Jeito Moleque lança Volume 5 do projeto “5 por 5” e reforça legado com inéditas, releituras e parcerias

Foto: Reprodução/ Internet

Celebrando uma trajetória de 25 anos marcada pela autenticidade e pelo diálogo constante com o público, o grupo Jeito Moleque apresenta o Volume 5 do projeto “5 por 5”. A iniciativa, que reúne novos arranjos, músicas inéditas e versões repaginadas de sucessos, chega ao quinto e último capítulo com quatro faixas que reafirmam a identidade do grupo e sua relevância no cenário do pagode contemporâneo.

A proposta da série “5 por 5” — lançada em partes ao longo do ano — é sintetizar, em blocos curtos e potentes, o passado, o presente e o futuro do Jeito Moleque. No novo EP, a banda aprofunda essa proposta com um repertório que transita entre a celebração das origens e a busca por novas sonoridades.

Destaque para inéditas e colaborações

A grande novidade do EP é “Deu Defeito”, uma faixa inédita que conta com a participação especial da dupla sertaneja Clayton & Romário. A parceria estabelece um ponto de encontro entre dois gêneros populares e afetivos, resultando em um pagode com influências do sertanejo romântico, marcado por melodia envolvente e letra sobre descompassos do coração.

Outra composição inédita é “Não Peço Volta (Coração Digita)”, que mostra um Jeito Moleque introspectivo, mas ainda assim melódico e fiel à sua essência. A música traz à tona o lado mais emocional do grupo, com reflexões sobre saudade e reconciliação, envoltas em uma produção sofisticada e contemporânea.

Novos arranjos e releituras afetivas

Abrindo o EP, “Meu Jeito Moleque” funciona como uma espécie de declaração de identidade. A canção revisita a trajetória do grupo sob uma ótica atualizada, com arranjo que combina nostalgia e modernidade. Na sequência, um medley de três faixas — “Nas Nuvens”, “Só Pro Meu Prazer” e “Eu, Você e Mais Ninguém” — apresenta um trabalho de releitura cuidadoso, capaz de dar nova vida a clássicos que atravessam gerações.

Disney cancela spin-off Alice in the Palace, mas escala Mykal-Michelle Harris para novos projetos

Foto: Reprodução/ Internet

A Disney comunicou oficialmente que o spin-off Alice in the Palace, criado por Raven-Symoné e protagonizado por Mykal-Michelle Harris, não seguirá para produção regular, apesar do piloto ter sido gravado no ano passado. A notícia foi divulgada pela própria atriz em suas redes sociais, gerando surpresa e decepção entre os fãs.

O projeto trazia uma trama inédita ambientada no universo da série A Casa da Raven. Alice, interpretada por Harris, é prima de Raven e retorna à Inglaterra, onde descobre que a jovem Duquesa Clementine — também vivida pela atriz — é sua sósia exata. A narrativa explorava a troca de papéis entre as duas personagens, levando o público infantojuvenil a refletir sobre temas de identidade, pertencimento e autodescoberta, tudo isso de maneira leve e divertida.

Além de atuar como protagonista, Mykal-Michelle também foi produtora do piloto, mostrando seu crescimento artístico e engajamento criativo em um projeto que tinha como objetivo ampliar a diversidade e inovação na programação da Disney Channel.

Cancelamento e novos rumos

Embora o spin-off tenha despertado entusiasmo, a Disney decidiu seguir “uma estratégia diferente”, não incluindo Alice in the Palace em seus planos futuros. A decisão, embora frustrante para os envolvidos, não diminui o reconhecimento do talento de Mykal-Michelle Harris.

Em pouco tempo após o anúncio, a atriz foi confirmada no elenco da nova série Oswald, o Coelho Sortudo, que está em desenvolvimento para o Disney+. A produção promete uma abordagem moderna e criativa sobre o personagem clássico, demonstrando que a Disney mantém firme confiança no potencial da jovem estrela.

A trajetória de Harris no universo Disney segue ascendente, mesmo diante do revés com o cancelamento do spin-off. A expectativa é que ela continue conquistando papéis de destaque e contribuindo para a representatividade e inovação nas produções da empresa.

Companhia Certa desta quarta (16): Alberto Bial fala sobre o futuro do esporte, etarismo e laços familiares em entrevista a Ronnie Von

Foto: Reprodução/ Internet

Na madrugada desta quarta-feira (16), o programa Companhia Certa, apresentado por Ronnie Von, recebe um convidado que representa mais do que uma trajetória vencedora nas quadras: Alberto Bial, ex-jogador, técnico e referência no basquete nacional, compartilha suas reflexões sobre o futuro do esporte no Brasil, os desafios da longevidade profissional e a relação afetuosa com o irmão, o jornalista Pedro Bial.

Com 73 anos e mais de quatro décadas dedicadas ao esporte, Alberto segue ativo como coordenador técnico do Fortaleza Basquete Cearense, mas não esconde a inquietação com os rumos do cenário esportivo brasileiro. Durante a conversa, ele levanta um alerta importante: a dependência crescente de políticas públicas para manter projetos em andamento. “Com o passar do tempo, as leis de incentivo se tornaram a única ‘mola mestra’ do esporte. […] As leis estaduais funcionam, mas elas têm que alcançar a todos”, observa, num apelo para que a estrutura esportiva nacional seja mais ampla, inclusiva e sustentável.

Além do compromisso com o esporte, Bial traz ao centro do debate uma questão ainda pouco discutida nos bastidores do alto rendimento: o etarismo. Ele revela como o envelhecimento passou a impactar diretamente sua presença no mercado. “Estou muito bem no Fortaleza […] Mas tem uma coisa que luto muito: o etarismo. Aos 73 anos, com os cabelos brancos, os convites para comandar equipes de alto rendimento diminuem drasticamente. É uma discriminação por conta da idade”, desabafa, com serenidade, mas sem deixar de transmitir a frustração de quem ainda tem muito a oferecer — e nem sempre é enxergado por isso.

Alberto Bial não apenas abriu portas no basquete brasileiro; ele formou gerações, construiu legados e segue atuando como um elo entre o passado e o futuro do esporte. E sua história também carrega um traço curioso e afetivo: o parentesco com Pedro Bial, um dos jornalistas e apresentadores mais conhecidos do país. O técnico relembra com bom humor as vezes em que foi confundido com o irmão mais novo. “Onde chego, o pessoal fala: ‘É o Pedro se escondendo, fingindo que não é ele’ ou ‘tá brincando comigo’. Já me passei por Pedro muitas vezes”, conta, aos risos. A semelhança física, segundo ele, só aumentou com o tempo.

