Na A Praça É Nossa desta quinta (14/08), Saideira se mete em apuros e Cucurucho atende pedido inusitado

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O SBT prepara mais uma noite de risadas garantidas com a exibição de A Praça É Nossa, nesta quinta-feira, 14 de agosto, às 23h15. O programa, que há décadas faz parte da cultura do humor brasileiro, mantém seu estilo inconfundível: histórias engraçadas, personagens carismáticos e situações tão inesperadas que só poderiam acontecer na “Praça” mais famosa do país. Cada episódio é uma mistura de causos, confusões e encontros improváveis, proporcionando momentos de pura descontração para toda a família.

Nesta edição, a atração principal promete arrancar gargalhadas do início ao fim, com personagens clássicos e novos talentos que interagem de forma dinâmica e cômica com o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega. Entre os destaques da noite está Saideira, conhecido por suas histórias engraçadas e seu jeito peculiar de lidar com os acontecimentos ao redor. O personagem chega ao programa cheio de relatos, pronto para compartilhar situações hilárias que envolvem desde confusões cotidianas até episódios absolutamente inesperados.

A conversa com Carlos Alberto rapidamente ganha um rumo inesperado quando Caique Aguiar entra em cena. Ele questiona Saideira sobre o fim da parceria entre eles, levantando suspeitas sobre possíveis desentendimentos. O clima esquenta quando Caique acusa Saideira de trabalhar embriagado. A tensão cômica se instala na Praça: será que Saideira realmente tem condições de fazer qualquer julgamento ou está apenas provocando mais uma de suas confusões típicas? A interação entre os dois promete gerar momentos de humor genuíno, mantendo o público atento a cada reação e expressão facial.

A noite ainda reserva uma das cenas mais aguardadas: a aparição de Cucurucho. O personagem entra no palco encontrando Carlos Alberto sentado no banco da Praça, pronto para causar como sempre. Conhecido por seu jeito irreverente e suas tiradas sarcásticas, Cucurucho chega tirando sarro de tudo e de todos, mas a situação muda completamente quando uma senhora que passa pelo local faz um pedido inusitado. Movida pela saudade do falecido marido, ela recorre aos “poderes” de Cucurucho na esperança de um último contato com o amado. O resultado é uma sequência que mistura emoção e comédia de forma magistral: o suposto falecido aparece diante de todos, criando uma situação absurda e hilária que promete arrancar gargalhadas da plateia.

Além desses personagens centrais, o elenco da noite traz um time de grandes nomes do humor brasileiro, cada um com seu estilo e carisma únicos. Délio Macnamara, conhecido por suas histórias irresistíveis, promete momentos de pura comicidade com relatos que misturam o cotidiano e o exagero típico do programa. Paulinho Gogó mantém seu humor leve e divertido, conquistando o público com suas piadas rápidas e seu jeito irreverente. Bruna Feitoria e Borracheiro também marcam presença, garantindo participação ativa e engraçada nas interações da Praça.

Outro destaque da noite é Explicadinho (Chico), que transforma situações simples em cenas cômicas memoráveis, utilizando sua habilidade de exagero e timing perfeito para arrancar risadas. Nina, Os Falidos, João Plenário (Xanda Dias), Mané Marreco e Mhel Marrer completam o time, cada um adicionando seu tempero especial às histórias e interações que acontecem na Praça. A combinação desses talentos garante que o programa continue mantendo sua essência, mesmo após tantos anos no ar: humor popular, inteligente e, acima de tudo, acessível a todos os públicos.

O charme do humorístico está justamente na diversidade de estilos e na capacidade de unir gerações. Enquanto os personagens clássicos trazem nostalgia para aqueles que acompanham o programa há décadas, as novas figuras e situações mais contemporâneas garantem frescor e novidade, mantendo o público jovem interessado. É um equilíbrio delicado, mas que a produção consegue manter com maestria, garantindo que cada episódio seja um verdadeiro espetáculo de humor.

Outro ponto que merece destaque é a habilidade do programa em transformar situações aparentemente simples em cenas inesquecíveis. A interação entre Saideira e Caique Aguiar, por exemplo, não se limita apenas à acusação ou à confusão; é o timing, a expressão e a entrega dos atores que fazem cada diálogo se tornar memorável. Da mesma forma, o episódio com Cucurucho e a senhora que deseja falar com o falecido marido mistura emoção e comicidade de uma forma rara, mostrando que o humor também pode tocar o coração do público, sem perder a leveza e a graça.

Além das piadas e das situações cômicas, o programa também se destaca por seu formato dinâmico. Cada quadro e cada aparição são estruturados para manter o ritmo acelerado, mas sem perder a naturalidade das interações. Carlos Alberto de Nóbrega continua sendo a âncora perfeita: seu carisma e capacidade de improviso permitem que qualquer situação, por mais absurda que seja, flua com humor e autenticidade. Ele consegue equilibrar a espontaneidade dos atores com a necessidade de manter a narrativa organizada, garantindo que cada história tenha seu momento de brilho.

O programa também oferece uma espécie de “universo compartilhado” dentro da Praça, onde personagens diferentes se encontram e interagem de formas imprevisíveis. Essa característica é essencial para o sucesso da atração: permite que a plateia veja confrontos cômicos, alianças inesperadas e situações que apenas o espaço da Praça poderia permitir. Cada entrada, cada comentário e cada situação inesperada contribuem para essa teia de humor, tornando cada episódio único e imprevisível.

