Confira os filmes exibidos no Corujão desta quinta-feira, 15 de janeiro, na TV Globo

0

Na madrugada desta quinta, 15 de janeiro de 2026, a TV Globo leva ao ar, na faixa Corujão I, o filme brasileiro Noites de Alface, uma obra delicada e profundamente humana que transforma pequenos gestos cotidianos em reflexões sobre perda, afeto e convivência. Dirigido por Zeca Ferreira e José Buarque Ferreira, o longa aposta em uma narrativa intimista para falar de temas universais, conduzindo o espectador por uma história silenciosa, melancólica e, ao mesmo tempo, cheia de nuances emocionais.

No centro da trama está Otto, vivido por Everaldo Pontes, um homem rabugento, metódico e resistente a mudanças. Sua rotina é abruptamente interrompida após a morte de sua esposa Ada, interpretada por Marieta Severo, em uma participação breve, porém marcante. Ada não era apenas a companheira de Otto, mas o eixo que organizava seus dias, seus hábitos e até mesmo seu sono. Todas as noites, era ela quem preparava o ritual simples, mas essencial, do chá de alface, o remédio natural que ajudava o marido a dormir.

Com a ausência da esposa, Otto se vê incapaz de repousar. As noites passam a ser longas, silenciosas e angustiantes. Sem o chá, sem Ada e sem saber lidar com o próprio luto, ele mergulha em uma insônia persistente que funciona como metáfora de sua dificuldade em seguir em frente. O sono que não vem reflete uma vida que perdeu o equilíbrio, presa a lembranças e a um passado que insiste em se repetir na memória.

É nesse estado de exaustão física e emocional que Otto passa a observar, da janela de seu apartamento, o cotidiano de seus vizinhos. Inicialmente, essa observação surge como uma forma de distração, quase um passatempo involuntário para preencher as madrugadas vazias. No entanto, pouco a pouco, o olhar distante se transforma em envolvimento. Otto deixa de ser apenas um espectador silencioso e passa a interferir, ainda que de maneira sutil, na vida das pessoas ao seu redor.

Os vizinhos que cercam Otto são figuras excêntricas, humanas e cheias de camadas, interpretadas por um elenco que valoriza o cinema nacional. João Pedro Zappa, Romeu Evaristo, Teuda Bara e Inês Peixoto dão vida a personagens que, assim como Otto, carregam suas próprias fragilidades, manias e dores. Cada um deles representa uma possibilidade de contato, de escuta e de reconexão com o mundo, ainda que esse processo aconteça de forma lenta e, muitas vezes, desconfortável.

Noites de Alface se constrói a partir de silêncios, pausas e gestos mínimos. O roteiro evita grandes conflitos ou reviravoltas dramáticas, apostando em uma abordagem mais contemplativa. O luto de Otto não é tratado de maneira explosiva, mas como um estado constante, que se infiltra nos detalhes do dia a dia. A ausência de Ada é sentida nos objetos da casa, na rotina interrompida e, principalmente, na solidão que se instala de forma quase invisível.

A direção de Zeca Ferreira e José Buarque Ferreira demonstra sensibilidade ao retratar personagens envelhecidos emocionalmente, presos a hábitos e resistências. Otto é um protagonista difícil, muitas vezes antipático, mas profundamente real. Sua birra, seu mau humor e sua dificuldade de se abrir para o outro não são caricaturas, mas defesas construídas ao longo de uma vida marcada por perdas e silêncios. O filme convida o espectador a olhar para esse homem com empatia, compreendendo que sua rigidez é, na verdade, uma forma de sobrevivência.

Marieta Severo, mesmo com pouco tempo de tela, deixa uma forte impressão. Sua Ada é lembrada não apenas como esposa, mas como presença afetiva que continua ecoando mesmo após a morte. A relação do casal é revelada mais pelas ausências do que por cenas explícitas, o que reforça o tom delicado da narrativa. Ada permanece viva na memória de Otto e, de certa forma, também na do espectador.

Outro ponto de destaque do filme é a maneira como ele aborda a convivência urbana. Os prédios, as janelas e os corredores funcionam como espaços de conexão e isolamento ao mesmo tempo. Noites de Alface sugere que, mesmo cercadas por pessoas, muitas vidas seguem solitárias, aguardando um pequeno gesto que rompa a distância. A aproximação entre Otto e seus vizinhos acontece sem pressa, respeitando o tempo de cada personagem e evitando soluções fáceis.

Já no Corujão II, a emissora exibe o filme Escola de Quebrada, produção nacional que aposta no humor e na linguagem jovem para retratar os desafios, desejos e contradições da adolescência nas escolas públicas da periferia de São Paulo. Leve, divertida e cheia de referências ao cotidiano dos estudantes, a obra dialoga diretamente com o público jovem ao mesmo tempo em que propõe reflexões sobre pertencimento, autoestima e coletividade.

Dirigido por Kaique Alves e Thiago Eva, Escola de Quebrada acompanha a trajetória de Luan, interpretado por Mauricio Sasi, um estudante da Zona Leste de São Paulo que, como tantos outros adolescentes, vive o dilema de querer se encaixar, ser reconhecido e conquistar seu espaço. Luan sonha em ser popular dentro da escola e, principalmente, chamar a atenção de Camila, vivida por Laura Castro, por quem nutre uma paixão silenciosa e idealizada.

Movido pelo desejo de aceitação, Luan passa a tomar decisões impulsivas na tentativa de se enturmar com os colegas mais populares. No entanto, suas ações acabam tendo o efeito oposto ao esperado. Em vez de conquistar respeito e admiração, ele se envolve em situações que colocam em risco o campeonato de futsal da escola, um dos eventos mais importantes para os alunos e símbolo de união da comunidade escolar. A partir desse conflito, o filme constrói sua espinha dorsal narrativa, mesclando humor, confusões e aprendizados.

