“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” ganha copo e balde colecionáveis exclusivos na Cinesystem – leve para casa os heróis da Marvel

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O Universo Cinematográfico Marvel está prestes a dar um novo salto — ou melhor, um “primeiro passo” — com a aguardada estreia de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, e a Cinesystem resolveu tornar essa experiência ainda mais especial. A partir desta quinta-feira (24), os fãs que forem ao cinema não sairão apenas com memórias da telona: poderão levar para casa itens colecionáveis exclusivos, que celebram o retorno da equipe mais icônica da Marvel aos holofotes.

Em uma iniciativa que une nostalgia, design e emoção, o copo e balde personalizados inspirados nos heróis ganharam destaque entre os lançamentos mais desejados do circuito cinematográfico. E não é difícil entender o porquê. Em um universo repleto de superpoderes, viagens cósmicas e lutas contra seres intergalácticos, levar um pedacinho disso para casa é como prolongar a magia por mais alguns capítulos.

Superpoder na pipoca e estilo na bebida

Os produtos fazem parte de um combo especial disponível nas bombonieres da rede Cinesystem. Ao adquirir sua pipoca e refrigerante, o cliente pode incluir um copo de 700ml estilizado com arte exclusiva do filme — que já virou objeto de desejo entre fãs e colecionadores. Cada peça foi desenvolvida para destacar os quatro protagonistas: o Sr. Fantástico, a Mulher Invisível, o Tocha Humana e o Coisa, todos com visual retrô-futurista alinhado ao tom artístico do longa.

Marvel resgata a alma do Quarteto

O lançamento dos colecionáveis acontece em um momento simbólico para os fãs do gênero: Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não é apenas mais um capítulo do MCU, mas um verdadeiro recomeço. Após tentativas anteriores consideradas frustradas, a Marvel Studios decidiu reimaginar a equipe sob uma nova perspectiva — inspirada nos quadrinhos clássicos dos anos 1960, com uma roupagem elegante, moderna e afetuosa.

Sob direção de Matt Shakman (WandaVision), o filme traz Pedro Pascal como Reed Richards, Vanessa Kirby como Sue Storm, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm e Joseph Quinn como Johnny Storm. O elenco ainda conta com Julia Garner, Paul Walter Hauser, Ralph Ineson e Natasha Lyonne. A ameaça da vez é cósmica: Galactus e sua enigmática arauta, a Surfista Prateada, desafiarão os heróis a proteger seu mundo retro-futurista da destruição total.

Uma experiência que começa antes do filme

Para muitos fãs, ir ao cinema ver um filme da Marvel não é apenas assistir a uma história — é participar de um ritual. Desde a escolha do assento até o combo na bomboniere, tudo faz parte da experiência. E é aí que os itens colecionáveis se tornam protagonistas invisíveis: são brindes que carregam memórias e reforçam laços emocionais com os personagens.

O designer gráfico Diego Albuquerque, fã de quadrinhos desde os anos 90, já confirmou presença na pré-estreia e quer garantir seu copo. “Já colecionei de tudo um pouco, mas os copos de cinema têm um valor afetivo diferente. Eles marcam a estreia, o momento com os amigos, aquela cena incrível. Ter o copo é como guardar um pedacinho disso tudo.”

Uma homenagem visual ao espírito da equipe

Com identidade visual vibrante, os copos e baldes dialogam com o tom do novo filme: retrô, colorido, aventuresco. A arte promocional aposta em linhas limpas, cores primárias e texturas que remetem ao universo das HQs da Era de Prata da Marvel, onde o Quarteto nasceu — e brilhou por décadas.

O resultado é um produto que vai além do marketing: trata-se de uma homenagem à importância simbólica do grupo para a cultura pop. Afinal, o Quarteto Fantástico foi a primeira grande equipe criada por Stan Lee e Jack Kirby, responsável por inaugurar o universo compartilhado da Marvel nos quadrinhos — um legado que o cinema agora tenta honrar com respeito e inovação.

Atenção aos detalhes: disponibilidade e valores

Os itens são limitados e estarão disponíveis enquanto durarem os estoques em todas as unidades da Cinesystem. Os valores e configurações dos combos podem variar de acordo com a localização, por isso a recomendação é consultar diretamente a bilheteria ou o site oficial da rede.

Enaldinho estreia “A Origem de Happy/Angry” em Recife com espetáculo inédito e interativo

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Talvez você conheça o Enaldinho das trollagens mirabolantes, dos vídeos cheios de energia no YouTube ou dos desafios que fazem a criançada grudar na tela como se fosse mágica. Mas agora, imagine o mesmo Enaldinho subindo ao palco, olhos nos olhos com o público, coração na mão e uma história para contar — uma história que, no fundo, é sobre todos nós.

É exatamente isso que acontece em “A Origem de Happy/Angry”, o espetáculo que chega a Recife no dia 27 de julho, no Classic Hall, às 17h30min. Uma peça que mistura teatro, música, ação, humor, tecnologia e emoção verdadeira — e que já está emocionando plateias por onde passa.

Uma peça que começa no coração

“A Origem de Happy/Angry” nasceu de uma vontade simples, mas poderosa: transformar dor em diálogo. Transformar aquilo que machuca em algo que cura. O próprio Enaldinho, em entrevistas, fala com sinceridade sobre os anos difíceis da escola, sobre as piadinhas cruéis, as exclusões, o sentimento de inadequação que o acompanhava como uma sombra.

E é dessa sombra que surge Angry, o vilão da história. Não aquele vilão de capa preta e gargalhada maligna, mas aquele que mora dentro da gente quando a vida machuca. Angry é o medo. É a insegurança. É a raiva que a gente não sabe onde colocar.

Do outro lado, está Happy, o menino que sonha em ser youtuber, que acredita no impossível e que, mesmo caindo, levanta. Mesmo chorando, sorri. Mesmo sendo ridicularizado, insiste em ser ele mesmo.

E aí, a mágica acontece. Porque de repente o palco deixa de ser palco, e vira espelho. A plateia deixa de ser plateia, e vira personagem.

Bullying: o que não se vê também machuca

A peça não finge que o bullying é coisa boba. Não o transforma em piada. Ao contrário: trata o tema com a delicadeza de quem já foi ferido por ele, mas com a coragem de quem escolheu não se calar.

Os vilões da escola — Rei, Vini, Larissa, Nicolas e Jessi — não são apenas “maus”. São complexos, são jovens também perdidos em suas próprias dores, muitas vezes repetindo padrões. Isso é outro acerto do espetáculo: ele não aponta dedos, mas constrói pontes.

E nessa travessia, crianças e adolescentes percebem que não estão sozinhos. Pais enxergam melhor o mundo interior de seus filhos. Professores entendem que, muitas vezes, o silêncio de um aluno é um pedido de ajuda disfarçado.

Emoção, cor, música e… um pouquinho de mágica

Visualmente, o espetáculo é um deleite. Painéis de LED gigantes, efeitos especiais, músicas originais, coreografias vibrantes e um ritmo ágil que prende até o público mais inquieto. É teatro para o século XXI, pensado para uma geração acostumada a estímulos constantes, mas que também precisa — e deseja — conteúdo com alma.

Os pequenos se encantam com as cores, os adolescentes com os conflitos, os adultos com as mensagens profundas escondidas nos detalhes. O resultado é um raro fenômeno: uma peça que fala com todos, sem ser genérica.