Mas, mais do que confusões engraçadas, a relação entre os dois irmãos é marcada por respeito e admiração mútua. “Sempre inteligente com as questões que ele coloca, fico muito orgulhoso, é meu melhor amigo”, diz Alberto, emocionando o apresentador e quem acompanha a entrevista.

No estúdio, entre lembranças, críticas construtivas e momentos de ternura, Alberto Bial demonstra que sua história vai além das quadras. É a história de um homem que nunca parou de acreditar no poder transformador do esporte, que enfrenta as barreiras impostas pela idade com coragem e dignidade, e que carrega nas palavras e no olhar uma paixão genuína pela vida.

No “Conversa com Bial” desta quinta (24/07), Flávia Reis e Rodrigo Sant’Anna falam sobre o poder do riso e os bastidores da comédia brasileira

Foto: Reprodução/ Internet

Na noite da próxima quinta-feira, 24 de julho de 2025, o Conversa com Bial promete uma edição repleta de riso, inteligência e muitas camadas de interpretação. O apresentador Pedro Bial receberá dois nomes que ajudaram a redefinir a comédia no Brasil com suas criações múltiplas, afiadas e profundamente conectadas à realidade brasileira: Rodrigo Sant’Anna e Flávia Reis. O programa, exibido após o Jornal da Globo, propõe uma conversa descontraída e ao mesmo tempo provocadora sobre os rumos do humor no teatro, na televisão e nas redes sociais.

Ambos estão em cartaz com seus espetáculos solo — Atazanado, de Sant’Anna, e Neurótica!, de Flávia — e usam o palco como espelho cômico da sociedade. São humoristas que não apenas arrancam risadas, mas também despertam identificação, desconforto e até alguma catarse no público. A conversa com Bial deve trazer uma mistura saborosa de bastidores, reflexões sobre o riso e os desafios contemporâneos da arte cômica.

O humor como ferramenta de escuta

É curioso como o humor, frequentemente subestimado na esfera artística, carrega uma potência que vai além da simples distração. Bial, experiente em extrair nuances de seus entrevistados, conduz a conversa como quem abre caminho para que o riso se revele em sua plenitude: como linguagem, resistência, crítica e, muitas vezes, salvação. Rodrigo e Flávia se abrem sobre suas trajetórias, suas dores transformadas em piadas, e os personagens que criaram e que hoje os definem no imaginário popular.

“Rir é uma forma de sobreviver”, diz Rodrigo Sant’Anna em um trecho da conversa. Nascido no subúrbio carioca, ele encontrou no humor um meio de comunicar as tensões sociais que atravessava. Desde os tempos de Os Suburbanos e Zorra Total, Rodrigo ampliou seu repertório de tipos populares — que vão do motoboy fofoqueiro à madame esnobe — sempre com um olhar que mistura caricatura e empatia.

Já Flávia Reis, atriz formada e com forte presença no teatro, traz para o palco uma comédia que não tem medo de ser feminina, descontrolada e, sim, neurótica. Em Neurótica!, seu espetáculo atual, ela interpreta 11 mulheres em situações-limite, mas absolutamente reconhecíveis: uma mãe sobrecarregada, uma senhora hipocondríaca, uma cerimonialista desorientada por múltiplas notificações. Tudo isso costurado com ironia e crítica social.

O espetáculo da vida: “Neurótica!”, com Flávia Reis

Na entrevista com Bial, Flávia compartilha bastidores e motivações por trás de Neurótica!, espetáculo em cartaz aos sábados e domingos no Rio de Janeiro, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares. Com mais de 15 anos de dedicação ao humor feminino, a atriz constrói tipos que oscilam entre o absurdo e a realidade cotidiana. O espetáculo é conduzido por uma terapeuta (também interpretada por Flávia), que apresenta uma “palestra equivocada” sobre neuroses femininas.

“Eu nunca quis rir da mulher, mas com a mulher. Me interessa o humor que denuncia a carga que jogam em cima da gente — ser mãe, ser profissional, ser sensual, ser calma, ser tudo”, comenta Flávia no programa. Com um talento cênico admirável, ela transita entre personagens como quem muda de pele, revelando facetas do feminino que raramente ganham voz nos grandes palcos.

A montagem é uma sátira feroz, mas doce, da vida como ela é. E mais do que dar conta de 11 personagens, Flávia mostra como o humor pode ser libertador. Sua atuação coloca em evidência temas como saúde mental, desigualdade de gênero, pressão estética e relações familiares, tudo isso filtrado pelo riso.

“Atazanado”: o mundo caótico de Rodrigo Sant’Anna

Rodrigo, por sua vez, está em turnê com Atazanado, espetáculo que é um verdadeiro caleidoscópio de personagens e neuroses urbanas. Em cena, ele interpreta cinco figuras completamente distintas, entre elas uma mãe rica que se vê obrigada a cuidar dos próprios filhos quando a babá entra de férias, além de outros tipos que enfrentam situações absurdas em um mundo cada vez mais acelerado.

“É um espetáculo para falar sobre esse nosso tempo maluco, em que a gente tem que dar conta de tudo, fingir que tá bem e ainda sorrir no Instagram”, diz Rodrigo a Bial. Com uma construção cômica precisa, ele transforma as angústias cotidianas — do trânsito ao trabalho remoto, da paternidade à solidão — em material cênico.

Rodrigo se mostra generoso ao falar das dificuldades que enfrentou até conquistar o espaço que tem hoje. “Fui office-boy, trabalhei como camelô, morei em comunidade. Isso me deu o olhar que tenho hoje. Os meus personagens nascem de pessoas que conheci, da minha mãe, das vizinhas, dos ônibus que eu pegava”, relembra, emocionado.

Humor como crítica social (e sobrevivência)

Durante a conversa, os três também abordam os desafios de fazer humor em tempos polarizados e de redes sociais vigilantes. “A gente vive hoje num momento em que tudo pode ser ofensivo. É preciso sensibilidade, mas também coragem. Não dá pra engessar a comédia, senão ela morre”, afirma Flávia.

