Mistério, FBI e pomada branca: Série documental A Mulher da Casa Abandonada ganha data de estreia no Prime Video

O Prime Video acaba de confirmar que “A Mulher da Casa Abandonada”, série documental baseada no podcast que virou obsessão nacional, estreia no dia 15 de agosto. A adaptação promete levar ao público, com novos elementos visuais e ainda mais reviravoltas, a história real de uma mulher que parecia apenas excêntrica, mas carregava um passado digno de thriller internacional.

Narrada e investigada pelo jornalista Chico Felitti, a série parte de uma figura enigmática que assombrava — e ao mesmo tempo despertava curiosidade — dos moradores de Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. Ela se apresentava como “Mari”, saía raramente de casa e, quando aparecia, estava sempre com o rosto lambuzado por uma pomada branca. Quem era ela? Uma reclusa excêntrica? Uma senhora com manias estranhas? Ou algo muito mais sombrio?

Bom… a resposta surpreendeu até os mais viciados em true crime.

Por trás da fachada em ruínas de uma mansão tomada por limo e mistério, havia uma mulher que, duas décadas antes, fugiu dos Estados Unidos, onde era procurada por um crime grave — daqueles que envolvem tráfico humano e maus-tratos em condições análogas à escravidão. A investigação de Felitti, contada com maestria no podcast original da Folha de S.Paulo, revelou conexões com a capital norte-americana, o FBI, julgamentos abafados, e até uma empresa ligada à NASA, especializada em construir satélites e foguetes.

Sim, a história é real. E sim, é ainda mais absurda do que parece.

Com seis episódios, a série documental mergulha fundo nesse labirinto de identidade, silêncio, impunidade e choque cultural. E o mais perturbador: tudo isso estava acontecendo bem debaixo dos nossos narizes, em uma das regiões mais caras de São Paulo, onde ninguém desconfia de nada — ou prefere não desconfiar.

O sucesso estrondoso do podcast — que chegou a desbancar produções internacionais nos rankings brasileiros — transformou “A Mulher da Casa Abandonada” em um fenômeno. Agora, com imagens inéditas, entrevistas impactantes e a narração de Chico Felitti guiando os espectadores pelos bastidores da investigação, o mistério promete ganhar novas camadas e muito mais tensão.

Para quem já escutou o podcast, vale o retorno — com cenas reais e ângulos nunca antes vistos. Para quem não conhece, é a chance de embarcar em um dos casos mais bizarros e fascinantes da crônica policial brasileira recente.

“A Mulher da Casa Abandonada” estreia no Prime Video em 15 de agosto. E aí, vai encarar?

Love e Dance 15/06/2025 – Episódio 2 promete romance e emoção com Naldo Benny e Moranguinho no centro do palco!

O segundo episódio de Love e Dance vai ao ar neste domingo, 15 de junho de 2025, às 18h, e promete levar o público por uma verdadeira montanha-russa emocional — da doçura de um amor recém-descoberto à intensidade das paixões que resistem ao tempo.

E o clima romântico não fica só no palco: os convidados especiais da noite são ninguém menos que Naldo Benny e Ellen Cardoso, a eterna Moranguinho, um casal que vive a dança do amor também na vida real. Juntos, eles se unem à sempre carismática Marisa Orth no time de comentaristas da atração, trazendo relatos sinceros e divertidos sobre amor, cumplicidade, altos e baixos da convivência — tudo isso enquanto acompanham as apresentações emocionantes dos casais dançarinos.


💖 Dança que fala… de amor!

Sob o comando de Rafa Brites e Felipe Andreoli, o Love & Dance vai além da competição: é uma ode à dança como linguagem do coração. O palco se transforma em um espaço de conexão, onde cada passo é carregado de emoção e cada música escolhida traduz sentimentos profundos.

