conhecido como o homem que se recusa a morrer. Após sobreviver aos horrores da guerra e desaparecer do mundo ao forjar a própria morte, Korpi tenta recomeçar sua vida longe da violência. Essa tentativa, no entanto, é frágil. O passado encontra uma forma cruel de ressurgir e o empurra novamente para um caminho de sangue, dor e confrontos inevitáveis.

Diferente do primeiro filme, que se concentrava na sobrevivência extrema em meio à brutalidade da Lapônia durante a Segunda Guerra Mundial, Estrada da Vingança nasce de um impulso mais íntimo. Ao retornar ao local onde sua família foi assassinada, Korpi toma uma decisão profundamente simbólica: desmontar completamente a antiga casa onde viveu com seus entes queridos. Cada parede, cada pedaço de madeira é cuidadosamente colocado em um caminhão. Mais do que reconstruir uma casa em outro lugar, o gesto representa a tentativa de preservar a memória daquilo que lhe foi arrancado à força, transformando o luto em movimento e dando ao filme um peso emocional constante.

Essa busca por paz, no entanto, dura pouco. Rumores de que Aatami Korpi ainda está vivo chegam aos ouvidos de Igor Draganov, ex-oficial do Exército Vermelho e responsável direto pela morte de sua família. Interpretado por Stephen Lang, Draganov surge como um antagonista movido pela obsessão. Para ele, Korpi não pode continuar existindo. O finlandês deixa de ser apenas um sobrevivente e passa a representar uma lenda viva, uma falha que precisa ser eliminada. A partir daí, o filme se transforma em uma perseguição implacável por estradas, vilarejos e paisagens devastadas, em um jogo mortal onde não há espaço para misericórdia.

Fiel ao espírito do original, o longa não economiza na violência nem nas sequências de ação criativas. Helander aposta em confrontos físicos intensos, soluções improvisadas e situações extremas, sempre retratando Korpi como uma força da natureza quase impossível de conter. A diferença está no peso dramático que acompanha cada cena. Aqui, cada golpe carrega significado. Korpi não luta apenas para sobreviver, mas para proteger aquilo que restou de sua história, fazendo com que a ação deixe de ser apenas espetáculo e passe a funcionar como extensão direta de seu trauma e resistência.

Produzido por Petri Jokiranta, da Subzero Film Entertainment, e Mike Goodridge, da Good Chaos, com supervisão de Eric Charles para a Stage 6 Films, braço da Sony, o filme amplia seu alcance internacional. Ao contrário do primeiro SISU, ambientado na Lapônia finlandesa, a sequência foi filmada na Estônia, explorando novos cenários que reforçam a sensação constante de deslocamento e perseguição.

O longa teve sua estreia mundial no Fantastic Fest, em 21 de setembro de 2025, antes de chegar aos cinemas da Finlândia em 22 de outubro. Nos Estados Unidos, o lançamento ocorreu em 21 de novembro, pelas distribuidoras Sony Pictures Releasing, Stage 6 Films e Screen Gems. No Brasil, o público já pode conferir o filme por meio de aluguel ou compra digital, com preços a partir de R$ 29,90, nas plataformas Apple TV, Amazon Prime Video, Claro TV+, Google Play, Microsoft Films & TV (Xbox) e Vivo Play.

Tommy Shelby encara seu acerto final de contas em Peaky Blinders: O Homem Imortal, que revela primeiro teaser

0
Foto: Reprodução/ Internet

A lâmina voltou a brilhar. A Netflix divulgou o primeiro teaser oficial de “Peaky Blinders: O Homem Imortal, longa-metragem que encerra de vez a saga liderada por Tommy Shelby, personagem que transformou Cillian Murphy em um ícone global da dramaturgia contemporânea. Com legendas em português, a prévia não entrega grandes diálogos ou explicações, mas faz algo ainda mais poderoso: reconecta o público à atmosfera sombria, silenciosa e carregada de tensão que consagrou a série britânica ao longo de quase uma década.

O filme estreia em cinemas selecionados no dia 6 de março de 2026 e chega ao catálogo da Netflix em 20 de março do mesmo ano, apostando em uma estratégia híbrida que reforça o peso do projeto. Não se trata apenas de um “filme derivado”, mas do verdadeiro ponto final de uma história que atravessou guerras, crises políticas, disputas familiares e o colapso emocional de um homem que nunca soube viver longe do conflito.

O teaser de “O Homem Imortal” segue a cartilha que Peaky Blinders sempre dominou com maestria: imagens fortes, olhares vazios, ambientes enevoados e uma sensação constante de que algo está prestes a ruir. Não há exposição óbvia da trama, mas fica claro que o passado de Tommy Shelby continua sendo seu maior inimigo.

