Omari K. Chancellor entra para o elenco de Love Story, nova série de Ryan Murphy sobre romance trágico dos Kennedy

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O ator Omari K. Chancellor foi oficialmente escalado para a série Love Story, nova aposta antológica de Ryan Murphy para o canal FX, segundo informações exclusivas do Deadline. Chancellor interpretará o estilista Gordon Henderson, figura real do universo da moda e mentor de Carolyn Bessette, cuja influência foi decisiva na construção da imagem pública sofisticada da então consultora da Calvin Klein.

O projeto marca mais um desdobramento do universo de antologias de Murphy, ao lado de títulos como American Crime Story e American Horror Story. Inicialmente anunciada como American Love Story, a produção agora estreia sob o título encurtado e promete lançar um olhar íntimo, dramático e altamente estilizado sobre romances que marcaram a cultura americana contemporânea.

A temporada inaugural será centrada na intensa e trágica trajetória de John F. Kennedy Jr. (Paul Kelly) e Carolyn Bessette (Sarah Pidgeon). Ícones da década de 1990, o casal enfrentou o peso do legado dos Kennedy, a perseguição implacável da imprensa e pressões internas no casamento — até o fatídico acidente aéreo que vitimou os dois, além da irmã de Carolyn, Lauren Bessette, em 1999.

Além de Chancellor, o elenco principal reúne grandes nomes da indústria. Naomi Watts viverá Jacqueline Kennedy Onassis, Grace Gummer interpretará Caroline Kennedy, e Sydney Lemmon será Lauren Bessette.

Com produção do FX e envolvimento criativo direto de Ryan Murphy, Love Story aposta em uma abordagem emocionalmente sofisticada e visualmente marcante para revisitar os bastidores de amores célebres e tragédias modernas. A estreia está prevista para 2025 e deve figurar entre os projetos mais aguardados da próxima temporada de premiações.

Dirigido pelo cineasta colombiano Felipe Vargas, “Rosario” estreia nos cinemas brasileiros em 28 de agosto com terror psicológico

O terror ganha contornos íntimos, culturais e profundamente humanos em Rosario, novo filme do diretor colombiano Felipe Vargas, que chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de agosto, com distribuição da Imagem Filmes. Com uma proposta que mistura mitologia ancestral, traumas familiares e tensão psicológica, o longa promete ser um dos destaques do cinema de horror latino-americano em 2025.

Protagonizado por Emeraude Toubia, atriz mexicana-libanesa conhecida por papéis em séries como With Love (Amazon Prime Video) e Shadowhunters, o filme acompanha a trajetória de Rosario Fuentes, uma corretora de Wall Street que retorna ao apartamento de sua avó falecida em Nova York. A visita, que deveria marcar um momento de luto e reconexão familiar, logo se transforma em um pesadelo real. Ao encontrar uma câmara secreta no apartamento, Rosario se depara com artefatos ritualísticos que a arrastam para o centro de um enigma sobrenatural.

À medida que os fenômenos inexplicáveis tomam conta do cotidiano da personagem, o filme costura o terror com uma camada emocional densa, abordando temas como o legado familiar, o silêncio das gerações passadas e a busca por pertencimento. Rosario precisa enfrentar não apenas espíritos ou maldições, mas os ecos de um passado que se recusa a ser enterrado.

Ao lado de Toubia, o filme conta com a participação marcante de David Dastmalchian, ator conhecido por suas atuações intensas em títulos como Duna (2021), Batman (2022), O Homem-Formiga, O Esquadrão Suicida (2021) e Prisoners (2013). Em Rosario, Dastmalchian interpreta uma figura que conecta as peças do passado sombrio da família Fuentes, elevando a atmosfera de mistério e inquietação.

Paul Ben-Victor, com uma sólida carreira que inclui filmes como The Irishman, e séries como The Wire e Entourage, completa o trio principal como uma presença enigmática e ambígua. Seu personagem atua como uma espécie de guardião dos segredos familiares, um elo entre o que foi vivido, o que foi esquecido e o que insiste em retornar.

Em tempos em que o cinema de horror ganha novas roupagens para refletir dilemas contemporâneos, o novo filme de terro se alinha a uma tendência crescente de produções que utilizam o gênero como ferramenta de reflexão sobre identidade, pertencimento e cicatrizes silenciosas.

The Last of Us pode acabar na 3ª temporada, revela HBO — mas decisão ainda não está confirmada

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Uma das produções mais elogiadas da HBO nos últimos anos pode estar mais próxima do fim do que o público imaginava. Em entrevista à revista Variety, Casey Bloys, diretor de conteúdo da HBO, revelou que a terceira temporada de The Last of Us pode ser a última, embora o plano original fosse estender a série por pelo menos mais duas temporadas. A declaração adiciona uma nova camada de mistério ao futuro da adaptação, que se consolidou como um fenômeno global desde sua estreia em 2023. As informações são do Omelete.

