Wicked: Parte 2 quebra recordes e se torna a maior pré-venda da história para um filme livre — e o mundo da magia nunca esteve tão ansioso

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O ano ainda não acabou, mas Wicked: Parte 2 já cravou seu nome na história do cinema. A sequência musical estrelada por Ariana Grande e Cynthia Erivo acaba de se tornar o filme de classificação indicativa livre com a maior venda de ingressos antecipados de todos os tempos. A informação foi confirmada pela plataforma Fandango, referência em venda online de bilhetes nos Estados Unidos.

Mesmo sem divulgar números específicos, a companhia revelou que o novo Wicked já superou a marca que pertencida ao live-action A Bela e a Fera (2017), cuja pré-venda rendeu impressionantes US$ 174,7 milhões. E o mais curioso? A quebra do recorde não surpreende tanto: a franquia já vinha construindo um verdadeiro culto de fãs desde o lançamento da primeira parte, em 2024.

Liderança absoluta de 2025

Além do recorde histórico, Wicked: Parte 2 acumulou mais um triunfo impressionante: tornou-se o filme com a maior pré-venda de 2025, superando produções gigantes que já vinham movimentando as redes e alimentando expectativas desde o início do ano.

De acordo com informações do Deadline, o musical ultrapassou nomes de peso como Superman, que havia garantido US$ 125 milhões em bilheteria antecipada; Demon Slayer: Castelo Infinito, com US$ 70,6 milhões; e até o evento cinematográfico-musical de Taylor Swift, que marcou US$ 34 milhões. A mensagem do público é clara: poucos mundos são tão irresistíveis quanto Oz, e a vontade de retornar a ele é urgente, quase um chamado coletivo.

A magia por trás da produção

Dirigido por Jon M. Chu e escrito por Winnie Holzman e Dana Fox, Wicked: Parte 2 adapta o segundo ato do musical da Broadway de 2003, que por sua vez é inspirado no livro de Gregory Maguire — uma releitura moderna e sombria de O Mágico de Oz. A trama continua explorando a jornada de Elphaba e Glinda, personagens que conquistaram uma geração inteira.

O elenco principal retorna em peso: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jonathan Bailey, Ethan Slater, Bowen Yang, Marissa Bode, Michelle Yeoh e Jeff Goldblum reprisam seus papéis, garantindo continuidade emocional e estética entre os dois filmes.

A Universal Pictures e o produtor Marc Platt anunciaram a adaptação para o cinema em 2012 — e desde então, o caminho foi longo. Houve mudanças criativas, ajustes de cronograma e, claro, atrasos provocados pela pandemia.

As filmagens começaram em dezembro de 2022, foram interrompidas pela greve do SAG-AFTRA em julho de 2023 e só terminaram em janeiro de 2024. Para garantir que nada importante fosse sacrificado, a história foi dividida em duas partes. E essa decisão, ao que tudo indica, tem se mostrado acertada.

Estreias, expectativas e o que esperar

Wicked: Parte 2 — ou Wicked: For Good, como também é chamado — teve sua première mundial em São Paulo no dia 4 de novembro de 2025. A escolha do Brasil para a primeira exibição reforça o carinho da Universal pelo público latino, que abraçou com força o primeiro filme.

Nos Estados Unidos, o lançamento está marcado para 21 de novembro e deve movimentar tanto os cinemas quanto as redes sociais, especialmente considerando o engajamento gigantesco dos fãs de Ariana Grande.

Premissa: o que a história promete

A sequência se passa anos após os acontecimentos do primeiro filme. Agora conhecida como a temida “Bruxa Má do Oeste”, Elphaba segue fugindo enquanto luta pelos direitos dos Animais — um dos temas centrais da trama.

Do outro lado, Glinda assume oficialmente sua posição como “A Boa”, mas vive sob vigilância constante do Mágico e de Madame Morrible. As duas amigas — e antagonistas involuntárias — são empurradas para escolhas difíceis, especialmente quando uma certa garota do Kansas chega inesperadamente para virar Oz do avesso.

Kamila Simioni compartilha sua trajetória no Sensacional desta segunda (11/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, o Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque na RedeTV!, recebe Kamila Simioni, uma mulher de muitas faces: empresária, musa do Carnaval e influenciadora digital. Mas, por trás do brilho e do sucesso, há uma trajetória marcada por desafios profundos, superações diárias e uma busca incessante por amor e pertencimento.

Kamila não hesita em abrir o coração ao falar sobre sua infância, um período que, para muitos, deveria ser recheado de carinho e proteção, mas que para ela foi marcado pela ausência de amor dentro da própria casa. “Nunca tive amor na minha família. Isso é um fato”, revela com uma franqueza que dói, mas que também liberta.

É nesse silêncio do afeto que Kamila buscou refúgio em “lugares” que a acolhessem, ainda que de forma imperfeita. “Eu procurava no submundo a proteção que não tive”, conta, descrevendo com poucas palavras o quanto a solidão pode fazer uma pessoa buscar qualquer ponto de luz — mesmo que distante dos padrões convencionais de segurança.

Essa frase simples é, na verdade, um grito silencioso que muitos carregam: a dor de não ser vista, de não ser ouvida, de sentir-se invisível dentro do próprio lar. Kamila expõe essa ferida para que outras pessoas possam se reconhecer, e quem sabe, encontrar forças para também buscar a cura.

O despertar para uma nova vida: um sonho como bússola

Aos 28 anos, quando muitos já acumulam histórias e escolhas, Kamila sentiu que precisava se reinventar. A insatisfação tomou conta de sua vida em vários níveis — como filha, irmã, mãe e mulher. E foi nesse ponto de ruptura que a fé entrou com força.

“Fiz uma oração a Deus pedindo um sinal e fui dormir. Acordei lembrando do sonho que tinha desde criança: ter o meu próprio salão”, relembra ela. Esse sinal foi o primeiro passo para virar a página e começar a construir uma vida que tivesse sentido para ela.

Deixando para trás o que não a fazia bem, Kamila investiu no seu sonho com coragem e determinação. Há dez anos, o salão que ela sempre quis se tornou uma realidade, um espaço de trabalho, criatividade e, acima de tudo, autonomia. É nesse ambiente que ela encontrou um lugar para ser dona do próprio destino, para mostrar que é possível se reerguer, mesmo quando o caminho é difícil.

Maternidade: o amor que transforma e também desafia

No programa, Kamila compartilha, com emoção, o impacto que a maternidade teve em sua vida. O nascimento do primeiro filho foi um momento de alegria, mas também de adaptação, dúvidas e aprendizado constante.

O parto natural do segundo filho trouxe complicações que a fizeram enfrentar o inesperado. “Foi uma experiência intensa, que me mostrou a força que a mulher tem”, diz ela, lembrando das angústias e superações que vieram junto com o desafio.

