“Retratos Femininos” visita pontos icônicos de São Paulo e recebe a psicóloga Pamela Magalhães em conversa inspiradora sobre saúde emocional

Neste sábado, 19 de julho, às 13h, a TV Aparecida exibe uma edição exclusiva do Retratos Femininos, que destaca a trajetória da psicóloga e comunicadora Pamela Magalhães, em um passeio intimista por pontos históricos da capital paulista. Com condução de Abiane Souza, o episódio conecta a paisagem urbana de São Paulo ao percurso profissional de uma das vozes mais influentes na promoção da saúde emocional no Brasil.

Gravado entre a tradicional Estação da Luz e o emblemático Mercado Municipal, o programa utiliza a cidade como pano de fundo para uma conversa profunda sobre propósito, escuta terapêutica e o papel transformador da psicologia na vida cotidiana. A escolha dos cenários não é apenas estética — reflete a identidade multifacetada da própria convidada, que transita entre a clínica, a educação, os palcos e as redes sociais com fluidez e consistência.

Ao longo do episódio, Pamela revisita momentos-chave de sua formação e carreira, revelando como a vivência em contextos hospitalares contribuiu para desenvolver uma abordagem humanizada e centrada no vínculo com o paciente. A psicóloga compartilha, ainda, os desafios e aprendizados que marcaram sua expansão profissional para o campo do autoconhecimento em larga escala, através de cursos, palestras e iniciativas voltadas ao desenvolvimento pessoal.

Desde 2009, Pamela tem se dedicado a criar experiências formativas que unem embasamento técnico, empatia e linguagem acessível, dialogando com públicos diversos no Brasil e fora dele. Sua presença digital, que soma mais de três milhões de seguidores, é fruto de um trabalho estratégico de comunicação emocional, pautado pela escuta ativa e pelo incentivo à reflexão individual.

Além da atuação nas redes, a psicóloga também se destaca na mídia tradicional, com participações regulares em programas de rádio e TV, além da apresentação de um podcast de grande alcance, voltado às questões do comportamento humano e das emoções contemporâneas. É, ainda, autora de livros que figuram entre os mais vendidos do segmento de desenvolvimento pessoal.

Em um roteiro que mistura elementos biográficos, registros urbanos e reflexões sobre o bem-estar emocional, Retratos Femininos entrega ao público um conteúdo original, que vai além da entrevista convencional. Trata-se de um retrato construído com rigor jornalístico, sensibilidade visual e atenção ao protagonismo feminino.

Reserva Imovision adiciona “Um Pombo Pousou num Galho refletindo sobre a Existência” e o sci-fi “Você é o Universo” em seu catálogo

A Reserva Imovision reafirma seu compromisso em apresentar ao público uma curadoria que ultrapassa o entretenimento convencional. Em seu catálogo mais recente, duas produções inéditas ganham destaque por sua singularidade estética e temática: “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência”, do aclamado cineasta sueco Roy Andersson, e “Você É o Universo”, uma ficção científica contemplativa que revisita a solidão e a esperança em meio à imensidão cósmica.

Roy Andersson e a arte de capturar o extraordinário no cotidiano

Conhecido por sua abordagem única e visualmente distinta, Roy Andersson convida o espectador a mergulhar em uma experiência cinematográfica longe das narrativas tradicionais. Em “Um Pombo Pousou num Galho…”, a rotina banal é transformada em um cenário de profunda reflexão sobre a existência humana.

O filme acompanha Sam e Jonathan, personagens quase arquetípicos, que transitam por uma série de cenas estáticas, onde o tempo parece suspenso. Cada quadro é carregado de ironia e melancolia, temperados por um humor sutil que provoca o espectador a contemplar a fragilidade e o absurdo da condição humana. A narrativa fragmentada se assemelha a uma colagem de momentos — ora trágicos, ora cômicos — que juntos formam uma meditação sobre o desespero e, ao mesmo tempo, a beleza inerente às imperfeições da vida.

Mais do que um filme, é uma obra para ser revisitada e discutida, um convite à contemplação do que muitas vezes passa despercebido em nosso cotidiano apressado.

“Você É o Universo”: uma jornada sensível no silêncio do espaço

Distante dos clichês habituais da ficção científica, “Você É o Universo” apresenta uma trama intimista e visualmente impressionante. Dirigido com sensibilidade, o filme acompanha Andriy Melnyk, um coletor de lixo espacial que vive isolado após uma catástrofe que devastou a Terra.

Quando um chamado inesperado irrompe sua rotina solitária, Andriy embarca em uma missão que transcende o físico e alcança uma dimensão existencial profunda. A vastidão do cosmos torna-se o cenário para explorar temas universais como a conexão humana, a memória e o desejo resiliente de preservar a vida e a esperança diante da iminência do fim.

Indicado ao People’s Choice Award no Festival de Toronto, “Você É o Universo” se destaca por sua narrativa humana e emotiva, rompendo com as convenções do gênero e oferecendo uma experiência que toca a alma, ao mesmo tempo em que expande a visão sobre o que a ficção científica pode representar.

Fernanda Torres é confirmada no júri do Festival de Veneza 2025 e reforça presença brasileira no cinema internacional

Foto: Reprodução/ Internet

Na última sexta-feira (18), foi divulgada a composição oficial do júri da 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, na Itália. Entre os selecionados para avaliar os filmes em competição está a atriz brasileira Fernanda Torres, que se destaca como um dos maiores nomes do cinema nacional contemporâneo.

Fernanda acumula uma trajetória que atravessa teatro, televisão e cinema, sempre marcada por atuações intensas e autênticas. Indicada ao Oscar pela performance no aclamado filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, a atriz agora assume o desafio de julgar obras de relevância global. Sua participação no júri representa um reconhecimento não apenas pessoal, mas também do talento brasileiro no cenário internacional.

Além de Fernanda, o júri do Festival de Veneza conta com importantes nomes do cinema mundial, como o cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, o diretor francês Stéphane Brizé, a italiana Maura Delpero, o romeno Cristian Mungiu e a atriz chinesa Zhao Tao. Essa diversidade de experiências e estilos contribui para um julgamento plural e rico, capaz de abarcar a complexidade da produção cinematográfica contemporânea.