Crepúsculo volta às salas de cinema em evento especial pelo aniversário da franquia

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Foto: Reprodução/ Internet

A saga Crepúsculo retorna ao coração dos fãs com um novo capítulo em sua história cinematográfica. A Lionsgate revelou recentemente um trailer inédito que anuncia o relançamento do primeiro filme da franquia nas salas de cinema dos Estados Unidos, entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, em comemoração ao 20º aniversário da série literária de Stephenie Meyer. Esta celebração marca não apenas a nostalgia de quem cresceu acompanhando Isabella Swan e Edward Cullen, mas também a oportunidade para uma nova geração se encantar com a história que revolucionou o universo dos romances sobrenaturais no cinema.

Lançado originalmente em 21 de novembro de 2008, o filme “Crepúsculo”, dirigido por Catherine Hardwicke e com roteiro de Melissa Rosenberg, rapidamente se tornou um fenômeno cultural. Com Kristen Stewart no papel de Bella Swan e Robert Pattinson como Edward Cullen, a história de amor entre a jovem humana e o vampiro misterioso cativou públicos de todas as idades. A química entre os protagonistas e a tensão sobrenatural presente em cada cena transformou o filme em um ícone do cinema adolescente, consolidando a saga como referência no gênero.

A produção começou sob a batuta da Paramount Pictures, mas, após três anos de desenvolvimento, os direitos foram adquiridos pela Summit Entertainment, que iniciou a pré-produção com foco na fidelidade ao romance de Meyer. As filmagens ocorreram nos estados de Washington e Oregon, capturando a atmosfera chuvosa e melancólica de Forks, cidade que se tornaria tão emblemática quanto os próprios personagens. Cada enquadramento e cada detalhe de cenário foram pensados para criar uma imersão completa no universo sombrio e romântico da saga.

A história que transformou a vida de Bella Swan

A narrativa gira em torno de Isabella Swan, uma jovem de 17 anos que se muda de Phoenix para Forks para morar com seu pai, o chefe de polícia Charlie Swan. De início, Bella é uma adolescente introspectiva e reservada, mas sua vida muda radicalmente ao conhecer os Cullen: Edward, Alice, Emmett, Rosalie e Jasper. A princípio, Edward demonstra comportamento distante e hostil, despertando a curiosidade e o fascínio de Bella. Aos poucos, ela descobre, através de lendas contadas pelo amigo de infância Jacob Black, que a família Cullen são vampiros “vegetarianos”, ou seja, que se alimentam apenas de sangue de animais.

O enredo se intensifica com a ameaça de James, um vampiro rastreador que caça Bella, motivando Edward e sua família a protegerem a jovem. O confronto final ocorre em um estúdio de balé, onde Bella é atacada, mas salva por Edward, reforçando a dimensão romântica e protetora do amor que une os Cullen. A narrativa, carregada de suspense e emoção, explora a complexidade dos sentimentos de Bella e a tensão entre o desejo e o perigo, tornando a saga um marco na cultura pop.

Um elenco que fez história

O sucesso de Crepúsculo se deve em grande parte à força de seu elenco. Kristen Stewart trouxe à Bella Swan uma combinação de vulnerabilidade e determinação, criando uma personagem complexa que ressoou com milhões de fãs. Robert Pattinson, no papel de Edward Cullen, equilibrou o mistério do vampiro com uma intensidade emocional que consolidou sua imagem como ícone romântico.

Além dos protagonistas, o elenco de apoio contribuiu para a construção de uma família de vampiros singular: Peter Facinelli (Carlisle), Elizabeth Reaser (Esme), Ashley Greene (Alice), Jackson Rathbone (Jasper), Nikki Reed (Rosalie) e Kellan Lutz (Emmett). Cada personagem possuía habilidades e personalidades distintas, enriquecendo o universo da saga e permitindo que os espectadores mergulhassem em uma mitologia vampírica inovadora e detalhada.

Desafios e bastidores da produção

O caminho para a tela grande não foi simples. Inicialmente, o roteiro desenvolvido pela Paramount era significativamente diferente do livro, o que gerou discussões sobre a adaptação. Quando a Summit Entertainment assumiu o projeto, a meta passou a ser uma fidelidade maior à obra de Meyer, capturando a perspectiva de Bella e a essência emocional da narrativa. A colaboração entre Hardwicke e Rosenberg foi essencial para manter o equilíbrio entre ação, romance e suspense, garantindo que o filme falasse diretamente aos fãs do livro.

As filmagens enfrentaram desafios logísticos e climáticos, já que a cidade de Forks é conhecida por seu clima chuvoso constante, fator que contribuiu para a atmosfera melancólica do filme, mas também exigiu adaptabilidade da equipe técnica. A atenção aos detalhes – desde o design de produção até a iluminação – reforçou a imersão, tornando Forks quase um personagem por si só, com sua névoa, chuva e florestas densas, elementos essenciais para o tom da história.

Impacto cultural e financeiro

O sucesso de Crepúsculo transcendeu as telas. No primeiro dia de exibição, o filme faturou US$ 35,7 milhões, atingindo US$ 69,6 milhões no fim de semana de estreia, quase dobrando seu orçamento inicial de US$ 37 milhões. Mundialmente, arrecadou US$ 393 milhões, consolidando-se como um dos maiores sucessos de filmes de vampiros da época. A venda de DVDs adicionou US$ 191 milhões, enquanto a trilha sonora se tornou icônica, com músicas que ainda evocam a emoção e a nostalgia do filme.

O impacto cultural vai além das finanças: a saga influenciou moda, comportamento adolescente e até mesmo a forma como histórias de vampiros são contadas no cinema. O conceito dos vampiros “vegetarianos” e a mitologia envolvendo a tribo Quileute trouxeram inovação ao gênero, estabelecendo um universo rico que seria explorado nas sequências e garantindo a fidelidade dos fãs à franquia.

