“Um Maluco no Golfe 2” estreia na Netflix e traz Adam Sandler de volta às tacadas em comédia nostálgica e atualizada

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Quase três décadas após o lançamento do original, a aguardada sequência “Um Maluco no Golfe 2” já está disponível no catálogo brasileiro da Netflix, prometendo resgatar o humor irreverente e o carisma que consagraram Adam Sandler como ícone da comédia nos anos 1990. Agora mais maduro — mas nem por isso menos impulsivo — Happy Gilmore retorna aos campos de golfe em uma nova aventura que mistura nostalgia, redenção e muito nonsense.

Dirigido por Kyle Newacheck (conhecido pela série Workaholics e pela comédia Mistério no Mediterrâneo), o longa conta com roteiro assinado por Tim Herlihy e pelo próprio Sandler, mantendo a identidade cômica que tornou o primeiro filme um clássico cult. A sequência traz ainda um elenco de peso com o retorno de Julie Bowen e Christopher McDonald, além das participações especiais de Ben Stiller e do astro da música Bad Bunny.

Happy Gilmore, agora pai e em crise

Na nova trama, encontramos Happy Gilmore em um momento de reavaliação da vida. O tempo passou, os holofotes se apagaram e os campos de golfe deixaram de ser palco de glórias para se tornarem lembranças empoeiradas. Longe da fama, ele agora enfrenta desafios bem mais pessoais: a sua filha, Vienna, sonha em estudar balé em uma escola renomada — mas o custo da mensalidade está fora do alcance.

Para ajudar a filha a realizar esse sonho, Happy decide fazer o impensável: voltar ao competitivo universo do golfe profissional. O problema? Ele está mais velho, fora de forma e desacreditado por todos, inclusive por si mesmo. O retorno exige mais do que força física — é preciso resgatar a paixão, reinventar-se e encarar uma geração de novos atletas com estilos e estratégias bem diferentes das suas.

O roteiro equilibra momentos hilários com toques emocionais, especialmente nas cenas entre pai e filha. O sarcasmo característico de Sandler está lá, assim como os acessos de fúria no gramado, as confusões com autoridades do esporte e, claro, os embates com seu eterno rival Shooter McGavin, interpretado com maestria (e um toque extra de decadência) por Christopher McDonald.

O retorno dos personagens icônicos (e das loucuras)

A sequência aposta no retorno de rostos conhecidos do universo Happy Gilmore. Julie Bowen, que interpretou Virginia Venit no original, também está de volta, agora como uma figura mais experiente na administração do circuito de golfe — e que tenta, entre tapas e beijos, ajudar Happy a lidar com sua impulsividade.

Ben Stiller, que interpretou secretamente o vilão Hal L. no primeiro filme, também faz uma aparição para delírio dos fãs mais atentos. Já a grande surpresa é a participação de Bad Bunny, que interpreta um jovem golfista latino de personalidade excêntrica e estilo ousado, que serve como o novo “anti-Happy” nos campos e nas redes sociais.

Apesar do clima nostálgico, Um Maluco no Golfe 2 evita cair na armadilha de ser apenas uma repetição do primeiro filme. Há piadas atualizadas, críticas sutis ao mundo esportivo moderno, e até algumas provocações sobre redes sociais, cultura do cancelamento e marketing esportivo. Tudo isso sem perder o ritmo cômico ou a leveza que caracteriza a franquia.

Relembrando o clássico de 1996

Lançado em 1996, Happy Gilmore marcou uma virada na carreira de Adam Sandler. Na trama original, ele vivia um jogador de hóquei fracassado que, ao tentar salvar a casa da avó das garras do fisco, descobre ter um dom inusitado para o golfe — mais especificamente, para mandar a bola longe com uma força descomunal. Treinado por Chubbs Peterson (Carl Weathers), ele entra no circuito profissional com modos nada ortodoxos: roupas cafonas, explosões de raiva e zero etiqueta no campo.

Apesar das críticas divididas na época — o filme mantém até hoje uma média de 60% no Rotten Tomatoes — o público abraçou o personagem e transformou a comédia em sucesso comercial. Com uma bilheteria global de mais de US$ 41 milhões, o longa se consolidou como um dos pilares da carreira de Sandler e gerou uma base de fãs fiel ao longo das décadas.

O filme também introduziu personagens que virariam cults com o tempo, como Shooter McGavin, o rival mimado e vaidoso de Happy, e o enfermeiro sádico interpretado por Ben Stiller, além da inesquecível participação de Bob Barker em uma briga épica com o protagonista.

Humor, redenção e família

Se o primeiro filme era sobre um jovem desajustado tentando provar seu valor, Um Maluco no Golfe 2 é sobre alguém que já teve tudo e precisa reconectar-se com o que realmente importa. O humor continua escrachado — com direito a piadas físicas, xingamentos e situações surreais — mas há também uma camada emocional mais evidente. A relação entre Happy e sua filha serve de coração para a narrativa, equilibrando os absurdos com sentimentos reais.

A direção de Newacheck imprime ritmo acelerado, cortes rápidos e uma fotografia vibrante. Há até referências visuais ao clássico original, com closes exagerados, trilhas sonoras retrô e até uma recriação da lendária tacada final de Happy no primeiro filme.

Vale a pena assistir?

Sim — principalmente para quem cresceu assistindo aos filmes de Adam Sandler nos anos 90 e 2000. Um Maluco no Golfe 2 não é apenas uma continuação, mas também uma celebração ao estilo único de comédia que o ator ajudou a popularizar. É despretensioso, nostálgico, e acima de tudo, divertido. Os novos personagens somam, os antigos brilham, e a trama oferece uma mensagem tocante sobre família, envelhecimento e superação sem perder o humor ácido.

“Outlander” | Última temporada ganha trailer completo e promete encerramento emocionante

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É chegada a hora de se despedir de Claire e Jamie Fraser. O canal Starz lançou o trailer completo da oitava e última temporada de Outlander, prometendo uma conclusão emocionante que mescla amor, destino e as inevitáveis batalhas da história. A estreia está prevista para início de 2026, e embora a data exata ainda não tenha sido divulgada, o clima de despedida paira no ar, convidando fãs antigos e novos a se prepararem para encerrar essa jornada junto aos personagens que marcaram uma década de narrativas épicas. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

Desde que fez sua estreia em 9 de agosto de 2014, Outlander se consolidou como uma produção híbrida de romance, drama e viagem no tempo, adaptando os premiados livros de Diana Gabaldon. Criada para a TV por Ronald D. Moore e produzida pela parceria entre a Sony Pictures Television e a Left Bank Pictures, a série acompanhou os Fraser através de capítulos complexos da história, alternando entre cenários do século XVIII e da era contemporânea, com altos investimentos em figurino, cenografia e fidelidade histórica. O trailer divulgado retoma todos esses elementos, intensificando a expectativa para o capítulo final da saga.

Logo nos primeiros segundos, somos transportados para um campo enevoado, onde Claire caminha sozinha, seus pensamentos narrados como monólogo interior. A voz dela ecoa sobre escolhas irrevogáveis, o peso de decisões passadas e o amor que sobrevive mesmo quando tudo ao redor desmorona. Jamie surge em seguida, montado a cavalo em meio a tropas, o semblante carregado por rugas que contam uma vida inteira de cuidado, saudade e batalhas. A ambientação sugere que os últimos episódios terão um clima soturno, ainda que repleto de humanidade e esperança.

O trailer intercala cenas da família Fraser em momentos distintos no tempo. Vemos Jovem Ian ao lado de Claire e Jamie, agora adultos, e William Ransom em uniforme britânico, seu rosto misturando orgulho e conflito. A dualidade temporal se acentua ao mostrar Brianna e Roger nos anos 80, lidando com o nascimento de sua filha, diagnosticada com um problema cardíaco, o que os obriga a viajar para o futuro em busca de atendimento médico. Esse choque entre passado e presente reforça o tema central da série: os laços que unem gerações, não importando o século.

A narrativa de Outlander sempre foi construída sobre múltiplas camadas de drama e romance. Claire é médica, mulher moderna jogada em pleno século XVIII; Jamie é guerreiro selvagem e apaixonado, mas também homem de honra e cultura. Esse contraste funciona como base para explorar questões como poder, escolha, identidade e resistência. O trailer sugere que a temporada final vai mergulhar profundamente nos dilemas sociais e emocionais desses personagens, sem economizar em retratos de guerra, sofrimento ou redenção.