A maternidade, para Kamila, é um processo que mistura alegria, medo e esperança. Ela fala com sinceridade sobre o que é ser mãe solo — ou, como prefere, mãe guerreira — e como isso exige uma resiliência diária para garantir o melhor para os filhos, mesmo quando as circunstâncias não são fáceis.

Amor próprio e recomeço: o fim de um ciclo

Solteira hoje, Kamila não evita falar do fim do casamento com o policial civil Leonardo Simioni. A conversa revela que o término, embora doloroso, foi um passo necessário para que ela pudesse reencontrar a si mesma.

“Às vezes, a gente precisa se afastar para se encontrar de verdade”, reflete. O fim da relação não foi um fracasso, mas uma oportunidade para redescobrir sua identidade, colocar limites e decidir o que realmente quer para sua vida.

Esse capítulo da sua história é um convite para muitas pessoas que enfrentam relações tóxicas ou desgastadas, mostrando que o amor-próprio deve sempre ser prioridade.

A construção da sua própria voz e influência

Kamila também conquistou seu espaço como influenciadora digital, usando as redes sociais para compartilhar sua rotina, seus desafios e suas conquistas. Mais do que uma musa do Carnaval, ela se tornou uma voz para quem busca inspiração para superar adversidades.

Em meio a uma era onde a autenticidade é valorizada, Kamila mostra que é possível ser verdadeira, vulnerável e forte ao mesmo tempo. Ela inspira milhares de seguidores a se amarem, a buscarem seus sonhos e a acreditarem na transformação pessoal.

Reflexões para além da tela: a importância do acolhimento

A história de Kamila nos lembra da importância de olhar para dentro das famílias e das comunidades com mais empatia. O afeto, o diálogo e o cuidado emocional são fundamentais para o desenvolvimento saudável de qualquer pessoa.

Ao compartilhar sua trajetória, Kamila também abre espaço para que outros se sintam encorajados a falar sobre suas dores, buscar ajuda e construir um futuro diferente do passado que os marcou.

Empreender como forma de libertação

O empreendedorismo de Kamila não é apenas uma fonte de renda, mas uma forma de afirmar sua liberdade e seu poder. Ao criar seu salão, ela encontrou um espaço onde pode expressar sua criatividade, trabalhar com paixão e manter a autonomia que sempre desejou.

Sua história reforça o papel transformador que o empreendedorismo pode ter, especialmente para mulheres que precisam romper com ciclos de dificuldades e traumas.

Truque de Mestre: O 3º Ato volta com força aos cinemas — e o 4º filme já está em produção

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A franquia Truque de Mestre sempre encontrou seu charme no espaço entre o que vemos e o que acreditamos ver. Agora, com “O 3° Ato”, esse jogo de ilusão volta às telas com novo fôlego — e já com o futuro encaminhado. Em entrevista recente, o diretor Ruben Fleischer e o produtor Bobby Cohen não só celebraram o lançamento do terceiro longa, como também confirmaram que o quarto filme está oficialmente em desenvolvimento.

Segundo Cohen, a equipe já está discutindo ideias, locais e novos conceitos que possam expandir ainda mais o universo da série. “Estamos planejando alguns lugares incríveis para apresentar mágicas, onde você nunca viu mágica sendo apresentada antes. Isso eu posso compartilhar. O resto terá que esperar alguns anos”, afirmou o produtor, revelando que a franquia continua crescendo nos bastidores enquanto conquista novamente o público nas salas de cinema. (Via: Omelete)

Um retorno que aposta no impacto emocional e no risco calculado

Truque de Mestre: O 3° Ato carrega uma aura especial daquelas obras que chegam para relembrar, de maneira quase instintiva, porque amávamos aquele universo. Existe uma magia que não está apenas nos truques, mas também no que eles representam: controle, vulnerabilidade e a arte de manipular a própria narrativa diante de um mundo que observa tudo.

Neste novo capítulo, os Quatro Cavaleiros enfrentam uma ameaça mais estratégica, que testa sua inteligência e fragilidade. É uma história que não se apressa para impressionar; prefere construir tensões mais densas, tocar nas feridas antigas e perguntar o que realmente significa viver entre máscaras e segredos.

O enredo, mais ousado, abraça a chance de reinventar algumas dinâmicas. A franquia, já conhecida por equilibrar espetáculo e tensão, encontra agora um tom mais íntimo, onde os truques funcionam como extensão das emoções dos personagens. Cada aparição no palco — literal ou metafórica — carrega mais peso.

Um elenco que retorna mais maduro e disposto a explorar novas camadas

Reunindo um time de peso, o longa-metragem traz um elenco de destaque liderado por Jesse Eisenberg (A Rede Social, Zumbilândia, Batman vs Superman, Segredos Oficiais), Woody Harrelson (True Detective, Zumbilândia, Jogos Vorazes, Três Anúncios para um Crime), Dave Franco (Vizinhos, Artistas do Crime, The Rental), Isla Fisher (Debi & Lóide 2, O Grande Gatsby, Penetras Bons de Bico), Justice Smith (Detetive Pikachu, Geração Perigosa, Jurassic World: Reino Ameaçado), Dominic Sessa (Os Rejeitados), Ariana Greenblatt (Barbie, Vingadores: Guerra Infinita, 65 – Ameaça Pré-Histórica), Rosamund Pike (Garota Exemplar, I Care a Lot, Orgulho & Preconceito), Mark Ruffalo (Spotlight, Vingadores, Minhas Mães e Meu Pai) e Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Menina de Ouro, Conduzindo Miss Daisy).

O espetáculo continua — mas agora mais humano

Um dos méritos do filme está no equilíbrio entre entretenimento puro e emoção genuína. Há truques grandiosos, reviravoltas ambiciosas e aquele humor inteligente que se tornou marca registrada da franquia. Mas existe também outro tipo de magia: a de acompanhar personagens lidando com escolhas difíceis, falhas, inseguranças e cicatrizes.

Esse cuidado torna o longa mais próximo do público. O roteiro se permite respirar, mostrando que grandes ilusões também nascem de silêncios, dúvidas e pequenos gestos. É um espetáculo que respeita quem assiste e sabe que surpresa nenhuma funciona sem um coração pulsando por trás.

E o futuro? Está garantido — e promete ser ainda mais ousado

As falas de Ruben Fleischer e Bobby Cohen aquecem o coração dos fãs. A confirmação de que o quarto filme já está em desenvolvimento sinaliza que o estúdio não pretende simplesmente repetir fórmulas: a ideia é expandir, arriscar mais e explorar ambientes onde a ilusão ainda não foi apresentada.

No fim, Truque de Mestre: O 3° Ato não apenas resgata a magia: abre caminho para que ela continue evoluindo nos próximos anos. Um convite não só para assistir, mas para acreditar, outra vez, no encanto de uma boa ilusão.

