A TV Globo exibe na Sessão da Tarde desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a animação Os Croods 2: Uma Nova Era, continuação do sucesso lançado em 2013 pela DreamWorks Animation. O filme aposta em humor familiar, aventura e uma mensagem sobre convivência e evolução, sendo uma escolha ideal para toda a família.
Na trama, a família pré-histórica Crood segue em busca de um lugar mais seguro para viver após abandonar sua antiga caverna. A jornada os leva a um verdadeiro paraíso isolado, cercado por muros naturais e repleto de recursos que parecem atender a todas as suas necessidades. O problema surge quando eles descobrem que o local já tem donos: os Bettermans, uma família que se considera mais evoluída, organizada e intelectualmente superior aos Croods.
O encontro entre os dois grupos rapidamente se transforma em um choque de estilos de vida. Enquanto os Croods são impulsivos, barulhentos e guiados pelo instinto de sobrevivência, os Bettermans representam uma versão mais “civilizada” da pré-história, com regras, conforto e até conceitos de progresso social. A convivência forçada gera conflitos, disputas e situações cômicas que refletem, de forma leve, temas como diferenças culturais, adaptação e respeito mútuo.
A história ganha novos contornos quando Eep, a filha mais aventureira dos Croods, e Dawn, filha dos Bettermans, acabam se metendo em confusão e desaparecem. Diante da situação, as duas famílias precisam deixar de lado suas rivalidades para unir forças e salvá-las, aprendendo, no processo, que evolução também passa pela empatia e pela cooperação.
No elenco de dublagem original estão Nicolas Cage (Grug), Emma Stone (Eep) e Ryan Reynolds (Guy), que retornam aos seus papéis do primeiro filme. A direção fica por conta de Joel Crawford, que imprime um ritmo mais acelerado e aposta em uma estética ainda mais colorida e dinâmica. A trilha sonora do longa é assinada por Mark Mothersbaugh, substituindo Alan Silvestri, compositor do primeiro filme. A mudança trouxe uma identidade musical mais moderna, acompanhando o tom expansivo e energético da continuação.
Lançamento e sucesso comercial
Os Croods 2: Uma Nova Era foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 25 de novembro de 2020, em um período marcado por desafios para o mercado cinematográfico. Ainda assim, o filme se destacou como uma das animações de maior desempenho daquele ano. No Brasil, a estreia aconteceu em 1º de julho de 2021.
Com um orçamento de divulgação estimado em US$ 26,5 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 215,9 milhões mundialmente, somando bilheterias da América do Norte e de outros territórios, incluindo um bom desempenho na China.
O cinema brasileiro se prepara para mais um momento de destaque internacional com a divulgação do cartaz oficial de “Yellow Cake”, longa de ficção científica dirigido por Tiago Melo (“Azougue Nazaré”) e estrelado por Rejane Faria (“Marte Um”), Tânia Maria (“O Agente Secreto”) e Valmir do Côco (“Azougue Nazaré”). O filme será exibido pela primeira vez mundialmente na mostra Tiger Competition do Festival de Roterdã, no dia 2 de fevereiro, consolidando o Brasil como protagonista em um gênero pouco explorado no país.
A trama se passa em Picuí, na Paraíba, uma cidade marcada por garimpos e pela presença de minerais raros como tântalo, nióbio e urânio. É neste cenário que Rúbia Ribeiro, interpretada por Rejane Faria, atua como uma cientista nuclear envolvida em um projeto secreto para erradicar o Aedes aegypti utilizando urânio da região. A história mistura elementos fantásticos e de ficção científica com problemas sociais e ambientais locais, oferecendo ao público uma experiência única, que une suspense, imaginação e crítica social.
O cartaz, recentemente divulgado, reflete essa atmosfera, combinando o universo árido e quase místico de Picuí com elementos visuais ligados à ciência e à experimentação, preparando o público para uma narrativa que oscila entre realidade e fantasia. O festival terá sessões com Q&A com o diretor Tiago Melo e a protagonista Rejane Faria nos dias 2 e 4 de fevereiro, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer os bastidores da produção e os desafios de transformar o sertão brasileiro em um cenário de ficção científica.
Tiago Melo retorna ao Festival de Roterdã com esta produção após o sucesso de “Azougue Nazaré”, que lhe rendeu o prêmio Bright Future em 2018. “É muito especial voltar a Roterdã, agora na Tiger Competition, um espaço que celebra cinema experimental e talentos emergentes. Acreditamos que Yellow Cake se conecta perfeitamente com esse tipo de público, pois mistura o fantástico com questões muito reais do Brasil”, afirma o cineasta.
