Jenna Ortega não estará em Gremlins 3, desmentindo rumores de participação

A atriz Jenna Ortega, conhecida pelo sucesso da série Wandinha (Netflix), não estará no aguardado Gremlins 3, produção da Warner Bros. que vem gerando grande expectativa entre os fãs da franquia. A informação foi confirmada pelos representantes da atriz, através do portal World of Reel, desmentindo rumores recentes que indicavam sua participação no longa.

As especulações surgiram a partir de declarações do insider Daniel RPK, que afirmava que Ortega teria recebido uma oferta do estúdio para integrar o elenco da sequência. Com a negação oficial, entende-se que a atriz pode ter recusado o papel antes mesmo de iniciar negociações formais ou que a informação inicial era infundada, mas o boato ganhou força nas redes sociais devido ao carinho público de Ortega pela obra original.

Entenda a ligação de Jenna com a franquia

Durante a turnê promocional do longa “Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice”, Jenna revelou que Gremlins estava entre suas franquias favoritas na infância. A atriz comentou sobre a influência do filme em sua formação como espectadora e como a mistura de humor e suspense do clássico marcou sua imaginação desde cedo, reforçando a razão pela qual os rumores sobre sua participação na nova sequência ganharam tanta repercussão entre os fãs.

O primeiro Gremlins (1984), dirigido por Joe Dante (Os Fantasmas se Divertem, 1988) e escrito por Chris Columbus (Esqueceram de Mim, 1990; Harry Potter e a Pedra Filosofal, 2001), tornou-se um marco do cinema de ficção científica, fantasia e comédia de terror. Na trama, um inventor presenteia seu filho com um bichinho de estimação incomum chamado Gizmo, com regras claras: ele não poderia ser exposto à luz do sol, molhado ou alimentado após a meia-noite.

Inteligente e simpático, Gizmo conquista o garoto, mas um acidente faz com que ele se molhe, dando origem a cinco criaturas grotescas que espalham caos pela cidade. O filme conquistou público e crítica, arrecadando US$ 153 milhões nas bilheterias e consolidando os Gremlins como ícones da cultura pop, reconhecidos por sua mistura de humor, suspense e terror leve.

A expectativa para Gremlins 3 permanece alta, mesmo sem a presença de Ortega. O estúdio ainda não divulgou detalhes sobre o elenco principal ou a direção do projeto, mantendo o público atento a qualquer novidade. Especialistas em cinema apontam que a sequência precisará equilibrar a fidelidade aos elementos clássicos da obra original com atualizações que atraiam novas gerações, preservando o charme de Gizmo e a essência que fez do filme de 1984 um sucesso duradouro. A ausência de Ortega não diminui o interesse dos fãs, que seguem ansiosos para ver como a franquia continuará a explorar o universo dos pequenos monstros travessos.

Saiba qual filme vai passar no Cinemaço deste domingo, 18 de janeiro, na TV Globo

O Cinemaço deste domingo, 18 de janeiro de 2026, promete transportar o público para um futuro tão grandioso quanto devastador. A TV Globo exibe “Máquinas Mortais”, uma superprodução de aventura e ficção científica que imagina um planeta transformado em um enorme campo de batalha sobre rodas. Lançado em 2018, o filme aposta em um universo visualmente impressionante para contar uma história sobre sobrevivência, poder, desigualdade e as consequências extremas das guerras humanas.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama se passa anos após a chamada Guerra dos Sessenta Minutos, um conflito global tão destrutivo que mudou completamente a forma como a humanidade vive. A Terra está devastada, os recursos naturais são escassos e a antiga organização das cidades deixou de existir. Para sobreviver, os seres humanos criaram as chamadas Cidades Tração, enormes metrópoles montadas sobre rodas gigantes, capazes de se locomover pelos continentes em busca de matéria-prima. Nesse novo mundo, as cidades menores são caçadas e “engolidas” pelas maiores, em uma lógica brutal de dominação e sobrevivência.

É nesse cenário caótico que surge Londres, uma das maiores e mais poderosas cidades móveis do planeta. No centro da história está Tom Natsworthy, um jovem historiador vivido por Robert Sheehan, que leva uma vida simples trabalhando nos níveis mais baixos da cidade. Tom é curioso, sonhador e fascinado pelas histórias do mundo antigo, aquele que existia antes da destruição. Sua vida muda radicalmente quando ele se envolve em um ataque que o lança para fora de Londres, jogando-o em um território hostil e desconhecido.

Ao cair no mundo exterior, Tom cruza o caminho de Hester Shaw, interpretada por Hera Hilmar, uma fora-da-lei marcada física e emocionalmente por um passado violento. Hester carrega no rosto cicatrizes que simbolizam muito mais do que feridas de batalha. Elas representam as marcas de um mundo que não teve piedade e de uma infância roubada pela guerra e pela ambição dos poderosos. Inicialmente desconfiados um do outro, Tom e Hester formam uma aliança improvável, unidos pela necessidade de sobreviver.

A jornada dos dois rapidamente deixa de ser apenas uma fuga. Conforme avançam, eles descobrem uma ameaça muito maior do que as cidades predatórias. Um antigo armamento, capaz de destruir o que resta do planeta, ameaça desequilibrar ainda mais esse mundo já frágil. No centro desse perigo está Thaddeus Valentine, vivido por Hugo Weaving, uma figura carismática, elegante e profundamente perigosa. Valentine acredita que o uso dessa arma é a única forma de garantir a supremacia de Londres, mesmo que isso custe milhares de vidas.

