Crítica – Um Filme Minecraft diverte e impressiona visualmente

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A adaptação cinematográfica inspirada no universo de Minecraft transporta o público para uma jornada repleta de aventuras e desafios. Com uma premissa simples, o longa acompanha um grupo de personagens desastrados que, ao atravessarem um portal misterioso, são lançados em uma dimensão desconhecida. Para retornarem para casa, precisam se adaptar ao novo ambiente e dominar o território, embarcando em missões que remetem diretamente à dinâmica do famoso jogo.

Fidelidade visual e imersão no universo do jogo

Um dos grandes trunfos da produção está em sua estética visual, que recria fielmente os elementos característicos de Minecraft. Os cenários pixelados, as texturas blocadas e a paleta de cores vibrante são trabalhados com um nível de detalhamento que certamente cativará os fãs. Além disso, a direção de arte consegue equilibrar a nostalgia do game com um toque cinematográfico moderno, criando uma ambientação imersiva que respeita a essência do material original.

Um roteiro objetivo, mas com oscilações no ritmo

A narrativa se inicia de maneira direta e eficaz, estabelecendo o enredo central já nos primeiros cinco minutos de projeção. Essa abordagem ágil facilita o engajamento do público e rapidamente insere os personagens na trama. No entanto, o ritmo do filme sofre variações: enquanto a primeira metade se mantém dinâmica e envolvente, a progressão para o ato final apresenta uma queda no ritmo, tornando-se um pouco mais arrastada. Felizmente, o desfecho retoma a intensidade, proporcionando uma conclusão empolgante e satisfatória.

Efeitos visuais e humor acessível para toda a família

Os efeitos visuais são um dos destaques da produção, impressionando pela qualidade e pelos detalhes inseridos na recriação dos elementos do jogo. A animação dos personagens e a integração entre os cenários digitais e a ação são feitas com capricho, tornando a experiência visualmente agradável.

O humor, por sua vez, é outro fator que contribui para a diversão do público. Com piadas leves e situações cômicas que dialogam tanto com crianças quanto com os admiradores do jogo, o filme mantém um tom descontraído e acessível para toda a família.

A adaptação de Minecraft para as telonas acerta ao investir na fidelidade visual e no tom aventuresco, entregando um filme divertido e visualmente impressionante. Apesar de alguns momentos de desaceleração na trama, a experiência como um todo se mantém envolvente, garantindo boas risadas e um desfecho satisfatório. Um prato cheio para fãs do jogo e uma opção de entretenimento agradável para toda a família.

The Love School – Escola do Amor 12/04/2025: ‘Como recuperar a confiança perdida?’

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The Love School - Escola do Amor
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Neste sábado, 12 de abril de 2025, o The Love School – Escola do Amor exibe mais uma edição ao vivo, trazendo à tona um dos temas mais desafiadores dentro dos relacionamentos: a reconstrução da confiança após a traição. Sob a condução dos especialistas Renato e Cristiane Cardoso, o programa mergulha nas dores e dilemas enfrentados por casais que viram o amor ruir diante de promessas quebradas.

O episódio promete emocionar o público com o depoimento impactante de Ellen e Eurico, que viveram o que muitos chamariam de um “relacionamento de conto de fadas” – até a rotina e as frustrações tomarem conta da relação. Juntos desde 2015, o casal começou sua história com sintonia e muitos sonhos em comum. Mas, com o passar dos anos, os desafios da vida real se tornaram obstáculos difíceis de vencer.

Desigualdade de esforço e a chegada da traição

A gravidez de Ellen marcou uma virada no relacionamento. Enquanto ela se desdobrava para sustentar a casa, Eurico se distanciava, entregue ao comodismo e aos jogos virtuais. O descompasso entre as responsabilidades aumentou o abismo emocional entre os dois. Discussões se tornaram frequentes, e o sentimento de frustração tomou o lugar do afeto.

Em 2019, o casamento chegou ao limite. Separados, Eurico envolveu-se com outra mulher e formou uma nova família. A traição e o abandono devastaram Ellen, que se viu sozinha, lidando com a dor de um amor traído e um lar desfeito.

Existe vida após a traição?

É esse o ponto central que Renato e Cristiane pretendem explorar durante o programa: é possível reconstruir um relacionamento que foi despedaçado pela infidelidade? Segundo os apresentadores, sim – desde que haja disposição verdadeira de ambas as partes para mudar, reconhecer erros e restaurar o que foi quebrado.

“Perdoar não significa esquecer o que houve, mas escolher não viver preso ao passado. A confiança pode ser reconstruída, mas exige trabalho, paciência e verdade”, comenta Renato Cardoso, que ao lado de Cristiane atua há mais de uma década orientando casais em crise.

