Crítica | Ao Seu Lado é um romance que fala mais de solidão do que de amor

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Dirigido por Matt Carter, Ao Seu Lado é um filme que começa com a promessa de algo diferente no cinema LGBTQIA+: um olhar sobre afetos masculinos no ambiente esportivo, longe dos estereótipos clássicos. A ambientação num clube de rúgbi gay, os South London Stags, já sinaliza que o longa deseja mostrar um recorte mais autêntico e menos idealizado das relações entre homens gays. No entanto, apesar de alguns acertos estéticos e dramáticos, o filme tropeça na própria hesitação em ir mais fundo nos sentimentos que tenta retratar.

O enredo acompanha o envolvimento secreto entre dois jogadores do time, Mark (Alexander Lincoln) e Warren (Alexander King), ambos em relacionamentos comprometidos — e, em algum nível, estagnados. O desejo entre eles nasce rápido, quase impulsivo, e se sustenta ao longo do filme por encontros furtivos, olhares cúmplices e silêncios incômodos. Mas Ao Seu Lado não é sobre paixão arrebatadora. É sobre carência. Sobre duas pessoas tentando se agarrar uma à outra para escapar da própria solidão.

Nesse ponto, o filme é honesto, mas também frustrante. O romance nunca ganha a força necessária para nos fazer torcer por ele de verdade. E talvez esse seja justamente o maior acerto e também o maior problema da obra: Carter não quer contar uma história de amor idealizado. Ele quer expor as contradições de um relacionamento construído na sombra, nas ausências, na falta de coragem. Só que o roteiro parece preso em uma indecisão constante — entre o drama íntimo e o romance tóxico — e essa hesitação transparece em cenas longas demais, diálogos repetitivos e uma certa apatia emocional que contamina a narrativa.

A construção visual do filme é cuidadosa, a fotografia é elegante e a trilha sonora discreta, o que reforça o tom mais contemplativo. Mas o ritmo lento cobra seu preço. Em alguns momentos, o longa parece girar em círculos, insistindo em dilemas que não avançam e em personagens que evitam qualquer real transformação. Falta conflito interno mais elaborado, falta coragem narrativa. Quando o clímax chega, já estamos emocionalmente distantes.

Ainda assim, Ao Seu Lado tem seu valor. Ele retrata a fragilidade dos vínculos humanos com sensibilidade. Mostra que, mesmo dentro de um espaço seguro e acolhedor como um time gay, ainda carregamos nossos medos, vícios emocionais e a tendência a repetir velhos erros. O filme fala sobre infidelidade, sim, mas mais do que isso, fala sobre a dificuldade de sermos inteiros diante do outro — e de nós mesmos.

Muito Prazer | Jorge Furtado transforma motel esquecido em palco de recomeços e risadas na nova comédia brasileira

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Um motel falido, dois desconhecidos endividados e uma ideia completamente fora da curva. É desse encontro improvável que nasce Muito Prazer, nova comédia de Jorge Furtado, que acaba de concluir suas filmagens em Porto Alegre. Com previsão de estreia nos cinemas em 2026, o filme marca o retorno do diretor ao humor afiado e socialmente consciente que o consagrou em obras como Saneamento Básico, o Filme.

Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, em coprodução com a Globo Filmes e distribuição da Elo Studios, Muito Prazer aposta no riso como instrumento de afeto, crítica e transformação — um lembrete de que, mesmo em tempos difíceis, ainda há espaço para o absurdo, a ternura e as segundas chances.

Uma herança, um motel e uma chance de recomeçar

Na trama, Rubem (Daniel de Oliveira) herda inesperadamente um antigo motel do tio, acreditando que o local esteja desativado. Ao chegar, se depara com Grace (Luisa Arraes), ex-funcionária que, sem ter para onde ir, nunca abandonou o lugar. Os dois, atolados em dívidas e cicatrizes do passado, decidem reabrir o Motel Pérola. Mas, para isso, recorrem à ajuda de Nalva (Samantha Jones), e juntos bolam um plano ousado para reinventar o negócio — e suas próprias vidas.

