Vale a pena assistir Anônimo 2? Uma mistura explosiva de ação, comédia e adrenalina

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Após o sucesso de Anônimo (2021), o público volta a acompanhar a história de Hutch Mansell em Anônimo 2, lançado recentemente nos cinemas. Dirigido por Timo Tjahjanto e escrito por Derek Kolstad e Aaron Rabin, o filme combina ação intensa, comédia e momentos familiares, mantendo o tom divertido e explosivo que conquistou os fãs do primeiro longa.

Quatro anos depois dos eventos que marcaram sua vida, Hutch tenta equilibrar sua rotina doméstica com os resquícios de seu passado violento. Casado com Becca (Connie Nielsen) e pai de dois filhos, ele se vê cada vez mais distante da família enquanto lida com o retorno ao trabalho perigoso que havia deixado de lado para se dedicar a eles.

Para resgatar a união familiar, Hutch planeja uma viagem a Plummerville, uma cidade turística tranquila, famosa por seu parque aquático. A intenção é simples: aproveitar momentos de lazer e se afastar da violência que marcou sua vida. Porém, uma briga aparentemente banal envolvendo seu filho adolescente Brady e um jovem local chamado Max desencadeia uma série de acontecimentos inesperados, arrastando toda a família para o caos.

A ação começa em Plummerville

O que parecia ser uma escapada tranquila rapidamente se transforma em uma sequência de confrontos intensos. Hutch tenta evitar problemas, mas suas habilidades e instintos de ex-agente o tornam inevitavelmente parte da confusão. Entre ataques de capangas, sequestros e conflitos com figuras poderosas da cidade, o protagonista precisa usar toda sua experiência para proteger aqueles que ama.

O filme combina sequências de ação bem coreografadas com momentos de humor, criando uma narrativa equilibrada e dinâmica. A tensão é construída com precisão, e o público é levado a se envolver emocionalmente com as decisões de Hutch, enquanto se diverte com as situações inesperadas que surgem a cada cena.

Um elenco de talento reconhecido

Além de Bob Odenkirk, que retorna ao papel de Hutch Mansell, o longa reúne atores consagrados como Connie Nielsen, RZA, Christopher Lloyd e Colin Salmon, além de apresentar novos nomes, incluindo Sharon Stone, John Ortiz e Colin Hanks.

Becca Mansell, interpretada por Nielsen, desempenha o papel de contraponto emocional, equilibrando a intensidade do marido com preocupação e sensatez. RZA, no papel de Harry, irmão adotivo de Hutch, traz humor e leveza à trama, enquanto Christopher Lloyd adiciona nostalgia e experiência como David, pai do protagonista.

Os antagonistas, como Lendina (Sharon Stone), Abel (Colin Hanks) e Wyatt (John Ortiz), criam obstáculos consistentes e imprevisíveis, elevando a tensão e mantendo a narrativa envolvente do início ao fim.

Entre risadas e pancadas

O humor do filme não se limita a diálogos engraçados. Ele se manifesta nas situações e na interação entre personagens, tornando momentos de perigo surpreendentemente divertidos. A sequência do parque de diversões, por exemplo, mistura ação e comédia de forma inteligente, com Hutch lidando com seu filho, funcionários problemáticos e capangas, tudo ao mesmo tempo.

As cenas de luta são bem elaboradas, aproveitando a experiência de Hutch e garantindo adrenalina constante. A combinação de coreografia, ritmo e efeitos visuais torna cada confronto emocionante, sem perder a leveza característica do filme.

Família, lealdade e coragem

Um dos aspectos mais interessantes da sequência é como ele explora a vida familiar de Hutch. Apesar de sua experiência como assassino, o longa mostra que ele é, acima de tudo, um pai e marido tentando corrigir erros do passado. A viagem a Plummerville se torna não apenas um cenário de ação, mas também uma oportunidade para reforçar laços familiares e mostrar que coragem e proteção vão além de confrontos físicos.

O filme levanta questões sobre moralidade e responsabilidade. Hutch precisa decidir entre seguir regras ou tomar medidas extremas para salvar sua família. Essas escolhas acrescentam profundidade ao personagem, tornando-o mais humano e identificável para o público.

Técnica, estética e trilha sonora

A produção de Anônimo 2 demonstra atenção aos detalhes técnicos. A direção de Timo Tjahjanto mantém o ritmo ágil do filme, equilibrando ação e narrativa emocional. A cinematografia de Callan Green destaca o contraste entre a pacata cidade de Plummerville e a violência que irrompe em seu cotidiano.

A edição de Elísabet Ronaldsdóttir garante fluidez, intercalando cenas de ação, humor e drama de forma coesa. Já a trilha sonora de Dominic Lewis acompanha cada momento com precisão, intensificando a tensão ou reforçando a leveza das cenas familiares.

Vale a pena assistir?

O longa-metragem cumpre o que promete: é ação do início ao fim, com humor inteligente e personagens carismáticos. Hutch Mansell continua sendo o herói improvável que conquista o público não apenas por sua habilidade em combate, mas pela dedicação à família e pelas escolhas morais que precisa enfrentar.

Para quem procura adrenalina, risadas e uma narrativa envolvente, o filme oferece exatamente isso. É uma excelente pedida para fãs do gênero, além de apresentar elementos que tornam a história emocionante e acessível para um público mais amplo.

Crepúsculo volta às salas de cinema em evento especial pelo aniversário da franquia

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Foto: Reprodução/ Internet

A saga Crepúsculo retorna ao coração dos fãs com um novo capítulo em sua história cinematográfica. A Lionsgate revelou recentemente um trailer inédito que anuncia o relançamento do primeiro filme da franquia nas salas de cinema dos Estados Unidos, entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, em comemoração ao 20º aniversário da série literária de Stephenie Meyer. Esta celebração marca não apenas a nostalgia de quem cresceu acompanhando Isabella Swan e Edward Cullen, mas também a oportunidade para uma nova geração se encantar com a história que revolucionou o universo dos romances sobrenaturais no cinema.