E quando a luz baixa, e Happy encara Angry numa cena tensa, de arrepiar, o silêncio da plateia diz tudo. Todo mundo já teve seu próprio Angry. Todo mundo já quis, ao menos uma vez, sumir. Todo mundo já lutou contra aquela voz que diz: “você não é bom o bastante”.

Mas a peça, como a vida, mostra que essa voz pode ser calada — com amor, com empatia e, principalmente, com coragem.

Enaldinho: mais que ídolo, referência emocional

Enaldinho poderia seguir fazendo vídeos e acumulando views. Já tem milhões de seguidores, uma legião de fãs fiéis e uma carreira consolidada. Mas ele escolheu algo diferente. Escolheu usar sua visibilidade para abrir portas, criar conversas, provocar emoções verdadeiras.

Não é à toa que, ao final da peça, muitos pais se aproximam emocionados. Não é só sobre seus filhos. É sobre eles também. Sobre o que passaram. Sobre o que não souberam lidar. Sobre o que nunca disseram — e agora veem sendo dito em cena.

É um fenômeno raro: um youtuber que virou porta-voz de sentimentos reais, que faz sucesso sem apelar, que diverte sem diminuir, que ensina sem parecer professor.

Recife como palco de encontros e reencontros

A vinda do espetáculo a Recife é especial por si só. A cidade é conhecida por seu calor — e não falo do clima. Falo do jeito como o público abraça quem sobe ao palco, do entusiasmo contagiante, da entrega nas palmas, nos risos e nas lágrimas.

O Classic Hall, com sua estrutura impecável e capacidade para milhares de pessoas, vai receber esse encontro como merece: com som de qualidade, visibilidade perfeita e toda a estrutura para que famílias vivam uma tarde inesquecível.

E, talvez, mais do que uma apresentação, esse seja um reencontro consigo mesmo. Com o sonho que ficou esquecido. Com a dor que nunca foi nomeada. Com a criança interior que ainda mora dentro de cada adulto.

O espetáculo não termina no palco

“A Origem de Happy/Angry” é só o começo. O personagem Angry continuará suas aventuras no canal de Enaldinho, ganhando novos contornos, histórias e significados. A proposta é expandir esse universo e seguir dialogando com o público de forma contínua.

Mas quem vê ao vivo, vê primeiro. E vê diferente. Sente diferente. Porque estar ali, no teatro, é viver uma experiência imersiva, coletiva, cheia de verdade.

Lendas do Motocross estreia no YouTube e transforma trilhas em documentário

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Nem toda lenda nasce sob holofotes. Algumas ganham forma em trilhas de barro, no ronco alto dos motores, no suor de uma largada apertada ou na vibração de uma arquibancada improvisada. No Brasil, o motocross sempre foi mais do que um esporte: foi resistência. E é justamente esse espírito que “Lendas do Motocross Brasileiro” tenta — e consegue — capturar com sensibilidade e verdade.

Lançada originalmente no canal Bandsports e agora disponível também no YouTube, Amazon Prime Video, Apple TV e Box Brazil Play, a série documental vai além do factual. Ela escuta memórias, revisita feridas e celebra feitos com a intimidade de quem viveu cada salto e cada queda.

Produzida pelas inquietas mãos da Café Preto Filmes e da BRMX Filmes, com o apoio essencial da Yamaha Motor do Brasil via Lei do Audiovisual, a série não se contenta em ser um acervo histórico. Ela é um convite a olhar para o motocross brasileiro como ele realmente é: uma construção coletiva, forjada em paixão e superação.

“Era mais que correr. Era sobreviver. Era sonhar.”

Essa frase, dita com voz embargada por Milton “Chumbinho” Becker, ícone do motocross nacional, talvez resuma o que a série quer dizer. E faz isso com um formato enxuto, mas potente: são episódios que costuram depoimentos, imagens de arquivo, registros raros e cenas emocionantes de campeonatos que ajudaram a moldar a identidade do motocross no Brasil entre as décadas de 1970, 1980 e 1990.

Na tela, revemos os primeiros campeonatos, muitas vezes bancados do próprio bolso pelos pilotos. O esporte, ainda sem estrutura, se fazia com improviso e coração. É nesse contexto que surgem nomes como Nivanor Bernardi, Roberto Boettcher, Moronguinho, Paraguaio, Rodney Smith, Jorge Negretti, Cassio Garcia, Eduardo Saçaki e tantos outros que hoje ganham, finalmente, o espaço e o reconhecimento que merecem.

Cada depoimento é uma curva fechada de emoção. Um reencontro com a própria juventude, com os amigos que ficaram pelo caminho, com as motos que fizeram parte de uma época em que tudo parecia mais difícil — mas também mais vivo.

Entre quedas e retomadas: o motocross como reflexo do Brasil

A narrativa da série acompanha os altos e baixos do motocross com a mesma honestidade com que um piloto encara uma pista desconhecida. A primeira temporada termina no início dos anos 2000, deixando um rastro de admiração por aqueles que, mesmo sem visibilidade, transformaram suas vidas em trajetória.

Mas não para por aí.

A segunda temporada, que estreia em 15 de setembro no Bandsports, dá continuidade à história — desta vez, entrando nos anos da crise e da retomada. Serão sete episódios inéditos que mergulham nos desafios enfrentados com a queda de patrocinadores, o enfraquecimento de calendários nacionais e o surgimento de movimentos como o Supercross, que trouxeram novo fôlego ao esporte.

Nesta fase, surgem novos rostos, novas vozes, novos desafios. Pilotos como Balbi Junior, Massoud Nassar, Cristiano Lopes, Nuno Narezzi, Rogério Nogueira, Paulinho Stedile, Rafael Ramos, Ratinho Lima, Wellington Garcia, Leandro Silva e Wellington Valadares compartilham suas versões da história — e mostram como o motocross seguiu pulsando, mesmo quando parecia estar por um fio.

Yamaha e o papel das marcas que acreditam

Não é possível falar do motocross brasileiro sem citar a Yamaha. E a série, com justiça, dedica espaço para mostrar como a montadora foi fundamental não só em termos de fornecimento de equipamentos e patrocínios, mas na formação de uma cultura esportiva genuína.

O apoio da Yamaha ao projeto, via Lei do Audiovisual, é mais do que um investimento em memória. É um gesto de valorização daquilo que o mercado muitas vezes esquece: as raízes. “Sem esse tipo de incentivo, muitas dessas histórias se perderiam no tempo”, destaca um dos diretores da série.

Um documento vivo — e necessário

Mais do que um documentário, “Lendas do Motocross Brasileiro” é um documento emocional. É um resgate que emociona tanto quanto informa. É uma oportunidade para novas gerações conhecerem quem veio antes, e para os veteranos verem que sua história não ficou no retrovisor.

A linguagem da série é direta, mas sensível. A estética é simples, mas eficiente. Os sons das motos misturam-se aos silêncios pesados das lembranças. O riso fácil da amizade contrasta com os olhos marejados das saudades. E é essa humanidade que torna a série tão especial.