O campeonato de futsal é supervisionado pela rígida diretora da escola, interpretada por Mawusi Tulani, e pelo carismático inspetor Piu-Piu, vivido por Oscar Filho, que adiciona um tom cômico e acessível à trama. Enquanto a diretora representa a autoridade e a disciplina, Piu-Piu surge como uma figura mais próxima dos alunos, funcionando como um mediador entre regras e empatia. Essa dinâmica contribui para o tom leve do filme, sem deixar de retratar as tensões reais do ambiente escolar.

Quando percebe que suas atitudes podem prejudicar não apenas a si mesmo, mas toda a escola, Luan se vê diante da necessidade de rever suas escolhas. É nesse momento que entram em cena seus verdadeiros aliados. Rayane, interpretada por Bea Oliveira, e David, vivido por Lucas Righi, são os amigos que permanecem ao seu lado mesmo quando tudo parece dar errado. Juntos, eles representam a força da amizade genuína, aquela que não depende de status, popularidade ou aparências.

A partir dessa união, o trio passa a buscar uma solução para salvar o campeonato de futsal e restaurar a confiança da comunidade escolar. O filme mostra que crescer também significa assumir responsabilidades, reconhecer erros e entender que o reconhecimento verdadeiro nasce do respeito e da solidariedade. O desejo inicial de Luan, que era apenas conquistar a atenção de Camila, ganha novos significados ao longo da narrativa, à medida que ele aprende a valorizar quem realmente importa.

Escola de Quebrada utiliza uma linguagem acessível, diálogos dinâmicos e situações típicas da adolescência para criar identificação com o público. As inseguranças de Luan, o medo da rejeição e a busca por pertencimento são sentimentos universais, apresentados aqui sob o recorte específico da escola pública e da realidade periférica. O filme evita estereótipos caricatos e aposta em personagens que, mesmo exagerados em alguns momentos por conta do tom cômico, permanecem humanos e reconhecíveis.

A ambientação na Zona Leste de São Paulo é um dos pontos fortes da produção. A escola, as quadras esportivas e os corredores funcionam como espaços de convivência, conflito e aprendizado. O futsal surge não apenas como esporte, mas como elemento de integração social, capaz de unir alunos com perfis diferentes em torno de um objetivo comum. Ao colocar o campeonato em risco, o roteiro cria uma situação que afeta coletivamente todos os personagens, reforçando a importância do trabalho em equipe.

Do ponto de vista temático, o filme aborda questões como autoestima, pressão social e amadurecimento emocional. Luan começa a história movido por uma necessidade externa de validação, mas termina compreendendo que popularidade não garante felicidade nem respeito. O afeto de Camila, que inicialmente parecia o objetivo final, passa a ser apenas uma parte de um processo maior de autoconhecimento e crescimento pessoal.

Crítica – Marty Supreme transforma a obsessão pela grandeza em um épico inquieto e visceral

0

Marty Supreme, novo filme da A24 dirigido por Josh Safdie, surge como uma obra que não apenas observa a ambição, mas a encarna em cada escolha estética, narrativa e performática. Trata-se de um filme que vibra, transpira e colapsa diante dos nossos olhos, conduzido por uma atuação de Timothée Chalamet que já pode ser considerada uma das mais impactantes do cinema do século XXI. O que impressiona não é apenas a grandiosidade do desempenho, mas a naturalidade com que ele acontece, como se a intensidade fosse um estado permanente e inevitável.

Safdie constrói um filme que, à primeira vista, parece abraçar sem pudor a lógica da grandeza hollywoodiana. Marty Supreme se apresenta como um épico moderno, sedutor em sua escala emocional e estética, convidando o espectador a acreditar no mito do sucesso absoluto, da ascensão que tudo justifica. No entanto, esse convite é uma armadilha cuidadosamente arquitetada. À medida que a narrativa avança, o filme começa a se dobrar sobre si mesmo e a questionar o próprio impulso que o move. Por que desejar tanto? O que existe do outro lado da obsessão pela vitória, pelo reconhecimento, pela imortalidade simbólica?

Chalamet interpreta um personagem movido por uma compulsão quase patológica pela excelência, alguém que não sabe existir fora da ideia de ser extraordinário. Essa obsessão não é romantizada, mas tampouco condenada de forma simplista. Safdie prefere o caminho mais desconfortável: expor o fascínio e o horror que coexistem nesse tipo de ambição. O resultado é um retrato profundamente humano, ainda que extremo, de alguém que confunde identidade com desempenho e afeto com admiração.

É impossível ignorar o caráter metatextual do filme. Marty Supreme foi claramente escrito para Chalamet, moldado ao seu corpo, à sua imagem pública e ao momento específico de sua carreira. Ainda assim, reduzir a obra a um comentário sobre sua estrela seria empobrecedor. O filme transcende essa camada ao se afirmar como um retrato geracional, interessado em discutir como sonhos são fabricados, vendidos e internalizados, especialmente dentro de uma cultura que transforma sucesso em medida de valor pessoal.

Visualmente e sonoramente, o longa é um organismo em constante ebulição. A direção de Safdie imprime um ritmo febril, sustentado por uma edição cortante e por uma trilha sonora que pulsa como um coração acelerado. Cada cena parece carregada de urgência, como se o filme estivesse sempre à beira do excesso, do colapso ou da revelação. Essa sensação de movimento constante não é gratuita, mas espelha o estado psicológico do protagonista, alguém incapaz de desacelerar sem se confrontar com o vazio.

