Half Man | Drama britânico sobre laços familiares e traumas do passado ganha estreia internacional em abril

Após chamar a atenção do público e da crítica com a série Bebê Rena, o roteirista e ator Richard Gadd prepara o lançamento de um novo projeto televisivo. Trata-se de Half Man, minissérie dramática britânica que terá distribuição internacional e já possui estreia prevista no Brasil para abril, com lançamento pela HBO e pela plataforma HBO Max.

A produção nasce de uma parceria entre a HBO e a BBC, consolidando uma coprodução que reúne talentos da televisão britânica e norte-americana. Richard Gadd assume novamente um papel central no desenvolvimento da obra, atuando como criador, roteirista, produtor executivo e também protagonista da história.

No enredo, Gadd interpreta Ruben, um homem que reaparece inesperadamente após anos afastado da família. Seu retorno acontece em um momento simbólico: o casamento de seu irmão Niall, personagem vivido por Jamie Bell. A reunião, no entanto, está longe de representar uma simples reconciliação. A presença de Ruben reabre feridas antigas e traz à tona memórias difíceis que marcaram a relação entre os dois irmãos.

A partir desse encontro, a narrativa passa a investigar as tensões acumuladas ao longo do tempo, revelando uma dinâmica familiar marcada por conflitos, silêncios e episódios de violência. A série acompanha o impacto desse reencontro na vida dos personagens e expõe como experiências do passado podem continuar influenciando decisões e emoções no presente.

Durante o desenvolvimento inicial, o projeto chegou a ser conhecido pelo título provisório “Lions”. Na época, Richard Gadd descreveu a produção como um estudo profundo sobre o vínculo entre dois irmãos e as consequências emocionais de uma relação complexa. O título definitivo, “Half Man”, surge como uma metáfora para os personagens que carregam fragmentos de si mesmos perdidos ao longo de uma trajetória marcada por distanciamento e trauma.

O anúncio da série aconteceu em fevereiro de 2024 pela emissora britânica BBC One, despertando grande interesse na indústria televisiva. A repercussão foi impulsionada principalmente pelo reconhecimento conquistado por Gadd após o sucesso de “Bebê Rena”, produção que se destacou pela intensidade de sua narrativa e pela abordagem sensível de temas difíceis.

Além de escrever os episódios, Gadd também participa da equipe criativa responsável pelas decisões artísticas da série. A direção está a cargo de Alexandra Brodski e Eshref Reybrouck, profissionais com experiência em produções dramáticas e projetos voltados para narrativas de forte carga emocional.

A produção é conduzida pela empresa Mam Tor Productions, sediada em Londres. Entre os produtores executivos estão Tally Garner e Morven Reid, que representam a produtora, além de Gaynor Holmes e Gavin Smith, ligados à BBC. A produção executiva também conta com a participação de Wendy Griffin.

Em junho de 2024, a HBO confirmou sua entrada oficial no projeto, ampliando a escala da produção e garantindo uma distribuição internacional mais ampla. A parceria com a emissora norte-americana fortaleceu o alcance da série e posicionou o projeto como uma das apostas dramáticas mais aguardadas do catálogo futuro das duas empresas.

O elenco reúne diversos nomes conhecidos do público britânico. Além de Richard Gadd e Jamie Bell nos papéis principais, participam da série atores como Neve McIntosh, Amy Manson, Bilal Hasna, Charlie De Melo, Stuart Campbell, Marianne McIvor, Philippine Velge e Stuart McQuarrie, entre outros intérpretes que compõem o núcleo dramático da produção.

As gravações começaram em fevereiro de 2025 e tiveram como principal cenário a cidade de Glasgow, além de outras locações na Escócia. A escolha da região contribui para a atmosfera da narrativa, que aposta em ambientes urbanos e paisagens características do país para reforçar o tom dramático da história.

Após meses de trabalho, a equipe anunciou em julho de 2025 que as filmagens haviam sido concluídas, permitindo o início da etapa de pós-produção. Esse processo inclui montagem, edição e finalização da série antes de sua estreia internacional.

No Reino Unido, “Half Man” será disponibilizada no serviço de streaming BBC iPlayer e exibida também na televisão pela BBC One e pela BBC Scotland. Nos Estados Unidos, a série será transmitida pela HBO, enquanto o público brasileiro poderá acompanhar a produção pelo canal e pela plataforma HBO Max.

A expectativa em torno da minissérie está ligada principalmente ao estilo narrativo de Richard Gadd, conhecido por abordar temas complexos de forma direta e emocionalmente intensa. Em seus trabalhos anteriores, o criador demonstrou interesse em explorar experiências humanas difíceis, transformando histórias pessoais e relações complicadas em narrativas que provocam reflexão.

“Duna: Parte 3” ganha primeiro trailer e inicia capítulo mais sombrio da saga após consagração histórica no Oscar

Poucas franquias conseguem transformar sucesso em expectativa de forma tão imediata quanto Duna. Apenas um dia após a consagração de Duna: Parte Dois no Oscar, onde o longa conquistou impressionantes 11 estatuetas e empatou um recorde histórico da premiação, a Warner Bros. Pictures surpreendeu o público ao divulgar o primeiro trailer de Duna: Parte 3 — e, com ele, um vislumbre do que promete ser o capítulo mais intenso e filosófico da trilogia.

