O domingo amanhece com cheiro de café passado na hora, pão de queijo na mesa e a certeza de que a boa música sertaneja tem lugar garantido na televisão brasileira. No dia 3 de agosto, a partir das 9h da manhã, o programa Terra da Padroeira abre suas portas – ou melhor, sua porteira – para mais uma edição recheada de grandes nomes da nossa música de raiz, entre veteranos consagrados e jovens promessas que carregam a alma do interior na voz e no coração.
Comandado com carisma por Kleber Oliveira, Tonho Prado e Menino da Porteira, o programa segue encantando o público com seu formato afetivo e acolhedor, que mistura talento, histórias emocionantes e um respeito profundo pela tradição sertaneja. E neste domingo, não será diferente.
As Irmãs Freitas: quatro décadas de trajetória e um legado que resiste ao tempo
Quem abre a manhã musical no palco da TV Aparecida é uma dupla que carrega no nome um pedaço da história da música brasileira: as Irmãs Freitas. Direto de Anápolis, em Goiás, elas trazem mais que melodias — carregam memórias vivas, trajetórias corajosas e a força feminina no sertanejo, gênero tantas vezes dominado por vozes masculinas.
Desde o lançamento do disco Canoeira do Araguaia, em 1978, as Irmãs Freitas vêm marcando presença em palcos de festivais, programas de rádio, televisão e na memória afetiva de fãs por todo o Brasil. Com passagens por formações diferentes, mas sempre mantendo a essência musical e o romantismo do campo, elas construíram uma carreira que ultrapassa 44 anos. Gravaram com nomes importantes, como o sanfoneiro Voninho, e conquistaram prêmios, discos de ouro e seguidores fieis nas redes sociais, que acompanham cada novo passo com carinho e admiração.
Moysés Rico: herança, respeito e renovação do legado de Zé Rico
Outro momento especial do programa será protagonizado por Moysés Rico, filho do inesquecível Zé Rico, da dupla Milionário & Zé Rico. Em um país onde as heranças musicais emocionam e inspiram, Moysés tem se destacado não apenas pelo sobrenome que carrega, mas pelo talento com que mantém viva a história do pai.
Persistente, apaixonado pela música e com uma identidade própria, o artista vem conquistando espaço ao reverenciar os grandes clássicos da lendária dupla e, ao mesmo tempo, criando sua própria trajetória. Já dividiu o palco com Milionário e se tornou uma das vozes mais promissoras do chamado “sertanejo raiz”. Para os fãs que cresceram ouvindo as canções que embalaram amores, despedidas e reencontros, ouvir Moysés é como reencontrar um velho amigo.
“Vozes da Terra”: a nova geração que carrega a força da música caipira
Como de costume, o quadro “Vozes da Terra” chega para mostrar que o futuro do sertanejo está em boas mãos. Nesta edição, o programa recebe dois nomes que têm emocionado o público e movimentado as redes sociais com suas vozes potentes e interpretações de arrepiar: a dupla Dilmar & Diogo e o cantor Júlio Torres.
Direto de Goiânia, Dilmar & Diogo têm surpreendido pela semelhança vocal com a icônica dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Jovens, mas com um gosto apurado pelos clássicos, os dois vêm ganhando fãs pela forma respeitosa e apaixonada com que interpretam modas antigas e novas, mantendo viva a conexão com as origens do gênero.
Já Júlio Torres conquistou notoriedade na internet após um vídeo em que sua voz — surpreendentemente parecida com a de Bruno, da dupla Bruno & Marrone — viralizou. Mas ele não é só semelhança: dono de uma presença marcante e carisma natural, Júlio tem se firmado como cantor e compositor, com músicas autorais como “O Playboy e o Cowboy”, ao lado de Edson & Hudson, além dos sucessos “Empatado” e “Aô Moçada”, que somam milhões de plays nas plataformas digitais.
Neste domingo, dia 27 de julho de 2025, a música sertaneja ocupará seu lugar de honra na programação da TV aberta com um episódio especial do Viver Sertanejo, apresentado por Daniel, logo após o Globo Rural. No centro do palco, duas duplas que representam diferentes eras e vertentes do gênero: Di Paullo & Paulino, veteranos da raiz sertaneja com mais de 40 anos de trajetória, e Henrique & Diego, representantes do romantismo moderno que conquistaram o público jovem com letras envolventes e melodias dançantes.
O programa desta semana vai muito além de performances musicais. Ele mergulha em histórias de vida, superações, memórias e afetos que ajudam a entender por que o sertanejo segue como um dos gêneros mais amados do país. E, sobretudo, promove um tributo emocionante à eterna Marília Mendonça, que completaria 30 anos neste mês de julho e cuja presença é sentida em cada acorde, em cada silêncio reverente, em cada verso cantado com alma.
Duas histórias, um mesmo sentimento
De um lado, os irmãos Di Paullo & Paulino chegam com sua trajetória moldada na terra, no rádio AM, nos circos e nas festas do interior de Minas Gerais. De outro, Henrique & Diego, amigos de infância que saíram de Cuiabá e atravessaram os palcos do Brasil com hits que marcaram os anos 2010. Embora suas rotas pareçam opostas — raiz e pop, estrada e streaming, viola e beats —, há um elo invisível e poderoso entre eles: a fidelidade à emoção e à verdade que carregam em suas canções.
O encontro não é só musical, mas simbólico. É o sertanejo se olhando no espelho da própria história e se reconhecendo múltiplo, vivo, em constante renovação. Ao longo do programa, o público é presenteado com performances, conversas íntimas e muitas surpresas que fazem desta edição uma das mais marcantes da temporada.
Di Paullo & Paulino: da infância mineira aos palcos do Brasil
Quem vê Di Paullo & Paulino hoje, com suas camisas xadrez impecáveis, chapéus de feltro e vozes afinadas pelo tempo, talvez não imagine que tudo começou de forma modesta. Naturais de Martinho Campos, Minas Gerais, os irmãos Elias e Geraldo começaram a cantar ainda crianças, influenciados pelo pai, que tocava violão e incentivava a musicalidade dos filhos.