O trailer inédito e a experiência cinematográfica atual

O trailer inédito do relançamento de 2025 traz uma combinação de cenas clássicas e imagens recém-editadas, recriando momentos emblemáticos com uma perspectiva renovada. O público poderá revisitar a primeira vez que Bella e Edward se encontram, os instantes de tensão com James, e a construção gradual do romance que se tornaria referência para várias gerações. A expectativa é que a experiência nas telonas supere a nostalgia, permitindo que novos fãs se apaixonem por Forks e seus moradores sobrenaturais.

A mitologia que conquistou gerações

Um dos grandes diferenciais da saga é a construção de um universo detalhado e coerente. Os vampiros Cullen, com suas regras e códigos de conduta, contrastam com o mito tradicional de vampiros perigosos, enquanto a tribo Quileute introduz a mitologia de metamorfos, ampliando o imaginário dos espectadores. Esses elementos criam uma narrativa rica, que combina romance, aventura e fantasia de forma única, permitindo que a história continue a cativar novas gerações mesmo décadas após seu lançamento.

Além disso, a saga trata de temas universais, como amor, coragem, lealdade e escolhas pessoais, ressoando com públicos de diferentes idades. A jornada de Bella, de uma adolescente insegura a alguém capaz de enfrentar desafios sobrenaturais, inspira identificação e empatia, tornando o filme mais do que uma história de vampiros, mas uma narrativa sobre crescimento e autodescoberta.

Você tem coragem de encarar Art, o Palhaço? Terrifier vira casa mal-assombrada no Halloween Horror Nights da Universal

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Foto: Reprodução/ Internet

Já sentiu aquele arrepio que não vem do frio, mas de um pressentimento? Uma sensação de que algo — ou alguém — está prestes a te encontrar no escuro? Pois prepare o psicológico: Art, o Palhaço, aquele mesmo que você jurou que nunca mais queria ver nem em sonho, está voltando. E agora ele tem uma nova casa: a Funhouse do terror abre as portas no Halloween Horror Nights, no Universal Orlando Resort a partir de 29 de agosto, e no Universal Studios Hollywood em 4 de setembro.

Sim, o vilão mais sádico e silenciosamente insano do terror contemporâneo acaba de sair das telas e ganhar vida em um labirinto físico, sujo, barulhento, grotesco — e deliciosamente assustador. Inspirada na franquia Terrifier, a nova atração promete uma experiência que vai muito além do susto: ela te coloca no epicentro do medo, onde a única certeza é que ninguém sai ileso (nem em paz).

Um parque de diversões onde o riso morre na garganta

A casa mal-assombrada recria o universo retorcido de Terrifier 2, com destaque para a Funhouse, o “parquinho” favorito de Art. Esqueça algodão-doce e roda-gigante: aqui, o espetáculo são as mortes brutais, os cheiros de carne queimada, os gritos abafados, as paredes que sangram. Cada corredor é um teste de nervos — e uma ode ao cinema de horror sem censura.

Os visitantes encontrarão Vicky, marcada pelas cicatrizes da sobrevivência, e a inquietante garotinha pálida, que parece ter saído direto de um delírio febril. O caos reina no Clown Café, o pavor ganha forma em um banheiro onde nem o espelho quer olhar pra você, e o Natal — aquele símbolo de aconchego — vira um desfile grotesco de desespero.

Terrifier: mais que terror — é desconforto com assinatura

Criada por Damien Leon e a Dark Age Cinema, a franquia Terrifier nasceu em 2008 e foi crescendo como um monstro que ninguém conseguiu ignorar. Com três filmes lançados e um quarto em produção, Art, o Palhaço (sem falas, sem explicações, só horror), se tornou um ícone do cinema underground — não pelo susto fácil, mas pela coragem de ir onde outros não vão.

Agora, ele vai ainda mais longe: do cinema para o seu pesadelo real. Porque no Halloween Horror Nights, a plateia não está segura na poltrona. Ela caminha. Respira o mesmo ar do monstro. E reza para sair dali inteira.

📍 Onde o terror acontece:
🎃 Universal Orlando Resort – a partir de 29 de agosto
🎃 Universal Studios Hollywood – a partir de 4 de setembro

🎢 Parte do evento Halloween Horror Nights
🎬 Inspirado na franquia Terrifier (Damien Leon)
🧟‍♂️ Personagens: Art, o Palhaço | Vicky | Garotinha Pálida | Clown Café | Natal Sinistro

Fãs de Harry Potter vivenciam magia e glamour no Grande Baile Tribruxo em São Paulo

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Estreou no último dia 29 de outubro, em São Paulo, o evento “Harry Potter™: Um Grande Baile Tribruxo”, uma experiência imersiva que permite aos fãs mergulhar no universo mágico criado por J.K. Rowling e reviver momentos icônicos dos filmes. Produzido pela Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) em parceria com Fever, BeFun Entertainment, Businessland e o Governo Federal, o evento é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e pelo Nubank, reunindo entretenimento, cultura e inovação em um mesmo espaço.

A experiência acontece no Shopping Cidade São Paulo, na emblemática Avenida Paulista, e transforma o local em um verdadeiro cenário mágico inspirado no Salão Principal de Hogwarts. A decoração luxuosa e detalhista remete diretamente às cenas do Baile de Inverno, presente no filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, transportando os visitantes para o clima elegante e festivo da escola de magia mais famosa do mundo.

Durante cerca de duas horas, os participantes podem explorar diferentes atrações que tornam a experiência completa. O evento oferece atividades interativas das casas de Hogwarts, incluindo desafios e competições amistosas que estimulam a criatividade e o espírito de equipe. Além disso, há um Mercado do Baile Tribruxo, com produtos oficiais da franquia, lembranças exclusivas e uma seleção de comidas e bebidas temáticas que enriquecem a experiência sensorial.