Lançado originalmente em 21 de novembro de 2008, o filme “Crepúsculo”, dirigido por Catherine Hardwicke e com roteiro de Melissa Rosenberg, rapidamente se tornou um fenômeno cultural. Com Kristen Stewart no papel de Bella Swan e Robert Pattinson como Edward Cullen, a história de amor entre a jovem humana e o vampiro misterioso cativou públicos de todas as idades. A química entre os protagonistas e a tensão sobrenatural presente em cada cena transformou o filme em um ícone do cinema adolescente, consolidando a saga como referência no gênero.

A produção começou sob a batuta da Paramount Pictures, mas, após três anos de desenvolvimento, os direitos foram adquiridos pela Summit Entertainment, que iniciou a pré-produção com foco na fidelidade ao romance de Meyer. As filmagens ocorreram nos estados de Washington e Oregon, capturando a atmosfera chuvosa e melancólica de Forks, cidade que se tornaria tão emblemática quanto os próprios personagens. Cada enquadramento e cada detalhe de cenário foram pensados para criar uma imersão completa no universo sombrio e romântico da saga.

A história que transformou a vida de Bella Swan

A narrativa gira em torno de Isabella Swan, uma jovem de 17 anos que se muda de Phoenix para Forks para morar com seu pai, o chefe de polícia Charlie Swan. De início, Bella é uma adolescente introspectiva e reservada, mas sua vida muda radicalmente ao conhecer os Cullen: Edward, Alice, Emmett, Rosalie e Jasper. A princípio, Edward demonstra comportamento distante e hostil, despertando a curiosidade e o fascínio de Bella. Aos poucos, ela descobre, através de lendas contadas pelo amigo de infância Jacob Black, que a família Cullen são vampiros “vegetarianos”, ou seja, que se alimentam apenas de sangue de animais.

O enredo se intensifica com a ameaça de James, um vampiro rastreador que caça Bella, motivando Edward e sua família a protegerem a jovem. O confronto final ocorre em um estúdio de balé, onde Bella é atacada, mas salva por Edward, reforçando a dimensão romântica e protetora do amor que une os Cullen. A narrativa, carregada de suspense e emoção, explora a complexidade dos sentimentos de Bella e a tensão entre o desejo e o perigo, tornando a saga um marco na cultura pop.

Um elenco que fez história

O sucesso de Crepúsculo se deve em grande parte à força de seu elenco. Kristen Stewart trouxe à Bella Swan uma combinação de vulnerabilidade e determinação, criando uma personagem complexa que ressoou com milhões de fãs. Robert Pattinson, no papel de Edward Cullen, equilibrou o mistério do vampiro com uma intensidade emocional que consolidou sua imagem como ícone romântico.

Além dos protagonistas, o elenco de apoio contribuiu para a construção de uma família de vampiros singular: Peter Facinelli (Carlisle), Elizabeth Reaser (Esme), Ashley Greene (Alice), Jackson Rathbone (Jasper), Nikki Reed (Rosalie) e Kellan Lutz (Emmett). Cada personagem possuía habilidades e personalidades distintas, enriquecendo o universo da saga e permitindo que os espectadores mergulhassem em uma mitologia vampírica inovadora e detalhada.

Desafios e bastidores da produção

O caminho para a tela grande não foi simples. Inicialmente, o roteiro desenvolvido pela Paramount era significativamente diferente do livro, o que gerou discussões sobre a adaptação. Quando a Summit Entertainment assumiu o projeto, a meta passou a ser uma fidelidade maior à obra de Meyer, capturando a perspectiva de Bella e a essência emocional da narrativa. A colaboração entre Hardwicke e Rosenberg foi essencial para manter o equilíbrio entre ação, romance e suspense, garantindo que o filme falasse diretamente aos fãs do livro.

As filmagens enfrentaram desafios logísticos e climáticos, já que a cidade de Forks é conhecida por seu clima chuvoso constante, fator que contribuiu para a atmosfera melancólica do filme, mas também exigiu adaptabilidade da equipe técnica. A atenção aos detalhes – desde o design de produção até a iluminação – reforçou a imersão, tornando Forks quase um personagem por si só, com sua névoa, chuva e florestas densas, elementos essenciais para o tom da história.

Impacto cultural e financeiro

O sucesso de Crepúsculo transcendeu as telas. No primeiro dia de exibição, o filme faturou US$ 35,7 milhões, atingindo US$ 69,6 milhões no fim de semana de estreia, quase dobrando seu orçamento inicial de US$ 37 milhões. Mundialmente, arrecadou US$ 393 milhões, consolidando-se como um dos maiores sucessos de filmes de vampiros da época. A venda de DVDs adicionou US$ 191 milhões, enquanto a trilha sonora se tornou icônica, com músicas que ainda evocam a emoção e a nostalgia do filme.

O impacto cultural vai além das finanças: a saga influenciou moda, comportamento adolescente e até mesmo a forma como histórias de vampiros são contadas no cinema. O conceito dos vampiros “vegetarianos” e a mitologia envolvendo a tribo Quileute trouxeram inovação ao gênero, estabelecendo um universo rico que seria explorado nas sequências e garantindo a fidelidade dos fãs à franquia.

O trailer inédito e a experiência cinematográfica atual

O trailer inédito do relançamento de 2025 traz uma combinação de cenas clássicas e imagens recém-editadas, recriando momentos emblemáticos com uma perspectiva renovada. O público poderá revisitar a primeira vez que Bella e Edward se encontram, os instantes de tensão com James, e a construção gradual do romance que se tornaria referência para várias gerações. A expectativa é que a experiência nas telonas supere a nostalgia, permitindo que novos fãs se apaixonem por Forks e seus moradores sobrenaturais.

A mitologia que conquistou gerações

Um dos grandes diferenciais da saga é a construção de um universo detalhado e coerente. Os vampiros Cullen, com suas regras e códigos de conduta, contrastam com o mito tradicional de vampiros perigosos, enquanto a tribo Quileute introduz a mitologia de metamorfos, ampliando o imaginário dos espectadores. Esses elementos criam uma narrativa rica, que combina romance, aventura e fantasia de forma única, permitindo que a história continue a cativar novas gerações mesmo décadas após seu lançamento.

Além disso, a saga trata de temas universais, como amor, coragem, lealdade e escolhas pessoais, ressoando com públicos de diferentes idades. A jornada de Bella, de uma adolescente insegura a alguém capaz de enfrentar desafios sobrenaturais, inspira identificação e empatia, tornando o filme mais do que uma história de vampiros, mas uma narrativa sobre crescimento e autodescoberta.