Histórias reais, conselhos práticos

Além do relato de Ellen e Eurico, o programa contará com análises comportamentais, orientações práticas e técnicas para fortalecer o vínculo emocional entre os parceiros, mesmo depois de uma grande decepção. A proposta do The Love School é oferecer ferramentas para casais lidarem com temas que muitas vezes são evitados ou silenciados, como traições, separações, dependência emocional, falta de diálogo e ressentimentos.

Cristiane reforça que cada história é única, mas que há padrões de comportamento que se repetem e podem ser evitados. “A dor da traição é profunda, mas com ajuda e disposição, é possível restaurar o amor e ter um recomeço mais maduro e consciente.”

Ponto de apoio para milhares de casais

Desde sua estreia, o The Love School se consolidou como um espaço seguro para debater os dilemas da vida a dois. A linguagem acessível, combinada com a experiência dos apresentadores, transformou o programa em referência para quem busca melhorar ou salvar o relacionamento.

O caso de Ellen e Eurico representa milhares de histórias semelhantes, vividas silenciosamente por casais em todo o país. Ao trazê-las à luz, o programa não apenas promove o diálogo, mas inspira decisões conscientes, sejam elas de reconstrução ou de recomeço individual.

📺 O The Love School – Escola do Amor vai ao ar ao vivo neste sábado, às 12h, pela Record TV.

Crítica: Looney Tunes: O Filme é um retorno à essência da animação clássica, com humor afiado e alma nostálgica

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Em meio a uma enxurrada de animações genéricas e altamente digitalizadas, Looney Tunes: O Filme – O Dia em que a Terra Explodiu surge como um verdadeiro sopro de frescor. A produção acerta em cheio ao resgatar o espírito original da turma mais insana dos desenhos animados, apostando no traço clássico 2D, no humor físico e nas gags irresistíveis que tornaram os personagens eternos.

A dupla Gaguinho e Patolino continua sendo o coração cômico da história. A química entre os dois é atemporal: enquanto um é a calma desajeitada, o outro é o caos com penas — e juntos, garantem risadas do começo ao fim. É uma dinâmica que funciona há décadas e, felizmente, segue intacta aqui, com timing cômico preciso e piadas que agradam tanto os nostálgicos quanto uma nova geração de espectadores.

O enredo é simples, direto e deliciosamente divertido. Mesmo para quem nunca acompanhou os episódios clássicos, o filme se mostra acessível e envolvente. Há espaço até para um musical inesperado e hilário, que surge no meio da trama como uma grata surpresa — mostrando que, sim, Looney Tunes ainda sabe brincar com gêneros e linguagens sem perder a identidade.

Outro ponto positivo é a fidelidade ao estilo tradicional de animação. Nada de efeitos 3D exagerados ou misturas com live-action que tentam, muitas vezes sem sucesso, modernizar o que já era perfeito em sua simplicidade. A escolha por manter a estética clássica faz toda a diferença e mostra respeito ao legado da série, ao mesmo tempo em que entrega uma obra atual e vibrante.

O clímax traz um inesperado plot twist que, embora não reinvente a roda, adiciona um charme extra à narrativa. É o toque final que mostra como a produção se preocupa em entregar algo redondo e memorável.

Looney Tunes: O Dia em que a Terra Explodiu é, acima de tudo, uma celebração da boa animação. Com personagens carismáticos, humor na medida certa e uma boa dose de nostalgia, o filme conquista com leveza e personalidade. Vale — e muito — a pena assistir.

Mega Sonho 03/05/2025: Naiara Azevedo e Leonardo Miggiorin encaram os desafios

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Neste sábado, 3 de maio de 2025, o “Mega Sonho” traz uma edição cheia de energia, humor e disputas emocionantes, prometendo agitar a noite do público. O apresentador Marcelo de Carvalho recebe dois convidados especiais que vão entrar no jogo com muita animação, talento e bom humor em busca do prêmio milionário. A cantora Naiara Azevedo e o ator Leonardo Miggiorin são os protagonistas dessa edição, trazendo a sua personalidade marcante para o palco e deixando o público ainda mais empolgado com o desenrolar das provas.

50 reais ou 1 milhão?

A diva do sertanejo Naiara Azevedo, que já coleciona uma década de sucesso na música, vai conquistar a plateia com a sua presença de palco imbatível. A cantora vai embalar o programa com o hit “50 reais”, que é um verdadeiro fenômeno nas paradas de sucesso, além de apresentar seu mais novo lançamento, “Última Vez”, que promete ser o próximo hit do Brasil. No entanto, não é só no palco que Naiara brilha. Ela também se destaca no jogo com uma participação hilária e cheia de bom humor. Durante a rodada chamada “Bomba”, quando é questionada sobre qual é o nome da bolinha retirada do algodoeiro, Naiara solta uma resposta que deixa todos em choque (e em risadas): ao invés de responder “algodão”, ela diz “cotonete”. Essa confusão inocente se torna um dos momentos mais engraçados e fofos do programa, mostrando o carisma e a simpatia da cantora.

