Justine Triet estreia na FILMICCA com A Batalha de Solferino, um retrato visceral entre o caos público e o drama pessoal

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira (07), a plataforma FILMICCA traz uma estreia que promete encantar os fãs do cinema francês contemporâneo: A Batalha de Solferino (2013), primeiro longa-metragem da premiada cineasta Justine Triet, vencedora do Oscar® de Melhor Roteiro Original por Anatomia de uma Queda (2023). Mais de uma década após seu lançamento, o filme retorna aos holofotes com a força de quem nunca perdeu atualidade — uma obra vibrante, caótica e profundamente humana, que já anunciava o talento arrebatador de sua diretora.

O nascimento de uma autora poderosa

Antes de se tornar um dos nomes mais comentados do cinema mundial, Justine Triet estreou atrás das câmeras com uma proposta ousada: filmar o caos da vida real sem filtros. Em A Batalha de Solferino, ela combina drama, humor e um toque documental para capturar a efervescência de um dia histórico na França — 6 de maio de 2012, data do segundo turno das eleições presidenciais que levaram François Hollande ao poder.

Triet aproveitou a atmosfera genuína das ruas de Paris tomadas por jornalistas, eleitores e manifestantes para construir um retrato de país em transformação. Mas o foco do filme não está na política, e sim em Laetitia, uma jornalista que tenta conciliar o trabalho em meio à multidão com a vida pessoal em ruínas.

Uma mulher entre o dever e o desespero

Interpretada pela talentosa Laetitia Dosch, a protagonista é uma repórter enviada para cobrir a movimentação do Partido Socialista no coração da capital francesa. Enquanto tenta manter a compostura profissional diante das câmeras, sua vida desaba fora do enquadramento: o ex-marido Vincent (vivido por Vincent Macaigne) aparece de surpresa, exigindo ver as filhas pequenas.

A partir daí, Triet transforma o filme num campo de batalha — não apenas político, mas emocional. De um lado, a mulher que precisa cumprir o trabalho; do outro, a mãe e ex-esposa que tenta impedir que o drama familiar invada o espaço público. Em meio a microfones, gritos e celulares tocando, a fronteira entre o íntimo e o coletivo se desfaz.

Filmado no calor dos acontecimentos

Um dos aspectos mais fascinantes de A Batalha de Solferino é o modo como foi produzido. Triet decidiu filmar as cenas durante o próprio dia das eleições, misturando atores, figurantes e cidadãos reais nas ruas tomadas pela euforia política. O resultado é um retrato de Paris em tempo real — vibrante, imprevisível e cheio de energia.

A câmera se move sem descanso, acompanhando Laetitia enquanto ela corre, tropeça, responde mensagens e tenta manter o controle em meio à multidão. Há algo de hipnótico em observar essa mulher sendo engolida pela própria rotina, cercada por câmeras e gritos, mas ainda assim tentando continuar. É o tipo de caos que só o cinema de Justine Triet consegue transformar em poesia.

Caos, humor e verdade

Triet tem uma habilidade rara de encontrar beleza na desordem. Seu olhar não julga os personagens — apenas os observa, com empatia e honestidade. Laetitia não é heroína nem vítima. Ela é humana: falha, cansada, contraditória. E é justamente essa humanidade que torna o filme tão poderoso.

Mesmo com um ritmo frenético, A Batalha de Solferino encontra espaço para momentos de humor e ternura. As discussões entre Laetitia e Vincent oscilam entre o trágico e o cômico, como se o filme nos lembrasse que a vida raramente cabe em um único tom.

Triet não suaviza o retrato da maternidade, tampouco idealiza a mulher moderna. Pelo contrário: mostra o peso da sobrecarga, o desespero silencioso e o cansaço físico e emocional de quem tenta fazer tudo ao mesmo tempo. É um filme que abraça o caos com afeto — e, por isso mesmo, emociona.

Reconhecimento internacional

Quando estreou na seção ACID do Festival de Cannes, A Batalha de Solferino foi imediatamente saudado pela crítica. O longa recebeu indicação ao Prêmio César de Melhor Primeiro Filme e foi incluído pela revista Cahiers du Cinéma entre os melhores títulos de 2013.

Esses reconhecimentos não foram apenas uma estreia promissora: foram o prenúncio de uma carreira brilhante. Em poucos anos, Justine Triet consolidou-se como uma das vozes mais originais do cinema francês, explorando as complexidades da vida urbana, das relações amorosas e da identidade feminina em filmes como Victoria (2016) e Sybil (2019), culminando com o sucesso mundial de Anatomia de uma Queda.

Industry encerra filmagens da 4ª temporada e cria expectativas sobre o drama financeiro mais intenso da TV

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Um vídeo curto, mas poderoso. Foi tudo o que bastou para reacender a chama dos fãs de Industry. Nas imagens divulgadas por Konrad Kay, cocriador da série, as atrizes Marisa Abela (Yasmin) e Myha’la Herrold (Harper) se abraçam com emoção visível. Nada de discursos, spoilers ou anúncios bombásticos — apenas duas mulheres exaustas, com olhos marejados e sorrisos tímidos, marcando o encerramento das filmagens da quarta temporada do drama corporativo mais cru da televisão contemporânea.

Criada em 2020 por Konrad Kay e Mickey Down — ambos ex-banqueiros que decidiram transformar seus traumas em arte — Industry surgiu no auge da pandemia como uma narrativa que explorava os bastidores da elite financeira de Londres. Mas longe de idealizar esse mundo, a série decidiu fazer o oposto: destrinchá-lo.

Na fictícia Pierpoint & Co., tudo é urgente, tudo é sufocante. Cada telefonema pode ser o começo ou o fim de uma carreira. Os personagens, muitos deles recém-saídos da faculdade, se debatem entre o desejo de pertencimento e a exaustão emocional. A câmera, quase voyeurística, passeia por escritórios frios, corpos cansados, noites insone regadas a estimulantes e crises existenciais abafadas por relatórios de desempenho.

