O Morro dos Ventos Uivantes | Nova adaptação ganha trailer e promete reviver o clássico de Emily Brontë

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O clássico da literatura inglesa O Morro dos Ventos Uivantes, escrito por Emily Brontë em 1847, ganha uma nova adaptação cinematográfica, trazendo uma abordagem gótica e psicológica para os cinemas. A obra é reconhecida por suas intensas emoções, conflitos familiares e paixões arrebatadoras que atravessam gerações. Com o primeiro trailer já lançado, a produção desperta grande expectativa entre fãs do livro e do cinema dramático.

A narrativa se concentra em duas famílias – os Earnshaw e os Linton – cujas vidas se entrelaçam de forma turbulenta. A história é apresentada pelo Sr. Lockwood, inquilino de Thrushcross Grange, que conhece os acontecimentos de Wuthering Heights através da governanta Nelly Dean. O cerne da trama é o amor intenso e conturbado entre Heathcliff, um órfão adotado pelo Sr. Earnshaw, e Catherine Earnshaw, filha da família. Entre amor, ódio e vingança, os protagonistas enfrentam dilemas que moldam não apenas suas vidas, mas também o destino das famílias ao seu redor, tudo ambientado na paisagem tempestuosa de Yorkshire, quase um personagem à parte na história.

A adaptação é escrita, dirigida e produzida por Emerald Fennell (Promising Young Woman, Saltburn), cineasta conhecida por seu olhar sensível e provocador, que combina drama psicológico e intensidade emocional. Fennell promete uma versão fiel ao espírito do romance, mas com uma linguagem cinematográfica contemporânea que conecta o público moderno à obra do século XIX.

Elenco principal

No papel de Catherine Earnshaw, Margot Robbie (O Lobo de Wall Street, Barbie) lidera o elenco, trazendo não apenas sua experiência como atriz, mas também seu papel como produtora pelo selo LuckyChap Entertainment. Robbie já demonstrou parceria com Emerald Fennell em Promising Young Woman e Saltburn, garantindo alinhamento criativo e uma interpretação profunda da protagonista, entre inocência, força e vulnerabilidade.

Jacob Elordi (Euphoria, Saltburn) interpreta Heathcliff, personagem central da trama. Conhecido por sua intensidade dramática, Elordi encara o papel do órfão que cresce sob traumas e desenvolve um amor obsessivo por Catherine. Sua escolha gerou debate, já que Heathcliff é descrito no livro como de pele escura, mas a diretora Emerald Fennell enfatizou a prioridade de explorar a química emocional entre os protagonistas.

A jovem Charlotte Mellington assume a versão infantil de Catherine, dando vida à inocência, curiosidade e primeiras descobertas da personagem. Ao lado dela, Owen Cooper interpreta o jovem Heathcliff, retratando as origens de seu caráter complexo e a semente do amor e do ressentimento que marcarão sua vida. Ambos são estreantes no cinema, trazendo frescor e naturalidade à narrativa.

Hong Chau (O Grito do Silêncio, The Whale) vive Nelly Dean, a governanta que conhece todos os segredos das famílias Earnshaw e Linton e funciona como narradora da história. Sua interpretação promete equilibrar empatia e firmeza, conduzindo o público pelos dramas que se desenrolam em Wuthering Heights. Vy Nguyen, que faz sua estreia cinematográfica, interpreta a jovem Nelly, revelando a origem da personagem e seu vínculo com as famílias que serve.

Entre os Linton, Shazad Latif (Star Trek: Discovery, Homeland) assume Edgar Linton, personagem refinado, sensível e educado, contrapondo-se ao temperamento intenso de Heathcliff. Sua atuação promete evidenciar o lado mais racional e emocionalmente contido da história. Alison Oliver (Saltburn) interpreta Isabella Linton, irmã de Edgar, cuja trajetória e escolhas impactam diretamente a relação entre as famílias e a evolução do conflito central.

Complementando o elenco, Martin Clunes e Ewan Mitchell trazem experiência e presença aos papéis de figuras secundárias, mas essenciais para o desenvolvimento do enredo. Seus personagens adicionam profundidade às relações familiares e servem como contrapontos às paixões intensas de Catherine e Heathcliff.

Produção e desenvolvimento

Emerald Fennell anunciou o projeto em julho de 2024, revelando seu interesse em trazer uma adaptação cinematográfica intensa e fiel ao romance. Em setembro do mesmo ano, Margot Robbie e Jacob Elordi foram confirmados como protagonistas, consolidando uma parceria de confiança que já havia se mostrado bem-sucedida em Saltburn (2023). Robbie, além de atuar, assume a produção do filme, garantindo alinhamento entre visão artística e execução.

A disputa pelos direitos de distribuição chamou atenção em outubro de 2024, quando a Netflix ofereceu US$ 150 milhões. No entanto, Fennell e Robbie optaram por um lançamento tradicional nos cinemas, buscando uma experiência completa para o público. A Warner Bros. Pictures venceu a disputa com US$ 80 milhões, atendendo à exigência da diretora e da produtora de garantir uma campanha de marketing significativa e ampla distribuição.

Filmagens e locações

A fotografia principal aconteceu no Reino Unido entre janeiro e abril de 2025, utilizando câmeras VistaVision de 35 mm, que captam detalhes e cores de forma impressionante. O diretor de fotografia, Linus Sandgren (La La Land, Nope), trabalhou na construção de imagens que refletem a intensidade emocional dos personagens e a dramaticidade do cenário natural.