Prequela de Outlander, Blood of My Blood chega ao Disney+ e promete emocionar fãs no Brasil

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Quando Claire Beauchamp atravessou as pedras pela primeira vez e encontrou Jamie Fraser nas Highlands escocesas, algo se acendeu não apenas na ficção, mas no coração de milhões de espectadores ao redor do mundo. Foi ali que nasceu Outlander, uma saga que uniu paixão, história, fé e resistência numa narrativa que viaja no tempo — e, mais do que isso, atravessa gerações. Agora, esse universo ganha um novo e promissor capítulo com Outlander: Blood of My Blood, prequela que promete contar não apenas o que veio antes, mas por que tudo aconteceu como aconteceu.

E a boa notícia é que os brasileiros não vão ficar de fora. A série será lançada oficialmente no Disney+, conforme acordos internacionais de distribuição firmados pela Sony Pictures Television. Ainda sem data confirmada por aqui, a estreia nos Estados Unidos já tem dia marcado: 8 de agosto. Por enquanto, fãs brasileiros se equilibram entre ansiedade e expectativa.

Mas o que exatamente podemos esperar dessa nova história que olha para o passado com o mesmo cuidado com que a série original nos fez sonhar com o futuro?

Antes de Claire. Antes de Jamie. Existiam Ellen e Brian. Julia e Henry.

A premissa de Blood of My Blood é tão simples quanto poderosa: contar as histórias de amor que antecederam Claire e Jamie. Voltar no tempo para entender quem eram os pais deles, como viveram, o que amaram, do que fugiram e como tudo isso moldou os protagonistas que conhecemos tão bem.

Na Escócia do século XVIII, conheceremos Ellen MacKenzie (vivida por Harriet Slater) e Brian Fraser (interpretado por Jamie Roy), pais de Jamie. Um casal forjado em meio a clãs, tradições e conflitos internos, que desafiou costumes rígidos para construir sua história. Ellen não é apenas uma jovem apaixonada — ela é uma mulher que ousa sonhar por si mesma, ainda que isso custe alianças políticas e a paz entre famílias poderosas. Brian, por sua vez, vive entre o desejo de honrar seu sangue e a vontade de viver um amor sincero.

Na outra ponta do tempo, durante a Primeira Guerra Mundial, encontraremos Julia Moriston (Hermione Corfield) e Henry Beauchamp (Jeremy Irvine), pais de Claire. Ela, uma funcionária no Departamento de Guerra; ele, um soldado em meio ao inferno das trincheiras. A série promete tratar esse amor com a mesma delicadeza e dor com que a guerra tratava a juventude daquele tempo: com intensidade, perda e escolhas difíceis.

É sobre isso que Blood of My Blood se debruça — sobre como dois casais muito diferentes, em épocas distintas, construíram os alicerces emocionais de uma das histórias de amor mais intensas da TV contemporânea.

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Novos rostos, velhas dores

Uma das grandes surpresas da prequela é seu elenco. Enquanto Caitriona Balfe e Sam Heughan ainda pairam como sombra brilhante sobre a série original, os intérpretes de Blood of My Blood chegam com a missão — e o privilégio — de criar algo novo, mesmo dentro de um universo já tão amado.

Harriet Slater, que vive Ellen, tem a chance de explorar uma personagem que mistura coragem e doçura, uma figura materna que já nasce marcante. Jamie Roy encara o desafio de ser Fraser — nome de peso — e trazer camadas de humanidade ao pai de um dos maiores heróis da televisão.

No arco da Primeira Guerra, Hermione Corfield e Jeremy Irvine têm a missão delicada de viver personagens que talvez sejam mais misteriosos para o público. Afinal, os pais de Claire sempre foram figuras quase ausentes na série original, pouco retratados, mas agora ganham luz, textura, profundidade.

E ainda temos nomes veteranos e familiares ao universo Outlander, como Tony Curran (o temido Lorde Lovat), Rory Alexander (vivendo Murtagh na juventude) e Peter Mullan (como o Laird Jacob MacKenzie). Personagens que ajudarão a preencher não só lacunas narrativas, mas emocionais — um exercício de arqueologia afetiva que deve encantar os fãs.

Sangue, terra, honra e tempo

Há algo quase poético na escolha do título Blood of My Blood (“Sangue do meu sangue”). Em Outlander, essa expressão é parte de um voto profundo entre Claire e Jamie. Aqui, ela ganha novo significado, literal e simbólico. Estamos prestes a conhecer o sangue que correu antes do voto. As decisões que abriram caminhos. As feridas que viraram herança emocional.

A série mantém a tradição de ambientar as histórias em paisagens que são, por si só, personagens vivos. As terras escocesas voltam a ganhar destaque com suas paisagens melancólicas, seus castelos cheios de segredos e a névoa quase mística que acompanha os dilemas humanos dos MacKenzie e Fraser. Já na Inglaterra da guerra, o cinza das fábricas, a pressa das mensagens codificadas, o cheiro de pólvora e a solidão dos corredores hospitalares darão vida ao mundo de Julia e Henry.

É através desse contraste entre campo e cidade, clã e exército, espada e telegrama, que a série constrói sua tensão central: o que há de comum no amor entre duas pessoas quando tudo em volta diz que não vai dar certo?

Os fãs: entre nostalgia e expectativa

É impossível falar dessa prequela sem considerar o peso emocional que ela carrega para quem acompanhou Outlander desde o início. Há quem esteja com o coração aberto, pronto para reencontrar os nomes e clãs que tanto amou. Há também quem tema perder a magia do casal central, substituído por dois novos pares. É um equilíbrio difícil.

Mas talvez a força de Blood of My Blood esteja justamente em sua proposta de não tentar ser a mesma coisa. A nova série quer caminhar com as próprias pernas — e por linhas do tempo bem diferentes. Ao evitar fórmulas repetidas e mergulhar fundo nas camadas dos personagens secundários, ela expande o universo Outlander sem depender exclusivamente de seus protagonistas originais.

E isso pode ser uma boa surpresa.

Uma nova casa digital

A chegada da série ao Disney+ marca também uma mudança estratégica no cenário de streaming. Ainda que Outlander esteja, no Brasil, atrelada a outros serviços, o lançamento da prequela pelo Disney+ pode sinalizar uma reconfiguração futura do catálogo. Talvez estejamos diante do início de uma centralização — e da chance de maratonar a saga completa, incluindo prequelas e, quem sabe, novos spin-offs.

“Max Oliver: O Protetor da Galáxia” apresenta um herói adolescente em meio a multiversos, desigualdade social e os dilemas da juventude

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Entre universos paralelos, guerras cósmicas e um adolescente em formação, a literatura nacional ganha um novo representante da ficção científica voltada ao público jovem: Max Oliver: o Protetor da Galáxia. Escrito por Jonatas Aragão, o livro narra a jornada de um adolescente humilde que se vê, de forma inesperada, no centro de uma batalha interdimensional com consequências catastróficas. Mas, mais do que uma aventura espacial, a obra se propõe a discutir identidade, amadurecimento, desigualdade social e a busca por pertencimento em um mundo onde tudo parece estar fora do controle.

Inspirado em clássicos dos anos 1990 e 2000, como X-Men: Evolution, Ben 10, Batman do Futuro e Dragon Ball, o romance não esconde suas raízes nostálgicas, mas também não se limita a elas. Ao contrário: mistura ação, tecnologia, inteligência artificial e drama humano numa história que dialoga com questões contemporâneas — especialmente com o público jovem brasileiro.