Produzido por Lucinda Filmes, Urânio Filmes e Jaraguá Produções, em coprodução com Cinemascópio e Olhar Filmes, o longa recebeu apoio de importantes instituições, como o Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura, Sic Recife, Lei Paulo Gustavo e Projeto Paradiso. A distribuição nacional será feita pela Olhar Filmes, reforçando a aposta brasileira no mercado de festivais e no cinema autoral de gênero.
O elenco traz ainda Tânia Maria e Valmir do Côco, que adicionam camadas de humor, humanidade e tensão à narrativa, equilibrando a seriedade do projeto com momentos de leveza e identificação com o público. Combinando ficção científica, crítica social e narrativa fantástica, Yellow Cake se destaca por explorar elementos culturais, ambientais e científicos de forma inovadora e autoral, reforçando o potencial do cinema brasileiro no cenário internacional.
A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, aposta em fantasia, humor e boas lições para toda a família com a exibição de “O Fada do Dente 2”. A comédia familiar transforma uma situação simples em uma jornada de aprendizado, mostrando que até os adultos mais céticos podem descobrir o valor da imaginação quando são obrigados a enxergar o mundo pelos olhos das crianças.
O filme apresenta Larry, um homem prático, impulsivo e pouco sensível às emoções alheias. Ele vive focado em seus próprios interesses e acredita que franqueza excessiva é sempre uma virtude. Quando se apaixona por uma mulher que admira atitudes solidárias, Larry decide mudar sua imagem e se voluntaria para trabalhar com crianças. A ideia é provar que tem um bom coração, mesmo sem entender completamente o universo infantil.
O problema surge quando Larry deixa escapar aquilo que realmente pensa. Ao conversar com um menino, ele afirma, sem qualquer cuidado, que fadas do dente não existem. A fala destrói a fantasia da criança e desencadeia uma punição inesperada. Como castigo por acabar com a magia da infância, Larry é condenado a se tornar uma verdadeira fada do dente por dez dias, com asas, varinha e um conjunto rígido de regras a cumprir.
A partir daí, a comédia ganha ritmo e criatividade. Totalmente despreparado para a função, Larry precisa aprender como agir com delicadeza, paciência e empatia. Ele passa a visitar quartos de crianças, lidar com medos, sonhos e expectativas, além de enfrentar situações constrangedoras que colocam sua personalidade rude em contraste direto com o mundo encantado que agora precisa representar.
No papel principal, Larry The Cable Guy conduz o filme com humor físico e exagerado, características já conhecidas de seu estilo. Seu personagem começa a história como alguém fechado e egoísta, mas aos poucos vai sendo transformado pelas experiências que vive. Cada missão como fada o obriga a refletir sobre suas atitudes e a entender que palavras têm peso, especialmente quando ditas a quem ainda está formando sua visão de mundo.
O elenco conta ainda com David Mackey, Erin Beute e Bob Lipka, que ajudam a construir o ambiente emocional da narrativa. As crianças, como costuma acontecer em filmes do gênero, funcionam como espelhos morais. São elas que revelam a Larry a importância da imaginação, do cuidado e da gentileza, valores que ele nunca considerou essenciais.
A direção é de Alex Zamm, conhecido por comandar produções familiares voltadas para o público jovem. Sua condução é simples e direta, priorizando situações cômicas visuais e uma narrativa fácil de acompanhar. O filme não busca grandes surpresas ou reviravoltas, mas aposta na previsibilidade como conforto, conduzindo o espectador por um caminho leve e otimista.
“O Fada do Dente 2” funciona como uma continuação independente do primeiro filme, lançado em 2010, que tinha Dwayne Johnson no papel principal. Apesar de ter recebido críticas negativas, o longa original surpreendeu nas bilheterias, arrecadando mais de 111 milhões de dólares mundialmente. Esse sucesso financeiro ajudou a manter a história viva e possibilitou a criação da sequência, que segue a mesma proposta, mas com um novo protagonista.
Mesmo sem repetir o elenco original, o segundo filme preserva o espírito da franquia. A ideia central continua sendo a transformação de um adulto cético em alguém capaz de acreditar novamente na magia. A fantasia funciona como metáfora para amadurecimento, mostrando que crescer não precisa significar abandonar completamente o encantamento da infância.
Outro ponto que contribui para a experiência do público brasileiro é a dublagem nacional, com vozes de Raquel Marinho, Luiz Laffey, Walter Cruz e Marco Antonio Abreu. A versão dublada reforça o tom cômico do filme e facilita a compreensão das piadas, especialmente para crianças que acompanham a Sessão da Tarde.
Além do humor, o filme carrega mensagens simples e eficazes. Ele fala sobre responsabilidade emocional, cuidado com as palavras e sobre como pequenas atitudes podem causar grandes impactos. Ao ser forçado a viver como fada, Larry aprende que a fantasia é uma forma de proteger sentimentos e criar memórias positivas, algo que ele nunca havia valorizado.