A temporada final, dividida em dez episódios, foi estrategicamente planejada em duas partes pela equipe de produção. Segundo Ronald D. Moore, isso permite que a história receba o fechamento que merece, cuidando de cada arco com atenção aos detalhes e ao crescimento dos personagens. Isso inclui a reconstrução do Fraser’s Ridge após a morte de Malva Christie e as cicatrizes deixadas por esse crime. Claire, acusada injustamente de assassinato, chegou a ser presa; embora tenha sido libertada quando Tom Christie admitiu sua culpa, a experiência deixou marcas profundas em sua relação com a comunidade que ajudou a construir.

Paralelamente, a série explora a Guerra da Independência Americana como pano de fundo inevitável. Jamie, agora colono nos treze estados, é convocado para lutar na Batalha de Saratoga, um dos confrontos mais decisivos da revolução. Sua lealdade à causa rebelde contrastará com sua conexão com personagens que o cercam, como William. A temporada promete tratar dessa escolha como dilema moral: lutar por uma nação emergente enquanto enfrenta o custo emocional e familiar de uma guerra.

Do lado de Brianna e Roger, o emocional também se aprofunda. A chegada de uma filha com um problema cardiovascular desencadeia um dilema impossível: continuar no século XVIII ou sacrificar tudo para buscar tratamento no futuro. A viagem aos anos 80 proporciona alívio médico, mas expõe os MacKenzies ao preconceito moderno. Brianna, formada em engenharia, enfrenta o machismo disfarçado do ambiente corporativo e a pressão de equilibrar carreira e maternidade. Roger, escritor e historiador, tenta construir uma nova vida enquanto carrega o peso de viver fora do tempo que ama.

A força de Outlander sempre esteve na química entre Caitriona Balfe e Sam Heughan. Suas performances carregam autenticidade emocional, mostrando um casal que se ama profundamente, mesmo quando partidos pela distância ou pela guerra. O trailer reforça isso ao mostrar olhares intensos, abraços demorados e momentos que condensam muitos anos de vivências. Esses pequenos gestos silenciosos — uma mão no ombro, um sorriso melancólico — sintetizam a jornada de amor que atravessa séculos.

Visualmente, o trailer impressiona. Paisagens da Escócia e da América colonial se misturam em planos amplos e panorâmicos. A produção não abre mão dos figurinos ricos, da iluminação planejada para transmitir nostalgia e tensão, e da direção de arte que transforma cada cena numa pintura viva sobre o tempo. A trilha sonora, em especial, retoma arranjos folk da cultura celta misturados à tensão épica, remetendo à tradição musical da série.

No Brasil, a série encontrou visibilidade também na TV aberta, tendo sido exibida pela Band entre setembro e dezembro de 2023. Apesar da transmissão ter sido interrompida por questões contratuais, a série recebeu reprise em 2024, e conquistou público fiel nas madrugadas. Hoje, muitos fãs acompanham por streaming, o que reforça a popularidade e o valor cultural da produção em território nacional.

A trajetória de Outlander refletiu uma mudança na maneira como enxergamos dramas televisivos. Ao longo das temporadas, conquistou reconhecimento do público e da crítica por suas tramas complexas, protagonistas femininas fortes e a capacidade de misturar romance, política e história de forma envolvente. A série recebeu diversos prêmios e se tornou um case de sucesso internacional, contribuindo para o fortalecimento da Starz como canal de referência em narrativa original.

A expectativa em torno da última temporada é gigantesca. Fãs criaram teorias sobre o destino dos Frasers, novos maratonistas revisitam cada temporada com entusiasmo e as redes sociais se enchem de lembranças, memes e homenagens. A pergunta mais repetida entre admiradores é: será que Claire e Jamie encontrarão um final pacífico juntos? A própria autora Diana Gabaldon já falou que o último livro da saga ainda não foi publicado, o que deixa espaço para a série seguir um caminho próprio — talvez mais emocional, talvez mais simbólico — ao encerrar a história.

Por ora, as informações confirmadas apontam para uma temporada intensa, emocional, com batalhas épicas e momentos íntimos. O trailer mostrou que, mesmo diante da guerra e do tempo implacável, o coração humano continua resistindo. Claire e Jamie não são apenas sobreviventes do tempo ou da revolução; são defensores de uma ideia: de que o amor, a verdade e a coragem podem transcender qualquer era.

À medida que nos aproximamos de 2026, Outlander se prepara para oferecer uma conclusão à altura de sua própria ambição. Será o fim de uma era na televisão, mas também uma celebração do que faz as histórias permanecerem: personagens que amamos, dilemas que reverberam, e a certeza de que algumas histórias existem para nos lembrar que somos feitos de tempo — e de escolhas.

“The Boys” | Última temporada tem trailer revelado na Comic-Con 2025 e antecipa desfecho brutal, sangrento e inesquecível

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Com o mundo de cabeça para baixo, uma sociedade dividida entre fascínio e medo, e super-heróis que mais parecem vilões de guerra, The Boys se prepara para sua despedida. A quinta e última temporada da série acaba de ganhar um trailer exclusivo revelado durante a San Diego Comic-Con 2025, deixando os fãs em polvorosa com a promessa de um encerramento épico, brutal e carregado de emoções extremas. O vídeo foi exibido com exclusividade durante o painel da série, que reuniu o elenco principal — incluindo Karl Urban, Jack Quaid, Erin Moriarty e Antony Starr — ao lado do criador Eric Kripke. Em tom direto, Kripke anunciou: “Estamos indo com tudo. Sem freios. Sem piedade. Essa é a guerra final entre os humanos e os Supers.” As informações são do Omelete.

A prévia começa com uma imagem desoladora: Homelander, ou Capitão Pátria, caminha lentamente por um espaço abandonado, seus passos ecoando como se cada batida fosse um presságio do que está por vir. A câmera passeia por casas vazias e destruídas, onde personagens como Frenchie, Hughie e Leitinho tentam se esconder do mundo em colapso. Logo em seguida, Billy Butcher aparece. Ele está abatido, envelhecido, visivelmente doente, mas sua determinação ainda pulsa forte. Ele reúne os Rapazes, sua equipe de justiceiros, para uma última missão que pode custar a vida de todos. Ainda assim, todos sabem que recuar já não é mais uma opção.

Em contraste com o desespero dos Rapazes, o trailer mostra Homelander sendo ovacionado em um grande auditório, rodeado por aplausos e adoração. A imagem do super-herói é tratada como uma figura divina, mesmo quando sua tirania se torna cada vez mais evidente. A manipulação da opinião pública e o culto à personalidade estão em seu ápice. Em meio a esse frenesi, uma participação inusitada chama atenção: o ator e produtor Seth Rogen aparece brevemente em uma cena cômica, antes que o tom do vídeo volte à sua brutalidade habitual. Explosões, perseguições, mutilações e combates sanguinários dominam a tela, prenunciando o caos absoluto.

Um dos momentos mais comentados da prévia é o retorno de Soldier Boy, personagem interpretado por Jensen Ackles. Visto anteriormente como morto, ele reaparece congelado em uma câmara de contenção. Homelander o observa através do vidro, em um confronto silencioso entre dois símbolos do nacionalismo distorcido que a série tanto critica. A tensão entre eles promete ser um dos pontos altos da temporada. Outro elemento crucial é o papel de Ryan, o filho de Homelander. Em uma breve, porém impactante aparição, o garoto surge com um olhar frio e calculista, sugerindo que o conflito final poderá ser também uma tragédia familiar de proporções devastadoras.

Saiba mais sobre a série

Desde sua estreia em 26 de julho de 2019 na Prime Video, a série americana deixou claro que não seria apenas mais uma série sobre super-heróis. Criada por Eric Kripke e baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, a produção se posicionou como uma crítica direta ao culto dos superpoderosos, à indústria do entretenimento e à manipulação midiática. Em pouco tempo, a série se tornou um fenômeno global, reverberando muito além do nicho nerd, alcançando públicos diversos em busca de narrativas que refletissem o cinismo, a complexidade e os dilemas da sociedade contemporânea.

A trama gira em torno de dois grupos centrais: os Sete, super-heróis idolatrados e controlados pela megacorporação Vought International, e os Rapazes, vigilantes liderados por Billy Butcher que lutam para expor os abusos cometidos pelos Supers. Enquanto os Sete representam o poder corrompido e a fachada de perfeição vendida à sociedade, os Rapazes encarnam o caos moral de quem tenta fazer justiça num mundo que já perdeu seu eixo. Entre eles, surgem figuras como Hughie Campbell, jovem traumatizado que vê sua namorada ser morta por um super em alta velocidade, e Annie January, a Luz-Estrela, heroína idealista que descobre aos poucos as podridões do sistema que a acolheu.