A origem de um herói improvável

O protagonista, Max Oliver, é um adolescente comum. Vive em uma realidade marcada pela desigualdade social e pela invisibilidade, mas carrega dentro de si um sentimento que muitos jovens compartilham: o desejo de fazer a diferença. Essa aspiração ganha uma nova dimensão após o encontro com criaturas alienígenas e sua fusão com Megatriz, uma entidade de inteligência artificial com poderes metamórficos.

A partir desse momento, Max adquire habilidades sobre-humanas, como força, resistência e regeneração, e é convocado a impedir os planos de Táramos, um ditador intergaláctico disposto a conquistar todos os planetas e destruir a estrutura do multiverso para alcançar a Matrix da Criação — um artefato de energia vital capaz de reescrever as leis da existência.

O cenário é ambicioso, mas o foco está na jornada íntima do personagem. O autor utiliza a ficção científica como um recurso narrativo para tratar de questões muito humanas: responsabilidade, medo, sacrifício, empatia e transformação.

Uma narrativa de camadas e conexões emocionais

A história é dividida em momentos de ação e introspecção. Em trechos como o da página 58 — onde Max tenta controlar seu corpo possuído por Megatriz, enquanto o caos se espalha ao seu redor — é possível identificar o conflito simbólico entre razão e emoção, juventude e responsabilidade. É a representação literal de um corpo adolescente tentando se adaptar às mudanças repentinas, muitas vezes fora de seu controle.

O trecho evidencia a complexidade emocional da narrativa:

“Faltava pouco para o Titã de Pedra iniciar um terremoto capaz de destruir tudo ao seu redor, e Max pressionou Megatriz para ajudá-lo, sem se importar com o que poderia acontecer, pois estava determinado a proteger Sarah.”

Relações humanas em meio ao caos

Um dos pontos centrais da obra está nos vínculos afetivos que Max constrói ao longo da trama. Sarah Medellín Blake, por exemplo, é filha de uma das famílias mais ricas do mundo, e se conecta a Max por laços que desafiam não só as diferenças sociais, mas também os paradigmas de poder, afeto e pertencimento.

A personagem representa um contraponto importante: vinda de um universo privilegiado, ela se recusa a se acomodar. É através dela que o livro propõe discussões sobre empatia, privilégio e a construção de pontes entre realidades distintas.

Já Jonathan Christopher Blake, pai de Sarah, é um cientista brilhante marcado por erros do passado. Ele funciona como uma espécie de mentor às avessas, cuja história mostra os perigos da ciência usada sem ética e as consequências emocionais de escolhas mal calculadas. Sua presença adiciona um tom mais maduro à narrativa, sugerindo que o peso das decisões acompanha os personagens, independentemente da idade.

O multiverso como metáfora da juventude

A aposta de Aragão no conceito de multiverso não é apenas uma escolha estética ou de tendência do gênero. O multiverso, aqui, serve também como metáfora para os inúmeros caminhos que se apresentam na adolescência. Cada decisão de Max, cada dilema enfrentado, tem potencial de abrir novas realidades — assim como acontece na vida de qualquer jovem tentando encontrar seu lugar no mundo.

O recurso narrativo de viagens no tempo, realidades alternativas e colapsos dimensionais é bem utilizado para sustentar a ideia de que crescer é, muitas vezes, navegar por um caos que não se entende completamente — mas que precisa ser enfrentado com coragem.

Um retrato crítico da realidade através da ficção

Apesar de seu enredo fantástico, Max Oliver: o Protetor da Galáxia traz uma crítica contundente às desigualdades sociais. A ambientação de origem do personagem principal — em contraste com os cenários luxuosos de Sarah — explicita as barreiras sociais que ainda definem relações, oportunidades e afetos.

Aragão não faz disso uma simples oposição binária entre “rico e pobre”. Em vez disso, constrói um mosaico de experiências que mostram como a desigualdade atravessa emoções, vínculos e escolhas. A ficção científica, nesse contexto, torna-se uma ferramenta poderosa de crítica e reflexão.

Entre o épico e o emocional: para quem é esse livro?

O romance de Jonatas Aragão dialoga com diferentes públicos. Jovens leitores encontrarão uma história envolvente, acessível e cheia de reviravoltas. Já os adultos que cresceram imersos no universo geek poderão revisitar elementos nostálgicos com uma nova perspectiva — mais crítica, emocional e política.

Ao unir ação e sensibilidade, Aragão faz de Max Oliver uma obra híbrida: ao mesmo tempo escapista e profundamente conectada à realidade. A presença de personagens adolescentes com dilemas existenciais, relações construídas com base no afeto, e vilões que simbolizam sistemas de opressão transforma o livro em uma ferramenta de reflexão, mesmo para além de seu público-alvo.

Um passo para a valorização da ficção científica nacional

A publicação de Max Oliver: o Protetor da Galáxia também representa um movimento importante dentro da literatura nacional. A ficção científica, por muito tempo marginalizada ou considerada de nicho, tem ganhado espaço com autores brasileiros que se apropriam do gênero para contar histórias enraizadas em nossa realidade.

“Uma Batalha Após a Outra” | Paul Thomas Anderson e Leonardo DiCaprio entregam ação, sátira e estilo em novo épico pop

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Em tempos de grandes franquias, universos compartilhados e fórmulas repetidas, há algo quase reconfortante — e também provocador — em ver um cineasta como Paul Thomas Anderson lançar um filme que soa como uma viagem à contramão. “Uma Batalha Após a Outra” (One Battle After Another), que estreia nos cinemas no próximo dia 25 de setembro, parece brincar com o caos de uma América em transformação, colocando no centro da ação um improvável herói: um ex-hippie de meia-idade chamado Zoyd Wheeler, interpretado com vigor por Leonardo DiCaprio. As informações são do Omelete e AdoroCinema.

O longa, classificado como uma “comédia de ação”, é mais do que uma etiqueta de gênero. Ele transita entre sátira política, drama familiar e aventuras que beiram o absurdo — tudo isso embalado por uma estética visual ousada, filmada no clássico formato VistaVision, o mesmo usado recentemente em O Brutalista. É uma escolha que não apenas homenageia os filmes do passado, mas também reforça a grandiosidade de um projeto que, apesar do nome, é tão íntimo quanto épico.

Uma missão tão absurda quanto urgente

A história se passa em uma versão ficcional da Califórnia dos anos 1980, numa cidade costeira chamada Vineland. Zoyd Wheeler vive uma rotina peculiar: para manter um benefício do governo, ele precisa realizar um ato público de insanidade uma vez por ano. É exatamente esse começo inusitado que dá o tom de Uma Batalha Após a Outra. Um homem que se atira por uma vitrine apenas para agradar a burocracia já nos diz que estamos diante de algo fora do comum.

Mas o verdadeiro conflito começa quando Zoyd é procurado por um promotor misterioso que lhe propõe um acordo: ajudar a investigar um grupo de criminosos com conexões profundas no submundo local. Em troca, ele pode conseguir informações sobre o paradeiro de sua ex-companheira — e mãe de sua filha — desaparecida há mais de uma década. O dilema pessoal se transforma em uma jornada repleta de encontros improváveis, conspirações quase surreais e uma avalanche de críticas ao sistema político, jurídico e até cultural dos EUA.