Ruídos | Terror coreano que conquistou o mundo chega aos cinemas brasileiros

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O cinema sul-coreano volta a conquistar o público brasileiro com a estreia de Ruídos, longa-metragem de terror psicológico que promete elevar a experiência de suspense nos cinemas. Depois de atrair mais de 1 milhão de espectadores na Coreia do Sul, o filme chega ao Brasil com data marcada para 9 de outubro, distribuído pela A2 Filmes, em versões dublada e legendada. Abaixo, confira o trailer do longa-metragem:

Uma trama que explora o suspense e o terror psicológico

A história acompanha Ju-young, um jovem com deficiência auditiva que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando sua irmã desaparece misteriosamente. Encontrada pela última vez em seu próprio apartamento, ela deixa apenas indícios enigmáticos que levam Ju-young a investigar por conta própria.

À medida que a busca avança, o protagonista começa a perceber sons estranhos, sussurros e ruídos que desafiam sua compreensão, transformando o que inicialmente parecia ser uma investigação em uma experiência aterrorizante. O diferencial de RUÍDOS está no uso inovador do som como elemento narrativo.

A deficiência auditiva de Ju-young cria uma tensão única: o espectador é colocado no lugar do personagem, experimentando a oscilação entre silêncio absoluto e ruídos inesperados que aumentam a sensação de vulnerabilidade. Cada cena, cada eco ou crepitar do ambiente é cuidadosamente planejado para intensificar a ansiedade e o suspense.

Críticos especializados destacam que o filme consegue gerar medo através do som, mais do que por sustos visuais, aproximando RUÍDOS de clássicos do terror psicológico internacional, mas com uma abordagem original sul-coreana.

Direção e elenco de destaque

O filme marca a estreia de Kim Soo-jin na direção cinematográfica, conhecida anteriormente por trabalhos televisivos como a série “KBS Drama Special”. Com o filme, a diretora explora um estilo visual e sonoro que constrói tensão a partir de detalhes minuciosos do cotidiano, reforçando a imersão do público.

O elenco inclui nomes de destaque do cinema sul-coreano contemporâneo. Lee Sun-bin, conhecida por “Trap” e “Sweet Home”, interpreta Ju-young com nuances emocionais que combinam vulnerabilidade e coragem. Han Soo-a, de “My Name” e “Aposta Fatal”, dá vida à irmã desaparecida, trazendo profundidade ao papel central mesmo com tempo de tela limitado. Kim Min-seok, famoso por “Record of Youth” e “Cidade de Ilusões”, assume um papel secundário, mas crucial, acrescentando complexidade à investigação. Já Joo-young, que participou de “Along with the Gods” e “Vincenzo”, complementa o elenco com uma performance intensa e emocional.

A escolha de um protagonista com deficiência auditiva não apenas diferencia o filme de outras produções de terror, mas também permite que a narrativa explore a percepção sensorial de forma inédita. Cada ruído, cada silêncio prolongado e cada eco nos corredores escuros torna-se um instrumento de medo, amplificando a experiência para quem assiste.

Reconhecimento internacional e festivais

RUÍDOS não ficou restrito ao público sul-coreano. O longa teve destaque em diversos festivais internacionais, incluindo o Toronto International Film Festival (TIFF), o Sitges International Fantastic Film Festival of Catalonia, o Transilvania International Film Festival e o KOSMORAMA Trondheim International Film Festival. Cada exibição recebeu elogios da crítica pelo design de som inovador e pela habilidade em mesclar suspense psicológico com drama humano.

No Rotten Tomatoes, críticos apontaram que Ruídos está entre os melhores filmes de terror do ano, principalmente por sua abordagem única de suspense e por explorar o terror a partir da perspectiva de um personagem com deficiência auditiva. A combinação de tensão sonora, construção de atmosfera e atuação consistente garantiu ao filme reconhecimento global.

Sons inexplicáveis

Durante as filmagens, a diretora Kim Soo-jin compartilhou relatos sobre sons misteriosos que surgiam nos sets, sem origem identificável. Objetos que caíam sozinhos, ruídos eletrônicos sem explicação e sussurros aparentemente sem dono deixaram a equipe intrigada. Essas experiências não só alimentaram a lenda em torno da produção, mas também ajudaram a equipe a manter a atmosfera de medo presente em cada cena.

Além disso, a abordagem técnica do filme é inovadora. A equipe de som trabalhou para criar camadas de áudio que reproduzem o ponto de vista de Ju-young, alternando entre o silêncio absoluto e sons perturbadores. Esse contraste intenso reforça a tensão e transforma a experiência cinematográfica em algo visceral.

O figurino e a ambientação também foram planejados para complementar a atmosfera. Apartamentos estreitos, corredores mal iluminados e objetos cotidianos deslocados reforçam a sensação de insegurança e vulnerabilidade. Cada detalhe visual foi pensado para intensificar o impacto psicológico da narrativa, criando uma experiência completa de terror sensorial.

Inovação na representação da deficiência auditiva

RUÍDOS não apenas usa o som como ferramenta narrativa, mas também abre espaço para discussões sobre representatividade. A escolha de um protagonista com deficiência auditiva não é apenas estética, mas parte integrante da história. Ju-young é apresentado como um indivíduo capaz, resiliente e emocionalmente complexo, evitando estereótipos e reforçando a importância de incluir personagens com limitações físicas de maneira significativa.

A narrativa permite que o público experimente a vulnerabilidade e a sensibilidade do personagem, aproximando os espectadores de uma perspectiva raramente explorada no cinema de terror. Essa abordagem não só amplia o entendimento sobre deficiência auditiva, mas também contribui para criar uma imersão completa, onde cada som e silêncio é sentido com intensidade.

IT: Bem-vindos a Derry | HBO traz de volta o terror de Pennywise a partir de 26 de outubro

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O terror tem um endereço certo em outubro de 2025. A HBO anunciou a estreia de sua nova série original, IT: Bem-vindos a Derry, marcada para domingo, 26 de outubro, no canal por assinatura e na plataforma de streaming Max. A produção promete transportar os espectadores de volta ao universo criado por Stephen King, explorando as origens do icônico palhaço Pennywise e aprofundando-se em novas camadas de horror psicológico que tornaram a franquia um sucesso nos cinemas.