A Warner Bros. Pictures deu a largada oficial para um dos projetos mais comentados do cinema recente. A pré-venda de ingressos de O Morro dos Ventos Uivantes começa em 29 de janeiro, antecipando a estreia do longa nos cinemas brasileiros em 12 de fevereiro de 2026. A produção chegará ao público com sessões em IMAX e versões acessíveis, reforçando a aposta do estúdio em um lançamento de grande alcance e prestígio.
A nova adaptação do clássico de Emily Brontë é comandada por Emerald Fennell (Bela Vingança, Saltburn), vencedora do Oscar e do BAFTA. A diretora propõe uma leitura contemporânea e visceral do romance publicado em 1847, intensificando os aspectos psicológicos, sensuais e perturbadores da obra. O resultado promete um mergulho ainda mais profundo em uma história marcada por obsessão, dor e amores que desafiam o tempo e a moral social.
Nos papéis centrais estão Margot Robbie (Barbie, Era Uma Vez em… Hollywood, Bela Vingança) e Jacob Elordi (Saltburn, Euphoria, Priscilla), que vivem Catherine Earnshaw e Heathcliff. A escalação reúne dois nomes que transitam com facilidade entre o cinema autoral e grandes produções, além de forte apelo entre o público jovem. A relação entre os protagonistas intensa, absoluta e autodestrutiva conduz a narrativa e sustenta o tom trágico que consagrou o romance como um dos mais impactantes da literatura inglesa.
A trilha sonora original será assinada por Charli XCX (Crash, Pop 2), artista conhecida por sua sonoridade ousada e emocionalmente crua. Sua participação adiciona uma camada moderna ao filme, criando um diálogo direto entre o peso do texto clássico e a sensibilidade pop contemporânea. Segundo a equipe criativa, a música é peça-chave na construção da atmosfera sensual e angustiante da história.
O projeto começou a tomar forma em julho de 2024, quando Emerald Fennell anunciou que escreveria e dirigiria sua própria versão do romance. Em setembro do mesmo ano, Margot Robbie e Jacob Elordi foram confirmados no elenco. Robbie também atua como produtora pelo selo LuckyChap Entertainment (Bela Vingança, Saltburn), reforçando uma parceria criativa já consolidada com a diretora.
A disputa pelos direitos de distribuição foi intensa e movimentou o mercado. Em outubro de 2024, a Netflix chegou a liderar a corrida com uma proposta estimada em US$ 150 milhões, mas a Warner Bros. saiu vitoriosa ao oferecer cerca de US$ 80 milhões e garantir o desejo central de Fennell e Robbie, um lançamento prioritário nos cinemas, acompanhado de uma campanha de marketing robusta. A decisão reafirma a confiança no impacto da experiência cinematográfica coletiva.
A escolha de Jacob Elordi como Heathcliff gerou debates, já que o personagem é descrito no livro como racialmente ambíguo. A repercussão tomou conta das redes sociais e da crítica especializada. Em resposta, Emerald Fennell afirmou que o ator correspondia tanto à imagem clássica do personagem quanto à intensidade emocional exigida pelo papel.
O elenco de apoio reúne nomes de destaque como Hong Chau (A Baleia, Downsizing), Alison Oliver (Saltburn, Conversations with Friends), Shazad Latif (Star Trek: Discovery, Penny Dreadful), Martin Clunes (Doc Martin, Shakespeare Apaixonado) e Ewan Mitchell (House of the Dragon, The Last Kingdom). A trama também apresenta versões jovens dos protagonistas, interpretadas por Charlotte Mellington, Owen Cooper e Vy Nguyen, ampliando a dimensão temporal da narrativa.
As filmagens aconteceram entre o fim de janeiro e o início de abril de 2025, no Reino Unido, utilizando câmeras VistaVision de 35 mm, formato que valoriza a textura clássica da imagem e a grandiosidade dos cenários. As locações incluem os Yorkshire Dales, região intimamente ligada ao imaginário do romance, além dos Sky Studios Elstree. A fotografia é assinada por Linus Sandgren (La La Land, Não Olhe para Cima), garantindo um visual sofisticado, melancólico e imersivo.
Produzido por Emerald Fennell, Margot Robbie e Josey McNamara, com produção executiva de Tom Ackerley (Eu, Tonya) e Sara Desmond, o filme é uma coprodução da LuckyChap Entertainment com a MRC, e tem distribuição mundial da Warner Bros. Pictures.
O Prime Video decidiu ampliar o alcance de uma de suas produções mais comentadas ao disponibilizar gratuitamente a primeira temporada de Fallout, série de drama pós-apocalíptico inspirada na famosa franquia de videogames criada por Tim Cain. A iniciativa permite que um novo público descubra o universo da produção, que já havia se consolidado como um dos maiores acertos recentes da plataforma.