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Leonardo DiCaprio em nova fase

Quem conhece a trajetória de Leonardo DiCaprio sabe o quanto ele escolhe seus projetos com cuidado. Depois de personagens densos como o de Não Olhe Para Cima e o agente infiltrado de Os Infiltrados, aqui ele se entrega a um tipo de papel que raramente assume: o do anti-herói caricato, vulnerável, quase cômico. Zoyd Wheeler é uma figura que poderia facilmente cair no estereótipo, mas nas mãos de DiCaprio ganha camadas emocionais inesperadas. É um homem que já esteve no centro de um movimento cultural (o hippismo) e agora sobrevive às margens, criando a filha sozinho, assistindo o mundo mudar à sua revelia.

DiCaprio, como de costume, se entrega com intensidade. Em uma das cenas do trailer recém-divulgado, seu personagem tenta escapar de uma emboscada em uma lavanderia, usando sabão em pó como distração. Em outra, tenta ensinar a filha a andar de skate enquanto discute política com um policial corrupto. São momentos que mesclam ação, comédia e uma pontada de melancolia, ingredientes típicos do cinema de Paul Thomas Anderson.

O toque autoral de Paul Thomas Anderson

Conhecido por filmes como Sangue Negro, O Mestre e Licorice Pizza, Paul Thomas Anderson já provou ser um dos cineastas mais inventivos da atualidade. Seus filmes têm um ritmo próprio, uma estética marcada e um olhar sempre curioso sobre as contradições humanas. Em Uma Batalha Após a Outra, ele revisita os anos 80 com uma lente crítica, mas também nostálgica. A trilha sonora carrega ecos de synthpop, o figurino mistura o desleixo dos hippies tardios com o brilho cafona da era Reagan, e a direção de fotografia — assinada por Robert Elswit — cria cenas que parecem tiradas de álbuns de família distorcidos por delírios ideológicos.

A escolha de adaptar o livro Vineland, de Thomas Pynchon, é também uma provocação. Pynchon é um autor notoriamente complexo, cujas obras raramente foram adaptadas para o cinema. Anderson já havia mergulhado nesse universo com Vício Inerente (2014), e volta agora com mais liberdade, mais humor e um senso de timing refinado. Ao contrário do clima mais sombrio e arrastado de seu filme anterior, aqui há ritmo, ação, piadas absurdas e até cenas que beiram o slapstick — tudo amarrado por diálogos afiados e uma estrutura narrativa engenhosa.

Destaques do elenco e da técnica

Além de DiCaprio, o filme conta com Teyana Taylor, que vive uma jornalista local envolvida em investigações paralelas, e Sean Penn, como o enigmático promotor que manipula Zoyd com promessas vazias e um carisma venenoso. O elenco ainda traz participações pontuais de nomes como Jesse Plemons, Maya Hawke e Benicio Del Toro — em papéis que, por enquanto, estão sendo mantidos em segredo.

Outro grande destaque é o uso do VistaVision, processo de filmagem com negativos em 35mm horizontalmente expostos, permitindo resolução altíssima e uma profundidade de campo impressionante. Essa escolha confere ao filme uma textura visual que remete aos clássicos de Hitchcock e aos épicos de David Lean, mas com uma pegada moderna e ousada. É cinema com C maiúsculo, mesmo quando está rindo de si mesmo.

Política, paternidade e paranoia

No fundo, Uma Batalha Após a Outra é um filme sobre como viver em meio à paranoia — e tentar manter alguma sanidade diante do absurdo. Zoyd Wheeler representa uma geração desiludida, que viu o idealismo dos anos 60 ruir diante da repressão, da ganância e da burocracia. Mas ele também é pai, e sua relação com Prairie — interpretada por uma jovem estreante ainda não anunciada — é o coração emocional do filme. Entre uma perseguição e outra, há espaço para conversas sobre abandono, perdão e sobre como se reinventar quando tudo parece perdido.

Anderson não tem pressa em resolver as tramas. Como em seus melhores trabalhos, ele prefere deixar os personagens respirarem, falharem, se contradizerem. O filme não oferece respostas fáceis, mas entrega momentos de beleza inesperada — como um jantar improvisado sob as estrelas, uma dança ao som de Prince ou uma fuga por entre árvores vermelhas de outono.

Um filme feito para ser visto no cinema

Em um momento em que muitos lançamentos importantes vão direto para o streaming, Uma Batalha Após a Outra faz questão de chegar primeiro às salas de cinema. Não apenas porque seu escopo visual merece a tela grande, mas também porque a experiência coletiva — rir, se surpreender e até se perder um pouco junto com a plateia — faz parte da proposta. É um filme que conversa com a história do cinema, com a cultura pop e com a bagunça política de qualquer época.

“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” conquista aprovação de 89% dos críticos no Rotten Tomatoes

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Nesta quinta-feira, os fãs brasileiros de super-heróis têm um encontro marcado com a icônica “Primeira Família” da Marvel. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos desembarca oficialmente nas telonas do país, antecedendo em apenas um dia o lançamento nos Estados Unidos, marcado para sexta-feira, 25 de julho de 2025. A estreia já vem acompanhada de uma expectativa imensa e de uma aprovação surpreendente: o site agregador Rotten Tomatoes revelou que 89% dos críticos que participaram das prévias oficiais consideram o filme uma produção positiva.

Um Recomeço para o Quarteto Fantástico

Desde sua criação, em 1961, pelo lendário quadrinista Stan Lee e pelo artista Jack Kirby, o Quarteto Fantástico se consolidou como um dos pilares do universo Marvel. Porém, apesar da popularidade nos quadrinhos, a trajetória da equipe nas telonas tem sido repleta de altos e baixos. Após um filme de 2015 que não atendeu às expectativas — tanto de público quanto da crítica —, o icônico grupo superou um período nebuloso e se prepara para brilhar novamente, desta vez sob a tutela da Marvel Studios e da Walt Disney Studios Motion Pictures.

Este novo longa é o 37º filme do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) e, segundo os responsáveis, marca o início de uma nova fase para o estúdio, chamada de Fase Seis. Com o subtítulo Primeiros Passos, o título já traz um sinal claro: não será um simples reboot, mas um novo capítulo, com uma visão renovada para Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm.

Uma Produção de Grandes Expectativas e Riqueza de Detalhes

Dirigido por Matt Shakman, conhecido pelo sucesso da minissérie WandaVision, o filme contou com um time robusto de roteiristas — Jeff Kaplan, Ian Springer, Josh Friedman, Cameron Squires, Eric Pearson e Peter Cameron — que trabalharam juntos para criar uma trama que foge da repetição. Shakman optou por uma narrativa que não reconta a origem do Quarteto, mas os mostra já estabelecidos, vivendo em um universo alternativo com um forte toque retro-futurista dos anos 1960.

A ambientação é um dos aspectos mais encantadores do filme. Inspirado no otimismo da Corrida Espacial e na imaginação de futuros espaciais da época, o cenário do filme remete a uma estética que mistura o clássico com o futurista, criando uma atmosfera visual única, que tem encantado até mesmo os especialistas em design de produção. Segundo o diretor, o público verá “parte do que conhecemos dos anos 60, mas também parte do que nunca vimos antes”.

Um Elenco de Estrelas para uma Família Icônica

O elenco principal é um dos grandes trunfos desta nova produção. Pedro Pascal — que vem conquistando audiências em séries como The Mandalorian — assume o papel do líder e cérebro do grupo, Reed Richards, também conhecido como Senhor Fantástico. Pascal descreveu seu personagem não apenas como um super-herói, mas como um brilhante cientista, uma mente inquieta que mais parece “o brilho de um polvo” quando em ação. Esta profundidade intelectual é o foco da construção do personagem, um reflexo do quanto o filme quer fugir de clichês e explorar a humanidade por trás dos poderes.