Com o passar das temporadas, The Boys aprofundou ainda mais suas críticas sociais, abordando temas como o militarismo, o uso político da religião, a espetacularização da violência e o uso de fake news para manipular massas. A série foi pioneira ao representar o surgimento de um fascismo velado dentro de uma estética pop, explorando como o entretenimento pode ser usado como arma ideológica. A performance de Antony Starr como Homelander se tornou símbolo desse discurso: um homem com poderes divinos, mas emocionalmente instável, sedento por controle e reconhecimento.

Agora, com a quinta temporada, Eric Kripke promete amarrar todas as pontas soltas e entregar um final coerente com o tom subversivo da série. Durante o painel, ele revelou que a temporada final terá uma abordagem ainda mais sombria, sem perder a ação e a sátira que sempre marcaram a obra. “Billy Butcher está morrendo. Ryan está em uma encruzilhada moral. Luz-Estrela quer salvar algo que talvez não possa mais ser salvo. E Homelander… bem, ele se tornou tudo aquilo que temíamos desde o começo”, afirmou o criador.

Os atores também expressaram sua emoção com o fim da jornada. Karl Urban declarou que interpretar Billy Butcher foi o papel mais intenso de sua carreira. “Esse personagem me levou a lugares sombrios, mas também humanos. Ele não é um herói. Nem um vilão. É alguém quebrado tentando sobreviver.” Já Antony Starr destacou que Homelander redefiniu seu olhar sobre o arquétipo do herói. “Ele me ensinou o quanto o poder sem limites pode ser aterrorizante. E o mais assustador é que ele é adorado por isso.”

Para os fãs, a promessa é de uma temporada com batalhas impactantes, mortes marcantes e reviravoltas que podem mudar o rumo da série até o último minuto. O retorno completo de Soldier Boy pode abrir novas frentes de conflito, especialmente se ele formar uma aliança temporária com os Rapazes. Ryan, o garoto superpoderoso, pode ser tanto a salvação quanto a ruína de todos. Vought International, por sua vez, tenta restaurar sua imagem com novos projetos de marketing e produtos derivados, mesmo que isso signifique sacrificar antigos membros dos Sete.

A expectativa em torno da estreia é altíssima. A quinta temporada está prevista para chegar ao Prime Video em outubro de 2025, com oito episódios de aproximadamente uma hora cada. A classificação indicativa segue restrita para maiores de 18 anos, e a série promete não suavizar seu conteúdo. A trilha sonora do trailer ainda não foi oficialmente divulgada, mas fãs identificaram o uso de uma versão sombria da clássica “Hallelujah”, o que reforça o tom melancólico da temporada final.

Mesmo com o encerramento da trama principal, o universo de The Boys não se encerra totalmente. Eric Kripke confirmou que novos spin-offs estão em desenvolvimento, dando continuidade ao legado da série com personagens inéditos e novas perspectivas. Entre os derivados já lançados, Gen V se destacou ao expandir o universo para o ambiente universitário, explorando como os jovens são moldados pela lógica de poder e celebridade dos Supers.

No Cinema na Madrugada deste sábado (26/07), Band exibe a comédia “As Excluídas”

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Na madrugada deste sábado, 26 de julho de 2025, o Cinema na Madrugada da Band exibe o filme As Excluídas (The Outskirts, no título original), uma comédia norte-americana que propõe uma divertida, porém reflexiva, jornada sobre aceitação, amizade e revolta juvenil contra as normas rígidas da popularidade escolar. Lançado originalmente em 2017, o longa ganha nova exibição na TV aberta e pode surpreender quem busca mais do que piadas colegiais: há aqui um olhar afiado sobre o papel de quem não se encaixa e como o poder pode facilmente corromper — mesmo quando vem com boas intenções.

Uma guerra declarada contra os padrões do ensino médio

Dirigido por Peter Hutchings e roteirizado por Dominique Ferrari e Suzanne Wrubel, As Excluídas mergulha na estrutura clássica das high schools norte-americanas: cheerleaders, jogadores de futebol americano, clubes científicos, góticos e artistas performáticos convivendo em corredores que funcionam quase como uma versão adolescente da sociedade capitalista. Nesse universo, Jodi (Victoria Justice) e sua melhor amiga Mindy (Eden Sher) são as típicas “nerds” que sobrevivem à margem da popularidade — até que se tornam vítimas de um bullying cruel orquestrado pela rainha da escola, Whitney (Claudia Lee).

O que poderia ser apenas mais uma comédia colegial sobre vingança se transforma quando Jodi e Mindy decidem fazer algo inusitado: unificar todos os “excluídos”, os chamados outcasts, para uma revolução social dentro da escola. Assim surge um movimento inesperado que questiona as estruturas sociais escolares e coloca à prova a hierarquia que define quem pode ou não ter voz.

Elenco carismático e diversidade de arquétipos

Victoria Justice, conhecida por seu papel em Brilhante Victória da Nickelodeon, assume o protagonismo com carisma e uma entrega sincera que dá camadas à personagem de Jodi. Eden Sher, lembrada pelo papel de Sue em The Middle, brilha com seu timing cômico e traz coração à jornada de Mindy, que, em meio à revolução social escolar, começa a questionar o verdadeiro preço da popularidade e até mesmo da própria amizade.

Além delas, o elenco é recheado de jovens talentos da televisão americana. Ashley Rickards (de Awkward) interpreta Virginia, uma artista excêntrica com um passado obscuro, enquanto Peyton List (de Jessie e Cobra Kai) dá vida à impassível Mackenzie. Avan Jogia, que também já contracenou com Justice, aparece como Dave, interesse amoroso de Jodi, e ajuda a ilustrar como o romance adolescente pode ser tanto um alívio cômico quanto uma armadilha emocional.

Claudia Lee encarna Whitney com precisão cirúrgica: a típica “mean girl” que, embora estereotipada em alguns momentos, serve como símbolo das pressões e ilusões criadas pela busca incessante por status e controle social.

Mais do que comédia: um comentário social disfarçado

Ainda que envolto em cores vivas, figurinos extravagantes e situações cômicas, As Excluídas propõe uma análise bastante atual sobre as dinâmicas de poder nas instituições. O colégio, aqui, é tratado como uma miniatura do mundo adulto: quem detém poder, influência ou beleza dita as regras, enquanto quem se desvia do padrão precisa encontrar maneiras alternativas de existir — ou lutar para mudar o jogo.

A proposta de unir todos os “desajustados” ecoa movimentos sociais reais, ainda que com uma abordagem leve. Góticos, nerds, LGBTs, artistas, alunos com deficiências, entre outros, se unem por uma causa comum. A metáfora da união das minorias frente ao poder hegemônico é evidente, e embora o roteiro se mantenha superficial em suas críticas, há mensagens importantes sendo transmitidas, especialmente para um público jovem.

O filme também fala sobre identidade: como adolescentes (e adultos também) moldam sua autoestima a partir de como são vistos pelos outros. Jodi e Mindy percebem que o poder pode ser tão sedutor quanto destrutivo — e que liderar uma revolução pode significar também abrir mão da essência de quem você é.

O risco da inversão dos papéis

Um dos grandes acertos do filme é quando ele começa a mostrar as consequências imprevistas da ascensão dos excluídos ao topo. A aliança entre os grupos antes marginalizados começa a apresentar rachaduras e, lentamente, Jodi e Mindy percebem que estão se tornando aquilo que criticavam. A narrativa, nesse ponto, dá uma guinada interessante: será que inverter a pirâmide social realmente resolve os problemas ou apenas perpetua o ciclo de opressão, com novos rostos nos velhos cargos de poder?

Essa reflexão, mesmo que suavemente tocada, dá profundidade ao longa e o distancia de outras comédias adolescentes rasas. O roteiro, embora pontuado por exageros e situações caricatas, encontra espaço para explorar dilemas morais e questionar os limites da popularidade conquistada.

Direção funcional e estética pop

A direção de Peter Hutchings é funcional e ágil, mantendo o ritmo leve e dinâmico. Os 94 minutos passam rapidamente, com uma montagem que alterna bem entre cenas cômicas, momentos emocionais e algumas viradas surpreendentes — ainda que previsíveis para o gênero. Visualmente, o filme aposta em uma estética pop: cores vibrantes, trilha sonora energética e figurinos que contrastam deliberadamente os grupos sociais representados.

