Após sucesso nos Estados Unidos, Heated Rivalry deve estrear em breve na HBO Max Brasil

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Após chamar atenção do público e da crítica em seu lançamento internacional, a série Heated Rivalry deve chegar em breve ao catálogo da HBO Max Brasil, ampliando o alcance de uma das produções mais comentadas do romance esportivo em 2025. Criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney (Letterkenny), a série canadense é baseada na coleção de livros Game Changers, da escritora Rachel Reid, e aposta em uma narrativa intensa, emocional e contemporânea ambientada no competitivo universo do hóquei profissional.

A produção estreou oficialmente no Canadá em 28 de novembro de 2025, pelo serviço de streaming Crave, com exibição simultânea em mercados selecionados, incluindo os Estados Unidos e a Austrália, onde passou a integrar o catálogo da HBO Max. O bom desempenho inicial, aliado à repercussão positiva nas redes sociais e entre leitores da obra original, acelerou o interesse pela chegada da série a novos territórios, incluindo o Brasil.

No centro da história estão Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados por Hudson Williams (estreia em papel principal na televisão) e Connor Storrie (produção de destaque no streaming canadense). Dentro do gelo, eles são rivais declarados e considerados os maiores jogadores de suas gerações na Major League Hockey. Fora das arenas, vivem um relacionamento secreto, marcado por desejo, conflitos internos e decisões difíceis, que se desenvolve ao longo de vários anos.

A rivalidade esportiva entre Shane e Ilya funciona como ponto de partida para uma trama que vai muito além da competição. Unidos por ambição, talento e uma atração que nenhum dos dois consegue explicar, eles constroem uma relação intensa em meio à pressão constante da mídia, das torcidas, dos contratos milionários e das expectativas impostas pelo esporte profissional. A série retrata com sensibilidade o contraste entre a imagem pública de ídolos inabaláveis e a fragilidade emocional que ambos carregam longe dos holofotes.

Shane Hollander enfrenta o desafio do autoconhecimento em um ambiente tradicionalmente conservador. Jovem, carismático e extremamente talentoso, ele lida com o processo de descoberta da própria sexualidade enquanto tenta corresponder ao papel de estrela exemplar da liga. O medo da rejeição, do impacto na carreira e da reação do público transforma cada passo em um risco calculado, ampliando a tensão emocional da narrativa.

Ilya Rozanov, por outro lado, vive sob o peso das expectativas familiares e culturais. Ídolo internacional, ele carrega responsabilidades que vão além do esporte, o que torna seu envolvimento com Shane ainda mais complexo. Dividido entre dever, ambição e sentimento, Ilya representa o conflito entre aquilo que se espera de um atleta de elite e aquilo que ele realmente deseja para sua vida pessoal.

A série acompanha essa relação ao longo do tempo, mostrando como encontros impulsivos evoluem para um vínculo profundo e transformador. A pergunta central que move a trama é direta e poderosa: existe espaço para o amor verdadeiro em vidas moldadas pela competição extrema, pelo orgulho e pela constante necessidade de vencer. A série constrói essa resposta com paciência, explorando silêncios, gestos contidos e escolhas que deixam marcas permanentes.

O hóquei é mais do que um pano de fundo na narrativa. O esporte surge como elemento simbólico e emocional, refletindo a dureza, a velocidade e o impacto das emoções vividas pelos protagonistas. Treinos exaustivos, jogos decisivos e bastidores da liga ajudam a criar um ambiente de tensão constante, reforçando o contraste entre o espetáculo público e o segredo cuidadosamente preservado pelos personagens.

Sob a condução de Jacob Tierney (Letterkenny), a série aposta em uma linguagem direta e realista, evitando exageros e estereótipos. O romance LGBTQIA+ é tratado com naturalidade, sem transformar a sexualidade dos protagonistas em discurso didático ou conflito isolado. Em vez disso, a série foca nas emoções, nas escolhas e nas consequências, tornando a história universal e acessível a diferentes públicos.

O elenco de apoio amplia a densidade dramática da produção. François Arnaud (Blindspot), Christina Chang (The Good Doctor), Dylan Walsh (Nip/Tuck), Ksenia Daniela Kharlamova (produções europeias de drama) e Sophie Nélisse (Yellowjackets) interpretam personagens fundamentais na vida pessoal e profissional de Shane e Ilya, trazendo perspectivas que abordam família, carreira, lealdade e identidade.

Desde a estreia, a produção LGBTQIA+ vem sendo elogiada pela fidelidade emocional à obra literária de Rachel Reid e pela química entre os protagonistas. A série também se destaca por abordar temas ainda sensíveis no esporte de alto rendimento, como masculinidade, visibilidade LGBTQIA+ e saúde emocional, sem perder o ritmo envolvente de um drama romântico.

Aventura e emoção em família! “Shazam!” é o grande destaque da Temperatura Máxima deste domingo (14) na Globo

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A tarde deste domingo, 14 de dezembro de 2025, promete aventura e boas risadas na Globo. A emissora exibe na faixa da Temperatura Máxima o filme “Shazam!”, produção lançada em 2019 que conquistou o público ao apresentar um super-herói diferente do padrão tradicional: menos sisudo, mais humano e com o coração de uma criança. Misturando ação, fantasia e comédia, o longa se tornou um dos títulos mais carismáticos do universo cinematográfico da DC Comics, ideal para reunir a família em frente à televisão.

