Festival de Cinema de Nova York realiza exibição surpresa de Marty Supreme, novo filme estrelado por Timothée Chalamet

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Nesta segunda-feira, 6 de outubro, o Festival de Cinema de Nova York surpreendeu o público com uma exibição secreta de Marty Supreme, o aguardado novo filme da A24 estrelado por Timothée Chalamet e dirigido por Josh Safdie. A escolha da cidade não poderia ser mais simbólica: Safdie, cineasta profundamente ligado à Big Apple, e Chalamet, nativo de Nova York, trouxeram à tela os cinco distritos da cidade que os moldaram. A estreia inesperada contou com a presença de ambos no palco, criando um momento memorável para os fãs e críticos presentes.

A exibição começou em clima de surpresa e expectativa. Após o público ocupar os assentos para a sessão secreta, Safdie subiu ao palco e quebrou o gelo com seu humor característico: “Eu também odeio surpresas”, disse, arrancando risos da plateia. O diretor, que finalizou o corte do filme na madrugada anterior, comentou: “Terminei às 2 da manhã de ontem… Vocês são o primeiro público a ver este filme.” Logo depois, Timothée Chalamet se juntou a Safdie, compartilhando sua conexão pessoal com o momento. O ator relembrou que estudou no ensino médio na mesma rua de Alice Tully, e descreveu como “incrível” estrear no NYFF em sua própria cidade natal.

O projeto, anunciado oficialmente em julho de 2024, marca o primeiro filme solo de Josh Safdie desde “The Pleasure of Being Robbed” (2008). Safdie escreveu o roteiro em parceria com Ronald Bronstein, tomando como inspiração o jogador profissional de tênis de mesa Marty Reisman. No entanto, fontes próximas à produção afirmam que o longa é uma história original e ficcional, e não um biopic tradicional, permitindo liberdade criativa ao diretor e ao elenco para explorar o universo do personagem de maneira inventiva.

Com um orçamento estimado em US$ 70 milhões, Marty Supreme se tornou a produção mais cara da A24 até hoje, superando inclusive “Guerra Civil” (2024). O filme chamou atenção não apenas pelo investimento, mas pelo cuidado artístico e técnico empregado em cada detalhe. A fotografia principal teve início em 23 de setembro de 2024, inteiramente em Nova York, e a produção capturou imagens icônicas em locações espalhadas pelos cinco distritos. As filmagens se estenderam até 5 de dezembro de 2024, com cenas adicionais gravadas no Japão em fevereiro de 2025.

A direção de fotografia ficou a cargo de Darius Khondji, utilizando filme de 35 mm para conferir ao longa uma estética visual clássica e sofisticada. O renomado designer de produção Jack Fisk também contribuiu para a ambientação do filme, criando cenários que reforçam a narrativa e a atmosfera autêntica da história. Safdie incluiu cerca de 140 não-atores no elenco, entre eles o artista francês Philippe Petit, acrescentando camadas de realismo e espontaneidade às cenas.

Timothée Chalamet passou por um treinamento intenso para dar vida ao protagonista. Para as cenas de pingue-pongue, o ator treinou por meses sob orientação de Diego Schaaf e do ex-atleta olímpico Wei Wang, garantindo que as partidas do filme fossem convincentes e dinâmicas. Além disso, Safdie desafiou Chalamet a realizar algumas acrobacias pessoalmente, aumentando a autenticidade das cenas de ação. Um detalhe curioso do processo de filmagem foi a utilização de óculos de grau com lentes de contato por baixo, técnica aplicada para que os olhos de Chalamet parecessem menores, o que temporariamente prejudicou sua visão, mas contribuiu para a caracterização precisa do personagem.

A exibição surpresa no NYFF não apenas apresentou o filme antes de sua estreia oficial, mas também reforçou o vínculo entre o elenco, a equipe e a cidade que serviu de cenário para grande parte da história. Chalamet e Safdie aproveitaram o momento para interagir com o público, compartilhar anedotas das filmagens e revelar curiosidades sobre o desenvolvimento do longa, criando uma experiência única e íntima para os espectadores.

Resumo da novela A.Mar de hoje (10) – Estrella enfrenta sabotagem e inimigos tramam contra seu sucesso

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No capítulo da novela A.Mar que vai ao ar hoje, 10 de outubro, Estrella comunica aos empregados de seu pai que pretende se tornar capitã, mas enfrenta rejeição imediata: eles se recusam a aceitar que uma mulher lidere o trabalho. Enquanto isso, Gertrudis manipula Yazmín, fazendo-a acreditar que Fabián recuperou a custódia legal dela, e pede que seja a única a se opor ao pai.

Mais tarde, Estrella se prepara para ir pescar, mas ao tentar mover o barco, cai, dando espaço para Tiburón zombar dela e questionar sua capacidade de trabalhar. No meio dos conflitos, Estrella percebe que Érika está intervindo em seus problemas com Fabián e a adverte para se manter afastada. Em silêncio, Érika promete que não descansará até ver Estrella fora da cidade, reforçando o clima de tensão e rivalidade que cerca a protagonista.

O que vai rolar nos próximos capítulos de A.Mar?

O clima na pesca esquenta quando Fabián culpa Estrella por cortar suas redes e decide levar toda a sua pesca. Determinada, Estrella o impede e, furiosa, pega uma das caixas de peixe e a esvazia em cima dele, mostrando que não se deixará intimidar. Ao descobrir que foi Tiburón quem realmente cortou as redes, ela alerta Fabián de que ele acabou caindo em sua própria armadilha, comparando o traidor a um “tubarão” que mordeu a própria cauda.

Enquanto isso, Perla se desfaz em lágrimas ao se lembrar das maldades de Tiburón e dos momentos em que sofreu por sua culpa. Fabián demonstra preocupação ao perceber que Estrella e sua família ficarão responsáveis por toda a pesca, mas ela o repreende, lembrando que ele deveria se preocupar com seus próprios empregados, já que colocou um traidor em sua tripulação.

