HBO Max intensifica combate ao compartilhamento de senhas e anuncia mudanças até 2026

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Durante muito tempo, dividir a senha do streaming com a família, um amigo ou até aquele colega de trabalho mais próximo foi quase um ato de afeto moderno. Em tempos de tantas plataformas, mensalidades salgadas e uma infinidade de títulos a acompanhar, o compartilhamento de contas acabou se tornando um “jeitinho” comum — tolerado pelas empresas, aceito pelos usuários e até celebrado em memes nas redes sociais. Mas esse tempo, ao que tudo indica, está chegando ao fim. E a HBO Max é a próxima a apertar o cerco.

Durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, JB Perrette, chefe da divisão de streaming e jogos da Warner Bros. Discovery (WBD), foi direto ao ponto: a empresa vai endurecer o jogo contra o uso compartilhado de senhas fora do núcleo familiar. A declaração foi mais do que um aviso. Foi um prenúncio de uma mudança significativa na forma como as plataformas se relacionam com seu público — e com seus próprios números. As informações são do Deadline.

“A comunicação com os consumidores está prestes a ficar mais agressiva”, disse Perrette. Palavras que, embora curtas, carregam muito peso.

O fim do “jeitinho” digital

Compartilhar senhas de streaming sempre foi um segredo mal guardado da internet. Nos grupos de amigos, nas conversas entre familiares ou até nas redes sociais, era comum ver mensagens como “Quem tem a senha da HBO Max?” ou “Troco login da Netflix pela Disney+”. Mesmo sem incentivar explicitamente essa prática, as plataformas sabiam que isso acontecia — e, em muitos casos, deixaram passar.

Essa “vista grossa” teve um motivo: conquistar território. Durante a guerra dos streamings que marcou a última década, o objetivo era ganhar base de usuários, acostumar o público com o serviço, criar uma sensação de dependência. E deu certo. Mas agora, com o mercado mais consolidado, a estratégia mudou. O foco passou da expansão para a rentabilidade.

E aí, o que antes era tolerado virou prejuízo.

A mudança de postura do mercado

A HBO Max não está sozinha nessa cruzada. Ela segue o caminho iniciado pela Netflix, que em 2023 iniciou sua própria ofensiva contra o compartilhamento de senhas, implementando mecanismos de verificação de dispositivos e incentivando usuários “extras” a pagarem uma taxa adicional para continuarem assistindo.

Na época, a medida gerou polêmica. Muitos previram o colapso da base de assinantes, revolta nas redes sociais e cancelamentos em massa. Mas o que se viu foi diferente: a Netflix, mesmo enfrentando críticas, aumentou sua receita e conquistou novos assinantes pagantes. O modelo mostrou que o “fim da farra das senhas” poderia sim funcionar — ao menos do ponto de vista financeiro.

Desde então, Disney+, Hulu, Paramount+, Amazon Prime Video e agora a HBO Max têm caminhado na mesma direção.

Por que agora?

A Warner Bros. Discovery vive uma fase delicada. Apesar de ter adicionado 3,4 milhões de novos assinantes de streaming no segundo trimestre de 2025, impulsionada principalmente pela expansão internacional, a empresa ainda luta para transformar esse crescimento em lucro sólido.

A fusão entre WarnerMedia e Discovery, que originou a WBD em 2022, gerou muitas expectativas e também muitos cortes. Cancelamentos de produções, reestruturações internas e ajustes no catálogo do HBO Max (agora apenas “Max” em alguns mercados) foram reflexos dessa busca por eficiência.

Agora, a empresa parece mais estável — e pronta para mirar no lucro. O combate ao compartilhamento de senhas se encaixa perfeitamente nessa nova etapa: é uma forma de converter usuários “fantasmas” em assinantes reais, sem grandes investimentos em conteúdo novo ou marketing.

Segundo Perrette, a meta é fechar as brechas até o final de 2025, com impactos financeiros visíveis já em 2026. É um movimento pensado com frieza, com foco em resultados de longo prazo.

O impacto para os usuários brasileiros

No Brasil, onde a HBO Max encontrou uma base fiel graças a parcerias com operadoras, promoções agressivas e um catálogo recheado de títulos populares (como Game of Thrones, Euphoria, Harry Potter e novelas clássicas da Warner), o impacto pode ser especialmente sensível.

Muitos brasileiros dividem o streaming com amigos e familiares, como forma de reduzir os custos em meio à alta dos preços. Com a nova política, esse comportamento será desincentivado, e muitos usuários terão que decidir entre pagar individualmente ou abrir mão do conteúdo.

É provável que a WBD adote uma estratégia de comunicação gradual no país, explicando as mudanças e oferecendo alternativas para que o impacto não seja tão brusco. Mas, ainda assim, a reação pode ser ruidosa.

Um novo ciclo de consumo?

A repressão ao compartilhamento de senhas pode, paradoxalmente, forçar uma reorganização saudável no mercado de streaming. Ao invés de tentar manter assinaturas em todas as plataformas o tempo todo, os consumidores podem passar a escolher com mais critério o que assinar por mês, conforme suas prioridades.

Esse comportamento já existe — e tende a crescer. Com as plataformas criando conteúdos mais episódicos e lançando séries em blocos ou semanalmente, muitos usuários assinam por um mês, assistem ao que desejam, e depois cancelam. É a era do “streaming rotativo”.

Essa dinâmica, se bem compreendida pelas empresas, pode ser mais sustentável e até mais vantajosa: cria ciclos de audiência, fideliza por conteúdo e evita a saturação. Mas, para isso, é preciso ouvir o público e adaptar estratégias — e não apenas apertar os controles.

O futuro é pago, mas pode ser melhor

Em um mundo digital em constante transformação, o compartilhamento de senhas foi um reflexo da cultura do acesso. Agora, com as plataformas voltando o olhar para o faturamento, a tendência é que o acesso fique mais restrito — e mais caro.

A HBO Max tem o desafio de não apenas proteger sua receita, mas também preservar a relação de confiança com seu público. É possível? Sim. Mas requer mais do que notificações e bloqueios.

Será preciso diálogo, empatia e inovação.

Lanterns | Nova série do DCU ganha reforço no elenco com Cary Christopher

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Em meio a um cenário de saturação criativa nos blockbusters de super-heróis, surge uma aposta promissora com potencial para virar o jogo. Lanterns, nova produção da DC Studios com a HBO, propõe um olhar mais sombrio e sensível sobre os personagens intergalácticos que, até hoje, enfrentaram dificuldades para encontrar um lugar sólido nas telas. Ainda em fase de pós-produção, a série está prevista para chegar apenas em 2026, mas já dá sinais de que será mais do que uma aventura espacial — e a confirmação do ator Cary Christopher no elenco reforça essa expectativa.

Conhecido por seu desempenho tocante no terror psicológico A Hora do Mal, o jovem Christopher dará vida a Noah, um garoto sensível e talentoso, morador de uma pequena cidade americana e apaixonado por futebol. A descrição, divulgada pelo site Deadline, é breve, mas revela uma faceta intimista da série. Em vez de explosões e batalhas cósmicas a cada episódio, o que veremos são camadas emocionais, dramas humanos e uma atmosfera de mistério que remete mais a True Detective do que aos antigos filmes de capa e espada do estúdio.

