Crítica – Sonho de Trem reafirma a potência cinematográfica da simplicidade poética

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Sonho de Trem surge como uma adaptação de notável maturidade estética, que respeita a densidade literária do conto de Denis Johnson e a converte em uma obra cinematográfica de rara delicadeza. O filme encontra seu vigor na atenção aos detalhes, no ritmo contemplativo e na capacidade de transformar gestos mínimos em acontecimentos carregados de significado. É um cinema que não se apressa e, justamente por isso, alcança profundidade emocional e rigor artístico.

A atuação de Joel Edgerton como Robert Grainier é construída com precisão e sutileza. Ele interpreta um homem ordinário que atravessa tempos extraordinariamente duros, marcado pela força do trabalho, pela solidão das longas distâncias e pelas transformações abruptas da modernização. Edgerton conduz o personagem com intensidade contida, estabelecendo um retrato verossímil de alguém que tenta preservar sua humanidade diante de um mundo cada vez mais impessoal e hostil. Sua performance sustenta o eixo emocional do filme e oferece ao público um protagonista silencioso, mas profundamente expressivo.

A narração que permeia a narrativa cumpre um papel essencial. Longe de ser apenas um recurso adaptativo, ela funciona como elemento estruturante, ampliando a dimensão histórica, social e afetiva da obra. A voz serena do narrador costura passado e presente com precisão, oferecendo ao espectador uma compreensão mais ampla do que está em jogo. Ao estabelecer esse diálogo entre memória individual e memória coletiva, o filme reforça sua ligação com a literatura e alcança um equilíbrio raro entre intimismo e crítica social.

A representação da expansão ferroviária é um dos elementos mais contundentes do filme. Sonho de Trem não ignora a violência inscrita no processo de modernização do início do século XX. A devastação ambiental, o deslocamento de comunidades inteiras e a exploração de trabalhadores imigrantes aparecem com clareza e sobriedade. O longa evidencia como o progresso, muitas vezes celebrado, foi construído às custas de vidas invisibilizadas e territórios feridos. Essa crítica se integra organicamente à narrativa, sem perder o foco humano que permeia toda a história.

No coração da trama, Felicity Jones entrega uma interpretação comovente como Gladys Grainier. Sua presença introduz ao filme uma camada de ternura, estabilidade e profundidade emocional. A relação entre Gladys e Robert é construída com cuidado e realismo, sem artifícios melodramáticos, e traduz de forma precisa o afeto que sobrevive aos desafios de uma vida marcada por ausências, trabalho árduo e incertezas. É nesse vínculo afetivo que a obra encontra sua porção mais luminosa.

A fotografia é um espetáculo à parte. A luz natural domina a composição das cenas, preenchendo-as com textura, poesia e autenticidade. Cada tomada parece buscar o encontro entre a beleza da paisagem e a fragilidade humana que nela habita. Essa abordagem estética reforça o tom contemplativo e eleva o filme a uma experiência visual que permanece na memória do espectador.

Sonho de Trem é, acima de tudo, um estudo sensível da condição humana em tempos de mudança. A obra celebra o poder dos silêncios, a importância das pequenas histórias e a força de quem vive às margens do grande curso da história. Com elegância narrativa, precisão técnica e profundidade emocional, o filme se estabelece como uma das adaptações mais refinadas de sua categoria, capaz de honrar o texto original ao mesmo tempo em que cria sua própria identidade cinematográfica.

Crítica – Frankenstein, de Guillermo Del Toro é um filme que transforma dor e beleza em um espetáculo gótico inesquecível

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Guillermo Del Toro sempre caminhou na fronteira entre fantasia e dor, entre o belo e o grotesco. Em sua releitura de Frankenstein, esse território híbrido não é apenas cenário; é alma. Desde os primeiros fotogramas, o diretor deixa claro que não pretende apenas revisitar Mary Shelley, mas reinterpretar suas provocações mais profundas com o olhar de um cineasta que compreende a monstruosidade como metáfora da solidão humana.

O filme se abre com uma força visual avassaladora. É Del Toro em seu estado mais puro: meticuloso, artesanal e apaixonado por cada textura. Os salões iluminados por chamas vacilantes, o laboratório úmido e claustrofóbico, a extensão gelada do Ártico que parece engolir a humanidade, tudo compõe um quadro que ultrapassa a mera direção de arte. Cada ambiente funciona como um espelho psicológico, refletindo a deterioração emocional dos personagens. Não é estética pela estética; é narrativa construída a partir da atmosfera.