Lançamento adiado: próxima temporada só chega em 2027

Além da incerteza sobre a duração da série, Bloys também confirmou que o terceiro ano vai demorar a chegar: os novos episódios estão previstos apenas para 2027. O hiato de quatro anos entre a segunda e a terceira temporadas reflete a complexidade da produção — marcada por locações internacionais, efeitos visuais detalhados, cenas de ação exigentes e uma narrativa que exige precisão dramática para manter a fidelidade ao material original.

Essa pausa estendida pode frustrar os fãs mais ansiosos, mas também pode ser um indicativo de que a HBO pretende encerrar a história de forma grandiosa — com uma temporada final mais elaborada e carregada de emoção.

Adaptação fiel, impacto global

Baseada no premiado jogo da Naughty Dog, The Last of Us é uma das adaptações de videogame mais bem-sucedidas da televisão. A trama se passa décadas após o colapso da civilização causado por uma infecção fúngica devastadora, que transforma humanos em criaturas canibais. Nesse cenário brutal e desesperançado, Joel (Pedro Pascal), um sobrevivente endurecido, recebe a missão de escoltar Ellie (Bella Ramsey), uma jovem misteriosamente imune ao vírus, em busca de uma possível cura para a humanidade.

A relação entre os dois personagens centrais, marcada por traumas, afeto e sacrifícios, foi um dos grandes trunfos da primeira temporada. Com roteiros assinados por Craig Mazin (Chernobyl) e Neil Druckmann (criador do game), a série conquistou tanto o público quanto a crítica ao equilibrar cenas de ação intensas com momentos de grande carga emocional.

Decisão ainda não está fechada

Apesar das especulações sobre o fim precoce, Casey Bloys ressaltou que a decisão final ainda está em aberto. A HBO está avaliando cuidadosamente os rumos da trama — especialmente por se tratar da adaptação de The Last of Us Part II, jogo que traz eventos mais complexos, novos personagens e conflitos mais profundos.

Segundo fontes ligadas à produção, existe a possibilidade de a história do segundo jogo ser adaptada integralmente em uma única temporada — mas também há espaço para expansão, caso o roteiro assim demande. Em outras palavras, a série pode acabar no terceiro ano… ou não.

Franquia Assassin’s Creed retorna ao audiovisual com série da Netflix sob comando dos criadores de Westworld e Halo

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A Ubisoft confirmou que a popular franquia Assassin’s Creed ganhará uma nova adaptação para o audiovisual, desta vez em formato de série para a Netflix. Após o longa-metragem lançado em 2016, estrelado por Michael Fassbender, a saga que estreou nos videogames em 2007 retorna para explorar seu rico universo em um projeto televisivo ambicioso.

O desenvolvimento da série está a cargo de Roberto Patino e David Wiener, que assumem os papéis de criadores, showrunners e produtores executivos. Patino é reconhecido por seu trabalho em Westworld, enquanto Wiener é um dos nomes por trás da série de sucesso Halo. Essa dupla traz experiência na condução de narrativas complexas e de grande apelo para o público fã de ficção científica e fantasia.

Além dos criadores, a produção executiva inclui Gerard Guillemot, Margaret Boykin e Austin Dill pela Ubisoft Film & Television, bem como Matt O’Toole, conforme divulgado pelo site Deadline. Em declaração oficial, Patino e Wiener expressaram entusiasmo pelo projeto:
“Somos fãs de Assassin’s Creed desde seu lançamento em 2007. A cada dia que trabalhamos nesta série, ficamos animados e honrados com as possibilidades que Assassin’s Creed nos abre. Por trás do escopo, do espetáculo, do parkour e das emoções está a base para o tipo mais essencial de história humana — sobre pessoas em busca de propósito, lutando com questões de identidade, destino e fé. É sobre poder, violência, sexo, ganância e vingança.”

Apesar do anúncio, detalhes sobre o elenco, datas de início das filmagens ou lançamento ainda não foram divulgados, mantendo em sigilo as informações que possam antecipar a produção.

A aposta da Netflix em Assassin’s Creed acompanha uma tendência crescente da plataforma em investir em adaptações de videogames, visando capitalizar o público cativo desses universos e ampliar a oferta de conteúdos originais para seu catálogo.

A franquia de sucesso

Desde sua estreia em 2007, Assassin’s Creed tornou-se um dos títulos mais influentes da indústria dos videogames. Desenvolvida pela Ubisoft, a série se destaca por combinar aventura, ação e narrativas históricas que transportam o jogador a diferentes épocas, como o Renascimento, a Revolução Americana e o Egito Antigo.

O jogo gira em torno da eterna batalha entre Assassinos e Templários, duas facções com ideais opostos sobre liberdade e controle. Através da tecnologia fictícia do Animus, que permite acessar memórias genéticas, o jogador revive as vidas dos ancestrais em cenários detalhados e fiéis à história.

Com gráficos cada vez mais sofisticados, mundo aberto expansivo e mecânicas de gameplay refinadas, a franquia conquistou uma base fiel de fãs e continua atraindo novos jogadores. Além dos jogos, a obra também ganhou adaptações para outras mídias, como o filme de 2016 estrelado por Michael Fassbender. Agora, a Netflix aposta em uma série original que promete aprofundar os temas centrais da franquia, sob o comando dos criadores de Westworld e Halo.

