Na noite desta segunda-feira, 14, o Sensacional, da RedeTV!, abre espaço para uma das conversas mais comoventes do ano. O ex-nadador Fernando Scherer, conhecido nacionalmente como Xuxa, senta diante de Daniela Albuquerque não para repetir feitos olímpicos ou medalhas históricas, mas para escancarar o que não coube nos pódios: a culpa da ausência, o esforço para reaprender a ser pai e o luto silencioso de quem deixou o esporte para não perder a si mesmo.
“Ganhei uma medalha e perdi o colo”
Em 1996, enquanto o Brasil celebrava o bronze olímpico conquistado por Scherer nos Jogos de Atlanta, ele vivia um conflito íntimo: a recém-nascida Isabella, sua primeira filha, crescia longe de seus braços. O nadador, então treinando em Porto Alegre, escolheu a disciplina do cronômetro, mas carregou a ausência como fardo.
“Eu abri mão do colo, da rotina, da primeira infância dela para perseguir um sonho. E conquistei. Mas a que custo?”, revela Xuxa, em tom de arrependimento contido, mas não derrotado.
Pai em construção
Anos depois, com o nascimento de Brenda, Scherer tomou o caminho oposto: fez questão de estar presente em tudo — nas refeições, nas conversas, nos silêncios. Mas, como ele mesmo admite, acabou indo longe demais na permissividade.
“Cometi um novo erro tentando consertar o antigo. Fui pai demais, amigo demais, e isso também cobra um preço. Precisei entender que educar não é agradar — é formar.”
Essa reflexão veio com o tempo, com a terapia e com as dores que ele deixou de ignorar. Hoje, diz estar num ponto de equilíbrio. “Me sinto, enfim, preparado para ser o pai que eu não consegui ser lá atrás. E talvez isso seja a maior medalha da minha vida.”
A piscina ficou para trás — e tudo bem
Aos 32 anos, quando ainda era competitivo, Fernando Scherer optou por parar. Seu corpo dava sinais claros de esgotamento: lesões acumuladas, dores crônicas e, o mais grave, um comprometimento na coluna que poderia afetar sua mobilidade definitiva.
“Eu não saí da natação por fracasso. Saí porque meu corpo implorou. E eu ouvi. Encerrar foi um ato de respeito a mim mesmo.”
Hoje, ao falar da natação, Scherer não se emociona pelo passado glorioso. Se emociona por ter sobrevivido a ele. “A natação foi o grande amor da minha vida, mas também minha prisão. Fui feliz, fui forte, fui reconhecido — mas também fui sozinho, machucado, exausto. Eu já fechei esse livro. E sigo em paz.”
Reinvenção fora d’água
Longe das raias há quase duas décadas, Fernando se reconstruiu. Empresário, palestrante e presença constante em rodas de conversa sobre paternidade e saúde emocional, ele encontrou uma nova vocação: inspirar por quem é, não apenas pelo que conquistou.
Na última sexta-feira (18), foi divulgada a composição oficial do júri da 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, na Itália. Entre os selecionados para avaliar os filmes em competição está a atriz brasileira Fernanda Torres, que se destaca como um dos maiores nomes do cinema nacional contemporâneo.
Fernanda acumula uma trajetória que atravessa teatro, televisão e cinema, sempre marcada por atuações intensas e autênticas. Indicada ao Oscar pela performance no aclamado filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, a atriz agora assume o desafio de julgar obras de relevância global. Sua participação no júri representa um reconhecimento não apenas pessoal, mas também do talento brasileiro no cenário internacional.
Além de Fernanda, o júri do Festival de Veneza conta com importantes nomes do cinema mundial, como o cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, o diretor francês Stéphane Brizé, a italiana Maura Delpero, o romeno Cristian Mungiu e a atriz chinesa Zhao Tao. Essa diversidade de experiências e estilos contribui para um julgamento plural e rico, capaz de abarcar a complexidade da produção cinematográfica contemporânea.
Um Momento de Protagonismo para o Brasil
A participação da atriz brasileira no júri reforça a crescente presença do Brasil em festivais internacionais. O sucesso recente de Ainda Estou Aqui, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro em Veneza, abre portas para que mais histórias nacionais ganhem visibilidade e respeito no exterior. Fernanda, com seu olhar apurado, simboliza essa nova fase de destaque e diálogo cultural.
Cinema como Instrumento de Diálogo e Transformação
Mais do que uma tarefa técnica, o papel de jurada é uma responsabilidade cultural para Fernanda. Ela representa uma nação que mantém viva sua criatividade e paixão pela arte, mesmo diante dos desafios. Sua atuação no festival é um convite à valorização da diversidade de narrativas e à promoção do cinema como ferramenta de conexão humana e mudança social.
O último trabalho de Fernanda nos cinemas
O longa me Ainda Estou Aqui, protagonizado pela atriz e dirigido por Walter Salles, chega como uma obra potente e sensível que revisita um dos capítulos mais difíceis da história recente do Brasil: a ditadura militar. Baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, o longa dá voz à mulher que enfrentou o desaparecimento de seu marido político e se tornou símbolo de coragem e resistência.
Uma Atuação que Marca Gerações
Torres entrega uma interpretação profunda e visceral como Eunice Paiva, personagem real que viu sua vida transformada após o sumiço do esposo durante o regime autoritário. A atriz constrói uma narrativa marcada pela dor, mas também pela determinação de uma mulher que luta por justiça em um cenário de medo e censura.