O que torna Frankenstein de Del Toro mais potente do que uma simples homenagem é sua decisão de humanizar não apenas a Criatura, mas também Victor Frankenstein. Oscar Isaac entrega uma atuação precisa e modulada, que recusa a visão tradicional do cientista como vilão absoluto. Aqui, Victor é ambicioso, mas também vulnerável, aflito e incapaz de lidar com o próprio fracasso moral. Sua arrogância científica não nasce da maldade, e sim da ilusão de que pode controlar a vida sem enfrentar suas implicações. Essa humanidade falha o arrasta para a ruína, e ao vê-lo se desmontar emocionalmente diante daquilo que criou, o espectador testemunha um dos grandes acertos da adaptação: a compreensão de que o verdadeiro horror não está na Criatura, e sim na recusa do criador em assumir o que trouxe ao mundo.

Jacob Elordi reinventa a Criatura como um ser que oscila entre força e fragilidade. Seu corpo imenso contrasta com uma doçura inesperada, reforçando a ideia de que sua monstruosidade é produto da rejeição e não de sua essência. Há momentos em que ele parece quase infantil em sua curiosidade, cenas que Del Toro filma com uma ternura silenciosa e que servem como respiradouros emocionais entre os grandes conflitos. Essa sensibilidade torna a tragédia ainda mais dolorosa: a Criatura se torna monstruosa porque é privada daquilo que qualquer ser precisa para viver, como afeto, acolhimento e pertencimento.

A participação de Mia Goth adiciona sutileza à narrativa. Sua personagem oferece um contraponto à rejeição que persegue a Criatura e suas cenas em conjunto estão entre as mais delicadas do filme. Elas revelam a capacidade de Del Toro de encontrar poesia nos espaços onde o horror costuma dominar. Não são apenas momentos de conexão; são fagulhas de humanidade que contrastam com a violência do mundo ao redor.

Narrativamente, o filme é denso, introspectivo e, por vezes, deliberadamente lento. Del Toro não tem pressa de chegar às grandes revelações. Prefere construir tensões por meio de silêncios, olhares e gestos, deixando que a relação entre criador e criação se torne um espelho rachado. Esse ritmo contemplativo pode não agradar quem espera algo mais explosivo, mas para o público disposto a entrar na cadência emocional proposta, a experiência é imersiva e devastadora.

No desfecho, Frankenstein se consolida como uma tragédia operística sobre culpa e abandono. Del Toro resgata o espírito da obra de Shelley, não o terror superficial, mas o coração filosófico que questiona até que ponto o ser humano está preparado para lidar com aquilo que deseja dominar. A Criatura busca um lugar no mundo; Victor busca escapar da responsabilidade. Dessa colisão entre carência e negação nasce uma destruição inevitável.

É um filme sobre criação, mas também sobre a morte simbólica de quem não sabe amar o que traz à vida. Um conto sobre monstros que surgem, sobretudo, da incapacidade humana de cuidar.

A estética impecável, as atuações poderosas e a profundidade emocional fazem desta versão de Frankenstein uma das interpretações mais ricas e sensíveis dos últimos anos. Não é apenas um espetáculo visual; é um lamento trágico que continua ecoando muito depois que a tela escurece.

Filmagens de Superman: O Homem do Amanhã começam em abril, confirma Nicholas Hoult

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo cinematográfico da DC voltou a ganhar força entre os fãs após uma revelação direta de Nicholas Hoult, intérprete de Lex Luthor. Durante a Peru Con 25, o ator contou, em tom bem-humorado, que as filmagens de O Homem do Amanhã começam em abril. Sem adiantar detalhes para evitar problemas com o estúdio, Hoult apenas confirmou o essencial: a produção engrena em poucos meses. O longa está previsto para chegar aos cinemas em 2027, depois das estreias de Supergirl e da série Lanternas, que devem preparar o terreno para a nova fase do DCU. As informações são do Omelete.

A sequência se inspira na HQ Superman: Man of Tomorrow, uma das versões mais modernas da origem do herói. A trama do quadrinho acompanha um Clark Kent ainda em construção, dividido entre sua vida simples em Smallville, seus primeiros passos como estagiário no Planeta Diário e a responsabilidade crescente de ser alguém capaz de salvar o mundo. Conhecido inicialmente pela imprensa como “Homem Voador”, Clark vive essa fase de descobertas e erros enquanto tenta entender seu papel na Terra.

O ponto de virada acontece quando Clark acompanha o lançamento de um telescópio espacial criado pela LexCorp. Lois Lane, sempre incisiva, expõe falhas gravíssimas no projeto, acusando Lex Luthor de negligência. A revelação coloca Metrópolis em perigo e termina com o empresário sendo preso, consolidando o início da rivalidade entre os dois. Paralelamente, Clark faz amizade com Rudy Jones, zelador dos Laboratórios STAR, que lhe revela pesquisas envolvendo tecnologia alienígena, informações que acabarão tendo consequências desastrosas.