O que emerge dessa construção é um filme que se assemelha a um disparo, intenso e incontrolável, mas também profundamente melancólico. Marty Supreme funciona como uma odisseia judaico-americana emblemática, refletindo sobre herança, pertencimento e a promessa do sonho como força motriz e armadilha. O longa investiga de onde esses sonhos surgem, até onde podem levar alguém e, principalmente, em que momento começam a se romper, revelando o custo emocional, físico e moral de sustentá-los.

Re:ZERO divulga trailer eletrizante da 4ª temporada e reacende expectativa dos fãs

0

A aguardada 4ª temporada de Re:ZERO – Starting Life in Another World acaba de ganhar um novo trailer, reacendendo o entusiasmo dos fãs do anime e confirmando que a jornada intensa de Subaru Natsuki está longe de terminar. A prévia destaca cenas carregadas de emoção, novos conflitos e o retorno do clima psicológico e brutal que transformou a obra em um dos maiores sucessos do gênero isekai nos últimos anos.

Criada por Tappei Nagatsuki e ilustrada por Shinichirou Otsuka, Re:ZERO nasceu como uma light novel publicada originalmente no site Shōsetsuka ni Narō, em 2012. O sucesso da história levou à publicação impressa pela Media Factory a partir de 2014, acumulando dezenas de volumes e consolidando a franquia como um fenômeno no mercado editorial japonês. No Brasil, a obra é publicada oficialmente pela editora New POP, ampliando sua base de leitores no país.

A narrativa acompanha Subaru Natsuki, um jovem recluso que, sem explicação aparente, é transportado para um mundo fantástico ao sair de uma loja de conveniência. O que inicialmente parece uma aventura típica logo se transforma em um pesadelo psicológico quando Subaru descobre sua habilidade mais cruel: ao morrer, ele retorna no tempo, revivendo eventos traumáticos inúmeras vezes. O poder, longe de ser uma vantagem, cobra um preço emocional devastador.

Desde sua estreia em anime, em 2016, pela White Fox, Re:ZERO se destacou por subverter expectativas do gênero isekai, apostando em sofrimento real, falhas humanas e consequências permanentes. O primeiro ano do anime rapidamente conquistou crítica e público, sendo elogiado por seu mundo complexo, construção psicológica dos personagens e coragem narrativa. O sucesso levou à produção de OVAs lançados em 2018 e 2019, além de jogos e adaptações em mangá.

A segunda temporada, exibida entre 2020 e 2021, enfrentou atrasos por conta da pandemia, mas aprofundou ainda mais os dilemas morais de Subaru, expandiu o passado de personagens centrais e elevou o tom dramático da série. Agora, com a divulgação do trailer da 4ª temporada, fica claro que a nova fase pretende ir ainda mais fundo nos conflitos emocionais e nas ameaças que cercam o protagonista.

O vídeo promocional sugere novos arcos narrativos, inimigos mais perigosos e decisões que podem redefinir completamente o destino dos personagens. Elementos visuais mais sombrios, trilha sonora intensa e diálogos carregados de tensão indicam que a série seguirá fiel à sua essência, sem suavizar o sofrimento que marcou sua identidade desde o início.

A produção do anime continua sob responsabilidade do estúdio White Fox, que desde o começo trabalhou em estreita colaboração com Nagatsuki. O autor, conhecido por seu envolvimento direto com as adaptações, participa ativamente de reuniões de roteiro e gravações, garantindo fidelidade ao material original. Essa proximidade sempre foi apontada como um dos fatores decisivos para o sucesso da adaptação animada.

Ao longo dos anos, Re:ZERO acumulou prêmios importantes, incluindo reconhecimentos no Newtype Anime Awards e no Sugoi Japan Awards, além de indicações a Anime do Ano. Comercialmente, a franquia também impressiona: as light novels ultrapassaram a marca de milhões de cópias vendidas, enquanto o anime manteve desempenho sólido em mídia física e streaming.

Embora a data de estreia da 4ª temporada ainda não tenha sido oficialmente confirmada, o lançamento do trailer sinaliza que a produção está avançada e que novidades devem ser anunciadas em breve. Para os fãs, a expectativa é de mais uma temporada intensa, emocionalmente desgastante e fiel à proposta que transformou Re:ZERO em um marco do anime contemporâneo.

“Mestres do Universo” ganha trailer e cartaz oficiais e prepara o retorno épico de He-Man aos cinemas

0

Um dos universos mais icônicos da cultura pop finalmente está pronto para retornar às telonas. “Mestres do Universo”, aguardado live-action inspirado na clássica franquia da Mattel, acaba de ganhar trailer e cartaz oficiais, divulgados pela Sony Pictures, reacendendo o entusiasmo de fãs que acompanham a saga desde os anos 1980. Com estreia marcada para 4 de junho nos cinemas brasileiros, o longa promete apresentar uma nova leitura do herói He-Man.

A direção fica a cargo de Travis Knight, conhecido por seu trabalho em Bumblebee, filme que surpreendeu ao unir espetáculo visual com uma abordagem mais emocional. Agora, Knight assume o desafio de transportar Eternia para o live-action, apostando em um tom grandioso, mas atento à jornada humana por trás do mito.

No papel principal está Nicholas Galitzine, que interpreta o Príncipe Adam e seu alter ego, He-Man, o homem mais poderoso do universo. O ator, que vem ganhando destaque em produções como Uma Ideia de Você e Vermelho, Branco e Sangue Azul, assume aqui seu projeto mais ambicioso até o momento. Ao seu lado, Jared Leto dá vida ao temido Esqueleto, antagonista central da trama, trazendo uma interpretação que promete unir intensidade, ameaça e teatralidade.

O elenco ainda conta com Camila Mendes, que interpreta Teela, uma das guerreiras mais importantes de Eternia, e Idris Elba, no papel de Duncan, também conhecido como Mentor ou Man-At-Arms, figura fundamental na formação de Adam e um dos pilares morais da história. A escalação reforça a intenção do filme de dar profundidade emocional aos personagens que, por décadas, foram conhecidos principalmente pela animação.