Um Momento de Protagonismo para o Brasil

A participação da atriz brasileira no júri reforça a crescente presença do Brasil em festivais internacionais. O sucesso recente de Ainda Estou Aqui, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro em Veneza, abre portas para que mais histórias nacionais ganhem visibilidade e respeito no exterior. Fernanda, com seu olhar apurado, simboliza essa nova fase de destaque e diálogo cultural.

Cinema como Instrumento de Diálogo e Transformação

Mais do que uma tarefa técnica, o papel de jurada é uma responsabilidade cultural para Fernanda. Ela representa uma nação que mantém viva sua criatividade e paixão pela arte, mesmo diante dos desafios. Sua atuação no festival é um convite à valorização da diversidade de narrativas e à promoção do cinema como ferramenta de conexão humana e mudança social.

O último trabalho de Fernanda nos cinemas

O longa me Ainda Estou Aqui, protagonizado pela atriz e dirigido por Walter Salles, chega como uma obra potente e sensível que revisita um dos capítulos mais difíceis da história recente do Brasil: a ditadura militar. Baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, o longa dá voz à mulher que enfrentou o desaparecimento de seu marido político e se tornou símbolo de coragem e resistência.

Uma Atuação que Marca Gerações

Torres entrega uma interpretação profunda e visceral como Eunice Paiva, personagem real que viu sua vida transformada após o sumiço do esposo durante o regime autoritário. A atriz constrói uma narrativa marcada pela dor, mas também pela determinação de uma mulher que luta por justiça em um cenário de medo e censura.

Direção Sensível e Roteiro Impactante

Walter, renomado diretor brasileiro, conduz o filme com maestria, equilibrando elementos históricos e emocionais para criar uma experiência cinematográfica envolvente. O roteiro, que adapta o relato original de Marcelo Rubens Paiva, explora com sensibilidade os dilemas pessoais e políticos da época, sem perder o foco na humanidade dos personagens.

Um Retrato da Luta pelos Direitos Humanos

O filme destaca a importância do ativismo feminino durante a repressão militar, mostrando como Eunice Paiva, interpretada também por Fernanda Montenegro em cenas complementares, se transforma em uma figura essencial na busca pela verdade e pela memória histórica. O filme enfatiza o papel das famílias na resistência, ampliando o debate sobre memória e justiça.

Recepção da Crítica e Público

Desde sua estreia, o longa tem sido amplamente elogiado pela crítica especializada e pelo público, que reconhecem a força da narrativa e a qualidade das performances. A produção vem reafirmar o cinema brasileiro como espaço de reflexão e resistência cultural.

“No Céu da Pátria Nesse Instante” tem estreia marcada para os cinemas brasileiros

Foto: Reprodução/ Internet

Quando a democracia de um país é posta à prova, os olhos do mundo e o coração da nação se voltam para o que acontece além dos holofotes, nas histórias que não costumam ganhar espaço nas manchetes. É exatamente esse espaço que a diretora Sandra Kogut invade em seu novo documentário No Céu da Pátria Nesse Instante, que estreia nos cinemas brasileiros em 14 de agosto. Mais do que um registro dos fatos, o filme é um mergulho na alma de um Brasil dividido, ansioso e em suspense, revelando o país de dentro para fora.

O Brasil que pulsa em cena

Estamos falando de um Brasil que viveu momentos únicos em sua história recente: os meses que antecederam e sucederam as eleições presidenciais de 2022, marcados por uma tensão crescente que culminou na invasão das sedes dos três poderes da República, no fatídico 8 de janeiro de 2023. Kogut não se propõe a narrar essa história como um manual ou um noticiário. Ela escolhe olhar para as pessoas — aquelas que viveram essa crise como angústia, como dúvida, como medo —, construindo um mosaico de emoções e pontos de vista que muitas vezes se ignoram, mas que juntos definem o pulso da nação.

Muitas vozes, uma nação

O que torna o documentário tão especial é essa pluralidade de olhares. A diretora não busca os protagonistas do debate político, mas as pessoas que estão na linha de frente da experiência cotidiana desse momento — personagens que habitam diferentes espectros ideológicos e sociais, cujas histórias revelam como a polarização não é apenas um conceito abstrato, mas uma realidade que afeta vidas, relações e esperanças.

Com um recorte delicado, Kogut mostra como essas realidades paralelas coexistem em tensão, às vezes em conflito, às vezes em incompreensão, mas sempre profundamente conectadas pelo destino comum de um país que busca se encontrar.

Além dos muros do Brasil

O alcance do filme extrapola as fronteiras nacionais. Depois de rodar importantes festivais mundo afora — de Málaga a Amsterdã, de Paris a Seul —, o documentário tocou plateias diversas que, embora distantes geograficamente, reconhecem nas imagens e nas histórias ali contadas os reflexos de suas próprias inquietações e desafios democráticos.

O reconhecimento veio em forma de prêmios no 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo Melhor Montagem e Prêmio Especial do Júri, reforçando a força e o impacto da obra.

Uma urgência contemporânea

Produzido por uma parceria que inclui Ocean Films, GloboNews, Globo Filmes, Canal Brasil e outras, e com distribuição da O2 Play em co-distribuição com a Lira Filmes, No Céu da Pátria Nesse Instante não é só um filme que fala do passado recente. É um chamado urgente para olhar o presente e pensar o futuro.

Com uma narrativa que pulsa entre o medo e a esperança, entre o caos e a busca por sentido, o documentário é um convite para que o público reflita sobre o que significa ser brasileiro numa época em que a democracia mostrou sua fragilidade, mas também sua capacidade de resistência.

Um convite para sentir e pensar

Neste momento tão delicado, onde tantas verdades disputam espaço e tantas narrativas tentam prevalecer, o filme nos convida a desacelerar, ouvir e enxergar o outro. É, acima de tudo, uma experiência humana — que nos faz sentir a complexidade de um país em crise, e a força da esperança que insiste em sobreviver, mesmo nos instantes mais sombrios.

