Crepúsculo | Kristen Stewart avalia dirigir um reboot e reacende debate sobre o legado da saga

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Quase vinte anos após Crepúsculo transformar um romance adolescente em um fenômeno global, a saga voltou ao centro das atenções por um motivo inesperado. Em entrevista à Entertainment Weekly, Kristen Stewart — eternamente associada à personagem Bella Swan — revelou que adoraria dirigir um reboot da história que marcou sua carreira e definiu uma geração inteira de espectadores. A declaração, espontânea e carregada de afeto, rapidamente ganhou repercussão e levantou uma questão inevitável: como revisitar Crepúsculo em um mundo e em uma indústria cinematográfica tão diferentes daqueles de 2008?

Mais do que uma simples ideia hipotética, a fala de Stewart simboliza um encontro entre passado e maturidade artística. Hoje reconhecida como uma das atrizes mais versáteis de sua geração e cada vez mais respeitada como cineasta, ela olha para a saga não com ironia ou distanciamento, mas com curiosidade, respeito e vontade de ressignificação.

Uma reflexão que nasceu da nostalgia

Segundo Kristen Stewart, a possibilidade surgiu durante uma conversa casual com uma amiga, motivada pelo hábito recorrente de assistir a Crepúsculo na televisão durante as festas de fim de ano. Para muitas famílias e fãs, o longa se tornou parte de uma tradição afetiva, exibido ano após ano como um símbolo de conforto e nostalgia.

“Eu fiquei pensando em como esse filme envelheceu”, comentou a atriz. A observação vai além da estética ou dos efeitos visuais e toca em algo mais profundo: como aquela história, seus personagens e seus conflitos dialogam com o público atual, que cresceu, amadureceu e passou a enxergar a obra sob novas lentes.

Foi nesse momento que Stewart admitiu que adoraria assumir a direção de um remake, caso tivesse liberdade criativa, apoio e um grande investimento. “Imagine se tivéssemos um orçamento enorme, amor e suporte de verdade. Eu adoraria fazer. Sim, eu faria. Estou comprometida”, afirmou, de forma direta e empolgada.

Respeito aos filmes originais e aos seus criadores

Apesar do entusiasmo, Kristen Stewart fez questão de destacar que sua vontade de revisitar Crepúsculo não nasce de uma rejeição às produções originais. Pelo contrário: ela elogiou abertamente o trabalho de Catherine Hardwicke, diretora do primeiro filme, e de Chris Weitz, responsável pelo segundo capítulo da saga.

Segundo Stewart, os filmes carregam uma autenticidade difícil de reproduzir, justamente por terem sido feitos em um momento em que elenco e realizadores ainda estavam descobrindo quem eram. “Eles eram excêntricos, peculiares e muito presentes naquele momento específico. Antes de tudo explodir”, afirmou.

Esse reconhecimento reforça a ideia de que um possível reboot não seria uma tentativa de apagar o passado, mas de dialogar com ele. Stewart demonstra compreender que Crepúsculo é fruto de um contexto cultural, emocional e industrial muito específico — e que parte de seu charme reside exatamente nisso.

O nascimento de um fenômeno cultural

Lançado em 2008 e dirigido por Catherine Hardwicke, Crepúsculo foi adaptado do primeiro livro da série homônima de Stephenie Meyer, com roteiro de Melissa Rosenberg. O filme apresentou ao mundo a história de Isabella Swan, uma adolescente introspectiva e deslocada que se muda da ensolarada Phoenix para a chuvosa cidade de Forks, no estado de Washington, para viver com o pai, Charlie, chefe da polícia local.

A mudança, motivada pela preocupação com a mãe, marca o início de uma jornada emocional profunda. Em Forks, Bella se depara com um ambiente estranho, silencioso e quase melancólico — cenário ideal para a chegada de personagens que parecem não pertencer inteiramente ao mundo humano.

Entre eles está Edward Cullen, interpretado por Robert Pattinson, um jovem misterioso que desperta imediatamente a atenção de Bella. Seu comportamento contraditório — ora distante, ora protetor — alimenta a curiosidade da protagonista e do público. O primeiro encontro entre os dois estabelece uma tensão que se tornaria a base de toda a saga.

Vampiros sob uma nova perspectiva

A grande virada narrativa acontece quando Bella descobre que Edward e sua família são vampiros. No entanto, Crepúsculo subverte a mitologia clássica ao apresentar os Cullen como vampiros “vegetarianos”, que se alimentam apenas de sangue animal e buscam coexistir com os humanos sem causar danos.

Essa abordagem foi um dos principais diferenciais da saga e ajudou a redefinir a imagem dos vampiros para o público jovem. Edward Cullen não é apenas um predador sobrenatural, mas um personagem profundamente dividido entre seus instintos e sua moral. O romance com Bella, portanto, não é apenas proibido — é perigoso.

A relação entre os dois passa a ser marcada por escolhas difíceis, autocontrole e sacrifício, temas que ressoaram fortemente entre adolescentes e jovens adultos da época.

O perigo que transforma o romance em suspense

O tom romântico da história ganha contornos mais sombrios com a chegada de vampiros nômades, entre eles James, um rastreador implacável que se alimenta de sangue humano. Ao perceber o vínculo entre Edward e Bella, James transforma a jovem em alvo de uma caçada cruel, motivada tanto pelo desafio quanto pelo prazer do perigo.

