Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta, 15 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, promete emocionar o público com a exibição de O Segredo: Ouse Sonhar, um drama romântico que aposta na força da esperança, da fé e na ideia de que nossos pensamentos podem influenciar profundamente os rumos da vida. Inspirado no livro O Segredo, fenômeno editorial mundial, o filme chega à programação da TV Globo como uma opção leve e reflexiva para a tarde, ideal para quem busca uma história acolhedora e cheia de mensagens positivas.

Dirigido por Andy Tennant, o longa apresenta uma narrativa simples, porém carregada de emoção, que dialoga diretamente com o público que acompanha a tradicional faixa vespertina da emissora. Com um elenco conhecido e uma proposta espiritualizada, o filme convida o espectador a desacelerar, refletir e acreditar que mudanças podem acontecer mesmo nos momentos mais difíceis.

Uma protagonista marcada pela perda

A história gira em torno de Miranda Wells, interpretada por Katie Holmes. Ela é uma mulher que tenta reconstruir sua vida após a morte do marido, enquanto enfrenta o desafio de criar sozinha seus três filhos. Miranda vive em constante tensão, dividida entre o luto ainda presente, as dificuldades financeiras e o medo de não conseguir oferecer estabilidade emocional e material à família.

A situação se agrava quando uma forte tempestade atinge sua casa, causando danos estruturais que ela não tem condições de consertar sozinha. É nesse momento de vulnerabilidade que surge a oportunidade para uma transformação inesperada em sua vida.

Um encontro que muda tudo

Para resolver os problemas causados pela tempestade, Miranda contrata Bray Johnson, vivido por Josh Lucas, um trabalhador manual aparentemente comum, mas que carrega uma visão de mundo profundamente otimista. Durante os dias em que passa consertando a casa, Bray vai além do trabalho físico e começa a compartilhar com Miranda e seus filhos sua filosofia de vida.

Ele acredita que o universo responde aos pensamentos e sentimentos que emitimos e que acreditar de verdade em algo pode ser o primeiro passo para torná-lo real. Aos poucos, suas palavras e atitudes começam a provocar mudanças sutis, mas significativas, no ambiente da casa e na forma como Miranda encara seus próprios problemas.

O relacionamento entre os dois se desenvolve de maneira gradual, sem pressa, respeitando o tempo emocional da protagonista. Mais do que um romance imediato, o filme constrói uma conexão baseada na escuta, na empatia e no incentivo à autoconfiança.

A lei da atração como mensagem central

O grande eixo temático de O Segredo: Ouse Sonhar é a chamada lei da atração, conceito que se tornou popular a partir do livro de Rhonda Byrne. No filme, essa ideia é apresentada de forma acessível e cotidiana, sem discursos grandiosos ou explicações complexas. Bray demonstra, por meio de exemplos simples, como pensamentos negativos podem limitar escolhas, enquanto a fé e a gratidão ajudam a enxergar novas possibilidades.

O roteiro não se aprofunda em debates teóricos ou científicos, mas aposta na emoção e na identificação do público com situações reais, como o medo de recomeçar, a dificuldade de confiar novamente e a sensação de que a vida perdeu o rumo após uma grande perda. Essa abordagem torna o filme especialmente próximo do espectador comum, que encontra na história um espelho de suas próprias inseguranças.

Atuações que sustentam a emoção

Katie Holmes entrega uma atuação sensível e contida, transmitindo com naturalidade a exaustão emocional de uma mulher que tenta se manter forte diante dos filhos. Sua interpretação evita exageros e aposta em pequenos gestos e olhares, o que contribui para a atmosfera intimista do filme.

Josh Lucas, por sua vez, confere a Bray uma serenidade quase reconfortante. Seu personagem funciona como um ponto de equilíbrio dentro da narrativa, alguém que não impõe suas crenças, mas as compartilha com gentileza. Jerry O’Connell completa o elenco principal em um papel de apoio que adiciona leveza e dinamismo à trama.

Direção clássica e clima acolhedor

Sob o comando de Andy Tennant, o filme adota uma linguagem visual simples e eficiente. A fotografia prioriza tons quentes e iluminação suave, reforçando a sensação de conforto e segurança que a história busca transmitir. A trilha sonora acompanha esse clima, surgindo de forma discreta e emocionalmente precisa, sem se sobrepor às cenas.

O ritmo é calmo, permitindo que o espectador se envolva com os personagens e absorva a mensagem aos poucos. Essa escolha faz de O Segredo: Ouse Sonhar um filme ideal para a televisão aberta, especialmente para a Sessão da Tarde, que tradicionalmente aposta em histórias que emocionam sem exigir grande esforço do público.

Um lançamento impactado pela pandemia

A trajetória do filme fora das telas de TV também chama atenção. Em novembro de 2019, as distribuidoras Roadside Attractions e Gravitas Ventures adquiriram os direitos de distribuição do longa. A estreia nos cinemas estava prevista para abril de 2020, mas foi cancelada devido à pandemia de COVID-19, que fechou salas de cinema em todo o mundo.

Diante do cenário de incertezas, a produção acabou sendo lançada diretamente em vídeo sob demanda em julho de 2020. Mesmo sem passar pelos cinemas, o filme obteve resultados expressivos nas plataformas digitais, figurando entre os títulos mais alugados em serviços como FandangoNow, Apple TV e iTunes Store durante suas primeiras semanas.

Onde assistir além da TV Globo

Além da exibição na Sessão da Tarde, O Segredo: Ouse Sonhar pode ser assistido atualmente no Prime Video, por meio de aluguel digital, com valores a partir de R$ 11,90. Essa opção é ideal para quem deseja rever o filme ou assisti-lo em outro horário, no próprio ritmo.

