Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo (10/08)

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Neste domingo, 10 de agosto de 2025, a TV Globo promete eletrizar a tarde dos telespectadores com a exibição de Arranha-Céu: Coragem Sem Limite (Skyscraper), um dos maiores sucessos de ação de 2018. Protagonizado pelo astro Dwayne Johnson, o longa mergulha o público em uma trama vertiginosa, que mistura tensão, heroísmo, drama familiar e cenas espetaculares dignas das maiores superproduções de Hollywood.

A escolha do filme para a Temperatura Máxima deste fim de semana é um verdadeiro presente para quem gosta de narrativas intensas, com ritmo acelerado e um protagonista carismático disposto a tudo para salvar aqueles que ama. Mais do que um filme de ação, “Arranha-Céu” é uma história de superação, coragem e humanidade, contada com explosões cinematográficas e muito coração.

Um herói improvável em um cenário impossível

Will Sawyer (Dwayne Johnson) é um veterano de guerra e ex-líder da equipe de resgate do FBI que vive com uma dolorosa lembrança do passado: um acidente de missão que o deixou com uma prótese na perna e o afastou das operações de campo. Agora, anos depois, ele atua como consultor de segurança de arranha-céus e é contratado para fazer a vistoria do maior e mais tecnológico edifício do mundo — a Pérola, um colosso arquitetônico situado em Hong Kong, que abriga residências, escritórios, espaços comerciais e um sistema de segurança sem precedentes.

Tudo muda quando um grupo criminoso altamente treinado sabota o edifício e inicia um incêndio no andar 96, isolando os andares superiores e deixando centenas de pessoas presas. Entre elas está a própria família de Will: sua esposa Sarah (vivida por Neve Campbell, em uma atuação marcante) e seus dois filhos pequenos. Acusado injustamente de ser o responsável pelo desastre, Will precisa enfrentar a polícia, criminosos armados e seu próprio medo para limpar seu nome — e salvar sua família.

A força do impossível

Uma das maiores qualidades de “Arranha-Céu: Coragem Sem Limite” é seu compromisso com o desafio humano. Embora os efeitos visuais sejam impressionantes e o espetáculo visual digno de aplausos, o filme brilha mesmo é quando coloca o protagonista em situações limite, onde a dor, o amor e a esperança se tornam suas maiores ferramentas.

Will não é apenas um herói musculoso como muitos estereótipos do gênero. Ele é vulnerável. Falha. Sente medo. Sangra. Sua deficiência física não é tratada como obstáculo a ser superado, mas como parte integral de quem ele é. Dwayne Johnson, que já mostrou em outros filmes sua habilidade de alternar força e empatia, entrega aqui uma performance comovente, intensa e cheia de humanidade.

É um filme que pergunta: até onde você iria pela sua família? Para Will Sawyer, a resposta é: até o topo do prédio mais alto do mundo. Literalmente.

Bastidores de uma superprodução internacional

Produzido pela Legendary Pictures, em parceria com Seven Bucks Productions, Perfect World Pictures e Flynn Picture Co., e distribuído pela Universal Pictures, o filme foi dirigido e escrito por Rawson Marshall Thurber, conhecido também por “Um Espião e Meio” e “Família do Bagulho”.

As filmagens de “Skyscraper” aconteceram entre agosto e novembro de 2017, com locações em Vancouver, na Colúmbia Britânica, Canadá — cenário que serviu de base para os efeitos digitais que recriaram o fictício arranha-céu de Hong Kong.

A “Pérola”, como é chamado o edifício no filme, foi inspirada em construções reais como o Burj Khalifa, em Dubai, e a Shanghai Tower, na China. O projeto imaginário de 240 andares é apresentado como um verdadeiro prodígio da engenharia moderna, misturando arquitetura futurista com tecnologia de ponta. Parte do sucesso do filme também está na forma como essa ambientação foi criada para ser crível e, ao mesmo tempo, impressionante — uma verdadeira “personagem” da história.

Neve Campbell: um retorno empoderado

Outro destaque do filme é a presença de Neve Campbell, atriz consagrada por seu papel na franquia “Pânico”. Em “Arranha-Céu”, ela interpreta Sarah, uma ex-oficial da marinha e médica cirurgiã, que não se limita ao papel de esposa em perigo. Pelo contrário, Sarah é uma das grandes forças do filme, com momentos de ação, coragem e tomada de decisão que desafiam a tradicional lógica dos blockbusters centrados apenas na figura masculina do herói.

Sua atuação foi amplamente elogiada por devolver à personagem feminina o protagonismo em cenas decisivas e, principalmente, por representar uma mãe forte, estratégica e emocionalmente resiliente. Sarah é uma parceira igual de Will, e não uma coadjuvante passiva.

Uma bilheteria sólida e recepção mista

Lançado em 2018, o filme teve um desempenho sólido nas bilheterias globais, arrecadando cerca de US$ 304 milhões mundialmente, contra um orçamento estimado de US$ 125 milhões. Embora não tenha sido um fenômeno à la “Missão: Impossível” ou “Velozes e Furiosos”, o filme conseguiu seu espaço como um thriller de ação eficiente e emocionante.

A recepção da crítica, no entanto, foi dividida. No site Rotten Tomatoes, a aprovação ficou em 48%, com consenso de que, apesar da fórmula previsível, o filme entrega uma dose honesta de entretenimento. Já no Metacritic, a média foi de 51/100, refletindo críticas mistas. O público, por sua vez, avaliou de forma mais generosa: a CinemaScore atribuiu ao filme a nota B+, sinalizando que a experiência foi positiva para quem buscava um bom filme de ação.

Críticos como Alonso Duralde, do TheWrap, apontaram que “Skyscraper” não revoluciona o gênero, mas é uma “diversão de verão satisfatória” — especialmente se assistido em uma tela grande, onde a escala do filme realmente brilha.

Representatividade e inclusão

Um detalhe que merece atenção é o fato de Will Sawyer ser um protagonista com deficiência física, algo raro em filmes de ação de grande orçamento. O personagem usa uma prótese na perna, mas isso não o define como alguém frágil — pelo contrário. Sua deficiência é tratada com respeito e naturalidade, e sua superação não é romantizada nem vista como “inspiração barata”.