Maicon Clenk celebra 20 anos de magia com turnê nacional de “O Grande Show de Mágica”

Se você ainda acha que mágica é só um coelho saindo da cartola ou uma carta desaparecendo entre os dedos, é porque ainda não viu Maicon Clenk em ação. Considerado um dos mais inovadores artistas da ilusão no Brasil, o ilusionista sobe aos palcos com uma superprodução à altura de seus 20 anos de trajetória artística: “O Grande Show de Mágica”, espetáculo que já arrancou suspiros e aplausos em Curitiba e, agora, se prepara para encantar o público de São Paulo no Teatro Sérgio Cardoso, entre os dias 11 e 21 de setembro. Depois, a mágica segue para Florianópolis.

Mas não se engane: esta não é apenas mais uma apresentação de truques. É um mergulho profundo na própria essência do ilusionismo, misturando teatro, dança, humor, história e tecnologia de ponta. É o que Clenk chama de “Teatro Ilusionista”, uma linguagem cênica autoral criada por ele que rompe as fronteiras do espetáculo tradicional e ressignifica a experiência de assistir a um show de mágica.

Uma jornada mágica pela história da ilusão

O ponto de partida da apresentação é tão grandioso quanto a proposta artística: a história do ilusionismo em si. Em cena, somos transportados pelos tempos — do misticismo do Egito Antigo, onde os primeiros truques nasceram como rituais sagrados, até os palcos brilhantes de Las Vegas, lar dos grandes mestres da mágica moderna.

Entre aparições, levitações e teleportes de tirar o fôlego, Maicon presta homenagem a figuras históricas como Merlim, Houdini — o mestre do escapismo —, e George Méliès, o pioneiro dos efeitos especiais no cinema. Tudo isso envolvido em uma cenografia imersiva, que abraça o espectador com luzes, fumaça, trilhas emocionantes e mais de 100 figurinos elaborados especialmente para o espetáculo.

Mais de 20 grandes ilusões… e incontáveis surpresas

É difícil prever o que virá a seguir quando as cortinas se abrem para “O Grande Show de Mágica”. Clenk coleciona mais de 20 ilusões mundialmente consagradas ao longo da apresentação, mas também reserva espaço para momentos que só poderiam nascer da sua mente criativa. Há espaço para criaturas míticas, enigmas astrais, objetos flutuando no ar — e, segundo rumores, até um dinossauro pode aparecer.

A sensação é de estar diante de algo vivo, pulsante, onde tudo pode acontecer. E acontece.

Um mágico falido? Sim, com muito humor

Entre um truque de ilusão e outro, surge um Clenk bem diferente: um mágico brasileiro falido, que tenta — sem muito sucesso — impressionar a plateia com truques que insistem em dar errado. É um dos pontos altos do espetáculo e mostra o lado cômico do artista, que sabe rir de si mesmo e das expectativas do público.

“Essa parte é quase uma conversa com o público. Um momento de descompressão, de lembrar que a mágica também pode ser engraçada, caótica, e ainda assim encantadora”, conta Clenk, que interpreta o personagem com um misto de improviso, técnica e sensibilidade cômica.

Teatro Ilusionista: uma linguagem que mistura artes

É aí que está o diferencial da obra. Criador da linguagem artística chamada Teatro Ilusionista, Maicon Clenk não se contenta em ser apenas um mágico no palco. Ele é também diretor, bailarino, coreógrafo, ator e contador de histórias. E essa multidisciplinaridade aparece em cada momento do espetáculo.

A magia não vem sozinha. Ela caminha lado a lado com a dança, a música, a iluminação detalhista e até mesmo com acrobacias. Os truques se tornam metáforas visuais sobre o tempo, o mistério e a beleza do inexplicável. É uma celebração da arte como um todo — e uma homenagem à capacidade humana de se maravilhar.

Para todos os públicos, de todas as idades

A proposta de Clenk também é inclusiva e acessível. No palco, a figura tradicional do mágico é substituída por uma pluralidade de personagens interpretados não só por ele, mas também por atores, bailarinos e acrobatas. Em vez de ser o dono do mistério, Clenk compartilha o palco com sua trupe de ilusionistas modernos — todos parte ativa da criação daquele universo.

“Quero que todo mundo se sinta parte da mágica. Desde a criança que está vendo um show pela primeira vez até o adulto que talvez já tenha esquecido como é se encantar com o impossível”, diz Clenk.

20 anos de estrada e 20 milhões de espectadores

Com duas décadas de carreira, Maicon Clenk tem um currículo que impressiona. Suas obras já foram assistidas por mais de 20 milhões de pessoas e ele esteve em destaque em programas como Domingão do Faustão, Tudo É Possível e Eliana. Também foi um dos destaques da série internacional “Mestres do Ilusionismo”.

Entre seus trabalhos de maior sucesso está POLARIS, espetáculo dentro de um gigantesco globo de cristal, que virou referência no gênero e rendeu prêmios como o Troféu ABRASCE, o Troféu Gralha Azul de melhor espetáculo e o recente Troféu Picadeiro 2024 de ilusionismo.

O que podemos esperar da turnê?

A turnê nacional começa por Curitiba, segue para São Paulo e Florianópolis, com a promessa de outras datas ainda a serem divulgadas. Em cada cidade, o espetáculo é adaptado aos palcos locais, mantendo o rigor técnico e visual que já virou marca registrada de Clenk.

No Teatro Sérgio Cardoso, o espetáculo acontece entre os dias 11 e 21 de setembro, com sessões para o público geral e também para escolas e projetos sociais. Os ingressos variam de acordo com o setor, mas há opções com meia-entrada e acessibilidade para pessoas com deficiência.