Direção Sensível e Roteiro Impactante
Walter, renomado diretor brasileiro, conduz o filme com maestria, equilibrando elementos históricos e emocionais para criar uma experiência cinematográfica envolvente. O roteiro, que adapta o relato original de Marcelo Rubens Paiva, explora com sensibilidade os dilemas pessoais e políticos da época, sem perder o foco na humanidade dos personagens.
Um Retrato da Luta pelos Direitos Humanos
O filme destaca a importância do ativismo feminino durante a repressão militar, mostrando como Eunice Paiva, interpretada também por Fernanda Montenegro em cenas complementares, se transforma em uma figura essencial na busca pela verdade e pela memória histórica. O filme enfatiza o papel das famílias na resistência, ampliando o debate sobre memória e justiça.
Recepção da Crítica e Público
Desde sua estreia, o longa tem sido amplamente elogiado pela crítica especializada e pelo público, que reconhecem a força da narrativa e a qualidade das performances. A produção vem reafirmar o cinema brasileiro como espaço de reflexão e resistência cultural.
Se você ainda acha que mágica é só um coelho saindo da cartola ou uma carta desaparecendo entre os dedos, é porque ainda não viu Maicon Clenk em ação. Considerado um dos mais inovadores artistas da ilusão no Brasil, o ilusionista sobe aos palcos com uma superprodução à altura de seus 20 anos de trajetória artística: “O Grande Show de Mágica”, espetáculo que já arrancou suspiros e aplausos em Curitiba e, agora, se prepara para encantar o público de São Paulo no Teatro Sérgio Cardoso, entre os dias 11 e 21 de setembro. Depois, a mágica segue para Florianópolis.
Mas não se engane: esta não é apenas mais uma apresentação de truques. É um mergulho profundo na própria essência do ilusionismo, misturando teatro, dança, humor, história e tecnologia de ponta. É o que Clenk chama de “Teatro Ilusionista”, uma linguagem cênica autoral criada por ele que rompe as fronteiras do espetáculo tradicional e ressignifica a experiência de assistir a um show de mágica.
Uma jornada mágica pela história da ilusão
O ponto de partida da apresentação é tão grandioso quanto a proposta artística: a história do ilusionismo em si. Em cena, somos transportados pelos tempos — do misticismo do Egito Antigo, onde os primeiros truques nasceram como rituais sagrados, até os palcos brilhantes de Las Vegas, lar dos grandes mestres da mágica moderna.
Entre aparições, levitações e teleportes de tirar o fôlego, Maicon presta homenagem a figuras históricas como Merlim, Houdini — o mestre do escapismo —, e George Méliès, o pioneiro dos efeitos especiais no cinema. Tudo isso envolvido em uma cenografia imersiva, que abraça o espectador com luzes, fumaça, trilhas emocionantes e mais de 100 figurinos elaborados especialmente para o espetáculo.
Mais de 20 grandes ilusões… e incontáveis surpresas
É difícil prever o que virá a seguir quando as cortinas se abrem para “O Grande Show de Mágica”. Clenk coleciona mais de 20 ilusões mundialmente consagradas ao longo da apresentação, mas também reserva espaço para momentos que só poderiam nascer da sua mente criativa. Há espaço para criaturas míticas, enigmas astrais, objetos flutuando no ar — e, segundo rumores, até um dinossauro pode aparecer.
A sensação é de estar diante de algo vivo, pulsante, onde tudo pode acontecer. E acontece.
Um mágico falido? Sim, com muito humor
Entre um truque de ilusão e outro, surge um Clenk bem diferente: um mágico brasileiro falido, que tenta — sem muito sucesso — impressionar a plateia com truques que insistem em dar errado. É um dos pontos altos do espetáculo e mostra o lado cômico do artista, que sabe rir de si mesmo e das expectativas do público.
“Essa parte é quase uma conversa com o público. Um momento de descompressão, de lembrar que a mágica também pode ser engraçada, caótica, e ainda assim encantadora”, conta Clenk, que interpreta o personagem com um misto de improviso, técnica e sensibilidade cômica.
Teatro Ilusionista: uma linguagem que mistura artes
É aí que está o diferencial da obra. Criador da linguagem artística chamada Teatro Ilusionista, Maicon Clenk não se contenta em ser apenas um mágico no palco. Ele é também diretor, bailarino, coreógrafo, ator e contador de histórias. E essa multidisciplinaridade aparece em cada momento do espetáculo.
A magia não vem sozinha. Ela caminha lado a lado com a dança, a música, a iluminação detalhista e até mesmo com acrobacias. Os truques se tornam metáforas visuais sobre o tempo, o mistério e a beleza do inexplicável. É uma celebração da arte como um todo — e uma homenagem à capacidade humana de se maravilhar.
Para todos os públicos, de todas as idades
A proposta de Clenk também é inclusiva e acessível. No palco, a figura tradicional do mágico é substituída por uma pluralidade de personagens interpretados não só por ele, mas também por atores, bailarinos e acrobatas. Em vez de ser o dono do mistério, Clenk compartilha o palco com sua trupe de ilusionistas modernos — todos parte ativa da criação daquele universo.
“Quero que todo mundo se sinta parte da mágica. Desde a criança que está vendo um show pela primeira vez até o adulto que talvez já tenha esquecido como é se encantar com o impossível”, diz Clenk.
20 anos de estrada e 20 milhões de espectadores
Com duas décadas de carreira, Maicon Clenk tem um currículo que impressiona. Suas obras já foram assistidas por mais de 20 milhões de pessoas e ele esteve em destaque em programas como Domingão do Faustão, Tudo É Possível e Eliana. Também foi um dos destaques da série internacional “Mestres do Ilusionismo”.
