Entre Nós, o Amor: drama francês estreia dia 17 de julho com olhar sensível sobre maternidade e recomeços

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Na próxima quinta-feira, 17 de julho, chega aos cinemas brasileiros o emocionante drama francês Entre Nós, o Amor (Une Vie Rêvée), dirigido por Morgan Simon e distribuído pela Imovision. Com 97 minutos de duração, o longa mergulha na vida de uma mulher à margem da sociedade que, apesar de tudo, ainda busca algum sentido no afeto — e talvez, quem sabe, no milagre do Natal.

Nicole: entre dívidas, frustrações e silêncios

Aos 52 anos, Nicole vive um cotidiano que passa longe das idealizações românticas da meia-idade. Moradora de um conjunto habitacional nos subúrbios franceses, ela enfrenta o peso de estar desempregada, endividada e emocionalmente exausta. A relação com o filho adolescente, Serge, de 19 anos, está por um fio. E, como se não bastasse, ela ainda perde o talão de cheques e o cartão de crédito — mais uma rachadura num cotidiano que já vinha se despedaçando.

Entre as rugas que se aprofundam e os silêncios que se acumulam, Nicole tenta manter a dignidade e encontrar um motivo para levantar da cama todos os dias. E é nesse cenário cru e realista que o filme começa a desenhar um fio de esperança.

Quando o Natal chega e o inesperado acontece

O pano de fundo natalino não traz glamour nem luzes piscando em excesso. Em vez disso, Entre Nós, o Amor aposta num retrato sóbrio e íntimo da solidão, dos laços quebrados e da resistência emocional. Mas é justamente nesse clima gelado — típico do inverno francês — que o calor humano se insinua: a possibilidade de um reencontro, de uma reconciliação ou de um gesto inesperado pode mudar o destino dessa mulher invisível para o mundo, mas intensamente viva por dentro.

Um filme sobre invisibilidade social — e amor que persiste

Com uma direção delicada e um olhar afiado para as dores silenciosas do cotidiano, Morgan Simon constrói um drama que fala sobre o que muitas vezes não se vê: o amor entre mãe e filho, o peso do envelhecimento feminino, a violência da pobreza — e a força discreta de quem continua tentando, mesmo sem ter mais forças.

90 Minutos: nova série do Universal+ mistura futebol, drama, romance e um time de desajustados que vai te conquistar

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Nem sempre o jogo começa no apito do juiz — às vezes, ele começa com um campo prestes a virar cassino, um time quebrado e um ex-jogador problemático tentando dar jeito em tudo. Essa é a vibe de 90 Minutos, a nova série do Universal+, que estreia no dia 16 de julho com os 10 episódios liberados de uma vez só. Sim: é para maratonar sem culpa (e com muita emoção).

Criada por Joe Rendón (Tudo por Lucy) e Julio Berthely (Yo Fausto), a série é tipo aquela final de campeonato que ninguém esperava nada — mas que entrega reviravolta, gritaria e até romance nas arquibancadas.

Um time na pior. Um treinador improvável. E a cidade inteira na torcida.

Tudo gira em torno do Las Navajas, um time local que, convenhamos, está mais pra lanterna do que pra líder. Mas eles têm um motivo forte pra tentar ganhar o campeonato: o dinheiro do prêmio é a única forma de salvar o campo onde todos cresceram — ameaçado por um ricaço que quer transformar tudo num cassino cheio de luzes, roletas e zero raiz.

Aí vem o combo caótico: o técnico morre, o time sofre um roubo, o presidente da liga não ajuda em nada… e o capitão do time, num último suspiro de esperança, decide chamar El Veneno pra assumir o comando. Ex-craque, cheio de traumas, sumido há anos — e, claro, dono de um passado mal resolvido com a ex-namorada da cidade, Alma. Isso mesmo: além de tentar ganhar o campeonato, o novo técnico ainda vai ter que lidar com lembranças, saudade e umas faíscas que nunca se apagaram.

Futebol raiz, amores antigos e vilões sem escrúpulos

El Veneno é vivido por José María de Tavira, e Alma por Teresa Ruiz. Os dois mandam bem e carregam a carga emocional da história, mas o tempero tá mesmo na mistura de personagens: tem o veterano cabeça-dura (Don Gil), o ricaço malvado (Yuriel, vivido por Raúl Méndez) e um grupo de jogadores que parece ter saído direto de um time de várzea com roteiro próprio — Zindedin, Dany, Ghandi, Equis Equis… nomes tão absurdos quanto divertidos.

O resultado? Uma série que fala de futebol sem ser só sobre futebol. Fala de comunidade, amizade, escolhas, saudade e recomeços. E tudo isso com aquela trilha sonora boa, ritmo gostoso de acompanhar e clima de série que a gente assiste sorrindo — e termina com o coração quentinho.

Pixote Nas Alturas: grupo lança “Defeito do Seu Beijo” com romantismo em alto e bom som — literalmente

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Eles já marcaram gerações com letras que viraram declaração de amor, trilha de reconciliação e até legenda de foto apaixonada. Agora, o Pixote volta com tudo — e mais alto do que nunca. Dando sequência ao projeto audiovisual “Pixote Nas Alturas”, o grupo lança o single inédito “Defeito do Seu Beijo”, já disponível em todas as plataformas digitais e no YouTube.

Gravada no topo de um prédio com vista privilegiada para São Paulo, a nova faixa é mais do que uma música: é um mergulho emocional embalado pelo céu urbano, onde cada nota ecoa como se viesse direto do coração da cidade — e do grupo.

💔 Beijo com defeito, voz sem erro

Com a assinatura inconfundível do Pixote, “Defeito do Seu Beijo” traz uma combinação que o grupo domina como ninguém: letra intimista, melodia envolvente e aquela pitada de saudade que deixa qualquer pagodeiro de olhos fechados sentindo a batida no peito.