A trilha sonora desta semana é um verdadeiro passeio musical por diferentes gerações e gêneros. Prepare-se para se apaixonar com:

🎼 “Fly Me to the Moon” – Frank Sinatra
Uma coreografia embalada por esse clássico atemporal resgata o charme dos amores antigos e nos faz sonhar com bailes de gala e promessas eternas sob a luz da lua.

🎶 “Ainda Bem” – Marisa Monte
Com leveza e carinho, essa apresentação emociona ao falar da sorte de encontrar um amor que acolhe, transforma e faz tudo valer a pena.

🔥 “Meu Pedaço de Pecado” – João Gomes
O piseiro toma conta do palco com uma energia contagiante que mistura paixão, calor e uma boa dose de ousadia nordestina. É impossível não bater o pé!

🌌 “Tattoo” – Loreen
Encerrando a noite em clima de intensidade e sensualidade, a vencedora do Eurovision inspira uma coreografia moderna e potente, onde o corpo diz o que as palavras não conseguem.


💬 Amor em cena – e fora dela

Durante o programa, Naldo e Moranguinho abrem o coração e dividem momentos íntimos de sua trajetória como casal: superações, reconciliações e a importância da parceria na vida a dois. A presença deles dá um brilho a mais ao episódio, mostrando que o amor verdadeiro também tem seus tropeços, mas que, com cumplicidade e afeto, é possível dançar juntos mesmo nas músicas mais difíceis.

Marisa Orth, com sua sensibilidade e bom humor, completa o trio de jurados convidados trazendo reflexões afetuosas e divertidas sobre o que significa amar — e o que a dança revela sobre os sentimentos.


💌 Vai ter match?

A cada episódio, Love & Dance testa mais que habilidades técnicas: o programa busca afinidade, química e conexão real entre os participantes. Os jurados avaliam, o público vibra e os casais se entregam de corpo e alma — será que vai nascer mais um par dentro e fora da competição?

Você sabia? Extermínio: A Evolução surpreende ao ser filmado inteiramente com iPhones

O novo capítulo da aclamada franquia de terror pós-apocalíptico Extermínio já está chamando atenção antes mesmo de estrear oficialmente nos cinemas. Mas desta vez, o que está dando o que falar não são apenas as cenas tensas ou a crítica social que marca a narrativa, e sim a maneira como o filme foi filmado: com iPhones. E o mais curioso? Não foi com o modelo mais recente da Apple.

Segundo uma investigação da revista Wired, Extermínio: A Evolução, dirigido por Danny Boyle e com orçamento estimado em US$ 75 milhões, é a maior produção cinematográfica já realizada com smartphones. O longa foi captado com diversos iPhones 15 Pro Max, lançados em 2023 — e não com o iPhone 16, como muitos poderiam imaginar.


Uma revolução silenciosa nos bastidores

As gravações foram concluídas até agosto de 2024, período anterior ao lançamento da linha iPhone 16, o que explica a escolha. Segundo a Wired, toda a informação foi mantida em sigilo por meses, já que os profissionais envolvidos assinaram acordos de confidencialidade (NDAs) rigorosos. Ainda assim, fontes anônimas ligadas à produção confirmaram a inusitada estratégia de filmagem.

Mas não se trata apenas de colocar um celular no tripé e apertar “rec”. Os iPhones foram utilizados com uma série de aparatos profissionais acoplados — estabilizadores, lentes cinematográficas, rigs especializados e microfones externos. Tudo isso para transformar um dispositivo de bolso em uma ferramenta digna da tela grande.

Além disso, os iPhones 15 Pro Max contam com o poderoso codec Apple ProRes, gravação em 4K, 60 quadros por segundo e sensores de alta precisão. Embora o padrão do cinema tradicional seja 24 fps, o material foi adaptado para manter a estética cinematográfica esperada em uma superprodução.


Nem todas as cenas vieram do celular

Apesar de o iPhone ter sido o equipamento principal, a produção também apostou em outras soluções criativas. Algumas sequências específicas foram gravadas com GoPros e câmeras de ação, incluindo cenas bastante incomuns captadas por equipamentos amarrados em animais de fazenda. A ideia era gerar imagens orgânicas, imprevisíveis e com ângulos nunca antes vistos — reforçando a sensação de instabilidade e selvageria que permeia o universo da franquia.