Rodrigo concorda, mas pontua que o humor precisa evoluir junto com a sociedade. “Tem piadas que eu fazia anos atrás e que hoje eu não faria mais. A gente aprende, escuta, revê. Isso não significa censura. Significa maturidade”, opina.

O programa também mergulha na questão da representatividade. Flávia, como mulher, e Rodrigo, como homem gay e negro, falam sobre os espaços que tiveram que ocupar “à força”, por mérito, insistência e também por quebra de paradigmas. Ambos são hoje referências para novas gerações de comediantes que querem falar de si sem pedir licença.

Bastidores, improviso e memórias

Entre risadas, os artistas compartilham histórias dos bastidores. Rodrigo relembra os tempos em que fazia shows de humor em barzinhos na zona norte do Rio e, às vezes, tinha que interromper uma piada porque alguém pedia “mais uma cerveja”. Flávia recorda uma apresentação em que seu microfone falhou, e ela teve que improvisar os 80 minutos do espetáculo no grito — arrancando aplausos de pé da plateia.

Ambos valorizam o improviso, a escuta e a conexão com o público. “Cada plateia é diferente. Tem noite que o público ri da piada que você nem apostava, e fica sério na hora que você achava que ia arrasar”, diz Flávia. Rodrigo complementa: “É isso que torna o teatro vivo. A gente nunca sabe se vai dar certo. E é por isso que vicia.”

Gen V | Trailer da 2ª temporada do spin-off de The Boys é revelado na San Diego Comic-Con

Foto: Reprodução/ Internet

Durante a San Diego Comic-Con 2025, que aconteceu na sexta-feira, 25 de julho, fãs de cultura pop foram presenteados com a estreia do trailer da segunda temporada de Gen V. A série, que rapidamente conquistou uma legião de admiradores desde seu lançamento em setembro de 2023 na Amazon Prime Video, promete elevar ainda mais o nível da trama e aprofundar o universo dos jovens super-heróis da Universidade Godolkin. O retorno desses personagens vem carregado de tensão, conspirações e uma luta aberta contra a poderosa Vought International. Abaixo, confira o vídeo apresentado durante o evento:

Gen V nasceu como um spin-off da série de sucesso The Boys, criada por Eric Kripke, Craig Rosenberg e Evan Goldberg. Diferentemente da série original, que foca nos heróis já estabelecidos e suas relações com o poder, Gen V aborda a primeira geração de super-heróis jovens, que crescem e se formam dentro do sistema da Vought. A série é inspirada no arco “We Gotta Go Now” das histórias em quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, trazendo uma abordagem crua, repleta de críticas sociais e dilemas morais.

Na Universidade Godolkin, onde a Vought treina esses jovens para se tornarem os próximos super-heróis do planeta, a competição é intensa e o ambiente, hostil. A segunda temporada parece trazer um ponto de virada decisivo, com os estudantes finalmente percebendo que não são apenas peças de um jogo corporativo, mas protagonistas de suas próprias histórias — e, dessa vez, preparados para enfrentar a empresa que os controla.

O destaque permanece na personagem Marie Moreau, interpretada pela talentosa Jaz Sinclair. Marie possui um poder impressionante e inquietante: ela controla seu próprio sangue, transformando-o em armas e ferramentas. Seu desejo de se juntar aos Sete, a elite de super-heróis da Vought, é o que a motiva a atravessar inúmeras adversidades. No entanto, a jornada de Marie está longe de ser simples, pois escândalos e desafios éticos emergem no campus, exigindo que ela e seus colegas tomem decisões que podem mudar tudo.

Outro personagem que conquista espaço no enredo é Andre Anderson, vivido por Chance Perdomo. Como um veterano e um dos mais populares alunos da universidade, Andre domina a manipulação de metal e mantém uma forte amizade com Luke Riordan, interpretado por Patrick Schwarzenegger, que detém o poder do fogo e é um dos alunos mais influentes. Essa dinâmica entre os personagens traz camadas importantes de amizade, rivalidade e lealdade para a série.

Emma Meyer, carinhosamente chamada de Grilinha (Lizze Broadway), adiciona uma leveza especial à narrativa. Seu poder de encolher seu corpo a tamanhos minúsculos a torna uma aliada valiosa para Marie, além de representar o espírito de resistência e coragem mesmo nas situações mais complicadas. Já Cate Dunlap (Maddie Phillips), com suas habilidades psíquicas, introduz uma dimensão de popularidade e relacionamento interpessoal, especialmente por seu romance com Luke, o que traz uma carga emocional à trama.

Entre os personagens mais complexos está Jordan Li, interpretado por London Thor e Derek Luh, que tem o poder de mudar de sexo, com habilidades diferentes em cada forma: invulnerabilidade na forma masculina e rajadas de energia na feminina. Essa dualidade vai além da ação, abrindo discussões essenciais sobre identidade de gênero e aceitação, temas urgentes no cenário atual.

Outro personagem que não pode ser deixado de lado é Sam Riordan (Asa Germann), irmão de Luke, dotado de força sobre-humana e invulnerabilidade. Inicialmente confinado em um centro de controle da Vought, sua história traz o peso das tensões familiares e a luta contra um sistema que busca controlar cada passo dos jovens heróis.

Indira Shetty (Shelley Conn), a reitora da Universidade e ex-terapeuta, é um personagem-chave no equilíbrio da narrativa. Mesmo sem poderes, sua influência é grande, funcionando como uma espécie de guia e, às vezes, antagonista para os estudantes. Sua moral ambígua adiciona um tom de mistério e conflito à história.

A série não foge de temas essenciais como a ética na utilização dos poderes, a pressão social para se encaixar e vencer, além das tensões envolvendo identidade e diversidade. Personagens como Jordan Li são um marco para o debate sobre gênero e fluidez sexual, inseridos de forma natural e poderosa no enredo, refletindo a diversidade da audiência atual.

O relacionamento entre os personagens é outro ponto alto. Amizades, rivalidades, amores e traições se entrelaçam em meio a batalhas épicas e escândalos que vão muito além do universo acadêmico. Isso traz humanidade para figuras que, apesar de superpoderosas, enfrentam dilemas e sentimentos que muitos jovens reconhecem em si mesmos.

