Hazbin Hotel | Segunda temporada ganha data de estreia e participação especial de Patrick Stump na San Diego Comic-Con 2025

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Em meio a um dos eventos mais aguardados da cultura pop mundial, a San Diego Comic-Con 2025 foi palco para uma revelação que fez o público vibrar: a segunda temporada de Hazbin Hotel finalmente tem data para chegar ao Prime Video — será no dia 29 de outubro. O anúncio, feito durante o painel oficial da série, veio acompanhado de um clipe inédito, informações de bastidores e uma surpresa especial para os fãs da animação criada por Vivienne Medrano, conhecida como VivziePop.

Patrick Stump entra em cena como Abel, o irmão redimido

Um dos momentos mais comentados do painel foi a confirmação da participação do vocalista da banda Fall Out Boy, Patrick Stump, no elenco da nova temporada. Ele dará voz a Abel, o irmão de Caim e filho de Adão, que será interpretado novamente por Alex Brightman. A notícia pegou o público de surpresa e imediatamente provocou reações empolgadas nas redes sociais. Stump, que já flertou com projetos de animação no passado, traz um novo charme musical à série, unindo ainda mais os mundos da música e da animação adulta.

Helluva Boss também chega ao Prime Video

Além de Hazbin Hotel, o universo infernal de VivziePop se expande ainda mais com o anúncio de que Helluva Boss, série derivada e igualmente querida pelos fãs, também estreará no Prime Video. As duas temporadas do spin-off estarão disponíveis a partir de 10 de setembro, ampliando o acesso do público geral ao trabalho da SpindleHorse Toons. Essa movimentação estratégica da Amazon demonstra a aposta do serviço de streaming no gênero de animação adulta e na potência dos títulos criados de forma independente.

Do YouTube ao streaming global: uma história de sucesso independente

O que começou como um projeto independente, financiado por fãs no Patreon e lançado no YouTube em outubro de 2019, se transformou em um fenômeno global. Hazbin Hotel não apenas sobreviveu ao seu status inicial de “série feita por animadores freelancers”, como conquistou o coração de milhões de espectadores ao redor do mundo. Quando a primeira temporada estreou oficialmente no Prime Video em janeiro de 2024, tornou-se a maior estreia global de uma série animada original da plataforma até aquele momento.

O sucesso não veio à toa. A proposta ousada de reimaginar o Inferno como um cenário musical, misturando comédia ácida, drama existencial e estética gótica vibrante, resultou em algo inédito na televisão. VivziePop, com sua equipe, provou que ainda há espaço para criações autorais, visuais e narrativamente ousadas, em um mercado dominado por fórmulas prontas.

O dilema da redenção: uma trama que toca em feridas reais

No coração de Hazbin Hotel está Charlie Morningstar, a princesa do Inferno, que se recusa a aceitar a lógica do extermínio anual de pecadores. Seu sonho de abrir um hotel onde demônios possam se redimir e buscar uma segunda chance no Céu não é apenas uma metáfora poderosa — é uma crítica direta à forma como nossa sociedade lida com os erros, os desvios e a possibilidade (ou não) de mudança.

Essa mensagem profunda, disfarçada em números musicais cativantes, personagens caricatos e humor sombrio, ressoa com uma audiência jovem-adulta cada vez mais exigente. A segunda temporada promete explorar ainda mais essas tensões morais, ampliando a mitologia da série com novos personagens celestiais, dilemas éticos e confrontos emocionantes.

Mais do que entretenimento, uma comunidade

O painel da Comic-Con 2025 não foi apenas sobre trailers e anúncios. Foi também uma celebração da comunidade de fãs que cresceu em torno do universo de Hazbin Hotel. Muitos deles, aliás, conheceram a série ainda na fase embrionária, quando tudo parecia apenas um sonho ousado postado no YouTube. Hoje, esses mesmos fãs assistem à profissionalização do projeto e ao reconhecimento internacional com um sentimento de pertencimento raro no entretenimento atual.

VivziePop, presente no painel, emocionou-se ao agradecer o apoio contínuo do público. Em suas palavras: “Sem vocês, nada disso existiria. E seguimos criando porque sabemos que vocês acreditam nesse universo tanto quanto a gente.”

Expectativas altas e o futuro do inferno animado

Com a estreia da nova temporada marcada para 29 de outubro, Hazbin Hotel se posiciona como um dos lançamentos mais aguardados do segundo semestre. A escolha da data não é aleatória: coincide com o clima sombrio do Halloween e prepara o terreno para uma temporada ainda mais intensa, tanto em narrativa quanto em estilo visual.

Crítica – Lobisomem apresenta uma visão minimalista ambiciosa

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O filme Lobisomem busca se destacar ao adotar uma abordagem minimalista semelhante à de O Homem Invisível, trazendo reflexões sobre violência herdada e raiva masculina. Apesar da ambição, o longa enfrenta dificuldades em desenvolver plenamente suas temáticas centrais, o que limita seu impacto emocional e narrativo.

A história apresenta uma introdução interessante ao explorar a dinâmica familiar do protagonista, mas os diálogos e situações soam um pouco artificiais, prejudicando a imersão do público. Há momentos em que o roteiro poderia aprofundar mais os conflitos e conexões entre os personagens, mas sua execução apressada acaba comprometendo esse potencial.