Nova York serve de cenário para as gravações, mas o ambiente escolar genérico poderia ser em qualquer lugar — uma decisão que, de certa forma, reforça o caráter universal da história. A luta por pertencimento, o desafio de se encaixar (ou rejeitar o sistema) e a descoberta de quem realmente somos são dilemas comuns a jovens do mundo todo.

Uma boa pedida para a madrugada e além

Ao exibir As Excluídas, a Band aposta em um título que mistura entretenimento e leve crítica social, atingindo tanto o público nostálgico que cresceu assistindo a comédias colegiais quanto os jovens que ainda vivem os dilemas retratados no filme. É uma oportunidade para rir, se identificar e, quem sabe, repensar certos rótulos que persistem até hoje — tanto nas escolas quanto nas redes sociais e ambientes profissionais.

Além disso, o filme está disponível no Prime Video, o que facilita para quem quiser assisti-lo novamente ou recomendar a amigos. Com um elenco jovem e carismático, uma narrativa acessível e uma mensagem que ainda ressoa em tempos de cancelamento, bullying virtual e busca por pertencimento, As Excluídas se revela mais do que um passatempo adolescente: é um lembrete de que o mundo pode (e deve) ser mais inclusivo — mesmo que a revolução comece nos corredores da escola.

Crítica | “Quarteto Fantástico – Primeiros Passos” é um recomeço corajoso, imperfeito e estranhamente poético para a Primeira Família da Marvel

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“Ele não é como a gente. Ele é mais.” Essa frase, dita em um momento chave de Quarteto Fantástico – Primeiros Passos, sintetiza a ambição do filme: tentar reimaginar heróis exaustos por adaptações falhas com um olhar que seja, finalmente, mais. Mais maduro. Mais humano. Mais à altura do que o público sempre quis ver nessas figuras que, embora cósmicas, nasceram da intimidade disfuncional de uma família.

Dirigido com competência e senso de estrutura por Matt Shakman, o novo Quarteto Fantástico entrega, acima de tudo, funcionalidade. E isso, vindo de um histórico cinematográfico que inclui um desastre de 2015 e uma tentativa esquecível em 2005, já é motivo de celebração. Mas o filme vai além do básico. Ele entrega um frescor emocional inesperado, uma sobriedade elegante e até um toque poético que confere ao longa sua própria identidade dentro do saturado Universo Marvel.

Um drama quase existencial por trás das malhas e poderes

Diferente de outras produções do MCU, que se apoiam demais em piadas ou explosões, Primeiros Passos tem um ritmo que beira o contemplativo em certos trechos. A formação da equipe não é tratada como um grande evento, mas como uma consequência melancólica de decisões tomadas por amor à ciência — e, muitas vezes, por medo de envelhecer no anonimato.

Reed Richards (interpretado com precisão nerd, mas emocionalmente acessível por Pedro Pascal é o centro gravitacional do grupo — o cérebro que sonha alto demais. Sue Storm (vivida por Vanessa Kirby é mais do que a esposa do cientista: ela é um ventre metafórico e literal para o futuro. A comparação que o filme faz entre um buraco negro em expansão e a dilatação uterina durante o parto pode soar absurda no papel, mas em cena, curiosamente, funciona. É o tipo de imagem que nos lembra que super-heróis não são apenas armas — são espelhos de nossas esperanças mais primitivas.

Johnny Storm, por sua vez, é um personagem que o filme trata com certa hesitação. Há tentativas de construí-lo como um jovem gênio com instabilidade mental, numa espécie de cruzamento entre Tocha Humana e John Nash (Uma Mente Brilhante), mas essa proposta nunca deslancha por completo. Seu arco parece colado, como se estivesse em busca de um filme próprio. Ben Grimm, o Coisa, sofre ainda mais: sua tragédia pessoal — um homem transformado num monstro de pedra — merecia mais tempo de tela e mais coragem narrativa. O filme insinua seu sofrimento, mas logo recua, como se temesse deixar a sessão de cinema pesar demais.

O tempo, o vácuo e a luta contra o fim

Se há um inimigo real em Primeiros Passos, ele não usa capa nem armadura. É o tempo. Ou melhor: o vácuo. A inevitabilidade do nada. O filme é obcecado por buracos — negros, emocionais, temporais. E nessa obsessão, encontra uma beleza rara. A narrativa é pontuada por imagens que representam o ciclo da existência: bebês em incubadoras, foguetes em lançamento, anéis de acoplamento, cordões umbilicais rompidos pela ciência, pelo destino, pela ambição. Tudo começa e termina em algum tipo de vazio — e o Quarteto é convocado a preenchê-lo com o que há de mais frágil: a esperança.

Não é uma proposta exatamente divertida. Mas é honesta.

O cansaço do gênero… e o sopro de uma resistência

Há quem diga que o cansaço dos filmes de super-herói é inevitável. E talvez seja. Thunderbolts, lançado recentemente, parecia mais um sinal de exaustão do que de reinvenção. Mas Primeiros Passos desafia esse destino com dignidade. Mesmo dentro de um universo já sobrecarregado, o filme encontra espaço para perguntar: o que deixamos para os nossos filhos? Que legado nasce da destruição? Como proteger uma família que nasceu da exposição ao desconhecido?

Nessa perspectiva, o longa se aproxima mais de Os Incríveis do que dos próprios filmes da Marvel. E faz isso sem vergonha. Ao contrário: homenageia, implicitamente, aquela que continua sendo a melhor narrativa cinematográfica sobre super-famílias até hoje. E essa autoconsciência — essa humildade criativa — é um dos grandes trunfos da produção.

Limitações, sim — mas também uma nova promessa

É verdade que o filme peca em momentos importantes. O segundo ato é acelerado, sem o aprofundamento emocional que o primeiro promete. Há uma certa pressa em resolver conflitos, como se o roteiro ainda estivesse tentando atender a checklists impostos pelo estúdio. A química entre os quatro protagonistas funciona mais pela ideia do que pela execução. E, claro, a ausência de um vilão realmente memorável (o retorno de Victor Von Doom, embora estilizado, é tímido) impede que o clímax atinja sua potência máxima.

Mas talvez isso seja parte do projeto. Primeiros Passos parece menos interessado em criar um épico definitivo e mais em assentar bases sólidas para um futuro — algo que as adaptações anteriores jamais conseguiram.

Um recomeço com alma

Quarteto Fantástico – Primeiros Passos não é perfeito, nem revolucionário. Mas é humano. E, neste ponto da história do gênero, isso já é quase um milagre. Ao optar por um tom mais contemplativo, por metáforas inesperadas e por perguntas incômodas, o filme se aproxima de uma nova linguagem dentro do cinema de super-heróis — uma linguagem que não despreza o espetáculo, mas que coloca o afeto e o significado no centro da cena.

“Eita, Lucas!” deste sábado (26/07) desembarca em Governador Valadares com MC Daniel

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Não tem tempo ruim quando a energia é boa e o povo é caloroso. E é com essa vibe que o “Eita, Lucas!” segue sua caravana pelos quatro cantos do Brasil, levando alegria, desafios inusitados e histórias emocionantes para a televisão aberta. Neste sábado, 26 de julho de 2025, a Arena do programa estaciona em Governador Valadares, no coração de Minas Gerais, antes de seguir rumo à ensolarada Itabuna, na Bahia. E como já virou marca registrada, o público pode esperar muito mais do que risadas: tem talento, música, superação e, claro, prêmios em dinheiro!

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Governador Valadares: quando a voz vale 5 mil reais (ou um banho gelado)

Em solo mineiro, o quadro “Chuveiro ou Dinheiro” promete arrancar gargalhadas e aplausos em medidas iguais. A proposta é simples, mas o nervosismo é real: subir ao palco, cantar com garra e tentar convencer o público – e os jurados – de que merece embolsar até 5 mil reais. Mas se desafinar… o castigo vem de cima: um banho de chuveiro na frente da plateia lotada!

“Tem que ter coragem e carisma. Aqui a gente valoriza quem se arrisca, quem coloca o coração na voz, mesmo que desafine um pouquinho”, brinca Lucas Guimarães, apresentador da atração, que se mostra cada vez mais à vontade nesse papel que mistura comunicador, parceiro e incentivador do povo.