Lançada originalmente em abril de 2024, a série rapidamente chamou atenção por conseguir algo raro no audiovisual: adaptar um game consagrado sem perder sua essência e, ao mesmo tempo, construir uma narrativa acessível para quem nunca teve contato com os jogos. O resultado foi uma recepção extremamente positiva por parte da crítica e do público, que elogiou desde o roteiro até o design de produção e as atuações.
A série foi criada por Graham Wagner e Geneva Robertson Dworet, que assumem o comando criativo como showrunners. O projeto nasceu de uma parceria entre a Amazon, a Kilter Films de Jonathan Nolan e Lisa Joy, e a Bethesda Game Studios, responsável pela franquia original. Jonathan Nolan também dirigiu os três primeiros episódios, estabelecendo o tom visual e narrativo da produção logo no início.
A história se passa em uma linha do tempo alternativa, marcada pela Grande Guerra de 2077, um conflito nuclear que devastou o planeta após décadas de disputa por recursos. Nesse mundo retrofuturista, os avanços tecnológicos não impediram a destruição em massa, mas moldaram uma sociedade única, onde o passado e o futuro coexistem em ruínas radioativas. Para escapar da aniquilação, parte da humanidade se refugiou em abrigos subterrâneos conhecidos como Vaults, estruturas que prometiam segurança, mas que escondiam segredos inquietantes.
Mais de duzentos anos depois, no ano de 2296, o público acompanha a trajetória de Lucy, interpretada por Ella Purnell. Criada dentro do organizado e aparentemente seguro Vault 33, ela vê sua rotina ser destruída quando seu pai desaparece. Determinada a encontrá-lo, Lucy decide sair pela primeira vez à superfície, encarando um deserto hostil que é muito mais cruel do que tudo o que conhecia.
Durante essa jornada, Lucy cruza o caminho de figuras marcantes, como um jovem integrante da Irmandade de Aço, organização militar obcecada pela preservação da tecnologia, e um caçador de recompensas necrótico vivido por Walton Goggins, cuja atuação foi amplamente elogiada. Esses encontros ajudam a expandir o universo da série e revelam diferentes formas de sobrevivência em um mundo onde ética e humanidade são constantemente colocadas à prova.
Além de Purnell e Goggins, o elenco conta com Aaron Moten, que também se destacou pela construção emocional de seu personagem. O conjunto de atuações contribui para uma narrativa que equilibra ação intensa, drama psicológico e um humor ácido característico da franquia Fallout, preservando o espírito crítico e satírico dos jogos.
Nos bastidores, a produção impressiona pelo cuidado técnico e pela escolha das locações. As filmagens começaram em julho de 2022 e passaram por estados como Nova Jersey, Nova York e Utah, além de cenários internacionais. Um dos locais mais emblemáticos foi Kolmanskop, na Namíbia, uma cidade mineradora abandonada tomada pela areia, que serviu como cenário natural para reforçar o clima de decadência do mundo pós-apocalíptico.
A trilha sonora também desempenha papel fundamental na imersão. O compositor Ramin Djawadi, conhecido por trabalhos como Game of Thrones e Westworld, ficou responsável pela música da série. Inspirado nas composições de Inon Zur para os jogos Fallout, Djawadi criou uma trilha que mistura temas orquestrais, melancolia e referências nostálgicas. O álbum oficial foi lançado pouco antes da estreia da série e ajudou a reforçar a identidade emocional da produção.
O impacto de Fallout foi imediato. Em menos de dez dias após a estreia, o Prime Video anunciou a renovação da série para a segunda temporada. Na mesma ocasião, a plataforma revelou que a produção se tornou a temporada de estreia mais assistida de sua história, superando títulos de grande investimento e consolidando o sucesso da adaptação.
A partir de 27 de fevereiro de 2026, o Sesc Sorocaba se transforma em um grande território de encontros com a abertura da 4ª edição de Frestas – Trienal de Artes. Com 102 participantes, entre artistas e iniciativas comunitárias do Brasil e de outros países, e 188 projetos apresentados, a mostra expande seus limites físicos e simbólicos para além da unidade, ocupando também diferentes pontos da cidade.
O estacionamento G2 do Sesc vira uma ampla galeria expositiva, mas o percurso não termina ali. A Trienal se espalha por espaços como a Capela João de Camargo, o Clube 28 de Setembro, o Monumento Pelourinho e o Monumento à Mãe Preta, criando um trajeto que convida o público a caminhar e a perceber a cidade como parte essencial da experiência artística.