“Nosso pai colocava discos do Tonico & Tinoco pra tocar enquanto cuidava da lavoura”, relembra Paulino, no palco do Viver Sertanejo. “A gente ia pegando no ouvido, treinava escondido. Quando ele viu, já tinha dupla formada.”
A infância simples e o ambiente rural forjaram não só o repertório da dupla, mas também seu modo de ver a música. Cada canção de Di Paullo & Paulino carrega uma melodia quase ancestral, como se cada nota viesse carregada de pó da estrada, cheiro de fogão a lenha e lembranças de amores antigos.
No programa, eles cantam sucessos como “Amor de Primavera”, “Cama Triste” e a clássica “Passarinho do Sertão”, relembrando ainda histórias saborosas dos bastidores dos anos 1980 e 1990. Em um dos trechos mais curiosos da conversa com Daniel, Paulino conta que afinou a viola de Leandro & Leonardo antes de um importante festival em Goiânia. “Eles ganharam aquele dia. Depois disso, quando lancei nosso primeiro disco, fui pedir ajuda pra entrar na gravadora. Eles abriram portas pra gente. É por isso que digo: no sertanejo, gratidão é uma estrada de mão dupla.”
Henrique & Diego: entre o samba, o pagode e o sertanejo pop
Se a trajetória dos veteranos começa em plantações e rádios de pilha, a de Henrique & Diego tem tons mais urbanos e contemporâneos. Nascidos e criados em Cuiabá, ambos tiveram contato com a música em contextos diferentes. Diego veio da escola de samba, onde cantava puxando enredos com apenas 11 anos. Henrique, por sua vez, começou como roadie e depois como backing vocal em bandas locais.
O reencontro dos dois, após uma breve pausa na carreira de Diego para se dedicar aos estudos, foi decisivo. “Eu já tinha desistido. Mas o Henrique me chamou de volta. Disse que via futuro na gente. A partir dali, nunca mais parei”, diz Diego, emocionado.
A dupla fez de tudo no início: tocou em barzinho, em casamentos, em festas universitárias. O sucesso veio em 2011 com “Top do Verão”, mas foi com “Suíte 14”, parceria com MC Guimê, que eles estouraram de vez, alcançando as paradas do Brasil inteiro.
No Viver Sertanejo, eles revisitam esses momentos com leveza e bom humor. Cantam seus maiores hits e falam sobre a importância de manter os pés no chão. “A gente vem do pagode, mas encontrou no sertanejo o jeito mais sincero de se expressar”, diz Henrique. “Aqui a gente fala de amor, de perda, de esperança. É isso que toca as pessoas.”
Marília Mendonça: uma estrela que segue brilhando
O ápice emocional do episódio acontece quando as duas duplas se unem para cantar “Estrelinha”, canção lançada em 2018 por Di Paullo & Paulino com participação de Marília Mendonça. A música, que ganhou enorme projeção após a trágica morte da artista em 2021, virou um hino silencioso da saudade.
No estúdio, as luzes se apagam suavemente. As primeiras notas da viola ecoam como uma oração. Paulino entra com a voz tremendo, Henrique segura a emoção. A plateia se cala. Cada verso é um sopro de memória. Quando Diego entoa o refrão, há lágrimas. Muitas. Em Daniel, nos músicos, nos olhos discretos das câmeras. É mais que uma performance: é um ritual coletivo de saudade, amor e reverência.
Marília completaria 30 anos nesta semana. E, como lembra Daniel, “não há como falar do sertanejo atual sem lembrar da revolução que ela causou.” Jovem, talentosa, combativa e generosa, Marília Mendonça abriu caminhos para mulheres, para compositores, para a emoção crua. Sua ausência é sentida, mas sua presença é constante.
Um programa que respira Brasil
O sucesso do Viver Sertanejo não é acidental. Criado com a missão de resgatar e celebrar a essência da música sertaneja, o programa tem direção artística de Gian Carlo Bellotti, produção executiva de Anelise Franco e produção de Nathália Pinha, sob a direção de gênero de Monica Almeida. A apresentação de Daniel — ele próprio um ícone do gênero — garante não só credibilidade, mas acolhimento, emoção e afeto.
Daniel conduz as conversas com naturalidade, fazendo perguntas certeiras e emocionando-se junto aos convidados. É evidente que ali há troca verdadeira, não apenas roteiro. O cenário intimista, a luz quente e a plateia pequena criam um clima de encontro, e não de espetáculo.
O sertanejo como espelho de um Brasil que sente
Mais do que músicas de sucesso, o episódio deste domingo entrega ao público um mergulho na alma do sertanejo. Um gênero muitas vezes simplificado pelos estereótipos, mas que, na verdade, é complexo, emocional e profundamente ligado às raízes culturais do Brasil.
Ao reunir Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego, o programa cria pontes entre o ontem e o hoje. Entre o campo e a cidade. Entre o modão que embala o amanhecer na fazenda e o hit que toca nos fones de ouvido nas metrópoles. E mostra que, mesmo com linguagens diferentes, o que importa é a verdade emocional.
Há medos que gritam. Outros sussurram. E há aqueles que se instalam lentamente — um olhar no escuro, um passo fora do lugar, uma presença invisível que jamais foi embora. É nesse território que habita o J-horror, vertente do cinema japonês de terror que será celebrada na edição especial do Noitão, no Reag Belas Artes, em São Paulo, na madrugada do dia 18 de julho, a partir das 23h30.
Mais que uma maratona, o evento é um ritual cinematográfico que convida o público a atravessar a madrugada ao lado de fantasmas vingativos, traumas não resolvidos e realidades distorcidas — tudo isso dividido entre duas salas com curadorias distintas, que misturam estreias, obras-primas e filmes-surpresa escolhidos a dedo.
O horror começa com uma nuvem
As duas salas dão início à jornada com a aguardada estreia de “Cloud – Nuvem de Vingança”, novo filme do mestre Kiyoshi Kurosawa, aclamado por sua maneira única de filmar o invisível — e de fazer o banal se tornar aterrorizante. A história acompanha Ryosuke, um homem comum que começa a despertar a raiva de todos ao seu redor — um pavor que cresce sem explicação, como uma nuvem densa que encobre o mundo.