No meio de tanta tensão, Yazmín pede a Fabián que agradeça a Érika por convencê-la a morar com ele. Ela confessa estar profundamente apaixonada, mas teme que Fabián acabe destruindo sua vida como fez com a dela e com a mãe. Furioso, Fabián reclama com Érika por se intrometer nos assuntos da filha e garante que não a perdoará por atrapalhar seus planos.

Perla, por sua vez, repreende Brisa por não ter ajudado na pescaria, enquanto Estrella tenta acalmar as irmãs e pede que cada uma faça a sua parte. Com coragem renovada, Perla enfrenta Fabián e reafirma que Tiburón foi o verdadeiro responsável pelo corte das redes, deixando claro que a injustiça não passará em branco.

O Telefone Preto 2 estreia com sucesso nas bilheterias e reafirma o poder do terror sobrenatural

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O universo do terror cinematográfico ganhou um novo capítulo neste mês de outubro de 2025 com a chegada de O Telefone Preto 2, sequência do sucesso de 2021 dirigido por Scott Derrickson. Nos Estados Unidos, o filme estreou ocupando a primeira posição da bilheteria, arrecadando US$26,5 milhões em seu primeiro final de semana — um desempenho que não apenas cumpre as expectativas, mas também supera a abertura do longa original, que conquistou US$23 milhões em 2021, em um período ainda marcado pelas limitações da pandemia de COVID-19.

Internacionalmente, a sequência conquistou US$15,5 milhões adicionais, elevando a arrecadação global para US$42 milhões. Considerando que o orçamento da produção foi de US$30 milhões, o longa já conseguiu se pagar, e os analistas do mercado cinematográfico projetam que ele possa gerar mais US$18 milhões até o final de sua exibição, atingindo um lucro total significativo. O resultado confirma o apelo do gênero de terror sobrenatural e reforça a relevância de Derrickson como um dos diretores mais consistentes do segmento.

Continuidade de elenco e personagens

Um dos pontos fortes de O Telefone Preto 2 é a manutenção de grande parte do elenco original. Mason Thames retorna como Finney, trazendo novamente a vulnerabilidade e a coragem que conquistaram o público no primeiro filme. Madeleine McGraw também retoma seu papel como Gwen, garantindo a continuidade emocional da narrativa. Ethan Hawke retorna como o Agarrador, o antagonista icônico que mistura terror físico e psicológico, enquanto Jeremy Davies reprisa o papel de Terrence e Miguel Cazarez Mora volta como Robin.

A sequência ainda apresenta Demián Bichir, que se junta ao elenco para adicionar uma nova dimensão dramática à história. A presença do ator mexicano traz experiência e profundidade à narrativa, complementando o equilíbrio entre jovens talentos e veteranos que a produção mantém. Essa combinação de elenco é fundamental para sustentar a tensão e o suspense do filme, além de garantir que cada personagem seja desenvolvido com autenticidade.

Foto: Reprodução/ Internet

Da ideia à produção

O desenvolvimento de O Telefone Preto 2 começou oficialmente em junho de 2022, quando Scott Derrickson revelou que Joe Hill, autor do conto original de 2004, havia lhe apresentado uma ideia para uma sequência. Embora Hill protegesse sua história original, ele estava aberto a expandir o universo de Finney e Gwen. Derrickson, por sua vez, demonstrou interesse em dirigir a sequência, condicionando sua participação ao sucesso do primeiro filme.

Em agosto de 2022, Derrickson e Hill confirmaram que já estavam em negociações com o estúdio para desenvolver o projeto. O sucesso financeiro e crítico do primeiro longa foi um fator decisivo para que a sequência se concretizasse. Hill afirmou que a inspiração para o novo roteiro veio das imagens icônicas das máscaras do Agarrador, que se tornaram um símbolo do terror psicológico do filme original.

A produção começou oficialmente em Toronto, Canadá, em 4 de novembro de 2024, sob o título de filmagem Mysterium. A fotografia principal se estendeu até 15 de janeiro de 2025. Derrickson investiu em uma abordagem visual e sonora que privilegia a tensão constante, o suspense e a construção de atmosfera, características que se tornaram marcas registradas de seu trabalho.

O enredo e a construção do terror

O Telefone Preto 2 mantém a essência do terror sobrenatural, equilibrando sustos explícitos com tensão psicológica. A narrativa acompanha os protagonistas enquanto enfrentam ameaças que misturam o mundo real e o sobrenatural, ampliando os eventos do primeiro filme. Derrickson e C. Robert Cargill, que assinam o roteiro e produzem o longa, conseguiram criar uma história que respeita a obra original de Joe Hill, ao mesmo tempo em que oferece novas experiências ao público.

O Agarrador, interpretado por Ethan Hawke, é novamente o centro da ameaça. No primeiro filme, ele foi elogiado por sua capacidade de aterrorizar sem recorrer a excessos de violência gráfica. Na sequência, seu personagem ganha mais camadas, explorando motivações e comportamentos que aumentam a complexidade do vilão e tornam sua presença ainda mais assustadora.

Além do terror, o filme explora relações humanas em situações extremas. A amizade, a coragem e a resiliência dos jovens protagonistas ganham destaque, permitindo que o público se conecte emocionalmente com os personagens. Essa abordagem humanizada diferencia O Telefone Preto 2 de outros filmes de terror do mercado, que muitas vezes priorizam sustos rápidos em detrimento de desenvolvimento de personagens.

Recepção crítica e bilheterias

A estreia de O Telefone Preto 2 confirma a força do gênero de terror na bilheteira contemporânea. Com US$26,5 milhões arrecadados nos EUA e US$15,5 milhões no mercado internacional, o filme não apenas atende às expectativas, mas também demonstra que produções de terror podem gerar receitas expressivas quando aliadas a um bom roteiro, direção segura e elenco consistente.