Vale a pena assistir Eddington? O faroeste pandêmico de Ari Aster com Joaquin Phoenix e Pedro Pascal que virou sensação

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando Ari Aster anuncia um filme novo, boa parte do público — especialmente aquele com estômago forte para o desconforto — já se ajeita na cadeira com a certeza de que vem algo estranho, provocativo e difícil de rotular. Depois de incendiar o terror contemporâneo com Hereditário e Midsommar, e dividir opiniões com Beau Tem Medo, o diretor retorna agora com um projeto que carrega seu DNA de inquietação, mas brinca com outros territórios: humor negro, caos social e uma estética de faroeste moderno.

O resultado é Eddington, um filme que se passa em maio de 2020, em plena pandemia de Covid-19, e que transforma uma pequena cidade do Novo México em um microcosmo de paranoia, rivalidades políticas e violência latente. Estrelado por Joaquin Phoenix, Pedro Pascal, Emma Stone, Austin Butler e um grande elenco de apoio, o longa já chega ao público cercado de expectativas — e de perguntas. A maior delas é simples:

Vale a pena assistir?

A resposta, como quase tudo na obra de Aster, é complexa.

Foto: Reprodução/ Internet

Um faroeste dentro da pandemia — e a pandemia dentro de nós

A premissa pode soar absurda à primeira vista: um xerife e um prefeito entram em uma disputa política e pessoal no auge da crise sanitária, e essa desavença se espalha como pólvora pela comunidade. Mas é exatamente essa mistura de absurdo e realismo que torna Eddington tão singular.

O filme se passa em maio de 2020, no momento em que as incertezas eram tantas que qualquer decisão parecia capaz de acender fósforos em terreno seco. Na cidadezinha fictícia de Eddington, o xerife Joe Cross (Joaquin Phoenix) e o prefeito Ted Garcia (Pedro Pascal) — ambos competentes, ambos difíceis, ambos inflamáveis — vivem um impasse que ninguém mais consegue administrar.

Aster transforma essa rixa em um evento quase mitológico: o primeiro olhar torto, a primeira acusação pública, o primeiro rumor exagerado… e de repente vizinhos estão se dividindo em lados, famílias são colocadas uma contra a outra e a suposta tranquilidade da cidade evapora.

Como em um faroeste clássico, o duelo moral entre homens poderosos puxa a cidade inteira para o abismo. Só que aqui o abismo é feito de máscaras, falsas virtudes, grupinhos de WhatsApp e um vírus invisível que, de tão presente, se torna quase um personagem adicional.

O xerife que desmorona diante dos nossos olhos

Joaquin Phoenix prova mais uma vez que atores raramente encontram zonas de conforto. Seu Joe Cross é meio herói, meio vítima, meio provocador — um homem que tenta proteger a cidade, mas que carrega traumas mal resolvidos, frustrações acumuladas e uma vulnerabilidade crescente.

Phoenix entrega um personagem cansado, desconfiado, pressionado e frequentemente patético, mas ainda assim humano o suficiente para que o público se identifique com sua queda.

Seu trabalho — cheio de pausas, olhares inquietos e acessos de fúria contida — encaixa perfeitamente no humor negro da narrativa, transformando o xerife em alguém que desperta empatia e riso, às vezes ao mesmo tempo.

Um prefeito carismático, contraditório e perigosamente sedutor

Do outro lado do duelo, Pedro Pascal vive Ted Garcia, o prefeito em busca de reeleição, que tenta equilibrar crise de saúde pública, pressão política e uma vaidade que o torna imprevisível. O personagem é ao mesmo tempo irônico, sorridente e explosivo — e Pascal navega entre essas nuances com carisma natural.

É ele quem traz leveza a várias cenas que poderiam descambar para o melodrama, mas também é quem entrega alguns dos momentos mais intensos do filme. Quando Phoenix e Pascal dividem a tela, o filme atinge seu ápice: a química é elétrica, desconfortável, às vezes até cômica, como se os dois personagens fossem reflexos distorcidos um do outro.

Emma Stone e Austin Butler

Emma Stone, interpretando Louise Cross, esposa de Joe, tem menos tempo de tela do que Phoenix ou Pascal, mas suas cenas são fundamentais para mostrar o desgaste emocional da família do xerife. Louise funciona como âncora emocional — e ao mesmo tempo como espelho das tensões domésticas que a pandemia trouxe à superfície em tantas casas reais.

Austin Butler, por sua vez, interpreta Vernon Jefferson Peak, um personagem enigmático que parece estar sempre no lugar errado na hora certa — ou vice-versa. Butler surge como um dos catalisadores do caos crescente, mas também como figura simbólica do colapso emocional coletivo.

O elenco de apoio, que inclui Luke Grimes, Deirdre O’Connell, Micheal Ward, Clifton Collins Jr., Amélie Hoeferle e outros nomes, completa o retrato de uma comunidade à beira do colapso moral.

Foto: Reprodução/ Internet

A direção de Ari Aster

Esse é o filme mais “híbrido” da carreira de Aster. Ele não abandona suas marcas registradas: o desconforto crescente, os enquadramentos que revelam mais do que mostram, a trilha inquietante de Bobby Krlic (retornando após Midsommar e Beau Tem Medo), e as situações que começam normais e terminam absurdas.

Mas Eddington abraça novas linguagens:

  • O humor negro, muitas vezes situado perto da crueldade.
  • O faroeste moderno, com paisagens áridas e tensão permanente.
  • A sátira social, especialmente no retrato da paranoia pandêmica.

Nada disso é gratuito. Aster parece interessado em investigar como comunidades pequenas, aparentemente pacíficas, podem abrigar tensões profundas — tensões que só precisam de um empurrão para explodir.

Uma produção marcada por insistência, ambição e tempestades criativas

O caminho até Eddington foi longo. Ari Aster já tinha escrito um roteiro de faroeste contemporâneo anos antes, e chegou a considerar que esse seria seu primeiro filme. Mas Hereditário o puxou para outro lado, e o faroeste foi guardado na gaveta.

Somente depois de Beau Tem Medo ele decidiu revisitar a ideia — agora com a pandemia como elemento central. Foi nesse momento que a história ganhou novo fôlego, novas camadas, novos conflitos.

A produção, comandada pela Square Peg e pela A24, foi intensa e ambiciosa. Phoenix e Aster chegaram a explorar locais juntos no Novo México meses antes das filmagens, enquanto Emma Stone e Christopher Abbott foram inicialmente escalados em 2023 — Abbott acabou deixando o projeto, que passou o papel para Austin Butler.

As filmagens ocorreram entre março e maio de 2024 em Albuquerque e Truth or Consequences, cidades que emprestam à trama a beleza áspera do deserto americano. Em abril de 2025, Bobby Krlic foi anunciado como responsável pela trilha — uma decisão que reforça o clima emocional e psicológico do filme.

Mas afinal: vale a pena assistir?

