Nesta segunda-feira, 15 de julho, um novo capítulo da gastronomia estreia na tela da Globo. E não se trata apenas de um reality culinário — Chef de Alto Nível, comandado por Ana Maria Braga, convida o público a acompanhar uma jornada de transformação, onde talento, improviso e resistência emocional valem tanto quanto o tempero certo.
Na estreia, oito cozinheiros amadores encaram os primeiros desafios em um cenário simbólico: a cozinha do porão. É lá, entre panelas básicas e ingredientes limitados, que eles vão precisar provar algo além do sabor — a capacidade de criar em meio ao caos. A proposta é clara: só sobe quem mostrar que consegue entregar mais do que técnica.
Ana Maria, com sua doçura e firmeza habituais, dá o tom de acolhimento, mas sem perder a exigência. Ela comanda a competição ao lado de um trio de mentores respeitados e autênticos: Alex Atala, referência internacional da cozinha brasileira; Renata Vanzetto, chef irreverente com alma criativa; e Jefferson Rueda, especialista em sabor de raiz com sofisticação.
Cozinheiros comuns, histórias extraordinárias
Na primeira fase, participam Bruno Sutil, Dih Vidal, Erickson Blun, Flan Souza, Gilmar Francisco, Júlio Nieps, Luiza Soares e Marina Cabral. Pessoas comuns, de origens distintas, que compartilham uma mesma paixão: a comida como expressão de vida. Cada prato preparado carrega mais do que ingredientes — carrega infância, memórias, lutas e esperanças.
Serão três provas, cada uma sob comando de um dos chefs. E a cada desafio, um cozinheiro deixa a competição. Os cinco sobreviventes seguem para a próxima etapa, onde serão divididos nos times Atala, Rueda e Vanzetto — um formato que exige agora não apenas talento individual, mas também trabalho em equipe e inteligência emocional.
Café da manhã com emoção e um recado direto do Reino Unido
Para aquecer o dia da estreia, Ana Maria recebeu os mentores para um café da manhã especial no Mais Você. O encontro teve risadas, lembranças de bastidores e um presente inesperado: um vídeo exclusivo de Gordon Ramsay, criador do formato original Next Level Chef, enviado especialmente para a equipe brasileira.
“Salve, incrível Ana Maria Braga! Desejo a você uma estreia espetacular do novo reality de gastronomia da TV Globo. Estou ansioso para ver o que vocês criaram. Vai ser intenso, com desafios incríveis e só o chef mais brilhante vai chegar ao topo”, disse Ramsay no vídeo, com entusiasmo.
Emocionada, Ana Maria agradeceu: “Esse programa é diferente de tudo o que já fiz. É uma competição, sim, mas também é sobre histórias de vida. Sobre gente que quer mudar de lugar — não só na cozinha, mas no mundo.”
Neste domingo, 20 de julho de 2025, os espectadores da Record TV terão um encontro marcado com a tensão, a adrenalina e a vingança no ar. O “Cine Maior” exibe o eletrizante A Profissional (The Protégé), filme dirigido por Martin Campbell (007 – Cassino Royale) e estrelado por um trio de peso: Maggie Q, Samuel L. Jackson e Michael Keaton. Com uma trama que mistura ação afiada, drama pessoal e jogos mentais, o longa mergulha fundo no universo dos assassinos profissionais e da busca por justiça pessoal.
Mas A Profissional é mais do que apenas balas cruzando o ar: é também uma história sobre vínculos improváveis, traumas de infância, sobrevivência e o preço de viver à margem da humanidade. O filme, lançado originalmente em 2021, conquistou fãs do gênero e agora ganha uma nova chance de impactar o público brasileiro em rede nacional, ao alcance do controle remoto.
Anna: a assassina que aprendeu a viver nas sombras
De acordo com a sinopse do AdoroCinema, no centro da narrativa está Anna (Maggie Q), uma matadora de aluguel fria, inteligente e letal, que foi resgatada ainda criança no Vietnã pelo lendário assassino Moody (Samuel L. Jackson). Moody não apenas salvou sua vida — ele moldou seu destino, tornando-se seu mentor e a única figura paterna que ela conheceu. A relação entre os dois, embora permeada por uma rotina de violência, é de profunda cumplicidade e afeto. Eles compartilham segredos, memórias e um modo de viver à margem, onde a confiança é uma moeda rara.
Quando Moody é brutalmente assassinado, Anna vê seu mundo ruir. A dor da perda se transforma em fúria e determinação. Ela parte então em uma jornada de vingança que a coloca no caminho de Michael Rembrandt (Michael Keaton), um enigmático e perigoso homem de negócios que guarda mais segredos do que aparenta. Entre os dois nasce uma estranha conexão — um jogo de sedução e ameaça, de igual para igual, que desafia suas convicções e os empurra para uma espiral cada vez mais perigosa.
A mente por trás da câmera: Martin Campbell
Martin Campbell é um nome conhecido entre os amantes da ação. Neozelandês de nascimento e britânico por formação, Campbell foi o responsável por revitalizar a franquia James Bond em duas ocasiões: com GoldenEye (1995) e Cassino Royale (2006). Sua assinatura está nos enquadramentos elegantes, nas coreografias de luta realistas e na construção de heróis que sangram, falham e se reinventam.
Em A Profissional, Campbell abandona o glamour dos espiões e mergulha em um submundo sujo, onde a moral é cinzenta e a violência tem um peso emocional. O diretor opta por cenas de ação menos estilizadas e mais cruas, dando ao filme uma atmosfera mais sombria, quase melancólica. Não é à toa: em seu cerne, o longa fala sobre orfandade, luto e identidades forjadas sob extrema violência.
Protagonismo feminino em um gênero masculino
Maggie Q, nascida Margaret Denise Quigley, é uma atriz que tem no currículo papéis marcantes em produções como Missão: Impossível 3, Divergente e na série Nikita. Em A Profissional, ela entrega sua performance mais complexa até então, equilibrando a frieza letal de uma assassina com momentos de fragilidade emocional intensos. Anna não é uma heroína no sentido clássico — ela é uma sobrevivente. E Maggie Q domina cada nuance dessa condição, seja nas lutas corpo a corpo meticulosamente coreografadas ou nos silêncios onde o olhar diz mais do que qualquer linha de diálogo.
O protagonismo feminino em filmes de ação ainda é um terreno em disputa. Embora nomes como Charlize Theron (Atômica), Uma Thurman (Kill Bill) e Angelina Jolie (Salt) tenham consolidado personagens memoráveis, o espaço ainda é dominado por homens. Anna se junta a esse seleto grupo com mérito e personalidade própria, sem apelar para estereótipos nem romantizações.
Samuel L. Jackson: o mentor que se tornou lenda
Figura onipresente no cinema americano das últimas décadas, Samuel L. Jackson interpreta Moody com seu já conhecido carisma — mas também com uma inesperada ternura. Moody é duro, sim, mas vê em Anna algo que ele mesmo perdeu: uma chance de redenção, de deixar um legado que não seja apenas morte. Sua morte prematura na trama é o catalisador de toda a jornada de Anna, mas sua presença paira sobre o filme inteiro. É como se ele fosse o fantasma que orienta seus passos — ou que cobra sua promessa.
Michael Keaton: vilão ou vítima?
Michael Keaton entrega uma de suas performances mais ambíguas como Rembrandt, um antagonista que nunca é completamente definido como vilão. Ele é tão letal quanto Anna, mas também fascinantemente eloquente, inteligente e… sedutor. A química entre os dois personagens é estranha, tensa e carregada de subtexto. Em vários momentos, o espectador é levado a se perguntar: eles se desejam? Se odeiam? Se entendem? Ou tudo isso ao mesmo tempo?
Essa complexidade é mérito do roteiro de Richard Wenk (O Protetor, Os Mercenários 2), que foge do maniqueísmo e constrói diálogos carregados de ironia, cinismo e dilemas morais. Rembrandt não é um simples vilão de filme de ação — ele é um espelho de Anna, um “e se” de sua própria trajetória.
Bastidores e filmagens: de Bucareste ao Vietnã
As filmagens de A Profissional começaram em janeiro de 2020 e percorreram locações em Bucareste, Londres e Da Nang, no Vietnã. O cenário internacional reforça o caráter global da trama, com suas tramas de conspiração e operações secretas. A direção de fotografia aposta em tons escuros, ambientes urbanos sufocantes e cenários minimalistas, dando ao filme uma estética noir moderna.