Entre seus trabalhos de maior sucesso está POLARIS, espetáculo dentro de um gigantesco globo de cristal, que virou referência no gênero e rendeu prêmios como o Troféu ABRASCE, o Troféu Gralha Azul de melhor espetáculo e o recente Troféu Picadeiro 2024 de ilusionismo.
O que podemos esperar da turnê?
A turnê nacional começa por Curitiba, segue para São Paulo e Florianópolis, com a promessa de outras datas ainda a serem divulgadas. Em cada cidade, o espetáculo é adaptado aos palcos locais, mantendo o rigor técnico e visual que já virou marca registrada de Clenk.
No Teatro Sérgio Cardoso, o espetáculo acontece entre os dias 11 e 21 de setembro, com sessões para o público geral e também para escolas e projetos sociais. Os ingressos variam de acordo com o setor, mas há opções com meia-entrada e acessibilidade para pessoas com deficiência.
A Netflix acaba de soltar a primeira imagem oficial de Lorena Comparato no papel de Elize Matsunaga — e já deu o que falar! A foto, que está circulando bastante, mostra a atriz pronta para mergulhar numa história pesada, cheia de camadas, que marcou o Brasil inteiro.
O filme, que é um thriller psicológico com um toque de melodrama, é inspirado num caso real que chocou o país em 2012. Para quem não lembra (ou quer relembrar), Elize Matsunaga assassinou o marido, Marcos Matsunaga, dentro do apartamento do casal em São Paulo, numa história que teve desdobramentos assustadores e que virou assunto nacional.
Por trás das câmeras: quem faz o quê?
O argumento do filme é do Raphael Montes, que muita gente conhece por “Bom Dia, Verônica”. Ele escreveu o roteiro junto com a Mariana Torres, que também trabalhou na terceira temporada da mesma série. A direção fica por conta do Vellas, que já tem um trabalho legal em “DNA do Crime”. E o elenco não para por aí: Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg também fazem parte do time.
Lorena Comparato falou com o coração sobre o papel: “Interpretar uma mulher com tantas camadas e uma história tão cheia de nuances como a da Elize é muito complexo. A gente está falando de um crime real, com consequências reais. Minha esperança é que o filme ajude a gente a pensar em temas importantes na sociedade.”
Mas afinal, quem foi Elize Matsunaga?
Para entender por que essa história mexe tanto com a gente, vale voltar um pouco e conhecer a trajetória de Elize. Ela nasceu em 1981, numa cidade pequena do Paraná chamada Chopinzinho. Tinha uma vida relativamente comum: formada em Administração, casada com Marcos Matsunaga — herdeiro do grupo Yoki, que é uma grande empresa do ramo alimentício no Brasil.
O casamento, pelo lado de fora, parecia estável. Mas, claro, nem tudo é o que parece. O relacionamento deles tinha muitas camadas escondidas, conflitos que só vieram à tona mesmo depois do crime.
O crime que parou o Brasil
Em maio de 2012, o corpo de Marcos foi encontrado no apartamento do casal, com várias facadas. A polícia logo descobriu que a responsável era Elize — que chegou ao ponto extremo de tentar esconder o corpo, esquartejando-o e espalhando partes em diferentes lugares.
A notícia chocou o país não só pelo crime em si, mas pela frieza e brutalidade dos fatos. Além disso, começou a surgir uma discussão maior sobre o que poderia ter levado a essa tragédia: uma relação conturbada, problemas de poder dentro da família, questões emocionais muito complexas.
Mais do que um crime: uma história de camadas
O que o filme quer mostrar é isso: não só o crime, mas o que estava por trás dele. A mente de Elize, as dores e dilemas que ela enfrentava, o peso de uma vida marcada por muitas pressões.
Lorena Comparato está encarando o papel com muita seriedade e respeito, e o roteiro, por sua vez, busca fugir do sensacionalismo. A ideia é humanizar os personagens, mostrar que por trás de cada história real tem uma complexidade que merece ser entendida.
Por que essa história ainda importa?
Esse caso virou tema de documentários, podcasts e reportagens desde então, mas ganhar uma versão em filme pela Netflix significa que essa história vai alcançar ainda mais gente — com um olhar diferente, mais profundo.
Além disso, a trama traz à tona temas que ainda precisam ser discutidos por aqui: violência doméstica, desigualdade social, o papel da mulher numa sociedade ainda muito patriarcal, entre outras coisas.
O que vem por aí?
Ainda sem data certa para a estreia, o filme já desperta muita expectativa, especialmente entre quem gosta de histórias reais, thrillers psicológicos e produções nacionais feitas com qualidade.
Para a equipe por trás do projeto, o desafio é grande. O produtor executivo Gustavo Mello diz que o filme quer ser uma forma de entender o que pode levar uma pessoa a agir de forma tão extrema — um convite para refletirmos sem julgamentos fáceis.
Já Raphael Montes, além de roteirista, também atua como produtor associado, e ressalta que a responsabilidade foi enorme para transformar esse caso real em um roteiro que fosse respeitoso e verdadeiro, sem cair em clichês ou exploração barata.
O impacto cultural e social
Além de ser um suspense, o filme pode ajudar a gente a pensar mais sobre essas questões delicadas. Quando a gente conversa sobre esses temas, está ajudando a quebrar tabus e trazer luz para situações que muitas vezes ficam escondidas — seja nas famílias, na sociedade, ou mesmo dentro da gente.
Lorena compara essa experiência a uma oportunidade de dar voz a quem muitas vezes não é ouvida — mesmo que nesse caso, a voz venha com um enorme peso emocional.