O filme foi rodado em locações icônicas nos Yorkshire Dales, incluindo os vales de Arkengarthdale e Swaledale, a vila de Low Row e o Parque Nacional Yorkshire Dales. As paisagens reforçam a atmosfera gótica do romance, com ventos uivantes, colinas sombrias e casas isoladas que contribuem para a sensação de isolamento e tensão emocional. Além disso, os Sky Studios Elstree receberam cenas internas, permitindo um design detalhado que contrasta a austeridade de Wuthering Heights com a elegância de Thrushcross Grange.

Trilha sonora e identidade sonora

A trilha sonora do filme será composta por Anthony Willis, responsável por criar ambientes sonoros que reforçam o drama e a tensão das cenas. Para adicionar um toque contemporâneo, Charli XCX contribuirá com canções originais, estabelecendo uma conexão entre passado e presente. A música, elemento essencial em filmes góticos e dramáticos, promete intensificar a experiência emocional do público, tornando cada cena ainda mais impactante.

Desafios e relevância da adaptação

Adaptar O Morro dos Ventos Uivantes é um desafio devido à densidade do romance e à complexidade de seus personagens. A obra de Brontë é conhecida por suas múltiplas camadas narrativas, incluindo a intercalada história do Sr. Lockwood e de Nelly Dean, que exige atenção para não perder coerência na tela. Fennell precisou equilibrar fidelidade ao texto com linguagem cinematográfica moderna, criando uma experiência envolvente para o público contemporâneo.

A escolha de Jacob Elordi como Heathcliff, apesar de gerar debate sobre representatividade racial, demonstra a prioridade da diretora em explorar a intensidade emocional e a química entre os protagonistas, aspectos centrais para contar esta história de amor e ódio

Seu Cavalcanti | Filme de Leonardo Lacca estreia nos cinemas após duas décadas de construção

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O cinema brasileiro recebe nesta quinta-feira, 11 de setembro, a estreia de Seu Cavalcanti, longa-metragem dirigido por Leonardo Lacca, com exibições confirmadas em Belo Horizonte, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, e previsão de expansão para outras cidades nas próximas semanas. Classificado para maiores de 12 anos, o filme é o resultado de quase duas décadas de trabalho, entre registros documentais, cenas ficcionais, edição, dublagens e efeitos visuais, consolidando-se como um projeto singular no panorama audiovisual nacional.

O protagonista do longa é o avô do diretor, um homem com mais de 90 anos que enfrenta a perda de prestígio social e a necessidade de reconquistar sua independência. O filme transita entre o documentário e a ficção, formando uma narrativa híbrida de cunho familiar, mas com temática universal. A trajetória de seu protagonista, marcada por desafios e resiliência, se transforma em um retrato sensível da passagem do tempo e das relações humanas.

A produção começou em 2003, quando Leonardo Lacca, ainda estudante universitário, teve acesso a uma câmera emprestada e começou a registrar momentos do cotidiano de seu avô. Inicialmente, tratava-se de registros informais, quase um diário audiovisual, mas ao longo dos anos o projeto ganhou corpo e direção artística. Com o tempo, Seu Cavalcanti tornou-se um colaborador ativo, participando conscientemente das filmagens e influenciando a construção de sua própria narrativa. Após o falecimento do avô, em 2016, o projeto não foi interrompido. A ausência do protagonista foi incorporada à narrativa, adicionando uma camada de reflexão sobre memória, perda e continuidade.

O processo de montagem do longa foi extremamente longo e detalhado. Inicialmente, havia cerca de 20 horas de material bruto em miniDV e outros formatos, mas o volume quase triplicou ao longo dos anos. A edição, conduzida por Luiz Pretti e Ricardo Pretti, ocorreu ao longo de dez anos em diferentes cidades, incluindo Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Cada etapa do processo de montagem permitiu transformar os registros acumulados em uma narrativa coesa e sensível, equilibrando o material documental com elementos ficcionais e cenas reconstituídas.

Produzido inicialmente de forma independente pela Trincheira Filmes, o projeto passou a contar com colaborações de outros nomes importantes do cinema brasileiro, como Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, da Cinemascópio Produções, e Mannu Costa, da Plano 9. Essas parcerias forneceram recursos técnicos e financeiros essenciais, além de contribuições artísticas que enriqueceram a obra, permitindo uma finalização de alta qualidade sem comprometer a originalidade do projeto.

O elenco do longa, além de Seu Cavalcanti e suas filhas Tereza Cavalcanti e Isabel Novaes, inclui participações de destaque no cinema nacional. A atriz Maeve Jinkings, conhecida por trabalhos como Aquarius e Carvão, contracena em cenas improvisadas filmadas em 2013, capturando interações naturais e espontâneas. A atriz potiguar Tânia Maria, famosa pelo bordão “que roupa é essa, menino?” em Bacurau, também participa do filme, adicionando leveza e autenticidade a uma das sequências. Essa mistura de atores profissionais e familiares contribui para o caráter híbrido da obra, ampliando a dimensão emocional da narrativa.

A equipe técnica reúne profissionais renomados que ajudaram a consolidar a estética e a identidade sonora do filme. O fotógrafo Pedro Sotero é responsável pela cinematografia, conferindo ao longa imagens que alternam intimidade e composição estética elaborada. A trilha sonora, assinada por Tomaz Alves Souza, inclui a música O Silêncio da Madrugada, que dá o tom da abertura do filme. O designer Raul Luna cuidou da sequência inicial, enquanto a pós-produção de som, conduzida por Marina Silva, Carlos Montenegro e Roberto Espinoza, foi responsável por criar a ambiência sonora e realizar as dublagens do próprio Seu Cavalcanti. A correção de cor realizada por Gustavo “Tijolinho” Pessoa deu ao longa uma textura visual marcante, pensada para valorizar a experiência nas salas de cinema.