Essa escolha narrativa tem sido cada vez mais valorizada em Hollywood, e em “Arranha-Céu”, ela serve como uma ponte para refletir sobre resiliência, adaptação e força interior. O filme mostra que o verdadeiro heroísmo não está na perfeição física, mas na capacidade de lutar, amar e resistir — mesmo diante do impossível.

Onde assistir depois da TV?

Se você perder a exibição na TV Globo neste domingo ou quiser rever a adrenalina, o filme está disponível para aluguel e compra em plataformas digitais como Google Play Filmes, Apple TV, Prime Video, Claro TV+, entre outras. Também pode aparecer esporadicamente no catálogo do Telecine ou HBO Max, dependendo da rotação de títulos dos estúdios.

Globo Repórter desta sexta (08/08) revela os tesouros escondidos da República Dominicana em jornada de 15 dias

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Na próxima sexta-feira, 8 de agosto de 2025, o telespectador do Globo Repórter será convidado a viver uma experiência que vai além do turismo tradicional. Durante quinze dias, a equipe da jornalista Dulcineia Novaes atravessou a República Dominicana para mostrar um país que encanta não só pela beleza, mas também pela diversidade, pela história e, principalmente, pelas pessoas.

É fácil se apaixonar pela paisagem: praias de areia branca, mar azul-turquesa, coqueiros recortando o céu, sol dourado. Mas essa edição do programa, produzida em parceria com a RPC, afiliada da Globo no Paraná, mergulha mais fundo. Ao longo da viagem, o que se revela é uma República Dominicana plural, marcada por contrastes geográficos, culturais e humanos.

Um paraíso que respira história e natureza

O episódio começa como se fosse um sonho: sobrevoando o mar do Caribe, a câmera se aproxima de uma mancha de areia perdida no meio das águas cristalinas. É Cayo Arena, também chamada de Cayo Paraíso. Pequena, rústica, cercada por um recife de coral impressionante, a ilha é ponto de encontro para quem busca mergulhar com snorkel e ver a vida marinha em seu estado mais puro.

Ali, entre peixes coloridos e o silêncio do oceano, começa a narrativa de um país que não pode ser resumido apenas a cartões-postais.

Logo a seguir, a equipe segue para a Baía de Samaná, onde um espetáculo da natureza acontece anualmente: as baleias-jubarte que migram do norte para acasalar e dar à luz em águas quentes e calmas. É um dos mais importantes berçários desses gigantes do mar no hemisfério norte.

Ao lado de biólogos e barqueiros locais, Dulcineia embarca em uma expedição para observá-las. Entre um salto e outro, o som emitido pelas jubartes — como se fosse uma canção ancestral — toma conta do ambiente. “É um momento em que o tempo para. Você esquece que está ali como jornalista e apenas observa, respira, sente”, descreve a repórter, emocionada.

Por trás do turismo de luxo, um povo de histórias e trabalho

Apesar da fama internacional de destinos como Punta Cana, com seus resorts luxuosos, campos de golfe e festas à beira-mar, a equipe do Globo Repórter decidiu seguir por outras rotas.
A proposta não era apenas mostrar o que já está no imaginário coletivo, mas abrir espaço para que outras vozes, outras realidades, também ganhassem protagonismo.

E é nesse caminho que o programa encontra o que realmente sustenta o país: o povo dominicano. Gente simples, trabalhadora, acolhedora, que transforma desafios em festa, e rotina em poesia. Em pequenos vilarejos litorâneos, Dulcineia conversa com pescadores, artesãos, agricultores. Ouve histórias de resistência, fé e criatividade.

O carisma e a leveza com que os dominicanos recebem os brasileiros é evidente. Mesmo com sotaques diferentes, há uma familiaridade no riso, no gesto, no jeito de acolher.

Um lago salgado no meio do nada: o mistério de Enriquillo

Seguindo por uma estrada que cruza terras áridas e paisagens quase lunares, o programa chega ao Lago Enriquillo. Quase do tamanho da Baía de Guanabara, ele é o maior lago do Caribe e também um dos mais curiosos: por estar em uma depressão geológica, suas águas são extremamente salinas e abrigam uma população considerável de crocodilos-americanos — algo raro em todo o continente.

O contraste é fascinante. Em volta do lago, o cenário é seco, com cactos gigantes e muito calor. Mas dentro dele, uma vida selvagem pulsa de forma inesperada. Ao lado de ambientalistas locais, Dulcineia acompanha o comportamento desses animais e aprende como a comunidade da região convive com essa natureza tão peculiar.

Santo Domingo: onde tudo começou

Para entender a alma da República Dominicana, é necessário voltar no tempo. E é na capital, Santo Domingo, que o passado ressurge em cada esquina. Fundada ainda no século XV, a cidade foi a primeira capital europeia nas Américas e abriga a primeira catedral do continente.

As ruas de pedra, os casarões coloniais e as fortalezas ainda de pé contam histórias de conquistas, conflitos e transformações.
Caminhando pela Zona Colonial, Dulcineia reencontra o peso e a beleza de uma herança que ainda molda a identidade dominicana. Conversa com historiadores, visita museus e ouve músicos que, entre uma canção e outra, falam de um país que nunca deixou de se reinventar.

As montanhas que lembram os Alpes

Quando o programa sobe pelas estradas que serpenteiam a Cordilheira Central, é difícil acreditar que ainda estamos na mesma ilha de praias tropicais. As cidades de Constanza e Jarabacoa, apelidadas de “Suíça do Caribe”, surpreendem com seus vales, montanhas verdes e clima ameno. É comum ver neblina ao amanhecer, plantações de morango, e até cachoeiras escondidas no meio das florestas.

Nessa região, a agricultura floresce com força. O solo fértil e a altitude permitem o cultivo de hortaliças, frutas, flores. A repórter visita estufas e sítios, onde produtores orgulhosos mostram seus morangos gigantes, suas cenouras crocantes, seus sonhos de exportar o sabor do Caribe para o mundo.

É também nessa parte do país que aventureiros se encontram: o turismo de montanha, com trilhas, rafting e rapel, tem crescido e atraído visitantes em busca de adrenalina e conexão com a natureza.

O âmbar que guarda segredos do tempo

Em outra etapa da viagem, o Globo Repórter visita minas e ateliês de âmbar, resina fóssil que se formou há milhões de anos e que, na República Dominicana, aparece em tonalidades raras, como o azul.