Hugo Weaving entrega um vilão complexo, que não se enxerga como mal, mas como necessário. Seu personagem simboliza a lógica do poder extremo, onde fins justificam quaisquer meios. Ao lado dele, a atriz e cantora Jihae interpreta Anna Fang, uma líder rebelde que representa a resistência contra o sistema das Cidades Tração. Forte, determinada e idealista, Anna surge como uma das figuras mais interessantes do filme, trazendo uma visão de mundo que se opõe diretamente à lógica da destruição contínua.

Dirigido por Christian Rivers, em sua estreia como diretor de longa-metragem, “Máquinas Mortais” carrega fortemente a influência de Peter Jackson, que assina o roteiro ao lado de Fran Walsh e Philippa Boyens, os mesmos nomes por trás das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Jackson, inclusive, adquiriu os direitos do livro homônimo de Philip Reeve ainda em 2009. O projeto passou anos em desenvolvimento até ser oficialmente anunciado em 2016.

Rivers, que venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais por seu trabalho em “King Kong”, traz para o filme um olhar extremamente técnico e detalhista. As cidades em movimento são o grande espetáculo da produção. Londres sobre rodas, avançando sobre paisagens destruídas, é uma imagem que impressiona pela escala e pelo nível de detalhamento. As sequências de perseguição e captura entre cidades são ambiciosas e visualmente impactantes, criando um verdadeiro espetáculo para quem gosta de mundos fantásticos.

As filmagens ocorreram entre abril e julho de 2017, na Nova Zelândia, aproveitando paisagens naturais que ajudaram a construir a sensação de um planeta devastado e inóspito. O cuidado técnico é evidente em cada cena, desde os figurinos até os cenários digitais, reforçando o caráter épico da obra.

Apesar de todo o investimento visual, “Máquinas Mortais” teve uma recepção dividida. O filme estreou mundialmente em Londres em novembro de 2018 e chegou aos cinemas de vários países em dezembro do mesmo ano. A crítica reconheceu o impacto dos efeitos especiais, mas apontou falhas no desenvolvimento dos personagens, no ritmo da narrativa e em uma certa dificuldade do filme em criar uma identidade própria dentro do gênero pós-apocalíptico.

Esse conjunto de fatores refletiu no desempenho comercial. Com um orçamento estimado entre 100 e 150 milhões de dólares, o longa arrecadou cerca de 82,9 milhões de dólares em bilheteria mundial, sendo considerado um fracasso financeiro. Os prejuízos para o estúdio foram estimados em até 150 milhões de dólares, encerrando as possibilidades de uma continuação cinematográfica direta da saga literária.

Mesmo assim, o universo de “Máquinas Mortais” continuou a despertar interesse. Em 2020, uma série de jogos em primeira pessoa ambientados nesse mesmo mundo foi desenvolvida, ampliando a experiência para outros formatos e mantendo viva a mitologia criada por Philip Reeve.

Interestelar | Warner Bros. anuncia sessões especiais do filme épico de Christopher Nolan

Foto: Reprodução/ Internet

A partir do dia 28 de agosto, os fãs de ficção científica e cinema de qualidade terão uma oportunidade rara: ver novamente Interestelar, de Christopher Nolan, na tela grande. A Warner Bros. Pictures Brasil anunciou sessões especiais que se estendem até 3 de setembro, e a pré-venda já está aberta desde esta quarta-feira, 14 de agosto.

Mais de uma década após sua estreia original, o longa volta aos cinemas em um momento que promete ser nostálgico para quem já viveu a experiência e eletrizante para quem nunca teve a chance de assistir ao épico espacial em projeção cinematográfica. Com efeitos visuais premiados, uma trilha sonora inesquecível de Hans Zimmer e uma história que une ciência, emoção e dilemas humanos, o filme se tornou uma das produções mais marcantes da última década.

Lançado originalmente em 2014, o longa-metragem rapidamente conquistou tanto o público quanto a crítica. A produção é uma fusão rara entre entretenimento de massa e rigor científico — resultado da colaboração entre os irmãos Christopher e Jonathan Nolan e o físico teórico Kip Thorne, que atuou como consultor científico e produtor executivo.

A narrativa parte de um cenário sombrio: a Terra está em colapso, com pragas dizimando as colheitas e ameaçando a sobrevivência da humanidade. É nesse contexto que conhecemos Cooper (Matthew McConaughey), um ex-piloto da NASA que é convocado para uma missão quase impossível: encontrar um novo planeta habitável para salvar a espécie humana.

Ao lado de Amelia Brand (Anne Hathaway) e outros membros da tripulação, Cooper atravessa um buraco de minhoca próximo a Saturno, em busca de respostas e esperança. O filme não apenas nos leva a planetas distantes, mas também coloca em primeiro plano temas como o amor, a passagem do tempo e o sacrifício — todos explorados com a assinatura emocional e visual de Nolan.

Por que o retorno aos cinemas importa

Ver Interestelar em uma tela grande é, para muitos, a única forma de compreender plenamente a ambição técnica e estética da obra. Filmado em 35 mm anamórfico e IMAX 70 mm por Hoyte van Hoytema, o longa foi pensado para o formato cinematográfico, com imagens e sons que ganham outra dimensão quando experienciados em salas equipadas para tal.

Além disso, a reexibição oferece ao público mais jovem — que talvez tenha conhecido o filme apenas via streaming ou mídias domésticas — a chance de vivenciar a imersão completa. A trilha sonora de Hans Zimmer, com seu uso icônico do órgão de tubos, e o design sonoro que valoriza o silêncio tanto quanto o estrondo, tornam-se experiências quase tácteis em projeções de alta qualidade.

Para os fãs veteranos, a volta aos cinemas é uma oportunidade de revisitar os detalhes que tornam o filme inesgotável em camadas de interpretação: desde a precisão das representações de buracos negros até a complexidade emocional do reencontro entre pai e filha.