Dirigido novamente por Denis Villeneuve (Blade Runner 2049; A Chegada), o novo filme adapta o romance “Messias de Duna”, publicado em 1969 por Frank Herbert (Duna; Os Filhos de Duna). Diferente da jornada de ascensão apresentada nos filmes anteriores, essa nova etapa mergulha nas consequências do poder — e no peso que ele carrega.

Um herói coroado… e questionado

O trailer deixa claro desde os primeiros segundos: Paul Atreides já não é apenas um líder. Agora imperador, ele carrega o título de figura messiânica, mas também o fardo de decisões que impactam todo o universo conhecido. Timothée Chalamet (Wonka; Me Chame Pelo Seu Nome) retorna ao papel com uma presença mais contida e, ao mesmo tempo, mais perturbadora. Há um olhar de desgaste, quase como se o personagem já previsse o próprio colapso.

Ao seu lado, Zendaya (Euphoria; Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa) retoma o papel de Chani, agora não apenas como aliada, mas como uma voz crítica dentro da própria narrativa. O relacionamento entre os dois, que antes era marcado por cumplicidade e descoberta, ganha tons mais densos, refletindo conflitos ideológicos e emocionais.

Essa mudança de tom é essencial para entender o que Villeneuve pretende com o terceiro filme. Se os anteriores eram sobre destino e conquista, este parece ser sobre as consequências inevitáveis de acreditar demais em um salvador.

Um elenco grandioso para um universo em crise

Além de Chalamet e Zendaya, o filme traz de volta nomes já consolidados na franquia, como Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Nação Secreta; Doutor Sono) como Lady Jessica, Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita; Sicario) como Gurney Halleck e Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez; 007 – Operação Skyfall) como Stilgar.

O núcleo político se expande com Florence Pugh (Oppenheimer; Adoráveis Mulheres) como a Princesa Irulan, agora peça-chave dentro das articulações do império, enquanto Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha; A Bruxa) assume de vez o papel de Alia Atreides, prometendo uma presença ainda mais enigmática e poderosa.

Mas uma das adições mais aguardadas é Robert Pattinson (The Batman; O Farol), que interpreta o vilão Scytale. No trailer, sua presença é breve, mas suficiente para sugerir um antagonista manipulador e imprevisível — alguém que atua nas sombras para desestabilizar o império de Paul.

Outro retorno que chama atenção é o de Jason Momoa (Aquaman; Velozes & Furiosos 10) como Duncan Idaho, personagem que, mesmo após eventos anteriores, volta a ter papel importante dentro da trama, agora envolto em mistério.

Uma história sobre poder — e suas rachaduras

Baseado em “Messias de Duna”, o novo filme se afasta da estrutura clássica de jornada do herói para explorar um território mais complexo. Aqui, o foco não está em vencer batalhas externas, mas em lidar com conflitos internos e políticos que ameaçam ruir tudo o que foi construído.

O trailer reforça essa ideia ao apresentar um clima mais sombrio, com diálogos carregados de tensão e imagens que destacam isolamento, dúvida e manipulação. Não há mais espaço para ingenuidade. Cada decisão parece ter um preço — e Paul começa a perceber que talvez tenha ido longe demais.

Villeneuve já havia sinalizado, desde os primeiros filmes, que pretendia encerrar a história como uma trilogia. E tudo indica que este será o capítulo mais ousado em termos narrativos, justamente por subverter expectativas e questionar o próprio conceito de “herói”.

Produção ambiciosa e estética refinada

As filmagens de Duna: Parte 3 aconteceram entre julho e novembro de 2025, passando por locações como Budapeste e Abu Dhabi. O deserto, elemento central da franquia, retorna com ainda mais imponência, agora explorado tanto em película de 65 mm quanto em câmeras IMAX para intensificar a sensação de escala e brutalidade.

Na trilha sonora, Hans Zimmer (Interestelar; O Rei Leão) retorna para dar continuidade à identidade sonora da saga, prometendo uma abordagem ainda mais imersiva e emocional.

Outro detalhe que chama atenção é a mudança na direção de fotografia, agora sob responsabilidade de Linus Sandgren, que substitui Greig Fraser. A expectativa é que essa transição traga uma nova textura visual, mantendo a grandiosidade, mas explorando nuances mais intimistas.

O peso de encerrar uma saga

Desde que assumiu o projeto, Denis Villeneuve sempre deixou claro que sua visão para Duna era limitada a três filmes. Mais do que uma decisão prática, trata-se de uma escolha criativa: encerrar a história de Paul Atreides no ponto em que ela se torna mais ambígua e provocativa.

Essa abordagem diferencia a franquia de muitas outras produções contemporâneas, que frequentemente se estendem além do necessário. Aqui, a proposta é entregar uma narrativa coesa, com começo, meio e fim bem definidos — ainda que esse fim não seja necessariamente confortável.

Após o sucesso estrondoso de Duna: Parte Dois, tanto de crítica quanto de público, a pressão por um desfecho à altura é inevitável. Mas, se o trailer serve como indicativo, Villeneuve parece disposto a correr riscos e entregar algo que vá além do espetáculo visual.