É nesse âmbar que cientistas encontram vestígios do passado: insetos, folhas, flores e até pequenos vertebrados, perfeitamente preservados. É como se o tempo tivesse congelado essas cenas para contar uma história que só agora conseguimos ver.

Além da ciência, há a arte: artesãos locais transformam essas preciosidades em joias e esculturas que carregam não apenas valor material, mas também simbólico.

Charutos, música e identidade

A República Dominicana é, ainda, uma potência cultural. Com uma das maiores produções de charutos artesanais do mundo, o país mantém viva uma tradição que passa de geração em geração.

Nas fábricas, Dulcineia conversa com mulheres e homens que dedicam a vida a enrolar folhas de tabaco com uma precisão quase coreográfica. É um trabalho delicado, exigente, e que resulta em produtos reconhecidos internacionalmente.

E enquanto as mãos moldam o tabaco, os sons da bachata e do merengue embalam o cotidiano. A música está por toda parte: nas praças, nas casas, nos fones de ouvido dos jovens, nas rádios dos táxis. O ritmo é identidade, resistência e celebração.

Um país que merece ser descoberto de verdade

No fim da jornada, depois de navegar mares, escalar montanhas, cruzar desertos e caminhar por cidades históricas, Dulcineia Novaes resume a experiência com uma frase simples: “A República Dominicana me surpreendeu”.

E é exatamente essa a sensação que o telespectador leva após assistir ao programa: surpresa. Porque, além das praias e dos resorts, há um país inteiro para ser descoberto — feito de histórias, gente, sabores e paisagens que não cabem em um só olhar.

Crítica | Juntos transforma o body horror em um retrato íntimo e perturbador das relações humanas

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Juntos” é uma experiência cinematográfica que surpreende pela ousadia, perturba pela visceralidade e emociona pela crueza com que trata temas universais como amor, identidade e obsessão. O longa, dirigido com notável precisão por Michael Shanks em sua estreia no comando de um longa-metragem, é um exemplo raro de como o terror corporal pode ser utilizado para além do choque visual, funcionando como metáfora potente para a complexidade das relações humanas.

Sem grandes expectativas iniciais, o impacto causado por “Juntos” é justamente sua capacidade de desestabilizar. Trata-se de uma obra profundamente original, que mistura gêneros com uma habilidade incomum. Terror, comédia sombria e drama relacional se fundem em uma narrativa desconfortável, porém extremamente autêntica, com um subtexto emocional que reverbera muito além da última cena.

O enredo gira em torno de um casal vivido por Alison Brie e Dave Franco – que, não por acaso, também são parceiros na vida real – em um momento de inflexão em sua longa relação. Sem entregar spoilers, é possível afirmar que o filme utiliza os códigos do body horror como espelho simbólico de sentimentos como codependência, perda de individualidade e o temor de se diluir completamente no outro. A grotesca transformação física pela qual os personagens passam é, na verdade, uma expressão extrema das tensões emocionais e psicológicas que se acumulam dentro do relacionamento.

Mais do que um filme de sustos ou imagens chocantes, “Juntos” é uma análise profunda e desconfortável sobre o que acontece quando as fronteiras entre o “eu” e o “nós” deixam de existir. É, nesse sentido, um filme corajoso — tanto na forma quanto no conteúdo.

O grande mérito de Michael Shanks está em não se esconder atrás da bizarrice. Pelo contrário, ele encara o grotesco de frente, mas sempre com propósito narrativo. Sua direção combina um olhar estético refinado com uma surpreendente maturidade emocional. A fotografia trabalha com contrastes fortes e tons sóbrios, acompanhando as oscilações entre o grotesco, o humor ácido e a ternura melancólica. A câmera se aproxima dos corpos de forma quase claustrofóbica, captando cada microexpressão, cada transformação, física ou emocional. O resultado é uma sensação constante de sufocamento – não apenas do espaço, mas da própria identidade dos personagens.

A trilha sonora, igualmente precisa, alterna entre melodias etéreas e ruídos dissonantes, amplificando o desconforto sem jamais soar exagerada. É um acompanhamento sonoro que acentua o tom inquietante da narrativa e contribui para a construção de um ambiente emocionalmente instável e, portanto, genuíno.

Outro destaque é a atuação do casal protagonista. Alison Brie e Dave Franco entregam performances corajosas e emocionalmente nuançadas, sustentando a trama mesmo nos momentos mais absurdos e surreais. A química entre os dois transcende a tela e confere autenticidade aos diálogos e gestos. É esse vínculo real que ancora a narrativa e impede que o filme se torne uma simples exibição de bizarrices. Há verdade, há dor, há amor – e é justamente por isso que a experiência se torna tão perturbadora.

“Juntos” é um filme que caminha na corda bamba entre o riso nervoso e o horror genuíno, entre a ternura e o incômodo, entre o drama emocional e a metáfora grotesca. O roteiro é afiado, não recuando diante das partes mais feias e desconfortáveis de uma relação de longo prazo: ressentimentos abafados, concessões mal resolvidas, silêncios que machucam mais que gritos. Mas também há espaço para momentos de carinho e humanidade, que tornam o impacto ainda mais forte quando o horror se instala de vez.

Ao fim, a trama não é apenas um filme de terror. É uma meditação visceral sobre os limites do amor e da convivência, sobre o que resta de nós quando nos entregamos completamente a outra pessoa — e o que pode nascer dessa entrega. É um filme que provoca repulsa e empatia ao mesmo tempo, que assusta não apenas pelo que mostra, mas, sobretudo, pelo que sugere.

Raro, inteligente e emocionalmente desafiador, o filme é um dos exemplares mais ousados e bem executados do terror contemporâneo. Assusta, sim — mas, principalmente, faz pensar. E é justamente aí que reside sua verdadeira força.

Invasão | Terceira temporada da série da Apple TV+ ganha trailer eletrizante e data de estreia

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A humanidade volta a encarar o desconhecido. A Apple TV+ revelou o aguardado trailer da terceira temporada de Invasão (Invasion), série de ficção científica criada por Simon Kinberg e David Weil, com estreia marcada para 22 de agosto de 2025. A nova leva de episódios promete intensificar o caos instaurado no planeta após a chegada dos alienígenas, aprofundando os dilemas humanos em meio à destruição e ao medo.