É um retrato realista de um sistema que consome seus jovens — e o resultado é tão angustiante quanto magnético.

Harper e Yasmin: protagonistas de uma geração à beira do colapso

No centro dessa tempestade emocional estão Harper Stern e Yasmin Kara-Hanani. Elas não são heroínas, nem vilãs. São jovens complexas, repletas de contradições e desejos urgentes.

Harper, interpretada por Myha’la Herrold, representa a forasteira que tenta conquistar um espaço que parece nunca realmente pertencer a ela. Vinda de Nova York, de origem modesta, Harper se destaca por seu faro financeiro, mas também por uma inquietude que beira a autossabotagem.

Já Yasmin, na pele da refinada Marisa Abela, é o oposto: criada no berço da diplomacia internacional, com acesso aos melhores círculos, mas emocionalmente negligenciada, ela busca autonomia e respeito em um ambiente onde sua aparência e sobrenome ainda pesam mais que sua competência.

O abraço entre as atrizes no set, capturado no vídeo compartilhado por Kay, simboliza a intensidade dessa relação. Harper e Yasmin passaram por traições, alianças instáveis, rupturas e reencontros — e, se há algo que os fãs aguardam com ansiedade, é a resolução (ou aprofundamento) desse vínculo na nova temporada.

O que sabemos (e o que ainda não sabemos) da 4ª temporada

A HBO e a BBC mantêm silêncio total sobre a trama da nova temporada. Nenhuma sinopse oficial foi divulgada até agora. Mas os eventos do final da terceira temporada deixaram um terreno fértil para o drama.

Harper foi afastada da Pierpoint após a revelação de que mentiu sobre sua formação acadêmica — um golpe devastador para alguém que construiu sua carreira na base do esforço e da performance ininterrupta. Yasmin, por sua vez, abraçou seu lado mais calculista, posicionando-se como uma jogadora fria em um tabuleiro onde emoções são fraquezas.

É nesse cenário que a quarta temporada promete seu retorno: com Harper do lado de fora, tentando se reerguer (ou se reinventar), e Yasmin cada vez mais enraizada em uma cultura corporativa tóxica.

Rumores indicam que novos personagens serão introduzidos, incluindo executivos veteranos e competidores mais jovens, alimentando ainda mais a dinâmica de pressão, rivalidade e lealdades duvidosas que definem a série.

Uma série que fala de dinheiro, mas também de humanidade

É fácil se perder nas cifras e termos técnicos que permeiam a série, mas o verdadeiro foco de Industry nunca foi o dinheiro — e sim as pessoas.

Por trás dos gráficos de rendimento e das ligações desesperadas com clientes, há um grito silencioso por aceitação, descanso e sentido. A série aborda temas como ansiedade, depressão, identidade de gênero, racismo institucional, vícios e abuso emocional com uma franqueza rara na televisão.

É por isso que a série tocou especialmente os jovens adultos, uma geração que cresceu sob a promessa do sucesso meritocrático e que agora se vê exausta, endividada e confusa.

Será o fim?

A grande incógnita agora é: a quarta temporada será a última?

Konrad Kay e Mickey Down já sugeriram, em entrevistas anteriores, que a série foi concebida com um arco narrativo fechado. Se essa for mesmo a despedida da série, o momento do abraço entre Marisa e Myha’la assume ainda mais peso: é o fechamento de um ciclo. De personagens que começaram como estagiárias ansiosas e terminaram como mulheres transformadas — para o bem e para o mal.

Para os criadores e para a equipe técnica, encerrar a temporada é também sobreviver emocionalmente à maratona de gravar um drama tão intenso, onde cada cena exige mergulhos profundos em emoções desconfortáveis. Em tempos de séries descartáveis e tramas enlatadas, Industry sempre ousou ser real demais. E isso tem um custo.

Garota Infernal 2 | Diretora Karyn Kusama confirma continuação do clássico cult de terror adolescente

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Após mais de 15 anos do lançamento de Garota Infernal, o icônico filme de terror adolescente que conquistou uma legião de fãs, chega a confirmação que muitos aguardavam: a diretora Karyn Kusama anunciou oficialmente que uma sequência está em desenvolvimento. A notícia foi divulgada em entrevista ao site Deadline, reacendendo o entusiasmo de fãs antigos e novos admiradores da produção.

“Não posso revelar detalhes ainda, mas está tão divertido e maluco quanto o primeiro filme”, afirmou Kusama, deixando claro que a essência que transformou o longa em um clássico cult será mantida. A atriz Amanda Seyfried, que interpretou Needy no original, já havia sinalizado a possibilidade de continuação em março deste ano. “Eu acho que faremos outro. Não posso confirmar, mas estamos trabalhando nisso”, comentou, mantendo o suspense sobre o enredo.

Relembrando o filme que se tornou um fenômeno cult

Lançado em 2009, Garota Infernal trouxe à tela a história de Jennifer Check (Megan Fox), uma popular líder de torcida que, após um misterioso ritual demoníaco, passa a devorar garotos de sua cidade. Sua melhor amiga, Anita “Needy” Lesnicki (Amanda Seyfried), se vê diante de dilemas morais e pessoais ao tentar impedir os assassinatos. Com roteiro de Diablo Cody, responsável pelo sucesso de Juno, o filme combina horror, comédia negra e críticas sociais sutis, explorando a pressão da adolescência, o culto à popularidade e a complexidade das relações femininas.

