Primeiro pôster do anime Twisted-Wonderland revela universo sombrio e encantador

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Quando a gente pensa nos vilões da Disney, vem logo à mente aquelas figuras inesquecíveis — malvadas, poderosas e cheias de personalidade, que marcaram gerações. Mas e se essas figuras ganhassem uma nova chance de contar suas histórias, com mais profundidade e uma pitada de mistério? É exatamente isso que o universo de Twisted-Wonderland propõe, e agora, com o lançamento do primeiro pôster oficial do anime, essa jornada mágica começa a tomar forma diante dos nossos olhos.

Um mundo onde os vilões são protagonistas

Ao contrário do que se imagina, Twisted-Wonderland não é só uma releitura dos vilões clássicos da Disney, mas uma reinvenção. A história nos apresenta a Yuu, um personagem que, assim como o jogador no game original, é transportado para uma escola de magia chamada Faculdade Night Raven. Mas essa não é uma escola qualquer — seus sete dormitórios são inspirados em vilões famosos da Disney, cada um com seu próprio estilo, regras e segredos.

O charme de Twisted-Wonderland está justamente em dar vida a esses personagens sob uma perspectiva inédita. Eles deixam de ser simplesmente antagonistas para se tornarem jovens com desejos, dúvidas e sonhos. O anime, que agora começa a ser produzido, promete explorar essas facetas, dando voz e alma a cada um deles.

O pôster: a primeira porta para esse mundo encantado

O primeiro pôster do anime chegou como um convite visual que já entrega muito sobre o conteúdo série. Com uma paleta de cores que mistura tons sombrios a detalhes vibrantes, ele consegue transmitir o equilíbrio entre magia e mistério, luz e sombra, esperança e conflito.

Os personagens aparecem em poses que refletem suas personalidades complexas — desafiadores, enigmáticos, às vezes até ameaçadores, mas sempre cativantes. Para os fãs do jogo, é emocionante ver os designs que Yana Toboso, a criadora responsável também pelo famoso Black Butler, criou ganhando vida com tanta fidelidade e beleza.

Yana Toboso: a mente por trás da magia

Uma das razões para a qualidade e a profundidade da história é o talento de Yana Toboso. Sua experiência em contar histórias sombrias, ricas em nuances, faz com que o universo criado seja muito mais do que um simples cenário para aventuras — ele se torna um palco onde emoções complexas e conflitos internos ganham destaque.

Toboso está à frente do roteiro, do conceito original e do design dos personagens, garantindo que o anime mantenha a essência que conquistou tantos fãs no jogo e traga um frescor para o público que vai conhecê-lo pela primeira vez.

Do jogo para o anime: uma experiência que vai além

O jogo é conhecido por sua jogabilidade envolvente, que mistura aventura, estratégia e narrativa interativa. Os jogadores acompanham Yuu enquanto ele participa de aulas, enfrenta testes e desvenda mistérios dentro da Faculdade Night Raven, tudo isso enquanto constrói relacionamentos com os outros alunos.

Além disso, o sistema gacha do jogo permite que os jogadores coletem personagens, cada um com habilidades únicas, e desenvolvam suas forças para enfrentar desafios diários. A novidade do “Quarto de Hóspedes”, introduzida em 2022, permite uma interação ainda maior, criando um ambiente onde os fãs podem personalizar seus espaços e se sentir mais próximos dos personagens.

Transformar essa experiência em um anime é uma oportunidade de levar essas histórias a um novo patamar, usando a linguagem da animação para aprofundar sentimentos, destacar nuances de personalidade e tornar as cenas de magia e ação ainda mais impactantes.

A história que prende o coração

No centro da trama, o personagem Yuu se vê perdido em um mundo estranho e mágico, sem lembrar como chegou ali. Recebido pelo diretor da escola, Crowley, ele começa a aprender sobre esse universo fascinante e perigoso. A missão de se adaptar e descobrir um caminho para casa se mistura com os desafios da vida escolar, incluindo incidentes como a quebra de um lustre mágico durante uma briga com outros alunos — um evento que desencadeia uma busca por consertar o erro e evitar a expulsão.

Essa mistura de drama, aventura e humor cria um ambiente onde os personagens se revelam em suas complexidades e contradições, e onde a magia é apenas uma parte da jornada de crescimento e autoconhecimento.

O que podemos esperar do anime?

A produção do anime pelo estúdio Troyca e a colaboração entre Aniplex e Walt Disney Japan são sinais claros do cuidado e investimento nesse projeto. A música tema, já conhecida pelos fãs do jogo, promete trazer ainda mais emoção para a experiência. Com o pôster liberado, os fãs já podem sentir a energia do que está por vir: uma adaptação que respeita o material original, mas que também se permite explorar novas possibilidades narrativas e visuais.

James Marsden comenta a volta ao papel icônico de Ciclope em Vingadores: Doomsday

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Foto: Reprodução/ Internet

É curioso como certos personagens conseguem, ao longo do tempo, entrar na nossa vida e permanecer ali, quase como velhos amigos que a gente não vê há anos, mas que sabemos que sempre estarão lá quando precisarmos. Para James Marsden, esse personagem é Scott Summers — o Ciclope dos X-Men, que há mais de duas décadas marcou o início de uma nova era dos filmes de super-heróis.

Em uma entrevista recente para o Vanity Fair, Marsden falou com uma mistura de nostalgia, alegria e um toque de humor sobre o retorno ao papel que o consagrou. “Eu estou ficando meio velho para o uniforme de super-herói”, disse ele rindo, mas também com aquela sinceridade que só quem já viveu muita coisa pode ter. Afinal, são mais de vinte anos ouvindo perguntas, esperanças e pedidos dos fãs para que ele voltasse a vestir o icônico visor vermelho e liderar os X-Men.

Mas o que significa, afinal, voltar a um papel que mudou uma vida? Para Marsden, é uma experiência que vai muito além da roupa ou da maquiagem. É reencontrar uma parte de si mesmo, revisitar uma história que, de certa forma, também faz parte da história de muita gente. “Foi o primeiro projeto real de que fiz parte,” ele conta, “e é um personagem que eu realmente amo. Voltar a ele é como voltar para casa.” Esse “voltar para casa” acontece agora dentro de um dos momentos mais ambiciosos e aguardados do Universo Cinematográfico Marvel: Avengers: Doomsday.

O filme Vingadores: Doomsday promete reunir um elenco épico — Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, Wakandanos e muitos outros — em uma batalha que vai mexer com o destino de todos. E Marsden, que deu vida ao líder dos X-Men pela primeira vez no filme que ajudou a abrir o caminho para esse universo cinematográfico, está lá para recordar os tempos em que tudo começou, mas também para fazer parte do que vem por aí.