E para deixar tudo ainda mais animado, o convidado especial da semana é ninguém menos que MC Daniel. O funkeiro, que tem arrastado multidões por onde passa, chega com o sorriso largo e uma playlist cheia de sucessos. Ele também entra na dança do quadro, ajudando Lucas a decidir quem leva o prêmio e quem vai sair de banho tomado.

“Adoro estar perto do povo. Esse programa tem uma vibe boa demais. É leve, engraçado, mas também tem histórias que tocam a gente”, comentou Daniel, que aproveita para cantar os hits que o consagraram como um dos nomes mais populares do funk atual.

De Minas à Bahia: emoção na estrada com o “Gaga de Itamotinga”

Após a folia mineira, a equipe do “Eita, Lucas!” ruma para o sul da Bahia. Em Itabuna, o público acompanha uma verdadeira jornada de superação e carisma com o quadro “Carona da Sorte”. Nele, Felipe – mais conhecido como “Gaga de Itamotinga” – embarca em uma carona especial com Lucas Guimarães pelas ruas da cidade, enfrentando provas, conversando com moradores e revelando sua história de vida com bom humor e autenticidade.

Felipe se tornou um fenômeno local não só por sua forma divertida de se expressar, mas por sua capacidade de rir de si mesmo e inspirar os outros com leveza e simpatia. Ao lado de Lucas, ele encara o desafio de vencer a inteligência artificial Áurea em uma série de perguntas e missões que testam memória, agilidade e sensibilidade.

O ápice da carona acontece em uma plantação de cacau, cenário típico da região cacaueira baiana. Lá, Felipe precisa cumprir um desafio envolvendo a colheita e o processamento do fruto, valendo até 10 mil reais em prêmios. Entre suor e risadas, o momento rende imagens lindas e uma conexão direta com a cultura local.

Um programa que é cara do Brasil

Mais do que um programa de auditório, “Eita, Lucas!” tem se consolidado como um verdadeiro retrato do Brasil profundo. Com linguagem popular, locações reais e histórias que misturam humor e emoção, o programa busca dar visibilidade a personagens comuns que, de repente, se tornam protagonistas em rede nacional.

Lucas Guimarães, que ficou conhecido nas redes sociais, mostra no palco da televisão que tem carisma e empatia de sobra. Ele escuta, vibra, brinca, abraça e se envolve com cada participante de forma genuína. Não à toa, a atração tem conquistado cada vez mais público e elogios pela abordagem humanizada.

“É muito mais do que um programa de prêmios. A gente quer levar alegria, autoestima e mostrar que o povo brasileiro é cheio de histórias lindas. E também sabe se divertir como ninguém!”, resume Lucas.

Convidados especiais que somam à festa

A cada edição, o “Eita, Lucas!” recebe artistas e personalidades que, além de entreter, também compartilham um pouco da própria trajetória. No palco, eles se misturam à plateia, participam dos quadros e cantam seus sucessos.

MC Daniel, por exemplo, não poupou elogios à experiência. “Ver a alegria desse povo, cantar junto, dar risada com Lucas… é tudo de bom. O Brasil precisa de mais coisas assim”, comentou o artista, que aproveitou para divulgar sua nova música e ainda surpreender um fã que estava na plateia.

Cultura local valorizada

O “Eita, Lucas!” também se destaca por integrar elementos regionais em cada cidade por onde passa. Seja numa plantação de cacau, em uma feira popular, ou em rodas de conversa com moradores antigos, o programa respeita as tradições locais e as transforma em cenários vivos de afeto e reconhecimento.

Em Itabuna, por exemplo, a produção destacou a importância histórica da cultura cacaueira na economia e na memória da cidade. Já em Governador Valadares, a música mineira e o jeitinho acolhedor dos valadarenses foram o pano de fundo perfeito para os quadros.

Prêmios, mas também autoestima

Ao fim de cada episódio, o saldo vai além dos valores distribuídos. Participantes saem transformados, cheios de histórias para contar e com um brilho diferente nos olhos. O público também se sente representado, vendo pessoas parecidas consigo ocupando o centro do palco, com dignidade e humor.

Felipe, o “Gaga de Itamotinga”, resumiu o sentimento com um sorriso largo e olhos marejados: “Nunca pensei que ia aparecer na televisão assim, sendo eu mesmo, com meu jeito, minhas falas… E ainda sair com um prêmio! Mas o melhor foi o carinho das pessoas”.

No Domingo Maior (27/07), Globo exibe o thriller de ação francês “Anna – O Perigo Tem Nome”

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 27 de julho de 2025, o Domingo Maior da TV Globo apresenta um suspense eletrizante que mistura espionagem internacional, glamour e violência silenciosa: “Anna – O Perigo Tem Nome”. O longa francês, dirigido por Luc Besson, mergulha o público em uma trama repleta de reviravoltas, com uma protagonista que vive à sombra de duas identidades: de um lado, a modelo cobiçada por grifes de luxo ao redor do mundo; do outro, uma das assassinas mais mortais da KGB.

Estrelado pela estreante Sasha Luss, o filme reúne também um elenco de peso com Helen Mirren, Luke Evans e Cillian Murphy em papéis que ampliam as camadas de tensão e manipulação. Lançado originalmente em 2019, o thriller é, ao mesmo tempo, uma história de ação acelerada e um retrato sombrio de como governos, sistemas e até o glamour da moda podem ser usados para prender uma pessoa dentro de uma vida que ela nunca escolheu.

Anna – O Perigo Tem Nome propõe mais do que entretenimento. Propõe um mergulho psicológico na vida de uma mulher usada como arma, objeto de desejo e peça de um tabuleiro geopolítico no qual suas emoções são ignoradas e seu único desejo — a liberdade — parece inalcançável.

Foto: Reprodução/ Internet

Anna Poliatova: entre passarelas e silêncios mortais

A história de Anna começa em Moscou, no fim dos anos 80. A jovem Anna vive em meio à miséria, sem expectativas, vendendo pequenas bugigangas e tentando escapar da violência doméstica. Tudo muda quando é “descoberta” por um olheiro de modelos e convidada a se mudar para Paris, onde poderia ter uma nova vida.

A promessa de liberdade, no entanto, é ilusória. O que Anna realmente encontra é um novo tipo de prisão: ela é recrutada pela KGB, e sua verdadeira função será executar missões secretas como assassina de elite, eliminando alvos estratégicos sob o comando direto da agente Olga (Helen Mirren). Treinada para matar sem hesitação e para se adaptar a qualquer ambiente, Anna passa a viver uma vida dupla — modelo internacional durante o dia, agente letal durante a noite.

O contraste entre a vida de modelo e a rotina de agente secreta se torna o grande conflito interno da personagem. Anna é apresentada como uma mulher fria, calculista e disciplinada. Mas aos poucos, o filme revela suas fraturas: os traumas, a ansiedade contida e o medo constante de que tudo à sua volta seja apenas mais uma mentira.

Sasha Luss: uma protagonista que carrega tensão e vulnerabilidade

A escolha de Sasha Luss, modelo russa de passarelas, para o papel principal pode ter surpreendido na época do lançamento. Ainda que não tivesse uma carreira consolidada como atriz, sua presença em cena é hipnótica. Ela entrega um desempenho que equilibra fragilidade e brutalidade, silêncio e explosão. Seus olhos carregam mais do que a beleza das campanhas de moda — carregam peso, raiva, dúvida.

Anna é uma personagem que poucas vezes diz tudo o que sente. Grande parte de sua atuação está nos gestos sutis, na rigidez do corpo, no olhar que oscila entre o desejo de fugir e a conformidade com o destino que lhe impuseram. Não se trata de uma heroína clássica, tampouco de uma vilã. Anna é humana, é falha, e justamente por isso é fascinante.

Helen Mirren: frieza elegante em forma de comando

Do outro lado dessa relação de poder está Olga, interpretada por uma Helen Mirren afiadíssima. Ela é a agente responsável por comandar a operação da KGB da qual Anna faz parte. Sua performance mistura sarcasmo, autoritarismo e uma frieza quase maternal. Olga não é uma antagonista caricata. Ela representa o sistema: calculista, impiedosa e ao mesmo tempo dependente das pessoas que manipula.

Helen Mirren transforma Olga em uma figura contraditória. Ela protege Anna, treina Anna, admira Anna — mas está sempre pronta para descartá-la. É a típica liderança que valoriza os resultados e despreza a pessoa por trás da função. Em vários momentos, suas falas soam como conselhos, mas têm o tom de ameaça.