A prévia sugere um personagem mais envelhecido, marcado não apenas pelo tempo, mas pelo acúmulo de escolhas difíceis, perdas irreparáveis e inimigos que nunca deixaram de observá-lo. O título do filme, inclusive, parece carregar uma ironia cruel: Tommy pode ter sobrevivido a tudo, mas a que custo?

Desde sua estreia em 2013, Peaky Blinders se consolidou como um fenômeno cultural, e grande parte desse sucesso passa pela atuação de Cillian Murphy. Ao longo das seis temporadas, o ator construiu um protagonista complexo, distante de qualquer idealização clássica de herói. Tommy Shelby sempre foi brilhante, estratégico e carismático — mas também profundamente quebrado por dentro.

No longa, Murphy retorna para aquela que promete ser sua despedida definitiva do personagem. A expectativa é de um Tommy ainda mais introspectivo, lidando com as consequências de tudo o que construiu e destruiu. Se a série acompanhou sua ascensão, o filme parece interessado em explorar o peso final de seu legado.

Além de Murphy, o filme traz de volta nomes importantes da série, garantindo continuidade emocional e narrativa. Sophie Rundle, Ned Dennehy, Packy Lee, Ian Peck e Stephen Graham reprisam seus papéis, reforçando a sensação de fechamento para personagens que acompanharam o público por anos.

Ao mesmo tempo, “O Homem Imortal” apresenta novas adições de peso ao elenco, como Rebecca Ferguson, Tim Roth, Barry Keoghan e Jay Lycurgo. A presença desses atores indica que o filme não se limitará a resolver pendências antigas, mas também introduzirá novos conflitos, ameaças e dinâmicas de poder. Ainda que seus personagens estejam cercados de mistério, a escolha do elenco aponta para embates intensos, tanto psicológicos quanto políticos.

O roteiro é assinado por Steven Knight, criador da série, o que garante fidelidade total ao espírito de Peaky Blinders. Knight sempre deixou claro que a história de Tommy Shelby precisava de um encerramento mais amplo do que a televisão poderia oferecer, e o cinema surge como o espaço ideal para isso.

Na direção, Tom Harper assume a missão de traduzir para a linguagem cinematográfica tudo aquilo que fez da série um sucesso: fotografia estilizada, ritmo cadenciado, trilha sonora moderna contrastando com a ambientação histórica e uma narrativa que prefere sugerir a explicar. A promessa é de um filme visualmente ambicioso, sem perder o tom cru e humano que sempre definiu a obra.

As filmagens começaram em 30 de setembro de 2024, no Digbeth Loc Studios, em Birmingham, região que sempre serviu como base estética e simbólica da série. Outras gravações ocorreram em áreas de West Midlands e em St Helens, incluindo antigas instalações industriais, como as da Pilkington Watson Street.

Essas locações não são apenas cenários, mas extensões da narrativa. O ambiente industrial, frio e desgastado reforça o sentimento de decadência e tensão que acompanha a trajetória de Tommy Shelby desde o início. As filmagens foram concluídas em 13 de dezembro de 2024, marcando o fim de uma produção cercada de expectativa tanto por parte do público quanto da própria equipe.

Sessão da Tarde de Natal aposta em emoção e magia com “Genie – A Magia do Natal” nesta quarta (24)

0

Na véspera de Natal, a Sessão da Tarde desta quarta-feira, 24 de dezembro, convida o público a desacelerar e refletir sobre o verdadeiro significado das festas de fim de ano com a exibição de Genie – A Magia do Natal. Mais do que uma fantasia leve, o filme propõe uma jornada sensível sobre escolhas, prioridades e a importância de valorizar o que realmente importa quando o tempo parece sempre insuficiente.

Lançado em 2023, o longa é dirigido por Sam Boyd e tem roteiro assinado por Richard Curtis, conhecido mundialmente por histórias que equilibram humor, afeto e humanidade. Ambientado em uma Nova York moderna e agitada, o filme atualiza um antigo conto natalino para os dilemas contemporâneos, especialmente aqueles vividos por quem se vê consumido pelo trabalho e pela busca incessante por sucesso.

O protagonista da história é Bernard, interpretado por Paapa Essiedu, um homem competente e ambicioso que trabalha em uma prestigiada casa de leilões. À primeira vista, sua vida profissional parece bem-sucedida, mas o preço cobrado é alto. Bernard vive sob pressão constante, tenta atender às exigências exageradas de seu chefe e acaba abrindo mão de momentos essenciais ao lado da família. O trabalho deixa de ser apenas uma ocupação e passa a dominar completamente sua rotina e seus pensamentos.

