Marcelo Mansfield relembra trajetória no humor e anuncia peça comemorativa no programa “Companhia Certa” desta segunda (28/07)

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Sabe aquele cara que você talvez não lembre o nome de primeira, mas assim que ele aparece na tela você pensa “pô, esse aí marcou minha infância”? Pois é. Esse cara é Marcelo Mansfield, e ele vai estar na madrugada desta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a partir da meia-noite, batendo um papo dos bons com Ronnie Von, no programa “Companhia Certa”, da RedeTV!.

Com quase quatro décadas de carreira, Mansfield é uma daquelas figuras que seguram a marra do riso sem forçar a barra. Ele transita do teatro à TV com a mesma naturalidade com que muda de personagem no palco. E agora, num momento pra lá de especial, ele anuncia um novo espetáculo solo, “O Show do Mansfield”, que estreia em agosto, em São Paulo, pra celebrar suas quatro décadas de estrada.

Mas não espere uma entrevista certinha, com roteiro fechado e frases prontas. O que vai ao ar é mais parecido com uma conversa de bar entre dois amigos que se admiram de verdade — recheada de lembranças, piadas e até uns desabafos sobre a arte de fazer humor no Brasil.

Quem é esse tal de Mansfield?

Se você cresceu nos anos 90 e assistia TV Cultura, é bem provável que tenha visto um sujeito de jaleco, meio doido e totalmente carismático chamado Dr. Barbatana, no programa “Rá-Tim-Bum”. Adivinha quem era? Sim, ele mesmo, Marcelo Mansfield.

Mas a história dele vai muito além disso. O cara foi um dos primeiros a apostar no tal do stand-up comedy por aqui, quando ainda era novidade e ninguém entendia direito o formato. Lá por 2005, ele fundou o Clube da Comédia Stand-Up, e trouxe junto uma galera que depois ficou gigante, tipo Danilo Gentili, Oscar Filho e Marcelo Adnet.

“Eu só queria rir das coisas e fazer os outros rirem também”, conta Mansfield durante o programa. E não é modéstia. A verdade é que ele ajudou a desenhar um novo jeito de fazer humor no país — mais direto, mais cru, mais verdadeiro.

Dos palcos ao sofá da sala

Se você ainda acha que não conhece Mansfield, talvez tenha cruzado com outro personagem icônico dele: o impagável “Seu Merda”, figura ácida, debochada e um tanto revoltada, nascida no projeto “Terça Insana” e que depois foi parar no “Agora É Tarde”, da Band. Politicamente incorreto no melhor dos sentidos, o personagem fazia graça justamente por ser um retrato do absurdo da sociedade.

Mansfield sempre teve essa pegada: humor com conteúdo, com um pé no teatro e outro no cotidiano. Ele não tem medo de cutucar a ferida, mas faz isso com tanta inteligência que até quem se sente atingido, ri. E isso, convenhamos, é uma arte.

O novo espetáculo: Mansfield por ele mesmo

E é justamente isso que ele traz de volta com “O Show do Mansfield”. A peça não é só um show de stand-up, nem uma coletânea de personagens — é quase uma autobiografia cômica no palco, onde ele revisita momentos marcantes, personagens inesquecíveis e situações bizarras da vida de um artista brasileiro que nunca quis ser celebridade, mas acabou virando referência.

“É como se eu estivesse abrindo meu baú de memórias e deixando o público brincar com tudo”, brinca Mansfield. E esse “baú” vem cheio: tem história de bastidores, cenas de teatro, trechos da infância, encontros e desencontros com a fama, reflexões sobre a TV e, claro, aquelas piadas que só quem viveu o palco entende.

Para quem já acompanhava, é um reencontro. Para quem não conhece, é um convite. E para quem ama comédia com alma, é um prato cheio.

O começo da caminhada: de Boston a Barbatana

Nem todo mundo sabe, mas a carreira artística de Mansfield começou longe do Brasil. Nos anos 80, ele morou nos Estados Unidos, passou por Boston e Los Angeles, participou de grupos de teatro, estudou sitcoms e absorveu muito da comédia americana — o que, mais tarde, moldou sua visão sobre o stand-up.

Quando voltou ao Brasil, ele já era um artista com pegada internacional, mas com alma paulistana. Entrou para o grupo Harpias, fez teatro alternativo, criou e apresentou programas de humor na TV Gazeta, foi roteirista de filme cult, escreveu colunas em jornais, e ainda arrumou tempo pra fazer mais de 500 comerciais de TV.

E mesmo com esse currículo de fazer inveja, ele nunca perdeu o jeito simples e o olhar aguçado pra vida. “Acho que só continuei porque me diverti fazendo tudo isso. Se não fosse pra rir, nem teria graça”, ele diz.

Humor, coração e crítica

Durante o papo com Ronnie Von, Mansfield deixa claro que nunca viu o humor só como “entretenimento por entretenimento”. Pra ele, rir também é resistir, é pensar, é se conectar com o outro. “A piada pode te derrubar, mas também pode te levantar”, filosofa.