Sob curadoria de Luciara Ribeiro, Naine Terena e Khadyg Fares, com assistência de Cadu Gonçalves e Cristina Fernandes e coordenação educativa de Val Chagas, esta edição traz o título do caminho um rezo. A proposta parte da ideia de que caminhar pode ser um gesto político, espiritual e coletivo. O conceito dialoga com reflexões do artista e professor Tadeu Kaingang, com a noção andina de “Thaki” descrita por Silvia Rivera Cusicanqui e com o pensamento afropindorâmico de Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo.
A Trienal se constrói como uma escuta sensível do território sorocabano. Para isso, foram criados dois conselhos consultivos. O Conselho Territorial aproximou a mostra de iniciativas locais e ampliou o diálogo com as dinâmicas sociais e comunitárias da cidade. Já o Conselho Conexões expandiu os horizontes conceituais do projeto, articulando perspectivas diversas sobre coletividade e modos de habitar o mundo.
Entre os destaques internacionais está a artista palestina Emily Jacir, que apresenta o filme Letter to a Friend, obra que costura memória pessoal e conflito geopolítico a partir de Belém, na Palestina. Da Austrália, Gordon Hookey, integrante do povo Waanyi, exibe Murriland! 2, trabalho que revisita criticamente a história de Queensland sob perspectiva indígena. Outro nome central é Richard Long, referência da land art britânica, que apresenta A linha feita pelo caminhar, registro emblemático do gesto repetido de traçar um percurso sobre o gramado.
A mostra também enfatiza práticas que articulam corpo, território e afirmação política. A Plataforma Demonstra apresenta obras de artistas com deficiência, propondo uma experiência que prioriza convivência e acessibilidade poética. Em diálogo com essa discussão, o artista baiano Edu O. exibe Ah, se eu fosse Marilyn!, trabalho que tensiona padrões de beleza e questiona quais corpos são autorizados a ocupar o espaço público.
Saberes tradicionais e práticas agroecológicas ganham espaço com a CAIANAS – Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza Agroecologia e Sustentabilidade, que transforma preservação ambiental em gesto artístico, e com o Projeto Carpinteiros da Amazônia, reunindo mestres carpinteiros de comunidades ribeirinhas e quilombolas do Pará em demonstrações e conversas públicas.
A espiritualidade também atravessa a Trienal. O artista paulistano No Martins instala a obra Deus tá vendo na ponte estaiada da unidade, enquanto Moisés Patrício apresenta Sete cantos para pai João de Camargo, em diálogo direto com a tradição religiosa negra de Sorocaba.
O próprio Rio Sorocaba surge como presença simbólica e política na exposição. Ele aparece na obra coletiva Memórias do Rio: ecos de resistência e também em trabalhos como O rio que rasga a minha cidade, de Julio Veredas, e Dança um rio onde eu nasci, de Douglas Emilio.
Os fãs de histórias sensíveis e emocionantes têm um bom motivo para ligar a televisão nesta quinta-feira, 12 de março. A tradicional Sessão da Tarde, exibida pela TV Globo, apresenta o aclamado drama romântico Past Lives, conhecido no Brasil como Vidas Passadas. O longa é considerado uma das produções mais sensíveis e elogiadas do cinema recente, conquistando crítica e público com sua narrativa delicada sobre destino, memória e amores que atravessam o tempo.
De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha Nora e Hae Sung, dois amigos de infância que cresceram juntos na Coreia do Sul e compartilhavam uma conexão muito especial. Ainda jovens, porém, suas vidas tomam rumos diferentes quando a família de Nora decide emigrar para outro país em busca de novas oportunidades. A mudança marca o fim de uma amizade profunda que parecia destinada a durar para sempre.
Anos depois, já adultos e vivendo em realidades completamente diferentes, Nora e Hae Sung voltam a se encontrar. O reencontro acontece em Nova York, onde os dois passam uma semana juntos relembrando o passado, refletindo sobre as escolhas que fizeram e imaginando como suas vidas poderiam ter sido se o destino tivesse seguido outro caminho.
A partir desse encontro aparentemente simples, o filme constrói uma narrativa profundamente humana, explorando temas como amor não realizado, identidade cultural, imigração e as inúmeras possibilidades que existem em cada decisão que tomamos ao longo da vida. Mais do que um romance tradicional, Vidas Passadas se transforma em uma reflexão sobre o tempo, as conexões humanas e o impacto que determinadas pessoas têm em nossas histórias.
O longa marca a estreia na direção da cineasta Celine Song, que também assina o roteiro. Inspirada em experiências pessoais, Song constrói uma narrativa intimista e contemplativa, apostando em diálogos profundos e em momentos silenciosos que revelam emoções de forma sutil.
O elenco principal reúne Greta Lee no papel de Nora, Teo Yoo como Hae Sung e John Magaro, que interpreta Arthur, marido de Nora. A química entre os personagens e a sensibilidade das interpretações foram amplamente elogiadas pela crítica especializada.