“Eu teria mais problemas para caber no uniforme se esperassem mais uns anos para me chamar de volta,” ele brinca, mostrando uma humildade adorável. Mas por trás da brincadeira, há um orgulho sincero. Um orgulho de fazer parte de algo que ultrapassou gerações e que conquistou corações mundo afora. Essa sensação de pertencimento é algo que muitos atores raramente conseguem expressar tão abertamente. Mas para Marsden, Ciclope não é só um personagem, é um pedaço da sua própria jornada, um símbolo do que ele construiu como artista.

Foto: Reprodução/ Internet

A vida de Marsden é uma narrativa de persistência e paixão. Natural de Stillwater, Oklahoma, ele começou com pequenos papéis e, com talento e determinação, foi crescendo, até ganhar o mundo com o uniforme vermelho do Ciclope. Passou por dramas, comédias, séries de TV e filmes, sempre levando consigo um compromisso com a autenticidade. Hoje, ele é reconhecido não só pelo papel que o lançou ao estrelato, mas também por trabalhos recentes, como na série Westworld, onde mostrou outra faceta de seu talento. Ainda assim, o convite para revisitar Ciclope veio como um presente inesperado e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de conectar passado e presente.

O MCU, com seu multiverso e suas narrativas complexas, tem feito algo raro: unir diferentes gerações de fãs e personagens, criando um universo rico e cheio de possibilidades. E Marsden sente essa energia. “Ser parte disso é como participar de uma família enorme,” ele diz, “onde cada um traz sua história e seu jeito, mas todo mundo está ali para contar uma coisa maior.” Ao falar do filme, que terá como grande vilão o Doutor Destino, interpretado por ninguém menos que Robert Downey Jr., Marsden demonstra entusiasmo pela chance de fazer parte dessa aventura única. Um filme que vai juntar heróis de todos os cantos, numa luta que é, acima de tudo, sobre união, coragem e esperança.

Para ele, o poder de Scott Summers não está só nos raios que saem dos seus olhos, mas na humanidade que ele carrega. “O que torna o personagem especial são as escolhas que ele faz, os conflitos que vive, as pessoas que ama,” conta Marsden. “É isso que o torna real para o público.” E essa conexão entre ator, personagem e público é o que torna esse retorno tão significativo. É a certeza de que, mesmo com o tempo passando, as histórias que tocamos continuam vivas e pulsantes, prontas para ganhar novos capítulos.

Enquanto as câmeras começam a rodar no Pinewood Studios e as locações pelo mundo se preparam para receber a equipe, os fãs aguardam ansiosos. Não é só um filme — é o reencontro de uma geração, a celebração de uma história que acompanha muitos desde o começo. James sabe que essa jornada é especial.

Saiba mais sobre o filme

O Universo Cinematográfico Marvel segue evoluindo, surpreendendo e, acima de tudo, reunindo histórias e personagens que conquistaram gerações. Avengers: Doomsday surge como um desses encontros especiais — um filme que promete juntar o melhor do MCU, dos X-Men, do Quarteto Fantástico e outras equipes icônicas em uma única missão que pode mudar tudo. Com direção dos Irmãos Russo, responsáveis por alguns dos maiores sucessos da franquia, e um roteiro assinado por Michael Waldron e Stephen McFeely, Doomsday já nasce com o peso de ser um dos filmes mais ambiciosos da saga até agora.

Na história, pouco mais de um ano após os eventos do filme Thunderbolts, várias forças do universo Marvel se juntam para enfrentar uma ameaça que ultrapassa tudo que já vimos: o Doutor Destino. Os Vingadores, os Wakandanos, o Quarteto Fantástico, os Novos Vingadores e os X-Men “originais” precisam aprender a trabalhar juntos, em meio a conflitos, dúvidas e esperanças, para impedir que o multiverso seja destruído.

A produção enfrentou alguns desafios, como mudanças na equipe criativa e no elenco, mas isso só reforça o empenho dos estúdios para entregar um filme à altura das expectativas. As filmagens começaram no famoso Pinewood Studios, na Inglaterra, em 2025, com locações ao redor do mundo, mostrando que o projeto é grande, ambicioso e feito para deixar uma marca inesquecível no MCU.

A chegada do filme está marcada para o final de 2026, e junto com a sequência Avengers: Secret Wars, que estreará em 2027, promete fechar com chave de ouro a Fase Seis do MCU — uma fase que explorou os mistérios do multiverso e preparou o terreno para histórias ainda maiores e mais emocionantes.



O Último Azul | Rodrigo Santoro é destaque no novo cartaz do drama distópico brasileiro

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema brasileiro vive um momento de projeção internacional com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro (Boi Neon, Divino Amor), que conquistou o prestigiado Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri – no Festival de Berlim. O longa, aguardado ansiosamente pelo público nacional, estreia nos cinemas do Brasil em 28 de agosto e terá sua exibição de abertura no 53º Festival de Cinema de Gramado, nesta sexta-feira (15), no Palácio dos Festivais. A presença do diretor e do elenco principal, incluindo Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, promete transformar a estreia em um evento que une prestígio, arte e emoção.

Rodrigo Santoro é o grande destaque no novo cartaz do longa, divulgado para celebrar a exibição em Gramado. Na imagem, que você pode conferir logo abaixo, o ator divide o espaço com Denise Weinberg, transmitindo a intensidade e a complexidade emocional de seus personagens. O pôster reforça a força dramática da narrativa e antecipa ao público a profundidade da relação entre Cadu e Tereza, protagonistas do filme, despertando ainda mais expectativa para a experiência cinematográfica que aguarda os espectadores.

Com produção da Desvia, de Rachel Daisy Ellis, e Cinevinay, de Sandino Saravia Vinay, e coprodução da Globo Filmes, Quijote Films (Chile) e Viking Film (Países Baixos), o longa já gera expectativa pela qualidade artística, pelo elenco envolvente e pela narrativa potente, situada na Amazônia brasileira. A Vitrine Filmes, responsável pela distribuição nacional, divulgou recentemente um novo cartaz do longa, destacando os personagens centrais Tereza e Cadu, interpretados por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, respectivamente, transmitindo a intensidade emocional que permeia todo o filme.

Situado em um Brasil quase distópico, o longa-metragem acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos, que é obrigada pelo governo a se mudar para uma colônia habitacional destinada a idosos, local onde deveria “desfrutar” seus últimos anos de vida. Recusando-se a se resignar, Tereza embarca em uma jornada pelos rios da Amazônia para realizar seu último desejo. Ao longo do percurso, ela encontra personagens que refletem diferentes perspectivas sobre envelhecimento, liberdade e resistência.

Rodrigo Santoro, que interpreta Cadu, personagem próximo de Tereza, ressalta a importância de trabalhar em um projeto tão sensível e visualmente impactante. “O filme mistura a força humana com a força da natureza, e estar em cena com Denise e a equipe de Mascaro foi uma experiência transformadora. Cada detalhe do rio, da luz e das expressões humanas contribui para contar essa história”, comenta.