O elenco ainda reúne nomes de peso como Drica Moraes (Pérola), Felipe Velozo, Nicolas Vargas e participações especiais, compondo um mosaico afetivo, diverso e vibrante.

Uma comédia que nasce do coletivo

“Foi um processo muito rico, como sempre. A gente parte de um roteiro, ensaia bastante, mas quando chega na filmagem, muitas ideias novas surgem. Os atores trazem cenas, falas, pequenos gestos — e muitas piadas nascem ali, no calor do set”, conta Jorge Furtado, que comandou as filmagens entre estúdio e motéis reais da capital gaúcha durante os meses de junho e julho.

Segundo a produtora Nora Goulart, o humor segue sendo essencial em tempos tão acelerados e, por vezes, desumanos:

“A comédia nos permite respirar, criar empatia, rir de nós mesmos. Precisamos disso. Em meio à avalanche da inteligência artificial, é bom lembrar que só o humano sabe fazer uma boa piada — daquelas que nascem da falha, do constrangimento, da tentativa de acertar.”

Riso como refúgio

Muito Prazer é, ao mesmo tempo, uma história sobre recomeços e um retrato divertido das tentativas humanas de se reconectar com a própria alegria. Num cenário improvável — um motel decadente —, o filme costura encontros entre afetos mal resolvidos, dívidas emocionais e a vontade quase ingênua de começar de novo.

Com estreia marcada para 2026, o novo longa de Jorge Furtado chega como um convite a rir das crises, amar com leveza e acolher os tropeços que fazem parte da jornada.

Criada por Dick Wolf, 8ª temporada da série americana FBI estreia em 12 de outubro

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A premiada série F.B.I., criada por Dick Wolf, retorna às telas americanas em 12 de outubro de 2025 com sua aguardada oitava temporada. Reconhecida por retratar com intensidade o cotidiano dos agentes especiais do FBI em Nova York, a produção segue conquistando público ao mesclar investigação rigorosa com nuances humanas, consolidando-se como um dos principais dramas policiais da atualidade.

Nesta nova fase, a trama se aprofunda a partir de um ataque a bomba que abala a cidade, desencadeando uma complexa teia de conspirações. O caso não só desafia a capacidade técnica e estratégica dos agentes liderados por Maggie Bell (Missy Peregrym) e Omar Adom “OA” Zidan (Zeeko Zaki), mas também expõe seus limites emocionais e éticos. A série acerta ao humanizar seus protagonistas, mostrando que, por trás do uniforme, existem pessoas sujeitas a dúvidas, falhas e conflitos.

Contudo, apesar do sucesso contínuo e da fórmula eficiente, F.B.I. precisa enfrentar o desafio de evitar a repetição de clichês típicos do gênero policial, oferecendo frescor em roteiros e personagens. A expectativa é que essa temporada traga uma narrativa mais robusta e crítica, capaz de ir além da adrenalina das operações para discutir questões institucionais e sociais pertinentes à realidade contemporânea.

No Brasil, ainda sem data oficial para a estreia, a série mantém uma base sólida de fãs, ávidos por acompanhar o desenrolar das investigações que já viraram referência em entretenimento televisivo. Se a oitava temporada conseguir manter o equilíbrio entre ação e profundidade emocional, F.B.I. reafirmará sua posição no concorrido universo dos dramas policiais.

Fernando Scherer, o Xuxa, fala sobre paternidade, legado e recomeços em entrevista comovente no Sensacional de hoje (14)

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(Foto: Divulgação/RedeTV!)

Na noite desta segunda-feira, 14, o Sensacional, da RedeTV!, abre espaço para uma das conversas mais comoventes do ano. O ex-nadador Fernando Scherer, conhecido nacionalmente como Xuxa, senta diante de Daniela Albuquerque não para repetir feitos olímpicos ou medalhas históricas, mas para escancarar o que não coube nos pódios: a culpa da ausência, o esforço para reaprender a ser pai e o luto silencioso de quem deixou o esporte para não perder a si mesmo.

“Ganhei uma medalha e perdi o colo”

Em 1996, enquanto o Brasil celebrava o bronze olímpico conquistado por Scherer nos Jogos de Atlanta, ele vivia um conflito íntimo: a recém-nascida Isabella, sua primeira filha, crescia longe de seus braços. O nadador, então treinando em Porto Alegre, escolheu a disciplina do cronômetro, mas carregou a ausência como fardo.