“SuperPop” desta quarta (23/07) recebe Popó Freitas para uma conversa exclusiva com Luciana Gimenez

Na vida, alguns enfrentam batalhas. Outros, constroem uma carreira inteira dentro delas. Nesta quarta-feira (23), o SuperPop, programa comandado por Luciana Gimenez na RedeTV!, abre espaço para uma conversa intensa, ao vivo, com um dos maiores nomes do esporte brasileiro: Acelino “Popó” Freitas. Um homem que aprendeu desde cedo que vencer exige muito mais do que força — exige resiliência.

No quadro “Palavra-Chave”, Popó vai revisitar momentos decisivos da sua trajetória. Mas, mais do que falar sobre vitórias, a noite promete revelar o ser humano por trás dos títulos. Um filho da periferia de Salvador que sonhou alto, caiu, se reergueu e transformou a dor em potência.

O menino da Cidade Nova

Antes de ser chamado de “Mão de Pedra”, Popó era apenas o Acelino da Cidade Nova, bairro simples de Salvador. Filho de Babinha, um ex-pugilista, e de Dona Zuleica, cozinheira conhecida pela melhor feijoada da vizinhança, ele cresceu em um casebre de menos de 7 metros quadrados — onde panos serviam de paredes e o futuro parecia estreito como o espaço onde dormia com os irmãos.

Foi alfabetizado por uma vizinha, Neuraci, e encontrou no boxe, aos 14 anos, um caminho improvável para mudar de vida. Seu irmão Luís Cláudio foi o primeiro a ver o talento escondido naquele garoto franzino. E assim, entre socos no saco de pancadas improvisado e lutas de rua que logo ganhariam regras e ringues, nascia o Popó que o Brasil aplaudiria de pé anos depois.

Um campeão forjado na dor e no foco

A carreira de Popó não foi feita de sorte. Foi feita de disciplina. De acordar cedo. De resistir à fome, à dúvida, aos comentários de quem dizia que o menino do bairro nunca daria em nada.

Com o tempo, vieram os cinturões, os aplausos, a fama. Tetracampeão mundial de boxe. Títulos conquistados nas quatro maiores organizações do mundo (WBO, WBA, WBC e IBF). Um cartel de 41 vitórias em 43 lutas, 34 delas por nocaute. Uma lenda viva do esporte brasileiro.

Mas por trás de cada soco bem dado, existia um peso ainda maior: o de segurar as pontas na vida pessoal.

Quando a luta não é só no ringue

A entrevista no SuperPop também vai abordar os momentos em que Popó sentiu o chão fugir. O fim de seu primeiro casamento com Eliana Guimarães foi um desses. A turbulência emocional refletiu diretamente na sua performance esportiva — e culminou em sua primeira derrota no boxe. Um baque que doeu mais do que qualquer gancho de direita.

Foi justamente nesse momento que ele entendeu: ou cuidava da vida fora dos ringues, ou o Popó dos ringues deixaria de existir. A reconciliação com a família e a própria história o colocou de novo nos trilhos. E o levou a mais uma vitória — dessa vez, mais interna do que pública.

Hoje, ele vive um novo capítulo ao lado de Emilene Juarez, nutricionista e influenciadora digital. Juntos, compartilham a rotina, os treinos e a criação dos filhos. Popó é pai de seis — Rafael, Igor, Iago, Gustavo, Juan e o caçula, Popozinho.

Uma fé que também nocauteia o medo

Apesar do perfil explosivo dentro do ringue, Popó é um homem sereno fora dele. De fala direta, mas coração aberto. Encontra conforto e equilíbrio em sua fé — é evangélico, frequentador da Igreja Batista Caminho das Árvores, em Salvador. Lá, segundo ele, aprendeu que não existe glória que supere a humildade.

E é essa mesma humildade que o faz retornar ao bairro onde cresceu, sempre que pode. Não apenas para visitar, mas para transformar. Lá, construiu um ginásio de treinamento, onde jovens da periferia podem encontrar no esporte uma rota alternativa ao abandono.

Uma história que virou série, livro, podcast

Em 2019, Popó teve sua vida contada na série “Irmãos Freitas”, exibida pelo canal Space e posteriormente em plataformas como HBO Max e Amazon Prime Video. A produção, dirigida por Sergio Machado e Aly Muritiba, mostra um Popó mais íntimo: o filho, o irmão, o amigo — o homem que lutou dentro e fora das cordas.

A sua trajetória também foi narrada com profundidade no livro “Com as Próprias Mãos”, do jornalista Wagner Sarmento, com prefácio de Galvão Bueno. Já na internet, Popó mostra sua versão mais descontraída e afiada no “PopodCast”, programa em que entrevista celebridades, analisa lutas e comenta bastidores do mundo esportivo — com direito a tretas, provocações e bom humor.

Realities, aprendizados e novas lutas

Popó também se aventurou no universo dos realities. Participou do Power Couple Brasil, ao lado de Emilene, e do Dancing Brasil, ambos da Record. Mesmo não indo longe nas competições, conquistou o público com carisma e sinceridade.

Mais do que vencer, Popó sempre parece disposto a aprender — seja em uma luta, numa eliminação ou num tropeço pessoal.

O SuperPop como palco da verdade

No programa desta quarta, a dinâmica “Palavra-Chave” vai puxar da memória de Popó tudo aquilo que não está nos vídeos das lutas ou nas manchetes esportivas. São histórias da infância, dos treinos, da família, dos medos e da fé. Histórias que constroem quem ele é — e que, em muitos casos, ainda permanecem desconhecidas do grande público.

Luciana Gimenez conduz o quadro com leveza, mas também com profundidade, buscando no olhar do lutador aquele brilho que não vem das medalhas, mas da superação.

Um ídolo com os pés no chão (e as mãos de pedra)

Aos 48 anos, Popó sabe que seu tempo nos ringues já passou. Mas sua história continua viva, pulsando, inspirando. Ele se tornou o que muitos atletas jamais conseguem ser: alguém que transcende o próprio esporte.

Não importa se o palco é um ginásio, um podcast, um livro ou um programa de televisão. Onde estiver, Popó carrega consigo a essência de quem nunca deixou de lutar — por si mesmo, pela família, por seus valores e por um futuro melhor para quem vem depois.