O rumo da história muda de vez quando os Laboratórios STAR detectam um objeto extraterrestre. Clark investiga o caso e acaba enfrentando Lobo, um caçador de recompensas intergaláctico que aparece disposto a capturá-lo. Ele revela que há uma recompensa pela cabeça do “último kryptoniano”. No confronto, Clark descobre sua fraqueza à kryptonita enquanto Rudy acaba exposto a uma substância alienígena que altera completamente seu corpo e destino. A luta também desperta a atenção de uma figura misteriosa, observando tudo à distância.

Essa figura logo se revela como J’onn J’onzz, o Caçador de Marte. Ele se apresenta aos Kents e conta a Clark sua versão sobre a destruição de Krypton, oferecendo respostas que o jovem kryptoniano jamais teve. J’onn acredita que a humanidade ainda não está pronta para um herói tão poderoso, um conflito que coloca os dois em lados opostos quanto ao futuro da Terra e ao papel de Clark no mundo.

Enquanto tenta entender quem é e o que representa, Clark recebe de Martha Kent o traje que se tornaria icônico. É nesse momento que a imprensa passa a chamá-lo oficialmente de Superman. Mas antes que ele possa assumir plenamente esse título, Rudy Jones desperta transformado em uma criatura capaz de absorver energia vital. O acidente o transforma no temido Parasita, um vilão poderoso o bastante para enfrentar Superman e ameaçar toda Metrópolis.

A batalha com o Parasita é devastadora. J’onn aparentemente morre queimado após tentar impedir o vilão, e Superman, enfraquecido, precisa buscar ajuda de quem menos esperava: Lex Luthor, ainda preso. A improvável aliança que também envolve Lobo monta um plano arriscado para deter o Parasita, explorando sua vulnerabilidade à kryptonita. Porém, quase tudo sai do controle, culminando em sacrifícios, mortes aparentes e uma destruição quase total da cidade.

No final, J’onn revela que fingiu sua morte usando seus poderes psíquicos, e Rudy, em um último gesto de humanidade, se sacrifica para impedir uma explosão na usina de Metrópolis, salvando milhares de vidas. A história se encerra com Superman finalmente se apresentando ao mundo como Kal-El, enquanto Lobo insinua que outros kryptonianos e marcianos podem estar vivos em algum lugar do universo. J’onn parte para buscá-los, deixando Clark diante de novas possibilidades e responsabilidades.

Com a excelente recepção do primeiro filme de Superman, que ultrapassou a marca de 610 milhões de dólares mundialmente, a expectativa para O Homem do Amanhã é alta. James Gunn retorna na direção e no roteiro, trazendo de volta David Corenswet como Clark Kent, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult como Lex Luthor. Além deles, a Gangue da Justiça também deve retornar, com Nathan Fillion, Isabela Merced, Edi Gathegi e Anthony Carrigan reprisando seus papéis.

Zoey Deutch e Jonah Hauer-King estrelam o novo trailer de Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você adora comédias românticas cheias de diversão, romance e surpresas inesperadas, vai querer prestar atenção nisso. O novo trailer de Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor acabou de sair, e já dá para sentir que o filme vai arrancar risadas, emocionar e fazer o público se enxergar nas aventuras dos protagonistas. O filme chega em todos os cinemas brasileiros no dia 11 de dezembro. Confira o vídeo abaixo:

A história gira em torno de Connor, interpretado por Jonah Hauer-King (conhecido por A Pequena Sereia e My Policeman), um jovem carismático, mas um pouco perdido quando o assunto é amor. Ele vive uma relação sem rótulos com Olivia, papel de Zoey Deutch (Set It Up e Everything, Everywhere, All at Once), sua paixão de longa data, mas que não se define. Tudo parecia tranquilo, até que seu amigo Greg, vivido por Jaboukie Young-White (Booksmart e Saturday Night Live), surge com uma ideia maluca: provocar ciúmes em Olivia envolvendo uma desconhecida chamada Jenny, interpretada por Ruby Cruz (Do Revenge e The Summer I Turned Pretty), durante uma noite em um bar. O que parecia uma brincadeira inocente rapidamente se transforma em uma noite que ninguém vai esquecer.

No trailer, vemos Olivia percebendo a aproximação entre Connor e Jenny e, em vez de sair de cena, ela entra na história com toda sua personalidade, provocando uma dinâmica inesperada entre os três. O que começa como uma aventura de uma noite acaba ganhando contornos muito mais sérios e surpreendentes: ambas acabam grávidas. De repente, Connor, Olivia e Jenny precisam lidar com escolhas que nunca imaginaram enfrentar, e suas vidas dão uma guinada completa.