O impacto cultural e científico

Mais do que um filme, a produção se tornou um fenômeno cultural. O longa reacendeu o interesse do grande público por temas científicos como física quântica, relatividade do tempo e exploração espacial. O buraco negro Gargântua, por exemplo, foi modelado com base em cálculos reais de Kip Thorne, e a renderização visual criada pela equipe de efeitos especiais da Double Negative acabou gerando material que foi posteriormente usado em estudos acadêmicos.

A fusão entre arte e ciência no filme fez com que Interestelar fosse discutido não apenas em fóruns de cinema, mas também em salas de aula, conferências científicas e debates sobre o futuro da humanidade. Em tempos de mudanças climáticas e preocupações com a sustentabilidade, a trama ganha contornos ainda mais urgentes e reflexivos.

Do set às estrelas: bastidores de uma superprodução

As filmagens de Interestelar começaram no fim de 2013 e passaram por Alberta (Canadá), Islândia e Los Angeles, criando a diversidade de paisagens necessárias para representar diferentes planetas e cenários. Christopher Nolan optou por usar muitos efeitos práticos e miniaturas, reduzindo ao mínimo o uso de computação gráfica — uma escolha que dá à obra um senso palpável de realismo.

O elenco, liderado por McConaughey, Hathaway e Jessica Chastain, inclui nomes como Michael Caine, Mackenzie Foy, Bill Irwin (voz de TARS) e Matt Damon, cuja participação foi mantida em segredo até a estreia. A performance de McConaughey, em especial, foi amplamente elogiada por sua carga emocional, especialmente na cena das mensagens de vídeo, que se tornou um dos momentos mais lembrados do cinema recente.

Prêmios e reconhecimento

Na cerimônia do Oscar de 2015, Interestelar recebeu cinco indicações: Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Visuais — categoria na qual saiu vencedor.

Além da estatueta, o longa também quebrou recordes de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 758 milhões mundialmente contra um orçamento de US$ 165 milhões. Foi o filme não-franquia de maior bilheteria de Nolan até então e estabeleceu recordes de exibição em IMAX. Mesmo com tamanho sucesso comercial, a obra ganhou nova vida no boca a boca e no streaming, consolidando-se como um clássico moderno.

Mais que ficção científica, um drama humano

A força do filme está no equilíbrio entre sua grandiosidade científica e a intimidade das histórias pessoais. Enquanto Cooper enfrenta perigos cósmicos, o coração da trama pulsa na relação com sua filha Murphy, interpretada na infância por Mackenzie Foy e na fase adulta por Jessica Chastain.

A relatividade do tempo é usada não apenas como conceito físico, mas como ferramenta dramática: enquanto minutos se passam para Cooper, décadas se acumulam para Murph na Terra. Essa assimetria cria momentos de tensão e melancolia que transcendem o gênero, aproximando o filme de um drama familiar ambientado no espaço.

O papel de Hans Zimmer

A trilha sonora de Hans Zimmer é outro elemento indispensável para entender o poder de Interestelar. Nolan pediu ao compositor que criasse uma música sem saber detalhes da trama, focando apenas no vínculo entre pai e filho. O resultado é uma partitura que mistura grandiosidade orquestral com intimismo, criando atmosferas que acompanham cada virada da narrativa.

O uso de órgãos, cordas e silêncios estratégicos faz com que a música funcione quase como um personagem próprio, guiando o espectador pelas emoções e tensões da história. O impacto foi tão grande que a trilha é constantemente citada entre as melhores da carreira de Zimmer.

Por que vale rever (ou ver pela primeira vez) no cinema

A experiência de assistir a Interestelar em casa pode ser confortável, mas perde boa parte do impacto sensorial que Nolan e sua equipe conceberam. O filme foi projetado para telas gigantes, com som imersivo e qualidade de imagem que revela detalhes sutis — desde a textura das naves até o brilho preciso das estrelas no espaço profundo.

Rever no cinema também é uma chance de captar diálogos e nuances que talvez tenham passado despercebidos na primeira vez. Além disso, a história se renova a cada revisão: temas como sacrifício, esperança e sobrevivência ganham novas camadas conforme o espectador acumula experiências de vida.

Crítica – Supergirl ganha identidade própria e entrega uma das aventuras mais promissoras da nova DC

Supergirl chega aos cinemas com a difícil missão de apresentar uma nova versão de Kara Zor-El após diferentes interpretações da personagem ao longo dos anos. Sob a direção de Craig Gillespie (Cruella e Eu, Tonya), o longa abandona a tentativa de aproximar a heroína do estilo tradicionalmente associado ao Superman e aposta em uma aventura espacial mais agressiva, emocional e distante da imagem clássica da personagem.

A produção também marca um novo começo para Supergirl após a participação de Sasha Calle em The Flash e o sucesso da série televisiva protagonizada por Melissa Benoist. A responsabilidade de assumir esse legado fica com Milly Alcock (House of the Dragon), que entrega uma Kara Zor-El mais impulsiva, ferida e carregada por conflitos internos.

A história acompanha a heroína durante seu aniversário, enquanto ela tenta conviver com os traumas deixados pelo passado e com o peso de ser uma sobrevivente de Krypton. A situação muda quando sua nave é roubada e Krypto, seu cachorro, é gravemente ferido. A busca por uma cura leva Kara para uma jornada pelo espaço ao lado de Ruthye (Eve Ridley), uma jovem determinada a encontrar Krem, responsável pela morte de sua família.

O filme acerta principalmente quando entende que a força da personagem está justamente em explorar territórios diferentes. Em vez de repetir a fórmula de histórias anteriores da família Superman, Supergirl constrói uma aventura com escala galáctica, trazendo criaturas, mundos e conflitos que ampliam o universo da heroína.