Haruka em carne e osso! Novo trailer do live-action de “Wind Breaker” revela lutas intensas

Foto: Reprodução/ Internet

O novo trailer do aguardado live-action de Wind Breaker chegou com a força de um cruzado bem encaixado. Em quase dois minutos de vídeo, é possível vislumbrar o que a produção reserva: não apenas combates intensos e coreografias bem executadas, mas também novos personagens, dramas urbanos, dilemas juvenis e uma sensível transformação do protagonista. O teaser entrega mais do que ação — ele sinaliza uma história que vai além da superfície, onde as lutas externas se misturam a conflitos internos, e onde o barulho dos punhos esconde silêncios profundos. Tudo isso sob a direção precisa de Kentarō Hagiwara, que volta a trabalhar com juventudes desajustadas e complexas após projetos como Tokyo Ghoul e Blue Period. Abaixo, veja o vídeo divulgado:

Filmado entre fevereiro e abril deste ano em Okinawa, o longa encontrou nas ruas reais um cenário perfeito para dar vida ao universo urbano da trama. A produção chegou a alugar e redesenhar completamente um distrito comercial da cidade, transformando-o em Makochi — a cidade fictícia onde se passa a narrativa. A Warner Brothers apostou alto em autenticidade, substituindo fundos verdes por tijolos de verdade, letreiros artificiais por fachadas reais e figurantes digitais por pessoas de carne e osso. E essa escolha dá ao filme um tom palpável, quase documental, que amplia o alcance emocional da história.

O roteiro ficou nas mãos experientes de Yōsuke Masaike, vencedor do Prêmio da Academia do Japão, responsável por obras como Anime Supremacy! e A Girl & Her Guard Dog. Com seu estilo focado na transformação íntima de personagens e nos embates emocionais tanto quanto físicos, ele tem o desafio de adaptar uma história que nasceu como mangá e ganhou o coração de milhares de leitores por causa de seus dilemas humanos, não apenas por suas cenas de briga

Haruka e o vazio que se preenche aos poucos

Haruka Sakura não é o típico herói de histórias colegiais. Nem carismático, nem sociável, nem idealista. Ele é duro, calado, e parece carregar nos olhos um peso maior do que sua idade deveria permitir. Sempre à margem, aprendeu desde cedo que as pessoas julgam antes de escutar. E, diante de tanto julgamento, preferiu se calar — e lutar.

Mas em Furin High, escola que parece mais um campo de batalha urbano do que uma instituição de ensino, ele encontra algo que não esperava: acolhimento. A escola tem fama de abrigar delinquentes, mas a verdade é que ali está um grupo peculiar de jovens que usa a força para proteger a cidade de Makochi. Chamam-se “Bofurin” — não apenas um bando de valentões, mas uma irmandade que defende a comunidade das ameaças que rondam seus becos e avenidas.

Haruka chega com um único objetivo: ser o mais forte. Mas o que começa como uma busca egoísta se transforma em algo maior. Ao lutar ao lado dos colegas — e não contra eles — ele descobre algo que nunca experimentou: confiança mútua. Pela primeira vez, ele não precisa provar seu valor com agressividade. Basta estar presente. Em silêncio, ele percebe que existe mais coragem em proteger do que em atacar.

Da marginalidade ao reconhecimento

A jornada de Haruka não é uma fantasia de superação rápida. A cada episódio, a cada página, ele luta mais contra si mesmo do que contra os outros. A força física sempre foi seu escudo, mas agora ele precisa aprender a usar empatia, escuta e lealdade — armas muito mais difíceis de dominar.

É essa transformação que conquistou fãs desde o lançamento do mangá, em janeiro de 2021. Criada por Satoru Nii e publicada pela Kodansha na plataforma digital Magazine Pocket, a obra começou como um sucesso moderado, mas logo se espalhou como um segredo compartilhado entre leitores apaixonados por histórias intensas, mas com alma. Até junho de 2025, já somava 22 volumes encadernados e uma legião fiel de leitores que viram na trajetória de Haruka algo mais do que ação: viram um espelho.

Um sucesso que cruzou oceanos

A adaptação para anime, produzida pelo estúdio CloverWorks, estreou em abril de 2024 e durou até junho, com uma segunda temporada lançada no começo de abril deste ano. A recepção foi calorosa. O estilo de animação moderno e vibrante combinou perfeitamente com o dinamismo da história. Mas o que mais chamou atenção foi o cuidado com o desenvolvimento emocional dos personagens. Cada diálogo, cada expressão animada carregava nuances — e isso fez com que a obra ganhasse status de fenômeno, não apenas entre adolescentes, mas entre adultos que reconhecem o peso dos silêncios, das máscaras sociais e da busca por aceitação.

No Brasil, o mangá foi licenciado pela Panini em 2023 e já alcançou boas vendas e resenhas positivas. A identificação com os personagens foi imediata. Afinal, muitos brasileiros também conhecem o peso de crescer em cidades partidas, de encontrar apoio onde menos se espera e de sobreviver à base de resiliência.

A Okinawa transformada em Makochi

Para dar vida à cidade fictícia onde se passa a história, a produção não poupou esforços. Okinawa foi escolhida não apenas por sua paisagem urbana realista, mas também por sua alma. O distrito comercial alugado pela equipe foi completamente reconfigurado: placas foram trocadas, prédios envelhecidos artificialmente, grafites pintados por artistas convidados, e figurantes locais incluídos nas cenas. Em vez de recriar Makochi digitalmente, o filme a construiu no mundo real.

Esse cuidado traz uma camada extra à experiência do espectador. Ao ver Haruka correndo por ruas que parecem de verdade, ao assistir combates em becos com sujeira e rachaduras reais, há uma imersão quase tátil. E quando os personagens caem, se erguem ou se olham em silêncio, é possível sentir que estamos ali, como parte daquela cidade que sangra, pulsa e espera ser protegida.