O elenco conta com o talento de Julia Garner, que tenta imprimir autenticidade à sua personagem, embora esta não receba a profundidade esperada. O filme oferece alguns vislumbres de tensão e mistério, mas o ritmo acelerado, especialmente nos primeiros 30 minutos, prejudica a construção de um vínculo mais forte com a narrativa.

Visualmente, a iluminação escura é usada para criar uma atmosfera sombria, mas, em certos momentos, dificulta a experiência do espectador. No entanto, o esforço para evocar um clima minimalista e intimista é notável. Já no campo do terror, as cenas de gore poderiam ter sido mais ousadas e criativas, mas ainda conseguem entregar alguns momentos intrigantes.

Apesar de suas falhas, Lobisomem é uma obra com ideias interessantes e uma tentativa válida de explorar o gênero de forma diferente. Com ajustes no roteiro e maior cuidado na execução visual, poderia se tornar uma experiência mais impactante e memorável. Para os fãs do gênero, vale a pena conferir, especialmente para apreciar a proposta de um terror mais reflexivo e intimista.

O Deserto de Akin estreia em 31 de julho e ganha cartaz oficial, imagens inéditas e nova versão do trailer

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Com estreia marcada para 31 de julho, o novo filme de Bernard Lessa mistura política, afeto e pertencimento ao contar a jornada de um médico cubano deslocado no Brasil. O longa teve sua estreia na abertura do Festival de Vitória e já deixou claro: é um daqueles filmes que ficam ecoando depois dos créditos finais.

Por trás de cada deserto existe uma travessia — geográfica, emocional ou política. Em O Deserto de Akin, o que se atravessa é o Brasil, mas também os afetos, os silêncios e as fronteiras entre quem chega e quem já está à deriva. Com direção do capixaba Bernard Lessa, o filme chega aos cinemas em 31 de julho, depois de uma estreia de prestígio na abertura do 32º Festival de Vitória, onde concorre na categoria de Melhor Longa Nacional.

A história acompanha Akin, médico cubano vivido pelo premiado Reynier Morales (vencedor de Melhor Ator no Festival do Rio 2024), que desembarca em uma comunidade indígena no Espírito Santo como parte do (agora extinto) programa Mais Médicos. Mas o filme não se limita à função profissional. Akin é um estrangeiro num país à beira do colapso político e afetivo — e o que ele encontra aqui não são só pacientes, mas um espelho: do próprio deslocamento, da solidão e do desejo de se enraizar.O Deserto de Akin

Um filme sobre acolhimento — e suas rachaduras

Durante sua permanência, Akin é acolhido por Érica (Ana Flavia Cavalcanti) e Sérgio (Guga Patriota), dois brasileiros que também carregam suas próprias lacunas, memórias partidas e zonas de silêncio. Não é romance, necessariamente. É algo mais tênue, mais humano. Talvez amizade, talvez afeto suspenso, talvez uma tentativa de pertencimento compartilhado entre quem já não sabe onde — ou com quem — está.

O filme, no fundo, é sobre isso: sobre encontros possíveis em tempos difíceis. E sobre como, às vezes, o gesto de permanecer é um ato de resistência. Entre consultas médicas, caminhadas na mata e conversas atravessadas pelo idioma e pela hesitação, O Deserto de Akin constrói um retrato silencioso e delicado de uma experiência real vivida por centenas de profissionais estrangeiros que atuaram no Brasil — e que, com a mudança de governo em 2018, viram seus contratos encerrados de forma abrupta, em um cenário que flertava com xenofobia institucional.

Do Espírito Santo para o mundo: paisagens, corpos e política

Rodado entre Nova Almeida, Aracruz, Vitória e Vila Velha, o filme valoriza os cenários capixabas com uma fotografia que mistura rusticidade e lirismo. Mas, acima de tudo, valoriza os rostos. Os corpos em trânsito. As vozes contidas. A atuação de Morales impressiona justamente pela contenção — ele diz muito com o olhar, com a hesitação no português, com o desconforto de quem precisa se adaptar sem ser convidado.

Ana Flavia Cavalcanti entrega mais uma performance potente e ao mesmo tempo terna. Érica é uma mulher com dores acumuladas, mas que oferece espaço. E esse gesto, no filme, tem um peso enorme: acolher alguém, mesmo com medo, é também se permitir ser transformado.

No elenco ainda estão Welket Bungué (A Viagem de Pedro) e Patricia Galleto, ampliando a dimensão humana da narrativa com presenças igualmente marcantes.

A estética de um cinema que observa mais do que grita

Bernard Lessa já vinha se destacando por filmes como A Mulher e o Rio (2019) e A Matéria Noturna (2021), premiado no Festival de Brasília. Mas em O Deserto de Akin, ele talvez tenha encontrado seu filme mais maduro. Há uma calma no olhar — mas uma calma inquieta, que observa as rachaduras das instituições, a falência das promessas políticas, e a força dos pequenos gestos de cuidado.

O Telefone Preto 2 | Trailer revela terror intenso e mistérios sobrenaturais com Mason Thames

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A Universal Pictures acaba de liberar o trailer oficial de O Telefone Preto 2, sequência do sucesso de terror que conquistou o mundo em 2022. O vídeo já mostra por que a franquia se tornou um fenômeno: cenas intensas, suspense crescente e uma atmosfera de puro horror que promete deixar o público à beira do assento.