Uma proposta com mais densidade e alma

Desde que James Gunn e Peter Safran assumiram o controle da DC Studios, deixaram claro que o foco não seria mais em projetos grandiosos sem substância. Queriam tramas com profundidade emocional, reflexões morais e vínculos reais com o público. Lanterns é, até agora, o projeto que mais parece abraçar essa filosofia.

A série acompanhará Hal Jordan e John Stewart, dois dos nomes mais emblemáticos da chamada Tropa dos Lanternas, agora colocados no centro de uma investigação misteriosa com consequências globais. A ideia, segundo Gunn, é utilizar o mistério como fio condutor de uma trama que pode alterar os rumos do recém-reformulado Universo DC.

Kyle Chandler, reconhecido por papéis intensos em séries como Friday Night Lights e Bloodline, assume o papel de Hal Jordan, um veterano marcado por decisões difíceis e traumas não resolvidos. Já Aaron Pierre, britânico em ascensão com uma pegada mais introspectiva e empática, interpretará John Stewart, ex-militar com vocação artística e um senso de justiça aguçado.

A dinâmica entre os dois lembra o bom e velho “buddy cop drama”, mas com uma espessura emocional mais forte: um confronto geracional entre diferentes visões de heroísmo, responsabilidade e moralidade.

Parte do motivo pelo qual Lanterns já gera tanta expectativa está nos nomes por trás das câmeras. O comando do roteiro está nas mãos de Chris Mundy, aclamado por seu trabalho em Ozark, com apoio de Damon Lindelof (Watchmen, The Leftovers) e do escritor de quadrinhos Tom King, que já transformou o Lanterna Verde em figura melancólica e complexa nas páginas da DC.

Essa equipe, além de escrever o episódio piloto, construiu a chamada “bíblia” da série: um guia criativo que define o tom, os temas e os caminhos dramáticos da temporada. Em outras palavras, não estamos diante de um produto episódico comum, mas de um arco narrativo cuidadosamente estruturado, com começo, meio e consequências.

Com oito episódios encomendados, a produção foi rodada entre fevereiro e julho de 2025 em Los Angeles, com direção inicial de James Hawes, veterano de títulos como Black Mirror e Slow Horses. Tudo indica que a HBO está empenhada em fazer da série um drama com cara e alma de prestígio — não apenas mais uma entrada no gênero super-heroico.

Cary Christopher: a presença que conecta mundos

A presença de Cary pode parecer discreta, mas carrega simbolismos. Ele interpretará Noah, um menino “brilhante, amável e criativo”, que vive longe dos centros urbanos e dos confrontos interplanetários. Ainda não se sabe qual o papel exato de Noah na investigação liderada por Jordan e Stewart, mas o fato de sua história estar ambientada no interior dos EUA já indica um esforço da produção em equilibrar o épico com o cotidiano.

Christopher, que vem ganhando destaque por sua entrega emocional em papéis intensos, deve funcionar como a âncora afetiva da série — uma representação da vida comum em contraste com o universo dos anéis de poder. É também um reflexo da proposta de James para o novo DCU: heróis que sentimos como reais antes de vermos como ícones.

Conflito, legado e redenção

Na mitologia dos Lanternas Verdes, os anéis escolhem indivíduos dotados de extrema força de vontade, responsáveis por proteger regiões inteiras do cosmos. Mas essa força, quando colocada em confronto com a fragilidade humana, gera conflitos internos fascinantes.

Hal Jordan, com sua impulsividade e senso de dever inabalável, representa a velha guarda: o herói tradicional, cheio de cicatrizes e culpas. Já John Stewart, mais introspectivo, carrega o peso da perda, mas também uma visão mais crítica e sensível do que significa ser justo.

Ao unir essas figuras, a série constrói não apenas uma investigação — mas um embate entre diferentes formas de encarar o heroísmo. Como resume o showrunner Chris Mundy: “Eles são como espelhos. Um representa o que já foi, o outro, o que está por vir. E o que eles descobrem muda tudo que pensam sobre o certo e o errado.”

A série estreia na HBO e no streaming Max no início de 2026, com uma temporada de oito episódios que pode iluminar, de vez, o novo rumo da DC.

Saiba qual filme vai passar na Tela Quente desta segunda (11/08)

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Sabe aquela sensação gostosa de reencontrar velhos amigos depois de muito tempo? Aquela mistura de “será que ainda vai ser como antes?” com a surpresa boa de perceber que, mesmo com as rugas e as mudanças, a conexão continua a mesma? Pois é exatamente isso que Bad Boys Para Sempre, atração da Tela Quente desta segunda-feira na TV Globo, entrega.

Mais do que um festival de tiros, perseguições e piadas afiadíssimas (o que, claro, também não falta), o terceiro capítulo da franquia Bad Boys consegue fazer algo raro: olhar para trás sem parecer datado — e seguir em frente sem trair sua essência. É um filme que ri do próprio passado, mas também se emociona com o tempo que passou. E que nos convida a fazer o mesmo.

Um reencontro com os velhos tempos — e com a nova vida

Lançado em 2020, o longa-metragem marca o retorno de Will Smith e Martin Lawrence como Mike Lowrey e Marcus Burnett, a dupla de detetives mais caótica — e querida — dos cinemas desde os anos 90. Só que dessa vez, eles voltam com cabelos mais grisalhos, joelhos mais frágeis… e dilemas mais reais.

Mike continua sendo o bonitão marrento, viciado em adrenalina e com o ego do tamanho de Miami. Marcus, por sua vez, agora está aposentado, mais sereno, com netos e uma vontade crescente de paz. Mas quando uma ameaça do passado ressurge com sangue nos olhos e munição infinita, os dois são obrigados a calçar os coturnos mais uma vez. Só que agora, o peso não é só dos coletes à prova de bala — é o peso do tempo.

O segredo? Respeitar o tempo que passou

E é aqui que mora a maior força do filme. Em vez de fingir que nada mudou desde os tempos de “bad boys, bad boys, what you gonna do?”, o roteiro — escrito por Chris Bremner, Peter Craig e Joe Carnahan — assume as marcas do tempo com dignidade. Há humor, claro, e muita ação coreografada de forma espetacular. Mas há também silêncio, dor, arrependimento e um senso de legado.

Essa maturidade inesperada não apaga a química eletrizante entre os protagonistas, que continuam hilários. Ela apenas dá mais profundidade a uma franquia que, até então, vivia de explosões e frases de efeito.

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Uma direção com sotaque novo — e alma vibrante

A escolha de colocar a franquia nas mãos da dupla belga Adil El Arbi e Bilall Fallah foi certeira. Eles trouxeram uma estética moderna, vibrante e um olhar mais global, sem perder a vibe calorosa e exagerada que tornou os filmes anteriores tão icônicos.

O visual do filme é mais polido, as cenas de ação são mais orgânicas, e há uma atenção especial aos momentos de pausa — aqueles em que os personagens param de correr e atirar, e simplesmente olham um para o outro, tentando entender o que estão sentindo.