Vanessa Kirby interpreta Sue Storm, a Mulher Invisível, que nesta versão é mãe grávida, o que adiciona uma camada emocional poderosa à trama. Kirby enfatizou que sua personagem é “a pessoa mais emocionalmente inteligente” do planeta, e buscou trazer nuances que vão além do estereótipo da heroína maternal, incluindo referências a momentos sombrios e conflitantes da história em quadrinhos, onde Sue assume a persona “Malice”.

Joseph Quinn, conhecido por sua participação na série Game of Thrones, dá vida a Johnny Storm, o irreverente e carismático Tocha Humana. Ele traz uma nova dimensão ao personagem, deixando de lado o papel de mulherengo insensível das versões anteriores para apresentar um jovem mais consciente, embora ainda cheio de bravata e humor, equilíbrio perfeito para o tom do filme.

Já Ebon Moss-Bachrach interpreta Ben Grimm, o Coisa, com uma abordagem que mescla captura de movimento e CGI para dar vida ao personagem rochoso. Moss-Bachrach comentou sobre as semelhanças entre Ben e seu personagem em The Bear, ressaltando o forte senso de lealdade e moralidade do Coisa, que humaniza a criatura por trás da pedra.

O elenco conta ainda com Julia Garner como a enigmática Surfista Prateada, que traz uma presença misteriosa e elegante, e Ralph Ineson como o colossal Galactus, o ser cósmico devorador de planetas que traz uma ameaça palpável ao Quarteto.

Inovação Técnica e Narrativa: O Futuro do MCU

A Marvel Studios não poupou esforços para garantir um espetáculo visual e emocional. As filmagens aconteceram no renomado Pinewood Studios, em Londres, e em locações da Inglaterra e Espanha, com uma produção que buscou misturar tecnologia de ponta em efeitos visuais com cenários e adereços práticos, para dar mais vida e autenticidade ao universo dos heróis.

O design de produção teve como base referências como o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço e o trabalho do designer Syd Mead, criando um laboratório futurista que é ao mesmo tempo aconchegante e funcional. Os trajes da equipe trazem uma mistura de azul-claro e branco, inspirados em versões clássicas dos quadrinhos dos anos 80, mas com uma pegada moderna e elegante.

Além disso, a trilha sonora, assinada por Michael Giacchino, já vem conquistando fãs com seu tom otimista e heroico, combinando com a proposta de “primeiros passos” e descobertas que o filme propõe.

A Complexa Jornada da Produção: Entre Greves e Escolhas de Elenco

O caminho para este filme não foi simples. O projeto passou por diversas fases, começando quando a 20th Century Fox tentava reviver a franquia após o fracasso de 2015. Com a aquisição da Fox pela Disney em 2019, o controle do Quarteto Fantástico passou para a Marvel Studios, que decidiu recomeçar do zero.

Vários diretores estiveram envolvidos na negociação, até que Matt Shakman assumiu o comando em 2022. O processo de escolha do elenco foi delicado e cuidadoso, enfrentando greves trabalhistas e recusas de atores como Adam Driver e Emma Stone, que estavam entre os cotados para Reed e Sue.

A Marvel Studios também buscou diversidade e autenticidade, especialmente no papel de Ben Grimm, que na nova versão é interpretado por um ator judeu, alinhando-se à representação dos quadrinhos. Essa busca por precisão e representatividade foi um diferencial nesta fase de desenvolvimento.

Uma História que Olha para o Passado e o Futuro

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não é apenas mais um filme de super-heróis; é uma celebração da família, da ciência e da coragem diante do desconhecido. Ao optar por um universo alternativo, ambientado em uma década marcada por grandes avanços e sonhos espaciais, o filme conecta a nostalgia com a inovação.

A trama promete levar o espectador a uma aventura cósmica, onde a equipe enfrentará o poderoso Galactus, enquanto lida com desafios pessoais e a complexidade das relações familiares. Esta dualidade entre o macro — salvar o planeta — e o micro — o crescimento pessoal e familiar — é o coração do filme.

O Que Podemos Esperar nas Telonas?

Com 89% de aprovação nas prévias, o filme já mostra que está conquistando críticos e fãs. É importante lembrar que essa taxa não é uma nota, mas uma indicação de quantos espectadores viram o filme positivamente — um índice alto que sinaliza qualidade e potencial de sucesso.

Dica no Viki: “O Brilho dos Seus Olhos” é um drama sobre recomeços, conexões e o que acontece quando a fama já não basta

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Há algo de profundamente tocante em histórias sobre recomeços. Talvez porque todos nós, em algum momento, tenhamos sentido que algo estava desmoronando — um sonho, uma relação, uma identidade. É justamente esse sentimento que pulsa no centro de O Brilho dos Seus Olhos, série disponível no streaming Viki. Com uma narrativa sutil, performances envolventes e uma atmosfera de descoberta afetiva, o drama cativa por sua sensibilidade ao retratar a vida de um ex-ídolo que se vê diante de uma segunda chance — não apenas na carreira, mas, talvez, no amor.

Um ex-ídolo no limbo

Pei Jia (vivido de forma comovente por Chen Ye Sheng) é um nome que, anos atrás, fazia multidões gritarem. Um ídolo amado, com fãs devotos e contratos promissores. Mas o tempo foi implacável. A fama murchou, as críticas se tornaram mais duras que elogiosas e o mercado, cruel como costuma ser, o descartou como ultrapassado. Em um momento de baixa, quando tudo parece perdido, uma simples carta de fã reacende algo dentro dele: talvez ainda haja espaço para um novo começo. E essa fagulha o leva a aceitar um papel em uma produção inesperada.

Um parceiro improvável, uma química que surpreende

É aí que entra Su Yi (interpretado com charme e entrega por Huang Xiao), um novato inexperiente, ambicioso e cheio de brilho nos olhos. Su Yi é o tipo de pessoa que pode tanto fascinar quanto irritar alguém como Pei Jia — e de início, o desconforto é mútuo. O jovem ator é primo do roteirista do projeto, e seu envolvimento parece mais nepotismo do que talento. Mas o que começa como desconfiança logo vira curiosidade.

Su Yi quer mais que fama. Ele quer entender, se conectar. E para isso, começa a buscar uma aproximação com Pei Jia que vai além do roteiro. O olhar que ele lança sobre o ex-ídolo é de alguém que enxerga o homem por trás do brilho apagado — alguém ferido, mas com muito a oferecer. A química que surge entre os dois, primeiro como colegas de cena e depois como algo indefinido, é o coração pulsante da história.

Entre bastidores e bastidores da alma

Mas o caminho não é simples. Há um produtor (Wei Ming Jia) misterioso e controlador, que parece disposto a manter Pei Jia distante de qualquer conexão real. A presença desse antagonista silencioso dá à trama um leve toque de tensão psicológica. Quem manipula quem nos bastidores? E o que há por trás da insistência em manter Pei Jia isolado?

A série, dirigida por Wai Wai e Yuan Yuan, evita cair em clichês fáceis. Ela não apressa as emoções, mas constrói lentamente uma relação marcada por pequenos gestos, silêncios que dizem muito e olhares que revelam vulnerabilidades. Os episódios funcionam como um espelho para o espectador: é impossível não se questionar sobre os próprios bloqueios, medos e desejos.