Dirigido por David F. Sandberg, “Shazam!” aposta em uma narrativa leve e acessível, sem abrir mão de emoção e mensagens profundas. A trama acompanha Billy Batson, um garoto órfão que passou grande parte da vida pulando de lar em lar enquanto tenta, obstinadamente, reencontrar a mãe biológica. Desconfiado, irônico e acostumado a se virar sozinho, Billy representa milhares de jovens que cresceram sem raízes sólidas e aprenderam cedo a não esperar muito do mundo. Sua trajetória ganha uma reviravolta inesperada quando ele é escolhido por um antigo e misterioso mago para receber poderes extraordinários.

Ao pronunciar a palavra “Shazam”, Billy se transforma em um herói adulto com força sobre-humana, resistência, velocidade e habilidades mágicas. O detalhe que dá identidade ao filme é que, apesar do corpo poderoso, sua mente continua sendo a de um adolescente em fase de descobertas. Essa dualidade é explorada com inteligência e humor, principalmente através da atuação de Zachary Levi, que assume a versão heroica do personagem com entusiasmo, espontaneidade e um carisma que rapidamente conquista o público.

O aprendizado sobre como usar esses poderes acontece ao lado de Freddy Freeman, interpretado por Jack Dylan Grazer, um garoto inteligente, fã assumido de super-heróis e dono de comentários afiados. Freddy se torna o maior aliado de Billy, ajudando-o a testar limites, entender referências do universo DC e, principalmente, se divertir com a nova realidade. A amizade entre os dois é um dos pontos altos do filme, garantindo cenas engraçadas, leves e cheias de identificação com o público jovem.

Apesar do tom descontraído, “Shazam!” não deixa de apresentar conflitos mais densos. O vilão da história, Dr. Thaddeus Sivana, vivido por Mark Strong, é um personagem marcado pela frustração e pela rejeição. Ainda criança, Sivana também foi considerado digno dos poderes do mago, mas acabou descartado por não demonstrar pureza de coração. Anos depois, tomado pelo ressentimento, ele encontra forças sombrias e decide provar que o mundo errou ao ignorá-lo. O embate entre herói e vilão vai além das cenas de ação e coloca em contraste duas formas opostas de lidar com traumas e decepções.

Outro aspecto que diferencia “Shazam!” dentro do gênero é o destaque dado ao conceito de família. Billy é acolhido por um lar adotivo comandado por um casal carinhoso e formado por crianças e adolescentes com histórias muito distintas. Nesse ambiente, ele passa a conviver com personagens interpretados por nomes como Grace Fulton e Adam Brody, aprendendo, pouco a pouco, que laços verdadeiros nem sempre vêm do sangue, mas da convivência, do cuidado e da escolha diária de permanecer. Essa mensagem atravessa todo o filme e emociona justamente por sua simplicidade.

Nos bastidores, “Shazam!” também chama atenção pela grandiosidade da produção. As filmagens começaram em janeiro de 2018 e ocorreram majoritariamente no Pinewood Toronto Studios, no Canadá, além de diversas locações reais da cidade de Toronto, como a universidade local, centros comerciais e pontos históricos. A produção foi finalizada em maio do mesmo ano, com refilmagens realizadas no fim de 2018 para ajustes narrativos e técnicos.

Um dos detalhes mais curiosos envolve o figurino do herói. Cada uniforme utilizado por Zachary Levi custou cerca de um milhão de dólares, devido à tecnologia empregada e ao cuidado extremo com o visual musculoso do personagem. Ao todo, aproximadamente dez trajes foram confeccionados, representando um investimento significativo e evidenciando o compromisso da DC em dar ao personagem uma identidade visual marcante.

Lançado como o sétimo filme do DC Extended Universe, “Shazam!” chegou aos cinemas em um momento de transição para o estúdio, que buscava se afastar de narrativas excessivamente sombrias e apostar em histórias mais leves e otimistas. O resultado foi positivo: o longa recebeu boas críticas, teve ótima recepção do público e mostrou que ainda havia espaço para humor e emoção dentro do universo dos super-heróis. O sucesso levou ao desenvolvimento de uma sequência, confirmada oficialmente poucos meses após a estreia.

Terra da Padroeira deste domingo (14) recebe Os Altaneiros, Dany e Diego, Cacique e Pajé e Zé Vitor e Rael

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Neste domingo, 14 de dezembro, a partir das 9h, o programa Terra da Padroeira vai ao ar ao vivo com uma edição especial dedicada à riqueza e à diversidade da música sertaneja, reunindo artistas de diferentes gerações e estilos em um mesmo palco. Sob o comando de Kleber Oliveira, Tonho Prado e do carismático Menino da Porteira, a atração reafirma seu papel como um dos principais espaços da televisão brasileira dedicados à valorização da cultura sertaneja. Transmitido diretamente dos estúdios da emissora, em Aparecida, no interior de São Paulo, o programa mantém sua proposta de unir tradição, fé e entretenimento, criando uma conexão direta com o público que acompanha fielmente a atração há anos.