Essa sensibilidade atravessa toda a conversa. Entre risadas e histórias, ele fala dos amigos que fez (e perdeu), dos perrengues da profissão, da relação com o público e da importância de continuar criando, mesmo depois de tanto tempo de estrada.

“Eu nunca quis ser o mais famoso, só queria continuar sendo eu mesmo. Se isso tocou alguém, então valeu a pena”, resume Mansfield, num dos momentos mais sinceros da entrevista.

Samantha Schmütz e Adrian Younge lançam álbum que une Brasil e EUA em celebração à música negra contemporânea

No dia 25 de julho, chegou às principais plataformas digitais o aguardado álbum “Samantha & Adrian”, fruto da parceria entre a atriz e cantora brasileira Samantha Schmütz e o renomado compositor e produtor norte-americano Adrian Younge. Lançado pelo selo Linear Labs, o projeto une o timbre marcante de Samantha a arranjos orgânicos e sofisticados, resultando em uma obra que transita entre o soul, o samba, a canção brasileira e a sonoridade vintage que caracteriza o trabalho de Younge. As informações são do Sessão Cinéfila.

Mais do que um simples encontro musical, o disco é um diálogo cultural entre Brasil e Estados Unidos, em que a música negra contemporânea é o ponto de conexão. Com faixas como “Nossa Cor”, “More Than Love” e “Samba Canção”, o álbum mergulha em temas como amor, resistência e vulnerabilidade, explorando narrativas pessoais e coletivas que refletem questões identitárias e sociais.

Um encontro que atravessa fronteiras

Samantha Schmütz é amplamente reconhecida pelo seu talento multifacetado — atriz, humorista, dubladora e cantora — mas aqui ela se apresenta de forma mais íntima e autoral. Ao lado de Adrian Younge, que já colaborou com nomes como Ali Shaheed Muhammad, Kendrick Lamar e Ghostface Killah, a artista se entrega a um repertório que privilegia a organicidade, com instrumentação analógica e texturas sonoras que evocam a estética da música gravada ao vivo.

“Esse álbum é sobre conexão. Não só entre duas pessoas de países diferentes, mas entre histórias, influências e raízes que se reconhecem na batida, no canto e na emoção”, comentou Schmütz em divulgação do projeto.

A construção de “Samantha & Adrian”

O processo criativo uniu a sensibilidade lírica de Samantha com o ouvido refinado de Younge para arranjos que soam atemporais. O resultado é um trabalho que flerta com o soul dos anos 70, o samba-canção brasileiro e elementos da música orquestral cinematográfica.

A faixa “Nossa Cor”, por exemplo, é um manifesto suave, mas firme, sobre orgulho racial e identidade, enquanto “More Than Love” mistura inglês e português em uma declaração de afeto universal. Já “Samba Canção” é uma homenagem às tradições musicais brasileiras, com interpretação carregada de emoção e arranjos que remetem às gravações clássicas.

Samantha Schmütz: da comédia à música com intensidade

Nascida em Niterói, em 28 de janeiro de 1979, Samantha Schmütz Cannet construiu uma carreira marcada pela versatilidade. Formada em Artes Cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras, começou sua trajetória no teatro no fim dos anos 1990, destacando-se tanto pela presença de palco quanto pela voz marcante.

Ganhou projeção nacional em 2007 no programa Zorra Total, com o icônico personagem Juninho Play, trabalho que lhe rendeu prêmios e reconhecimento popular. Também brilhou no humor televisivo como Jéssica no sucesso Vai que Cola, além de colecionar participações em produções cinematográficas que ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores, como a franquia Minha Mãe É uma Peça e Tô Ryca.

Apesar da forte associação com a comédia, Schmütz já havia demonstrado sua capacidade dramática, como na novela Totalmente Demais (2015), e agora reafirma sua faceta musical com um projeto que exige entrega e autenticidade.

Corações Jovens | Delicado retrato do primeiro amor LGBTQIA+ chega aos cinemas brasileiros

A Mares Filmes traz aos cinemas brasileiros, a partir do dia 13 de novembro, o drama belga Corações Jovens, uma produção sensível e comovente que marca a estreia do cineasta e roteirista Anthony Schatteman no universo dos longas-metragens. Com uma abordagem delicada sobre o despertar do primeiro amor, o filme promete tocar o público adolescente e adulto com sua narrativa honesta, repleta de emoções e descobertas.

Selecionado na prestigiada seção Geração Kplus do 74º Festival Internacional de Cinema de Berlim, o longa teve sua estreia mundial em fevereiro deste ano, onde concorreu ao Urso de Cristal de Melhor Filme, reconhecimento que já sinaliza a força da produção e a qualidade da direção de Schatteman. A coprodução belga-holandesa combina olhares artísticos de duas tradições cinematográficas, resultando em uma obra que equilibra sensibilidade e realismo, sem recorrer a clichês adolescentes.