As lutas dizem mais do que palavras

O novo trailer revelou também cenas inéditas de combate, com coreografias que prometem elevar o nível da ação. Mas não espere pancadaria gratuita. As lutas aqui têm peso narrativo. Cada soco, cada esquiva, cada queda carrega intenções, frustrações, memórias. A equipe de dublês e coordenadores de ação trouxe uma mistura de técnicas de rua com artes marciais tradicionais, construindo um estilo visual que é brutal, mas ao mesmo tempo coreografado com elegância.

O diretor Kentarō Hagiwara deixou claro, em entrevistas recentes, que o objetivo era fazer com que cada briga contasse uma história. “Lutar, nesse filme, é uma forma de se comunicar”, disse ele. “É uma linguagem que esses personagens dominam porque o mundo nunca os escutou. E agora, eles finalmente estão sendo ouvidos.”

O lado humano do caos

Para além da estética de lutas e da ambientação urbana impecável, o que mais chama atenção na adaptação é a intenção de mergulhar fundo nos dilemas humanos dos personagens. O grupo Bofurin é diverso: há o impulsivo, o introspectivo, o que ri demais para esconder a dor, o que não fala por medo de se expor. Cada um traz uma bagagem emocional que vai sendo desvelada aos poucos.

Haruka, o centro da narrativa, representa todos aqueles que foram rotulados cedo demais. Mas ao redor dele estão jovens que também precisam de aceitação, mesmo que usem a violência como armadura. É nesse ponto que a produção emociona — quando mostra que, às vezes, o maior ato de coragem é baixar a guarda.

Estreia, expectativas e futuro

A estreia está marcada para 5 de dezembro nos cinemas japoneses. Ainda não há confirmação oficial sobre distribuição internacional, mas especula-se que o filme chegue a streamings como HBO Max ou Netflix em 2026. A expectativa é alta, não apenas entre os fãs do material original, mas também entre cinéfilos atentos a adaptações cuidadosas e cheias de propósito.

Se a recepção for positiva, é bem possível que a história se desdobre em mais produções — talvez uma sequência, talvez uma série. Material não falta. O mangá segue em publicação ativa, e a base de fãs cresce a cada mês. O mundo criado por Satoru Nii é rico, atual e emocionalmente potente. Há muito mais a explorar.

Opinião | O terror já não nos assusta como antes — e talvez esse seja o problema

Tem uma coisa que a gente não pode negar: o terror, quando é bom, deixa a gente com medo até de abrir a geladeira de madrugada. Mas, convenhamos, quantas vezes você realmente saiu do cinema sentindo aquele friozinho na espinha nos últimos anos? Dá pra contar nos dedos, né?

A verdade é que o cinema de terror anda precisando se reinventar — ou melhor, tem tentado se reinventar, mas nem sempre acerta o ponto. E isso não é culpa do gênero em si. O problema tá mais em como o medo vem sendo reciclado, embalado e vendido como se fosse sempre a mesma história: casa mal-assombrada, espírito vingativo, adolescente burro que desce pro porão, jumpscare atrás de jumpscare. Você assiste e pensa: “Ué, já vi isso antes… umas 47 vezes”.

Mas, calma, nem tudo está perdido. Ainda tem gente fazendo coisa boa — e é sobre isso que a gente precisa falar.

O terror já foi underground. Agora é pop. E isso muda tudo.

Antigamente, o terror era aquele primo esquisito dos outros gêneros. Tava lá nos cantos, sangrando, gritando, mas nunca era levado muito a sério. Era visto como “entretenimento barato”. Só que aí, nos últimos 20 anos, o jogo virou. Filmes como O Sexto Sentido, O Chamado, Atividade Paranormal, Invocação do Mal e, mais recentemente, Corra! e Hereditário, colocaram o terror na mesa dos grandes. E, junto com isso, veio a responsabilidade: o público ficou mais exigente, mais analítico, mais… chato?

Talvez não chato, mas definitivamente mais atento. A galera quer mais do que susto. Quer história, quer simbologia, quer profundidade emocional. O terror passou a ser uma lente potente pra explorar temas sérios: racismo, luto, depressão, relações familiares. Isso é lindo. Mas também criou um novo desafio: como manter o susto e o incômodo quando o público já tá preparado pra tudo?

O grande dilema: susto ou reflexão? E se der pra ter os dois?

Um dos maiores erros do terror atual é achar que precisa escolher entre ser inteligente ou ser assustador. Como se não desse pra fazer as duas coisas. Spoiler: dá, sim. E alguns diretores estão provando isso.

Jordan Peele é o exemplo mais falado. Com Corra! e Nós, ele mostrou que dá pra fazer terror com crítica social, mas sem esquecer da tensão e do impacto visual. Ari Aster, com Hereditário e Midsommar, transformou o trauma em pesadelo. Robert Eggers foi lá e entregou A Bruxa e O Farol, misturando o grotesco com o existencial. São filmes que te perturbam porque são estranhamente… possíveis. Eles conversam com nossos medos reais: de perder alguém, de enlouquecer, de não ser ouvido.

Mas aí o mercado percebe isso, e o que acontece? Começam as cópias. E, claro, nem todo mundo tem o mesmo talento. O resultado? Uma leva de filmes que parecem feitos em série: tem a estética, tem o clima, mas não tem alma.

A armadilha da fórmula: quando o susto é só automático

A gente precisa falar dos jumpscares. Eles não são o problema em si — aliás, quando bem usados, funcionam muito bem. O problema é quando viram muleta. A cena tá calma demais? Taca um barulho alto do nada! Um gato pulando, uma porta rangendo, uma TV que liga sozinha. Tudo previsível.

O susto genuíno não vem do volume alto, vem da construção do medo. E isso exige roteiro, direção, atuações minimamente comprometidas. Por isso, quando um filme realmente entrega isso, ele se destaca. Porque o resto virou ruído.

Streaming: liberdade criativa ou zona de conforto?

Com a explosão do streaming, o terror ganhou espaço como nunca antes. Netflix, Prime Video, Star+, Max, Apple TV… todo mundo quer um terrorzinho pra chamar de seu. O lado bom: mais gente fazendo, mais diversidade de histórias, mais espaço pra narrativas alternativas.