O filme não é apenas sobre situações absurdas e cômicas. Ele explora a intimidade dos personagens e mostra que mesmo em momentos de confusão e humor, há espaço para sentimentos genuínos. Connor e Olivia tentam construir um relacionamento enquanto Jenny permanece presente, e cada um precisa descobrir como lidar com emoções complexas e responsabilidades inesperadas. Entre mal-entendidos, momentos de ternura e diálogos cheios de humor, a história se aproxima da realidade de muitas pessoas, mostrando que a vida raramente segue um roteiro previsível.

Chad Hartigan, diretor do longa (This Is Where I Leave You e Morris from America), consegue equilibrar muito bem as cenas engraçadas com momentos mais sensíveis. O roteiro de Ethan Ogilby (Big Mouth e The Catcher Was a Spy) contribui para que a narrativa flua de forma natural, cheia de diálogos afiados, situações inesperadas e emoção na medida certa. O resultado é um filme que diverte sem perder a autenticidade e faz o público torcer pelos personagens em cada decisão que eles precisam tomar.

O elenco ajuda a tornar tudo ainda mais cativante. Jonah Hauer-King entrega um Connor vulnerável e divertido, Zoey Deutch brilha como uma Olivia determinada, engraçada e apaixonante, e Ruby Cruz dá vida a Jenny com energia e leveza, tornando o triângulo amoroso interessante e crível. A química entre eles é um dos pontos altos do longa, fazendo com que cada cena carregue emoção e humor na medida certa.

Universal apresenta novo trailer de Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, drama musical com Hugh Jackman e Kate Hudson

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Foto: Reprodução/ Internet

A Universal Pictures apresentou na manhã desta segunda, 24 de novembro, um novo trailer de “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois”, produção que chega aos cinemas brasileiros em 29 de janeiro de 2026. A prévia reforça o clima emocional do longa e reposiciona o filme entre os lançamentos mais aguardados do início do próximo ano, especialmente para o público que acompanha dramas musicais com toque biográfico. Abaixo, confira o trailer divulgado:

A direção é assinada por Craig Brewer, cineasta que transita com naturalidade entre comédias, retratos culturais e histórias de reinvenção. Brewer, conhecido por trabalhos como “Meu Nome é Dolemite” e “Um Príncipe em Nova York 2”, assume aqui uma abordagem mais intimista. “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” acompanha a trajetória de Mike e Claire Sardina, um casal de músicos vivido por Hugh Jackman e Kate Hudson. Ambos cresceram acreditando que a carreira artística os levaria a grandes palcos, mas a vida adulta transformou o sonho em pequenas apresentações, contas acumuladas e a necessidade de seguir em frente mesmo quando o brilho parece ter apagado.

A guinada na história surge quando Mike e Claire decidem formar uma banda tributo dedicada ao icônico Neil Diamond. O gesto, que poderia soar como despedida de quem já desistiu de alcançar o estrelato, acaba funcionando como um recomeço inesperado. O filme investiga essa reinvenção, explorando a cumplicidade, os conflitos e os medos de um casal que tenta se reencontrar enquanto revive memórias musicais que marcaram a juventude.

O novo trailer destaca a delicadeza dessa transformação. As imagens mostram shows pequenos em bares, discussões domésticas que se misturam ao cansaço da estrada, momentos de humor espontâneo e aquele tipo de carinho silencioso que só existe entre pessoas que realmente se conhecem. A trilha sonora desponta como um dos principais atrativos. Neil Diamond autorizou pessoalmente o uso de clássicos como “Song Sung Blue”, o que fortalece a autenticidade do longa e já desperta grande apelo nostálgico.

Hugh Jackman e Kate Hudson lideram o elenco com química evidente, mas não estão sozinhos. Michael Imperioli, Fisher Stevens, Jim Belushi, Ella Anderson, King Princess, Mustafa Shakir e Hudson Hilbert Hensley completam o time. Juntos, constroem o ambiente de cidade pequena que o filme abraça — um cenário onde a rotina parece previsível, mas onde pequenas reviravoltas podem mudar tudo.

As filmagens ocorreram em diferentes cidades de Nova Jersey entre outubro e dezembro de 2024. Locais residenciais do condado de Monmouth e ruas tranquilas de Old Tappan foram escolhidas para criar uma atmosfera cotidiana, reforçando a ideia de que histórias marcantes também surgem em cenários aparentemente comuns. A fotografia teve início sob a responsabilidade de Amy Vincent e, posteriormente, passou para a direção de Erika Slezak, que assumiu a etapa final. A combinação de olhares promete entregar uma estética acolhedora, com foco no emocional e no realismo dos ambientes.