Visualmente, a produção é um dos pontos mais fortes. O design de produção demonstra cuidado na criação dos ambientes e dos personagens, enquanto a combinação entre efeitos práticos e computação gráfica resulta em uma experiência consistente. As cenas de ação têm peso e conseguem transmitir a sensação de uma verdadeira aventura espacial, sem depender apenas do espetáculo visual.

Porém, é justamente nesse aspecto que surge uma das maiores frustrações do longa. A adaptação da HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely, tinha espaço para uma abordagem visual ainda mais ousada e diferente. O filme apresenta bons momentos no espaço, mas raramente se entrega completamente ao potencial criativo de seus mundos. Faltam cenários mais marcantes e uma identidade visual capaz de transformar cada planeta em uma descoberta.

No papel principal, Milly Alcock é o grande destaque. A atriz entende a complexidade da personagem e cria uma Supergirl muito diferente do Superman apresentado recentemente nos cinemas. Sua Kara não é uma figura idealizada ou sempre confiante; ela carrega raiva, insegurança e uma dificuldade real de lidar com as próprias perdas. Alcock sustenta o filme mesmo quando a narrativa ao redor dela perde força.

A participação de Eve Ridley como Ruthye funciona em alguns momentos, mas a personagem nem sempre acompanha o impacto da protagonista. A relação entre as duas deveria ser um dos pilares emocionais da trama, porém algumas escolhas do roteiro fazem essa dinâmica parecer menos envolvente do que poderia ser.

Quem surpreende positivamente é Jason Momoa, que retorna ao universo da DC em uma nova função após interpretar Aquaman. Como Lobo, o ator abraça completamente o exagero e o humor do personagem. Momoa demonstra uma liberdade que combina com o papel, e suas cenas ao lado de Supergirl estão entre as mais divertidas da produção.

O maior problema está no roteiro. Apesar de apresentar boas ideias, a história não consegue desenvolver todo o potencial de seus conflitos. Krem, o antagonista, é o elo mais fraco da narrativa: falta presença, motivação e uma ameaça capaz de justificar a jornada enfrentada pelos protagonistas. Ele funciona apenas como um obstáculo para movimentar a trama, sem deixar uma marca significativa.

Na direção, Gillespie mostra domínio principalmente nas sequências de ação. O cineasta conduz os momentos de combate com clareza e energia, incluindo uma sequência em plano-sequência que se destaca pela construção e pelo ritmo. A câmera acompanha Kara de maneira dinâmica, valorizando a força da personagem e o desempenho físico de Milly Alcock.

Outro mérito do filme está na forma como ele se distancia de Superman. Embora façam parte do mesmo universo, as duas produções possuem propostas diferentes. Enquanto Clark Kent representa uma visão mais esperançosa e inspiradora do heroísmo, Kara é apresentada a partir de uma perspectiva mais turbulenta e pessoal. Essa variedade de estilos é uma das características mais interessantes da nova fase liderada por James Gunn.

A trama está longe de ser uma produção perfeita, mas encontra um caminho próprio para a personagem. O longa é prejudicado por um roteiro irregular e por um vilão pouco desenvolvido, mas compensa com uma protagonista forte, uma direção segura e uma aventura que finalmente coloca Kara Zor-El no centro da própria história.

Mais do que apresentar uma nova versão da heroína, o filme prova que Supergirl não precisa existir como extensão do Superman. Ela funciona melhor quando assume suas próprias dores, sua própria personalidade e seu próprio espaço dentro do universo da DC.

Crítica – Ameaça no Ar é uma jornada de ação e suspense nas alturas

O filme “Ameaça no Ar” apresenta uma narrativa instigante que combina ação e suspense em uma trama envolvente. A história acompanha um fugitivo da polícia norte-americana que se torna uma peça central no desmantelamento de uma influente família da máfia. Para garantir sua segurança e sua transferência de volta aos Estados Unidos, ele é transportado em uma aeronave de carga, dando início a uma missão repleta de desafios.

A trama se inicia no Alasca, onde o fugitivo é capturado durante uma operação liderada por uma destemida agente das Forças Aéreas dos Estados Unidos. Contudo, o que aparentava ser uma transferência de rotina rapidamente se transforma em uma jornada de alto risco. A tripulação e o piloto enfrentam uma série de eventos inesperados em pleno voo, a mais de três mil metros de altura, o que eleva a tensão e coloca à prova a habilidade de todos a bordo.

Com uma construção narrativa cuidadosamente planejada, o longa mantém o público em constante estado de apreensão, oferecendo um equilíbrio notável entre cenas de ação eletrizantes e momentos de suspense genuíno. Um dos destaques da obra é a caracterização da oficial das Forças Aéreas, cujas cenas evidenciam sua competência e coragem diante de situações extremas.

Outro ponto forte do longa-metragem é sua capacidade de criar uma conexão emocional entre os espectadores e os personagens. A imersão na narrativa é quase palpável, com reviravoltas inesperadas e uma atmosfera de perigo constante que prende a atenção do público até o desfecho.

Com estreia marcada para o dia 23 de janeiro, “Ameaça no Ar” promete agradar tanto os fãs de filmes de ação quanto aqueles que apreciam tramas intensas e repletas de intrigas. Trata-se de uma produção que entrega uma experiência cinematográfica envolvente e emocionante, ideal para os admiradores do gênero.