Esse desequilíbrio se torna evidente no aniversário de sua filha, Eve, quando Bernard chega atrasado, esgotado e sem sequer lembrar do presente prometido. O constrangimento daquele momento é mais do que um detalhe: ele simboliza a distância emocional que se formou entre pai e filha. Sua esposa, Julie, interpretada por Denée Benton, já cansada das ausências e promessas não cumpridas, se sente invisível dentro do próprio casamento. Pouco depois, a família se fragmenta, e Bernard se vê sozinho, tentando entender onde tudo começou a dar errado.

Como se não bastasse o colapso familiar, o protagonista também perde o emprego. A demissão surge como um golpe duro, mas necessário, desmontando a falsa sensação de segurança que ele acreditava ter construído. É nesse momento de fragilidade que o elemento fantástico surge de forma inesperada. Ao mexer em uma antiga caixa guardada em casa, Bernard liberta Flora, uma gênia com mais de dois mil anos de existência, interpretada com carisma por Melissa McCarthy.

Diferente da imagem clássica de gênios obedientes e silenciosos, Flora é expansiva, irônica, emotiva e cheia de personalidade. Ela explica que pode realizar desejos sem limites, mas deixa claro que a magia não substitui decisões conscientes. Ainda assim, Bernard, tomado pelo desespero de consertar tudo rapidamente, passa a usar os desejos de forma impulsiva, acreditando que soluções mágicas resolverão problemas construídos ao longo de anos.

Os resultados, como era de se esperar, nem sempre saem como o planejado. Alguns desejos acabam gerando situações caóticas e cômicas, criando momentos de humor que aliviam o tom dramático da narrativa. No entanto, por trás das trapalhadas, o filme constrói uma crítica clara à ideia de que felicidade pode ser alcançada por atalhos. Cada erro de Bernard reforça que não existe magia capaz de substituir presença, diálogo e responsabilidade emocional.

Com o passar do tempo, Bernard começa a enxergar além de seus próprios interesses. Ele se reaproxima da filha, passa a ouvir mais e a participar de pequenos momentos que antes ignorava. Paralelamente, decide usar alguns desejos para ajudar outras pessoas, realizando sonhos simples de Natal e oferecendo acolhimento a quem vive à margem da sociedade. Esses gestos, embora mágicos em sua execução, são profundamente humanos em sua intenção.

Flora também passa por uma transformação significativa. Após séculos sendo usada apenas como ferramenta para satisfazer vontades alheias, ela experimenta algo novo: pertencimento. Pela primeira vez, alguém demonstra preocupação genuína com seus sentimentos. A gênia desenvolve laços, cria conexões e até se permite viver um romance inesperado, mostrando que o desejo de amar e ser amada atravessa o tempo, a idade e até a imortalidade.

O ponto mais tocante da história acontece quando Bernard percebe que Flora carrega uma solidão silenciosa. Em um gesto de empatia e amadurecimento, ele faz um desejo que não beneficia diretamente a si mesmo: libertá-la. Esse momento marca a verdadeira mudança do personagem, que finalmente entende que amar também é saber abrir mão e pensar no bem do outro.

Mesmo após libertar Flora, Bernard ainda tem desejos restantes. Ao invés de buscar riqueza ou status, ele decide voltar no tempo e reviver um momento crucial: o aniversário da filha. Desta vez, faz escolhas diferentes. Abandona o emprego que o consumia, coloca a família em primeiro lugar e oferece à filha um presente simples, mas carregado de significado. O filme deixa claro que o valor daquele gesto não está no objeto, mas na intenção e no tempo dedicado.

Genie – A Magia do Natal encerra sua história com uma mensagem acolhedora e necessária, especialmente em tempos acelerados. O longa lembra que sucesso profissional perde o sentido quando não há alguém com quem compartilhá-lo e que o verdadeiro espírito natalino está nos encontros, no cuidado e na capacidade de recomeçar.

Undercover Miss Hong apresenta nova prévia e destaca retorno de Park Shin-hye

0

O k-drama Undercover Miss Hong começa a se consolidar como um dos lançamentos mais aguardados da televisão sul-coreana em 2026. Estrelada por Park Shin-hye, a produção teve recentemente um novo trailer e pôster oficial divulgados, reforçando o tom dinâmico e sofisticado da série. O material promocional antecipa uma narrativa que combina investigação financeira e humor pontual.

Na trama, Park Shin-hye interpreta Hong Geum-bo, uma inspetora de elite do Serviço de Supervisão Financeira. Aos 35 anos, a personagem é reconhecida por sua disciplina e eficiência, vivendo quase exclusivamente para o trabalho. Sua missão mais delicada surge quando irregularidades financeiras levantam suspeitas dentro de uma grande corretora de valores. Para se aproximar do centro do esquema sem levantar desconfianças, Geum-bo assume uma identidade falsa e passa a atuar como uma funcionária júnior de 20 anos, aproveitando sua aparência jovem para sustentar o disfarce.