Cloud, aqui, não é só o título: é atmosfera, é metáfora, é a incerteza que ronda os que caminham entre o passado e o sobrenatural.
Sala 1 – A elegância sombria de Kurosawa
Na Sala 1, o foco recai sobre o próprio Kurosawa, com a exibição do clássico “Pulse” (2001). Pioneiro ao refletir sobre a conexão entre o mundo digital e o espiritual, o longa investiga uma série de suicídios ligados à internet — uma espécie de luto coletivo digitalizado, onde os fantasmas navegam junto aos vivos. Encerrando a sessão, um filme-surpresa de 74 minutos guarda o último susto — ou talvez o mais poético.
🕒 Programação Sala 1 – Kiyoshi Kurosawa
23h59 | Cloud – Nuvem de Vingança (2024)
02h20 | Pulse (2001)
04h35 | Filme surpresa (74 min)
Sala 2 – Onde o terror é íntimo e insuportável
Se a Sala 1 aposta no medo atmosférico, a Sala 2 mergulha na dor que vem de dentro. Após Cloud, o público assiste ao devastador “Audição” (1999), de Takashi Miike — um filme que começa como romance e termina em puro desespero, redefinindo os limites entre o amor, a obsessão e a vingança. O encerramento vem com outro filme-surpresa, de 106 minutos, escolhido para não deixar ninguém indiferente.
🕒 Programação Sala 2 – Intrigas e Pesadelos
23h30 | Cloud – Nuvem de Vingança (2024)
01h50 | Audição (1999)
04h00 | Filme surpresa (106 min)
J-horror: quando o medo é memória
O que diferencia o J-horror não é apenas sua estética contida, sua fotografia opaca ou seus fantasmas de cabelos longos e olhos parados. É a forma como ele trata o medo como herança emocional, como eco de dores mal resolvidas — não apenas sustos, mas reflexões. E, por isso, talvez nos assuste tanto: porque ele não termina quando a luz do cinema se acende.
Noitão J-Horror: O Melhor do Terror Japonês
📅 Data: 18 de julho (quinta para sexta) 🕦 Horário: A partir das 23h30 📍 Local: Cine Reag Belas Artes – Rua da Consolação, 2423 – São Paulo (SP) 🎟️ Ingressos: R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia-entrada para estudantes e idosos) 💺 Salas acessíveis: Poltronas numeradas, cadeiras para obesos e espaço para cadeirantes em todas as salas 🎫 Vendas: Site oficial do cinema ou diretamente na bilheteria
A Pony Canyon anunciou oficialmente que o universo de Drops of God, uma das histórias mais fascinantes já criadas sobre vinho, ganhará vida em uma adaptação em anime. A produção, feita pelo estúdio Satelight — o mesmo por trás de títulos populares como Fairy Tail — já começou a movimentar os fãs e promete chegar ao Japão em 2026. Não é exagero dizer que poucas obras uniram tão bem cultura, emoção e conhecimento como esta.
Uma história guiada por sentimentos e taças de vinho
Para quem ainda não conhece, a trama acompanha a inesperada jornada de Shizuku Kanzaki. Ele leva uma vida comum trabalhando na Taiyo Beer, até receber a notícia da morte de seu pai, Yutaka Kanzaki, um crítico de vinhos respeitado e temido no mundo inteiro.
Apesar do vínculo quebrado entre eles, o pai deixou algo que mudaria completamente seu destino: um testamento enigmático. Nele, Shizuku só receberia sua parte da herança caso fosse capaz de identificar treze vinhos descritos poeticamente — os “Doze Apóstolos” e o lendário “Gotas de Deus”, a joia suprema da coleção.
É um desafio injusto para alguém que nunca tocou uma taça de vinho, mas Shizuku logo descobre que sua sensibilidade natural e suas memórias de infância escondem muito mais potencial do que imaginava.
Um duelo movido pela busca de identidade
A missão fica ainda mais intensa quando Shizuku descobre que não está sozinho na disputa. Seu pai havia adotado, pouco antes de morrer, Issei Tomine — um crítico jovem, brilhante e já reconhecido internacionalmente.
Issei representa tudo que Shizuku não é: técnico, disciplinado, estudioso. Enquanto Issei enxerga o vinho pela lógica e pela estrutura, Shizuku o sente. Ele traduz sabores em imagens, emoções e lembranças. A rivalidade entre os dois é a espinha dorsal da narrativa: mais do que provar vinhos, os dois tentam decifrar quem foram e quem querem ser.
Esse encontro entre razão e sensibilidade faz de Drops of God uma obra única, quase um poema sobre o que aprendemos e carregamos das pessoas que amamos — mesmo quando o amor é complicado.
Duas décadas de história e impacto global
Desde sua estreia em 2004, na revista Weekly Morning, o mangá se tornou um fenômeno. Criado pelos irmãos Yuko e Shin Kibayashi — que assinam sob o pseudônimo Tadashi Agi — e ilustrado com elegância por Shu Okimoto, a série construiu um legado raro: mudou a forma como muitos enxergam o vinho e chegou a influenciar diretamente a venda de diversos rótulos mencionados na trama.
Mais do que um mangá: uma experiência sensorial
O impacto de Drops of God sempre esteve além das páginas impressas. Para muitos leitores, a série foi uma porta de entrada para o universo da enologia. Para sommeliers e críticos, tornou-se referência por unir precisão técnica e profundidade emocional. Mais do que ensinar sobre vinhos, a obra ensina a observar detalhes, a prestar atenção nas sensações e até a compreender melhor as pessoas.
Cada vinho apresentado na história é tratado como uma lembrança engarrafada: pode carregar tristeza, alegria, saudade, desejo ou descoberta. Essa leitura emocional é um dos maiores charmes da obra e um dos desafios para a adaptação em anime.
Aposta alta para o estúdio Satelight
Dirigido por Kenji Itoso em colaboração com YANCHESTER, o anime tem a missão de transformar descrições poéticas e sensações subjetivas em cenas visuais. Se o estúdio conseguir captar a mesma delicadeza do mangá, o resultado pode ser um dos projetos mais marcantes de 2026.
