Resenha — Em Memória é um lembrete de que o amor, às vezes, é o ato mais corajoso em meio à guerra

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Há livros que falam de guerra, e há livros que falam daquilo que a guerra arranca da gente. Em Memória, da escritora britânica Alice Winn, lançado no Brasil pela Astral Cultural, é um desses. À primeira vista, parece mais uma história sobre jovens soldados e trincheiras da Primeira Guerra Mundial — mas logo o leitor percebe que o campo de batalha mais cruel está dentro dos próprios personagens.

Amor em tempos de pólvora

Henry Gaunt e Sidney Ellwood são dois garotos de 17 anos, colegas de um internato britânico, que dividem uma amizade cheia de subtextos e silêncios. Gaunt tenta negar o óbvio: está apaixonado pelo melhor amigo. E Ellwood, com seu jeito sonhador e poético, sente o mesmo — mas num tempo em que amar outro homem era quase uma sentença de exílio.

Quando a guerra começa e Gaunt é pressionado pela mãe a se alistar, ele vê na farda uma espécie de fuga dos próprios sentimentos. Só que o plano dá errado: Ellwood, movido por amor e medo de perdê-lo, segue seu caminho até o front. E é aí que o romance se transforma — não em uma simples história de amor proibido, mas em uma meditação sobre sobrevivência, memória e o preço de ser humano num mundo em colapso.

A dor como testemunha

O mérito de Alice Winn está em equilibrar a brutalidade da guerra com a delicadeza dos sentimentos. Ela escreve com um lirismo que corta — não há nada de romântico nas trincheiras, mas há beleza nos pequenos gestos: uma carta escrita às pressas, um olhar que diz tudo o que a boca não pode.

A autora não poupa o leitor das cenas mais viscerais: corpos mutilados, medo constante, perda de inocência. Mas também não deixa que a narrativa se resuma à tragédia. “Em Memória” é sobre como o amor insiste em existir — mesmo quando o mundo inteiro parece empenhado em destruí-lo.

Uma memória (literalmente) astral

O título brasileiro e o nome da editora formam uma coincidência curiosa: Em Memória, pela Astral Cultural. E, de certa forma, essa soma diz muito sobre o espírito do livro. É uma história que fala de lembrar — não só os mortos da guerra, mas tudo o que foi silenciado pelo medo e pelo preconceito.

Winn cria um universo quase “astral”, no sentido mais poético do termo: o amor entre Gaunt e Ellwood parece pairar acima da lama e do sangue, como uma centelha de humanidade que teima em brilhar.

Entre o épico e o íntimo

Se você gosta de livros que misturam intensidade emocional e contexto histórico, este é daqueles que te desmontam e te fazem pensar. Não é uma história “fácil” — e nem deveria ser. Alice Winn escancara a hipocrisia de uma sociedade que exalta o heroísmo masculino, mas reprime qualquer sinal de sensibilidade.

O relacionamento dos protagonistas nunca é idealizado: há culpa, medo, silêncio e até momentos em que o amor parece mais uma maldição. Mas é justamente essa imperfeição que o torna tão real.

Por que ler?

Porque Em Memória não é só um romance sobre dois rapazes na guerra — é sobre o que resta da gente depois que a guerra (qualquer guerra) acaba. Sobre como a lembrança se transforma em resistência. E sobre como, mesmo nas piores condições possíveis, ainda há espaço para a ternura.

Rivais do Ensino Médio | A série adolescente tailandesa que mistura drama e feridas antigas — e que você precisa conhecer

Se você ama séries escolares cheias de tensão, rivalidade, amizade quebrada e aquele clima de “tem alguma coisa não resolvida entre esses dois”, então prepare-se: Rivais do Ensino Médio é a indicação perfeita para a sua próxima maratona. Lançada em 2024, com 16 episódios e classificação A14, a produção tailandesa está conquistando o público com uma mistura certeira de emoção, energia juvenil e conflitos que fogem do óbvio.

Com um elenco já querido pelos fãs de BLs e dramas asiáticos — Sky Wongravee Nateetorn, Nani Hirunkit Changkham, Foei Patara Eksangkul e Maria Poonlertlarp — a série entrega carisma, química e aquela sensação de “só mais um episódio” que a gente adora.

A seguir, você confere uma matéria completinha, humanizada, com subtítulos e parágrafos para mergulhar de vez no universo dessa história cheia de cicatrizes emocionais e reencontros nada amigáveis.

Uma fusão escolar que ninguém queria

A trama começa quando a prestigiosa escola Siamwit enfrenta uma crise financeira séria. Para tentar salvar o ano letivo (e evitar um colapso total), a administração toma uma decisão radical: unir dois campi que sempre foram rivais ferrenhos.

Ou seja, o caos está oficialmente instaurado.

Os alunos, acostumados a competirem entre si em tudo — esportes, notas, prestígio — agora são obrigados a dividir salas, corredores, professores e até lugares no pátio. A tensão é tanta que basta alguém derrubar um lápis no chão para surgir uma discussão entre turmas adversárias.

Saint e Shin: de melhores amigos a inimigos declarados

É nesse ambiente inflamado que reencontramos Saint (Sky Wongravee Nateetorn) e Shin (Nani Hirunkit Changkham). Os dois já foram inseparáveis: aqueles amigos que crescem juntos, que dividem sonhos, que se conhecem pelo olhar… até que algo aconteceu — algo grande o suficiente para transformar carinho em ressentimento.

Agora, Saint é o líder de turma, apático, silencioso e cheio de mágoas guardadas. Shin, por outro lado, virou o típico rebelde inquieto, impulsivo, que prefere explodir a engolir qualquer sentimento. Quando a fusão escolar os coloca frente a frente, o reencontro é tudo… menos pacífico.