Na Sessão da Tarde desta quinta, 19, Globo exibe Velocidade Máxima, clássico do cinema de ação que conquistou o público nos anos 1990

Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta, 19 de março de 2026, a TV Globo exibe na Sessão da Tarde o icônico filme Velocidade Máxima, um dos maiores marcos do cinema de ação dos anos 1990. Dirigido por Jan de Bont em sua estreia na direção de longas-metragens, o filme consolidou-se como referência do gênero, mesclando cenas de tirar o fôlego, suspense intenso e personagens memoráveis. Premiado com dois Óscares por melhor edição e mixagem de som, a produção permanece atual e eletrizante, mesmo décadas após seu lançamento.

A história gira em torno do policial Jack Traven (Keanu Reeves), que se vê diante de um desafio mortal. Um psicopata instala uma bomba em um ônibus urbano, que explodirá caso a velocidade do veículo caia abaixo de 80 km/h. A situação coloca vidas inocentes em risco e exige ação rápida e estratégica. Jack precisa correr contra o tempo, analisando cada movimento do criminoso e tentando garantir a segurança de todos a bordo.

O filme não se destaca apenas pelas sequências de ação, mas também pela construção dos personagens. Quando o motorista do ônibus é ferido, Annie Porter (Sandra Bullock) assume o volante, mantendo o veículo em movimento enquanto Jack coordena a operação de dentro e fora do veículo. A química entre os dois personagens traz emoção ao filme e permite que a tensão seja equilibrada por momentos de humanidade e coragem diante do perigo iminente.

O antagonista Howard Payne (Dennis Hopper) é um vilão frio e calculista. Seus planos envolvem não apenas a ameaça direta aos passageiros, mas também testes psicológicos, exigindo de Jack habilidades rápidas de raciocínio e ação. Entre explosivos armadilhados e rotas inesperadas, a narrativa mantém o público preso à tela, sem tempo para respirar. Cada decisão errada poderia ser fatal, tornando o suspense ainda mais intenso.

A tensão aumenta com o desenrolar do enredo. Jack precisa lidar com obstáculos cada vez mais complexos: trechos de estrada incompletos, explosivos escondidos e a ameaça constante de Payne. Momentos emblemáticos, como o ônibus saltando de uma estrada para outra ou a manipulação de um trem do metrô pelo vilão, demonstram a criatividade e ousadia da direção. A ação é meticulosamente planejada, permitindo que o espectador se envolva completamente na narrativa.

Além da adrenalina, o filme também apresenta uma trama de sobrevivência e coragem. Jack e Annie enfrentam situações quase impossíveis, e suas decisões refletem tanto a inteligência quanto a humanidade dos personagens. A relação entre eles evolui durante a trama, reforçando a ideia de que mesmo em meio ao caos, laços humanos podem ser fortalecidos e inspirar coragem.

Velocidade Máxima foi lançado em 1994 e rapidamente se tornou um sucesso comercial. Com orçamento de apenas US$ 30 milhões, arrecadou mais de US$ 350 milhões mundialmente, consolidando-se como um dos filmes de ação mais rentáveis da década. A produção também influenciou todo um gênero, servindo de referência para filmes posteriores e inspirando a cultura pop, incluindo videogames e outras mídias. A sequência, Speed 2: Cruise Control, lançada em 1997, não alcançou o mesmo sucesso, mas contribuiu para manter a franquia viva no imaginário do público.

O longa não envelheceu apenas pela ação. Sua construção narrativa, a tensão crescente e a interação entre personagens principais e secundários continuam eficazes. O filme prova que adrenalina e história bem contada podem coexistir, mantendo espectadores de todas as idades envolvidos do início ao fim. A experiência cinematográfica é intensa, combinando perigo real, suspense psicológico e cenas visuais impressionantes.

Universal Pictures divulga bastidores de “Michael”, cinebiografia do Rei do Pop com estreia em abril

Jaafar Jackson as Michael Jackson in Maven. Photo Credit: Glen Wilson

A Universal Pictures divulgou um vídeo inédito mostrando os bastidores de Michael, cinebiografia que promete retratar de forma aprofundada a vida e o legado de Michael Jackson, um dos artistas mais influentes da história da música. O longa chegará aos cinemas brasileiros em 23 de abril, em versões convencionais e IMAX, e já desperta grande expectativa entre fãs e críticos.

No material, o ator Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, compartilha detalhes de sua intensa preparação para interpretar o cantor. O vídeo evidencia o processo de imersão do jovem, que estudou gestos, trejeitos e movimentos icônicos do artista para transmitir autenticidade em cada cena. Diretores e produtores participam do conteúdo, reforçando a dedicação do ator e a complexidade de dar vida a um ícone mundial.

A narrativa acompanha a trajetória do astro desde a infância, quando despontou como líder do Jackson Five, até o auge de sua carreira solo, marcada por performances inovadoras e impacto cultural global. O longa também investiga a vida pessoal de Jackson, mostrando seus desafios, conquistas e decisões que moldaram sua trajetória artística.

A direção é assinada por Antoine Fuqua, conhecido por títulos como Dia de Treinamento e Invasão à Casa Branca. A produção é conduzida por Graham King, vencedor do Oscar por Bohemian Rhapsody, que buscou equilibrar a narrativa entre carreira e vida privada do artista, incluindo episódios polêmicos sem suavizar os fatos. O roteiro aborda inclusive as acusações de abuso sexual enfrentadas por Jackson, apresentando uma visão imparcial e humana da história.