Ao longo da manhã, o “Terra da Padroeira” apresenta um repertório pensado para emocionar, revisitar histórias e celebrar a identidade musical do interior do Brasil. A curadoria artística aposta em encontros que transitam entre a música raiz, o sertanejo romântico e as novas sonoridades que vêm renovando o gênero, sem perder de vista suas origens. A abertura musical fica por conta do grupo Os Altaneiros, uma das revelações da nova cena sertaneja. Formado por Vinicius Henrique, Enzo Franco, Charles e Murilo, o quarteto reúne músicos com trajetórias distintas, mas complementares. O projeto nasceu do desejo de resgatar a essência do sertanejo tradicional, com letras que falam da vida simples, do amor e das experiências do interior, ao mesmo tempo em que dialoga com arranjos contemporâneos e uma linguagem atual.

No palco do programa, Os Altaneiros prometem uma apresentação marcada por harmonias vocais bem construídas e uma sonoridade que respeita o passado, mas olha para o futuro. A expectativa é de conquistar tanto o público mais tradicional quanto os ouvintes que buscam novas referências dentro do gênero. Na sequência, o clima ganha ainda mais emoção com a participação da dupla Dany e Diego. Irmãos e parceiros de palco desde a infância, eles iniciaram a carreira em 1997, influenciados diretamente pelo pai, que teve papel decisivo na formação musical dos dois. Naturais de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, Dany e Diego cresceram nos palcos e construíram uma trajetória sólida dentro do sertanejo romântico.

Ao longo dos anos, a dupla emplacou músicas que marcaram presença nas rádios de todo o país, como “Jogando a Toalha”, “Tempo ao Tempo” e “Sempre Fui Eu”. Com uma discografia consistente e passagens por grandes eventos do gênero, como a Festa do Peão de Americana e o rodeio de Barretos, os irmãos levam ao “Terra da Padroeira” canções que falam de amor, saudade e relações humanas com sensibilidade e verdade. Outro momento aguardado da edição é a presença de Cacique e Pajé, nome consagrado da música sertaneja raiz. A história da dupla começou na década de 1970, quando Antônio Borges, o Cacique, e Roque Pereira, o Pajé, deram início a uma carreira que rapidamente conquistou o público do interior. O reconhecimento veio logo no primeiro disco, impulsionado pelo sucesso de “Pescador e Catireiro”, canção que se tornou um clássico do gênero.

O Cavaleiro dos Sete Reinos ganha clipe inédito e amplia o legado de Game of Thrones com uma nova era de aventuras em Westeros

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O universo de Game of Thrones segue mais vivo do que nunca. Depois do sucesso de A Casa do Dragão, a HBO acaba de divulgar um novo clipe inédito de O Cavaleiro dos Sete Reinos, série que promete mergulhar o público em uma fase diferente, mais intimista e aventureira de Westeros. Abaixo, confira o vídeo divulgado pelo Omelete:

Com estreia marcada para 18 de janeiro de 2026, a primeira temporada chegará simultaneamente à HBO e à HBO Max, reforçando a estratégia da emissora de consolidar o universo criado por George R. R. Martin como uma das maiores franquias da televisão contemporânea. Enquanto Game of Thrones e A Casa do Dragão permanecem disponíveis no catálogo da plataforma, O Cavaleiro dos Sete Reinos surge como um elo narrativo que conecta passado, presente e futuro desse mundo marcado por disputas de poder, honra e destino.

Diferentemente das intrigas palacianas e batalhas épicas que consagraram a saga original, a nova série aposta em uma abordagem mais próxima do chão de Westeros. A história é uma prequela de Game of Thrones, ambientada cerca de um século antes dos acontecimentos da série exibida entre 2011 e 2019. Trata-se da terceira produção televisiva da franquia As Crônicas de Gelo e Fogo e adapta as novelas Contos de Dunk e Egg, escritas por Martin como uma espécie de contraponto mais leve, porém não menos dramático, ao universo principal.

No centro da trama estão dois personagens improváveis que conquistaram leitores ao redor do mundo: Sor Duncan, o Alto, conhecido como Dunk, e seu jovem escudeiro Egg, que guarda um segredo capaz de mudar o rumo da história. Dunk é interpretado por Peter Claffey, enquanto Dexter Sol Ansell assume o papel de Aegon Targaryen, o futuro rei que, naquele momento, vive como um garoto comum aprendendo sobre o mundo fora dos muros do poder.

O clipe recém-divulgado oferece um primeiro olhar mais sensível sobre essa dinâmica. Sem recorrer a dragões ou grandes exércitos, a prévia aposta em silêncios, olhares e pequenos gestos que revelam a relação de confiança construída entre cavaleiro e escudeiro. A atmosfera é de estrada, poeira e incerteza, com torneios, vilarejos simples e conflitos morais que testam os valores de Dunk em um mundo que nem sempre recompensa a honra.

A escolha por esse tom não é casual. Contos de Dunk e Egg sempre se destacou por apresentar Westeros sob a perspectiva de quem não ocupa o topo da pirâmide social. Dunk é um cavaleiro errante, sem terras ou títulos, que carrega apenas sua espada e um forte senso de justiça. Egg, por sua vez, é curioso, questionador e muito mais perspicaz do que aparenta, oferecendo um contraponto juvenil e, ao mesmo tempo, político à narrativa.