Em meio a uma rotina médica tantas vezes marcada por diagnósticos difíceis e decisões complexas, surge uma narrativa diferente — feita de escuta, acolhimento e presença. O documentário brasileiro Uma Boa Notícia – o conforto sob a tempestade acaba de chegar ao catálogo do Globoplay, oferecendo ao público uma rara e tocante imersão no universo dos Cuidados Paliativos no Brasil.
Fruto de uma colaboração entre o A.C.Camargo Cancer Center, o Instituto Ana Michelle Soares e o canal Futura, o filme é o primeiro sobre o tema a ser disponibilizado de forma gratuita na plataforma de streaming da Globo. Mais do que um conteúdo informativo, a produção se propõe a provocar reflexão — e, acima de tudo, humanidade.
Quando o cuidado é mais que tratamento
Durante seus pouco mais de 50 minutos, o documentário acompanha profissionais da saúde, pacientes e familiares que convivem diariamente com o câncer e com outras doenças graves. Mas engana-se quem espera uma narrativa centrada na dor ou na despedida. O que “Uma Boa Notícia” mostra é justamente o contrário: o poder do cuidado ativo, sensível e contínuo, que busca aliviar sofrimentos e valorizar o tempo de vida com dignidade e escuta atenta.
No centro do filme está a rotina dos profissionais do A.C.Camargo Cancer Center, referência nacional em oncologia, e um dos primeiros no país a adotar a abordagem dos Cuidados Paliativos de forma integrada ao tratamento desde o início da jornada do paciente.
“Cuidados Paliativos não são o fim”
A frase escolhida como slogan do filme – “Cuidados Paliativos não são o fim, são apenas o começo” – resume bem a proposta da obra. Muito além do estigma da terminalidade, o documentário reforça que esse tipo de cuidado não significa desistência, mas sim uma virada de chave no modo como a medicina e a sociedade enxergam o sofrimento humano.
A abordagem paliativista se concentra em aliviar sintomas físicos, dores emocionais, angústias existenciais e até questões sociais que afetam o bem-estar do paciente e de quem está ao seu lado. Trata-se de uma prática que reconhece a pessoa em sua integralidade — e não apenas a doença que a acomete.
Histórias que tocam, vidas que inspiram
Com um olhar sensível e respeitoso, a produção se aproxima de histórias reais de pacientes que enfrentam o câncer com coragem, vulnerabilidade e, muitas vezes, bom humor. Através de depoimentos comoventes e momentos de acolhimento, o documentário revela que o cuidado paliativo também pode ser sinônimo de esperança, mesmo em cenários complexos.
Ao lado desses relatos, o público também conhece o dia a dia de médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais que atuam como pontes entre o sofrimento e o alívio possível. Profissionais que, mesmo diante de situações difíceis, oferecem conforto — físico, emocional e até espiritual.
Da ideia ao streaming: uma construção coletiva
Dirigido por Flávio Vieira, que também assina o roteiro ao lado de Tom Almeida e da jornalista Juliana Dantas, o projeto nasceu da vontade de ampliar o debate público sobre um tema ainda cercado de tabus. Com o apoio do canal Futura e o envolvimento direto do Instituto Ana Michelle Soares — criado em homenagem à médica paliativista que se tornou símbolo da humanização no cuidado —, o documentário ganha força não só como conteúdo audiovisual, mas como ferramenta de conscientização.
Segundo os realizadores, a ideia foi mostrar que, mesmo em contextos adversos, é possível construir uma jornada de cuidado marcada por sentido, presença e autonomia.
Acesso gratuito e necessário
O documentário já está disponível gratuitamente para todos os assinantes do Globoplay, incluindo no plano aberto com login. É uma oportunidade rara de conhecer uma parte fundamental da medicina que, muitas vezes, permanece invisível para o grande público.
Demi Lovato está de volta — e, como sugere o título do novo single, voltou rápido. “Fast”, lançado nesta sexta-feira (1º), marca a estreia oficial de uma nova fase na carreira da cantora norte-americana, após o álbum de rock Holy Fvck (2022). Desta vez, o caminho escolhido é um pop mais melódico e emocional, embalado por batidas modernas, refrão forte e uma produção afinada por Zhone — o mesmo produtor que já trabalhou com Troye Sivan, Charli XCX e Kesha.
Se Holy Fvck foi raiva e catarse, Fast é vulnerabilidade e reflexão. A letra fala sobre o tempo que escapa, as dores que amadurecem e a urgência de se viver com autenticidade. E claro, como sempre, Demi entrega vocais poderosos, uma presença cativante e a honestidade que a transformou em uma das artistas mais queridas (e reais) da música pop contemporânea.
“Tudo passou rápido demais”
A música começa suave, quase como uma confissão: “Time slipped through my fingers / I blinked, and it was gone” (“O tempo escorregou entre meus dedos / Pisquei e já tinha ido embora”). Aos poucos, entra a batida — sintetizadores em camadas, baixos marcantes e um ritmo que remete à estética da era Confident, mas com nuances modernas do synthpop e uma pegada quase nostálgica dos anos 2010.
Na composição, Demi revisita sentimentos antigos, fala sobre amores que se foram, momentos que não voltam e decisões que hoje ela vê com mais clareza. Apesar do tom melancólico, a canção tem energia de superação — algo entre a maturidade de quem viveu muito e a liberdade de quem não precisa mais provar nada para ninguém.
É uma canção sobre seguir em frente, mesmo quando tudo parece estar correndo mais depressa do que conseguimos acompanhar.