É o tipo de som que chega de mansinho e te conquista logo no primeiro refrão — daquele jeito que o Pixote sabe fazer há mais de três décadas, sem fórmulas, mas com alma.

🌆 Música com vista (e verdade)

O projeto “Pixote Nas Alturas” é uma ousadia estética e emocional. A proposta vai além do palco e das paredes do estúdio: o cenário agora é o céu de São Paulo. Em cada vídeo, a banda entrega interpretações carregadas de sentimento diante de um skyline que vira parte da narrativa. E não é só pano de fundo — a cidade respira junto, emoldura, amplia.

“Defeito do Seu Beijo” é a quarta música lançada no projeto e mostra que o Pixote não tem medo de subir degraus — artísticos e simbólicos — para se manter relevante e conectado com seu público.

📀 Repertório de quem não precisa provar mais nada (mas segue entregando tudo)

Quem conhece a trajetória do grupo sabe: o Pixote construiu uma carreira sólida sem se prender ao passado. Com clássicos como “Brilho de Cristal”, “Mande um Sinal” e “Insegurança”, a banda ajudou a moldar o pagode romântico brasileiro — e agora se reinventa, sem perder a identidade.

“Defeito do Seu Beijo” chega como mais um capítulo dessa história. Uma música que respeita a essência do grupo, mas ousa em cenário, proposta visual e maturidade emocional.

🎧 Para ouvir com fone, coração aberto e vista para dentro

Enquanto o mundo corre, o Pixote escolhe pausar — e colocar sentimento no centro da experiência. E se você ainda não ouviu “Defeito do Seu Beijo”, talvez esteja perdendo o melhor defeito que o pagode já viu: aquele que a gente quer repetir.

Cinemaço deste domingo (13): TV Globo exibe O Relatório — quando a verdade se torna um campo de batalha

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Neste domingo, 13 de julho, o Cinemaço da TV Globo exibe um desses que não se esquece fácil: “O Relatório”, estrelado por Adam Driver e baseado em uma história real que ainda ecoa — talvez porque ela nunca tenha realmente terminado.

É sobre guerra, poder e política? Sim. Mas, mais do que isso, é sobre gente tentando fazer a coisa certa quando o mundo todo parece conspirar para que não façam.

Uma investigação que custou anos — e quase a própria alma

Daniel J. Jones (vivido com entrega por Adam Driver) não é um herói no molde clássico. Ele não tem capa, nem frases de efeito. É um homem comum — com senso de dever incomum.

Analista do Senado dos EUA, ele recebe a missão de investigar as ações da CIA após os atentados de 11 de setembro. Descobre, então, um sistema que legalizou a tortura, apagou rastros, destruiu fitas e contou com o silêncio de muita gente que preferiu “seguir ordens”.

Mas Daniel não recua. Mesmo quando a pressão aumenta. Mesmo quando ninguém mais acredita. Mesmo sem saber se alguém vai ouvir sua verdade.

E é aí que o filme se torna menos sobre política, e mais sobre coragem.

Uma história real contada sem efeitos — só com impacto

Dirigido e roteirizado por Scott Z. Burns, O Relatório é direto, denso, incômodo. Não tenta ser fácil — e não precisa. Ele aposta no poder do conteúdo, no peso dos documentos, na atuação contida e brilhante de um elenco que entende que menos é mais.

Annette Bening está impressionante como a senadora Dianne Feinstein, e Jon Hamm oferece a ambiguidade perfeita em um mundo onde quase ninguém é 100% inocente.

Silêncio, negação e uma pergunta que ainda paira

O que o filme mostra com precisão assustadora é o modo como a verdade incomoda quem se beneficia da mentira. Jones passa quase uma década montando o chamado “relatório da tortura” — e ainda assim não sabe se alguém vai lê-lo. Ou se vai fazer diferença.

A pergunta que O Relatório nos faz, sem gritar, é essa:
Quanto vale a verdade quando ninguém quer ouvi-la?

Uma noite para pensar, não só assistir

A TV aberta tem o poder de colocar histórias como essa nas casas de milhões. E nesse domingo, o Cinemaço oferece mais do que um filme: entrega uma reflexão necessária sobre ética, dever e o que resta de nós quando escolhemos o caminho certo — mesmo sozinhos.

Se você busca mais do que entretenimento, não perca.

Prime Video anuncia O Mapa Que Me Leva Até Você, romance estrelado por Madelyn Cline e KJ Apa com estreia marcada para agosto

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Uma viagem de trem pela Europa, um encontro inesperado e um amor que nasce entre mapas, despedidas e descobertas. Assim começa O Mapa Que Me Leva Até Você, novo filme original do Prime Video que estreia em 20 de agosto, trazendo no elenco os populares Madelyn Cline (Outer Banks, Entre Facas e Segredos 2 e Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado) e KJ Apa (Riverdale, Enquanto Estivermos Juntos e Manobra Arriscada).

Baseado no romance homônimo de J.P. Monninger, o longa-metragem narra a história de Heather, uma jovem americana prestes a iniciar sua vida adulta sob as expectativas de uma carreira segura e previsível. Mas, antes de se entregar ao “mundo real”, ela embarca em uma jornada pela Europa — onde encontra Jack, um espírito livre, observador e apaixonado por fotografia. O que nasce como um flerte passageiro logo se transforma em uma paixão arrebatadora, repleta de nuances, silêncios e revelações.