Depois do fenômeno cinematográfico que foi a Parte 1, o segundo capítulo da adaptação dirigida por Jon M. Chu chega aos cinemas sob expectativas quase míticas — e sem a mesma capacidade de sustentá-las. Se o primeiro filme conquistou o público pela força emocional, pelo apuro estético e pela fidelidade arrebatadora ao musical da Broadway, Wicked: Parte 2 tenta expandir o universo de Oz e concluir a jornada de Elphaba e Glinda com espetáculo, cor e densidade dramática. No entanto, o que deveria ser um desfecho épico assume um caráter mais irregular: visualmente exuberante, narrativamente relevante, mas dramaticamente menos necessário do que se imaginava.
Um espetáculo maior e paradoxalmente mais frágil
O novo longa é maior, mais ambicioso e, curiosamente, mais frágil. É inegável que esta Parte 2 é mais segura de si do que seu antecessor. Chu dirige com firmeza o gigantesco aparato visual, construindo cenários grandiosos, figurinos elaborados e efeitos digitais mais polidos, que ajudam a moldar uma Oz ainda mais viva — e mais ameaçada pela tirania, pelo medo e pelos jogos políticos do Mágico.
Porém, apesar desse rigor estético, a narrativa se esvazia em vários momentos, transmitindo a sensação de uma trama secundária, quase protocolar, como se existisse apenas para conectar o fim da Parte 1 ao arco clássico já conhecido de O Mágico de Oz. Com isso, o impacto dramático se dilui, e a transformação de Elphaba na temida “Bruxa Má” frequentemente parece mais uma sequência de episódios do que um clímax emocional genuíno.
A trilha sonora perde vibração e derruba parte da magia
A trilha sonora representa o primeiro grande tropeço. Se na Parte 1 as canções eram memoráveis e emocionalmente carregadas, aqui elas soam menos marcantes e, em muitos momentos, burocráticas. A montagem musical raramente alcança o mesmo vigor; números que deveriam ser catárticos acabam em técnica sem transcendência. É uma perda sentida, sobretudo considerando a potência vocal de Cynthia Erivo e o salto impressionante de Ariana Grande desde o filme anterior.
Grandes momentos icônicos, mas tratados como notas de rodapé
Ainda assim, Wicked: Parte 2 entrega algumas das passagens mais icônicas do universo da franquia. A falsa morte de Elphaba é construída com força visual e tensão legítima. A transformação de Boq no Homem de Lata ganha contornos sombrios e finalmente confere ao personagem uma importância que sempre lhe faltou. A introdução de Dorothy, Espantalho e Totó funciona como ponte eficiente para o mito original — embora a aparição seja mais apressada do que o ideal.
O problema é que todas essas tramas parecem existir mais para cumprir o destino já conhecido de Elphaba do que para impulsionar a narrativa, funcionando como pequenos marcadores obrigatórios, não como motores dramáticos de fato.
O Mágico perde força e a crítica política também
Outro ponto frágil é a figura do Mágico. Embora a obra sempre o tenha retratado como manipulador, aqui o personagem surge diminuído, quase irrelevante. Falta presença, falta ameaça, falta convicção. Para um antagonista que deveria simbolizar o colapso moral de Oz, a construção é tímida e superficial. É uma escolha que enfraquece a crítica ao autoritarismo — um dos pilares ideológicos que sustentam o universo Wicked.
Ariana Grande dá um show e carrega o filme nas costas
Se há, porém, um elemento que realmente eleva este segundo filme, esse elemento é Ariana Grande. Sua Glinda surge mais contraditória, vulnerável e politizada, ganhando profundidade que ultrapassa a versão tradicionalmente dócil do musical. Grande entrega uma performance madura, tecnicamente precisa e emocionalmente consistente, transformando diálogos simples em momentos de impacto.
A queda de relevância de Madame Morrible — reduzida quase a um adereço — abre espaço para que Glinda se torne protagonista de fato no destino político e afetivo de Oz. Se a indicação ao Oscar era apenas uma possibilidade na Parte 1, aqui se torna uma expectativa real.
Foto: Reprodução/ Internet
Cynthia Erivo mantém a intensidade — mas recebe menos do que merece
Cynthia Erivo, por sua vez, mantém a força interpretativa que a consagrou, oferecendo uma Elphaba intensa, ferida e politicamente marcada. No entanto, o roteiro limita seu alcance emocional. Falta densidade interna, falta conflito, falta a queda dramática que deveria sustentar a mitologia da personagem. A produção confia demais no conhecimento prévio do público — recurso sempre perigoso — e entrega menos do que Erivo tem potencial para realizar.
Um final grandioso, mas com gosto de “poderia ser mais”
No desfecho, Wicked: Parte 2 é grandioso e emocional, honra a mitologia criada há décadas e entrega o espetáculo que os fãs esperam. Mas também deixa uma sensação persistente de frustração. É um filme lindamente filmado, tecnicamente impecável, cheio de momentos poderosos, mas que não sustenta por si só a própria importância. Depende demais da Parte 1, e ainda mais do imaginário coletivo moldado por O Mágico de Oz.
Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a TV Globo exibe na Tela Quente o filme “Viúva Negra”, estrelado por Scarlett Johansson, em uma sessão que promete reunir não apenas os fãs da Marvel, mas também aqueles que buscam histórias sobre recomeços, segredos do passado e laços de afeto reconstruídos sob as cinzas do trauma. Mais do que uma simples aventura de espionagem, o longa mergulha em temas profundos e delicados como controle, culpa, identidade e a busca por pertencimento. Dirigido por Cate Shortland e lançado em 2021 após inúmeros adiamentos causados pela pandemia, o longa chegou aos cinemas e ao streaming simultaneamente, em um momento em que o mundo — e a própria Marvel — estava redescobrindo formas de se reconectar com o público. As informações são do AdoroCinema.
Scarlett Johansson retorna como Natasha Romanoff, agora em uma missão solo que se passa entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. A personagem, pela primeira vez, está completamente sozinha, foragida, sem sua equipe, sem identidade oficial e tentando lidar com as consequências dos atos do passado — não apenas como espiã da Sala Vermelha, mas também como uma Vingadora que passou por perdas irreparáveis. A jornada de Natasha, no entanto, ganha contornos muito mais íntimos quando ela se vê forçada a revisitar a “família” forjada que conheceu na infância: Yelena Belova (Florence Pugh), Alexei Shostakov (David Harbour) e Melina Vostokoff (Rachel Weisz).