Mortal Kombat II ganha primeiro trailer explosivo e pôsteres inéditos com Karl Urban como Johnny Cage

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A escuridão avança sobre o Plano Terreno — e os guerreiros estão de volta ao campo de batalha. Nesta semana, a Warner Bros. Pictures Brasil revelou com exclusividade o primeiro trailer oficial de “Mortal Kombat II”, sequência do longa lançado em 2021, acompanhado de pôsteres individuais inéditos que destacam personagens icônicos da franquia, agora sob uma nova ameaça: o domínio do impiedoso Shao Kahn.

Com direção novamente a cargo de Simon McQuoid, a produção mergulha de vez nas entranhas místicas e violentas do universo criado por Ed Boon e John Tobias, levando às telonas o que promete ser um dos confrontos mais viscerais da temporada cinematográfica. Se o primeiro filme foi uma introdução eletrizante, o segundo chega para elevar a aposta — e o risco.

Johnny Cage entra em cena

Entre as novidades mais aguardadas está a estreia do astro Karl Urban como Johnny Cage, astro de ação, provocador nato e combatente surpreendentemente letal. O personagem, ausente no primeiro longa, agora surge como peça-chave numa trama marcada por alianças perigosas e confrontos decisivos.

No novo filme, Cage se junta aos defensores do Plano Terreno numa missão urgente: frear o avanço das forças de Shao Kahn e impedir a queda definitiva do reino dos humanos. A balança entre mundos está prestes a ruir, e cada lutador terá de fazer escolhas que podem custar sua vida — ou sua alma.

O elenco de volta à luta

Reforçando a atmosfera de fidelidade aos jogos, o elenco retorna com nomes já familiares ao público. Chin Han vive novamente o ardiloso Shang Tsung, senhor de almas e aliado traiçoeiro da Exoterra. Joe Taslim retoma seu papel como o gélido e impiedoso Sub-Zero, enquanto Tadanobu Asano retorna como o sereno e enigmático Raiden. Hiroyuki Sanada, por sua vez, encarna mais uma vez o espírito vingativo de Hanzo Hasashi, o lendário Scorpion.

A presença desses personagens, agora mais densos e testados por perdas e desafios, fortalece a narrativa e promete confrontos de tirar o fôlego. O novo roteiro, assinado por Jeremy Slater (Moon Knight, The Umbrella Academy), busca aprofundar os vínculos entre mundos e os dilemas morais dos guerreiros — sem abrir mão do que a franquia faz de melhor: combates brutais e icônicos.

Entre o épico e o visceral

“Mortal Kombat II” é produzido por Todd Garner, James Wan, Toby Emmerich, E. Bennett Walsh e Simon McQuoid, com produção executiva de Michael Clear, Judson Scott, Jeremy Slater e Lawrence Kasanoff — nome histórico na trajetória de Mortal Kombat no cinema desde os anos 1990.

O jogo que chocou o mundo e se tornou lenda

Antes de se tornar uma franquia multimilionária no cinema, Mortal Kombat era apenas uma ideia ousada nas mãos de dois desenvolvedores da Midway Games: Ed Boon e John Tobias. O ano era 1992, e o mercado de jogos eletrônicos vivia sob a sombra de Street Fighter II. Mas foi com sangue, magia negra e artes marciais brutais que Mortal Kombat rompeu todas as expectativas — e deu início a uma das franquias mais controversas, influentes e duradouras da história dos videogames.

Hoje, com o segundo filme a caminho e personagens como Johnny Cage, Scorpion, Sub-Zero e Raiden novamente em evidência, vale voltar ao início e entender por que o primeiro Mortal Kombat não foi apenas um jogo: foi um divisor de águas cultural.

Personagens lendários e rivalidades eternas

Ao contrário de muitos jogos da época, Mortal Kombat não se limitou à pancadaria: ele criou um universo próprio, com mitologia e conflitos épicos entre reinos paralelos. A narrativa misturava torneios místicos, tradições orientais e guerra interdimensional — uma base rica que se desdobrou em continuações, séries animadas, HQs e filmes.

Personagens como o espectral Scorpion, o ninja gelado Sub-Zero, o deus do trovão Raiden e o irreverente astro de cinema Johnny Cage rapidamente ganharam status de ícones da cultura pop. Cada um tinha um estilo de luta, uma história de fundo e um fatality próprio — fórmula que ampliava o apelo do jogo para diferentes públicos.

Estrelado por Christina Ricci, Família à Prova de Balas chega aos cinemas na próxima quinta, 31 de julho

No próximo dia 31 de julho, o público brasileiro terá a oportunidade de conferir nas telonas uma mistura inédita de ação e comédia com o lançamento de Família à Prova de Balas. Distribuído pela Diamond Films, o longa traz uma trama envolvente, que combina o ritmo acelerado de uma noite cheia de perigos com momentos de leveza e humor familiar.