A première nacional ocorreu na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, dentro da sessão competitiva Olhos Livres, recebendo destaque pelo caráter inovador e pela abordagem sensível da temática do envelhecimento, da memória e das relações familiares. A recepção da crítica especializada reforçou a importância do longa como uma obra que combina pesquisa documental, construção ficcional e experimentação estética de maneira fluida e natural.

O filme se apresenta como uma obra que ultrapassa o contexto familiar de sua criação. O filme articula registros íntimos, memórias afetivas e questões universais, oferecendo ao público uma reflexão sobre o tempo, o envelhecimento, o pertencimento social e a importância das relações humanas. A obra demonstra como o cinema pode transformar experiências pessoais em narrativas universais, capazes de dialogar com diferentes públicos e sensibilidades.

Ao longo de quase 20 anos de produção, Leonardo Lacca construiu um filme que dialoga com a memória afetiva e histórica, conectando passado e presente, realidade e ficção, intimidade e universalidade. A obra prova que a dedicação prolongada, aliada à experimentação estética e narrativa, pode resultar em uma experiência cinematográfica singular, capaz de emocionar e instigar o público a refletir sobre sua própria história e sobre as transformações da vida.

O Telefone Preto 2 estreia com sucesso nas bilheterias e reafirma o poder do terror sobrenatural

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O universo do terror cinematográfico ganhou um novo capítulo neste mês de outubro de 2025 com a chegada de O Telefone Preto 2, sequência do sucesso de 2021 dirigido por Scott Derrickson. Nos Estados Unidos, o filme estreou ocupando a primeira posição da bilheteria, arrecadando US$26,5 milhões em seu primeiro final de semana — um desempenho que não apenas cumpre as expectativas, mas também supera a abertura do longa original, que conquistou US$23 milhões em 2021, em um período ainda marcado pelas limitações da pandemia de COVID-19.

Internacionalmente, a sequência conquistou US$15,5 milhões adicionais, elevando a arrecadação global para US$42 milhões. Considerando que o orçamento da produção foi de US$30 milhões, o longa já conseguiu se pagar, e os analistas do mercado cinematográfico projetam que ele possa gerar mais US$18 milhões até o final de sua exibição, atingindo um lucro total significativo. O resultado confirma o apelo do gênero de terror sobrenatural e reforça a relevância de Derrickson como um dos diretores mais consistentes do segmento.

Continuidade de elenco e personagens

Um dos pontos fortes de O Telefone Preto 2 é a manutenção de grande parte do elenco original. Mason Thames retorna como Finney, trazendo novamente a vulnerabilidade e a coragem que conquistaram o público no primeiro filme. Madeleine McGraw também retoma seu papel como Gwen, garantindo a continuidade emocional da narrativa. Ethan Hawke retorna como o Agarrador, o antagonista icônico que mistura terror físico e psicológico, enquanto Jeremy Davies reprisa o papel de Terrence e Miguel Cazarez Mora volta como Robin.

A sequência ainda apresenta Demián Bichir, que se junta ao elenco para adicionar uma nova dimensão dramática à história. A presença do ator mexicano traz experiência e profundidade à narrativa, complementando o equilíbrio entre jovens talentos e veteranos que a produção mantém. Essa combinação de elenco é fundamental para sustentar a tensão e o suspense do filme, além de garantir que cada personagem seja desenvolvido com autenticidade.

Foto: Reprodução/ Internet

Da ideia à produção

O desenvolvimento de O Telefone Preto 2 começou oficialmente em junho de 2022, quando Scott Derrickson revelou que Joe Hill, autor do conto original de 2004, havia lhe apresentado uma ideia para uma sequência. Embora Hill protegesse sua história original, ele estava aberto a expandir o universo de Finney e Gwen. Derrickson, por sua vez, demonstrou interesse em dirigir a sequência, condicionando sua participação ao sucesso do primeiro filme.

Em agosto de 2022, Derrickson e Hill confirmaram que já estavam em negociações com o estúdio para desenvolver o projeto. O sucesso financeiro e crítico do primeiro longa foi um fator decisivo para que a sequência se concretizasse. Hill afirmou que a inspiração para o novo roteiro veio das imagens icônicas das máscaras do Agarrador, que se tornaram um símbolo do terror psicológico do filme original.

A produção começou oficialmente em Toronto, Canadá, em 4 de novembro de 2024, sob o título de filmagem Mysterium. A fotografia principal se estendeu até 15 de janeiro de 2025. Derrickson investiu em uma abordagem visual e sonora que privilegia a tensão constante, o suspense e a construção de atmosfera, características que se tornaram marcas registradas de seu trabalho.

O enredo e a construção do terror

O Telefone Preto 2 mantém a essência do terror sobrenatural, equilibrando sustos explícitos com tensão psicológica. A narrativa acompanha os protagonistas enquanto enfrentam ameaças que misturam o mundo real e o sobrenatural, ampliando os eventos do primeiro filme. Derrickson e C. Robert Cargill, que assinam o roteiro e produzem o longa, conseguiram criar uma história que respeita a obra original de Joe Hill, ao mesmo tempo em que oferece novas experiências ao público.

O Agarrador, interpretado por Ethan Hawke, é novamente o centro da ameaça. No primeiro filme, ele foi elogiado por sua capacidade de aterrorizar sem recorrer a excessos de violência gráfica. Na sequência, seu personagem ganha mais camadas, explorando motivações e comportamentos que aumentam a complexidade do vilão e tornam sua presença ainda mais assustadora.