Na Sessão da Tarde desta terça (25), Globo exibe “Incontrolável”, thriller explosivo inspirado em uma história real

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Foto: Reprodução/ Internet

A tarde desta terça-feira, 25 de novembro, será movida a pura tensão para quem sintonizar a Globo. O filme escolhido para a Sessão da Tarde é “Incontrolável” (Unstoppable), dirigido por Tony Scott e estrelado por dois gigantes: Denzel Washington (Chamas da Vingança, O Voo) e Chris Pine (Star Trek, A Qualquer Preço). Lançado em 2010, o longa virou um dos thrillers de ação mais elogiados de sua época, com narrativa enxuta, ritmo acelerado e atuações marcantes.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história parte de um cenário que assusta só de imaginar: um trem quase do tamanho de um prédio, carregado de substâncias altamente tóxicas, fica completamente desgovernado. Sem operador, sem freio e ganhando velocidade a cada quilômetro, a composição segue em direção a pequenas cidades, colocando milhares de vidas em risco. Não há tempo para erro e essa sensação de urgência permeia cada minuto do filme.

É nesse contexto extremo que entram os protagonistas. Denzel Washington, como Frank Barnes, entrega mais uma performance sólida, dando vida a um maquinista veterano, consciente da gravidade da situação. Ao lado dele está Chris Pine, interpretando Will Colson, um condutor mais jovem, cheio de conflitos pessoais e inseguranças, mas determinado a provar seu valor. O contraste entre experiência e impulsividade funciona como um motor emocional para o filme, mostrando como esses dois homens completamente diferentes precisam se unir para tentar evitar a tragédia iminente.

A equipe de apoio também reforça o impacto da narrativa. Rosario Dawson (Sete Vidas, Demolidor: A Série) brilha como Connie, a coordenadora de operações da ferrovia que acompanha o caos de longe, tentando criar um plano viável enquanto o trem avança sem controle. O time inclui ainda Ethan Suplee (Meu Nome é Earl), Kevin Dunn (Transformers) e Kevin Corrigan (Ilha do Medo), todos somando tensão e autenticidade à história.

O filme ganha ainda mais força ao revelar que foi inspirado no Incidente do CSX 8888, ocorrido em 2001, em Ohio, quando um trem real percorreu mais de 100 km sem condutor e carregando materiais perigosos. Tony Scott transforma esse episódio em um espetáculo cinematográfico eletrizante, fazendo com que o público se pergunte o tempo todo: “Como isso vai acabar?”

Onde assistir “Incontrolável”?

Além da exibição na Sessão da Tarde, quem quiser rever o filme ou assistir pela primeira vez fora do horário da TV aberta tem uma opção bem acessível. “Incontrolável” está disponível no catálogo do Disney+, dentro da categoria de filmes de ação. Basta ser assinante da plataforma para assistir quando quiser, sem custo adicional.

Too Much | Netflix encerra minissérie de Lena Dunham após uma temporada, mas seu impacto permanece

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A Netflix confirmou que Too Much não ganhará uma segunda temporada. A decisão, tomada pelo próprio time criativo por trás da produção, encerra oficialmente a comédia romântica criada por Lena Dunham e Luis Felber, lançada em 10 de julho de 2025. Mesmo com vida curta, a série deixou sua marca com um romance moderno, imperfeito e profundamente humano, exatamente o tipo de história que Dunham sabe contar. As informações são do Omelete.

Na trama, conhecemos Jessica, interpretada por Megan Stalter, uma produtora de comerciais de Nova York que tenta juntar os restos do coração depois de um término traumático. Em busca de novos ares (e talvez de si mesma), ela aceita uma transferência de trabalho para Londres. Só que o recomeço que parecia romântico na teoria rapidamente se revela um choque de realidade: apartamento apertado, rotina solitária, e uma cidade que não acolhe tão fácil quanto os filmes de época prometem.

É nesse cenário que Jessica, tentando se provar corajosa, sai sozinha para um pub e acaba cruzando caminhos com Felix, vivido por Will Sharpe, um músico indie londrino com charme tímido, talento evidente e seus próprios conflitos internos. O encontro, despretensioso no início, marca o início de um romance que cresce devagar, com hesitações, vulnerabilidades e aquela dose de confusão emocional que faz qualquer relação parecer real.

O coração de Too Much está justamente nesse crescimento lento. Jessica e Felix precisam enfrentar diferenças culturais, expectativas incompatíveis, feridas antigas e dinâmicas familiares complicadas. Não é um conto de fadas. É sobre aprender a gostar de alguém enquanto ainda se tenta reaprender a gostar de si mesmo.

Por isso, o cancelamento (mesmo planejado) deixa um certo gosto agridoce no público. A produção nunca prometeu se estender, mas sua sinceridade emocional, seu humor desajeitado e a química delicada entre Stalter e Sharpe fizeram a minissérie se destacar no catálogo da Netflix.

A série se despede como chegou: pequena, honesta e cheia de verdades incômodas sobre amar, recomeçar e se permitir ser vulnerável. Uma temporada foi suficiente para contar essa história, mas não para impedir que ela continue ecoando em quem se viu, mesmo que um pouquinho nos passos incertos de Jessica e Felix.