Foto: Glen Wilson/Lionsgate

O elenco combina talentos emergentes e nomes consagrados. Jaafar Jackson interpreta Michael na fase adulta, enquanto Juliano Valdi retrata o cantor na infância. Também estão no filme Colman Domingo, duas vezes indicado ao Oscar, Nia Long, de Empire, Laura Harrier, de Infiltrado na Klan, e Miles Teller, de Top Gun: Maverick. A seleção dos atores visa transmitir de maneira realista a complexidade do artista, tanto nos palcos quanto na vida pessoal.

As filmagens ocorreram entre janeiro e maio de 2024, em Santa Bárbara, Califórnia, com orçamento estimado em 155 milhões de dólares. Dion Beebe foi o diretor de fotografia, Barbara Ling cuidou da direção de arte e Marci Rodgers da criação de figurinos, garantindo que cenários e visuais fossem recriados com precisão histórica e estética.

O longa pretende explorar não apenas a carreira musical de Jackson, mas também seu lado humano. Segundo Graham King, a intenção é mostrar o artista de maneira envolvente, equilibrando suas realizações com seus desafios e vulnerabilidades. “Queremos humanizar, sem suavizar”, declarou o produtor.

Além da trajetória pessoal, Michael trará ao público algumas das apresentações mais icônicas do cantor, destacando seu talento inovador, influência cultural e impacto duradouro no entretenimento global. O filme reforça que a cinebiografia vai muito além da música, proporcionando uma visão completa do homem que se tornou um verdadeiro ícone.

Túlio Mourão e Orquestra Ouro Preto revisitam a diversidade da música mineira em concerto inédito

O pianista e compositor Túlio Mourão se une à Orquestra Ouro Preto para uma apresentação inédita que abre a temporada 2026 da série Alma Mineira, dedicada a valorizar a riqueza e a pluralidade da música produzida em Minas Gerais. O concerto acontece no dia 12 de abril, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, e promete trazer uma experiência musical única, reunindo tradição, inovação e repertório autoral.

Com uma carreira de mais de cinco décadas, Túlio Mourão construiu uma trajetória marcada pela liberdade estética e pelo diálogo entre diferentes universos sonoros. Natural de Divinópolis, o pianista se destacou como compositor, arranjador e criador de trilhas sonoras premiadas para o cinema, além de colaborar com grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Maria Bethânia e Chico Buarque. Mourão também integrou a fase progressiva da banda Os Mutantes e mantém vínculos históricos com o Clube da Esquina, consolidando uma carreira plural, que transita entre o erudito e o popular.

Para Mourão, o encontro com a Orquestra Ouro Preto tem um significado especial, tanto artístico quanto afetivo. “Sempre admirei esta orquestra. Formações como esta desempenham um papel fundamental ao conectar a música erudita à comunidade, oferecendo qualidade técnica e sensibilidade artística”, afirma o pianista. Essa afinidade tem raízes antigas: em uma edição do festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto, Mourão convidou a orquestra para apresentar o projeto “Latinidade”, reforçando a percepção sobre o papel da formação mineira no cenário cultural.

O repertório do concerto percorrerá diferentes momentos da produção de Mourão, reunindo canções, peças instrumentais e trilhas de cinema. Entre os destaques estão composições criadas para os filmes Moças de Fino Trato, O Vestido e O Viajante, além de temas orquestrados e parcerias com Milton Nascimento. “O programa busca mostrar a diversidade do meu trabalho. Inclui peças instrumentais, canções e trilhas que refletem os vários caminhos da minha carreira”, explica o compositor.

Segundo Mourão, o contexto orquestral representa um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de expressão artística. “Trabalhar com uma orquestra exige rigor e entrega, mas também permite explorar camadas da música que são impossíveis de alcançar sozinho. É uma experiência intensa de criação e compartilhamento”, afirma. Essa perspectiva plural conecta-se diretamente com a proposta da série Alma Mineira, que busca revisitar a produção musical de Minas e reafirmar sua identidade cultural.

O maestro Rodrigo Toffolo destaca a importância do projeto e da parceria com Mourão. “Receber Túlio Mourão é reconhecer um artista que representa a diversidade e a riqueza da música mineira. Este concerto demonstra como a produção local pode dialogar com o mundo mantendo sua identidade e suas referências culturais”, observa.

A apresentação de 12 de abril promete oferecer ao público uma experiência completa: não apenas um recital, mas um encontro entre artistas e comunidade, em que tradição e inovação se encontram no palco. Para Mourão, a música se torna um instrumento de conexão. “O público verá músicos compartilhando sua criação, em uma experiência que vai além da execução técnica. É a música acontecendo de forma viva, direta e intensa”, diz.

Charlie Cox indica nova fase mais intensa de Demolidor e descarta presença em Homem-Aranha: Um Novo Dia

A participação de Charlie Cox no programa de Jimmy Kimmel, exibido na última quarta-feira (18), trouxe novos indícios sobre o futuro de Demolidor: Renascido e reacendeu discussões sobre possíveis conexões com Homem-Aranha: Um Novo Dia. Embora o ator tenha negado participação no longa protagonizado por Tom Holland, suas declarações sugerem que o personagem Matt Murdock enfrentará desafios ainda mais extremos na nova fase da série.