Comparando com o filme original, a sequência apresenta evolução clara. O primeiro filme estreou em um cenário ainda influenciado pelas restrições da pandemia, enquanto a sequência chega a um público mais confortável para frequentar cinemas. O resultado mostra que a base de fãs construída pelo primeiro longa está ativa e engajada, contribuindo para o sucesso da continuação.

No Brasil e em Portugal, O Telefone Preto 2 estreou em 16 de outubro de 2025, um dia antes da estreia norte-americana, estratégia que evidencia o interesse do estúdio em atender a demanda internacional de fãs do gênero. Essa decisão também reforça a importância do público global no desempenho financeiro do filme e na consolidação de Derrickson como referência em terror contemporâneo.

Joe Hill e a fidelidade à obra literária

Joe Hill, filho de Stephen King, é conhecido por histórias que exploram o terror de forma sofisticada, misturando elementos sobrenaturais e psicológicos. A adaptação de seus contos para o cinema, tanto em O Telefone Preto quanto na sequência, mantém a essência de suas narrativas, garantindo que o público sinta a mesma tensão e emoção que os leitores experimentam nos livros.

Hill teve participação ativa na concepção da sequência, colaborando com Derrickson e Cargill para assegurar que o universo do Agarrador continuasse coerente. O resultado é um filme que combina fidelidade à obra original com inovação cinematográfica, oferecendo novos desafios e surpresas ao público.

A importância do elenco jovem

Um dos grandes diferenciais de O Telefone Preto 2 é a presença de atores jovens capazes de transmitir emoções reais em situações extremas. Mason Thames e Madeleine McGraw demonstram maturidade em suas performances, sustentando o enredo com atuações convincentes e empáticas. A relação entre os protagonistas permite que o público não apenas sinta medo, mas também se envolva emocionalmente, tornando cada cena mais intensa e significativa.

Ao mesmo tempo, a presença de Ethan Hawke e Demián Bichir agrega experiência ao elenco, garantindo que momentos de tensão e horror sejam equilibrados com interpretações sólidas. Essa combinação entre jovens talentos e veteranos cria uma dinâmica que mantém o espectador atento e emocionalmente engajado durante toda a projeção.

Natal Sangrento | Remake do clássico de terror dos anos 80 ganha trailer eletrizante e promete um banho de sangue nas telonas

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Foto: Reprodução/ Internet

O Natal de 2025 promete ser tudo, menos tranquilo. A Diamond Films divulgou na tarde desta quinta, 6 de novembro, o trailer oficial de Natal Sangrento, remake do clássico de 1984 que traumatizou uma geração com um Papai Noel que troca presentes por punição. A nova versão estreia nos cinemas brasileiros em 11 de dezembro, transformando a época mais alegre do ano em um verdadeiro festival de medo e vingança. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

Sob direção e roteiro de Mike P. Nelson (Os Domésticos, A Luta de um Campeão), o longa revisita o espírito controverso do original, mas com uma pegada moderna e visceral. E como se o título já não fosse suficiente para causar arrepios, o longa-metragem estadunidense vem do mesmo estúdio de Terrifier 2 e Terrifier 3 — ou seja, espere violência explícita, tensão e muito sangue falso (ou nem tanto).

A trama segue Billy (vivido por Rohan Campbell, de Hardy Boys: Irmãos Detetives e O Macaco), um homem atormentado por um trauma de infância que nunca cicatrizou. Quando criança, ele presenciou o assassinato brutal dos pais — e o responsável usava um traje de Papai Noel. Anos depois, consumido pela raiva e pela dor, Billy decide vestir o mesmo traje e transformar o símbolo da generosidade em um instrumento de punição. Sua jornada de vingança, porém, toma um rumo inesperado quando ele conhece uma jovem enigmática, interpretada por Ruby Modine (A Morte Te Dá Parabéns 2, Shameless e Delivery Macabro).

O encontro entre os dois desperta questionamentos profundos sobre culpa, perdão e redenção. Billy passa a lutar contra o desejo de matar e a necessidade de finalmente encarar os próprios fantasmas. Com David Lawrence Brown (Nostradamus, Momentos Que Se Perdem e O Grito) completando o elenco, o filme mistura sangue, solidão e humanidade em meio a luzes piscando e canções natalinas distorcidas.

Um clássico polêmico, reimaginado

O Silent Night, Deadly Night original foi lançado em 1984 e causou escândalo. A ideia de um Papai Noel assassino levou a protestos e a sessões canceladas nos Estados Unidos. Mesmo assim, o longa acabou se tornando um cult entre os fãs de terror e gerou uma franquia de continuações cada vez mais absurdas. Agora, mais de trinta anos depois, Mike P. Nelson reinterpreta a história para o público atual, equilibrando homenagem e reinvenção. A fotografia aposta em tons escuros e contrastes intensos, recriando o clima dos anos 80 com a brutalidade estética dos slashers modernos.

Do mesmo estúdio de Terrifier

Se Terrifier já te fez virar o rosto, Natal Sangrento vem com o mesmo DNA de gore artesanal, efeitos práticos e mortes criativas. Nelson aposta em cenas de violência física intensas, mas também em momentos de silêncio e desconforto emocional, equilibrando brutalidade com narrativa. A Diamond Films confirmou que a exibição nos cinemas será sem cortes, o que promete agradar aos fãs de terror raiz. A ideia é manter o espírito ousado e polêmico do original, mas com uma carga dramática maior — algo que faça o público sentir o impacto de cada escolha de Billy.

Um Natal diferente — e perturbador

Enquanto boa parte dos filmes natalinos fala sobre amor e reconciliação, o longa-metragem oferece o oposto: um conto sobre dor, vingança e humanidade em frangalhos. Billy é o vilão e a vítima ao mesmo tempo — e é justamente essa dualidade que torna o filme tão envolvente. A trilha sonora brinca com esse contraste: sinos natalinos e gritos se misturam em uma melodia dissonante que transforma cada cena em um cartão de Natal amaldiçoado.