Mais do que um romance, o longa-metragem é um convite ao inesperado. Entre estações, cidades e conversas noturnas, Heather e Jack se veem confrontados por decisões que desafiam a lógica. O filme trata não apenas de um amor em construção, mas da difícil arte de escolher a si mesmo em um mundo que espera certezas. A narrativa combina o lirismo de uma história de amor com o peso de segredos familiares e dilemas internos. Um mapa, neste contexto, não é apenas um guia geográfico — é também simbólico: aponta direções, mas não garante destinos.

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Além dos protagonistas, completam o elenco do original os atores Madison Thompson (The Map That Leads to You), Sofia Wylie (A Escola do Bem e do Mal eHigh School Musical: A Série: O Musical), Orlando Norman (Wreck e Tummy Monster) e Josh Lucas (O Segredo: Ouse Sonhar), que orbitam a jornada do casal com papéis que ampliam o drama e oferecem contrapontos à narrativa central.

Sob o comando de Lasse Hallström, conhecido por obras que equilibram emoção e delicadeza (Querido John, Um Porto Seguro), o longa aposta na fotografia contemplativa, no ritmo maduro e em atuações sensíveis. Madelyn Cline entrega uma Heather dividida entre o desejo e o dever, enquanto KJ Apa interpreta Jack com uma mistura de leveza e inquietação que desafia os estereótipos de galã juvenil.

Educação financeira na Amazônia: Malu Lira leva conhecimento e autonomia às margens dos rios

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No coração da Amazônia, onde o som dos rios guia o cotidiano e as árvores centenárias sussurram histórias ancestrais, um novo capítulo está sendo escrito — literalmente — por uma adolescente que decidiu mudar o futuro por meio da educação. Seu nome é Malu Lira. Aos 15 anos, ela já carrega um currículo que surpreende pela precocidade e profundidade: autora de 20 livros, palestrante em eventos nacionais e criadora do projeto Malu Finanças na Escola, presente em mais de 100 instituições de ensino em todo o Brasil. Agora, Malu retorna ao seu estado natal para uma missão que transcende os números: transformar a relação das crianças e jovens com o dinheiro em uma ferramenta de autonomia e realização.

De 21 a 25 de julho de 2025, Malu lidera a Turnê em Rica Amazônia, uma expedição educativa que passa por Manaus, Iranduba, Tabatinga, Benjamin Constant e Santo Antônio do Içá — cidades escolhidas não apenas por sua importância geográfica e cultural, mas também por abrigarem comunidades que, historicamente, foram deixadas à margem dos grandes debates nacionais sobre educação e inclusão econômica.

“Não estou levando fórmulas prontas. Estou levando conversas, escuta, afeto e ferramentas para que essas crianças descubram que seus sonhos são possíveis e merecem um caminho real para acontecer”, explica Malu com a tranquilidade de quem encontrou cedo o propósito da própria jornada.

Educação financeira como instrumento de cidadania

A iniciativa da jovem escritora parte de uma premissa clara: falar sobre dinheiro é falar sobre poder de escolha, sobre independência, sobre a possibilidade de transformar realidades — inclusive as mais vulneráveis. No Brasil, onde a educação financeira formal ainda engatinha, principalmente nas escolas públicas, Malu encontrou um vazio pedagógico que a motivou a agir.

Seu projeto Malu Finanças na Escola nasceu da observação de que crianças e adolescentes crescem sem entender como lidar com o dinheiro, como planejar, como poupar ou como transformar pequenas escolhas cotidianas em estratégias para alcançar objetivos de longo prazo. Ela percebeu que o problema não era só econômico, mas emocional e estrutural. A ausência de educação financeira reproduz desigualdades, limita horizontes e impede que jovens enxerguem a si mesmos como protagonistas de suas histórias.

“Falar de educação financeira não é só ensinar a guardar dinheiro. É ensinar a ter consciência de onde você está, onde quer chegar e como pode traçar esse caminho com inteligência e coragem”, afirma.

Da sala de aula à beira do rio: um itinerário de escuta e troca

A Turnê em Rica Amazônia foi desenhada como uma travessia. Em cada cidade visitada, Malu realiza oficinas, rodas de conversa, palestras interativas e vivências com alunos, professores e líderes comunitários. A proposta é adaptar o conteúdo ao contexto local, valorizando os saberes ancestrais e as formas tradicionais de economia que já fazem parte da cultura amazônica — como o escambo, a agricultura familiar e a partilha comunitária.

Em Benjamin Constant, por exemplo, a escritora se encontra com estudantes da etnia Ticuna, a maior população indígena do Brasil. A oficina, desenvolvida em parceria com educadores indígenas, propõe uma reflexão sobre como os conhecimentos tradicionais podem dialogar com noções contemporâneas de planejamento financeiro, sem que uma lógica substitua a outra. Ao contrário: a proposta é que se complementem.

“Eu não estou aqui para ensinar, estou aqui para trocar. A Amazônia é uma professora. Eu venho com ferramentas, mas volto com sabedoria”, diz Malu, que leva cadernos, livros ilustrados e jogos educativos, todos desenvolvidos por ela com linguagem acessível e sensível às diferentes realidades regionais.

A potência da juventude na transformação social

A cada encontro, Malu semeia mais do que conceitos: planta esperança e reforça a crença no poder da juventude. Ao compartilhar sua própria história — de autodidata curiosa à escritora reconhecida —, ela inspira outras meninas e meninos a acreditarem que podem construir um futuro diferente, mesmo que enfrentem dificuldades no presente.

“Você não precisa nascer em um lugar fácil, precisa acreditar que pode fazer algo com o que tem. E buscar ferramentas. O conhecimento é uma ponte. Ele me trouxe até aqui, e pode levar qualquer um mais longe do que imagina”, afirma, olhando nos olhos de uma plateia que, muitas vezes, nunca havia ouvido alguém falar de dinheiro com empatia, leveza e propósito.