A perseguição culmina em um dos momentos mais tensos do filme, quando Bella é atraída para um antigo estúdio de balé sob a falsa promessa de que sua mãe foi capturada. O ataque de James deixa Bella gravemente ferida e à beira da transformação em vampira.

A intervenção de Edward e de sua família impede o pior, mas não sem consequências. O momento em que Edward suga o veneno do corpo de Bella simboliza, ao mesmo tempo, amor, controle e o risco constante que define a relação dos dois.

Amor eterno ou perda da humanidade?

Após se recuperar, Bella retorna à rotina escolar e participa do baile de primavera, onde compartilha um momento de aparente normalidade com Edward. No entanto, a tranquilidade é ilusória. Bella expressa seu desejo de se tornar vampira, para que possam permanecer juntos para sempre.

Esse pedido, longe de ser apenas romântico, levanta questões centrais da saga: até que ponto vale a pena abrir mão da própria humanidade por amor? Quem toma essa decisão — e com quais consequências?

Esses dilemas, vistos hoje, ganham novas camadas de interpretação, especialmente quando considerados sob a ótica de uma Kristen Stewart adulta, consciente e criativamente inquieta.

O que um reboot dirigido por Kristen Stewart poderia representar

Imaginar Crepúsculo sob a direção de Kristen Stewart é imaginar uma obra mais introspectiva, talvez menos idealizada e mais ancorada em conflitos internos. Como cineasta, Stewart tem demonstrado interesse por narrativas autorais, personagens complexos e atmosferas menos convencionais.

Um reboot poderia aprofundar a subjetividade de Bella, explorar com mais densidade suas escolhas e dar maior protagonismo à sua voz. Em vez de apenas repetir fórmulas, a nova versão poderia dialogar com temas contemporâneos como identidade, consentimento, amadurecimento emocional e relações de poder.

Não se trata de corrigir o passado, mas de reinterpretá-lo com a bagagem de quem viveu o impacto da saga por dentro — e agora enxerga suas nuances com distanciamento crítico e sensibilidade artística.

Diretor de Invasão Zumbi, Yeon Sang-ho apresenta primeiro trailer de Colony, novo thriller de mortos-vivos

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Yeon Sang-ho, cineasta sul-coreano responsável por revitalizar o gênero zumbi com o aclamado Invasão Zumbi, está oficialmente de volta ao universo dos mortos-vivos. O diretor revelou o primeiro trailer de Colony, seu novo longa-metragem, que promete apresentar uma abordagem intensa, claustrofóbica e emocionalmente carregada para o apocalipse zumbi, marca registrada de sua filmografia.

No material divulgado, o público acompanha os primeiros momentos do colapso social provocado por um vírus desconhecido. A história tem início durante uma conferência científica, quando o prédio onde o evento acontece se transforma repentinamente no marco zero de uma infecção devastadora. A partir desse ponto, o local passa a abrigar sobreviventes isolados, forçados a enfrentar não apenas os infectados, mas também o medo, o desespero e a imprevisibilidade da situação.

A protagonista é interpretada por Jun Ji-hyun, conhecida por trabalhos como Polaris: Conspiração Política. No filme, ela vive uma professora de biotecnologia que se vê presa dentro do edifício no momento em que o vírus começa a se espalhar. Seu conhecimento científico passa a ser uma possível chave para compreender a infecção, mas também a coloca no centro de decisões que envolvem risco extremo e dilemas morais.

O elenco de Colony reúne alguns dos nomes mais respeitados do cinema e da televisão sul-coreanos. Ji Chang-wook, de O Manipulado, interpreta Choi Hyun-seok, o segurança do prédio que assume a linha de frente no combate direto contra os infectados. Shin Hyun-been, conhecida por Hospital Playlist, dá vida a Gong Seol-hee, uma personagem determinada a entender a origem da crise e encontrar uma saída racional em meio ao caos.

Também se destacam Kim Shin-rok, de Gostinho de Amor, no papel de Choi Hyun-hee, uma mulher visivelmente pressionada por decisões de vida ou morte, e Go Soo, de Oficial da Condicional Lee, que interpreta Han Gyu-seong, personagem que representa o medo humano diante do colapso iminente. O elenco ainda conta com Koo Kyo-hwan, de D.P. Dog Day, reforçando a diversidade de perfis e conflitos apresentados no trailer.

Visualmente, o primeiro trailer de Colony aposta em uma atmosfera opressiva e realista, com corredores escuros, espaços confinados e uma sensação constante de ameaça. Diferente de narrativas globais de apocalipse, o filme parece focar na experiência íntima e psicológica dos personagens, acompanhando a evolução imprevisível dos infectados e o impacto direto da crise sobre cada indivíduo preso no prédio.

Produzido pela sul-coreana Showbox, o longa tem estreia prevista nos cinemas da Coreia do Sul ainda em 2026. Até o momento, não há confirmação de distribuição internacional ou data definida para o lançamento no Brasil, embora o interesse do público estrangeiro seja alto, especialmente após a divulgação do trailer.

Colony marca mais um capítulo na trajetória de Yeon Sang-ho como um dos cineastas mais relevantes do gênero na atualidade. O diretor conquistou reconhecimento internacional ao apresentar histórias que combinam horror, crítica social e emoção humana em títulos como Invasão Zumbi, Face e a série Hellbound. Em seu novo projeto, Yeon parece reforçar essa identidade, apostando em personagens complexos, tensão crescente e um olhar atento sobre o comportamento humano diante do colapso.

