A DC Studios começou a colocar o pé no acelerador na campanha de Supergirl ao divulgar cartazes inéditos dedicados a dois nomes importantes da trama: Lobo e Krem. As artes deixam claro que o filme pretende abraçar um clima muito mais selvagem, espacial e imprevisível do que boa parte das adaptações recentes da DC, reforçando o lado mais pesado do novo universo comandado por James Gunn e Peter Safran.

Previsto para chegar aos cinemas em 26 de junho de 2026, o longa ocupará uma posição importante dentro do novo DCU, funcionando como o segundo filme oficial da cronologia após Superman. A protagonista será interpretada por Milly Alcock, que ganhou projeção internacional ao viver a jovem Rhaenyra em House of the Dragon.

Entre os materiais divulgados, quem mais roubou atenção foi Lobo. O mercenário intergaláctico finalmente fará sua estreia em live-action dentro do novo universo da DC depois de anos preso em rumores, projetos cancelados e especulações envolvendo diferentes atores. O visual apresentado aposta pesado na aparência brutal e exagerada do personagem, sugerindo que o longa deve mergulhar sem medo em perseguições espaciais, violência estilizada e conflitos espalhados por diferentes planetas.

O que a nova história da super-heroína pretende mostrar?

Ao contrário das versões mais solares e otimistas da heroína vistas anteriormente, o novo filme quer apresentar uma Kara Zor-El emocionalmente marcada pelas tragédias que viveu antes de chegar à Terra. A base da trama será a HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, criada por Tom King e pela brasileira Bilquis Evely.

Na trama, Kara atravessa a galáxia ao lado de Krypto tentando encontrar algum sentido para sua própria existência longe de Krypton. Durante a viagem, ela cruza o caminho de Ruthye Marye Knoll, uma jovem consumida pela necessidade de vingança após perder alguém importante por causa de Krem.

Esse encontro empurra a protagonista para uma jornada marcada por perseguições violentas, decisões moralmente questionáveis e confrontos emocionais bem mais pesados do que o habitual em histórias da personagem. James Gunn já comentou que a intenção é mostrar uma Supergirl menos idealizada, alguém que carrega cicatrizes profundas desde a infância.

Segundo o cineasta, enquanto Clark Kent cresceu cercado de afeto e estabilidade no Kansas, Kara teria testemunhado morte, destruição e sofrimento ainda muito nova, vivendo experiências que moldaram uma personalidade muito mais dura. Essa diferença deve ser uma das peças centrais da narrativa.

Quem está comandando o projeto?

O roteiro ficou nas mãos de Ana Nogueira, que já havia trabalhado anteriormente em uma versão diferente do filme durante os últimos anos do antigo DCEU. O material desenvolvido por ela agradou tanto James Gunn que o estúdio decidiu transformar o longa em uma prioridade dentro da nova fase da DC.

Gunn chegou a descrever o projeto como uma ficção científica gigantesca e emocional, afirmando que o texto de Nogueira foi um dos motivos para o filme avançar tão rapidamente dentro do calendário do estúdio.

Na direção está Craig Gillespie, responsável por trabalhos como Cruella e Eu, Tonya. O diretor costuma trabalhar personagens emocionalmente instáveis em universos visualmente estilizados, algo que parece encaixar perfeitamente com a proposta dessa nova Kara.

As gravações aconteceram entre janeiro e maio de 2025 nos estúdios Warner Bros. Leavesden, em Londres, além de várias locações na Escócia. Curiosamente, o longa foi anunciado inicialmente como Supergirl: Woman of Tomorrow, mas o subtítulo acabou sendo abandonado posteriormente pela DC Studios.

Por que Lobo virou um dos assuntos mais comentados do filme?

Poucos personagens da DC passaram tantos anos cercados de expectativas quanto Lobo. O anti-herói alienígena sempre foi visto pelos fãs como uma figura difícil de adaptar justamente pelo humor agressivo, comportamento destrutivo e violência exagerada presentes nos quadrinhos.

As conversas envolvendo Jason Momoa começaram ainda nos últimos anos do antigo universo compartilhado da DC. Antes mesmo do reboot comandado por Gunn, o ator já demonstrava interesse público em interpretar o personagem nos cinemas.

Agora, com os novos cartazes divulgados, ficou claro que Lobo não deve aparecer apenas como uma participação rápida. A presença dele vem ocupando espaço importante na campanha de divulgação do longa, indicando um papel de peso dentro da trama espacial.

Krem também apareceu entre as novas artes promocionais. Nos quadrinhos, o personagem funciona como peça fundamental para o arco de vingança de Ruthye e acaba desencadeando toda a jornada emocional enfrentada por Kara ao longo da história.

Como o filme se encaixa no novo DCU?

O longa-metragem ocupa uma posição estratégica na reconstrução da DC nos cinemas. Depois do encerramento do antigo DCEU, James Gunn e Peter Safran assumiram o controle criativo da DC Studios com a promessa de criar um universo mais conectado, planejado e consistente entre filmes e séries.

A nova fase começará oficialmente nos cinemas com “Superman”, estrelado por David Corenswet. Logo depois, Supergirl deve expandir o lado cósmico desse universo, introduzindo espécies alienígenas, viagens espaciais e figuras clássicas das HQs que nunca ganharam destaque em live-action.

O reboot também marcou o encerramento da versão interpretada por Sasha Calle em The Flash. A atriz chegou a demonstrar vontade de continuar vivendo a personagem, mas James Gunn decidiu reiniciar completamente a trajetória da heroína dentro da nova continuidade.

Mesmo com a mudança, a escolha de Milly Alcock rapidamente empolgou parte do público, principalmente pela expectativa de ver uma Supergirl mais vulnerável emocionalmente, mas também muito mais intensa do que as versões anteriores.

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