Não é só um filme sobre matar bandidos. É um filme sobre envelhecer. Sobre perder pessoas. Sobre tentar consertar o que foi quebrado — mesmo que tarde demais.

Os novos rostos da nova geração

Claro que ninguém segura uma franquia por 25 anos só com nostalgia. E é por isso que o filme apresenta a equipe AMMO, um esquadrão de elite formado por jovens agentes que misturam tecnologia, táticas modernas e um certo espanto com os métodos à moda antiga de Mike e Marcus.

Paola Núñez lidera o time como Rita, ex-namorada de Mike, com quem divide tensão, mágoas e missões explosivas. Ao lado dela, estão Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig e Charles Melton, que trazem sangue novo, carisma e até algum alívio cômico para o campo de batalha. A química entre eles funciona — e, quem sabe, até aponta um possível futuro para a franquia.

Os vilões são mais que caricaturas

Nada de vilão genérico com risada de desenho animado. Isabel Aretas (a magnética Kate del Castillo) e seu filho Armando (Jacob Scipio) são os antagonistas da vez — e vêm com motivação, dor e história.

Eles não são maus por serem maus. São movidos por feridas abertas e por uma vingança que faz sentido dentro da lógica da trama. Mais do que ameaças, eles são espelhos distorcidos dos protagonistas. E é justamente por isso que os confrontos finais carregam emoção, não só adrenalina.

Sucesso de público, crítica e… alma

O filme não apenas foi bem de bilheteria (mais de US$ 426 milhões arrecadados no mundo todo), como também conquistou a crítica. No Rotten Tomatoes, são 77% de aprovação, com elogios ao carisma da dupla, à direção energética e ao roteiro surpreendentemente maduro.

E talvez seja essa a mágica: o filme entende que, para continuar relevante, não basta repetir a fórmula. É preciso crescer com ela.

O caminho até aqui foi tudo, menos fácil

Acredite se quiser: a ideia de um terceiro Bad Boys começou a circular lá por 2008. Mas entre troca de roteiristas, desistências, cronogramas impossíveis e até crise de confiança no próprio gênero, foram mais de dez anos até o projeto finalmente sair do papel.

Joe Carnahan quase dirigiu. Michael Bay quis voltar. Mas foi com os diretores belgas, as câmeras digitais Sony VENICE e um elenco afiado que a mágica realmente aconteceu — entre Miami, Atlanta e até a Cidade do México.

E, claro, com Will Smith e Martin Lawrence chegando de Porsche no tapete vermelho da pré-estreia. Porque se é pra voltar, que seja com estilo.

A dublagem brasileira? Um espetáculo à parte

Na exibição da TV Globo, vale prestar atenção à dublagem caprichada do estúdio Delart, com Márcio Simões e Mauro Ramos dando vida à dupla principal. A direção de dublagem ficou a cargo do talentosíssimo Manolo Rey, garantindo um resultado fluido, engraçado e que respeita a alma dos personagens. E convenhamos: nada como ouvir um “aí, parceiro!” no melhor estilo carioca para sentir que os Bad Boys são um pouco nossos também.

Mais que ação, uma despedida disfarçada?

Apesar de já termos confirmação de um quarto filme (previsto para 2026, com filmagens iniciadas em 2023), “Bad Boys Para Sempre” tem um jeitinho de despedida. Um clima de “vamos fazer isso direito, caso seja a última vez”.

O final, sem dar spoilers, aponta caminhos novos. Mas também fecha ciclos. Reaproxima pai e filho. Mostra que coragem nem sempre é dar um salto — às vezes, é pedir desculpas.

E no meio disso tudo, ainda sobra tempo para explosões, perseguições de moto, helicópteros e frases de efeito.

E se eu perder na TV?

Se por algum motivo você não conseguir assistir na Tela Quente, não tem problema. O filme está disponível para aluguel ou compra em plataformas digitais como Apple TV, Google Play, Amazon Prime Video, e pode ser encontrado em mídia física em Blu-ray ou DVD nas principais lojas online.

No fim das contas, por que ver?

Porque é divertido. Porque emociona. Porque nos lembra que dá, sim, pra crescer sem virar chato. E porque ver Will Smith e Martin Lawrence juntos é sempre um presente — ainda mais quando eles conseguem rir da vida e chorar por ela na mesma cena.

Em tempos em que tanta sequência parece apenas um caça-níquel, Bad Boys Para Sempre mostra que, com um pouco de alma e muito respeito pelo público, até os “bad boys” podem envelhecer com dignidade. E com o coração no lugar certo.

“Baseado em Hits Reais” resgata histórias de artistas esquecidos por trás de grandes sucessos

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Você pode até não se lembrar de Lou Bega, mas é quase impossível não sentir os ombros se mexendo ao ouvir “Mambo Number 5”. Também não precisa ter sido um grande fã de EMF para reconhecer o refrão explosivo de “Unbelievable” ou ter o nome da escocesa KT Tunstall na ponta da língua para cantarolar “Suddenly I See”, sucesso imortalizado por O Diabo Veste Prada. O que todos esses artistas têm em comum? Fizeram o mundo cantar — e depois, desapareceram dos holofotes. Mas suas histórias, tão humanas quanto seus refrões são pegajosos, agora ganham uma segunda chance de serem ouvidas em “Baseado em hits reais”, novo livro do jornalista Braulio Lorentz, publicado pela Máquina de Livros.

Com lançamento marcado para o dia 28 de agosto, em um evento no karaokê do Curtiça Bar, na Vila Madalena (SP), o livro propõe uma espécie de arqueologia afetiva da música pop. Ao invés de focar nos medalhões que todo mundo já conhece, Braulio dá voz a quem um dia teve os cinco minutos de glória — ou os cinco segundos de um refrão eternizado — antes de sumir da mídia, mas não das nossas memórias.

A playlist da memória

Braulio Lorentz, jornalista cultural com mais de 20 anos de estrada e atual editor do G1, teve o estalo para o livro ao reorganizar sua coleção de CDs. Era um exercício nostálgico, mas também uma inquietação jornalística: ao revisitar discos esquecidos, surgia a pergunta inevitável — onde foi parar esse artista?

“Essas músicas não têm, necessariamente, um grande valor artístico. Algumas são até irritantes”, confessa Braulio, sem ironia. “Mas sou obcecado por entender o que está por trás de um grande fenômeno musical.”

A partir desse impulso, ele passou os últimos quatro anos caçando ex-hitmakers, mergulhando em entrevistas que misturam bastidores do sucesso com memórias pessoais, frustrações e renascimentos discretos. O resultado é um painel afetivo e inesperado da indústria fonográfica das últimas décadas.

Histórias que desafinam da fama

Entre os mais de 40 artistas entrevistados estão nomes como Vanessa Carlton (“A Thousand Miles”), Natalie Imbruglia (“Torn”), Daniel Powter (“Bad Day”), Alexia (“Uh La La La”), DJ Bobo, Chumbawamba, Fastball, Aqua e Counting Crows. E também brasileiros que você talvez não associe à efemeridade do sucesso, como Kelly Key, Vinny e o grupo Dr. Silvana & Cia.