“Eu abri mão do colo, da rotina, da primeira infância dela para perseguir um sonho. E conquistei. Mas a que custo?”, revela Xuxa, em tom de arrependimento contido, mas não derrotado.

Pai em construção

Anos depois, com o nascimento de Brenda, Scherer tomou o caminho oposto: fez questão de estar presente em tudo — nas refeições, nas conversas, nos silêncios. Mas, como ele mesmo admite, acabou indo longe demais na permissividade.

“Cometi um novo erro tentando consertar o antigo. Fui pai demais, amigo demais, e isso também cobra um preço. Precisei entender que educar não é agradar — é formar.”

Essa reflexão veio com o tempo, com a terapia e com as dores que ele deixou de ignorar. Hoje, diz estar num ponto de equilíbrio. “Me sinto, enfim, preparado para ser o pai que eu não consegui ser lá atrás. E talvez isso seja a maior medalha da minha vida.”

A piscina ficou para trás — e tudo bem

Aos 32 anos, quando ainda era competitivo, Fernando Scherer optou por parar. Seu corpo dava sinais claros de esgotamento: lesões acumuladas, dores crônicas e, o mais grave, um comprometimento na coluna que poderia afetar sua mobilidade definitiva.

“Eu não saí da natação por fracasso. Saí porque meu corpo implorou. E eu ouvi. Encerrar foi um ato de respeito a mim mesmo.”

Hoje, ao falar da natação, Scherer não se emociona pelo passado glorioso. Se emociona por ter sobrevivido a ele. “A natação foi o grande amor da minha vida, mas também minha prisão. Fui feliz, fui forte, fui reconhecido — mas também fui sozinho, machucado, exausto. Eu já fechei esse livro. E sigo em paz.”

Reinvenção fora d’água

Longe das raias há quase duas décadas, Fernando se reconstruiu. Empresário, palestrante e presença constante em rodas de conversa sobre paternidade e saúde emocional, ele encontrou uma nova vocação: inspirar por quem é, não apenas pelo que conquistou.

Reboot de Resident Evil estreia em 2026 com direção de Zach Cregger e abordagem inédita

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A saga Resident Evil ganhará uma nova versão nos cinemas — e, desta vez, com uma proposta bastante distinta do que os fãs dos games estão acostumados. Em entrevista à revista SFX Magazine, o diretor e roteirista Zach Cregger (A Hora do Mal, Acompanhante Perfeita e Saindo do Armário) confirmou que o reboot cinematográfico não será completamente fiel aos jogos originais, optando por um caminho mais autoral, com foco em um terror psicológico enraizado em isolamento e tensão crescente.

Quando o filme chega nos cinemas?

Com estreia prevista para o dia 18 de setembro de 2026, o novo longa marca uma nova fase da franquia nas telonas. O roteiro é assinado por Cregger em parceria com Shay Hatten (Exército de Ladrões: Invasão da Europa e Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes), o que sinaliza uma narrativa que equilibra ação estilizada e atmosfera opressiva — características cada vez mais valorizadas nas produções contemporâneas de horror.

Uma história inédita no universo

Ainda sem título oficial divulgado, o novo filme não será uma reencenação direta dos eventos clássicos de Raccoon City. Segundo informações não confirmadas oficialmente, a trama será centrada em um entregador comum que, ao realizar uma entrega em um hospital remoto, acaba isolado no local após o surto de uma infecção letal. Sozinho e cercado por criaturas mutantes, o personagem precisa enfrentar horrores que desafiam tanto sua sobrevivência quanto sua sanidade.

O papel principal será vivido por Austin Abrams (O Estado das Coisas, A Química que Há Entre Nós, Euphoria e This Is Us), em um raro protagonismo que se distancia dos soldados e agentes especiais das adaptações anteriores. A escolha de Abrams reforça a proposta de Cregger de colocar o espectador na pele de um indivíduo comum, exposto a uma situação extraordinária — e absolutamente aterradora.