Denise Weinberg entrega uma interpretação carregada de emoção e nuance. Sua Tereza é resiliente, sensível e cheia de pequenas contradições que a tornam profundamente humana. Ao longo da narrativa, ela confronta não apenas as imposições externas do governo fictício, mas também os medos internos que acompanham o envelhecimento e a perda de autonomia.

Exibição de abertura e pré-estreias pelo Brasil

A exibição em Gramado marca um momento simbólico, reunindo elenco, equipe e público em torno de um cinema brasileiro que transcende fronteiras. Além disso, o filme terá sessões especiais em nove cidades brasileiras, com debates mediados pelo diretor Gabriel Mascaro e participação do elenco. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Manacapuru, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte receberão pré-estreias, proporcionando aos espectadores um contato direto com os bastidores e a criação artística do longa.

Em Recife, o público poderá ainda conferir o Urso de Prata conquistado em Berlim, exposto na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) a partir do dia 24 de agosto, em evento aberto e gratuito. Essa ação aproxima os fãs da produção e celebra a presença internacional do cinema brasileiro.

Uma trajetória de reconhecimento internacional

O filme já percorreu uma carreira de destaque antes mesmo de chegar aos cinemas nacionais. Vencedor de três prêmios na 75ª edição do Festival de Berlim, incluindo o Grande Prêmio do Júri, o longa teve reconhecimento também em festivais internacionais de prestígio, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde integrou o programa Centrepiece, voltado a diretores contemporâneos de destaque.

A obra foi ainda selecionada para festivais como Guadalajara, Melbourne, Lima, Shanghai e Sydney, recebendo elogios de críticos e público. No Rotten Tomatoes, o filme atingiu 100% de aprovação, consolidando sua reputação como uma produção de alta qualidade, capaz de dialogar com plateias de diferentes culturas e contextos.

O elenco amazônico e a valorização local

Um dos aspectos mais notáveis de O Último Azul é a valorização da cultura local. Com filmagens em Manaus, Manacapuru e Novo Airão, o longa integra mais de 20 atores amazonenses, proporcionando autenticidade e inserindo vozes regionais em uma narrativa universal. A presença desses artistas contribui para a construção de personagens verossímeis, refletindo realidades e experiências próprias da Amazônia.

Essa escolha reforça o compromisso de Mascaro com a diversidade e a inclusão, transformando o longa em um projeto de reconhecimento e valorização da cultura local, ao mesmo tempo em que dialoga com questões globais sobre envelhecimento, liberdade e direitos humanos.

Produção e coprodução internacional

A produção do longa-metragem contou com parcerias nacionais e internacionais, envolvendo a Desvia, Cinevinay, Globo Filmes, Quijote Films e Viking Film. A Vitrine Filmes assume a distribuição nacional, garantindo que o longa chegue ao público brasileiro de maneira ampla e acessível. Essa colaboração internacional reforça a qualidade técnica e artística do projeto, permitindo que o filme mantenha padrão elevado de produção e seja competitivo nos festivais globais.

Gabriel Mascaro destaca que cada elemento da produção foi pensado para reforçar a narrativa: “Desde a escolha dos rios e cidades da Amazônia até o elenco local, tudo foi planejado para que a história tivesse densidade, verossimilhança e beleza visual. Queríamos que o espectador sentisse que estava dentro do percurso de Tereza, sentindo suas emoções e descobertas.”

Reflexão sobre envelhecimento e liberdade

Mais do que uma obra visualmente impactante, o filme provoca reflexão. A jornada de Tereza pelos rios da Amazônia simboliza resistência, autonomia e a luta por dignidade diante de sistemas que muitas vezes limitam escolhas individuais. O filme aborda questões universais de envelhecimento, memória e desejo, mostrando que o fim da vida não precisa ser sinônimo de passividade ou resignação.

Rodrigo Santoro complementa: “Cadu acompanha Tereza em sua jornada, mas cada personagem tem sua própria forma de resistência. A mensagem do filme é clara: a vida pode ser intensa e significativa até seus últimos momentos, e a busca por autonomia é um direito de todos.”

Toque Familiar | A sensível obra-prima sobre memória, velhice e dignidade chega ao Brasil

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O cinema tem o poder de nos conectar com nossas próprias experiências, nossos medos mais íntimos e nossas alegrias silenciosas. Em sua estreia brasileira marcada para 18 de setembro, “Toque Familiar”, longa-metragem de Sarah Friedland, promete exatamente isso: um mergulho visceral na fragilidade humana, nos laços familiares e na complexa relação entre memória e identidade. Vencedor de três prêmios no prestigiado Festival de Veneza em 2024 — Leão do Futuro (Melhor Filme de Estreia), Melhor Direção na seção Orizzonti e Melhor Atriz para Kathleen Chalfant — o filme chega às telas brasileiras com o selo da Imovision, trazendo uma experiência cinematográfica intensa e profundamente tocante.

A obra já havia conquistado público e crítica internacionais. Com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e 88/100 no Metacritic, “Toque Familiar” também foi destaque na 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde levou o prêmio de Melhor Filme de Ficção, consolidando-se como um dos filmes mais elogiados e comentados do último ano. Mas mais do que números e troféus, o que torna a experiência de assistir ao filme tão impactante é sua humanidade crua e honesta, que se infiltra em cada cena e cada silêncio.

Uma história que reflete nossa própria humanidade

No centro da história está Ruth, uma mulher que enfrenta os primeiros estágios do Alzheimer e é levada a se mudar para uma casa de repouso. A narrativa se desenrola de maneira sensível, quase poética, explorando não apenas os desafios da memória em declínio, mas também os laços que nos conectam à nossa história pessoal, à nossa família e à nossa própria dignidade.

O filme levanta questões fundamentais: o que resta quando a memória se dissolve? Quem somos quando nossas lembranças, que moldaram nossa identidade, começam a desaparecer? Sarah Friedland não oferece respostas fáceis; ela nos convida a refletir sobre a vulnerabilidade do corpo envelhecido, a complexidade das relações familiares e a beleza que ainda pode ser encontrada em uma vida que se transforma a cada momento.

A diretora que conheceu a realidade de perto

Sarah Friedland, nascida em 1994 nos Estados Unidos, não é apenas cineasta — ela é também coreógrafa e estudiosa de cultura moderna e mídia pela Brown University. Antes de dirigir “Toque Familiar”, trabalhou como assistente de grandes nomes do cinema, como Steve McQueen e Kelly Reichardt, experiências que influenciaram sua sensibilidade narrativa e sua atenção aos detalhes do movimento e da corporalidade.

O longa nasceu de uma experiência pessoal profundamente marcante. A diretora acompanhou sua avó durante os estágios de demência e observou como a família passou a tratá-la no verbo passado, como se já tivesse deixado de existir. Essa percepção sobre a linha tênue entre a pessoa que foi e a que ainda permanece em seu corpo físico tornou-se o ponto de partida para a construção do filme. Para aprofundar sua pesquisa e garantir autenticidade, Friedland trabalhou por três anos como cuidadora, convivendo com idosos em casas de repouso, aprendendo seus hábitos, seus medos e, principalmente, suas formas de comunicação não verbal.