Muitos dos personagens do livro não desapareceram completamente. Apenas mudaram de palco. Alguns continuaram na música, embora longe das grandes gravadoras. Outros viraram professores, técnicos de informática, donos de restaurante — e um chegou a se tornar programador da Amazon. Em comum, há a lembrança agridoce de um tempo em que suas músicas tocavam em todo lugar, suas agendas estavam lotadas e a fama parecia eterna.

“Vários desses artistas tiveram mais de um sucesso”, lembra Braulio. “Mas, depois, a maioria conviveu com a fama de fracassado. Até desaparecer.”

A glória que cansa, o fracasso que ensina

O mais instigante no livro de Braulio não são apenas as curiosidades (embora elas existam em abundância), mas o que se revela nas entrelinhas: o quanto a fama pode ser cruel, e o quanto o esquecimento público nem sempre é sinônimo de derrota pessoal.

Um exemplo comovente é o de Daniel Powter, cuja balada “Bad Day” se tornou hino não oficial de dias ruins em programas de TV, reality shows e playlists deprês. Hoje, longe dos holofotes, Powter tem uma vida tranquila e afirma que “se sentir fracassado foi libertador”. Em contrapartida, KT Tunstall, que ainda se apresenta, reflete sobre o preço da independência artística após o estouro inicial.

O livro não tenta transformar esses artistas em heróis ou mártires da indústria. Pelo contrário. Há um tom sincero, quase confessional, nos relatos. Muitos admitem erros, ilusões, contratos mal feitos, egos inflados. E o autor não julga. Apenas ouve — e nos convida a ouvir também.

Um livro para cantar, rir e pensar

“Baseado em hits reais” tem o charme de um karaokê de domingo com amigos: nostálgico, divertido, por vezes constrangedor, mas acima de tudo humano. Braulio não trata seus entrevistados como relíquias, mas como pessoas que viveram algo extraordinário, por mais efêmero que tenha sido.

E por falar em karaokê, o evento de lançamento promete ser um capítulo à parte. Nada mais simbólico do que celebrar essas histórias num bar onde qualquer um pode virar estrela por três minutos — o tempo de um hit. O autor ainda preparou uma playlist especial com todas as músicas citadas no livro. Um convite sonoro para reviver os anos em que essas faixas eram trilha sonora da vida de muita gente.

Onde encontrar o livro?

O livro estará disponível nas principais livrarias físicas e virtuais a partir de agosto, além de uma versão em e-book já acessível em mais de 30 plataformas digitais. É leitura obrigatória para fãs de música pop, curiosos da cultura pop, jornalistas, músicos e todos aqueles que um dia sentiram que uma canção disse exatamente o que estavam sentindo.

Mais do que falar sobre os artistas esquecidos, o livro fala sobre o que nos faz lembrar. Porque, no fundo, os grandes sucessos não morrem — eles apenas mudam de lugar, repousando na memória afetiva de quem dançou, chorou ou se apaixonou ao som deles.

Gotham vive! Batman: Parte 2 será filmado em 2026 com Robert Pattinson e Matt Reeves de volta

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Quando o céu de Gotham ainda parecia escuro demais para vislumbrar alguma luz, surgiu uma nova versão do Cavaleiro das Trevas para reescrever as regras. E agora, ele está voltando. Segundo uma carta do CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, enviada aos acionistas da empresa, “The Batman: Part II” — ou Batman: Parte 2, no título nacional — começará suas filmagens na primavera de 2026 no hemisfério norte, ou seja, entre março e junho daquele ano.

A informação foi divulgada pelo portal Deadline, e para os fãs do personagem, já soa como um marco no calendário. Afinal, o retorno de Robert Pattinson ao papel de Bruce Wayne promete expandir ainda mais o universo sombrio, psicológico e urbano criado por Matt Reeves no primeiro longa.

Mas mais do que uma simples data de filmagem, a confirmação sinaliza o ressurgimento de uma Gotham que conquistou público e crítica por sua abordagem realista e ao mesmo tempo sensorial. Uma cidade que sangra e respira angústia. E um Batman que ainda busca se entender como símbolo — de medo, de justiça ou de redenção.

O retorno de um herói imperfeito

O primeiro The Batman, lançado em março de 2022, foi um respiro criativo em meio a um universo cinematográfico da DC que se fragmentava com reboots, retcons e incertezas. Dirigido por Matt Reeves, o filme abandonou o estilo grandioso e mitológico das versões anteriores para mergulhar numa atmosfera mais contida, inspirada por thrillers policiais dos anos 1970 e pelo lado detetivesco do personagem.

Robert Pattinson entregou um Bruce Wayne atormentado, introspectivo, que mais parecia uma sombra do que um milionário. Essa escolha, longe de desagradar, fez eco junto a uma geração que se identifica com anti-heróis mais humanos e quebrados. O resultado? Sucesso crítico, bilheteria global de US$ 772 milhões e três indicações ao Oscar. Nada mal para um projeto que enfrentou pandemia, paralisações e mudanças internas na Warner.

Mais do que isso: The Batman marcou o início da chamada Batman Epic Crime Saga, uma nova trilogia planejada por Matt Reeves que será independente do novo DCU de James Gunn. Esse universo paralelo, separado do Superman de David Corenswet e do futuro Supergirl de Milly Alcock, poderá desenvolver tramas adultas, intensas e mais voltadas ao suspense e à corrupção sistêmica de Gotham.

Uma produção com alma de cinema noir

Embora os detalhes da trama de Batman: Parte 2 ainda sejam guardados a sete chaves, é possível deduzir algumas pistas a partir do que Reeves construiu anteriormente. Inspirado em quadrinhos como Ano Um, O Longo Dia das Bruxas e Batman: Ego, o primeiro filme colocou o Charada (interpretado de forma perturbadora por Paul Dano) como um catalisador de verdades incômodas sobre a elite e o passado dos Wayne.

Com isso, a imagem pública de Bruce como bilionário intocável se desfez. A cada pista deixada por Nashton, o Charada, revelava-se também o trauma, a culpa e a desconfiança de um homem que usa a máscara mais como refúgio do que como símbolo. Esse é o Batman de Pattinson: menos herói, mais humano. Menos justiceiro, mais reflexo da cidade que tenta salvar.

A fotografia dessaturada, a trilha sonora hipnótica de Michael Giacchino e os planos de câmera que espreitam o protagonista em meio à escuridão compõem uma linguagem que se aproxima muito mais de Seven ou Zodíaco do que de qualquer blockbuster tradicional. E a tendência é que Parte 2 aprofunde ainda mais esse estilo.

O que esperar do novo filme?

Ainda que o roteiro esteja em sigilo, algumas peças do tabuleiro já estão visíveis. Sabe-se que Robert Pattinson retorna como Bruce Wayne/Batman, e Matt Reeves reassume tanto a direção quanto o roteiro, agora ao lado de Mattson Tomlin. Andy Serkis também deve voltar como Alfred Pennyworth — e há grande expectativa quanto à participação de Barry Keoghan, que apareceu nos minutos finais do primeiro longa como um misterioso detento do Asilo Arkham que pode, ou não, ser o Coringa.