Além do terror, o filme explora relações humanas em situações extremas. A amizade, a coragem e a resiliência dos jovens protagonistas ganham destaque, permitindo que o público se conecte emocionalmente com os personagens. Essa abordagem humanizada diferencia O Telefone Preto 2 de outros filmes de terror do mercado, que muitas vezes priorizam sustos rápidos em detrimento de desenvolvimento de personagens.

Recepção crítica e bilheterias

A estreia de O Telefone Preto 2 confirma a força do gênero de terror na bilheteira contemporânea. Com US$26,5 milhões arrecadados nos EUA e US$15,5 milhões no mercado internacional, o filme não apenas atende às expectativas, mas também demonstra que produções de terror podem gerar receitas expressivas quando aliadas a um bom roteiro, direção segura e elenco consistente.

Comparando com o filme original, a sequência apresenta evolução clara. O primeiro filme estreou em um cenário ainda influenciado pelas restrições da pandemia, enquanto a sequência chega a um público mais confortável para frequentar cinemas. O resultado mostra que a base de fãs construída pelo primeiro longa está ativa e engajada, contribuindo para o sucesso da continuação.

No Brasil e em Portugal, O Telefone Preto 2 estreou em 16 de outubro de 2025, um dia antes da estreia norte-americana, estratégia que evidencia o interesse do estúdio em atender a demanda internacional de fãs do gênero. Essa decisão também reforça a importância do público global no desempenho financeiro do filme e na consolidação de Derrickson como referência em terror contemporâneo.

Joe Hill e a fidelidade à obra literária

Joe Hill, filho de Stephen King, é conhecido por histórias que exploram o terror de forma sofisticada, misturando elementos sobrenaturais e psicológicos. A adaptação de seus contos para o cinema, tanto em O Telefone Preto quanto na sequência, mantém a essência de suas narrativas, garantindo que o público sinta a mesma tensão e emoção que os leitores experimentam nos livros.

Hill teve participação ativa na concepção da sequência, colaborando com Derrickson e Cargill para assegurar que o universo do Agarrador continuasse coerente. O resultado é um filme que combina fidelidade à obra original com inovação cinematográfica, oferecendo novos desafios e surpresas ao público.

A importância do elenco jovem

Um dos grandes diferenciais de O Telefone Preto 2 é a presença de atores jovens capazes de transmitir emoções reais em situações extremas. Mason Thames e Madeleine McGraw demonstram maturidade em suas performances, sustentando o enredo com atuações convincentes e empáticas. A relação entre os protagonistas permite que o público não apenas sinta medo, mas também se envolva emocionalmente, tornando cada cena mais intensa e significativa.

Ao mesmo tempo, a presença de Ethan Hawke e Demián Bichir agrega experiência ao elenco, garantindo que momentos de tensão e horror sejam equilibrados com interpretações sólidas. Essa combinação entre jovens talentos e veteranos cria uma dinâmica que mantém o espectador atento e emocionalmente engajado durante toda a projeção.

Kin and Sin | Netflix aposta em k-drama noir sobre poder e rivalidade, estrelado por Han Suk-kyu e Yoon Kye-sang

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A Netflix anunciou sua mais nova aposta no universo dos k-dramas: “Kin and Sin”, uma produção que promete envolver o público com uma trama densa de intrigas familiares, ambições desenfreadas e disputas de poder. Com um elenco de peso e ambientada na icônica ilha de Jeju, a série traz uma narrativa que mistura drama, suspense e toques de noir, explorando as complexidades das relações humanas em situações extremas.

Situada em Jeju, conhecida por suas paisagens paradisíacas e importância cultural, a história acompanha o embate de três famílias poderosas pelo controle da ilha. Cada clã atua em setores distintos e possui interesses que muitas vezes se chocam, criando um terreno fértil para conflitos, alianças frágeis e traições inesperadas. A narrativa promete mergulhar não apenas na disputa pelo poder, mas também nos dilemas pessoais e éticos que surgem quando legado, ambição e família se cruzam.

A família Bu é liderada por Han Suk-kyu, Yoon Kye-sang e Choo Ja-hyun. Han Suk-kyu, renomado por seu papel em Dr. Romântico, traz à tela toda a intensidade emocional e a habilidade de equilibrar nuances dramáticas. Ao lado dele, Yoon Kye-sang (Jogada da Vitória) e Choo Ja-hyun (A Fada e o Pastor) completam o trio que representa a tradição, o trabalho duro e as rivalidades internas da família, cuja fortuna vem da criação de porcos e cavalos de corrida.

Os Yang, interpretados por Yoo Jae-myung (Polaris), representam o lado mais urbano e estratégico da disputa, atuando no mercado imobiliário. O patriarca, com seu equilíbrio entre charme e rigidez, reflete a lógica fria dos negócios e a ambição calculista, adicionando uma camada de sofisticação e tensão à trama.

Por fim, os Go trazem o elemento mais ousado do conflito, com atuação de Kim Jong-soo (Vida Imoral) no setor de cassinos, equilibrando presença intimidadora e vulnerabilidade sutil. Ao lado dele, Go Doo-shim (Uma Família Inusitada) oferece profundidade emocional, retratando de forma sensível os laços familiares e as complexidades das relações interpessoais.

A direção fica por conta de Choi Jung-yeol, conhecido pelo suspense visual e atmosfera tensa de Vigilante. Seu estilo promete intensificar o clima noir da série, combinando drama familiar com suspense psicológico, mantendo o público preso a cada episódio.