Romance do Wattpad ganha vida! O Bad Boy e Eu chega às telonas nesta quinta (13)

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Se você é fã de romances adolescentes e histórias que aquecem o coração, vai gostar de saber que o longa-metragem O Bad Boy e Eu estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 13 de novembro, com distribuição da Diamond Films. Inspirado no fenômeno do Wattpad, o longa traz Siena Agudong (Upside Down Magic – Escola de Magia, No Good Nick, Deixe-nos Entrar) e o influenciador Noah Beck (Larray: Canceled, Noah Beck Tries Things, The D’Amelio Show) nos papéis principais. Abaixo, se liga no trailer:

Sob a direção de Justin Wu (Loucos por Nada, Le Devoir), a adaptação promete emocionar quem já se encantou com o livro e conquistar uma nova geração de espectadores com a história de Dallas Bryan e Drayton Lahey — um encontro improvável entre a doce líder de torcida e o misterioso bad boy que vai transformar sua vida.

Dallas Bryan, interpretada por Siena Agudong, está determinada a honrar a memória de sua mãe e focar em seu maior sonho: conquistar uma vaga na escola de dança mais prestigiada do país. Ela entra no último ano do Ensino Médio com a cabeça apenas nos estudos e nos ensaios, sem interesse em festas, paqueras ou romances — amorzinho? Nem pensar.

Mas, como toda boa história adolescente, o inesperado acontece. Dallas conhece Drayton Lahey, o capitão do time de futebol americano e garoto mais popular da escola, interpretado por Noah Beck. Entre encontros, desencontros e conversas sinceras, os dois começam a se conhecer de verdade. Aos poucos, a barreira da timidez e das inseguranças se desfaz, e o que era apenas amizade se transforma em algo maior: um romance adolescente que mistura paixão, risadas e momentos de emoção.

A história não é só sobre amor; ela fala de crescimento, amadurecimento e da importância de enfrentar perdas, inseguranças e medos. É aquele tipo de história que lembra que, às vezes, a vida tem seus próprios planos — e que é possível encontrar alguém que te entende no momento mais inesperado.

Além dos protagonistas, o filme ainda conta com James Van Der Beek (Dawson’s Creek, Pose, How I Met Your Mother) no papel de Leroy Lahey, o severo pai de Drayton, que adiciona tensão e humor à narrativa. O roteiro, assinado por Crystal Ferreiro (The Beauty of Disaster) e Mary Gulino (CollegeHumor Originals, Hot Date), consegue equilibrar romance, drama e momentos engraçados, sem perder o charme que conquistou milhões de leitores do Wattpad.

Com distribuição da Diamond Films, o filme chega aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta, 13 de novembro. O Bad Boy e Eu é uma ótima pedida para quem gosta de romances adolescentes, fãs de histórias Wattpad, ou simplesmente quem quer se divertir e se emocionar com uma trama leve, divertida e cheia de momentos fofos.

Netflix confirma 2ª temporada de Os Donos do Jogo! Sucesso brasileiro sobre o império do jogo do bicho conquista o mundo

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Foto: Reprodução/ Internet

Nem sempre o crime compensa — mas, no caso de Os Donos do Jogo, compensou (e muito). A série brasileira que mergulha fundo no universo do jogo do bicho e nas engrenagens do poder carioca foi confirmada para a segunda temporada pela Netflix, após um sucesso estrondoso que ultrapassou fronteiras.

Desde a estreia em 29 de outubro, a série não saiu do topo do ranking das produções mais assistidas da Netflix Brasil. E o impacto não parou por aí: o drama também alcançou o Top 1 global de séries de língua não inglesa, somando 5,9 milhões de visualizações em poucos dias. Um feito que coloca a produção entre as mais bem-sucedidas da história recente do streaming brasileiro.

A máfia com sotaque carioca que o mundo aprendeu a amar

Produzida pela Paranoïd, Os Donos do Jogo é um projeto ambicioso e ousado que trouxe o estilo de máfia — antes dominado por produções italianas ou americanas — para o coração do Rio de Janeiro.

A série nasceu da mente criativa de Heitor Dhalia (DNA do Crime, O Cheiro do Ralo), Bernardo Barcellos e Bruno Passeri, com direção dividida entre Dhalia, Rafael Miranda Fejes (Irmandade) e Matias Mariani (Cidade Pássaro).
A proposta era clara: construir uma história de poder, família e corrupção com DNA 100% brasileiro — e o resultado foi uma mistura irresistível de drama, violência e emoção.

Com uma fotografia quente, trilha pulsante e diálogos que soam autênticos, a série é o tipo de ficção que te prende não só pela ação, mas pelas camadas humanas por trás de cada personagem.

O sonho e o preço do poder

No centro da trama está Jefferson Moraes, o Profeta, vivido por André Lamoglia, um jovem do interior que cresce sonhando com o topo — o lugar reservado aos chefões do jogo do bicho. Filho de um bicheiro tradicional (Adriano Garib, de Avenida Brasil e Tropa de Elite 2), Profeta é ambicioso, inteligente e, acima de tudo, impaciente. Ele quer o poder e não está disposto a esperar.

Com a ajuda do irmão Nelinho (Pedro Lamin, de Verdades Secretas), Profeta decide entrar de vez na guerra que divide as famílias do crime. Seu objetivo? Garantir um lugar na mesa da cúpula que comanda o império da contravenção no estado do Rio de Janeiro.

Mas no mundo dos Donos do Jogo, ninguém chega ao topo sem pagar o preço.

As famílias que comandam o submundo

Profeta cruza o caminho das três famílias que dividem o poder: os Guerra, os Fernandez e os Saad. Cada uma representa um tipo de domínio — e todas estão dispostas a qualquer coisa para não perder espaço.

Entre os Guerra, brilha o nome de Victor Guerra, o Búfalo, interpretado pelo cantor e ator Xamã (Justiça 2, Rensga Hits!). Um ex-lutador que trocou o ringue pelas ruas e encontrou no crime sua nova arena. Casado com Susana Guerra (Giullia Buscacio, de Mar do Sertão e Velho Chico), Búfalo tenta garantir seu lugar na sucessão do patriarca Jorge Guerra (Roberto Pirillo, de Malhação), cuja saúde já não inspira confiança.