A partir dessa infiltração, a série constrói sua narrativa em torno do contraste entre a experiência da protagonista e o papel que ela precisa representar diariamente. Acostumada a decisões estratégicas e investigações complexas, Geum-bo se vê obrigada a lidar com tarefas básicas, hierarquias rígidas e a falta de reconhecimento, o que gera situações de leve comicidade sem comprometer o tom profissional da história. Esse recurso ajuda a humanizar a personagem e aproxima o público de sua jornada.

O ambiente corporativo é retratado como um espaço de constantes disputas internas, interesses ocultos e relações construídas sob pressão. Enquanto investiga movimentações financeiras suspeitas, a protagonista precisa administrar interações delicadas com colegas de trabalho, manter sua identidade em segredo e evitar qualquer deslize que possa comprometer a operação. O roteiro explora com cuidado as tensões do mundo financeiro, destacando como ambição e poder influenciam comportamentos e decisões.

Entre os personagens centrais está Shin Jeong-woo, o CEO da corretora investigada. Ambicioso e estrategicamente calculista, ele se torna uma peça-chave dentro da trama, tanto pelo papel que ocupa na empresa quanto pela relação indireta que desenvolve com Geum-bo. A dinâmica entre os dois adiciona camadas de tensão e expectativa à narrativa, sustentando parte do suspense da série.

A vida pessoal da protagonista também é abordada de forma pontual, especialmente por meio de sua relação com a irmã mais nova, Hong Jang-mi. Essa conexão familiar funciona como um contraponto emocional à frieza do ambiente corporativo e às exigências da missão, oferecendo breves momentos de intimidade e vulnerabilidade que aprofundam o retrato da personagem principal.

Undercover Miss Hong tem estreia marcada para 17 de janeiro de 2026 no canal tvN, com exibição aos sábados e domingos, às 21h10, no horário da Coreia do Sul. A escolha do horário nobre evidencia a confiança da emissora no potencial da produção e no apelo de Park Shin-hye como protagonista.

Netflix confirma Johan Renck como diretor da série live action de Assassin’s Creed

0

A adaptação em live action de Assassin’s Creed para a Netflix começa a ganhar forma concreta e sinaliza uma abordagem ambiciosa desde seus primeiros anúncios. A plataforma confirmou que Johan Renck será o diretor responsável por conduzir a série. O cineasta sueco ficou mundialmente conhecido pelo trabalho em Chernobyl, minissérie elogiada pela crítica e pelo público por sua narrativa densa, rigor histórico e forte carga emocional. A informação foi divulgada pela revista Variety e reforça a intenção da Netflix de investir em uma produção de alto nível, capaz de ir além do entretenimento superficial.

A escolha de Renck não é apenas simbólica. Seu histórico demonstra uma atenção especial à construção de atmosferas, ao desenvolvimento psicológico dos personagens e ao tratamento sério de temas complexos. Esses elementos dialogam diretamente com o universo de Assassin’s Creed, que sempre se destacou por explorar conflitos morais, disputas ideológicas e consequências humanas de decisões tomadas ao longo da história. A série promete, portanto, adotar um tom mais maduro e reflexivo, sem abrir mão da ação e do apelo visual que consagraram a franquia.

O elenco inicial já confirmado também indica um projeto em expansão. Laura Marcus, Toby Wallace, Lola Petticrew e Zachary Hart estão entre os primeiros nomes anunciados, embora seus papéis ainda não tenham sido revelados. A expectativa é de que novos atores sejam divulgados nos próximos meses, ampliando o escopo narrativo da produção. A diversidade do elenco sugere uma trama que pode transitar por diferentes épocas, culturas e pontos de vista, algo essencial para capturar a essência da saga.

Assassin’s Creed nasceu em 2007 como uma série de jogos eletrônicos de ação e aventura com elementos de RPG, desenvolvida e publicada pela Ubisoft. Desde o início, a franquia se diferenciou por sua proposta narrativa, que mistura ficção histórica com eventos e personagens reais. No centro da história está o conflito milenar entre duas sociedades secretas. De um lado estão os Assassinos, defensores do livre arbítrio e da liberdade individual. Do outro, os Templários, que acreditam que a ordem absoluta é o caminho para alcançar a paz mundial. Essa rivalidade atravessa séculos e serve como base para todas as histórias da série.