Além de tudo isso, Gen V se conecta diretamente com o universo maior de The Boys. Situada entre a terceira e quarta temporada da série principal, a produção expande a mitologia, aprofundando aspectos do controle corporativo da Vought e as consequências disso para as novas gerações. A série animada The Boys Presents: Diabolical também compõe esse universo, criando um ecossistema rico e coeso para os fãs explorarem.

A segunda temporada promete um ritmo ainda mais intenso, com reviravoltas que vão desafiar os personagens em suas crenças e lealdades. O trailer já mostra uma resistência crescente contra a Vought, que parece determinada a manter seu poder a qualquer custo. Novas alianças surgirão, antigos segredos serão revelados e a linha entre o herói e o vilão ficará cada vez mais tênue.

Para quem busca uma história que mistura ação, crítica social, personagens complexos e um olhar afiado sobre temas atuais, Gen V é uma aposta certeira. A série ultrapassa o mero entretenimento, tornando-se um retrato da juventude em busca de identidade, propósito e liberdade num mundo que tenta moldá-la à sua própria imagem.

Quando a nova temporada estreia?

A segunda temporada de Gen V está marcada para estrear no Prime Video no dia 17 de setembro de 2025, trazendo de volta o universo intenso e cheio de reviravoltas da Universidade Godolkin. Com a promessa de aprofundar ainda mais os conflitos entre os jovens super-heróis e a poderosa Vought International, essa nova fase promete surpreender e envolver os fãs com muita ação, drama e uma crítica social afiada.

Frank Grillo entra em cena em “Pacificador” com sinceridade, suor e bom humor: “Fui um guerreiro”

Quando você pensa em Frank Grillo, a última coisa que vem à mente é uma coreografia sincronizada ao som de glam rock dos anos 80. A gente imagina o cara socando vilões, perseguindo bandidos, explodindo coisas e mantendo o olhar sério em cenas de ação, não girando os bracinhos em ritmo de música. Mas foi exatamente isso que aconteceu — ou quase — nos bastidores da segunda temporada de “Pacificador“, a série da DC que conseguiu o improvável: fazer todo mundo se importar com um herói babaca, cheio de problemas e vestindo um capacete ridículo.

De acordo com informações do Entertainment Weekly, durante o evento Comic-Con, Grillo contou sem nenhum filtro que a ideia de dançar na abertura da nova temporada não o deixou nem um pouco animado. “Sou péssimo nisso”, confessou, com aquele tom de sinceridade que só alguém calejado por Hollywood e por muitos rounds de jiu-jitsu pode ter. E ele não estava sozinho: Tim Meadows, outro novato no elenco, também sofreu. “Eu fui horrível. Todo mundo achou que eu seria bom, e não quero nem dizer o porquê”, disse, rindo — e deixando no ar um mistério que só o elenco parece entender.

James Gunn, o cérebro por trás da série (e agora chefão do universo DC), não perdoou: “Ele é um péssimo dançarino. Mas foi um guerreiro!”. E pronto: estava armado o clima de zoeira e camaradagem que parece definir os bastidores desse novo ano da produção.

Menos glamour e mais insanidade

Pra quem ainda não mergulhou nesse universo bizarro, a trama não é só mais uma série de super-herói. Longe disso. É uma mistura de tiroteio, piada de mau gosto, drama familiar mal resolvido, trilha sonora nostálgica e personagens que você ama odiar — e depois simplesmente ama. Estrelada por John Cena (num papel que, convenhamos, nasceu pra ele), a série surgiu como um spin-off de O Esquadrão Suicida e acabou ganhando vida própria.

O personagem principal, Christopher Smith, é um sujeito que acredita em alcançar a paz a qualquer custo. Literalmente. Se precisar matar meia dúzia no caminho, tudo bem. O cara é como um Rambo com consciência zero e coração escondido em algum lugar bem fundo — que, aos poucos, vai aparecendo. No meio do sarcasmo, da ação exagerada e dos dilemas existenciais, Pacificador conseguiu ser original, engraçada e surpreendentemente emocional.

E agora, com a estreia da segunda temporada marcada pro dia 21 de agosto, os fãs mal conseguem conter a ansiedade. Afinal, além do retorno dos personagens já queridos (como Harcourt, Adebayo, Vigilante e Economos), ainda teremos a adição de rostos novos, como Frank Grillo, que promete agitar — e muito — essa nova fase.

Grillo na dança e no tapa

A verdade é que ver Frank Grillo dançando já seria um evento à parte. Mas ele não veio só pra isso. O ator entra na série com o peso de uma carreira cheia de testosterona. Ele já foi antagonista em filme chinês bilionário (Lobo Guerreiro 2), vilão da Marvel (Capitão América: O Soldado Invernal), protagonista em filmes como The Purge: Anarchy, e ainda arrumou tempo pra fazer séries marcantes como Kingdom e Billions.

Se você o viu em cena, sabe: ele é daqueles que chegam botando pressão. Sempre com cara de quem acabou de sair de uma luta ou tá prestes a entrar em uma. Nascido e criado no Bronx, Grillo é ítalo-americano raiz. Começou a lutar cedo, estudou com Rickson Gracie, virou faixa-marrom de jiu-jitsu e quase virou executivo de Wall Street antes de a vida dar uma guinada num comercial de cerveja.

Agora, aos quase 60 anos (acredite, ele não aparenta), Grillo mostra que ainda tem fôlego — mesmo que não tenha tanto ritmo na dança. “Foi estranho, mas divertido. E o Tim, coitado, sofreu mais que eu”, brincou ele, mostrando que entrou no espírito da coisa. E esse é justamente o segredo da série: não se levar a sério demais.

A abertura que virou lenda

Vale lembrar que a abertura da primeira temporada virou um fenômeno. A coreografia ridícula, feita com todo mundo sério e duro como estátua, ao som de “Do Ya Wanna Taste It?” da banda Wig Wam, viralizou. Virou TikTok, virou cosplay, virou festa temática. E James Gunn, sabendo do impacto, decidiu repetir a dose na nova temporada — só que agora com mais gente e mais caos.

A proposta, segundo o próprio diretor, nunca foi dançar bem. Era parecer esquisito mesmo. Um jeito de dizer: “Aqui não tem glamour. Aqui tem bizarrice.” E deu certo. Quando você vê John Cena dançando com a expressão de quem está pagando uma promessa, entende que Pacificador não está tentando se encaixar em nenhum molde de super-herói tradicional.

