
A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 18 de maio, apresenta o filme Robin Hood: A Origem, uma releitura moderna da famosa lenda do fora da lei que rouba dos ricos para ajudar os pobres. Longe das versões mais tradicionais e medievais que o público já conhece, o longa aposta em uma abordagem mais acelerada, visualmente estilizada e com forte apelo para o público que consome narrativas de ação contemporâneas.
Na história, acompanhamos Robin como um cruzado que retorna à Inglaterra após viver os horrores da guerra e se depara com um cenário marcado pela corrupção e abuso de poder. Ao perceber a desigualdade extrema comandada pela coroa e suas autoridades locais, ele decide entrar em rota de colisão com esse sistema. Nesse caminho, acaba formando uma aliança improvável com um guerreiro mouro, que se torna peça fundamental em sua transformação e no início de uma revolta popular. Essa parceria dá ao personagem uma nova dimensão, misturando estratégia, treinamento militar e uma construção de identidade que vai além do mito conhecido.
O protagonista é interpretado por Taron Egerton, conhecido por Kingsman e Rocketman, que traz uma versão mais impulsiva e física do herói, mais próxima de um protagonista de ação moderno do que da figura clássica da lenda inglesa. Ao seu lado, Jamie Foxx, vencedor do Oscar e conhecido por Ray e Django Livre, assume o papel do mentor que o treina e o ajuda a desenvolver suas habilidades de combate e liderança. Já Jamie Dornan, de Cinquenta Tons de Cinza e The Fall, participa do núcleo de conflito da trama, enquanto Ben Mendelsohn, de Rogue One e Capitã Marvel, interpreta o antagonista que representa a força opressora do sistema. Eve Hewson, vista em produções como The Knick e Behind Her Eyes, também ganha destaque ao reinterpretar Marian com mais participação ativa nos acontecimentos, fugindo da figura tradicionalmente passiva de versões antigas.
O filme se destaca principalmente pela forma como traduz a lenda para uma linguagem mais contemporânea. A direção de Otto Bathurst, conhecido pelo trabalho em Peaky Blinders, investe em uma estética marcada por cortes rápidos, cenas de ação coreografadas e uma ambientação que mistura elementos históricos com uma pegada quase urbana. Em vários momentos, a sensação é de estar assistindo a uma produção que se aproxima mais de filmes de super-heróis ou de jogos de ação do que de um épico medieval clássico.
Essa escolha visual divide opiniões, mas também é o que dá identidade ao filme. As cenas de combate, especialmente aquelas envolvendo o uso do arco e flecha em sequências intensas, são construídas para impactar visualmente e manter o ritmo sempre acelerado. Ao mesmo tempo, a narrativa tenta equilibrar esse espetáculo com temas como desigualdade social, abuso de poder e resistência popular, ainda que nem sempre consiga aprofundar essas discussões com o mesmo cuidado dedicado à ação.
Mesmo com recepção mista nos cinemas, Robin Hood: A Origem acabou encontrando seu espaço como uma versão alternativa e estilizada do personagem. Para alguns espectadores, a produção pode parecer distante da essência original do mito; para outros, funciona como uma releitura válida dentro de uma nova geração que consome histórias de forma mais dinâmica e visual.

Na terça, 19 de maio, a emissora apresenta o filme Bem-Vindo à Vida, uma produção que aposta em emoções mais intimistas para construir sua narrativa. Longe das grandes explosões ou da ação acelerada que costuma dominar o cinema comercial, o longa se apoia em relações humanas, conflitos familiares e decisões difíceis que acabam mudando o rumo da vida de seus personagens.
Na história, Sam descobre após a morte do pai que sua vida não era exatamente como ele imaginava. Em meio ao luto e às incertezas, ele recebe uma revelação inesperada: toda a herança do pai foi deixada para Josh Davis, um jovem problemático que ele nunca conheceu. Esse detalhe, aparentemente simples, acaba abrindo uma ferida profunda e, ao mesmo tempo, um caminho completamente novo para Sam.
Movido pela curiosidade e por uma necessidade de entender melhor essa história mal contada, ele decide se aproximar de Josh e de Frankie, a mãe do rapaz, sem revelar sua verdadeira ligação com a família. O que começa como uma aproximação cheia de segredos vai se transformando aos poucos em um relacionamento complexo, marcado por descobertas emocionais, conflitos internos e a construção de laços inesperados. Nesse processo, Sam passa a questionar suas próprias escolhas, sua relação com o passado e o significado real de família.
O filme traz no elenco nomes conhecidos de Hollywood que ajudam a dar força emocional à trama. Chris Pine interpreta Sam, trazendo uma atuação mais contida e sensível, focada nos conflitos internos do personagem. Já Elizabeth Banks aparece em um papel fundamental dentro da história, contribuindo para o desenvolvimento dos laços familiares que se formam ao longo do filme.