Durante a produção, o filme passou por mudanças de título: inicialmente chamado Ana, depois The Asset, até ser lançado como The Protégé. Essas mudanças refletem as diferentes camadas da narrativa, que é tanto uma história de vingança quanto de identidade.
Recepção crítica: entre elogios e ressalvas
Na época de seu lançamento, The Protégé recebeu críticas mistas. Enquanto parte da imprensa especializada elogiou a performance de Maggie Q e a direção eficiente de Campbell, outros apontaram que a trama não traz grandes inovações ao gênero. Ainda assim, o filme conquistou um público fiel — especialmente entre os amantes de thrillers com protagonistas femininas fortes.
O consenso entre os críticos foi que o filme é competente, bem dirigido, com cenas de ação sólidas e atuações acima da média. Seu desempenho modesto nas bilheteiras (US$ 8 milhões arrecadados) pode ser atribuído à concorrência acirrada na época e ao cenário ainda afetado pela pandemia.
Impacto e legado: um novo clássico cult?
Desde então, A Profissional tem sido redescoberto por meio das plataformas de streaming como Telecine, Paramount+ e Prime Video. Sua exibição pela Record TV marca uma nova fase de popularização do filme no Brasil — especialmente entre os espectadores que buscam filmes de ação mais densos e bem construídos.
O longa também entrou na pauta de discussões sobre representatividade asiática em Hollywood, já que Maggie Q é uma das poucas atrizes de ascendência vietnamita a protagonizar uma grande produção de ação nos Estados Unidos. Sua performance é frequentemente citada como uma das mais subestimadas do gênero na década.
Cine Maior: ação com propósito na TV aberta
O “Cine Maior” da Record TV vem se destacando por trazer títulos de ação que não apenas entretêm, mas também provocam o público. Em um cenário onde o streaming domina a atenção, a TV aberta ainda desempenha um papel crucial ao democratizar o acesso a produções de alto nível. Filmes como A Profissional ganham uma nova vida ao atingir públicos diversos, muitos dos quais podem estar vendo Maggie Q ou Michael Keaton pela primeira vez.
O universo dos dramas coreanos, especialmente do gênero BL (Boys’ Love), vem ganhando espaço e encantando uma legião crescente de fãs pelo mundo. Entre tantas produções que chegam a plataformas de streaming, uma série de 2022 se destaca por sua narrativa leve, autêntica e emocionante: Erro Semântico (Semantic Error). Com apenas 8 episódios, esta série sul-coreana traz uma história que, apesar da simplicidade aparente, mergulha em temas profundos como identidade, amizade, aceitação e o delicado florescer de um amor inesperado.
Se você ainda não assistiu, esta é a hora de descobrir por que Erro Semântico virou sensação entre os fãs de dramas BL, conquistando público e crítica com uma química avassaladora entre seus protagonistas e um roteiro que combina humor e emoção de forma magistral.
A origem da série
A obra é baseada no webtoon homônimo criado por J. Soori, que já contava com uma legião fiel de leitores antes de virar série. Webtoons são histórias em quadrinhos digitais muito populares na Coreia do Sul, e adaptar essas obras para o audiovisual tem sido uma tendência que vem rendendo ótimos resultados.
A série foi dirigida por Kim Su Jeong, que soube dar ritmo e leveza a um roteiro que equilibra cenas divertidas com momentos de introspecção e emoção genuína. Essa direção sensível e moderna ajudou a série a se destacar dentro do universo de dramas BL, que muitas vezes oscilam entre o melodrama e o humor, mas raramente encontram um equilíbrio tão delicado e natural como aqui.
Foto: Reprodução/ Internet
Quando dois mundos colidem e se atraem
A trama gira em torno de Chu Sang Woo (interpretado por Jae Chan), um estudante exemplar, metódico e perfeccionista, e Jang Jae Young (vivido por Park Seo Ham), seu completo oposto — mais relaxado, despojado e com uma atitude despreocupada.
Tudo começa com um conflito bastante realista: Sang Woo está frustrado porque os colegas de classe não colaboram no trabalho em grupo. Para se vingar, ele remove os nomes de todos no projeto, atitude que desencadeia uma série de desentendimentos e provocações. Jae Young, principalmente, começa a azucrinar Sang Woo constantemente, o que gera uma dinâmica cheia de provocações e tensão.
Porém, o destino coloca os dois juntos novamente para trabalhar em outro projeto, e esse contato próximo vai revelando uma química inesperada entre eles. É nesse convívio forçado que os personagens começam a se conhecer de verdade, com seus defeitos, inseguranças e desejos, e o que parecia uma relação de antagonismo vai se transformando em uma história de amor que cresce devagar, com sinceridade e autenticidade.
Personagens que encantam pela naturalidade
Um dos grandes trunfos de Erro Semântico está na construção dos personagens e, claro, nas atuações primorosas dos protagonistas.
Jae Chan, que interpreta Chu Sang Woo, já vinha conquistando espaço em produções como At a Distance, Spring Is Green e Sisyphus: The Myth. Sua atuação traz a dose certa de seriedade e vulnerabilidade para Sang Woo, que não é apenas o cara certinho e rígido — ele tem medos e fragilidades que o tornam humano e fácil de se identificar.
Park Seo Ham, por sua vez, que interpreta Jang Jae Young, já é conhecido por seu trabalho em séries como Love Revolution e Navillera. Seu Jae Young é cheio de charme, espontaneidade e uma leveza que contrasta maravilhosamente com a rigidez de Sang Woo, criando aquele clássico jogo de opostos que atraem.
Essa química natural entre os atores é uma das razões pelas quais a série ganha tanto em autenticidade. Não se trata de uma história idealizada ou exagerada, mas de um retrato sincero e sensível do começo de um relacionamento, com suas inseguranças, desentendimentos e descobertas.
Temas além do romance
Embora o romance seja o eixo principal, Erro Semântico trata com delicadeza temas essenciais para o público jovem, como o processo de aceitação da própria identidade, o medo do julgamento social e as complexas dinâmicas das relações interpessoais.
É uma série que fala muito sobre se permitir ser quem se é, mesmo quando isso pode parecer assustador. Os personagens crescem juntos, aprendendo a lidar com as próprias emoções e a respeitar as diferenças, mostrando que o amor pode surgir das situações mais inesperadas e, muitas vezes, complicadas.
Essa abordagem dá à série uma profundidade que a torna mais do que apenas mais um romance BL. É um convite à reflexão e à empatia.
Produção, ritmo e estilo visual
A produção da trama é limpa, moderna e alinhada com o estilo visual dos dramas sul-coreanos contemporâneos. As cenas são bem iluminadas, com enquadramentos que valorizam as expressões dos atores e dão ritmo à narrativa, alternando entre momentos dinâmicos e silenciosos.
O roteiro, com episódios curtos — perfeitos para o consumo rápido, mas sem sacrificar o desenvolvimento — é inteligente ao construir o relacionamento aos poucos, sem pressa, permitindo que o público se envolva verdadeiramente com a jornada dos protagonistas.
A direção de Kim Su Jeong é sensível, equilibrando humor e emoção com uma mão leve, evitando exageros e clichês comuns no gênero, o que faz com que a história pareça mais real e próxima do espectador.
Onde assistir
Erro Semântico está disponível na plataforma Viki, com legendas em vários idiomas, inclusive português, o que facilita o acesso para o público brasileiro e de outras partes do mundo.
Se você está buscando uma série curta, leve, mas que não abre mão da profundidade emocional, essa é uma excelente pedida.
Por que vale a pena investir seu tempo em “Erro Semântico”?
É uma produção que foge dos exageros e melodramas, trazendo um romance que nasce de verdade, com personagens imperfeitos e situações críveis.
A série tem uma narrativa que equilibra humor, drama e romance de maneira natural, tornando o processo de aproximação dos protagonistas envolvente e cativante.
Os temas tratados são relevantes para os jovens de hoje, que muitas vezes lidam com questões de identidade e aceitação, sem perder a leveza necessária para não pesar no conteúdo.
A duração curta (8 episódios) facilita para quem quer maratonar rápido e aproveitar uma história completa sem enrolações.