Além de Megan Fox e Amanda Seyfried, o elenco conta com Johnny Simmons, Adam Brody, Chris Pratt, Sal Cortez, Ryan Levine, Juan Riedinger e Colin Askey, criando uma narrativa que mistura suspense, sátira e drama adolescente. Embora o filme tenha arrecadado apenas US$ 31 milhões mundialmente, com orçamento de US$ 16 milhões, sua recepção crítica e o crescente reconhecimento cultural ao longo dos anos elevaram Jennifer’s Body ao status de cult, sendo especialmente valorizado como exemplo de terror feminista.

Um olhar sobre a história que marcou uma geração

O enredo original se passa em Devil’s Kettle, Minnesota, e acompanha a tensão entre duas amigas com personalidades opostas: Needy, a jovem estudiosa e tímida, e Jennifer, a líder de torcida carismática e manipuladora. A trama ganha contornos macabros após um incêndio em um bar, evento que desencadeia a transformação de Jennifer em um súcubo sedento por sangue.

O filme se destaca pela mistura de humor negro e terror, explorando temas como inveja, sexualidade, poder e a complexidade das amizades femininas. Jennifer seduz e manipula os garotos ao seu redor, enquanto Needy descobre forças que nem imaginava possuir, incluindo habilidades sobrenaturais, tornando-se peça central no confronto que culmina em suspense e violência psicológica. Essa inversão de papéis entre vítima e antagonista tornou o longa único e ainda relevante para discussões sobre gênero, amizade e poder na adolescência.

A ascensão ao status de cult e a relevância cultural

Apesar das críticas mistas na época do lançamento — alguns apontaram desequilíbrios entre terror e comédia —, Garota Infernal encontrou seu público com o tempo. A análise do filme sob a perspectiva feminista, especialmente após o movimento #MeToo, fortaleceu sua reputação como obra que valoriza o empoderamento feminino e a complexidade das relações entre mulheres. Hoje, o longa é frequentemente estudado em cursos de cinema e cultura pop, sendo citado como referência em discussões sobre sexualidade, violência e amizade na adolescência.

O filme também é lembrado por sua estética marcante, trilha sonora impactante, incluindo referências à banda Hole, e elementos multimídia, como tie-ins em quadrinhos, que expandem a experiência narrativa e conectam o público de diferentes plataformas.

O que esperar de Garota Infernal 2

Embora Kusama ainda não tenha revelado detalhes sobre a trama, é esperado que a sequência mantenha o equilíbrio entre horror e humor negro, aprofundando o suspense e os conflitos psicológicos. Amanda Seyfried retorna como Needy, e o elenco deve incluir novos personagens, além de possíveis retornos do filme original.

Segundo a diretora, a sequência pretende honrar o espírito do longa de 2009, explorando novas dinâmicas entre os personagens e ampliando a tensão sobrenatural. Os fãs podem esperar reviravoltas, violência macabra e um olhar crítico sobre a sociedade e as pressões da adolescência, mantendo a mistura de sátira, drama e horror que tornou o primeiro filme memorável.

Garota Infernal: além do terror adolescente

Mais do que apenas uma história de horror, Garota Infernal tornou-se culturalmente significativa por abordar a amizade feminina, a exploração da sexualidade jovem e o empoderamento. Jennifer, como súcubo, representa tanto a libertação quanto a maldição associadas ao poder, enquanto Needy simboliza a consciência moral e emocional que enfrenta os horrores do mundo. Essa dualidade, somada à estética marcante e à narrativa envolvente, consolida a obra como um marco do terror moderno, relevante tanto para o entretenimento quanto para discussões culturais.

Cine Aventura deste sábado (3) exibe “Buscando…”, suspense moderno que prende do início ao fim

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O Cine Aventura deste sábado, 3 de janeiro de 2026, reserva uma escolha diferente do que o público costuma esperar da sessão da Record TV. Em vez de explosões ou aventuras grandiosas, entra em cena “Buscando…” (Searching), um suspense que aposta na tensão emocional e na realidade digital para contar uma história que poderia acontecer com qualquer família.

Dirigido por Aneesh Chaganty, o filme chama atenção logo de cara pelo formato nada convencional. Toda a narrativa acontece a partir de telas de celulares, computadores, chamadas de vídeo e redes sociais. Pode parecer estranho à primeira vista, mas basta alguns minutos para o espectador se sentir completamente envolvido — quase como se estivesse ajudando a investigar o caso junto com o protagonista.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha David Kim, vivido por John Cho, um pai comum, dedicado e visivelmente amoroso. Sua rotina vira um pesadelo quando a filha de 16 anos, Margot, não volta para casa. No começo, a ausência parece algo simples, talvez um atraso ou um mal-entendido. Mas o silêncio se prolonga, as ligações não são atendidas e o desespero toma conta.

Sem saber por onde começar, David faz o que qualquer pessoa faria hoje em dia: abre o computador da filha. É ali, entre senhas, mensagens, vídeos e buscas na internet, que ele começa a montar um quebra-cabeça doloroso. Cada clique revela não apenas pistas sobre o desaparecimento, mas também a distância silenciosa que havia entre pai e filha. O suspense cresce de forma sutil, misturando tensão com culpa, medo e amor.

John Cho entrega uma atuação extremamente sensível, longe de exageros. Seu David Kim não é um herói, mas um pai assustado, cansado e disposto a tudo para encontrar a filha. Essa escolha torna o filme ainda mais impactante. Além disso, Buscando… marcou história ao se tornar o primeiro suspense mainstream de Hollywood protagonizado por um ator asiático-americano, algo tratado com naturalidade pela narrativa, sem discursos forçados.

Ao lado dele, Debra Messing interpreta a detetive Rosemary Vick, responsável pelo caso. Sua personagem foge do estereótipo da policial fria e distante, trazendo humanidade à investigação. Ela erra, questiona e também sente o peso emocional do desaparecimento, criando uma relação sincera com David ao longo da história.