Companhia Certa desta segunda (20) recebe Leda Nagle para uma conversa sobre carreira, bastidores e novos projetos

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Nesta segunda-feira (20), o programa Companhia Certa, comandado por Ronnie Von na RedeTV!, traz uma entrevista especial com a jornalista, apresentadora e podcaster Leda Nagle, que ao longo de mais de 50 anos de carreira se consolidou como uma das grandes referências da comunicação no Brasil. A conversa promete revelar histórias inéditas, bastidores de grandes programas e detalhes sobre sua transição para o universo digital.

Leda Nagle começou sua carreira quando a televisão ainda estava em seus primeiros anos de expansão no país. Passou por importantes veículos, como o “Jornal Hoje” na TV Globo, e se destacou por sua postura firme e ao mesmo tempo acolhedora diante das câmeras. Contudo, foi à frente do programa de entrevistas “Sem Censura” na TV Brasil que Leda encontrou seu espaço para imprimir uma identidade própria.

“Quando aceitei o convite do ‘Sem Censura’, fiquei animada com a possibilidade de ser editora e misturar os assuntos à minha maneira. Acredito que foi esse diferencial que fez o programa funcionar por tantos anos”, recorda. A jornalista destaca que o formato permitia uma flexibilidade rara na época, capaz de abordar assuntos variados sem perder o equilíbrio e o respeito pelo público.

Após duas décadas comandando o programa, Leda se viu diante de uma nova fase: a televisão não renovou seu contrato, e ela precisou lidar com a ausência de uma rotina que ocupava sua vida há tantos anos. Foi nesse momento que o incentivo do filho, Duda Nagle, se tornou decisivo. “Meu filho disse: ‘Por que você não faz um programa no YouTube?’ Eu nunca tinha tido contato com esse formato, não sabia como funcionava, mas decidi tentar”, relembra.

Essa iniciativa levou à criação do podcast “Os Nagle”, apresentado junto com Duda, onde Leda explora novos formatos, conversa com convidados variados e mantém seu público engajado em uma plataforma totalmente diferente da televisão tradicional. Apesar do sucesso, a jornalista reconhece os desafios do meio digital: “O sucesso não é bem pago. É preciso ter patrocínio e apoio financeiro, senão não é sustentável. Felizmente, conseguimos manter o projeto”, explica.

Ao longo da entrevista, Leda compartilha suas percepções sobre as mudanças no jornalismo e na televisão brasileira. Ela destaca a importância de manter autenticidade, ouvir o público e adaptar-se às novas mídias sem perder a essência do trabalho jornalístico. Para Leda, cada entrevista e cada programa foram oportunidades de conectar pessoas, provocar reflexões e criar um espaço de diálogo que ultrapassasse o simples entretenimento.

Além disso, ela também fala sobre o aprendizado de lidar com diferentes formatos e a necessidade de reinvenção constante. “A televisão me ensinou disciplina, improviso e como lidar com imprevistos. O digital me mostrou que é preciso ser autêntico, transparente e próximo do público de uma forma diferente, mas igualmente desafiadora”, comenta.

No “Companhia Certa”, os espectadores poderão acompanhar Leda Nagle compartilhando histórias de bastidores, memórias de grandes entrevistas e sua experiência em projetos pioneiros de comunicação. A interação com Ronnie Von adiciona leveza e descontração à conversa, tornando o programa uma oportunidade de conhecer o lado humano e inspirador de uma jornalista que construiu um legado sólido e continua ativa no cenário da mídia.

Crítica – Eternidade é um filme que emociona, mas não escapa de escolhas seguras

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Eternidade”, novo longa dirigido por David Freyne, parte de uma premissa naturalmente comovente: após 65 anos de casamento, Larry e Joan morrem com poucos dias de diferença e se reencontram em um mundo intermediário. Ali, cada alma tem uma semana para escolher onde passará o resto da eternidade. O reencontro, que deveria apontar para um desfecho reconfortante, torna-se inesperadamente complexo quando o primeiro marido de Joan, morto na guerra, ressurge após esperar por ela durante 67 anos. Esse triângulo amoroso inusitado funciona como motor da narrativa e, ao mesmo tempo, expõe as virtudes e limitações de um filme que é sensível, porém familiar.

Freyne aposta em um universo futurista esteticamente bem resolvido, com elementos visuais que ajudam a construir um limbo coerente e intrigante. Há, de fato, cuidado na criação desse pós-vida, que funciona como cenário e como metáfora para as zonas cinzentas das relações humanas. Ainda assim, apesar da ambientação elaborada, a obra prefere seguir caminhos bastante seguros no que diz respeito à estrutura dramática.

O roteiro apresenta sutilezas interessantes, sobretudo quando se recusa a transformar qualquer um dos pretendentes de Joan em antagonista. É um gesto louvável dentro de um gênero acostumado a simplificações, e que aqui ganha uma leitura mais madura. No entanto, essa mesma delicadeza narrativa também impede o filme de explorar com mais ousadia o peso dessa escolha. A jornada emocional da protagonista é consistente, mas raramente surpreendente.

O humor, aplicado em doses moderadas, flerta com o sombrio e contribui para equilibrar o tom melancólico. Funciona bem quando surge de forma natural, mas nem sempre encontra o ritmo ideal para sustentar o impacto emocional que o filme deseja alcançar. Em certos momentos, a comédia surge como respiro; em outros, como uma tentativa de suavizar conflitos que poderiam ter sido tratados com mais profundidade.