Os fãs também têm múltiplas oportunidades para registrar o momento em cenários fotográficos inspirados nos filmes, garantindo lembranças que unem magia e diversão. Embora o uso de trajes especiais não seja obrigatório, os visitantes são incentivados a se vestir com trajes de gala, uniformes das casas de Hogwarts ou trazer suas varinhas, reforçando a imersão e tornando a experiência ainda mais memorável.

Para os organizadores, o evento representa mais do que uma homenagem à franquia: é uma forma de reunir diferentes gerações de fãs em torno da cultura pop, estimulando a interação social, a criatividade e o encantamento. Crianças, adolescentes e adultos têm a oportunidade de se reconectar com a magia de Hogwarts, revivendo cenas inesquecíveis e conhecendo de perto o universo que conquistou o mundo.

O “Grande Baile Tribruxo” também evidencia o potencial de experiências culturais inovadoras que combinam entretenimento, educação e imersão, ao oferecer um ambiente seguro e acolhedor, ao mesmo tempo em que promove o legado de Harry Potter™ como fenômeno global. A iniciativa reforça ainda o papel de projetos culturais no incentivo à criatividade, ao aprendizado lúdico e à valorização de histórias que inspiram coragem, amizade e superação.

Com elegância, atenção aos detalhes e uma abordagem interativa, o evento promete encantar fãs de todas as idades, consolidando-se como uma experiência obrigatória para quem deseja vivenciar a magia de Hogwarts de forma única, inesquecível e emocionante.

Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá estreia nos cinemas com reencontro emocionante e um retrato profundo da resistência indígena

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Foto: Reprodução/ Internet

Após emocionar o público em uma sessão lotada no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro, o documentário Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas brasileiros. Mais do que um filme, ele é um reencontro histórico, uma cura familiar e um poderoso gesto de cinema feito por e para povos originários.

A produção entra em cartaz em 13 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Brasília, João Pessoa, Fortaleza, Maceió, Poços de Caldas, Balneário Camboriú e outras, com distribuição da Embaúba Filmes. E chega cercada de afeto, memória e ancestralidade.

Uma história interrompida pela ditadura — e religada pelo afeto

Nos anos 1960, em pleno regime militar, Luiz Kaiowá, indígena guarani kaiowá, deixou sua terra natal em Mato Grosso do Sul com outros parentes. Passaram por São Paulo, Rio de Janeiro… até que foram levados à força por agentes da Funai até Minas Gerais. Lá, Luiz viveu mais de 15 anos entre os Tikmũ’ũn (Maxakali), onde teve duas filhas: Maiza e Sueli.

Mas a história tomou um rumo abrupto quando, ainda com Sueli nos braços, Luiz foi transferido de volta ao Mato Grosso do Sul. Ele nunca mais voltou. Sueli cresceu sem o pai — e com perguntas que só o tempo, a política e a força da ancestralidade poderiam responder.

Décadas depois, em tempos de internet nas aldeias e articulação indígena crescente, Sueli reencontra o pai. E decide transformar esse gesto em algo maior: um filme ritual, um documento afetivo, uma travessia entre povos e tempos.

Quando o cinema vira reencontro — e também resistência

Co-dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, o filme acompanha os preparativos, trocas e emoções de Sueli antes de finalmente reencontrar o pai, hoje um dos mais respeitados xamãs guarani kaiowá.

Não se trata apenas de uma biografia. O filme é tecido com línguas indígenas, cantos cerimoniais, silêncios cheios de sentido e imagens que respeitam o tempo da escuta. Filmado em territórios maxakali e guarani kaiowá, o longa traz o cotidiano das aldeias, suas lutas, seus encantados e suas formas de resistir ao apagamento histórico.

A diretora Sueli resume: “Não é só um filme. São nossos encantados, nossos rituais, que dão a força para chegar até aqui.”

Uma produção coletiva, viva e ancestral

O filme não se faz apenas com câmeras: ele se constrói com coletividade, fé e tempo. A equipe envolve outros cineastas indígenas como Alexandre Maxakali, responsável pela fotografia, e as guarani kaiowá Michele e Daniela Kaiowá, que assinam direção assistente e direção de fotografia.

Toda a obra é falada em maxakali, guarani kaiowá e português, costurando línguas como se fossem fios de um tecido que reconecta histórias e culturas separadas à força. Antes do reencontro físico, vieram vídeo-cartas, telefonemas e trocas digitais entre Sueli e Luiz. Só em 2022 uma delegação pôde percorrer os mais de 1800 km até as terras indígenas no Mato Grosso do Sul para esse abraço que virou cinema.

Reconhecimento da crítica e dos festivais

O longa-metragem teve estreia consagrada no 57º Festival de Cinema de Brasília, onde levou o prêmio de Melhor Direção. Também passou pela Mostra de Cinema de Tiradentes, pelo Festival de Cachoeira e pela Mostra Ecofalante, onde recebeu menção honrosa do júri.

A crítica especializada tem elogiado não só a potência do tema, mas também a forma como ele é tratado. O Coletivo Crítico chamou o filme de “porta-retrato de uma história familiar construído diante de nossos olhos”, enquanto o Papo de Cinema destacou que o longa marca “uma tendência positiva do cinema brasileiro recente: histórias de alto valor contadas por quem as viveu, com sensibilidade e autonomia.”

Um abraço filmado, um ato de cura

Em tempos em que o Brasil redescute sua memória e o cinema brasileiro busca narrativas mais diversas e honestas, Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá surge como uma joia rara. Ele não fala por povos indígenas — ele fala com e a partir deles.

Entre encontros adiados, câmeras ligadas e cantos ancestrais, o que vemos é mais do que um filme: é um abraço que resistiu ao tempo, à política e ao esquecimento. E que agora pode ser compartilhado com o mundo inteiro.