Derry está de volta — mais sombria, silenciosa e ameaçadora do que nunca. Durante o aguardado painel da San Diego Comic-Con 2025, a HBO revelou o primeiro teaser oficial de sua nova série de terror: “Bem-vindo a Derry” (Welcome to Derry), baseada no universo criado por Stephen King em seu clássico IT – A Coisa. Prevista para estrear em outubro, a produção original chega ao canal HBO e à plataforma HBO Max com a promessa de ser mais do que uma simples prequela. Trata-se de uma viagem aterrorizante às origens do medo em sua forma mais pura — aquela que se esconde sob o riso de um palhaço, nas esquinas de uma cidade e nos traumas não resolvidos da infância.
Um retorno às origens do medo
Bem-vindo a Derry não pretende apenas contar uma nova história, mas ampliar e aprofundar o universo já conhecido pelos fãs dos filmes IT (2017) e IT: Capítulo Dois (2019). Ambientada décadas antes dos eventos que colocaram o Clube dos Otários frente a frente com Pennywise, a série explora a gênese da maldição que assombra a cidade de Derry. O mal, aqui, não é só uma figura monstruosa, mas uma presença silenciosa, que contamina ambientes, pessoas e memórias. O teaser divulgado impressiona pela sua carga atmosférica: cenas que evitam sustos fáceis, mas que mergulham o espectador em uma sensação de desconforto crescente.
A escolha por mostrar menos e sugerir mais reforça o aspecto psicológico do horror. Um balão vermelho, uma bicicleta que gira sozinha, uma parede que respira — tudo isso é mostrado sem explicações, deixando ao público a sensação de que algo muito errado está prestes a acontecer. Ao final do teaser, o som inconfundível da risada de Pennywise deixa claro: o medo está de volta, e dessa vez, pode ser mais antigo e profundo do que jamais imaginamos.
Um elenco promissor e diverso
A HBO reuniu um elenco sólido e diverso para dar vida aos habitantes de Derry. Jovan Adepo, que brilhou em Watchmen, assume um dos papéis centrais, ao lado de Chris Chalk (Perry Mason) e Taylour Paige, aclamada por sua performance em Zola. Completam o time James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso, que adiciona um toque de surpresa à produção. Mas o maior destaque vai para Bill Skarsgård, que retorna ao papel de Pennywise — papel que marcou sua carreira e se tornou uma das figuras mais icônicas do terror moderno.
A decisão de Skarsgård em voltar ao personagem foi recebida com entusiasmo pelo público e também pelos produtores. O ator revelou que foi conquistado pela abordagem mais sombria e psicológica da série. “É uma história sobre o surgimento do medo, sobre traumas enraizados. Pennywise é menos uma criatura e mais um reflexo do pior que existe nas pessoas e na cidade”, disse ele. A expectativa em torno da sua performance é alta, e tudo indica que veremos um Pennywise ainda mais aterrorizante — e, paradoxalmente, mais humano.
Bastidores e expectativas
Desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, a série carrega o DNA criativo dos dois longas-metragens que revitalizaram a obra de Stephen King para uma nova geração. Andy Muschietti não apenas produziu, como também dirigirá múltiplos episódios, o que garante uma continuidade estética e tonal em relação aos filmes. Jason Fuchs, que escreveu o episódio piloto, divide a função de showrunner com Brad Caleb Kane, responsável por séries como Fringe e Moonhaven.
As gravações aconteceram em locações no Canadá, especialmente em Toronto e Port Hope, cidade que já havia servido de cenário para os filmes anteriores. A escolha por locais reais, e não cenários em estúdio, reforça a ambientação sombria e palpável da narrativa. A equipe de produção também optou por construir ambientes fechados com iluminação natural, criando uma estética que remete aos anos 60 e 70 — décadas que serão retratadas ao longo da temporada.
Um novo olhar sobre o horror de Derry
Enquanto os filmes mostravam Derry nos anos 80 e 2010, a série volta ainda mais no tempo, explorando o período entre os anos 1960 e 1970. Esse salto temporal permite que a narrativa aborde eventos históricos, sociais e políticos que também ajudam a moldar a atmosfera opressora da cidade. Entre os elementos prometidos pela produção, estão desaparecimentos misteriosos, linchamentos comunitários encobertos, transtornos mentais negligenciados, além de crimes nunca resolvidos — tudo costurado sob a presença invisível, mas constante, de Pennywise.
A série também pretende discutir como o medo se manifesta de forma diferente para pessoas com histórias de vida diversas. Temas como racismo estrutural, discriminação, violência familiar e repressão sexual devem aparecer com força nos episódios, reforçando o caráter metafórico de Pennywise como representação dos horrores reais que as pessoas vivem no cotidiano. Bem-vindo a Derry é, assim, uma narrativa de terror, mas também um retrato social enraizado em feridas históricas.
Um palhaço que já entrou para a história
Desde sua criação por Stephen King em 1986, Pennywise se tornou mais do que um vilão: tornou-se um ícone cultural. A versão original interpretada por Tim Curry na minissérie dos anos 90 marcou gerações. Mas foi com a chegada de Bill Skarsgård ao papel, em 2017, que o personagem ganhou uma nova dimensão. Sua interpretação trouxe uma fisicalidade única ao palhaço, misturando ternura dissimulada com selvageria incontrolável. O olhar torto, o sorriso quebrado e a voz distorcida se tornaram marcas registradas de uma atuação que assombrou as telas de cinema em todo o mundo.
Ao todo, os dois filmes IT arrecadaram mais de US$ 1,1 bilhão nas bilheteiras, tornando-se as adaptações de terror mais lucrativas da história do cinema. O sucesso de público e crítica confirmou o apelo universal da obra de Stephen King, e consolidou Pennywise como uma das entidades mais assustadoras já retratadas na ficção. Agora, com a série, Skarsgård tem a chance de explorar novas camadas do personagem — quem sabe até revelar traços de sua origem e motivações mais profundas.
Outubro será o mês do medo
A escolha de lançar Bem-vindo a Derry em outubro não é aleatória. Trata-se do mês de Halloween, período em que o público tradicionalmente consome mais obras do gênero. A HBO pretende ocupar um espaço estratégico na programação, lançando os episódios semanalmente e mantendo a audiência presa à narrativa por nove semanas consecutivas. A exibição simultânea na HBO Max também garante acessibilidade global, transformando a estreia em um evento multiplataforma.
É difícil imaginar Liam Neeson, um dos grandes nomes do cinema contemporâneo, conhecido mundialmente por sua voz grave e personagens marcados pela intensidade dramática, entregando risadas genuínas em uma comédia escrachada. E, no entanto, é exatamente isso que o público brasileiro vai poder conferir a partir do dia 14 de agosto, com a estreia de “Corra que a Polícia Vem Aí” — uma homenagem irreverente e atualizada à clássica franquia “The Naked Gun”, que chega aos cinemas nacionais com uma proposta que mistura ação, humor nonsense e muita energia.
Um ator em transformação: o desafio de reinventar-se
Liam Neeson nunca foi um ator que buscou conforto ou se acomodou em um único estilo. Do herói trágico de “A Lista de Schindler” ao implacável pai em “Busca Implacável”, Neeson construiu uma carreira sólida, com personagens que exigem seriedade e força dramática. Por isso, sua decisão de encarar a comédia pastelão em “Corra que a Polícia Vem Aí” representa mais do que uma simples mudança de gênero: é uma verdadeira reinvenção artística.
Em um vídeo divulgado pela Paramount Pictures Brasil, Neeson foi sincero ao afirmar: “É um gênero novo para mim”. Essa simplicidade no discurso revela a honestidade do ator diante do novo desafio. Ele não se apresenta como um comediante nato, mas como alguém disposto a explorar territórios desconhecidos, aprender e se divertir no processo.
Essa coragem para sair da zona de conforto é inspiradora — não apenas para profissionais do cinema, mas para qualquer pessoa que sente o peso da rotina e teme o novo. Neeson mostra que nunca é tarde para experimentar, errar, rir de si mesmo e se reinventar.
O retorno da irreverência: “The Naked Gun” ganha novo fôlego
A franquia “The Naked Gun” é um marco da comédia, e o personagem Frank Drebin, imortalizado por Leslie Nielsen, é um ícone do humor pastelão. O sucesso dos filmes dos anos 80 e 90 reside em sua capacidade de brincar com os clichês dos filmes policiais e de ação, exagerando nos absurdos e nas trapalhadas, tudo isso com timing perfeito e personagens memoráveis.