Ana Carolina lança EP inédito após seis anos e celebra 25 anos de carreira com Ainda Já – Vol. 1

Foto: Reprodução/ Internet

Seis anos. Foi esse o tempo que a gente ficou sem ouvir uma música inédita da Ana Carolina. Mas quem disse que ela estava parada? Ela seguiu rodando o Brasil, enchendo teatros, deixando o público arrepiado com cada verso cantado de olhos fechados. Só que agora chegou o momento que os fãs esperavam: ela voltou pro estúdio. E voltou com a alma inteira.

O novo EP “Ainda Já – Vol. 1” não é só um lançamento — é tipo aquela mensagem que chega no fim do dia e muda tudo. São cinco músicas autorais, todas novinhas em folha, lançadas como parte da comemoração dos seus 25 anos de carreira. Mas se engana quem acha que é só nostalgia. Tem cheiro de futuro nesse disco.

“Ainda Já”: um título que nem precisa de explicação (mas que a gente sente)

O nome já entrega o tom: Ainda Já soa como quem tá vivendo o agora com as raízes fincadas no que construiu. Um paradoxo bonito, meio filosófico, bem a cara da Ana. É como se ela dissesse: “eu ainda sou eu, mas já mudei”. E o mais legal? A gente sente isso nas músicas — sem precisar racionalizar muito.

Parceiros novos, voz de sempre

Nesse EP, Ana abre a porta do estúdio pra uma galera nova: Umberto Tavares, Jefferson Júnior, Pedro Breder, Carol Marcílio, entre outros. Gente que vem de outras praias, mas que soube entrar no universo dela com respeito e criatividade. E claro, tem os reencontros que aquecem: Antonio Villeroy, Bruno Caliman, Edu Krieger — nomes que fazem parte da costura emocional de quem cresceu ouvindo Ana Carolina.

Múltiplas Anas num mesmo disco

Sabe aquela Ana do violão e da voz que te desmonta? Ela tá aqui. Mas também tem a Ana que experimenta, que flerta com o pop, que brinca com marchinha, que assopra uma bossa sem pedir licença. Cada faixa é uma faceta — às vezes leve, às vezes densa, sempre honesta. Nada soa forçado. É como se ela dissesse: “não preciso escolher uma versão de mim”.

Produção feita em casa (literalmente)

Não bastasse compor e cantar, Ana também assina a produção e direção artística do EP, ao lado de Iuri Rio Branco. Ou seja: o controle criativo é dela do começo ao fim. É um disco que respira liberdade — desses que não foram feitos pra cumprir contrato ou seguir tendência, mas pra dizer o que precisa ser dito com voz limpa e sem medo.

Travessia. Esse é o nome do jogo.

Em palavras da própria Ana: “Esse trabalho representa uma travessia — uma ponte entre quem eu fui até aqui e a artista que escolho me tornar daqui pra frente.”

E é isso. “Ainda Já – Vol. 1” não vem pra agradar todo mundo. Vem pra quem escuta com o peito. Pra quem sabe que mudança não significa ruptura, mas continuidade com coragem. Um disco que, como ela mesma, não precisa levantar a voz pra ser imenso.

E o melhor? É só o começo

Se tem “Volume 1” no nome, a gente sabe que vem mais por aí. Mas só esse EP já é suficiente pra matar a saudade e lembrar por que a Ana Carolina é, há 25 anos, uma das artistas mais consistentes, sensíveis e relevantes da música brasileira. E se ela demorou pra lançar coisa nova, tudo bem. Porque quando chega, a gente sente que valeu a pena esperar.

Cinema em Casa 07/10/2023 Correndo Atrás de um Pai

Foto: Reprodução/ Internet

Esteja preparado para uma noite verdadeiramente especial, repleta de risadas contagiantes e surpresas emocionantes, no conforto do seu lar, neste sábado, 07/10/2023. Graças à exibição de “Correndo Atrás de um Pai” (Father Figures – EUA/2017) em nosso aclamado Cinema em Casa, você está prestes a vivenciar uma experiência cinematográfica memorável. Este filme da Lionsgate promete diversão em alta definição, com uma classificação indicativa para maiores de 14 anos, o que o torna perfeito para uma noite agradável em família ou com amigos.

A trama de “Correndo Atrás de um Pai” gira em torno dos irmãos Kyle e Peter Reynolds, ambos na casa dos quarenta anos, que se deparam com uma revelação chocante: a mãe deles, que sempre afirmou que seu pai havia falecido quando eles eram bebês, estava escondendo a verdade o tempo todo. Apesar de suas personalidades extremamente distintas, os irmãos decidem unir forças e embarcar em uma jornada emocionante pelas estradas, seguindo pistas que os conduzirão ao encontro do verdadeiro pai.

O elenco estelar de “Correndo Atrás de um Pai” é um dos pontos altos desta comédia. Owen Wilson, conhecido por sua presença carismática e talento para comédia, acumulou uma carreira repleta de sucessos ao longo dos anos. Ele é amplamente reconhecido por seus papéis em filmes como “Entrando Numa Fria” (2000), “Penetras Bons de Bico” (2005) e “Marley & Eu” (2008), que o destacaram como um dos grandes nomes da comédia contemporânea.

Ed Helms, por sua vez, é outro membro talentoso do elenco. Ele ganhou notoriedade com seu papel como Andy Bernard na série de sucesso “The Office” (2006-2013), onde demonstrou seu dom para a comédia. Além disso, Helms também estrelou na franquia “Se Beber, Não Case!” (2009, 2011, 2013), que se tornou um fenômeno cultural e o consolidou como uma das figuras mais importantes da comédia atual.