O vídeo divulgado enfatiza o crescimento do terror psicológico. As primeiras cenas mostram Gwen, interpretada por Madeleine McGraw, recebendo ligações misteriosas em sonhos, enquanto Finn (Mason Thames) ainda lida com os traumas do sequestro sofrido quatro anos antes.

O primeiro longa arrecadou mais de 160 milhões de dólares globalmente, consolidando a história de Joe Hill como um dos grandes sucessos recentes do gênero. Agora, com estreia marcada para 16 de outubro nos cinemas brasileiros, o segundo filme traz de volta Ethan Hawke no papel do aterrorizante Sequestrador, conhecido também como O Agarrador, ampliando o universo sombrio criado na primeira produção.

Retorno do elenco e novos reforços

Além de Ethan Hawke (Antes do Amanhecer, A Bruxa de Blair 2, Uma Vida Melhor), Mason Thames (O Telefone Preto, Old), e Madeleine McGraw (O Telefone Preto, The Black Phone: Curta-metragem), Jeremy Davies (O Patriota, Lost, O Telefone Preto), e Miguel Cazarez Mora (O Telefone Preto, Resgate Implacável) reprisam seus papéis, enquanto novas adições como Demián Bichir (Uma Vida Melhor, A Freira), Arianna Rivas (Resgate Implacável), Maev Beaty (Beau Tem Medo), e Graham Abbey (Em Nome do Céu) prometem elevar a intensidade da narrativa.

A química entre os irmãos Finn e Gwen continua sendo um ponto central, enquanto Hawke mantém sua interpretação perturbadora e ameaçadora, consolidando O Agarrador como uma das figuras mais icônicas do terror contemporâneo.

Um olhar sobre a produção

O longa é dirigido por Scott Derrickson, que também assina o roteiro ao lado de C. Robert Cargill, ambos com experiência consolidada em histórias de suspense e horror. A produção executiva de Jason Blum e Joe Hill garante que a sequência mantenha o tom sombrio e a essência da obra original.

Antecedentes da sequência

A ideia para este segundo filme surgiu logo após o sucesso do primeiro. Joe Hill compartilhou com Derrickson conceitos que expandiam o universo do Agarrador, e o sucesso de bilheteria do original impulsionou a produção da sequência. As filmagens ocorreram em Toronto entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, sob o título provisório Mysterium.

Segundo Derrickson, o trailer reflete não apenas o crescimento do terror, mas também o aprofundamento dos personagens, mostrando que o medo pode deixar marcas duradouras e transformá-los de maneiras inesperadas.

Expectativas com o lançamento

Com estreia marcada para 16 de outubro no Brasil e em Portugal, O Telefone Preto 2 se prepara para se tornar um dos filmes de terror mais aguardados do ano. O trailer, com sua atmosfera tensa e visuais arrepiantes, já cria expectativas de sustos, reviravoltas e momentos de pura adrenalina.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta sexta (08/08)

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Era só mais uma família simples do interior. Ou pelo menos parecia.
Nove filhos, um pedaço de terra, um pai teimoso e uma mãe guerreira. Gente comum, do tipo que acorda cedo pra trabalhar, que reza pra ter saúde e comida na mesa. Mas naquela casa de chão batido, em Pirenópolis, Goiás, havia também algo raro: um sonho que insistia em sobreviver à seca, à pobreza e às tragédias da vida.

Essa é a grande essência de 2 Filhos de Francisco, filme que retorna à tela da TV Globo nesta sexta, 8 de agosto de 2025, na Sessão da Tarde. Não é só um longa-metragem. É um reencontro. Uma lembrança viva de como o afeto, a música e a esperança podem transformar destinos — e como as histórias mais extraordinárias são, muitas vezes, aquelas que brotam dos cantos mais humildes do Brasil.

Uma história de verdade, com a cara do Brasil

De acordo com informações do AdoroCinema, dirigido por Breno Silveira, que nos deixou em 2022, o filme estreou em 2005 e conquistou o país com uma simplicidade arrebatadora. Nada ali parece fabricado. Não há glamour. Há suor, dor, luto e um tipo de fé que não se explica — apenas se sente. O longa narra a vida real dos irmãos Zezé Di Camargo & Luciano, desde a infância na zona rural até a explosão no cenário sertanejo nacional.

Mas o protagonista mesmo é Francisco Camargo, pai da dupla. Interpretado magistralmente por Ângelo Antônio, ele é o tipo de homem que os brasileiros conhecem bem: fala pouco, trabalha muito, acredita nos filhos com força quase cega. Um caboclo com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. E que, por mais improvável que pareça, nunca duvidou de que dois de seus filhos mudariam o rumo da história familiar — e da música nacional.

Amor que não se explica, só se vive

É fácil esquecer, diante do sucesso atual de Zezé e Luciano, que tudo começou com um acordeão velho e muita vontade de cantar. Mirosmar, o primogênito, e Emival, o irmão com quem formaria a primeira dupla, encantavam a vizinhança com suas apresentações em festas da vila. Com apoio do pai, chegaram a se apresentar em grandes palcos do interior, mas a vida, implacável, os separou cedo demais. Um acidente trágico levou Emival ainda adolescente. O filme nos leva a esse momento com delicadeza e firmeza. A dor da perda, o silêncio da mãe (Dira Paes, em uma performance sensível), o luto coletivo. E mesmo assim, Francisco não desiste. Ele sabe que o sonho não morreu com Emival. Ele apenas mudou de forma.