Um dos aspectos mais impressionantes do processo criativo de Friedland foi a decisão de envolver residentes reais em oficinas de cinema, na Villa Gardens, em Pasadena. Esses participantes não apenas atuaram, mas tornaram-se co-criadores, contribuindo para uma narrativa genuína, sem estereótipos, e respeitando integralmente a ética e o consentimento.

Kathleen Chalfant: uma performance que transcende o cinema

Se Sarah Friedland construiu um universo sensível e delicado, Kathleen Chalfant foi a artista escolhida para dar vida à protagonista, Ruth. Com uma carreira icônica no teatro americano, especialmente na Broadway, Chalfant entrega aqui o que muitos críticos consideram sua melhor performance no cinema.

O LA Times descreveu sua atuação como “monumental e profundamente humana”, ressaltando a capacidade da atriz de encarnar múltiplas dimensões de Ruth — mãe, amante, profissional, criança e mulher. Cada gesto, cada olhar e até o silêncio da atriz carregam camadas de emoção que conectam o espectador diretamente com a experiência da personagem. A habilidade de Chalfant em humanizar a velhice e a vulnerabilidade de sua memória transforma a narrativa em um espelho que reflete nossas próprias memórias, perdas e relações familiares.

Um filme que se constrói nos detalhes

O filme não se apoia em efeitos grandiosos ou trilhas sonoras convencionais para emocionar o público. Ao contrário, Friedland optou por uma abordagem sensorial mais intimista, utilizando sons ambientes como a verdadeira trilha sonora. O barulho do ar-condicionado, murmúrios, passos e toques se tornam o score natural do filme, permitindo que o público experimente o universo mental de Ruth de forma imersiva.

Outro elemento que chama atenção é a exploração da sexualidade na velhice. Ao retratar flertes, desejos e relacionamentos afetivos entre idosos, o filme desafia estigmas e tabus. Cenas delicadas, que mesclam ciúme, prazer e vulnerabilidade, humanizam personagens que muitas vezes são invisibilizados na narrativa cinematográfica tradicional. É uma abordagem rara e necessária, que mostra que a vida emocional e sexual não se encerra com a idade ou com o declínio cognitivo.

Um percurso de reconhecimento internacional

Desde sua estreia em Veneza, o longa-metragem percorreu diversos festivais ao redor do mundo, incluindo o New York Film Festival e o AFI Fest, gerando debates significativos sobre a representação da velhice, memória e cuidados com idosos. Nos Estados Unidos, o filme ganhou espaço em veículos de prestígio como The New Yorker, onde discussões sobre ética, cinema e empatia foram amplamente destacadas. Além disso, exibições especiais com bate-papos e workshops tornaram a experiência ainda mais enriquecedora, reforçando a importância do filme como ferramenta de reflexão social.

No Brasil, a expectativa é igualmente alta. A Imovision aposta no longa como um dos destaques de 2025, oferecendo ao público brasileiro a oportunidade de vivenciar uma obra que não apenas entretém, mas provoca empatia e introspecção.

Um filme sobre nós, para nós

Mais do que um relato sobre Alzheimer ou velhice, o drama é uma história sobre humanidade, fragilidade e conexão. Cada cena, cada interação e cada silêncio lembram ao público que, por trás da memória, existe a dignidade de cada indivíduo e a necessidade de relações genuínas.

A abordagem de Friedland — ética, respeitosa e profundamente sensível — transforma o filme em uma experiência quase terapêutica. Ele nos força a pensar sobre como tratamos nossos idosos, como lidamos com perdas e como encontramos beleza e significado mesmo em meio à fragilidade humana.

Call of Duty | Paramount confirma filme live-action inspirado na icônica franquia de jogos

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Na manhã da última terça, 2 de agosto, uma notícia fez barulho no mundo dos games e do cinema: a Paramount confirmou oficialmente a produção de um filme live-action inspirado em Call of Duty, franquia que se tornou sinônimo de adrenalina, guerras históricas e ação cinematográfica desde 2003.

Segundo comunicado, o longa será “projetado para empolgar sua enorme base global de fãs ao entregar as características que tornaram a franquia icônica, ao mesmo tempo em que expande ousadamente a saga para públicos totalmente novos”. É a primeira vez que a promessa de um longa baseado em Call of Duty ganha contornos oficiais e, desta vez, parece que não há volta: Hollywood decidiu entrar de vez nesse campo de batalha.

Uma franquia que definiu gerações

Lançado em 2003, o primeiro Call of Duty nasceu como um jogo de tiro em primeira pessoa ambientado na Segunda Guerra Mundial. À época, os jogadores foram surpreendidos pelo realismo das missões e pela intensidade das batalhas. Não se tratava apenas de mirar e atirar: havia uma sensação de imersão, de estar dentro do front, lado a lado com outros soldados.

Esse diferencial logo destacou Call of Duty de seus concorrentes. Enquanto Medal of Honor ainda reinava, a nova franquia mostrou ousadia ao oferecer narrativas paralelas em diferentes perspectivas – do exército americano, britânico e soviético. Foi o início de um legado que, ao longo dos anos, expandiria horizontes.

Hoje, com mais de 400 milhões de cópias vendidas e faturamento acima de US$ 15 bilhões, a série não é apenas um game: é parte da cultura pop global. Personagens como o capitão Price ou Alex Mason se tornaram símbolos para gerações, tão icônicos quanto protagonistas de filmes de ação clássicos. Para muitos jovens, Call of Duty foi a primeira porta de entrada para histórias de guerra, política internacional e até mesmo dilemas éticos sobre o que significa estar em combate.

A jornada até Hollywood

Não é de hoje que Call of Duty é visto como material perfeito para cinema. Desde 2015, quando a Activision Blizzard criou uma divisão dedicada a filmes e TV, circulavam boatos sobre um possível universo cinematográfico inspirado na franquia. Chegou-se a falar em algo semelhante ao modelo da Marvel, com múltiplos filmes interconectados.

Mas o tempo passou, os planos ficaram engavetados, e muitos acreditaram que o projeto não sairia do papel. Agora, quase uma década depois, a Paramount assumiu a missão de transformar esse sonho em realidade.

A escolha do estúdio também faz sentido. A Paramount busca reforçar seu catálogo de grandes franquias globais, e Call of Duty traz justamente isso: uma marca consolidada, com alcance mundial e um público jovem extremamente engajado. Para Hollywood, é uma equação perfeita – desde que o resultado nas telas esteja à altura da expectativa.

O que esperar da adaptação?

Ainda não há informações sobre o enredo, direção ou elenco, mas os jogos oferecem um cardápio riquíssimo de possibilidades narrativas. O desafio será escolher qual caminho seguir – e como transportá-lo para um formato de duas horas de cinema.