Ainda Estou Aqui estreia nos Estados Unidos pela Netflix em maio e celebra trajetória vitoriosa no Oscar

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O cinema brasileiro está vivendo um momento histórico! O premiado longa Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles (Central do Brasil), finalmente vai estrear na Netflix dos Estados Unidos. A plataforma confirmou neste sábado (3) que o filme entra no catálogo americano no dia 17 de maio, marcando a expansão internacional de uma das produções mais importantes do Brasil nos últimos tempos.

Baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, o filme é inspirado na história real de sua mãe, Eunice Paiva, que teve que reinventar sua vida e se tornar ativista durante os anos sombrios da ditadura militar no Brasil. A trama se passa em 1971 e mostra como Eunice, mãe de cinco filhos, enfrenta o desaparecimento do marido — sequestrado pela polícia e nunca mais visto — e encontra forças para lutar por justiça. Quem dá vida à protagonista é Fernanda Torres, em uma atuação elogiada por público e crítica.

E olha que não foi pouca coisa: Ainda Estou Aqui não só foi indicado ao Oscar em três categorias importantes — Melhor Filme Internacional, Melhor Filme e Melhor Atriz — como também venceu na principal categoria para produções estrangeiras, garantindo ao Brasil seu primeiro Oscar da história! Um marco.

A cerimônia ainda foi dominada por Anora, dirigido por Sean Baker, que levou cinco estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção e Atriz (para Mikey Madison). Aliás, Baker fez história ao se tornar o primeiro diretor a ganhar quatro prêmios pelo mesmo filme — um recorde até então inédito.

Walter Salles comentou em entrevistas recentes que a trajetória do filme até o Oscar foi um verdadeiro desafio, mas também um exemplo de como histórias brasileiras, quando bem contadas, têm força para emocionar o mundo inteiro. Segundo ele, o reconhecimento é também uma forma de dar visibilidade à memória política do país e às mulheres que resistiram à opressão.

No Brasil, o filme segue disponível no Globoplay e tem atraído muita atenção desde a vitória no Oscar, gerando debates sobre memória, justiça e o papel da mulher na resistência política. A chegada do longa à Netflix nos EUA é vista como um passo importante para que a produção alcance ainda mais público ao redor do mundo.

Novo cartaz de Invocação do Mal 4: O Último Ritual destaca os Warrens em sua despedida

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Foto: Reprodução/ Internet

O lançamento do novo cartaz de Invocação do Mal 4: O Último Ritual trouxe à tona a emoção e a expectativa de fãs ao redor do mundo. A imagem destaca Patrick Wilson e Vera Farmiga nos papéis de Ed e Lorraine Warren, colocando-os no centro de uma composição que respira mistério e tensão. Mais do que apenas um retrato visual do terror que os aguarda, o pôster transmite a despedida de uma dupla que se tornou símbolo da franquia, carregando consigo anos de histórias, suspense e a conexão afetiva construída com o público desde o primeiro filme.

Além de Wilson e Farmiga, Ben Hardy e Mia Tomlinson completam o elenco, trazendo novos elementos à história e ampliando a dimensão familiar e emocional do filme. A presença de Judy Warren, filha do casal interpretada por Tomlinson, adiciona profundidade à trama, mostrando que, por trás do terror, estão pessoas reais enfrentando dilemas de fé, coragem e proteção familiar.

O fim de uma era: Patrick Wilson e Vera Farmiga se despedem

Desde 2013, Patrick Wilson e Vera Farmiga vêm consolidando Ed e Lorraine Warren como protagonistas icônicos do terror moderno. Inspirados em pessoas reais que investigaram fenômenos paranormais nos anos 60 e 70, os personagens representam mais do que simples caçadores de fantasmas: são figuras humanas, com medos, dúvidas, esperanças e um amor que sustenta tudo o que fazem.

Em O Último Ritual, essa dimensão emocional se torna ainda mais intensa. O público terá a oportunidade de ver os Warrens não apenas enfrentando espíritos e demônios, mas lidando com conflitos pessoais e familiares, tornando o terror mais visceral e o envolvimento emocional mais profundo.

Uma narrativa inspirada em fatos reais

A franquia Invocação do Mal sempre se diferenciou por unir suspense e terror com histórias baseadas em eventos reais. Neste quarto filme, a narrativa foca no caso da família Smurl, famoso por alegações de possessão demoníaca nos anos 80. Essa escolha aumenta o peso dramático da trama, porque o público sabe que os acontecimentos retratados não são meramente ficcionais, mas refletem relatos de sofrimento real.

A construção do roteiro ficou a cargo de David Leslie Johnson-McGoldrick, Ian Goldberg e Richard Naing, que buscaram aprofundar os personagens e desenvolver uma trama que respira, permitindo que o terror não seja apenas visual, mas psicológico e emocional. A história aborda temas complexos como fé, dúvida e a luta contra o mal, trazendo autenticidade à narrativa.

O retorno de Michael Chaves e a direção do suspense

Após comandar o terceiro filme da franquia, Michael Chaves retorna para dirigir O Último Ritual, trazendo experiência e sensibilidade para equilibrar sustos, tensão e drama familiar. Diferente de muitos filmes de terror atuais, a direção de Chaves aposta na construção gradual do medo, transformando o suspense em algo quase palpável, onde cada sombra, som ou silêncio contribui para a atmosfera opressiva do longa.

Com uma duração de 2h15, o filme ganha tempo para desenvolver seus personagens e tramas paralelas, sem se apressar em sustos gratuitos. O espectador sente a tensão crescer lentamente, quase como um sussurro que se transforma em gritos, criando uma experiência mais completa e imersiva.