Um olhar íntimo sobre o primeiro amor

No centro da trama está Elias, um garoto de 14 anos interpretado por Lou Goossens, que se vê diante de sentimentos inéditos quando conhece seu novo vizinho, Alexander (Marius De Saeger). Alexander é descrito como confiante, carismático e um pouco teimoso, características que despertam a atenção e a curiosidade de Elias. A amizade entre os dois rapidamente se transforma em algo mais profundo, mas Elias ainda precisa lidar com o turbilhão emocional que acompanha o despertar do amor e da sexualidade.

O roteiro de Schatteman explora com maestria as dúvidas, os medos e a insegurança típicos da adolescência, sem nunca reduzir os personagens a estereótipos. Elias se sente dividido entre seu desejo por Alexander e o medo do julgamento alheio, especialmente diante de familiares e amigos. Essa tensão interna é o eixo do drama, refletindo a experiência universal de muitos jovens que descobrem o amor e a sexualidade em um mundo ainda cheio de regras não ditas.

“Eu queria mostrar o quanto o primeiro amor é intenso e confuso, mas também belo e formativo”, comentou Schatteman em entrevista recente. “Não se trata apenas de romance; trata-se de crescimento, de aprender a entender seus próprios sentimentos e de encontrar coragem para ser honesto consigo mesmo.”

Elenco e personagens

O elenco de Corações Jovens reúne talentos belgas que dão vida a personagens autênticos e emocionantes. Lou Goossens se destaca como Elias, trazendo sensibilidade e profundidade ao protagonista. Marius De Saeger, no papel de Alexander, entrega um jovem confiante, carismático e complexo, capaz de desafiar e inspirar Elias. Os pais de Elias, Geert Van Rampelberg (Luk) e Emilie De Roo (Nathalie), representam a autoridade e o carinho parental, enquanto Dirk Van Dijck, como o avô Fred, oferece conselhos valiosos e lições sobre o amor. Saar Rogiers, Jul Goossens, Wilm Opbrouck, Florence Hebbelynck e Olivier Englebert completam o elenco, acrescentando camadas de emoção e autenticidade às relações familiares e sociais, contribuindo para a riqueza da narrativa e para a verossimilhança da história.

Uma história que ressoa com todos

O filme não foca apenas no romance entre Elias e Alexander, mas também nos relacionamentos familiares e de amizade que moldam a vida do protagonista. Cada personagem desempenha um papel significativo na jornada de autodescoberta de Elias. Em especial, a relação com seu avô se destaca: em um momento decisivo, o conselho sobre o amor eterno e a coragem de amar novamente inspira Elias a enfrentar seus próprios medos e a lutar pelo coração de Alexander. Este momento é emblemático do tom humanista do filme, que valoriza o crescimento emocional e o aprendizado afetivo.

Reflexões sobre a adolescência e identidade

O drama de Schatteman se insere em um contexto maior de filmes que exploram a adolescência, mas se diferencia por tratar de forma natural e respeitosa o despertar homoafetivo de seu protagonista. A narrativa não busca chocar nem dramatizar excessivamente; pelo contrário, ela se aproxima do realismo poético, mostrando que o amor adolescente é intenso, porém, muitas vezes, cheio de hesitações e autoconflitos.

Ao acompanhar Elias tentando entender seus sentimentos, o público é convidado a refletir sobre a própria experiência de amor, amizade e aceitação. O roteiro evita respostas fáceis, reconhecendo que o crescimento pessoal e a descoberta da identidade são processos complexos, muitas vezes marcados por erros, dúvidas e pequenas vitórias.

A direção de Schatteman, em sua estreia, impressiona por seu cuidado com os detalhes: enquadramentos intimistas, diálogos que soam naturais e cenas que capturam gestos simples, mas carregados de significado. Cada olhar, cada gesto, cada silêncio é utilizado para transmitir emoções que palavras sozinhas não conseguiriam expressar.

Reconhecimento internacional

A escolha de Corações Jovens para a seção Geração Kplus do Festival de Berlim é um reconhecimento significativo. Esta seção é conhecida por valorizar filmes que dialogam com jovens, mas com qualidade cinematográfica suficiente para atrair audiências amplas e críticas exigentes. A indicação ao Urso de Cristal de Melhor Filme reforça a importância do longa e destaca o talento de Anthony Schatteman como uma nova voz promissora do cinema europeu.

Além de ser uma vitrine para o talento de Schatteman, o filme também demonstra a força das coproduções internacionais, neste caso entre Bélgica e Holanda. A colaboração entre os dois países permite não apenas um compartilhamento de recursos técnicos e criativos, mas também um enriquecimento cultural, refletido na autenticidade do cenário, no comportamento dos personagens e na abordagem das questões sociais e afetivas.

Corações jovens no Brasil

Para os espectadores brasileiros, Corações Jovens será lançado exclusivamente nos cinemas, uma oportunidade rara de vivenciar a experiência do longa em tela grande. A Mares Filmes, responsável pela distribuição, aposta na força emocional e na narrativa sensível do filme para conquistar o público.