O elenco reforça a ambição da produção. Em abril de 2024, foram confirmados oficialmente os protagonistas, marcando o início de uma divulgação mais intensa da série. Pouco depois, em junho, a HBO anunciou nomes de peso para viver figuras centrais da dinastia Targaryen e de outras casas importantes de Westeros. Finn Bennett interpreta o instável Príncipe Aerion Targaryen, enquanto Bertie Carvel dá vida ao respeitado Príncipe Baelor Targaryen. Tanzyn Crawford assume o papel de Tanselle, personagem que promete trazer uma dimensão artística e emocional à trama.

O elenco ainda conta com Daniel Ings como Sor Lyonel Baratheon, um dos cavaleiros mais carismáticos do período, e Sam Spruell como Príncipe Maekar Targaryen, figura rígida e complexa que exerce grande influência sobre os rumos políticos da história. A presença desses personagens indica que, mesmo em uma narrativa mais contida, o jogo de poder continua pulsando em segundo plano.

Em agosto, novos anúncios ampliaram ainda mais o universo da série. Edward Ashley vive Sor Steffon Fossoway, enquanto Henry Ashton interpreta Daeron Targaryen, um príncipe sonhador e melancólico. Youssef Kerkour aparece como Steely Pate, trazendo uma camada de humor e humanidade, ao lado de Daniel Monks como Sor Manfred Dondarrion. Também integram o elenco Shaun Thomas como Raymun Fossoway, Tom Vaughan-Lawlor como Plummer, e Danny Webb no papel do mentor Sor Arlan de Pennytree, figura fundamental na formação de Dunk.

Outros nomes reforçam o peso dramático da produção, como Ross Anderson interpretando Ser Humfrey Hardyng e Steve Wall como Lorde Leo Tyrell, representante de uma das casas mais influentes de Westeros. A diversidade de personagens sugere uma narrativa rica em encontros, conflitos e dilemas morais, mantendo viva a essência da obra de George R. R. Martin.

A produção da primeira temporada teve início em junho de 2024, em Belfast, na Irlanda do Norte, região já conhecida dos fãs por ter servido de cenário para grande parte de Game of Thrones. As gravações foram concluídas em setembro do mesmo ano, respeitando um cronograma considerado enxuto para os padrões da HBO, mas suficiente para garantir o cuidado técnico e artístico característico da franquia.

Record TV aposta em emoção e nostalgia com a exibição de Como Treinar o Seu Dragão no Cine Aventura Especial deste sábado (13)

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A tarde deste sábado, 13 de dezembro, promete ser daquelas em que a televisão vira companhia ao mesmo tempo leve e emocionante. A Record TV escolheu Como Treinar o Seu Dragão para o Cine Aventura Especial, uma animação que, mesmo após mais de dez anos de sua estreia, continua encantando quem assiste pela primeira vez e emocionando quem já conhece cada curva de voo de Banguela.

O longa da DreamWorks Animation, lançado originalmente em 2010, é dirigido por Chris Sanders e Dean DeBlois, cineastas que imprimiram personalidade ao livro infantil de Cressida Cowell. A adaptação ganhou vida própria, sem perder o espírito da obra original, e se tornou uma das histórias mais queridas dos estúdios. A produção conta com as vozes de Jay Baruchel, America Ferrera, Gerard Butler, Craig Ferguson, Jonah Hill, T.J. Miller, Kristen Wiig e Christopher Mintz-Plasse, nomes que ajudaram a dar carisma e profundidade aos personagens. As informações são do AdoroCinema.

Quem, ao ver o pôster do filme, imagina apenas uma aventura entre vikings e dragões, rapidamente percebe que se trata de algo maior. A trama acompanha Soluço, um adolescente desajeitado que vive na ilha de Berk. Nesse lugar hostil e repleto de tradições rígidas, lutar contra dragões é um sinal de honra. Ser forte, resistente e bravo é quase uma regra cultural. Mas Soluço parece sempre caminhar na contramão dessas expectativas, especialmente por ser filho de Stoico, o Imenso, o líder da aldeia e a representação viva do que um viking deveria ser.

Entre tentativas fracassadas de se encaixar e o desejo genuíno de ser reconhecido, surge um encontro que muda absolutamente tudo. Quando Soluço tem a chance de enfrentar um dos dragões mais temidos, o lendário Fúria da Noite, ele descobre não apenas o animal, mas uma nova forma de enxergar o mundo. Em vez de matá-lo, ele faz o inesperado: liberta a criatura ferida e inicia uma amizade silenciosa, cuidadosa e transformadora. O dragão, que ele passa a chamar de Banguela, torna-se seu maior aliado, mas também o maior desafio para uma comunidade que sobrevive há gerações combatendo exatamente seres como ele.

A relação entre Soluço e Banguela é o coração pulsante do filme. É ali que a animação revela sua faceta mais humana: a descoberta da empatia, o confronto com tradições que já não fazem sentido e o desejo de construir novas pontes em vez de derrubá-las. A conexão entre garoto e dragão conduz o espectador por uma história emocionante, cheia de aventura, humor e vulnerabilidade.

Quando estreou em março de 2010, Como Treinar o Seu Dragão recebeu elogios imediatos da crítica e do público. O visual detalhado, a direção madura e a trilha sonora inesquecível de John Powell renderam ao filme uma força que ultrapassou a tela. O longa arrecadou cerca de US$ 494 milhões no mundo todo e se tornou um dos maiores sucessos da DreamWorks, perdendo em desempenho doméstico apenas para a franquia Shrek. O filme concorreu ao Oscar de Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora e venceu dez Annie Awards, incluindo o prêmio máximo da cerimônia.