Sequência de A Empregada é confirmada após sucesso de bilheteria e terá retorno de Sydney Sweeney

Foto: Daniel McFadden/Lionsgate

O desempenho expressivo de “A Empregada” nos cinemas transformou o suspense psicológico em um dos maiores destaques recentes do gênero e abriu caminho para a expansão da história nas telonas. Após uma estreia sólida e um crescimento acelerado de público, o filme garantiu oficialmente uma sequência, que já está em desenvolvimento pela Lionsgate e contará com o retorno de Sydney Sweeney (Euphoria, Reality, Todos Menos Você), uma das atrizes mais requisitadas da atualidade.

Com US$ 133 milhões arrecadados em apenas duas semanas de exibição, o longa superou as expectativas do estúdio e se tornou um caso de sucesso comercial impulsionado pelo boca a boca e pela força da obra original. O resultado levou à aprovação de “The Housemaid’s Secret” (O Segredo da Empregada), continuação baseada no segundo livro da trilogia escrita por Freida McFadden, que figura entre os títulos mais vendidos do suspense contemporâneo. As informações são da Variety.

Além de Sweeney, o novo capítulo da história traz novamente Amanda Seyfried (Mank, A Primeira Noite de um Homem, Os Miseráveis), que divide o protagonismo com a atriz desde o primeiro filme. O elenco ainda ganha reforços importantes com Brandon Sklenar (1923, Midway, Emily the Criminal) e Michele Morrone (365 Dias, Duetto), ampliando o alcance dramático da narrativa e introduzindo novas camadas de tensão.

A direção permanece sob o comando de Paul Feig (Um Pequeno Favor, Missão Madrinha de Casamento, As Caça-Fantasmas), que retorna ao projeto após o bom desempenho do primeiro longa. Conhecido por transitar entre gêneros, Feig aposta novamente em uma abordagem que combina suspense psicológico, tensão crescente e personagens ambíguos. O roteiro é assinado por Rebecca Sonnenshine (The Boys, Arquivo X), responsável por adaptar o universo literário de McFadden para o cinema.

Nos bastidores, a sequência reforça o envolvimento criativo de suas protagonistas. Sydney Sweeney e Amanda Seyfried também atuam como produtoras executivas, ao lado da própria Freida McFadden e de Alex Young, evidenciando um maior controle artístico sobre o desenvolvimento da franquia. A produção é liderada por Todd Lieberman, da Hidden Pictures, com Paul Feig e Laura Fischer igualmente creditados como produtores.

As filmagens tiveram início em 3 de janeiro de 2025, no estado de Nova Jersey, com cronograma previsto até 14 de fevereiro. A expectativa da equipe é manter o ritmo ágil de produção e preservar o clima claustrofóbico que marcou o primeiro filme, agora explorando consequências narrativas mais profundas e novos conflitos psicológicos.

No longa original, o público é apresentado a Millie, uma mulher marcada por um passado difícil que tenta reconstruir sua vida após deixar a prisão. Em busca de estabilidade, ela aceita um emprego como empregada doméstica na casa de uma família rica, aparentemente perfeita. No entanto, a convivência revela rapidamente um ambiente carregado de manipulações, jogos emocionais e segredos ocultos, transformando a rotina doméstica em uma experiência inquietante e perigosa.

A sequência promete expandir esse universo, aprofundando os dilemas morais dos personagens e explorando novas perspectivas da história. Ao adaptar o segundo livro da trilogia, “The Housemaid’s Secret” deve apresentar revelações que ressignificam eventos anteriores e colocam seus protagonistas diante de escolhas ainda mais extremas.

O sucesso do filme também reflete uma tendência recente de Hollywood em investir em thrillers psicológicos baseados em best-sellers literários, capazes de atrair tanto leitores quanto novos espectadores. Com uma combinação de nomes populares, material de origem consolidado e resultados financeiros expressivos, a franquia se posiciona como uma aposta segura dentro do gênero.

Café com Deus Pai | Obra brasileira ultrapassa milhões de leitores e se firma como um dos maiores sucessos editoriais do país

Em um mercado editorial cada vez mais disputado, poucos livros conseguem manter relevância por mais de um ano consecutivo. “Café com Deus Pai”, de Junior Rostirola, é uma dessas exceções. Em 2025, o devocional voltou a liderar as listas de mais vendidos do país, confirmando que seu sucesso não é passageiro, mas resultado de uma conexão genuína com milhões de leitores.

O destaque aparece no Painel do Varejo de Livros 2025, levantamento realizado pela PublishNews a partir dos dados do BookScan, que acompanha as vendas nas principais livrarias do Brasil. Mais uma vez, o ranking aponta a força dos títulos nacionais, com Café com Deus Pai ocupando as primeiras posições do ano — um feito que se repete após o desempenho expressivo registrado em 2024.

O fenômeno se intensifica com a presença simultânea de duas edições no topo da lista. Café com Deus Pai 2026 lidera o ranking anual, enquanto Café com Deus Pai 2025 aparece logo atrás, reforçando a fidelidade do público e o caráter contínuo da obra, pensada para acompanhar o leitor em sua rotina diária de reflexão.