Ainda assim, é inegável que o longa provoca questionamentos relevantes. A ideia de um pós-vida burocratizado, onde decisões definitivas são tomadas em poucos dias, abre espaço para reflexões sobre luto, memória e responsabilidade afetiva. O público inevitavelmente se coloca no lugar de Joan: seria possível escolher uma eternidade sabendo que pessoas queridas ainda permanecem vivas? A dúvida é real e incômoda, e o filme ganha força justamente quando explora essa ambiguidade.

O trio central sustenta boa parte dessa autenticidade emocional. Elizabeth Olsen entrega uma protagonista sensível, construída a partir de pequenos gestos, ainda que confinada em um arco previsível. Miles Teller e Callum Turner, por sua vez, compõem figuras empáticas sem recorrer à caricatura, tornando o triângulo amoroso genuíno o suficiente para manter o espectador comprometido. O elenco de apoio funciona dentro do que é proposto, dando textura ao universo do pós-vida sem nunca roubar a cena.

No conjunto, “Eternidade” é um filme eficaz, capaz de emocionar e de carregar o espectador até o fim. Entretanto, essa eficiência também denuncia certa falta de ambição. A obra se contenta em ser delicada quando poderia arriscar mais; prefere o seguro quando teria espaço para tensionar as estruturas tradicionais da comédia romântica. Não reinventa o gênero, tampouco pretende fazê-lo, mas encontra conforto em uma fórmula que equilibra sensibilidade e previsibilidade.

A Grande Viagem da Sua Vida | Sony Pictures revela cartaz do romance estrelado por Margot Robbie e Colin Farrell

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A Sony Pictures acaba de divulgar o cartaz oficial de A Grande Viagem da Sua Vida, filme que promete levar o público a uma jornada inesperada de autodescoberta, romance e fantasia. Estrelado por Margot Robbie (“Barbie”, Aves de Rapina) e Colin Farrell (“Os Banshees de Inisherin”, O Lobisomem), o longa é dirigido pelo cineasta sul-coreano Kogonada, conhecido pelo delicado olhar poético em produções como Columbus e After Yang.

O cartaz já transmite a essência da produção: Margot Robbie e Colin Farrell aparecem lado a lado, sugerindo uma conexão instantânea, enquanto o cenário evoca uma atmosfera mágica, marcada por cores vibrantes e uma estética que mistura realidade e fantasia. O elenco ainda conta com participações especiais de Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”, Solo: A Star Wars Story) e Kevin Kline (“Um Peixe Chamado Wanda”, In & Out), trazendo peso cênico e diversidade de estilos à narrativa. Essas escolhas reforçam o apelo do filme, unindo talentos consagrados do drama, comédia e fantasia em uma produção que promete equilíbrio entre emoção e encantamento visual.

Uma história sobre encontros e escolhas

Na trama, Sarah (Margot Robbie) e David (Colin Farrell) são dois solteiros que se conhecem durante o casamento de um amigo em comum. O encontro casual, que poderia ser apenas mais um na vida de ambos, se transforma em uma experiência extraordinária graças a uma reviravolta do destino. O antigo carro de David, guiado por um GPS aparentemente comum, leva a dupla a um campo isolado, onde encontram uma porta vermelha misteriosa.

Ao atravessá-la, Sarah e David entram em uma viagem única, capaz de conectá-los aos momentos decisivos de suas vidas. Cada passagem pelo passado permite que eles revivam memórias importantes, compreendam escolhas feitas e reflitam sobre possibilidades futuras. O filme, portanto, funciona como um convite à reflexão: se pudéssemos revisitar certas decisões da vida, quais mudanças faríamos?

Entre fantasia e emoção

O grande diferencial do longa está no equilíbrio entre drama humano e elementos fantásticos. Kogonada é mestre em transformar pequenas ações em experiências visuais e emocionais profundas, e em “A Grande Viagem da Sua Vida”, cada cena parece cuidadosamente planejada para despertar empatia e surpresa.

A química entre Robbie e Farrell é outro destaque. Margot, que recentemente conquistou o público com Barbie, mostra seu lado mais introspectivo, enquanto Farrell transita com naturalidade entre o humor sutil e a intensidade dramática. Essa combinação garante momentos leves, divertidos e, ao mesmo tempo, reflexivos, permitindo que o público se conecte com os personagens de forma genuína.

Phoebe Waller-Bridge e Kevin Kline completam o elenco com participações que acrescentam camadas de humor e experiência à história, tornando a narrativa ainda mais rica e envolvente.

A magia da narrativa

Mais do que uma viagem pelo tempo, o filme explora a complexidade das relações humanas e a força das memórias. Cada decisão tomada pelos protagonistas revela facetas de suas personalidades e reforça a ideia de que o passado e o presente estão profundamente conectados.

A porta vermelha que guia Sarah e David simboliza essa ligação entre experiências e escolhas. É um recurso narrativo que desperta curiosidade e fascínio, ao mesmo tempo em que oferece um espelho para o público refletir sobre sua própria vida.

Estreia e expectativa

O longa-metragem chega aos cinemas brasileiros em 18 de setembro, com previsão de ser uma das produções mais comentadas do semestre. A combinação de elenco internacional, direção sensível e roteiro que mistura fantasia e emoção promete atrair tanto fãs de dramas reflexivos quanto espectadores em busca de histórias envolventes e visuais impressionantes.

Anitta chega ao Recife com os Ensaios neste sábado (17) e aposta na Temática Cosmos para celebrar o pré-Carnaval

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Foto: Reprodução/ Internet

O Recife recebe neste sábado, dia 17, um dos eventos mais aguardados do verão brasileiro. Anitta desembarca na capital pernambucana para comandar o terceiro show da turnê pré-carnavalesca Ensaios da Anitta, que acontece na área externa do Centro de Convenções de Pernambuco. A apresentação promete reunir milhares de pessoas em uma noite que une música, dança e uma atmosfera que antecipa o espírito do Carnaval.