O filme destaca a versatilidade da atriz Christina Ricci, que conquistou fãs ao dar vida à icônica Wednesday Addams, na clássica Família Addams de Tim Burton. Agora, Ricci se reinventa na pele de Alice, uma esposa determinada e mãe corajosa, que, junto com seu marido Ray Haynes, interpretado por Kevin James, enfrenta uma série de desafios que vão muito além do cotidiano.

Um pai, uma missão e uma vida dupla

Raymond “Ray” Hayes é um homem dividido. Ex-policial, ele tenta construir uma vida pacífica ao lado da família, sonhando com a abertura de um restaurante ao lado da esposa Alice. No entanto, sua rotina escondida como agente ligado à máfia ameaça esse sonho. A promessa de deixar o mundo do crime para trás se torna um desafio quando uma última missão — comandada pelo enigmático Ignatius, vivido por Luis Guzmán — foge do controle, colocando em risco tudo o que Ray mais preza.

A história ganha um ritmo eletrizante quando as duas vidas de Ray — pai dedicado e criminoso — colidem, e sua família se vê no meio de uma perigosa situação. Sem saber dos segredos do marido, Alice precisa encontrar forças para proteger os seus, enquanto Ray luta para manter o equilíbrio entre essas realidades conflitantes.

Christina Ricci: talento e humanidade em novo papel

Reconhecida mundialmente por sua atuação marcante como Wednesday Addams, Christina Ricci desafia-se mais uma vez em um papel que exige equilíbrio entre humor e emoção. Em Família à Prova de Balas, Ricci imprime à personagem Alice uma mistura de vulnerabilidade e força, traduzindo na tela a figura de uma mulher comum que se torna extraordinária quando o amor pela família está em jogo.

A trajetória da atriz inclui filmes como Buffalo 66, Speed Racer e a recente série Wandinha, onde sua capacidade de interpretar personagens complexas ficou ainda mais evidente. Agora, ela mostra que sabe levar a comédia com o mesmo talento e profundidade, trazendo leveza para uma narrativa carregada de ação.

Kevin James e o equilíbrio entre comédia e drama

Do outro lado, Kevin James empresta seu carisma e timing cômico para a figura de Ray Hayes. Conhecido por papéis que transitam entre a comédia e o drama, James consegue humanizar seu personagem, fazendo com que o espectador se identifique com o dilema de um homem que quer proteger sua família a qualquer custo, mesmo quando as circunstâncias parecem conspirar contra ele.

A química entre Ricci e James cria um ritmo dinâmico, repleto de momentos que alternam entre o suspense e o riso, mostrando que uma boa história de ação pode também ser um retrato sensível das relações familiares.

Produção e distribuição

Família à Prova de Balas chega às salas de cinema com o respaldo da Diamond Films, uma das maiores distribuidoras independentes da América Latina. O lançamento promete movimentar o mercado nacional e oferecer uma opção de entretenimento que agrada a diferentes públicos — daqueles que buscam adrenalina nas cenas de ação até os que preferem a leveza de uma comédia bem construída.

Amandha Lee revisita trajetória com arte, disciplina e superação em entrevista ao podcast “Que Não Saia Daqui”

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“Eu estava sendo comida por formigas no pé, mas não queria sair de cena.”
Essa poderia ser apenas uma anedota curiosa dos bastidores da televisão. Mas, na voz serena e vibrante de Amandha Lee, torna-se um símbolo de entrega, foco e presença. A atriz, que marcou gerações com papéis densos e desafiadores, é a convidada do novo episódio do podcast Que Não Saia Daqui. E, ao longo da conversa, mais do que falar de personagens ou novelas, Amandha compartilha sua história com uma franqueza rara — e uma sensibilidade que atravessa a escuta.

Aos 47 anos, com quase quatro décadas de carreira, Amandha tem muito a contar. Mas não é da fama ou dos holofotes que ela fala com mais entusiasmo. É do processo. Das transformações invisíveis. Dos tombos que não viraram manchete. “A arte sempre me chamou para dentro. Me ensinou a escutar, a ter disciplina, a respeitar o silêncio”, diz, em tom contemplativo.

Das ruas de Copacabana ao palco da vida

Criada em Copacabana, bairro emblemático do Rio de Janeiro, Amandha foi uma criança elétrica — “espivitada”, como ela mesma diz — que encontrou no teatro um caminho para canalizar sua energia. Aos nove anos, começou a fazer aulas no tradicional Teatro Glauce Rocha. Foi ali que o palco se apresentou não como brincadeira, mas como destino.

“Minha mãe me colocou no teatro para eu gastar energia. Mas, sem saber, me deu um caminho para a vida”, conta.

Não demorou para que os testes, os papéis e os estudos se tornassem parte da rotina. Ainda adolescente, já entendia que atuar não era apenas interpretar personagens, mas mergulhar em emoções que muitas vezes ela ainda nem havia vivido. “Eu precisei amadurecer cedo. Porque a arte pede isso. Você se coloca no lugar do outro, e para isso precisa ter empatia, escuta, entrega.”