Espiões, traições e o jogo duplo com a CIA

Enquanto lida com a pressão de Olga e as missões impostas pela KGB, Anna também se vê envolvida com Leonard Miller, agente da CIA vivido por Cillian Murphy. Esse novo envolvimento oferece uma falsa esperança de liberdade. Miller propõe a Anna um acordo: se colaborar com a CIA, ela poderá escapar da KGB e reconstruir sua vida.

Mas o que parece ser uma saída é apenas mais um círculo vicioso. Anna passa a trabalhar como agente dupla, correndo riscos de ambos os lados. Luke Evans interpreta Alex Tchenkov, outro membro da KGB que mantém um relacionamento ambíguo com Anna — misto de paixão e vigilância. A sensação é de que, não importa o caminho que escolha, Anna está sempre cercada.

O roteiro aposta em flashbacks e saltos temporais para ir revelando as camadas ocultas das ações de Anna. Nada é o que parece. Cada cena adiciona uma nova perspectiva, forçando o espectador a reconstruir o passado da personagem a partir de peças soltas. Isso intensifica a tensão e transforma o filme quase em um quebra-cabeça narrativo.

Foto: Reprodução/ Internet

O glamour como disfarce: o submundo da moda

A ambientação do universo da moda cumpre um papel crucial na narrativa. Anna desfila em Paris, viaja para Milão, posa para campanhas, vive cercada por câmeras e holofotes. Mas esse brilho é apenas uma fachada para suas ações sombrias. O filme expõe como o luxo pode servir como cortina de fumaça para o horror — e como Anna usa a superficialidade da indústria fashion para se esconder à vista de todos.

A direção de arte e os figurinos reforçam essa dualidade. Enquanto a personagem brilha com roupas elegantes, por baixo do tecido há sempre um coldre escondido, uma arma na bolsa, uma rota de fuga. O filme desafia o espectador a enxergar além da aparência, tanto da protagonista quanto do mundo ao seu redor.

Luc Besson retorna ao seu território mais conhecido

Com Anna, Luc Besson revisita o gênero que o consagrou. Depois de sucessos como Nikita (1990) e O Quinto Elemento (1997), ele volta a colocar uma mulher no centro de uma trama violenta e ambígua. A estética do diretor está presente: os ângulos estilizados, as sequências de ação coreografadas como dança, e os dilemas morais disfarçados de suspense.

No entanto, Anna tem um tom mais melancólico e cínico. Não há promessas de redenção ou de justiça. O que existe é uma mulher tentando sobreviver — e, quem sabe, encontrar uma brecha para finalmente viver sob seus próprios termos.

Recepção e legado: um filme subestimado?

Apesar de sua proposta ousada e estilo visual refinado, Anna – O Perigo Tem Nome teve uma recepção morna da crítica. Com 33% de aprovação no Rotten Tomatoes, foi visto por muitos como um repeteco de fórmulas anteriores. No entanto, entre o público, a resposta foi consideravelmente mais positiva, com aprovação de 75% no mesmo site e um “B+” no CinemaScore.

O filme arrecadou pouco mais de 31 milhões de dólares ao redor do mundo — uma bilheteria modesta, mas que não impediu Anna de conquistar um espaço cult entre fãs de thrillers de espionagem. Há quem defenda que o longa seja redescoberto, especialmente por sua protagonista complexa e pelo subtexto sobre abuso de poder e opressão institucional.

Anna, o perigo e a liberdade como ilusão

No centro de tudo, está Anna Poliatova. Uma mulher que, em busca de uma saída, é jogada em caminhos cada vez mais sombrios. Seu maior inimigo não é a CIA, nem a KGB. É o sistema que a força a viver papéis que não escolheu. É a constante sensação de que sua liberdade nunca será plena enquanto ela for útil a alguém mais poderoso.

No fim, Anna – O Perigo Tem Nome é sobre identidade, manipulação e resistência. É sobre como, mesmo em silêncio, uma mulher pode lutar para ser mais do que uma função. E sobre como, às vezes, o mais perigoso não é o que se vê — mas o que se esconde por trás de um sorriso ensaiado, de um salto alto e de um olhar frio.

Onde posso assistir?

Além da exibição na Record TV, o público que quiser conferir Anna – O Perigo Tem Nome também pode assistir ao filme em diferentes plataformas de streaming. Assinantes da Netflix e do Telecine têm acesso liberado ao título por meio da assinatura, aproveitando toda a imersão do thriller de espionagem com qualidade e praticidade. Já para quem prefere alugar o longa, a opção está disponível no Prime Video, com valores a partir de R$ 14,90

Remix de Rick Bonadio une gerações e continentes com Bruno Martini e Double You

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando o passado e o presente se encontram na música, o resultado pode ser eletrizante. E é exatamente esse o caso do mais novo lançamento da Midas Music: Runaway Child (Rick Bonadio Remix), uma reimaginação energética da faixa que nasceu da improvável — e poderosa — união entre a banda italiana Double You, ícone da música dance dos anos 90, e o brasileiro Bruno Martini, um dos DJs e produtores mais relevantes da cena eletrônica atual. Agora, o produtor Rick Bonadio, conhecido por lançar e consolidar carreiras que marcaram a história da música brasileira, como Mamonas Assassinas, Rouge e NX Zero, traz uma nova roupagem à canção, tornando-a ainda mais universal, dançante e ousada. As informações são do Sessão Cinéfila.

O remix já está disponível em todas as plataformas digitais, e é mais do que uma simples reinterpretação: é uma declaração artística que conecta gerações e geografias.

A alquimia sonora de uma faixa que não para de crescer

O lançamento de “Runaway Child” já carregava em si um DNA poderoso. De um lado, o carisma e a voz inconfundível de William Naraine, vocalista do Double You — grupo que eternizou sucessos como “Please Don’t Go” e “Part Time Lover” nas pistas dos anos 90. Do outro, Bruno Martini, produtor versátil, filho do cantor Gino Martini (o que por si só já sugere uma linhagem artística), que soma mais de 1,9 bilhão de streams no Spotify e já colaborou com artistas como Alok, Timbaland, IZA e Avicii.

Com a nova versão assinada por Rick Bonadio, o projeto ganha um terceiro vértice — e com ele, ainda mais potência. “Esse remix une Brasil e Itália com elementos que falam diretamente com o público global. É uma leitura mais ousada da faixa original, feita para a pista e com identidade própria”, explica Bonadio, com a experiência de quem sabe exatamente como tornar uma música um sucesso multiplataforma.

A nova versão, embora mantenha a alma da canção original — suas melodias nostálgicas e letras que evocam a sensação de liberdade, fuga e descoberta —, ganha uma pulsação mais intensa, sintetizadores vibrantes e uma estrutura que convida à dança sem pudor, como nas melhores noites de pista.

“Rick traduziu a música para um novo mundo”

Bruno Martini é só elogios ao parceiro de remixagem. “Rick trouxe uma perspectiva completamente nova para a música. Ele conseguiu manter a essência da faixa, mas transportando tudo para um ambiente ainda mais pulsante e contemporâneo”, diz.

Segundo Bruno, o remix surgiu de uma troca muito natural. “A gente já trabalha juntos na Beeside, temos afinidade criativa e visão de longo prazo. Quando mostrei a música, o Rick já começou a imaginar caminhos para ela dentro do universo da pista, e o resultado superou minhas expectativas.”

Não é para menos. Rick Bonadio tem o dom raro de saber onde colocar cada batida, cada respiro e cada silêncio. Seu remix não apenas reveste a faixa com uma nova sonoridade: ele a recontextualiza para uma audiência que consome música de forma rápida, plural e globalizada. Ao mesmo tempo, entrega valor para quem ainda busca emoção na pista e memória no fone de ouvido.

De volta às pistas — e ao coração do público

“Runaway Child (Rick Bonadio Remix)” é mais do que um lançamento estratégico. É parte de uma narrativa pensada para dar longevidade à faixa, criando momentos diferentes para públicos distintos. A primeira versão, lançada há poucas semanas, celebrou o encontro entre gerações e a qualidade da produção internacional. Agora, o remix vem para expandir a faixa para o circuito dos clubes e playlists voltadas ao dance pop contemporâneo.

Mas a história não para por aí. Nas próximas semanas, uma versão acústica de “Runaway Child” será disponibilizada, mostrando que a música tem força até mesmo quando despida dos beats. “É uma música que se sustenta só com voz e violão, e isso é raro no pop eletrônico”, afirma Bruno.