Mímicas de novela

Ao lado de Naiara, o ator Leonardo Miggiorin também promete trazer muitas surpresas. Atualmente no papel de Rafuda na novela “Beleza Fatal”, Leonardo é um nome de destaque na teledramaturgia, com passagens por grandes novelas da TV Globo, como “Malhação” e “Senhora do Destino”, e também se dedicando ao teatro com o monólogo “Não se Mate”. No “Mega Sonho”, o ator põe à prova seu talento de interpretação e sua criatividade no “Desafio do Milhão”. No quadro, ele terá que representar diversas palavras apenas com mímicas, deixando o público em suspense enquanto tenta fazer adivinhar termos como “Pente”, “Tropeçar”, “Fósforo” e “Piscina”. E claro, ele não vai economizar nas risadas e na diversão, se jogando na performance e arrancando gargalhadas de todos ao redor.

A edição deste sábado do “Mega Sonho” promete ser inesquecível, com muito carisma, talento e momentos inusitados. Com os dois convidados dispostos a se divertir e enfrentar os desafios do jogo, o programa vai oferecer uma mistura de música, interpretação e boa disposição. A química entre Naiara Azevedo e Leonardo Miggiorin promete ser um dos pontos altos da edição, com ambos trazendo o melhor do seu humor e talento para conquistar o público e tentar garantir o prêmio milionário.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura 17/05/2025

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Separe o balde de pipoca, ajeite o sofá e respire fundo — porque neste sábado, 17 de maio de 2025, o Cine Aventura da Record TV promete tirar o fôlego (literalmente!) dos telespectadores com a exibição do filme “Além das Profundezas” (Breaking Surface, no original), um suspense dramático sueco-norueguês que mistura adrenalina, emoções familiares e muito perigo debaixo d’água.

Um mergulho que vira pesadelo

Com apenas 1h21min de duração, a produção de Joachim Hedén é daquelas que não enrola para te jogar direto na tensão. O enredo é simples, mas angustiante: duas irmãs, Tuva e Ida, interpretadas com intensidade por Moa Gammel e Madeleine Martin, decidem fazer um mergulho no Mar da Noruega em pleno inverno. Mas o que era para ser um reencontro emocionante entre familiares vira um pesadelo gelado quando Tuva fica presa no fundo do mar após um deslizamento de pedras.

Sozinha na superfície e com o tempo jogando contra — já que o oxigênio da irmã está acabando — Ida precisa superar seus próprios medos, pensar rápido e fazer o impossível para resgatar Tuva. Tudo isso em um ambiente hostil, sombrio e gelado, onde cada segundo conta. E se você tem claustrofobia, já avisamos: algumas cenas são de dar calafrios até em quem respira bem fundo!

Suspense minimalista e humano

Apesar de ter poucos personagens e ser ambientado em cenários praticamente isolados, o filme entrega tensão na medida certa. O diretor e roteirista Joachim Hedén usa bem a geografia natural e o isolamento das protagonistas para criar uma atmosfera opressiva. É o tipo de produção que mostra que não precisa de monstros marinhos ou efeitos especiais mirabolantes para prender a atenção — o verdadeiro terror está no realismo da situação e na conexão entre as personagens.

Além disso, “Além das Profundezas” também é um drama sobre relações familiares, culpa e superação. A tensão física é só metade do desafio: o peso emocional entre as irmãs e as decisões que precisam ser tomadas num piscar de olhos dão um toque humano e dolorosamente verossímil à narrativa.

Para quem curte emoção sem enrolação

Se você curte filmes como “Gravidade”, “127 Horas” ou “Águas Rasas” — histórias em que uma única pessoa precisa lutar contra o impossível — esse é o seu tipo de aventura. A produção recebeu avaliações medianas, com nota 2,8 entre usuários, mas é inegável que cumpre o papel de prender o público na frente da TV. E com menos de uma hora e meia de duração, a história não cansa, não enjoa e nem tem tempo para barriga no roteiro.

Onde assistir depois?

Se perder a exibição no Cine Aventura, não se preocupe. “Além das Profundezas” também está disponível em plataformas como Telecine (por assinatura) e Prime Video (aluguel). É uma boa pedida para quem curte tramas curtas, intensas e que exploram situações-limite com um pé na realidade.

Então, marque aí na agenda:
🕒 Sábado, 17 de maio
📺 Cine Aventura – Record TV
🎬 “Além das Profundezas”

Mega Sonho 31/05/2025 – Marcelo de Carvalho recebe a modelo e influenciadora Fernanda Lacerda e o cantor Eric Land

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O clima vai ser de festa e competição no “Mega Sonho” deste sábado (31), a partir das 23h10, na RedeTV!. Sob o comando do carismático Marcelo de Carvalho, o game show promete uma noite daquelas, com muitos desafios, boas risadas e uma dupla de convidados que não vai passar despercebida: a modelo e influenciadora Fernanda Lacerda e o cantor Eric Land.