A trama acompanha o reencontro de Adam com seu verdadeiro destino após anos afastado de seu lar. Separado da Espada do Poder, o príncipe é guiado de volta a Eternia, agora dominada pelo cruel Esqueleto. Diante da destruição iminente e da ameaça ao equilíbrio do reino, Adam precisa aceitar quem realmente é e assumir o manto de He-Man. A jornada não é apenas física, mas também emocional, marcada por dúvidas, responsabilidades e pela necessidade de confiar em seus aliados para enfrentar um inimigo que representa o caos absoluto.

O trailer recém-divulgado indica uma abordagem mais épica e dramática, com batalhas de grande escala, cenários grandiosos e uma atmosfera que mescla fantasia, ficção científica e aventura heroica. Eternia surge como um mundo vivo, repleto de detalhes visuais, reforçando a aposta do estúdio em uma experiência cinematográfica completa, pensada para a tela grande.

Baseado em “Masters of the Universe”, criação da Mattel, o longa possui roteiro assinado por Chris Butler, Aaron Nee, Adam Nee e Dave Callaham, com a história desenvolvida por Aaron Nee, Adam Nee, Alex Litvak e Michael Finch. A construção do universo visual ficou sob responsabilidade do renomado designer de produção Guy Hendrix Dyas, conhecido por seu trabalho em grandes produções de fantasia e ficção científica, enquanto os figurinos foram criados por Richard Sale, reforçando o compromisso com uma identidade visual marcante.

O elenco de apoio também chama atenção, reunindo nomes como Alison Brie, James Purefoy, Morena Baccarin, Jóhannes Haukur Jóhannesson e Charlotte Riley, ampliando o peso dramático da narrativa e oferecendo múltiplas camadas ao conflito central.

Criado originalmente nos anos 1980 como uma linha de brinquedos, He-Man rapidamente se transformou em um fenômeno cultural. A animação He-Man and the Masters of the Universe marcou gerações com sua mitologia, personagens icônicos e frases que se tornaram parte do imaginário coletivo. Ao longo dos anos, a franquia se expandiu para quadrinhos, séries derivadas, produtos licenciados e um filme lançado em 1987, que, apesar de cultuado por fãs, nunca conseguiu traduzir completamente o potencial do universo para o cinema.

Agora, com uma nova estrutura de produção e uma abordagem mais cuidadosa, Mestres do Universo busca fazer justiça ao legado da franquia, ao mesmo tempo em que apresenta Eternia a uma nova geração. A produção é fruto de uma parceria entre Amazon MGM Studios e Sony Pictures Releasing International, responsável pelo lançamento internacional do longa.

O desenvolvimento do projeto passou por diferentes fases até se consolidar. Em novembro de 2023, surgiram as primeiras informações sobre o interesse da Amazon MGM nos direitos do filme. Poucos meses depois, em fevereiro de 2024, Travis Knight entrou em negociações finais para assumir a direção, com Chris Butler encarregado de revisar o roteiro. Em maio do mesmo ano, a confirmação oficial colocou o projeto definitivamente em movimento.

Nos Estados Unidos e no Canadá, o filme estreia em 5 de junho de 2026, enquanto o público brasileiro poderá conferir a produção um dia antes. A expectativa é que o longa marque o início de uma nova fase para a franquia nos cinemas, com potencial para sequências e expansões do universo de Eternia.

Apple TV+ divulga novo trailer da 2ª temporada de Monarch: Legado de Monstros e antecipa retorno épico ao Monsterverse

0

O Apple TV+ divulgou um novo trailer da segunda temporada de Monarch: Legado de Monstros, preparando o público para o retorno da série ao universo do Monsterverse antes da estreia marcada para 27 de fevereiro. A prévia indica uma narrativa mais ampla e intensa, reforçando o papel da produção como um dos principais pilares da expansão televisiva da franquia que reúne algumas das criaturas mais icônicas da cultura pop.

A série volta a ser liderada por Kurt Russell (Os Oito Odiados, Fuga de Los Angeles) e Wyatt Russell (Falcão e o Soldado Invernal, Overlord), que interpretam Lee Shaw em diferentes momentos de sua vida. O elenco principal também conta com Anna Sawai (Pachinko, Velozes e Furiosos 9), Kiersey Clemons (Flash, Dope: Um Deslize Perigoso), Ren Watabe (461 Okamoto), Mari Yamamoto (Kate, The Naked Director), Joe Tippett (Mare of Easttown, The Morning Show) e Anders Holm (Workaholics, The Intern).

Na nova temporada, a organização Monarch enfrenta consequências diretas de decisões tomadas no passado. Segredos antigos voltam à tona, colocando em risco a estabilidade global e forçando os personagens a confrontarem erros que pareciam enterrados. A narrativa segue alternando períodos históricos, conectando eventos dos anos 1950 a um presente cada vez mais ameaçado pela presença dos Titãs.

Os novos episódios ampliam o alcance da série dentro do Monsterverse ao trazer de volta Godzilla e Kong, figuras centrais da franquia cinematográfica. Além deles, a trama apresenta uma nova entidade: o enigmático Titã X, descrito como uma força ancestral de poder devastador. Diferente de ameaças anteriores, o novo titã surge envolto em mistério, despertando tanto fascínio quanto terror entre os personagens.

A presença do Titã X promete alterar o equilíbrio entre humanos e monstros. Sua origem, motivações e impacto sobre o planeta se tornam o centro do conflito, levando a Monarch a decisões extremas. A série sugere que compreender essa criatura pode ser a única chance de evitar um colapso em escala global.