Mesmo ausente fisicamente durante boa parte do filme, Margot Kim tem presença constante. Interpretada por Michelle La, a personagem ganha vida através de vídeos caseiros, mensagens e registros digitais. O longa também mostra diferentes fases da garota, vividas por Kya Dawn Lau, Megan Liu e Alex Jayne Go, reforçando o laço afetivo entre pai e filha e tornando a situação ainda mais dolorosa.

A história se completa com Sara Sohn, que interpreta Pamela Nam Kim, mãe de Margot e esposa de David. Sua ausência, apresentada logo no início, é fundamental para compreender a fragilidade emocional da família e o silêncio que se instalou entre eles ao longo do tempo.

Buscando… teve sua estreia mundial no Sundance Film Festival, em janeiro de 2018, onde rapidamente chamou atenção pela criatividade e pela forma intimista de contar um suspense. Pouco depois, a Sony Pictures Worldwide Acquisitions adquiriu os direitos de distribuição, levando o filme aos cinemas em agosto do mesmo ano. O resultado foi um sucesso que superou expectativas e transformou o longa em um dos thrillers mais comentados de 2018.

Mais do que um mistério sobre um desaparecimento, o filme propõe uma reflexão silenciosa sobre como nos relacionamos em tempos digitais. Ele questiona o quanto realmente conhecemos as pessoas que amamos e como a tecnologia pode aproximar, mas também afastar. Cada notificação que surge na tela carrega tensão e emoção, fazendo o espectador se identificar com aquele pai perdido em meio a senhas, abas abertas e segredos.

Amadeus | Série ganha primeiro trailer completo e revela um retrato mais humano da rival rivalidade entre Mozart e Salieri

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A adaptação televisiva de Amadeus acaba de ganhar seu primeiro trailer completo e reacende a curiosidade do público ao apresentar uma abordagem mais íntima e emocional da relação entre Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Salieri. A série estreia internacionalmente em 21 de dezembro e promete revisitar essa história clássica com uma sensibilidade própria, que valoriza fragilidades, ambições e dramas humanos por trás de dois nomes que marcaram para sempre a história da música. Abaixo, confira o vídeo:

No centro da narrativa está Mozart, vivido por Will Sharpe (The White Lotus), que aparece aos 25 anos chegando a Viena com a alma cheia de esperança, mas os bolsos vazios após a morte do pai. Desempregado e tentando se reinventar em uma cidade movida pelo brilho da música e pelas disputas de poder, ele encontra apoio em Constanze Weber, interpretada por Gabrielle Creevy (In My Skin). Constanze surge não apenas como aliada e futura companheira, mas como alguém capaz de enxergar o artista por trás da inquietação e da genialidade.

É por meio de Constanze que Mozart se aproxima do influente compositor da corte, Antonio Salieri, interpretado com profundidade por Paul Bettany (WandaVision). O trailer mostra um Salieri dividido entre admiração e tormento, um homem que reconhece no jovem músico um dom quase divino e que, ao mesmo tempo, sente esse talento como uma ferida aberta. Bettany entrega nuances dolorosas, revelando um Salieri humano, vulnerável e, em muitos momentos, devastado pela sensação de estar diante de um prodígio que ameaça apagá-lo.

Will Sharpe, por sua vez, constrói um Mozart pulsante e sensível, alguém que vive entre o fascínio da criação musical e o peso das expectativas. No trailer, o ator dá ao compositor uma humanidade rara, trazendo à tona a insegurança, a fome por reconhecimento e a solidão de quem carrega um brilho maior do que o mundo consegue compreender.

O elenco reforça essa dimensão humana da série, reunindo atores que ajudam a compor o cenário emocional e social de Viena. Olivia-Mai Barrett (Penny on M.A.R.S.) interpreta Sophie, enquanto Rory Kinnear (The Imitation Game) surge como o Imperador Joseph, figura que representa o poder diante do qual artistas como Mozart precisavam constantemente se curvar. Lucy Cohu (Becoming Jane) vive Cecilia Weber, a mãe de Constanze, e Jonathan Aris (Sherlock) interpreta Leopold Mozart, cuja morte serve de ponto de partida para o momento de maior vulnerabilidade do filho.

A produção também inclui Rupert Vansittart (Game of Thrones) como Rosenberg e Richard Colvin (The Salisbury Poisonings) como o compositor Muzio Clementi. Outros nomes, como Orsolya Heletya, Krisztián Cser, Una Kovac e Ágota Dunai, ajudam a construir o cotidiano que cerca Mozart, desde apresentações e ensaios até festas, encontros e pequenos rituais sociais que estruturavam a vida vienense da época.

A série promete uma releitura moderna de Amadeus, preservando a essência dramática do clássico de Peter Shaffer, mas mergulhando mais profundamente na condição humana dos personagens. O trailer deixa claro que esta não é apenas a história de dois músicos em conflito, e sim um estudo sobre insegurança, talento, inveja, amor e o desejo de deixar uma marca no mundo.

Extermínio: A Evolução chega às plataformas digitais — terror pós-apocalíptico disponível para aluguel e compra

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Quase três décadas após o lançamento de Extermínio (2002), o mundo volta a mergulhar no pesadelo viral com Extermínio: A Evolução, terceiro capítulo de uma das sagas mais influentes do cinema de terror moderno. Estrelado por Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer e Ralph Fiennes, e dirigido por Danny Boyle, o longa já está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais do Brasil, oferecendo uma nova e inquietante perspectiva sobre o colapso da civilização.

O terceiro capítulo da aclamada franquia que revolucionou o gênero zumbi com uma abordagem realista e intensa — o longa pode ser encontrado nas lojas virtuais Apple TV (iTunes), Amazon Prime Video, Claro TV+, Google Play e Microsoft Films & TV (Xbox) pelo valor sugerido de R$ 29,90. Após a compra, o título fica disponível de forma permanente na conta do usuário, podendo ser assistido quantas vezes quiser; no caso do aluguel, o espectador pode ver o filme várias vezes dentro do período estipulado pela plataforma escolhida.