Resumo da novela A Viagem de hoje (20) – Diná recebe nova missão espiritual e Téo volta a desconfiar de Lisa

No capítulo da novela A Viagem que vai ao ar hoje, 20 de outubro, Samuel revela a Otávio que ele precisa ajudar a receber os espíritos recém-desencarnados, e avisa que Diná terá de permanecer sozinha durante o processo. Enquanto isso, Dudu ganha um pônei de presente, enchendo a casa de alegria. Na pensão, Tato fala mal de Bia e irrita Glória, que sai em defesa da amiga. Os dois acabam discutindo, e Bia, ao ouvir a conversa, o enfrenta. No calor da emoção, Tato a beija, mas ela reage com raiva e morde os lábios dele.

Otávio conversa com Diná e a adverte: se ela se recusar a receber a orientação espiritual, terá de seguir sozinha em sua jornada. Maroca sofre com a ausência da filha e não consegue esconder a saudade. No plano espiritual, André conforta Diná e promete que, quando ela estiver preparada, a levará ao encontro de Alexandre, para que finalmente possam resolver as pendências do passado.

Enquanto isso, Igor vai à casa de Lisa para tratar dos detalhes da exposição de suas obras, em parceria com Carmem. Logo depois, Téo chega e, tomado pela influência negativa de Alexandre, acusa Lisa de traição, reacendendo antigas desconfianças. Ao mesmo tempo, Adonaí vê Carmem conversando com Igor e, tomado pelo ciúme, começa a arrumar as malas para ir embora. Em outra frente, a mãe de Sofia aconselha a filha a reconsiderar o casamento e voltar para Zeca. Já Raul relembra a Téo que Alexandre jurou se vingar, alertando o amigo de que forças espirituais perigosas continuam agindo entre eles.

O que vai rolar nos próximos capítulos de A Viagem?

Bia volta a sair com seus amigos da vila, tentando recuperar a leveza da juventude, mas logo é procurada por Johnny, que traz um recado sombrio de Ismael. Raul e Estela discutem novamente por causa de Diná, revelando o quanto a presença espiritual da irmã ainda mexe com todos. Movida pela saudade, Bia vai até o esconderijo do pai. Lá, Ismael revela seu desejo de vingança contra Diná, deixando a filha assustada com a obsessão dele. Enquanto isso, Agenor percebe que Fátima anda sobrecarregada com dívidas e tenta animá-la.

Lisa tenta se explicar para Téo, contando que Igor estava em sua casa apenas para tratar da exposição de suas obras na galeria de Carmem. Téo, ainda confuso após uma crise, pergunta o que teria dito no momento de descontrole, e Lisa revela que ele a chamou de traidora. Maroca, inconsolável, chora abraçada ao retrato de Diná, desejando revê-la. No plano espiritual, Diná confessa a Otávio que sente a dor da mãe e pede para visitá-la. André promete que em breve ela verá Alexandre, o que a enche de esperança.

André confirma a Diná que Alexandre realmente se matou, e que sua morte não foi acidental. Carlota revela que ele está preso no Vale das Sombras, mergulhado no próprio tormento. Diná implora para que Otávio a acompanhe nessa missão, e André concorda. Enquanto isso, Alberto conta a Glória que Tato está sendo obsediado por Alexandre, e ela se alivia ao descobrir que o rapaz não é responsável pelos próprios atos. Carmem impede Adonaí de ir embora e se declara a ele, afirmando que, se quisesse um homem bonito, teria ficado com Mauro.

Lisa e Téo se reconciliam, e ela aceita o pedido de casamento. Agenor fica radiante com a notícia. Em outra cena, Naná dança em uma boate e chama a atenção de Mauro, que fica encantado por ela. No plano espiritual, Diná finalmente reencontra o irmão. No Vale das Sombras, Alexandre se recusa a recebê-la ao vê-la ao lado de Otávio, tomado pela raiva e pelo ciúme. Ele acusa Diná de traição e insinua que Marcos está em perigo. Mesmo assim, a presença dela começa a abalar a escuridão que o envolve.

Com Alexandre enfraquecendo, Guiomar começa a se libertar de sua influência e volta ao normal. Diná, emocionada, pede a Samuel para visitar a mãe. Otávio a consola e diz que o maior sofrimento de um espírito é ver o desespero de quem ama sem poder ajudar. Júlia surge e revela ao casal que eles se encontram há várias encarnações, sempre unidos por um amor que o tempo não destrói. Diná se emociona e confessa o desejo de relembrar suas vidas passadas ao lado de Otávio.

Ainda sob a influência de Alexandre, Téo comenta que teve um encontro espiritual com Diná, confundindo-se entre sonho e realidade. Mais tarde, recuperado, ele admite a Alberto que começa a acreditar em tudo que o médico dizia sobre a vida após a morte. Sofia decide voltar com a mãe para a fazenda, buscando paz. Diná, por sua vez, entende que todas as intrigas entre Guiomar, Raul e Téo foram causadas pela energia negativa de Alexandre.