O elenco ainda conta com Michelle Pfeiffer, que adiciona camadas emocionais importantes à narrativa, além de Jon Favreau, que também integra o núcleo central da trama. Olivia Wilde, vista em produções como Tron: O Legado e House, complementa o elenco com uma participação que ajuda a reforçar as tensões emocionais da história.
Dirigido por Alex Kurtzman, o longa se destaca por apostar em uma abordagem mais humana e direta, evitando grandes artifícios visuais para focar no impacto das relações pessoais. A narrativa se constrói a partir de pequenas decisões e revelações que vão se acumulando até transformar completamente a vida dos personagens.

A Sessão da Tarde de quarta, 20 de maio, exibe No Olho do Tornado, um filme de desastre que acompanha a chegada de uma sequência de tornados violentos capazes de devastar uma cidade inteira em poucos minutos. A narrativa se desenvolve a partir de diferentes grupos de personagens que se encontram no meio do avanço da tempestade, cada um reagindo de forma distinta ao colapso repentino da rotina e da estrutura urbana ao redor.
A história acompanha desde caçadores de tempestades que perseguem os fenômenos para registro científico até moradores comuns que tentam sobreviver à destruição crescente. Entre eles, há um pai que tenta proteger os filhos em meio ao caos, equipes de resgate que enfrentam dificuldades para atuar durante os ventos intensos e jovens que acabam presos em áreas atingidas sem possibilidade de fuga imediata. A cidade se transforma em poucos instantes em um cenário instável, onde ruas, prédios e veículos são atingidos por ventos extremos e detritos em alta velocidade.
A condução da narrativa segue diferentes pontos de vista que se cruzam conforme os tornados avançam, criando uma sequência contínua de eventos ligados diretamente à força da tempestade. O foco recai sobre o impacto imediato do fenômeno, mostrando decisões tomadas sob pressão, deslocamentos forçados e tentativas de sobrevivência em meio à perda de controle total da situação.
No elenco, Richard Armitage interpreta Gary Fuller, um pai que tenta manter a família unida durante o avanço das tempestades. Sarah Wayne Callies vive uma pesquisadora que acompanha o comportamento dos tornados e registra dados em campo, enquanto Matt Walsh aparece como parte de uma equipe envolvida na cobertura dos eventos. Alycia Debnam-Carey interpreta uma jovem diretamente atingida pela destruição, presa em áreas de risco conforme os fenômenos avançam pela cidade. O elenco também conta com Max Deacon e Nathan Kress em papéis ligados ao núcleo familiar que se vê no centro da tragédia climática.
A direção de Steven Quale conduz o filme em ritmo contínuo, com cenas que registram os tornados em diferentes estágios de formação e impacto. Algumas sequências utilizam o formato de gravações em primeira pessoa, com câmeras portáteis e registros amadores que reforçam a sensação de proximidade com os eventos. Essa escolha visual aproxima o espectador da destruição em tempo real, destacando a força dos ventos, a queda de estruturas e o deslocamento violento de objetos em alta velocidade.
Os efeitos visuais ocupam papel central na produção, com recriações digitais dos tornados e dos danos causados na cidade. Carros sendo lançados, construções desmoronando e mudanças bruscas nas condições climáticas compõem o cenário de instabilidade constante, onde cada novo momento traz um risco diferente para os personagens envolvidos.
Lançado em 2014, o filme teve orçamento em torno de US$ 50 milhões e arrecadação superior a US$ 160 milhões, resultado que consolidou seu desempenho comercial dentro do gênero de catástrofe. A recepção da crítica foi dividida, mas o longa ganhou espaço entre produções voltadas ao espetáculo visual e à representação de desastres naturais em larga escala.

Na quinta, 21 de maio, a Globo apresenta o filme O Amor Mandou Mensagem, um romance contemporâneo que parte de um ponto simples e curioso: mensagens enviadas para um número de celular que já não deveria mais existir acabam criando uma ligação profunda entre duas pessoas que nunca se conheceram.
A história acompanha Mira, uma jovem escritora e ilustradora que tenta lidar com a morte repentina do noivo. Sem conseguir se afastar da dor, ela encontra uma forma de manter viva a presença dele ao enviar mensagens para o antigo número de telefone, como se ainda pudesse conversar com alguém que perdeu. O que ela não imagina é que o número foi reativado e agora pertence a Rob, um jornalista que passa a receber essas mensagens sem entender o contexto emocional por trás delas.
Rob também enfrenta um período difícil. Depois de ser abandonado pouco antes do casamento, ele passa a enxergar o amor com desconfiança e evita qualquer envolvimento mais profundo. Quando começa a receber as mensagens de Mira, ele se vê envolvido em uma situação que mistura curiosidade e desconforto, já que não sabe quem está por trás daquele contato nem o motivo de tamanha carga emocional. Ainda assim, a troca constante entre os dois cria uma conexão gradual, baseada apenas em palavras e sentimentos que surgem de forma inesperada.