Além da trama central, “Kin and Sin” explora a dimensão cultural de Jeju, utilizando a ilha não apenas como cenário, mas como símbolo de prosperidade e vulnerabilidade. Elementos locais, como a economia turística e a criação de animais, enriquecem a narrativa com autenticidade, transformando o espaço em um personagem silencioso, mas poderoso.

O roteiro, segundo fontes próximas à produção, investe em diálogos intensos e cenas carregadas de tensão, refletindo a complexidade das relações humanas. A disputa pelo controle de Jeju atua como catalisador de conflitos internos, revelando dilemas morais, lealdades testadas e segredos antigos que moldam cada personagem.

O anúncio já gerou grande expectativa entre fãs de k-dramas e do público da Netflix, que acompanha o crescimento global do gênero. “Kin and Sin” se insere na linha de produções que unem entretenimento e reflexão, abordando temas como poder, ética e identidade, com fotografia cuidadosa, trilha sonora marcante e personagens memoráveis.

Embora a data de estreia ainda não tenha sido divulgada, a produção promete seguir o padrão de excelência das séries coreanas recentes, garantindo uma experiência envolvente e emocionalmente impactante para os espectadores.

Paramount planeja demissão de 2 mil funcionários com olhos na aquisição da Warner Bros.

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Hollywood vive mais um momento de turbulência corporativa. A Paramount Pictures anunciou a demissão de cerca de 2 mil funcionários, equivalente a 10% de seu quadro, como parte de uma reestruturação estratégica que visa preparar o estúdio para a possível aquisição da Warner Bros. A decisão, confirmada por fontes do Deadline, reacende debates sobre o futuro da indústria cinematográfica e o impacto humano por trás de movimentos de grande porte.

A Paramount, conhecida por clássicos que atravessam gerações, não enfrenta apenas desafios de mercado. A empresa também passou recentemente por uma fusão com a produtora Skydance, responsável por grandes franquias de ação, que intensificou a necessidade de reorganização interna. A combinação dessas mudanças reflete a busca constante do estúdio por eficiência, inovação e competitividade em um cenário global cada vez mais digital.

Reestruturação corporativa e o efeito da fusão com a Skydance

A fusão com a Skydance, produtora de sucessos como Missão: Impossível” e “Guerra Mundial Z, ampliou o portfólio da Paramount e trouxe uma nova dinâmica de produção. Entretanto, a integração entre equipes, processos e departamentos também gerou sobreposição de funções e exigiu ajustes administrativos. Especialistas em gestão corporativa afirmam que cortes desse tipo, embora dolorosos, são comuns em empresas que buscam consolidar operações e manter sustentabilidade financeira em longo prazo.

O movimento da Paramount busca, portanto, alinhar sua estrutura interna à nova realidade do mercado, ao mesmo tempo em que se prepara para assumir o desafio de integrar uma gigante como a Warner Bros. Essa reorganização demonstra que, para estúdios de cinema históricos, inovação e eficiência caminham lado a lado com decisões estratégicas difíceis.

Entenda a história da Paramount

Fundada por Adolph Zukor em 1912, a Paramount Pictures construiu uma história marcada por inovação, sucesso comercial e presença icônica em Hollywood. Entre as décadas de 1920 e 1970, o estúdio consolidou-se como referência no cinema mundial, produzindo clássicos que atravessam gerações.

Nos dias atuais, a Paramount busca se reinventar diante de desafios como o avanço das plataformas de streaming e a transformação do consumo de conteúdo. Investimentos em tecnologia de produção, efeitos visuais avançados, séries de televisão e videogames são parte da estratégia do estúdio para se manter relevante e competitivo, garantindo que seu legado histórico continue evoluindo para o século XXI.

Warner Bros.: o gigante que está por vir

A Warner Bros., fundada em 1923 pelos irmãos Warner, é um ícone global do entretenimento, com influência significativa em cinema, televisão, animação e videogames. Com sedes em Burbank, Califórnia, e Nova Iorque, a empresa é responsável por franquias de renome, incluindo DC Studios, New Line Cinema e Hanna-Barbera, e possui 12,5% da The CW Television Network.

Além de seus títulos icônicos, a Warner Bros. também é conhecida por personagens marcantes da cultura pop, como Pernalonga, mascote oficial da empresa. A aquisição da Warner pela Paramount não apenas ampliaria o portfólio da companhia, como também transformaria o cenário competitivo de Hollywood, consolidando um conglomerado capaz de disputar de igual para igual com outras gigantes do setor.

Incertezas criativas e preocupações na indústria

O anúncio das demissões e a expectativa sobre a aquisição geraram apreensão entre profissionais da indústria. Nomes de destaque, como o diretor James Gunn, expressaram preocupação sobre como as mudanças podem afetar projetos já em desenvolvimento, especialmente no universo do DCU (DC Universe). Perguntas sobre cronogramas, orçamento e liberdade criativa ganharam destaque nas discussões públicas e em redes sociais, refletindo a inquietação de talentos diante de uma possível reestruturação de grandes franquias.

Essas preocupações ilustram um ponto central: quando estúdios com culturas e estruturas distintas se fundem, inevitavelmente surgem tensões e períodos de adaptação. O impacto não atinge apenas executivos, mas equipes inteiras de roteiristas, produtores, técnicos e atores que precisam se ajustar a novos paradigmas corporativos.

Inspirada em uma aventura de RPG, The Mighty Nein desembarca no Prime Video com dublagem guiada por Sérgio Cantú

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A comunidade geek ganhou motivo para comemorar: The Mighty Nein, animação baseada nas campanhas do fenômeno Critical Role, acaba de chegar com força ao Brasil. O primeiro episódio dublado já está liberado gratuitamente no YouTube, enquanto os três capítulos iniciais entram no catálogo do Prime Video na quarta-feira, 19 de novembro. A partir daí, o público entra no ritmo do RPG: episódios semanais, como se cada lançamento fosse uma nova rodada de dados.