Durante o casamento de Lisa e Téo, Fátima chega antes de Agenor, que inexplicavelmente não aparece. André explica a Diná e Otávio que, em todas as suas vidas, eles nunca conseguiram se casar, mas sempre se reencontram pelo amor. Diná então relembra uma de suas encarnações passadas e o momento em que conheceu Otávio. Em outro núcleo, Andrezza leva flores à mãe e diz que foi Raul quem enviou. A cerimônia termina de forma melancólica: Agenor não comparece, e os convidados vão embora, deixando Fátima arrasada e em lágrimas.

Companhia Certa desta segunda (20) recebe Leda Nagle para uma conversa sobre carreira, bastidores e novos projetos

Nesta segunda-feira (20), o programa Companhia Certa, comandado por Ronnie Von na RedeTV!, traz uma entrevista especial com a jornalista, apresentadora e podcaster Leda Nagle, que ao longo de mais de 50 anos de carreira se consolidou como uma das grandes referências da comunicação no Brasil. A conversa promete revelar histórias inéditas, bastidores de grandes programas e detalhes sobre sua transição para o universo digital.

Leda Nagle começou sua carreira quando a televisão ainda estava em seus primeiros anos de expansão no país. Passou por importantes veículos, como o “Jornal Hoje” na TV Globo, e se destacou por sua postura firme e ao mesmo tempo acolhedora diante das câmeras. Contudo, foi à frente do programa de entrevistas “Sem Censura” na TV Brasil que Leda encontrou seu espaço para imprimir uma identidade própria.

“Quando aceitei o convite do ‘Sem Censura’, fiquei animada com a possibilidade de ser editora e misturar os assuntos à minha maneira. Acredito que foi esse diferencial que fez o programa funcionar por tantos anos”, recorda. A jornalista destaca que o formato permitia uma flexibilidade rara na época, capaz de abordar assuntos variados sem perder o equilíbrio e o respeito pelo público.

Após duas décadas comandando o programa, Leda se viu diante de uma nova fase: a televisão não renovou seu contrato, e ela precisou lidar com a ausência de uma rotina que ocupava sua vida há tantos anos. Foi nesse momento que o incentivo do filho, Duda Nagle, se tornou decisivo. “Meu filho disse: ‘Por que você não faz um programa no YouTube?’ Eu nunca tinha tido contato com esse formato, não sabia como funcionava, mas decidi tentar”, relembra.

Essa iniciativa levou à criação do podcast “Os Nagle”, apresentado junto com Duda, onde Leda explora novos formatos, conversa com convidados variados e mantém seu público engajado em uma plataforma totalmente diferente da televisão tradicional. Apesar do sucesso, a jornalista reconhece os desafios do meio digital: “O sucesso não é bem pago. É preciso ter patrocínio e apoio financeiro, senão não é sustentável. Felizmente, conseguimos manter o projeto”, explica.

Ao longo da entrevista, Leda compartilha suas percepções sobre as mudanças no jornalismo e na televisão brasileira. Ela destaca a importância de manter autenticidade, ouvir o público e adaptar-se às novas mídias sem perder a essência do trabalho jornalístico. Para Leda, cada entrevista e cada programa foram oportunidades de conectar pessoas, provocar reflexões e criar um espaço de diálogo que ultrapassasse o simples entretenimento.

Além disso, ela também fala sobre o aprendizado de lidar com diferentes formatos e a necessidade de reinvenção constante. “A televisão me ensinou disciplina, improviso e como lidar com imprevistos. O digital me mostrou que é preciso ser autêntico, transparente e próximo do público de uma forma diferente, mas igualmente desafiadora”, comenta.

No “Companhia Certa”, os espectadores poderão acompanhar Leda Nagle compartilhando histórias de bastidores, memórias de grandes entrevistas e sua experiência em projetos pioneiros de comunicação. A interação com Ronnie Von adiciona leveza e descontração à conversa, tornando o programa uma oportunidade de conhecer o lado humano e inspirador de uma jornalista que construiu um legado sólido e continua ativa no cenário da mídia.

Stand-In CSAT | Bae Hyeon-seong, Cha Kang-yoon e Park Yoon-ho são protagonistas do novo k-drama de suspense

O mundo dos k-dramas de suspense está prestes a ganhar um novo destaque com Stand-In CSAT, produção da TVING prevista para 2026. A série reúne um elenco de peso, mesclando jovens talentos com veteranos consagrados, e promete uma trama intensa que mistura intriga acadêmica, dilemas éticos e tensão psicológica.