Mas é Mirna Guerra, vivida por Mel Maia (Vai na Fé, Avenida Brasil), quem rouba a cena. Ambiciosa, inteligente e sem paciência para o machismo dos negócios da família, Mirna sonha em comandar o império — algo “proibido” para uma mulher naquele universo.

O destino, claro, faz questão de provocá-la: é quando Mirna conhece Profeta. Unidos pela mesma fome de poder, eles selam uma aliança — um casamento de fachada que une crime, política e desejo. O que começa como um acordo calculado logo se transforma em uma paixão intensa, perigosa e imprevisível.

O poder por trás dos bastidores

Se o jogo é dominado por homens, Leila Fernandez joga em outra liga. Interpretada com força e elegância por Juliana Paes (Pantanal, A Força do Querer), Leila é a atual “primeira-dama” da contravenção carioca, casada com Galego (Chico Díaz, de Amores Roubados e Carandiru).

Leila é a típica personagem que carrega o peso do poder e o fardo dos segredos. Seu passado, repleto de escolhas difíceis, ressurge quando Profeta entra em cena, bagunçando as alianças e despertando lembranças que ela jurava ter enterrado.

Juliana entrega uma performance magnética — uma mulher que domina os salões da elite e as sombras do crime com a mesma naturalidade, equilibrando o charme e a brutalidade de quem sabe que o poder não perdoa.

O fenômeno global e o que vem pela frente

O sucesso de Os Donos do Jogo ultrapassou qualquer expectativa. A série entrou no Top 10 de mais de 40 países, incluindo Portugal, Argentina, Espanha e França, consolidando a Netflix Brasil como uma produtora capaz de exportar histórias complexas e visualmente impactantes. Com a segunda temporada confirmada, a expectativa é alta.

Tela Quente desta segunda (17) exibe A Fera, suspense com Idris Elba em uma luta brutal pela sobrevivência

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Foto: Reprodução/ Internet

A Tela Quente desta segunda, 17 de novembro, chega com um daqueles filmes que deixam a gente tenso no sofá, quase segurando a respiração sem perceber. Estamos falando de A Fera, o thriller de sobrevivência lançado em 2022 que coloca Idris Elba — sempre imponente, sempre magnético — diante de um leão feroz, selvagem e completamente fora de controle. É o tipo de história que mexe com nossos medos mais primitivos, mas também com algo ainda mais profundo: a sensação de perder alguém, a culpa que fica e a necessidade urgente de se reconectar antes que seja tarde demais.

Dirigido pelo islandês Baltasar Kormákur, especialista em narrativas de ação e resistência física, e escrito por Ryan Engle a partir de uma história de Jaime Primak Sullivan, o thriller é aquele filme que pega tudo de mais tenso no gênero “homem vs. natureza” e transforma numa jornada emocional sobre paternidade, luto e coragem. No centro disso, Idris Elba segura o filme com uma entrega impressionante, mas ele não está sozinho — e isso faz toda a diferença. As informações são do AdoroCinema.

Quem são as grandes estrelas do filme?

Se tem algo que faz A Fera funcionar além do suspense bem amarrado, são as atuações. Idris Elba vive o Dr. Nate Samuels, um pai tentando reconstruir os fragmentos de sua vida depois de perder a esposa para o câncer. Ao lado dele, duas jovens talentos em plena ascensão brilham: Iyana Halley e Leah Jeffries, que interpretam Meredith e Norah, filhas que carregam suas próprias dores, incompreensões e um carinho profundo que ainda precisa encontrar espaço para respirar.

E, claro, há Sharlto Copley — sempre vibrante — como Martin Battles, o biólogo e amigo de longa data da família que conhece cada pedaço da reserva africana onde a história se passa. É ele quem tenta equilibrar razão e instinto enquanto tudo começa a sair do controle. Mesmo com pouco tempo de tela, Copley é fundamental para a carga emocional da trama.

Mas há um “ator” que domina tudo: o próprio leão. Mesmo criado digitalmente, ele é tão bem construído que se torna um personagem com camadas, dor e fúria. Não é apenas um predador; é uma criatura traumatizada, reativa, quebrada — e isso torna tudo mais complexo.

Sobre o que realmente fala o filme?

Por trás da perseguição brutal e das cenas de ação, a história começa de forma até serena. Nate leva as filhas para a Reserva Mopani, na África do Sul, numa tentativa de unir novamente a família depois de meses — talvez anos — de distância emocional. Foi ali, afinal, que ele conheceu a esposa, e é ali que espera encontrar algum tipo de cura. Mas o reencontro com Martin e com o ambiente que a esposa amava tão profundamente logo se transforma numa viagem pelas sombras da savana.

O perigo aparece rápido. Martin percebe que algo está errado quando encontra um leão ferido e, mais tarde, descobre uma comunidade Tsonga praticamente dizimada. Nate tenta ajudar um sobrevivente, sem sucesso, e é nesse contraste entre vida e morte que o filme encontra seu tom. A partir do momento em que o leão passa a caçar a família, A Fera se transforma numa corrida desesperada — e quase ininterrupta — por sobrevivência.

Cada ataque é inesperado, cada silêncio é ameaçador. A tensão cresce de uma forma quase física, como se o espectador estivesse ali, preso no carro amassado, em meio ao mato alto, ouvindo passos que podem significar o fim.

Um vilão que também é vítima

Uma das escolhas mais interessantes do filme é rejeitar a ideia do “animal monstruoso” sem motivo. O leão se torna o que é porque caçadores furtivos destruíram sua alcateia. Ele não mata por esporte: mata porque perdeu tudo. É o resultado de uma violência humana que o filme não tenta esconder. E esse detalhe dá uma camada emocional inesperada a um longa que, à primeira vista, parece focado apenas na adrenalina.