Embora seja um retorno ao pop, Fast não soa como um revival gratuito. Pelo contrário, soa como evolução. A produção de Zhone é sofisticada, polida e emocional sem ser melodramática. Ele mantém a essência pop que marcou os primeiros discos de Demi, mas insere texturas eletrônicas e arranjos sutis que ampliam o impacto da música.
Um novo álbum à vista?
A canção é o primeiro single de um novo álbum de estúdio que será lançado ainda em 2025. Este será o nono disco da carreira de Demi Lovato e já desperta grandes expectativas entre fãs e críticos. De acordo com o que a própria artista compartilhou nas redes sociais, o disco será mais “pop com conteúdo”, misturando batidas dançantes com letras intensas, que abordam desde amadurecimento até identidade pessoal.
O álbum tem produção executiva de Zhone e deve contar com colaborações importantes, incluindo nomes como Troye Sivan, Doja Cat e Rina Sawayama. Ao todo, mais de 40 faixas foram gravadas durante o processo de criação — o que indica que Demi esteve em uma fase altamente produtiva nos estúdios.
E sim, já se fala em turnê: rumores indicam datas internacionais em 2026, com passagens pela América Latina e uma possível apresentação no Brasil.
Por que “Fast” importa?
Em um mercado pop repleto de lançamentos semanais e algoritmos sedentos por viralizações, Demi entrega algo raro: um retorno com alma. “Fast” não é apenas mais uma música para dançar ou adicionar a uma playlist. É uma declaração artística sobre o tempo, a memória e a reconciliação consigo mesma.
Para fãs de longa data, a música ecoa como uma carta aberta. Para novos ouvintes, pode ser um convite para mergulhar no repertório de uma artista que sobreviveu às pressões da indústria e transformou dor em força criativa.
O que esperar daqui pra frente?
Se depender da nova música, o novo álbum da artista será pop, sim — mas longe de ser superficial. A artista parece pronta para retomar seu espaço nas paradas com consistência e profundidade. E tudo indica que essa será sua era mais coesa e consciente até agora.
Em um cenário cinematográfico cada vez mais marcado por remakes, reinterpretações e adaptações literárias de sucesso, poucas notícias conseguiram despertar tanto interesse quanto a de que Edgar Wright, o aclamado diretor por trás de obras como Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) e Todo Mundo Quase Morto, iria assumir a missão de dar nova vida a O Concorrente, clássico distópico de Stephen King publicado originalmente em 1982.
O projeto, que promete resgatar o tom sombrio e político da obra original, ganhou ainda mais atenção ao anunciar Glen Powell — ator em ascensão, conhecido por Top Gun: Maverick e Hit Man: O Assassino Perfeito — como protagonista. Ao lado dele, a talentosa Katy O’Brian também integra o elenco.
No entanto, nesta semana, fãs e cinéfilos receberam uma notícia que mistura expectativa e frustração: a Paramount Pictures confirmou que a estreia nos cinemas norte-americanos, antes marcada para 7 de novembro de 2025, será adiada para 14 de novembro do mesmo ano.
No Brasil, ainda não há confirmação oficial se a nova data será mantida ou se o filme seguirá o calendário original. O que se sabe é que a mudança nos EUA coloca o lançamento em uma nova configuração de disputas de bilheteria — especialmente porque a estreia inicial coincidiria com Predador: Terras Selvagens, produção de ação que também mira o público fã de thrillers e ficção científica.
Um retorno às raízes do livro
A primeira adaptação de The Running Man chegou aos cinemas em 1987, estrelada por Arnold Schwarzenegger, em plena era de ouro dos filmes de ação exagerados. Embora divertido e icônico por seu visual futurista kitsch e frases de efeito típicas dos anos 80, o filme se distanciava bastante do material original de Stephen King, que escreveu o romance sob o pseudônimo Richard Bachman.
Na obra, King constrói um futuro opressor, onde desigualdade social e autoritarismo andam lado a lado, e onde a televisão se torna a principal arma de manipulação das massas. O protagonista, Ben Richards, é um homem comum empurrado para participar de um jogo mortal televisionado, onde precisa fugir de “caçadores” enviados para matá-lo enquanto o público acompanha tudo como entretenimento.
A grande promessa de Wright é justamente resgatar o espírito sombrio e crítico do livro, algo que foi suavizado na versão de 1987 em favor de um espetáculo de ação. Em entrevistas passadas, o diretor já havia declarado que sempre considerou O Concorrente uma obra subestimada de King, com potencial para um thriller socialmente relevante — especialmente nos tempos atuais.
Edgar Wright no comando: expectativa alta
A escolha de Edgar Wright para liderar o projeto gerou empolgação imediata. Conhecido por seu estilo visual inventivo, sua habilidade para misturar humor e tensão e seu domínio da montagem acelerada, Wright também sabe criar atmosferas únicas, algo que será crucial para transformar O Concorrente em uma experiência cinematográfica memorável.
Seus trabalhos anteriores mostram versatilidade: a comédia zumbi Todo Mundo Quase Morto (2004), a sátira policial Chumbo Grosso (2007), o eletrizante Em Ritmo de Fuga (2017) e o estilizado Noite Passada em Soho (2021). Em todos, ele equilibra entretenimento com comentários sutis — ou nem tão sutis — sobre cultura pop, violência e relações humanas.
Dessa vez, Wright também assina o roteiro, em parceria com Michael Bacall, com quem já colaborou em Scott Pilgrim Contra o Mundo. A dupla promete mergulhar fundo no clima distópico, evitando a abordagem “videogame” do filme dos anos 80.