Um Brasil que chora, mas não se entrega

o longa toca fundo porque não romantiza a pobreza, mas também não transforma tudo em desgraça. Mostra o Brasil que chora no silêncio, que sofre sem fazer barulho, mas que se levanta todos os dias pra tentar de novo. É nesse espírito que Mirosmar — agora já pai de família, sem dinheiro, sem sucesso — volta a tentar a sorte na música. Fracassa uma, duas, três vezes. Vende o carro pra gravar um disco. Ouve que sua voz é “boa só pra cantar escondido”. E continua. Porque no fundo, sabe que o pai não sonhava à toa. Quando Luciano entra em cena, a mágica acontece. Dois irmãos, uma nova chance. Surge a dupla Zezé Di Camargo & Luciano, com a canção “É o Amor” abrindo os caminhos. O resto é história.

O filme que fez o Brasil se ver na tela

Ao estrear nos cinemas, o longa-metragem quebrou recordes. Mais de 4,7 milhões de pessoas assistiram ao longa. R$ 34 milhões arrecadados. Um fenômeno de bilheteria nacional, sem precisar de efeitos especiais nem de nomes internacionais. Apenas uma boa história, bem contada, com verdade no olhar.

Nos bastidores, nomes como Patrícia Andrade e Carolina Kotscho assinam o roteiro, e a produção envolveu estúdios como Globo Filmes, Conspiração Filmes e a gigante Columbia TriStar. Mas o segredo do sucesso não está nos bastidores. Está no coração da narrativa. Está em cenas como a de Francisco negociando um instrumento no fiado, ou da mãe tentando esconder o choro para não desmotivar os filhos.

Aliás, quantas mães brasileiras já não fizeram o mesmo?

Um elenco que sente, não só interpreta

O que dá vida à história são os rostos, os sotaques, os silêncios. Ângelo Antônio é um gigante discreto como Francisco. Dira Paes, de olhar sempre úmido, carrega no corpo a fadiga de uma mulher que aguenta tudo — e ama sem reservas. Márcio Kieling e Thiago Mendonça interpretam Zezé e Luciano com uma verdade que impressiona, ainda mais por se tratar de personagens vivos, conhecidos.

E há participações especiais que aquecem o coração: Lima Duarte como o avô Benedito, Paloma Duarte como Zilu, Natália Lage, José Dumont, Maria Flor. Todos entregam mais do que técnica: entregam alma.

Trilha sonora de um Brasil inteiro

O filme não seria o mesmo sem sua trilha. A canção “É o Amor”, que virou hino nacional nos anos 1990, surge como clímax emocional. Mas a trilha vai além da nostalgia: Maria Bethânia, Nando Reis, Chitãozinho & Xororó, Wanessa Camargo, Ney Matogrosso — todos contribuíram para fazer da música um personagem à parte.

Quem assiste sai cantarolando, com nó na garganta e sorriso nos lábios. Porque é impossível não se identificar. Quem nunca viu um parente desistir de um sonho? Quem nunca sonhou por alguém?

Francisco: um herói real

No centro de tudo está ele: Francisco Camargo, que faleceu em 2020, pouco antes de completar 84 anos. O homem que plantava sonhos em solo duro, e os regava com amor, fé e persistência. Ele não compôs nenhuma canção, mas foi o maestro invisível da trajetória de Zezé e Luciano. Um herói brasileiro, desses que não têm estátua nem feriado, mas que vivem no coração de cada filho que foi incentivado a seguir.

Por que rever esse filme agora?

Porque o Brasil precisa de histórias assim. Num país tantas vezes marcado por crises, desigualdades, lutos e desesperanças, filmes como “2 Filhos de Francisco” nos lembram de algo essencial: a beleza das histórias possíveis. Aquelas que começam pequenas e terminam enormes, que surgem em barracos e chegam aos palcos. Que nascem de dores reais, mas também de afetos que sobrevivem a tudo.

Onde posso assistir?

Você pode assistir ao filme em diferentes plataformas de streaming. O longa está disponível para assinantes da Amazon Prime Video e da HBO Max, oferecendo acesso completo por meio de suas respectivas assinaturas. Para quem prefere alugar, o título também pode ser encontrado na modalidade VOD (Vídeo sob Demanda) na própria Prime Video, com aluguel a partir de R$ 6,90. Essas opções tornam fácil reviver — ou descobrir pela primeira vez — a emocionante trajetória da dupla sertaneja em qualquer momento, no conforto de casa

Um Lugar Silencioso 3 | Novo filme chega em 2027 com retorno de John Krasinski na direção

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Depois de muita especulação, silêncio nas redes e rumores entre fãs atentos, a confirmação finalmente chegou: Um Lugar Silencioso 3 estreia nos cinemas no dia 9 de julho de 2027, com um retorno que movimenta a base da franquia — John Krasinski reassume a direção do capítulo final da saga da família Abbott.