O filme se descola do estilo tradicional das superproduções da Marvel ao apostar mais na construção dramática das relações e em um roteiro que equilibra cenas de ação com silêncios significativos. A química entre o elenco é um dos grandes trunfos da narrativa. Florence Pugh, como Yelena, entrega não apenas carisma e ironia, mas também uma vulnerabilidade poderosa que rapidamente conquistou o público. Sua personagem, criada pela mesma organização que moldou Natasha, surge como espelho e contraponto emocional, escancarando feridas que Natasha há muito tempo tenta ignorar. Já Rachel Weisz e David Harbour interpretam figuras complexas: a mãe científica que ainda vive sob o peso da submissão ao sistema e o pai forjado, mais bufão do que herói, que busca desesperadamente se provar como algo além do passado comunista glorificado.
Em meio a essas relações truncadas, o filme conduz o espectador por uma espécie de road movie emocional. Os reencontros são amargos, os diálogos repletos de mágoa, ressentimento e, curiosamente, um afeto que insiste em sobreviver ao abandono e às mentiras. A cena do jantar — aparentemente banal — transforma-se em uma das mais impactantes da produção. Ali, cada olhar e cada silêncio dizem mais do que qualquer explosão. A fragilidade de Natasha emerge, sem capa, sem uniforme, sem precisar salvar o mundo. Pela primeira vez, ela precisa salvar a si mesma.
Outro ponto que merece destaque é a abordagem crítica da Sala Vermelha, a organização russa responsável por transformar meninas órfãs em armas vivas. O roteiro, assinado por Eric Pearson, com história de Jac Schaeffer e Ned Benson, faz questão de enfatizar a violência sistêmica e o controle biológico a que essas mulheres foram submetidas. É um dos momentos em que o filme toca uma ferida real: o uso do corpo feminino como instrumento de poder, manipulação e silenciamento. Ainda que emoldurado pela estética dos blockbusters, esse discurso nunca soa superficial.
O vilão da vez, Dreykov (Ray Winstone), representa justamente essa face patriarcal e autoritária, que controla suas “viúvas” por meio de tecnologia e medo. Mas diferentemente de antagonistas anteriores da franquia, ele não precisa de uma armadura ou poderes sobre-humanos. Sua ameaça está na manipulação. Ao enfrentá-lo, Natasha não apenas encerra uma parte de sua história — ela rompe simbolicamente com tudo que a desumanizou. É um confronto íntimo, ideológico, que ecoa muito além do clímax de ação.
A direção de Cate Shortland acerta ao manter o foco emocional, mesmo nas sequências de maior impacto visual. A câmera frequentemente se aproxima dos rostos, privilegia reações, acompanha os movimentos com nervosismo e precisão. É como se o filme respirasse junto com suas protagonistas. A trilha sonora de Lorne Balfe também contribui para o tom sombrio e melancólico, com destaque para a versão sombria de “Smells Like Teen Spirit”, dos Nirvana, que abre o filme com imagens perturbadoras das meninas sendo sequestradas e treinadas. É um lembrete de que essa história não é sobre heroísmo, mas sobre sobrevivência.
Para Scarlett Johansson, que interpreta Natasha desde 2010, “Viúva Negra” funciona como uma espécie de despedida e redenção. Após anos sendo coadjuvante em tramas lideradas por homens, a personagem finalmente tem a chance de ter sua história contada com profundidade. E não apenas no sentido narrativo, mas também simbólico. É um acerto de contas com o machismo estrutural que também se fez presente nos bastidores da própria Marvel, principalmente nas fases iniciais do estúdio. Johansson, produtora executiva do longa, garantiu que essa abordagem mais consciente e madura fosse o cerne da obra.
Florence Pugh, por sua vez, desponta como o grande achado da nova fase do MCU. Sua Yelena já reapareceu na série “Gavião Arqueiro” (Hawkeye), da Disney+, e promete ter papel relevante nos próximos capítulos da saga. A atriz inglesa conquistou o público com sua entrega, vulnerabilidade e senso de humor mordaz. A relação entre Natasha e Yelena é o verdadeiro coração do filme — entre provocações e silêncios cúmplices, as duas constroem um vínculo que vai muito além do sangue. São duas sobreviventes, duas mulheres que aprenderam a ser duras demais para não quebrarem.
Ainda que “Viúva Negra” não tenha a grandiosidade dos maiores épicos da Marvel, sua força está justamente na escala humana. Ao invés de batalhas cósmicas, temos confrontos internos. Ao invés de exércitos alienígenas, enfrentamos memórias dolorosas. E mesmo que saibamos do trágico destino de Natasha em “Vingadores: Ultimato”, o filme não perde sua potência — pelo contrário, ganha ainda mais camadas ao ser assistido como o último suspiro de uma heroína que sempre esteve em segundo plano, mas que, no fim, se tornou a alma silenciosa dos Vingadores.
Agora, vamos conhecer alguns segredos (e surpresas) de uma despedida heroica:
A última dança de Scarlett – e a liberdade criativa que ela nunca teve antes
Depois de quase uma década no papel da espiã mais enigmática dos Vingadores, Scarlett Johansson finalmente ganhou o que os fãs pediam: um filme solo. O que muitos não sabem é que ela teve participação ativa como produtora do projeto, o que garantiu um grau de autonomia raro dentro da Marvel Studios.
Em entrevistas, Scarlett revelou que nunca se sentiu tão livre para explorar as vulnerabilidades de Natasha Romanoff como neste projeto. “Eu queria mostrar que ela também pode tropeçar, errar, se emocionar, fugir…”, comentou. O filme é, portanto, um tributo à humanidade da heroína — mais do que aos seus feitos grandiosos.
Florence Pugh e a improvisação que virou viral
A química entre Scarlett Johansson e Florence Pugh (Yelena Belova) foi um dos grandes trunfos do filme. Mas um dos momentos mais marcantes — a piada sobre a “pose de super-heroína” — nasceu de uma provocação nos bastidores.