Além do espetáculo visual, Monarch: Legado de Monstros mantém o foco nas consequências humanas desse mundo dominado por criaturas colossais. Relações familiares são colocadas à prova, alianças se desfazem e antigos inimigos são forçados a cooperar. Esse equilíbrio entre drama pessoal e ameaça global continua sendo um dos principais diferenciais da produção.

A segunda temporada também conta com a participação de novos nomes no elenco, incluindo Takehiro Hira (Shōgun, Snake Eyes), Amber Midthunder (O Predador: A Caçada, Legion), Curtiss Cook (Narcos, House of Cards), Cliff Curtis (Avatar, Fear the Walking Dead), Dominique Tipper (The Expanse) e Camilo Jiménez Varón, ampliando o universo narrativo da série.

Produzida pela Legendary Television em parceria com o Apple TV+, a série faz parte de um plano maior de expansão do Monsterverse para o streaming, que inclui novos projetos e spin-offs já anunciados. Com estreia próxima, a segunda temporada chega com a promessa de elevar a escala da história, aprofundar seus personagens e reforçar a ligação direta entre televisão e cinema dentro de um universo compartilhado cada vez mais ambicioso.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura neste sábado, 14 de fevereiro, na Record TV

0

O Cine Aventura deste sábado, 14 de fevereiro de 2026, na Record TV, aposta em uma produção sensível e inspiradora para aquecer o coração do público. O destaque da programação é “Jornada da Vida”, filme franco senegalês lançado em 2018, dirigido por Philippe Godeau, que mistura comédia e drama em uma narrativa leve, profunda e cheia de humanidade.

A trama acompanha Seydou Tall, interpretado por Omar Sy, uma celebridade francesa de origem senegalesa que retorna ao Senegal para divulgar seu livro. Reconhecido internacionalmente e acostumado aos holofotes, Seydou carrega consigo o peso de uma identidade dividida entre o sucesso na Europa e as raízes africanas que ficaram para trás. O que seria apenas uma viagem profissional acaba se transformando em um verdadeiro reencontro com sua própria história.

Tudo muda quando ele conhece Yao, personagem de Lionel Basse. O garoto percorre sozinho mais de 387 quilômetros para conseguir um simples autógrafo do ídolo. A coragem e a admiração sincera do menino tocam profundamente Seydou, que decide ajudá-lo a voltar para casa. A partir desse gesto nasce uma jornada que vai muito além da estrada. É o início de uma travessia emocional que conecta gerações, culturas e expectativas.

A viagem até a aldeia de Kanel transforma o longa em um verdadeiro road movie africano. Ao longo do percurso, o espectador é apresentado a paisagens vibrantes, vilarejos cheios de vida e personagens que ampliam o olhar sobre o Senegal contemporâneo. Cada parada funciona como um convite à reflexão sobre pertencimento, fama, responsabilidade e ancestralidade.

Durante essa trajetória, Seydou conhece Gloria, vivida por Fatoumata Diawara, uma cantora de espírito livre que também parece estar em busca de novos caminhos. A presença dela acrescenta leveza e sensibilidade à narrativa, além de reforçar o elo entre arte e identidade cultural. O filme ainda apresenta Tanam, o xamã interpretado por Germaine Acogny, figura que simboliza a força das tradições e a importância das raízes espirituais.

O elenco conta também com Gwendolyn Gourvenec no papel de Laurence Tall, ex companheira de Seydou, Aristote Laios como Nathan e Maxime d’Aboville interpretando o empresário do protagonista no Senegal. Esses personagens ajudam a construir o contraste entre o universo sofisticado da fama europeia e a simplicidade acolhedora das comunidades senegalesas.

Embora tenha contado com forte divulgação na época do lançamento, “Jornada da Vida” teve desempenho discreto nas bilheterias. Estreou em janeiro de 2019 em mais de 260 salas e registrou números abaixo do esperado. Ainda assim, o filme conquistou reconhecimento por sua delicadeza narrativa e pela química entre Omar Sy e o jovem Lionel Basse. Nem sempre o sucesso comercial determina o valor artístico de uma obra, e este é um exemplo claro disso.

O grande mérito do longa está na relação construída entre Seydou e Yao. O encontro entre o homem famoso, distante de suas origens, e o menino determinado, que carrega orgulho de sua terra, cria uma dinâmica emocionante. Aos poucos, o ídolo percebe que talvez precise tanto daquela viagem quanto o próprio garoto. O que começa como um favor se transforma em um processo de reconexão com o passado e de redescoberta pessoal.

Visualmente, o filme se destaca pelas cores quentes e pela fotografia que valoriza as paisagens africanas. A trilha sonora complementa a atmosfera acolhedora e reforça a identidade cultural presente na narrativa. O tom leve e, por vezes, bem humorado equilibra os momentos mais introspectivos, tornando a experiência envolvente para diferentes públicos.

Netflix apresenta elenco da 3ª temporada de Wandinha e amplia o universo sombrio da série fenômeno em novo trailer

0

A Netflix finalmente revelou o teaser oficial da terceira temporada de Wandinha, colocando fim a meses de especulações e aumentando ainda mais a expectativa dos fãs. O vídeo, divulgado nas redes sociais da plataforma, não entrega detalhes profundos da trama, mas confirma o elenco do novo ano e sinaliza que a produção promete expandir o universo sombrio da personagem.

Desde sua estreia em 2022, a série se tornou um verdadeiro fenômeno global. A mistura de comédia ácida, suspense investigativo e elementos sobrenaturais transformou Wandinha Addams em um dos rostos mais fortes da cultura pop recente. O teaser reforça que essa identidade será mantida, mas também indica que a terceira temporada pode explorar caminhos ainda mais ambiciosos.