Outro pilar fundamental do universo de Assassin’s Creed é a existência de uma civilização antiga que viveu antes dos humanos. Extremamente avançada, essa sociedade foi destruída por uma imensa tempestade solar, deixando para trás artefatos poderosos que influenciam o destino da humanidade. Esses objetos se tornam alvo da disputa entre Assassinos e Templários, adicionando uma camada de ficção científica à narrativa e conectando passado, presente e futuro.

A linha narrativa moderna da franquia começa em 2012, com Desmond Miles, um jovem que descobre ser descendente de importantes membros da Ordem dos Assassinos. Com o auxílio do Animus, uma máquina capaz de acessar memórias genéticas, Desmond passa a reviver as experiências de seus ancestrais. A partir desse recurso, o público é transportado para períodos históricos marcantes, como as Cruzadas, o Renascimento italiano, a Revolução Americana e o Egito Antigo. Essa estrutura permitiu à série revisitar momentos históricos sob uma perspectiva alternativa, mesclando fatos reais com elementos de ficção.

A origem criativa de Assassin’s Creed tem forte influência do romance Alamut, do escritor esloveno Vladimir Bartol, que aborda temas como fanatismo, manipulação ideológica e poder. Inicialmente, o projeto surgiu como um derivado da franquia Prince of Persia. O conceito original foi desenvolvido como uma ideia para Prince of Persia The Two Thrones, mas acabou evoluindo para uma nova propriedade intelectual. A equipe criativa optou por criar um universo próprio, ambientado no Oriente Médio e inspirado nos Assassinos islâmicos que atuaram durante o período das Cruzadas.

Com o passar dos anos, Assassin’s Creed se consolidou como uma das maiores franquias da indústria dos games. Os títulos foram lançados para uma ampla variedade de plataformas, incluindo diferentes gerações de consoles, computadores, dispositivos móveis e serviços de streaming. A maioria dos jogos principais foi produzida pela Ubisoft Montreal, com o apoio de outros estúdios da empresa em projetos paralelos, modos multijogador e versões portáteis. Essa expansão ajudou a manter a franquia relevante ao longo de quase duas décadas.

Além dos videogames, o universo de Assassin’s Creed também se expandiu para outras mídias. Livros, quadrinhos, produtos licenciados e um filme lançado em 2016 fazem parte desse ecossistema. Embora a adaptação cinematográfica tenha recebido críticas mistas, ela demonstrou o potencial da franquia fora dos consoles e abriu caminho para novas interpretações. A série da Netflix surge, assim, como uma oportunidade de explorar esse universo com mais profundidade, aproveitando o formato seriado para desenvolver personagens, conflitos e arcos narrativos de forma mais consistente.

Editora Jangada lança no Brasil “O Livro de Algum Outro Lugar”, nova obra do universo criado por Keanu Reeves

0

A Editora Jangada acaba de colocar no mercado brasileiro o livro de algum outro lugar, título grafado inteiramente em letras minúsculas por escolha estética e conceitual. A obra marca uma nova etapa do universo ficcional idealizado por Keanu Reeves, conhecido mundialmente por sua carreira no cinema, e pelo roteirista de quadrinhos Matt Kindt, agora expandido para o campo literário com ainda mais densidade temática e ambição narrativa. Trata-se de um romance que cruza gêneros e provoca reflexões profundas ao unir ficção científica, fantasia, mitologia e elementos históricos sob um forte viés existencialista.

No centro da história está Unute, também chamado apenas de B, um personagem que transita entre o arquétipo do herói e a figura do anti-herói. Imortal há cerca de 80 mil anos, ele atravessa eras, civilizações e guerras carregando o peso de uma existência interminável. Longe de glorificar a imortalidade, o livro a trata como um fardo. O protagonista não busca poder, fama ou redenção, mas algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, impossível: a chance de morrer e encerrar um ciclo que parece não ter fim.

O romance se passa em um universo paralelo ao da série de quadrinhos BRZRKR, criação lançada pela BOOM! Studios que rapidamente se tornou um fenômeno editorial. Inspirado nos berserkers da mitologia nórdica, guerreiros conhecidos por sua violência extrema e estados de fúria em batalha, o projeto conquistou números expressivos. Apenas o primeiro volume da HQ ultrapassou a marca de 615 mil cópias vendidas em 2021, consolidando-se como o maior sucesso do mercado desde o lançamento de Star Wars #1 em 2015.

Embora compartilhe o mesmo universo conceitual, o livro de algum outro lugar não funciona como uma adaptação direta nem exige conhecimento prévio das HQs. Pelo contrário, a obra foi pensada para ser lida de forma independente, oferecendo uma experiência completa por si só. O texto é fruto da colaboração entre Keanu Reeves e o escritor britânico China Miéville, parceria que chama atenção tanto pela diferença de trajetórias quanto pela força criativa do resultado final.