Mais do que um livro, Café com Deus Pai se tornou um hábito. A cada página, a proposta é simples, mas poderosa: oferecer uma pausa em meio à correria do cotidiano. O sexto volume da coleção, intitulado Porções diárias de amor, amplia essa experiência ao incorporar elementos que convidam à interação, como frases destacadas, planos de leitura bíblica e espaços que estimulam anotações e reflexões pessoais.

Em 2025, a coleção alcançou a marca de 10 milhões de exemplares vendidos, consolidando-se como o devocional mais lido do Brasil e um dos maiores sucessos editoriais em língua portuguesa. O impacto ultrapassa o território nacional. Traduzido para sete idiomas, o livro passou a integrar prateleiras e rotinas de leitores na Europa, nos Estados Unidos e em diversos países da América Latina, ampliando o alcance da mensagem.

A presença digital também desempenha papel fundamental nesse sucesso. O podcast Café com Deus Pai, apresentado por Junior Rostirola, tornou-se o mais ouvido do Brasil no Spotify, acumulando mais de 186 milhões de reproduções e figurando entre os mais populares do mundo. Nas redes sociais, trechos do livro circulam diariamente, compartilhados de forma espontânea por leitores que se reconhecem nas mensagens e encontram nelas conforto e inspiração.

Parte dessa conexão está diretamente ligada à história pessoal do autor. Nascido em Itajaí (Santa Catarina), Junior Rostirola viveu uma infância marcada por violência doméstica, dificuldades emocionais e exclusão social. Ainda jovem, abandonou os estudos e enfrentou um período de depressão profunda. Foi na fé cristã que encontrou um caminho de reconstrução, transformando vivências dolorosas em palavras que hoje acolhem e orientam milhões de pessoas.

O sucesso contínuo de Café com Deus Pai também reflete uma mudança no comportamento do leitor brasileiro. Em meio a um cenário de incertezas, cresce a busca por obras que ofereçam acolhimento, reflexão e sentido. Livros voltados à espiritualidade e ao autoconhecimento seguem conquistando espaço, mostrando que histórias reais, sensíveis e próximas da experiência humana têm força para atravessar o tempo e as tendências do mercado.

Cinema brasileiro em destaque! “O Agente Secreto” ganha força no circuito internacional com pré-indicações ao BAFTA

O Agente Secreto” segue construindo uma trajetória rara para o cinema brasileiro contemporâneo. O novo longa de Kleber Mendonça Filho acaba de conquistar duas pré-indicações ao BAFTA, uma das premiações mais prestigiadas do audiovisual mundial, considerada o “Oscar britânico”. O filme está na disputa por uma vaga entre os finalistas nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Original, consolidando sua força criativa e narrativa fora do país. Os indicados oficiais do BAFTA 2026 serão revelados no dia 27 de janeiro, mas o simples avanço já representa um feito expressivo.

Esse reconhecimento chega em um momento especialmente simbólico. Neste domingo, dia 11, “O Agente Secreto” coloca o Brasil em destaque no Globo de Ouro, concorrendo a três categorias em uma façanha inédita para o cinema nacional: Melhor Filme de Drama, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. A cerimônia contará com a presença de Kleber Mendonça Filho, da produtora Emilie Lesclaux, e dos atores Wagner Moura, Alice Carvalho e Gabriel Leone, reforçando a visibilidade internacional da obra.

A caminhada do filme pela temporada de premiações não é fruto do acaso. Desde sua estreia mundial no Festival de Cannes 2025, “O Agente Secreto” vem sendo celebrado como uma das obras mais potentes do cinema político recente. Em Cannes, o longa competiu pela Palma de Ouro e saiu consagrado com os prêmios de Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho, além do Prêmio FIPRESCI da crítica internacional e do Prix des Cinémas d’Art et Essai, concedido pela Associação Francesa de Cinemas de Arte.

Ao longo dos últimos meses, o filme acumulou mais de 50 prêmios e reconhecimentos ao redor do mundo, transitando com naturalidade entre festivais, associações de críticos e grandes cerimônias da indústria. Um dos momentos mais curiosos dessa trajetória veio do Festival de Nova York, que concedeu o prêmio The Golden Beast à gata Carminha, responsável por interpretar as personagens Liza e Elis no filme. O gesto, embora inusitado, reflete o carinho e a atenção aos detalhes que marcam a obra.

Wagner Moura, por sua vez, vive um dos momentos mais celebrados de sua carreira. Além das indicações ao Globo de Ouro, o ator recebeu o Acting Achievement Award no Astra Awards, prêmio que reconhece não apenas sua atuação em “O Agente Secreto”, mas sua trajetória artística e o impacto recente de seu trabalho no cenário internacional. Sua interpretação de Marcelo é frequentemente descrita pela crítica como contida, intensa e profundamente humana.

A força do longa também se reflete em outras premiações importantes. “O Agente Secreto” concorre ao Spirit Awards, principal prêmio do cinema independente norte-americano, na categoria de Melhor Filme Internacional, e aparece entre os indicados ao Lumières, da crítica francesa, como Melhor Coprodução Internacional. Além disso, o filme integra a shortlist do Oscar, figurando entre os pré-indicados a Melhor Filme Internacional e Elenco, com destaque para Gabriel Domingues. As indicações finais ao Oscar serão anunciadas no dia 22 de janeiro, mantendo o Brasil atento à possibilidade de mais um capítulo histórico.