Responsável por um dos filmes de terror mais elogiados dos últimos anos, Noites Brutais, Zach Cregger é conhecido por seu domínio de atmosfera, construção de tensão e reviravoltas narrativas inesperadas. Agora, à frente de uma das maiores franquias do gênero, o cineasta promete uma releitura ousada, que dialoga com os temas clássicos de isolamento, mutação e desespero, mas sem depender de personagens icônicos ou fan service excessivo.

“A fidelidade total ao jogo não é o nosso foco. Estamos interessados em contar uma boa história — com identidade própria”, afirmou Cregger à SFX.

O que podemos esperar?

Após anos de diferentes abordagens cinematográficas — da ação exagerada da saga com Milla Jovovich ao revival nostálgico de Bem-Vindo a Raccoon City — o novo Resident Evil busca reposicionar a franquia no cenário do terror moderno. Ao invés de repetir fórmulas, o projeto investe em personagens inéditos, ambientação claustrofóbica e suspense psicológico, num esforço de reconexão com a essência do horror que consagrou os primeiros games.

“Monsieur Aznavour” e “Entre Nós, o Amor” chegam aos cinemas brasileiros

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O cinema francês sempre teve um talento particular para captar o íntimo da experiência humana — seja pelas canções que embalam gerações, seja pelos silêncios que habitam as relações familiares. Neste mês de julho, duas estreias oferecem uma espécie de duplo mergulho nessa sensibilidade: Monsieur Aznavour, cinebiografia do lendário cantor Charles Aznavour, e Entre Nós, o Amor, drama contemporâneo sobre as feridas entre mãe e filho.

Embora distintos em estilo e enredo, ambos os filmes — que chegam aos cinemas brasileiros com uma semana de diferença — compartilham uma mesma força: a capacidade de emocionar sem recorrer ao exagero. Com atuações poderosas e direção atenta aos detalhes do afeto e da dor, as produções revelam como a arte e o afeto podem sobreviver às ruínas da vida.

A voz que atravessou séculos

Com estreia marcada para o dia 24 de julho, Monsieur Aznavour é uma ode ao artista que traduziu o romantismo francês em canções que ainda ressoam pelo mundo. Dirigido por Mehdi Idir e Grand Corps Malade, o filme acompanha a jornada de Charles Aznavour, desde sua infância como filho de imigrantes armênios até se tornar um dos maiores nomes da música europeia.

O papel-título é interpretado por Tahar Rahim, conhecido por seu trabalho em O Profeta e O Mauritano. Aqui, ele assume o desafio de dar corpo e alma a uma figura que, mesmo com uma voz considerada “modesta” pelos padrões técnicos, emocionou multidões com sua honestidade lírica e sua postura introspectiva diante do estrelato.

“Aznavour não queria ser ídolo, queria ser ouvido”, diz uma das falas do longa — e essa parece ser a síntese de sua trajetória. Autor de quase 1.200 canções em diversas línguas, o cantor que ficou conhecido como o “Frank Sinatra da França” teve uma carreira que sobreviveu a guerras, preconceitos e transformações culturais.

O filme evita o tom panfletário e aposta em um retrato afetivo, que valoriza os momentos de dúvida e reinvenção artística do compositor. Um recorte íntimo, emoldurado por trilhas que marcaram época: “La Bohème”, “She”, “La Mamma”, entre outras.

Mãe e filho em conflito: o amor nos cacos do cotidiano

Já no dia 17 de julho, é a vez de Entre Nós, o Amor chegar às salas brasileiras. O novo filme de Morgan Simon traz no elenco duas figuras conhecidas do público de cinema francês: Valeria Bruni-Tedeschi e Félix Lefebvre, que voltam a dividir a tela após o sucesso de Verão de 85.

Neste novo trabalho, eles vivem Nicole e Serge — mãe e filho que mal se suportam, mas que são obrigados a conviver em um pequeno apartamento num conjunto habitacional na periferia. Ela tem 52 anos, está desempregada, endividada e luta para manter alguma dignidade; ele, com 19, vive entre o desprezo e a indiferença.