A cena que mudou tudo — e que quase ninguém viu

Um dos momentos mais emocionantes do episódio é quando Amandha revisita o dia em que tudo mudou. Durante as gravações de um episódio da série Carga Pesada, ela vivia Maria, uma mulher forte, do campo, conectada à terra. Em uma das cenas, ajoelhada no chão, começou a sentir formigas mordendo seus pés. Mas não parou.

“Eu entrei num estado de presença tão forte que nem sentia mais dor. Eu ouvi o ator com quem contracenava como nunca antes. Aquela foi a primeira vez que entendi o que era realmente estar em cena. E isso não tem volta.”

A cena não virou meme, não ganhou prêmio, não foi destaque na imprensa. Mas para Amandha, foi ali que ela se tornou atriz de verdade.

Entre o corpo e a personagem: o desafio de viver Margarida

Com o mesmo comprometimento visceral, ela aceitou um dos maiores desafios físicos de sua carreira ao interpretar Margarida, na novela Vidas em Jogo, da Record TV. A personagem passava por uma transformação corporal durante a trama. Amandha topou engordar 17 quilos sob supervisão médica — e depois emagrecer gradualmente, durante as gravações.

“Eu achei que ia ser tranquilo, porque sempre gostei de comer. Mas comer para engordar com qualidade e depois emagrecer com saúde exigiu uma disciplina absurda. Foi um processo de autoconhecimento e superação.”

Ela lembra que o corpo se tornou espelho da jornada interna da personagem. “Eu sentia a Margarida na carne. Literalmente. Cada cena era atravessada por essa vivência física. E foi doloroso, mas também muito libertador.”

A digitalização das novelas e o reencontro com o passado

O streaming, segundo a atriz, trouxe um presente inesperado: a chance de reencontrar o público — e ser descoberta por uma nova geração. “A arte tem essa coisa de resistir. De permanecer. E quando vejo jovens comentando cenas de A Casa das Sete Mulheres, fico emocionada. Porque aquilo foi feito com tanto amor, tanta entrega, e agora está vivo de novo.”

Amandha vê nesse movimento digital uma oportunidade rara de valorização da memória artística brasileira. “Temos um acervo riquíssimo. E hoje, com a internet, essas histórias não morrem. Elas se renovam. E isso é muito bonito.”

O esporte como refúgio e estrutura

Fora das câmeras, há quase uma década, Amandha se encontrou no triatlo. A corrida, a natação e o ciclismo entraram em sua rotina não como hobby, mas como um compromisso consigo mesma. “O esporte virou meu terapeuta. Quando tudo parecia fora do lugar, eu colocava o tênis e ia correr. E ali, as ideias se ajeitavam.”

O hábito virou filosofia de vida — e estendeu-se à sua família. Casada com um atleta, ela lembra com carinho do tempo em que levava os filhos de bicicleta para a escola. “Era nosso momento juntos. E eles cresceram vendo o esporte como parte da vida, não como obrigação.”

Ela reconhece que o esporte a ajudou a desenvolver algo essencial para a vida — e também para a arte: foco. “Sem foco, a gente se perde. E o esporte me ensinou a ter rotina, a respeitar limites, a persistir.”

Entre a leveza e a profundidade: um retrato raro de uma artista completa

A grandeza da entrevista não está nos feitos — que são muitos — mas na forma como Amandha fala de tudo isso: sem glamour excessivo, sem fórmulas prontas. Há algo profundamente humano na forma como ela compartilha suas vivências. É uma atriz que, mesmo com décadas de carreira, continua aberta ao aprendizado. É uma mulher que escolheu a consistência em vez da pressa. A verdade, em vez da performance.

“Eu continuo me reinventando todos os dias. E nem sempre é bonito. Mas é real.”

Essa autenticidade transforma o episódio de Que Não Saia Daqui em algo maior que uma entrevista. É um encontro. Com a artista, com a mulher, com a força que há em não desistir de si mesma.

Para ouvir com calma — e com o coração aberto

Em tempos de discursos acelerados e superficialidade, ouvir Amandha Lee é um sopro de profundidade. Uma lembrança de que resistir, cuidar do corpo, da mente e da arte é uma escolha diária. E que essa escolha pode, sim, ser feita com leveza — mas nunca sem coragem.

Ao fim da conversa, quando perguntada sobre o que a move, Amandha responde com simplicidade:

“Eu quero deixar alguma coisa boa. Se uma pessoa se sentir inspirada a cuidar de si, a voltar pra arte, a se reconectar com o corpo… já valeu.”

Lollipop Chainsaw está de volta: nova série de jogos e anime anunciados em parceria entre Grasshopper Manufacture e Nada Holdings

Nesta semana, fãs de Lollipop Chainsaw receberam a notícia com aquela mistura gostosa de surpresa e empolgação: a franquia vai ganhar um novo jogo e, de quebra, uma adaptação em anime. O anúncio feito pelas empresas Grasshopper Manufacture e Nada Holdings reacende aquela chama especial de um universo que, desde 2012, conquistou uma legião fiel — e que agora se prepara para abraçar novos públicos, em formatos que prometem expandir ainda mais essa história tão única. As informações são do Nada Holdings.