No circuito comercial, o desempenho acompanha o prestígio artístico. Em sua décima semana em cartaz, o filme já foi assistido por mais de 1,1 milhão de espectadores no Brasil, um número expressivo para um filme de perfil autoral e político. O longa segue em exibição no país, sustentado pelo boca a boca positivo e pela curiosidade despertada pelas premiações.

Internacionalmente, a recepção também impressiona. Na França, o filme se aproxima dos 300 mil espectadores, consolidando-se como um sucesso de público para um longa falado em português. As estreias na Itália e na Espanha estão marcadas para o dia 29, enquanto o lançamento no Reino Unido e na Irlanda acontece em 20 de fevereiro, ampliando ainda mais seu alcance.

Produzido pela CinemaScópio, o longa-metragem é uma coprodução internacional com a francesa MK2 Films, a alemã One Two Films e a holandesa Lemming, refletindo a dimensão global do projeto. No Brasil, a distribuição é da Vitrine Filmes, com patrocínio da Petrobras. A combinação entre produção nacional e parcerias internacionais ajudou a levar o filme a públicos diversos, sem perder sua identidade brasileira.

Ambientado no Recife de 1977, em pleno período da ditadura militar, o longa acompanha Marcelo, personagem interpretado por Wagner Moura. Professor universitário e especialista em tecnologia, ele retorna à cidade natal após anos afastado, tentando reencontrar alguma estabilidade enquanto é perseguido por assassinos de aluguel em São Paulo. As ameaças parecem ligadas a um conflito com um poderoso industrial e a uma patente associada à sua pesquisa acadêmica.

Com a vida em risco, Marcelo tenta proteger o filho pequeno, que vive com os avós maternos, e planeja deixar o país. Ele encontra abrigo em uma casa segura que reúne dissidentes e figuras marginalizadas pelo regime, incluindo um casal de refugiados angolanos e a figura maternal de Dona Sebastiana, vivida por Tânia Maria. Ao mesmo tempo, tenta se reaproximar da família e do cotidiano da cidade, apenas para perceber que Recife está tomada pela vigilância, pela corrupção e pelo medo.

À medida que a narrativa avança, Marcelo se vê envolvido em uma rede de espionagem, segredos e conspirações, enfrentando dilemas morais profundos. O filme constrói um retrato denso de um país marcado pela repressão, mas também pela resistência silenciosa. Temas como memória, trauma, identidade, manipulação da verdade e vigilância estatal atravessam a trama, dialogando com o presente sem perder o rigor histórico.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta, 15 de janeiro, na TV Globo

A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, promete emocionar o público com a exibição de O Segredo: Ouse Sonhar, um drama romântico que aposta na força da esperança, da fé e na ideia de que nossos pensamentos podem influenciar profundamente os rumos da vida. Inspirado no livro O Segredo, fenômeno editorial mundial, o filme chega à programação da TV Globo como uma opção leve e reflexiva para a tarde, ideal para quem busca uma história acolhedora e cheia de mensagens positivas.

Dirigido por Andy Tennant, o longa apresenta uma narrativa simples, porém carregada de emoção, que dialoga diretamente com o público que acompanha a tradicional faixa vespertina da emissora. Com um elenco conhecido e uma proposta espiritualizada, o filme convida o espectador a desacelerar, refletir e acreditar que mudanças podem acontecer mesmo nos momentos mais difíceis.

Uma protagonista marcada pela perda

A história gira em torno de Miranda Wells, interpretada por Katie Holmes. Ela é uma mulher que tenta reconstruir sua vida após a morte do marido, enquanto enfrenta o desafio de criar sozinha seus três filhos. Miranda vive em constante tensão, dividida entre o luto ainda presente, as dificuldades financeiras e o medo de não conseguir oferecer estabilidade emocional e material à família.

A situação se agrava quando uma forte tempestade atinge sua casa, causando danos estruturais que ela não tem condições de consertar sozinha. É nesse momento de vulnerabilidade que surge a oportunidade para uma transformação inesperada em sua vida.

Um encontro que muda tudo

Para resolver os problemas causados pela tempestade, Miranda contrata Bray Johnson, vivido por Josh Lucas, um trabalhador manual aparentemente comum, mas que carrega uma visão de mundo profundamente otimista. Durante os dias em que passa consertando a casa, Bray vai além do trabalho físico e começa a compartilhar com Miranda e seus filhos sua filosofia de vida.

Ele acredita que o universo responde aos pensamentos e sentimentos que emitimos e que acreditar de verdade em algo pode ser o primeiro passo para torná-lo real. Aos poucos, suas palavras e atitudes começam a provocar mudanças sutis, mas significativas, no ambiente da casa e na forma como Miranda encara seus próprios problemas.

O relacionamento entre os dois se desenvolve de maneira gradual, sem pressa, respeitando o tempo emocional da protagonista. Mais do que um romance imediato, o filme constrói uma conexão baseada na escuta, na empatia e no incentivo à autoconfiança.

A lei da atração como mensagem central

O grande eixo temático de O Segredo: Ouse Sonhar é a chamada lei da atração, conceito que se tornou popular a partir do livro de Rhonda Byrne. No filme, essa ideia é apresentada de forma acessível e cotidiana, sem discursos grandiosos ou explicações complexas. Bray demonstra, por meio de exemplos simples, como pensamentos negativos podem limitar escolhas, enquanto a fé e a gratidão ajudam a enxergar novas possibilidades.