A notícia foi oficializada pela Paramount Pictures durante um evento fechado para imprensa e investidores, mas logo se espalhou entre cinéfilos e entusiastas do horror sensorial. Ao lado da data, o anúncio revelou que o novo longa será uma continuação direta dos eventos de Parte II, deixando claro que os caminhos abertos pelo spin-off “Dia Um” não se cruzarão — ao menos, não agora — com a trilha silenciosa da família que conquistou o mundo enfrentando criaturas mortais num mundo onde o menor som é sentença de morte.

A promessa de um desfecho: Krasinski fecha o ciclo que começou em 2018

O retorno de John Krasinski não é apenas um gesto simbólico — é a âncora emocional de uma franquia que sempre se apoiou mais no subtexto do que nos diálogos. Depois de estrear como diretor no filme original de 2018 e emocionar o público com a história de sobrevivência dos Abbotts, Krasinski ficou marcado como o arquiteto do universo onde o som é o verdadeiro vilão.

Mesmo após a morte do personagem Lee, pai e protetor silencioso da família, Krasinski manteve-se presente por trás das câmeras em Parte II (2020), conduzindo o crescimento da matriarca Evelyn (Emily Blunt) e, especialmente, da filha Regan (Millicent Simmonds), que assumiu papel central na narrativa.

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O que esperar da história: sobrevivência, estratégia e (in)esperança

Até agora, o enredo do terceiro filme permanece guardado a sete chaves — ou sete silêncios. A Paramount não divulgou detalhes sobre a sinopse ou elenco confirmado, mas os eventos deixados em aberto em Parte II oferecem pistas de onde a narrativa pode seguir.

No último filme, Regan descobre que seu implante coclear, quando amplificado, causa um efeito destrutivo sobre as criaturas. Com a ajuda de Emmett (Cillian Murphy), ela consegue transmitir o sinal via rádio, criando uma possibilidade real de contra-ataque humano. Já Marcus (Noah Jupe), ainda em recuperação emocional e física, assume uma posição mais ativa no cuidado com o irmão caçula.

Assim, o próximo capítulo tem potencial para explorar a formação de uma resistência organizada, talvez até em escala nacional, mostrando como diferentes comunidades reagem ao “raio de esperança” criado pela descoberta sonora de Regan. A personagem de Cillian Murphy, querido pelos fãs e essencial para a virada narrativa de Parte II, ainda não foi oficialmente confirmado, mas especula-se que ele volte — e que seu destino seja um dos pontos de tensão dramática do novo longa.

Outro nome em dúvida é Djimon Hounsou, que apareceu em Day One como um líder tentando proteger uma ilha de sobreviventes. Apesar de estar em uma narrativa paralela, sua aparição em Parte II pode ser a deixa para uma conexão discreta — ou para uma participação expandida agora.

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Quando o silêncio fala mais alto que o grito

Poucas franquias conseguiram conquistar o público apostando no que a maioria do cinema de horror evita: o não dito, o som ausente, a pausa tensa. Em tempos de sustos estridentes e trilhas dramáticas em excesso, a franquia criou sua identidade apostando no silêncio como linguagem narrativa, e não apenas como artifício.

Em 2018, o primeiro longa surpreendeu pela premissa original e pelo impacto emocional. Arrecadou mais de US$ 340 milhões em bilheteria global, com um orçamento de apenas US$ 17 milhões. Mas o que mais impressionou foi a reação do público: nas sessões, pipocas paravam de ser mastigadas, tosses eram contidas e até respirações eram disfarçadas — como se o cinema inteiro participasse do jogo da sobrevivência.

O segundo filme, lançado em meio à pandemia, manteve o fôlego da saga, mesmo com desafios logísticos e a ausência de Lee (Krasinski) como personagem. O foco em Regan e Evelyn ampliou a dimensão emocional da narrativa, enquanto a introdução de Emmett trouxe nova energia ao universo em expansão.

Um futuro além do fim?

Embora a Paramount ainda não tenha revelado se a nova produção será o último capítulo da saga dos Abbotts, tudo indica que este será o fim de um ciclo. Isso, no entanto, não exclui a possibilidade de novos spin-offs, histórias paralelas ou até uma série derivada.

O universo criado por Krasinski é amplo, rico em possibilidades — seja explorando o passado das criaturas, seja mostrando comunidades isoladas e suas estratégias únicas de sobrevivência. Mas, ao que tudo indica, o próximo filme deve fechar a trilogia principal com o mesmo cuidado emocional que marcou os anteriores.

Último ato da família mais caótica da televisão: episódio final de The Righteous Gemstones vai ao ar neste domingo na HBO e MAX

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No domingo, 4 de maio, às 23h, a HBO e a plataforma Max exibem o nono e último episódio da temporada final de The Righteous Gemstones, encerrando com chave de ouro uma das séries de comédia mais provocativas e originais dos últimos tempos. Criada por Danny McBride, a produção conquistou o público ao mergulhar sem pudores no universo das megacorporações religiosas, onde fé, fortuna e falcatruas andam de mãos dadas.

Um clã de televangelistas à beira do colapso — ou da redenção

Ao longo de suas quatro temporadas, The Righteous Gemstones acompanhou as desventuras de uma família de televangelistas multimilionários que se equilibram entre o púlpito e o pecado. Ostentando poder, riqueza e influência, os Gemstones mantiveram sua fachada de pureza cristã enquanto lidavam com chantagens, traições internas, escândalos públicos e disputas ferozes por controle e reconhecimento.