No centro de tudo está novamente Jenna Ortega, que retorna ao papel principal. Sua interpretação foi um dos fatores determinantes para o sucesso da série, conquistando elogios da crítica e do público. Ortega conseguiu equilibrar frieza emocional, ironia cortante e momentos sutis de vulnerabilidade, criando uma versão contemporânea e magnética da icônica personagem criada por Charles Addams.

O teaser confirma também a presença do núcleo familiar que ajudou a consolidar a identidade da produção. Catherine Zeta-Jones retorna como Morticia Addams, mantendo a elegância sombria da matriarca. Luis Guzmán segue como Gomez Addams, reforçando o lado carismático e excêntrico da família. Isaac Ordonez reprisa Feioso Addams, enquanto Fred Armisen continua no papel do imprevisível Tio Fester. Victor Dorobantu permanece como o intérprete de Coisa, personagem que se tornou um dos queridinhos do público.

Entre os estudantes da Academia Nevermore, vários rostos conhecidos estão confirmados. Emma Myers retorna como Enid Sinclair, a colega de quarto vibrante que equilibra a personalidade sombria de Wandinha. Joy Sunday volta como Bianca Barclay, enquanto Moosa Mostafa e Georgie Farmer seguem como Eugene e Ajax. Hunter Doohan também retorna como Tyler Galpin, personagem que já desempenhou papel central nos conflitos anteriores.

As grandes surpresas ficam por conta das novas adições ao elenco. Winona Ryder e Chris Sarandon foram anunciados em papéis ainda não revelados, o que imediatamente gerou teorias nas redes sociais. A presença de Ryder, especialmente, dialoga com o público que cresceu consumindo produções góticas e de fantasia, ampliando o apelo geracional da série.

Outro nome que chama atenção é Eva Green, escalada para viver Ofélia Frump, expandindo o núcleo familiar ligado a Morticia. Billie Piper interpretará Isadora Capri, enquanto Joanna Lumley dará vida a Hester Frump. As novas personagens sugerem que a terceira temporada pode mergulhar ainda mais nas origens da família Addams e em segredos que permanecem ocultos.

Criada por Alfred Gough e Miles Millar, a série mantém a forte influência estética de Tim Burton, responsável por estabelecer o tom visual gótico e a atmosfera peculiar que diferenciam Wandinha de outras produções adolescentes. A combinação de humor macabro, fotografia sombria e trilha sonora marcante tornou-se uma das marcas registradas do projeto.

O impacto da série nos números da plataforma é expressivo. Em sua primeira semana, Wandinha registrou 341 milhões de horas assistidas, tornando-se uma das produções em língua inglesa mais vistas da história da Netflix. Em determinados recortes de audiência, chegou a superar Stranger Things, consolidando-se como fenômeno mundial. O sucesso garantiu rapidamente a renovação para novas temporadas e abriu espaço para possíveis expansões do universo.

Netshoes Run Tour 2026 expande circuito e leva corrida de rua para Brasília, São Paulo e Recife com apresentação da adidas

0

A temporada 2026 da Netshoes Run Tour promete colocar milhares de corredores nas ruas de três importantes capitais brasileiras. A Netshoes anunciou a abertura das inscrições para a nova edição do evento proprietário de corrida de rua, que neste ano passa por Brasília, São Paulo e Recife. Com apresentação da adidas, o circuito reforça a proposta de celebrar o ritmo individual de cada atleta e incentivar hábitos ligados à saúde e ao bem-estar.

Em seu quarto ano, a Netshoes Run Tour consolida o formato itinerante iniciado na edição anterior, quando o modelo “Tour” ampliou o alcance da iniciativa e fortaleceu a conexão com a comunidade de corredores. Agora, a marca aposta novamente na diversidade regional para aproximar ainda mais o evento do público. Pela primeira vez, as inscrições e a venda de kits para todas as etapas já estão disponíveis simultaneamente no site oficial, facilitando o planejamento dos participantes.

Segundo Gabriele Claudino, diretora de marketing da Netshoes, a edição passada superou as expectativas e posicionou o circuito como um dos eventos proprietários mais relevantes da empresa. A executiva destaca que a corrida é um esporte democrático, no qual cada pessoa estabelece suas próprias metas, desafios e conquistas. A proposta para 2026 é ampliar esse movimento e estar presente em momentos simbólicos da jornada esportiva dos participantes, especialmente na linha de chegada, onde a superação individual ganha protagonismo.

Três capitais, múltiplos percursos

O calendário começa por Brasília, em 17 de maio. Em seguida, São Paulo recebe o circuito no dia 23 de agosto, e Recife encerra a temporada em 18 de outubro. Em todas as cidades, os corredores poderão escolher entre percursos de 5 km, 10 km e 15 km. A etapa paulistana terá ainda a opção de meia maratona, ampliando o desafio para atletas mais experientes, além de uma corrida infantil, pensada para incentivar a prática esportiva desde cedo.

Os kits de inscrição foram estruturados em duas categorias. O kit básico inclui camiseta oficial, medalha, adesivos, número de peito e bolsa. Já o kit premium oferece uma experiência mais completa, com camiseta, casaco corta-vento, garrafa soft flask, boné, medalha, adesivos, cinto porta-número, número de peito e bolsa. Em São Paulo, as crianças inscritas na prova infantil terão um kit exclusivo com camiseta, medalha, boné, adesivos, número de peito e bolsa.

No primeiro lote, os valores variam entre R$ 99 e R$ 259, dependendo da cidade e do tipo de kit escolhido. Os locais de retirada serão divulgados próximo à data de cada etapa.

adidas amplia presença como patrocinadora

A edição 2026 marca o terceiro ano consecutivo de parceria entre a Netshoes Run e a adidas, que desta vez assume a cota de apresentação do circuito — a mais relevante dentro do projeto. A marca esportiva garantirá camisetas oficiais nos kits e promoverá ativações especiais nas três cidades, reforçando a experiência do corredor antes, durante e depois da prova.