A narrativa se passa durante os dias que antecedem o Natal, mas não há clima festivo: o que vemos é uma convivência marcada por mágoas acumuladas, cobranças veladas e tentativas frustradas de reconciliação. Ainda assim, o filme aponta para a possibilidade de afeto — mesmo que ele surja em meio ao caos, entre restos de confiança e um fio de esperança.

A direção de Simon aposta em planos fechados, diálogos secos e uma atmosfera que remete a cineastas como os irmãos Dardenne e Bruno Dumont. O resultado é um drama sóbrio, que foge dos clichês do “filme de reconciliação” e convida o espectador a observar os espaços entre palavras — onde, muitas vezes, mora o amor mais verdadeiro.

No Conversa com Bial desta terça (15), Mary Del Priore e Regina Volpato refletem sobre o envelhecer no Brasil de ontem e de hoje

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Nesta terça-feira, 15 de julho, o Conversa com Bial recebe dois nomes que lançam olhares complementares e sensíveis sobre o envelhecimento no Brasil. A historiadora Mary Del Priore, referência na produção acadêmica sobre a história social do país, e a jornalista Regina Volpato, reconhecida por sua escuta empática e abordagem humana na TV, se encontram no estúdio para um diálogo profundo sobre tempo, memória e os sentidos da velhice ontem e hoje.

O ponto de partida da conversa é o mais recente livro de Del Priore, Uma História da Velhice no Brasil, lançado pela Editora Planeta. A obra convida o leitor a atravessar séculos de história para compreender como os idosos foram vistos, tratados e representados na sociedade brasileira, desde os tempos coloniais até os dias atuais. A autora reconstrói esse percurso com rigor historiográfico e uma escrita acessível, sem abrir mão da emoção contida nos relatos de homens e mulheres que desafiaram o tempo — e, muitas vezes, o esquecimento.

“Durante muito tempo, o idoso foi símbolo de sabedoria, autoridade e prestígio. Em outros momentos, foi invisibilizado, estigmatizado ou abandonado. O livro mostra como essas representações variaram conforme valores religiosos, políticos e econômicos de cada época”, destaca a historiadora no programa.

Ao lado dela, Regina Volpato traz a vivência de quem observa, há anos, as transformações do envelhecer nas telas e nas relações humanas. A jornalista reforça como os novos discursos sobre “envelhecer bem” muitas vezes pressionam ainda mais quem simplesmente envelhece: “Hoje se espera que o idoso seja ativo, produtivo, que ‘não pareça velho’. Mas precisamos falar também do direito de envelhecer com dignidade, mesmo fora desse ideal de performance.”

Um diálogo necessário em tempos de longevidade

Com o avanço da expectativa de vida e a crescente presença de idosos na população brasileira, o tema não poderia ser mais atual. O programa desta madrugada propõe não só um resgate histórico, mas também uma escuta afetuosa das vivências contemporâneas da velhice — muitas vezes solitárias, outras vezes potentes, quase sempre silenciadas.

Pedro Bial conduz a conversa com delicadeza, criando espaço para reflexões que transitam entre a intimidade da memória e a urgência dos debates públicos sobre cuidado, representatividade e políticas para o envelhecimento.

Que horas o programa será exibido?

O Conversa com Bial vai ao ar a partir das 01h10, logo após o Jornal da Globo. Uma oportunidade rara de ver o tempo tratado com o respeito que merece — por quem já o estudou, viveu e compartilhou com tantos outros.

Um Lobo Entre os Cisnes estreia nos cinemas em 24 de julho e revela a beleza da dança como instrumento de transformação

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Nem sempre o caminho do balé começa entre espelhos e sapatilhas. Às vezes, ele nasce nas esquinas de um bairro popular, entre passos de hip hop, rodas de amigos e bailes sob o viaduto. É exatamente essa jornada improvável — e profundamente humana — que o filme “Um Lobo Entre os Cisnes” coloca em cena a partir do dia 24 de julho, com estreia nos cinemas pela Sessão Vitrine Petrobras.

Estrelado por Matheus Abreu (Pureza) e o consagrado ator argentino Darío Grandinetti (Fale com Ela, Relatos Selvagens), o longa é inspirado na trajetória real do bailarino Thiago Soares, nascido e criado em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, e que se tornou um dos maiores nomes da dança mundial. Dirigido por Marcos Schechtman e Helena Varvaki, o filme é, acima de tudo, uma homenagem à coragem de sonhar alto — mesmo quando tudo ao redor parece dizer o contrário.