Amor, afeto e novas possibilidades

O Brilho dos Seus Olhos é, no fim das contas, sobre aquilo que nos faz continuar. Sobre enxergar o outro além das aparências. Sobre curar antigas feridas com novas conexões. E sobre como a arte — seja ela o cinema, a música ou o teatro — pode se tornar o palco onde nossos sentimentos mais verdadeiros ganham voz.

A atuação de Chen Ye Sheng é especialmente digna de nota. Com um olhar melancólico e gestos contidos, ele compõe um Pei Jia introspectivo, quase sempre em conflito interno. Já Huang Xiao imprime ao seu Su Yi uma doçura impaciente e vibrante, como quem tem muito a provar — para os outros, mas principalmente para si.

Completam o elenco Shao Hong Fei, também em um papel chave na produção que une os dois protagonistas, e Wei Ming Jia como o tal produtor de intenções ambíguas. A direção aposta em planos delicados, muitas vezes silenciosos, que deixam o espectador sentir junto, sem precisar dizer tudo em palavras.

Por que assistir?

Se você gosta de histórias sobre recomeços, afetos que florescem devagar e personagens que precisam reaprender a confiar, O Brilho dos Seus Olhos vai te tocar. É uma série sobre fama e solidão, mas também sobre escuta, cuidado e conexão inesperada. Nada nela é forçado — até mesmo o romance, que surge como possibilidade, é tratado com delicadeza e ambiguidade, deixando o espectador livre para sentir com os personagens.

Entre momentos de dor, ternura e esperança, a série nos convida a olhar de novo — não só para o outro, mas também para nós mesmos.

Talvez, no fim, a gente perceba que o brilho dos olhos de alguém é, muitas vezes, o reflexo da luz que conseguimos despertar nele. E isso, por si só, já vale a jornada.

Disponível no Viki. Assista com o coração aberto.

Isadora Pompeo lança “Você em Mim” e aprofunda sua caminhada espiritual em projeto intimista gravado ao vivo em Maceió

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Há músicas que se escutam. E há músicas que se sentem — como se tivessem sido escritas para aquela noite em que o silêncio pesa, ou para o momento em que tudo parece desmoronar. “Você em Mim”, o mais novo lançamento de Isadora Pompeo, é uma dessas canções.

Lançada nesta terça-feira (22), a faixa é o terceiro avanço do projeto Dependente de Deus, um trabalho que vai muito além de um álbum. É um desabafo com melodia. É um diário espiritual transformado em louvor. Gravada ao vivo em Piaçabuçu, Alagoas — onde o Rio São Francisco se despede do continente e encontra o mar — a canção é, nas palavras da própria Isadora, “uma oração cantada”.

“É um coração desesperado que encontra refúgio”, compartilhou a artista. “É uma certeza: Ele pode todas as coisas. Faz todas as coisas. E mesmo que nada aconteça como a gente imagina… Ele continua sendo Deus. Isso é o mais importante.”

Na voz de Isadora, vulnerabilidade não é fraqueza. É coragem.

Coração exposto à margem do rio

Ao assistir ao videoclipe de “Você em Mim”, a sensação é quase de estar presente. A câmera não invade. Ela contempla. A natureza em volta — o vento, a luz, a água — não está lá por acaso: ela faz parte do que está sendo dito, cantado, vivido.

Isadora está de pés descalços. Não há figurino elaborado, nem maquiagem marcante. Há olhos que brilham não por vaidade, mas por verdade. É uma mulher que carrega sua fé como quem carrega cicatrizes: com reverência.

Weslei Santos assina a produção musical, e Mess Santos conduz a direção visual com sensibilidade, respeitando os silêncios e os suspiros que a música exige. Não há pressa, não há imposição. Há espaço para sentir.

A fé como abrigo

“Você em Mim” fala sobre ausência. Sobre aquele buraco que às vezes se abre no peito e que nada preenche — a não ser a presença de Deus. É um pedido, mas também uma constatação: sem Ele, tudo fica sem forma.

A canção segue a mesma linha emocional de “Fica Calmo, Coração” e “Palavras e Palavras”, os dois lançamentos anteriores do projeto. Mas aqui, há algo ainda mais cru. Como se a letra tivesse sido escrita entre lágrimas e sorrisos trêmulos. Como se a própria gravação tivesse sido uma oração interrompida por suspiros.

E talvez tenha sido.

Um projeto que se parece com a vida

Dependente de Deus não é um álbum convencional. Ele não se sustenta em batidas fortes ou refrões pegajosos. Ele respira. Ele chora. Ele exala fé.

São oito canções, todas autorais, que se entrelaçam como capítulos de um testemunho. Não há glamour. Há entrega. Isadora escolheu gravar tudo ao ar livre, em diferentes paisagens do Brasil, como forma de se reconectar com o Criador — e convidar o público a fazer o mesmo.

Cada faixa é um recorte de vida. Um lembrete de que, mesmo quando tudo parece perdido, ainda há propósito.

De Caxias do Sul para o mundo

Isadora tem apenas 26 anos, mas sua trajetória já é marcada por reviravoltas dignas de um roteiro. Nascida em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, cresceu em um lar pastoral e foi incentivada desde cedo a usar a música como forma de se expressar.

Começou a ganhar notoriedade com covers no YouTube, e, em 2017, lançou seu primeiro álbum, Pra Te Contar os Meus Segredos. A partir dali, não parou mais. Veio o reconhecimento, os prêmios, os milhões de seguidores — e, junto com isso, vieram também os tropeços da vida.

O casamento breve com o jogador Thiago Maia, por exemplo, expôs feridas que ainda hoje reverberam. Mas Isadora escolheu transformar sua dor em arte. E talvez seja justamente isso que a torna tão humana aos olhos do público: ela não canta de cima para baixo. Ela canta do lado.

Música que alcança onde o olhar não chega

Isadora não faz música para as rádios. Ela faz música para quem está tentando juntar os cacos. E, por isso, alcança tanta gente.

Tetelestai, seu projeto anterior, foi um marco. Gravado diante de milhares de pessoas em Belém, o álbum somou mais de 380 milhões de streams e consolidou faixas como “Ovelhinha” e “Bênçãos que Não Têm Fim”, esta última sendo a primeira canção gospel a entrar no Top 10 da Billboard Brasil.

Mas Dependente de Deus é outra coisa. É mais íntimo. Mais silencioso. E, por isso, talvez ainda mais potente.

O que vem depois do vazio?

“Você em Mim” tenta responder a essa pergunta. Ou melhor: tenta acolher quem também se faz essa pergunta. A música não promete soluções imediatas, mas oferece companhia. E isso, às vezes, já é tudo.

O que torna esse lançamento especial é a ausência de máscaras. Isadora não finge estar forte. Ela mostra a dor. Ela assume a dependência. E, no mundo das redes sociais e filtros perfeitos, isso é revolucionário.

A cantora e a mulher

Fora dos palcos, Isadora é filha, amiga, sonhadora. Quer ser pastora. Ainda lida com cicatrizes que não aparecem nos videoclipes. Mas não as esconde. Pelo contrário: elas guiam sua arte.

Talvez o segredo do impacto de suas músicas esteja aí. Na coragem de não se esconder. De não romantizar o sofrimento, mas também não negar que ele existe. De encontrar beleza no quebrado. Luz no escuro.