Um novo olhar para o cinema de gênero

Criada por Danny Boyle em 2002 com Extermínio (28 Days Later), a franquia sempre teve uma pegada ousada e estética crua. O primeiro filme, por exemplo, foi gravado com câmeras digitais baratas da época, o que ajudou a compor sua atmosfera tensa e realista. Mais de 20 anos depois, essa abordagem reaparece, mas com uma nova roupagem: tecnologia de ponta usada de maneira acessível e provocativa.

Extermínio: A Evolução se passa três décadas após o início da contaminação pelo vírus da raiva, e explora as consequências de uma sociedade que aprendeu a conviver com o medo, a violência e a incerteza. É um mundo brutal, esgotado e claustrofóbico — e a opção por filmar com iPhones reforça esse olhar documental, quase íntimo, sobre o fim da civilização como conhecemos.


Do indie ao blockbuster: a era dos smartphones no cinema

O uso de celulares em produções cinematográficas não é novidade. Filmes como Unsane (2018), de Steven Soderbergh, ou o brasileiro Selvagem (2023), já haviam explorado essa estética, geralmente em contextos mais experimentais ou independentes. A grande diferença aqui é que Extermínio: A Evolução é uma superprodução de estúdio, com lançamento global, grande orçamento e uma base sólida de fãs.

Com essa decisão, a Sony Pictures e Danny Boyle mostram que a barreira entre “cinema independente” e “cinema comercial” pode ser mais porosa do que se imaginava. A tecnologia está democratizando as possibilidades narrativas — e isso pode mudar, de vez, a forma como filmes são feitos no futuro.


Estreia e expectativas

Extermínio: A Evolução estreia oficialmente no Brasil no dia 19 de junho, com sessões antecipadas no dia 18 em cinemas selecionados. Com direção de Boyle, roteiro de Alex Garland (Ex Machina) e produção executiva de Cillian Murphy (que retorna à franquia após protagonizar o primeiro filme), o longa não promete apenas ação e tensão — mas também uma nova experiência estética e tecnológica para o público.

Dirigido por Joseph Kosinski e estrelado por Brad Pitt, F1 é elogiado pela crítica americana

Se você já se pegou com o coração na boca assistindo a uma corrida, torcendo como se fosse final de Copa, ou sentiu aquele friozinho na barriga ao ouvir um motor de Fórmula 1 rugindo… prepare-se: vem aí um filme feito sob medida para os apaixonados pela velocidade.

“F1”, estrelado por ninguém menos que Brad Pitt, chega em junho com a promessa de ser muito mais do que um filme sobre carros. É sobre legados, recomeços e a beleza crua de um esporte onde cada segundo conta — e cada erro pode custar tudo.

Dirigido por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick), o longa já conquistou a crítica antes mesmo de entrar em cartaz para o público. Com cenas gravadas em corridas reais e um olhar técnico afiado, o filme mergulha de cabeça no universo da Fórmula 1 — sem esquecer da alma por trás do volante.

De volta ao cockpit: um herói fora do tempo

Na história, Sonny Hayes (Pitt) é um veterano das pistas, uma lenda viva que havia pendurado o capacete — até ser chamado de volta para uma missão improvável: liderar uma equipe de F1 à beira do fracasso. Não se trata só de correr. Trata-se de inspirar, ensinar e redescobrir o amor pelo que se faz.

Sonny não é um herói invencível. Ele é humano. Tem dúvidas, medos, cicatrizes — mas também carrega aquela centelha que só os grandes campeões têm. E é esse brilho que, aos poucos, vai reacender uma escuderia desacreditada.