Conhecida nacionalmente pela personagem “Mendigata”, Fernanda mergulha de cabeça na brincadeira e arranca gargalhadas logo de cara. Durante a divertida prova “Bomba”, em que os participantes precisam responder perguntas rápidas com o cronômetro explodindo a pressão, a influenciadora se depara com a pergunta: “Quantos dedões temos em um pé?”. Sem pestanejar, solta: “Cinco!”. A plateia vai ao delírio, e Fernanda, aos risos, percebe o deslize: “Um! Um só!”. O momento se transforma em um dos pontos altos do episódio, mostrando que errar também faz parte da diversão.

Enquanto isso, Eric Land — um dos nomes mais quentes da nova geração do forró — chega animando o palco com o hit “Na Imaginação”, parceria com MC Livinho. E ele não brilha só no microfone, não! O cantor encara as provas com empolgação e mostra que também tem jogo de cintura e rapidez mental. No “Desafio do Milhão”, fase mais esperada do programa, ele surpreende ao mandar bem demais nas mímicas. Palavras como “namoro”, “bezerro”, “fivela” e “bêbado” ganham forma com gestos hilários que arrancam aplausos da plateia e elogios de Marcelo.

O “Mega Sonho” é aquele tipo de programa que mistura competição, celebridades, conhecimento e muita diversão. A cada semana, seis participantes disputam em etapas eliminatórias até que um deles chegue ao “Desafio do Milhão”, onde pode faturar um prêmio milionário. Tudo isso com a participação especial de artistas convidados que entram no jogo para animar ainda mais o público.

Então já sabe: neste sábado à noite, o compromisso é com a RedeTV!. Prepare-se para rir, torcer e se emocionar com Fernanda Lacerda, Eric Land e os competidores que encaram o desafio com tudo!

Final explicado de Brick: Um enigma entre prisão e proteção do novo filme da Netflix

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Você acorda um dia e percebe que não pode sair de casa. Nem pela porta, nem pela janela. Nenhum sinal de ajuda, nenhuma explicação. Só um muro negro e impenetrável do lado de fora. Essa é a premissa angustiante de Brick, filme original da Netflix dirigido por Philip Koch, que vai muito além do suspense visual para tocar em algo mais profundo: o quanto estamos realmente seguros — e a que custo.

A história acompanha Tim (Matthias Schweighöfer) e Olivia (Ruby O. Fee), um casal comum que, como qualquer um de nós, só queria seguir a vida. Mas em um dia aparentemente normal, eles se veem cercados por um muro estranho, frio, sem qualquer aviso. O prédio inteiro está trancado, como se tivesse sido engolido por uma tecnologia absurda. É o tipo de pesadelo que não grita, mas sussurra aos poucos, até se tornar insuportável. E é nesse cenário que as relações se deterioram, que a tensão entre vizinhos cresce, e que o maior inimigo talvez não esteja do lado de fora — mas bem ali, dividindo as mesmas paredes.

Quando a fuga não é o fim, mas o começo

O final do filme é exatamente como o resto da história: tenso, incômodo e surpreendente. Tim e Olivia finalmente conseguem sair do prédio, graças a um aplicativo da empresa de seguros que, até então, parecia mais um detalhe de cenário do que a chave para a liberdade. Mas a saída revela uma verdade ainda mais aterradora: não era só o prédio. A cidade inteira está cercada por essas barreiras negras. O isolamento que parecia exclusivo deles, na verdade, é coletivo. E, aos poucos, algumas peças começam a se encaixar. Um incêndio recente em um hospital próximo — mencionado de forma quase tímida ao longo do filme — teria ativado o sistema de segurança da empresa, que por uma falha (ou sabotagem?) selou todas as construções. Casas, prédios, pessoas. Todas protegidas — ou presas.

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Protegidos de quê?

No rádio do carro, enquanto o casal tenta escapar da cidade, uma notícia avisa: ainda não se sabe se tudo foi mesmo uma falha técnica ou se houve intenção humana por trás do colapso. E aí vem a pergunta que o filme não responde — mas deixa ecoando: quem nos protege quando o sistema falha? E quem nos protege do sistema?

Mais do que um suspense tecnológico, o longa é um filme que provoca. Nos faz pensar no quanto estamos dispostos a abrir mão da nossa liberdade em nome da segurança. E no que acontece quando, sem perceber, o que parecia uma garantia de tranquilidade vira uma cela sem chave.

Talvez o maior acerto do longa seja justamente não entregar todas as respostas. Porque, no fundo, ele não quer resolver o mistério por completo — ele quer que a gente sinta o desconforto. Que a gente reconheça, mesmo que de forma silenciosa, que esse tipo de pesadelo está cada vez mais perto da nossa realidade.

E ao final, fica a sensação de que o verdadeiro muro de Brick não é feito de tijolos. É feito de controle, de vigilância disfarçada de proteção, e de escolhas que pareciam pequenas… até nos trancarem por completo.