“Corra que a Polícia Vem Aí” resgata essa essência, mas com um olhar contemporâneo. A ideia é atualizar o humor para os dias atuais, mantendo a homenagem à série original, mas sem parecer ultrapassado ou repetitivo. Para isso, o roteiro, assinado por Dan Gregor, Doug Mand e Akiva Schaffer, aposta em diálogos ágeis, situações bizarras e um ritmo acelerado.
A trama gira em torno do Tenente Frank Drebin Jr., interpretado por Neeson, o filho do personagem original. Esse aspecto gera uma curiosa dinâmica entre legado e novidade, trazendo a expectativa de que o ator consiga imprimir sua personalidade ao mesmo tempo em que honra o espírito do personagem.
Seth MacFarlane: o homem por trás do humor irreverente
Seth MacFarlane, conhecido pelo seu trabalho nas séries animadas “Uma Família da Pesada” e “American Dad!”, é um produtor com um talento especial para o humor ácido e politicamente incorreto. Ao assumir a produção de “Corra que a Polícia Vem Aí”, ele trouxe seu olhar afiado e uma paixão antiga pela franquia.
Em entrevista, MacFarlane afirmou que acredita que o público precisa hoje de comédias leves e engraçadas para enfrentar as tensões do cotidiano. Essa empatia e percepção cultural fazem dele um dos nomes mais relevantes para produzir um filme que funcione como um escape bem-humorado para as plateias.
Sua influência é sentida no ritmo e no tom do filme, que consegue equilibrar o absurdo com momentos inesperados de humanidade e charme. O envolvimento de MacFarlane também é garantia de que o filme não perderá o frescor e a irreverência que os fãs da franquia esperam.
Um elenco para todos os gostos
Além de Liam Neeson e Pamela Anderson, que interpreta Beth, “Corra que a Polícia Vem Aí” reúne um elenco que transita entre gerações e estilos. Paul Walter Hauser, conhecido por seus trabalhos em “Cobra Kai” e “I, Tonya”, vive o Capitão Ed Hocken Jr., enquanto nomes como Liza Koshy, uma estrela das redes sociais e do cinema, trazem modernidade e leveza.
Figuras como Kevin Durand e Danny Huston acrescentam peso dramático ao elenco, equilibrando as doses de comédia e ação. A presença do rapper Busta Rhymes ainda acrescenta uma pitada cultural inesperada, evidenciando a aposta do filme em diversificar seus personagens e atrair públicos distintos.
Esse elenco heterogêneo é uma demonstração clara de que o filme quer falar para todas as gerações: quem cresceu com Leslie Nielsen poderá revisitar aquele universo, enquanto os jovens descobrirão uma comédia com referências atuais e ritmo dinâmico.
O processo criativo: resgatar sem repetir
O caminho até a produção final de “Corra que a Polícia Vem Aí” foi longo e cheio de nuances. Desde 2013, a Paramount Pictures tentou revitalizar a franquia, passando por diferentes roteiristas, diretores e atores escalados. Ed Helms chegou a ser anunciado como protagonista, mas o projeto enfrentou dificuldades para encontrar o tom certo, que não traísse o legado da série.
David Zucker, criador do original, chegou a se afastar por achar que o reboot poderia não atingir a qualidade dos primeiros filmes. Esse cenário mostra a complexidade de trabalhar com franquias tão amadas: como respeitar o passado e, ao mesmo tempo, inovar?
A contratação de Seth MacFarlane e Akiva Schaffer, diretor conhecido por seu trabalho na comédia contemporânea, foi o ponto de virada que deu fôlego novo à produção. O roteiro passou por diversas reformulações, sempre buscando um equilíbrio entre humor clássico e frescor moderno.
As filmagens em Atlanta, no primeiro semestre de 2024, foram marcadas por um clima de leveza e colaboração, com atores e equipe abraçando o tom cômico e se divertindo com o material.
O que esperar de “Corra que a Polícia Vem Aí”?
O filme promete uma comédia leve, para quem quer dar boas risadas e relaxar. Combinando cenas de ação com gags visuais e diálogos espirituosos, ele oferece uma experiência que não exige muito do espectador — apenas entrega entretenimento puro.
Mas também é um filme que fala sobre legado, aceitação e a coragem de ser diferente, mesmo em meio a expectativas pesadas. Frank Drebin Jr. é um personagem atrapalhado, porém determinado, que pode inspirar o público a abraçar suas imperfeições e encontrar seu próprio caminho.
Para Liam Neeson, é a chance de mostrar seu talento multifacetado e sua disposição para surpreender. Para o público, é a oportunidade de rever um estilo clássico de comédia policial com um toque moderno e inesperado.
Conhecido do grande público por suas atuações marcantes em novelas como Velho Chico, Onde Nascem os Fortes e A Dona do Pedaço, além da elogiada série Irmandade, da Netflix, o ator Lee Taylor agora se prepara para um novo desafio artístico: a direção de seu primeiro longa-metragem. O projeto em questão se chama O Chá e marca um momento especial tanto para a carreira do artista quanto para o cinema brasileiro feito fora do eixo Rio-São Paulo.
Com roteiro assinado pelo Núcleo Artemísia — coletivo formado por três roteiristas da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo — o filme é uma produção da Master Shot, com financiamento via Lei Paulo Gustavo e ProAC ICMS. O Chá ainda está em fase de pré-produção, mas já chama atenção por sua proposta sensível e por uma abordagem que mistura drama histórico, questões de gênero, identidade e poder.
Uma história de mulheres, memórias e silêncios
Ambientado na São José dos Campos dos anos 1940, o filme gira em torno de Alice, uma arquiteta talentosa cujos projetos urbanos moldaram os caminhos da industrialização local — embora, oficialmente, quem assine as obras seja seu marido. Ao voltar à antiga fazenda da família, Alice reencontra Wilda, mulher que a criou, e se depara com lembranças que há muito estavam soterradas pelo tempo. É nesse retorno que o passado e o presente começam a colidir.
A protagonista será vivida por Marcella Arnulf, que também é uma das roteiristas do filme. No elenco, nomes já conhecidos do público se juntam ao projeto: Luci Pereira, veterana da televisão com passagens por novelas como Caminho das Índias e Travessia; Larissa Nunes, em ascensão com trabalhos recentes em Vidas Bandidas (Disney) e Arcanjo Renegado (Globo); Maurício Destri, lembrado por suas atuações em I Love Paraisópolis e Rensga Hits!; e Marat Descartes, ator de longa trajetória no cinema e nas séries, com destaque recente em Beleza Fatal (Max).
Por que Lee Taylor decidiu dirigir
Em entrevista recente, Lee Taylor explicou os motivos que o levaram a aceitar o convite para dirigir o filme. Segundo ele, foi uma junção de inquietação artística com a força do roteiro. “Me senti provocado, em um bom sentido. Era o tipo de história que eu gostaria de ver no cinema. E também era a chance de me testar, de sair da zona de conforto como ator e assumir esse papel de guia criativo de uma equipe”, afirmou.
Para o diretor estreante, o que mais o tocou no roteiro foi a forma como o enredo lida com temas como memória, pertencimento e poder — tudo isso através da perspectiva de uma protagonista complexa e multifacetada. “É uma história sobre o que deixamos para trás, o que escolhemos esquecer, e o que ressurge quando voltamos aos lugares que moldaram quem somos”, comenta Lee.
Um filme pensado por mulheres
Outro elemento que pesou na decisão de Taylor foi o fato de O Chá ser uma narrativa concebida por mulheres, protagonizada por mulheres e com um olhar profundamente feminino. “Eu sempre tive uma inclinação muito forte por trabalhar com atrizes e dramaturgias femininas. No teatro, quase todas as peças que dirigi tinham mulheres no centro da narrativa. E acho que isso diz muito sobre meu interesse por esse tipo de sensibilidade”, ele confessa.
A parceria com o Núcleo Artemísia — formado por Marcella Arnulf, Lívia de Paiva e Thamyra Thâmara — foi construída com base em diálogo e respeito mútuo. Para Lee, um dos grandes trunfos do projeto é justamente a escuta: “Elas me confiaram a direção de um roteiro que é, antes de tudo, muito íntimo. A responsabilidade é grande, mas também é um presente.”