E o pior? Eles não só trazem suas próprias feridas: um puxa o clima inteiro da escola com eles. Aos poucos, a rivalidade entre os dois vira combustível para brigas entre salas, panelinhas e até professores que não sabem mais o que fazer.

Diretores e professores entram em campo

Com a situação saindo do controle, a equipe pedagógica percebe que a raiz de grande parte dos conflitos está na relação mal resolvida entre Saint e Shin. A partir daí, a escola decide intervir — nem sempre do jeito mais delicado.

Entre tentativas de mediação, projetos em grupo forçados e conselhos diretos ou indiretos, a escola tenta fazer os dois rapazes encararem o passado. Mas quando o orgulho e a mágoa falam mais alto, a reconciliação parece cada vez mais distante.

Afinal… nem toda amizade consegue sobreviver às escolhas que fizemos no caminho.

Um remake com alma própria

“Rivais do Ensino Médio” é um remake tailandês do aclamado drama sul-coreano Escola 2013, um dos clássicos do gênero. Mas não se engane: apesar de se inspirar na história original, a nova versão tem personalidade própria.

O tom é mais atual, o visual é mais vibrante, e as emoções são trabalhadas com aquela intensidade muito característica dos dramas tailandeses — especialmente quando envolvem vínculos quebrados e reconciliações difíceis.

Vale a pena colocar na sua lista?

Se você curte dramas escolares, histórias de amizade quebrada, rivalidade intensa e personagens imperfeitos tentando lidar com suas próprias cicatrizes, sim — vale muito a pena.

O dorama BL é aquele tipo de série que te prende emocionalmente, deixa você torcendo pela reconciliação, mas também entendendo a dor dos dois lados. É humana, intensa e cheia de pequenos momentos que fazem o coração apertar.

Nova comédia de Judd Apatow com Glen Powell avança e tem início das filmagens definido

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Hollywood sempre parece funcionar a partir de dois motores: o barulho das grandes franquias e o charme irresistível das comédias que chegam de surpresa, trazendo aquele toque de humanidade que o cinema às vezes esquece. E é justamente nesse segundo universo que Judd Apatow retorna com força — desta vez ao lado de Glen Powell, um dos nomes mais queridos e ascendentes da nova geração.

Depois de semanas de especulações, veio a confirmação: a fotografia principal da nova comédia está prevista para começar no início do próximo ano, em uma janela que coincide com a primavera norte-americana, entre março e junho. A informação, divulgada pelo site World of Reel, trouxe um misto de alívio e animação para quem aguarda o próximo projeto de Apatow, conhecido por transformar pequenas crises humanas em grandes histórias de humor e sensibilidade.

A Universal Pictures confirma que está financiando e distribuirá o filme mundialmente, reforçando que o estúdio acredita no potencial da produção — e principalmente no apelo de Glen como protagonista.

do teatro infantil ao estrelato

Para muitos espectadores, Powell pode ter estourado recentemente, mas sua história com os palcos é antiga. Antes de virar um nome quente em Hollywood, Powell cresceu imerso em teatro musical. Passou por montagens como The Music Man, Oliver e The Sound of Music, desenvolvendo cedo a capacidade de ocupar o palco com carisma, ritmo e emoção — características que hoje o acompanham no cinema.

Entre 1999 e 2003, ele integrou a premiada trupe Broadway Texas Players, experiência que ajudou a moldar sua compreensão sobre performance, timing e entrega cômica. E ainda jovem, começou a construir currículo também na televisão, participando de séries como Into the West, Jack and Bobby, CSI: Miami, Without a Trace e a queridinha Scream Queens.

Nos últimos anos, Powell passou de promessa a realidade. O sucesso de filmes como O Sobrevivente e o reconhecimento por sua versatilidade dramática e humorística fizeram dele um rosto cada vez mais procurado por diretores e roteiristas. Agora, ao se unir a Apatow — um mestre da comédia moderna — o ator entra em uma nova fase da carreira, com uma oportunidade de protagonizar uma obra que mescla humor, música e drama com potencial para alcançar públicos amplos.

O retorno ao terreno onde se sente em casa

Para quem acompanha a trajetória de Judd, a notícia de um novo filme já acende expectativas. Ele é responsável por alguns dos maiores sucessos da comédia dos anos 2000 e 2010, como Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos, mas também por obras que encontram a emoção mesmo quando não estão tentando ser dramáticas. Apatow tem o dom raro de retratar pessoas imperfeitas, confusas, em crise, mas profundamente humanas — personagens que poderiam ser nossos vizinhos, amigos ou até nós mesmos.

Nesta nova produção, Apatow retorna não apenas como diretor, mas como co-roteirista, dividindo a autoria da história com Glen. Essa parceria já chama atenção por si só: é raro ver o protagonista envolvido de forma tão direta na construção da própria narrativa, o que sugere que o filme terá um toque pessoal, carregado de nuances e provavelmente inspirado em reflexões reais sobre fama, fracasso e reinvenção.

Um astro do country em queda livre

Por enquanto, o que se sabe sobre o enredo é sucinto, mas revelador. O filme acompanha um astro da música country em queda livre, alguém que, após chegar ao topo, se vê confrontado com a própria humanidade — e com a necessidade de reconstruir quem é longe dos holofotes.

Esse tipo de narrativa é terreno fértil para Apatow, que gosta de explorar crises existenciais com humor ácido, mas também com afeto. E Powell, com seu histórico teatral e sua crescente versatilidade, parece o intérprete perfeito para esse tipo de personagem: alguém carismático, mas também frágil; engraçado, mas cheio de dores internas; confiante por fora, em ruínas por dentro.