Além dos encontros com estudantes, a turnê promove formações com professores e gestores escolares, deixando um legado que vai além da sua passagem. Cada escola visitada recebe um kit pedagógico com materiais de apoio e acesso a uma plataforma digital, onde o conteúdo pode ser expandido e atualizado ao longo do tempo.


Sonhos como projeto de vida

Mais do que falar de finanças, Malu fala de sonhos. Em uma de suas oficinas, ela propõe uma atividade simples e reveladora: cada criança escreve em um papel o que gostaria de ser ou realizar no futuro. Depois, juntas, discutem quais passos, escolhas e recursos seriam necessários para chegar lá. A ideia é mostrar que sonhos não são abstrações distantes, mas projetos possíveis — desde que se compreenda como estruturá-los.

“Eu quero ser médica e cuidar do meu povo”, escreve uma adolescente Ticuna de 14 anos. “Quero abrir um restaurante de peixe na beira do rio”, diz um garoto de 12, de Iranduba. Malu escuta, sorri e começa a construir com eles o caminho do sonho. “Tudo isso é possível. Só não te ensinaram como começar. É isso que estou aqui pra fazer”, afirma.

O dinheiro como ferramenta de liberdade, não de opressão

Ao contrário do que muitos ainda pensam, educação financeira não é elitista — é libertadora. A proposta de Malu é justamente desconstruir essa ideia de que falar de dinheiro é algo distante da vida de quem vive com pouco. “Quem tem menos é quem mais precisa entender como usar bem o que tem. É sobre isso. Não é sobre enriquecer. É sobre sobreviver com dignidade e, a partir disso, crescer”, explica.

A abordagem da escritora é centrada em valores como autonomia, responsabilidade e solidariedade. Ela fala sobre consumo consciente, sobre não cair em armadilhas financeiras, sobre respeitar o próprio tempo e sonhar com os pés no chão. E, acima de tudo, fala com quem nunca foi ouvido.

Um projeto com raízes e asas

A Turnê em Rica Amazônia é fruto de um compromisso pessoal de Malu com sua terra, mas também um chamado coletivo para que a educação seja, de fato, inclusiva e transformadora. O projeto é realizado pelo Grupo Malu Finanças, com apoio de educadores locais e parcerias comunitárias. A intenção é que, nos próximos anos, ele percorra outras regiões do Brasil, sempre respeitando as especificidades culturais e sociais de cada território.

“O Brasil é grande demais para uma única resposta. Cada lugar tem seu ritmo, sua linguagem, suas dores e potências. Meu papel é escutar, adaptar e oferecer ferramentas que façam sentido. Quero que a floresta, as favelas, os sertões saibam que podem, sim, falar de dinheiro — e, mais que isso, usá-lo a seu favor”, conclui Malu.

O futuro que se constrói agora

Ao final de cada oficina, uma frase é repetida por todas as crianças em voz alta: “Eu posso sonhar, eu posso planejar, eu posso conquistar”. É mais do que um bordão. É um pacto simbólico com a ideia de que o futuro não precisa ser uma espera passiva, mas uma construção ativa, consciente e coletiva.

Kevin Feige confirma: “Vingadores – Guerras Secretas e X-Men vão redefinir o futuro do MCU”

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Desde que “Vingadores: Ultimato” encerrou um ciclo épico em 2019, fãs do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) se perguntam: para onde vamos a partir daqui? Agora, com o anúncio oficial de “Vingadores: Guerras Secretas”, essa resposta começa a ganhar contornos mais claros — e surpreendentes.

Em entrevista exclusiva à Variety, Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, confirmou que o próximo filme dos Vingadores não será um reboot no sentido tradicional, mas sim um “reset”. Ou, como ele prefere dizer, “um novo começo”. O filme servirá para fechar arcos narrativos deixados após “Ultimato” e, ao mesmo tempo, preparar o terreno para uma nova geração de histórias, personagens e possibilidades dentro do multiverso.

“Não é um reboot. É um recomeço”

A escolha das palavras foi minuciosa. Kevin enfatizou que a palavra “reboot” pode assustar os fãs, por remeter à ideia de apagar o que foi feito. “Reboot é uma palavra assustadora, pode significar muitas coisas para muitas pessoas. Recomeço, uma linha do tempo singular, é o que estamos pensando. ‘X-Men’ é onde isso acontecerá em seguida”, afirmou o executivo, referindo-se à introdução oficial dos mutantes no MCU, algo aguardado há mais de uma década.

Para ele, “Guerras Secretas” é sobre começos, ao contrário de “Ultimato”, que girava em torno de finais. E essa transição marca não apenas um movimento estratégico da Marvel para renovar seu universo, mas também uma tentativa de recuperar o prestígio e a conexão emocional com o público, algo que, segundo muitos críticos e fãs, ficou enfraquecido nas fases mais recentes.

Um legado que se reinventa

Com quase quarenta filmes lançados, o MCU chegou a um ponto de inflexão. As apostas são altas, e os desafios, ainda maiores: integrar novos personagens, resolver linhas temporais complexas, e manter viva a chama da inovação que consagrou o estúdio ao longo da última década.

“Guerras Secretas”, que chega aos cinemas em 17 de dezembro de 2027, será a sequência direta de “Avengers: Doomsday”, agendado para 18 de dezembro de 2026. Esses dois filmes, juntos, deverão formar o grande clímax da chamada Saga do Multiverso, que sucede a Saga do Infinito.

“Avengers: Doomsday” — Tudo que sabemos até agora

Antes de falarmos de “Guerras Secretas”, é importante entender o que está por vir em “Avengers: Doomsday”, já que será ele quem abrirá os portões do caos — e da esperança — para o novo ciclo do MCU.