Glen Powell: de galã a fugitivo em um mundo mortal
Se Edgar Wright é o cérebro por trás da visão do novo filme, Glen Powell será a alma da produção. O ator, que nos últimos anos se consolidou como um dos rostos mais versáteis de Hollywood, encara aqui um papel muito mais sombrio e fisicamente exigente do que seus trabalhos recentes.
Powell conquistou o grande público em Top Gun: Maverick (2022), no papel de Hangman, e logo depois surpreendeu com sua performance carismática em Hit Man: O Assassino Perfeito (2023), onde mostrou habilidade para equilibrar charme, timing cômico e momentos dramáticos.
Interpretar Ben Richards, um homem desesperado tentando sobreviver em um reality show mortal, exigirá uma abordagem mais crua. Wright já afirmou que quer apresentar Richards não como um herói invencível, mas como alguém vulnerável, cansado e ao mesmo tempo engenhoso — algo mais próximo da criação de Stephen King.
Katy O’Brian: uma presença marcante
A presença de Katy O’Brian no elenco adiciona mais uma camada de interesse. A atriz, que brilhou em The Mandalorian e Ant-Man e a Vespa: Quantumania, vem se destacando por interpretar personagens fortes e determinadas. Embora seu papel em O Concorrente ainda não tenha sido revelado, há especulações de que possa assumir a função de uma aliada improvável — ou até mesmo de uma das caçadoras, o que a colocaria em rota direta de colisão com o protagonista.
Produção e bastidores
O anúncio oficial da Paramount Pictures aconteceu em 19 de fevereiro de 2021, com a promessa de que o remake seria mais fiel ao livro de 1982. Além de Wright e Bacall no roteiro, o time de produção conta com nomes de peso como Simon Kinberg (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), Audrey Chon (Invasão), e Nira Park, colaboradora frequente de Wright. Em abril de 2024, Glen Powell foi confirmado como protagonista, e em outubro do mesmo ano Katy O’Brian foi anunciada no elenco.
Em Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos, Stefany Borba oferece mais do que um simples romance de suspense: ela convida o leitor a explorar as complexas relações familiares, os segredos que se acumulam com o tempo e o peso das memórias não ditas. Publicado pela Trend Editora, o livro combina elementos de thriller psicológico com drama familiar, resultando em uma narrativa intensa e envolvente.
A história gira em torno de Maria Isabel, apelidada de Bel, uma jovem que retorna à casa de sua avó recentemente falecida. O que parecia ser uma visita corriqueira para organizar pertences rapidamente se transforma em uma jornada de descobertas e confrontos emocionais. Entre objetos esquecidos, fotografias antigas e lembranças soterradas, Bel começa a perceber que o passado da família guarda mistérios sombrios, capazes de abalar não apenas sua vida, mas também a comunidade ao redor.
O livro inicia com uma pergunta aparentemente simples, mas cheia de significado: “por que alguém que ama flores nunca cuidou do próprio jardim?” A interrogação funciona como fio condutor da narrativa, simbolizando a dualidade entre cuidado e abandono, afeto e silêncio, lembranças doces e traumas dolorosos. À medida que Bel investiga o passado de sua família, ela se depara com desaparecimentos antigos, histórias não contadas e crimes que ainda ecoam pela cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo.
O thriller de Stefany Borba se destaca pela construção de personagens autênticos e complexos. Entre avó, mãe e neta, três gerações de mulheres compartilham não apenas laços sanguíneos, mas também dores e legados invisíveis. O livro explora como o silêncio pode ser aprendido como forma de sobrevivência, revelando as marcas deixadas por traumas antigos e decisões difíceis. A narrativa mostra que segredos enterrados tendem a florescer, mesmo nos lugares mais inesperados.
Um dos momentos mais impactantes ocorre quando Bel encontra uma fotografia de 1978: sua avó segura um bebê. Pela expressão e pelos detalhes da imagem, Bel reconhece imediatamente que se trata de Roberta, a irmã mais velha de sua mãe, desaparecida há décadas. A descoberta coloca em movimento uma série de reflexões e investigações que conectam passado e presente, revelando camadas de mistério e suspense psicológico.
Além de suspense e drama, o livro levanta questões sobre papéis sociais, gênero e violência. Stefany Borba mostra, de forma sensível, como as mulheres carregam não apenas os segredos familiares, mas também as expectativas impostas pela sociedade. Entre medo e coragem, luto e perdão, a história evidencia que enfrentar memórias dolorosas é um processo necessário para o crescimento pessoal.
A narrativa também dialoga com o leitor, estimulando-o a refletir sobre sua própria vida. A metáfora do jardim — florescendo em meio a segredos e raízes profundas — simboliza que o crescimento exige coragem para encarar aquilo que está oculto. O livro demonstra que, muitas vezes, é preciso revolver a terra, mesmo sem saber o que será encontrado, para que a verdade venha à tona e as feridas possam ser curadas.
Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos combina ritmo ágil com momentos de introspecção profunda, tornando-se um romance que prende do início ao fim. A tensão construída por Stefany Borba não depende apenas de eventos externos, como desaparecimentos ou crimes antigos, mas também do conflito interno dos personagens, que precisam confrontar suas memórias, traumas e medos mais profundos.
Ao longo da leitura, Bel se torna uma espécie de guia para o leitor, mostrando que investigar a própria história familiar exige coragem, paciência e sensibilidade. Cada capítulo revela não apenas segredos do passado, mas também aspectos universais das relações humanas: a dificuldade de perdoar, a necessidade de entender e a inevitável transformação que vem de olhar para dentro.