Retorno dos Irmãos Philippou: terror psicológico “Faça Ela Voltar” ganha trailer oficial e promete abalar o público

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Depois do sucesso impactante de Fale Comigo (2023), os irmãos australianos Danny e Michael Philippou estão de volta ao gênero que os consagrou — e, desta vez, com ainda mais coragem para explorar as profundezas do trauma humano. Faça Ela Voltar (Bring Her Back, no original), que chega aos cinemas brasileiros em 21 de agosto de 2025, já teve seu trailer oficial dublado divulgado pela Sony Pictures, e promete deixar marcas duradouras em quem assistir.

Com produção de Samantha Jennings e Kristina Ceyton, e roteiro assinado por Bill Hinzman e Danny Philippou, o longa entrega não apenas sustos, mas uma narrativa carregada de dor, obsessão e laços familiares corroídos pelo luto.

A história gira em torno de Andy (Billy Barratt) e Piper (Sora Wong), dois meio-irmãos que, após a trágica morte do pai, se veem sozinhos no mundo. Piper tem deficiência visual e Andy, embora ainda adolescente, sente o peso de proteger a irmã — mesmo quando tudo ao seu redor começa a desmoronar.

Eles são enviados para viver com Laura (Sally Hawkins), uma mulher isolada, marcada pela perda da filha e por comportamentos, no mínimo, peculiares. A nova casa, afastada da cidade, parece esconder segredos nos cantos, nas portas trancadas e nas ausências que ecoam pelos corredores. Lá, também vive Oliver (Jonah Wren Phillips), um garoto mudo com um olhar sempre perturbador.

À primeira vista, Laura parece gentil. Mas sua dor mal resolvida começa a se mostrar obsessiva. Ainda no funeral do pai das crianças, ela rouba uma mecha de cabelo do corpo — um gesto silencioso, mas carregado de intenções sombrias.

Quando o amor vira loucura

Laura não quer apenas acolher Andy e Piper. Ela quer trazer sua filha morta de volta à vida. E está disposta a tudo para isso. Com base em um ritual ocultista aprendido em fitas VHS russas, ela planeja um sacrifício que inclui Piper como peça central. Andy, por sua vez, começa a notar os sinais — e percebe que sua irmã corre perigo.

Mas Laura é astuta. Sabe como manipular. Coloca Andy contra ele mesmo, sugere que ele herdou o comportamento abusivo do pai, mina sua confiança até que ele mesmo duvide de sua sanidade. A atmosfera na casa se torna sufocante. O terror não vem só das sombras ou dos gritos — ele está no olhar desconfiado, nas palavras não ditas, no silêncio de Oliver.

O horror que cresce devagar… até explodir

À medida que o tempo passa, Oliver, o garoto mudo, começa a manifestar comportamentos inumanos. Ele mastiga facas, arranca pedaços do próprio corpo e, possuído pelo espírito demoníaco Tari, começa a falar com vozes que não são suas. Em uma cena especialmente angustiante, ele usa a voz de Andy para atrair Piper — uma das muitas provas de que neste filme, nada é o que parece.

O clímax se desenha com cenas brutais e momentos de puro desespero. A assistente social Wendy (Sally-Anne Upton), uma das poucas aliadas de Andy, tenta intervir — mas paga com a vida. Andy, gravemente ferido, é afogado por Laura. E tudo parece perdido.

Mas o que salva Piper é algo singelo. Em meio ao caos, ela chama Laura de “mamãe” — e, por um instante, a dor de Laura supera a presença do mal. É um momento de humanidade que interrompe o ritual, mas que não apaga os horrores vividos.

Um elenco que sente, sangra e emociona

O elenco de Faça Ela Voltar reúne talentos consagrados e jovens promessas do cinema e da TV. Sally Hawkins (indicada ao Oscar por A Forma da Água, As Aventuras de Paddington) interpreta Laura, a guardiã enlutada e perturbada. Billy Barratt (Invasion, Responsible Child) dá vida a Andy, o protagonista atormentado pelo passado e determinado a proteger sua irmã. Sora Wong (em seu primeiro papel de destaque no cinema) interpreta Piper, a meia-irmã deficiente visual.

Jonah Wren Phillips (Sweet Tooth, Young Rock) vive o enigmático Oliver, também conhecido como Connor Bird. Completam o elenco Sally-Anne Upton (Wentworth, How to Stay Married) como Wendy, a assistente social que tenta salvar os irmãos, Stephen Phillips (Total Control, Miss Fisher’s Murder Mysteries) como Phil, o pai falecido, e Mischa Heywood (Mystic, The Power of the Dog) como Cathy, a filha morta de Laura cuja ausência move toda a trama.