Durante os ensaios, Pugh teria feito graça da forma como Natasha sempre caía de joelhos ao pousar. A equipe achou tão hilário que a diretora Cate Shortland pediu para que a atriz repetisse aquilo diante das câmeras. O resultado? Uma das cenas mais queridas pelos fãs e que viralizou nas redes sociais.
A diretora que quase disse “não” à Marvel
A australiana Cate Shortland, conhecida por dramas sensíveis e autorais como Lore (2012), não era uma escolha óbvia para comandar um filme da Marvel. E ela mesma hesitou. Segundo relatos, Cate recusou o convite duas vezes por não se sentir à vontade com blockbusters.
Foi Scarlett Johansson quem insistiu. A atriz queria que uma mulher contasse a história de outra mulher, com delicadeza e profundidade — não apenas com cenas de luta bem coreografadas. Cate aceitou, com a condição de que o foco estivesse na alma dos personagens. O resultado é um filme mais sombrio, introspectivo e emocional do que o tradicional “padrão Marvel”.
Filmado antes, lançado depois: uma peça fora do tempo
Muitos fãs estranharam o tom de “Viúva Negra” quando ele chegou aos cinemas em 2021. Afinal, Natasha Romanoff já havia morrido em “Vingadores: Ultimato” (2019). Na verdade, o filme foi pensado para sair antes do grande desfecho da heroína, mas enfrentou atrasos por conta da pandemia e disputas de agenda.
Isso fez com que o público assistisse a uma despedida após já ter se despedido — o que causou uma sensação agridoce. Scarlett Johansson filmou suas últimas cenas como Natasha quase dois anos antes da estreia.
Stunt doubles e dublês reais: as heroínas por trás das heroínas
As cenas de ação de “Viúva Negra” impressionam, mas não são apenas obra de efeitos visuais. A produção contou com algumas das melhores dublês do cinema, como Heidi Moneymaker, que já havia sido dublê de Johansson em filmes anteriores da Marvel.
Curiosamente, Heidi participou tão ativamente do processo que ela foi incluída nos storyboards e teve liberdade para coreografar parte das lutas. Muitos dos movimentos que vemos em tela são fruto de sua assinatura — uma dança entre precisão militar e expressão corporal.
O esconderijo na neve que existia de verdade
A sequência em que Natasha se reúne com sua família improvisada na Rússia foi rodada em um local real, numa antiga instalação soviética desativada. A produção optou por gravar em locações reais na Noruega, Hungria e Inglaterra, fugindo do excesso de CGI.
Isso deu ao filme uma textura mais crua e palpável — o que encaixa perfeitamente com o clima de espionagem e redenção da narrativa.
A jaqueta verde e a passagem de bastão
Um dos detalhes mais simbólicos do filme está em uma peça de figurino: a jaqueta verde de Yelena, que Natasha usa em “Vingadores: Guerra Infinita”. O filme explica que aquela jaqueta era um presente de Yelena, marcando não apenas a conexão emocional entre as duas, mas também o ato simbólico de passar o bastão para uma nova Viúva Negra.
Para Florence Pugh, a roupa virou uma forma de conexão com Scarlett Johansson fora de cena também. “Ela me incentivou o tempo todo. Me deu liberdade e me deixou segura”, declarou a atriz.
A polêmica com a Disney e o fim de um ciclo
Poucos lembram, mas “Viúva Negra” também marcou o início de uma crise entre artistas e estúdios no mundo pós-pandemia. Scarlett Johansson processou a Disney por ter lançado o filme simultaneamente nos cinemas e no streaming, o que teria impactado sua remuneração, vinculada à bilheteria.
O embate foi resolvido fora dos tribunais, mas abriu precedente para futuras negociações de contratos na era digital. Para muitos, foi também um símbolo de que Scarlett estava encerrando de vez seu ciclo com a Marvel, em seus próprios termos.
O presente surpresa no set: irmandade de verdade
Para celebrar o fim das filmagens, Scarlett Johansson presenteou Florence Pugh com um colar personalizado com pingentes representando as personagens Natasha e Yelena. “Foi um gesto simples, mas cheio de significado”, comentou a atriz. O colar teria o formato de duas Viúvas entrelaçadas — uma lembrança permanente da parceria que nasceu no set e se estendeu além dele.
Uma despedida com gosto de recomeço
Apesar de ser uma despedida, “Viúva Negra” foi o ponto de partida para algo novo. Com a apresentação de Yelena e a inserção de Valentina Allegra de Fontaine (interpretada por Julia Louis-Dreyfus), o filme plantou sementes para a futura formação dos Thunderbolts, grupo que Yelena integrará nos próximos filmes.
Ou seja, enquanto Natasha se despede em silêncio, a história continua ecoando — nas roupas que ela usou, nas relações que construiu e nas escolhas que inspirou.
No próximo domingo, 13 de julho de 2025, o Cine Maior da Record TV exibe Invasão a Londres (London Has Fallen), um thriller de ação eletrizante que mistura tensão política, ataques surpreendentes e um verdadeiro teste de sobrevivência no coração da capital britânica.
Sinopse: Quando um funeral vira palco de guerra
Tudo começa com a morte misteriosa do primeiro-ministro britânico. A ocasião reúne os principais líderes mundiais em Londres para o funeral, um evento que deveria ser de respeito e diplomacia, mas acaba se tornando o alvo de um ataque terrorista planejado para eliminar as maiores potências globais.
No meio do caos, o agente de segurança Mike Banning (Gerard Butler) assume a responsabilidade de proteger o presidente dos Estados Unidos, Benjamin Asher (Aaron Eckhart), que consegue escapar da emboscada. Paralelamente, o vice-presidente Trumbull (Morgan Freeman) mobiliza esforços para caçar o líder terrorista que orquestrou o atentado, determinado a impedir que o ataque tenha consequências ainda mais devastadoras.
Elenco de peso e papéis marcantes
Gerard Butler, que vive Mike Banning, é conhecido por seus papéis em filmes de ação como 300 (2006), onde interpretou o rei Leônidas, e À Prova de Morte (2007). Sua presença na franquia Invasão a Londres reforça o tom intenso e físico do filme.