Sessão da Tarde desta segunda (24) exibe “Mais Que Vencedores”, um drama emocional que abraça o coração

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A segunda-feira ganha um tom diferente quando a televisão decide entregar uma história capaz de aquecer, inspirar e puxar o espectador pela mão logo no começo da tarde. É exatamente isso que acontece amanhã, 24 de novembro, na Sessão da Tarde, com a exibição de “Mais Que Vencedores”, filme cristão de 2019 dirigido por Alex Kendrick (Quarto de Guerra, Desafiando Gigantes). A produção chega como uma pausa necessária no meio da rotina, oferecendo uma narrativa sensível sobre propósito, superação e fé.

De acordo com informações do AdoroCinema, a trama acompanha John Harrison, interpretado pelo próprio Kendrick, um treinador de basquete de uma escola do interior que sempre viveu cercado por quadras cheias, gritos da torcida e sonhos de campeonato. Essa estabilidade vira poeira quando a cidade enfrenta o fechamento de várias empresas, forçando inúmeras famílias a se mudarem. A escola esvazia, o time se desfaz e John se vê sem rumo, tentando entender seu lugar em um cenário que parece desabar diante de seus olhos.

Como se o baque não fosse suficiente, a direção da escola o convoca para treinar a equipe de corrida — que, na verdade, é apenas uma aluna. Hannah Scott, vivida por Aryn Wright-Thompson em seu primeiro grande papel no cinema, é uma adolescente marcada por dúvidas, limitações físicas e cicatrizes emocionais silenciosas. Com asma, autoestima frágil e uma história cheia de perguntas sem resposta, ela enxerga a corrida, a princípio, como mais um desafio que jamais conseguirá vencer. Com o tempo, porém, aquele esporte solitário se revela exatamente o caminho que ela precisava para descobrir quem é e até onde pode ir.

O vínculo entre treinador e atleta nasce aos poucos, quase tímido, mas cresce com intensidade suficiente para transformar profundamente os dois. John, acostumado a medir sua vida pelos placares que conquistou, começa a perceber que propósito não se resume a troféus. Hannah, por sua vez, encontra pela primeira vez alguém que acredita nela de forma genuína e essa crença, persistente e humana, se torna o ponto de virada que sua vida esperava.

O filme constrói esse ambiente acolhedor com pequenas vitórias, crises de fé, conversas decisivas e reencontros que colocam a vida nos trilhos. Não é apenas uma história sobre esporte; é sobre descobrir luz em meio ao caos, sobre entender que os limites nem sempre são barreiras e que, às vezes, as respostas que procuramos estão em lugares inesperados.

O elenco de apoio reforça essa trama emocional. Cameron Arnett (Overcomer, I Still Believe), Priscilla Shirer (Quarto de Guerra, Woodlawn) e Shari Wiedman (Courageous) oferecem densidade aos personagens ao redor de Hannah e John, ajudando o filme a encontrar seu ritmo humano. É o tipo de produção que não depende de grandes efeitos, mas sim da verdade nos olhos dos atores e da força de histórias simples que abraçam o público.

Mesmo com orçamento modesto, estimado em 5 milhões de dólares, o longa-metragem surpreendeu ao ultrapassar a marca de 38 milhões nas bilheterias mundiais. Foi um sucesso que cresceu silenciosamente, impulsionado pelo boca a boca de quem encontrou no longa algo que fez sentido em um dia comum e decidiu compartilhar. Uma vitória que, assim como o próprio filme, nasceu da sinceridade, da fé e da mensagem que permanece muito depois dos créditos finais.

Quem quiser assistir a “Mais Que Vencedores” fora da TV aberta encontra o filme disponível em diferentes plataformas digitais. No streaming por assinatura, ele pode ser visto na Netflix, onde segue como uma opção acessível para quem quer redescobrir a história com tranquilidade. Já no formato VOD, o longa está disponível no Prime Video, com aluguel ou compra a partir de R$ 9,90, ideal para quem prefere ter o título sempre à mão.

Avatar: Fogo e Cinzas emociona em nova prévia e revela o lado mais sombrio da saga de James Cameron

A nova prévia de Avatar: Fogo e Cinzas chegou carregada de emoção e trouxe para o público uma sensação familiar: a de que estamos voltando para casa, mas uma casa que mudou. Pandora aparece sob uma luz diferente, tomada por cicatrizes, fogo, cinzas… e também por reconstrução. A família Sully, tão querida pelo público desde o primeiro filme, surge enfrentando um dos períodos mais delicados de sua história, marcado pela ausência de Neteyam, mas também por um novo capítulo que pede força, união e reinvenção.

Logo nos primeiros segundos da prévia, é possível perceber que este terceiro filme não está interessado apenas nas grandiosas batalhas que sempre marcaram a franquia. O foco agora está muito mais no coração dos personagens. Jake e Neytiri aparecem com um olhar que mistura exaustão e esperança, como quem tenta manter de pé uma família que já passou por perdas profundas, mas ainda busca fôlego para continuar. Há um silêncio entre eles que diz muito. É a pausa de quem sabe o que já enfrentou e o que ainda está por vir.

O luto pelo filho Neteyam se torna quase um personagem à parte. Ele se manifesta em pequenos gestos: na forma como os Sully se entreolham, no tom das conversas, na tentativa de manter a família unida apesar da dor. Cameron parece consciente de que esse sentimento não pode ser romantizado. A prévia trata o tema com respeito, sutileza e sensibilidade, sem transformar a dor em espetáculo, mas deixando claro que ela moldará cada decisão dos protagonistas daqui para frente.

Além dessa jornada emocional, o vídeo nos apresenta um novo povo de Pandora, o Povo das Cinzas. E é aqui que o filme começa a expandir o universo da franquia de maneira ainda mais rica. Os Ash People têm uma relação intensa com o fogo e uma cultura mais bélica, mais dura, fruto de um ambiente hostil. Ao contrário dos Metkayina, que viviam em harmonia com a água, os membros dessa nova tribo carregam marcas de guerras antigas e de um território que exige resistência o tempo todo. A estética do grupo impressiona e traz uma identidade completamente diferente do que vimos até agora.