Um retorno a Derry

A cidade de Derry, em Maine, se tornou sinônimo de medo graças ao romance It (1986) de Stephen King. Nos filmes IT – A Coisa (2017) e IT: Capítulo Dois (2019), dirigidos por Andy Muschietti, vimos a batalha de um grupo de crianças, o Clube dos Perdedores, contra a força sobrenatural que aterrorizava a cidade. Agora, a série original chega para contar uma história anterior a esses eventos, funcionando como uma prequela que promete expandir o mito de Pennywise e revelar o passado sombrio de Derry.

Ambientada em 1962, a trama acompanha um casal que se muda para a cidade com seu filho justamente quando um menino desaparece misteriosamente. A chegada da família coincide com o despertar de eventos aterrorizantes que transformarão Derry em um lugar ainda mais sombrio. Essa premissa, ao mesmo tempo simples e instigante, garante o clima de suspense e horror que os fãs esperam, mas com um olhar mais detalhado sobre o cotidiano da cidade e as forças ocultas que a assolam.

Elenco de peso e personagens marcantes

A série reúne um elenco diversificado e talentoso, combinando atores veteranos com novas promessas do cinema e da TV. Entre os nomes confirmados estão Taylour Paige como Charlotte Hanlon, Jovan Adepo como Leroy Hanlon, Chris Chalk interpretando Dick Hallorann, James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe, Rudy Mancuso e Bill Skarsgård reprisando seu papel icônico como Pennywise.

A presença de Skarsgård é, sem dúvida, um dos grandes atrativos da produção. O ator sueco, que conquistou fãs e críticos com sua interpretação aterrorizante do palhaço, agora assume também a função de produtor executivo. A expectativa é que ele consiga aprofundar ainda mais o caráter enigmático e cruel de Pennywise, revelando nuances de sua origem que não foram exploradas nos filmes.

Além dos protagonistas, o elenco recorrente inclui nomes como Reitor Yool, Alixandra Fuchs, Kimberly Norris Guerrero, Tyner Rushing, Dorian Grey, Thomas Mitchell, BJ Harrison, Peter Outerbridge, Shane Marriott, Chad Rook, Josué Odjick e Angeline Estrela da Manhã. Essa variedade de personagens permitirá que a narrativa explore diferentes perspectivas da cidade, tornando Derry quase um personagem por si só, com segredos, medos e histórias próprias.

Produção e bastidores

O desenvolvimento da série começou em março de 2022, quando Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs anunciaram o projeto. Os produtores, que também estavam por trás dos filmes, decidiram trazer a mesma atmosfera cinematográfica para a TV, garantindo continuidade e fidelidade ao universo de It. Em novembro de 2022, a produção recebeu o compromisso oficial de ser realizada, com Fuchs e Brad Caleb Kane contratados como co-showrunners.

Em fevereiro de 2023, a emissora deu o sinal verde para a produção, e Andy Muschietti assumiu a direção de múltiplos episódios, incluindo o piloto. Jason Fuchs, além de co-showrunner, assina o roteiro do primeiro capítulo. A escolha de manter a equipe criativa próxima aos filmes reforça a intenção de criar uma experiência coesa para os fãs, mantendo a identidade visual, narrativa e o tom de horror que marcaram a franquia.

A seleção do elenco começou em abril de 2023, com Bill Skarsgård confirmado em maio de 2024. As filmagens da primeira temporada iniciaram em maio de 2023, mas enfrentaram uma interrupção em julho devido à greve da SAG-AFTRA de 2023. A produção foi retomada e finalizada em agosto de 2024, resultando em nove episódios cuidadosamente planejados para explorar tanto o suspense quanto a psicologia dos personagens.

Entenda a abordagem da série

Diferente dos filmes, que focaram na experiência do Clube dos Perdedores, a nova produção pretende mergulhar em diferentes aspectos da cidade e de seus habitantes. A narrativa não se limita ao terror imediato, mas também explora o medo cotidiano, a paranoia coletiva e as histórias de cada família que vive em Derry. A série promete um terror mais psicológico, em que o sobrenatural se mistura com os dramas humanos, reforçando o sentimento de vulnerabilidade que permeia o universo de King.

A ambientação na década de 1960 traz desafios e oportunidades criativas. Cenários, figurinos e direção de arte foram cuidadosamente planejados para refletir a época, ao mesmo tempo em que mantêm uma sensação de atemporalidade e mistério. Cada rua, casa e loja da cidade terá detalhes que contribuem para a atmosfera opressiva e sinistra, mantendo o público imerso no suspense e na tensão.

Pennywise: o terror que transcende gerações

Nenhuma discussão sobre o IT estaria completa sem mencionar Pennywise. O palhaço assassino é mais do que um antagonista; ele é uma manifestação do medo, da dor e dos segredos de Derry. Bill Skarsgård, que retorna ao papel, afirmou em entrevistas que pretende explorar ainda mais o lado enigmático e manipulador da criatura, mostrando não apenas seu lado aterrorizante, mas também a inteligência e a perversidade que o tornam tão temido.

A série, por se passar antes dos filmes, também promete revelar parte da história de Pennywise, oferecendo aos espectadores pistas sobre suas origens e a maneira como ele influencia a cidade há décadas. Esse olhar mais profundo para o vilão pode adicionar camadas emocionais à narrativa, tornando o terror não apenas visual, mas também psicológico e simbólico.

Produção executiva e equipe criativa

Além de Andy e Barbara Muschietti e Jason Fuchs, a produção executiva conta com Brad Caleb Kane, David Coatsworth, Shelley Meals, Roy Lee e Dan Lin. A colaboração entre HBO, Warner Bros. Television e as equipes de produção garante um padrão elevado de qualidade, tanto técnico quanto narrativo.

Andy Muschietti, conhecido por sua habilidade em criar suspense e terror visual, promete trazer seu estilo característico à série, alternando momentos de horror intenso com desenvolvimento de personagens e narrativa atmosférica. Jason Fuchs, por sua vez, traz experiência em roteiro e narrativa estruturada, garantindo que cada episódio combine tensão, drama e construção de mitologia.