Estrelada por um elenco internacional — com Golshifteh Farahani, Shioli Kutsuna, Shamier Anderson, India Brown, Billy Barratt, entre outros —, a série retorna com novos confrontos, perdas e reconfigurações emocionais. O mundo, já profundamente alterado pela ameaça extraterrestre, mergulha em um estado de guerra total.

A ficção científica como espelho emocional

Lançada em 2021, Invasão fugiu da rota tradicional de séries do gênero ao investir menos na ação frenética e mais no impacto subjetivo do colapso global. Em vez de se fixar apenas na ameaça alienígena, a narrativa se expande a partir de múltiplos pontos de vista, em diferentes partes do mundo, retratando o desespero, a resiliência e os conflitos humanos com sensibilidade e complexidade.

Ao transitar entre os Estados Unidos, o Japão, o Oriente Médio e a Europa, a série constrói um mosaico geopolítico e cultural raro em produções sci-fi. A alienação causada pela presença invasora funciona como metáfora para o isolamento, a perda e o sentimento de impotência diante de forças que escapam ao controle humano.

O que traz a terceira temporada

O novo trailer antecipa um cenário mais sombrio e direto: a invasão, que antes se desenhava como ameaça silenciosa, agora assume formas devastadoras e concretas. Cidades entram em colapso, governos se fragmentam e a conexão entre as pessoas — já fragilizada — torna-se ainda mais tênue.

No centro da narrativa, Aneesha Malik (Farahani) continua em fuga com os filhos, enfrentando não apenas os horrores externos, mas também os internos: a perda, o luto e a necessidade de manter os laços familiares em meio à ruína. Trevante Cole (Anderson), ex-militar, se vê cada vez mais envolvido em iniciativas de resistência, enquanto a cientista Mitsuki Yamato (Kutsuna) se aprofunda em sua busca pela comunicação com os alienígenas — e talvez com o próprio sentido da vida diante do desconhecido.

A temporada também amplia o protagonismo juvenil, com India Brown e Billy Barratt ganhando destaque como jovens que tentam entender e reagir ao mundo à beira do abismo. Mais do que esperança, eles representam uma nova forma de consciência — menos baseada no controle e mais aberta à escuta e à adaptação.

Um dos pilares da série é seu elenco global, que dá corpo a uma narrativa igualmente plural. O drama se constrói a partir da experiência de personagens que vivem realidades profundamente distintas — mas interligadas pela mesma catástrofe. Em um mundo fraturado, as histórias cruzadas revelam como a sobrevivência, a empatia e a resistência ganham formas diferentes, mas igualmente essenciais.

O retorno de nomes como Enver Gjokaj, Nedra Marie Taylor e Naian González Norvind adiciona novas camadas às tramas já conhecidas, ampliando o leque de conflitos éticos, científicos e afetivos.

Com uma estética que privilegia o silêncio e a tensão crescente, a série conquistou um público fiel ao longo de suas duas primeiras temporadas. Apesar de críticas iniciais à sua abordagem contemplativa, a série encontrou espaço entre espectadores que valorizam construções lentas, mas densas — onde o verdadeiro horror se revela nos gestos contidos, nas despedidas silenciosas e nas decisões difíceis.

Indicada ao Visual Effects Society Awards, a série também impressiona pela excelência técnica: a fotografia minimalista, os efeitos visuais realistas e a trilha sonora inquietante criam uma atmosfera que evoca tanto a grandiosidade do espaço quanto a vulnerabilidade do ser humano.

Crítica | Faça Ela Voltar é um terror devastador sobre luto, obsessão e amor doentio

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Quando descobri que Traga Ela de Volta era dirigido pelos irmãos Philippou — os mesmos responsáveis pelo impactante Fale Comigo (Talk to Me) — e vi as críticas extremamente positivas, soube imediatamente que precisava assistir ao filme assim que fosse lançado. E posso afirmar com segurança: foi uma das decisões mais certeiras que já tomei como fã de terror.

Sou apaixonado pelo gênero há anos, embora reconheça suas inconsistências. É comum ver produções que se apoiam em sustos fáceis e clichês visuais, esvaziando a verdadeira essência do horror. Justamente por isso, encontrar uma obra realmente bem executada é raro — e, quando acontece, é simplesmente eletrizante. Traga Ela de Volta é um exemplo excepcional: assustador, impactante, emocionalmente denso e perverso. Vai além do que se espera de um filme de terror. É tenso, visceral e, acima de tudo, real — dolorosamente real.

Ao final da sessão, uma certeza se impôs: os irmãos Philippou não apenas evitaram a temida “maldição do segundo filme”, como superaram todas as expectativas com uma obra mais ousada, brutal e emocionalmente devastadora. Se Fale Comigo já havia sido uma estreia marcante, o filme é um salto criativo em todos os sentidos. É mais ambicioso, mais maduro e infinitamente mais angustiante — não só pelo que acontece em tela, mas pelo que exige emocionalmente de quem assiste. E o mais surpreendente: essa brutalidade nunca soa gratuita. Cada momento de dor e violência nasce de um lugar profundamente humano, de um amor distorcido pela perda, de uma dor tão sufocante que se torna monstruosa.

Terror com propósito: trauma, luto e consequências

O filme não se esquiva de temas delicados — como abuso infantil, capacitismo e negligência social — e os aborda com uma honestidade desconcertante. Alguns momentos são genuinamente difíceis de assistir, mas é exatamente essa coragem que confere força e autenticidade à narrativa. O diferencial do terror americano está na maneira como representa o trauma: não apenas como uma lembrança do passado, mas como algo ativo, presente, corrosivo.

A trama é, em essência, sobre luto. Sobre o desejo desesperado de consertar o que não pode mais ser consertado. Sobre como esse desejo pode se transformar em obsessão, e essa obsessão, em algo monstruoso. O filme mergulha na dor de quem perdeu e de quem não consegue seguir em frente. Esse luto não é romântico, nem redentor: é destrutivo. Ele seca tudo ao redor, até restar apenas um eco vazio — e é exatamente aí que mora o verdadeiro terror.

Sally Hawkins: entrega visceral e memorável

Sally Hawkins está simplesmente brilhante. Sua atuação como a mãe adotiva é uma das mais potentes de sua carreira. Ela mistura fragilidade e ameaça com uma naturalidade desconcertante. Em certos momentos, sentimos pena de sua personagem, comovidos pela dor que carrega. Em outros, ficamos horrorizados com as medidas extremas que toma para realizar seu desejo. É um desempenho visceral, que comprova a amplitude de uma atriz capaz de transitar do charme leve de Paddington para as profundezas sombrias do desespero absoluto.