A sequência mais intensa

Em um dos momentos mais marcantes, Martin se sacrifica para proteger Meredith e Norah, provocando uma explosão que deixa o leão gravemente ferido. É um choque para Nate e para as meninas — e para o público. Essa morte impulsiona a família para o momento final: um confronto ainda mais brutal.

Numa escola abandonada que servia de esconderijo aos caçadores furtivos, Nate faz o que um pai faria sem hesitar: coloca o próprio corpo entre o perigo e suas filhas. Ao entrar em combate direto com o leão, quase em luta corporal, ele se torna uma representação crua e visceral do instinto de proteção. A cena é impactante porque não glamouriza o sacrifício — é feia, violenta, desesperada.

A salvação só chega quando dois leões do bando natural da reserva — Kuda e Kawe — intervêm. O simbólico aqui é inevitável: a própria natureza, ferida pelo homem, é quem encerra o ciclo de violência.

Um final que abraça a dor e aponta para o futuro

No hospital, Nate enfim diz às filhas aquilo que a viagem inteira tentava arrancar dele: um “eu amo vocês” cheio de verdade. Depois, já recuperados, os três recriam uma foto da mãe das meninas ao lado de sua árvore favorita. É uma cena simples, mas que amarra tudo de forma poética, quase catártica, mostrando que A Fera é, acima de tudo, um filme sobre cura.

Qual foi a bilheteria do filme?

Mesmo com boa recepção da crítica e com o nome de Idris Elba atraindo público, olonga-metragem teve uma bilheteria considerada modesta. Internacionalmente, arrecadou cerca de US$ 59,1 milhões, valor que supera o orçamento de US$ 36 milhões, mas permanece distante de grandes sucessos comerciais.

Nos Estados Unidos e Canadá, fez US$ 31,8 milhões, competindo diretamente com Dragon Ball Super: Super Hero, que liderou o fim de semana de estreia. O filme abriu com US$ 11,6 milhões e manteve desempenho estável por algumas semanas, impulsionado sobretudo pelo público adulto — especialmente homens acima de 35 anos.

Marshals: Uma História de Yellowstone estreia em 2026 na CBS e inaugura um novo momento na trajetória dos Dutton

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de meses de rumores, expectativas e especulações nas redes sociais, a CBS finalmente tornou oficial a data de estreia de Marshals: Uma História de Yellowstone. O spin-off, que nasce diretamente do final de Yellowstone, chega em 1º de março de 2026, marcando um momento especial para os fãs: pela primeira vez, uma produção desse universo será exibida em TV aberta nos Estados Unidos. No Brasil, a série será disponibilizada pelo Paramount+, garantindo que o público latino-americano acompanhe essa nova fase quase simultaneamente.

A notícia reacende o entusiasmo em torno da franquia criada por Taylor Sheridan, responsável por transformar o neofaroeste moderno em um dos gêneros televisivos mais prestigiados da última década. E agora, Sheridan retorna com mais uma ramificação dessa árvore narrativa que parece não parar de crescer.

Um spin-off que nasce grande — e emocionalmente carregado

Criada por Taylor Sheridan, David C. Glasser e Spencer Hudnut, Marshals não é apenas um derivado. É uma continuação direta da jornada dos Dutton, um capítulo que se abre justamente quando parecia que não havia mais caminhos a explorar. Mas Sheridan nunca acreditou em silêncio emocional — ele acredita em evolução.

E é essa evolução que move Kayce Dutton.

Interpretado novamente por Luke Grimes, Kayce surge em um ponto de virada muito particular: depois de carregar traumas da vida militar e enfrentar dilemas familiares profundos, ele agora se junta a um grupo especializado de U.S. Marshals. Sua missão? Proteger o território de Montana de ameaças externas, internas e — como toda boa história ambientada nesse universo — de conflitos que não respeitam fronteiras entre lei, lealdade e sangue.

É uma nova etapa para um personagem que sempre caminhou com um pé na violência e outro no dever moral. Um homem dividido entre o rancho e o instinto de defesa, entre a família que tenta preservar e os fantasmas que insistem em retornar.

Reencontros, novos rostos e histórias que se entrelaçam

O elenco da série equilibra o afeto do público com a empolgação do novo. Velhos conhecidos retornam para reforçar o vínculo emocional com a franquia: Gil Birmingham (de Crepúsculo, Wind River e A Chegada) revive o imponente Thomas Rainwater, líder cuja força política e espiritual segue sendo um pilar da trama; Mo Brings Plenty (conhecido por trabalhos em The Revenant e Hell on Wheels) retorna como Mo, presença silenciosa, firme e essencial ao lado de Rainwater; e Brecken Merrill (que também participou de This Is Us) volta, agora mais maduro, como Tate Dutton, preservando o núcleo sensível que sempre conectou Kayce ao lado mais humano da família.

Ao mesmo tempo, a série apresenta novos rostos que prometem sacudir o equilíbrio desse universo já complexo: Arielle Kebbel (O Segredo da Cabana, The Vampire Diaries, Lincoln Rhyme) surge como Bela; Ash Santos (American Horror Story, Raven’s Home) interpreta Andrea; Tatanka Means (Killers of the Flower Moon, The Son) entra no elenco em papel mantido sob sigilo; e Logan Marshall-Green (Upgrade, Prometheus, The Invitation) assume o papel de Pete Calvin.

A primeira estreia da franquia na TV aberta — e por que isso importa

Marcar a estreia para o domingo, às 20h, em plena programação da CBS, não é um gesto qualquer. É uma declaração. A emissora coloca o spin-off em um dos horários mais competitivos e prestigiados da televisão norte-americana.

É, também, um reconhecimento da força popular de Yellowstone — uma franquia que já se provou capaz de dialogar com diferentes públicos, idades e regiões. Do público urbano ao rural, do assinante de streaming ao espectador tradicional da TV, a narrativa criada por Sheridan conseguiu atravessar fronteiras culturais sem perder o DNA.

E agora, ao chegar na TV aberta, Marshals pode transformar o que antes era um sucesso massivo em um fenômeno cultural ainda maior.