Um filme de corrida feito por quem entende de pista

E por trás da produção, está um nome que dispensa apresentações: Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1. Não, ele não está só emprestando o nome. Hamilton se envolveu em todos os detalhes, do roteiro às cenas de corrida, garantindo que cada curva e cada ultrapassagem tenham o peso e a verdade da vida real nas pistas.

Hamilton, que também tem quebrado barreiras dentro e fora dos autódromos, quis mostrar o lado coletivo do esporte — o suor dos mecânicos, o foco dos engenheiros, o trabalho silencioso que faz uma escuderia vencer.

Crítica acelerada: elogios que valem pole position

A imprensa especializada, que já teve a chance de assistir ao longa em sessões exclusivas, não economizou nas palavras. Ross Bonaime, do Collider, foi direto: “É um dos melhores filmes de corrida já feitos”.

Segundo ele, mesmo com alguns clichês do gênero, “F1 acerta em cheio ao lembrar que a Fórmula 1 é um trabalho de equipe.” Isso, aliado a um elenco afiado e uma direção imersiva, transforma a experiência em uma verdadeira montanha-russa emocional.

Peter Bradshaw, do The Guardian, confessou que não era fã da Fórmula 1… até agora. “O filme tem sua cota de tolices masculinas, mas Kosinski dirige tudo com tanto estilo que é impossível não se divertir. Como um descrente, achei o resultado final surreal e espetacular.”

Mais do que carros: gente de carne, osso e alma

“F1” não é sobre vencer por vencer. É sobre o que significa competir. Sobre envelhecer num mundo que exige juventude, sobre lutar contra o tempo — literal e metaforicamente. É sobre cair e levantar com graxa na roupa e sangue quente nas veias.

E Brad Pitt, aos 60 anos, não está apenas encenando esse retorno às pistas. Em muitos aspectos, ele está vivendo isso. Gravou cenas nos paddocks da F1 real, interagiu com as escuderias, sentiu o cheiro de pneu queimado e o calor do asfalto. Um trabalho que vai além da atuação: é entrega.

Prepare o cinto — e o coração

Se você é fã de F1, vai encontrar detalhes técnicos e emoção em alta velocidade. Se nunca ligou muito para o esporte, talvez este filme te faça mudar de ideia. Porque, no fundo, “F1” é sobre correr atrás daquilo que faz o coração bater mais forte.

E isso, meu amigo, é universal.

“F1” estreia nos cinemas em junho. E, se depender da energia que já vem das primeiras voltas, esse filme não vai apenas cruzar a linha de chegada — vai deixar rastro de borracha e emoção por onde passar.

Anora, vencedor do Oscar 2025, estreia no Prime Video em julho

Depois de conquistar Hollywood e emocionar plateias ao redor do mundo, “Anora”, o grande vencedor do Oscar 2025, tem data marcada para chegar ao streaming. A partir de 23 de julho, o longa estará disponível no Prime Video, sem custo adicional para os assinantes. Basta abrir o aplicativo e dar play. Nenhuma compra, nenhum aluguel, só uma história potente esperando para ser vivida — ou revivida — em casa.

Aclamado pela crítica e pelo público, o filme levou cinco estatuetas da Academia: Melhor Filme, Melhor Direção (Sean Baker), Melhor Atriz (Mikey Madison), Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Com sua estética crua, ritmo envolvente e narrativa surpreendentemente delicada, Anora é mais que um filme — é uma experiência humana.

Uma fábula moderna com os dois pés na realidade

Dirigido e roteirizado por Sean Baker (conhecido por obras como The Florida Project), o filme nos leva ao coração do Brooklyn, Nova York, para contar a história de Anora, interpretada com brilho pela atriz Mikey Madison. Jovem, perspicaz e trabalhadora do sexo, ela vê sua rotina ganhar contornos de conto de fadas moderno ao se envolver com Ivan (Mark Eydelshteyn), um herdeiro russo que cruza seu caminho numa noite comum — e com quem ela se casa impulsivamente.