Cinema feito no interior (com cara de Brasil inteiro)
Gravado em São José dos Campos, o longa tem uma ambição que vai além das fronteiras geográficas da cidade. A ideia é mostrar que o interior também pode ser palco de histórias universais, sem cair em estereótipos ou caricaturas.
“A cidade está no DNA do filme, mas não como pano de fundo. Ela é personagem”, explica Lee. “Queremos que o espectador se conecte com o drama de Alice e perceba que aquele lugar, com seus silêncios, suas tradições e seus conflitos, representa muitas outras cidades brasileiras que viveram ou ainda vivem processos parecidos de transformação.”
E para isso, o time de criação está apostando em uma estética que une o realismo da época com um toque poético. A ideia é usar locações históricas, figurinos de época e fotografia naturalista para recriar os anos 1940 sem abrir mão de uma linguagem moderna e acessível.
Financiamento coletivo e incentivos públicos
O filme está sendo viabilizado através de uma soma de esforços públicos e privados. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo em nível municipal e também pelo ProAC ICMS, permitindo que empresas de São Paulo redirecionem parte de seus impostos para apoiar a obra. Mas, além disso, a equipe lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse, aberta a qualquer pessoa que queira contribuir para tirar o filme do papel.
“A gente acredita que o cinema precisa se abrir mais à participação da sociedade, e o financiamento coletivo é uma forma de criar esse vínculo desde o começo”, comenta uma das roteiristas, Lívia de Paiva. Os apoiadores poderão receber recompensas que vão desde agradecimentos nos créditos até visitas ao set e convites para a pré-estreia.
Nesta segunda-feira, 4 de agosto, a TV Globo exibe um dos dramas mais emocionantes dos últimos anos na Sessão da Tarde: Paternidade (Fatherhood), estrelado por Kevin Hart, em um papel que foge totalmente da comédia escrachada que costuma marcar sua carreira. O filme, dirigido por Paul Weitz, mergulha fundo nos desafios da paternidade solo e no luto, e promete arrancar lágrimas e sorrisos do público brasileiro.
Baseado em uma história real, o longa traz à tona a jornada de Matthew Logelin, interpretado por Hart, um homem comum que se vê diante da missão extraordinária de criar sua filha recém-nascida sozinho, após a morte súbita de sua esposa — que falece um dia depois do parto. A narrativa é adaptada do livro de memórias “Two Kisses for Maddy: A Memoir of Loss and Love”, escrito pelo próprio Logelin, e traz uma perspectiva honesta, dolorosa e ao mesmo tempo reconfortante sobre como é perder tudo e, ainda assim, encontrar motivos para seguir em frente.
Drama com alma e coração
Engana-se quem pensa que Kevin Hart só sabe fazer rir. Em Paternidade, o ator mostra uma faceta mais contida, vulnerável e, acima de tudo, humana. Seu personagem não é um super-herói, nem um pai perfeito. Matthew é um homem que chora escondido no banheiro, que tropeça em fraldas, que se perde na rotina e que sente medo de não ser suficiente. E é exatamente por isso que o filme funciona tão bem: ele retrata o cotidiano de um pai real, falho, mas incrivelmente dedicado.
Ao lado de Hart, o elenco conta com Melody Hurd, no papel da pequena Maddy Logelin, que brilha em tela com uma presença encantadora e natural. Alfre Woodard, como a sogra Marian, adiciona uma camada de conflito e afeto, representando o lado da família que não confia totalmente na capacidade de Matthew como pai solo. Lil Rel Howery, DeWanda Wise, Paul Reiser e Anthony Carrigan completam o time, equilibrando momentos de leveza com toques de reflexão.
Dublagem brasileira ajuda a dar ainda mais emoção
Para o público que acompanhará o longa, a versão dublada promete reforçar ainda mais o impacto emocional da história. As vozes de Marcelo Garcia, Carina Eiras, Rodrigo Oliveira, Telma da Costa, Mário Cardoso e Manuela Mota emprestam carisma e emoção aos personagens, mantendo a essência da performance original sem perder a fluidez que os brasileiros já esperam das produções dubladas da TV Globo.
Nesta terça, 5 de agosto, a sua tarde traz uma comédia romântica cheia de emoção, conflitos familiares e representatividade latina. A Globo exibe o filme “O Pai da Noiva” (Father of the Bride, 2022), uma releitura moderna do clássico de mesmo nome, estrelado agora por Andy García e Gloria Estefan. Dirigido por Gaz Alazraki, o longa foi originalmente lançado pela HBO Max e é a terceira adaptação cinematográfica do romance de Edward Streeter — sim, aquela história que atravessa gerações.
Diferente das versões anteriores, esta nova edição abraça a diversidade cultural ao retratar uma família cubano-americana de Miami enfrentando as típicas turbulências emocionais que um casamento pode provocar — principalmente quando envolve tradições diferentes, segredos familiares e pais com dificuldade de deixar os filhos alçarem voo.
Um casamento, dois pais e muitas confusões
A trama gira em torno de Billy Herrera (Andy García), um renomado arquiteto que vê seu mundo desmoronar quando a esposa Ingrid (Gloria Estefan) anuncia que quer o divórcio. O casamento está por um fio, mas antes que o casal possa contar a novidade às filhas, a mais velha, Sofia (Adria Arjona), chega com uma bomba ainda maior: está noiva e quer se casar em apenas um mês.
Para evitar atritos durante os preparativos, Billy e Ingrid decidem esconder o pedido de divórcio. Mas a situação vai ficando cada vez mais tensa quando Billy descobre que a cerimônia não será nada tradicional. Sofia e o noivo Adan (Diego Boneta) querem um casamento simples, longe dos padrões luxuosos que Billy sonhava — e pior: querem se mudar para o México para trabalhar em uma ONG. O conservador pai da noiva não gosta da ideia, tampouco do genro, e tenta controlar tudo como sempre fez.
Como se não bastasse, entra em cena Hernan (Pedro Damián), o milionário e extravagante pai de Adan. Disposto a bancar a festa, Hernan irrita Billy ao tentar “comprar” o controle do casamento. Os dois pais travam um duelo silencioso — com direito a festas em iates, mansões em ilhas e muito ego ferido no caminho.
Amor, crise e reconciliação
Entre desentendimentos, vestidos sob medida e tradições confrontadas, a história vai ganhando profundidade. Sofia tenta conciliar os desejos de todos, enquanto a irmã mais nova, Cora (Isabela Merced), luta para se firmar como estilista e deixar sua marca no grande dia. Há espaço também para reconciliações, como a de Billy com sua própria vulnerabilidade e o reencontro emocional com Ingrid, sua companheira de tantos anos.
A tempestade literal que atinge a cidade na véspera do casamento funciona como metáfora dos conflitos familiares — e também como gatilho para uma união mais sincera entre os Herrera e os Castillo. Quando a ponte que leva ao local da cerimônia desmorona, todos precisam trabalhar juntos para salvar o grande dia, que acaba sendo celebrado de forma improvisada e cheia de carinho na casa da família.
Elenco afinado e diversidade em foco
O elenco é um dos grandes trunfos da produção. Andy García entrega um pai orgulhoso, cabeça-dura, mas cheio de camadas. Gloria Estefan, em uma rara atuação dramática, dá vida a uma mulher cansada das imposições do marido, mas ainda aberta ao recomeço. Adria Arjona, Isabela Merced e Diego Boneta completam o time com atuações carismáticas, representando uma nova geração que desafia os moldes tradicionais sem abrir mão da empatia e do respeito.
Com direção do mexicano Gaz Alazraki (Club de Cuervos), o filme aposta no humor leve, no calor humano e na representatividade latina. A ambientação em Miami, os diálogos bilíngues e os conflitos geracionais dão um frescor ao enredo já conhecido — e mostram que, mesmo depois de tantas versões, a história de um pai aprendendo a deixar a filha partir ainda encontra eco em muitas famílias.
Na quarta (6), a TV aberta traz um respiro de leveza com Imagine Só! (2009), uma comédia familiar recheada de fantasia, ternura e boas risadas. Estrelado por Eddie Murphy, o longa acompanha um pai workaholic que redescobre o valor da imaginação — e da paternidade — ao lado da filha de 8 anos.