Quando o balé encontra a periferia

No coração da história está Thiago, um jovem apaixonado por dança de rua que brilha nos bailes do Viaduto de Madureira com seu grupo de hip hop. Criado pela tia, ele nunca imaginou que poderia ocupar os palcos do Theatro Municipal, muito menos os salões do Royal Ballet de Londres. Mas tudo muda quando seu professor de dança urbana, Julio (vivido por Alan Rocha), enxerga em seu talento algo maior e o incentiva a tentar uma bolsa em uma escola profissional de balé.

Entre o medo de decepcionar os amigos e o desejo de construir algo novo, Thiago mergulha nesse novo universo em segredo. A disciplina rígida, os olhares tortos e os próprios preconceitos internos fazem parte do desafio. Mas é nesse novo cenário que ele conhece Dino Carrera (Darío Grandinetti), um coreógrafo cubano exigente, que vê no jovem algo raro: força e sensibilidade.

A relação entre os dois começa difícil — cheia de choques, cobranças e resistência. Mas o tempo e a dedicação transformam o conflito em parceria. O professor se torna mentor, amigo, quase família. E é nesse afeto que Thiago encontra a confiança para dar o salto definitivo.

Entre Paris e Rio, entre dor e beleza

Com locações deslumbrantes no Rio de Janeiro e em Paris — como a histórica Ópera Garnier, o bairro boêmio de Montmartre e o imponente Theatro Municipal — o filme mistura lirismo e realidade com uma fotografia que traduz em imagem o movimento interno do protagonista. O roteiro é de Camila Agustini (Manas) e a produção criativa leva a assinatura do aclamado roteirista Guillermo Arriaga (Babel, 21 Gramas, Amores Perros), conhecido por construir histórias emocionais e profundamente humanas.

Premiado e aplaudido por onde passa

Antes mesmo de chegar ao circuito comercial, Um Lobo Entre os Cisnes já emocionou plateias em festivais importantes. No 34º Cine Ceará, levou os prêmios de Melhor Ator (Matheus Abreu), Melhor Ator Coadjuvante (Darío Grandinetti) e Melhor Direção de Arte (Dina Salem Levy). Também representou o Brasil no 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, reforçando o alcance internacional da produção.

Além de Abreu e Grandinetti, o elenco traz nomes como Margarida Vila-Nova, Giullia Serradas, Igor da Silva Fernandes, Elvira Helena e participação especial de Augusto Madeira.

Arquivo A desta quinta (17) investiga quem são os “Novos Católicos” em edição especial

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Na próxima quinta-feira (17/7), às 21h, a TV Aparecida exibe um episódio especial do Arquivo A com o tema “Novos Católicos”. A reportagem, conduzida pelo jornalista Eduardo Gois, se aprofunda em um movimento silencioso, mas significativo: o de brasileiros que, em meio aos desafios da vida moderna, têm redescoberto a fé católica — seja por herança familiar, seja por um reencontro espiritual.

Católicos ainda são maioria no Brasil — mas o perfil está mudando

De acordo com dados do Censo Demográfico de 2022, o catolicismo ainda representa 56,7% da população brasileira. Isso significa que, apesar da crescente diversidade religiosa no país, a fé católica permanece como a predominante em 5.300 dos 5.570 municípios.

O programa mostra, no entanto, que esses números agora representam um mosaico mais complexo. Há aqueles que nasceram em lares católicos e mantêm a fé ativa; outros que se afastaram e retornaram em momentos de crise; e ainda os que descobriram a doutrina por meio de gestos concretos de amor ao próximo.

Fé que transforma vidas: testemunhos que inspiram

A reportagem mergulha em depoimentos comoventes que revelam como a fé católica tem sido redescoberta de forma autêntica por brasileiros de diferentes realidades. Entre eles, jovens que trocaram a indiferença espiritual pelo engajamento em comunidades, adultos que encontraram no Evangelho uma resposta para traumas pessoais e pessoas que se aproximaram da Igreja por meio de ações sociais, missões ou projetos de acolhimento.