A narrativa se desenvolve por meio de uma estrutura pouco convencional, organizada em três eixos narrativos que se alternam e se complementam. Em um deles, acompanha-se um guerreiro imortal que aceita servir como objeto de estudo do exército dos Estados Unidos, interessado em reproduzir suas habilidades físicas extraordinárias. Em outro, surgem relatos em terceira pessoa que acompanham personagens comuns, de diferentes épocas, cujas vidas foram direta ou indiretamente marcadas pela presença de Unute ao longo dos séculos. Há ainda capítulos escritos em segunda pessoa, nos quais o próprio protagonista se dirige a si mesmo, revelando pensamentos, memórias fragmentadas e reflexões íntimas sobre culpa, violência e solidão.

A participação de China Miéville imprime ao livro um tom mais denso e perturbador. Autor premiado e referência da ficção especulativa contemporânea, Miéville é um dos nomes centrais do movimento conhecido como New Weird, que se caracteriza por narrativas híbridas, atmosferas estranhas e forte carga política e filosófica. Sua escrita se entrelaça às ideias de Reeves, resultando em um texto que desafia classificações fáceis e convida o leitor a sair da zona de conforto.

O lançamento do romance acontece em um momento estratégico, acompanhando a expansão de BRZRKR para outras mídias. Já está em desenvolvimento uma adaptação cinematográfica da HQ, que será dirigida por Justin Lin, responsável por comandar grandes produções como Velozes & Furiosos e Star Trek: Sem Fronteiras. Além do filme, o universo também ganhará uma série animada na Netflix, planejada para duas temporadas, ampliando ainda mais o alcance da história para novos públicos.

Sessão da Tarde exibe “Operação Presente” nesta terça (23) e aquece o coração de toda a família

0

Na Sessão da Tarde desta terça, 23 de dezembro de 2025, a TV Globo apresenta o longa-metragem de animação “Operação Presente” (Arthur Christmas), uma produção que já se tornou figurinha carimbada na programação natalina e que segue conquistando públicos de todas as idades com uma mensagem simples, porém poderosa: o Natal só faz sentido quando ninguém é deixado para trás.

Lançado em 2011, o longa é uma coprodução britânico-americana assinada pelo consagrado estúdio Aardman Animations, conhecido mundialmente por obras criativas, carismáticas e com forte identidade autoral. Diferente de seus filmes mais clássicos em stop motion, “Operação Presente” marcou um momento importante na história do estúdio ao se tornar o segundo longa totalmente produzido em computação gráfica (CGI), após “Por Água Abaixo” (2006), sem perder o humor inteligente e o olhar humano que são marcas registradas da Aardman.

A trama parte de uma pergunta que atravessa gerações e sempre desperta curiosidade, especialmente nas crianças: como Papai Noel consegue entregar todos os presentes do mundo inteiro em uma única noite? A resposta apresentada pelo filme é criativa e divertida. Em um complexo ultrassecreto localizado no Polo Norte, funciona uma gigantesca central de operações altamente tecnológica, conhecida como a Operação Presente, responsável por garantir que milhões de lares recebam seus presentes com precisão quase militar.

No comando dessa engrenagem perfeita está o Papai Noel atual, auxiliado por milhares de elfos e por seus dois filhos, que representam visões completamente diferentes sobre o Natal. De um lado está Steve, dublado por Hugh Laurie, um personagem extremamente racional, eficiente e focado em números, estatísticas e desempenho. Do outro, surge Arthur, interpretado por James McAvoy, o filho mais novo, sensível, gentil e movido por uma crença genuína no espírito natalino.

O conflito central do filme nasce quando, apesar de toda a tecnologia e organização, uma criança acaba ficando sem receber seu presente. Para o sistema, trata-se de uma falha mínima, estatisticamente irrelevante. Para Arthur, no entanto, o erro é inaceitável. Em sua visão, se uma única criança for esquecida, então o Natal simplesmente não aconteceu como deveria. É essa empatia quase ingênua, mas profundamente humana, que transforma Arthur no coração da história.

Determinado a corrigir o erro antes do amanhecer do dia 25, Arthur assume uma missão aparentemente impossível: entregar pessoalmente o presente esquecido. Para isso, ele conta com a ajuda improvável do excêntrico Vovô Noel, dublado por Bill Nighy, uma figura que representa os tempos antigos, quando o Natal era feito com improviso, emoção e menos tecnologia. Juntos, eles embarcam em uma aventura caótica, divertida e emocionante a bordo de um trenó antigo, em total contraste com a moderna nave utilizada pela Operação Presente.