Murphy interpreta Evan Danielson, um executivo do mercado financeiro que está em plena crise profissional e pessoal. Divorciado e desconectado da própria filha, ele vive pressionado por resultados e à sombra do rival excêntrico Johnny Pena Branca (Thomas Haden Church). É então que sua filha Olivia (vivida pela jovem Yara Shahidi, que mais tarde se tornaria estrela da série Black-ish) o convida para entrar em seu universo secreto, onde princesas imaginárias e um cobertor mágico chamado “betoa” guiam decisões importantes.
Entre um toque de ternura e outro de nonsense, Evan passa a ouvir os conselhos do mundo encantado da filha — e, para surpresa geral, começa a se dar muito bem no trabalho. Mas o que começa como uma estratégia desesperada logo se transforma numa reconexão verdadeira entre pai e filha.
Bastidores curiosos e trilha sonora nostálgica
Imagine That (título original) é uma coprodução entre a Paramount Pictures e a Nickelodeon Movies, e marca uma fase em que Eddie Murphy buscava se reinventar em comédias voltadas ao público infantil. Dirigido por Karey Kirkpatrick, o filme também conta com participações de Martin Sheen, Nicole Ari Parker e aparições dos jogadores da NBA Allen Iverson e Carmelo Anthony.
Apesar do carisma do elenco, o longa não teve boa performance nas bilheteiras: arrecadou pouco mais de 22 milhões de dólares no mundo todo, bem abaixo das expectativas. No Brasil, ele nem chegou aos cinemas — foi lançado diretamente em DVD com o título Imagine Só! (antes disso, chegou a ser anunciado como Minha Filha é um Sonho).
A trilha sonora é outro destaque: assinada por Mark Mancina, inclui releituras de clássicos dos Beatles, como “Here Comes the Sun”, “Nowhere Man” e “All You Need Is Love” — que, aliás, não poderia combinar melhor com a mensagem do filme.
A quinta-feira, 7, promete altas doses de adrenalina com Tomb Raider: A Origem (2018), filme que marca o retorno da icônica heroína dos games às telonas — agora em uma versão mais realista e pé no chão, estrelada por Alicia Vikander. O longa é um reboot da franquia e acompanha os primeiros passos de Lara Croft, antes de se tornar a lendária caçadora de tesouros.
Na trama, Lara é uma jovem independente que ganha a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas de Londres. Seu passado está marcado pelo desaparecimento do pai, o milionário e arqueólogo Lord Richard Croft (vivido por Dominic West). Quando descobre pistas sobre o último paradeiro dele, Lara decide ir até uma ilha misteriosa no mar do Japão — e o que começa como uma tentativa de reencontro familiar se transforma numa missão de sobrevivência cheia de armadilhas, inimigos sombrios e segredos milenares.
O vilão da vez é Mathias Vogel (interpretado por Walton Goggins), membro de uma organização secreta chamada Trinity, que está na ilha com seus próprios objetivos. Lara, ao lado do capitão de barco Lu Ren (Daniel Wu), precisa correr contra o tempo para impedir que algo perigoso seja libertado.
Uma Lara Croft menos “super-heroína”, mais humana
Diferente da versão explosiva interpretada por Angelina Jolie nos anos 2000, esta nova Lara é mais vulnerável e cheia de falhas — e é justamente isso que a torna interessante. Alicia Vikander, vencedora do Oscar, entrega uma personagem determinada, atlética, mas sem perder a humanidade. Ao longo do filme, ela apanha, cai, sangra e, ainda assim, se levanta.
O filme é inspirado diretamente no game homônimo lançado em 2013, que também foi um reboot da franquia original, atualizando a personagem para um público mais exigente e contemporâneo. A direção é de Roar Uthaug, cineasta norueguês com experiência em filmes de ação e desastre.
Bastidores e recepção
O filme foi filmado em locações diversas, como a Cidade do Cabo, na África do Sul, e o interior da Inglaterra, trazendo visuais que reforçam o clima de aventura. Lançado em 2018, o filme arrecadou cerca de US$ 273 milhões no mundo todo, superando o segundo longa da era Angelina Jolie. A crítica, porém, foi dividida: enquanto alguns elogiaram o realismo e a performance de Vikander, outros apontaram problemas no ritmo e no desenvolvimento da trama.
Na sexta, 8 de agosto, a emissora reapresenta um dos maiores sucessos do cinema nacional na Sessão da Tarde: 2 Filhos de Francisco. Muito mais do que um drama musical ou uma biografia de uma das duplas sertanejas mais famosas do país, o filme é uma poderosa ode à persistência familiar, à fé inabalável de um pai e ao Brasil profundo que ainda pulsa em cada esquina do sertão.
Com direção sensível de Breno Silveira (1964–2022), o longa foi lançado em 2005 e conquistou plateias por todo o país, tornando-se um marco não apenas na bilheteria — ultrapassando 5 milhões de espectadores — mas também no imaginário emocional do povo brasileiro.
Na pequena Capela do Rio do Peixe, interior de Goiás, começa a jornada de Francisco Camargo, vivido com imensa sensibilidade por Ângelo Antônio. Lavrador humilde, Francisco carrega no peito uma certeza teimosa: de que dois de seus nove filhos se tornarão músicos famosos. Não é só ambição — é a convicção de que a arte pode ser o caminho da salvação.
É nesse chão vermelho, marcado por dificuldades e um cotidiano simples, que nasce o primeiro embrião da dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Antes de serem nomes conhecidos nos palcos e rádios, eram apenas Mirosmar e Emival, dois garotos com um acordeão, um violão e uma esperança costurada pelo olhar insistente do pai.
A trajetória da dupla infantil ganha impulso com o apoio do empresário Miranda (interpretado por José Dumont), até que um acidente trágico interrompe abruptamente os planos: Emival morre, e Mirosmar mergulha no luto.
Esse é um dos momentos mais comoventes do longa — não apenas pela dor real retratada, mas pela maneira com que o filme respeita o silêncio do trauma, sem precisar de melodrama excessivo. A ausência do irmão vira cicatriz, mas também combustível.
Depois da perda, Mirosmar (interpretado por Márcio Kieling e depois por Dáblio Moreira, na infância) tenta, falha, insiste. Casado, pai de duas meninas e às voltas com dificuldades financeiras, ele vê sua carreira estagnar — até surgir Welson, o irmão mais novo, futuro Luciano (interpretado por Thiago Mendonça e Wigor Lima na infância). É com ele que finalmente nasce a dupla que conquistaria o Brasil.
Amor de pai, fé que move montanhas
Muito antes de estarem em capas de revistas ou em palcos iluminados, Zezé e Luciano foram dois garotos carregados pelo amor obstinado de um homem simples, que não media esforços para ver os filhos brilharem.
O retrato de Francisco — com sua dureza às vezes ríspida, mas sempre amorosa — foi tão marcante que rendeu a Ângelo Antônio o prêmio de Melhor Ator no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Dira Paes, como a mãe, Helena, também oferece um contraponto de sensibilidade e acolhimento, vencendo como Melhor Atriz Coadjuvante. Thiago Mendonça, no papel de Luciano adulto, também foi premiado por sua atuação.
O cinema de terror contemporâneo está sempre em busca de novas formas de causar impacto, seja por meio de narrativas inovadoras, efeitos visuais impressionantes ou pelo aprofundamento psicológico de seus personagens. Em 2025, o gênero recebe uma contribuição notável com o lançamento de Juntos, filme de estreia na direção do roteirista Michael Shanks. Misturando horror corporal, sobrenatural e drama íntimo, o longa traz uma narrativa inquietante que explora as profundezas do amor, da perda da identidade e das transformações físicas extremas.
Protagonizado pelo casal na vida real Alison Brie e Dave Franco, o longa-metragem não apenas entrega sustos e cenas grotescas, mas também oferece uma reflexão sobre os desafios e a complexidade das relações humanas quando levadas ao limite.
O longa estreou mundialmente no Festival de Cinema de Sundance, em 26 de janeiro de 2025, um dos principais palcos do cinema independente, conhecido por revelar obras inovadoras e autores promissores. O filme chamou atenção desde sua primeira exibição pela sua abordagem ousada do horror corporal, gênero marcado por transformações físicas grotescas e a exploração do corpo como fonte de medo e desconforto.