“Ser católico hoje vai além da missa de domingo”, destaca um dos entrevistados. “É viver o Evangelho todos os dias — na família, no trabalho, nas pequenas atitudes.”

Catolicismo no cotidiano: uma vivência para além do templo

O programa reforça que o catolicismo continua sendo uma força viva no país, mas que se manifesta de forma cada vez mais plural. Evangelização digital, movimentos jovens, voluntariado, projetos sociais e missionários: a reportagem mostra como os “novos católicos” vivem a fé na prática, com compaixão, diálogo e presença ativa nas comunidades.

Estrelado por Christina Ricci, Família à Prova de Balas chega aos cinemas na próxima quinta, 31 de julho

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No próximo dia 31 de julho, o público brasileiro terá a oportunidade de conferir nas telonas uma mistura inédita de ação e comédia com o lançamento de Família à Prova de Balas. Distribuído pela Diamond Films, o longa traz uma trama envolvente, que combina o ritmo acelerado de uma noite cheia de perigos com momentos de leveza e humor familiar.

O filme destaca a versatilidade da atriz Christina Ricci, que conquistou fãs ao dar vida à icônica Wednesday Addams, na clássica Família Addams de Tim Burton. Agora, Ricci se reinventa na pele de Alice, uma esposa determinada e mãe corajosa, que, junto com seu marido Ray Haynes, interpretado por Kevin James, enfrenta uma série de desafios que vão muito além do cotidiano.

Um pai, uma missão e uma vida dupla

Raymond “Ray” Hayes é um homem dividido. Ex-policial, ele tenta construir uma vida pacífica ao lado da família, sonhando com a abertura de um restaurante ao lado da esposa Alice. No entanto, sua rotina escondida como agente ligado à máfia ameaça esse sonho. A promessa de deixar o mundo do crime para trás se torna um desafio quando uma última missão — comandada pelo enigmático Ignatius, vivido por Luis Guzmán — foge do controle, colocando em risco tudo o que Ray mais preza.

A história ganha um ritmo eletrizante quando as duas vidas de Ray — pai dedicado e criminoso — colidem, e sua família se vê no meio de uma perigosa situação. Sem saber dos segredos do marido, Alice precisa encontrar forças para proteger os seus, enquanto Ray luta para manter o equilíbrio entre essas realidades conflitantes.

Christina Ricci: talento e humanidade em novo papel

Reconhecida mundialmente por sua atuação marcante como Wednesday Addams, Christina Ricci desafia-se mais uma vez em um papel que exige equilíbrio entre humor e emoção. Em Família à Prova de Balas, Ricci imprime à personagem Alice uma mistura de vulnerabilidade e força, traduzindo na tela a figura de uma mulher comum que se torna extraordinária quando o amor pela família está em jogo.

A trajetória da atriz inclui filmes como Buffalo 66, Speed Racer e a recente série Wandinha, onde sua capacidade de interpretar personagens complexas ficou ainda mais evidente. Agora, ela mostra que sabe levar a comédia com o mesmo talento e profundidade, trazendo leveza para uma narrativa carregada de ação.

Kevin James e o equilíbrio entre comédia e drama

Do outro lado, Kevin James empresta seu carisma e timing cômico para a figura de Ray Hayes. Conhecido por papéis que transitam entre a comédia e o drama, James consegue humanizar seu personagem, fazendo com que o espectador se identifique com o dilema de um homem que quer proteger sua família a qualquer custo, mesmo quando as circunstâncias parecem conspirar contra ele.

A química entre Ricci e James cria um ritmo dinâmico, repleto de momentos que alternam entre o suspense e o riso, mostrando que uma boa história de ação pode também ser um retrato sensível das relações familiares.

Produção e distribuição

Família à Prova de Balas chega às salas de cinema com o respaldo da Diamond Films, uma das maiores distribuidoras independentes da América Latina. O lançamento promete movimentar o mercado nacional e oferecer uma opção de entretenimento que agrada a diferentes públicos — daqueles que buscam adrenalina nas cenas de ação até os que preferem a leveza de uma comédia bem construída.

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