O impacto cultural foi tão grande que a história se expandiu em duas continuações, lançadas em 2014 e 2019, ambas muito bem recebidas e igualmente elogiadas. A trilogia completa conquistou uma base de fãs apaixonada, colecionou produtos, inspirou séries derivadas e se consolidou como uma das franquias mais marcantes da animação recente.

Zootopia 2 ultrapassa US$ 1 bilhão e se torna a maior estreia animada do ano

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Zootopia 2 confirmou seu enorme apelo global e entregou um dos maiores fenômenos cinematográficos recentes. A nova animação da Disney ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial em apenas 17 dias de exibição, demonstrando força e estabilidade em um mercado competitivo e reforçando o prestígio da franquia. Apenas nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 236 milhões, enquanto no restante do mundo soma aproximadamente US$ 740 milhões. Esses números já impressionariam por si só, mas saltam ainda mais quando considerados ao lado do desempenho extraordinário na China, onde Zootopia 2 caminha para alcançar US$ 500 milhões, segundo o World of Reel. Somando tudo, a animação não apenas ultrapassou o bilhão como se consolidou como a maior bilheteria do ano para uma animação.

O sucesso da sequência reflete tanto a força da marca quanto o carinho do público pelos personagens Judy Hopps e Nick Wilde, que retornam em uma aventura que mistura humor, ação, emoção e temas sociais em uma narrativa mais madura. A trama começa logo após os eventos do primeiro filme. Judy e Nick, agora parceiros oficiais na Polícia de Zootopia, descobrem que trabalhar juntos pode ser muito mais complicado do que imaginavam. Um erro durante uma operação contra uma quadrilha de tamanduás desperta a ira do Chefe Bogo, que decide enviá-los para sessões de terapia com a Doutora Fuzzby, uma quokka que logo se destaca pelo carisma e pela abordagem irreverente. É nesse momento que Judy encontra um pedaço de pele de cobra e passa a desconfiar que algo maior está prestes a acontecer.

A proximidade do Baile Zootenário, evento de gala que celebra o centenário da cidade e que está sendo organizado pela tradicional família Lincesley, torna o mistério ainda mais urgente. Judy acredita que a suposta víbora pode tentar algo durante o evento e convence Nick a participar com ela. O baile, visualmente deslumbrante e repleto de detalhes sobre a elite de Zootopia, se transforma rapidamente em um cenário de caos quando uma figura encapuzada aparece sobre um lustre e sequestra Milton Lincesley, o patriarca da família. O agressor, que se revela uma víbora, rouba também um diário antigo que detalha o projeto das muralhas climáticas da cidade, provocando pânico e desorientação entre os convidados.

A perseguição leva Judy a confrontar a víbora, que tenta convencê-la de que répteis não são os monstros que a cidade acredita. Ela afirma que o diário contém provas que podem mudar a compreensão de todos sobre o passado de Zootopia. Nick, no entanto, aparece no momento decisivo e derruba a víbora com uma frigideira, reacendendo tensões entre ele e Judy. Após o incidente, Milton acusa os dois policiais de colaborarem com a víbora, e a própria prefeitura passa a vê-los como suspeitos. A situação se agrava quando Bogo é ferido acidentalmente pelo veneno da víbora. Judy e Nick se tornam fugitivos e precisam, além de provar sua inocência, entender o que realmente está acontecendo por trás do sequestro.

A investigação leva a dupla até a Feira do Brejo, uma área segregada onde vivem répteis expulsos de Zootopia há décadas. Ali, eles conhecem Jesús, um basilisco que revela uma versão da história que nunca foi registrada oficialmente. Segundo ele, a verdadeira criadora das muralhas climáticas foi Agnes, uma cobra engenheira e bisavó da víbora Gary A’Cobra. Agnes teria sido injustamente acusada de assassinato por Ebenezer Lincesley, que roubou seus projetos, tomou crédito pela criação da muralha e expulsou os répteis da cidade. A antiga comunidade dos répteis, chamada Ravina dos Répteis, foi soterrada durante a construção de Tundralândia, apagando qualquer registro de sua existência. É esse passado escondido que o diário roubado poderia revelar.

Judy e Nick enfrentam uma discussão séria após quase se afogarem durante uma perseguição submarina. A queda e destruição da caneta de cenoura, símbolo da confiança entre os dois, funciona como metáfora da ruptura momentânea da parceria. Separados pela primeira vez em muito tempo, Judy segue adiante com Gary e Patalberto, enquanto Nick é capturado pela polícia. Sua fuga, com ajuda de Nibbles, retoma o humor característico da franquia, contrastando com a tensão crescente da trama.

Patalberto, que até então parecia apenas o caçula desajeitado dos Lincesley, revela suas verdadeiras intenções. Movido por inseguranças e pela pressão de uma família obcecada por legado, ele envenena Judy e rouba a caneta antiveneno de Gary. O objetivo do jovem lince é destruir a patente original de Agnes para restaurar o prestígio dos Lincesley e impedir que a verdade venha à tona. O confronto final ocorre em uma montanha próxima à Ravina dos Répteis. Nick enfrenta Patalberto em uma luta intensa pelo antídoto, conseguindo lançá-lo para Gary, que consegue salvar Judy no momento crucial. A cena, carregada de emoção, culmina em uma confissão inesperada de Nick, que admite temer mais perder Judy do que qualquer outro perigo que enfrentaram.