A obra reforça que segredos, embora enterrados, têm uma maneira de emergir. Stefany Borba não entrega respostas fáceis; ao contrário, convida à reflexão, mostrando que a vida, assim como um jardim, é feita de ciclos de crescimento, florescimento e, às vezes, de flores que não resistem. O thriller é, portanto, uma leitura que combina emoção, mistério e introspecção, lembrando que coragem e autoconhecimento caminham lado a lado.
Capítulo 012 da novela A Escrava Isaura – terça, 16 de setembro Gertrudes morre ao lado do Comendador Almeida e de Isaura, enquanto Tomásia revela ao Conde Campos que o anel está no penhor e o Comendador Almeida pede perdão à falecida; Henrique tenta beijar Isaura, mas não consegue, e Rosa surpreende o rapaz ao revelar que é sua irmã. O Conde Campos demonstra indecisão sobre o casamento, Malvina jura libertar Isaura, e capangas roubam todo o dinheiro de Miguel, que corre até a fazenda para informar a Isaura sobre o prejuízo, deixando todos envolvidos em tensão e preocupação.
Capítulo 013 – quarta, 17 de setembro Joaquina revela a Miguel que Leôncio foi o responsável pelo roubo do dinheiro, enquanto Dr. Paulo examina Miguel e o Conde Campos percebe que foi enganado por Tomásia, pedindo a separação. Joaquina e João tentam recuperar o dinheiro no quarto de Leôncio, que os flagra e ameaça, enquanto o Coronel Sebastião consola o Comendador Almeida. Helena questiona Sebastião sobre a relação com Rosa, e ele exige que ela pare de afirmar que é sua filha; Tomásia pede desculpas ao Conde Campos, Almeida discute com Leôncio, Belchior conta a André sobre a morte de sua mãe, Gabriel se encontra com Helena, Gertrudes é enterrada, e Francisco flagra André próximo ao quarto de Leôncio, mantendo o clima de mistério e tensão.
Capítulo 014 da novela A Escrava Isaura – quinta, 18 de setembro Leôncio ameaça atirar em Miguel e ordena que Isaura se afaste, enquanto André confessa a Francisco que procura o dinheiro roubado e os dois acabam brigando, com o som de um tiro ao fundo. Helena encontra Gabriel, André é preso, e Tomásia e Gioconda lamentam a situação, enquanto Miguel promete recuperar o dinheiro. Francisco informa a Leôncio sobre a prisão de André, Rosa se compromete a ajudar no romance de Gabriel e Helena, e Conde Campos faz juras de amor a Tomásia. Para salvar Miguel, Joaquina admite que viu Leôncio receber o dinheiro, mas é punida e enviada para o tronco, enquanto Leôncio continua apontando a arma e o Comendador Almeida sofre com a morte de Gertrudes, deixando todos à beira de grandes conflitos.
Capítulo 015 – sexta, 19 de setembro Isaura encontra o dinheiro escondido no armário de Leôncio, que atira e provoca a intervenção do Coronel Sebastião, enquanto Joaquina é castigada no tronco e André e João planejam fugir. Malvina pede ajuda ao Comendador Almeida para salvar Joaquina, Gabriel retorna para casa feliz, e Leôncio exige que Isaura se entregue para poupar a moça das chibatadas. O Comendador Almeida finalmente ordena que parem com o castigo, João cuida de Joaquina, André pede um beijo a Isaura, e Malvina é flagrada por Leôncio ao vasculhar seu armário. Leôncio castiga André e prepara o ferro de marcar boi, elevando a tensão e o suspense sobre o destino dos protagonistas.
Resumo semanal da novela A Escrava Isaura de 22/09 a 26/09
Capítulo 016 – segunda, 22 de setembro O Comendador Almeida anuncia a Isaura que pretende conceder-lhe liberdade, enquanto André sofre terríveis açoites de Leôncio, que o marca com ferro quente, fazendo com que todos na fazenda ouçam seus gritos de dor. Leôncio questiona Isaura sobre sua presença em seu quarto, descobre que o dinheiro desapareceu e invade o cômodo, aumentando a tensão. Rosa se declara para André e o alimenta enquanto ele permanece no tronco, e Malvina começa a desconfiar das intenções de Leôncio. Tomásia tem um pesadelo, Almeida manda Leôncio comprar escravos, Miguel chega à fazenda acompanhado do Sargento de Milícias, e Tomásia encontra Leôncio na rua, deixando o clima de suspense e perigo ainda mais intenso.
Capítulo 017 – terça, 23 de setembro André decide que vai matar Leôncio, enquanto o Conde Campos presencia uma conversa suspeita entre Leôncio e Tomásia e o desafia para um duelo. Isaura entrega o saco de moedas a Miguel e informa Almeida que o encontrou no quarto de Leôncio, que, por sua vez, compra apenas escravas, causando surpresa e indignação do Comendador. Dr. Paulo pede a mão de Helena em namoro, Miguel solicita que Almeida venda Isaura, e Leôncio ameaça Miguel diante do Sargento de Milícias. Almeida, surpreso com a compra apenas de escravas, exige explicações, e André reafirma sua intenção de vingar-se de Leôncio, mantendo a tensão crescente entre os personagens.
Capítulo 018 – quarta, 24 de setembro Isaura, Joaquina e João organizam a fuga de André, que planeja se refugiar em um quilombo, enquanto Tomásia tem um sonho angustiante com a morte de seu marido, entrando em desespero. Leôncio, junto com Francisco, arma uma emboscada para o Conde de Campos durante o duelo, enquanto Helena informa ao pai que não tem interesse no Dr. Paulo. Rosa descobre o plano de fuga de André e observa o momento em que ele beija Isaura, e Henrique considera pedir dinheiro emprestado ao pai para ajudar Miguel. A fuga de André é bem-sucedida, mantendo o clima de tensão, perigo e intriga entre os protagonistas.