Entre os principais nomes do elenco estão Bae Hyeon-seong, lembrado por seu papel de vilão Seung-jo em A Criatura de Gyeongseong, e que também atuou em The Witch: Part 2. The Other One, Time to Hunt e Dr. Brain; Cha Kang-yoon, vista recentemente em A Fada e o Pastor, e que participou de D.P., Nevertheless e Love Alarm; e Park Yoon-ho, conhecido por trabalhos em Grupo de Estudos, Hospital Playlist e Gatilho, além de Vincenzo e Taxi Driver.

O elenco ainda conta com atores experientes como Uhm Ji-won (The Trunk, As Três Irmãs), que também participou de The Silenced, Hope e The Age of Shadows; Park Hyuk-kwon (Light Shop, Renascendo Rico), conhecido por Squid Game, The Pirates: The Last Royal Treasure e Secret Forest; e Baek Ji-won (Uma Advogada Extraordinária), que tem em seu currículo My Mister, Reply 1988 e Hospital Playlist, garantindo experiência e profundidade à narrativa.

Qual é a história de Stand-In CSAT?

A trama gira em torno de um aluno exemplar em uma das escolas particulares mais prestigiadas da Coreia do Sul. Ele é chantageado para realizar o CSAT — exame nacional que define o futuro acadêmico dos estudantes, equivalente ao ENEM no Brasil — no lugar de outra pessoa. Esse ato desencadeia uma série de eventos que transformam o ambiente escolar em um campo minado de intrigas e traições. Cada personagem se vê envolvido em dilemas morais, estratégias de manipulação e jogos de poder, onde notas e desempenho acadêmico podem determinar o destino de todos.

Quem dirige a série?

A direção de Stand-In CSAT ficará a cargo de Park So-yeon, reconhecida por seu trabalho em O Jogo da Pirâmide. Ela tem experiência em criar suspense psicológico e construir narrativas densas, garantindo que o drama vá além de um simples contexto escolar, explorando a complexidade emocional de cada personagem e as consequências de suas escolhas.

Quando será o lançamento?

O k-drama tem estreia prevista para 2026 na plataforma TVING. Até o momento, não há confirmação sobre transmissão internacional ou no Brasil, mas o projeto já desperta interesse entre fãs de thrillers e séries escolares em todo o mundo.

Por que Stand-In CSAT é tão esperado?

Além do elenco talentoso, a série promete abordar temas relevantes, como pressão acadêmica, ambição e desigualdade educacional. O contexto do CSAT adiciona realismo à narrativa, permitindo que o drama explore até que ponto estudantes, pais e professores podem ir para atingir seus objetivos.

A expectativa é que a série entregue momentos de tensão constante, com personagens complexos e dilemas que desafiam a ética e a moralidade. A combinação de suspense, drama psicológico e competição torna Stand-In CSAT um projeto com grande potencial para se tornar referência no gênero.

Cristal lança “South Side” e destaca resistência da população negra no Sul do Brasil

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A rapper Cristal apresenta nesta sexta-feira (31) seu novo single, “South Side”, disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm. A faixa mergulha na experiência da população negra na Região Sul do Brasil, trazendo à tona tanto as cicatrizes históricas quanto a força, a resistência e a riqueza cultural dessa comunidade. Com letras que unem reflexão e poesia, a música convida o público a vivenciar uma perspectiva muitas vezes negligenciada, transformando narrativa social em arte sonora.

Produzida por MDN Beatz e Willsbife, “South Side” combina influências do Soul, gênero explorado por Cristal em seu álbum de estreia “Epifania” (2024), à potência lírica que caracteriza a artista. Mais do que uma música, a faixa funciona como uma narrativa viva, celebrando a singularidade cultural do Sul brasileiro e refletindo sobre desafios enfrentados, resistências históricas e histórias de superação que moldaram famílias e comunidades ao longo de gerações.

Cristal iniciou sua trajetória artística em 2017 nos slams de poesia de Porto Alegre, espaço em que rapidamente se destacou pelo talento, sensibilidade e presença de palco. Dois anos depois, estreou na música com “Rude Girl”, seguida por “Ashley Banks”, faixa que projetou seu nome na cena local. Desde então, a artista lançou projetos aclamados pela crítica, como o EP Quartzo (2021) e o single Kawo (2023), indicado ao prêmio Multishow, consolidando-se como uma das principais vozes do rap no Sul do país e conquistando reconhecimento nacional.

Ao compor “South Side”, Cristal buscou inspiração em sua própria família, reconhecendo nas histórias de parentes uma conexão profunda com a realidade da população negra sulista. Cada verso é construído a partir de vivências reais, tornando a música um espaço de memória e resistência, que conecta experiências individuais a uma narrativa coletiva. O resultado é uma obra que dialoga com questões sociais, culturais e históricas ainda muito presentes na sociedade contemporânea.

Com o lançamento do single, Cristal reafirma seu papel como referência na cena musical do Sul do Brasil, mostrando que o rap vai além do entretenimento: é uma ferramenta de expressão, afirmação de identidade e transformação social. “South Side” se destaca não apenas pela estética sonora refinada e envolvente, mas também pelo impacto de sua mensagem, celebrando a força de uma população que, apesar de desafios históricos, continua a resistir, a criar e a afirmar sua presença cultural em todos os espaços.