Embora poucos detalhes sobre o enredo ou datas tenham sido divulgados até agora, o movimento nas redes sociais oficiais, com contas fresquinhas sendo criadas, já deixa claro que tem coisa boa chegando. A expectativa só aumenta.

Uma heroína que marcou época

Naquele verão de 2012, Lollipop Chainsaw chegou para surpreender. Em meio a um mercado saturado por jogos de zumbis, a produção se destacou por sua mistura de ação acelerada, humor ácido e uma protagonista que fugia dos clichês: Juliet Starling, uma líder de torcida que, no dia do seu aniversário de 18 anos, enfrenta sozinha uma horda de mortos-vivos com sua inseparável motosserra.

Juliet não é a típica heroína distante. Ela é energética, engraçada, cheia de estilo e, acima de tudo, humana — com suas inseguranças e seus medos, mas também com uma coragem que pulsa em cada movimento. A ideia de combinar elementos da cultura pop americana, como as cheerleaders, com uma pegada de horror cômico e hack and slash deu origem a um jogo que dialoga com uma geração que gosta de diversão sem perder a ousadia.

Criatividade à frente do tempo

O jogo nasceu da parceria entre Suda 51, um designer reconhecido por sua visão excêntrica e inovadora, e James Gunn, que mais tarde se tornaria conhecido por dirigir os filmes dos Guardiões da Galáxia. Essa dupla trouxe para o projeto um frescor único, misturando narrativas imprevisíveis, personagens cativantes e um senso de humor que flerta com o absurdo.

Além disso, a trilha sonora ficou por conta do músico Jimmy Urine, vocalista da banda Mindless Self Indulgence, que também emprestou sua voz a um dos chefões do jogo, Zed. Essa colaboração reforçou o clima de rebeldia e contracultura que permeia todo o universo de Lollipop Chainsaw.

Um sucesso que atravessou fronteiras

Embora tenha recebido avaliações variadas no Ocidente, o título foi muito bem acolhido no Japão, onde publicações como a Famitsu deram notas elevadas, reconhecendo a qualidade e a originalidade do jogo. Com o tempo, Lollipop Chainsaw conquistou um status cult, ganhando uma base de fãs apaixonados, que se identificaram com sua personalidade e estilo únicos.

A remasterização lançada em 2024, Lollipop Chainsaw RePOP, reforçou essa popularidade, atingindo mais de 1,5 milhão de cópias vendidas e trazendo o título para uma nova geração de jogadores.

O que esperar da nova fase?

A novidade mais recente veio acompanhada de uma promessa que anima os fãs antigos e os curiosos de plantão: o novo jogo será desenvolvido sem restrições criativas excessivas relacionadas a padrões atuais de diversidade, equidade e inclusão, buscando manter o humor negro e a liberdade que sempre foram marcas da franquia.

Já a produção do anime representa uma oportunidade de expandir a narrativa para além dos jogos, explorando personagens, histórias e ambientações que podem ganhar ainda mais profundidade e apelo popular.

Um legado que vai além do entretenimento

O impacto de Lollipop Chainsaw vai além da tela do videogame. A franquia soube construir uma comunidade forte, composta por fãs que se envolvem com a narrativa, participam de eventos, criam fanarts, cosplays e discutem teorias. Juliet Starling se tornou um ícone para aqueles que buscam personagens femininas que fogem do padrão, com atitudes reais e muita personalidade.

O retorno da franquia é, para muitos, também um retorno às raízes de um entretenimento que valoriza a autenticidade, a irreverência e a diversão inteligente.

Um convite para a nova geração

Embora o anúncio ainda seja embrionário, a expectativa é grande para os próximos meses, quando mais detalhes deverão ser divulgados. Seja pelo controle da motosserra no novo jogo, seja acompanhando a animação, os fãs poderão redescobrir o mundo único de Lollipop Chainsaw.

E para quem ainda não conhece Juliet e seu universo, a nova fase promete ser um convite para mergulhar numa experiência que mistura aventura, humor e horror, tudo temperado com uma boa dose de carisma e atitude.

Nick Souza lança “Abre Espaço” com Papi AQ e reforça protagonismo da música latina

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Na próxima quinta-feira (31), o cantor e produtor Nick Souza lança “Abre Espaço”, uma parceria pulsante com o rapper Papi AQ. A faixa chega carregada de referências da música urbana brasileira, especialmente dos funks de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, mas não se limita ao som. É, acima de tudo, um manifesto — um grito de identidade e pertencimento de artistas imigrantes que fincaram raízes na cena musical canadense.

Nick sabe bem o que é viver entre mundos. Cresceu no Canadá, mas leva no sangue e nos beats as sonoridades brasileiras. Foi durante uma temporada recente em Toronto que a ideia de “Abre Espaço” surgiu: “A gente queria marcar nosso território, mostrar que não estamos aqui só de passagem. Estamos construindo algo, ocupando um lugar que, historicamente, nunca foi entregue a nós”, explica o artista.