O que diferencia a versão brasileira não é apenas a fidelidade ao material original, mas o cuidado evidente na dublagem. Sérgio Cantú, um dos nomes mais reconhecidos do setor, coordenou todo o processo criativo e tomou uma decisão rara — e muito bem-vinda: reunir, no elenco principal, dubladores que também são jogadores de RPG. A ideia era trazer uma interpretação mais orgânica, carregada daquela vivência que só quem já ficou horas montando ficha, discutindo estratégia ou improvisando com amigos entende. O resultado aparece de imediato: as vozes não apenas interpretam os personagens, mas parecem se conectar a eles como se estivessem dentro da mesa.

A história acompanha um grupo de outsiders e fugitivos que, mesmo sem querer, acaba responsável por uma missão decisiva: recuperar um artefato poderosíssimo, o Cristal, que caiu em mãos perigosas. A explosão misteriosa na fronteira deixa Wildemount prestes a mergulhar numa guerra, e enquanto Beauregard investiga uma trama oculta nas sombras, Caleb se alia a alguém improvável para invadir uma loja mágica de animais. É o tipo de caos organizado que quem joga RPG reconhece — uma missão que começa pequena, mas cresce rápido e te pega pelo colarinho.

O elenco reúne nomes como Raphael Rossatto, Carina Eiras, Aline Guioli, Filipe Albuquerque, Luísa Viotti, Natali Pazete e o próprio Sérgio Cantú, todos acostumados tanto aos estúdios quanto às aventuras de mesa. Essa familiaridade não é detalhe: ela molda o ritmo, influencia as interpretações e transforma a animação numa experiência que conversa diretamente com quem já viveu a tensão de um teste decisivo de destreza ou a alegria de um crítico perfeito. A naturalidade com que eles se apropriam dos personagens reforça a sensação de que o universo da série respira a mesma atmosfera que os jogadores reconhecem.

Essa conexão não é apenas profissional. Em julho, parte do elenco se reuniu em uma sessão online de RPG com tema de X-Men, mostrando que o envolvimento com o gênero vai muito além da cabine de gravação. Raphael Rossatto, por exemplo, que deu voz ao Gambit em X-Men ’97, assumiu o mutante também nessa aventura paralela; Cantú interpretou o Noturno, papel que já dubla oficialmente; e Carina Eiras trouxe de volta sua Tempestade dos filmes. São encontros que revelam o quanto esse time transita com naturalidade entre trabalho, fandom e diversão.

Com mais de três décadas de carreira, Sérgio Cantú se mantém como um dos profissionais mais versáteis da dublagem brasileira. Ele já marcou gerações dando voz a personagens como Sheldon Cooper, Andrew Garfield, L de Death Note, Zac Efron, Shia LaBeouf, Elijah Wood e Jesse Eisenberg, além de se destacar como diretor capaz de imprimir referências geek e toques criativos que enriquecem cada projeto. Seu trabalho recente em Twisted Wonderland: A Série reforça essa habilidade de unir técnica, imaginação e paixão.

Em The Mighty Nein, esse repertório se reflete tanto na escolha do elenco quanto na forma como a dublagem foi construída. A série chega ao streaming não apenas como mais uma adaptação, mas como uma obra que carrega um olhar brasileiro sobre o universo de RPG, cheia de detalhes pensados para quem entende e ama o gênero. Para fãs de Critical Role, jogadores de mesa ou apenas curiosos em busca de uma animação envolvente, a produção nasce com energia própria — e com aquela sensação de que uma grande campanha está prestes a começar.

Entre a periferia e o poder: “O Tubarão da Berrini” expõe as engrenagens que moldam destinos no Brasil

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São Paulo é uma cidade de extremos. Arranha-céus reluzentes dividem espaço com realidades invisibilizadas, onde crescer significa aprender a sobreviver antes mesmo de sonhar. É nesse território de contrastes que nasce O Tubarão da Berrini, romance de Marcos Clementino que propõe um olhar sensível, direto e profundamente humano sobre como a sociedade brasileira constrói, limita e, muitas vezes, destrói seus jovens desde a infância.

A obra acompanha a trajetória de Marcolino, um menino frágil, marcado por crises asmáticas, humilhações na escola e uma rotina atravessada pela violência cotidiana. Desde cedo, ele aprende que o medo não é exceção, mas regra. Cada esquina, cada decisão, cada silêncio carrega um peso que não deveria fazer parte da infância, mas que se impõe a quem nasce longe das oportunidades.

Com o avanço da adolescência, o cerco se fecha. Aos 16 anos, Marcolino se envolve em um assalto na região da Berrini, um dos centros financeiros mais simbólicos da cidade. A ação termina em tragédia: ele é baleado por um policial, fica paraplégico e vê sua vida mudar de forma irreversível. O tiro não paralisa apenas seu corpo, mas o obriga a encarar uma nova realidade, marcada por hospitais, dor, culpa e questionamentos profundos sobre fé, justiça e sobrevivência.

Longe de romantizar a violência, o livro expõe com crueza as engrenagens que empurram jovens periféricos para caminhos quase sempre previsíveis. Racismo estrutural, ausência do Estado, falta de políticas públicas, violência institucional e a presença constante do crime organizado formam um cenário onde errar custa caro demais. Clementino constrói essa realidade sem discursos fáceis, permitindo que os fatos falem por si e que o leitor sinta o peso de cada escolha que, na prática, nunca foi totalmente livre.