Última temporada de My Hero Academia ganha primeira imagem oficial e aquece expectativas dos fãs

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Foto: Reprodução/ Internet

Os fãs de My Hero Academia têm motivos de sobra para celebrar: a oitava e última temporada da famosa série de anime ganhou sua primeira imagem oficial, revelando que a reta final da jornada de Izuku Midoriya está prestes a começar. Criada por Kōhei Horikoshi, a franquia se tornou um fenômeno mundial, conquistando leitores e espectadores com sua combinação de ação eletrizante, personagens cativantes e dilemas emocionais, e agora se aproxima do capítulo definitivo de uma história que começou há mais de dez anos.

O mangá de My Hero Academia foi publicado na revista Weekly Shōnen Jump de julho de 2014 a agosto de 2024, totalizando 42 volumes. No Brasil, a obra é licenciada pela JBC, enquanto em Portugal é publicada pela Editora Devir, garantindo que leitores de língua portuguesa pudessem acompanhar a saga desde seu início. A narrativa acompanha um mundo onde cerca de 80% da população possui superpoderes, conhecidos como “individualidades” (ou singularidades, na versão portuguesa).

Izuku Midoriya nasceu sem poderes, um verdadeiro ponto fora da curva nesse universo, mas seu sonho de se tornar um herói nunca morreu. Admirador do lendário All Might, o “Símbolo da Paz”, Midoriya enfrenta bullying e desafios diários, especialmente por parte do arrogante Katsuki Bakugo, mas mantém seu espírito altruísta e sua determinação intactos. Seu destino muda quando All Might, reconhecendo sua coragem e potencial, transmite a ele o One For All, iniciando a trajetória que o levaria à escola de heróis U.A., onde aprenderá a controlar seus poderes e enfrentar vilões perigosos.

O anime, produzido pelo estúdio Bones, estreou em abril de 2016 e rapidamente conquistou uma base de fãs internacional. Ao longo dos anos, a série teve diversas temporadas e adaptações cinematográficas, incluindo Boku no Hero Academia: Futari no Hero e Heroes Rising, que exploraram histórias originais e expandiram o universo da obra. No Brasil, o anime chegou à TV aberta pelo canal Loading em janeiro de 2021, enquanto em Portugal foi exibido pelo Biggs desde julho de 2019, tornando a franquia acessível para uma audiência cada vez maior.

Além da obra principal, My Hero Academia gerou vários spin-offs, cada um explorando diferentes aspectos do mundo dos heróis. Entre eles estão Boku no Hero Academia Smash!!, uma série de tirinhas cômicas no estilo chibi, Vigilante: Boku no Hero Academia Illegals, que acompanha heróis sem licença, e Team-Up Missions, focado em missões cooperativas entre estudantes da U.A. Essas histórias complementam o mangá original, oferecendo diferentes perspectivas sobre coragem, justiça e amizade.

Joe Keery, Georgina Campbell e Liam Neeson enfrentam o fim do mundo em Alerta Apocalipse — Veja o trailer

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema adora um bom fim do mundo. Mas, desta vez, a catástrofe vem embalada com risadas, ironia e uma pitada de insanidade científica. Alerta Apocalipse, que estreia em janeiro de 2026, acaba de ganhar trailer e pôster oficiais, prometendo uma das aventuras mais divertidas e tensas do próximo ano.

O longa reúne nomes de peso — Joe Keery, o eterno Steve de Stranger Things (2016–2025), Georgina Campbell, que deixou o público sem fôlego em Noites Brutais (2022), e o lendário Liam Neeson, que retorna ao gênero que o consagrou, o de ação com adrenalina e frases afiadas. Juntos, eles precisam encarar uma ameaça biológica que pode colocar fim à humanidade — e, claro, fazer isso com muito estilo.

Um trio improvável contra o caos

No filme, Joe Keery e Georgina Campbell vivem dois funcionários de uma empresa de armazenamento que têm o azar (ou a sorte) de topar com algo que deveria permanecer trancado para sempre. Quando um fungo mutante escapa de uma instalação militar, o caos se espalha, e a única chance de salvar o mundo é chamar alguém que entende do assunto — mesmo que esse alguém preferisse estar pescando.

Esse é o caso de Robert Quinn, vivido por Liam Neeson, um ex-agente de bioterrorismo aposentado que é puxado de volta para a ação quando o desastre começa. O trio, formado por um veterano cansado e dois jovens completamente despreparados, precisa correr contra o tempo para conter a contaminação. Mas nada é simples quando a ameaça é invisível, mortal e tem vontade própria.

O resultado é um equilíbrio entre o ritmo eletrizante de um filme de ação e o humor ácido de uma comédia de sobrevivência. Há sarcasmo, tensão e uma boa dose de humanidade, especialmente nas interações entre os personagens.

Bastidores de um apocalipse com estilo

O filme é dirigido por Jonny Campbell, nome respeitado da televisão britânica que já comandou episódios de séries cultuadas como Doctor Who (2010) e Westworld (2016), além de ter vencido um BAFTA por In the Flesh (2014). A mistura de ação, humor e crítica social parece perfeita para seu estilo visual dinâmico e narrativa com ritmo afiado.

O roteiro vem de David Koepp, um dos maiores roteiristas de Hollywood, responsável por sucessos como Jurassic Park (1993), Missão: Impossível (1996) e o primeiro Homem-Aranha (2002). Desta vez, ele adapta seu próprio livro, o best-seller Cold Storage (publicado no Brasil como Contágio), e promete expandir o universo da história com mais ironia e cenas de tirar o fôlego.

O elenco de apoio também impressiona. Vanessa Redgrave, vencedora do Oscar por Julia (1977), e Leslie Manville, indicada por Trama Fantasma (2017), completam o time, elevando o tom dramático da produção.

Humor, humanidade e o fim do mundo

O que diferencia “Alerta Apocalipse” de outros filmes do gênero é seu tom humano. O roteiro equilibra o absurdo de um desastre biológico com momentos de vulnerabilidade e empatia. Joe Keery, por exemplo, entrega um personagem que mistura coragem improvisada com um tipo de heroísmo acidental — um trabalhador comum tentando fazer o que é certo, mesmo quando tudo dá errado.