Aaron Eckhart, no papel do presidente Asher, ganhou destaque em produções como O Cavaleiro das Trevas (2008), onde interpretou Harvey Dent, o Duas-Caras, mostrando seu talento para personagens complexos.
Morgan Freeman, um dos atores mais respeitados de Hollywood, completa o trio principal como o vice-presidente Trumbull. Com uma carreira marcada por papéis icônicos em filmes como Um Sonho de Liberdade (1994) e Invictus (2009), Freeman traz gravidade e carisma à narrativa.
Direção e roteiro: experiência e estilo
A direção é de Babak Najafi, cineasta sueco que também dirigiu o thriller de ação Força de Ataque (2014). Seu estilo é marcado por uma abordagem quase documental em cenas de ação, conferindo realismo e intensidade ao caos vivido pelos personagens.
O roteiro foi escrito por Katrin Benedikt e Creighton Rothenberger, dupla que colaborou em diversos roteiros de suspense e ação, incluindo A Casa da Escuridão (2016). Eles criam uma trama que combina sequências de ação explosivas com momentos de tensão política e estratégia.
Uma sequência que mantém a adrenalina
Invasão a Londres é a sequência do filme Olympus Has Fallen (2013), que já apresentou o agente Mike Banning enfrentando uma crise na Casa Branca. Nesta continuação, a escala do conflito se amplia para a capital britânica, com cenas de destruição urbana e perseguições que fazem o espectador prender a respiração.
Onde e quando assistir
O filme será exibido no Cine Maior, domingo, 13 de julho, na Record TV — uma ótima pedida para quem busca entretenimento de qualidade em casa.
Para quem prefere controlar o momento, Invasão a Londres está disponível para aluguel no Prime Video, em HD, a partir de R$ 11,90.
Nos últimos dias, o mundo do K-pop foi abalado por uma notícia inesperada: a confirmação oficial de que Jimin, integrante do grupo BTS, teve um relacionamento com a atriz Song Da Eun. A revelação, feita pela agência Big Hit Music, trouxe à tona debates sobre privacidade, pressão sobre ídolos e a forma como relacionamentos de artistas são tratados na indústria sul-coreana.
O anúncio reacendeu discussões entre fãs, mídia e especialistas sobre a vida pessoal dos ídolos, mostrando que mesmo figuras de projeção global enfrentam desafios para manter relações afetivas longe dos holofotes. A repercussão não se limitou à Coreia do Sul: fãs de todo o mundo comentaram, compartilharam informações e refletiram sobre o direito de Jimin de ter vivido um romance sem que isso comprometesse sua carreira.
O vídeo que acendeu os rumores
Tudo começou quando Song Da Eun publicou um vídeo antigo em seu perfil do TikTok, no dia 27 de agosto. Nele, a atriz aparece aguardando o cantor no elevador, registrando sua chegada ao apartamento que, aparentemente, eles compartilhavam. O conteúdo, aparentemente casual, provocou um frenesi imediato entre os fãs de BTS, que rapidamente espalharam o vídeo nas redes sociais e fóruns de discussão.
O impacto foi duplo: além da surpresa, muitos fãs se viram divididos entre o sentimento de apoio e o choque diante da quebra do “padrão de silêncio” sobre relacionamentos no K-pop. Historicamente, romances envolvendo ídolos eram tratados com extremo cuidado, muitas vezes sendo completamente omitidos para proteger a imagem pública do artista e manter a relação emocional com os fãs.
Big Hit Music e a confirmação oficial
Em resposta à repercussão, a Big Hit Music emitiu um comunicado oficial confirmando que o relacionamento entre Jimin e Song Da Eun realmente existiu, embora tenha ocorrido no passado. A declaração foi sucinta, mas significativa: “No momento, nossa empresa se absteve de fazer qualquer declaração, a fim de respeitar a vida privada de Jimin, bem como a pessoa mencionada em relação a ela.”
Este posicionamento é histórico. Pela primeira vez, a agência reconheceu publicamente o namoro de um integrante do BTS, um grupo de renome mundial. Especialistas em cultura pop apontam que essa atitude pode sinalizar uma mudança gradual na forma como relacionamentos de ídolos de K-pop são tratados, abrindo espaço para maior respeito à individualidade e à vida privada dos artistas.
Quem é Song Da Eun
Song Da Eun iniciou sua carreira em 2011, participando da série de televisão sul-coreana Can’t Live Without Losing. Sua estreia no cinema ocorreu em 2016, no filme A Criada, dirigido por Park Chan-wook, que recebeu elogios da crítica.
Em 2018, a atriz ganhou maior notoriedade ao participar da segunda temporada do reality show de relacionamentos Heart Signal, no qual seu romance com Jung Jae Ho foi acompanhado pelo público. Desde então, Song Da Eun consolidou sua carreira, trabalhando em produções como Once Again e Mother, ambas de 2020, exibidas por canais de grande audiência na Coreia do Sul.
Sua trajetória demonstra versatilidade, transitando entre televisão e cinema, e consolidando seu nome na indústria do entretenimento sul-coreano como uma atriz talentosa e reconhecida.
A trajetória do cantor e destaque mundial
Park Ji-min, mais conhecido como Jimin, nasceu em Busan, Coreia do Sul, em 13 de outubro de 1995. Desde jovem, demonstrou interesse pela dança, inicialmente no estilo popping, e posteriormente em grupos de dança de rua durante o ensino médio.
Após uma recomendação de seu professor de dança, Jimin passou por uma audição na Big Hit Entertainment em 2011, sendo aceito e transferindo-se para a Korea Arts High School. Em 2012, participou do videoclipe “Party (XXO)” do grupo GLAM, antes de fazer sua estreia oficial com o BTS em 12 de junho de 2013, com o álbum 2 Cool 4 Skool.
O sucesso do BTS foi progressivo e global. Com álbuns como The Most Beautiful Moment in Life, Face e singles como Like Crazy, Jimin se consolidou como um dos artistas mais influentes do mundo. Ele também recebeu a Ordem de Mérito Cultural Hwagwan da quinta classe, concedida pelo presidente Moon Jae-in, em reconhecimento à sua contribuição à cultura sul-coreana.