Produzido e distribuído pela A24, estúdio conhecido por apostar em obras autorais e inovadoras, o filme estreou mundialmente no prestigiado Sundance Film Festival em janeiro de 2023. Pouco depois, também integrou a seleção competitiva do Festival Internacional de Cinema de Berlim, consolidando sua trajetória no circuito internacional de festivais.
Antes mesmo de chegar ao grande público, o longa já acumulava uma recepção extremamente positiva da crítica. Muitos veículos especializados destacaram a delicadeza da direção, a força emocional da história e a forma como o filme aborda sentimentos universais com simplicidade e profundidade.
O reconhecimento também se refletiu na temporada de premiações. Na 96ª edição do Oscar, Vidas Passadas recebeu indicações nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, confirmando seu impacto no cenário cinematográfico mundial.
Além do sucesso crítico, o filme também teve uma trajetória sólida nas bilheterias do circuito independente. Em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, exibido inicialmente em apenas quatro salas de cinema, arrecadou mais de 232 mil dólares, alcançando uma média impressionante por sala. Com a expansão da distribuição nas semanas seguintes, o longa ultrapassou a marca de milhões de dólares em arrecadação.
Com uma narrativa contemplativa e profundamente emocional, Vidas Passadas se destaca por tratar o amor de forma madura e realista, fugindo dos clichês mais comuns do gênero. A história não se apoia em grandes reviravoltas, mas sim na força dos sentimentos, nos silêncios entre os personagens e na reflexão sobre aquilo que poderia ter sido diferente.
A programação infantil da Rádio MEC traz mais uma viagem pelo universo da música clássica neste sábado, 14 de março. A partir das 12h, o público poderá acompanhar um novo episódio de Blim-Blem-Blom, dentro do quadro especial O Gênio da Música, que mistura fantasia, educação musical e histórias inspiradas em grandes compositores da história.
Nesta edição, o episódio acompanha o flautista Murilo Barquette, que embarca em uma jornada musical pouco comum. Graças ao misterioso gênio Scandor, personagem central da série, o músico tem a oportunidade de realizar um desejo especial: conhecer o compositor armênio Aram Khachaturian, um dos nomes mais marcantes da música erudita do século XX.
Ao longo da narrativa, o programa apresenta ao público o Concerto para Flauta e Orquestra, obra de Khachaturian interpretada pela Orquestra Nacional da França (ORTF). A gravação utilizada na edição traz regência do maestro Jean Martinon e tem como solista o lendário flautista Jean-Pierre Rampal, um dos grandes nomes da história do instrumento.
A história ganha vida por meio da narração da musicista Maria Vitória, enquanto o personagem Scandor é interpretado por Lionel Fischer. Já o ator Jayme Leibovich assume o papel de Aram Khachaturian, dando voz e personalidade ao compositor dentro da narrativa radiofônica.
Apesar do nome sugerir uma reunião de grandes gênios da música como Johann Sebastian Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven ou Heitor Villa-Lobos, a proposta de O Gênio da Música segue um caminho diferente. O “gênio” do título é, na verdade, um personagem mágico que surge apenas para músicos ou apaixonados por música, sempre pronto para transformar sonhos musicais em realidade.
Com poderes dignos de histórias fantásticas, Scandor realiza desejos que qualquer amante da música gostaria de experimentar. Entre eles estão tocar ao lado de uma grande orquestra, assistir à estreia de uma obra histórica ou até encontrar pessoalmente um compositor que viveu séculos atrás. Cada episódio apresenta uma nova aventura, em que passado e presente se misturam para criar situações inesperadas e educativas.
A proposta do programa é aproximar o público jovem da música clássica de maneira lúdica e envolvente. Em vez de uma aula tradicional, a narrativa transforma o aprendizado em uma experiência imaginativa, na qual personagens reais da história da música aparecem em encontros improváveis com artistas contemporâneos.
Outro elemento marcante da produção é a forma como as histórias são conduzidas. Embora os acontecimentos sejam interpretados por atores adultos e convidados especiais, a narrativa é sempre contada a partir da perspectiva de uma criança. Esse recurso ajuda a criar uma atmosfera de descoberta e curiosidade, aproximando o público infantil do universo da música erudita.
Ao longo da temporada, Blim-Blem-Blom recebe a participação de músicos, compositores e entusiastas da música clássica que se juntam ao elenco fixo para construir as histórias. Cada episódio traz uma nova combinação de personagens e situações, sempre com o objetivo de apresentar grandes obras e nomes importantes da história da música de forma acessível.
A cerimônia do Academy Awards 2026 chegou ao fim com uma noite marcada por grandes vitórias, recordes de indicações e algumas surpresas. Entre os destaques da premiação, o longa “Uma Batalha Após a Outra” se consagrou como o principal vencedor, levando seis estatuetas e consolidando seu domínio em uma edição bastante disputada. Para o Brasil, porém, o resultado foi agridoce: apesar de indicações importantes, nenhum dos representantes do país conseguiu levar o prêmio para casa.