O som que cruza fronteiras

Mais do que uma colaboração entre dois nomes promissores da música latina no Canadá, a música é também um encontro criativo que cruza idiomas, gêneros e territórios culturais. A produção da faixa é assinada por Nick, que começou o beat ainda sozinho, e depois o levou para o estúdio em Toronto, onde gravou com Papi AQ.

A cereja do bolo veio com os DJs ShrimpTempura e Kamila Aguilar. Usando equipamentos CDJ, eles manipularam a acapella com efeitos eletrônicos que adicionaram ainda mais textura e camadas à música. O resultado? Um som vibrante, cheio de personalidade, que soa tão contemporâneo quanto universal.

Clipe com crítica social e referência a Childish Gambino

A faixa será lançada já acompanhada de um videoclipe que promete levantar discussões. Inspirado visualmente por This Is America, o potente trabalho audiovisual de Childish Gambino, o clipe da música caminha na mesma direção crítica: abordar as tensões sociais, os espaços invisíveis e os silenciamentos vividos por imigrantes em países como o Canadá — inclusive dentro da própria indústria cultural.

“A ideia era criar uma obra que dissesse: ‘estamos aqui, temos voz, e nossa arte tem valor’. A gente também representa um coletivo gigante que vive às margens e que merece ser visto. E o clipe é uma forma de gritar isso, com imagem e som ao mesmo tempo”, comenta Nick.

Uma amizade que virou música

A parceria entre Nick Souza e Papi AQ não é de agora. Os dois artistas se conhecem há anos e já vinham construindo uma relação de respeito mútuo dentro da comunidade latina-canadense. “A gente se entende muito, temos histórias parecidas. Sempre falávamos de gravar juntos, mas agora foi o momento certo. E ficou incrível. É um som com verdade, com força e com nossa cara”, revela Nick, animado com o resultado.

Papi AQ, por sua vez, também é uma figura respeitada na cena alternativa e urbana do Canadá. Seu estilo mistura influências do hip-hop, trap e reggaeton, com letras que falam sobre identidade, resistência e comunidade. A junção com Nick, que transita entre o funk, o eletrônico e o pop alternativo, cria uma fusão sonora rica e cheia de frescor.

Representatividade que não é moda — é urgência

Mais do que um lançamento musical, “Abre Espaço” traz uma camada política que não pode ser ignorada. Em tempos em que a cultura latina e a arte de imigrantes ainda enfrentam barreiras de visibilidade fora dos seus países de origem, o single chega como um lembrete de que ocupar espaços é, muitas vezes, uma batalha diária.

“Tem muito artista talentoso vivendo fora do Brasil que não é enxergado. Às vezes, o mercado lá fora é fechado, elitizado, ou simplesmente não está pronto pra receber quem vem com algo diferente. A gente não quer ser exceção — queremos ser o começo de uma virada”, desabafa Nick.

O que vem por aí

Com o lançamento dessa canção, Nick Souza inicia uma nova fase em sua carreira, marcada por um discurso mais direto e por colaborações que reforçam sua raiz multicultural. Ele promete mais novidades para os próximos meses, incluindo outros feats e talvez até um projeto visual completo, que deve aprofundar ainda mais os temas abordados no novo single.

“Nada”, de Adriano Guimarães, estreia nos cinemas como uma experiência sensorial sobre o tempo, a ausência e o que não se diz

Hoje, 31 de julho, chega às telonas brasileiras uma obra que não grita, mas sussurra. Que não entrega respostas fáceis, mas convida à contemplação. “Nada”, o primeiro longa-metragem solo de Adriano Guimarães, estreia em cinco capitais — São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte — trazendo uma proposta rara: desacelerar. Escutar. Sentir.

O projeto, que já passou por uma respeitável trajetória em festivais dentro e fora do país, se afasta das fórmulas prontas para apostar num tipo de narrativa que reverbera pela delicadeza. É o tipo de filme que caminha devagar, olha ao redor e encontra beleza até mesmo no que parece insignificante. Um convite à presença, à escuta, ao silêncio.

Muito além da história

A trama gira em torno de Ana, artista plástica interpretada com notável sutileza por Bel Kowarick, que retorna à fazenda da infância para reencontrar a irmã, Tereza (vivida pela dançarina e atriz Denise Stutz), agora fragilizada por uma condição misteriosa que altera sua percepção do real. Mas é importante dizer: este não é um filme que se sustenta por reviravoltas ou explicações racionais. O que interessa aqui não é o “o que” acontece, mas “como” aquilo ecoa dentro da gente.

Adriano não parece preocupado em oferecer clareza — e isso é libertador. Em vez de detalhar, ele insinua. Em vez de narrar com pressa, ele observa. É como se, ao entrar na casa onde Ana cresceu, o público também fosse convidado a respirar mais fundo, a perceber o chiado de um rádio distante, o ranger de uma porta, a brisa cortando a poeira do tempo.