E agora, com Grillo e Meadows entrando pra essa dança esquisita, a promessa é de mais vergonha alheia e diversão.

Bastidores de um universo em expansão

A série é mais um fruto do casamento entre James Gunn e a HBO Max (agora só Max), numa fase de reorganização do universo DC. Gunn escreveu todos os episódios da primeira temporada durante a pandemia, no meio da pós-produção de O Esquadrão Suicida, e filmou a série em Vancouver. O resultado foi uma produção enxuta, criativa e com personalidade.

Além disso, a série serviu como um laboratório pro estilo que Gunn quer implementar no novo DCU, do qual ele agora é o comandante-mor. A série não tem medo de mexer com temas pesados: abuso paterno, lealdade cega, fanatismo político e emocional. Tudo isso embalado em piadas escatológicas e violência estilizada.

É esse equilíbrio entre escracho e profundidade que tornou a série um sucesso. E a nova temporada promete manter — ou até exagerar — essa pegada.

John Cena no centro do furacão

John segue como o coração (e o músculo) da série. O ex-lutador de WWE mostrou um timing cômico surpreendente e uma entrega emocional que ninguém esperava. Seu Pacificador é arrogante, impulsivo e, às vezes, detestável — mas também carrega um peso emocional que o torna mais real do que muita gente vestida de capa por aí.

Na primeira temporada, vimos ele confrontar seu passado tóxico, seus medos, suas perdas. E tudo isso sem perder a piada, o soco ou a dancinha. Na segunda temporada, o personagem parece pronto para encarar novas feridas e novos inimigos — inclusive internos. E, com Frank Grillo no elenco, pode apostar que vai ter porrada das boas.

Tim Meadows e o tempero da comédia

Outro reforço importante pro elenco é Tim Meadows, um veterano da comédia americana. Conhecido por anos de Saturday Night Live, ele entra com o charme do “tio engraçado que se mete em confusão”. E, pelo que ele mesmo contou, não foi nada fácil acompanhar a galera na tal abertura dançante. “Todo mundo achava que eu tinha talento, e eu decepcionei bonito”, disse, rindo de si mesmo.

E o que mais vem por aí?

Se os detalhes da trama ainda estão sendo guardados a sete chaves, o que já se sabe é que James Gunn continua no comando criativo da série, mesmo agora assumindo o leme de todo o universo DC. A temporada deve mergulhar ainda mais fundo nas consequências das escolhas do anti héroi, nos dilemas éticos (ou falta deles) e nas maluquices que só esse grupo de desajustados é capaz de viver.

A Max já prepara um esquema de divulgação pesado para o lançamento, e os fãs estão sedentos por qualquer teaser, pôster ou rumor. E com razão: depois de uma primeira temporada que ninguém esperava amar tanto, a expectativa agora é altíssima.

“Tela Quente” desta segunda (04/08) apresenta dois episódios da série “Raul Seixas: Eu Sou”

Nesta segunda-feira, 04 de agosto de 2025, a TV Globo abre espaço para a ousadia, a contracultura e o som libertário de Raul Seixas, exibindo os dois primeiros episódios da minissérie original “Raul Seixas: Eu Sou” na tradicional sessão da “Tela Quente“.

Muito mais do que uma cinebiografia musical, a série mergulha de cabeça na vida turbulenta, genial e contraditória de um dos maiores ícones do rock nacional. Com direção de Paulo Morelli e Pedro Morelli, a produção é uma parceria do Globoplay com a O2 Filmes e resgata com visceralidade e beleza a trajetória de um artista que desafiou convenções, enfrentou censuras e se tornou um mito.

No centro da narrativa está Ravel Andrade, que assume com entrega impressionante o papel de Raul. Mas este não é um Raul domesticado para agradar o grande público. Pelo contrário: a série abraça as contradições, os excessos, os delírios místicos e as escolhas erráticas que fizeram do cantor baiano um personagem tão fascinante quanto impossível de rotular.

Do menino inquieto ao profeta do rock

Logo nos primeiros minutos da série, que agora será exibida em rede nacional, fica evidente que a proposta aqui não é glamourizar o artista, mas compreendê-lo. A narrativa começa ainda em Salvador, com o jovem Raul Seixas descobrindo a paixão pelo rock americano e pelo universo de Elvis Presley. Nascido numa família conservadora e criado em uma realidade distante dos holofotes, Raul desde cedo demonstra uma inquietação incompatível com a vida tradicional que lhe era esperada.

Os episódios iniciais retratam com sensibilidade esse conflito entre o desejo de se expressar artisticamente e a rigidez de uma sociedade que ainda engatinhava rumo à modernização. O Raul que vemos aqui é um jovem inquieto, criativo, sarcástico — e já cheio de ideias subversivas, mesmo antes de ter voz no rádio ou na televisão.

É nesse contexto que ele dá o primeiro passo rumo à carreira musical. A série mostra como Raul trabalhou como produtor, se envolveu nos bastidores da indústria fonográfica e, aos poucos, começou a construir uma identidade artística própria, que unia referências do rock internacional com o ritmo e o sotaque nordestino. Uma mistura que, à época, era vista com desconfiança, mas que viria a mudar para sempre a música brasileira.

A virada: liberdade, vícios e filosofia

Os dois primeiros episódios também mostram o momento crucial em que Raul decide abandonar o ofício nos bastidores para se lançar como cantor. É um salto no escuro, movido por coragem e desespero, que o coloca no caminho do estrelato — e também da autodestruição.

Com uma performance intensa de Ravel Andrade, o Raul da série é explosivo, genial, mas profundamente humano. Ele não é pintado como mártir nem como vilão. É um homem em busca de sentido, tentando conciliar a fama repentina com a espiritualidade, o amor com a liberdade, o sucesso com a integridade artística.

Nesse ponto, ganha destaque a parceria com Paulo Coelho, vivido por João Pedro Zappa. A química entre os atores é um dos pilares dramáticos da série. Juntos, Raul e Paulo formaram uma dupla improvável: um músico anárquico e um aspirante a escritor interessado em ocultismo, alquimia e sociedades secretas. A aliança entre eles rende momentos impactantes, tanto nos palcos quanto nos bastidores, e dá origem a algumas das composições mais icônicas da música brasileira, como Gita, Sociedade Alternativa e Tente Outra Vez.