O lado ruim? Muita coisa sendo feita às pressas, pra cumprir catálogo. Filmes esquecíveis, genéricos, que parecem feitos por inteligência artificial: título misterioso, capa escura, personagens aleatórios, e uma reviravolta final que tenta ser genial, mas só confunde.

O terror não pode virar fast food. Porque ele depende da atmosfera, da tensão construída aos poucos, da empatia com os personagens. Não dá pra “maratonar” terror como se fosse uma série de comédia. Precisa respirar.

E o terror brasileiro? Tá acordando, mas ainda tá tímido

Olha, tem coisa boa sendo feita aqui também. Filmes como Morto Não Fala, As Boas Maneiras, O Animal Cordial e Noites Alienígenas mostram que o terror nacional tem potencial de sobra. O problema, como sempre, é grana e distribuição. É difícil competir com os blockbusters americanos.

Mas se tem uma coisa que o Brasil tem é medo real. Nossa realidade é cheia de tensão, violência, desigualdade, fantasmas políticos, traumas históricos. O cinema de terror brasileiro ainda pode beber muito dessa fonte. Basta ter coragem — e investimento.

O que o público quer — e o que o terror precisa entregar

A gente quer mais do que o velho truque da porta que se fecha sozinha. Queremos sentir. Queremos sair do cinema mexidos. Não precisa nem ser com medo — pode ser com estranhamento, com desconforto, com reflexão. O terror pode ser mais do que o barulho. Pode ser silêncio, pode ser sugestão, pode ser sutileza.

O bom terror deixa rastro. Não é aquele que você esquece depois dos créditos. É aquele que fica com você quando as luzes se apagam. É o que faz você olhar duas vezes pro espelho do banheiro.

Game dos 100 deste domingo (10) traz boliche gigante, empilhar latas, separar balas, avião de papel, pilhas na lanterna, mega vôlei, cereja na cabeça, cesta na bicicleta e tampa do pote

Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 10, a partir das 14h, o Game dos 100 retorna com tudo, trazendo um episódio que promete fazer a temperatura subir e a ansiedade bater forte para quem está na disputa — e para quem assiste de casa. Depois de uma série de desafios e eliminações, agora são 70 competidores que encaram uma sequência intensa de provas, cada uma mais imprevisível que a outra.

O objetivo? Simples e cruel: não ser o último a cumprir cada tarefa, para continuar firme na briga pelo grande prêmio de R$ 300 mil. A tensão já é palpável, porque, para esses jogadores, um erro pode significar o fim dos sonhos naquele instante.

Primeiro desafio: força e mira no boliche gigante

Para abrir o dia, os competidores enfrentam um boliche nada convencional — aqui, a bola é uma caçamba pesada, e o pino, uma gigante estrutura que parece desafiadora de derrubar. Cada participante tem que empurrar com toda a força para tentar fazer um strike logo de cara.

Quem acerta o pino na primeira tentativa fica tranquilo, mas os que erram precisam esperar sua vez novamente, sob pressão crescente. O último a conseguir derrubar o pino deixa o jogo ali mesmo — e a fila dos eliminados já começa a crescer.

Construção e equilíbrio: o desafio das latas sobre a água

Não há espaço para pressa quando a missão é empilhar latas vazias em cima de um prato que flutua em um recipiente cheio d’água. Essa prova é quase uma dança silenciosa: mãos firmes, respiração controlada e um equilíbrio que desafia até os mais pacientes.

A tensão toma conta porque, a qualquer momento, uma pilha pode desabar e o competidor terá que recomeçar. No final, quem não conseguir levantar sua torre de cinco latas em tempo perde a chance de continuar.

Habilidade e paciência: transportar bolinhas numa raquete furada

Agora, a missão é transportar cinco bolinhas usando apenas uma mão — e, para complicar, a raquete tem um furo no meio! Cada bolinha que cai no chão obriga o participante a voltar e tentar de novo.

Essa prova vira um verdadeiro teste de coordenação e persistência, com jogadores apertando os dentes para não deixar a bolinha escapar, enquanto o tempo passa implacável.

Cor e velocidade: a separação das balas

Parece fácil separar balas por cor, certo? Mas a pressão do relógio e o medo de ficar para trás tornam essa tarefa um verdadeiro pesadelo. Cada competidor recebe um pote cheio de balas coloridas e deve organizar tudo corretamente em recipientes diferentes.

À medida que o tempo avança, mãos tremem, dúvidas aparecem, e a velocidade é tudo. O último que terminar deixa o Game dos 100 e seus sonhos para trás.

Criatividade na ponta dos dedos: construindo e lançando aviãozinhos de papel

Aqui, o talento manual e a mira se encontram. Primeiro, os jogadores têm que dobrar seus papéis para montar um aviãozinho — simples na teoria, difícil na prática quando a pressão está alta. Depois, o lançamento precisa ser certeiro para que o aviãozinho pouse em uma pista delimitada.

Quem conseguir acertar segue firme, mas o grupo vai encolhendo à medida que um após outro falha no pouso. O último a errar dá adeus à competição.

Tateando no escuro: encaixando pilhas em lanternas sem enxergar

Essa prova desafia o tato e a concentração. Sentados diante de caixas fechadas, com apenas os braços livres para mexer dentro do espaço escuro, os competidores precisam encaixar as pilhas dentro de uma lanterna até fazê-la acender.

Quem acende primeiro garante sua vaga, enquanto o último a completar a tarefa sente o peso da eliminação.

Trabalho em equipe e estratégia: o mega vôlei gigante

A competição ganha uma dinâmica diferente quando os jogadores se dividem em dois times para uma partida de vôlei com uma bola gigante em uma quadra enorme. Mais do que força, o jogo exige estratégia, agilidade e, claro, muita coordenação para evitar que a bola toque no chão do próprio lado.

A equipe derrotada não está fora na hora, mas precisa disputar mais rodadas para não ver seus integrantes serem eliminados um a um até restar um único representante.