Consolidado como um dos maiores projetos musicais do país nesta época do ano, os Ensaios vão muito além de um show tradicional. A cada temporada, o evento se reinventa com novos conceitos visuais e narrativos, transformando o palco em um espaço de celebração coletiva. Em 2025, Anitta escolheu a Temática Cosmos, inspirada na astrologia e no universo místico, para conduzir a identidade da turnê.

A proposta deste ano convida o público a olhar para além do que é visível. A ideia do Cosmos surge como metáfora para conexão, ciclos e energia compartilhada. Segundo a concepção artística do projeto, existe um céu que brilha acima, mas também outro que pulsa dentro de cada pessoa. Nos Ensaios, música e movimento se tornam forças invisíveis que conectam artistas e plateia em uma mesma frequência.

A Temática Cosmos também se reflete nos figurinos usados por Anitta ao longo da turnê. A cantora aposta em looks inspirados nos signos do zodíaco, nos elementos da astrologia e em símbolos que remetem às estrelas, aos planetas e às constelações. Cada apresentação ganha uma identidade própria, reforçando a ideia de que o espetáculo se transforma de acordo com o lugar, o público e a energia do momento.

As participações especiais do show no Recife ainda não foram divulgadas oficialmente, mantendo o mistério que costuma cercar cada edição dos Ensaios. Ainda assim, há grande expectativa em torno de possíveis convidados. Um dos nomes mais comentados é o de Priscila Senna, especialmente após a parceria com Anitta na faixa Cheio de Vontade. A possibilidade de um encontro das duas artistas no palco movimenta os fãs e aumenta a curiosidade em torno do espetáculo.

A temporada 2025 dos Ensaios da Anitta reúne oito apresentações confirmadas até o início de fevereiro, passando por capitais e grandes cidades do país. Após o Recife, a agenda segue intensa, com shows em Brasília, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Anitta também celebrou a passagem da turnê pelo Norte do Brasil, reforçando a importância de levar o projeto para diferentes regiões e ampliar o alcance cultural do evento.

Musicalmente, os Ensaios mantêm a diversidade que se tornou marca registrada da artista. O repertório mistura funk, pop, samba, pagode e axé, criando uma experiência sonora que dialoga diretamente com o verão e com a tradição carnavalesca brasileira. A combinação de estilos transforma o show em uma grande pista de dança a céu aberto, capaz de agradar públicos variados.

Além das performances solo de Anitta, o projeto é conhecido por reunir participações especiais de artistas populares da música brasileira. Ao longo das edições anteriores, nomes como Pabllo Vittar, Léo Santana, Ferrugem, Jão e Psirico já dividiram o palco com a cantora, proporcionando colaborações inéditas e momentos exclusivos que se tornam parte da memória afetiva do público.

Desde sua criação, os Ensaios da Anitta se destacam pela grande estrutura de produção e pela escolha de espaços amplos ao ar livre, como o Arena de Pernambuco, no Recife, e o Memorial da América Latina, em São Paulo. Esses locais contribuem para o clima de festa coletiva e permitem que o público vivencie o evento de forma intensa, com liberdade de movimento e interação.

O crescimento do projeto transformou os Ensaios em um evento itinerante de grande impacto cultural e econômico. Os ingressos costumam se esgotar rapidamente, e a procura intensa confirma o projeto como uma das principais atrações do calendário de verão no Brasil. Em 2025, o sucesso foi imediato, com mais de 100 mil ingressos vendidos em apenas um dia, levando à abertura de novas datas.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça (6) na TV Globo

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Foto: Reprodução/ Internet

Na Sessão da Tarde desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a TV Globo convida o público a embarcar em uma aventura que mistura ficção científica, ação e humor em escala global. O filme escolhido é “MIB: Homens de Preto – Internacional”, produção que expande o universo da clássica franquia Men in Black e apresenta uma nova geração de agentes encarregados de manter a ordem entre humanos e alienígenas, sempre longe dos olhos curiosos da população.

Lançado em 2019, o longa funciona como um spin-off da saga iniciada nos anos 1990, deixando de lado os icônicos agentes K e J para apostar em uma história inédita, novos personagens e cenários espalhados pelo mundo. O resultado é um filme que respeita a essência da franquia, mas busca atualizar sua linguagem para um público mais jovem e conectado com narrativas globais.

A trama começa de forma intimista, ainda na infância de Molly, interpretada por Tessa Thompson. Quando criança, ela testemunha algo que mudaria sua vida para sempre: a abordagem de dois agentes do MIB a seus pais, seguida do apagamento de suas memórias após um encontro inesperado com um ser extraterrestre. Enquanto os adultos seguem suas vidas sem qualquer lembrança do ocorrido, Molly não esquece. Pelo contrário: ela passa anos obcecada pelos mistérios do universo e pela existência de vida fora da Terra.

Essa obsessão se transforma em motivação. Molly cresce determinada a provar que o MIB existe e, mais do que isso, a fazer parte da organização secreta. Sua persistência e inteligência acabam sendo recompensadas quando ela consegue localizar a sede da agência e, após insistir incansavelmente, é aceita como agente. Assim nasce a agente M, uma das personagens mais determinadas já apresentadas na franquia.

Já como agente oficialmente reconhecida, M é enviada para a filial do MIB em Londres, onde algo extremamente estranho vem acontecendo. Diferente das ameaças tradicionais vindas do espaço, o perigo agora parece estar dentro da própria organização. Há indícios de traição, informações vazadas e ataques alienígenas cada vez mais coordenados.