A resposta depende do tipo de cinema que você busca, mas aqui vão argumentos honestos e humanizados:

Vale a pena se…

  • Você gosta de filmes que misturam gêneros e quebram expectativas.
  • Você aprecia humor negro, sátiras sombrias e comentários sociais implícitos.
  • Você admira o trabalho de Joaquin Phoenix, Pedro Pascal ou Ari Aster.
  • Você quer ver um filme que aborda a pandemia sem cair no didatismo ou na exploração gratuita.
  • Você gosta de histórias sobre pequenas comunidades que se despedaçam por dentro.

Pode não ser sua praia se…

  • Você prefere narrativas lineares e de fácil digestão.
  • Você tem dificuldade com filmes que misturam drama e comédia de maneira agressiva.
  • Você espera um terror tradicional: este NÃO é um filme de terror, apesar da tensão psicológica constante.
  • Você ainda se sente sensível para revisitar o clima emocional da pandemia de 2020.

Inspirada em uma aventura de RPG, The Mighty Nein desembarca no Prime Video com dublagem guiada por Sérgio Cantú

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A comunidade geek ganhou motivo para comemorar: The Mighty Nein, animação baseada nas campanhas do fenômeno Critical Role, acaba de chegar com força ao Brasil. O primeiro episódio dublado já está liberado gratuitamente no YouTube, enquanto os três capítulos iniciais entram no catálogo do Prime Video na quarta-feira, 19 de novembro. A partir daí, o público entra no ritmo do RPG: episódios semanais, como se cada lançamento fosse uma nova rodada de dados.

O que diferencia a versão brasileira não é apenas a fidelidade ao material original, mas o cuidado evidente na dublagem. Sérgio Cantú, um dos nomes mais reconhecidos do setor, coordenou todo o processo criativo e tomou uma decisão rara — e muito bem-vinda: reunir, no elenco principal, dubladores que também são jogadores de RPG. A ideia era trazer uma interpretação mais orgânica, carregada daquela vivência que só quem já ficou horas montando ficha, discutindo estratégia ou improvisando com amigos entende. O resultado aparece de imediato: as vozes não apenas interpretam os personagens, mas parecem se conectar a eles como se estivessem dentro da mesa.

A história acompanha um grupo de outsiders e fugitivos que, mesmo sem querer, acaba responsável por uma missão decisiva: recuperar um artefato poderosíssimo, o Cristal, que caiu em mãos perigosas. A explosão misteriosa na fronteira deixa Wildemount prestes a mergulhar numa guerra, e enquanto Beauregard investiga uma trama oculta nas sombras, Caleb se alia a alguém improvável para invadir uma loja mágica de animais. É o tipo de caos organizado que quem joga RPG reconhece — uma missão que começa pequena, mas cresce rápido e te pega pelo colarinho.

O elenco reúne nomes como Raphael Rossatto, Carina Eiras, Aline Guioli, Filipe Albuquerque, Luísa Viotti, Natali Pazete e o próprio Sérgio Cantú, todos acostumados tanto aos estúdios quanto às aventuras de mesa. Essa familiaridade não é detalhe: ela molda o ritmo, influencia as interpretações e transforma a animação numa experiência que conversa diretamente com quem já viveu a tensão de um teste decisivo de destreza ou a alegria de um crítico perfeito. A naturalidade com que eles se apropriam dos personagens reforça a sensação de que o universo da série respira a mesma atmosfera que os jogadores reconhecem.

Essa conexão não é apenas profissional. Em julho, parte do elenco se reuniu em uma sessão online de RPG com tema de X-Men, mostrando que o envolvimento com o gênero vai muito além da cabine de gravação. Raphael Rossatto, por exemplo, que deu voz ao Gambit em X-Men ’97, assumiu o mutante também nessa aventura paralela; Cantú interpretou o Noturno, papel que já dubla oficialmente; e Carina Eiras trouxe de volta sua Tempestade dos filmes. São encontros que revelam o quanto esse time transita com naturalidade entre trabalho, fandom e diversão.

Com mais de três décadas de carreira, Sérgio Cantú se mantém como um dos profissionais mais versáteis da dublagem brasileira. Ele já marcou gerações dando voz a personagens como Sheldon Cooper, Andrew Garfield, L de Death Note, Zac Efron, Shia LaBeouf, Elijah Wood e Jesse Eisenberg, além de se destacar como diretor capaz de imprimir referências geek e toques criativos que enriquecem cada projeto. Seu trabalho recente em Twisted Wonderland: A Série reforça essa habilidade de unir técnica, imaginação e paixão.

Em The Mighty Nein, esse repertório se reflete tanto na escolha do elenco quanto na forma como a dublagem foi construída. A série chega ao streaming não apenas como mais uma adaptação, mas como uma obra que carrega um olhar brasileiro sobre o universo de RPG, cheia de detalhes pensados para quem entende e ama o gênero. Para fãs de Critical Role, jogadores de mesa ou apenas curiosos em busca de uma animação envolvente, a produção nasce com energia própria — e com aquela sensação de que uma grande campanha está prestes a começar.

Mark rebate boatos sobre fim de ship com Ohm em Sweet Tooth, Good Dentist

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Foto: Reprodução/ Internet

O ator tailandês Pakin Kuna-anuvit, mais conhecido como Mark, se pronunciou recentemente após rumores de que seu ship com o colega Ohm estaria chegando ao fim circularem nas redes sociais. Os fãs da série BL Sweet Tooth, Good Dentist, que acompanha a relação entre os personagens principais, ficaram surpresos com a notícia, que rapidamente se espalhou entre comunidades de seguidores.

Durante uma transmissão ao vivo, Mark respondeu aos boatos com bom humor e firmeza: “Qual é o rumor? Farei questão de contatar o meu superior e perguntar se é verdadeiro ou não. Eu irei entrar em contato com ele pessoalmente. Vamos, digam logo, que rumor é esse!”, declarou o ator, deixando claro que não pretende deixar especulações infundadas circularem sem resposta.

Nascido em 2 de junho de 1998, Mark iniciou sua carreira como jogador de badminton antes de se tornar ator. Atualmente, é contratado pela GMMTV, uma das principais produtoras tailandesas de séries e conteúdos voltados ao público jovem. Como ator, Mark conquistou reconhecimento internacional com papéis em produções como My School President (2022) e Only Friends (2023). Além disso, participou de outras séries populares, incluindo Last Twilight (2023–2024), Rivais do Ensino Médio (2024), Midnight Series: Moonlight Chicken (2023) e Bad Buddy, consolidando-se como um dos nomes mais promissores da cena BL tailandesa.

O ship entre Mark e Ohm em Sweet Tooth, Good Dentist conquistou rapidamente fãs ao redor do mundo, que acompanham com entusiasmo cada interação entre os personagens. A química na tela e a interpretação cativante dos atores transformaram o casal em um dos ships mais comentados da temporada. Boatos sobre o fim do relacionamento fictício, portanto, provocaram intensa repercussão nas redes, gerando debates entre fãs sobre os limites entre ficção e vida real.