Halloween na Reserva Imovision! The Creep Tapes, Booger, Um Pedaço do Céu e Dragula: Titans prometem uma semana de terror e ousadia

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O Halloween chegou à Reserva Imovision com uma programação intensa e cheia de contrastes. Entre o medo visceral, o drama humano e o espetáculo visual, a plataforma reúne produções que ultrapassam os limites do entretenimento e exploram o que há de mais profundo na experiência emocional do público. São histórias sobre o medo, a perda, o amor e a transformação — cada uma delas revelando uma face diferente do terror contemporâneo.

Os criadores do cultuado Creep (2014) retornam com The Creep Tapes, uma antologia de terror em formato found footage que transforma a câmera em instrumento de medo. O protagonista é Peachfuzz, um assassino que atrai vítimas com falsas promessas de emprego e as convence a filmar sua rotina “normal”.

Os episódios finais da primeira temporada — “Brandt” e “Mãe (e Albert)” — encerram esse ciclo com intensidade crescente. Em “Brandt”, uma jovem aceita gravar um homem em um quarto de hotel por mil dólares e descobre tarde demais o preço da ingenuidade. Já “Mãe (e Albert)” leva o horror ao espaço doméstico, quando uma mulher recebe a visita inesperada do próprio filho — uma aparição que transforma uma noite comum em um pesadelo íntimo e devastador.

The Creep Tapes é mais do que uma série de sustos. É um retrato do medo como consequência da confiança, uma reflexão sobre até onde se vai em busca de aceitação e segurança em um mundo cada vez mais isolado.

Vencedor de aplausos em Berlim e indicado ao Urso de Ouro, Um Pedaço do Céu é o contraponto sensível da programação. Ambientado em uma vila nos Alpes, o longa acompanha o relacionamento entre Anna e Marco, um casal jovem que vê o amor se fragilizar diante da doença. Um tumor cerebral altera o comportamento de Marco, colocando em xeque não apenas a relação, mas também a maneira como a comunidade os enxerga.

O filme fala de resistência — a resistência de amar alguém quando o amor se torna uma forma de dor. Anna tenta preservar o vínculo que os uniu, mesmo quando o homem que ela conhecia começa a desaparecer aos poucos. O resultado é um drama comovente, de uma delicadeza rara, que transforma a tragédia em poesia.

Em Booger: Instinto Felino, o luto se manifesta literalmente. Anna, devastada pela morte da melhor amiga, vê sua realidade ruir quando o gato de Izzy foge e a morde. A partir daí, transformações físicas e psicológicas começam a surgir, revelando um processo de mutação que mistura culpa, dor e instinto.

O longa combina o horror corporal com uma reflexão sobre a perda e a identidade. Ao mesmo tempo em que o corpo de Anna muda, sua percepção da amizade e da vida também se altera. O grotesco serve como metáfora do que o luto provoca — uma lenta dissolução daquilo que se era, até que reste apenas o que é possível suportar.

Encerrando a programação de Halloween, Dragula: Titans retorna em sua segunda temporada com a competição mais sombria e exuberante da cultura drag. No episódio “Casamento Gótico”, as queens enfrentam provas insanas em um universo que mistura horror, performance e ironia.

A nova edição conta com participações especiais de Bonnie Aarons, a icônica “Freira” dos filmes de terror, e da roteirista Akela Cooper (Maligno, M3gan, A Freira 2). O episódio celebra o grotesco como arte e o sangue como metáfora da criação. Cada desafio é uma performance de resistência, onde o corpo se torna palco de libertação e desafio.

Mordaça representa o Brasil no World Film Festival in Cannes com uma mensagem de resistência e esperança

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O cinema brasileiro mais uma vez cruza fronteiras e conquista espaço no cenário internacional. O curta-metragem “Mordaça”, dirigido por Felipe Gomes, foi indicado ao World Film Festival in Cannes – Remember the Future, na categoria “Best Cause-Driven Film” (Melhor Filme Motivado por uma Causa). A produção, que dedica-se à memória de Marielle Franco, transforma dor e silêncio em poesia visual, reafirmando o poder da arte como instrumento de resistência e denúncia.

Em Mordaça, o ponto de partida é um ambiente de tortura — mas o filme se recusa a permanecer apenas na superfície do sofrimento físico. A narrativa mergulha nas camadas psicológicas e simbólicas da violência, expondo o impacto da opressão sobre o corpo e a mente. Com fotografia cuidadosa e linguagem poética, a obra convida o público a refletir sobre as feridas sociais que o Brasil ainda carrega. É um cinema que não busca apenas chocar, mas provocar reflexão e reacender a esperança, lembrando que a arte segue sendo uma das expressões mais autênticas da liberdade.