A renomada Glenn Close, uma atriz com uma carreira notável e versátil, acrescenta ainda mais prestígio ao elenco. Indicada várias vezes ao Oscar, Close é conhecida por suas atuações em filmes como “Atração Fatal” (1987), “As Ligações Perigosas” (1988) e “Albert Nobbs” (2011), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

Sob a direção talentosa de Lawrence Sher, “Correndo Atrás de um Pai” promete uma fusão irresistível de humor e emoção enquanto os personagens se aventuram na busca pela verdade, resultando em descobertas completamente inesperadas.

Curiosidades do filme:

  • Mudança de Título Estratégica: Inicialmente, o filme tinha o título “Bastards”, mas a equipe de produção optou por renomeá-lo para “Father Figures” (Figuras Paternas) para torná-lo mais atraente e claro quanto ao seu enredo centrado na busca pelo pai.
  • Adiamentos no Lançamento: A data de lançamento do filme foi adiada algumas vezes, originalmente prevista para janeiro de 2017, acabou sendo adiada para dezembro do mesmo ano, visando um período mais propício nas bilheteiras.
  • Elenco de Destaque: Além dos protagonistas Owen Wilson, Ed Helms e Glenn Close, o filme conta com a presença de outros atores notáveis, como J.K. Simmons, Terry Bradshaw e Ving Rhames, que desempenham papéis importantes na trama e contribuem para o caráter multifacetado do elenco.
  • Estreia Diretoral: O filme marca a estreia de Lawrence Sher na direção, trazendo sua experiência técnica como diretor de fotografia para o projeto.
  • Viagens na Estrada Autênticas: Para criar as cenas de viagem na estrada que são essenciais para a narrativa, a equipe de produção realmente percorreu longas distâncias, atravessando diversos estados dos Estados Unidos. Isso adicionou um toque de autenticidade às locações e ao desenvolvimento da história.
  • Improvisação Cômica: Dada a natureza humorística do filme, muitas das cenas incluem momentos de improvisação por parte do elenco, permitindo que os atores explorem seu lado cômico e tragam suas próprias nuances de comédia para as situações.
  • Classificação Indicativa Adequada: Devido ao seu conteúdo humorístico adulto e algumas cenas mais ousadas, “Correndo Atrás de um Pai” recebeu uma classificação indicativa para maiores de 14 anos, garantindo que o público apropriado pudesse desfrutar do filme.

Portanto, marque em sua agenda: “Correndo Atrás de um Pai” será exibido no sábado, 7 de outubro de 2023, a partir das 15h30, após o Sábado Série. Convide a família e amigos, prepare suas guloseimas favoritas e mergulhe nessa comédia envolvente que promete proporcionar boas risadas e momentos inesquecíveis. Não perca essa oportunidade de entretenimento de qualidade no seu Cinema em Casa!

Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego emocionam o público no “Viver Sertanejo” deste domingo (27/07)

Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, dia 27 de julho de 2025, a música sertaneja ocupará seu lugar de honra na programação da TV aberta com um episódio especial do Viver Sertanejo, apresentado por Daniel, logo após o Globo Rural. No centro do palco, duas duplas que representam diferentes eras e vertentes do gênero: Di Paullo & Paulino, veteranos da raiz sertaneja com mais de 40 anos de trajetória, e Henrique & Diego, representantes do romantismo moderno que conquistaram o público jovem com letras envolventes e melodias dançantes.

O programa desta semana vai muito além de performances musicais. Ele mergulha em histórias de vida, superações, memórias e afetos que ajudam a entender por que o sertanejo segue como um dos gêneros mais amados do país. E, sobretudo, promove um tributo emocionante à eterna Marília Mendonça, que completaria 30 anos neste mês de julho e cuja presença é sentida em cada acorde, em cada silêncio reverente, em cada verso cantado com alma.

Duas histórias, um mesmo sentimento

De um lado, os irmãos Di Paullo & Paulino chegam com sua trajetória moldada na terra, no rádio AM, nos circos e nas festas do interior de Minas Gerais. De outro, Henrique & Diego, amigos de infância que saíram de Cuiabá e atravessaram os palcos do Brasil com hits que marcaram os anos 2010. Embora suas rotas pareçam opostas — raiz e pop, estrada e streaming, viola e beats —, há um elo invisível e poderoso entre eles: a fidelidade à emoção e à verdade que carregam em suas canções.

O encontro não é só musical, mas simbólico. É o sertanejo se olhando no espelho da própria história e se reconhecendo múltiplo, vivo, em constante renovação. Ao longo do programa, o público é presenteado com performances, conversas íntimas e muitas surpresas que fazem desta edição uma das mais marcantes da temporada.

Di Paullo & Paulino: da infância mineira aos palcos do Brasil

Quem vê Di Paullo & Paulino hoje, com suas camisas xadrez impecáveis, chapéus de feltro e vozes afinadas pelo tempo, talvez não imagine que tudo começou de forma modesta. Naturais de Martinho Campos, Minas Gerais, os irmãos Elias e Geraldo começaram a cantar ainda crianças, influenciados pelo pai, que tocava violão e incentivava a musicalidade dos filhos.

“Nosso pai colocava discos do Tonico & Tinoco pra tocar enquanto cuidava da lavoura”, relembra Paulino, no palco do Viver Sertanejo. “A gente ia pegando no ouvido, treinava escondido. Quando ele viu, já tinha dupla formada.”

A infância simples e o ambiente rural forjaram não só o repertório da dupla, mas também seu modo de ver a música. Cada canção de Di Paullo & Paulino carrega uma melodia quase ancestral, como se cada nota viesse carregada de pó da estrada, cheiro de fogão a lenha e lembranças de amores antigos.