A líder do Povo das Cinzas, Varang, chama atenção imediatamente. Ela não aparece como uma vilã caricata, mas como alguém que defende seu povo a qualquer custo. Seu olhar duro e sua postura determinada revelam uma personagem guiada por dor, memória e disputa territorial. Quando a prévia reforça a aliança dela com Quaritch, fica claro que essa união pode redefinir tudo o que conhecemos sobre os conflitos de Pandora. A guerra deixa de ser apenas entre humanos e Na’vi. Ela se torna uma disputa interna, de identidade, de sobrevivência e de escolhas morais.

Nesse cenário tenso, Jake e Neytiri se tornam novamente o centro emocional da história. Eles precisam ser pais, líderes e guerreiros ao mesmo tempo. Precisam acolher a dor dos filhos enquanto tentam lidar com a própria. Precisam manter a família unida em meio ao caos. E precisam tomar decisões difíceis em um momento em que o planeta parece estar virando ao avesso. A prévia mostra que essa será a parte mais íntima e humana do filme, aquela que faz o público se reconhecer nos personagens mesmo vivendo em um mundo distante.

A ambientação também reflete esse momento turbulento. Pandora já não surge tão exuberante quanto antes. Há cicatrizes abertas, árvores queimadas, terras devastadas. É como se o planeta estivesse respirando com dificuldade, pedindo socorro, tentando se recuperar do impacto das batalhas. Esse contraste visual torna o filme mais maduro e reforça a mensagem ambiental que sempre acompanhou a saga: cada ação tem um impacto real, e a natureza jamais sai ilesa de conflitos desse tamanho.

Mesmo com toda a densidade emocional, a prévia também aponta para a força e o crescimento dos filhos de Jake e Neytiri. Lo’ak aparece mais seguro, embora ainda carregue o peso da responsabilidade que não pediu. Kiri surge conectada à natureza de uma forma cada vez mais profunda, quase espiritual. É possível sentir que os dois serão determinantes para os rumos da história. Eles não aparecem mais como jovens descobrindo Pandora, mas como figuras centrais de um momento que pode definir o futuro do planeta.

Do outro lado da narrativa, Quaritch retorna com uma presença igualmente forte, mas diferente da vista anteriormente. Ele não é apenas o antagonista movido pela vingança. A prévia sugere um personagem mais complexo, com novas motivações e um papel que pode surpreender o público. Sua relação com Varang e com o Povo das Cinzas promete trazer tensão para cada cena em que aparece.

A proximidade do lançamento reforça o peso deste terceiro capítulo. Avatar: Fogo e Cinzas não chega apenas como mais um filme da franquia. Ele ocupa um espaço estratégico e emocional. É a ponte que conectará O Caminho da Água às duas últimas partes da saga, previstas para 2029 e 2031. Isso significa que muita coisa será plantada agora para florescer nos próximos filmes. E, pelo tom da prévia, tudo indica que serão sementes carregadas de significado.

No Brasil e em Portugal, o longa chega um dia antes da estreia norte-americana, em 18 de dezembro de 2025. É um presente para os fãs que acompanham a franquia desde 2009 e que, ao longo dos anos, construíram uma relação afetiva com Pandora, suas paisagens e seus personagens. Há um carinho especial por esse universo, e a nova prévia só fortalece essa conexão.

Sessão da Tarde de Natal aposta em emoção e magia com “Genie – A Magia do Natal” nesta quarta (24)

Na véspera de Natal, a Sessão da Tarde desta quarta-feira, 24 de dezembro, convida o público a desacelerar e refletir sobre o verdadeiro significado das festas de fim de ano com a exibição de Genie – A Magia do Natal. Mais do que uma fantasia leve, o filme propõe uma jornada sensível sobre escolhas, prioridades e a importância de valorizar o que realmente importa quando o tempo parece sempre insuficiente.

Lançado em 2023, o longa é dirigido por Sam Boyd e tem roteiro assinado por Richard Curtis, conhecido mundialmente por histórias que equilibram humor, afeto e humanidade. Ambientado em uma Nova York moderna e agitada, o filme atualiza um antigo conto natalino para os dilemas contemporâneos, especialmente aqueles vividos por quem se vê consumido pelo trabalho e pela busca incessante por sucesso.

O protagonista da história é Bernard, interpretado por Paapa Essiedu, um homem competente e ambicioso que trabalha em uma prestigiada casa de leilões. À primeira vista, sua vida profissional parece bem-sucedida, mas o preço cobrado é alto. Bernard vive sob pressão constante, tenta atender às exigências exageradas de seu chefe e acaba abrindo mão de momentos essenciais ao lado da família. O trabalho deixa de ser apenas uma ocupação e passa a dominar completamente sua rotina e seus pensamentos.

Esse desequilíbrio se torna evidente no aniversário de sua filha, Eve, quando Bernard chega atrasado, esgotado e sem sequer lembrar do presente prometido. O constrangimento daquele momento é mais do que um detalhe: ele simboliza a distância emocional que se formou entre pai e filha. Sua esposa, Julie, interpretada por Denée Benton, já cansada das ausências e promessas não cumpridas, se sente invisível dentro do próprio casamento. Pouco depois, a família se fragmenta, e Bernard se vê sozinho, tentando entender onde tudo começou a dar errado.

Como se não bastasse o colapso familiar, o protagonista também perde o emprego. A demissão surge como um golpe duro, mas necessário, desmontando a falsa sensação de segurança que ele acreditava ter construído. É nesse momento de fragilidade que o elemento fantástico surge de forma inesperada. Ao mexer em uma antiga caixa guardada em casa, Bernard liberta Flora, uma gênia com mais de dois mil anos de existência, interpretada com carisma por Melissa McCarthy.