Mas o que começa como um romance improvável logo mergulha em conflito e ironia quando os poderosos pais de Ivan tomam conhecimento da união. A partir daí, a relação entre os dois é colocada à prova em uma sucessão de decisões difíceis, encontros desconfortáveis e descobertas emocionais.

Será que o amor sobrevive quando o mundo inteiro está contra você?” — essa parece ser a pergunta que paira ao longo de cada cena, ao passo que Anora, entre ingenuidade e pragmatismo, tenta encontrar um espaço para existir sem abrir mão de si mesma.

De Hollywood ao Brasil: Mikey Madison e Fernanda Torres

Durante a temporada de premiações, a protagonista Mikey Madison emocionou plateias com sua entrega visceral e, ao subir ao palco do Oscar para receber sua estatueta, tornou-se um dos rostos mais lembrados da cerimônia. Em entrevista recente, Madison revelou que conheceu a atriz Fernanda Torres após a cerimônia, e que se encantou com o trabalho da brasileira: “Ela é uma força. Uma mulher que entende a comédia, o drama, o tempo certo das coisas. Me senti inspirada conversando com ela.”

O encontro inesperado entre duas gerações de atrizes — de lados opostos do continente — simboliza bem a forma como Anora atravessa barreiras e encontra ressonância universal. A história de uma mulher em busca de dignidade e afeto, em meio a desigualdades, expectativas e julgamentos, poderia se passar no Brooklyn, em São Paulo ou em Moscou.

Uma estreia imperdível

Se você perdeu Anora nas telonas, o streaming te dá agora uma segunda chance. E, para quem já assistiu, talvez seja a hora de reviver a trama com mais calma, reparando nas sutilezas, nos silêncios e nos olhares que fizeram do filme um dos mais premiados do ano.

Apocalipse nos Trópicos | Novo documentário de Petra Costa ganha trailer

A premiada cineasta Petra Costa está de volta com um novo projeto que promete provocar debates e emoções intensas. Intitulado “Apocalipse nos Trópicos”, o documentário teve seu trailer divulgado pela Netflix e já deixou muita gente em expectativa. A produção investiga as conexões — nem sempre visíveis — entre política, religião e poder no Brasil dos últimos anos.

A narrativa parte da perspectiva pessoal e intimista da própria Petra, seguindo a mesma linha de seu impactante e indicado ao Oscar® “Democracia em Vertigem” (2019). Agora, ela amplia o foco para observar o crescimento da fé evangélica como força política, especialmente a partir das últimas eleições presidenciais, e o modo como isso moldou o cenário institucional do país.

Uma década sob observação — e oração

“Apocalipse nos Trópicos” cobre o período mais turbulento da política brasileira nas últimas décadas, com destaque para os desdobramentos do impeachment de Dilma Rousseff, a ascensão da extrema-direita, o retorno da esquerda ao poder e, principalmente, a consolidação da influência evangélica no Congresso, nas prefeituras e nos palanques.

Através de entrevistas inéditas e acesso privilegiado a figuras centrais do debate nacional — como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia — Petra traça um retrato que vai muito além da superfície. A obra não busca simplificar ou julgar, mas compreender os caminhos que levaram parte significativa da população a enxergar na religião uma âncora política e moral.

Silas Malafaia, a Bíblia e o Congresso

Um dos destaques do trailer é justamente a presença do televangelista Silas Malafaia, figura polêmica e influente dentro e fora dos templos. Ele não é político eleito, mas tem acesso direto ao poder — e sua voz ecoa em discursos presidenciais, votações legislativas e decisões estratégicas.

Essa relação simbiótica entre púlpito e plenário é um dos pontos centrais da investigação de Petra. Como o discurso da fé moldou a narrativa política nacional? Quais os riscos e limites desse protagonismo religioso? O documentário se propõe a responder — ou pelo menos provocar — essas perguntas.