Uma opção natural seria voltar às origens e explorar a Segunda Guerra Mundial. Imagine cenas recriando a Batalha de Stalingrado ou o Dia D, com a grandiosidade de produções como O Resgate do Soldado Ryan. Seria um aceno à nostalgia dos fãs mais antigos.

Outra possibilidade é apostar na série Modern Warfare, a mais popular da franquia. Com terrorismo, espionagem e personagens queridos, essa linha narrativa já nasceu com espírito cinematográfico. Uma adaptação desse arco teria forte apelo tanto para fãs quanto para o público leigo.

A franquia Black Ops, com seu clima sombrio de Guerra Fria, conspirações e missões secretas, também se mostra promissora. A mistura de mistério e ação renderia um thriller eletrizante.

Há ainda a chance de criar uma história inédita, inspirada nos elementos que tornaram Call of Duty tão marcante: camaradagem entre soldados, missões impossíveis e ação ininterrupta. Essa escolha daria liberdade criativa e evitaria comparações diretas com os jogos.

O peso da expectativa dos fãs

Se há algo certo é que os fãs de Call of Duty estarão atentos a cada detalhe do longa. Essa comunidade é apaixonada, mas também exigente. Para eles, não basta ver explosões ou batalhas: é preciso sentir que o filme traduz a intensidade e a emoção que os jogos entregam.

Esse nível de cobrança pode ser tanto uma vantagem quanto uma ameaça. A vantagem é que há um público garantido, pronto para lotar as salas de cinema. O risco é que qualquer deslize – seja na caracterização de personagens, na escolha de armas ou até na condução da narrativa – pode gerar críticas virulentas nas redes sociais.

Hollywood tem aprendido a lidar com esse desafio. Filmes como Sonic ou Uncharted mostraram que adaptações de games podem sim conquistar tanto fãs quanto espectadores casuais. A expectativa é que Call of Duty siga esse mesmo caminho.

Call of Duty e a cultura pop

Mais do que números impressionantes de vendas, Call of Duty moldou a forma como a cultura pop enxerga guerras e batalhas virtuais. Seus gráficos realistas, campanhas emocionantes e missões históricas colocaram jogadores dentro de narrativas dignas de cinema.

Não é exagero dizer que muitos fãs sentem que já “viram” um filme de Call of Duty ao jogar. Cenas como a invasão ao Rio de Janeiro em Modern Warfare 2 ou os conflitos secretos de Black Ops são lembradas como se fossem trechos de grandes produções de Hollywood.

Essa natureza cinematográfica é justamente o que torna a adaptação tão promissora. O DNA da franquia sempre esteve próximo da linguagem do cinema. A diferença é que, agora, essa experiência ganhará uma tela muito maior.

Desafios de produção

Apesar do entusiasmo, a tarefa não será simples. Produzir um filme à altura da franquia exigirá um orçamento milionário. Grandes batalhas, efeitos especiais de ponta e locações ao redor do mundo demandam investimentos pesados.

Outro dilema será a classificação indicativa. Os jogos são conhecidos pela violência explícita e pela abordagem crua da guerra. A Paramount terá de decidir se mantém esse tom adulto ou se suaviza para atingir um público mais amplo.

Há também o desafio narrativo: como recriar no cinema a sensação de imersão que só um jogo consegue oferecer? Jogar Call of Duty é interagir, decidir, estar no centro da ação. Já assistir a um filme é uma experiência passiva. Encontrar o equilíbrio entre fidelidade e linguagem cinematográfica será talvez a prova mais difícil do projeto.

Universal Pictures divulga último trailer de Wicked: Parte II e aumenta a expectativa para a conclusão épica das Bruxas de Oz

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A magia de Oz está prestes a retornar às telonas. A Universal Pictures divulgou nesta semana o último trailer oficial de Wicked: Parte II — também chamado de Wicked: For Good —, a aguardada sequência do fenômeno mundial que conquistou o público em 2024. O filme chega aos cinemas brasileiros em 20 de novembro de 2025, prometendo encerrar a história de Elphaba e Glinda de forma grandiosa, emocionante e definitiva. Abaixo, confira o vídeo:

O trailer final do filme oferece um vislumbre do que está por vir. Nas imagens, vemos Elphaba em fuga, abraçando sua identidade e lutando contra as injustiças de Oz, enquanto Glinda surge cercada de pompa, mas também de responsabilidades e dilemas éticos. O vídeo antecipa ainda momentos de confronto direto entre as duas protagonistas, deixando claro que a amizade construída no primeiro filme será colocada à prova. A chegada inesperada de Dorothy Gale do Kansas — personagem icônica de O Mágico de Oz — promete alterar os rumos da trama, servindo como gatilho para transformações definitivas no destino de todo o reino.

Com direção de Jon M. Chu, conhecido por transformar musicais em espetáculos cinematográficos como Em um Bairro de Nova York, o novo capítulo mergulha nas consequências da ascensão de Elphaba como a temida Bruxa Má do Oeste e da transformação de Glinda na adorada Bruxa Boa. O trailer reforça que o tom da continuação será mais sombrio, político e emocional, trazendo não apenas efeitos visuais impressionantes, mas também dilemas humanos que atravessam gerações.

Um legado que começou no teatro e conquistou o cinema

A trajetória de Wicked é digna de conto de fadas. Nascido como musical da Broadway em 2003, o espetáculo se tornou um fenômeno cultural, sendo assistido por milhões de pessoas em todo o mundo e gerando debates sobre amizade, poder e preconceito. Sua adaptação para o cinema era aguardada havia mais de uma década, mas somente em 2024 o público finalmente pôde assistir ao primeiro filme.

O impacto foi imediato. Wicked: Parte I não apenas dominou as bilheteiras globais, como também conquistou a crítica especializada. O longa recebeu dez indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, e saiu vitorioso em categorias técnicas como Figurino e Design de Produção. A performance arrebatadora de Cynthia Erivo e Ariana Grande foi elogiada pela força vocal e pela intensidade dramática, criando uma nova geração de fãs para a saga.

Agora, a segunda parte chega com a missão de concluir essa narrativa e responder às perguntas deixadas em aberto: como Elphaba se tornará, de fato, a Bruxa Má do Oeste que o público conhece? E como Glinda lidará com o peso de ser reconhecida como a Bruxa Boa diante da manipulação do Mágico e de Madame Morrible?

Elenco de grandes nomes: o coração da produção

O filme é estrelado por Madelyn Cline (Outer Banks, Glass Onion: Um Mistério Knives Out), Chase Sui Wonders (Corpos, Corpos, Corpos, Cidade em Chamas) e Jonah Hauer-King (A Pequena Sereia, Mulheres ao Poder). O elenco ainda conta com Bill Heck (I’m Your Woman, The Old Man), Gabriel Labelle (The Fabelmans, American Gigolo), Kaylee Bryant (Legacies, Santa Clarita Diet) e Lukas Gage (Euphoria, The White Lotus, Você). No Brasil, as dublagens de Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda) — atrizes que já brilharam nas montagens teatrais de Wicked no país — fortalecem a conexão emocional do público local com a história.