A série não ignora os altos e baixos dessa relação — as brigas, as separações, o reencontro. E, acima de tudo, mostra como essa parceria transformou não apenas a carreira de Raul, mas a maneira como ele enxergava o mundo e a si mesmo.

Música como grito de resistência

Mais do que um retrato biográfico, “Raul Seixas: Eu Sou” também é uma crônica dos anos de chumbo. Em meio à ditadura militar, Raul ousou cantar sobre liberdade, rebeldia, questionamento. Ele foi censurado, perseguido, interrogado. E, mesmo assim, seguiu criando.

A série reconstrói esse ambiente com riqueza de detalhes: dos bastidores das gravadoras às salas obscuras da censura federal. O espectador é levado a compreender não apenas o contexto político, mas o peso que a arte tinha naquele momento como instrumento de resistência. A música de Raul não era apenas entretenimento — era manifesto, provocação, profecia.

E o mais impressionante é como a série consegue traduzir tudo isso sem didatismo, apostando em diálogos afiados, cenas carregadas de emoção e uma estética que mistura psicodelia, realismo e melancolia. A trilha sonora é um espetáculo à parte, trazendo releituras cuidadosas de sucessos como Metamorfose Ambulante, Maluco Beleza e Ouro de Tolo, em meio a momentos originais de criação que revelam o processo artístico do cantor.

Um Raul para além do mito

A grande força da minissérie, no entanto, está em não transformar Raul Seixas em um personagem idealizado. O Raul que vemos em tela é um homem cheio de falhas, consumido por vícios, por impulsos destrutivos, por relações instáveis com os filhos, as mulheres e os amigos.

Se em um momento ele parece um visionário espiritualizado, em outro é apenas um homem à beira do colapso. E essa ambiguidade é o que torna a série tão poderosa: ela não tenta responder quem foi Raul Seixas — mas nos convida a caminhar ao lado dele, a sentir, por um instante, a dor e a euforia que conviviam em sua alma.

Personagens como Edith (Amanda Grimaldi), Kika (Chandelly Braz), Cláudio Roberto (João Vítor Silva) e Maria Eugênia (Cyria Coentro) completam o retrato de um Raul multifacetado, cercado por figuras que o amaram, o confrontaram e o acompanharam em momentos decisivos. A direção de elenco é primorosa, e todos os atores entregam atuações carregadas de verdade e emoção.

Uma série que já nasceu clássica

Estreada originalmente no Globoplay em junho de 2025, a produção brasileira conquistou rapidamente elogios da crítica e do público. Agora, com sua chegada à TV aberta, a produção tem a chance de atingir ainda mais brasileiros e apresentar, especialmente às novas gerações, um artista que continua atual e necessário.

Num país frequentemente marcado pelo esquecimento, a série se impõe como um exercício de memória e afeto. Raul Seixas morreu em 1989, aos 44 anos, mas deixou um legado que resiste ao tempo. E a série consegue, com respeito e ousadia, dar nova vida a esse legado — sem esconder suas rachaduras, sem apagar suas dores.

“Queen Lear” | Claudia Alencar reina em série brasileira que conquista o mundo com tragédia urbana e poder queer

Foto: Reprodução/ Internet

A série “Queen Lear”, uma produção original do Canal Demais, tem conquistado espaço e reverência onde quer que passe. Em meio a um cenário ainda conservador e desigual no audiovisual nacional, a obra se destaca por sua ousadia: trazer Shakespeare para o universo das milícias, das quebradas e das vozes dissidentes. O resultado é uma tragédia contemporânea com sotaque, suor, e um grito coletivo por reconhecimento.

É impossível ignorar a força estética, política e emocional que emana da obra. Com Claudia Alencar à frente do elenco, a série já é apontada como um divisor de águas na representação LGBTQIAPN+ nas telas. E não é para menos: o projeto soma prêmios internacionais, uma base de fãs fervorosa e cinco indicações no prestigiado Festival MT Queer Premia 2025.

Uma rainha feita de pólvora e amor

Claudia Alencar brilha como Lear, uma matriarca miliciana que decide entregar seu império às três filhas. A premissa, inspirada em King Lear, serve como estopim para uma espiral de traições, feridas antigas e confrontos que vão muito além da disputa de poder. É sobre legado, pertencimento, culpa, afeto e a dor de perder o controle — seja de um território ou de um coração.

Mas o que torna “Queen Lear” especial não é apenas sua trama densa. É a forma como ela se desenrola. Cada cena carrega o peso do cotidiano periférico, do medo institucionalizado, da força das mulheres negras, trans, lésbicas e marginalizadas que há séculos sustentam o Brasil real, mas raramente o protagonizam.

A câmera não apenas observa — ela mergulha. A favela é palácio. O beco, labirinto psicológico. A trilha sonora, uma sinfonia entre batidas de rap, funk, sirenes e silêncios que ecoam tanto quanto os diálogos.

Reconhecimento global para uma obra local

“Queen Lear” já foi ovacionada em festivais como o Cusco Webfest (Peru), onde venceu como Melhor Série de Drama, e no LA Webfest (EUA), onde arrebatou os prêmios de Melhor Edição e novamente Melhor Série de Drama. Também figurou nas seleções oficiais do Apulia Webfest (Itália), New Jersey Webfest, e NZ Webfest (Nova Zelândia).

O feito mais simbólico veio com o terceiro lugar na Copa do Mundo das Webséries, um dos prêmios mais disputados do circuito independente. Para um projeto sem apoio das grandes plataformas, feito com recursos próprios e alma coletiva, esse reconhecimento soa como um grito de vitória.

Agora, o Brasil também aplaude. No Festival MT Queer Premia 2025, que será realizado em outubro, a série é uma das mais indicadas. Disputa as categorias de Melhor Websérie, Direção, Roteiro, e duas indicações de atuação: Claudia Alencar e Giul Abreu, que também se destaca em uma das filhas da rainha.

Um grito que vem das margens

Para Quentin Lewis, criador, roteirista e diretor da série, a obra é mais do que uma adaptação — é uma resposta. “A gente se apropriou de uma tragédia branca, europeia, cisnormativa, e devolveu com sotaque, gíria e vivência periférica. Não é sobre imitar Shakespeare, é sobre rasgá-lo e costurar de novo, com nossas linhas”, diz. Quentin faz questão de lembrar que a obra é também coletiva. “Nosso elenco é formado majoritariamente por artistas trans, pretos, de origem periférica. A série é uma mistura de currículo e militância. Cada rosto na tela carrega mais que técnica — carrega urgência.” Essa urgência reverbera no texto, na direção, na trilha. “Queen Lear” é visceral, como a realidade que retrata. E se emociona, não é por dó ou tragédia estética. É porque é real. Dói, pulsa e grita.