É nesse cenário que entra o agente H, vivido por Chris Hemsworth. Carismático, confiante e com um histórico de grandes feitos dentro do MIB, H é designado para trabalhar ao lado de M. A dupla, inicialmente marcada por diferenças de postura e experiência, precisa aprender a confiar um no outro para enfrentar uma ameaça que pode colocar em risco não apenas a Terra, mas todo o equilíbrio entre as espécies.

A parceria entre M e H funciona como o coração do filme. Enquanto ele representa o agente veterano, acostumado a improvisar e quebrar regras, ela traz um olhar mais atento, curioso e questionador, algo que muitas vezes falta aos membros mais antigos da organização. Esse contraste gera conflitos, mas também momentos de humor e cumplicidade.

Diferente dos filmes anteriores, que se concentravam majoritariamente nos Estados Unidos, “MIB: Homens de Preto – Internacional” aposta em uma narrativa verdadeiramente global. A investigação leva os protagonistas a diferentes países, ampliando o escopo da franquia e reforçando a ideia de que a ameaça alienígena não conhece fronteiras.

Além disso, o longa apresenta novos alienígenas, tecnologias inéditas e criaturas visualmente marcantes, mantendo a tradição da série de misturar efeitos especiais com um toque de irreverência. Um dos destaques é a presença de Pawny, personagem dublado por Kumail Nanjiani, que funciona como alívio cômico e rapidamente se torna um dos mais carismáticos do filme.

O elenco reúne nomes conhecidos do grande público. Além de Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam contracenado juntos anteriormente, o filme conta com Liam Neeson no papel de High T, o chefe da filial londrina do MIB, trazendo uma aura de autoridade e mistério. Rebecca Ferguson interpreta Riza Stavros, uma traficante de armas alienígenas com passado enigmático, enquanto Rafe Spall vive um agente cuja lealdade é colocada em dúvida ao longo da trama.

A direção é assinada por F. Gary Gray, conhecido por seu trabalho em filmes de ação como Velozes e Furiosos 8 e Uma Saída de Mestre. Gray imprime um ritmo acelerado ao longa, equilibrando cenas de ação bem coreografadas com momentos de humor e desenvolvimento de personagens.

O roteiro fica por conta de Art Marcum e Matt Holloway, dupla responsável por outros sucessos do cinema de entretenimento. A produção executiva de Steven Spielberg, nome intimamente ligado à história da franquia, reforça o cuidado em manter a identidade de Men in Black, mesmo com tantas novidades.

As filmagens de “MIB: Homens de Preto – Internacional” começaram oficialmente em julho de 2018, com locações em Londres e outras cidades ao redor do mundo. O filme é uma produção conjunta da Columbia Pictures, Amblin Entertainment, Parkes + Macdonald, Image Nation e Tencent Pictures, com distribuição da Sony Pictures Releasing.

A pré-estreia aconteceu em 11 de junho de 2019, em Nova York. Poucos dias depois, o longa chegou aos cinemas do Brasil e de Portugal em 13 de junho, estreando nos Estados Unidos em 14 de junho de 2019, em formatos convencional, 3D e IMAX 3D. Mundialmente, o filme arrecadou mais de US$ 250 milhões, consolidando-se como um sucesso comercial, especialmente considerando seu caráter de spin-off.

Crítica – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é um retrato delicado e profundo do luto como permanência

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Foto: Agata Grzybowska/ FOCUS FEATURES LLC

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet chega aos cinemas em 2025 como uma das adaptações literárias mais sensíveis dos últimos anos. Baseado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, o longa dirigido por Chloé Zhao se distancia conscientemente do biográfico tradicional para construir um estudo íntimo sobre perda, amor e memória. Em vez de narrar feitos históricos ou glorificar o mito em torno de William Shakespeare, o filme escolhe observar o que permanece quando a tragédia já aconteceu e quando a ausência passa a reorganizar silenciosamente a vida dos que ficam.

A abordagem de Zhao é contida e profundamente humana. O luto, aqui, não se manifesta por grandes explosões emocionais ou discursos explicativos. Ele se instala nos gestos cotidianos, nos silêncios prolongados, na maneira como o tempo parece desacelerar após a perda de um filho. A morte de Hamnet não é tratada como um evento isolado, mas como uma força invisível que atravessa cada relação, cada espaço e cada escolha dos personagens.

No centro da narrativa estão Agnes e William Shakespeare, interpretados com notável sensibilidade por Jessie Buckley e Paul Mescal. O casal não representa apenas duas figuras históricas, mas duas formas radicalmente distintas de atravessar a dor. Agnes estabelece com a natureza uma relação de profunda intimidade. Seu vínculo com a terra, as plantas e os ciclos naturais carrega um misticismo orgânico que nunca soa artificial ou exótico. Trata se de uma espiritualidade silenciosa, construída a partir da escuta e da observação, que transforma o ambiente ao redor em extensão de seu mundo interior.

Jessie Buckley entrega uma das atuações mais marcantes de sua carreira. Sua Agnes carrega o luto no corpo, no olhar e até na respiração. Cada movimento parece atravessado por uma dor contida, nunca verbalizada em excesso. Buckley constrói uma personagem que comunica mais pelo silêncio do que pela palavra, transformando gestos mínimos em expressões de um sofrimento profundo e persistente. Sua presença em cena sustenta emocionalmente o filme e dá densidade a cada momento de recolhimento e resistência.

Paul Mescal, por sua vez, interpreta um William Shakespeare menos mítico e mais humano. Distante da imagem do gênio inspirado, seu personagem encontra na escrita uma tentativa de sobreviver à perda. A arte surge não como fuga, mas como um espaço de permanência. Ao escrever, William não busca apagar a ausência do filho, mas dar forma a ela. A criação artística se apresenta como um gesto de amor, um meio de manter viva uma presença que já não existe fisicamente.