Capítulo 019 – quinta, 25 de setembro O Conde de Campos é atingido por dois tiros durante o duelo com Leôncio, enquanto Henrique tenta conseguir dinheiro emprestado do pai para libertar Isaura e se casar com ela. Dr. Paulo comunica que a situação do Conde é grave após a tentativa de assassinato, e Rosa conta ao Comendador Almeida que Isaura ajudou André a fugir, confirmação que irrita Leôncio e resulta em um castigo à moça. O Conde de Campos morre ao lado de Tomásia, deixando um clima de luto, vingança e tensão crescente entre os personagens da trama.
Capítulo 020 – sexta, 26 de setembro Rosa ameaça Isaura com uma faca, aumentando o clima de perigo e tensão, enquanto André conhece Bernardo, outro escravo fugitivo. O Coronel Sebastião nega o pedido de empréstimo de Henrique, que planejava ajudar Isaura e concretizar seu casamento, e Tomásia acusa Leôncio pela morte do Conde de Campos. Gabriel descobre a intenção do Dr. Paulo de se casar também com Helena, e o Sargento de Milícia chega à casa de Leôncio, elevando ainda mais o suspense e a ameaça que paira sobre Isaura e os demais personagens.
A nova sensação entre os dorameiros de plantão atende pelo nome de Typhoon Family, e vem conquistando o público coreano — e internacional — por sua narrativa sensível, suas atuações intensas e um olhar profundamente humano sobre os laços familiares em tempos de adversidade. A série, exibida originalmente pela tvN e disponibilizada globalmente pela Netflix, retorna neste domingo, 2 de novembro, com a estreia do oitavo episódio, prometendo novas reviravoltas e momentos emocionantes. Já o nono episódio chega à plataforma no próximo sábado, 8 de novembro, dando continuidade a uma trama que tem equilibrado drama, memória e esperança com maestria.
Com um total de 16 episódios, a série é uma obra assinada pela roteirista Jang Hyun-sook, com direção de Lee Na-jeong e Kim Dong-hwi — dois nomes que já mostraram talento em dramas de grande sensibilidade e apuro visual. O elenco principal conta com Lee Jun-ho (conhecido por “King the Land” e “The Red Sleeve”) e Kim Min-ha, estrela de “Pachinko”, dois atores cuja entrega emocional tem sido um dos grandes destaques da produção. A série estreou oficialmente na Coreia do Sul no dia 11 de outubro de 2025, sendo exibida todos os sábados e domingos às 21h10 (horário local), e desde então figura entre os títulos mais comentados da plataforma de streaming no mundo.
Uma história de sobrevivência e humanidade
Ambientada durante a crise financeira asiática de 1997, a série mergulha na história de um jovem CEO que herda a difícil missão de manter viva a pequena empresa fundada por seu pai. Em meio a dívidas, pressões sociais e o colapso econômico que afetou milhões de famílias, o drama se torna um retrato íntimo da luta entre o dever e o amor — entre o peso da responsabilidade e o desejo de proteger quem se ama.
Mais do que um enredo empresarial, a série coloca a família no centro de tudo. Cada episódio revela as tensões entre pais e filhos, entre sonhos pessoais e obrigações familiares, além de destacar o impacto das decisões de um indivíduo sobre todo o coletivo. É uma narrativa sobre resiliência, mas também sobre vulnerabilidade — e talvez por isso tenha ressoado tanto com o público global, que reconhece em “Typhoon Family” não apenas uma história coreana, mas um reflexo universal de tempos de crise.
A inspiração por trás da obra
A roteirista Jang Hyun-sook compartilhou, em entrevistas recentes, que a inspiração para o roteiro nasceu das lembranças de sua juventude, quando trabalhou como vendedora durante o período da crise. Ela relembrou histórias de patrões e colegas que, mesmo diante das dificuldades, demonstravam um profundo senso de solidariedade e humanidade. “Quis capturar o calor das pessoas em tempos frios”, declarou.
Essa visão é perceptível em cada detalhe da série: nos gestos silenciosos entre os personagens, na esperança que resiste mesmo quando tudo parece ruir, e na forma como os pequenos atos de bondade se tornam vitais para seguir em frente. A ambientação de época, com figurinos e cenários minuciosamente reconstruídos, reforça a atmosfera de um país em transformação — não apenas econômica, mas emocional.
O peso e o talento do elenco
O protagonista, Lee Jun-ho, entrega uma atuação contida e poderosa como o jovem CEO que tenta equilibrar razão e emoção. Seu personagem representa uma geração que cresceu entre a tradição familiar e as exigências do novo mundo capitalista, e sua jornada é marcada por perdas, amadurecimento e descobertas pessoais.
Ao seu lado, Kim Min-ha interpreta uma mulher que se torna o fio condutor entre os diferentes membros da família. Com uma presença delicada e firme, ela traduz em gestos e olhares o espírito da série — uma mistura de dor e ternura que atravessa gerações. O entrosamento entre os dois atores tem sido amplamente elogiado pelos críticos coreanos, que destacam a química natural e o realismo das interações.
Uma direção que une estética e emoção
Sob o olhar sensível de Lee Na-jeong (“Fight for My Way”, “Love Alarm”) e Kim Dong-hwi, o drama aposta em uma direção que privilegia o ritmo emocional da narrativa. As cenas são construídas com atenção aos silêncios, aos olhares e às pausas — elementos típicos dos dramas coreanos que buscam mais do que o simples conflito: querem mostrar o que não é dito, o que se sente.