Equilíbrio e boca: mordendo cerejas sem usar as mãos

Um desafio que mistura graça e dificuldade: capacetes com “cerejas” presas em hastes ficam penduradas na cabeça dos participantes. A missão? Morder todas as quatro cerejas sem ajuda das mãos.

O desafio parece engraçado, mas o equilíbrio e a persistência são fundamentais para quem não quer ser o último a conseguir, e consequentemente, ser eliminado.

Precisão em movimento: acertando a lata na cesta da bicicleta

Na prova seguinte, o corpo em movimento precisa se sincronizar com a mira. Uma bicicleta com cesta na frente percorre a arena, enquanto o competidor tenta acertar sua lata dentro dela.

A concentração é total — errar o alvo pode custar caro.

Desafio final: o clássico quebra-cabeça das tampas e potes

Para fechar com chave de ouro, o programa traz um desafio que muitos brasileiros conhecem bem na rotina: encontrar a tampa certa para o pote certo.

Mas, para os competidores, a tarefa não é tão simples. Os potes e tampas estão espalhados, e só quem consegue achar as peças certas e encaixá-las a tempo garante a permanência.

Quem vai resistir?

O Game dos 100 é um verdadeiro teste de nervos, habilidades e resistência física e mental. A cada domingo, o programa mostra que aqui não basta sorte — é preciso foco, estratégia, rapidez e, às vezes, aquela pitada de improviso que só a pressão extrema consegue extrair.

Rafa Brites e Felipe Andreoli seguem no comando, garantindo o clima animado e aquela energia contagiante que tornam o programa uma das atrações mais queridas da faixa da tarde. A participação especial de Márcia Fu só deixa tudo ainda mais divertido e imprevisível.

No Sensacional desta segunda (08/09), Daniele Hypolito completa fala sobre maternidade e trajetória no esporte

Nesta segunda, 8 de setembro, Daniele Hypolito comemora seus 41 anos cercada de novas perspectivas e de uma serenidade que traduz muito de sua caminhada. Considerada um dos maiores nomes da ginástica artística brasileira, a ex-atleta marcou época ao abrir caminho para outras gerações e tornou-se referência de disciplina, força e superação. Hoje, longe das competições, ela se dedica a novos projetos pessoais e profissionais, mas mantém a mesma intensidade que a levou ao topo do esporte. Em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!, comandado por Daniela Albuquerque, Daniele falou sobre o desejo de ser mãe, sobre a experiência de participar do BBB 25 e sobre as lembranças de uma trajetória que ajudou a mudar a história da ginástica no país.

O assunto que mais emociona a ex-ginasta é a maternidade. Depois de enfrentar problemas de saúde em 2023 que afetaram seu equilíbrio hormonal, ela celebra o retorno de sinais de que seu corpo está preparado para realizar esse sonho. “A minha [menstruação], graças a Deus, voltou, então já é um sinal positivo de que os óvulos estão começando a trabalhar novamente. Se eu não precisar fazer o tratamento [hormonal], ótimo, mas se eu precisar está tudo bem também”, afirmou. O tom sereno de sua fala mostra que Daniele encara o momento com paciência e resiliência, virtudes que sempre nortearam sua vida esportiva. A maternidade, para ela, é mais uma etapa de superação, mas agora voltada ao campo pessoal.

A ex-atleta também comentou sobre sua participação no Big Brother Brasil 25, experiência que, apesar de divertida, trouxe reflexões importantes sobre a responsabilidade de se expor em rede nacional. Ela participou do programa ao lado do irmão, Diego Hypolito, e foi eliminada no 15º paredão. Apesar de não ter chegado à final, Daniele ressalta que o maior desafio era cuidar da imagem construída ao longo dos anos, sobretudo por conta do projeto social que leva o nome da família. “Não adianta você entrar lá falando que não vai ficar com essa preocupação, principalmente quando tem outras vidas envolvidas, porque, por mais que o Instituto Hypolito seja totalmente idealizado pelo Diego, é o sobrenome da família. Querendo ou não, a família se envolve. Imagina você falar alguma coisa que pudesse prejudicar mais de 500 vidas ali, não era o propósito.”

Ao relembrar sua carreira, Daniele se emociona ao falar sobre os anos em que levou o Brasil a um patamar inédito na ginástica artística. Ela foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em um Campeonato Mundial, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e acumulou cinco medalhas em Jogos Pan-Americanos, além de inúmeros títulos nacionais. Apesar das conquistas pessoais, a ex-ginasta confessa que muitas vezes ficava mais nervosa assistindo às provas do irmão do que ao competir. “Quando eu estava competindo, apesar do friozinho na barriga, eu sabia o que eu ia fazer. Quando você está assistindo, você não sabe como vai ser a reação da outra pessoa. Então eu ficava mais nervosa assistindo”, lembrou.

Sua trajetória é indissociável do desenvolvimento da ginástica no Brasil. Antes de Daniele e Diego, a modalidade ainda era vista como distante da realidade esportiva do país. Com resultados expressivos e uma postura exemplar, ela se tornou inspiração para jovens atletas e ajudou a ampliar o interesse pelo esporte, especialmente entre meninas que passaram a acreditar que era possível alcançar o pódio em competições internacionais. Esse legado, que transcende medalhas, é hoje motivo de orgulho e também de responsabilidade, pois ela sabe que abriu portas para futuras gerações.

Agora, aos 41 anos, a ginasta encara um novo ciclo de vida. Os dias não são mais preenchidos por treinos intensos ou viagens para competir, mas por planos voltados à vida pessoal, aos projetos sociais e ao desejo de se tornar mãe. A mesma disciplina que a acompanhou nos ginásios agora se transforma em paciência e esperança para realizar um sonho íntimo, mas tão grandioso quanto suas conquistas esportivas. “Cada fase tem seu tempo e eu aprendi a respeitar isso. Hoje, estou feliz por olhar para o futuro e saber que ainda há muito a realizar”, disse, transmitindo a tranquilidade de quem sabe que o mais importante é seguir em frente, sempre aberta a novos desafios.

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