O filme, originalmente batizado de 28 Years Later, representa um marco não apenas para a franquia iniciada em 2002, mas também para o gênero de zumbis como um todo. Em um tempo em que as narrativas apocalípticas se multiplicam, “Extermínio: A Evolução” surpreende ao mesclar espetáculo e intimidade, violência e contemplação, medo coletivo e drama humano.

Se o primeiro filme revolucionou o terror ao introduzir infectados ágeis e uma estética documental angustiante, e sua sequência — Extermínio 2 — levou a saga a um tom mais militarizado, agora Danny Boyle e Alex Garland propõem um novo tipo de narrativa: menos sobre o colapso inicial e mais sobre o que vem depois. O vírus da raiva não é mais um surto emergente — é uma realidade crônica, que moldou uma geração inteira.

Um mundo isolado, uma ponte para o horror

A história se passa em uma ilha fortificada ao norte da Inglaterra, onde uma comunidade de sobreviventes vive há anos em relativo equilíbrio. Essa bolha de segurança, no entanto, é rompida quando um grupo decide cruzar a ponte que os separa do continente — agora um território inóspito, dominado por infectados ainda mais agressivos, facções humanas violentas e uma natureza que retomou seu espaço com fúria.

A ponte, enquanto elemento narrativo, funciona como símbolo de transição, separando não apenas dois territórios físicos, mas também dois estados mentais: o da ilusão de ordem e o do caos absoluto. A metáfora é potente e recorrente ao longo do filme, reforçando a noção de que, após tanto tempo, não há retorno possível à antiga ideia de civilização.

Personagens entre o instinto e a empatia

O elenco é liderado com brilho por Jodie Comer, que interpreta Isla, uma líder comunitária determinada a proteger sua gente a qualquer custo. Isla não é uma heroína convencional — é falha, mas profundamente humana. Aaron Taylor-Johnson, como Jamie, encarna a inquietação da juventude que cresceu em um mundo fragmentado e busca algo mais além dos muros da ilha. Já Ralph Fiennes, no papel do ambíguo Dr. Kelson, traz uma dose de mistério e tensão moral à trama, lembrando que mesmo os gestos científicos mais nobres podem esconder motivações obscuras.

Esses personagens não enfrentam apenas monstros — enfrentam dilemas sobre autoridade, sacrifício, fé, e o custo da sobrevivência a longo prazo. As atuações são contidas e intensas, refletindo o peso de uma existência onde o passado virou mito e o futuro, uma ameaça.

Estética radical: o apocalipse através das lentes do cotidiano

Uma das decisões mais ousadas de Danny Boyle foi a adoção de iPhones 15 Pro Max para registrar grande parte das cenas de ação. Com mais de 20 aparelhos filmando simultaneamente em algumas sequências, o cineasta resgata a estética crua e quase documental do original, mas com tecnologia de ponta.

O resultado são imagens com textura orgânica, movimentos rápidos e composições que colocam o espectador no centro da confusão. É uma estética que conversa com o mundo atual, onde tragédias são registradas em tempo real, muitas vezes por testemunhas amadoras. O apocalipse, aqui, é íntimo, próximo e registrável — como se o horror pudesse ser transmitido ao vivo de qualquer esquina.

Obstáculos e renascimentos: a saga por trás das câmeras

A existência de Extermínio: A Evolução é quase um milagre. Desde 2007, fãs especulavam sobre uma possível continuação, mas o projeto enfrentou bloqueios criativos e jurídicos. A ideia original era lançar 28 Months Later, mas desentendimentos com estúdios e a dispersão dos criadores adiaram tudo por anos.

Foi somente quando Garland reapresentou a proposta como um renascimento completo da franquia — com nova trilogia e novos protagonistas — que o projeto deslanchou. Boyle afirmou, em entrevistas, que o tempo decorrido entre os filmes foi crucial para amadurecer o enredo e permitir que o mundo real influenciasse diretamente a história contada.

O que vem por aí?

Segundo o próprio Danny Boyle, o novo longa é apenas o começo. O filme já foi planejado como o primeiro capítulo de uma nova trilogia. Os próximos títulos, provisoriamente chamados de “28 Years Later: Part II” e “Part III”, terão Cillian Murphy de volta como ator e produtor executivo, além de ampliarem o escopo geográfico da história.

As filmagens devem ocorrer em locações na América do Sul e na Ásia, ampliando o olhar da franquia sobre os diferentes impactos culturais e políticos da epidemia. Garland prometeu que a segunda parte será ainda mais radical, com foco em temas como inteligência artificial, biotecnologia e coletivos autônomos de sobreviventes.

Me And Thee revela pôster oficial e anuncia estreia do novo BL com Pond Naravit e Phuwin Tangsakyuen

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O BL tailandês Me And Thee ganhou seu novo pôster oficial, e ele já está dando o que falar entre os fãs! Com estreia marcada para 15 de novembro na GMMTV, a imagem apresenta os protagonistas em um clima intimista e sugestivo, antecipando a química e a tensão romântica que vão marcar a série. O pôster não só reforça a identidade visual da produção, mas também dá pistas sobre o enredo envolvente que mistura romance, descobertas e emoções inesperadas.

A trama acompanha um fotógrafo reservado que se vê envolvido com um jovem rico, confiante e totalmente inexperiente no amor. Quando o rapaz pede sua ajuda para conquistar outra pessoa, o que parecia ser apenas um plano se transforma em um romance inesperado, com momentos de humor, tensão e conexão emocional. O enredo promete explorar de maneira delicada as nuances do amor, a insegurança nos relacionamentos e a intensidade do primeiro afeto.