De acordo com Rhebeka Grippa, gerente sênior da categoria Running da adidas Brasil, a parceria é resultado de um relacionamento consolidado entre as duas marcas, que compartilham o foco em oferecer produtos e experiências de qualidade ao público. A executiva ressalta que a nova edição representa uma oportunidade de estreitar ainda mais os laços com a comunidade da corrida, segmento que cresce de forma consistente no país.

Estratégia além do digital

Mais do que um evento esportivo, a Netshoes Run Tour integra a estratégia da empresa de fortalecer sua presença física e criar pontos de contato diretos com consumidores. Reconhecida como o maior e-commerce de lifestyle esportivo do Brasil, a Netshoes aposta no circuito como uma extensão da experiência digital, transportando para as ruas o relacionamento construído no ambiente online.

A iniciativa também dialoga com a crescente busca por qualidade de vida e bem-estar. A corrida de rua tem se consolidado como uma das modalidades mais acessíveis do país, exigindo poucos equipamentos e permitindo que pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento participem. Ao oferecer múltiplas distâncias, o evento contempla desde iniciantes até atletas mais experientes.

Nas edições anteriores, a Netshoes Run Tour passou por cidades como Franca, no interior de São Paulo, e capitais como Florianópolis, Salvador e Porto Alegre. Em 2025, a etapa de São Paulo registrou recorde de público, com 8,5 mil participantes ocupando a Marginal Pinheiros, um dos principais cartões-postais da capital paulista.

Comunidade e superação como pilares

O conceito central da Netshoes Run Tour permanece o mesmo: celebrar o ritmo individual. Em vez de focar apenas na performance ou no tempo de prova, o evento valoriza a experiência coletiva e o percurso pessoal de cada corredor. Para muitos, completar 5 km já representa uma conquista significativa; para outros, a meia maratona simboliza meses de preparação e disciplina.

Ao expandir o circuito para três grandes capitais em 2026, a organização reforça seu compromisso com a democratização do esporte e com a construção de uma comunidade ativa e engajada. A expectativa é reunir milhares de participantes ao longo do ano, promovendo não apenas competição, mas também convivência, incentivo mútuo e celebração do movimento.

Herança de Narcisa | Drama com Paolla Oliveira atravessa fronteiras e chega a festival de cinema nos Estados Unidos

0

O cinema brasileiro segue conquistando espaço fora do país e reafirmando sua capacidade de contar histórias profundas e universais. Um dos exemplos mais recentes desse movimento é o filme Herança de Narcisa, protagonizado por Paolla Oliveira. A produção brasileira foi selecionada para exibição no prestigiado Cinequest Film & Creativity Festival, realizado na cidade de San Jose. A presença do longa no evento reforça o interesse internacional por narrativas brasileiras que exploram temas humanos e emocionais com sensibilidade e identidade própria.

Dirigido por Clarissa Appelt e Daniel Dias, o filme constrói um drama intenso que mistura suspense psicológico e investigação emocional. A história acompanha Ana, personagem interpretada por Paolla Oliveira, que retorna à casa onde passou a infância no Rio de Janeiro após a morte de sua mãe, Narcisa, uma antiga vedete marcada por uma vida cheia de contrastes e silêncios. O retorno à residência familiar não é apenas um gesto de despedida, mas o início de um mergulho profundo em memórias, conflitos e sentimentos que permaneceram escondidos por muitos anos.

Ao lado do irmão Diego, vivido por Pedro Henrique Müller, Ana começa a reorganizar a antiga casa. Entre móveis antigos, fotografias e objetos esquecidos pelo tempo, surgem lembranças que revelam muito mais do que simples recordações de infância. A cada descoberta, a personagem se vê confrontada com aspectos da relação complicada que mantinha com a mãe. O que parecia apenas um reencontro com o passado passa a se transformar em uma experiência emocional intensa, na qual sentimentos reprimidos começam a ganhar forma.

A narrativa trabalha com uma atmosfera de mistério que cresce gradualmente. O suspense não está ligado a eventos sobrenaturais ou acontecimentos fantásticos, mas sim às tensões psicológicas que envolvem a história da família. Cada detalhe encontrado dentro da casa funciona como uma peça de um quebra-cabeça emocional que precisa ser montado para que Ana compreenda de fato quem foi sua mãe e qual é o legado que ficou para trás.

Os próprios diretores descrevem a obra como uma reflexão sobre aquilo que herdamos de nossas famílias sem perceber. Nem todas as heranças são feitas de bens materiais. Muitas vezes, aquilo que carregamos são sentimentos, comportamentos e memórias que acabam moldando nossa forma de enxergar o mundo. O filme parte justamente dessa ideia para construir sua narrativa, propondo uma pergunta que atravessa toda a trama: o que realmente herdamos daqueles que vieram antes de nós?

Essa reflexão ganha ainda mais força quando a protagonista percebe que algumas características que sempre criticou na mãe podem estar presentes dentro dela mesma. O reconhecimento desse espelho emocional provoca medo, resistência e também um profundo desejo de compreender melhor sua própria história. Ao longo do filme, o espectador acompanha esse processo interno da personagem, que tenta encontrar respostas para questões que nunca foram discutidas abertamente dentro da família.

Embora possua elementos de suspense, “Herança de Narcisa” se distancia das fórmulas tradicionais do gênero. Em vez de apostar em sustos ou em forças sobrenaturais, o filme constrói tensão a partir da relação entre mãe e filha. A ideia de “possessão” aparece de forma simbólica, ligada aos sentimentos não resolvidos que continuam presentes mesmo após a morte. Nesse sentido, o longa propõe uma interpretação mais íntima e psicológica sobre o conceito de assombração. Os fantasmas que aparecem na história são, na verdade, as lembranças e os conflitos que permanecem vivos dentro da memória.