Jacobi Jupe, no papel de Hamnet, oferece uma atuação delicada e luminosa. Sua presença em cena é breve, mas profundamente marcante. O jovem ator constrói um personagem que ocupa o filme com uma naturalidade comovente, como se desde o início anunciasse a falta que deixaria. Mesmo após sua saída da narrativa, Hamnet continua presente, não como lembrança explícita, mas como ausência constante que molda o comportamento e as emoções dos demais personagens.

A direção de fotografia desempenha um papel fundamental na construção da atmosfera do filme. A luz natural, os enquadramentos contemplativos e o ritmo paciente da câmera acompanham os estados emocionais dos personagens com precisão. Cada plano parece carregado de memória e de tempo, criando imagens que não explicam o sentimento, mas o experimentam junto ao espectador. A natureza não funciona apenas como cenário, mas como espelho emocional do que não pode ser dito.

Narrativamente, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet opta por uma estrutura que privilegia a experiência sensorial em detrimento da linearidade clássica. O filme confia na capacidade do público de sentir e interpretar, sem recorrer a explicações excessivas. Essa escolha pode desafiar espectadores acostumados a narrativas mais diretas, mas é justamente nela que reside a força da obra. Zhao constrói um cinema que convida à contemplação e à escuta atenta.

Ao transformar a ausência em matéria artística, Chloé Zhao reafirma uma ideia essencial e poderosa. A arte não elimina a dor, mas pode torná la habitável. Em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, o cinema se apresenta como espaço de escuta, memória e permanência. Um filme que não busca consolar, mas compreender. E que, ao fazê lo, permite que o amor não desapareça, apenas encontre uma nova forma de existir.

Besouro Azul pode aparecer na 2ª temporada de Pacificador – James Gunn deixa fãs em expectativa sobre futuro do herói no DCU

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Em uma entrevista recente ao IMDb, James Gunn, diretor conhecido por sua visão inovadora do universo DC, deixou escapar uma declaração que fez o coração dos fãs acelerar: Besouro Azul, um dos heróis mais icônicos dos quadrinhos, pode aparecer nos próximos episódios da série Pacificador, protagonizada por John Cena. Embora Gunn não tenha confirmado oficialmente a presença do personagem, seu comentário enigmático – “sabe, não vou dizer que você não está com sorte” – gerou uma onda imediata de especulações e entusiasmo nas redes sociais.

O comentário, breve e misterioso, deixou claro que a possibilidade existe, mesmo que ainda não seja oficial. A simples menção ao personagem reacendeu a curiosidade sobre como Jaime Reyes, a versão mais recente do Besouro Azul, poderia interagir com o universo da série, conhecido por misturar humor ácido, cenas de ação exageradas e dilemas morais complexos.

Para quem acompanha o DCU, a ideia de integrar Besouro Azul à narrativa de Pacificador é empolgante. O personagem, interpretado no cinema por Xolo Maridueña no filme solo de 2023, já conquistou público e crítica, mesmo que a bilheteria não tenha sido expressiva. A aprovação de 78% no Rotten Tomatoes mostra que, apesar de números modestos, o filme conseguiu transmitir a essência heroica do personagem e agradar aos fãs. Bruna Marquezine, como interesse romântico de Jaime, trouxe profundidade emocional e autenticidade à história, reforçando a dimensão humana do herói.

Durante a entrevista, Gunn também explicou a posição peculiar de Pacificador dentro do novo universo compartilhado da DC. “Pacificador sempre esteve em uma posição meio estranha. As pessoas dizem que ele fazia parte do DCEU, mas não era bem assim. Ele fazia parte desse ‘universo intermediário’ da DC, numa época em que ninguém realmente garantia que tudo estivesse conectado, e havia planos para reescrever tudo com The Flash”, afirmou.

O diretor ressaltou ainda a liberdade criativa que essa posição proporcionou: “Naquela época, podíamos fazer basicamente o que quiséssemos, e tivemos aquele final ousado, que eu adorei, foi uma das minhas coisas favoritas de toda a temporada, mas que simplesmente não se encaixava no novo DCU. O Pacificador quase não precisa de mudanças para se encaixar no DCU, o mesmo vale para o Besouro Azul. Eles se encaixam naturalmente, só precisamos ajustar alguns pontos no cânone.”

A simples perspectiva de ver Besouro Azul em Pacificador abre inúmeras possibilidades narrativas. Além da ação e do humor característicos da série, a presença de Jaime Reyes poderia permitir momentos de camaradagem, conflito e até desenvolvimento emocional para personagens já estabelecidos. Considerando o histórico de Gunn em equilibrar tom e intensidade, é fácil imaginar o herói jovem sendo introduzido de maneira orgânica, conectando eventos do filme solo de 2023 com o universo televisivo do DCU.

Quem é Besouro Azul?

Para entender a relevância de sua possível aparição, é preciso conhecer a trajetória do personagem. Besouro Azul é o nome de três heróis que apareceram em quadrinhos desde 1939, sendo criado inicialmente pela Fox Feature Syndicate. Ao longo de décadas, passou por diferentes editoras, incluindo Charlton Comics e, posteriormente, DC Comics, consolidando-se como um dos personagens mais adaptáveis do universo de super-heróis.

Versão da Fox: Dan Garrett

O Besouro Azul original, Dan Garrett, era filho de um policial assassinado. Ele ganhou poderes por meio de uma vitamina especial e vestia um traje à prova de balas, inspirado no Fantasma de Lee Falk. Garrett combinava coragem, força física e senso de justiça, estabelecendo as bases para futuras encarnações.