Na temporada final, os conflitos atingiram seu auge. A codependência entre os irmãos Jesse, Judy e Kelvin foi testada ao limite, revelando feridas emocionais profundas e a dificuldade de romper com um passado carregado de glórias, mágoas e disputas. Agora, diante de decisões cruciais, a família precisará encarar sua maior provação: será possível seguir em frente sem negar a herança construída sobre alicerces tão frágeis?

Estrelas veteranas e participações surpreendentes

O elenco continua afiado, com Danny McBride liderando como Jesse Gemstone, o herdeiro impulsivo e megalomaníaco; Adam Devine como o carismático, mas ingênuo Kelvin; e Edi Patterson roubando cenas como a irreverente Judy. O consagrado John Goodman dá gravidade ao papel do patriarca Eli, figura central na construção (e destruição) do império Gemstone.

A quarta temporada ainda traz de volta personagens queridos como Amber (Cassidy Freeman), BJ (Tim Baltz), Keefe Chambers (Tony Cavalero), Martin Imari (Greg Alan Williams), Gideon (Skyler Gisondo), Baby Billy (Walton Goggins) e Aimee-Leigh (Jennifer Nettles), além de participações especiais de Megan Mullally, Seann William Scott e uma surpresa de peso com Bradley Cooper, que interpreta um personagem enigmático em um dos momentos mais marcantes da temporada.

Humor afiado, crítica social e drama familiar

Com sua mistura única de comédia ácida, sátira religiosa e drama familiar, The Righteous Gemstones consolidou-se como uma das produções mais ousadas do catálogo da HBO. A série brinca com o culto à personalidade no meio religioso, expondo os bastidores sombrios de um império erguido em nome da fé, mas guiado por ganância, vaidade e sede de poder.

A proposta sempre foi clara: rir da hipocrisia, mas sem perder de vista a humanidade dos personagens. Por isso, mesmo em meio a escândalos, perseguições bizarras e confrontos armados (sim, houve de tudo), a série sempre manteve um núcleo emocional forte, explorando a relação conturbada entre pais e filhos, irmãos rivais e casamentos à beira do colapso.

Uma despedida digna de um culto

Criada, escrita e protagonizada por Danny McBride, The Righteous Gemstones conta ainda com direção de nomes como Jody Hill e David Gordon Green, colaboradores habituais de McBride em outros sucessos como Vice Principals e Eastbound & Down. A produção executiva inclui John Carcieri, Jeff Fradley, Brandon James e Jonathan Watson, com David Brightbill na produção geral. Os roteiros contam com colaboração de Edi Patterson, Kevin Barnett e Chris Pappas como produtores consultivos.

O episódio final promete reunir todos os elementos que tornaram a série um sucesso: humor irreverente, tensão familiar, críticas sociais afiadas e reviravoltas imprevisíveis. Seja você um devoto da série desde o início ou alguém curioso para ver como essa epopeia termina, o encerramento de The Righteous Gemstones tem tudo para ser memorável.

Ana Carolina lança EP inédito após seis anos e celebra 25 anos de carreira com Ainda Já – Vol. 1

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Seis anos. Foi esse o tempo que a gente ficou sem ouvir uma música inédita da Ana Carolina. Mas quem disse que ela estava parada? Ela seguiu rodando o Brasil, enchendo teatros, deixando o público arrepiado com cada verso cantado de olhos fechados. Só que agora chegou o momento que os fãs esperavam: ela voltou pro estúdio. E voltou com a alma inteira.

O novo EP “Ainda Já – Vol. 1” não é só um lançamento — é tipo aquela mensagem que chega no fim do dia e muda tudo. São cinco músicas autorais, todas novinhas em folha, lançadas como parte da comemoração dos seus 25 anos de carreira. Mas se engana quem acha que é só nostalgia. Tem cheiro de futuro nesse disco.

“Ainda Já”: um título que nem precisa de explicação (mas que a gente sente)

O nome já entrega o tom: Ainda Já soa como quem tá vivendo o agora com as raízes fincadas no que construiu. Um paradoxo bonito, meio filosófico, bem a cara da Ana. É como se ela dissesse: “eu ainda sou eu, mas já mudei”. E o mais legal? A gente sente isso nas músicas — sem precisar racionalizar muito.

Parceiros novos, voz de sempre

Nesse EP, Ana abre a porta do estúdio pra uma galera nova: Umberto Tavares, Jefferson Júnior, Pedro Breder, Carol Marcílio, entre outros. Gente que vem de outras praias, mas que soube entrar no universo dela com respeito e criatividade. E claro, tem os reencontros que aquecem: Antonio Villeroy, Bruno Caliman, Edu Krieger — nomes que fazem parte da costura emocional de quem cresceu ouvindo Ana Carolina.

Múltiplas Anas num mesmo disco

Sabe aquela Ana do violão e da voz que te desmonta? Ela tá aqui. Mas também tem a Ana que experimenta, que flerta com o pop, que brinca com marchinha, que assopra uma bossa sem pedir licença. Cada faixa é uma faceta — às vezes leve, às vezes densa, sempre honesta. Nada soa forçado. É como se ela dissesse: “não preciso escolher uma versão de mim”.