Guerreiras do K-Pop | Sucesso global da Netflix entra na lista de animações elegíveis ao Oscar 2026

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem filmes que a gente assiste sem esperar muita coisa… e, de repente, se pega completamente envolvido, emocionado, rindo, chorando e pensando: “meu Deus, por que ninguém me avisou que isso aqui era tão bom?”. Guerreiras do K-Pop é exatamente esse tipo de produção. Lançado pela Netflix em junho de 2025, o longa virou um fenômeno instantâneo. Explodiu nas redes sociais, conquistou o fandom de K-pop, chamou a atenção de críticos e, agora, deu um passo gigantesco: entrou na lista de animações elegíveis ao Oscar 2026.

Sim, você leu certo. Aquele filme cheio de coreografias brilhantes, batalhas mágicas, músicas que grudam na cabeça e personagens que parecem ter saído direto da sua timeline do TikTok… agora está mais perto do maior prêmio do cinema mundial.

E a verdade é que ninguém está realmente surpreso — só muito, muito orgulhoso.

A confirmação que fez o fandom inteiro surtar

Na sexta-feira (21), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas soltou a lista de filmes que podem concorrer nas categorias de Melhor Animação, Melhor Documentário e Melhor Filme Internacional. É o famoso “pré-listão”, aquele momento em que a gente descobre quem está oficialmente no páreo.

E lá estava ele: Guerreiras do K-Pop, esse delírio delicioso que mistura fantasia, cultura coreana, shows pop, mitologia e emoção. O longa aparece ao lado de pesos pesados como Elio, Zootopia 2, Chainsaw Man – Arco da Reze e Demon Slayer – Castelo Infinito. Uma lista bem concorrida — mas totalmente coerente com a proporção que o filme tomou ao redor do mundo.

Pra quem acompanha cinema, já dava pra sentir que isso ia acontecer. Para os fãs das HUNTR/X, foi aquele tipo de notícia que faz você largar o celular no chão e gritar no quarto.

E com toda razão.

Mas afinal, por que esse filme mexeu tanto com as pessoas?

A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo: Guerreiras do K-Pop não é só um filme. Ele é um abraço, uma explosão visual, uma história de identidade e, principalmente, uma carta de amor à cultura coreana — e às pessoas que crescem divididas entre mundos.

A diretora Maggie Kang sempre disse que queria criar algo que fizesse meninas asiáticas se sentirem vistas. Não apenas representadas de forma simbólica, mas de verdade. Com profundidade, vulnerabilidade e poder.

E ela conseguiu.

O filme acompanha Rumi, Mira e Zoey — três jovens idols que fazem parte do grupo HUNTR/X. No palco, elas são estrelas globais. Fora dele, são caçadoras de demônios, descendentes de mulheres que, há séculos, protegem o mundo por meio da música e da dança.

É uma premissa maluca? É.
Funciona? Totalmente.

O universo criado pela equipe da Sony Pictures Animation é vibrante, quase hipnotizante, cheio de cores neon, texturas de videoclipes e referências diretas ao K-pop e aos animes. Mas o que realmente pegou os espectadores foi a camada emocional.

Rumi, a protagonista, é meio humana e meio demônio — um segredo que ela tenta esconder até das melhores amigas. Essa dualidade, essa vergonha silenciosa, essa sensação de “não pertencimento”… tudo isso criou uma identificação absurda com o público.

Muita gente se encontrou nela. E talvez por isso o filme tenha viralizado tão rápido.

Um pouco da história (sem spoilers do final, relaxa)

O longa começa explicando que, há muito tempo, demônios invadiram o mundo humano, alimentando-se de almas e espalhando caos. Até que três mulheres comuns despertaram poderes ligados à música e à dança e criaram a barreira mágica Honmoon — que separa os dois mundos.

Ao longo das gerações, para manter o segredo e continuar usando suas vozes, cada trio de guerreiras passou a se apresentar como grupos musicais. E assim nasce a tradição: idols de um lado, caçadoras de demônios do outro.

No tempo presente, as HUNTR/X estão em ascensão global. Mas Rumi começa a perder a voz — e não é só nervosismo antes do show. É algo mais profundo e mais perigoso.

Enquanto isso, no submundo, o rei demoníaco Gwi-Ma está tentando voltar ao mundo humano. E, para isso, ele cria uma boy band demoníaca: os Saja Boys. Eles roubam fãs, roubam almas e se tornam uma ameaça gigantesca — tanto musical quanto sobrenatural.

A partir daí, o filme vira uma mistura deliciosa de drama, comédia, ação e muito pop.