Após Sundance, o longa foi lançado nos Estados Unidos pela distribuidora Neon em 30 de julho, seguida pelo lançamento na Austrália, pela Kismet Movies, no dia seguinte. Apesar de seu orçamento relativamente modesto de 17 milhões de dólares, o filme arrecadou 10,9 milhões mundialmente — números que, embora não façam dele um blockbuster, confirmam sua relevância entre fãs do gênero e críticos especializados.
A crítica internacional tem celebrado a trama pela habilidade de Michael Shanks em equilibrar cenas intensas de horror corporal com uma narrativa emocionalmente complexa. O diretor, conhecido até então como roteirista, demonstrou uma capacidade promissora de transpor para a direção sua visão única sobre o medo e a intimidade.
Um casal à beira da fusão
A história central acompanha Millie Wilson (Alison Brie), uma professora de inglês que consegue um emprego em uma escola do interior, e seu namorado de longa data, Tim (Dave Franco), um aspirante a músico. Ambos decidem deixar a vida agitada da cidade grande para recomeçar em um local mais tranquilo, buscando estabilidade e um futuro juntos.
No entanto, a mudança não acontece sem tensões. Pouco antes da partida, Millie pede Tim em casamento em uma festa com amigos, mas sua hesitação deixa clara a fragilidade da relação. Essa dúvida acompanha o casal durante toda a narrativa, colocando o relacionamento sob uma lente de crise e vulnerabilidade.
Durante uma tempestade, enquanto exploram a região próxima à nova casa, o casal cai acidentalmente em uma caverna. Lá, Tim bebe da água de uma piscina natural e começa a manifestar sintomas físicos estranhos. No dia seguinte, eles acordam com as pernas parcialmente presas, um sinal de que algo sobrenatural e perturbador os afetou.
Com o passar dos dias, Tim experimenta sensações de atração física incontrolável por Millie, acompanhadas de dores e transformações bizarras. Esses episódios provocam confusão, medo e frustração no casal, que já enfrenta problemas emocionais antes mesmo do incidente.
A chegada de Jamie, um colega de trabalho de Millie, acrescenta mistério à trama. Ele explica que a caverna foi anteriormente uma igreja da Nova Era que desabou, sugerindo que forças antigas e místicas estão em ação.
O enredo evolui para um clímax aterrador, quando Tim e Millie começam a se fundir fisicamente — seus corpos se entrelaçam de maneira grotesca e impossível. Essa união forçada se torna o principal conflito da história, representando a perda da autonomia e os dilemas da dependência emocional. Eles enfrentam o horror de literalmente se tornarem um só corpo, uma experiência que traz questionamentos sobre identidade, amor e sacrifício.
Desconforto físico e metáfora emocional
O horror corporal é um subgênero que tem ganhado cada vez mais espaço no cinema de terror contemporâneo, graças a produções que exploram o corpo humano como fonte de terror — seja pela transformação, deformação, invasão ou fusão.
No filme, o uso do body horror vai além do choque visual: serve como metáfora para as crises emocionais vividas pelo casal. A fusão grotesca de Tim e Millie simboliza o medo de perder a individualidade na relação, a dificuldade de manter-se como “eu” quando se está profundamente conectado a outro ser.
As cenas de transformação são intensas e realistas, utilizando maquiagem prática e efeitos especiais para transmitir a sensação de desconforto e alienação. O público é convidado a experimentar o horror através dos sentidos, sentindo a angústia e o desespero dos protagonistas.
Essa abordagem faz com que o terror seja mais palpável e psicológico, mexendo com os sentimentos do espectador ao criar uma empatia com o sofrimento físico e emocional do casal.
Química real e vulnerabilidade
Um dos grandes destaques do filme está na dupla de protagonistas. Alison Brie e Dave Franco, além de serem casados na vida real, trazem para a tela uma química palpável que dá credibilidade aos conflitos e momentos de ternura entre Millie e Tim.
Ambos são conhecidos por trabalhos em comédias e dramas, mas aqui surpreendem ao mergulhar em personagens que vivem um relacionamento à beira do colapso, pressionados por forças sobrenaturais e por seus próprios medos.
As atuações carregam nuances que exploram desde a intimidade cotidiana até o desespero diante da perda do controle sobre o corpo e o amor. É uma atuação que transpira autenticidade e tensão, essencial para que o terror corporal funcione também como drama humano.
Mistérios, cultos e o peso do passado
Além da trama principal, Juntos insere elementos de mistério que enriquecem a narrativa. O casal descobre que a caverna onde caíram já foi um local de culto da Nova Era, e que outros moradores desapareceram após visitá-la, vítimas do mesmo fenômeno.
A figura enigmática de Jamie, inicialmente um simples colega de trabalho, revela-se ligada ao mistério da fusão e ao ritual por trás da força sobrenatural que ameaça Tim e Millie. Sua revelação como uma entidade que já passou pelo processo de fusão amplia o universo do filme, trazendo um aspecto quase mitológico e ritualístico à história.
Esses elementos criam um clima de suspense e horror crescente, colocando o casal diante de escolhas difíceis que envolvem sacrifício, sobrevivência e aceitação.
Temas universais sob um olhar horripilante
Embora a produção americana seja um filme de terror, seu coração pulsa em temas universais: amor, medo da perda, identidade e transformação. O filme usa o horror corporal para aprofundar reflexões sobre o que significa estar em um relacionamento intenso, onde os limites entre o “eu” e o “nós” se confundem.
A história aborda também o medo do abandono e a dependência emocional, mostrando como o amor pode ser tanto um refúgio quanto uma prisão. A fusão física dos protagonistas funciona como metáfora para esses dilemas, tornando a experiência do terror também uma jornada psicológica e emocional.
Direção promissora de Michael Shanks
Michael Shanks demonstra, em sua estreia como diretor, um controle firme da narrativa e do clima. Ele constrói uma atmosfera claustrofóbica e opressiva, combinando o visual perturbador das transformações com o drama dos personagens.
O roteiro, também assinado por Shanks, equilibra momentos de tensão extrema com cenas de introspecção, sem perder o ritmo e mantendo o espectador envolvido. A direção de arte, o design de som e a fotografia colaboram para intensificar a sensação de desconforto e imersão.
Para quem busca um terror que vá além dos sustos fáceis e explore temas humanos em meio a um cenário sobrenatural, o filme é uma obra imperdível de 2025, que certamente deixará marcas duradouras.
Uma taça de vinho, um coração aberto e um palco em chamas. Assim será a noite do próximo sábado, 9 de agosto, no Multishow e no Globoplay, que exibirão, a partir das 22h20, o show Delacruz – Vinho Ao Vivo, diretamente de São Paulo. Mais do que uma apresentação, trata-se de um convite: sentar-se à mesa da alma de Delacruz e beber, verso por verso, do sentimento que move sua nova fase artística. As informações são do G1.
Depois de marcar uma geração com versos sobre amores reais e desilusões poéticas, o cantor brinda o público com um show que é pura emoção e maturidade musical. O novo álbum, intitulado “Vinho”, é o fio condutor de uma apresentação que promete ser mais do que música: uma celebração do afeto em todas as suas formas.
Quem é Delacruz?
Nascido e criado no Rio de Janeiro, Luiz Claudio de Jesus, o cantor, sempre teve a música como espelho da alma. Com raízes no rap, no samba, no R&B e nas rodas de conversa da rua, o artista cresceu cercado de referências e realidades que moldaram sua sensibilidade. Mas foi com a poesia que ele aprendeu a decifrar o mundo — e com o amor que aprendeu a cantá-lo.
Foi em 2017 que seu nome começou a circular nacionalmente, quando sua participação em “Poesia Acústica 2 – Sobre Nós” viralizou nas redes sociais e nos streamings. A faixa, que reunia novos talentos da cena urbana, expôs a suavidade com que Delacruz falava de amor — sem melosidade, mas com a intensidade de quem sente tudo à flor da pele.
De lá para cá, vieram colaborações com nomes como Ludmilla, L7nnon, Djonga, Xamã e, mais recentemente, IZA — que divide com ele os versos da inédita “Afrodite”. Mas acima de qualquer parceria, Delacruz sempre foi fiel ao seu público e à sua proposta: falar de amor, sim, mas também de saudade, vício, ilusão, e da beleza possível nos encontros e desencontros da vida.