No programa, eles cantam sucessos como “Amor de Primavera”, “Cama Triste” e a clássica “Passarinho do Sertão”, relembrando ainda histórias saborosas dos bastidores dos anos 1980 e 1990. Em um dos trechos mais curiosos da conversa com Daniel, Paulino conta que afinou a viola de Leandro & Leonardo antes de um importante festival em Goiânia. “Eles ganharam aquele dia. Depois disso, quando lancei nosso primeiro disco, fui pedir ajuda pra entrar na gravadora. Eles abriram portas pra gente. É por isso que digo: no sertanejo, gratidão é uma estrada de mão dupla.”

Henrique & Diego: entre o samba, o pagode e o sertanejo pop

Se a trajetória dos veteranos começa em plantações e rádios de pilha, a de Henrique & Diego tem tons mais urbanos e contemporâneos. Nascidos e criados em Cuiabá, ambos tiveram contato com a música em contextos diferentes. Diego veio da escola de samba, onde cantava puxando enredos com apenas 11 anos. Henrique, por sua vez, começou como roadie e depois como backing vocal em bandas locais.

O reencontro dos dois, após uma breve pausa na carreira de Diego para se dedicar aos estudos, foi decisivo. “Eu já tinha desistido. Mas o Henrique me chamou de volta. Disse que via futuro na gente. A partir dali, nunca mais parei”, diz Diego, emocionado.

A dupla fez de tudo no início: tocou em barzinho, em casamentos, em festas universitárias. O sucesso veio em 2011 com “Top do Verão”, mas foi com “Suíte 14”, parceria com MC Guimê, que eles estouraram de vez, alcançando as paradas do Brasil inteiro.

No Viver Sertanejo, eles revisitam esses momentos com leveza e bom humor. Cantam seus maiores hits e falam sobre a importância de manter os pés no chão. “A gente vem do pagode, mas encontrou no sertanejo o jeito mais sincero de se expressar”, diz Henrique. “Aqui a gente fala de amor, de perda, de esperança. É isso que toca as pessoas.”

Marília Mendonça: uma estrela que segue brilhando

O ápice emocional do episódio acontece quando as duas duplas se unem para cantar “Estrelinha”, canção lançada em 2018 por Di Paullo & Paulino com participação de Marília Mendonça. A música, que ganhou enorme projeção após a trágica morte da artista em 2021, virou um hino silencioso da saudade.

No estúdio, as luzes se apagam suavemente. As primeiras notas da viola ecoam como uma oração. Paulino entra com a voz tremendo, Henrique segura a emoção. A plateia se cala. Cada verso é um sopro de memória. Quando Diego entoa o refrão, há lágrimas. Muitas. Em Daniel, nos músicos, nos olhos discretos das câmeras. É mais que uma performance: é um ritual coletivo de saudade, amor e reverência.

Marília completaria 30 anos nesta semana. E, como lembra Daniel, “não há como falar do sertanejo atual sem lembrar da revolução que ela causou.” Jovem, talentosa, combativa e generosa, Marília Mendonça abriu caminhos para mulheres, para compositores, para a emoção crua. Sua ausência é sentida, mas sua presença é constante.

Um programa que respira Brasil

O sucesso do Viver Sertanejo não é acidental. Criado com a missão de resgatar e celebrar a essência da música sertaneja, o programa tem direção artística de Gian Carlo Bellotti, produção executiva de Anelise Franco e produção de Nathália Pinha, sob a direção de gênero de Monica Almeida. A apresentação de Daniel — ele próprio um ícone do gênero — garante não só credibilidade, mas acolhimento, emoção e afeto.

Daniel conduz as conversas com naturalidade, fazendo perguntas certeiras e emocionando-se junto aos convidados. É evidente que ali há troca verdadeira, não apenas roteiro. O cenário intimista, a luz quente e a plateia pequena criam um clima de encontro, e não de espetáculo.

O sertanejo como espelho de um Brasil que sente

Mais do que músicas de sucesso, o episódio deste domingo entrega ao público um mergulho na alma do sertanejo. Um gênero muitas vezes simplificado pelos estereótipos, mas que, na verdade, é complexo, emocional e profundamente ligado às raízes culturais do Brasil.

Ao reunir Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego, o programa cria pontes entre o ontem e o hoje. Entre o campo e a cidade. Entre o modão que embala o amanhecer na fazenda e o hit que toca nos fones de ouvido nas metrópoles. E mostra que, mesmo com linguagens diferentes, o que importa é a verdade emocional.

Veja qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta sexta, 20 de março, na TV Globo

Tooth Fairy (2010) Directed by Michael Lembeck Shown: Dwayne Johnson

A Sessão da Tarde exibe nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, o filme O Fada do Dente (Tooth Fairy), comédia familiar estrelada por Dwayne Johnson. Lançado em 2010, o longa combina elementos de fantasia e humor para contar uma história centrada em transformação pessoal, responsabilidade e amadurecimento.

Na trama, Derek Thompson é um jogador profissional de hóquei conhecido por sua postura agressiva dentro das quadras. O apelido “Fada do Dente” não surge por acaso: ele é temido por seus adversários justamente por provocar lesões frequentes, especialmente a perda de dentes durante as partidas. Fora do esporte, Derek mantém uma postura igualmente rígida, demonstrando pouca sensibilidade ao lidar com outras pessoas — sobretudo com crianças.

O ponto de virada da narrativa ocorre quando o personagem interfere diretamente na imaginação de uma menina ao negar a existência da fada do dente. A atitude desencadeia uma consequência inesperada: Derek é condenado a cumprir uma espécie de “pena” no universo mágico, sendo obrigado a atuar como uma verdadeira fada do dente por um período determinado.