Essa última aparição, ainda sutil e envolta em sombras, deu o tom da ameaça latente que pode dominar a sequência. Keoghan, indicado ao Oscar por Os Banshees de Inisherin, é conhecido por seu talento para personagens inquietos e imprevisíveis. Caso o Coringa seja mesmo o vilão central de Parte 2, pode-se esperar uma abordagem bem diferente das versões anteriores vividas por Heath Ledger ou Joaquin Phoenix — e muito mais próxima de uma mente doentia que espelha as rachaduras psicológicas do próprio Batman.

Há também a possibilidade de Selina Kyle (Zoë Kravitz) retornar, embora no fim do primeiro filme ela decida deixar Gotham por considerá-la “além da salvação”. Com ou sem ela, Gotham estará em estado de reconstrução após os eventos catastróficos promovidos pelo Charada e seus seguidores.

Outro elemento importante é a expansão do universo via séries derivadas. The Penguin, estrelada por Colin Farrell e já lançada na HBO Max em 2024, acompanha o personagem Oswald Cobblepot após o vácuo de poder deixado pela morte de Carmine Falcone. A série prepara o terreno para o novo filme, e insere a criminalidade de Gotham em um contexto ainda mais enraizado e visceral.

O peso da expectativa: Batman entre a arte e o mainstream

Poucos personagens da cultura pop carregam um legado tão pesado quanto o Batman. Desde a atuação icônica de Adam West nos anos 1960, passando pela revolução sombria de Tim Burton, o realismo de Christopher Nolan e o Batman brutal de Ben Affleck, o herói sempre foi um espelho do seu tempo.

Matt Reeves, no entanto, optou por algo diferente: trazer o Batman para um tempo onde a verdade é líquida, a confiança é frágil e os heróis parecem tão perdidos quanto os vilões. The Batman não é um filme sobre salvar a cidade — é sobre tentar entender por que ela está tão condenada.

Essa escolha tornou o filme mais difícil, talvez menos palatável para quem espera ação desenfreada ou fan service. Mas também o tornou mais profundo, mais cinematográfico e, para muitos, mais relevante. O desafio agora será expandir esse universo sem perder sua identidade — e isso exigirá um equilíbrio delicado entre o blockbuster e o drama noir.

De onde viemos — e para onde vamos?

A jornada até The Batman: Parte II não foi fácil. Originalmente, o personagem deveria ganhar um filme solo estrelado e dirigido por Ben Affleck, dentro do universo do DCEU. O projeto, anunciado em 2014, sofreu inúmeras reviravoltas. Affleck deixou a direção, depois o elenco, e finalmente abandonou o personagem.

Foi aí que Matt Reeves entrou em cena, redesenhando o projeto do zero e propondo um reboot independente do universo compartilhado. Em 2019, Robert Pattinson foi escalado — e muitos torceram o nariz. Mas a aposta deu certo. O ator, antes criticado por seu passado em Crepúsculo, provou ser o Batman que ninguém sabia que precisava.

Agora, com a nova liderança criativa da DC Studios (James Gunn e Peter Safran), o estúdio aposta em uma dualidade estratégica: o universo principal será mais integrado e leve, enquanto projetos alternativos — como Joker e The Batman — poderão explorar tons e linguagens mais adultas.

Opinião | O terror já não nos assusta como antes — e talvez esse seja o problema

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Tem uma coisa que a gente não pode negar: o terror, quando é bom, deixa a gente com medo até de abrir a geladeira de madrugada. Mas, convenhamos, quantas vezes você realmente saiu do cinema sentindo aquele friozinho na espinha nos últimos anos? Dá pra contar nos dedos, né?

A verdade é que o cinema de terror anda precisando se reinventar — ou melhor, tem tentado se reinventar, mas nem sempre acerta o ponto. E isso não é culpa do gênero em si. O problema tá mais em como o medo vem sendo reciclado, embalado e vendido como se fosse sempre a mesma história: casa mal-assombrada, espírito vingativo, adolescente burro que desce pro porão, jumpscare atrás de jumpscare. Você assiste e pensa: “Ué, já vi isso antes… umas 47 vezes”.

Mas, calma, nem tudo está perdido. Ainda tem gente fazendo coisa boa — e é sobre isso que a gente precisa falar.

O terror já foi underground. Agora é pop. E isso muda tudo.

Antigamente, o terror era aquele primo esquisito dos outros gêneros. Tava lá nos cantos, sangrando, gritando, mas nunca era levado muito a sério. Era visto como “entretenimento barato”. Só que aí, nos últimos 20 anos, o jogo virou. Filmes como O Sexto Sentido, O Chamado, Atividade Paranormal, Invocação do Mal e, mais recentemente, Corra! e Hereditário, colocaram o terror na mesa dos grandes. E, junto com isso, veio a responsabilidade: o público ficou mais exigente, mais analítico, mais… chato?

Talvez não chato, mas definitivamente mais atento. A galera quer mais do que susto. Quer história, quer simbologia, quer profundidade emocional. O terror passou a ser uma lente potente pra explorar temas sérios: racismo, luto, depressão, relações familiares. Isso é lindo. Mas também criou um novo desafio: como manter o susto e o incômodo quando o público já tá preparado pra tudo?

O grande dilema: susto ou reflexão? E se der pra ter os dois?

Um dos maiores erros do terror atual é achar que precisa escolher entre ser inteligente ou ser assustador. Como se não desse pra fazer as duas coisas. Spoiler: dá, sim. E alguns diretores estão provando isso.

Jordan Peele é o exemplo mais falado. Com Corra! e Nós, ele mostrou que dá pra fazer terror com crítica social, mas sem esquecer da tensão e do impacto visual. Ari Aster, com Hereditário e Midsommar, transformou o trauma em pesadelo. Robert Eggers foi lá e entregou A Bruxa e O Farol, misturando o grotesco com o existencial. São filmes que te perturbam porque são estranhamente… possíveis. Eles conversam com nossos medos reais: de perder alguém, de enlouquecer, de não ser ouvido.

Mas aí o mercado percebe isso, e o que acontece? Começam as cópias. E, claro, nem todo mundo tem o mesmo talento. O resultado? Uma leva de filmes que parecem feitos em série: tem a estética, tem o clima, mas não tem alma.

A armadilha da fórmula: quando o susto é só automático

A gente precisa falar dos jumpscares. Eles não são o problema em si — aliás, quando bem usados, funcionam muito bem. O problema é quando viram muleta. A cena tá calma demais? Taca um barulho alto do nada! Um gato pulando, uma porta rangendo, uma TV que liga sozinha. Tudo previsível.

O susto genuíno não vem do volume alto, vem da construção do medo. E isso exige roteiro, direção, atuações minimamente comprometidas. Por isso, quando um filme realmente entrega isso, ele se destaca. Porque o resto virou ruído.

Streaming: liberdade criativa ou zona de conforto?

Com a explosão do streaming, o terror ganhou espaço como nunca antes. Netflix, Prime Video, Star+, Max, Apple TV… todo mundo quer um terrorzinho pra chamar de seu. O lado bom: mais gente fazendo, mais diversidade de histórias, mais espaço pra narrativas alternativas.

O lado ruim? Muita coisa sendo feita às pressas, pra cumprir catálogo. Filmes esquecíveis, genéricos, que parecem feitos por inteligência artificial: título misterioso, capa escura, personagens aleatórios, e uma reviravolta final que tenta ser genial, mas só confunde.