Enquanto a relação se desenvolve à distância, Mira e Rob seguem lidando com suas próprias feridas emocionais, sem imaginar que estão, na verdade, se aproximando um do outro de forma indireta. O vínculo criado pelas mensagens começa a influenciar decisões, comportamentos e a forma como cada um enxerga suas próprias experiências de perda e recomeço.
No elenco, Priyanka Chopra Jonas interpreta Mira, dando à personagem uma construção marcada por sensibilidade e persistência diante do luto. Já Sam Heughan vive Rob, o jornalista que tenta manter distância emocional enquanto se vê cada vez mais envolvido nas mensagens misteriosas que recebe.
O filme também conta com a participação de Céline Dion, que interpreta a si mesma e aparece em momentos-chave da narrativa, contribuindo para o desenvolvimento emocional do protagonista e reforçando os temas ligados ao amor e à superação.
Dirigido por James C. Strouse, o longa constrói sua narrativa a partir de pequenas interações, usando o envio de mensagens como ponto central para explorar temas como saudade, solidão e a dificuldade de seguir em frente após uma perda importante. Em vez de grandes reviravoltas, a história avança com base em encontros, desencontros e descobertas que alteram lentamente a vida dos personagens.
A relação entre Mira e Rob se fortalece justamente por acontecer primeiro no campo virtual, onde ambos conseguem se abrir com mais liberdade antes de enfrentarem o contato real. Essa transição entre o digital e o presencial define o ritmo do filme e sustenta o desenvolvimento emocional da trama.

Na sexta-feira, 22 de maio, a emissora exibe o filme Dois É Demais em Orlando, uma comédia brasileira recente que transforma o clássico “viagem dos sonhos” em uma sequência de situações inesperadas, conflitos e descobertas pessoais durante uma estadia nos Estados Unidos. A história mistura humor leve com momentos de convivência forçada entre dois personagens completamente diferentes, presos em uma mesma jornada.
Tudo começa com João, um homem que está prestes a realizar um sonho antigo: conhecer os parques da Universal em Orlando, nos Estados Unidos. Fã de cinema e super-heróis, ele vê a viagem como a chance perfeita de viver experiências que sempre imaginou desde a infância. No entanto, antes de embarcar, sua rotina muda completamente quando sua chefe pede que ele assuma uma missão inesperada: levar Carlos Alberto, o filho dela, até o pai do garoto que vive no exterior.
Carlos Alberto, com apenas onze anos, chama atenção por agir com uma maturidade incomum para a idade. Ele fala e se comporta como um adulto em diversas situações, o que cria um contraste imediato com João, que já não lida bem com responsabilidades fora do planejado. O que era para ser apenas um favor profissional simples se transforma em uma viagem cheia de imprevistos logo no início.
Ao chegar aos Estados Unidos, o plano inicial desmorona quando o pai de Carlos Alberto não aparece para recebê-lo. Sem alternativa, João se vê obrigado a permanecer com o garoto e assumir uma responsabilidade que não esperava. A partir desse ponto, os dois passam a dividir o mesmo espaço, enfrentando diferenças de personalidade, rotina e visão de mundo, enquanto tentam lidar com os obstáculos que surgem durante a estadia em Orlando.
A convivência forçada dá início a uma sequência de situações caóticas e divertidas, especialmente porque João também precisa enfrentar seus próprios medos, incluindo a insegurança em relação a montanhas-russas e atrações radicais dos parques. Ao mesmo tempo, o comportamento extremamente racional de Carlos Alberto gera situações em que a lógica da criança entra em choque com a impulsividade do adulto, criando momentos de humor baseados justamente nesse contraste.
No elenco, o protagonista João é interpretado por Eduardo Sterblitch, que assume o papel de um adulto desajeitado e despreparado para lidar com responsabilidades inesperadas. Já Carlos Alberto é vivido por Pedro Burgarelli, que constrói um personagem infantil com postura séria e comportamento fora do comum para sua idade. O elenco ainda conta com Daniel Furlan, que integra o núcleo cômico da produção e contribui para o ritmo de humor característico do filme.
Dirigido por Rodrigo Van Der Put, o longa foi produzido pela Globo Filmes em coprodução com o Telecine e chegou aos cinemas em 2024. O roteiro assinado por Daniela Ocampo, Luiza Yabrudi e Eduardo Caldas constrói a narrativa a partir do choque entre duas personalidades opostas, usando a viagem como cenário para o desenvolvimento da relação entre os personagens.
A história se apoia na ideia de convivência forçada, onde dois desconhecidos precisam aprender a lidar um com o outro em um ambiente completamente diferente do habitual. Nesse processo, a viagem aos parques de Orlando deixa de ser apenas um sonho individual e passa a se transformar em uma experiência compartilhada, marcada por conflitos, descobertas e momentos de parceria inesperada.


