No Brasil, o Paramount+ será o responsável por levar essa história ao público. Com a base de fãs crescente e a força internacional da franquia, a expectativa é que a série se torne rapidamente uma das mais assistidas do catálogo.

Uma nova fase para o universo Yellowstone

A franquia Yellowstone já provou que sabe contar histórias sobre poder, território, herança e perda. Também já provou que suas narrativas conversam com o presente sem abandonar a estética do velho oeste.

Com Marshals, o que se vê é a construção de uma ponte entre passado e futuro: o velho espírito Dutton continua vivo, mas agora dividido com o peso e o rigor da lei federal. É como se Kayce fosse obrigado a enfrentar não apenas inimigos, mas versões diferentes de si mesmo — o soldado, o fazendeiro, o pai e o homem que luta para encontrar um lugar no mundo.

E é justamente essa tensão humana que deve mover a série.

O público não volta a este universo apenas por tiros, perseguições ou paisagens de tirar o fôlego. Volta porque os personagens carregam dores reais, vínculos complexos e escolhas impossíveis. Volta porque, em cada trama, há sempre algo profundamente humano — algo que diz respeito a pertencimento, a legado, a proteção.

Crítica – O Sobrevivente é uma distopia explosiva e incrivelmente relevante

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Foto: Reprodução/ Internet

Adaptando o romance homônimo de Stephen King, Edgar Wright reconstrói O Sobrevivente com a seriedade que a história pede, sem jamais abandonar seu estilo autoral inconfundível. O humor afiado, o dinamismo narrativo e a pitada de excentricidade continuam presentes, mas agora combinados a uma ambição dramática mais madura. Desde os primeiros minutos, Wright nos conduz com precisão a um futuro distópico em que os Estados Unidos se tornaram um estado autoritário guiado por conglomerados midiáticos, enquanto uma população empobrecida e desassistida é mantida sob controle através de reality shows brutais transformados em espetáculo nacional.

É nesse cenário sufocante que surge Ben Richards, um homem comum obrigado a participar de um desses programas mortais para conseguir dinheiro e tentar salvar a filha gravemente doente. Embora o enredo pudesse facilmente se limitar à jornada de um herói injustiçado, Wright transforma Richards em um reflexo das falhas estruturais daquele mundo — e, inevitavelmente, do nosso.

Mais do que ação: Uma crítica contundente ao entretenimento manipulador

O Sobrevivente não se contenta em ser um filme de ação estiloso. Wright constrói uma obra inquieta e provocativa, que utiliza o espetáculo para falar justamente sobre o próprio espetáculo. A crítica à desigualdade, ao controle político e à espetacularização da violência é ácida e precisa. O show business é apresentado como um mecanismo fraudulento, inteiramente premeditado, feito para distrair, manipular e anestesiar.

O público dentro do filme exige mais sangue e violência sem perceber que nada é espontâneo: cada movimento é roteirizado, cada morte é planejada e cada emoção é cuidadosamente orquestrada pelos produtores. Uma das decisões mais inteligentes da direção é deslocar parte da ação para ambientes abertos, onde qualquer pessoa pode se tornar “caçador” em troca de uma recompensa ilusória. Esse elemento transforma cidadãos comuns em participantes voluntários de um jogo brutal, gerando um clamor coletivo perturbador: “Caçem-no!”.

Edgar Wright em seu auge: ritmo, estilo e substância

É verdade que o longa leva um pouco de tempo para engrenar — característica frequente em filmes do diretor, que prefere construir terreno, aprofundar personagens e preparar emocionalmente o espectador. No entanto, quando a narrativa dispara, ela simplesmente não desacelera. O ritmo se torna eletrizante, com cenas de ação coreografadas com precisão, humor pontual e momentos de quietude reflexiva que enriquecem a trajetória do protagonista.

A direção é um espetáculo à parte. Wright imprime energia, inventividade e fluidez a cada sequência. A fotografia explora com intensidade o contraste entre o brilho artificial da TV e a decadência real das ruas. A montagem, veloz e calculada, dita o pulso emocional da narrativa. E a trilha sonora — sempre um ponto alto na filmografia do diretor — surge novamente como elemento essencial, com canções escolhidas a dedo que ampliam tensões, ironias e significados.

Um elenco em perfeita sintonia

Glenn Powell entrega uma das melhores atuações de sua carreira, equilibrando força física e vulnerabilidade emocional para construir um Ben Richards sólido, carismático e profundamente humano. Ele se transforma em um herói improvável que conquista o público pela sinceridade e pela resistência moral.

Josh Brolin se destaca como o produtor cruel e estrategista do programa, exibindo uma combinação assustadora de charme e frieza corporativa. Colman Domingo, sempre magnético, brilha como o apresentador manipulador, elevando ainda mais o impacto das cenas televisivas. Já Michael Cera e Emilia Jones formam uma dupla improvável, sensível e carismática, trazendo humanidade para dentro de um mundo dominado pelo absurdo.

Uma reinvenção audaciosa e necessária

Ao final, o longa-metragem se revela mais do que uma simples reinterpretação do romance de Stephen King. É uma atualização ousada, inteligente e profundamente conectada ao nosso tempo. Wright entrega um filme que satiriza o consumo de violência como entretenimento, denuncia a manipulação midiática e expõe o vazio moral de uma sociedade condicionada a transformar sofrimento em espetáculo.

Ao mesmo tempo, oferece uma aventura vibrante, tecnicamente impecável e conduzida por personagens que lutam contra um sistema esmagador. O Sobrevivente é um filme que reafirma Edgar Wright como um dos cineastas mais inventivos da atualidade — e confirma que, quando distopia, crítica social e estética autoral se encontram, o resultado pode ser explosivo, envolvente e surpreendentemente revelador.