Desde os primeiros quadros, percebemos que NADA pertence a um tipo de cinema raro — aquele que confia na imagem, na pausa, na sugestão. A direção de fotografia de André Carvalheira faz questão de nos manter próximos: o foco nos rostos, nas rachaduras das paredes, no grão da luz que entra pela janela. Um olhar que transforma pequenos detalhes em portais sensoriais.

O desenho de som, assinado por Guile Martins, é uma peça fundamental na engrenagem emocional da obra. Não se trata apenas de acompanhar o que se vê, mas de criar texturas invisíveis. Em muitos momentos, é o som que nos guia, que indica presenças ocultas ou memórias que insistem em permanecer. Há barulhos que parecem vir de dentro da casa… ou de dentro de nós.

O peso do que não está mais ali

Mais do que um reencontro entre irmãs, NADA fala daquilo que se foi — mas nunca deixou de reverberar. A infância, o pai ausente, a própria sanidade que escapa por entre os dedos. É como se o tempo tivesse deixado rastros que não se apagam, fantasmas que não assustam, mas pairam. Invisíveis, porém densos.

A fazenda onde se passa boa parte da ação parece suspensa no tempo, como se resistisse a seguir adiante. E nesse espaço quase imobilizado, os personagens se arrastam entre lembranças e sensações que não sabem nomear. O tempo aqui não corre, ele se dobra.

Para Guimarães, o projeto nasceu de uma inquietação com “memórias que insistem em retornar”, como ele próprio definiu em entrevistas. Não são lembranças escolhidas, mas aquelas que nos invadem sem pedir licença. O filme, portanto, não tenta organizar o passado — ele o acolhe em sua desordem silenciosa.

Literatura, teatro e o invisível

Quem conhece a trajetória do diretor sabe que ele vem do teatro e tem uma forte ligação com a literatura. Isso transparece em NADA, mas não de forma explícita. As influências estão ali, misturadas à poeira da narrativa. Manoel de Barros, por exemplo, aparece como referência — não em citações, mas no espírito de observar grandeza no ínfimo. Já Samuel Beckett ecoa nos silêncios, na repetição, no absurdo cotidiano.

“Quando li o Livro sobre Nada, do Manoel, tive a impressão de que ele estava escrevendo sobre um lugar dentro de mim”, disse Guimarães em uma das exibições do longa. “O filme tem muito disso: coisas que não precisam servir pra nada, mas que são. Que estão ali e pronto.”

Essa percepção do ordinário como extraordinário costura toda a obra. Não há explicação para a condição de Tereza. Tampouco se fala sobre a origem de um dispositivo tecnológico que aparece na trama. Nada é mastigado. E tudo, paradoxalmente, é sentido com força.

Reconhecimento nos festivais e aplauso da crítica

Antes de chegar às salas comerciais, o longa-metragem percorreu um caminho respeitável. No Festival de Cinema de Tiradentes, ainda como projeto em construção, já chamou atenção e levou o prêmio de Work in Progress. No circuito internacional, passou por países como Espanha, Índia, Rússia, Argentina, México e Colômbia, recebendo menções honrosas e prêmios importantes — como o WIP Iberoamericano e o LatAm Cinema, no Festival de Málaga.

No Brasil, brilhou no Festival de Brasília, garantindo os troféus de Melhor Direção, Direção de Arte e Edição de Som — reconhecimento ao cuidado artesanal da obra, feita com precisão quase cirúrgica nos detalhes.

Para o crítico Bruno Carmelo, do Portal Meio Amargo, o longa cria “uma hipnose do olhar”, como se estivéssemos presos em um tempo que não avança. Ele destaca que NADA “não precisa decifrar seus enigmas, apenas sugeri-los”.

Quem vai gostar de assistir?

Não é uma obra para quem busca ação, clímax ou respostas. Talvez, inclusive, provoque incômodo em quem espera por lógica. Mas quem se permitir entrar nesse universo sensorial e subjetivo, muito provavelmente sairá transformado — ou, no mínimo, mexido.

“NADA” é um convite para lidar com o não dito. Com a falta. Com as perguntas que ninguém responde. É para quem já sentiu saudade sem saber do quê. É para quem escutou um barulho e não conseguiu dormir. Para quem carrega lembranças que não se explicam, mas seguem vivas.

Elenco e equipe em sintonia com o invisível

O trabalho de Bel Kowarick é daqueles que ficam na pele. Sua Ana não precisa de grandes falas para transmitir dor, saudade ou estranhamento. É tudo no olhar, no modo como caminha pela casa, nos silêncios carregados de sentido. Já Denise Stutz, com sua trajetória na dança, entrega uma Tereza quase translúcida — vulnerável e, ao mesmo tempo, cheia de presença.

O time técnico reforça essa atmosfera cuidadosamente construída. A montagem de Sérgio Azevedo aposta no ritmo lento, mas nunca entediante. O cuidado com a luz, os sons, os vazios — tudo colabora para que o espectador mergulhe num estado entre o sonho e a lembrança.

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