Versão da Charlton Comics: Ted Kord

Em 1954, a Charlton Comics adquiriu os direitos do personagem, introduzindo Ted Kord como nova identidade do Besouro Azul. Kord não possuía superpoderes, mas sua inteligência e habilidades técnicas se destacavam, e ele contava com uma nave em forma de besouro, que se tornaria sua marca registrada. Essa versão enfatizou estratégia, engenhosidade e heroísmo sem poderes sobrenaturais.

Versão da DC Comics

A versão mais recente e a que chegou ao cinema em 2023 é Jaime Reyes. Ele encontra o escaravelho místico Kaji Dha, que se liga à sua coluna e gera uma armadura de alta tecnologia, capaz de manifestar armas, asas para voo, escudos e habilidades que vão desde disparos de energia até interações com objetos extradimensionais. A armadura possui autonomia parcial, permitindo ao escaravelho agir independentemente em situações de perigo, incluindo o “Modo Infiltrador”, mais agressivo e poderoso.

Essa dinâmica entre humano e tecnologia é um dos elementos mais fascinantes do personagem, oferecendo não apenas ação, mas dilemas morais e crescimento pessoal. Jaime deve aprender a equilibrar o uso do poder com responsabilidade, tornando-se um herói complexo e interessante para narrativas de TV e cinema.

Besouro Azul no contexto do DCU

A integração de Besouro Azul ao DCU é estratégica e significativa. Gunn reconhece que Jaime Reyes se encaixa naturalmente no universo compartilhado, assim como Pacificador, sem a necessidade de ajustes drásticos. A possibilidade de incluir o herói em uma série já consolidada é uma oportunidade de expandir o universo DC na televisão, explorando interações com outros personagens e introduzindo conceitos de heroísmo jovem de forma orgânica.

Além disso, a presença de Jaime poderia atrair novos públicos para Pacificador, especialmente fãs que acompanham o personagem nas HQs ou que se encantaram com sua versão cinematográfica. A relação entre o herói e John Cena na série poderia criar momentos de humor, ação e reflexão, fortalecendo tanto a narrativa quanto o vínculo com o público.

Crítica – A Profissional é um thriller que combina vingança e emoção

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A Profissional (2021), dirigido por Martin Campbell, é um thriller de ação que consegue ir além da violência e do suspense, entregando uma experiência envolvente com uma trama sólida e personagens bem desenvolvidos. A história acompanha Anna (Maggie Q), uma assassina de aluguel habilidosa que, após a morte brutal de seu mentor e figura paterna, Moody (Samuel L. Jackson), embarca em uma jornada de vingança. Ao longo do caminho, ela é forçada a confrontar não apenas seus inimigos, mas também seus próprios dilemas internos e crenças. Maggie Q entrega uma performance marcante, equilibrando a vulnerabilidade emocional de Anna com a frieza e precisão de uma assassina profissional. A relação entre Anna e Moody é o coração do filme, com o roteiro dedicando tempo para explorar o profundo vínculo entre mentor e aprendiz, adicionando uma camada de emoção à narrativa.

Michael Keaton também brilha como o vilão enigmático, trazendo um antagonista com motivações complexas e uma conexão com o passado de Anna. A dinâmica entre os dois, marcada por uma mistura de atração e antagonismo, cria um jogo psicológico tenso que mantém o espectador intrigado. Embora o enredo ocasionalmente siga caminhos previsíveis, com alguns clichês típicos do gênero, a química entre os personagens principais e o equilíbrio entre cenas de ação intensas e momentos introspectivos tornam o filme mais profundo e cativante. As sequências de luta, coreografadas com precisão e intensidade, servem não apenas como espetáculo visual, mas também para refletir os conflitos internos de Anna.

O grande diferencial de A Profissional está no seu equilíbrio entre ação e desenvolvimento de personagem. Em vez de se limitar a uma narrativa convencional de vingança, o filme aborda questões morais e o peso das escolhas de Anna, explorando o que realmente significa ser uma “profissional”. A direção de Martin Campbell mantém a tensão elevada sem recorrer a exageros, entregando um filme que, embora não apresente grandes inovações no gênero, se destaca pela autenticidade emocional e pela profundidade de sua protagonista.

No geral, A Profissional é uma excelente escolha para os fãs de thrillers de ação que buscam mais do que explosões e tiroteios. Com atuações fortes, uma narrativa envolvente e um equilíbrio cuidadoso entre emoção e adrenalina, o filme oferece uma experiência marcante e satisfatória.

“A Voragem” | HBO Max mergulha na selva da alma humana em nova série colombiana

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Foto: Reprodução/ Internet

Existe algo na selva que não pode ser explicado — só sentido. Um tipo de silêncio espesso, de verde que parece eterno, de calor que invade a alma. É nesse cenário ao mesmo tempo mágico e ameaçador que A Voragem, nova série da HBO Max, se desenrola. Mas engana-se quem acha que se trata apenas de mais uma aventura exótica. A série, inspirada na célebre obra do escritor colombiano José Eustasio Rivera, mergulha fundo nas contradições humanas e transforma um romance clássico de 1924 em uma experiência audiovisual intensa e atual.

Com uma primeira temporada de oito episódios — três já disponíveis na plataforma e os dois últimos programados para 7 de agosto —, A Voragem estreia com ambição e sensibilidade. Ao invés de apenas contar uma história, ela convida o espectador a atravessá-la, como quem caminha por dentro da mata fechada, tropeçando em emoções, conflitos e escolhas irreversíveis.