Um dos grandes acertos da narrativa está na simbologia que dá título à obra. Marcolino é comparado a um tubarão, figura que carrega força, medo e fascínio, mas que também vive isolada, constantemente ameaçada e incompreendida. Assim como o animal, o protagonista é visto como perigo antes de ser reconhecido como ser humano. A metáfora acompanha sua jornada e ajuda a traduzir a solidão de quem precisa endurecer para continuar vivo.

Após um período de internação e passagem pela FEBEM, Marcolino inicia um processo de reconstrução. É uma trajetória marcada por contradições, recaídas e uma espiritualidade que surge mais como necessidade do que como conforto. Anos depois, ele ressurge como empresário e retorna à Berrini, agora em outra posição social. O retorno não é apenas geográfico, mas simbólico: ele encara o mesmo espaço que quase lhe tirou tudo, carregando as marcas de um sistema que falhou em protegê-lo.

Marcos Clementino deixa claro que seu objetivo não é apontar culpados individuais, mas provocar reflexão. O autor aposta em uma narrativa que convida o leitor a enxergar além do rótulo, questionando a lógica que transforma meninos em números, estatísticas ou manchetes. Em vez de respostas prontas, o livro oferece perguntas incômodas sobre responsabilidade coletiva, empatia e o preço de ignorar realidades que insistimos em manter à margem.

O Tubarão da Berrini é, acima de tudo, um retrato duro e necessário do Brasil urbano. Uma história que expõe como talento, inteligência e potencial podem ser sufocados antes mesmo de florescer. Ao final, a obra deixa um alerta silencioso, porém contundente: enquanto continuarmos tratando jovens periféricos como ameaças antes de reconhecê-los como cidadãos, seguiremos alimentando um ciclo de violência que não cria monstros, apenas sobreviveiros.

Resumo da novela Lady, a Vendedora de Rosas 13/03/2025, quinta-feira

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No tão esperado capítulo 49 de Lady, a Vendedora de Rosas, que será exibido nesta quinta-feira, 13 de março de 2025, a vida de Lady toma um novo rumo com a chegada de uma visita inesperada. Fabián, que havia desaparecido por um tempo, surge novamente em sua porta, trazendo consigo uma revelação importante. Ele apresenta a Lady a sua avó, Beatriz, uma mulher carinhosa e acolhedora que rapidamente conquista o coração da vendedora de rosas. Fabián revela que foi Beatriz quem sugeriu que ele procurasse Lady, o que cria uma conexão imediata entre as duas mulheres. A presença de Beatriz traz um alívio e uma sensação de pertencimento para Lady, que encontra nela um apoio inesperado. A senhora não só acolhe Fabián com carinho, mas também se mostra afetuosa com Lady, como se já a considerasse parte da família.

Enquanto isso, em um momento de reflexão e ansiedade, Brigit lida com um dilema pessoal. Sozinha em casa, ela decide fazer um teste de gravidez. O resultado, no entanto, é um grande choque: positivo. A notícia a pega de surpresa e a faz questionar o futuro, criando uma série de sentimentos conflitantes. Brigit agora se vê diante de uma decisão difícil e dolorosa, e suas inseguranças sobre o que fazer a dominam.

A tensão na trama aumenta à medida que outros personagens também enfrentam dilemas e desafios. Marco e Mireya, em uma corrida contra o tempo, tentam alcançar Lucía antes que ela embarque em sua viagem. Eles têm a esperança de que ela aceite sua proposta, algo que poderia mudar a trajetória de todos. Ao mesmo tempo, Lady decide visitar sua irmã no orfanato, mas é surpreendida por uma notícia devastadora: Liliana fugiu. Lady, desesperada para encontrar sua irmã e trazê-la de volta, não sabe como lidar com a ausência de Liliana, especialmente quando ela percebe que não tem ideia de para onde a jovem possa ter ido.

Lucía, por sua vez, analisa cuidadosamente o material enviado por Marco e se encanta com o que vê. Ela decide entrar em contato com ele para comunicar que está disposta a investir no seu filme, mas com uma condição: Marco precisa entregar um roteiro. Com o coração cheio de esperança e a chance de ver seu projeto decolar, Marco aceita o desafio e promete trabalhar com afinco para atender às exigências de Lucía.

Em uma festa organizada na casa de Leuven para celebrar as boas novas, todos se reúnem para brindar ao sucesso de Lucía e Marco. Lady, ainda em busca de respostas sobre o paradeiro de Liliana, encontra a jovem, mas a conversa entre as duas irmãs não vai como ela esperava. Liliana está determinada a seguir seu próprio caminho, recusando a ideia de voltar ao orfanato e desejando manter sua liberdade. Para Liliana, o orfanato é uma prisão, e ela está disposta a lutar pela sua independência, não importa o custo.

Enquanto isso, Pacho, consumido pela raiva e pela frustração, decide sair pelas ruas em busca de alívio para suas necessidades. Ele acaba se encontrando em um bairro de prostitutas, onde sua busca por satisfação não é correspondida. Desiludido, ele recebe um conselho de um estranho: comprar um beijo. Sem pensar muito, Pacho decide seguir a sugestão.

O amanhecer em Medellín traz uma reviravolta inesperada. Pacho, finalmente disposto a pagar por um beijo, vê de longe um vendedor que lhe chama a atenção. Ele se aproxima, mas o que acontece a seguir é algo que ele jamais poderia imaginar. Quando se aproxima do vendedor de beijos, Pacho fica atônito ao descobrir que a pessoa diante dele é ninguém menos que sua própria filha, Lady. O choque e a incredulidade tomam conta de Pacho, que jamais imaginou que um simples beijo pudesse resultar em uma revelação tão impactante.