Bastidores de uma superprodução

A jornada de Wicked até o cinema foi longa e cheia de obstáculos. O projeto foi anunciado em 2012, mas enfrentou sucessivos adiamentos devido a questões de agenda, mudanças criativas e, posteriormente, à pandemia de COVID-19.

As filmagens de Wicked: Parte I e Parte II começaram em dezembro de 2022, no Reino Unido. Jon M. Chu decidiu rodar as duas partes quase em sequência, garantindo continuidade visual e emocional. Em julho de 2023, entretanto, a greve dos atores de Hollywood paralisou a produção, que só pôde ser retomada em janeiro de 2024.

Entre os destaques da produção estão os cenários gigantescos construídos de forma prática: a icônica Estrada de Tijolos Amarelos foi pavimentada de verdade, e milhões de tulipas coloridas foram plantadas para recriar Munchkinland. A equipe de som, liderada por Simon Hayes, insistiu em gravar os números musicais ao vivo no set, proporcionando maior autenticidade às performances.

Música: o fio condutor da narrativa

Se há algo que define Wicked, é sua trilha sonora. Composta por Stephen Schwartz, ela reúne clássicos que marcaram gerações de espectadores da Broadway. Canções como “Defying Gravity” e “For Good” já fazem parte do imaginário popular, e no cinema ganharam força renovada com as vozes de Cynthia Erivo e Ariana Grande.

Para a segunda parte, Schwartz escreveu novas músicas especialmente para o filme. Segundo o compositor, as adições foram pensadas para aprofundar a narrativa e não apenas para diferenciar a adaptação do musical. “Elas precisam adicionar algo à história ou aos personagens. Não podem ser apenas mudanças por mudar”, afirmou.

A promessa é de momentos musicais ainda mais emocionantes, capazes de levar o público às lágrimas e consolidar Wicked: Parte II como uma experiência sensorial completa.

Um tom mais sombrio e político

Enquanto o primeiro filme tinha um caráter mais mágico e introdutório, a segunda parte mergulha em questões mais pesadas. O Mágico e Madame Morrible representam a manipulação política e midiática, controlando narrativas para manter seu poder em Oz.

Nesse contexto, Elphaba se torna símbolo de resistência, mas paga o preço do preconceito e do medo que sua imagem desperta. Glinda, por sua vez, enfrenta a pressão de corresponder às expectativas de todos, mesmo que isso signifique abrir mão de suas próprias convicções.

Essa dualidade confere profundidade ao enredo, tornando-o mais atual e relevante, em sintonia com debates contemporâneos sobre poder, justiça e identidade.

A chegada de Dorothy

Um dos pontos mais aguardados pelos fãs é a aparição de Dorothy Gale, a jovem que caiu em Oz vinda do Kansas. Embora sua presença no musical original seja breve, o diretor Jon M. Chu já revelou que a personagem terá um papel mais proeminente no filme, servindo como catalisadora de mudanças drásticas na relação entre Elphaba e Glinda.

Essa escolha narrativa busca equilibrar respeito ao clássico de 1939 com uma nova perspectiva, sem tirar o protagonismo das bruxas, mas mostrando como seus destinos se entrelaçam com a heroína já conhecida do público.

The Social Reckoning | A Rede Social 2 tem título oficial e estreia marcada para outubro de 2026

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O mundo do cinema e da tecnologia está prestes a se encontrar novamente nas telonas. A tão aguardada sequência do aclamado A Rede Social (2010) finalmente ganhou título oficial e data de estreia: The Social Reckoning, que chegará aos cinemas em 9 de outubro de 2026, segundo anunciou a Sony Pictures. A continuação promete mergulhar nos bastidores de uma das empresas mais influentes do século XXI, explorando o impacto das redes sociais na sociedade contemporânea e os dilemas éticos enfrentados por seus protagonistas.

Escrita e dirigida por Aaron Sorkin, que já assina o roteiro do filme original, a produção retoma o drama biográfico que marcou a história do cinema. A trama será conduzida por uma combinação de personagens históricos e novos protagonistas, revelando os conflitos que surgem quando a inovação tecnológica se choca com questões morais e humanas.

Revisitando o sucesso do primeiro filme

Lançado em 2010, o longa-metragem rapidamente se consolidou como um clássico moderno. Dirigido por David Fincher, com roteiro de Aaron Sorkin e baseado no livro The Accidental Billionaires de Ben Mezrich, o filme narra a criação do Facebook, desde os primeiros passos de Mark Zuckerberg na Universidade de Harvard até os litígios judiciais que acompanharam a expansão da empresa. O longa mostrou com precisão a tensão entre genialidade, ambição e conflito ético, equilibrando a construção de um império digital com dramas pessoais intensos.

O filme foi aclamado pela crítica e pelo público, aparecendo em 78 listas de melhores filmes do ano, sendo apontado em 22 delas como número um. Além disso, recebeu oito indicações ao Oscar, reforçando sua relevância cultural. Apesar de Zuckerberg e outros funcionários do Facebook não terem participado da produção, Eduardo Saverin, cofundador brasileiro da empresa, foi consultor para o livro que inspirou o filme, garantindo autenticidade à narrativa.

O enredo do primeiro filme

O longa original acompanha Zuckerberg (Jesse Eisenberg) a partir de 2003, quando um término amoroso o leva a criar Facemash, um site em que estudantes de Harvard são avaliados quanto à atratividade. O sucesso inesperado do site atrai a atenção dos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, que acreditam que Zuckerberg roubou sua ideia para o projeto Harvard Connection.

Ao lado de Eduardo Saverin, Zuckerberg lança The Facebook, uma rede social para estudantes da Ivy League que rapidamente se torna popular. Com a chegada de Sean Parker, cofundador do Napster, a empresa se expande para a Califórnia, atingindo milhões de usuários e consolidando Zuckerberg como um jovem bilionário. A história envolve conflitos legais, traições e decisões éticas que moldaram o futuro da maior rede social do mundo.

“The Social Reckoning”: uma abordagem atual

Enquanto o primeiro filme foca na ascensão inicial do Facebook, a sequência se concentra em um capítulo mais recente e controverso: o impacto social das redes digitais e as denúncias de Frances Haugen, ex-funcionária da empresa. Haugen revelou práticas internas questionáveis relacionadas à desinformação e ao bem-estar dos usuários, colocando a gigante da tecnologia sob intenso escrutínio público.