Produção feita em casa (literalmente)

Não bastasse compor e cantar, Ana também assina a produção e direção artística do EP, ao lado de Iuri Rio Branco. Ou seja: o controle criativo é dela do começo ao fim. É um disco que respira liberdade — desses que não foram feitos pra cumprir contrato ou seguir tendência, mas pra dizer o que precisa ser dito com voz limpa e sem medo.

Travessia. Esse é o nome do jogo.

Em palavras da própria Ana: “Esse trabalho representa uma travessia — uma ponte entre quem eu fui até aqui e a artista que escolho me tornar daqui pra frente.”

E é isso. “Ainda Já – Vol. 1” não vem pra agradar todo mundo. Vem pra quem escuta com o peito. Pra quem sabe que mudança não significa ruptura, mas continuidade com coragem. Um disco que, como ela mesma, não precisa levantar a voz pra ser imenso.

E o melhor? É só o começo

Se tem “Volume 1” no nome, a gente sabe que vem mais por aí. Mas só esse EP já é suficiente pra matar a saudade e lembrar por que a Ana Carolina é, há 25 anos, uma das artistas mais consistentes, sensíveis e relevantes da música brasileira. E se ela demorou pra lançar coisa nova, tudo bem. Porque quando chega, a gente sente que valeu a pena esperar.

Love e Dance 15/06/2025 – Episódio 2 promete romance e emoção com Naldo Benny e Moranguinho no centro do palco!

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O segundo episódio de Love e Dance vai ao ar neste domingo, 15 de junho de 2025, às 18h, e promete levar o público por uma verdadeira montanha-russa emocional — da doçura de um amor recém-descoberto à intensidade das paixões que resistem ao tempo.

E o clima romântico não fica só no palco: os convidados especiais da noite são ninguém menos que Naldo Benny e Ellen Cardoso, a eterna Moranguinho, um casal que vive a dança do amor também na vida real. Juntos, eles se unem à sempre carismática Marisa Orth no time de comentaristas da atração, trazendo relatos sinceros e divertidos sobre amor, cumplicidade, altos e baixos da convivência — tudo isso enquanto acompanham as apresentações emocionantes dos casais dançarinos.


💖 Dança que fala… de amor!

Sob o comando de Rafa Brites e Felipe Andreoli, o Love & Dance vai além da competição: é uma ode à dança como linguagem do coração. O palco se transforma em um espaço de conexão, onde cada passo é carregado de emoção e cada música escolhida traduz sentimentos profundos.

A trilha sonora desta semana é um verdadeiro passeio musical por diferentes gerações e gêneros. Prepare-se para se apaixonar com:

🎼 “Fly Me to the Moon” – Frank Sinatra
Uma coreografia embalada por esse clássico atemporal resgata o charme dos amores antigos e nos faz sonhar com bailes de gala e promessas eternas sob a luz da lua.

🎶 “Ainda Bem” – Marisa Monte
Com leveza e carinho, essa apresentação emociona ao falar da sorte de encontrar um amor que acolhe, transforma e faz tudo valer a pena.

🔥 “Meu Pedaço de Pecado” – João Gomes
O piseiro toma conta do palco com uma energia contagiante que mistura paixão, calor e uma boa dose de ousadia nordestina. É impossível não bater o pé!

🌌 “Tattoo” – Loreen
Encerrando a noite em clima de intensidade e sensualidade, a vencedora do Eurovision inspira uma coreografia moderna e potente, onde o corpo diz o que as palavras não conseguem.


💬 Amor em cena – e fora dela

Durante o programa, Naldo e Moranguinho abrem o coração e dividem momentos íntimos de sua trajetória como casal: superações, reconciliações e a importância da parceria na vida a dois. A presença deles dá um brilho a mais ao episódio, mostrando que o amor verdadeiro também tem seus tropeços, mas que, com cumplicidade e afeto, é possível dançar juntos mesmo nas músicas mais difíceis.

Marisa Orth, com sua sensibilidade e bom humor, completa o trio de jurados convidados trazendo reflexões afetuosas e divertidas sobre o que significa amar — e o que a dança revela sobre os sentimentos.


💌 Vai ter match?

A cada episódio, Love & Dance testa mais que habilidades técnicas: o programa busca afinidade, química e conexão real entre os participantes. Os jurados avaliam, o público vibra e os casais se entregam de corpo e alma — será que vai nascer mais um par dentro e fora da competição?

Avatar: Fogo e Cinzas libera trailer final e prepara o terreno para a fase mais sombria da saga de James Cameron

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de Pandora voltou a estremecer — e não apenas pela força das montanhas flutuantes ou pelo rugido das criaturas bioluminescentes. Com a divulgação do trailer final de Avatar: Fogo e Cinzas, o terceiro capítulo da franquia de James Cameron, a sensação é de que estamos diante de uma experiência cinematográfica que promete expandir, aprofundar e agitar tudo o que os fãs conhecem sobre esse mundo extraordinário. O vídeo, liberado pela 20th Century Studios, rapidamente tomou conta das redes sociais, alimentando debates, teorias e reações emocionadas. Não é exagero dizer que a expectativa atingiu seu auge. Afinal, estamos falando de uma das sagas mais ambiciosas e tecnicamente impecáveis da história do cinema.