Apesar das especulações, Mark deixou claro que a relação profissional e a amizade com Ohm permanecem sólidas. Ao falar diretamente aos fãs, ele reforçou a importância de esclarecer rumores antes que se tornem fontes de desinformação ou causam ansiedade entre os seguidores. Essa postura transparente foi recebida com elogios por parte da comunidade, que reconheceu a maturidade do ator diante de um cenário potencialmente delicado.

Além de sua atuação, Mark é ativo nas redes sociais, compartilhando momentos de bastidores, treinos e interações com colegas de elenco. Esse contato direto com o público contribui para fortalecer sua imagem de artista acessível e autêntico, característica valorizada especialmente em produções BL, onde a relação entre atores e fãs costuma ser intensa e engajada.

Fevereiro em alta! Veja 5 indicações imperdíveis para assistir no streaming e atualizar sua lista agora

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Em 2026, o streaming deixou de ser apenas passatempo de fim de semana para virar palco de histórias que cutucam feridas bem reais. Entre paixões que ultrapassam limites, disputas carregadas de tensão e tramas de ficção científica que conversam diretamente com a pressão estética e o culto à imagem, as plataformas estão investindo em narrativas que incomodam na medida certa — e continuam ecoando depois que os créditos sobem.

Para o mês de fevereiro, selecionamos cinco estreias que merecem atenção. São produções que passam por uma epidemia ligada à busca obsessiva pelo “corpo perfeito”, romances que nascem em cenários improváveis, jogos de poder marcados por desejo e histórias que colocam personagens diante de escolhas difíceis, daquelas que mudam tudo. Mais do que tendências do catálogo, são obras que refletem inseguranças, ambições e contradições do nosso tempo — e fazem a pergunta inevitável: até onde você iria para ter aquilo que mais deseja?

The Beauty transforma a obsessão pela perfeição em um pesadelo fashion sci-fi

Em um cenário onde filtros digitais, procedimentos estéticos e promessas milagrosas dominam o imaginário coletivo, The Beauty surge como uma das produções mais provocativas do ano. Criada por Ryan Murphy e Matthew Hodgson, a série adapta a HQ de Jeremy Haun e Jason A. Hurley para transformar o universo da alta-costura em palco de um thriller de ficção científica mergulhado no body horror. A produção estreou no FX e no FX on Hulu em 21 de janeiro de 2026, cercada de curiosidade — e polêmica.

A premissa é tão sedutora quanto assustadora: um vírus sexualmente transmissível começa a circular entre jovens adultos e figuras influentes da indústria da moda. Seus efeitos iniciais são “milagrosos”. Quem é infectado se transforma em uma versão fisicamente perfeita de si mesmo. Pele lisa, traços harmoniosos, corpos esculturais. A transformação acontece de forma rápida, quase mágica — como se a ciência tivesse finalmente encontrado o atalho definitivo para o ideal estético contemporâneo.

O problema é que o efeito colateral não demora a aparecer.

Supermodelos internacionais começam a morrer de maneiras brutais e inexplicáveis. O glamour das passarelas dá lugar a cenas de horror explícito, em que o corpo humano se torna território de colapso. É nesse contexto que entram os agentes do FBI Cooper Madsen e Jordan Bennett, enviados a Paris para investigar as mortes que já começam a chamar atenção global. Conforme a investigação avança, eles percebem que não estão diante de um assassino comum, mas de algo muito maior — uma conspiração corporativa que mistura biotecnologia, ambição e manipulação em escala mundial.

O elenco reforça o peso dramático da trama. Evan Peters entrega uma atuação intensa e ambígua, transitando entre o ceticismo profissional e o desconforto moral diante do que descobre. Anthony Ramos e Jeremy Pope ajudam a construir o clima de tensão crescente, enquanto Rebecca Hall adiciona sofisticação e mistério à narrativa. Já Ashton Kutcher assume um papel-chave ligado à engrenagem corporativa que sustenta o surto — uma figura poderosa que acredita estar revolucionando o mundo, mesmo que isso signifique destruí-lo.

A série não economiza na crítica social. Murphy já declarou que enxerga The Beauty como uma resposta direta à chamada “cultura do Ozempic” e à obsessão moderna por transformações físicas aceleradas por medicamentos. A produção questiona até que ponto a sociedade está disposta a arriscar saúde, identidade e até a própria vida para alcançar padrões irreais de aparência.

Esse debate não é novo na carreira de Murphy — basta lembrar de Nip/Tuck, que explorava os bastidores da cirurgia plástica e os limites da vaidade humana. A diferença é que, em The Beauty, o subtexto vira texto. O horror deixa de ser simbólico e se torna visceral. As cenas de transformação e deterioração corporal flertam com o grotesco, reforçando o gênero body horror e aproximando a série de produções que usam o desconforto físico como metáfora social.

Visualmente, a obra investe em contrastes marcantes. De um lado, desfiles luxuosos em Paris, festas exclusivas em Veneza e encontros secretos em Roma. Do outro, laboratórios escondidos, corpos em decomposição e corredores de hospitais lotados. A estética elegante intensifica o choque quando o horror explode em cena, criando um jogo constante entre sedução e repulsa.

À medida que o vírus se espalha e a droga apelidada de “A Beleza” se torna objeto de desejo global, a pergunta central da série ecoa: o que realmente significa ser belo? E mais importante — quem lucra com essa definição?

Rivalidade Ardente traz um amor proibido em um romance que desafia o esporte

Entre confrontos violentos no gelo e olhares que dizem mais do que qualquer coletiva de imprensa, Heated Rivalry transforma o universo do hóquei profissional em cenário para uma das histórias de amor mais intensas do streaming recente. A série canadense — conhecida no Brasil como Rivalidade Ardente — foi criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney para a plataforma Crave, adaptando o segundo livro da série Game Changers, de Rachel Reid.

A trama acompanha Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados por Hudson Williams e Connor Storrie. Eles são os maiores talentos da fictícia Major League Hockey (MLH), jogando em times rivais: o Boston Raiders e o Montreal Metros. A rivalidade remete diretamente ao histórico embate entre Boston Bruins e Montreal Canadiens na National Hockey League — uma das disputas mais tradicionais do esporte.

Mas o que começa como competição feroz dentro da arena ganha contornos muito mais complexos fora dela.

Shane e Ilya vivem um romance secreto que atravessa anos, temporadas e fases distintas de suas vidas. Enquanto o mundo os enxerga como inimigos naturais no gelo, longe das câmeras eles compartilham vulnerabilidades, desejos e medos que não podem ser expostos publicamente. Em um ambiente esportivo ainda marcado por conservadorismo e expectativas rígidas sobre masculinidade, assumir um relacionamento poderia significar arriscar contratos milionários, reputações e até suas trajetórias profissionais.