Durante a entrevista, Cox evitou antecipar detalhes do enredo, mas relatou uma experiência recente de bastidores que evidencia o nível de intensidade das gravações. Segundo ele, após um dia de filmagens, foi necessário o trabalho de uma equipe para remover diversas próteses que simulavam cortes e cicatrizes espalhadas pelo corpo. A descrição indica que o vigilante de Hell’s Kitchen deve voltar a ser colocado em situações de alto desgaste físico, mantendo a abordagem mais crua que marcou suas aparições anteriores.

A nova produção do Disney+ marca o retorno de personagens centrais da antiga série da Netflix, reforçando a continuidade narrativa dentro do universo Marvel. Além de Charlie Cox no papel principal, o elenco conta com Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk, o Rei do Crime, Deborah Ann Woll como Karen Page, Elden Henson como Foggy Nelson, Jon Bernthal como Frank Castle, o Justiceiro, e Wilson Bethel como Benjamin Poindexter, o Mercenário.

Na trama, Matt Murdock tenta se afastar da vida como vigilante após uma tragédia, concentrando-se na carreira jurídica, onde alcança estabilidade e reconhecimento. Paralelamente, Wilson Fisk busca consolidar poder político ao se eleger prefeito de Nova York. No entanto, à medida que ambos avançam em suas novas trajetórias, os impulsos que definem suas identidades começam a ressurgir, colocando-os novamente em rota de colisão.

A construção desse conflito reforça a proposta da série de explorar não apenas confrontos físicos, mas também disputas de poder em diferentes esferas — do sistema judicial à política institucional. A presença de personagens como o Justiceiro amplia ainda mais esse cenário, sugerindo que a narrativa deve incorporar múltiplas perspectivas sobre justiça e violência.

Enquanto isso, o universo do Homem-Aranha segue em expansão com Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme da atual fase do herói dentro do Universo Cinematográfico Marvel. A produção, realizada pela Marvel Studios em parceria com a Sony Pictures, dá continuidade direta aos eventos de Spider-Man: No Way Home, que redefiniram completamente a trajetória de Peter Parker.

Na nova história, quatro anos se passaram desde os acontecimentos que levaram ao apagamento da identidade de Peter do conhecimento público. Agora adulto, o personagem vive isolado, afastado das pessoas que marcaram sua vida, e dedica-se integralmente ao combate ao crime. Atuando de forma anônima em Nova York, ele assume o papel de um herói em tempo integral, sem o suporte emocional ou pessoal que antes o acompanhava.

Esse novo contexto impõe um nível crescente de pressão. À medida que a criminalidade se intensifica, Peter é levado ao limite físico e psicológico, desencadeando uma transformação inesperada em seu próprio corpo. Essa evolução, ao mesmo tempo em que amplia suas capacidades, representa uma ameaça à sua própria existência, introduzindo um conflito interno que se soma aos desafios externos.

Paralelamente, uma série de crimes aparentemente desconexos começa a revelar um padrão mais amplo, apontando para uma ameaça de grande escala. A investigação conduz o herói a um inimigo que pode se tornar um dos mais poderosos já enfrentados em sua trajetória no cinema, ampliando o escopo da narrativa e o impacto das decisões do personagem.

O elenco do longa traz de volta nomes já consolidados na franquia, como Zendaya no papel de MJ e Jacob Batalon como Ned. Entre as novidades, está a participação de Sadie Sink, ainda sem personagem revelado, além da confirmação de Jon Bernthal como o Justiceiro e Mark Ruffalo como Hulk.

Dirigido por Destin Daniel Cretton e com roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers, o longa tem estreia prevista para 31 de julho de 2026 e integra a Fase Seis do MCU. As filmagens ocorreram entre agosto e dezembro de 2025, com locações na Escócia e na Inglaterra, além de gravações em estúdio no Pinewood Studios.

Viver Sertanejo reúne Gilberto & Gilmar e Zé Henrique & Gabriel em encontro especial de gerações neste domingo (22)

O programa Viver Sertanejo deste domingo, 22 de março, leva ao público uma edição marcada pela união entre tradição e renovação na música sertaneja. Apresentado por Daniel, o episódio reúne no mesmo palco as duplas Gilberto & Gilmar e Zé Henrique & Gabriel, em uma conversa que mistura histórias de vida, bastidores da carreira e interpretações de grandes sucessos.

Com mais de cinco décadas dedicadas à música, Gilberto & Gilmar são reconhecidos como nomes importantes na consolidação do sertanejo romântico no Brasil. Durante a participação no programa, os irmãos resgatam memórias do início da trajetória artística, quando ainda buscavam espaço em programas de calouros e enfrentavam uma rotina intensa de viagens pelo país. Naquele período, a estrada era o principal meio de divulgação e o contato direto com o público fazia toda a diferença na construção de uma base de fãs.