O desfecho traz uma virada significativa para a história da cidade. A patente original de Agnes é finalmente encontrada na cidade soterrada. As fraudes dos Lincesley são reveladas publicamente, e a família é presa, enquanto a verdadeira contribuição dos répteis para a fundação de Zootopia é reconhecida. Judy e Nick são inocentados e retomam seus cargos. Bogo se recupera do envenenamento, e os répteis começam um processo oficial de reintegração à cidade. Nas cenas finais, Nick entrega a Judy uma nova versão da caneta de cenoura, restaurada, e ela grava uma mensagem emocionada, capturando mais um momento sincero entre os dois.

Globo leva diversão intergeracional à Sessão da Tarde com Minions 2: A Origem de Gru nesta sexta (12)

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A Globo preparou uma tarde leve e divertida para esta sexta, 12 de dezembro, com a exibição de Minions 2: A Origem de Gru na Sessão da Tarde. A animação, lançada originalmente em 2022, retorna à TV aberta como um convite irresistível para adultos, jovens e crianças que desejam revisitar — ou descobrir pela primeira vez — as origens do vilão mais carismático do cinema de animação.

Situado nos anos 1970, o filme apresenta um Gru ainda criança, com apenas 12 anos, mas já sonhando alto. Morando nos subúrbios, o garoto é fascinado pelo Sexteto Sinistro, um grupo famoso de supervilões que domina as manchetes e desperta sua imaginação. Determinado a seguir carreira no mundo do crime, ele tenta integrar o grupo, acreditando que pode se tornar o mais jovem vilão profissional da história. O entusiasmo, no entanto, não é suficiente para convencer a equipe, e a entrevista vai por água abaixo de forma desastrosa. Rejeitado, Gru toma uma decisão impulsiva e rouba uma joia importante do Sexteto Sinistro, transformando-se imediatamente no novo alvo dos criminosos. As informações são do AdoroCinema.

A partir desse momento, o longa assume ritmo acelerado e irresistivelmente caótico, conduzido pelas criaturas amarelas que já se tornaram ícones da cultura pop. Os Minions seguem Gru em tudo, desde os planos mais ambiciosos até as trapalhadas mais inusitadas. Eles são ao mesmo tempo fonte de confusão e aliados leais, movidos por uma devoção quase ingênua. O humor físico, a linguagem inventada e a energia incansável deles garantem algumas das melhores cenas do filme, especialmente para o público infantil.

O enredo se torna ainda mais interessante quando o lendário vilão Willy Kobra, recém-demitido do Sexteto, cruza o caminho de Gru. Em vez de rivalidade, nasce uma parceria improvável. Willy, dublado por Alan Arkin, se apresenta como um guia relutante, mas sábio, que ajuda Gru a compreender que até os vilões precisam de aliados. A dinâmica entre os dois cria momentos emocionantes e bem-humorados, oferecendo uma camada humana que equilibra as sequências de ação exageradas típicas da franquia.

A dublagem original reúne um elenco impressionante. Steve Carell retorna como a voz icônica de Gru, enquanto Pierre Coffin mais uma vez dá vida aos Minions com seus sons peculiares. A produção também conta com as vozes de Michelle Yeoh, Julie Andrews, Jean-Claude Van Damme, Taraji P. Henson, Danny Trejo, Lucy Lawless, RZA e Dolph Lundgren, compondo uma celebração coletiva do absurdo e do charme que marcam o filme. A direção é assinada por Kyle Balda, com codireção de Brad Ableson e Jonathan Del Val, garantindo uma estética vibrante e totalmente alinhada ao padrão visual da Illumination Entertainment.

O visual do filme é um espetáculo à parte. A ambientação nos anos 1970 cria uma atmosfera estilizada que mistura cores saturadas, cenários psicodélicos e referências musicais icônicas da era disco. A trilha sonora, por sua vez, resgata clássicos que ajudam a compor o ritmo acelerado e divertido da narrativa, tornando tudo ainda mais envolvente. Essa combinação de estética retrô com a linguagem moderna da animação torna Minions 2 uma experiência visualmente irresistível tanto para novos espectadores quanto para os nostálgicos.

Apesar dos adiamentos causados pela pandemia de COVID-19, Minions 2: A Origem de Gru alcançou enorme sucesso quando finalmente chegou aos cinemas em 2022. A produção arrecadou mais de 939 milhões de dólares no mundo, tornando-se a animação de maior bilheteria do ano. Seu desempenho ficou acima de títulos tradicionais da indústria, reforçando o poder da franquia Despicable Me como uma das mais queridas do público global. A recepção calorosa também foi impulsionada por fenômenos virais nas redes sociais, como o movimento #Gentleminions, no qual grupos de adolescentes passaram a ir às sessões vestidos com ternos para homenagear Gru, transformando a estreia em um evento cultural à parte.

A força comercial da marca se expandiu para além das telas. Parcerias com empresas como Mattel e LEGO resultaram em linhas de brinquedos e conjuntos temáticos que exploram ao máximo o impacto visual dos personagens. A divulgação também foi ampla, com trailers exibidos em grandes eventos como o Super Bowl e teasers que antecederam lançamentos da própria Illumination, o que reforçou a presença do filme no imaginário popular mesmo antes de sua estreia definitiva.