A trilha sonora que marca o clima do filme

A música sempre foi um componente essencial na franquia, e neste capítulo, Benjamin Wallfisch assume a trilha sonora, substituindo Joseph Bishara. Wallfisch trouxe sons que amplificam a sensação de ansiedade e medo, tornando cada cena mais impactante. Em filmes de terror, a trilha sonora funciona quase como um personagem adicional, guiando o público e intensificando as emoções de cada momento.

O impacto emocional além do susto

O diferencial de Invocação do Mal 4 não está apenas nos efeitos sobrenaturais, mas na maneira como explora o lado humano da história. A luta de Ed e Lorraine Warren para proteger sua família, aliada à jornada de Judy, mostra que o terror pode ser uma metáfora para os desafios da vida real: perda, dúvida e coragem diante do desconhecido.

Essa abordagem transforma o filme em uma experiência emocional completa. O medo do público não é apenas pelo que aparece na tela, mas pelo que os personagens sentem e vivem, criando uma empatia única com a narrativa.

Por dentro da produção: Londres como cenário sombrio

As filmagens aconteceram em Londres, entre setembro e novembro de 2024, escolhida não apenas por questões logísticas, mas também pelo clima, arquitetura e atmosfera que contribuem para o tom sombrio do longa. Cada cenário, cada sombra e cada detalhe da ambientação foram pensados para reforçar a sensação de opressão e mistério.

O comprometimento da equipe de produção, aliado à direção precisa de Chaves, garantiu que o filme mantivesse o equilíbrio entre suspense, terror e drama familiar, respeitando a história real dos Warrens e ao mesmo tempo entregando algo novo para os fãs.

O legado dos Warrens

Invocação do Mal sempre foi mais do que uma franquia de terror: é uma homenagem à vida e ao trabalho de Ed e Lorraine Warren. Eles dedicaram anos a investigar o desconhecido, registrando casos que desafiam a lógica e a compreensão humana. A franquia consegue transmitir essa realidade de forma emocionante e envolvente, mostrando que o terror também pode ser educativo e reflexivo.

No Último Ritual, o público não acompanha apenas sustos e fenômenos sobrenaturais, mas a humanidade por trás de cada investigação. A presença de novos personagens, como Tony Spera e a família Smurl, contribui para a autenticidade e profundidade emocional, tornando cada cena mais significativa.

Expectativas para a estreia

Com a data de estreia se aproximando, a ansiedade dos fãs cresce. Invocação do Mal 4: O Último Ritual promete não só sustos, mas também uma narrativa que respeita o público, oferecendo momentos de reflexão e emoção. A despedida de Patrick Wilson e Vera Farmiga encerra uma era importante do terror moderno, deixando um legado que combina suspense, realidade e humanidade.

Selena Gomez volta ao set de Os Feiticeiros Além de Waverly Place e confirma participação na 2ª temporada da série no Disney+

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Ela voltou — de novo! Selena Gomez confirmou que está de volta ao universo mágico de Os Feiticeiros de Waverly Place, agora com uma participação especial na 2ª temporada de Os Feiticeiros Além de Waverly Place, continuação da série original no Disney+.

A atriz e cantora, que viveu Alex Russo durante quatro temporadas e um filme entre 2007 e 2012, publicou nos Stories do Instagram uma imagem diretamente do set de gravações com a legenda: “Simplesmente parece certo.” Os fãs, claro, surtaram — e com razão. Afinal, a presença de Selena nesse revival tem um peso emocional gigantesco para toda uma geração que cresceu assistindo às confusões mágicas dos irmãos Russo.

Embora Selena tenha retornado brevemente na primeira temporada como Alex, sua nova participação ainda é envolta em mistério. Nenhum detalhe específico foi divulgado pela Disney, mas fontes próximas à produção indicam que a aparição deve ser pontual — embora significativa.

Uma nova geração de feiticeiros

A série de continuação tem como foco principal Justin Russo (vivido novamente por David Henrie), agora adulto, casado e pai de dois filhos. Ele tenta viver uma vida normal longe da magia, mas tudo muda quando cruza o caminho de Billie (Janice LeAnn Brown), uma jovem feiticeira promissora que precisa de orientação.

Além de Henrie e Selena, o elenco inclui Mimi Gianopulos como Giada, esposa de Justin; Alkaio Thiele como Roman, o filho mais velho do casal; Max Matenko como o caçula, Milo; Taylor Cora como Winter, melhor amiga de Billie; e Janice LeAnn Brown, a nova protagonista da história.

O peso de Alex Russo

Mesmo que seja uma aparição rápida, a presença de Selena Gomez tem um valor simbólico forte: ela é a ponte direta com o fenômeno original da Disney. Sua personagem, Alex Russo, se tornou um dos ícones da programação teen dos anos 2000, e sua ironia, carisma e poder mágico conquistaram fãs pelo mundo todo.

A frase publicada por Selena nos Stories — “simplesmente parece certo” — parece dizer muito. Depois de anos focada em sua carreira musical, em produções como Only Murders in the Building e em seu trabalho como empresária e ativista, Gomez retorna ao lugar onde tudo começou. E os fãs não poderiam estar mais felizes.

Quando estreia?

A segunda temporada de Os Feiticeiros Além de Waverly Place ainda não tem data oficial de estreia, mas os episódios estão atualmente sendo gravados. A primeira temporada, lançada no Disney+, teve boa recepção e conseguiu unir o público nostálgico com uma nova geração que está conhecendo o universo mágico dos Russo.