“Vinho”: um brinde à vulnerabilidade
O novo álbum “Vinho” é, segundo o próprio artista, o mais pessoal e lapidado da carreira. O título não é aleatório: “assim como o vinho, eu precisei de tempo pra amadurecer”, disse ele em entrevista. O disco, lançado em junho deste ano, percorre atmosferas melódicas que vão do R&B ao trap, passando pelo soul e toques de MPB.
Entre as faixas, destacam-se “Afrodite”, um hino à potência feminina; “Indecisão”, que narra as idas e vindas de uma relação instável; e “Depois das 2”, uma balada melancólica perfeita para corações em recuperação.
O álbum também é uma espécie de espelho da fase atual do cantor: mais introspectiva, mais reflexiva, mais aberta ao erro — e, por isso mesmo, mais autêntica. No palco, o projeto ganha ainda mais força. Com arranjos cuidadosamente pensados para a performance ao vivo, cada faixa ganha corpo e alma sob as luzes de um show que promete arrepiar plateias.
O show: quando o amor encontra o palco
Gravado ao vivo em São Paulo, o espetáculo que será exibido neste sábado traz o Delacruz em sua plenitude artística. A cenografia é minimalista, elegante e sensível, remetendo a um ambiente intimista, como se o público estivesse mesmo sentado em uma sala de estar com o artista.
A direção musical aposta em nuances — não há pressa, não há gritos. Cada canção é entregue como se fosse uma carta: cuidadosamente aberta, lida, sentida. O repertório inclui os grandes sucessos da carreira, como “Cigana”, “Vício de Amor”, “Amor de Praia”, “Do Jeito Que Tu Gosta” e “Sunshine”, que se misturam às inéditas de “Vinho” como um fluxo contínuo de emoções.
IZA, parceira em “Afrodite”, também aparece no palco em uma participação emocionante que celebra a força e a ternura do feminino. A química entre os dois é visível, e a faixa ganha contornos ainda mais intensos ao vivo.
A estética do afeto: o poder do “último romântico”
Delacruz carrega o apelido de “último romântico” da música brasileira contemporânea, não à toa. Em um tempo marcado por amores líquidos, relacionamentos por aplicativo e o medo de sentir demais, o artista resiste com versos que não têm medo da entrega. Mas seu romantismo não é idealizado. Ele fala de traição, ciúme, rotina, reconciliação. Fala do dia seguinte, do arrependimento, da saudade que grita. Seu diferencial está na forma como conduz essas narrativas: com lirismo, com calma, com espaço para respirar e refletir. O romantismo de Delacruz é urbano, é do agora. É o romantismo de quem cresceu ouvindo rap no ônibus e aprendeu a rimar para se proteger, mas que hoje usa as rimas para desarmar o outro.
Multishow e Globoplay: a janela para um espetáculo sensível
A exibição simultânea no Multishow e no Globoplay, dois dos maiores canais de entretenimento do Brasil, marca um novo capítulo na trajetória de Delacruz. É o reconhecimento de um artista que conquistou o mainstream sem abrir mão da essência.
A transmissão é mais do que uma janela para o show: é a possibilidade de milhares de brasileiros, em todas as partes do país, sentirem-se parte de algo maior. Seja sozinho no sofá, com um fone de ouvido, ou com a família reunida na sala, o espetáculo está pronto para acolher — e transformar.
O legado que se constrói com calma
Delacruz não é artista de modismos. Não viraliza por danças de TikTok nem se molda ao algoritmo. Seu caminho é outro: o da permanência. Como o vinho que batiza seu novo álbum, ele não se apressa — e isso tem feito toda a diferença.
A construção de sua carreira é feita com escolhas cuidadosas, respeito à própria identidade artística e uma conexão verdadeira com o público. E talvez seja isso que explique a força do show deste sábado: ele não é apenas um espetáculo. É o reflexo de um artista inteiro, maduro, disposto a emocionar — e ser emocionado.
Na manhã desta segunda-feira, 8, um novo vídeo dos bastidores de Homem-Aranha: Um Novo Dia foi divulgado, mostrando uma cena impactante: Peter Parker, vivido por Tom Holland, preso a um tanque de guerra. A imagem, carregada de tensão, já nos dá pistas de que essa nova fase trará desafios intensos, mas com um foco mais íntimo na jornada do herói. Abaixo, veja o vídeo:
Desde que a poeira caiu depois de Sem Volta para Casa, ficou claro que a vida de Peter Parker não seria mais a mesma. O garoto de Queens, que sempre tentou equilibrar os dilemas da juventude com os perigos de ser um herói, agora se encontra num lugar mais solitário, mais difícil. E é exatamente nesse cenário que Homem-Aranha: Um Novo Dia vem nos apresentar um Peter diferente — um Peter que precisa aprender a ser ele mesmo, mesmo quando tudo parece estar contra.
Imagine ter que reconstruir não só sua vida, mas sua identidade. É isso que o novo filme quer mostrar, trazendo um herói que está menos preocupado em lutar contra alienígenas e mais focado em cuidar da própria comunidade, enfrentando problemas que, embora menos espetaculares, são muito mais próximos do nosso cotidiano.
Foto: Reprodução/ Internet
Um herói mais humano, mais real
O que sempre tornou o Amigão da Vizinhança especial foi essa combinação rara: um superpoderoso que carrega dentro de si as inseguranças, os medos e as responsabilidades de qualquer jovem comum. Em Um Novo Dia, essa característica volta ao centro da narrativa. O filme aposta em um olhar íntimo, que privilegia as pequenas batalhas — aquelas que não aparecem nos jornais, mas que definem quem somos.
Peter não é mais aquele garoto impressionado e um pouco perdido diante dos Vingadores. Ele é um jovem que encara as ruas de Nova York com a coragem que nasce da necessidade de proteger o que ama, mesmo que isso signifique enfrentar o desconhecido e se reinventar.
A volta de MJ e as conexões que movem Peter
Zendaya retorna como MJ, a personagem que conquistou não só o coração de Peter, mas de milhões de fãs ao redor do mundo. Embora sua presença seja mais discreta devido à agenda da atriz, o impacto emocional da relação deles continua sendo um pilar fundamental para o herói.
O amor, o apoio e as dificuldades dessa relação são o que mantém Peter ancorado, especialmente em um momento em que ele parece mais perdido. MJ é mais do que uma parceira: é um espelho, uma motivação e, em muitos momentos, o lar para onde Peter pode voltar quando o mundo se torna muito pesado.
Sadie Sink: a novidade que intriga
Com a chegada de Sadie Sink ao elenco, o filme ganha uma camada de mistério e expectativa. Conhecida por sua intensidade e profundidade em papéis anteriores, Sadie traz consigo a promessa de um personagem que pode abalar o mundo do Aranha, seja como uma aliada inesperada, uma rival ou até mesmo algo mais complexo.
Enquanto a Marvel mantém silêncio sobre o papel exato dela, as teorias já florescem entre fãs, ansiosos para descobrir qual será o impacto dessa nova figura na vida de Peter.
Um novo olhar para o Homem-Aranha no MCU
Ao contrário das produções anteriores, onde Peter se via envolvido em grandes conflitos que abarcavam todo o universo, Um Novo Dia quer focar no essencial: a cidade, as pessoas comuns, os desafios reais. O filme promete um ritmo diferente, menos espetacular e mais próximo do cotidiano, mas sem perder a emoção e a intensidade que marcam o personagem.
Essa mudança é uma forma de reconectar o herói às suas origens e mostrar que, mesmo em um universo gigante e cheio de heróis poderosos, o Cabeça de Teia continua sendo alguém que entende o valor das pequenas coisas.
Quando o filme estreia?
Com estreia marcada para julho de 2026, Um Novo Dia abre as portas para a Fase Seis do MCU, uma fase cheia de promessas e que prepara o terreno para grandes eventos. Ainda assim, o filme mostra que é possível contar histórias impactantes mesmo com um foco mais intimista.
Peter Parker, com sua teia que conecta pessoas, lugares e emoções, segue sendo uma peça fundamental nesse quebra-cabeça colossal. Sua jornada de crescimento e autodescoberta será, sem dúvida, uma das narrativas mais emocionantes dessa nova etapa.