O elenco principal reúne talentos já conhecidos pelos fãs de BL: Pond Naravit Lertratkosum (Never Let Me Go, Bad Buddy) vive Thee, o fotógrafo introspectivo; Phuwin Tangsakyuen (Not Me, F4 Thailand) interpreta Peach, o jovem confiante que muda a rotina do protagonista; Est Supha Sangaworawong (Love Mechanics) é Mok, trazendo leveza à trama; e Bonnie Pattraphus Borattasuwan (Why R U?) dá vida a Phlab, adicionando momentos de emoção e humor. As informações são do IMDb.

Outros nomes do elenco também se destacam, como Santa Pongsapak Oudompoch (My Gear and Your Gown) no papel de Aran, Perth Tanapon Sukumpantanasan (2gether: The Series, Bad Buddy) como Tawan, JJ Chayakorn Jutamas (Boy For Rent) como Tee, Teeradech Vitheepanich (Until We Meet Again) interpretando Mint, e Thishar Thurachon (I Told Sunset About You) como Godji. Com esse time, Me And Thee combina experiência, carisma e química, fortalecendo ainda mais o apelo da série.

A direção fica a cargo de Nattapong Mongkolsawat, que já tem experiência em projetos de destaque no gênero. Ele promete conduzir a narrativa de forma sensível, equilibrando momentos de romance, tensão e leveza, enquanto aprofunda a relação entre os personagens e explora a evolução do amor de maneira natural e envolvente.

No Brasil, Me And Thee estará disponível com legendas em português pela plataforma iQIYI, que transmite oficialmente a maioria das produções BL da GMMTV. A estreia acontece no dia 15 de novembro, simultaneamente à exibição na Tailândia.

“Jurassic World: Recomeço” ultrapassa US$ 650 milhões em bilheteria mundial e confirma novo fôlego da franquia

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Em um mercado cinematográfico cada vez mais competitivo, “Jurassic World: Recomeço” — o mais recente capítulo da longeva franquia Jurassic Park — desponta como um fenômeno de público e bilheteria, acumulando mais de US$ 650 milhões em receitas mundiais poucos dias após sua estreia. As informações são do Omelete.

O sucesso é resultado de uma combinação precisa: uma história que dialoga com os fãs antigos ao mesmo tempo em que conquista uma nova geração, atores reconhecidos e uma produção técnica que alia efeitos visuais sofisticados a cenas de ação envolventes.

O resgate de um legado com um olhar contemporâneo

Dirigido por Gareth Edwards, conhecido pelo equilíbrio entre espetáculo e narrativa em filmes como Godzilla (2014), Recomeço não se limita a repetir fórmulas consagradas. O roteiro assinado por David Koepp, que retorna à franquia após quase três décadas — ele escreveu o original Jurassic Park em 1993 —, explora territórios inexplorados da saga, com referências literárias pouco usadas anteriormente.

A trama parte de um ponto interessante: cinco anos depois dos eventos de Jurassic World Dominion, os dinossauros não são mais uma ameaça global — pelo menos não para todo mundo. Eles se refugiaram em regiões tropicais isoladas, e é exatamente aí que uma equipe de cientistas e agentes secretos é enviada para uma missão crítica: recuperar DNA de espécies pré-históricas que podem salvar vidas humanas.

Esse desafio científico ganha contornos de suspense e ação quando a equipe liderada por Zora Bennett, interpretada com firmeza e sensibilidade por Scarlett Johansson, descobre que a ilha onde operam guarda segredos muito mais sombrios — dinossauros geneticamente alterados, mutantes assustadores e uma luta constante pela sobrevivência.

Jurassic World consagra Scarlett Johansson como estrela mais rentável de Hollywood
Crítica – Recomeço é um espetáculo visual que honra a franquia

Personagens que emocionam

Além da ação e da ficção científica, o filme investe no desenvolvimento humano dos personagens, permitindo que o público se importe verdadeiramente com suas jornadas. Zora, Duncan (Mahershala Ali) e Dr. Loomis (Jonathan Bailey) trazem camadas de complexidade e humanidade, cada um lidando com seus próprios dilemas enquanto enfrentam as ameaças pré-históricas.

A inclusão da família naufragada — com Manuel Garcia-Rulfo, Luna Blaise e Audrina Miranda — acrescenta um elemento emocional que ajuda a dar ritmo e emoção à narrativa, criando momentos de vulnerabilidade e coragem genuína que ressoam no público.

Essa aposta em personagens reais e multifacetados é uma das razões pelas quais o filme tem sido tão bem recebido pelo público, mesmo diante de críticas mais divididas da imprensa especializada.

Quem são as grandes estrelas do filme?

O elenco é uma combinação rica de talentos que trazem tanto experiência quanto frescor para a tela. No centro da trama está Scarlett Johansson, cuja carreira brilhante inclui performances memoráveis em Lost in Translation, Lucy e Marriage Story, e que aqui empresta sua força e sensibilidade à personagem Zora Bennett, uma especialista em operações secretas com muita determinação. Ao seu lado, Mahershala Ali — vencedor do Oscar por Moonlight e Green Book, e reconhecido por séries como True Detective — dá vida a Duncan Kincaid, o líder calmo e resoluto da equipe, transmitindo uma presença serena que equilibra o caos ao redor. Jonathan Bailey, conhecido do grande público por Bridgerton e pelo drama Broadchurch, interpreta o paleontólogo Henry Loomis, trazendo um toque de humanidade e curiosidade científica ao grupo.

Entre os personagens que trazem a história para um tom mais íntimo, estão Manuel Garcia-Rulfo, que já emocionou em The Lincoln Lawyer e Narcos: México, como o pai protetor Reuben Delgado; Luna Blaise, vista em Fresh Off the Boat, como sua filha Teresa; e David Iacono, com passagens marcantes por How to Get Away with Murder, no papel de Xavier, namorado de Teresa. A presença dos jovens atores ajuda a criar aquela conexão imediata com o público, que sente suas angústias e coragem em meio ao perigo.