Diferente da imagem clássica de gênios obedientes e silenciosos, Flora é expansiva, irônica, emotiva e cheia de personalidade. Ela explica que pode realizar desejos sem limites, mas deixa claro que a magia não substitui decisões conscientes. Ainda assim, Bernard, tomado pelo desespero de consertar tudo rapidamente, passa a usar os desejos de forma impulsiva, acreditando que soluções mágicas resolverão problemas construídos ao longo de anos.

Os resultados, como era de se esperar, nem sempre saem como o planejado. Alguns desejos acabam gerando situações caóticas e cômicas, criando momentos de humor que aliviam o tom dramático da narrativa. No entanto, por trás das trapalhadas, o filme constrói uma crítica clara à ideia de que felicidade pode ser alcançada por atalhos. Cada erro de Bernard reforça que não existe magia capaz de substituir presença, diálogo e responsabilidade emocional.

Com o passar do tempo, Bernard começa a enxergar além de seus próprios interesses. Ele se reaproxima da filha, passa a ouvir mais e a participar de pequenos momentos que antes ignorava. Paralelamente, decide usar alguns desejos para ajudar outras pessoas, realizando sonhos simples de Natal e oferecendo acolhimento a quem vive à margem da sociedade. Esses gestos, embora mágicos em sua execução, são profundamente humanos em sua intenção.

Flora também passa por uma transformação significativa. Após séculos sendo usada apenas como ferramenta para satisfazer vontades alheias, ela experimenta algo novo: pertencimento. Pela primeira vez, alguém demonstra preocupação genuína com seus sentimentos. A gênia desenvolve laços, cria conexões e até se permite viver um romance inesperado, mostrando que o desejo de amar e ser amada atravessa o tempo, a idade e até a imortalidade.

O ponto mais tocante da história acontece quando Bernard percebe que Flora carrega uma solidão silenciosa. Em um gesto de empatia e amadurecimento, ele faz um desejo que não beneficia diretamente a si mesmo: libertá-la. Esse momento marca a verdadeira mudança do personagem, que finalmente entende que amar também é saber abrir mão e pensar no bem do outro.

Mesmo após libertar Flora, Bernard ainda tem desejos restantes. Ao invés de buscar riqueza ou status, ele decide voltar no tempo e reviver um momento crucial: o aniversário da filha. Desta vez, faz escolhas diferentes. Abandona o emprego que o consumia, coloca a família em primeiro lugar e oferece à filha um presente simples, mas carregado de significado. O filme deixa claro que o valor daquele gesto não está no objeto, mas na intenção e no tempo dedicado.

Genie – A Magia do Natal encerra sua história com uma mensagem acolhedora e necessária, especialmente em tempos acelerados. O longa lembra que sucesso profissional perde o sentido quando não há alguém com quem compartilhá-lo e que o verdadeiro espírito natalino está nos encontros, no cuidado e na capacidade de recomeçar.

Hollywood aposta alto! “Vingadores: Doutor Destino” surge como forte candidato à maior bilheteria de 2026

Uma análise recente publicada pela Bloomberg acendeu o sinal verde para um possível fenômeno de bilheteria em 2026. De acordo com a reportagem, Vingadores: Doutor Destino aparece como o filme mais cotado para liderar as arrecadações globais do próximo ano. A projeção não nasce do entusiasmo isolado de fãs, mas de um amplo estudo que reuniu a avaliação de mais de 700 profissionais da indústria cinematográfica, entre executivos, analistas de mercado, distribuidores e especialistas em exibição. As informações são do Omelete.

O consenso entre os entrevistados é que o novo longa da Marvel Studios reúne características que raramente aparecem juntas em um mesmo projeto. Peso de marca, apelo nostálgico, ambição narrativa e uma estratégia clara de reposicionamento do estúdio após um período de recepção mais morna do público. Para muitos, Doutor Destino não é apenas mais um capítulo do MCU, mas uma tentativa consciente de recuperar o status de “evento cultural” que marcou a franquia na década passada.

A escolha dos irmãos Anthony e Joe Russo para a direção reforça essa leitura. Responsáveis por alguns dos filmes mais bem-sucedidos da Marvel, como Guerra Infinita e Ultimato, os cineastas retornam ao universo que ajudaram a consolidar. O roteiro fica a cargo de Michael Waldron e Stephen McFeely, dupla experiente em histórias de grande escala e narrativas que envolvem múltiplos personagens e linhas temporais, algo essencial para a complexidade que o novo filme propõe.

Outro elemento central para o entusiasmo do mercado é o elenco. O filme reúne um número impressionante de personagens de diferentes núcleos do MCU, além de integrar figuras vindas do antigo universo dos X-Men da 20th Century Fox. Estão confirmados nomes como Chris Hemsworth, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Letitia Wright, Paul Rudd, Florence Pugh, Simu Liu, Tom Hiddleston e Winston Duke, entre muitos outros. A presença de atores associados aos X-Men clássicos, como Patrick Stewart, Ian McKellen, James Marsden e Rebecca Romijn, amplia ainda mais o alcance geracional do projeto.

No centro dessa engrenagem está uma decisão que surpreendeu o mercado: o retorno de Robert Downey Jr. ao Universo Marvel, agora em um papel oposto ao que o consagrou. O ator assume o manto de Victor Von Doom, o Doutor Destino, um dos vilões mais complexos e emblemáticos dos quadrinhos. Para os analistas ouvidos pela Bloomberg, essa escolha tem um peso simbólico e comercial enorme. Downey Jr. foi o rosto da ascensão do MCU, e vê-lo agora como antagonista cria uma curiosidade imediata, capaz de mobilizar públicos dentro e fora da base tradicional de fãs.