A partir desse momento, o protagonista é inserido em uma realidade completamente diferente da que conhece. Equipado com asas, ferramentas incomuns e uma série de regras a seguir, ele passa a enfrentar situações que exigem delicadeza, atenção e empatia — características que contrastam com seu comportamento inicial. O choque entre esses dois universos funciona como motor da narrativa, criando situações cômicas enquanto conduz o personagem a um processo gradual de mudança.

Ao longo da história, Derek passa a compreender o impacto de suas atitudes, especialmente no que diz respeito à influência sobre o imaginário infantil. A experiência no mundo mágico se transforma em um aprendizado sobre responsabilidade emocional, levando-o a rever suas escolhas e a reconstruir sua relação com aqueles ao seu redor.

O elenco do filme reúne nomes conhecidos do público. Além de Dwayne Johnson no papel principal, participam Ashley Judd, Julie Andrews e Stephen Merchant, que contribuem para o desenvolvimento da narrativa e para o equilíbrio entre humor e fantasia. A direção é de Michael Lembeck, que conduz o longa com foco no público familiar e em uma linguagem acessível.

Produzido pela Walden Media e distribuído pela 20th Century Fox, o filme foi rodado majoritariamente em Vancouver, no Canadá. As cenas de hóquei foram gravadas em arenas reais, o que contribui para dar autenticidade às sequências esportivas.

A trilha sonora, composta por George S. Clinton, foi gravada com uma orquestra completa, reforçando o caráter leve e lúdico da produção. O resultado é uma ambientação que dialoga diretamente com o público infantil, ao mesmo tempo em que mantém elementos capazes de entreter espectadores de diferentes idades.

Em termos de desempenho comercial, O Fada do Dente apresentou resultados expressivos. Mesmo com recepção negativa da crítica especializada à época do lançamento, o longa conseguiu atrair o público e superar a marca de 100 milhões de dólares em bilheteria mundial. O desempenho consolidou o filme como um produto de forte apelo popular, especialmente no segmento de entretenimento familiar.

A exibição na Sessão da Tarde reforça essa vocação. Tradicional na programação da TV aberta brasileira, a faixa é conhecida por reunir títulos acessíveis, com narrativas diretas e temáticas universais. Nesse contexto, o filme se encaixa ao propor uma história de transformação pessoal construída a partir de uma situação fantástica, mas com consequências que dialogam com a realidade.

Ao abordar temas como empatia, responsabilidade e amadurecimento, o longa segue uma estrutura narrativa recorrente no cinema voltado ao público familiar. O protagonista, inicialmente resistente à mudança, é colocado em uma situação fora de sua zona de conforto, o que o leva a reavaliar suas atitudes e a desenvolver uma nova perspectiva sobre o mundo ao seu redor.

Confirmado! Jon Bernthal estará em Homem-Aranha: Um Novo Dia e rumores indicam aliança explosiva com o Justiceiro e o Multiverso

Foto: Reprodução/ Internet

A última sexta-feira, 20 de junho, trouxe uma notícia que abalou o universo Marvel: Jon Bernthal, intérprete do implacável Justiceiro (Frank Castle), foi oficialmente confirmado no elenco de Homem-Aranha: Um Novo Dia, próximo longa do herói vivido por Tom Holland. A revelação atiçou a curiosidade dos fãs, já que ainda não foram divulgados detalhes sobre o papel que ele desempenhará na trama — apenas que sua presença será significativa e cheia de implicações.

A participação de Bernthal reacende especulações antigas que circulam nos bastidores do Marvel Studios. Um dos rumores mais persistentes sugeria uma parceria entre o Homem-Aranha e o Demolidor (Charlie Cox) para enfrentar o Rei do Crime (Vincent D’Onofrio), o poderoso vilão urbano já introduzido nas séries do estúdio. No entanto, tudo indica que a dinâmica pode ser diferente: ao invés do Homem Sem Medo, o novo aliado do Teioso seria o Justiceiro — um personagem muito mais violento e de moral ambígua. Caso essa substituição se confirme, Um Novo Dia poderá adotar um tom mais sombrio e maduro, aprofundando o lado mais urbano do universo Marvel nos cinemas.

E as novidades não param por aí.

Outra adição empolgante ao elenco é Sadie Sink, a estrela de Stranger Things, que também entrou oficialmente para o universo Marvel. Seu papel ainda está sendo mantido em segredo, mas rumores apontam que sua personagem será central na nova fase do Homem-Aranha. Entre as teorias que circulam entre insiders e fãs, Sadie já foi especulada como uma versão alternativa de Mary Jane Watson, como uma jovem Jean Grey ou até como a heroína Jackpot — personagem que ganha destaque nos quadrinhos ligados ao arco “Brand New Day”, que inspirou o título do filme.

Contudo, a hipótese mais recente — e também a mais surpreendente — sugere que Sink interpretaria Mayday Parker, a filha de Peter Parker. Mas não se trata da filha do Peter de Tom Holland: segundo os rumores mais ousados, ela seria filha do Peter de Tobey Maguire, cuja aparição estaria programada como parte do multiverso explorado no longa. Isso faria de Um Novo Dia uma continuação emocional do sucesso Sem Volta Para Casa, resgatando personagens icônicos e expandindo o legado do Aranha através de gerações.

Essa possível presença de Maguire e a introdução de sua filha como heroína abrem um leque de novas possibilidades para o universo Marvel, incluindo potenciais spin-offs com jovens heróis, novos arcos familiares e histórias que unam diferentes cronologias de forma ainda mais profunda.

Enquanto o estúdio mantém silêncio sobre a trama e as conexões com o multiverso, a presença de nomes como Bernthal, D’Onofrio e Sink aumenta as expectativas de que Homem-Aranha: Um Novo Dia será um divisor de águas — tanto para o herói quanto para o futuro do MCU.

notícias em destaque