De Bogotá à floresta: uma fuga que vira provação

A série começa com um gesto de rebeldia. Arturo Cova, um poeta idealista interpretado com intensidade por Juan Pablo Urrego (Distrito Salvaje, El Patrón del Mal), foge da capital com Alicia (vivida pela expressiva Viviana Serna, de Narcos: México), uma jovem que se recusa a aceitar um casamento arranjado. A fuga romântica, impulsiva e cheia de promessas se transforma rapidamente numa viagem sem retorno.

Eles partem rumo aos llanos — as planícies colombianas — e depois penetram a selva amazônica, acreditando que encontrarão liberdade e paz longe da sociedade opressora. Mas o que os espera é uma realidade muito mais crua, onde a natureza, ao invés de acolher, engole. É nesse caminho que conhecem Clemente Silva, personagem vivido por Nelson Camayo, que dá voz e corpo a um homem forjado pelo sofrimento e pelas perdas que só a selva é capaz de impor.

Essa é, em essência, a espinha dorsal da trama: uma jornada em busca de um paraíso idealizado que, aos poucos, se revela um pesadelo profundo.

A selva não é só cenário. Ela é personagem.

Uma das maiores forças da série está em como ela retrata a floresta. Nada nela é pintado com cores de cartão-postal. O que vemos é uma natureza viva, imprevisível, e às vezes, francamente hostil. A selva aqui não é pano de fundo — ela reage, molda e transforma quem se atreve a atravessá-la. Ela é personagem central, silenciosa, mas presente o tempo inteiro.

A fotografia é um espetáculo à parte. Com planos que exploram a densidade das folhas, o vapor da terra molhada e a luz filtrada entre as copas, a série constrói uma atmosfera quase hipnótica. Os sons — de bichos, de água, de vento — são tão importantes quanto os diálogos. Tudo contribui para essa sensação de que estamos, junto com os personagens, sendo lentamente engolidos por algo maior do que nós.

O diretor Luis Alberto Restrepo, conhecido por trabalhos densos como La Ley del Corazón e Garzón, orquestra a narrativa com firmeza e sensibilidade. Ele não se apressa. Deixa que a selva dite o ritmo, que os silêncios falem tanto quanto as palavras.

Um clássico da literatura que ganha nova vida

Adaptar um livro como La Vorágine, com seu estilo rebuscado e seu caráter alegórico, não é tarefa fácil. José Eustasio Rivera escreveu a obra em tom de denúncia e poesia, combinando uma crítica feroz à exploração de trabalhadores na indústria do látex com uma profunda reflexão sobre a alma humana.

A série faz um trabalho cuidadoso ao respeitar esse espírito. Não se trata de uma transposição literal — e isso é uma virtude. A Voragem pega o núcleo emocional do livro e o transforma em drama visual. Os diálogos são mais acessíveis, os personagens têm mais nuances, e há um foco claro em tornar a história relevante para o público atual.

Ainda assim, há momentos em que o texto original ecoa. Frases que soam como poemas surgem em meio ao caos. E isso não acontece à toa. A produção teve consultoria literária e cuidou para que a adaptação não perdesse a alma da obra.

Amor, obsessão e liberdade

No centro da história está o casal Arturo e Alicia. Ele é apaixonado por liberdade, por ideias, por poesia — mas também por controle. Com o passar dos episódios, Arturo deixa de ser o herói romântico idealista e revela um lado possessivo, até mesmo violento. Já Alicia é a alma livre que paga um alto preço por não querer se submeter. O embate entre os dois é carregado de tensão emocional, e a atuação de Urrego e Serna sustenta cada reviravolta com autenticidade.

A presença de Clemente, por sua vez, funciona quase como um espelho do que Arturo pode se tornar. Ele é o retrato do homem que já enfrentou a floresta — e saiu quebrado, mas sobrevivente. Sua experiência traz densidade à narrativa e abre espaço para discussões sobre masculinidade, poder e redenção.

Tapete vermelho, emoção e resgate cultural

O lançamento da série foi celebrado com um evento especial em Bogotá, no último dia 24 de julho. O Teatro Colón recebeu elenco, equipe técnica, jornalistas e convidados especiais. Tapete vermelho, coquetel, discursos emocionados e muita expectativa marcaram a noite. Não era apenas uma estreia — era a chegada de um projeto que busca reconectar o público com um dos maiores símbolos da literatura colombiana.

A HBO Max apostou alto na produção, que também conta com produção executiva de Jorge López Abella, Rous Mary Muñoz e José Lombana. O plano de lançamento foi cuidadosamente pensado: os três primeiros episódios já estão disponíveis na plataforma; outros três estreiam na próxima semana; e os dois últimos serão lançados em 7 de agosto. A série também será exibida no canal TNT a partir de sábado, 26 de julho, sempre à meia-noite.

Uma série sobre o que nos move — e o que nos destrói

Assistir A Voragem é como entrar num terreno desconhecido. A cada episódio, o espectador é desafiado a abandonar certezas, a rever ideias sobre liberdade, civilização e amor. A narrativa não entrega respostas fáceis, mas provoca. Ao final, a pergunta que fica não é “o que aconteceu?”, mas sim “quem nos tornamos ao atravessar essa floresta?”.

A série fala sobre paixão, mas também sobre obsessão. Sobre fugir das amarras da sociedade, mas acabar prisioneiro dos próprios impulsos. E principalmente, sobre o que resta quando o mundo idealizado desmorona.

Para quem é essa série?

Essa não é uma série para quem procura ação frenética ou soluções rápidas. A Voragem exige tempo, atenção e entrega. É uma obra que conversa com quem gosta de literatura, de drama humano, de paisagens que falam e silêncios que gritam. Mas também é, curiosamente, uma porta de entrada para quem nunca leu Rivera. A série pode funcionar como convite à leitura do livro — ou até como substituto sensorial para quem prefere vivenciar histórias com os olhos e os ouvidos.

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