Um elenco que é revolução

Além de Claudia Alencar, soberba como a Lear tropical, a série reúne nomes da cena alternativa que imprimem verdade em cada frame. Giul Abreu entrega um dos trabalhos mais intensos do ano, vivendo uma das herdeiras do trono com camadas emocionais que vão do amor ferido à sede de justiça. Outros nomes em destaque incluem Mariana Lewis, Will Crispin, Aline Azevedo, Ana Cecília Mamede, Wagnera e Simone Viana. Um grupo que representa, de fato, o Brasil fora da bolha — diverso, criativo, talentoso, e ainda pouco reconhecido nos grandes meios.

Fora do streaming, dentro do coração do público

Apesar do sucesso internacional, a produção ainda não foi lançada oficialmente em nenhuma plataforma de streaming. A produção segue circulando exclusivamente por festivais, o que não impediu que criasse uma legião de fãs. A página do Canal Demais nas redes sociais virou ponto de encontro para quem acompanha trailers, trechos vazados, bastidores e até trechos de roteiro. A espera pela estreia oficial só amplifica o fascínio: o desejo é coletivo, a expectativa é nacional. Negociações com distribuidoras — nacionais e estrangeiras — estão em andamento. Mas o time criativo deixa claro que a prioridade é encontrar uma vitrine que respeite a potência política e poética da obra.

Shakespeare da laje

O grande mérito da série talvez seja este: não tentar domesticar Shakespeare para o Brasil, mas sim transformar a tragédia clássica em instrumento de denúncia, arte e reconexão com a nossa ancestralidade e resistência. A série fala de dor, mas também de ternura. De violência, mas também de afeto. De sangue, mas também de poesia. É um épico sem cavalo branco, sem castelo, sem herói — mas com muita coragem. E é por isso que, mesmo antes de chegar ao grande público, “Queen Lear” já é histórica. Porque mais do que contar uma boa história, ela provoca, escancara e emociona. No fim das contas, não é sobre Shakespeare. É sobre nós.

The Love School – Escola do Amor deste sábado (9) mostra a emocionante história de Caio e sua luta para encontrar a felicidade no amor

Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 9 de agosto, o programa The Love School – Escola do Amor, apresentado pelo casal Renato e Cristiane Cardoso, traz um tema profundamente humano e inspirador: a trajetória de Caio, um jovem que nasceu com uma síndrome rara e enfrentou dificuldades não apenas físicas, mas também emocionais, para acreditar que poderia ser feliz no amor.

O episódio mergulha na história real de uma vida marcada por desafios desde a infância, passando pela solidão da adolescência, até a construção da autoestima e a redescoberta do amor — principalmente o amor próprio, fundamental para qualquer relação saudável.

A história de Caio: uma luta além do físico

Caio nasceu com uma condição médica rara que exigiu diversas cirurgias ainda na infância. Esses procedimentos não foram apenas um desafio físico; marcaram também sua vida emocional. Desde muito cedo, ele percebeu que olhares e comentários das pessoas ao redor não eram comuns ou simplesmente curiosos — muitas vezes, eram julgamentos.

Na escola, no convívio social, ele sentia-se diferente e isolado. Os olhares atentos e, por vezes, incompreensivos, deixavam marcas invisíveis que crescemos dentro do peito. Para Caio, ser “normal” parecia algo distante e inalcançável. A insegurança tomou conta de sua autoestima, criando um muro difícil de derrubar.

Adolescência: o tempo das frustrações e da solidão

A adolescência, período naturalmente intenso em emoções e descobertas, tornou-se para Caio um momento de ainda mais sofrimento. Enquanto seus colegas viviam os primeiros flertes, as paqueras e os primeiros amores, ele se sentia excluído desse universo.

Ele via os outros meninos ganhando a atenção das garotas, trocando olhares, sorrisos e contatos, e, no seu mundo interno, crescia a frustração e o medo. “Era impossível ele ser feliz no amor”, como destacam Renato e Cristiane no programa, parecia uma sentença definitiva para o jovem.

Esse sentimento de rejeição não era apenas sobre o que os outros pensavam, mas também sobre o que Caio acreditava ser verdade para si mesmo. A insegurança criava barreiras, não só para viver um relacionamento amoroso, mas para se permitir sonhar com isso.

The Love School: amor próprio como ponto de virada

O programa tem como missão mostrar que a felicidade no amor começa dentro de cada pessoa, no relacionamento que temos conosco mesmos. Renato e Cristiane, especialistas em relacionamentos, acompanham a trajetória de Caio e oferecem reflexões que tocam fundo em qualquer um que já tenha sentido medo de amar.

Ao longo do episódio, os apresentadores destacam como a transformação de Caio começou quando ele entendeu que sua felicidade não depende do olhar alheio, mas da forma como ele se enxerga e se aceita.

Esse processo, que não é fácil nem rápido, envolve reconhecer o próprio valor, superar traumas e inseguranças e aprender a se amar para só depois se abrir para o amor do outro.

Histórias que inspiram e conectam

O relato de Caio não é único — há muitas pessoas que, por diversas razões, carregam feridas emocionais que dificultam viver relações saudáveis e felizes. O programa vai além do entretenimento, trazendo esperança e ensinamentos reais para quem acompanha.

Renato e Cristiane ressaltam que o amor não é um conto de fadas, mas uma construção diária, que exige coragem para enfrentar os próprios medos e limitações. Eles reforçam que todos merecem ser amados, e que a verdadeira transformação acontece quando a pessoa encontra em si mesma esse amor.

Um convite à reflexão

O episódio que vai ao ar neste sábado também é um convite para que cada espectador reflita sobre seus próprios bloqueios e crenças limitantes no amor. Quantas vezes nos sabotamos por medo de não sermos suficientes? Quantas vezes deixamos que a opinião dos outros nos defina?

A história de Caio inspira a superar esses obstáculos e a buscar a felicidade que está ao alcance de todos — começando pela autoaceitação.