Um amadurecimento dos irmãos Philippou

É nítido o quanto os irmãos Philippou cresceram como cineastas. Há mais controle de cena, mais segurança na direção e uma clareza artística admirável. O filme não se perde em firulas visuais, nem em reviravoltas baratas: é direto, duro e consciente de sua proposta. Traga Ela de Volta não é perfeito — há quem possa considerá-lo excessivo ou difícil de digerir — mas isso jamais compromete sua potência. É um terror que entra na pele, não apenas pelo que mostra, mas pelo que sugere, pelo que deixa implícito, e principalmente pelo que compreende sobre a natureza humana.

Porque, no fim, este não é apenas um filme de terror. É um estudo sobre o luto, sobre a culpa, sobre o amor distorcido pelo sofrimento e até onde uma pessoa é capaz de ir quando não encontra mais saídas para a dor.

Obrigatório e inesquecível

Se você gostou de Fale Comigo, ou se simplesmente é apaixonado pelo gênero de terror em sua forma mais crua e emocional, o longa-metragem é obrigatório. É o tipo de filme que te prende, te desmonta e te deixa pensando muito tempo depois que os créditos sobem. Eu senti medo. Eu chorei. Eu fiquei em choque.

Crítica | Com visual ousado e tensão constante, A Hora do Mal se destaca como o novo terror do ano

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A Hora do Mal é exatamente o tipo de obra que se espera de um diretor em seu segundo longa-metragem: ousada, tecnicamente refinada e mais ambiciosa do que o trabalho anterior. Craig Cregger, conhecido pelo elogiado Barbarian (2022), prova aqui que não é um diretor de uma obra só. Pelo contrário, ele demonstra maturidade narrativa e um domínio estético que evoluem cena após cena, consolidando seu nome entre os novos autores mais promissores do cinema de terror.

Há uma confiança visível em cada quadro. Cregger explora com precisão o ritmo, o movimento e uma linguagem visual mais viva e articulada do que em Barbarian. Seu controle sobre a mise-en-scène impressiona, especialmente nas sequências de ação, que demonstram sua versatilidade. É seguro afirmar: o diretor tem um grande filme de ação dentro de si, apenas esperando o momento certo para emergir.

Uma das grandes curiosidades era observar quais marcas autorais de Barbarian retornariam aqui — e uma delas se destaca de imediato: a obsessão pela estrutura narrativa. O filme é construído como uma montanha-russa emocional, conduzindo o público por curvas inesperadas com precisão quase cirúrgica. O diretor sabe exatamente quando acelerar, quando pausar e quando permitir que o espectador reorganize as peças desse quebra-cabeça psicológico antes do próximo impacto. Essa fluidez narrativa é um dos principais trunfos do filme: nada é gratuito, nenhuma cena é desperdiçada. Tudo contribui para manter a tensão em ebulição.

O sentimento de inquietação é constante. Mesmo nas passagens aparentemente calmas, há algo estranho no ar — uma tensão subjacente que jamais se dissipa por completo. A trilha sonora desempenha um papel fundamental nesse processo: é hipnótica, intensa e cuidadosamente escolhida para reforçar o clima de constante ameaça. O som não apenas acompanha, mas amplifica a experiência sensorial do público.

Outro elemento digno de destaque é a habilidade de Cregger em manipular tom e ritmo. Ele transita com naturalidade entre o terror psicológico, o suspense atmosférico e explosões de violência gráfica, sempre mantendo a coesão da narrativa. Um feito notável para qualquer cineasta, ainda mais para um nome em ascensão. O humor também está presente, mas jamais de forma forçada ou deslocada — surge pontualmente, quebrando a tensão em momentos estratégicos, sem comprometer a atmosfera opressiva do enredo.

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Contrastes e críticas sociais

Assim como em Barbarian, Cregger demonstra interesse em explorar contrastes sociais e visuais. A ambientação em uma zona suburbana de classe média alta, aparentemente tranquila e segura, entra em choque com a brutalidade escondida por trás de portas comuns. É um retrato perturbador da banalização do mal — da ideia de que a violência pode se ocultar nos lugares e nas pessoas mais improváveis. Quando essa crítica é direcionada ao universo juvenil e ao ambiente escolar, ela se torna ainda mais incômoda e pertinente.

Visualmente, o filme é um espetáculo. Os enquadramentos dinâmicos, os movimentos ousados de câmera e a fotografia pulsante criam uma linguagem cinematográfica cheia de energia. Há sequências coreografadas com precisão quase balética, misturando horror e beleza de forma visceral. Em um gênero onde a estética muitas vezes é tratada como um detalhe secundário, o cuidado visual de A Hora do Mal se destaca com folga.

Terror épico, mas sem perder a essência

No geral, o longa-metragem é tudo o que se espera de um blockbuster de terror — e a palavra “blockbuster” aqui é usada com intenção. Embora a história se desenrole em uma cidade pequena, a escala narrativa é grandiosa. É um filme épico, ambicioso, maior e mais ousado do que Barbarian, sem nunca abandonar a essência do horror intimista. A tensão é constante, os sustos são genuínos, e há espaço para emoção e surpresa.

O elenco contribui de forma decisiva para o êxito do longa. As performances são intensas, emocionalmente carregadas e ajudam a ancorar a trama em sentimentos reais, mesmo diante dos elementos mais fantásticos. As cenas de ação são coreografadas com uma precisão admirável, demonstrando não só técnica, mas também um olhar artístico refinado.

Mais do que assustador, A Hora do Mal é imprevisível. É quase impossível antecipar seus rumos narrativos — e essa imprevisibilidade é uma de suas maiores virtudes. Em um mercado saturado por fórmulas repetitivas, onde muitos filmes de terror se limitam a reproduzir convenções batidas, Craig Cregger entrega uma obra original, corajosa e impactante.

Nair Nany vem ao Brasil pela primeira vez para participação especial em gravação de DVD gospel em São Paulo

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A espera terminou. A cantora angolana Nair Nany, que se tornou uma sensação entre os admiradores da música gospel com sucessos como “Melhor Amigo / O Que Seria de Mim”, finalmente vem ao Brasil — e a data já está marcada. No dia 10 de setembro, ela desembarca em São Paulo para participar da gravação do novo DVD do pastor e cantor Marcos Freire, em um evento que promete marcar a história da música cristã contemporânea.