Essa multiplicidade de formatos não é mero acaso: ela traduz uma estratégia moderna de lançamento, em que uma mesma música pode — e deve — ter diversas vidas. Para Rick Bonadio, é também um reflexo da maturidade da cena musical brasileira. “Hoje temos artistas e produtores com capacidade técnica e sensibilidade artística para dialogar com o mundo sem perder a identidade. Esse projeto mostra isso com clareza.”

O retorno de Double You e o poder da nostalgia bem construída

O envolvimento do Double You no projeto adiciona uma camada extra de valor simbólico. Para muitos fãs da dance music, ouvir novamente a voz de William Naraine em uma faixa inédita é como reencontrar um velho amigo depois de anos — e perceber que ele continua incrível.

Desde os anos 90, quando dominou pistas e rádios com sucessos que cruzaram oceanos, o Double You manteve-se como referência no gênero, mesmo com hiatos criativos. Com o retorno ao estúdio e o reencontro com o público global por meio dessa colaboração, a banda mostra que está longe de ser apenas uma lembrança nostálgica. Ela se reinventa — e se reconecta.

Para William, o projeto é uma chance de se reconectar com uma nova geração. “Quando Bruno nos convidou, sentimos que era o momento certo. A música tem uma energia moderna, mas ao mesmo tempo carrega emoção e intensidade que sempre buscamos. O remix do Rick só reforça isso”, declarou o cantor em entrevista recente à mídia italiana.

O selo Beeside: onde talento encontra liberdade

A faixa também representa a força da Beeside Records, selo fundado por Bruno Martini, Rick Bonadio e Edo Van Duijn. Criado com o objetivo de fomentar colaborações criativas entre talentos de diferentes partes do mundo, o selo tem como marca registrada a liberdade estética e o foco na qualidade sonora.

“A Beeside nasce da vontade de criar algo além do convencional. A gente acredita na música como linguagem global, e é isso que estamos mostrando aqui”, conta Edo, parceiro estratégico do projeto. Segundo ele, o sucesso de “Runaway Child” — em suas múltiplas versões — já está servindo como blueprint para novas colaborações.

Entre beats e emoções, uma faixa que corre livre

“Runaway Child”, em sua essência, fala sobre fuga, sobre sair do conhecido, correr atrás de algo maior — talvez uma paixão, um sonho ou simplesmente liberdade. É essa metáfora que atravessa todas as versões da faixa. E é isso que torna o remix de Rick Bonadio tão potente: ele não altera a alma da canção, apenas troca as roupas, deixando-a pronta para uma nova viagem.

Para Rick, produzir esse remix foi mais do que um trabalho: foi um reencontro com a essência de fazer música com emoção e propósito. “É muito mais do que remixar uma faixa. É sobre traduzir sentimentos para novos formatos. É isso que me move como produtor”, conclui.

Apple TV+ revela trailer de “Pluribus”, nova série de Vince Gilligan – Um drama filosófico sobre infelicidade, protagonizado por Rhea Seehorn

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Imagine um mundo onde ser feliz deixou de ser um ideal para se tornar uma obrigação. Onde sorrisos são fiscalizados, medos reprimidos e qualquer manifestação de tristeza é vista como um erro sistêmico a ser corrigido. É nesse cenário intrigante — e assustadoramente familiar — que nasce “Pluribus”, nova série criada por Vince Gilligan, o mesmo cérebro por trás de Breaking Bad e Better Call Saul.

O Apple TV+ revelou nesta sexta-feira, 25 de julho, a primeira imagem oficial da produção e, com ela, acendeu uma centelha de expectativa que se espalha rapidamente entre fãs, críticos e entusiastas da boa televisão. A estreia mundial está marcada para 7 de novembro, com os dois primeiros episódios disponibilizados de uma vez, seguidos por lançamentos semanais até 26 de dezembro. E antes mesmo de chegar às telas, a série já está renovada para uma segunda temporada — sinal de que a Apple sabe o que tem nas mãos. As informações são do Deadline.

E o que tem nas mãos? Uma história que tem tudo para cutucar feridas contemporâneas com precisão cirúrgica: “a pessoa mais infeliz da Terra precisa salvar o mundo da felicidade”.

A imagem que diz tudo e quase nada

Na imagem divulgada pela plataforma, vemos Rhea Seehorn — a brilhante intérprete de Kim Wexler em Better Call Saul — sentada sozinha em um banco de praça, sob um céu cinzento. Ela não chora. Também não sorri. Apenas… está. Ali, estática, desconectada de um mundo que parece ter seguido em frente sem ela.

É uma fotografia sutil, mas carregada de significado. A solidão não é um detalhe, é o cenário. E essa mulher, aparentemente comum, carrega um universo de ruídos dentro de si. O nome dela é Ellie Kimble, e ela não quer salvar ninguém — muito menos a si mesma.

Gilligan descreve a personagem como “alguém que desistiu de lutar, até descobrir que sua própria dor é a chave para evitar algo muito pior: a total homogeneização da emoção humana”.

Um mundo feliz demais

Pluribus parte de uma pergunta inquietante: e se a felicidade fosse tratada como uma política pública, um bem mensurável, imposto, cobrado, regulado? Em um mundo futurista, mas perigosamente parecido com o nosso, a tristeza se torna não apenas indesejável, mas ilegal. Algoritmos regulam sentimentos, remédios calibram o humor, empresas vendem experiências “positivas” em pacotes de assinatura.

E nesse cenário, surge Ellie — uma ex-funcionária pública com histórico de depressão resistente a tratamento, que se torna uma anomalia estatística. Alguém que não se encaixa. Que não melhora. E que, por isso mesmo, é convocada para cumprir uma missão que beira o absurdo: impedir que o mundo seja feliz demais.

Gilligan em novo território

Conhecido por transformar anti-heróis em figuras inesquecíveis — vide Walter White e Saul Goodman — Vince Gilligan agora se aventura em uma distopia emocional, onde os grandes vilões não são traficantes ou advogados corruptos, mas a padronização da experiência humana.

“Vivemos em uma era que patologiza qualquer desconforto. A tristeza virou defeito, não sinal de alerta. A série nasce do incômodo que sinto com isso”, disse Gilligan em entrevista recente. “Não é sobre fazer apologia à infelicidade. É sobre reconhecer que há valor na dor, no luto, na solidão. Que nem toda cura começa com um sorriso.”

A proposta de Pluribus é ousada — um drama filosófico com doses de ficção científica, suspense psicológico e crítica social. Algo entre The Leftovers e Black Mirror, mas com a pegada narrativa paciente e reflexiva que é marca registrada de Gilligan.

Rhea Seehorn: o centro do furacão

Quando se fala em potência emocional, Rhea Seehorn é uma das poucas atrizes capazes de carregar o silêncio com a mesma força de um monólogo. Sua performance em Better Call Saul foi um dos grandes trunfos da série, e sua ausência em indicações a prêmios gerou revoltas nas redes sociais.

Agora, ela protagoniza sua primeira série como a estrela absoluta. E não poderia ser mais merecido.

Ellie Kimble, sua personagem, não tem frases de efeito, nem heroísmo épico. Ela é frágil, cínica, arredia. Mas carrega consigo uma lucidez que o mundo ao seu redor parece ter perdido. “Ela não quer salvar o mundo. Só quer ser deixada em paz. E isso é revolucionário quando todos esperam que você sorria o tempo todo”, comentou Seehorn durante uma leitura do piloto.

Quem está por trás

A série é produzida pela Sony Pictures Television, com um time afiado de veteranos. Além de Gilligan, o projeto conta com nomes como Gordon Smith (roteirista de episódios icônicos de Breaking Bad), Alison Tatlock (Better Call Saul), Diane Mercer, Allyce Ozarski, e Jeff Frost. A produção executiva tem ainda Jenn Carroll, responsável por El Camino: Um Filme de Breaking Bad, e Trina Siopy, que passou por A Casa do Dragão.

O elenco também brilha pela diversidade e profundidade. Karolina Wydra interpreta uma executiva de tecnologia que vê na padronização emocional uma solução econômica. Carlos-Manuel Vesga, aclamado por seu trabalho em The Hijacking of Flight 601, vive um padre que desafia os dogmas da “felicidade compulsória”. Há ainda participações especiais de Miriam Shor e Samba Schutte, completando um painel rico de personagens que orbitam o epicentro existencial de Ellie.