Poesia no caos

Como é marca registrada de Petra Costa, “Apocalipse nos Trópicos” não se contenta com a objetividade fria dos fatos. O documentário costura depoimentos, imagens de arquivo, reflexões pessoais e poesia visual para construir um painel emocionalmente potente e esteticamente cuidadoso.

Ao entrelaçar passado e presente, Petra amplia o alcance da análise: mostra como as raízes do presente estão fincadas em décadas de história, desigualdade e fé — e como o Brasil caminha em direção a um futuro incerto, onde democracia e teologia disputam espaço no imaginário popular.

Estreias marcadas

A estreia de “Apocalipse nos Trópicos” será em circuito limitado nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, a partir de 3 de julho. Já o lançamento global na Netflix acontece em 14 de julho.

Para quem acompanhou o impacto de “Democracia em Vertigem”, o novo documentário promete ser mais do que uma continuação — é uma nova camada de reflexão sobre o país, agora com lentes voltadas para o poder da fé.

Uma história do Brasil que fala ao mundo

Em tempos de polarização, o trabalho de Petra Costa surge como uma tentativa de entender o Brasil sem reduzi-lo a extremos. “Apocalipse nos Trópicos” não é só um retrato do presente — é um convite à escuta, à crítica e à consciência. E como toda grande obra documental, sua mensagem não se encerra nos créditos finais: ela continua reverberando nas conversas, nas redes sociais e, quem sabe, nas urnas.

Dica no Reserva Imovision: Sebastian — Um retrato cru e poético da identidade e desejo

Foto: Reprodução/ Internet

Alguns filmes chegam de mansinho, mas deixam marcas profundas. Sebastian, dirigido por Mikko Mäkelä, é exatamente assim. Disponível no catálogo do Reserva Imovision, o longa é um mergulho sensível, corajoso e inquietante na vida de um jovem que tenta se entender em meio às próprias contradições.

A história acompanha Max, um escritor de 25 anos que vive em Londres. À primeira vista, ele parece um jovem comum — introspectivo, criativo, em busca de espaço no mundo literário. Mas, quando a noite cai, Max assume uma identidade paralela: ele se torna Sebastian, um trabalhador do sexo que atende homens por aplicativos, motéis e quartos alugados. O que começa como uma forma de sobreviver — e talvez até buscar inspiração — logo se transforma em algo mais complexo. Max começa a se perder na fronteira entre o personagem que criou e quem ele realmente é.

É difícil assistir a Sebastian e sair ileso. Não porque o filme é gráfico ou provocador à força, mas porque ele se entrega com uma honestidade rara. O diretor Mikko Mäkelä opta por uma narrativa íntima, quase confessional, em que tudo é sentido à flor da pele — do toque ao silêncio, da vulnerabilidade à tensão. Nada é gratuito: cada cena parece carregada de um peso emocional que se reconhece mesmo nos gestos mais sutis.

Mais do que falar sobre sexo, o longa fala sobre solidão, pertencimento, performance. Fala sobre o que acontece quando usamos máscaras por tanto tempo que esquecemos como era o rosto por trás delas. Max/Sebastian não é um herói, nem uma vítima — ele é humano. E é justamente isso que torna o filme tão tocante.

Indicado ao British Independent Film Awards e exibido no Sundance Film Festival, Sebastian é um daqueles filmes que não fazem concessões. É um retrato delicado da juventude queer, das rotas de fuga, das tentativas desesperadas de se conectar com o outro (ou consigo mesmo). É sobre a arte como forma de sobrevivência — mas também como armadilha. Sobre amar, desejar, se expor e, no fim, tentar juntar os pedaços da própria identidade.

🎧 Para quem é esse filme?

Pra quem já se sentiu dividido. Pra quem viveu (ou vive) tentando agradar todos, menos a si mesmo. Pra quem carrega dúvidas que não se encaixam em frases prontas. Pra quem entende que crescer, às vezes, significa perder um pouco o chão. E também pra quem acredita que cinema pode ser lugar de cura, de encontro, de verdade.