O filme brasileiro O Agente Secreto concorria em quatro categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. A produção chegou à cerimônia cercada de expectativa e representava uma das maiores presenças brasileiras na premiação nos últimos anos. Ainda assim, acabou superada pelos concorrentes em todas as categorias. Na disputa internacional, o prêmio ficou com Valor Sentimental, que também apareceu em outras categorias importantes da noite.
Outro nome brasileiro que chamou atenção na premiação foi o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado na categoria de Melhor Fotografia pelo trabalho em Sonhos de Trem. A indicação representou um reconhecimento significativo para o profissional, mas o prêmio acabou indo para Pecadores, que teve um desempenho forte ao longo da cerimônia e terminou a noite com quatro estatuetas.
O grande vencedor da noite
O maior destaque do Oscar deste ano foi, sem dúvida, Uma Batalha Após a Outra. O longa chegou à premiação com 13 indicações e confirmou o favoritismo ao conquistar seis prêmios, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção para Paul Thomas Anderson e Melhor Roteiro Adaptado. A produção também venceu em categorias técnicas importantes, como Montagem e Direção de Elenco.
O reconhecimento consolidou o filme como uma das obras mais celebradas da temporada de premiações. Além do prêmio principal, o longa também garantiu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Sean Penn, que interpretou um dos personagens mais marcantes da narrativa.
Recordista de indicações
Outro título que dominou a conversa ao longo da temporada foi Pecadores. O filme chegou ao Oscar com impressionantes 16 indicações, um recorde para esta edição. Embora não tenha levado o prêmio principal, terminou a noite com quatro vitórias importantes.
Entre elas está o Oscar de Melhor Ator para Michael B. Jordan, cuja performance foi amplamente elogiada pela crítica ao longo do ano. O filme também venceu em categorias como Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora, consolidando seu peso artístico e técnico dentro da premiação.
Vitórias importantes em outras categorias
Entre os demais destaques da noite, o filme Frankenstein conquistou três prêmios, incluindo Melhor Figurino, Melhor Design de Produção e Melhor Maquiagem e Penteado. A produção chamou atenção pelo cuidado estético e pela recriação visual do clássico personagem da literatura.
Na categoria de animação, o prêmio ficou com Guerreiras do K-Pop, que também levou a estatueta de Melhor Canção Original com a música “Golden”. A vitória reforça a crescente presença de produções animadas que dialogam diretamente com a cultura pop global.
Já na disputa por efeitos visuais, o grande vencedor foi Avatar: Fogo e Cinzas, que impressionou a Academia com seu espetáculo técnico e visual.
Interpretações consagradas
Nas categorias de atuação, além da vitória de Michael B. Jordan, o prêmio de Melhor Atriz ficou com Jessie Buckley por sua performance em Hamnet. A atriz entregou uma atuação intensa e emocional que foi considerada uma das mais marcantes da temporada.
Entre as atrizes coadjuvantes, quem levou a estatueta foi Amy Madigan por A Hora do Mal. A vitória foi considerada uma das surpresas da noite, já que a disputa incluía nomes bastante comentados ao longo da campanha do Oscar.
Destaques técnicos e outras categorias
A cerimônia também premiou produções em diversas áreas técnicas e artísticas. O filme F1: O Filme levou o prêmio de Melhor Som, enquanto o documentário vencedor foi Um Zé Ninguém Contra Putin, que chamou atenção pela abordagem política e pelo impacto de seu tema.
Entre os curtas-metragens, os vencedores incluíram “The Girl Who Cried Pearls” na categoria de animação, “Quartos Vazios” no documentário e “Os Cantores”, que dividiu a vitória com “Two People Exchanging Saliva” na categoria de curta de ficção.
Poucas franquias conseguem transformar sucesso em expectativa de forma tão imediata quanto Duna. Apenas um dia após a consagração de Duna: Parte Dois no Oscar, onde o longa conquistou impressionantes 11 estatuetas e empatou um recorde histórico da premiação, a Warner Bros. Pictures surpreendeu o público ao divulgar o primeiro trailer de Duna: Parte 3 — e, com ele, um vislumbre do que promete ser o capítulo mais intenso e filosófico da trilogia.
Dirigido novamente por Denis Villeneuve (Blade Runner 2049; A Chegada), o novo filme adapta o romance “Messias de Duna”, publicado em 1969 por Frank Herbert (Duna; Os Filhos de Duna). Diferente da jornada de ascensão apresentada nos filmes anteriores, essa nova etapa mergulha nas consequências do poder — e no peso que ele carrega.