Quando ser feliz vira imposição

A série é mais que uma crítica. É um espelho. Em tempos de redes sociais, filtros de alegria, coaches da plenitude e aplicativos que monitoram nosso sono e nossos passos, Pluribus soa como um sussurro incômodo: e se tudo isso for demais?

O drama não está em salvar o mundo de uma catástrofe física, mas de uma catástrofe emocional — a perda da autenticidade dos sentimentos.

“Estamos nos tornando incapazes de sofrer. E isso, paradoxalmente, nos torna menos humanos”, diz uma das personagens da série. A frase, simples, encapsula o espírito da obra: um chamado para resgatar a inteireza da condição humana — com suas alegrias, sim, mas também com suas dores.

Estreia em novembro: o início de um incômodo necessário

A primeira temporada de Pluribus terá nove episódios, com estreia global em 7 de novembro, exclusivamente no Apple TV+. Os dois primeiros episódios chegam juntos; depois, um novo a cada sexta-feira, encerrando a temporada no dia 26 de dezembro, ironicamente um feriado dedicado à celebração — e, quem sabe, à solidão silenciosa de muitos.

Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego emocionam o público no “Viver Sertanejo” deste domingo (27/07)

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, dia 27 de julho de 2025, a música sertaneja ocupará seu lugar de honra na programação da TV aberta com um episódio especial do Viver Sertanejo, apresentado por Daniel, logo após o Globo Rural. No centro do palco, duas duplas que representam diferentes eras e vertentes do gênero: Di Paullo & Paulino, veteranos da raiz sertaneja com mais de 40 anos de trajetória, e Henrique & Diego, representantes do romantismo moderno que conquistaram o público jovem com letras envolventes e melodias dançantes.

O programa desta semana vai muito além de performances musicais. Ele mergulha em histórias de vida, superações, memórias e afetos que ajudam a entender por que o sertanejo segue como um dos gêneros mais amados do país. E, sobretudo, promove um tributo emocionante à eterna Marília Mendonça, que completaria 30 anos neste mês de julho e cuja presença é sentida em cada acorde, em cada silêncio reverente, em cada verso cantado com alma.

Duas histórias, um mesmo sentimento

De um lado, os irmãos Di Paullo & Paulino chegam com sua trajetória moldada na terra, no rádio AM, nos circos e nas festas do interior de Minas Gerais. De outro, Henrique & Diego, amigos de infância que saíram de Cuiabá e atravessaram os palcos do Brasil com hits que marcaram os anos 2010. Embora suas rotas pareçam opostas — raiz e pop, estrada e streaming, viola e beats —, há um elo invisível e poderoso entre eles: a fidelidade à emoção e à verdade que carregam em suas canções.

O encontro não é só musical, mas simbólico. É o sertanejo se olhando no espelho da própria história e se reconhecendo múltiplo, vivo, em constante renovação. Ao longo do programa, o público é presenteado com performances, conversas íntimas e muitas surpresas que fazem desta edição uma das mais marcantes da temporada.

Di Paullo & Paulino: da infância mineira aos palcos do Brasil

Quem vê Di Paullo & Paulino hoje, com suas camisas xadrez impecáveis, chapéus de feltro e vozes afinadas pelo tempo, talvez não imagine que tudo começou de forma modesta. Naturais de Martinho Campos, Minas Gerais, os irmãos Elias e Geraldo começaram a cantar ainda crianças, influenciados pelo pai, que tocava violão e incentivava a musicalidade dos filhos.

“Nosso pai colocava discos do Tonico & Tinoco pra tocar enquanto cuidava da lavoura”, relembra Paulino, no palco do Viver Sertanejo. “A gente ia pegando no ouvido, treinava escondido. Quando ele viu, já tinha dupla formada.”

A infância simples e o ambiente rural forjaram não só o repertório da dupla, mas também seu modo de ver a música. Cada canção de Di Paullo & Paulino carrega uma melodia quase ancestral, como se cada nota viesse carregada de pó da estrada, cheiro de fogão a lenha e lembranças de amores antigos.

No programa, eles cantam sucessos como “Amor de Primavera”, “Cama Triste” e a clássica “Passarinho do Sertão”, relembrando ainda histórias saborosas dos bastidores dos anos 1980 e 1990. Em um dos trechos mais curiosos da conversa com Daniel, Paulino conta que afinou a viola de Leandro & Leonardo antes de um importante festival em Goiânia. “Eles ganharam aquele dia. Depois disso, quando lancei nosso primeiro disco, fui pedir ajuda pra entrar na gravadora. Eles abriram portas pra gente. É por isso que digo: no sertanejo, gratidão é uma estrada de mão dupla.”

Henrique & Diego: entre o samba, o pagode e o sertanejo pop

Se a trajetória dos veteranos começa em plantações e rádios de pilha, a de Henrique & Diego tem tons mais urbanos e contemporâneos. Nascidos e criados em Cuiabá, ambos tiveram contato com a música em contextos diferentes. Diego veio da escola de samba, onde cantava puxando enredos com apenas 11 anos. Henrique, por sua vez, começou como roadie e depois como backing vocal em bandas locais.

O reencontro dos dois, após uma breve pausa na carreira de Diego para se dedicar aos estudos, foi decisivo. “Eu já tinha desistido. Mas o Henrique me chamou de volta. Disse que via futuro na gente. A partir dali, nunca mais parei”, diz Diego, emocionado.

A dupla fez de tudo no início: tocou em barzinho, em casamentos, em festas universitárias. O sucesso veio em 2011 com “Top do Verão”, mas foi com “Suíte 14”, parceria com MC Guimê, que eles estouraram de vez, alcançando as paradas do Brasil inteiro.

No Viver Sertanejo, eles revisitam esses momentos com leveza e bom humor. Cantam seus maiores hits e falam sobre a importância de manter os pés no chão. “A gente vem do pagode, mas encontrou no sertanejo o jeito mais sincero de se expressar”, diz Henrique. “Aqui a gente fala de amor, de perda, de esperança. É isso que toca as pessoas.”

Marília Mendonça: uma estrela que segue brilhando

O ápice emocional do episódio acontece quando as duas duplas se unem para cantar “Estrelinha”, canção lançada em 2018 por Di Paullo & Paulino com participação de Marília Mendonça. A música, que ganhou enorme projeção após a trágica morte da artista em 2021, virou um hino silencioso da saudade.

No estúdio, as luzes se apagam suavemente. As primeiras notas da viola ecoam como uma oração. Paulino entra com a voz tremendo, Henrique segura a emoção. A plateia se cala. Cada verso é um sopro de memória. Quando Diego entoa o refrão, há lágrimas. Muitas. Em Daniel, nos músicos, nos olhos discretos das câmeras. É mais que uma performance: é um ritual coletivo de saudade, amor e reverência.

Marília completaria 30 anos nesta semana. E, como lembra Daniel, “não há como falar do sertanejo atual sem lembrar da revolução que ela causou.” Jovem, talentosa, combativa e generosa, Marília Mendonça abriu caminhos para mulheres, para compositores, para a emoção crua. Sua ausência é sentida, mas sua presença é constante.

Um programa que respira Brasil

O sucesso do Viver Sertanejo não é acidental. Criado com a missão de resgatar e celebrar a essência da música sertaneja, o programa tem direção artística de Gian Carlo Bellotti, produção executiva de Anelise Franco e produção de Nathália Pinha, sob a direção de gênero de Monica Almeida. A apresentação de Daniel — ele próprio um ícone do gênero — garante não só credibilidade, mas acolhimento, emoção e afeto.

Daniel conduz as conversas com naturalidade, fazendo perguntas certeiras e emocionando-se junto aos convidados. É evidente que ali há troca verdadeira, não apenas roteiro. O cenário intimista, a luz quente e a plateia pequena criam um clima de encontro, e não de espetáculo.

O sertanejo como espelho de um Brasil que sente

Mais do que músicas de sucesso, o episódio deste domingo entrega ao público um mergulho na alma do sertanejo. Um gênero muitas vezes simplificado pelos estereótipos, mas que, na verdade, é complexo, emocional e profundamente ligado às raízes culturais do Brasil.

Ao reunir Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego, o programa cria pontes entre o ontem e o hoje. Entre o campo e a cidade. Entre o modão que embala o amanhecer na fazenda e o hit que toca nos fones de ouvido nas metrópoles. E mostra que, mesmo com linguagens diferentes, o que importa é a verdade emocional.

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