Narrativamente, Vingadores: Doutor Destino se propõe a ser um grande ponto de convergência. A trama reúne Vingadores, Wakandanos, Quarteto Fantástico, Novos Vingadores e os X-Men em uma aliança forçada contra uma ameaça que ultrapassa fronteiras políticas, científicas e até dimensionais. Esse encontro, aguardado há anos pelos fãs, é tratado como um dos principais motores de interesse do filme e um dos motivos para as altas expectativas de bilheteria.

O caminho até essa nova configuração, no entanto, foi marcado por mudanças significativas nos bastidores. Em 2022, a Marvel havia anunciado The Kang Dynasty e Secret Wars como os filmes que encerrariam a Fase Seis e a Saga do Multiverso. O vilão Kang, interpretado por Jonathan Majors, era o eixo central desse planejamento. Com o passar do tempo, mudanças criativas e problemas externos levaram o estúdio a rever completamente essa estratégia.

A saída de Destin Daniel Cretton da direção, a troca de roteiristas e, posteriormente, o desligamento de Majors fizeram a Marvel recalcular sua rota. Em julho de 2024, veio a reformulação definitiva: o retorno dos irmãos Russo, a entrada de Stephen McFeely no roteiro e a redefinição do foco narrativo com a introdução de Doutor Destino como grande antagonista da saga. Para o mercado, a decisão foi interpretada como uma tentativa de restaurar confiança e coesão criativa.

As filmagens tiveram início em abril de 2025 no tradicional Pinewood Studios, na Inglaterra, e se estenderam até setembro. Além do Reino Unido, a produção também passou pelo Bahrein, reforçando a escala internacional do projeto. O tamanho do elenco e a logística envolvida evidenciam a ambição do estúdio em entregar um espetáculo cinematográfico de grandes proporções.

Com estreia marcada para 18 de dezembro de 2026 nos Estados Unidos, Vingadores: Doutor Destino ocupará uma das janelas mais disputadas do calendário, tradicionalmente associada a grandes sucessos de bilheteria. Já Vingadores: Secret Wars, sua continuação direta, está prevista para dezembro de 2027 e deve funcionar como o desfecho dessa nova etapa do MCU.

Nas sombras do poder! Liam Neeson encara conspiração e redenção em “Agente das Sombras” no Cine Maior deste domingo (28)

Neste domingo, 28 de dezembro de 2025, o Cine Maior Especial, da Record TV, leva ao ar Agente das Sombras, um thriller de ação e suspense que mergulha em conspirações governamentais, dilemas morais e no desgaste emocional de quem passou a vida servindo a um sistema que já não reconhece. Lançado em 2022 e dirigido por Mark Williams, o filme traz Liam Neeson em mais um papel que dialoga diretamente com sua fase mais madura no cinema: a de homens cansados, marcados pelo passado e em busca de algum tipo de redenção.

Mesmo cercado por críticas negativas e um desempenho decepcionante nas bilheteiras, Agente das Sombras ganha um novo fôlego ao chegar à televisão aberta. Longe das expectativas do circuito comercial, o longa se apresenta como um entretenimento tenso e reflexivo, que propõe questionamentos incômodos sobre abuso de poder, segredos de Estado e os limites da obediência.

Liam Neeson interpreta Travis Block, um veterano da Guerra do Vietnã que trabalha de forma extraoficial para o FBI. Ele não aparece em crachás, não participa de coletivas de imprensa e não recebe medalhas. Travis é acionado quando algo precisa ser resolvido rapidamente, fora das regras e longe da opinião pública. É um “homem das sombras”, alguém que existe apenas para proteger a imagem da instituição.

No entanto, ao contrário de outros personagens de ação, Travis não demonstra orgulho do que faz. Pelo contrário: ele carrega no corpo e no olhar o peso de anos vivendo à margem, resolvendo problemas que nunca poderiam vir à tona. Seu maior desejo é simples e profundamente humano: se aposentar, deixar para trás a violência e aproveitar o tempo com a filha Amanda e a neta Natalie. Esse sonho, porém, parece cada vez mais distante.

A história toma um rumo decisivo com o assassinato da ativista política Sofia Flores, morta em um atropelamento claramente planejado após discursar em defesa da igualdade racial e de gênero em Washington, D.C. O crime, brutal e silencioso, levanta suspeitas desde o início, principalmente quando o FBI trata o caso com rapidez excessiva e poucas explicações.

É nesse cenário que Travis recebe mais uma missão de seu superior, Gabriel Robinson, diretor do FBI vivido por Aidan Quinn. Robinson ordena que ele capture Dusty Crane, um agente infiltrado que passou a agir por conta própria. Dusty, interpretado por Taylor John Smith, não é apenas um fugitivo: ele representa a consciência que começa a despertar dentro de um sistema acostumado a agir sem questionamentos.

Dusty decide procurar a imprensa e entra em contato com a jornalista Mira Jones, personagem de Emmy Raver-Lampman. Ele afirma ter provas de uma operação ultrassecreta chamada Operação Unity, um programa interno do FBI responsável por eliminar civis considerados ameaças ideológicas ao governo. Entre essas vítimas estaria a própria Sofia Flores.

Enquanto Travis tenta cumprir sua missão, ele começa a perceber que algo não está certo. Dusty não age como um criminoso comum, mas como alguém desesperado para expor uma verdade perigosa. O encontro marcado entre Dusty e Mira em um museu, seguido de uma nova fuga e da execução do agente, marca um ponto de virada definitivo para o protagonista.

Antes de morrer, Dusty revela a Travis que foi o próprio Robinson quem ordenou o assassinato de Sofia. A partir daí, o filme deixa de ser apenas uma história de perseguição e assume um tom mais político e crítico, colocando em xeque a estrutura de poder que Travis ajudou a sustentar por anos.