Dirigido pelos Irmãos Russo, com roteiro de Michael Waldron e Stephen McFeely, o filme vai reunir personagens de quase todos os cantos do universo Marvel: Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, Wakandanos e Novos Vingadores. O elenco é um verdadeiro evento por si só, reunindo Chris Hemsworth, Florence Pugh, Paul Rudd, Simu Liu, Pedro Pascal, Tom Hiddleston, Patrick Stewart, Ian McKellen, Robert Downey Jr. (desta vez como o vilão Doutor Destino), entre outros.

A história se passa quatorze meses após os eventos de “Thunderbolts” (2025). Com o multiverso em colapso e a linha do tempo cada vez mais fragmentada, os heróis se unem para enfrentar um novo e formidável inimigo: o Doutor Destino. A escolha de Downey Jr. para esse papel — após seu adeus como Tony Stark — promete causar impacto e comover o público.

O caminho até “Guerras Secretas”

Enquanto “Doomsday” promete ação e tragédia, “Guerras Secretas” será o renascimento. A inspiração vem diretamente dos quadrinhos de Jonathan Hickman (2015), onde diferentes realidades colapsam em uma só, formando o chamado Battleworld — um planeta feito de fragmentos de universos destruídos, governado por… Doutor Destino.

É nesse contexto que o MCU pretende consolidar uma nova linha do tempo canônica. Isso permitiria reintroduzir personagens com novos intérpretes, adaptar tramas com liberdade criativa e, ao mesmo tempo, preservar o legado emocional construído desde 2008 com “Homem de Ferro”.

O futuro dos X-Men e o nascimento de uma nova era

Um dos grandes trunfos dessa reformulação é a inclusão definitiva dos X-Men no MCU. Feige afirmou que “Guerras Secretas” será o ponto de virada onde os mutantes se estabelecem como parte central da nova fase.

Nomes como Patrick Stewart, Ian McKellen e James Marsden retornarão em “Doomsday”, mas o estúdio já deixou claro que novos atores assumirão os papéis icônicos de Wolverine, Tempestade, Jean Grey e outros nas próximas produções. “Estamos mirando em um MCU que possa durar mais 15 anos, e isso passa por renovação, diversidade e frescor criativo”, declarou uma fonte da Marvel ao Deadline.

Impacto cultural, emocional e financeiro

A Marvel sabe que não basta entregar espetáculo visual. Após críticas a filmes como “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” e “Invasão Secreta”, o estúdio parece empenhado em reconquistar o coração do público. “Guerras Secretas” terá de equilibrar nostalgia, inovação e profundidade emocional — uma fórmula que deu certo com “Ultimato”.

Além disso, há a pressão do mercado: a Marvel precisa garantir bilheterias bilionárias novamente, especialmente após uma fase onde apenas algumas produções ultrapassaram as expectativas. A escolha dos Irmãos Russo para “Doomsday” é estratégica — eles entregaram “Guerra Infinita” e “Ultimato”, dois dos maiores sucessos da história do cinema.

O retorno de velhos rostos… e de velhas perguntas

O público também quer saber: quem mais volta? As especulações são muitas. Há rumores sobre o retorno de Chris Evans (Capitão América), Scarlett Johansson (Viúva Negra) e até de Hugh Jackman (Wolverine) para participações especiais. Nenhum desses nomes foi confirmado oficialmente para “Guerras Secretas”, mas os fãs não perderam a esperança.

Também resta saber como o MCU vai lidar com os eventos de “Loki”, “What If”, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” e “Deadpool & Wolverine”. Todas essas histórias mexeram com o conceito de multiverso e devem convergir de alguma forma em “Guerras Secretas”.

O que podemos esperar de “Guerras Secretas”?

Se o material dos quadrinhos for seguido de perto, o público pode esperar um conflito épico e existencial. O Battleworld pode servir tanto como arena de batalhas quanto como símbolo de reconstrução. Kevin Feige, aliás, deu pistas disso: “Estamos utilizando essa história para completar arcos e preparar o futuro. É sobre dar ao público algo que ele nunca viu, mas que sempre sonhou”.

Isso inclui o surgimento de novas equipes, como os Jovens Vingadores, uma nova formação dos X-Men, e possivelmente, a tão aguardada chegada de personagens como Surfista Prateado, Galactus e Miles Morales

Mulher-Maravilha | Novo longa da heroína avança no DC Studios com roteirista de Supergirl e Jovens Titãs

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Depois do lançamento de Superman sob o comando de James Gunn, o universo cinematográfico da DC está ganhando forma — e a Mulher-Maravilha, uma das heroínas mais icônicas dos quadrinhos, finalmente começa a ter seu lugar garantido nessa nova fase. Agora, o longa solo da amazona deu um passo importante: já tem roteirista confirmada!

Quem assume o desafio é Ana Nogueira, roteirista que já está bem familiarizada com o universo da DC. Ela foi a responsável pelo roteiro de Supergirl, previsto para chegar aos cinemas em 26 de junho de 2026, e também estava envolvida no desenvolvimento de Jovens Titãs — ainda que esse projeto específico nunca tenha sido oficialmente anunciado.

A informação sobre Ana ter sido escolhida para comandar a história da Mulher-Maravilha foi divulgada primeiro por Umberto Gonzalez, do The Wrap, jornalista conhecido por adiantar novidades confiáveis do mundo da DC. Logo depois, a própria DC confirmou a notícia, reforçando que o projeto realmente está caminhando.

Segunda peça do novo DCU

Esse novo filme da Mulher-Maravilha será o segundo longa oficial da chamada “primeira leva” do DCU (Universo DC), que começou com o Superman de James Gunn, lançado em 2025. A direção ficará nas mãos de Craig Gillespie, conhecido por trabalhos como Cruella e Eu, Tonya — ou seja, pode-se esperar uma visão estilosa, intensa e com uma protagonista poderosa.