Com voz potente, carisma marcante e uma fé que transborda em suas ministrações, Nair Nany será uma das atrações principais de uma noite de celebração, comunhão e adoração, ao lado de grandes nomes do cenário gospel nacional, como Aline Barros, Fernanda Brum, Anderson Freire, Camila Vieira e Paulo Vieira.

A filha de Angola conquista o Brasil

Natural de Angola, Nair Nany tem conquistado uma legião de admiradores brasileiros por meio das redes sociais e plataformas de streaming. Seu estilo emocional, carregado de espiritualidade e entrega, encontrou eco entre fiéis e ouvintes que se identificam com letras que falam sobre intimidade com Deus, superação, dor e consolo.

O dueto com Eunice Zumbuca e Dimy Francisco, em “Melhor Amigo / O Que Seria de Mim”, tornou-se viral, rendendo centenas de milhares de execuções nas plataformas e compartilhamentos em vídeos de testemunhos e pregações. Em um momento em que a música gospel angolana ganha projeção internacional, Nair Nany se destaca como uma das principais vozes dessa nova geração.

Um convite especial e histórico

A vinda da artista a solo brasileiro foi idealizada pelo próprio Marcos Freire, que fez o convite para que ela participasse da gravação de seu novo DVD. O evento reunirá diferentes vertentes da música cristã e promete unir culturas e sotaques num só propósito: exaltar a fé e o amor de Deus.

Nas palavras do pastor, essa será uma “noite profética” — e não é para menos. A presença de Nair Nany marca uma aproximação ainda maior entre os ministérios africanos e brasileiros, fortalecendo laços espirituais e culturais. “Estamos trazendo a filha de Angola para, juntos, declararmos nas horas escuras que Deus é a nossa luz”, disse Marcos Freire em publicação nas redes.

A nova fase do gospel internacional

A participação de Nair Nany em eventos no Brasil também simboliza um novo capítulo na relação do país com artistas internacionais da música gospel. Por muito tempo, nomes norte-americanos ocuparam esse espaço, mas agora vozes africanas, como a de Nany, vêm ganhando mais representatividade, ampliando o repertório, os ritmos e as narrativas de fé compartilhadas entre os continentes.

Para o público, a expectativa é grande. Comentários nas redes sociais expressam alegria, emoção e ansiedade pela chegada da cantora. “Nunca pensei que veria Nair Nany aqui, pessoalmente. Vai ser uma noite para glorificar!”, escreveu uma seguidora

Um momento para ser vivido com o coração

Mais do que um show, a gravação será um grande culto musical, em que diferentes gerações de adoradores se reunirão para louvar, orar e agradecer. A estreia da cantora no Brasil não será apenas uma apresentação: será o início de uma nova etapa na carreira da cantora e, possivelmente, o ponto de partida para novas conexões entre igrejas, ministérios e públicos ao redor do mundo.

Rental Family ganha trailer emocionante e promete nova fase brilhante para Brendan Fraser

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de comover o mundo com sua atuação arrebatadora no drama A Baleia, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator, Brendan Fraser volta a ser o centro das atenções com um novo trabalho que promete tocar o público de maneira diferente — mas igualmente poderosa. Rental Family, seu mais recente projeto, é uma comédia dramática ambientada no Japão que mescla ternura, reflexão e humanidade em cada cena. O longa estreia mundialmente no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em setembro de 2025, com lançamento previsto nos Estados Unidos para 21 de novembro. No Brasil, ainda não há data definida, mas as expectativas já são altas.

Produzido pela Searchlight Pictures e dirigido pela cineasta Hikari, o filme mergulha em uma temática real e, ao mesmo tempo, quase surreal: o fenômeno das “famílias de aluguel” no Japão — um serviço no qual pessoas contratam atores para desempenhar papéis familiares, como cônjuges, filhos, pais ou amigos, em contextos emocionais, terapêuticos ou sociais. A ideia pode parecer absurda à primeira vista, mas revela muito sobre o mundo moderno e o modo como lidamos com a solidão, o luto e a carência de vínculos afetivos reais.

E é justamente nesse território delicado que Brendan brilha, mais uma vez, como um ator que não tem medo de se despir emocionalmente diante das câmeras

O que Fraser entrega em Rental Family vai muito além de uma boa performance. É o retrato de um artista que renasceu após anos de ostracismo, dores físicas, traumas pessoais e rejeições profissionais. Desde seu aclamado retorno em A Baleia, ele tem escolhido seus papéis com o cuidado de quem entende que a atuação pode ser, também, uma forma de cura — tanto para ele quanto para o público.

No novo filme, Fraser interpreta um homem americano que vive isolado em Tóquio. Expatriado, emocionalmente perdido e carregando cicatrizes invisíveis, seu personagem tropeça na existência solitária até cruzar com uma empresa especializada em fornecer “relacionamentos temporários”. Curioso e sem grandes expectativas, ele se aproxima daquele universo como observador, mas logo se vê envolvido emocionalmente com os “papéis” e as pessoas que encontra ali.

A grande força da atuação de Fraser neste filme está justamente na contenção. Ao invés de grandes explosões dramáticas, ele opta por silêncios, gestos mínimos, olhares carregados de significado. Uma escolha que exige maturidade e segurança — qualidades que Fraser conquistou ao longo dos anos e agora exibe com uma beleza rara.

Dirigido com sensibilidade por Hikari, conhecida por trabalhos como 37 Seconds, o filme é uma coprodução entre Japão e Estados Unidos e tem roteiro coescrito por Stephen Blahut. Mais do que ambientado no Japão, o filme utiliza a cultura japonesa como metáfora de um mundo em transformação — um mundo no qual as relações humanas estão cada vez mais negociadas, temporárias, digitais ou mediadas por contratos.

O conceito de “família de aluguel”, embora inusitado para o público ocidental, é um fenômeno crescente no Japão real. Existem empresas que oferecem serviços onde atores assumem papéis em festas de aniversário, jantares, reuniões familiares ou até mesmo para preencher o vazio deixado por perdas ou ausências. Não se trata de farsas mal-intencionadas, mas de tentativas — por vezes dolorosas — de suprir uma carência afetiva que a vida contemporânea insiste em intensificar.