A personagem de Mira Jones ganha força conforme a trama avança. Determinada a publicar a verdade, ela enfrenta resistência, ameaças veladas e o medo constante de ser silenciada. Seu editor, Drew, decide seguir com a investigação, mas acaba pagando o preço mais alto: ele é assassinado em um falso acidente de carro, da mesma forma que Sofia e Dusty.

Esses eventos reforçam o clima de paranoia e deixam claro que ninguém está seguro. Nem mesmo Travis. Pouco depois, sua filha e sua neta desaparecem, colocando o protagonista diante de um dilema devastador: continuar obedecendo ordens ou enfrentar o sistema para salvar quem ama.

Consumido pela culpa e pela revolta, Travis decide agir por conta própria. Com a ajuda de Mira, ele descobre que Robinson mantém um cofre em casa com segredos do governo. O confronto entre os dois é um dos momentos centrais do filme, não apenas pela ação, mas pelo embate moral entre quem acredita estar acima da lei e quem finalmente decide não fechar mais os olhos.

Dentro do cofre, Travis encontra provas concretas da Operação Unity. Um tiroteio se inicia, agentes tentam silenciá-lo, mas, pela primeira vez, ele luta não para proteger a instituição, e sim para expor seus crimes. A vitória de Travis não é celebrada com euforia, mas com alívio. É o fim de um ciclo de obediência cega.

Com as provas em mãos, Travis força Robinson a se entregar às autoridades. A conspiração vem à tona, Mira conclui sua reportagem revelando o acobertamento governamental, e o FBI é colocado sob escrutínio público. Amanda e Natalie reaparecem, protegidas até então por um programa de testemunhas, permitindo que Travis finalmente se aposente e retome uma vida que parecia perdida.

O final não é triunfal no sentido clássico dos filmes de ação. Não há discursos grandiosos ou promessas de um mundo melhor. Há, sim, a sensação de que a verdade, mesmo tardia, ainda tem valor — e que escolhas difíceis podem, de alguma forma, trazer paz.

Agente das Sombras enfrentou duras críticas em seu lançamento. Com orçamento estimado em US$ 43 milhões e arrecadação global em torno de US$ 16 milhões, o filme foi considerado um fracasso comercial. Muitos críticos apontaram falhas no roteiro, na direção e na construção das cenas de ação, além de classificarem o longa como um dos trabalhos mais fracos da carreira recente de Liam Neeson.

Avatar: Fogo e Cinzas transforma Pandora em espetáculo e já soma mais de US$ 805 milhões

Quando muitos acreditavam que o impacto de Avatar havia ficado no passado, James Cameron mais uma vez desmentiu qualquer dúvida. Avatar: Fogo e Cinzas, terceiro capítulo da saga ambientada em Pandora, chegou aos cinemas em 2025 mostrando que o universo azul ainda pulsa forte no imaginário do público. Com uma bilheteria que já ultrapassa os US$ 805 milhões em todo o mundo, o filme não apenas confirma a força da franquia, como reafirma Cameron como um dos raros cineastas capazes de transformar cada lançamento em um verdadeiro acontecimento global.

Mais do que números impressionantes, Fogo e Cinzas se destaca por aprofundar a dimensão emocional da história. Aqui, Pandora não é apenas um planeta exuberante; ela se torna um espaço marcado por dor, luto, ódio e escolhas difíceis. A narrativa começa pouco depois dos eventos de O Caminho da Água, com Jake Sully e sua família tentando reconstruir a vida ao lado do clã Metkayina. No entanto, a morte de Neteyam ainda é uma ferida aberta, especialmente para Neytiri, que passa a carregar um ressentimento intenso contra os humanos.

Esse sentimento guia boa parte do tom do filme. Diferente dos capítulos anteriores, Fogo e Cinzas adota uma atmosfera mais sombria e conflituosa. A chegada de uma frota de naves mercantes reacende o medo de uma nova invasão e força decisões dolorosas, incluindo o afastamento de Spider, que precisa retornar ao acampamento dos cientistas humanos acompanhado da família Sully. É nesse ponto que Cameron começa a ampliar o conflito, apresentando novos personagens e, principalmente, novos inimigos.

A grande novidade do filme é a introdução dos Mangkwan, uma tribo Na’vi agressiva que rompe completamente com a espiritualidade tradicional de Pandora. Eles rejeitam Eywa, saqueiam embarcações e não hesitam em matar. Liderados pela tsahìk Varang, os Mangkwan representam uma ameaça tanto para humanos quanto para outros Na’vi, criando um cenário onde não existe mais uma divisão simples entre bem e mal. Esse novo grupo adiciona complexidade moral à história e mostra que Pandora também abriga contradições internas.

Enquanto isso, Spider se torna um dos eixos centrais da narrativa. Após um acidente que o deixa à beira da morte por asfixia, Kiri entra em transe e estabelece uma conexão profunda com o planeta, permitindo que Spider sobreviva de forma inédita. Seu corpo passa por transformações biológicas que despertam o interesse da RDA, levantando a possibilidade de que humanos possam, no futuro, respirar naturalmente em Pandora. Essa descoberta carrega implicações enormes e faz de Spider uma peça-chave na disputa pelo controle do planeta.

O Coronel Miles Quaritch retorna ainda mais ambíguo e perigoso. Ao formar uma aliança com os Mangkwan, fornecendo armas de fogo e lança-chamas, ele não apenas fortalece a ofensiva contra os Na’vi, como também desenvolve uma relação pessoal com Varang. Essa parceria transforma o conflito em algo ainda mais devastador, culminando em ataques diretos às aldeias Metkayina e na captura de Jake e Spider, levados para a base da RDA, Bridgehead City.