As lembranças revelam um cenário de desafios, mas também de descobertas. A dupla fala sobre a infância simples e o despertar da paixão pela música ainda cedo, além das dificuldades enfrentadas em um mercado que, na época, oferecia poucas oportunidades para novos artistas. Mesmo assim, a persistência e o talento foram determinantes para transformar o sonho em realidade.

A presença de Daniel no comando do programa acrescenta um tom ainda mais pessoal ao encontro. O cantor relembra o início da carreira ao lado de João Paulo e destaca a importância que Gilberto & Gilmar tiveram nesse processo. Antes do reconhecimento nacional, a dupla teve a oportunidade de abrir shows dos veteranos, experiência que contribuiu diretamente para o amadurecimento artístico. O relato reforça a tradição do sertanejo de valorizar e apoiar novos talentos, criando uma rede de influência que atravessa gerações.

A música ganha destaque em diversos momentos do programa, especialmente na interpretação de “Assino com X”, um dos grandes sucessos de Gilberto & Gilmar. A canção é apresentada em um formato especial, com a participação de Daniel, criando uma atmosfera de emoção e nostalgia. A escolha do repertório evidencia a força das músicas que permanecem vivas na memória do público, mesmo após décadas de lançamento.

O encontro também marca a participação de Zé Henrique & Gabriel, representantes de uma fase mais recente do sertanejo. A dupla compartilha experiências da carreira e fala sobre a responsabilidade de dar continuidade a um gênero com tanta história. Um dos pontos abordados é a regravação de “Assino com X”, que ganhou nova versão em um projeto recente dos artistas. Eles explicam como buscaram manter a essência da composição original ao mesmo tempo em que trouxeram uma abordagem atual.

Além das interpretações, Zé Henrique & Gabriel destacam o trabalho como compositores, revelando detalhes dos bastidores da criação musical. Entre as canções assinadas pela dupla está “Nosso Amor é Ouro”, sucesso que alcançou grande projeção na voz de Zezé Di Camargo & Luciano e fez parte da trilha sonora da novela Cabocla. O reconhecimento reforça a importância dos compositores no desenvolvimento da música sertaneja, muitas vezes atuando longe dos holofotes.

Ao longo do programa, o diálogo entre os convidados evidencia como o sertanejo conseguiu se transformar ao longo dos anos sem perder sua identidade. Gilberto & Gilmar representam uma geração que construiu a base do gênero com letras marcadas por histórias do cotidiano e forte apelo emocional. Já Zé Henrique & Gabriel mostram como o estilo se adaptou às novas demandas do mercado, incorporando influências contemporâneas e novas formas de produção.

Daniel conduz a conversa com naturalidade, criando um ambiente que favorece a troca de experiências. Sua trajetória, que transita entre diferentes fases do sertanejo, contribui para aproximar os universos apresentados no programa. O resultado é um encontro que valoriza tanto a memória quanto a continuidade da música.

O episódio também abre espaço para reflexões sobre o processo criativo. Os artistas compartilham como surgem as composições, seja a partir de experiências pessoais ou de parcerias profissionais. Esses relatos ajudam a mostrar o trabalho por trás de cada sucesso e aproximam o público do universo da criação musical.

A proposta do programa vai além de reunir artistas consagrados. Ao promover o encontro entre diferentes gerações, o “Viver Sertanejo” reforça a importância de preservar a história do gênero enquanto se abre espaço para novas interpretações e caminhos. Essa combinação é fundamental para manter o sertanejo relevante em um cenário musical cada vez mais dinâmico.

Cinemaço deste domingo (22) exibe “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”, estrelado por Keanu Reeves

Neste domingo, 22 de março, a TV Globo exibe o Cinemaço com o filme “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”, sequência do sucesso que consagrou Keanu Reeves como um dos protagonistas mais emblemáticos do cinema de ação contemporâneo. O longa, lançado em 2017, combina suspense, violência estilizada e narrativas de vingança, mantendo a tradição da franquia de apresentar um herói implacável enfrentando um mundo de criminosos perigosos.

O enredo acompanha John Wick, ex-assassino a soldo que se vê forçado a voltar à ativa quando é cobrado por uma dívida. Sua missão é eliminar uma poderosa mafiosa italiana, mas rapidamente ele descobre que sua vida está em jogo, com um contrato milionário sendo aberto contra sua própria cabeça. O filme constrói uma narrativa de sobrevivência e estratégia, na qual Wick precisa usar toda sua habilidade para superar adversários e proteger sua própria vida.

O elenco do longa reúne grandes nomes do cinema internacional, reforçando o caráter épico da produção. Keanu Reeves retorna ao papel do protagonista, enquanto Ian McShane vive Winston, proprietário do icônico Continental Hotel. Laurence Fishburne, Common como Cassian, chefe da segurança de uma influente senhora do crime, Claudia Gerini, Riccardo Scamarcio, Bridget Moynahan e John Leguizamo completam o time, oferecendo performances que equilibram ação intensa com nuances dramáticas.

A produção do filme teve início em outubro de 2015, com gravações realizadas em Nova Iorque, Itália e Montreal, Canadá. Locais emblemáticos como Manhattan e a Station Place des Arts foram utilizados para criar uma ambientação que reforça o clima urbano e internacional da narrativa. Dirigido por Chad Stahelski e escrito por Derek Kolstad, o filme mantém a estética neo-noir e o estilo de ação coreografada que transformaram a franquia em referência no gênero.