Tem crises de identidade, tem amizade sendo testada, tem músicas que grudam, tem coreografias de tirar o fôlego, tem romance complicado, tem vilão carismático e tem uma construção de mundo que surpreendeu até quem entrou só esperando um passatempo.

Jinu, Rumi e uma história que pegou todo mundo de surpresa

Se existe um personagem que explodiu de popularidade ao ponto de render milhões de fanarts, esse foi Jinu.

O demônio que não parece tão demônio assim.
O vilão que não é exatamente vilão.
O garoto dividido entre culpa, saudade e esperança.

A relação dele com Rumi é um dos pontos mais comentados do filme. Sem cair em clichês pesados, os dois constroem uma conexão que fala sobre medo, aceitação e a coragem de assumir quem você é — mesmo quando isso dói.

Aliás, “dólar emocional” é algo que o filme usa com maestria. Ele não infantiliza o público. Não suaviza traumas. Não foge dos temas difíceis.

E talvez por isso tenha virado uma febre.

E agora… Oscar?

Entrar na lista de elegíveis não é o mesmo que ser indicado — mas já é metade do caminho. E, sinceramente? É um reconhecimento enorme.

A categoria de Melhor Animação no Oscar tem ficado cada vez mais disputada, especialmente com a força dos animes e com o retorno da Pixar ao holofote. Concorrer com Zootopia 2, Elio, Demon Slayer e Chainsaw Man não será fácil.

Mas Guerreiras do K-Pop tem algo que pesa:
ele virou um fenômeno cultural mundial.
E, no Oscar, isso importa.

A Academia tem reconhecido cada vez mais filmes que dialogam com grandes movimentos sociais, culturais e emocionais. E o longa da Netflix faz tudo isso — com brilho e personalidade.

Crítica – Filho de Mil Homens constrói um mosaico de solidão e identidades em conflito

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A adaptação de O Filho de Mil Homens é um projeto ambicioso que, no entanto, revela irregularidades que comprometem sua força dramatúrgica. O roteiro hesita em assumir plenamente o peso emocional do romance de Valter Hugo Mãe; dispersa energia em desvios, alonga conflitos sem necessidade e, por vezes, sacrifica densidade em troca de contemplação vazia. Ainda assim, o filme encontra potência quando decide encarar de frente aquilo que tem de mais genuíno: as feridas abertas de seus personagens.

A solidão como espinha dorsal do filme

Rodrigo Santoro interpreta Crisóstomo com sobriedade, mas sua performance raramente alcança a complexidade anunciada pela campanha de divulgação. Falta à construção do personagem um mergulho mais visceral em sua angústia, em sua carência quase infantil de pertencer a uma família. Em contraponto, Miguel Martines (Camilo) entrega uma atuação de grande sensibilidade, traduzindo fragilidade sem perder presença. Rebeca Jamir, como Isaura, carrega no corpo as marcas de humilhação, violência e resistência; sua atuação se sobressai justamente por não pedir piedade, mas por expor dignidade ferida. Johnny Massaro compõe Antonino como um espelho doloroso do pavor de existir em um mundo que pune quem escapa da norma — e talvez seja ele quem mais deixa marcas.

Juliana Caldas amplia o espectro emocional do longa. Sua personagem vive uma solidão que não é vazio, mas resultado direto das exclusões sociais e da crueldade que se abatem sobre corpos dissidentes. Ela adiciona uma camada de sensibilidade e verdade que o filme nem sempre consegue sustentar em outras frentes.

A solidão, portanto, não surge como um estado contemplativo, mas como um produto estrutural de abandono, rejeição e traumas que atravessam todos esses personagens.

O desejo de pertencer, mesmo quando dói

O filme ganha fôlego justamente quando aborda o impulso — sempre fraturado — de criar laços. Crisóstomo se agarra ao papel simbólico de pai na tentativa de justificar sua própria existência. Camilo anseia por um afeto que o reconheça para além da carência. Isaura procura um espaço onde sua dignidade não seja continuamente violada. Antonino luta para pertencer primeiro a si mesmo, antes que o mundo o reduza a estereótipos.

O pertencimento, aqui, é sempre inacabado, sempre doloroso. É um gesto de procura que retorna como frustração.

Entre revelar-se e esconder-se

A identidade é tratada como um território instável, moldado por vergonha, desejo, culpa e coragem. O filme encontra grande força nessa tensão: o medo de existir por inteiro se mistura com uma urgência desesperada de ser visto. Essa dualidade, presente em todos os personagens, poderia ser ainda mais explorada, mas funciona como um dos motores mais consistentes da narrativa.

Homofobia, violência sexual e imposições sociais

A obra não se furta a temas contundentes — homofobia, violência sexual, abuso psicológico, intolerância religiosa — que atravessam e moldam as trajetórias dos personagens. Ainda que nem sempre aprofundados como poderiam, esses elementos são apresentados com firmeza suficiente para expor o modo como a sociedade cria e perpetua suas violências. O filme mostra, mais do que discute, como essas marcas se transformam em silêncios e cicatrizes permanentes.