O roteiro não se aprofunda em debates teóricos ou científicos, mas aposta na emoção e na identificação do público com situações reais, como o medo de recomeçar, a dificuldade de confiar novamente e a sensação de que a vida perdeu o rumo após uma grande perda. Essa abordagem torna o filme especialmente próximo do espectador comum, que encontra na história um espelho de suas próprias inseguranças.

Atuações que sustentam a emoção

Katie Holmes entrega uma atuação sensível e contida, transmitindo com naturalidade a exaustão emocional de uma mulher que tenta se manter forte diante dos filhos. Sua interpretação evita exageros e aposta em pequenos gestos e olhares, o que contribui para a atmosfera intimista do filme.

Josh Lucas, por sua vez, confere a Bray uma serenidade quase reconfortante. Seu personagem funciona como um ponto de equilíbrio dentro da narrativa, alguém que não impõe suas crenças, mas as compartilha com gentileza. Jerry O’Connell completa o elenco principal em um papel de apoio que adiciona leveza e dinamismo à trama.

Direção clássica e clima acolhedor

Sob o comando de Andy Tennant, o filme adota uma linguagem visual simples e eficiente. A fotografia prioriza tons quentes e iluminação suave, reforçando a sensação de conforto e segurança que a história busca transmitir. A trilha sonora acompanha esse clima, surgindo de forma discreta e emocionalmente precisa, sem se sobrepor às cenas.

O ritmo é calmo, permitindo que o espectador se envolva com os personagens e absorva a mensagem aos poucos. Essa escolha faz de O Segredo: Ouse Sonhar um filme ideal para a televisão aberta, especialmente para a Sessão da Tarde, que tradicionalmente aposta em histórias que emocionam sem exigir grande esforço do público.

Um lançamento impactado pela pandemia

A trajetória do filme fora das telas de TV também chama atenção. Em novembro de 2019, as distribuidoras Roadside Attractions e Gravitas Ventures adquiriram os direitos de distribuição do longa. A estreia nos cinemas estava prevista para abril de 2020, mas foi cancelada devido à pandemia de COVID-19, que fechou salas de cinema em todo o mundo.

Diante do cenário de incertezas, a produção acabou sendo lançada diretamente em vídeo sob demanda em julho de 2020. Mesmo sem passar pelos cinemas, o filme obteve resultados expressivos nas plataformas digitais, figurando entre os títulos mais alugados em serviços como FandangoNow, Apple TV e iTunes Store durante suas primeiras semanas.

Onde assistir além da TV Globo

Além da exibição na Sessão da Tarde, O Segredo: Ouse Sonhar pode ser assistido atualmente no Prime Video, por meio de aluguel digital, com valores a partir de R$ 11,90. Essa opção é ideal para quem deseja rever o filme ou assisti-lo em outro horário, no próprio ritmo.

Péricles revisita sua história no samba em reencontro especial no Samba na Gamboa, da TV Brasil

A TV Brasil reapresenta neste domingo, dia 18, às 13h, uma edição especial do Samba na Gamboa dedicada a Péricles, um dos intérpretes mais queridos do samba e do pagode nacional. Mais do que um show televisivo, o episódio funciona como um encontro afetivo entre gerações, no qual música, memória e conversa se entrelaçam de forma leve e espontânea.

Ao lado da apresentadora Teresa Cristina, Péricles revisita canções que marcaram sua trajetória e que permanecem vivas na lembrança do público. Com sua voz grave e acolhedora, o cantor conduz o programa por um repertório que passeia por sucessos como “Jogo de Sedução”, “Dança do Bole Bole” e “Se Eu Largar o Freio”, reafirmando a força de um estilo que transformou o pagode em trilha sonora da vida cotidiana de milhões de brasileiros.

Teresa Cristina, por sua vez, estabelece um diálogo musical sensível com o convidado ao interpretar músicas como “Eu e Você, Sempre”, “Valeu Demais”, “Supera” e “Lucidez”. O momento mais simbólico do programa acontece quando os dois dividem os vocais em “O Show Tem que Continuar”, clássico do samba que ganha nova camada emocional na troca de olhares e vozes no palco.

Entre uma música e outra, o público é convidado a conhecer o lado mais pessoal de Péricles. Em conversa franca com Teresa Cristina, o artista relembra as influências musicais da infância, fala sobre os bailes que frequentava na juventude e compartilha histórias do início da carreira, quando o Exaltasamba ainda dava seus primeiros passos acompanhando nomes consagrados como Jovelina Pérola Negra. As memórias surgem sem pressa, como quem revisita o passado com carinho e gratidão.

O cantor também comenta os rumos atuais de sua trajetória e projetos que mantêm sua ligação direta com o público, como o Pagode do Pericão, iniciativa que reforça a essência coletiva e festiva do samba. A conversa revela um artista consciente de sua história, mas atento às transformações do gênero e às novas formas de se conectar com os fãs.

Gravado no Teatro Ruth de Souza, no Parque Glória Maria, em Santa Teresa, o Samba na Gamboa ganhou uma atmosfera ainda mais acolhedora na temporada de 2025, marcada pela estreia de Teresa Cristina como apresentadora. O cenário, inspirado em uma praça da Gamboa, bairro histórico da zona portuária do Rio de Janeiro, cria um ambiente íntimo, onde música e diálogo fluem naturalmente. A presença de plateia reforça esse clima de proximidade e celebração.