“Um Novo Dia Para Matar” também aprofunda o universo do Continental Hotel, espaço que funciona como refúgio para assassinos profissionais. O local é regido por regras rigorosas e códigos de conduta, e se torna parte central da narrativa, adicionando tensão e complexidade à trama. Os espectadores acompanham Wick navegando por esse sistema, enfrentando inimigos implacáveis e testando limites físicos e emocionais.

Desde o anúncio da sequência, a expectativa foi alta. Em fevereiro de 2015, a Lionsgate confirmou a produção do longa e garantiu o retorno de Reeves e da equipe técnica. A produção teve um orçamento estimado em US$ 40 milhões e arrecadou cerca de US$ 171,5 milhões mundialmente, consolidando o sucesso da sequência e confirmando a popularidade do personagem.

Além das cenas de ação impressionantes, o filme aposta em efeitos visuais detalhados, coreografias complexas e sequências de combate que se tornaram marcas registradas da série. Cada confronto de Wick é coreografado para combinar agilidade, precisão e impacto visual, criando momentos de grande tensão e emoção para o espectador.

A exibição no Cinemaço oferece ao público a oportunidade de acompanhar um dos filmes mais emblemáticos da franquia, ideal para quem busca entretenimento intenso e envolvente. A narrativa de Wick, marcada pela vingança e pela luta pela sobrevivência, mantém a atenção do público, enquanto o desenvolvimento do universo dos assassinos adiciona camadas de drama e suspense.

“Cinco Tipos de Medo” divulga cena inédita e intensifica expectativa para estreia nos cinemas em abril

O thriller nacional “Cinco Tipos de Medo” voltou a ganhar destaque ao revelar uma nova cena inédita que antecipa o tom emocional e tenso da narrativa. A prévia, divulgada junto ao anúncio da data de estreia para 9 de abril, reforça a proposta do longa de explorar relações humanas complexas em meio a um ambiente marcado por violência. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

Dirigido por Bruno Bini, o filme chega aos cinemas cercado de expectativas após uma trajetória consistente em festivais. A produção reúne no elenco nomes como Bella Campos, João Vitor Silva e Xamã, que assumem papéis centrais em uma trama inspirada em acontecimentos reais registrados na periferia de Cuiabá.

A cena inédita concentra-se na relação entre Marlene, personagem de Bella Campos, e Murilo, interpretado por João Vitor Silva. O trecho evidencia a construção de um vínculo afetivo em circunstâncias adversas, sugerindo que o envolvimento entre os dois será determinante para o desenrolar da história. A sequência apresenta diálogos carregados de tensão e indica que decisões impulsivas podem desencadear consequências irreversíveis.

Esse núcleo dramático se conecta a outros personagens fundamentais da narrativa. Sapinho, vivido por Xamã, surge como uma figura ligada ao crime organizado local, enquanto a policial Luciana, interpretada por Bárbara Colen, atua na linha de frente de um sistema pressionado por conflitos constantes. Já o advogado Ivan, papel de Rui Ricardo Diaz, representa os bastidores jurídicos de uma disputa que envolve interesses coletivos e individuais.

A proposta do longa é construir um retrato multifacetado de uma comunidade atravessada por tensões sociais. A narrativa parte de um evento crítico envolvendo Murilo, que, após uma experiência limite, passa a reavaliar sua trajetória. A partir desse ponto, diferentes histórias se entrelaçam, formando uma estrutura marcada por reviravoltas e decisões que impactam diretamente o destino dos personagens.

Antes mesmo de sua estreia comercial, o filme já acumula reconhecimento no circuito audiovisual. “Cinco Tipos de Medo” foi o principal destaque do Festival de Cinema de Gramado, onde conquistou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Montagem. Além disso, Xamã foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante, consolidando sua atuação como um dos pontos fortes da produção.

O percurso do longa também inclui participações em eventos internacionais, como o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, ampliando sua visibilidade fora do Brasil. A presença em festivais europeus reforça o potencial de alcance global da obra, que aposta em uma história local com ressonância universal.

Nos bastidores, a produção se destaca pela colaboração entre diferentes regiões do país. O projeto reúne profissionais de nove estados brasileiros e foi viabilizado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, com apoio de instituições públicas e privadas. A parceria entre produtoras de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul evidencia um movimento de descentralização do cinema nacional.

As filmagens ocorreram em Cuiabá e cidades vizinhas, contribuindo para a autenticidade da ambientação. A escolha por locações reais permite que o filme capture nuances específicas da região, reforçando a imersão do público e ampliando a força dramática da narrativa.

A direção de Bruno Bini aposta em uma abordagem que combina tensão psicológica e realismo social. Em vez de apresentar personagens unidimensionais, o longa investe em perfis complexos, cujas motivações são atravessadas por dilemas éticos e circunstâncias adversas. Esse tratamento contribui para uma experiência mais densa, que convida o espectador a refletir sobre os limites entre certo e errado.

A nova cena divulgada funciona como um indicativo desse caminho narrativo. Ao focar na intimidade dos personagens, o material promocional sugere que o filme não se apoia apenas na ação, mas também em conflitos emocionais que sustentam a trama. A combinação entre suspense e drama é um dos elementos centrais da proposta.