A direção dos irmãos Philippou mostra maturidade. Ao contrário de muitos filmes do gênero, que apostam em sustos fáceis, Faça Ela Voltar constrói um clima de angústia constante. A fotografia é fria, os ambientes são opressivos, e a trilha sonora funciona como um sussurro sombrio ao fundo de cada cena.

As críticas já apontam que este é um dos grandes filmes de horror de 2025. E não apenas pelos aspectos técnicos. O que diferencia Faça Ela Voltar é o coração que pulsa por trás da história — um coração quebrado, sim, mas que ainda bate. O filme fala sobre saudade, sobre traumas, sobre o que acontece quando não conseguimos aceitar a perda. E sobre como isso pode nos consumir por dentro.

“Conversa com Bial” desta quarta (30/07) recebe Hyldon, que comemora 50 anos do clássico “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”

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“É preciso chuva, é preciso rua, é preciso amor”. A frase, que poderia muito bem estar em um poema de Carlos Drummond de Andrade, ganhou corpo, melodia e alma na voz de um jovem baiano nos anos 1970. Meio século depois, ainda ecoa com a mesma ternura nas lembranças dos brasileiros. Na próxima quarta-feira, 30 de julho de 2025, o “Conversa com Bial” abre espaço para essa memória viva da música nacional: Hyldon, um dos pais da soul music brasileira, celebra os 50 anos do disco que mudou sua vida — e a de muitos ouvintes.

No estúdio da TV Globo, sob a condução serena e atenta de Pedro Bial, o artista revisita não só sucessos, mas também silêncios, recomeços, perdas e descobertas. A conversa é mais do que um bate-papo de fim de noite — é um mergulho em um tempo onde música, resistência e identidade negra se entrelaçavam para produzir arte com A maiúsculo.

Do interior baiano aos estúdios do Rio: um menino entre mundos

Nascido em Salvador em 1951, Hyldon cresceu entre a capital e o sertão, especialmente em Senhor do Bonfim, cidade marcada por seus carnavais e tradições populares. “Lá, a música era como o ar: estava em todo canto. Na feira, na igreja, no batuque dos terreiros”, lembra ele, com os olhos brilhando. Ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Era o início de um deslocamento físico e emocional que moldaria seu estilo: entre o Nordeste e a Zona Norte carioca, entre a sanfona e a guitarra elétrica, entre Luiz Gonzaga e James Brown.

Foi no bairro da Penha que o adolescente Hyldon começou a fazer seus primeiros acordes. Ainda nos anos 60, montou uma banda para tocar nos bailes suburbanos. E foi ali que a alma soul começou a germinar — ao som de Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Otis Redding e Stevie Wonder, ouvidos pelas ondas da rádio mundial, pelos vinis importados dos amigos e, claro, pelos ensaios de Tim Maia e Cassiano, que logo se tornariam parceiros e mentores.

“Na Rua, na Chuva, na Fazenda”: a simplicidade como forma de revolução

Lançado em 1975, o álbum Na Rua, na Chuva, na Fazenda é, até hoje, um retrato fiel de uma época e de uma sensibilidade rara. Não por acaso, seu título virou sinônimo de romantismo popular e resistência emocional.

A canção que dá nome ao disco surgiu de uma ideia quase cinematográfica. “Eu imaginava um casal pobre, em uma casinha de barro, mas com amor de sobra. E pensava: quantos amores resistem sem luxo, só com o essencial?”, conta. A melodia veio suave, com groove discreto, quase como um carinho. E o Brasil ouviu. E se apaixonou.

O disco, produzido de maneira quase artesanal, surpreendeu por sua coesão musical: baladas soul, arranjos minimalistas e letras introspectivas que tratavam do amor, da dor e do tempo. Era uma proposta ousada para um país acostumado com a grandiloquência das novelas e o samba das multidões. Mas o que Hyldon fazia era, no fundo, traduzir um sentimento coletivo que não cabia nas molduras da indústria fonográfica.

Soul, resistência e identidade negra

Na mesma época em que artistas como Jorge Ben e Gilberto Gil experimentavam com o groove e o funk, Hyldon se posicionava ao lado de Tim Maia e Cassiano como os fundadores da soul brasileira — um movimento que, além da estética, carregava também uma bandeira de afirmação racial.

“O soul era mais do que estilo. Era identidade, era um grito silencioso. A gente queria mostrar que preto também canta amor, também faz arranjo sofisticado, também tem sensibilidade”, diz ele no programa, com a firmeza de quem sabe o que viveu.

Tim Maia, com sua irreverência e genialidade, foi um dos grandes incentivadores da carreira de Hyldon. Cassiano, mais introspectivo, era seu par na busca por uma sonoridade própria, misturando elementos da música norte-americana com referências brasileiras. O trio, apesar de seguir caminhos diferentes, formou uma base simbólica para muitos que vieram depois — de Sandra de Sá a Liniker.