A qualidade musical do programa é garantida por uma banda de excelência liderada por Paulão Sete Cordas, referência absoluta do violão no samba. Ao seu lado, músicos como Eduardo Neves, João Callado, Paulino Dias, Rodrigo Jesus e Waltis Zacarias constroem uma base sonora rica, respeitosa às tradições e aberta à improvisação.

Contra o Negacionismo Climático | Documentário inédito expõe a engrenagem da desinformação e a guerra contra a ciência

Apesar do consenso científico e das evidências cada vez mais visíveis no dia a dia, como ondas de calor extremas, secas prolongadas, enchentes e o avanço do nível do mar, as mudanças climáticas ainda são alvo de questionamentos organizados. Não se trata apenas de dúvidas isoladas, mas de um movimento estruturado que atua para enfraquecer a ciência, confundir a opinião pública e retardar decisões políticas urgentes. É esse cenário que o documentário inédito Contra o Negacionismo Climático investiga de forma direta e contundente. A produção estreia com exclusividade no canal Curta! e já está disponível no streaming CurtaOn – Clube de Documentários.

Dirigido e roteirizado por Elsa Guiol, o filme se dedica a desmontar o discurso negacionista, revelando suas estratégias, seus interesses e seus impactos sociais e políticos. Ao longo da narrativa, o documentário deixa claro que o negacionismo climático vai além da simples discordância científica. Ele se apresenta como uma ferramenta de poder, frequentemente ligada a agendas econômicas conservadoras e a setores que se beneficiam da manutenção de modelos de exploração ambiental.

A obra reúne depoimentos de cientistas, pesquisadores, comunicadores e especialistas em clima que explicam, de maneira acessível, como dados sólidos e estudos revisados por pares são sistematicamente atacados. Paralelamente, o filme mostra como organizações e instituições trabalham para desacreditar pesquisas, criar falsas controvérsias e alimentar teorias conspiratórias que ganham força especialmente nas redes sociais.

Para o pesquisador Albin Wagener, um dos entrevistados, o negacionismo climático representa uma ameaça que ultrapassa o campo ambiental. Segundo ele, ao corroer a confiança na ciência e no conhecimento, esses movimentos enfraquecem os próprios pilares da democracia. Quando fatos passam a ser tratados como opinião e evidências são substituídas por narrativas ideológicas, o debate público se torna refém da desinformação.

O documentário detalha como essa engrenagem funciona. Relatórios pseudocientíficos, campanhas de difamação contra ambientalistas e ataques pessoais a pesquisadores fazem parte de uma estratégia maior, muitas vezes financiada por empresas ligadas a setores como o de combustíveis fósseis. O objetivo é simples: gerar dúvida suficiente para atrasar políticas de transição energética, preservação ambiental e redução de emissões.

Além da análise estrutural, Contra o Negacionismo Climático aposta em histórias humanas para mostrar que a crise climática não é um problema distante ou abstrato. Um dos relatos centrais é o de Chris Burnet, considerado um dos primeiros migrantes climáticos dos Estados Unidos. Ele conta que, durante muito tempo, também foi cético em relação às mudanças climáticas, acreditando que seus efeitos se restringiam a lugares longínquos e imagens de geleiras derretendo.

A realidade mudou quando Burnet foi obrigado a deixar sua terra natal. Hoje, ele vive em uma área construída para acolher moradores de uma ilha na Louisiana ameaçada pelo aumento do nível do mar e pela intensificação de furacões. Seu depoimento ilustra de forma contundente como a crise climática já desloca populações inteiras e transforma vidas, especialmente em comunidades mais vulneráveis.

O filme também revisita momentos-chave da política climática internacional. Laurence Tubiana, diretora da Fundação Europeia do Clima, relembra os desafios enfrentados durante as negociações do Acordo de Paris. Segundo ela, embora o movimento negacionista tenha sofrido um revés naquele momento, ele não foi derrotado. Pelo contrário, adaptou-se, encontrando novas formas de espalhar desinformação e medo, mesmo após acordos históricos.

Com uma abordagem clara e didática, sem abrir mão da complexidade do tema, o documentário propõe um convite à reflexão. Ao expor os mecanismos do negacionismo climático, a obra destaca a importância da educação científica, do pensamento crítico e da responsabilidade coletiva diante de uma crise que afeta todo o planeta.

Produzido pela Together Media em parceria com a Babel DOC, Contra o Negacionismo Climático integra a faixa temática Sextas de História & Sociedade do canal Curta!, com exibição marcada para o dia 23 de janeiro, às 21h. O título também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível pelo Prime Video Channels, Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma.

A Última Ceia ganha nova data de estreia no Brasil e aposta em abordagem íntima dos momentos finais de Jesus

O cinema religioso ganha um novo capítulo em 2026 com a estreia de “A Última Ceia”, longa dirigido por Mauro Borrelli que desembarca nos cinemas brasileiros no dia 5 de fevereiro, com distribuição da Imagem Filmes. A produção se diferencia ao abandonar o formato tradicional de grandes épicos bíblicos e apostar em uma abordagem mais contida, emocional e humana dos acontecimentos que antecedem a prisão e a crucificação de Jesus Cristo.

Em vez de acompanhar toda a trajetória do personagem central, o filme se concentra em um intervalo decisivo da história cristã: as horas que antecedem a traição de Judas e a consumação do sacrifício. Esse recorte narrativo transforma a Última Ceia em um espaço de tensão silenciosa, reflexão espiritual e conflitos internos, onde palavras não ditas, olhares e gestos ganham tanto peso quanto os discursos.