O terror não pode virar fast food. Porque ele depende da atmosfera, da tensão construída aos poucos, da empatia com os personagens. Não dá pra “maratonar” terror como se fosse uma série de comédia. Precisa respirar.

E o terror brasileiro? Tá acordando, mas ainda tá tímido

Olha, tem coisa boa sendo feita aqui também. Filmes como Morto Não Fala, As Boas Maneiras, O Animal Cordial e Noites Alienígenas mostram que o terror nacional tem potencial de sobra. O problema, como sempre, é grana e distribuição. É difícil competir com os blockbusters americanos.

Mas se tem uma coisa que o Brasil tem é medo real. Nossa realidade é cheia de tensão, violência, desigualdade, fantasmas políticos, traumas históricos. O cinema de terror brasileiro ainda pode beber muito dessa fonte. Basta ter coragem — e investimento.

O que o público quer — e o que o terror precisa entregar

A gente quer mais do que o velho truque da porta que se fecha sozinha. Queremos sentir. Queremos sair do cinema mexidos. Não precisa nem ser com medo — pode ser com estranhamento, com desconforto, com reflexão. O terror pode ser mais do que o barulho. Pode ser silêncio, pode ser sugestão, pode ser sutileza.

O bom terror deixa rastro. Não é aquele que você esquece depois dos créditos. É aquele que fica com você quando as luzes se apagam. É o que faz você olhar duas vezes pro espelho do banheiro.

HIM | Novo terror assinado por Jordan Peele ganha trailer impactante e emocionante

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Acaba de ser lançado o trailer de HIM, o mais novo filme do premiado diretor Jordan Peele, e já provoca aquela mistura intensa de ansiedade e expectativa. Em poucas imagens, o vídeo revela a pressão silenciosa de um jovem atleta tentando se reerguer após uma grave lesão, enquanto uma sombra de mistério envolve a trama. O resultado é uma combinação de medo e esperança que vai além do terror convencional, trazendo à tona uma história de luta, dor e resiliência que deve ficar conosco muito tempo depois dos créditos finais.

Desde sua estreia como diretor com Get Out, Jordan Peele se destacou não só por assustar, mas por nos fazer sentir — aquela inquietação que toca o peito, o medo que se mistura à reflexão sobre questões sociais e humanas profundas. Seu terror ultrapassa fantasmas e monstros, para revelar as feridas da sociedade e a complexidade do ser humano.

Em HIM, essa característica se mantém, mas o foco muda para o universo do futebol americano. E não o brilho dos holofotes, mas o campo da dor silenciosa, da queda inesperada e do esforço para se reerguer. O longa acompanha um jovem atleta cujo futuro é ameaçado por uma lesão, que encontra um mentor improvável para ajudá-lo a reconstruir não apenas seu corpo, mas também sua alma.

O que emociona na trama é essa delicada dualidade entre a dor da perda e a esperança do recomeço. Peele tem um talento raro para capturar momentos em que o medo se transforma em força, e o olhar para dentro revela um turbilhão de emoções contraditórias. Ao unir o terror com a jornada esportiva, ele destaca não só a competitividade e pressão, mas também o lado humano do atleta — aquele que muitas vezes fica oculto por trás da glória e dos aplausos.

A esse enredo se soma a presença de Marlon Wayans, conhecido pelo humor e carisma, que surpreende ao assumir um papel sensível e fundamental. Seu personagem, um treinador e guia, traz à tela a importância do apoio verdadeiro, do abraço que conforta e da palavra que levanta. É a conexão que desperta a força interior do protagonista e dá vida ao coração da narrativa.

Assistir a HIM será mais do que acompanhar um filme de terror: será mergulhar numa experiência onde o medo se confunde com coragem, e o desafio físico ganha profundidade emocional. Jordan Peele usa seu gênero com maestria para abordar temas sensíveis — vulnerabilidade, superação, medo do fracasso — sempre com autenticidade e impacto.

Ao longo da carreira, Peele também se mostrou comprometido em dar voz a histórias de personagens negros complexos e cheios de humanidade, ampliando a representatividade no cinema. HIM segue essa trajetória, reforçando a importância de protagonismos diversos e reais.

O lançamento nos Estados Unidos está previsto para 19 de setembro. Ainda sem data confirmada no Brasil, o filme já gera grande expectativa, principalmente entre os fãs do diretor, que sabem que ele entrega algo além do entretenimento: um convite para olhar para dentro, reconhecer nossos medos e encontrar a força para enfrentá-los.

HIM promete emocionar e dialogar tanto com quem gosta de terror quanto com quem entende a luta diária — seja nos esportes, seja na vida. No fundo, Jordan nos lembra que os verdadeiros monstros que encaramos estão dentro de nós, e que o caminho da vitória passa por reconhecer nossa fragilidade e seguir em frente, com coragem.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta (07/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, os telespectadores da TV Globo terão a chance de embarcar em uma jornada de ação e emoção com a exibição de “Tomb Raider: A Origem” na tradicional Sessão da Tarde. Mas não se engane: o longa, estrelado pela sueca Alicia Vikander, vai muito além de tiroteios e tumbas escondidas. Esta é uma história de perda, coragem e transformação – e quem aceitar o convite para assistir, poderá encontrar muito mais do que apenas entretenimento.

De acordo com informações do AdoroCinema, inspirado no reboot da franquia nos videogames, lançado pela Crystal Dynamics em 2013, o filme estreou nos cinemas em 2018 e redefiniu o significado de ser Lara Croft. A nova versão não parte da figura já consagrada da arqueóloga destemida que resolve enigmas impossíveis. Ao contrário: aqui, acompanharemos o nascimento dessa mulher lendária, a partir de suas dúvidas, dores e escolhas.

Muito além da heroína: Lara como espelho da fragilidade humana

Lara Croft, neste filme, não será apresentada como uma figura mitológica ou invencível. Ao contrário, ela surgirá frágil, hesitante e machucada, tanto física quanto emocionalmente. Aos 21 anos, ela estará tentando escapar de um destino que a empurra para os corredores frios da empresa bilionária deixada por seu pai desaparecido. Entregadora de bicicleta em Londres, viverá uma existência simples — e, por vezes, solitária.

É neste ponto que a narrativa se destaca: o roteiro, assinado por Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons, com direção do norueguês Roar Uthaug, vai nos conduzir pela transformação de Lara. E não será uma mudança instantânea ou fantasiosa. Cada decisão custará caro. Cada queda terá seu peso. Cada avanço virá com dor.

A busca por respostas sobre o desaparecimento do pai a levará até uma ilha inóspita, onde encontrará perigos reais e simbólicos. Ali, enfrentará não apenas o vilão Mathias Vogel (vivido com intensidade por Walton Goggins), mas também a si mesma: seus medos, sua culpa, seu instinto de sobrevivência e a verdade sobre o legado familiar.

Alicia Vikander e a nova Lara: menos ícone, mais mulher

Para dar vida a essa versão mais crua e humana da personagem, a escolha da atriz Alicia Vikander foi decisiva. Vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), Vikander não apenas interpretará Lara — ela a reconstruirá do zero. A atriz se afastará da versão hipersexualizada da heroína interpretada por Angelina Jolie nas duas produções anteriores, e oferecerá ao público uma mulher de verdade: que cai, chora, hesita e, mesmo assim, continua.