Completa o grupo a jovem Audrina Miranda, junto com Philippine Velge, Bechir Sylvain e Ed Skrein — este último conhecido por sua força em Deadpool e Game of Thrones — que encarnam membros da equipe de Zora com dedicação e intensidade, contribuindo para o ritmo pulsante da aventura. Juntos, esses atores não apenas dão vida a personagens em meio a dinossauros aterrorizantes, mas também carregam histórias e emoções que fazem o público torcer, sentir medo e se emocionar a cada cena.

Uma produção global

A grandiosidade de Recomeço é resultado de uma produção que cruzou continentes. As filmagens na Tailândia, Malta e Reino Unido imprimem uma diversidade visual que destaca tanto a beleza exuberante das locações naturais quanto a tensão claustrofóbica das bases científicas e das selvas artificiais.

O cuidado com os efeitos práticos, aliado a tecnologia de ponta em computação gráfica, dá vida a criaturas assustadoras como o Distortus rex, uma versão alienígena e deformada do icônico T. rex, e os Mutadons, híbridos aterradores entre pterossauros e velociraptores. Estes elementos trazem frescor à franquia, que precisava de algo novo sem perder sua essência.

Na trilha sonora, Alexandre Desplat entrega um trabalho que dialoga com a atmosfera do filme, ora exaltando a aventura e o mistério, ora abraçando a emoção dos personagens.

Warner Bros divulga trailer de Eles Vão Te Matar, novo terror da produtora de Andy e Barbara Muschietti

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Foto: Reprodução/ Internet

A Warner Bros. divulgou o trailer oficial de Eles Vão Te Matar, primeiro longa-metragem da Nocturna, produtora fundada por Andy e Barbara Muschietti, dupla responsável por alguns dos maiores sucessos recentes do terror, como It: A Coisa (2017), It: Capítulo Dois (2019) e a aguardada série It: Bem-Vindos a Derry. Com estreia prevista para março, o filme aposta em uma combinação explosiva de horror sangrento, ação acelerada e comédia sombria para conquistar o público.

O longa é protagonizado por Zazie Beetz, atriz indicada ao Emmy e conhecida por papéis marcantes em produções como Atlanta, Coringa (2019), Deadpool 2, Bullet Train, Nine Days e The Harder They Fall. Versátil e carismática, Beetz se consolidou como um dos nomes mais interessantes de sua geração, transitando com facilidade entre o cinema autoral, o blockbuster e a televisão de prestígio.

Ao seu lado está Tom Felton, eternamente lembrado por interpretar Draco Malfoy na franquia Harry Potter, papel que o projetou mundialmente. Após o fim da saga, Felton construiu uma carreira diversificada, com participações em filmes como Planeta dos Macacos: A Origem, A Ressurreição, Ophelia, Belle, Against the Sun e A Babysitter: Killer Queen, além de séries como The Flash, Origin e Murder in the First.

Outro grande destaque do elenco é Patricia Arquette, vencedora do Oscar por Boyhood – Da Infância à Juventude. A atriz possui uma carreira sólida e respeitada, com trabalhos memoráveis em filmes como Estrada Perdida, True Romance, Ed Wood, Alguém Tem que Ceder, Bringing Out the Dead e Little Nicky. Na televisão, Arquette ganhou nova projeção com séries aclamadas como Medium, The Act e Ruptura (Severance), reafirmando sua relevância artística ao longo das décadas.

Eles Vão Te Matar convida o público a mergulhar em uma noite de puro caos dentro do Hotel Virgil, um local sombrio e decadente que funciona como o covil de um culto demoníaco. A história acompanha uma jovem que, ao se ver presa nesse ambiente hostil, precisa sobreviver a uma sucessão de ataques brutais, armadilhas cruéis e personagens perturbadores antes de se tornar a próxima vítima do grupo.

A proposta do filme combina violência gráfica, ritmo acelerado e um humor negro afiado, criando uma experiência que não se limita ao terror tradicional. Mortes exageradas, situações absurdas e diálogos perversamente irônicos fazem parte da identidade do longa, que promete entregar entretenimento intenso do início ao fim.

Além do trio principal, o elenco conta com Myha’La, atriz em ascensão que chamou atenção em Morte Morte Morte, Leave the World Behind, She’s Gotta Have It e na série Industry, da HBO, onde ganhou destaque por sua presença magnética e atuações contundentes.

Outro nome de peso é Paterson Joseph, conhecido por seu trabalho em produções como Wonka, The Beach, Aeon Flux, In the Name of the Father e The World’s End. Na televisão, Joseph é amplamente reconhecido por suas atuações em séries como The Leftovers, Peep Show, Vigil e Timeless.

O elenco também inclui Heather Graham, atriz que marcou os anos 1990 e 2000 com filmes como Boogie Nights, Austin Powers: O Agente Internacional do Mistério, From Hell, Se Beber, Não Case!, Bowfinger, Drugstore Cowboy e License to Drive. Nos últimos anos, Graham tem alternado entre produções independentes, thrillers e comédias, mantendo uma carreira constante no cinema e na televisão.

A estreia da Nocturna no cinema

O longa-metragem marca a estreia da Nocturna como produtora de longas-metragens, consolidando o interesse de Andy e Barbara Muschietti em expandir sua atuação para além da direção. Conhecidos por revitalizar o terror mainstream com It, os irmãos agora apostam em uma abordagem mais irreverente, violenta e autoral, mesclando gêneros e explorando narrativas extremas.

Saiba qual filme vai passar no Cinema em Casa deste sábado (09)

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Neste sábado, 9 de agosto de 2025, o SBT traz para o público em sua sessão Cinema em Casa o filme Esquadrão Tigre, uma produção chinesa que mistura ação, comédia e guerra em uma trama ambientada no turbulento cenário da Segunda Guerra Mundial. Com direção e roteiro de Ding Sheng, o longa traz ninguém menos que Jackie Chan no papel principal, estrelando como Ma Yuan, um ferroviário que lidera um grupo de combatentes da liberdade em uma missão para sabotar a ocupação japonesa na China.