A escalada de tensão atinge níveis épicos quando a RDA planeja explorar um evento anual de acasalamento dos Tulkun, criaturas majestosas e sagradas para os Metkayina. Mesmo diante do alerta de massacre iminente, o conselho Tulkun hesita em abandonar sua postura pacifista. É Lo’ak quem provoca uma virada ao trazer evidências das atrocidades humanas, forçando os anciões a reconsiderarem suas tradições. Esse conflito entre manter a paz ou lutar pela sobrevivência é um dos temas mais fortes do filme.

Visualmente, Avatar: Fogo e Cinzas é arrebatador. Filmado simultaneamente com O Caminho da Água na Nova Zelândia, o longa levou mais de três anos de produção e contou com tecnologias desenvolvidas especialmente para a captura de movimento em ambientes aquáticos e digitais. Com um orçamento estimado em US$ 400 milhões, cada cena reforça o cuidado extremo com detalhes, desde a fauna de Pandora até as batalhas aéreas e subaquáticas que dominam o terceiro ato.

O clímax reúne tudo o que a franquia sabe fazer de melhor. Jake volta a se conectar com o lendário Toruk, convoca clãs Na’vi de diferentes regiões e lidera uma ofensiva contra a frota da RDA. A batalha é intensa, emocional e devastadora. A morte de Ronal durante o parto, a captura de Neytiri e o despertar definitivo da conexão de Kiri com Eywa elevam o impacto dramático, enquanto a própria natureza de Pandora reage à ameaça humana.

O confronto final entre Jake e Quaritch é marcado mais por exaustão emocional do que por heroísmo clássico. Quando Spider, em um ato decisivo, atira em Quaritch e quase perde a própria vida, o filme reforça seu tema central: não existe vitória sem custo. A decisão de Jake e Neytiri de aceitar Spider como parte da família simboliza uma reconciliação necessária entre mundos que insistem em se chocar.

Após a batalha, o desfecho oferece um momento de contemplação. Spider e os Metkayina se conectam às árvores espirituais subaquáticas, encontrando os Na’vi falecidos, e Kiri finalmente apresenta Spider a Grace, selando sua iniciação no povo Na’vi. É um encerramento carregado de simbolismo, que aponta para um futuro onde identidade, pertencimento e coexistência serão ainda mais desafiados.

Reconhecido pelo American Film Institute e pelo National Board of Review como um dos dez melhores filmes de 2025, Avatar: Fogo e Cinzas também recebeu indicações importantes ao Globo de Ouro, incluindo a categoria de Conquista Cinematográfica e de Bilheteria. O sucesso é crucial para o futuro da franquia, já que Avatar 4 e Avatar 5, previstos para 2029 e 2031, dependem diretamente do desempenho deste capítulo.

Curta! revisita a vida e os contrastes de Cássia Eller em documentário premiado

Foto: Reprodução/ Internet

Ícone da música brasileira e dona de uma presença de palco arrebatadora, Cássia Eller volta ao centro das atenções com a exibição do documentário Cássia Eller no canal Curta!. A produção, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, propõe um mergulho sensível e profundo na trajetória da cantora, que morreu precocemente aos 39 anos, em 2001, deixando um legado artístico que atravessa gerações.

Reconhecida como uma das vozes femininas mais marcantes da MPB, Cássia construiu uma carreira pautada pela intensidade. No palco, era explosiva, carismática e entregue à música. Fora dele, no entanto, revelava uma personalidade introspectiva, marcada pela timidez e por conflitos internos. Esse contraste entre a artista e a mulher é um dos fios condutores do documentário, que busca apresentar Cássia de forma humana, longe de idealizações.

Ao longo do filme, são abordados temas delicados e fundamentais para compreender sua trajetória: a relação conturbada com as drogas, o impacto do sucesso repentino, a pressão da fama, a maternidade inesperada e os desafios emocionais que acompanharam sua vida pessoal e profissional. Tudo isso é apresentado com cuidado e respeito, sem sensacionalismo, permitindo que o público se aproxime da artista de maneira honesta.

Premiado pelo público como Melhor Documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2014, o longa se apoia em uma rica combinação de depoimentos, imagens de arquivo e registros íntimos. Entre os entrevistados estão familiares, amigos, jornalistas e parceiros de estrada que ajudam a construir um retrato multifacetado de Cássia Eller.

A companheira Maria Eugênia Martins, com quem a cantora manteve um relacionamento de 14 anos, compartilha relatos emocionantes sobre a convivência com Cássia e sobre a transformação quase espiritual que ela vivia ao subir no palco. Já o filho Chicão, hoje conhecido artisticamente como Chico Chico, aparece como parte fundamental dessa história, representando a continuidade do legado musical deixado pela mãe.

O documentário também reúne depoimentos de nomes importantes da música e do jornalismo cultural brasileiro, como Zélia Duncan, Nando Reis, Oswaldo Montenegro, Tárik de Souza e Arthur Dapieve. Cada um contribui com memórias, análises e observações que ajudam a contextualizar a importância de Cássia no cenário musical dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Imagens de shows históricos, ensaios, entrevistas e momentos do cotidiano da cantora se misturam aos relatos, criando uma narrativa fluida e envolvente. Em um dos trechos mais marcantes, a própria Cássia fala sobre sua dificuldade de lidar com as pessoas e como a música se tornou um refúgio. Para ela, cantar era mais do que uma profissão: era uma forma de existir no mundo e de enfrentar seus medos.

Além da exibição no canal Curta!, o documentário também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível por meio do Prime Video Channels, da Amazon, da Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma. Essa ampla distribuição permite que novas gerações descubram — ou redescubram — a força, a vulnerabilidade e a genialidade de Cássia Eller.

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