Disney divulga nova prévia de Percy Jackson e os Olimpianos focada em Percy; Segunda temporada estreia em dezembro

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Foto: Reprodução/ Internet

A Disney divulgou ontem, sexta-feira (21), uma nova prévia de Percy Jackson e os Olimpianos, reforçando a expectativa para a estreia da segunda temporada da série, marcada para 10 de dezembro no Disney+. O material foca exclusivamente em Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, e destaca momentos que evidenciam a evolução emocional e heroica do personagem.

A divulgação faz parte de uma estratégia mais ampla do estúdio, que, ao longo da semana, lançou vídeos individuais de outros personagens, incluindo Annabeth (Leah Sava Jeffries) e Grover (Aryan Simhadri). Agora, ao centrar a atenção em Percy, a campanha retoma o elemento mais essencial da saga: a jornada pessoal de um garoto que descobre ser um semideus enquanto tenta, ao mesmo tempo, continuar sendo apenas um adolescente tentando se encontrar no mundo.

Com a estreia cada vez mais perto, a nova prévia reforça a atmosfera de amadurecimento do protagonista, que encara desafios maiores, responsabilidades inevitáveis e um destino que o empurra constantemente à linha de frente. Desde o primeiro enquadramento até as cenas de ação mais intensas, o vídeo reafirma que a segunda temporada será marcada por conflitos internos tão importantes quanto as ameaças externas.

Um retorno que carrega peso emocional

Percy Jackson e os Olimpianos estreou originalmente em 19 de dezembro de 2023, adaptando fielmente O Ladrão de Raios, o primeiro livro da saga de Rick Riordan. A primeira temporada conquistou fãs e crítica por se manter próxima ao material original, oferecendo um olhar contemporâneo sem abandonar a essência que tornou os livros fenômenos mundiais.

A recepção positiva não foi apenas emocional: a série foi elogiada pela consistência visual, pelo ritmo narrativo e pelo elenco infantojuvenil que demonstrou maturidade e sensibilidade. Walker Scobell, em especial, chamou atenção pela forma como equilibrou vulnerabilidade e humor, dois pilares fundamentais do personagem Percy.

Esse impacto inicial foi reforçado pelo desempenho expressivo dos dois primeiros episódios, que somaram 13,3 milhões de visualizações nos primeiros seis dias de disponibilidade no Disney+ e Hulu, um número significativo que consolidou o interesse pela adaptação.

A temporada chegou a ser reconhecida pela crítica especializada e rendeu à produção 16 indicações ao Children’s & Family Emmy®, em dezembro de 2024, incluindo melhor série infantojuvenil. Para os fãs, esse reconhecimento foi a confirmação de que a franquia finalmente havia encontrado um formato digno de sua mitologia.

A nova fase da história

Com a renovação oficial anunciada em 7 de fevereiro de 2024, a segunda temporada adaptará o livro O Mar de Monstros, um dos capítulos mais importantes da jornada de Percy. A história aprofunda vínculos afetivos, amplia o universo da série e introduz personagens essenciais para o futuro da saga.

Entre eles, está Tyson, interpretado por Daniel Diemer, o ciclope que redefine completamente a forma como Percy enxerga família e pertencimento. A presença do personagem no material de divulgação já indica que sua relação com o protagonista será um eixo emocional da temporada.

Também se junta ao elenco Tamara Smart como Thalia, filha de Zeus, cuja chegada transforma a dinâmica interna do Acampamento Meio-Sangue e reabre discussões sobre destino, lealdade e poder, elementos centrais da mitologia construída por Riordan.

A temporada começa com o Acampamento Meio-Sangue sob ameaça. As barreiras que protegem o local enfraquecem, monstros se aproximam com mais frequência e uma sensação crescente de perigo paira sobre todos. Para restabelecer a segurança, Percy e Annabeth iniciam uma jornada em busca do Velocino de Ouro, artefato capaz de restaurar as proteções e (ao mesmo tempo) salvar a vida de Grover, que se encontra em uma situação de risco.

A nova prévia mostra breves instantes dessa missão, sem entregar detalhes cruciais, mas deixando evidente que o formato visual será ainda mais ambicioso que o da primeira temporada. Entre mares revoltos, ambientes míticos e batalhas coreografadas, a sensação é de que a série se prepara para entregar sua temporada mais ousada até agora.

Percy no centro da narrativa

Ao focar exclusivamente em Percy, o vídeo divulgado pela Disney deixa clara uma mudança de tom. Se no primeiro ano ele estava descobrindo o mundo e tentando sobreviver a ele, agora enfrenta o peso da responsabilidade. Percy já não é mais apenas o garoto que se surpreende com a própria herança divina, ele é alguém que começa a compreender o impacto de cada escolha que faz.

O teaser enfatiza essa transformação: vemos Percy em conflito com seus próprios medos, questionando sua identidade, reagindo de forma mais madura às provocações do destino. O olhar de Walker Scobell, mais firme e mais reflexivo, sugere uma interpretação que acompanha o crescimento natural do personagem sem perder a leveza que sempre o acompanhou.

Essa abordagem é coerente com o livro O Mar de Monstros, onde a narrativa se aprofunda emocionalmente. Na obra, Percy se vê diante de questões relacionadas à confiança, à amizade e à ideia de família — temas universais que, abordados em um contexto fantástico, ganham ainda mais impacto.

Ao que tudo indica, a série seguirá esse mesmo caminho: aventuras épicas convivendo com dilemas íntimos, monstros dividindo espaço com conflitos pessoais e um herói que cresce não apenas na força, mas na sensibilidade.

A aposta continua sendo a fidelidade

Um dos trunfos da série desde sua estreia é justamente sua fidelidade aos livros. A presença direta de Rick Riordan na produção garantiu que as decisões criativas respeitassem a estrutura narrativa e o espírito da saga. Nada disso parece ter mudado.

A nova prévia reforça essa sensação ao incluir elementos visuais e frases que os leitores imediatamente reconhecem. Ao mesmo tempo, a série encontra espaço para modernizar o universo sem transformá-lo em algo irreconhecível. A estética continua colorida, viva e mística, mas amadurecida, acompanhando o próprio crescimento dos personagens.

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