O que permanece?

Permanece a dor, permanece a imagem de personagens que continuam ressoando muito depois do fim da projeção. Permanece também a sensação de que, apesar das irregularidades narrativas e estéticas, o filme captura algo essencial: a tentativa de sobreviver emocionalmente em um mundo onde o afeto é escasso e a hostilidade é regra.

Filho de Mil Homens não atinge todo o alcance que promete, mas, quando acerta, acerta no ponto mais sensível — o lugar onde a vulnerabilidade humana revela sua força mais profunda.

Vale a pena assistir O Bad Boy e Eu? Só se você estiver disposto a encarar um romance adolescente que tropeça no próprio brilho

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Foto: Reprodução/ Internet

Existem filmes que abraçam seus clichês com orgulho. Existem filmes que tentam reinventar fórmulas gastas. E existe O Bad Boy e Eu, que parece não saber em qual dessas categorias quer entrar — e acaba caindo no meio do caminho, com força suficiente para deixar marcas no asfalto.

A produção tenta vender a ideia de um romance jovem com dança, futebol americano e dilemas emocionais. Na prática, entrega algo que lembra um longo comercial de perfume teen: bonito, iluminado, mas completamente vazio.

Uma protagonista esforçada num filme que não se esforça

Dallas Bryan (Siena Agudong) até tenta carregar o longa nas costas. Ela tem disciplina, tem carisma e tem um drama real — honrar a memória da mãe através da dança. Mas todo esse esforço se perde em um roteiro que parece ter sido escrito olhando para uma cartela de “clichês obrigatórios do cinema adolescente”.

Tudo é tão previsível que dá para adivinhar metade das falas antes que elas aconteçam, e a outra metade parece saída de um rascunho de fanfic não revisado.

O “bad boy” que não é bad boy — e o jogo que nunca começa

Drayton (Noah Beck), o quarterback mais mimado da escola, é apresentado como o típico garoto problemático que esconde dores profundas. Na teoria. Porque na prática, o personagem não passa de um pacote de poses: ora vulnerável, ora convencido, ora perdido — mas nunca convincente.

O romance entre os dois nasce tão rápido que parece contrato de namoro com prazo de entrega. Não há química suficiente para sustentar o drama, e o filme, que deveria explorar esse contraste, simplesmente pula as partes onde a relação deveria ser construída. Vai direto ao “estamos apaixonados” como quem avança episódios de uma série entediante.

A direção tenta, mas o roteiro sabota

Justin Wu até ensaia algumas soluções visuais interessantes, especialmente nas cenas de dança. Mas é difícil salvar um filme quando o roteiro de Mary Gulino parece preso a uma lista rígida de cenas obrigatórias:
– o momento “ele olha pra ela no corredor”;
– o treino que dá errado;
– a discussão melodramática no estacionamento;
– o beijo na hora mais conveniente possível.

É como se alguém tivesse apertado um botão de “modo automático”.

Quando a fofura vira constrangimento

Há uma tentativa clara de fazer do filme algo fofo, leve, reconfortante. Só que a falta de naturalidade transforma várias cenas em algo quase… desconfortável. É tudo limpo demais, arrumado demais, ensaiado demais. Parece que nenhum personagem sua, tropeça ou fala algo que uma pessoa real diria.

É o tipo de filmografia que parece viver numa bolha estilizada onde nada realmente importa — nem os conflitos, nem as escolhas, nem o próprio clímax.

James Van Der Beek aparece e… bem, é isso

A participação de James Van Der Beek quase funciona como um lembrete de que existe vida lá fora, no cinema que não tem medo de ser visceral, verdadeiro e imperfeito. Ele faz seu papel, entrega presença, e vai embora — deixando um vazio que o resto do elenco não consegue preencher.

Mas afinal: vale a pena assistir?

Se você gosta de filmes adolescentes que abraçam o clichê com força, talvez encontre aqui algo divertido. O problema é que O Bad Boy e Eu não abraça nada: ele hesita, titubeia, tenta ser profundo e fofo ao mesmo tempo, e acaba não sendo nenhum dos dois.

Para quem busca:

  • química real entre protagonistas,
  • conflitos bem construídos,
  • diálogos naturais,
  • ou qualquer coisa que fuja do óbvio…

…a resposta sincera é: não, não vale a pena assistir.

Mas se o que você quer é apenas deixar o cérebro em modo descanso, aceitar um romance de fórmulas prontas e aproveitar uma ou outra cena bonita de dança, então talvez o filme funcione como passatempo — desses que você esquece cinco minutos depois de terminar.

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