Crítica – Five Nights at Freddy’s 2 é um avanço divertido, nostálgico e limitado por suas próprias escolhas

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“Quero ver o que tem dentro da sua cabeça.” A frase ecoa no escuro e sintetiza bem o espírito de Five Nights at Freddy’s 2, um filme que busca acessar o imaginário de quem cresceu com a franquia, explorando memórias, sustos e aquela combinação inconfundível de pânico e fascínio que marcou milhões de jogadores. Dentro dessa proposta, o longa dirigido por Emma Tammi dá um passo mais seguro em relação ao filme anterior. Não é mais ousado, mas é mais consciente do material que tem em mãos.

O grande mérito desta continuação é sua habilidade de transformar referências em atmosfera. A produção não insere apenas easter eggs; ela recria sensações. Os sons metálicos dos animatrônicos, os movimentos bruscos, as luzes defeituosas e os enquadramentos que remetem diretamente às câmeras do jogo ajudam a construir um ambiente que parece genuinamente pertencente ao universo de FNAF. Para quem considera o segundo jogo o ponto alto da franquia, existe uma nostalgia palpável. Cada detalhe visual e sonoro parece projetado para provocar aquele frio familiar na espinha, como se a infância – ou adolescência – retornasse por alguns instantes.

Ainda assim, o filme permanece preso a uma limitação importante. Five Nights at Freddy’s sempre foi conhecido pela combinação de tensão psicológica com violência explícita. Aqui, novamente, o gore é evitado de forma evidente. Cenas que deveriam atingir um impacto mais duro são interrompidas antes do auge, e a estética permanece cuidadosamente controlada para não ultrapassar uma classificação indicativa acessível ao público mais jovem. Essa escolha, embora compreensível do ponto de vista comercial, reduz parte do potencial do terror. Falta peso ao que deveria ser aterrorizante.

Apesar disso, FNAF 2 apresenta avanços narrativos em relação ao primeiro filme. O roteiro é mais coeso, a mitologia é desenvolvida com maior clareza e há mais atenção à lógica interna da história. O percurso dramático ainda é previsível, mas funciona melhor justamente porque a obra abandona qualquer timidez e assume sua vocação de fan service. Em vez de tentar agradar a todos, o filme se concentra em agradar quem realmente importa: o fã que conhece os jogos, acompanha teorias e aguarda há anos para ver determinadas cenas ganharem vida.

Essa honestidade acaba sendo um dos pontos altos. Five Nights at Freddy’s 2 não tenta reinventar o terror. Não pretende ser mais profundo do que realmente é. Sua intenção é divertir, provocar sustos moderados e alimentar o entusiasmo da base de fãs. Para quem nunca teve contato com os jogos, o longa pode soar como um terror adolescente convencional, com criaturas bizarras e enredo por vezes confuso. Para quem jogou, porém, é como revisitar um espaço temido, mas curiosamente acolhedor.

O elenco também funciona melhor nesta continuação, beneficiado por um roteiro que permite mais tensão e interação entre os personagens. Os animatrônicos continuam sendo o grande chamariz visual da franquia e, aqui, parecem ainda mais presentes, expressivos e ameaçadores.

Crítica – Eternidade é um filme que emociona, mas não escapa de escolhas seguras

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Eternidade”, novo longa dirigido por David Freyne, parte de uma premissa naturalmente comovente: após 65 anos de casamento, Larry e Joan morrem com poucos dias de diferença e se reencontram em um mundo intermediário. Ali, cada alma tem uma semana para escolher onde passará o resto da eternidade. O reencontro, que deveria apontar para um desfecho reconfortante, torna-se inesperadamente complexo quando o primeiro marido de Joan, morto na guerra, ressurge após esperar por ela durante 67 anos. Esse triângulo amoroso inusitado funciona como motor da narrativa e, ao mesmo tempo, expõe as virtudes e limitações de um filme que é sensível, porém familiar.

Freyne aposta em um universo futurista esteticamente bem resolvido, com elementos visuais que ajudam a construir um limbo coerente e intrigante. Há, de fato, cuidado na criação desse pós-vida, que funciona como cenário e como metáfora para as zonas cinzentas das relações humanas. Ainda assim, apesar da ambientação elaborada, a obra prefere seguir caminhos bastante seguros no que diz respeito à estrutura dramática.

O roteiro apresenta sutilezas interessantes, sobretudo quando se recusa a transformar qualquer um dos pretendentes de Joan em antagonista. É um gesto louvável dentro de um gênero acostumado a simplificações, e que aqui ganha uma leitura mais madura. No entanto, essa mesma delicadeza narrativa também impede o filme de explorar com mais ousadia o peso dessa escolha. A jornada emocional da protagonista é consistente, mas raramente surpreendente.

O humor, aplicado em doses moderadas, flerta com o sombrio e contribui para equilibrar o tom melancólico. Funciona bem quando surge de forma natural, mas nem sempre encontra o ritmo ideal para sustentar o impacto emocional que o filme deseja alcançar. Em certos momentos, a comédia surge como respiro; em outros, como uma tentativa de suavizar conflitos que poderiam ter sido tratados com mais profundidade.