O ator Jamie Ward, conhecido por trabalhos recentes na televisão, assume o desafio de interpretar Jesus sob uma ótica menos solene e mais próxima do humano. Sua performance busca evidenciar não apenas a dimensão divina do personagem, mas também suas dúvidas, sua compaixão e o peso emocional de saber que o fim está próximo. Ao seu redor, um elenco de apoio formado por Robert Knepper, James Oliver Wheatley e Charlie MacGechan contribui para construir relações marcadas por afeto, desconfiança e fragilidade, refletindo a complexidade dos vínculos entre os discípulos.

Mauro Borrelli, que também assina o roteiro ao lado de Josh Collins, conduz a narrativa como um drama psicológico e espiritual. O diretor utiliza a ceia como eixo central da história, transformando o encontro em um momento de despedida, mas também de preparação para o inevitável. A traição, embora ainda não consumada, já se faz presente como uma ameaça latente, criando um clima de inquietação que atravessa todo o filme.

Do ponto de vista técnico, A Última Ceia aposta em uma estética cuidadosamente construída. A fotografia de Vladislav Opelyants trabalha com luzes suaves e sombras densas, reforçando o caráter simbólico da narrativa e criando uma atmosfera quase contemplativa. Cada enquadramento parece pensado para valorizar o silêncio e a introspecção, aproximando o espectador do estado emocional dos personagens. A trilha sonora composta por Leo Z complementa essa proposta, adotando tons discretos e espirituais que sustentam a carga dramática sem se impor sobre as imagens.

Um dos destaques da produção é a participação do cantor e compositor cristão Chris Tomlin como produtor executivo. Sua presença reforça o compromisso do filme com o público religioso e com uma abordagem respeitosa do texto bíblico, sem abrir mão de uma leitura atual. O resultado é uma obra que dialoga tanto com fiéis quanto com espectadores interessados em narrativas humanas e universais, independentemente de crença.

Antes mesmo de sua chegada ao Brasil, o filme já vinha chamando atenção internacionalmente. A recepção do público tem sido positiva, especialmente entre aqueles que buscam histórias de fé contadas de forma mais sensível e menos grandiosa. Com 80% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, A Última Ceia se consolida como uma produção que encontra equilíbrio entre espiritualidade e cinema autoral.

Distribuído nos Estados Unidos pela Pinnacle Peak Pictures, o longa chega ao circuito nacional em um período estratégico, próximo ao calendário religioso, e promete atrair tanto comunidades cristãs quanto espectadores em busca de uma experiência cinematográfica reflexiva.

Tela Quente desta segunda, 19 de janeiro, Globo exibe Caju, Meu Amigo, um drama sensível sobre perdas e reencontros

A Tela Quente apresenta nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, na TV Globo, o filme Caju, Meu Amigo, dentro da faixa Cine BBB. A produção leva ao horário nobre uma história delicada e profundamente humana, ambientada em Porto Alegre durante as enchentes que marcaram o Rio Grande do Sul e deixaram cicatrizes emocionais que vão muito além da destruição material.

No centro da narrativa está Rafaela, interpretada por Vitória Strada, uma jovem que, em meio ao cenário de caos e abandono, encontra um cachorro perdido no bairro Sarandi. Ao acolhê-lo, ela passa a chamá-lo de Pingo e constrói com o animal uma relação de afeto e companheirismo que surge quase como um refúgio emocional diante da tragédia. A presença do cão traz conforto, rotina e a sensação de que ainda é possível reconstruir algo em meio às perdas.

O que Rafaela não imagina é que aquele cachorro já pertenceu a alguém. Nice, personagem de Liane Venturella, é uma senhora que perdeu a casa durante as enchentes e foi forçada a deixar para trás o seu fiel companheiro no momento do resgate. Desde então, ela viveu em um abrigo que agora está prestes a fechar, carregando a dor silenciosa de uma ausência que nunca conseguiu superar. Para Nice, Caju não é apenas um animal, mas parte de sua história e de sua identidade.

O encontro entre essas duas mulheres acontece de forma inesperada e transforma completamente o rumo da história. Ao descobrir a existência de Nice, Rafaela se vê diante de um dilema emocional complexo: como lidar com a possibilidade de perder o cachorro que hoje ocupa um espaço central em sua vida, sabendo que ele também representa a maior saudade de outra pessoa? O filme constrói esse conflito com sensibilidade, sem apontar vilões ou respostas fáceis.

Quando Caju desaparece, a busca pelo animal se torna o elo que une Rafaela e Nice. Juntas, elas percorrem a cidade em uma jornada que revela não apenas a esperança de reencontro, mas também a força da empatia e da solidariedade. A relação entre as duas evolui a partir do reconhecimento da dor alheia, mostrando que o afeto pode ser compartilhado e que o cuidado também é uma forma de resistência.

Dirigido por Bruno Carboni Gödecke, Caju, Meu Amigo se destaca por abordar uma das consequências mais dolorosas das enchentes: a separação entre pessoas e seus animais de estimação. Ao usar um cãozinho caramelo como ponto de partida, o filme amplia o olhar para histórias invisibilizadas, dando voz a perdas que raramente ganham espaço, mas que carregam enorme impacto emocional.

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