Com estreia prevista para 19 de dezembro de 2025, Fogo e Cinzas assume a responsabilidade de dar continuidade aos eventos de O Caminho da Água (2022), ao mesmo tempo em que prepara o terreno para as duas sequências já anunciadas para 2029 e 2031. A julgar pelas imagens reveladas no trailer, o novo filme não se limita a dar sequência à trama: ele propõe uma virada emocional, estética e narrativa que pode redefinir o rumo da franquia pelos próximos anos.

Logo de início, o trailer apresenta um clima mais pesado e introspectivo. Um ano se passou desde que a família Sully se estabeleceu no clã Metkayina, mas a dor da perda de Neteyam continua viva. A ausência do primogênito paira como uma nuvem espessa sobre Jake, Neytiri e seus filhos. Há uma ferida aberta que nenhum mergulho nas águas cristalinas de Pandora é capaz de suavizar. Essa atmosfera de luto e revolta é perceptível não apenas nas expressões dos personagens, mas também na fotografia, mais contrastada e repleta de sombras, como se o planeta refletisse o emocional de sua família mais conhecida.

É nesse contexto que surge a grande novidade do trailer: a introdução do misterioso e temido Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi que vive em regiões dominadas por vulcões e ambientes hostis. Diferente dos Omatikaya e dos Metkayina, cujo visual remete à natureza exuberante de florestas e oceanos, o novo clã apresenta uma estética marcada por tons escuros, pinturas agressivas e um estilo de vida moldado pelo fogo — um contraste arrebatador com tudo o que Pandora mostrou até agora. A líder dos Ash People, a imponente Varang, surge como uma figura de presença magnética. Seu semblante firme, seus movimentos calculados e sua postura de guerreira experiente deixam claro que ela não é uma antagonista tradicional: é alguém guiada por convicções profundas, por perdas passadas e por uma visão própria de justiça.

O mais impactante, porém, é vê-la aliada a Miles Quaritch, ainda mais adaptado à sua nova forma Na’vi. A parceria entre ambos deixa evidente que a guerra pela sobrevivência de Pandora está prestes a atingir um patamar sem precedentes. No trailer, Quaritch exibe uma mistura perturbadora de ódio e confusão existencial. Ele é uma figura dividida entre a memória de sua vida humana e as emoções despertadas pelo corpo que agora habita. Esse conflito interno, que já se insinuava em O Caminho da Água, parece ganhar proporções muito maiores no terceiro longa.

Jake e Neytiri, por sua vez, aparecem mais maduros, mas também mais quebrados. O luto pela morte de Neteyam se reflete na forma como eles se movimentam, falam e interagem com o restante da família. Neytiri, especialmente, surge tomada por uma intensidade quase selvagem. Em uma das cenas mais marcantes do trailer, ela afirma, com a voz embargada e olhar de fúria, que eles “já perderam demais”. Há uma energia crua nessa fala que indica que a personagem, que sempre equilibrou espiritualidade e força, pode estar prestes a romper alguns limites.

Kiri, interpretada novamente por Sigourney Weaver, também ganha destaque nos novos trechos. Sua ligação com Eywa se manifesta de forma mais poderosa, com cenas que sugerem habilidades sensoriais ampliadas e uma sensibilidade que a coloca no centro de acontecimentos decisivos. A jovem, ainda envolta em mistério, parece ser um dos pilares emocionais e narrativos de Fogo e Cinzas. Seus conflitos, suas descobertas e sua conexão com o planeta podem ser fundamentais no desfecho da história.

Lo’ak, que já vivia sob o peso da expectativa após a morte do irmão, também surge como alguém que enfrenta uma jornada pessoal intensa. Seu vínculo com o tulkun Payakan reaparece brevemente no trailer, indicando que essa relação continuará a ser um dos elementos mais sensíveis e simbólicos da trama. Cameron tem habilidade especial para transformar laços entre personagens e criaturas em metáforas profundas — e tudo indica que isso se repetirá aqui, só que de forma ainda mais dramática.

Para que tudo isso ganhasse corpo e verdade, Cameron contou novamente com o retorno de atores que já se tornaram sinônimo da franquia. Sam Worthington retoma o papel de Jake Sully com uma postura mais cansada e reflexiva, carregando no olhar todas as batalhas que já enfrentou e aquelas que sabe que ainda virão. Zoe Saldaña, sempre intensa, entrega uma Neytiri visceral, movida pela dor, pela raiva e pela vontade de proteger o que lhe resta. Stephen Lang, mais uma vez, se destaca como um antagonista multifacetado, enquanto Sigourney Weaver transforma Kiri em um dos personagens mais fascinantes dessa nova fase da franquia. Joel David Moore, CCH Pounder e Matt Gerald completam o elenco de retorno.

A grandiosidade de Fogo e Cinzas se deve, em grande parte, ao processo de produção que começou há muito tempo. As filmagens tiveram início em 2017, acontecendo paralelamente às de O Caminho da Água. Isso significa que Cameron não vê a saga como filmes isolados, mas como capítulos de uma história contínua, planejada com antecedência e construída como uma verdadeira epopeia cinematográfica. Enquanto trabalhava nesses dois longas, ele já preparava terreno para The Tulkun Rider e The Quest for Eywa, que devem chegar aos cinemas nos próximos anos e fechar o ciclo iniciado em 2009.

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