Ainda assim, é inegável que o longa provoca questionamentos relevantes. A ideia de um pós-vida burocratizado, onde decisões definitivas são tomadas em poucos dias, abre espaço para reflexões sobre luto, memória e responsabilidade afetiva. O público inevitavelmente se coloca no lugar de Joan: seria possível escolher uma eternidade sabendo que pessoas queridas ainda permanecem vivas? A dúvida é real e incômoda, e o filme ganha força justamente quando explora essa ambiguidade.

O trio central sustenta boa parte dessa autenticidade emocional. Elizabeth Olsen entrega uma protagonista sensível, construída a partir de pequenos gestos, ainda que confinada em um arco previsível. Miles Teller e Callum Turner, por sua vez, compõem figuras empáticas sem recorrer à caricatura, tornando o triângulo amoroso genuíno o suficiente para manter o espectador comprometido. O elenco de apoio funciona dentro do que é proposto, dando textura ao universo do pós-vida sem nunca roubar a cena.

No conjunto, “Eternidade” é um filme eficaz, capaz de emocionar e de carregar o espectador até o fim. Entretanto, essa eficiência também denuncia certa falta de ambição. A obra se contenta em ser delicada quando poderia arriscar mais; prefere o seguro quando teria espaço para tensionar as estruturas tradicionais da comédia romântica. Não reinventa o gênero, tampouco pretende fazê-lo, mas encontra conforto em uma fórmula que equilibra sensibilidade e previsibilidade.

Street Fighter | Reboot ganha primeiro trailer oficial e promete reinventar a franquia nos cinemas

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O aguardado reboot de Street Fighter finalmente revelou seu primeiro trailer oficial durante o TGA 2025, deixando fãs e curiosos em clima de euforia. A nova adaptação, dirigida por Kitao Sakurai (Bad Trip) e roteirizada por Dalan Musson (Falcão e o Soldado Invernal), marca a terceira incursão da franquia em live-action e representa o quarto longa-metragem inspirado na icônica série de videogames da Capcom. Desta vez, a proposta é clara: revisitar as raízes, modernizar o universo e entregar uma experiência cinematográfica que traduza a grandiosidade e o impacto cultural que Street Fighter conquistou ao longo das últimas décadas.

No elenco, Andrew Koji (Warrior) interpreta Ryu, trazendo para o papel uma mistura de precisão em artes marciais, presença cênica e profundidade dramática. Ao seu lado está Noah Centineo (Adão Negro), que surpreende na pele de Ken Masters. Longe do estilo leve e romântico que marcou boa parte de sua carreira, o ator surge mais maduro e emocionalmente complexo. Callina Liang (Avatar: A Lenda de Aang, Netflix) vive Chun-Li, que no trailer aparece como a figura determinante para reunir os protagonistas e impulsionar a narrativa.

Além do trio central, o elenco conta com nomes de peso como Jason Momoa (Aquaman), Joe “Roman Reigns” Anoa’i (Velozes & Furiosos 10), Vidyut Jammwal (Commando), David Dastmalchian (O Esquadrão Suicida), Curtis “50 Cent” Jackson (Power), Cody Rhodes (WWE), Andrew Schulz (You People) e Eric André (The Eric André Show). A variedade de estilos, talentos e presenças físicas reflete o compromisso do filme em celebrar a diversidade dos lutadores que sempre fez parte da essência da franquia. Cada ator parece ocupar um papel essencial no mosaico narrativo, aumentando ainda mais as expectativas do público.

A história é ambientada em 1993 e acompanha Ryu e Ken, lutadores afastados por motivos ainda mantidos em segredo. A aparição de Chun-Li os puxa de volta a um mundo que acreditavam ter deixado para trás. A partir desse reencontro, ambos são conduzidos ao Torneio Mundial de Guerreiros, uma competição marcada por confrontos brutais e histórias individuais carregadas de dor, orgulho e esperança. O trailer deixa claro que o torneio será o eixo principal do filme, mas também dá indícios de que existe uma ameaça maior atuando nas sombras, capaz de levar os lutadores ao limite físico e emocional.

O percurso da produção foi cheio de reviravoltas. Desde abril de 2023, quando a Legendary Entertainment assumiu os direitos de adaptação, as expectativas se tornaram cada vez maiores. Danny e Michael Philippou (Fale Comigo) foram anunciados como diretores iniciais, mas deixaram o projeto em junho de 2024 por conflitos de agenda e visão criativa. Em fevereiro de 2025, Kitao Sakurai assumiu o comando, trazendo uma nova perspectiva que uniu estética, intensidade e humanidade.

A escolha do elenco foi realizada entre maio e julho de 2025. Noah Centineo, Andrew Koji, Jason Momoa e Roman Reigns iniciaram as negociações logo nas primeiras semanas, sendo posteriormente confirmados junto a novos nomes que também se somaram ao longa. Callina Liang, David Dastmalchian e Curtis Jackson reforçaram a lista, enquanto Vidyut Jammwal e Cody Rhodes concluíram o grupo ao longo de julho.

As filmagens aconteceram na Austrália entre 18 de agosto e 12 de novembro de 2025, sob o título provisório de Punch. O diretor de fotografia Ken Seng (Deadpool) foi o responsável pela estética visual do projeto, que combina realismo cru com influências estilizadas dos golpes icônicos da franquia. O visual mistura cenários dos anos 1990 com uma abordagem moderna de iluminação e câmera, equilibrando nostalgia e novos ares.

A recepção ao trailer tem s

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