Foto: Reprodução/ Internet

No filme, esse contexto é abordado com delicadeza e empatia. Ao longo da narrativa, o público é convidado a refletir sobre o que significa amar, perder, recomeçar — e até que ponto uma relação pode ser “encenada” antes de se tornar, de fato, verdadeira.

Além de Fraser, o elenco do longa é composto por grandes nomes do cinema japonês, como Mari Yamamoto, Takehiro Hira e o veterano Akira Emoto. Essa ponte entre Ocidente e Oriente não é apenas geográfica, mas simbólica: representa o cruzamento de duas culturas com maneiras muito distintas de expressar emoções, de lidar com o luto, o silêncio e o afeto.

Mari Yamamoto, em especial, tem sido destacada como um dos grandes nomes do filme. Sua personagem, uma gestora da empresa de “aluguel”, se aproxima do protagonista de Fraser de forma cuidadosa e transformadora. Aos poucos, o que era um serviço prestado se torna uma conexão autêntica — algo que desafia as regras do negócio e coloca em xeque a linha tênue entre o que é pago e o que é sentido.

A química entre os dois atores é um dos pontos altos da produção. Fraser e Yamamoto constroem juntos uma relação que vai do estranhamento à ternura, da formalidade à cumplicidade, em um crescendo emocional que jamais soa forçado ou artificial. Pelo contrário: tudo em Rental Family pulsa verdade, mesmo quando os personagens estão “fingindo” ser quem não são.

O Japão como paisagem emocional

A escolha do Japão como cenário não é mero capricho estético. As ruas silenciosas, os apartamentos pequenos, os templos, os cafés discretos e as convenções sociais rígidas funcionam como extensão dos sentimentos do protagonista. O país — e sua cultura — viram espelho da alma de um homem que desaprendeu a se conectar, mas que encontra, nos gestos sutis dos outros, uma nova chance de pertencimento.

É também um lembrete de que a solidão não tem nacionalidade. É um sentimento que atravessa fronteiras e que, embora possa assumir formas diferentes dependendo do lugar, é universal em sua dor — e na sua busca por cura.

Muito além do drama

Apesar da carga emocional, o filme não é um drama no sentido tradicional. Hikari equilibra a narrativa com toques de comédia sutil, irônica e, por vezes, surpreendentemente leve. Situações absurdas — como um jantar de família onde ninguém é, de fato, parente — geram momentos de humor que funcionam não como alívio, mas como forma de revelar a fragilidade das relações humanas.

É um riso que nasce da identificação, do desconforto e, muitas vezes, da tristeza. Um tipo de humor que dialoga com o cinema de diretores como Hirokazu Kore-eda, onde as fronteiras entre a família real e a escolhida são constantemente desafiadas.

Talvez o maior mérito de Rental Family seja dar continuidade à jornada pessoal e artística de Fraser de maneira tão coerente. Ele, que durante anos foi lembrado apenas por sucessos comerciais dos anos 1990 (A Múmia, George, o Rei da Floresta), agora ressurge como um intérprete que inspira identificação por sua humanidade e vulnerabilidade.

Ao aceitar papéis que exploram o luto, o abandono, a dor e a esperança, Fraser não apenas reconstrói sua carreira — ele se reconstrói como símbolo. Um símbolo de que é possível voltar, mesmo quando tudo parece perdido. De que há beleza na fragilidade. E de que o cinema ainda pode ser um espaço de empatia profunda.

Entenda o afastamento de Brendan de Hollywood

O ator já foi o rosto sorridente e carismático que preenchia as telonas dos cinemas em uma época em que Hollywood ainda parecia um lugar de sonhos infinitos. Nos anos 1990 e começo dos anos 2000, ele era sinônimo de aventura, diversão e charme, com papéis que conquistaram plateias ao redor do mundo. Mas, de repente, esse rosto começou a desaparecer. O que aconteceu com Brendan Fraser? Por que um ator tão querido e popular se afastou tanto da ribalta?

Para entender, é preciso ir além do brilho e dos aplausos. O caminho de Fraser passou por muitas sombras — e seu silêncio não foi escolha simples, mas fruto de uma série de desafios profundos, que misturavam dores físicas, sofrimentos emocionais e até feridas que ele precisou proteger a sete chaves. É a história de um homem que, diante da adversidade, precisou aprender a cuidar de si mesmo para poder se reencontrar.

Muitos lembram Fraser como o herói de aventuras, cheio de energia para correr, saltar, enfrentar perigos e arrancar risadas. Mas o que poucos sabem é o custo que tudo isso teve para o corpo do ator. Durante anos, ele conviveu com dores crônicas, resultado de lesões causadas pelas demandas físicas dos filmes. Cirurgias na coluna, nos joelhos e outros procedimentos médicos se tornaram parte da sua rotina — e não só as dores físicas o afastaram, mas também o desgaste mental que vem junto.

Essa batalha constante fez com que Fraser se afastasse lentamente dos papéis que exigiam a agilidade e o vigor dos seus dias de maior fama. A indústria, que é rápida em substituir rostos, começou a deixá-lo de lado, e ele viu seu espaço se estreitar.

Além das dores físicas, Fraser enfrentou um trauma que por muito tempo ficou guardado em seu íntimo. Em 2018, ele revelou publicamente que foi vítima de um assédio dentro da indústria, um episódio que abalou não só sua confiança, mas também sua carreira. A coragem de contar essa história foi um ato de resistência, mas também expôs o lado cruel de Hollywood, onde muitas vezes o silêncio era imposto para proteger interesses maiores.

No meio de tudo isso, veio também o impacto da vida pessoal. Fraser enfrentou um divórcio e precisou se reinventar não só como artista, mas como pai e homem. Foram anos de introspecção, afastamento da fama e das grandes produções, um tempo de cuidar da saúde e da mente.

Foi só na última década que o mundo voltou a notar Brendan Fraser. Não mais como o jovem galã dos filmes de ação e comédia, mas como um ator capaz de mergulhar fundo em personagens complexos, humanos, cheios de nuances e fragilidades. Séries como The Affair e Doom Patrol foram sua volta ao jogo.