Georgina Campbell, por sua vez, oferece o contraponto racional e corajoso, enquanto Liam Neeson revisita seu arquétipo de herói relutante, mas agora com doses generosas de humor autodepreciativo.

O trailer já mostra que o longa não se leva totalmente a sério: entre explosões, perseguições e piadas sobre protocolos de segurança, fica claro que a produção quer divertir sem abrir mão da tensão.

Uma estreia que promete agitar janeiro

O longa-metragem chega aos cinemas em janeiro de 2026, em meio à temporada de blockbusters do verão norte-americano (e férias no Brasil). A produção da Sony Pictures promete ser um dos primeiros grandes lançamentos do ano, com exibição em IMAX e trilha sonora original assinada por Benjamin Wallfisch, de It: A Coisa e Blade Runner 2049.

Crítica – Filho de Mil Homens constrói um mosaico de solidão e identidades em conflito

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A adaptação de O Filho de Mil Homens é um projeto ambicioso que, no entanto, revela irregularidades que comprometem sua força dramatúrgica. O roteiro hesita em assumir plenamente o peso emocional do romance de Valter Hugo Mãe; dispersa energia em desvios, alonga conflitos sem necessidade e, por vezes, sacrifica densidade em troca de contemplação vazia. Ainda assim, o filme encontra potência quando decide encarar de frente aquilo que tem de mais genuíno: as feridas abertas de seus personagens.

A solidão como espinha dorsal do filme

Rodrigo Santoro interpreta Crisóstomo com sobriedade, mas sua performance raramente alcança a complexidade anunciada pela campanha de divulgação. Falta à construção do personagem um mergulho mais visceral em sua angústia, em sua carência quase infantil de pertencer a uma família. Em contraponto, Miguel Martines (Camilo) entrega uma atuação de grande sensibilidade, traduzindo fragilidade sem perder presença. Rebeca Jamir, como Isaura, carrega no corpo as marcas de humilhação, violência e resistência; sua atuação se sobressai justamente por não pedir piedade, mas por expor dignidade ferida. Johnny Massaro compõe Antonino como um espelho doloroso do pavor de existir em um mundo que pune quem escapa da norma — e talvez seja ele quem mais deixa marcas.

Juliana Caldas amplia o espectro emocional do longa. Sua personagem vive uma solidão que não é vazio, mas resultado direto das exclusões sociais e da crueldade que se abatem sobre corpos dissidentes. Ela adiciona uma camada de sensibilidade e verdade que o filme nem sempre consegue sustentar em outras frentes.

A solidão, portanto, não surge como um estado contemplativo, mas como um produto estrutural de abandono, rejeição e traumas que atravessam todos esses personagens.

O desejo de pertencer, mesmo quando dói

O filme ganha fôlego justamente quando aborda o impulso — sempre fraturado — de criar laços. Crisóstomo se agarra ao papel simbólico de pai na tentativa de justificar sua própria existência. Camilo anseia por um afeto que o reconheça para além da carência. Isaura procura um espaço onde sua dignidade não seja continuamente violada. Antonino luta para pertencer primeiro a si mesmo, antes que o mundo o reduza a estereótipos.

O pertencimento, aqui, é sempre inacabado, sempre doloroso. É um gesto de procura que retorna como frustração.

Entre revelar-se e esconder-se

A identidade é tratada como um território instável, moldado por vergonha, desejo, culpa e coragem. O filme encontra grande força nessa tensão: o medo de existir por inteiro se mistura com uma urgência desesperada de ser visto. Essa dualidade, presente em todos os personagens, poderia ser ainda mais explorada, mas funciona como um dos motores mais consistentes da narrativa.

Homofobia, violência sexual e imposições sociais

A obra não se furta a temas contundentes — homofobia, violência sexual, abuso psicológico, intolerância religiosa — que atravessam e moldam as trajetórias dos personagens. Ainda que nem sempre aprofundados como poderiam, esses elementos são apresentados com firmeza suficiente para expor o modo como a sociedade cria e perpetua suas violências. O filme mostra, mais do que discute, como essas marcas se transformam em silêncios e cicatrizes permanentes.

O que permanece?

Permanece a dor, permanece a imagem de personagens que continuam ressoando muito depois do fim da projeção. Permanece também a sensação de que, apesar das irregularidades narrativas e estéticas, o filme captura algo essencial: a tentativa de sobreviver emocionalmente em um mundo onde o afeto é escasso e a hostilidade é regra.

Filho de Mil Homens não atinge todo o alcance que promete, mas, quando acerta, acerta no ponto mais sensível — o lugar onde a vulnerabilidade humana revela sua força mais profunda.

Rodrigo Tardelli compartilha bastidores e emoção de “Estranho Jeito de Amar” em painel no Rio Webfest

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Rodrigo Tardelli chegou ao Rio Webfest no último sábado, 29 de novembro, com a serenidade de quem já conhece bem o festival, mas também com o brilho nos olhos de quem entende o peso e a responsabilidade de concorrer novamente. Sua atuação como Gael em Estranho Jeito de Amar rendeu ao ator sua quarta indicação ao prêmio de Melhor Ator no evento, um reconhecimento que ele considera simbólico não apenas para sua carreira, mas para todo o time por trás da produção. É um marco que reafirma seu espaço no audiovisual independente e celebra uma trajetória construída com persistência, afetos e histórias que atravessam quem assiste.

O ator participou do painel de criadores do festival ao lado do roteirista Leonardo Torres e da diretora Mariana Berardinelli, com quem divide a assinatura da série. A conversa se transformou rapidamente em um encontro de bastidores, memórias e reflexões sobre como uma produção nascida de forma independente conseguiu furar bolhas, mobilizar públicos e gerar debates urgentes sobre saúde emocional e relacionamentos contemporâneos. Ali, diante de uma plateia formada por criadores, fãs e profissionais do setor, Rodrigo parecia revisitar cada silêncio, cada cena e cada vulnerabilidade que Gael o exigiu.