A preparação da atriz será notável. Durante meses, ela treinará com especialistas em parkour, escalada, arco e flecha e combate físico. Sua performance física será intensa — mas jamais gratuita. Cada ferimento mostrado na tela dialogará com a dor interna da personagem.

A crítica, na época do lançamento, dividiu opiniões. Alguns apontaram que Lara se pareceria demais com um “saco de pancadas”, constantemente sendo vencida pelos obstáculos, enquanto outros elogiaram a coragem do filme em mostrar uma protagonista feminina longe do arquétipo da supermulher invencível.

Nas palavras de Vikander, dadas em entrevistas durante a turnê de divulgação, “Lara não começa sendo uma heroína. Ela se torna uma. E isso é muito mais verdadeiro com todas as mulheres que conheço”.

Uma narrativa de amadurecimento e escolha

Em “Tomb Raider: A Origem”, o maior tesouro não será encontrado em tumbas ou templos esquecidos. Ele estará na jornada de autoconhecimento da protagonista. Ao recusar seguir o caminho fácil, Lara mostrará que coragem não é ausência de medo, mas a decisão de continuar mesmo quando tudo parece ruir.

Essa abordagem será especialmente tocante em um momento da cultura pop em que o público — especialmente feminino — tem buscado protagonistas mais complexas e reais. A Lara deste filme não representará apenas uma mulher forte. Ela representará uma mulher inteira: cheia de dúvidas, dores, mas também esperança e vontade de fazer diferente.

Bastidores de uma superprodução com alma

O filme será fruto de uma longa jornada também nos bastidores. Depois que a GK Films adquiriu os direitos da franquia em 2011, foram vários os roteiros rejeitados, atrizes cogitadas (inclusive Daisy Ridley, de “Star Wars”), e trocas de equipe. A versão que finalmente será produzida unirá esforços de grandes nomes: Metro-Goldwyn-Mayer, Warner Bros. Pictures, GK Films e Square Enix.

As filmagens acontecerão em locais desafiadores, como a Cidade do Cabo (África do Sul), além de estúdios no Reino Unido. Algumas cenas mais simbólicas da infância de Lara serão rodadas em uma mansão histórica no interior da Inglaterra, Wilton House, que já apareceu em produções como “The Crown”.

E se a produção será grandiosa, os efeitos seguirão na direção oposta à artificialidade. A equipe optará por efeitos práticos, trilhas sonoras contidas e uma câmera que acompanha de perto o corpo cansado de Lara, em vez de filmá-la como uma musa inalcançável. Tudo será feito para criar identificação.

Um filme com impacto duradouro — e bilheteria relevante

Quando foi lançado, em 2018, o filme faturou mais de 273 milhões de dólares nas bilheteiras internacionais. Superou o desempenho de “A Origem da Vida”, segundo longa da era Jolie, e se consolidou como um dos filmes baseados em videogames mais bem-recebidos pelo público até então.

A crítica, como sempre, se dividirá. Haverá quem veja na narrativa uma fórmula previsível demais. Outros enxergarão uma renovação de fôlego e propósito. Mas para o público jovem e feminino, a nova Lara será um símbolo de representatividade — não porque ela vencerá todos os desafios, mas porque ela persistirá mesmo sem certezas.

Onde mais assistir?

Para quem não puder acompanhar a exibição na TV Globo ou quiser rever a aventura em outro momento, “Tomb Raider: A Origem” também está disponível em plataformas digitais. O longa pode ser assistido por streaming na Amazon Prime Video, para assinantes da plataforma. Já quem preferir alugar ou comprar o filme sob demanda, encontra opções na própria Amazon Prime Video a partir de R$ 11,90, com qualidade HD. É sempre válido conferir a disponibilidade atualizada em outros serviços como Apple TV, Google Play Filmes ou Claro TV+, já que o catálogo pode variar. Assim, a jornada de Lara Croft pode ser vivida ou revivida a qualquer hora, em qualquer tela.

Chico César será o convidado de Ronnie Von no Companhia Certa desta quarta-feira (06/08)

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Na madrugada desta quarta-feira, dia 6 de agosto, o programa Companhia Certa, da RedeTV!, exibirá uma entrevista emocionante e reveladora com um dos maiores poetas da música popular brasileira: Chico César. Com apresentação de Ronnie Von, o programa recebe o cantor e compositor para uma conversa intimista, marcada por reflexões sobre a vida, amor, arte e a força da música como linguagem universal.

Aos 61 anos, Chico César não precisa mais provar nada a ninguém. Sua obra fala por si. Mas, ao abrir o coração para Ronnie Von, o artista mostra que ainda tem muito a dizer — e principalmente a sentir.

O amor como bússola: Chico revela mudança de vida

Logo no início da entrevista, Chico César surpreende o apresentador e os telespectadores ao compartilhar, pela primeira vez em rede nacional, uma novidade sobre sua vida pessoal. “Me mudei para Brasília. O amor me chamou, fui morar com a minha namorada”, revelou o cantor, em tom leve e emocionado. A mudança para a capital federal aconteceu recentemente, e marca um novo capítulo em sua história.

O relacionamento com Larissa Furtado, advogada com quem está desde 2023, parece ter trazido não apenas estabilidade afetiva, mas também inspiração. “É a primeira vez que estou dizendo isso em público, mas é para você, que é um amigo”, confidenciou Chico, selando um momento de cumplicidade com Ronnie Von, que recebeu a notícia com carinho e entusiasmo.

Após quatro décadas vivendo em São Paulo, onde consolidou sua carreira e criou raízes artísticas profundas, Chico se permitiu recomeçar — um gesto raro, generoso e corajoso, que só os artistas verdadeiros ousam fazer: transformar a vida em arte, e a arte em vida.

Raízes, caminhos e a estreia tardia na música

Durante o bate-papo, Chico também relembra sua trajetória até se tornar um dos nomes mais respeitados da MPB. Natural de Catolé do Rocha, na Paraíba, ele sempre foi um apaixonado por palavras. Antes de se lançar como cantor, trabalhou como jornalista, diagramador e editor. Foi apenas em 1995, aos 31 anos, que lançou seu primeiro álbum, o marcante “Aos Vivos”, gravado ao vivo com voz e violão.

“Comecei relativamente tarde na música”, admite Chico, sem pesar. Pelo contrário: ele enxerga esse caminho como parte do processo que o forjou como artista. “A vida vai ensinando, vai moldando a gente. Eu já carregava muito dentro de mim quando comecei a compor e cantar.”

E esse “muito” que ele carrega se revela nas dezenas de músicas que compôs ao longo das últimas três décadas. Algumas se tornaram hinos populares, como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Estado de Poesia”. Outras, menos conhecidas do grande público, mas igualmente densas, são apreciadas por músicos e críticos como joias da canção brasileira.