Crítica – Conclave combina fé, política e ambição em um thriller visualmente impactante

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Foto: Courtesy of Focus Features

Conclave” é um thriller poderoso e meticulosamente estruturado, que prende o espectador em um cenário de portas fechadas, onde religião e política colidem, expondo as almas ambiciosas e mesquinhas de homens em busca do poder supremo. Sob a direção de Edward Berger, o filme entrega uma narrativa surpreendentemente ousada e relevante para os dias atuais.

Ambientado durante a eleição do sucessor do Papa, o enredo revela as contradições da Igreja, enquanto explora as ambições e fragilidades humanas dos envolvidos no conclave. Ralph Fiennes é o grande destaque, oferecendo uma atuação magistral que captura com profundidade a tensão entre fé e política. O restante do elenco também brilha, com performances convincentes que sustentam o alto nível do filme.

A atmosfera do longa é densa e carregada de tensão, reforçada por uma trilha sonora imersiva que amplifica o impacto emocional. No entanto, momentos ocasionais de leveza exagerada rompem a seriedade da narrativa, trazendo um contraste que, embora arriscado, acrescenta dinamismo ao ritmo da história.

A cinematografia é um espetáculo à parte. Com uma paleta de cores quentes e composições meticulosamente simétricas, evoca o estilo visual de Wes Anderson, sem perder sua identidade. Cenas como a dos bispos atravessando o pátio com guarda-chuvas brancos sobre um fundo vermelho são visualmente arrebatadoras, garantindo memórias icônicas ao espectador. Esses detalhes elevam o filme a um patamar artístico incomum no gênero.

O roteiro é outro ponto de destaque, com diálogos profundos que exploram temas como fé, tradição e modernidade. A coragem do filme em criticar as hipocrisias e contradições da Igreja é louvável, desafiando o espectador a questionar instituições e valores que parecem desconectados de uma sociedade em transformação.

“Conclave” transcende o gênero de thriller político, oferecendo uma experiência que é ao mesmo tempo visualmente fascinante e intelectualmente instigante. Com direção impecável, atuações impactantes e uma estética memorável, o filme é um convite irresistível para refletir sobre a interação entre tradição e mudança no contexto religioso.

Crítica – Nascido para Vencer é uma jornada de redenção com coração, lutas e clichês

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Nascido para Vencer apresenta uma trama que, embora siga o caminho familiar de filmes sobre luta e superação, se destaca por um toque humano capaz de manter o espectador envolvido do começo ao fim. A história gira em torno de Mickey Kelley (interpretado por Sean Patrick Flanery), um homem que busca redenção após se afastar do mundo das artes marciais, tentando reconstruir sua vida e encontrar equilíbrio com sua família. O enredo, com sua abordagem sobre a luta interna contra as adversidades da vida, é um clássico exemplo de superação, um tema sempre emocionante e profundo. A transição de Mickey de um campeão de jiu-jitsu para um homem em busca de uma vida mais pacífica é retratada de forma eficaz, equilibrando cenas de ação intensas com momentos de introspecção, que revelam suas vulnerabilidades e dilemas pessoais.

Porém, como é comum no gênero, a narrativa peca ao cair em alguns clichês e padrões previsíveis, o que tira um pouco da originalidade da trama. Mesmo assim, o filme consegue manter o interesse do público com seu ritmo envolvente e as atuações sólidas do elenco. Sean Patrick Flanery faz um trabalho convincente ao interpretar Mickey, conseguindo transmitir tanto a vulnerabilidade quanto a força interior de seu personagem, o que faz com que o público se conecte emocionalmente com sua jornada. Dennis Quaid, como o mentor de Mickey, traz uma performance emocionalmente rica, com uma sensibilidade que complementa bem o papel de guia do protagonista. No entanto, o filme não se aprofunda tanto nos personagens secundários, que, embora bem interpretados, acabam sendo bastante superficiais, não deixando um impacto duradouro.

A química entre Flanery e Katrina Bowden, que interpreta a esposa de Mickey, é um dos pontos positivos, e embora o roteiro ofereça uma boa dinâmica entre o casal, há uma sensação de que esse relacionamento poderia ter sido mais explorado, revelando mais sobre as complexidades dessa parceria e os desafios que ela enfrenta. A relação deles, que é uma parte central da jornada de Mickey, se sente um pouco negligenciada, o que impede o filme de atingir seu potencial máximo de profundidade emocional.

No que diz respeito à ação, o filme não decepciona. As cenas de luta são bem executadas, intensas e realistas, com coreografias de MMA e jiu-jitsu que agradam os fãs do esporte. A energia das lutas é bem capturada, e isso mantém a tensão alta, mesmo nas cenas mais calmas. No entanto, a ausência de um grande conflito ou de uma reviravolta impactante no enredo faz com que o filme não se destaque tanto entre outros do mesmo gênero. Apesar disso, Nascido para Vencer ainda oferece uma história inspiradora de superação, honra e redenção pessoal, tocando em temas universais de luta, perda e recomeço.

Em resumo, embora o filme tenha seus méritos, como uma execução técnica eficiente, atuações consistentes e uma mensagem positiva, ele peca pela previsibilidade e pela falta de um elemento surpreendente que o faça se destacar no gênero. Para quem busca uma trama simples, porém emocionante, pode ser uma boa escolha de entretenimento, mas aqueles que esperam algo mais inovador e imprevisível podem achar a experiência um pouco aquém das expectativas.

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