Resumo rápido para quem chegou agora:

  • Selena Gomez está confirmada na 2ª temporada de Os Feiticeiros Além de Waverly Place.
  • A atriz revelou seu retorno com uma publicação nos Stories: “Simplesmente parece certo”.
  • Ela fará uma participação especial, assim como na 1ª temporada.
  • A série continua acompanhando Justin Russo e uma nova geração de feiticeiros no Disney+.

Crítica – Frankenstein, de Guillermo Del Toro é um filme que transforma dor e beleza em um espetáculo gótico inesquecível

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Guillermo Del Toro sempre caminhou na fronteira entre fantasia e dor, entre o belo e o grotesco. Em sua releitura de Frankenstein, esse território híbrido não é apenas cenário; é alma. Desde os primeiros fotogramas, o diretor deixa claro que não pretende apenas revisitar Mary Shelley, mas reinterpretar suas provocações mais profundas com o olhar de um cineasta que compreende a monstruosidade como metáfora da solidão humana.

O filme se abre com uma força visual avassaladora. É Del Toro em seu estado mais puro: meticuloso, artesanal e apaixonado por cada textura. Os salões iluminados por chamas vacilantes, o laboratório úmido e claustrofóbico, a extensão gelada do Ártico que parece engolir a humanidade, tudo compõe um quadro que ultrapassa a mera direção de arte. Cada ambiente funciona como um espelho psicológico, refletindo a deterioração emocional dos personagens. Não é estética pela estética; é narrativa construída a partir da atmosfera.

O que torna Frankenstein de Del Toro mais potente do que uma simples homenagem é sua decisão de humanizar não apenas a Criatura, mas também Victor Frankenstein. Oscar Isaac entrega uma atuação precisa e modulada, que recusa a visão tradicional do cientista como vilão absoluto. Aqui, Victor é ambicioso, mas também vulnerável, aflito e incapaz de lidar com o próprio fracasso moral. Sua arrogância científica não nasce da maldade, e sim da ilusão de que pode controlar a vida sem enfrentar suas implicações. Essa humanidade falha o arrasta para a ruína, e ao vê-lo se desmontar emocionalmente diante daquilo que criou, o espectador testemunha um dos grandes acertos da adaptação: a compreensão de que o verdadeiro horror não está na Criatura, e sim na recusa do criador em assumir o que trouxe ao mundo.

Jacob Elordi reinventa a Criatura como um ser que oscila entre força e fragilidade. Seu corpo imenso contrasta com uma doçura inesperada, reforçando a ideia de que sua monstruosidade é produto da rejeição e não de sua essência. Há momentos em que ele parece quase infantil em sua curiosidade, cenas que Del Toro filma com uma ternura silenciosa e que servem como respiradouros emocionais entre os grandes conflitos. Essa sensibilidade torna a tragédia ainda mais dolorosa: a Criatura se torna monstruosa porque é privada daquilo que qualquer ser precisa para viver, como afeto, acolhimento e pertencimento.

A participação de Mia Goth adiciona sutileza à narrativa. Sua personagem oferece um contraponto à rejeição que persegue a Criatura e suas cenas em conjunto estão entre as mais delicadas do filme. Elas revelam a capacidade de Del Toro de encontrar poesia nos espaços onde o horror costuma dominar. Não são apenas momentos de conexão; são fagulhas de humanidade que contrastam com a violência do mundo ao redor.

Narrativamente, o filme é denso, introspectivo e, por vezes, deliberadamente lento. Del Toro não tem pressa de chegar às grandes revelações. Prefere construir tensões por meio de silêncios, olhares e gestos, deixando que a relação entre criador e criação se torne um espelho rachado. Esse ritmo contemplativo pode não agradar quem espera algo mais explosivo, mas para o público disposto a entrar na cadência emocional proposta, a experiência é imersiva e devastadora.

No desfecho, Frankenstein se consolida como uma tragédia operística sobre culpa e abandono. Del Toro resgata o espírito da obra de Shelley, não o terror superficial, mas o coração filosófico que questiona até que ponto o ser humano está preparado para lidar com aquilo que deseja dominar. A Criatura busca um lugar no mundo; Victor busca escapar da responsabilidade. Dessa colisão entre carência e negação nasce uma destruição inevitável.

É um filme sobre criação, mas também sobre a morte simbólica de quem não sabe amar o que traz à vida. Um conto sobre monstros que surgem, sobretudo, da incapacidade humana de cuidar.

A estética impecável, as atuações poderosas e a profundidade emocional fazem desta versão de Frankenstein uma das interpretações mais ricas e sensíveis dos últimos anos. Não é apenas um espetáculo visual; é um lamento trágico que continua ecoando muito depois que a tela escurece.

Pedro Pascal finaliza gravações como Senhor Fantástico em Vingadores: Doomsday

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Foto: Reprodução/ Internet

As filmagens de Vingadores: Doomsday começaram em abril de 2025, no renomado Pinewood Studios, localizado na Inglaterra, e continuam a se expandir para locações deslumbrantes como o Bahrein e o Windsor Great Park. Este projeto grandioso representa um dos maiores desafios já enfrentados pela Marvel Studios, tanto em escala quanto em complexidade narrativa.

Recentemente, uma notícia que empolgou os fãs ao redor do mundo foi confirmada: Pedro Pascal, o talentoso ator que interpreta Reed Richards — o icônico Senhor Fantástico — já concluiu todas as suas cenas no set. Isso indica que as sequências envolvendo o Quarteto Fantástico, um dos grupos mais esperados pelos fãs, estão praticamente finalizadas, mesmo que as filmagens devam continuar até agosto para garantir que cada detalhe esteja perfeito. As informações são do Deadline.

Mas Doomsday vai muito além da simples reunião de personagens. Trata-se de um marco histórico na indústria do entretenimento, abrindo as portas para uma nova era no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), repleta de surpresas, emoção e desafios inéditos.