Invisibilidade e recomeços

Apesar do sucesso do primeiro álbum, Hyldon viu sua carreira sofrer com o desinteresse das gravadoras pelos projetos mais autorais. O segundo disco, Deus, a Natureza e a Música (1976), foi menos compreendido. “Queriam que eu repetisse o mesmo som. Mas eu queria experimentar, sair da zona de conforto”, afirma.

Nos anos 80, mesmo com o avanço da música pop e a febre das trilhas sonoras de novelas, Hyldon permaneceu na contramão do mercado. Produziu, compôs, colaborou com outros artistas, mas evitava concessões. Era uma escolha difícil — e solitária.

“Teve época em que eu sumia mesmo. Fazia música em casa, gravava em fita, esperava o momento certo. Nunca fui um artista de vitrine, sempre fui do bastidor. E tá tudo bem”, conta, com uma serenidade que só o tempo dá.

Quando o Brasil voltou a ouvir

Curiosamente, foi o cinema que trouxe Hyldon de volta ao radar do grande público. A trilha sonora de Cidade de Deus (2002), com Na Rua, na Chuva, na Fazenda, reacendeu o interesse por sua obra. Depois vieram Carandiru, Antônia e outros filmes que perceberam na sua música um retrato legítimo de afetos urbanos e populares.

Grupos como Jota Quest e Kid Abelha regravaram seus sucessos. A crítica redescobriu seu trabalho com entusiasmo. E, em 2009, o disco Soul Brasileiro selou sua volta com pompa e parceiros de peso, como Zeca Baleiro, Carlinhos Brown e Chico Buarque.

A nova geração passou a ouvir Hyldon não como nostalgia, mas como frescor. A música, afinal, não envelhece quando fala direto ao coração.

O presente: discos, documentário e novas conexões

Nos últimos anos, o cantor não parou. Lançou novos álbuns, como As Coisas Simples da Vida (2016) e SoulSambaRock (2020), e participou de projetos colaborativos. Em 2025, foi lançado JID023, álbum produzido por Adrian Younge — nome cult da soul contemporânea — com uma sonoridade mais densa, experimental e, ainda assim, profundamente brasileira.

Uma das faixas contou com a última gravação de Ivan Conti (Mamão), do Azymuth, falecido pouco depois. O disco foi aclamado pela crítica especializada, que o apontou como uma obra-prima tardia.

Além disso, um documentário sobre sua vida está prestes a estrear em circuito de festivais. A produção revisita sua trajetória com imagens raras, depoimentos de amigos e novas interpretações de suas músicas feitas por jovens artistas da cena independente.

Globo Repórter desta sexta (08/08) revela os tesouros escondidos da República Dominicana em jornada de 15 dias

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Na próxima sexta-feira, 8 de agosto de 2025, o telespectador do Globo Repórter será convidado a viver uma experiência que vai além do turismo tradicional. Durante quinze dias, a equipe da jornalista Dulcineia Novaes atravessou a República Dominicana para mostrar um país que encanta não só pela beleza, mas também pela diversidade, pela história e, principalmente, pelas pessoas.

É fácil se apaixonar pela paisagem: praias de areia branca, mar azul-turquesa, coqueiros recortando o céu, sol dourado. Mas essa edição do programa, produzida em parceria com a RPC, afiliada da Globo no Paraná, mergulha mais fundo. Ao longo da viagem, o que se revela é uma República Dominicana plural, marcada por contrastes geográficos, culturais e humanos.

Um paraíso que respira história e natureza

O episódio começa como se fosse um sonho: sobrevoando o mar do Caribe, a câmera se aproxima de uma mancha de areia perdida no meio das águas cristalinas. É Cayo Arena, também chamada de Cayo Paraíso. Pequena, rústica, cercada por um recife de coral impressionante, a ilha é ponto de encontro para quem busca mergulhar com snorkel e ver a vida marinha em seu estado mais puro.

Ali, entre peixes coloridos e o silêncio do oceano, começa a narrativa de um país que não pode ser resumido apenas a cartões-postais.

Logo a seguir, a equipe segue para a Baía de Samaná, onde um espetáculo da natureza acontece anualmente: as baleias-jubarte que migram do norte para acasalar e dar à luz em águas quentes e calmas. É um dos mais importantes berçários desses gigantes do mar no hemisfério norte.

Ao lado de biólogos e barqueiros locais, Dulcineia embarca em uma expedição para observá-las. Entre um salto e outro, o som emitido pelas jubartes — como se fosse uma canção ancestral — toma conta do ambiente. “É um momento em que o tempo para. Você esquece que está ali como jornalista e apenas observa, respira, sente”, descreve a repórter, emocionada.

Por trás do turismo de luxo, um povo de histórias e trabalho

Apesar da fama internacional de destinos como Punta Cana, com seus resorts luxuosos, campos de golfe e festas à beira-mar, a equipe do Globo Repórter decidiu seguir por outras rotas.
A proposta não era apenas mostrar o que já está no imaginário coletivo, mas abrir espaço para que outras vozes, outras realidades, também ganhassem protagonismo.