A série constrói essa tensão com sensibilidade e intensidade. Shane enfrenta o processo de compreender e aceitar a própria sexualidade em meio à pressão da mídia e da torcida. Ilya, por sua vez, carrega o peso de expectativas familiares e culturais que o empurram para uma vida pública cuidadosamente controlada. Entre viagens, campeonatos e encontros furtivos em hotéis, o relacionamento dos dois evolui de atração impulsiva para um vínculo profundo e duradouro.

O elenco de apoio reforça a densidade dramática, com nomes como François Arnaud, Christina Chang, Sophie Nélisse e Dylan Walsh, que ajudam a expandir o universo da liga, explorando bastidores, contratos, conflitos internos e as engrenagens que movem o esporte profissional.

Produzida pela Accent Aigu Entertainment em parceria com a Bell Media, a série teve pré-estreia no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, em novembro de 2025 — um indicativo claro de seu posicionamento como obra relevante dentro da representatividade LGBTQ+ no audiovisual esportivo. As filmagens aconteceram na província de Ontário, com Hamilton servindo como locação para recriar cidades como Nova Iorque e Moscou.

Após a estreia na Crave, em 28 de novembro de 2025, Heated Rivalry ganhou distribuição internacional pela HBO Max, além de chegar a outros territórios por meio da Neon e da Movistar Plus+. O resultado foi imediato: críticas positivas destacaram a química arrebatadora entre os protagonistas, o roteiro emocionalmente honesto e a direção segura de Tierney. A produção se tornou o maior sucesso original da Crave até hoje e registrou números expressivos também na HBO Max, consolidando-se como um fenômeno global.

Se Esse Amor Desaparecesse Hoje prova que o amor pode sobreviver até à perda da memória

Dirigido por Kim Hye-young, o romance sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje (título original em coreano) aposta em uma premissa delicada e emocionalmente devastadora: como construir um amor quando a memória simplesmente não acompanha o coração?

A história acompanha Han Seo-yun, interpretada por Shin Si-ah, uma estudante do ensino médio que vive sob uma condição rara e desafiadora: amnésia anterógrada. Isso significa que, ao acordar todas as manhãs, ela não consegue se lembrar do que viveu no dia anterior. Cada novo dia é, literalmente, uma página em branco. Amigos precisam reapresentar situações. Conversas precisam ser retomadas do zero. Emoções precisam ser reconstruídas com pistas deixadas em diários, bilhetes e gravações.

Enquanto colegas se preocupam com provas e paixões adolescentes, Seo-yun enfrenta algo muito maior: a impossibilidade de acumular memórias afetivas.

É nesse cenário que surge Kim Jae-won, vivido por Choo Young-woo. Quando os dois começam a namorar, a rotina da jovem ganha novos contornos. Mesmo sem lembrar do dia anterior, Seo-yun passa a descobrir, repetidamente, que está apaixonada. Todos os dias, ela precisa confiar nas anotações que escreveu, nas fotos no celular e nas palavras de Jae-won para acreditar que aquele sentimento é real — e que não é apenas uma ilusão construída por terceiros.

O filme constrói sua força justamente nessa repetição emocional. Há algo profundamente tocante em assistir uma personagem se apaixonar pela mesma pessoa várias vezes, como se fosse sempre a primeira. Ao mesmo tempo, essa dinâmica levanta questionamentos delicados: até que ponto confiar no outro é seguro quando sua própria memória não pode confirmar nada?

E é aí que a trama ganha uma camada extra de tensão. Sem que Seo-yun perceba, Jae-won esconde um segredo capaz de transformar completamente o futuro dos dois. A revelação — cuidadosamente conduzida ao longo da narrativa — coloca em xeque não apenas o relacionamento, mas também a noção de proteção e verdade. Ele age por amor? Por culpa? Ou por medo de perder alguém que talvez nunca consiga se lembrar dele da mesma forma?

O elenco se completa com Jo Yoo-jung, que contribui para ampliar o universo emocional da protagonista, mostrando como amigos e familiares também precisam se adaptar a essa realidade frágil e imprevisível.

Love Me, Love Me aposta em paixão e tensão adolescente na Itália

Mudar de país já é desafiador. Fazer isso enquanto ainda se tenta sobreviver à dor da perda é ainda mais. É assim que conhecemos June, protagonista de Love Me, Love Me. Depois da morte do irmão, ela deixa tudo para trás e se muda para a Itália em busca de um recomeço. A nova paisagem é deslumbrante, mas por dentro ela ainda carrega um vazio difícil de explicar.

Na escola de elite onde passa a estudar, tudo parece perfeito demais: uniformes impecáveis, festas sofisticadas, alunos que aparentam ter a vida sob controle. Só que não demora para June perceber que aquela perfeição é só fachada. Por trás dos sorrisos e das boas notas, há segredos, rivalidades e escolhas perigosas.

É nesse cenário que surge o conflito central da história.

De um lado está James — impulsivo, provocador, envolvido em lutas clandestinas de MMA. Ele tem fama de problemático, mas também carrega uma intensidade que mexe com June desde o primeiro encontro. James não promete estabilidade, mas oferece algo cru, verdadeiro, quase explosivo.

Do outro lado está Will, o melhor amigo de James. Educado, responsável, gentil. O tipo de garoto que faz qualquer mãe respirar aliviada. Com ele, June encontra acolhimento em meio ao caos emocional que ainda enfrenta. Começar um relacionamento com Will parece a escolha certa. A escolha segura.

Só que o coração raramente segue o caminho mais previsível.

Enquanto tenta entender seus próprios sentimentos, June descobre que as aparências naquela escola enganam — e muito. Pessoas confiáveis escondem mentiras. Relações aparentemente sólidas são frágeis. E o passado de alguns colegas pode ser mais sombrio do que ela imagina. Aos poucos, o romance adolescente ganha contornos de suspense emocional, em que cada revelação muda o rumo da história.

O longa é dirigido por Roger Kumble, conhecido por explorar relações intensas e personagens movidos por desejo e conflito. O roteiro, assinado por Veronica Galli e Serena Tateo, aposta em diálogos diretos e emoções à flor da pele, sem medo de mergulhar nas contradições dos protagonistas.

No elenco, Mia Jenkins constrói uma June vulnerável, mas longe de ser passiva — alguém que erra, hesita e aprende no processo. Pepe Barroso Silva dá a James uma mistura de arrogância e fragilidade que o torna mais complexo do que o rótulo de “valentão”. Já Luca Melucci interpreta Will com doçura e contenção, criando um contraste que sustenta a tensão do triângulo amoroso. Ao redor deles, nomes como Andrea Guo, Michelangelo Vizzini, Madior Fall e Vanessa Donghi ajudam a compor o universo competitivo e cheio de camadas da escola.

Baseado no primeiro livro da tetralogia escrita por Stefania S., o filme já nasce com potencial de continuidade. Caso conquiste o público no Prime Video, a história de June pode se expandir para novos capítulos, aprofundando as consequências das escolhas feitas aqui.