Foto: Reprodução/ Internet

O impacto do MCU e o que Doomsday representa

Desde que os Vingadores se uniram pela primeira vez em 2012, a Marvel revolucionou a forma de contar histórias de super-heróis no cinema. A combinação de ação espetacular com dramas pessoais profundos conquistou uma legião de fãs. Filmes como Infinity War e Endgame não foram apenas sucessos comerciais, mas fenômenos culturais que influenciaram gerações.

Agora, o próximo filme dos Vingadores chega para fechar a chamada “Saga do Multiverso”, um arco narrativo que tem sido construído cuidadosamente nas últimas fases do MCU, explorando realidades paralelas, universos alternativos e as complexidades que surgem quando essas dimensões se cruzam.

A particularidade de Doomsday está em sua escala épica. Este filme não reúne apenas os Vingadores tradicionais, mas também incorpora o Quarteto Fantástico, os X-Men originais, os Novos Vingadores — também conhecidos como Thunderbolts — e os heróis de Wakanda. Essa mistura inédita de universos cria uma teia de relações e conflitos complexos, algo que nunca foi visto na história do cinema de super-heróis.

Elenco confirmado do filme

Chris Hemsworth retorna como Thor, trazendo seu carisma e força ao papel do Deus do Trovão. Vanessa Kirby faz sua estreia como a Mulher Invisível, personagem fundamental do Quarteto Fantástico, cuja habilidade de se tornar invisível e gerar campos de força adiciona uma nova dimensão à equipe.

Pedro Pascal, conhecido por papéis marcantes em séries como The Mandalorian e Narcos, empresta sua versatilidade para o papel de Reed Richards, o brilhante cientista cuja elasticidade desafia as leis da física e da imaginação.

Um dos grandes choques para os fãs foi a confirmação da participação de Robert Downey Jr., que não retorna como Tony Stark — seu personagem histórico —, mas assume o papel do enigmático e temido Doutor Destino, um dos vilões mais complexos e carismáticos dos quadrinhos da Marvel. A expectativa é alta para ver como Downey irá dar vida a esse personagem tão multifacetado.

Além disso, o elenco traz de volta nomes lendários como Patrick Stewart e Ian McKellen, reprisando seus papéis como Professor X e Magneto, respectivamente. Essa escolha consolida a integração dos X-Men ao MCU, uma notícia que vem sendo aguardada ansiosamente por fãs de longa data.

Completam o time estrelas como Florence Pugh, Simu Liu, Tenoch Huerta Mejía, Anthony Mackie, Sebastian Stan, James Marsden e Rebecca Romijn, criando uma mistura de rostos familiares e novos talentos que enriquecem ainda mais o universo de Doomsday.

Desafios, mudanças e bastidores

A jornada para o filme não foi isenta de percalços. Inicialmente, a Marvel Studios planejava encerrar a Fase Seis com dois filmes: The Kang Dynasty e Secret Wars. Contudo, um imprevisto envolvendo o ator Jonathan Majors, que interpretaria o vilão Kang, levou a uma reestruturação da narrativa.

Com os irmãos Russo — que já haviam comandado os épicos Infinity War e Endgame — retornando à direção, o projeto foi renomeado para Doomsday. Essa mudança trouxe uma nova perspectiva e frescor para o roteiro, que ficou a cargo de Stephen McFeely e Michael Waldron, ambos roteiristas renomados com trabalhos que exploram tanto ação quanto profundidade emocional.

Os irmãos Russo também adotaram um método de trabalho flexível, muitas vezes gravando cenas mesmo sem o roteiro finalizado. Essa abordagem permite que a narrativa evolua organicamente, incorporando ideias dos atores e da equipe técnica, enriquecendo o filme com nuances inesperadas e momentos genuinamente emocionantes.

Por trás das câmeras, profissionais de destaque contribuem para o resultado visual impressionante. Newton Thomas Sigel, diretor de fotografia conhecido por seu trabalho em filmes com forte apelo visual, e Gavin Bocquet, designer de produção responsável por criar ambientes memoráveis, garantem que cada cenário e cada tomada sejam uma experiência visual única para o público.

Entenda a sinopse do filme

O enredo de Doomsday se passa 14 meses após os eventos de Thunderbolts (2025). A história acompanha uma aliança sem precedentes entre Vingadores, heróis de Wakanda, o Quarteto Fantástico, Novos Vingadores e X-Men, todos unindo forças para enfrentar uma ameaça global — e multiversal — encarnada pelo Doutor Destino.

Este desafio exige que heróis de realidades distintas deixem suas diferenças e conflitos de lado para proteger não só o planeta Terra, mas todo o multiverso, um conceito que expande o escopo da narrativa para além do tradicional. Essa dinâmica promete cenas carregadas de emoção, tensão e momentos épicos de ação.

Para os fãs, ver personagens que antes pertenciam a universos separados interagindo e trabalhando juntos é um sonho que finalmente se torna realidade, abrindo possibilidades criativas quase ilimitadas para a Marvel.

O futuro do MCU começa agora

Com estreia marcada para 18 de dezembro de 2026, o longa-metragem é aguardado como um dos maiores lançamentos do cinema mundial. Mas o que acontece após esse filme já está sendo planejado: a sequência, intitulada Avengers: Secret Wars, prevista para dezembro de 2027, promete aprofundar ainda mais os mistérios do multiverso e as consequências dos eventos que irão impactar profundamente o universo Marvel.

Essa nova fase da Marvel aposta em narrativas mais densas, personagens complexos e uma maior diversidade, refletindo o público global cada vez mais atento e exigente. O MCU caminha para histórias que combinam ação e emoção, com personagens cheios de camadas e dilemas reais, tornando a experiência mais humana e acessível.

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