Ana Nogueira foi inicialmente contratada pela Warner para escrever um filme da Supergirl estrelado por Sasha Calle, que deu vida à heroína em The Flash (2023). Apesar de essa versão da personagem ter vindo de um “mundo alternativo”, Nogueira parece ter conquistado o estúdio com sua abordagem, garantindo novos desafios dentro do DC Studios.

Quem é Supergirl, afinal?

Pra quem ainda está se familiarizando com esse universo, vale um parêntese rápido: Supergirl (ou Super-Moça, como muitos brasileiros ainda chamam) é um codinome usado por várias personagens da DC ao longo dos anos. Mas a versão mais conhecida é Kara Zor-El, prima do Superman, que chegou à Terra após passar um bom tempo na misteriosa Zona Fantasma.

Por causa dessa passagem pela Zona Fantasma, Kara teve uma exposição diferente à luz do sol amarelo da Terra — o que, acredite se quiser, faz com que ela tenha potencialmente mais força do que seu primo, Clark Kent.

Kara nasceu em Argo City, uma cidade fictícia do planeta Krypton, criada nos quadrinhos como uma das últimas sobreviventes da tragédia que destruiu o mundo natal do Superman. Desde então, a personagem teve várias adaptações nos quadrinhos, animações e até séries de TV.

Mulher-Maravilha: uma nova fase

A escolha de Ana Nogueira como roteirista para o novo filme da Mulher-Maravilha mostra que o estúdio está apostando em nomes com uma pegada criativa forte, mas também já inseridos no universo que estão tentando construir. Não se sabe ainda qual será o tom desse novo filme da amazona — se ele vai se aproximar mais do estilo aventuresco e mitológico do primeiro longa estrelado por Gal Gadot, ou se terá uma proposta completamente diferente, mais pé no chão, moderna ou até mais sombria.

Aliás, por enquanto, nem a atriz que vai interpretar Diana Prince foi anunciada. Com Gal Gadot aparentemente fora do projeto — e com James Gunn reformulando toda a linha de heróis — tudo indica que teremos uma nova Mulher-Maravilha nos cinemas.

O que esperar daqui pra frente?

O que dá pra saber é que a DC quer mesmo trazer uma nova energia para seus filmes. Depois de muitos altos e baixos nos últimos anos, parece que o estúdio está aprendendo com os erros do passado e buscando formas de construir um universo coeso, com histórias bem amarradas e personagens marcantes.

Se Superman abriu com um fôlego novo, Supergirl deve expandir ainda mais esse universo cósmico e cheio de dilemas familiares e existenciais. Já o filme da Mulher-Maravilha pode ser a peça que une tudo isso com o legado das amazonas, da mitologia e de uma heroína que simboliza força, justiça e compaixão.

“Outlander” | Última temporada ganha trailer completo e promete encerramento emocionante

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É chegada a hora de se despedir de Claire e Jamie Fraser. O canal Starz lançou o trailer completo da oitava e última temporada de Outlander, prometendo uma conclusão emocionante que mescla amor, destino e as inevitáveis batalhas da história. A estreia está prevista para início de 2026, e embora a data exata ainda não tenha sido divulgada, o clima de despedida paira no ar, convidando fãs antigos e novos a se prepararem para encerrar essa jornada junto aos personagens que marcaram uma década de narrativas épicas. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

Desde que fez sua estreia em 9 de agosto de 2014, Outlander se consolidou como uma produção híbrida de romance, drama e viagem no tempo, adaptando os premiados livros de Diana Gabaldon. Criada para a TV por Ronald D. Moore e produzida pela parceria entre a Sony Pictures Television e a Left Bank Pictures, a série acompanhou os Fraser através de capítulos complexos da história, alternando entre cenários do século XVIII e da era contemporânea, com altos investimentos em figurino, cenografia e fidelidade histórica. O trailer divulgado retoma todos esses elementos, intensificando a expectativa para o capítulo final da saga.

Logo nos primeiros segundos, somos transportados para um campo enevoado, onde Claire caminha sozinha, seus pensamentos narrados como monólogo interior. A voz dela ecoa sobre escolhas irrevogáveis, o peso de decisões passadas e o amor que sobrevive mesmo quando tudo ao redor desmorona. Jamie surge em seguida, montado a cavalo em meio a tropas, o semblante carregado por rugas que contam uma vida inteira de cuidado, saudade e batalhas. A ambientação sugere que os últimos episódios terão um clima soturno, ainda que repleto de humanidade e esperança.

O trailer intercala cenas da família Fraser em momentos distintos no tempo. Vemos Jovem Ian ao lado de Claire e Jamie, agora adultos, e William Ransom em uniforme britânico, seu rosto misturando orgulho e conflito. A dualidade temporal se acentua ao mostrar Brianna e Roger nos anos 80, lidando com o nascimento de sua filha, diagnosticada com um problema cardíaco, o que os obriga a viajar para o futuro em busca de atendimento médico. Esse choque entre passado e presente reforça o tema central da série: os laços que unem gerações, não importando o século.

A narrativa de Outlander sempre foi construída sobre múltiplas camadas de drama e romance. Claire é médica, mulher moderna jogada em pleno século XVIII; Jamie é guerreiro selvagem e apaixonado, mas também homem de honra e cultura. Esse contraste funciona como base para explorar questões como poder, escolha, identidade e resistência. O trailer sugere que a temporada final vai mergulhar profundamente nos dilemas sociais e emocionais desses personagens, sem economizar em retratos de guerra, sofrimento ou redenção.