Uma Mente Excepcional mistura humor afiado e investigação policial com protagonista improvável

E se a pessoa mais brilhante da sala fosse justamente aquela que ninguém costuma notar? Essa é a provocação central de Uma Mente Excepcional, série criada por Drew Goddard para a ABC e inspirada na produção franco-belga HPI.

A trama acompanha Morgan Gillory, interpretada por Kaitlin Olson, uma mãe solteira de três filhos que trabalha como faxineira no Departamento de Polícia de Los Angeles. À primeira vista, ela parece apenas mais uma funcionária invisível nos corredores do prédio. Mas Morgan tem um QI de 160 e uma capacidade de observação fora do comum. Enquanto limpa mesas e organiza arquivos, ela absorve informações, identifica padrões e enxerga conexões que passam despercebidas até pelos investigadores mais experientes.

Tudo muda quando, quase por acaso, ela resolve um caso complexo apenas reorganizando provas que estavam fora de ordem. Seu raciocínio rápido e pouco convencional chama atenção da chefia, e Morgan é convidada a atuar como consultora civil na Divisão de Crimes Graves do Los Angeles Police Department (LAPD).

É aí que começa o verdadeiro conflito.

Morgan passa a trabalhar ao lado do detetive Adam Karadec, vivido por Daniel Sunjata. Metódico, disciplinado e adepto de protocolos rígidos, Karadec representa tudo o que Morgan não é. Enquanto ele confia em procedimentos e evidências formais, ela aposta na intuição, na leitura corporal e em associações aparentemente improváveis. O choque de estilos gera tensão constante — mas também resultados surpreendentes.

Completando o trio principal está Selena Soto, chefe da unidade interpretada por Judy Reyes, que precisa equilibrar os talentos extraordinários de Morgan com a necessidade de manter a credibilidade da divisão.

Apesar de seguir a estrutura clássica de casos semanais, Uma Mente Excepcional vai além do procedural tradicional. A série equilibra humor leve — muitas vezes puxado pelo jeito espontâneo e direto de Morgan — com drama familiar e mistério de longo prazo. Fora do trabalho, ela enfrenta os desafios reais de criar três filhos sozinha, lidar com contas atrasadas e com a sensação constante de não se encaixar em lugar nenhum.

Há ainda uma trama que atravessa os episódios e adiciona peso emocional à narrativa: o desaparecimento de Roman, pai de sua filha Ava, ocorrido 15 anos antes. Ao ganhar acesso aos recursos do LAPD, Morgan passa a investigar o caso por conta própria, determinada a descobrir o que realmente aconteceu. Essa busca pessoal humaniza a personagem e impede que a série se torne apenas mais uma história sobre “gênios excêntricos resolvendo crimes”.

Série “Pablo e Luisão” é renovada para segunda temporada após sucesso no Globoplay e TV Globo

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Foto: Reprodução/ Internet

Após conquistar o público com uma combinação rara de humor, emoção e histórias autobiográficas, a série brasileira Pablo & Luisão recebeu sinal verde para sua segunda temporada. A confirmação foi divulgada pela jornalista Anna Luzia Santiago, do jornal O Globo. Criada, narrada e estrelada pelo humorista Paulo Vieira, a produção retrata com autenticidade a vida do pai do comediante, Luisão, e seu melhor amigo, Pablo, formando um retrato familiar que tem ganhado cada vez mais espaço no cenário audiovisual nacional.

Lançada em 22 de maio de 2025, a série nasceu da vontade de Paulo Vieira de compartilhar histórias reais de sua família — especificamente de seu pai, Luis Vieira da Silva, o Luisão, e do inseparável amigo dele, Pablo Xavier. Com um roteiro que mistura situações hilárias a dramas cotidianos, a série conquistou um público fiel que valoriza narrativas autênticas e afetivas.

A criação da série envolveu um time de roteiristas experientes, incluindo Bia Braune (Mister Brau), Caito Mainier (Filhas de Eva), Maurício Rizzo, Nathalia Cruz e Patrick Sonata, e teve direção de Luis Felipe Sá (Vai que Cola). Essa equipe conseguiu traduzir para a tela o clima de proximidade e humor que marca o texto original, tornando a série um sucesso em tom e ritmo.

Um dos grandes pilares do sucesso da trama está no seu elenco, que combina atores veteranos com jovens talentos em ascensão, formando um conjunto rico e versátil. À frente, Aílton Graça assume o papel de Luisão, trazendo para a tela a experiência acumulada em trabalhos marcantes como Tropa de Elite (filme) e a série Cidade dos Homens. Seu jeito carismático dá vida a um pai forte, humano e cheio de nuances.

Otávio Müller interpreta Pablo, o melhor amigo e parceiro de Luisão, e acrescenta à trama seu talento reconhecido em produções icônicas como a série A Grande Família e o remake de Malu Mulher. Ao lado deles, Dira Paes encarna Conceição, a matriarca da família, papel que soma à sua vasta carreira que inclui novelas como Cordel Encantado e Caminho das Índias, além da participação no programa Mestre do Sabor.

Na geração mais jovem, Yves Miguel dá vida ao Paulo adolescente, personagem inspirado no próprio Paulo Vieira, e já havia se destacado em séries como Malhação e Os Dias Eram Assim. João Pedro Martins vive Neto, irmão caçula da família, e traz para a série sua experiência em produções como Segunda Chamada e Aruanas.

Recepção crítica e popular

Desde sua estreia, a obra tem obtido números expressivos no Globoplay e boa receptividade no horário de exibição na TV Globo. A série figura entre os conteúdos mais assistidos da plataforma, surpreendendo pela capacidade de atrair diferentes faixas etárias, desde jovens até espectadores mais maduros.

Críticos destacam o equilíbrio delicado entre o humor e o drama que a série consegue imprimir, sem perder a leveza nem cair em clichês. A forma como aborda temas universais — família, amizade, desafios econômicos e afetivos — permite que o espectador se conecte de maneira genuína, sentindo que está assistindo histórias próximas da realidade.

Além disso, nas redes sociais, a série tem gerado bastante engajamento, com fãs comentando cenas, compartilhando memes e participando ativamente das discussões sobre os episódios e os personagens, demonstrando um vínculo que transcende a tela.

Produção: qualidade técnica a serviço da narrativa

Apesar de sua temática intimista, Pablo & Luisão não economiza em qualidade técnica. Produzida pelos Estúdios Globo com coprodução do Globoplay e da TV Globo, a série investe em fotografia cuidadosa, direção de arte que valoriza a ambientação realista e trilha sonora que mistura elementos tradicionais e contemporâneos, reforçando a conexão emocional.

O diretor Luis Felipe Sá, conhecido por trabalhos como Vai que Cola, imprime ritmo dinâmico e naturalidade ao projeto, elementos que contribuem para que a narrativa flua sem pressa, respeitando os tempos das cenas e o desenvolvimento dos personagens.