Para o diretor Felipe Gomes, o curta nasceu de uma urgência pessoal e coletiva: a necessidade de dar voz a tudo o que foi calado. Ele enxerga a indicação ao festival francês não apenas como uma conquista artística, mas como um reconhecimento do papel transformador que o cinema pode desempenhar em tempos de incerteza.

A produção é assinada pela Striker Produtora e contou com roteiro, direção assistente e fotografia de Roberta Stefani, direção de arte de Lauri Gouveia e produção de Stella Mota e Theodoro de Oliveira. Realizado com incentivo da Lei Paulo Gustavo, em parceria com a Prefeitura de Santo André, o projeto demonstra como o investimento público em cultura pode gerar obras de relevância social e ressonância global.

No elenco, Keila Martins, Fernando de Paula, Hugo Brandão, Celso Zappa, Felipe Gomes e Stella Mota traduzem em cena o peso e a delicadeza de um tema urgente. São interpretações que dispensam exageros: olhares contidos, gestos sutis e silêncios expressivos se tornam ferramentas de comunicação tão poderosas quanto qualquer palavra. Cada performance reforça a atmosfera de aprisionamento e resistência, transformando o espectador em cúmplice emocional da história.

A presença do curta-metragem no World Film Festival in Cannes vai além do reconhecimento artístico. É um lembrete de que o Brasil ainda pulsa criatividade, mesmo diante das adversidades. O filme ecoa o grito de um país que resiste, cria e se recusa a esquecer. Em um mundo onde as liberdades continuam sendo ameaçadas, a obra reafirma o cinema como um território de coragem — um espaço onde a arte não se cala, mas grita por justiça, empatia e memória.

Scarlet, o novo épico de Mamoru Hosoda, ganha trailer ao som de Mana Ashida

O premiado diretor japonês Mamoru Hosoda, responsável por algumas das obras mais sensíveis e inventivas da animação contemporânea, está de volta com um novo projeto que promete emocionar o público. Seu próximo filme, Scarlet, ganhou um trailer inédito ao som de “Hateshi naki”, canção-tema interpretada pela atriz e cantora Mana Ashida, que também dá voz à protagonista. Abaixo, confira o vídeo:

Produzido pelo Studio Chizu, o longa tem estreia marcada para 21 de novembro de 2025 no Japão e já vem sendo apontado como um dos títulos mais aguardados do ano. No Brasil, a previsão é que o filme chegue aos cinemas apenas em 2026, ainda sem data definida. As informações são do site O Vício.

Uma fábula sobre vingança, tempo e redenção

Descrito como uma mistura de fantasia medieval e ficção temporal, a trama acompanha a jornada de uma princesa espadachim que viaja através do tempo e do espaço em busca de vingança pelo assassinato do pai. No entanto, o destino a conduz a um confronto mais profundo — não apenas com o inimigo, mas com os próprios sentimentos que a movem.

Após uma batalha que a deixa gravemente ferida, Scarlet desperta em um mundo moderno e surreal, onde conhece um jovem idealista que a ajuda a reencontrar seu propósito. É nesse encontro improvável entre eras e ideais que a protagonista começa a questionar o peso da vingança e o verdadeiro significado de liberdade.

Combinando ação, emoção e filosofia, Hosoda constrói um conto épico sobre a dor e a cura — temas recorrentes em sua filmografia, mas agora revisitados sob uma perspectiva mais sombria e madura.

O mestre da emoção

Para quem acompanha o cinema japonês, o nome Mamoru dispensa apresentações. O diretor já foi aclamado por produções como Guerras de Verão (2009), Crianças Lobo (2012) e o visualmente deslumbrante BELLE (2021), que foi indicado ao Oscar e consolidou Hosoda como um dos grandes contadores de histórias da atualidade.

Em Scarlet, ele assina tanto o roteiro quanto a direção, mergulhando novamente em suas obsessões criativas: o choque entre mundos, o amadurecimento emocional e as relações humanas diante do impossível. “Quis explorar o que resta de nós quando tiramos tudo — a glória, o poder e o tempo. Scarlet é sobre o que sobra: a alma”, declarou o diretor em entrevista recente à imprensa japonesa.

Recepção antecipada e trilha sonora poderosa

Apresentado fora de competição no 82º Festival de Veneza, o longa arrancou aplausos de pé e elogios por sua direção artística e pela performance vocal de Mana Ashida, que já havia trabalhado com Hosoda em O Menino e o Mundo dos Demônios. A canção “Hateshi naki”, composta especialmente para o filme, tem sido descrita como um hino de esperança após a dor, e promete marcar presença entre as trilhas mais memoráveis do cinema japonês recente.

Lançamento internacional e planos futuros

A distribuição japonesa ficará por conta da Toho, enquanto a Sony Pictures Classics será responsável pelo lançamento internacional, com uma exibição especial de qualificação a prêmios prevista para o fim de 2025. O lançamento comercial fora do Japão deve ocorrer em fevereiro de 2026, com forte aposta em festivais e indicações.

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