O papel da família e da sociedade

Além da jornada pessoal de Caio, o programa aborda a importância do apoio familiar e social para quem enfrenta desafios semelhantes. A forma como somos tratados na infância e na adolescência pode influenciar profundamente nossa autoestima e capacidade de amar.

Renato e Cristiane destacam que o olhar acolhedor, o incentivo e o diálogo aberto são ferramentas essenciais para ajudar quem está em processo de reconstrução emocional.

O que esperar do programa?

Para quem acompanha o The Love School, este episódio promete ser um dos mais tocantes e reflexivos do ano. A combinação da narrativa verdadeira de Caio com as orientações sensíveis dos apresentadores cria um espaço seguro para o público se identificar, se emocionar e, principalmente, se fortalecer.

Os temas de autoconhecimento, resiliência e esperança são tratados com leveza e profundidade, fazendo do programa uma fonte de apoio para pessoas que buscam crescer em suas vidas afetivas.

Por que assistir?

Além de ser uma história inspiradora, o programa oferece ferramentas práticas e mensagens positivas que podem ajudar qualquer pessoa a superar inseguranças e acreditar na possibilidade do amor verdadeiro. A cada sábado, o programa se firma como uma referência para quem deseja entender mais sobre relacionamentos, seja amorosos, familiares ou pessoais, com um olhar empático e realista.

Neusa Borges retorna às telonas em Os Quatro dos Passos, aventura infantojuvenil que valoriza Florianópolis e a cultura brasileira

Depois de muitos anos longe das grandes telas, a atriz Neusa Borges retorna ao cinema com um papel que marca não apenas sua carreira, mas também um importante momento para o cinema nacional: o filme Os Quatro dos Passos, dirigido por Beatriz Silva e Yasser Socarrás, é uma produção infantojuvenil que mistura aventura, suspense, comédia e romance, tudo ambientado em Florianópolis — cidade natal da atriz e cenário da filmagem.

No longa, Neusa vive Dona Chica, bisavó de dois dos protagonistas, uma personagem que carrega consigo um mistério envolvente e uma presença que guia os jovens pela trama. A história gira em torno de quatro adolescentes — Francisca, Jacinto, Lúcio e Camila — que, em uma tentativa de fugir da temida recuperação escolar, acabam se envolvendo em uma jornada que mistura o real e o sobrenatural, passando pela tradição da Procissão do Senhor dos Passos, evento religioso reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil.

O roteiro assinado por Glauco Broering aposta em uma combinação audaciosa: a energia da juventude, a força da cultura local e um gênero híbrido que inclui animação, cenas em live-action e elementos de found footage, técnica que remete a um tipo de filme gravado em primeira pessoa, muito usada para criar suspense e realismo.

A diretora Beatriz Silva conta que a ideia de contar essa história a partir do olhar dos adolescentes foi decisiva para ela se envolver no projeto. “Quando li o roteiro, logo percebi que não era só sobre aventura, era uma narrativa que trazia a cultura brasileira para o primeiro plano, mas sem perder o frescor e o olhar genuíno dos jovens protagonistas,” comenta Beatriz.

Já o co-diretor Yasser Socarrás destaca o protagonismo dos quatro jovens negros na trama, ressaltando a importância da representatividade. “Em muitas histórias, especialmente de aventura, esses personagens são raramente o centro. Aqui, eles são quem movem a narrativa, com coragem, curiosidade e amizade. Isso é revolucionário para o cinema nacional,” afirma.

Dona Chica: o elo entre gerações

Neusa Borges, uma artista que acumulou décadas de experiência na televisão e no teatro, confessa que foi um convite especial poder viver Dona Chica. “Ela é uma mulher cheia de história, cheia de sabedoria, mas também um pouco misteriosa. Senti que era uma chance de trazer para a tela algo que vem da minha própria vivência e do amor por Florianópolis,” diz a atriz.

Para Neusa, participar de uma produção que celebra a cultura local, com elementos tão fortes da religiosidade popular, foi uma forma de homenagear suas raízes e contribuir para que as tradições brasileiras ganhem visibilidade na cultura pop.

Florianópolis: muito mais que cenário

Os locais escolhidos para as filmagens foram cuidadosamente selecionados para mostrar não só as belezas naturais da capital catarinense, mas também seu patrimônio histórico e cultural. Igrejas antigas, ruas estreitas e paisagens que transitam entre o urbano e o natural criam o ambiente perfeito para essa aventura que, apesar de ambientada em um lugar específico, fala para o Brasil inteiro.

A Procissão do Senhor dos Passos, que acontece anualmente e envolve milhares de fiéis, serve como pano de fundo para a trama, trazendo uma atmosfera de mistério e tradição que conecta passado e presente.

Nostalgia e inovação de mãos dadas

Os diretores explicam que uma das inspirações para o filme foram os clássicos infantojuvenis das décadas de 80 e 90, como “Os Goonies” e “Conta Comigo”. Essas histórias de amizade, descoberta e aventura sempre tocaram o imaginário popular, e “Os Quatro dos Passos” revive essa essência, ao mesmo tempo em que insere elementos que falam diretamente à geração atual, como a diversidade racial e a tecnologia.

Essa junção cria um filme que é ao mesmo tempo um presente para as crianças e adolescentes de hoje e uma viagem nostálgica para adultos que cresceram assistindo essas obras.

Linguagens que aproximam o público

A mistura de animação, live-action e found footage não é apenas um recurso visual: é também uma maneira de dialogar com diferentes faixas etárias e gostos. A animação ilustra as histórias contadas por Dona Chica, dando vida às lendas e ao folclore local. O found footage cria uma sensação de urgência e suspense, e o live-action dá o tom realista à aventura.

Esse casamento de estilos traz frescor e dinamismo, tornando a experiência mais rica e convidativa para quem assiste.

Representatividade que transforma

A presença de quatro jovens negros como protagonistas é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. Em tempos em que debates sobre diversidade e inclusão ganham força, “Os Quatro dos Passos” mostra na prática como a representatividade pode ser natural, orgânica e central em uma história que, acima de tudo, é sobre humanidade.

“Eles são esses jovens, com sonhos, medos e desafios, que embarcam juntos numa aventura. Isso muda a forma como o público se vê e se conecta com o cinema,” explica Yasser Socarrás.

notícias em destaque