Em meio à troca de experiências, Tardelli falou sobre o impacto pessoal do projeto. “Participar do painel de criadores do Rio Webfest falando sobre ‘Estranho Jeito de Amar’ foi especial. A série nasceu de forma independente e hoje move pessoas no Brasil inteiro. Estar indicado a Melhor Ator reforça a importância dessa história e o quanto ela toca quem assiste. É bonito ver esse impacto ganhar espaço e reconhecimento”, disse, deixando evidente que o peso da indicação vai muito além do simbolismo de um troféu.

A conversa entre o trio destacou aquilo que o público muitas vezes não vê: as dificuldades de filmar com recursos limitados, a necessidade de equilibrar sensibilidade e responsabilidade ao tratar de temas como dependência emocional e relações abusivas, e o cuidado para construir personagens que não sejam apenas retratos, mas pontes para quem vive situações semelhantes na vida real. Leonardo Torres, por exemplo, comentou como o roteiro nasceu de inquietações pessoais sobre afeto e autocuidado. Mariana Berardinelli relatou que dirigir atores em estados emocionais tão complexos é sempre um desafio, mas também um exercício de confiança e parceria artística.

Ao centro dessa engrenagem está Gael, personagem que deu a Rodrigo Tardelli não apenas indicações e prêmios, mas oportunidades de explorar camadas mais profundas de sua arte. A intensidade de Gael, marcada por traumas, fragilidades e tentativas de reconstrução, exige do ator uma entrega contínua que vai além do set. Talvez por isso sua interpretação tenha repercutido tão fortemente entre espectadores e críticos. A investigação emocional que Tardelli projeta no personagem é delicada, honesta e, em muitos momentos, desconfortavelmente real. É impossível sair ileso depois de acompanhar sua trajetória.

Essa conexão não se restringe à tela. Com mais de 15 milhões de visualizações, Estranho Jeito de Amar se tornou uma das webséries independentes mais comentadas dos últimos anos, especialmente por oferecer uma abordagem sincera de temas que costumam ser invisibilizados. A produção combina drama, introspecção e uma estética que valoriza o silêncio e a subjetividade, aproximando o público de dores e reflexões que muitas vezes vivem guardadas. O impacto pode ser medido tanto pela audiência quanto pelas mensagens que chegam diariamente aos criadores, vindas de pessoas que se viram refletidas ali, entre cenas e diálogos.

Para Rodrigo Tardelli, a indicação no Rio Webfest 2025 é mais uma etapa dessa caminhada. Já são 12 indicações como Melhor Ator em festivais internacionais, com quatro troféus conquistados e uma presença constante em mostras na Nova Zelândia, Ásia, Los Angeles e outros países que abraçaram a série. Cada premiação, no entanto, parece ganhar um novo significado à medida que o ator constrói uma carreira em que a sensibilidade é a base do trabalho.

Se o audiovisual independente tem desafios imensos, também tem a liberdade criativa de permitir que histórias como Estranho Jeito de Amar existam — histórias que surgem de inquietações reais, se alimentam de experiências humanas e encontram no público um espelho generoso. E é exatamente nesse lugar, entre arte e afeto, que a trajetória de Rodrigo Tardelli se fortalece. Sua presença no festival não é apenas a de um ator indicado, mas a de um criador que entende que contar histórias é, antes de tudo, tocar pessoas.

Gachiakuta vai além do mangá e do anime e anuncia adaptação em live-action para os palcos japoneses

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A jornada de Gachiakuta continua se expandindo para além das páginas do mangá e das telas da televisão. Neste domingo, dia 21, foi anunciado que a obra criada por Kei Urana ganhará uma adaptação em live-action em um formato pouco convencional para produções do gênero: uma peça de teatro. O espetáculo terá apresentações programadas entre maio e junho de 2026, passando por Tóquio e Kyoto, duas das cidades mais importantes do cenário cultural japonês.

A novidade reforça o crescimento constante da franquia, que vem conquistando público desde sua estreia na Weekly Shōnen Magazine, da Kodansha, em fevereiro de 2022. Escrita e ilustrada por Kei Urana, com colaboração visual de Ando Hideyoshi, responsável pelos marcantes grafites que definem a identidade estética da obra, Gachiakuta rapidamente se destacou por sua proposta ousada, tanto em narrativa quanto em estilo artístico. Até novembro de 2025, a série teve seus capítulos reunidos em 17 volumes tankōbon, consolidando sua presença no mercado editorial.

O reconhecimento da obra ultrapassou as páginas do mangá. Entre julho e dezembro de 2025, a história ganhou uma adaptação em anime produzida pelo estúdio Bones Film, conhecida por trabalhos de grande impacto visual e narrativo. A boa recepção do público e da crítica levou ao anúncio de uma segunda temporada, confirmando o interesse contínuo pela história e por seu universo sombrio e provocador.

No centro da narrativa está Rudo, um jovem que vive nas favelas de uma sociedade extremamente desigual. Ele pertence aos chamados “tribais”, descendentes de criminosos e pessoas banidas da cidade principal, a Esfera. Desde cedo, Rudo convive com o desprezo da elite, que trata tudo o que considera inútil como lixo, incluindo vidas humanas. Esses descartes são lançados em um gigantesco abismo conhecido como Poço, um local cercado por medo e estigmas.

Criado por seu pai adotivo, Regto, Rudo cresce observando a crueldade do sistema que governa a Esfera. Regto lhe conta que seu pai biológico foi jogado no Poço antes mesmo de seu nascimento, acusado de um crime. Essa revelação molda profundamente a visão de mundo do garoto e fortalece seu sentimento de revolta contra a classe dominante, que vive cercada de privilégios enquanto descarta tudo aquilo que não lhe convém.

A história ganha contornos ainda mais trágicos quando Rudo encontra Regto assassinado ao retornar para casa. Preso no local do crime, ele é imediatamente acusado do homicídio, sem qualquer investigação justa. Por ser um tribal, Rudo é tratado como culpado desde o início. Condenado, ele é lançado no Poço, repetindo o destino de tantas outras pessoas excluídas pela sociedade. Antes de cair, o jovem faz um juramento silencioso de vingança contra aqueles que o condenaram injustamente.

No fundo do Poço, Rudo desperta em um cenário hostil, formado por montanhas de lixo, estruturas abandonadas e criaturas monstruosas criadas a partir dos resíduos descartados pela Esfera. Sua sobrevivência só é possível graças à intervenção de Enjin, um homem misterioso que o resgata e revela uma verdade chocante: o Poço não é o fim do mundo, mas a superfície, onde tudo aquilo que é rejeitado acaba se acumulando.