Em “The Social Reckoning”, Mikey Madison interpreta Haugen, oferecendo ao público uma perspectiva crítica sobre os bastidores do Facebook. Jeremy Strong assume o papel de Mark Zuckerberg, agora empresário consolidado lidando com críticas éticas e legais. A trama deve explorar responsabilidade corporativa, manipulação de informações e efeitos sociais das redes digitais, aproximando o filme da realidade atual e tornando-o um drama relevante e contemporâneo.

Elenco e personagens principais

O elenco de “The Social Reckoning” combina talento jovem e experiente, capaz de transmitir a intensidade emocional da trama, com Jeremy Strong assumindo o papel de Mark Zuckerberg, retratando um empresário em seu auge e lidando com pressões públicas e dilemas éticos; Mikey Madison interpretando Frances Haugen, cuja coragem em denunciar práticas controversas do Facebook será central para o enredo; e Jeremy Allen White, em um papel ainda não totalmente divulgado, mas que promete adicionar tensão e profundidade à narrativa. Além do trio principal, participações especiais representam executivos, advogados e jornalistas, reforçando o clima de veracidade e complexidade do filme, enquanto o elenco consegue humanizar figuras que moldaram o universo digital e suas consequências.

O desafio de sequências em filmes biográficos

Produzir uma sequência de um filme icônico apresenta desafios únicos. O público já conhece a trajetória de Zuckerberg, os litígios e o crescimento do Facebook. Portanto, The Social Reckoning precisa apresentar novos conflitos e questões relevantes, sem repetir fórmulas do passado. A inclusão de Frances Haugen como personagem central é um ponto decisivo: sua história envolve dilemas éticos complexos, repercussão social e debate público intenso. Integrar essa narrativa à já conhecida trajetória de Zuckerberg e ao contexto corporativo exige equilíbrio entre precisão factual e dramatização cinematográfica.

Aaron Sorkin e a narrativa cinematográfica

A presença de Aaron Sorkin como roteirista e diretor é um diferencial. Reconhecido por sua capacidade de traduzir debates complexos em roteiros dinâmicos e envolventes, Sorkin sabe como transformar dilemas éticos e decisões empresariais em drama humano. Sua escrita ágil e perspicaz promete capturar tanto a tensão do mundo corporativo quanto as nuances emocionais dos personagens.

Embora David Fincher não esteja à frente da direção desta sequência, sua influência sobre o estilo narrativo e estético do primeiro filme permanece. A produção busca manter ritmo intenso, diálogos cortantes e foco psicológico, garantindo continuidade na experiência cinematográfica.

Crítica | Entre Penas e Bicadas é uma animação sobre coragem e pertencimento

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O cinema de animação tem o poder singular de tratar de temas universais de maneira acessível e emocionante, e Entre Penas e Bicadas, novo longa distribuído pela A2 Filmes, cumpre essa função com delicadeza e humor. A história acompanha Bico Dourado, uma águia criada entre galinhas que sempre sentiu que era diferente. Ao decidir descobrir suas origens, ele se depara com uma família biológica repleta de segredos, incluindo um tio influente cujas escolhas podem alterar o destino de todos.

O núcleo central do filme explora um dilema universal: seguir o sangue ou o coração. Entre manter laços de sangue ou honrar aqueles que o criaram com amor, Bico Dourado precisa tomar decisões que definem não apenas seu futuro, mas também a compreensão de sua própria identidade. Essa tensão entre pertencimento e lealdade confere à narrativa uma profundidade rara para filmes voltados ao público infantil.

Uma história sobre autodescoberta

O roteiro equilibra aventura e emoção, utilizando visuais encantadores, personagens carismáticos e uma trilha sonora que dialoga diretamente com o clima da história. Em sua essência, Entre Penas e Bicadas fala sobre coragem, autoconhecimento e a liberdade de escolher o próprio caminho.

É impossível não perceber ecos de sucessos como Kung Fu Panda e Rio, nos quais o protagonista precisa enfrentar suas inseguranças para descobrir quem realmente é. Ainda assim, o longa encontra seu próprio tom através da relação entre Bico Dourado e sua irmã adotiva, Catraca. A química entre os personagens cria momentos de ternura, humor e emoção genuína, sustentando a narrativa e cativando o público de todas as idades.

Visual vibrante e cheio de personalidade

Tecnicamente, o filme não alcança o refinamento das produções da Pixar ou DreamWorks, mas compensa com um estilo visual próprio. As aves são desenhadas com formas arredondadas e expressões exageradas, resultando em um design que agrada ao público infantil e diverte os adultos. A paleta de cores vibrantes e os cenários detalhados de Bird City reforçam a sensação de um mundo vivo, dinâmico e envolvente.

A animação consegue, assim, criar uma experiência imersiva sem precisar reinventar o gênero. Cada detalhe do visual parece pensado para apoiar a narrativa, reforçando a personalidade de cada personagem e a energia do universo em que vivem.

Coragem, pertencimento e amor familiar

Acima de tudo, Entre Penas e Bicadas emociona por sua sinceridade. Não tenta impressionar com efeitos grandiosos ou histórias complexas; ao invés disso, foca em valores universais: coragem para enfrentar os desafios, a importância da família — biológica ou escolhida — e o direito de traçar o próprio caminho.

É um filme que deixa o coração leve, trazendo risadas, pequenos sustos e momentos de ternura. Uma obra que lembra o público de que não é necessário nascer com as “asas certas” para aprender a voar. Entre Penas e Bicadas é uma bela surpresa para quem aprecia animações com alma, histórias que combinam diversão e reflexão, e lições valiosas sobre amor e pertencimento.

Crítica | Se Não Fosse Você é um drama familiar que conecta e emociona o espectador

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Quando uma história marcada por segredos e dores familiares chega às telonas, o desafio é transformar a intensidade emocional do livro em cinema sem perder a sutileza. Se Não Fosse Você, adaptação do romance de Colleen Hoover, dirigida por Josh Boone (A Culpa É das Estrelas), consegue traduzir com sensibilidade a complexidade do luto, do perdão e das relações familiares, oferecendo momentos de grande emoção e identificação.

O filme acompanha Morgan Grant (Allison Williams) e sua filha Clara (Mckenna Grace) após um acidente que muda suas vidas para sempre. A perda simultânea do marido/pai e da irmã/tia revela uma traição que abala profundamente a família. Essa premissa, carregada de potencial dramático, é explorada com atenção às nuances do luto, da culpa e da reconciliação. Boone e a roteirista Susan McMartin apostam em um drama psicológico que mergulha no impacto de segredos revelados e relações tensionadas, sem perder de vista o lado humano de cada personagem.

O filme adota uma narrativa não linear, alternando passado e presente, o que permite ao espectador vivenciar gradualmente os traumas e as revelações da família Grant. Essa abordagem aumenta o suspense e a profundidade emocional, revelando detalhes que enriquecem a compreensão dos personagens e das escolhas que moldam suas vidas. Embora o ritmo por vezes exija atenção, essa alternância cria um efeito de descoberta que mantém o público engajado e emocionalmente conectado.

