A Record exibe neste domingo, 17 de maio, na sessão Cine Maior, o filme 22 Milhas, thriller de ação estrelado por Mark Wahlberg que mistura espionagem internacional, operações clandestinas e confrontos brutais em uma missão marcada por traições e perseguições violentas.
Dirigido por Peter Berg, responsável por produções como O Grande Herói e O Dia do Atentado, o longa consolidou mais uma parceria entre o cineasta e Wahlberg, dupla que passou a ficar associada em Hollywood a filmes de ação militarizados e histórias envolvendo crises internacionais.
Na trama, Wahlberg interpreta James Silva, líder de uma unidade ultrassecreta da CIA especializada em missões consideradas delicadas demais para operações convencionais. A equipe atua à margem das estruturas oficiais da agência e costuma ser enviada para situações onde qualquer erro pode desencadear conflitos diplomáticos ou ataques em larga escala.
A missão principal do grupo começa quando Li Noor, um policial vindo de Indocarr — país fictício inspirado em regiões do sudeste asiático — procura a embaixada norte-americana oferecendo informações sobre cápsulas de césio desaparecidas que poderiam ser usadas como armas químicas. Em troca dos dados, Noor exige ser retirado do país imediatamente.
O problema é que, para colocá-lo em segurança, a equipe precisa atravessar cerca de 35 quilômetros enquanto é perseguida por agentes do governo local, mercenários armados e grupos interessados em impedir que as informações cheguem aos Estados Unidos.

Como o filme transforma a missão em uma corrida constante pela sobrevivência?
Grande parte da tensão de 22 Milhas acontece justamente durante o deslocamento até o ponto de extração. O roteiro transforma ruas, prédios e corredores estreitos em cenários de combate quase ininterrupto, fazendo a equipe enfrentar ataques sucessivos ao longo do caminho.
Conforme a missão avança, o grupo passa a sofrer perdas cada vez mais violentas. Explosões, emboscadas e perseguições armadas criam um clima de desgaste psicológico crescente, principalmente para James Silva, que já demonstra sinais de instabilidade emocional desde o início da narrativa.
Ao mesmo tempo, o filme tenta explorar a desconfiança em torno de Li Noor. Mesmo colaborando com a CIA, o personagem nunca parece completamente transparente, mantendo uma postura reservada que alimenta dúvidas constantes sobre suas verdadeiras intenções.
Por que Iko Uwais acabou roubando atenção no longa?
Embora Mark Wahlberg seja o principal rosto do elenco, quem acabou se destacando em muitas das sequências de ação foi Iko Uwais. O ator indonésio, conhecido pelos filmes Operação Invasão e Operação Invasão 2, utiliza no longa o mesmo estilo agressivo de combate que o transformou em referência no cinema de ação asiático.
Interpretando Li Noor, Uwais protagoniza algumas das cenas mais violentas da produção, envolvendo lutas corpo a corpo rápidas, golpes brutais e confrontos em ambientes apertados. Boa parte das cenas mais comentadas do filme gira justamente em torno de sua movimentação física e das coreografias intensas espalhadas pela narrativa.
O elenco ainda reúne Lauren Cohan, conhecida pela série The Walking Dead, além de John Malkovich e Ronda Rousey.

O filme dividiu opiniões quando chegou aos cinemas?
Lançado em 2018, o filme recebeu críticas bastante mistas da imprensa especializada. Enquanto parte do público elogiou o ritmo acelerado e as cenas de combate mais violentas, muitos críticos apontaram problemas no desenvolvimento da trama e no excesso de cortes rápidos durante as sequências de ação.
Mesmo sem alcançar grande prestígio entre os avaliadores, o longa encontrou espaço entre fãs de thrillers militares e filmes de espionagem mais caóticos. A produção arrecadou cerca de US$ 66 milhões mundialmente e ganhou repercussão principalmente pelas cenas envolvendo Iko Uwais e pela reta final marcada por uma reviravolta que altera completamente a percepção sobre a missão da CIA.
