BTS e a pressão sobre os ídolos
O BTS, conhecido internacionalmente como Bangtan Boys, tornou-se símbolo do K-pop no mundo. Formado em 2013, o grupo conquistou o público com músicas que abordam temas como autoestima, saúde mental e juventude. Porém, uma característica marcante da indústria é a pressão para manter a vida pessoal discreta, especialmente relacionamentos amorosos, para preservar a imagem pública e a conexão emocional com os fãs.
Durante anos, rumores sobre romances eram rapidamente desmentidos, e revelações públicas eram raras. Nesse contexto, a confirmação do antigo namoro de Jimin representa uma mudança cultural significativa, sugerindo que os tempos de total sigilo estão gradualmente se tornando uma prática menos rígida.
O lado humano por trás do sucesso
O caso do cantor e da atriz evidencia um ponto frequentemente esquecido: os ídolos de K-pop são pessoas comuns, com desejos, sentimentos e relações afetivas. Apesar de suas carreiras meteóricas e agendas intensas, eles experimentam as mesmas emoções que qualquer pessoa.
A indústria do entretenimento, especialmente na Coreia do Sul, sempre exigiu disciplina extrema e restrições pessoais rigorosas. Entretanto, movimentos recentes e discussões sobre saúde mental têm mostrado a necessidade de equilíbrio, reforçando que artistas também têm direito a relações afetivas e vida privada sem julgamentos públicos.
Foi divulgado nesta segunda-feira (1º) o primeiro trailer de “O Concorrente”, thriller distópico que chega aos cinemas brasileiros em 6 de novembro. Estrelado por Glen Powell e baseado no livro homônimo de Stephen King, o filme retrata um futuro onde o entretenimento ultrapassou qualquer limite moral: uma competição transmitida ao vivo onde sobreviver significa vencer — e morrer rende ibope.
Um homem comum, uma decisão desesperada
No centro da trama está Ben Richards (Powell), um trabalhador exausto e sem recursos, que vê no programa “O Concorrente” sua última chance de salvar a filha gravemente doente. A proposta é simples e brutal: sobreviver por 30 dias enquanto assassinos profissionais o caçam em rede nacional. Cada dia vivo aumenta o prêmio. A cada novo episódio, o público quer mais sangue.
Ben entra no jogo pelas razões mais humanas, mas logo se transforma em um símbolo: tanto de resistência quanto de espetáculo. E isso o torna perigoso — não só para os caçadores, mas para o próprio sistema que o colocou ali.
Crítica afiada com ritmo de ação
Dirigido por Edgar Wright, o longa entrega cenas eletrizantes embaladas por uma crítica ácida ao culto da violência e ao voyeurismo das massas. Conhecido por seu estilo visual dinâmico e cortes precisos, Wright também assina o roteiro ao lado de Michael Bacall (“Anjos da Lei”), criando uma narrativa que mistura sátira social, tensão constante e doses de humor sombrio.
Elenco de impacto
Além de Powell e Josh Brolin, que interpreta o maquiavélico produtor do programa, o filme reúne nomes como Colman Domingo, William H. Macy, Lee Pace, Emilia Jones, Michael Cera, Daniel Ezra e Jayme Lawson. O conjunto promete entregar personagens ambíguos, intensos e prontos para desafiar as expectativas.
Entre o espetáculo e o colapso
“O Concorrente” não se limita à ação frenética: é também um espelho desconfortável sobre o que consumimos em nome do entretenimento. A cada cena, a pergunta se impõe: o quanto da nossa humanidade estamos dispostos a sacrificar diante das câmeras?
Com estreia marcada para novembro, o filme já nasce como um dos lançamentos mais aguardados da temporada. A distopia imaginada por King, agora reformulada por Wright, pode soar exagerada — ou apenas real demais.
Abaixo, confira o resumo da novela Vale Tudo do próximo sábado, 10 de maio – capítulo 036: Raquel está cada vez mais encurralada pelas pressões de Ivan, que exige a chave do cofre. Com um olhar firme, ela diz que não vai entregar nada — pelo menos, não agora. Pede um tempo para pensar, mas por dentro já sabe que precisa ganhar tempo para se proteger. Ivan sai frustrado, mas deixa claro que está perdendo a paciência.
Do outro lado, Fátima e César se unem num plano silencioso. Eles estão decididos a impedir que Raquel vá atrás de Marco Aurélio e revele qualquer informação. Desconfiados de suas intenções, já começam a armar uma estratégia para controlar seus passos.
Mais tarde, Raquel resolve ir ao banco e leva Gilda com ela, talvez para tentar disfarçar suas intenções. Mas no meio do caminho, o inesperado acontece: Gilda é atropelada por Olavo. A cena é desesperadora. Raquel corre para socorrê-la, o coração disparado, tentando manter a calma enquanto grita por ajuda.
Olavo, aflito, assume a responsabilidade e leva as duas para casa. Gilda está machucada, mas consciente. Raquel, ainda trêmula, agradece com os olhos marejados. Já dentro de casa, ela se apressa em esconder uma sacola — o conteúdo é um mistério, mas o jeito como ela a esconde revela o quanto aquilo é importante.
Enquanto isso, Solange, inquieta e com a cabeça cheia de dúvidas, faz um teste de gravidez. A espera pelo resultado parece uma eternidade. Ela ainda não contou para ninguém, mas seu olhar entrega o medo do que pode estar por vir.
Luciano, atento, percebe que Ivan está mais ansioso do que o normal. Ele tenta puxar conversa, mas Ivan disfarça. Mesmo assim, Luciano sabe que tem algo grande por trás desse nervosismo todo.
À noite, Fátima, determinada a descobrir o que a mãe está escondendo, toma uma atitude extrema: coloca um calmante na bebida de Raquel e Gilda. As duas acabam adormecendo profundamente. Em silêncio, Fátima começa a vasculhar a casa. Cada porta aberta, cada gaveta revirada carrega a tensão de quem procura por algo que pode mudar tudo.