Performances que encantam

Allison Williams entrega uma atuação emocionante, equilibrando vulnerabilidade e força, enquanto Mckenna Grace brilha como Clara, transmitindo toda a complexidade de uma adolescente lidando com dor, raiva e desejo de compreensão. O elenco de apoio, incluindo Dave Franco, Mason Thames e Willa Fitzgerald, contribui para o drama com interpretações sólidas, mesmo que alguns personagens tenham espaço mais restrito. A química entre Williams e Grace é especialmente cativante, tornando os momentos de confronto e reconciliação memoráveis.

Direção sensível e técnica competente

Josh Boone demonstra seu talento em conduzir cenas de diálogo intenso e confrontos familiares, preservando a emoção sem cair em exageros. A fotografia diferencia claramente passado e presente, utilizando paletas de cores que reforçam a atmosfera emocional de cada sequência. A trilha sonora acompanha a narrativa de forma elegante, realçando momentos-chave sem se sobrepor às atuações. Tecnicamente, o filme é sólido, equilibrando estética, ritmo e emoção.

Um filme que conecta com o público

Apesar de alguns momentos de maior intensidade dramática, Se Não Fosse Você mantém seu coração centrado na experiência humana. Escândalos familiares e revelações chocantes são apresentados de forma a impactar emocionalmente, sem perder o foco na construção das personagens. O resultado é um drama familiar que emociona, faz refletir e convida o público a acompanhar de perto a complexidade das relações familiares.

O Telefone Preto 2 domina bilheterias brasileiras e reforça legado do terror sobrenatural

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Foto: Reprodução/ Internet

O terror sobrenatural O Telefone Preto 2 continua arrasando nas bilheterias brasileiras, mesmo em sua segunda semana de exibição. A produção estrelada por Ethan Hawke já acumula uma arrecadação impressionante de R$ 12,53 milhões no país, com aproximadamente 616 mil espectadores conferindo o longa nas salas de cinema. Somente entre os dias 23 e 26 de outubro, o filme faturou R$ 4,02 milhões, garantindo o título de produção mais vista no Brasil durante o último fim de semana.

Dirigido por Scott Derrickson, responsável pelo sucesso do primeiro filme, e escrito por Derrickson e C. Robert Cargill, o longa mantém a parceria com Jason Blum, produtor consagrado no gênero terror. Trata-se da sequência de The Black Phone (2021), adaptação do conto homônimo de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King. A sequência retoma os papéis principais de Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, mantendo a continuidade narrativa do universo estabelecido em 2021. No Brasil e em Portugal, o filme chegou aos cinemas em 16 de outubro de 2025, um dia antes de estrear nos Estados Unidos.

O sucesso da bilheteria

O desempenho de O Telefone Preto 2 reflete uma tendência crescente do público brasileiro por produções de terror que combinam suspense, elementos sobrenaturais e narrativa envolvente. Além de manter a liderança em salas de cinema, o longa se destaca pelo ticket médio elevado, indicando que o público não apenas comparece, mas também prioriza sessões de qualidade, muitas vezes em horários premium.

O primeiro filme já havia causado impacto significativo, arrecadando milhões globalmente, e a continuação parece consolidar o interesse por histórias de terror psicológico com toques sobrenaturais. No contexto brasileiro, essa performance coloca o filme entre os lançamentos mais bem-sucedidos do gênero nos últimos anos, especialmente em um período em que blockbusters internacionais dividem espaço com produções nacionais e franquias consolidadas.

Enredo: sonhos, pesadelos e um passado sombrio

A história do filme se passa em outubro de 1982, quatro anos após Finney Blake derrotar o infame Sequestrador. Desta vez, o foco está em Gwen, irmã de Finney, que começa a ter sonhos perturbadores nos quais presencia assassinatos ocorridos décadas antes no Alpine Lake Camp, um acampamento juvenil cristão com um passado sombrio. Durante esses sonhos, Gwen recebe ligações de sua mãe, Hope, que também havia experienciado sonhos semelhantes na época em que trabalhava no acampamento.

Determinada a entender os eventos misteriosos, Gwen convence Finney e Ernesto, irmão de uma das vítimas, a acompanhá-la até o acampamento. No local, uma forte nevasca os impede de deixar o acampamento, e eles ficam presos junto a algumas pessoas: o supervisor Armando, sua sobrinha Mustang, e os funcionários Kenneth e Barbara. Juntos, o grupo começa a investigar os sonhos de Gwen, tentando compreender a ligação entre passado e presente.

A tensão aumenta quando Finney recebe uma ligação no telefone público do acampamento, desta vez do próprio Sequestrador. Ele promete vingança, culpando Finney pelos acontecimentos que levaram à sua derrota e pela morte de seu irmão. Gwen é atacada em seu sonho, e os ferimentos começam a se refletir na realidade. Com coragem, Finney, Ernesto e Mustang conseguem resgatá-la, mas a ameaça permanece.

O grupo descobre que os corpos das vítimas estão enterrados sob o Lago Maru, e que Armando, Hope e o Sequestrador têm uma história antiga no acampamento, revelando segredos que intensificam o clima de suspense. Conforme os sonhos e a realidade se cruzam, Gwen percebe que precisa enfrentar o Sequestrador diretamente para proteger a si mesma e aos amigos, revelando seu crescimento emocional e coragem.

Elementos que conquistam o público

O sucesso do longa não se deve apenas à trama envolvente. Scott Derrickson consegue equilibrar momentos de terror explícito com suspense psicológico, criando cenas que mexem com a imaginação do espectador. O uso de elementos sobrenaturais, como ligações de telefones que atravessam o tempo e o espaço, conecta passado e presente de forma inovadora, dando ao filme uma identidade própria.

Além disso, o elenco entrega atuações consistentes, especialmente Ethan Hawke, que repete seu papel como mentor e figura de proteção, e Madeleine McGraw, que encarna Gwen com intensidade e vulnerabilidade, tornando-a uma protagonista memorável. O jovem Mason Thames, que retorna como Finney, mantém a credibilidade e a empatia conquistadas no primeiro filme, criando um vínculo emocional com o público.

Outro ponto forte é a ambientação do Alpine Lake Camp, que mistura a atmosfera típica de acampamentos juvenis com elementos sinistros, como a nevasca, os bosques isolados e o lago congelado. A direção de arte e a cinematografia contribuem para a imersão, fazendo com que o espectador sinta tanto a beleza quanto a ameaça do local.

Uma narrativa de superação e coragem

Mais do que um terror sobrenatural, O Telefone Preto 2 aborda temas como trauma, superação e laços familiares. Gwen enfrenta não apenas o perigo do Sequestrador, mas também os desafios internos relacionados à perda da mãe e aos traumas passados de Finney e Ernesto. A narrativa mistura ação e suspense com momentos de introspecção, tornando o filme mais profundo do que uma simples história de assassinatos.

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