Com distribuição da Downtown Filmes, “Cinco Tipos de Medo” chega ao circuito comercial como uma das apostas do cinema brasileiro em 2026. A expectativa é que o longa consiga dialogar tanto com o público quanto com a crítica, ampliando o alcance de histórias ambientadas fora dos grandes centros tradicionais.

MCU quase perdeu seus anti-heróis! Wyatt Russell revela que Thunderbolts quase matou toda a equipe

Durante o painel da MEGACON Orlando, o ator Wyatt Russell trouxe à tona detalhes surpreendentes sobre o processo criativo de Thunderbolts, o trigésimo sexto filme do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Segundo o ator, os planos iniciais do longa eram significativamente mais sombrios do que a versão que chegou aos cinemas: toda a equipe de anti-heróis, que mais tarde se tornaria conhecida como os Novos Vingadores, estava destinada a morrer durante o filme.

Embora a fala completa de Russell ainda não tenha sido divulgada, fontes e especulações indicam que a equipe teria sido derrotada pelo super-humano Sentinela, sendo eliminada pelo sistema de destruição mostrado na produção. A versão final do filme, lançada em 2 de maio de 2025 nos Estados Unidos e em 22 de abril no Reino Unido, alterou radicalmente essa abordagem, transformando os personagens em heróis relutantes que precisam confrontar seus passados e unir forças para salvar a cidade de Nova York de um desastre catastrófico.

O filme é dirigido por Jake Schreier (Cidades de Papel, Robot & Frank), com roteiro de Eric Pearson (Thor: Ragnarok, Viúva Negra) e Joanna Calo (Beef, da Netflix), e conta com um elenco estrelado que inclui Florence Pugh (Midsommar, Viúva Negra), Sebastian Stan (Capitão América: Guerra Civil, The Falcon and the Winter Soldier), Wyatt Russell (Esquadrão 6, Star Wars: Visions), Olga Kurylenko (007 – Quantum of Solace, The Death of Stalin), Lewis Pullman (Top Gun: Maverick, Bad Education), Geraldine Viswanathan (Não Estou Bem com Isso, The Great), Chris Bauer (The Wire, True Blood), Wendell Pierce (The Wire, Suits), David Harbour (Stranger Things, Hellboy), Hannah John-Kamen (Ant-Man and the Wasp, Ready Player One) e Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld, Veep).

A produção foi filmada entre fevereiro e junho de 2024 nos Trilith Studios e Atlanta Metro Studios, com locações adicionais em Utah e Kuala Lumpur. O projeto enfrentou atrasos devido às disputas trabalhistas de Hollywood em 2023, o que levou a reescritas de roteiro e mudanças no elenco.

O enredo do filme acompanha um grupo de anti-heróis enviados por Valentina Allegra de Fontaine, diretora da CIA, para lidar com os experimentos ultrassecretos do projeto “Sentinela”, desenvolvido pelo Grupo O.X.E. Entre os enviados estão Yelena Belova, John Walker, Ava Starr e Antonia Dreykov, que descobrem rapidamente que foram posicionados para serem eliminados junto com qualquer evidência de irregularidades do projeto. A situação obriga a equipe a se unir, mesmo desconfiando uns dos outros, e a lidar com memórias traumáticas que emergem quando entram em contato físico com Bob, um homem amnésico que foi alvo do programa de super-humanos.

A narrativa constrói uma tensão crescente em torno de Bob, que se transforma no super-humano Sentinela. Inicialmente, ele é usado como arma contra a própria equipe, derrotando-os e impondo um poder quase divino sobre os heróis. O desenvolvimento da história expõe conflitos internos, dilemas éticos e passados traumáticos de cada personagem, incluindo Yelena, que confronta lembranças dolorosas de seu tempo como Viúva Negra. A união da equipe é, portanto, essencial para que Bob recupere o controle sobre seu alter ego destrutivo, o Vácuo, que ameaça aprisionar cidadãos de Nova York em dimensões de bolso moldadas por suas memórias mais sombrias.

Apesar da narrativa inovadora e da construção de personagens complexos, Thunderbolts teve desempenho abaixo do esperado nas bilheterias, arrecadando US$ 382,4 milhões contra um orçamento de US$ 180 milhões. Analistas destacam que a combinação de enredo denso, múltiplos protagonistas e a saturação de lançamentos do MCU pode ter impactado a performance comercial do filme.

O filme também se destacou pelo marketing criativo e pela simbologia do título: o asterisco em Thunderbolts faz referência à revelação final de que a equipe adota o nome Novos Vingadores, oficializando a transição do grupo dentro do universo Marvel. Cenas pós-créditos abrem caminhos para novos conflitos, incluindo tensões com a equipe liderada por Sam Wilson e a chegada de uma nave extradimensional com referência aos 4 Fantásticos, indicando possíveis desdobramentos na Fase Seis do MCU.

A revelação de Wyatt Russell lança luz sobre decisões criativas que poderiam ter transformado o filme em uma obra ainda mais sombria, com consequências drásticas para os personagens e para o tom do universo cinematográfico. O MCU quase apresentou um desfecho trágico, mas optou por uma narrativa de redenção, união e superação, preservando os personagens para futuras aventuras.

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