Mas o momento decisivo veio com A Baleia, em 2022. Na pele de um homem solitário e doente que tenta se reconciliar com sua filha, Fraser entregou uma performance visceral, crua e verdadeira. Não era só atuação: era um reencontro consigo mesmo, uma demonstração de que, por trás do personagem, existia alguém que havia passado por um caminho difícil, mas que ainda tinha muito a dizer.

Conversa com Bial desta terça (05/08) celebra 40 anos do axé com Felipe Pezzoni e Emanuelle Araújo

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Na edição desta terça-feira, 5 de agosto de 2025, o Conversa com Bial mergulha no universo vibrante do axé para celebrar os 40 anos de um dos movimentos musicais mais marcantes da cultura brasileira. O programa reúne dois representantes de gerações distintas da Banda Eva — Felipe Pezzoni e Emanuelle Araújo — para uma homenagem carregada de história, ritmo e pertencimento. O especial vai além da memória afetiva: é um convite para refletir sobre o legado de um gênero que nasceu das ruas de Salvador e ganhou as rádios do país, levando consigo a identidade baiana, a alegria do Carnaval e o pulsar de uma cultura que nunca deixou de se reinventar.

Da rua ao palco: o axé como símbolo cultural

O axé não nasceu de fórmulas de estúdio. Ele brotou do asfalto quente, do batuque dos blocos, da energia que corre pelas avenidas de Salvador nos dias de Carnaval. Mais do que um ritmo, é uma vivência coletiva — uma expressão musical e corporal que desafia a lógica de mercado e se sustenta na potência popular. Ao longo de quatro décadas, o axé transformou artistas anônimos em estrelas e colocou a Bahia no centro do mapa da música brasileira. A força desse movimento está na sua capacidade de se conectar com o povo, atravessando gerações e se renovando sem perder a alma.

A Banda Eva e o papel de protagonismo no axé

Dentro dessa trajetória, poucas bandas foram tão emblemáticas quanto a Banda Eva. Surgida nos anos 1980 como bloco de Carnaval, o grupo se tornou sinônimo de sucesso ao longo dos anos 1990, especialmente após a chegada de Ivete Sangalo, que ajudou a projetar o axé para todo o Brasil. Mas a história da banda vai muito além de um nome. Cada vocalista que passou pelo Eva trouxe uma nova leitura do gênero, mantendo viva a chama de um projeto que carrega a missão de unir tradição e renovação. De Emanuelle Araújo a Felipe Pezzoni, o Eva atravessou diferentes fases, cada uma marcada por desafios, recomeços e canções que marcaram época.

Um encontro que conecta passado, presente e futuro

O Conversa com Bial cria o cenário ideal para esse encontro simbólico. Sem pressa, com a sensibilidade que já é marca do programa, o episódio constrói uma narrativa que valoriza o percurso artístico de seus convidados, mas também o impacto coletivo da música baiana na formação cultural do país. Ao resgatar momentos históricos da Banda Eva e refletir sobre o espaço do axé na contemporaneidade, o programa costura um painel sensível de tudo o que esse gênero representa: resistência, alegria, transformação e pertencimento. Não se trata apenas de comemorar 40 anos de estrada — mas de reconhecer a importância de manter vivo um som que pulsa na alma do Brasil.

Com imagens de arquivo, trechos musicais e um olhar documental, o programa desta terça (05) presta uma homenagem não só aos artistas, mas a todos que constroem o axé diariamente: compositores, músicos, foliões, produtores e fãs que carregam o ritmo como uma extensão de sua própria identidade.

MasterChef Brasil desta terça (05/08) exibe prova criativa com menu monocromático e recebe Paola Carosella como jurada convidada

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Nesta terça-feira, 5 de agosto de 2025, a cozinha mais famosa do país promete fortes emoções e muita criatividade culinária. No 11º episódio do MasterChef Brasil, os nove cozinheiros ainda na competição enfrentarão uma das provas mais desafiadoras da temporada: cozinhar em trios, elaborando pratos com menus monocromáticos, ou seja, que mantenham a mesma paleta de cor do início ao fim. E como se não bastasse a exigência estética e técnica, os participantes ainda terão que se revezar na cozinha, testando o entrosamento e a capacidade de trabalhar sob pressão.

Para tornar a noite ainda mais especial — e nostálgica —, o programa contará com a presença da querida Paola Carosella como jurada convidada. A chef argentina, que marcou época no MasterChef com seu olhar sensível e exigente, retorna ao balcão dos jurados ao lado de Helena Rizzo e Henrique Fogaça, emocionando os competidores e fãs do programa.

Desafio criativo: quando cor e sabor precisam andar juntos

Na prova principal do episódio, os participantes serão divididos em trios e sorteados para cozinhar pratos de uma única cor predominante — como branco, vermelho, verde, amarelo ou roxo. O objetivo não é apenas criar um prato saboroso, mas também harmonioso e visualmente coerente com a proposta cromática.

O desafio exige domínio técnico, paladar apurado e uma boa dose de inventividade. Afinal, limitar-se a ingredientes de uma mesma cor impõe barreiras, mas também abre caminho para combinações inusitadas e para o uso de ingredientes menos comuns.

E para deixar tudo ainda mais imprevisível, a dinâmica de revezamento entre os membros da equipe exigirá comunicação eficaz e confiança mútua. Cada trio terá que se organizar estrategicamente, pois apenas um cozinheiro poderá estar na bancada por vez, enquanto os outros observam da “caixinha do tempo”.

O retorno emocionante de Paola Carosella

A presença de Paola no episódio promete momentos de emoção para os competidores e para os fãs de longa data do MasterChef. Jurada original do programa por várias temporadas, Paola volta ao estúdio onde se consagrou como uma das figuras mais carismáticas e influentes da gastronomia na televisão brasileira.

Com seu olhar crítico, mas também humano, ela oferecerá comentários precisos e sugestões técnicas valiosas, além de compartilhar suas impressões com os colegas jurados Helena Rizzo e Henrique Fogaça, que têm conduzido a temporada com equilíbrio e exigência.

A interação entre os três promete ser um dos pontos altos do episódio, especialmente para os fãs nostálgicos que acompanham o programa desde suas primeiras edições.

Onde assistir

O 11º episódio do MasterChef Brasil vai ao ar nesta terça-feira (05), às 22h20, na Band, com transmissão simultânea pelo site oficial Band.com.br e pela plataforma Bandplay. Para quem perder a exibição inédita, haverá reprise no domingo, às 16h, também na tela da Band.

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