Voz de muitos: canções que ganham novas camadas

Chico César é um artista que compreende o poder da interpretação. Ao longo da entrevista, ele comenta com orgulho o fato de ver suas músicas ganhando novas roupagens nas vozes de grandes nomes da música brasileira. Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Daniela Mercury — todos já gravaram canções suas.

“É muito lindo quando o intérprete se apropria e leva a música além, mostrando camadas que o próprio compositor não acessava”, reflete Chico. Para ele, esse é um dos maiores prazeres de ser compositor: ver sua obra crescer nas mãos (e vozes) dos outros, expandindo seu significado, sua emoção, seu alcance.

Essa generosidade artística — de entender que a música não é possessão, mas partilha — talvez seja um dos traços mais marcantes de sua personalidade. E fica evidente em cada resposta, cada acorde, cada sorriso durante a conversa com Ronnie Von.

Mama África: o grito poético das mulheres invisibilizadas

Entre uma lembrança e outra, Chico toca no violão um dos maiores sucessos de sua carreira: “Mama África”. Lançada no início da sua trajetória, a música é um verdadeiro manifesto poético. Nela, o cantor homenageia as mulheres que sustentam o mundo com trabalho invisível, cansadas e silenciadas, mas ainda assim fortes.

“Faz homenagem às mulheres que têm dupla jornada, cuidando do filho, da casa, do emprego, do marido”, explica. E completa: “Faço esse paralelo entre a mulher e a África, que deu muito ao mundo e recebe pouco.”

É esse olhar sensível, comprometido com a justiça social, que atravessa boa parte de sua obra. Chico nunca se furtou a tratar de temas complexos em suas letras: racismo, desigualdade, amor, espiritualidade, política. E o faz com lirismo, com poesia, sem abrir mão da crítica.

Uma entrevista em forma de canção

Durante todo o programa, a conversa flui como uma canção. Chico canta trechos de suas músicas, compartilha bastidores, revela influências e fala de fé, de ancestralidade, de resistência. E também de afeto. Ele não tem medo de se emocionar, nem de mostrar fragilidades — e talvez por isso mesmo seja tão forte.

Ronnie Von, por sua vez, se mostra um anfitrião à altura: respeitoso, curioso, sensível. O encontro entre os dois é mais do que uma entrevista. É uma celebração da arte, da amizade e da humanidade que une dois homens apaixonados por música e por palavras.

Para Sempre Minha | Novo terror com Tatiana Maslany e Rossif Sutherland estreia nos cinemas em novembro

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Foto: Reprodução/ Internet

A distribuidora Diamond Films acaba de anunciar a chegada de mais um suspense psicológico aos cinemas brasileiros: Para Sempre Minha (Keeper, no original), novo longa dirigido por Osgood Perkins, que estreia em novembro deste ano. O filme promete ser um dos destaques do gênero terror em 2025 e já teve seu teaser oficial divulgado, revelando um clima tenso, soturno e emocionalmente perturbador.

Com um elenco liderado por Tatiana Maslany (She-Hulk, Orphan Black) e Rossif Sutherland (Possessor, Reign), o longa mergulha em um suspense íntimo e arrepiante, onde as fronteiras entre amor, obsessão e terror se confundem.

O teaser, que você pode conferir logo acima, entrega pouco da trama — e justamente por isso, deixa uma impressão poderosa. Com cortes secos, cenas silenciosas e imagens repletas de tensão emocional, o vídeo antecipa um filme psicológico, com atmosfera melancólica e crescente sensação de claustrofobia. Tatiana Maslany, como Liz, parece viver uma mulher em luto, isolada emocionalmente, enquanto Malcolm, personagem de Rossif Sutherland, sugere uma figura ambígua entre protetor e ameaça. Em poucas imagens, a narrativa já se desenha como uma história onde o amor e a escuridão caminham lado a lado.

Uma história de dor, segredos e possessão emociona

Escrito por Nick Leopard — roteirista de Animais Perigosos —, Para Sempre Minha promete explorar os limites do luto, da vulnerabilidade e das relações tóxicas. Embora os detalhes da trama estejam sendo mantidos em sigilo, o longa já vem sendo descrito nos bastidores como um “terror silencioso e psicológico”, com foco na desconstrução da intimidade. Além de Maslany e Sutherland, o elenco conta com Claire Friesen, Birkett Turton e Erin Boyes, todos em papéis ainda não revelados, mas que, segundo a produção, terão funções-chave para o desfecho impactante da trama.

O retorno de Osgood Perkins ao terror

Osgood Perkins, diretor do filme, tem se consolidado como um dos nomes mais autorais do terror contemporâneo. Com um estilo marcado por atmosferas densas, construção lenta e fotografia meticulosamente sombria, ele já dirigiu títulos cultuados como O Filho de Rosemary (2015), A Enviada do Mal (2016) e o recente Longlegs – Vínculo Mortal (2024), também distribuído pela Diamond Films.

Neste novo projeto, Perkins retoma sua obsessão por personagens femininas complexas e isoladas, envolvidas em dilemas emocionais tão profundos quanto perturbadores. Segundo a distribuidora, a trama será um filme sobre a dor da perda e os monstros que surgem quando o amor é deturpado pelo desespero.

Parceria contínua com a Diamond Films

A Diamond Films, que distribuiu o elogiado Longlegs – Vínculo Mortal no ano passado — atraindo mais de meio milhão de espectadores aos cinemas brasileiros —, continua investindo em produções autorais e ousadas dentro do gênero do terror. A aposta em Para Sempre Minha reafirma o compromisso da distribuidora em trazer ao público brasileiro filmes que equilibram qualidade estética, profundidade narrativa e tensão emocional.

Esse será o segundo filme de Osgood Perkins lançado pela Diamond, que tem se destacado no mercado nacional como uma das principais plataformas para a exibição de thrillers e suspenses psicológicos fora do circuito hollywoodiano mais tradicional.

Tatiana Maslany em papel intenso e desafiador

Conhecida por seu trabalho multifacetado em Orphan Black — pelo qual recebeu o Emmy de Melhor Atriz — e mais recentemente no universo Marvel como She-Hulk, Tatiana Maslany retorna agora ao drama psicológico com um papel que promete explorar camadas emocionais profundas e uma performance silenciosamente devastadora.

Em Para Sempre Minha, Maslany interpreta uma mulher aparentemente em processo de reconstrução pessoal, após uma perda marcante. À medida que o enredo avança, sua personagem se vê envolvida em um relacionamento perturbador, onde afeto e manipulação se entrelaçam perigosamente.

O filme marcará também o reencontro da atriz com o gênero do horror, onde ela já demonstrou domínio nas nuances entre o humano e o monstruoso.

O que esperar de “Para Sempre Minha”?

Embora a sinopse oficial ainda não tenha sido divulgada, o teaser e as primeiras informações sobre o longa indicam que estamos diante de uma obra intimista, minimalista e carregada de tensão emocional — característica marcante da filmografia de Osgood Perkins. É esperado que o filme siga a estética dos terrores psicológicos que priorizam clima, atmosfera e desenvolvimento de personagem, ao invés de sustos fáceis ou violência gráfica. A abordagem sensível e ao mesmo tempo angustiante de Perkins atrai não apenas os fãs do gênero, mas também o público interessado em narrativas sobre o trauma, a dor e a psique humana.

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