Um herói coroado… e questionado
O trailer deixa claro desde os primeiros segundos: Paul Atreides já não é apenas um líder. Agora imperador, ele carrega o título de figura messiânica, mas também o fardo de decisões que impactam todo o universo conhecido. Timothée Chalamet (Wonka; Me Chame Pelo Seu Nome) retorna ao papel com uma presença mais contida e, ao mesmo tempo, mais perturbadora. Há um olhar de desgaste, quase como se o personagem já previsse o próprio colapso.
Ao seu lado, Zendaya (Euphoria; Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa) retoma o papel de Chani, agora não apenas como aliada, mas como uma voz crítica dentro da própria narrativa. O relacionamento entre os dois, que antes era marcado por cumplicidade e descoberta, ganha tons mais densos, refletindo conflitos ideológicos e emocionais.
Essa mudança de tom é essencial para entender o que Villeneuve pretende com o terceiro filme. Se os anteriores eram sobre destino e conquista, este parece ser sobre as consequências inevitáveis de acreditar demais em um salvador.
Um elenco grandioso para um universo em crise
Além de Chalamet e Zendaya, o filme traz de volta nomes já consolidados na franquia, como Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Nação Secreta; Doutor Sono) como Lady Jessica, Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita; Sicario) como Gurney Halleck e Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez; 007 – Operação Skyfall) como Stilgar.
O núcleo político se expande com Florence Pugh (Oppenheimer; Adoráveis Mulheres) como a Princesa Irulan, agora peça-chave dentro das articulações do império, enquanto Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha; A Bruxa) assume de vez o papel de Alia Atreides, prometendo uma presença ainda mais enigmática e poderosa.
Mas uma das adições mais aguardadas é Robert Pattinson (The Batman; O Farol), que interpreta o vilão Scytale. No trailer, sua presença é breve, mas suficiente para sugerir um antagonista manipulador e imprevisível — alguém que atua nas sombras para desestabilizar o império de Paul.
Outro retorno que chama atenção é o de Jason Momoa (Aquaman; Velozes & Furiosos 10) como Duncan Idaho, personagem que, mesmo após eventos anteriores, volta a ter papel importante dentro da trama, agora envolto em mistério.
Uma história sobre poder — e suas rachaduras
Baseado em “Messias de Duna”, o novo filme se afasta da estrutura clássica de jornada do herói para explorar um território mais complexo. Aqui, o foco não está em vencer batalhas externas, mas em lidar com conflitos internos e políticos que ameaçam ruir tudo o que foi construído.
O trailer reforça essa ideia ao apresentar um clima mais sombrio, com diálogos carregados de tensão e imagens que destacam isolamento, dúvida e manipulação. Não há mais espaço para ingenuidade. Cada decisão parece ter um preço — e Paul começa a perceber que talvez tenha ido longe demais.
Villeneuve já havia sinalizado, desde os primeiros filmes, que pretendia encerrar a história como uma trilogia. E tudo indica que este será o capítulo mais ousado em termos narrativos, justamente por subverter expectativas e questionar o próprio conceito de “herói”.
Produção ambiciosa e estética refinada
As filmagens de Duna: Parte 3 aconteceram entre julho e novembro de 2025, passando por locações como Budapeste e Abu Dhabi. O deserto, elemento central da franquia, retorna com ainda mais imponência, agora explorado tanto em película de 65 mm quanto em câmeras IMAX para intensificar a sensação de escala e brutalidade.
Na trilha sonora, Hans Zimmer (Interestelar; O Rei Leão) retorna para dar continuidade à identidade sonora da saga, prometendo uma abordagem ainda mais imersiva e emocional.
Outro detalhe que chama atenção é a mudança na direção de fotografia, agora sob responsabilidade de Linus Sandgren, que substitui Greig Fraser. A expectativa é que essa transição traga uma nova textura visual, mantendo a grandiosidade, mas explorando nuances mais intimistas.
O peso de encerrar uma saga
Desde que assumiu o projeto, Denis Villeneuve sempre deixou claro que sua visão para Duna era limitada a três filmes. Mais do que uma decisão prática, trata-se de uma escolha criativa: encerrar a história de Paul Atreides no ponto em que ela se torna mais ambígua e provocativa.
Essa abordagem diferencia a franquia de muitas outras produções contemporâneas, que frequentemente se estendem além do necessário. Aqui, a proposta é entregar uma narrativa coesa, com começo, meio e fim bem definidos — ainda que esse fim não seja necessariamente confortável.
Após o sucesso estrondoso de Duna: Parte Dois, tanto de crítica quanto de público, a pressão por um desfecho à altura é inevitável. Mas, se o trailer serve como indicativo, Villeneuve parece disposto a correr riscos e entregar algo que vá além do espetáculo visual.