O longa-metragem foi lançado originalmente em 2016 e rapidamente chamou a atenção pela combinação inusitada de gêneros. O filme não é apenas uma obra de ação — cheia de cenas de luta coreografadas e sequências de tensão — mas também um exemplo de comédia, com o típico humor físico e carismático de Jackie Chan, conhecido por seu estilo único que mistura acrobacias e comicidade.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história se passa em dezembro de 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, quando o Japão expandia sua ocupação para o Sudeste Asiático, incluindo partes da China. A ferrovia que liga Tianjin a Nanjing, importante rota estratégica, é tomada pelas forças japonesas e fortemente vigiada para garantir o transporte militar. É neste contexto que surge Ma Yuan, um trabalhador ferroviário comum, que decide lutar contra a invasão. Com seu conhecimento profundo das rotas ferroviárias, ele forma um grupo de combatentes chamado “Tigres da Ferrovia”, que luta para sabotar os planos do inimigo usando táticas criativas e improvisadas.

O enredo

Ao contrário dos tradicionais filmes de guerra que se apoiam em batalhas grandiosas e exércitos organizados, Esquadrão Tigre mostra uma resistência mais simples, porém corajosa, de pessoas comuns. Sem armas poderosas nem treinamento militar, Ma Yuan e seu grupo usam o que têm à mão: martelos, pás, tábuas soltas nos trilhos e até trens desviados. Essa abordagem gera cenas tensas, mas também divertidas, pois mostra como a inteligência e a coragem podem fazer a diferença mesmo diante de uma força militar muito maior.

O ponto alto do filme é a missão de explodir uma ponte ferroviária fortemente guardada, um ato de sabotagem que pode mudar o curso da guerra naquela região. A tensão cresce conforme os Tigres enfrentam dificuldades, tiros errados e reforços japoneses, e mesmo desorganizados, o grupo protagoniza momentos de heroísmo, camaradagem e sacrifício.

Jackie Chan

Para quem conhece o trabalho de Jackie Chan, a escolha do ator para o papel de Ma Yuan é certeira. Chan é famoso mundialmente por seus papéis em filmes que misturam artes marciais, ação e comédia — como nas franquias A Hora do Rush e Police Story. Aqui, ele traz seu carisma e sua habilidade de luta para um contexto histórico, tornando Ma Yuan um personagem que é ao mesmo tempo heróico e acessível.

Além de atuar, Jackie Chan também contribuiu para tornar o filme uma experiência mais leve em meio ao drama da guerra, graças às sequências cômicas que aliviam a tensão sem tirar a seriedade da causa defendida pelos personagens. O filme também conta com a participação de Jaycee Chan, filho de Jackie, que interpreta Rui Ge, adicionando um toque familiar ao elenco.

Elenco e personagens que complementam a trama

O elenco de Esquadrão Tigre é diverso e composto por talentos do cinema chinês, como Huang Zitao, Wang Kai, Darren Wang e Xu Fan. Cada personagem tem seu momento de destaque, representando diferentes perfis dentro da resistência: desde os mais impulsivos até os estrategistas mais cuidadosos. A participação especial de Andy Lau, renomado ator e cantor asiático, como Professor, também enriquece a produção, trazendo um personagem misterioso e com uma aura de sabedoria que ajuda o grupo.

Curiosidades do filme

Com um orçamento estimado em 50 milhões de dólares, o filme teve cenas ferroviárias filmadas com trens a vapor em Diaobingshan, proporcionando uma ambientação realista e visualmente impressionante. A direção de Ding Sheng — conhecido por seu trabalho em filmes de ação — equilibra bem o ritmo entre cenas explosivas e momentos mais leves, garantindo que o filme não perca a atenção do espectador.

Além disso, Esquadrão Tigre foi distribuído internacionalmente pela Well Go Entertainment, alcançando públicos em territórios de língua inglesa, como América do Norte, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, o que mostra o apelo global da história.

Foto: Reprodução/ Internet

Recepção crítica e comercial

Nas bilheterias chinesas, o filme teve um desempenho sólido, arrecadando aproximadamente 215 milhões de yuans (cerca de 30 milhões de dólares) em seu fim de semana de estreia, e somando ao redor de 697 milhões de yuans durante toda sua exibição local. Esses números mostram que a combinação de ação e comédia, aliada ao apelo patriótico da história, conquistou o público na China.

Por outro lado, a recepção crítica foi mista, com uma avaliação no Rotten Tomatoes em torno de 38% de aprovação, indicando que, embora o filme tenha seus méritos, a crítica apontou falta de foco e mudanças bruscas de tom. Mesmo assim, muitos fãs de Jackie Chan consideram Esquadrão Tigre uma homenagem ao estilo clássico do ator, com sequências de ação criativas e momentos engraçados que remetem aos seus trabalhos mais icônicos.

Por que assistir ao Esquadrão Tigre no Cinema em Casa?

Em tempos em que as plataformas de streaming dominam a forma como consumimos cinema, uma sessão de filme na TV aberta como o Cinema em Casa do SBT é uma oportunidade para redescobrir obras que talvez passaram despercebidas. Esquadrão Tigre é uma dessas produções que, apesar de não ser um blockbuster global, oferece uma experiência divertida e emocionante para quem gosta de filmes de ação com uma pitada de humor.

Além disso, o filme traz uma perspectiva histórica pouco explorada no cinema ocidental — a resistência chinesa durante a ocupação japonesa — e mostra como o cinema pode ser um veículo para contar histórias de coragem e luta por liberdade, mesmo que através do entretenimento.

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