E é nesse caminho que o programa encontra o que realmente sustenta o país: o povo dominicano. Gente simples, trabalhadora, acolhedora, que transforma desafios em festa, e rotina em poesia. Em pequenos vilarejos litorâneos, Dulcineia conversa com pescadores, artesãos, agricultores. Ouve histórias de resistência, fé e criatividade.

O carisma e a leveza com que os dominicanos recebem os brasileiros é evidente. Mesmo com sotaques diferentes, há uma familiaridade no riso, no gesto, no jeito de acolher.

Um lago salgado no meio do nada: o mistério de Enriquillo

Seguindo por uma estrada que cruza terras áridas e paisagens quase lunares, o programa chega ao Lago Enriquillo. Quase do tamanho da Baía de Guanabara, ele é o maior lago do Caribe e também um dos mais curiosos: por estar em uma depressão geológica, suas águas são extremamente salinas e abrigam uma população considerável de crocodilos-americanos — algo raro em todo o continente.

O contraste é fascinante. Em volta do lago, o cenário é seco, com cactos gigantes e muito calor. Mas dentro dele, uma vida selvagem pulsa de forma inesperada. Ao lado de ambientalistas locais, Dulcineia acompanha o comportamento desses animais e aprende como a comunidade da região convive com essa natureza tão peculiar.

Santo Domingo: onde tudo começou

Para entender a alma da República Dominicana, é necessário voltar no tempo. E é na capital, Santo Domingo, que o passado ressurge em cada esquina. Fundada ainda no século XV, a cidade foi a primeira capital europeia nas Américas e abriga a primeira catedral do continente.

As ruas de pedra, os casarões coloniais e as fortalezas ainda de pé contam histórias de conquistas, conflitos e transformações.
Caminhando pela Zona Colonial, Dulcineia reencontra o peso e a beleza de uma herança que ainda molda a identidade dominicana. Conversa com historiadores, visita museus e ouve músicos que, entre uma canção e outra, falam de um país que nunca deixou de se reinventar.

As montanhas que lembram os Alpes

Quando o programa sobe pelas estradas que serpenteiam a Cordilheira Central, é difícil acreditar que ainda estamos na mesma ilha de praias tropicais. As cidades de Constanza e Jarabacoa, apelidadas de “Suíça do Caribe”, surpreendem com seus vales, montanhas verdes e clima ameno. É comum ver neblina ao amanhecer, plantações de morango, e até cachoeiras escondidas no meio das florestas.

Nessa região, a agricultura floresce com força. O solo fértil e a altitude permitem o cultivo de hortaliças, frutas, flores. A repórter visita estufas e sítios, onde produtores orgulhosos mostram seus morangos gigantes, suas cenouras crocantes, seus sonhos de exportar o sabor do Caribe para o mundo.

É também nessa parte do país que aventureiros se encontram: o turismo de montanha, com trilhas, rafting e rapel, tem crescido e atraído visitantes em busca de adrenalina e conexão com a natureza.

O âmbar que guarda segredos do tempo

Em outra etapa da viagem, o Globo Repórter visita minas e ateliês de âmbar, resina fóssil que se formou há milhões de anos e que, na República Dominicana, aparece em tonalidades raras, como o azul.

É nesse âmbar que cientistas encontram vestígios do passado: insetos, folhas, flores e até pequenos vertebrados, perfeitamente preservados. É como se o tempo tivesse congelado essas cenas para contar uma história que só agora conseguimos ver.

Além da ciência, há a arte: artesãos locais transformam essas preciosidades em joias e esculturas que carregam não apenas valor material, mas também simbólico.

Charutos, música e identidade

A República Dominicana é, ainda, uma potência cultural. Com uma das maiores produções de charutos artesanais do mundo, o país mantém viva uma tradição que passa de geração em geração.

Nas fábricas, Dulcineia conversa com mulheres e homens que dedicam a vida a enrolar folhas de tabaco com uma precisão quase coreográfica. É um trabalho delicado, exigente, e que resulta em produtos reconhecidos internacionalmente.

E enquanto as mãos moldam o tabaco, os sons da bachata e do merengue embalam o cotidiano. A música está por toda parte: nas praças, nas casas, nos fones de ouvido dos jovens, nas rádios dos táxis. O ritmo é identidade, resistência e celebração.

Um país que merece ser descoberto de verdade

No fim da jornada, depois de navegar mares, escalar montanhas, cruzar desertos e caminhar por cidades históricas, Dulcineia Novaes resume a experiência com uma frase simples: “A República Dominicana me surpreendeu”.

E é exatamente essa a sensação que o telespectador leva após assistir ao programa: surpresa. Porque, além das praias e dos resorts, há um país inteiro para ser descoberto — feito de histórias, gente, sabores e paisagens que não cabem em um só olhar.

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