🎬 Ficha Técnica
Título original: Sebastian
Direção: Mikko Mäkelä
Duração: 110 minutos
Ano de lançamento: 2024
Classificação indicativa: 18 anos
Contém: Conteúdo sexual, uso de drogas ilícitas e cenas de violência

Sabadou com Virgínia deste sábado (12) entra no ritmo do pagode com Alexandre Pires, Amaral e Duda Nagle

Foto: Reprodução/ Internet

Se você acha que já sabe o que é um sábado perfeito, segura essa: o Sabadou com Virgínia deste sábado, 12 de julho de 2025, está preparado para redefinir o conceito de “fim de semana ideal”. Com convidados que misturam música, futebol e inspiração, o programa chega chegando e promete fazer você rir, emocionar e até dançar na sua sala.

Alexandre Pires: o cantor que conquistou o Brasil e surpreende com histórias inéditas

A energia contagiante de Alexandre Pires é a primeira a tomar conta do palco. O vocalista que embalou romances e festas ao longo de décadas abre o coração e revela um lado pouco conhecido: o jovem tímido que só decolou na carreira graças a um empurrãozinho especial da mãe. Momentos emocionantes e revelações inéditas vão fazer você ver o artista de um jeito que nem imaginava.

Além disso, Alexandre traz na bagagem o projeto que vem conquistando fãs de todas as idades: o Pagonejo Bão, uma mistura arretada de pagode com sertanejo que une estilos e gerações com uma naturalidade que só a música brasileira sabe fazer.

Amaral e o futebol que faz rir: entre gols e histórias que parecem roteiro de comédia

Quem disse que futebol é só bola na rede? Amaral, ex-jogador e colecionador oficial de causos hilários, promete virar o jogo com seu humor afiado. Prepare-se para rir com histórias que parecem ter saído de um filme, como o famoso “exame médico comédia” e o lendário “cocô congelado” que virou piada interna da turma do campo — sim, você leu certo e não vai querer perder essa!

Duda Nagle: coragem, emoção e a missão de inspirar

Para fechar a noite com chave de ouro, o ator e comunicador Duda Nagle chega com uma conversa inspiradora. Ele vai contar como enfrentou uma luta contra o campeão Popó sem piscar e dividir seu propósito de ajudar as pessoas a superarem a timidez, sempre com uma dose generosa de otimismo e sorrisos. Um papo que vai contagiar você a encarar os próprios medos com mais leveza.

Izabella Camargo participa do programa Companhia Certa deste sábado (12)

Foto: Reprodução/ Internet

Na madrugada deste sábado (12) para domingo (13), às 0h30, a RedeTV! exibe uma conversa íntima e inspiradora no Companhia Certa. Ronnie Von recebe Izabella Camargo, jornalista admirada pelo público e hoje uma referência quando o assunto é saúde mental e equilíbrio emocional. Longe dos telejornais desde 2018, ela fala com franqueza sobre sua transformação após um episódio de burnout — e sobre como a pausa forçada virou uma nova missão de vida.

“Fui escolhida por aquilo que vivi”

Com a serenidade de quem atravessou o caos e voltou com novas ferramentas, Izabella conta como o burnout que a afastou da televisão acabou se tornando um ponto de virada. “Fui escolhida em uma situação que vivi para levar essa pauta adiante”, diz, referindo-se à defesa da saúde mental nos ambientes de trabalho. Hoje, ela atua como consultora e produz o podcast Interioriza, onde fala sobre bem-estar, propósito e reconstrução.

Mesmo após ter sofrido um “apagão” ao vivo durante a previsão do tempo — cena que rodou o país —, Izabella optou por não se prender à dor. “Poderia ter ficado muito mal, mas consegui ressignificar”, afirma, com a convicção de quem transformou vulnerabilidade em força.