Dirigido por Sarah Smith, com codireção de Barry Cook, o filme equilibra com habilidade o humor afiado com momentos de pura emoção. O roteiro, escrito por Sarah Smith e Peter Baynham, constrói personagens carismáticos e situações cômicas sem abrir mão de reflexões importantes sobre responsabilidade, empatia e o impacto dos pequenos gestos. A mensagem é clara e acessível: eficiência é importante, mas nunca pode substituir o cuidado individual e o olhar atento ao outro.

O elenco de vozes reforça a força do filme. Além de James McAvoy e Hugh Laurie, o longa conta com Jim Broadbent como o Papai Noel, Imelda Staunton como a Mamãe Noel e Bill Nighy como o memorável Vovô Noel. Cada personagem adiciona camadas à narrativa, tornando a experiência envolvente tanto para crianças quanto para adultos, que conseguem captar as nuances emocionais e simbólicas da história.

O sucesso de “Operação Presente” não se limitou à recepção do público. O filme teve uma trajetória sólida nas bilheteiras mundiais, arrecadando cerca de US$ 147,4 milhões globalmente. Foram US$ 46,4 milhões na América do Norte, US$ 33,3 milhões no Reino Unido e US$ 67,6 milhões em outros mercados, números expressivos para uma animação com proposta mais afetiva do que grandiosa. No Reino Unido, o longa chegou ao topo das bilheteiras durante a semana do Natal, consolidando-se como um dos títulos mais populares da temporada.

Nos Estados Unidos e no Canadá, o filme estreou em quarto lugar, atrás de grandes produções da época, mas manteve um desempenho considerado positivo, arrecadando quase US$ 50 milhões no mercado interno, mesmo com um orçamento estimado em US$ 100 milhões. Já no Brasil, onde estreou em 2 de dezembro de 2011, “Operação Presente” rapidamente encontrou seu público, ocupando o segundo lugar nas bilheteiras e sendo exibido em 241 salas, muitas delas em 3D.

Yuri Higa estreia com single romântico, conquista as redes sociais e desponta como nova aposta do sertanejo pop

0

O amor sempre foi uma das grandes forças da música brasileira, e é justamente por meio dele que Yuri Higa dá os primeiros passos oficiais em sua carreira. Com o lançamento de “Deus Desenhou”, o jovem cantor e compositor apresenta ao público uma canção que traduz sentimentos simples, verdadeiros e universais, marcando sua chegada ao cenário musical com identidade, sensibilidade e personalidade própria.

Mais do que um single de estreia, Deus Desenhou funciona como um cartão de visitas. A música revela quem é Yuri Higa artisticamente: um intérprete romântico, conectado às emoções do cotidiano e atento às sonoridades que dialogam com o público atual. A faixa se apoia na base do sertanejo contemporâneo, mas vai além, ao incorporar elementos do forró — como o triângulo bem marcado — e nuances do pop, resultando em um arranjo leve, dançante e acolhedor.

A canção fala sobre o impacto do amor verdadeiro na vida de alguém. Não se trata de uma transformação que apaga identidades, mas de um sentimento que amplia horizontes. Em Deus Desenhou, o eu lírico descobre o prazer de dividir a vida, de pensar em conjunto e de construir um “nós” sem perder a essência do “eu”. É uma narrativa delicada, que se reflete em versos simples e eficazes, capazes de criar identificação imediata com quem escuta.

Trechos como “cê me amarrou sem nem dar nó” e “o te amo é mais bonito na sua voz” demonstram a força da composição ao apostar em imagens cotidianas e afetivas. São frases que soam espontâneas, quase como uma conversa íntima, e que ajudam a explicar por que a música tem encontrado tanto eco entre os ouvintes. A combinação entre letra sensível e melodia envolvente transforma Deus Desenhou em uma daquelas canções feitas para ouvir, cantar junto e dedicar.

Além da música, Yuri Higa também chama atenção pela forma como constrói sua relação com o público. Em um cenário cada vez mais impulsionado pelas redes sociais, o artista tem se destacado pela proximidade e autenticidade. Em menos de 30 dias de trabalho intenso, Yuri já ultrapassou a marca de 40 mil seguidores no Instagram e soma mais de 21 mil no TikTok, números expressivos para um artista em início de carreira.

Nas plataformas digitais, ele compartilha trechos de suas músicas, bastidores de gravações, momentos simples do dia a dia e reflexões pessoais, criando uma conexão direta com os fãs. Essa presença constante e verdadeira ajuda a fortalecer sua imagem como um artista acessível, que divide não apenas o resultado final, mas também o processo e os sonhos por trás da carreira musical.

Carisma, presença e verdade parecem ser os principais pilares dessa estreia. Yuri Higa não surge como alguém que tenta seguir fórmulas prontas, mas como um artista que entende seu tempo e seu público, apostando em sentimentos reais e em uma estética musical que conversa com diferentes influências. Deus Desenhou nasce com clima de hit romântico, daqueles que atravessam playlists, viralizam em vídeos curtos e embalam histórias de amor reais.