A temporada final, dividida em dez episódios, foi estrategicamente planejada em duas partes pela equipe de produção. Segundo Ronald D. Moore, isso permite que a história receba o fechamento que merece, cuidando de cada arco com atenção aos detalhes e ao crescimento dos personagens. Isso inclui a reconstrução do Fraser’s Ridge após a morte de Malva Christie e as cicatrizes deixadas por esse crime. Claire, acusada injustamente de assassinato, chegou a ser presa; embora tenha sido libertada quando Tom Christie admitiu sua culpa, a experiência deixou marcas profundas em sua relação com a comunidade que ajudou a construir.

Paralelamente, a série explora a Guerra da Independência Americana como pano de fundo inevitável. Jamie, agora colono nos treze estados, é convocado para lutar na Batalha de Saratoga, um dos confrontos mais decisivos da revolução. Sua lealdade à causa rebelde contrastará com sua conexão com personagens que o cercam, como William. A temporada promete tratar dessa escolha como dilema moral: lutar por uma nação emergente enquanto enfrenta o custo emocional e familiar de uma guerra.

Do lado de Brianna e Roger, o emocional também se aprofunda. A chegada de uma filha com um problema cardiovascular desencadeia um dilema impossível: continuar no século XVIII ou sacrificar tudo para buscar tratamento no futuro. A viagem aos anos 80 proporciona alívio médico, mas expõe os MacKenzies ao preconceito moderno. Brianna, formada em engenharia, enfrenta o machismo disfarçado do ambiente corporativo e a pressão de equilibrar carreira e maternidade. Roger, escritor e historiador, tenta construir uma nova vida enquanto carrega o peso de viver fora do tempo que ama.

A força de Outlander sempre esteve na química entre Caitriona Balfe e Sam Heughan. Suas performances carregam autenticidade emocional, mostrando um casal que se ama profundamente, mesmo quando partidos pela distância ou pela guerra. O trailer reforça isso ao mostrar olhares intensos, abraços demorados e momentos que condensam muitos anos de vivências. Esses pequenos gestos silenciosos — uma mão no ombro, um sorriso melancólico — sintetizam a jornada de amor que atravessa séculos.

Visualmente, o trailer impressiona. Paisagens da Escócia e da América colonial se misturam em planos amplos e panorâmicos. A produção não abre mão dos figurinos ricos, da iluminação planejada para transmitir nostalgia e tensão, e da direção de arte que transforma cada cena numa pintura viva sobre o tempo. A trilha sonora, em especial, retoma arranjos folk da cultura celta misturados à tensão épica, remetendo à tradição musical da série.

No Brasil, a série encontrou visibilidade também na TV aberta, tendo sido exibida pela Band entre setembro e dezembro de 2023. Apesar da transmissão ter sido interrompida por questões contratuais, a série recebeu reprise em 2024, e conquistou público fiel nas madrugadas. Hoje, muitos fãs acompanham por streaming, o que reforça a popularidade e o valor cultural da produção em território nacional.

A trajetória de Outlander refletiu uma mudança na maneira como enxergamos dramas televisivos. Ao longo das temporadas, conquistou reconhecimento do público e da crítica por suas tramas complexas, protagonistas femininas fortes e a capacidade de misturar romance, política e história de forma envolvente. A série recebeu diversos prêmios e se tornou um case de sucesso internacional, contribuindo para o fortalecimento da Starz como canal de referência em narrativa original.

A expectativa em torno da última temporada é gigantesca. Fãs criaram teorias sobre o destino dos Frasers, novos maratonistas revisitam cada temporada com entusiasmo e as redes sociais se enchem de lembranças, memes e homenagens. A pergunta mais repetida entre admiradores é: será que Claire e Jamie encontrarão um final pacífico juntos? A própria autora Diana Gabaldon já falou que o último livro da saga ainda não foi publicado, o que deixa espaço para a série seguir um caminho próprio — talvez mais emocional, talvez mais simbólico — ao encerrar a história.

Por ora, as informações confirmadas apontam para uma temporada intensa, emocional, com batalhas épicas e momentos íntimos. O trailer mostrou que, mesmo diante da guerra e do tempo implacável, o coração humano continua resistindo. Claire e Jamie não são apenas sobreviventes do tempo ou da revolução; são defensores de uma ideia: de que o amor, a verdade e a coragem podem transcender qualquer era.

À medida que nos aproximamos de 2026, Outlander se prepara para oferecer uma conclusão à altura de sua própria ambição. Será o fim de uma era na televisão, mas também uma celebração do que faz as histórias permanecerem: personagens que amamos, dilemas que reverberam, e a certeza de que algumas histórias existem para nos lembrar que somos feitos de tempo — e de escolhas.

“Cine Record Especial” desta terça (29/07) exibe o suspense explosivo “Carta Selvagem”, com Jason Statham

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Foto: Reprodução/ Internet

Na vida, algumas histórias começam no fundo do poço. E é de lá que surge Nick Wild, o protagonista de “Carta Selvagem”, filme que será exibido nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, às 22h30, no Cine Record Especial. Estrelado por Jason Statham, dirigido por Simon West e com roteiro do lendário William Goldman, o longa mistura ação explosiva com drama psicológico, numa combinação que promete prender o espectador do início ao fim.

Sim, é um filme de pancadaria. Sim, tem perseguições, tiros e mafiosos. Mas há algo a mais aqui — e esse “a mais” vem justamente de onde a maioria dos filmes de ação costuma passar longe: da dor humana, da tentativa de mudar, do fracasso repetido, da culpa e, principalmente, da chance de recomeçar.

Nick Wild: o anti-herói com o rosto de Jason Statham

Quando falamos de Jason Statham, a imagem que nos vem à mente é a do durão silencioso que resolve tudo na base do soco. De certa forma, é isso que vemos em Carta Selvagem, mas com uma diferença importante: Nick Wild é um personagem quebrado por dentro, que usa a violência como defesa e o vício como anestesia.