Entre microfones e fraldas: o despertar da maternidade

Outro capítulo marcante da entrevista é a maternidade. Mãe de Angelina, de 4 anos, e grávida de Antônio, Izabella compartilha que o desejo de ter filhos só surgiu depois da reconexão consigo mesma. “Nunca imaginei que seria mãe. No ritmo do hard news, não cabia um filho na minha vida. Mas depois que cuidei da minha saúde e experimentei o amor próprio… gerei o amor.”

A chegada de Antônio está prevista para o dia 17 de julho — data que, curiosamente, é também o aniversário de Ronnie Von. “É a previsão máxima… e é muito simbólico estar aqui com você hoje. Estou feliz com essa coincidência”, conta ela, em tom leve e afetuoso.

Um pé no agora e outro no futuro

Apesar do afastamento da TV aberta, Izabella não descarta um retorno. E se depender dela, o reencontro com as câmeras pode vir com um novo propósito: “Nunca quis sair. Se eu pudesse levar essa comunicação sobre saúde para a TV aberta, alcançaria pessoas que não estão na internet.”

A fala reforça que a comunicação continua sendo sua essência — só mudou a pauta. Hoje, ela prefere os silêncios entre as frases, a pausa consciente, o tempo do corpo. E é justamente essa mudança de ritmo que torna sua trajetória tão atual.

Apple TV+ confirma segunda temporada da série Diários de um Robô-Assassino com Alexander Skarsgård

Foto: Reprodução/ Internet

Depois de conquistar fãs com sua mistura afiada de suspense, humor e ficção científica, “Diários de um Robô-Assassino” acaba de garantir a luz verde para sua segunda temporada no Apple TV+. A notícia chega justamente no dia em que a primeira temporada fecha seu ciclo, com o lançamento do décimo e último episódio nesta sexta-feira, 11 de julho.

Criada pelos irmãos Chris e Paul Weitz — nomes por trás de filmes cultuados como Um Grande Garoto e Rogue One — e estrelada pelo carismático Alexander Skarsgård (sim, o mesmo que brilhou em Succession e Big Little Lies), a série já se firmou como um dos mais originais títulos de ficção científica da atualidade.

Um robô com vontade própria e gostos nada robóticos

Aqui, a história foge do clichê do robô frio e calculista: o protagonista — um robô de segurança que decidiu se autohackear para ter livre arbítrio — é um anti-herói relutante, que foge de emoções humanas, mas não consegue resistir a suas próprias obsessões, como maratonar novelas futuristas. Essa dose de humor sutil e humanidade inesperada é o que fez a série se destacar.

Baseada no premiado livro The Murderbot Diaries da autora Martha Wells — que já conquistou o Hugo e o Nebula, duas das maiores honrarias da ficção científica — a adaptação captura com leveza e inteligência a jornada desse robô tentando achar seu lugar no universo, enquanto enfrenta perigos reais.

A promessa para a próxima temporada: mistério e “Sanctuary Moon”

Chris e Paul Weitz não escondem o entusiasmo: “Estamos ansiosos para mergulhar ainda mais fundo no universo de Martha Wells, com Alexander, a Apple, CBS Studios e nossa equipe”. Já Matt Cherniss, da Apple TV+, aposta no impacto crescente da série: “É uma criação vibrante que captura a imaginação e surpreende a cada episódio”.

A trama da segunda temporada, batizada com o intrigante nome “Sanctuary Moon”, promete elevar o suspense e o mistério, levando o robô-assassino a desafios ainda maiores — e, claro, momentos hilários que só ele pode proporcionar.

Onde assistir e o que vem por aí

Se você ainda não embarcou nessa viagem entre ação, drama e risadas inteligentes, a primeira temporada de Diários de um Robô-Assassino está inteira no Apple TV+. E para os que já são fãs, preparem-se: o futuro reserva ainda mais reviravoltas, questionamentos existenciais e, claro, aquela pitada de humor irreverente que só um robô com vontade própria poderia entregar.

O décimo episódio estreia nesta sexta-feira, 11 de julho. E a segunda temporada? Em breve, muito em breve.

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