Disponível em todas as plataformas digitais, a música também ganhou um clipe oficial no YouTube, ampliando ainda mais o alcance do lançamento e reforçando a identidade visual do artista. Com essa estreia promissora, Yuri Higa deixa claro que Deus Desenhou é apenas o começo de uma trajetória que tem tudo para render novos capítulos, novas canções e muitos refrões cantados em coro.

Hollywood nas Ruas | Série documental revela a Los Angeles além dos estúdios e estreia em janeiro no YouTube

0
default

Los Angeles é conhecida mundialmente como a cidade onde sonhos ganham forma diante das câmeras. É o endereço dos grandes estúdios, das estreias milionárias e de narrativas que moldaram o imaginário coletivo ao longo de décadas. Mas o que existe quando o foco se afasta dos holofotes e se volta para as calçadas, avenidas e pessoas comuns que circulam pela cidade todos os dias? Essa é a pergunta que guia Hollywood nas Ruas, uma série documental independente que propõe um olhar sensível, direto e profundamente humano sobre a capital do entretenimento.

O projeto foi filmado ao longo de um ano inteiro e reúne entre 40 e 50 horas de material bruto, captado sem encenação, sem falas ensaiadas e sem filtros artificiais. A câmera acompanha o cotidiano de Los Angeles em tempo real, registrando encontros espontâneos e situações que revelam a cidade como ela realmente é. A estreia acontece no dia 12 de janeiro, às 21h, no canal do YouTube da Multitalentos.

A narrativa se desenvolve a partir da chegada da atriz brasileira Gabriella Vergani aos Estados Unidos. Em seus primeiros passos no país, ela vive o impacto de estar em uma cidade que simboliza oportunidades, mas que também impõe desafios constantes. Sua jornada funciona como ponto de partida para apresentar Los Angeles não apenas como cenário, mas como personagem central da série. A cidade aparece viva, contraditória e em constante transformação.

Filmada majoritariamente em locações reais, Hollywood nas Ruas constrói um retrato íntimo de regiões centrais e áreas turísticas que passaram por mudanças visíveis nos últimos anos. O projeto não busca o choque fácil nem a exploração sensacionalista das dificuldades urbanas. Pelo contrário, aposta na observação atenta, na escuta e na convivência direta com o espaço público para contextualizar fenômenos sociais de forma respeitosa e honesta.

Após a pandemia de COVID-19, Los Angeles enfrentou um agravamento de crises sociais que se tornaram cada vez mais evidentes nas ruas. Questões ligadas à saúde pública, moradia e uso de substâncias químicas passaram a fazer parte do cotidiano urbano. Dados nacionais do Centers for Disease Control and Prevention apontam os opioides sintéticos, especialmente o fentanil, como um dos principais fatores relacionados às mortes por overdose nos Estados Unidos.

No recorte local, o Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles registrou uma redução de 22 por cento nas mortes por overdose em 2024 em comparação a 2023, incluindo uma queda significativa de 37 por cento nos casos associados ao fentanil. Ainda assim, reportagens do Los Angeles Times indicam que a substância continua presente na dinâmica da cidade, influenciando diretamente a vida nas ruas e o funcionamento dos espaços urbanos.

É dentro desse contexto que Hollywood nas Ruas encontra sua força narrativa. A série expõe o contraste entre a imagem global de Los Angeles, construída ao longo de décadas pelo cinema e pela indústria cultural, e as realidades humanas que coexistem no mesmo território. Ao mesmo tempo, o projeto reconhece que a cidade segue sendo um dos maiores polos criativos do planeta, movimentando bilhões de dólares todos os anos e atraindo artistas de diferentes países em busca de oportunidades.

A câmera acompanha conversas casuais, deslocamentos urbanos e situações inesperadas, revelando histórias que dificilmente chegam às telas tradicionais. Gabriella Vergani surge como mediadora desse olhar, alguém que observa, escuta e aprende enquanto percorre uma cidade tão fascinante quanto desafiadora. Sua experiência pessoal se mistura ao retrato coletivo de uma metrópole que acolhe sonhos, mas também exige resiliência.

Com linguagem acessível e estética documental, Hollywood nas Ruas se posiciona como uma obra que valoriza o tempo e a presença. Em vez de respostas prontas, a série oferece reflexão e empatia, convidando o público a enxergar Los Angeles além dos estereótipos. A escolha pelo YouTube como plataforma de estreia reforça o caráter democrático do projeto e amplia seu alcance, conectando diferentes públicos a uma narrativa construída a partir da realidade.

almanaque recomenda