Expectativas para a segunda temporada

Com a confirmação da renovação, a equipe já está dedicada ao desenvolvimento dos roteiros para a nova temporada, que deve estrear em 2026. As gravações serão iniciadas após a conclusão das agendas do elenco, principalmente de Dira Paes e Otávio Müller, que estarão envolvidos na novela Três Graças (prevista para outubro de 2025), escrita por Aguinaldo Silva.

A nova temporada promete aprofundar as histórias de cada personagem, ampliando o olhar sobre as relações familiares, as amizades e os desafios do dia a dia, sempre com a mistura de humor e emoção que conquistou o público.

Impacto cultural e relevância

O sucesso de Pablo & Luisão revela uma demanda crescente por conteúdos que valorizem o regionalismo e o autobiográfico no audiovisual brasileiro. A série dá voz a histórias cotidianas que muitas vezes ficam fora dos holofotes, mostrando que as pequenas coisas e as relações familiares são fontes inesgotáveis de narrativa e emoção.

Além disso, o humor usado na série tem papel fundamental, não apenas para entreter, mas também para criar pontes de empatia e reflexão. Paulo Vieira, como criador, demonstra que o riso pode ser uma ferramenta poderosa para contar histórias que são, antes de tudo, humanas.

Câmeras Escondidas recria tensão de Premonição 6 em parceria com a Warner Bros. no Programa Silvio Santos

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Foto: Reprodução/ Internet

O tradicional quadro “Câmeras Escondidas”, exibido no último domingo (11), ganhou um toque cinematográfico e aterrorizante no Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel. Em uma ação inédita em parceria com a Warner Bros. Pictures Brasil, o SBT levou ao ar uma pegadinha baseada em Premonição 6: Laços de Sangue, novo filme da icônica franquia de terror, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 15 de maio.

A brincadeira, que reuniu sustos e gargalhadas, promoveu o longa-metragem com uma experiência aterrorizante ambientada em um elevador cenográfico, transformando o espaço em palco de tensão, desespero e, claro, muito bom humor — marca registrada do quadro.

👻 Elevador do terror: suspense, colapso e risos nervosos

Na encenação, as vítimas são conduzidas até o elevador por uma recepcionista vivida por Camila Porfiro, sem saber que estão prestes a vivenciar uma situação digna de filme de horror. Lá dentro, são recebidas por um tranquilo ascensorista, interpretado por Andrey Alfaia, que conversa normalmente durante a subida até o 7º andar. No entanto, tudo muda repentinamente.

Em um momento cuidadosamente roteirizado, as luzes piscam e se apagam, os vidros do elevador trincam e o chão treme, criando a ilusão de que o elevador está caindo. O desespero toma conta das vítimas, que gritam e se agarram onde podem. Mas, como em um passe de mágica, as luzes se acendem, os vidros “se recompõem” e o ascensorista continua agindo com naturalidade — como se nada tivesse acontecido. A confusão gera risos no estúdio e reforça a mensagem da campanha: e se você soubesse o que vai acontecer antes que aconteça?

🎬 Premonição 6: o medo está no ar

A pegadinha não apenas promoveu o filme, como também capturou de maneira criativa o espírito da nova produção. Em Premonição 6: Laços de Sangue, conhecemos Stefani, uma jovem universitária que começa a ter sonhos sombrios com mortes terríveis. Em busca de respostas, ela retorna à sua cidade natal, apenas para descobrir que está envolvida em um ciclo fatal que ameaça toda a sua família. A produção promete resgatar o clima de tensão e os elementos macabros que tornaram a franquia um sucesso internacional, agora sob uma nova perspectiva.

📺 TV e cinema juntos pelo susto perfeito

A ação entre o SBT e a Warner Bros. reforça a tendência crescente de parcerias entre televisão e cinema, usando formatos consagrados da TV para criar experiências promocionais imersivas e altamente compartilháveis. A brincadeira aterrorizante se junta a outras já realizadas no programa, como as baseadas em Annabelle e It: A Coisa, consolidando as “Câmeras Escondidas” como um canal criativo e impactante para campanhas de lançamentos cinematográficos.

A reação do público no estúdio foi imediata, com muitos se divertindo ao ver o pânico autêntico dos participantes — e outros se preparando para não entrar em elevadores tão cedo. A pegadinha já circula nas redes sociais e promete viralizar, ampliando o alcance da divulgação do filme.

Resumo da novela Dona de Mim de 10 de maio, sábado

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Capítulo 012 – Sábado, 10 de maio

Determinada a encontrar Leo a qualquer custo, Sofia decide agir por conta própria. Com o coração acelerado e a ansiedade à flor da pele, ela pede ajuda a um desconhecido para conseguir o endereço dele. É o impulso de quem sente que precisa se reconectar com alguém importante — mesmo que isso signifique correr riscos.

Enquanto isso, Yara não perde a chance de provocar Davi. Com seu jeito debochado, ela cutuca, testa seus limites e faz questão de mostrar que não simpatiza com ele. Já Abel, ao perceber que Sofia fugiu de casa, entra em pânico. A ausência da filha o desestabiliza por completo, e ele começa uma busca frenética, temendo pelo pior.

No ônibus, Sofia vive um momento de tensão: um homem estranho se aproxima, e o clima rapidamente se torna desconfortável. A jovem sente o perigo, mas tenta manter a calma, contando apenas com a própria coragem para sair daquela situação.

Ao mesmo tempo, Samuel, seu irmão mais velho, encontra uma pista que pode levar ao paradeiro da irmã mais nova. É pouco, mas é o suficiente para reacender a esperança. Quando a notícia da fuga chega a Leo, ele se desespera. A ideia de que Sofia possa estar sozinha e em perigo o deixa sem chão.

Na casa de Kami, as regras são claras — e quebrar uma tem consequências. Ela repreende Ryan duramente por ter dado um celular escondido a Dedé. A intenção pode ter sido boa, mas a quebra de confiança pesa mais.

Enquanto isso, Vespa dá uma nova missão a Lucas: ele deve trabalhar no galpão de Alan, mas como espião. O pedido coloca Lucas em conflito, pois ele sabe que esse jogo duplo pode lhe custar caro.

O reencontro entre Leo e Sofia finalmente acontece — é intenso, cheio de emoção contida. Ela, aliviada, o abraça como quem encontra um porto seguro. E, tocado pela confiança dela, Leo abre o coração e conta sobre o bebê que perdeu, revelando uma dor profunda que ainda o acompanha.

Sofia, em um gesto comovente, implora ao pai que reconsidere e recontrate Leo. Ela sabe que ele merece uma nova chance. Samuel também acredita nisso — e vai além: avisa a Abel que, se ele não tomar a iniciativa, ele mesmo contratará Leo para cuidar da irmã.

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