Enjin apresenta a Rudo os Limpadores, um grupo formado por indivíduos conhecidos como Doadores, capazes de extrair poder emocional de objetos e transformá-los em armas chamadas instrumentos vitais. Esses artefatos são usados para combater as criaturas que infestam o local. Mesmo relutante, Rudo aceita se juntar aos Limpadores, enxergando nessa escolha a única chance de sobreviver e, um dia, retornar à Esfera para confrontar o sistema que o destruiu.

Confira os filmes exibidos no Corujão desta sexta, 16 de janeiro, na TV Globo

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A TV Globo exibe nesta sexta-feira, 16 de janeiro, na faixa do Corujão I, o longa-metragem Vai Que Cola – O Filme, adaptação cinematográfica do programa humorístico que se tornou um fenômeno de audiência na televisão brasileira. Protagonizado por Paulo Gustavo, o filme leva para o cinema o espírito irreverente e popular que consagrou a atração, misturando humor escrachado, crítica social leve e personagens carismáticos.

A trama acompanha Valdomiro Lacerda, o Valdo, um empresário malandro que vê sua vida virar de cabeça para baixo após cair em uma falcatrua financeira armada pelo próprio sócio. Sem dinheiro e perseguido pela polícia, ele abandona o antigo padrão de luxo e se refugia na pensão de Dona Jô, no Méier, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. É nesse cenário suburbano que Valdo precisa se reinventar, passando a trabalhar como entregador de quentinhas enquanto tenta manter o disfarce e fugir das consequências de seus golpes do passado.

Interpretado por Paulo Gustavo, Valdo é apresentado logo no início do filme em uma sequência onírica que simboliza sua nostalgia pela vida que perdeu: o apartamento no Leblon, o conforto, a aparência sofisticada e o status social. O contraste entre esse sonho e a realidade no Méier é o motor da narrativa, que explora com humor as diferenças entre classes sociais e os improvisos necessários para sobreviver em meio às adversidades.

A história ganha novo fôlego quando Andrada, o ex-sócio vivido por Márcio Kieling, reaparece com uma proposta tentadora: um plano para recuperar a cobertura de frente para o mar no Leblon. A possibilidade de retomar a antiga vida faz Valdo embarcar em mais uma confusão. No entanto, seus planos são novamente ameaçados quando a pensão de Dona Jô é interditada pela Defesa Civil, obrigando-o a levar toda a turma do subúrbio para a Zona Sul.

É nesse momento que o filme amplia sua galeria de personagens e situações cômicas. Além de Dona Jô, Valdo acaba acompanhado por Jéssica, Máicol, Ferdinando, Seu Wilson, Velna e Terezinha, figuras que representam diferentes arquétipos do humor popular brasileiro e garantem o ritmo acelerado da comédia. O choque cultural entre o Leblon e o Méier se torna o pano de fundo para piadas, confusões e críticas bem-humoradas sobre preconceito social, aparência e pertencimento.

Dirigido por César Rodrigues, Vai Que Cola – O Filme apostou em uma linguagem acessível e direta, alinhada ao público que já acompanhava o programa na televisão. Mesmo sem o apoio direto da Globo Filmes, a produção alcançou números expressivos nas bilheterias. Em seu fim de semana de estreia, o longa arrecadou mais de R$ 700 mil e levou cerca de 93 mil espectadores aos cinemas, com destaque para o desempenho no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Na sequência da programação da madrugada, a TV Globo apresenta no Corujão II o filme Pedro Coelho 2: O Fugitivo, animação live-action que dá continuidade às aventuras do coelho mais travesso do cinema. Lançado em 2021 e dirigido por Will Gluck, o longa retoma personagens já conhecidos do público e amplia o universo da história com novos conflitos, cenários e questionamentos sobre identidade, amadurecimento e pertencimento.

Na trama, Bea e Thomas acreditam ter finalmente construído uma vida tranquila ao lado de Pedro e dos outros coelhos. Juntos, eles formam uma espécie de família improvisada, marcada pelo afeto e pela tentativa constante de convivência harmoniosa. No entanto, apesar de todos os esforços para se ajustar, Pedro continua lutando contra a imagem de “encrenqueiro” que o acompanha desde sempre. Sentindo-se incompreendido e limitado pelas expectativas alheias, ele decide se aventurar para além do jardim, em busca de um lugar onde possa ser aceito exatamente como é.

Fora de casa, Pedro descobre um mundo completamente diferente, no qual suas travessuras deixam de ser vistas como divertidas e passam a ter consequências reais. A experiência, que inicialmente parece libertadora, logo se transforma em um desafio que o obriga a refletir sobre suas escolhas. Paralelamente, Bea, Thomas e os demais coelhos não medem esforços para encontrá-lo, arriscando tudo para trazê-lo de volta em segurança. O reencontro coloca Pedro diante de uma decisão crucial: continuar fugindo de quem ele é ou assumir responsabilidades e redefinir seu próprio caminho.

Com forte apelo ao público infantil, mas também dialogando com adultos, Pedro Coelho 2: O Fugitivo aposta em uma narrativa mais emocional do que o primeiro filme, sem abandonar o humor físico e o ritmo acelerado. A história trabalha temas como amadurecimento, família, aceitação e as consequências dos próprios atos, mantendo o tom leve característico da franquia.

O elenco original conta com nomes como Domhnall Gleeson, Rose Byrne, Elizabeth Debicki, James Corden, Margot Robbie e Colin Moody, que dão voz e vida aos personagens. Na versão dublada exibida na televisão brasileira, o filme reúne vozes conhecidas do público, garantindo acessibilidade e maior identificação, especialmente para crianças.

Produzido pela Sony Pictures, o longa teve seu lançamento marcado por sucessivos adiamentos em razão da pandemia de Covid-19. Inicialmente previsto para estrear em 2020, o filme acabou chegando aos cinemas dos Estados Unidos apenas em 18 de junho de 2021, após diversas mudanças no calendário. Apesar dos desafios, a animação manteve boa recepção entre o público familiar, consolidando-se como uma opção segura de entretenimento.

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