Nick trabalha como guarda-costas freelance em Las Vegas, uma cidade onde a sorte pode mudar em segundos, mas onde as pessoas raramente mudam. Com um passado nas forças especiais e um presente tomado pela compulsão em jogos, ele vive à margem, tentando se equilibrar entre a sobrevivência e o desejo de deixar tudo para trás. E é nesse cenário que o filme nos apresenta sua principal virada.

Quando Holly, sua única amiga de verdade, é espancada por um grupo de homens ligados ao crime organizado, Nick vê uma oportunidade de fazer o certo — mesmo que isso custe caro. E custa.

Mais do que vingança: a jornada pela redenção

“Carta Selvagem” pode até se vender como um filme de vingança, mas em sua essência é uma história de redescoberta e redenção. O roteiro de William Goldman, adaptado do próprio romance Heat, evita os atalhos fáceis. Aqui, os personagens erram, sentem medo, hesitam. Nick não é invencível. Ele sangra, se descontrola, volta a jogar, perde de novo. E isso torna tudo mais real.

Statham, conhecido por personagens lineares, tem aqui a chance de mostrar mais nuance. Em vários momentos, seu rosto fechado revela algo além da frieza: cansaço, arrependimento, solidão. Quando ele escuta um cliente dizendo que quer ver “alguém fazer justiça de verdade”, Nick hesita. Ele sabe o preço que se paga por essa justiça. Já o espectador, nesse ponto, está envolvido demais para torcer por outra coisa.

Las Vegas: personagem à parte

Filmes ambientados em Las Vegas sempre trazem um charme à parte. Mas em Carta Selvagem, o glamour dá lugar à sujeira das ruas secundárias, aos becos perigosos, aos cassinos decadentes onde se joga o que se tem — e o que não se tem também. A cidade é retratada como uma selva de concreto, onde cada passo em falso pode custar a vida.

A direção de Simon West, conhecido por sucessos como Con Air e Os Mercenários 2, evita exageros visuais. Ao contrário: as cenas de luta são secas, diretas, dolorosas. Nada de acrobacias impossíveis ou explosões mirabolantes. Aqui, a violência é real, suja, física. Quase desconfortável de assistir, e por isso mesmo, mais impactante.

Elenco afinado e participações especiais

Além de Statham, o filme traz um elenco coeso e cheio de surpresas. Michael Angarano interpreta Cyrus Kinnick, um jovem milionário com dificuldades sociais que contrata Nick como segurança. A relação entre os dois é curiosa e inesperadamente tocante: há ali uma troca de confiança, de proteção mútua, e uma sutil camada de ternura que humaniza ainda mais o protagonista.

Dominik García-Lorido (filha de Andy Garcia) dá vida à decidida Holly, cuja busca por justiça é o estopim da trama. E Milo Ventimiglia, o querido Jack Pearson da série This Is Us, aparece em um papel completamente oposto: o vilão sádico Danny DeMarco, filho de um mafioso poderoso e dono de uma crueldade fria e calculada.

Entre os coadjuvantes, há participações de Stanley Tucci, Jason Alexander e Sofía Vergara, todos em pontas curtas, mas memoráveis. As presenças conhecidas ajudam a reforçar a ideia de um mundo recheado de personagens ambíguos, onde ninguém é 100% bom ou 100% mau.

A raiz literária do filme

Um dos aspectos mais curiosos do filme é seu roteiro. Ele não nasceu como filme de ação, mas como literatura. William Goldman, autor do romance Heat, é um nome respeitado em Hollywood. Vencedor de dois Oscars (Butch Cassidy e Todos os Homens do Presidente), Goldman é mestre em construir personagens complexos em meio a situações extremas.

A primeira versão cinematográfica do livro foi lançada em 1986, estrelada por Burt Reynolds. Embora pouco conhecida hoje, essa adaptação original foi importante para consolidar a ideia de que filmes de ação podiam ter profundidade emocional. A versão de 2015, estrelada por Statham, é uma releitura mais contemporânea e urbana — mais crua, talvez, mas fiel ao espírito do autor.

Um filme sobre fracassos (e sobre tentar de novo)

O coração de Carta Selvagem não está nas lutas, nas armas ou nos mafiosos. Está nos silêncios. Nos momentos em que Nick olha para o espelho e não gosta do que vê. Nas vezes em que promete parar de jogar — e volta a jogar. No medo de se tornar alguém irrelevante. No desejo quase infantil de sair de Las Vegas e morar em Nice, na França, um sonho que parece sempre dois passos além do seu alcance.

Talvez por isso o filme ressoe com tanta gente. Porque no fundo, quem nunca teve um plano de recomeço engavetado? Quem nunca tropeçou nos próprios vícios? Quem nunca teve medo de si mesmo? Essa camada mais humana transforma a produção em algo que vai além do gênero. É um filme de ação com alma — e isso não é pouco.

Onde e quando assistir

O filme será exibido nesta terça na tela da Record e é uma ótima oportunidade para quem gosta de ação, mas também aprecia uma boa história com personagens densos. E se você perder a exibição na TV, não tem problema: O longa-metragem está disponível para streaming no Amazon Prime Video, tanto para assinantes quanto para aluguel avulso (a partir de R$ 6,90).

Vale a pena?

Se você está acostumado com Jason Statham em modo automático — atirando, correndo, batendo — prepare-se para uma versão diferente do ator. Ainda violento, ainda ágil, mas com mais peso emocional. E isso faz toda a diferença. O filme americano com certeza é uma experiência intensa, que começa como um suspense policial e termina como uma reflexão sobre escolhas, perdas e redenção. Um filme que mostra que até os durões também choram, mesmo que por dentro.

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