A diretora Clarissa Appelt explica que o filme dialoga com elementos do sincretismo religioso brasileiro, que muitas vezes trabalha com a ideia de libertação espiritual através do reconhecimento das próprias histórias. No contexto da narrativa, a libertação emocional só acontece quando mãe e filha conseguem finalmente encarar suas dores e compreender os sentimentos que nunca foram expressos. Esse processo simbólico se transforma em uma espécie de exorcismo emocional, no qual ambas precisam se reconhecer para que o ciclo de sofrimento possa ser encerrado.

Além de abordar conflitos familiares, o filme também apresenta uma reflexão sobre ancestralidade feminina. A relação entre mulheres de diferentes gerações aparece como um dos pilares da narrativa. A figura de Narcisa, embora ausente fisicamente, permanece presente em cada detalhe da casa e em cada lembrança da protagonista. A personagem representa uma mulher que viveu intensamente sua própria história, mas que também carregava suas próprias fragilidades e contradições.

Clarissa Appelt já declarou que o projeto tem um significado pessoal importante em sua trajetória como cineasta. Segundo ela, o filme também funciona como uma homenagem à sua própria mãe e às histórias de mulheres que muitas vezes permanecem ocultas dentro das narrativas familiares. Ao trazer essas experiências para o centro da trama, o longa abre espaço para discussões sobre expectativas sociais, afetos complexos e os desafios enfrentados por diferentes gerações de mulheres.

Antes de chegar ao público internacional, “Herança de Narcisa” já havia conquistado reconhecimento dentro do Brasil. O filme foi exibido em importantes eventos do circuito nacional, incluindo o tradicional Festival do Rio, onde recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular. O reconhecimento demonstra o impacto da obra entre os espectadores, que se identificaram com a sensibilidade da narrativa e com a força emocional das interpretações.

A produção também marcou presença na Mostra de Cinema de Tiradentes, um dos festivais mais respeitados do país quando se trata de cinema autoral e produções independentes. Nesse espaço, o filme encontrou um público interessado em novas formas de contar histórias e em narrativas que exploram as complexidades das relações humanas.

A seleção para o Cinequest Film & Creativity Festival representa um novo capítulo nessa trajetória. O evento realizado na Califórnia é conhecido por valorizar projetos inovadores e por reunir cineastas de diversas partes do mundo. A presença de um filme brasileiro nesse contexto amplia as possibilidades de circulação internacional da obra e fortalece o diálogo entre diferentes culturas cinematográficas.

A primeira exibição do longa no festival aconteceu no dia 11 de março, com uma nova sessão programada para o dia 19. Os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias confirmaram presença no evento, participando das atividades e conversando com o público sobre o processo de criação do filme. Esse tipo de encontro costuma ser um momento importante dentro dos festivais, pois permite que os espectadores conheçam mais profundamente as ideias e inspirações por trás das obras exibidas.

Netflix renova Casal Perfeito para 2ª temporada

0

A Netflix bateu o martelo e confirmou: “O Casal Perfeito” vai ganhar uma segunda temporada! Mas não pense que será uma simples continuação. A série, que conquistou o público com sua trama cheia de mistério e reviravoltas, agora assume oficialmente o formato de antologia. A nova fase será baseada no livro “Swan Song”, da renomada autora Elin Hilderbrand, prometendo manter o clima de drama, segredos e tensão que marcou a primeira temporada.

Além de uma nova história, a série também traz novidades nos bastidores. Joanna Calo, que brilhou como co-showrunner de “O Urso”, assume a liderança criativa desta nova fase. Com isso, a expectativa é que a produção ganhe um frescor narrativo, sem perder sua essência. Apesar dessa mudança, a equipe original continua firme e forte, com nomes de peso como Nicole Kidman, Susanne Bier, Gail Berman, Shawn Levy, Per Saari e Hend Baghdady retornando como produtores executivos.

Se a primeira temporada nos levou para um casamento dos sonhos que se transformou em um pesadelo, a nova história não fica atrás no quesito tensão. “Swan Song” acompanha os Richardsons, um casal misterioso que compra uma mansão de US$ 22 milhões na deslumbrante ilha de Nantucket. Vivendo uma vida de festas luxuosas e ostentação, eles rapidamente se tornam o centro das atenções. Mas o que começa como um conto de fadas logo se transforma em um enredo de tirar o fôlego: a mansão pega fogo e um funcionário da casa desaparece sem deixar rastros. O que parecia ser apenas mais uma história de glamour se torna um emaranhado de segredos e intrigas que prometem prender os espectadores do começo ao fim.

Relembrando o sucesso da primeira temporada

A temporada de estreia da trama trouxe a história de Amelia Sacks (Eve Hewson), uma jovem prestes a se casar com um dos herdeiros mais cobiçados de Nantucket. O evento, planejado nos mínimos detalhes por sua sogra, Greer Garrison Winbury (Nicole Kidman), deveria ser um dos casamentos mais grandiosos do ano. Mas tudo muda quando um corpo aparece na praia, transformando a celebração em um verdadeiro escândalo policial. O sucesso da série veio da combinação irresistível de suspense, drama e um elenco estrelado, garantindo uma experiência viciante para os fãs.

Agora, com “Swan Song”, a Netflix aposta novamente no universo de Elin Hilderbrand, reforçando seu compromisso com o formato de antologia. Mesmo com histórias independentes, a promessa é manter a atmosfera sofisticada e repleta de mistério que conquistou o público na primeira temporada.

almanaque recomenda