Um convite ao silêncio e à fé

Se você está vivendo um momento difícil, “Você em Mim” não vai te dar respostas fáceis. Mas vai te lembrar de algo essencial: você não está sozinho.

E se você está bem, talvez essa música te ensine a olhar com mais empatia para quem está ao lado. Porque, no fim das contas, todos estamos tentando. Todos estamos buscando sentido. E todos, em alguma medida, somos dependentes de algo maior.

“Você em Mim” já está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. E mais: os próximos capítulos de Dependente de Deus prometem continuar nos levando por essa estrada de sinceridade, fé e redenção.

Festival de Veneza abre as portas para quatro joias da MUBI — com Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch

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A MUBI, plataforma global que une serviço de streaming, distribuidora e produtora, chega com força total ao 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza. São quatro estreias de peso — “La Grazia”, “No Other Choice”, “Orphan” e “Father Mother Sister Brother” — que prometem marcar a temporada de premiações e confirmar o investimento da empresa em um cinema autoral, profundo e esteticamente marcante. As informações são da Vogue.

Com direção de nomes como Paolo Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch, os filmes não apenas competem pelo Leão de Ouro, como representam uma pluralidade de vozes e estéticas cinematográficas, abordando temas como o poder, a moralidade, a perda, a memória e os laços familiares.

A seguir, mergulhamos em cada uma das obras e em suas nuances, personagens e contextos, para entender por que essas estreias estão entre as mais esperadas do ano.

“La Grazia” — O poder e o peso das decisões morais

Estreia: 27 de agosto de 2025, Sala Grande do Palazzo del Cinema (filme de abertura do festival) Direção: Paolo Sorrentino
Elenco: Toni Servillo (“A Grande Beleza”), Anna Ferzetti (“A Máfia só Mata no Verão”), Massimo Venturiello (“Suburra”)

No que pode ser seu filme mais contido e maduro até aqui, Paolo Sorrentino retorna a Veneza para abrir o festival com “La Grazia”. O diretor, conhecido por seu estilo visual exuberante e crítica política embutida em lirismo, retrata aqui o cotidiano de Mariano De Santis, um fictício presidente da República Italiana à beira do fim de seu mandato.

Viúvo, católico e pai de uma jurista, Mariano se depara com dois pedidos de indulto que desafiam sua consciência. São decisões aparentemente técnicas, mas que se imbricam com sua história pessoal de maneira inesperada. Em um clima de introspecção e melancolia, o longa reflete sobre justiça, perdão e o papel do indivíduo em estruturas de poder.

Toni Servillo, colaborador frequente de Sorrentino, entrega mais uma performance que promete arrebatar o público. O roteiro equilibra a tensão moral com diálogos densos e momentos de rara sensibilidade.

“No Other Choice” — A fúria silenciosa da sobrevivência

Estreia: A confirmar
Direção: Park Chan-wook
Elenco: Lee Byung-hun (“Mr. Sunshine”), Son Ye-jin (“Pousando no Amor”), Park Hee-soon (“Meu Nome”), Lee Sung-min (“Misaeng”)

Park Chan-wook — mestre do suspense emocional e da brutalidade poética — adapta o romance “O Machado”, de Donald E. Westlake, para criar um retrato contemporâneo da desesperança masculina no capitalismo tardio.

Em “No Other Choice”, acompanhamos Man-su, um homem comum, dispensado da fábrica onde trabalhou por 25 anos. O que começa como um drama social rapidamente ganha contornos de thriller psicológico: ele resolve eliminar todos os concorrentes às vagas de emprego que ambiciona, numa espiral de violência silenciosa, disfarçada de pragmatismo.

Mais do que um suspense, o filme é uma crítica aguda ao sistema que transforma seres humanos em números descartáveis. Park explora as contradições morais desse protagonista de forma quase cirúrgica, com uma câmera que vigia, enquadra e sufoca.

O elenco entrega performances intensas, especialmente Lee Byung-hun, cuja contenção e expressividade remetem à sua atuação em “I Saw the Devil”.

“Orphan” — As cicatrizes da História e a perda da identidade

Estreia: A confirmar
Direção: László Nemes
Elenco: Bojtorján Barabas (estreante), Grégory Gadebois (“O Oficial e o Espião”), Andrea Waskovics (“Curtas de Budapeste”)

Vencedor do Oscar por “O Filho de Saul”, o húngaro László Nemes retorna com um novo mergulho nas feridas abertas da Europa do pós-guerra. Em “Orphan”, ambientado em 1957, vemos o trauma coletivo refletido na vida de um jovem judeu, Andor, criado sob a imagem idealizada de um pai heróico — até que um homem violento bate à porta, dizendo ser o verdadeiro pai.

A abordagem de Nemes é íntima, quase claustrofóbica. Ele usa longos planos-sequência e foco reduzido para aproximar o espectador da confusão e do pânico de Andor. A narrativa fragmentada, como a memória de quem sobreviveu à dor, exige paciência e entrega, mas recompensa com força emocional bruta.

Mais uma vez, o diretor usa um protagonista jovem como ponto de vista para refletir sobre responsabilidade histórica, identidade e reconstrução pós-trauma.

“Father Mother Sister Brother” — Laços familiares em ruínas (e redenção)

Estreia: A confirmar
Direção: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Waits (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Annette”), Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”), Charlotte Rampling (“45 Anos”), Cate Blanchett (“TÁR”), Vicky Krieps (“Bergman Island”), Sarah Greene (“Normal People”), Indya Moore (“Pose”), Luka Sabbat (“Grown-ish”), Françoise Lebrun (“A Mãe e a Puta”)

Jim Jarmusch volta com um projeto ambicioso, mas surpreendentemente delicado. “Father Mother Sister Brother” é um tríptico — três histórias independentes, passadas nos EUA, Irlanda e França — conectadas por um fio comum: filhos adultos confrontando seus pais e entre si.

Com sua marca registrada de diálogos pausados, enquadramentos contemplativos e trilhas sonoras que misturam jazz e silêncios, Jarmusch retrata a incomunicabilidade dos afetos. Mas aqui há também ternura, humor sutil e uma certa aceitação do caos.

Na primeira parte, Adam Driver e Tom Waits interpretam pai e filho que só se entendem na ausência de palavras. Em Dublin, Mayim Bialik e Charlotte Rampling revivem ressentimentos e culpas em um reencontro tardio. Já em Paris, Cate Blanchett e Vicky Krieps vivem irmãs que precisam decidir o destino da mãe enferma.

O filme é, acima de tudo, um ensaio sobre o envelhecer, sobre o que se herda e o que se perde, com um olhar melancólico, mas sem cinismo.

MUBI e Veneza: uma aliança cada vez mais estratégica

As quatro estreias da MUBI em Veneza sinalizam o papel central que a plataforma tem assumido no novo ecossistema audiovisual. Mais do que um canal de distribuição, a MUBI investe diretamente na produção de filmes de alto padrão artístico, conectando realizadores renomados ao público global.

Em um contexto em que blockbusters dominam salas de cinema e algoritmos regem o conteúdo online, a curadoria da MUBI aparece como um oásis de cinema autoral, diversificado e arriscado. Sua presença forte em festivais — de Cannes a Berlim, agora Veneza — reforça o prestígio da marca.

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