“É um tributo aos filmes dos anos 80”, diz Leigh Whannell sobre Lobisomem

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(from left) Charlotte (Julia Garner), Ginger (Matilda Firth) and Blake (Christopher Abbott) in Wolf Man, directed by Leigh Whannell.

Faltam poucos dias para a estreia de Lobisomem, o novo filme de terror que promete deixar os fãs do gênero com os nervos à flor da pele. Com estreia marcada para 16 de janeiro, a Universal Pictures soltou um vídeo de bastidores que dá aquele gostinho de ansiedade – e revela um pouco do que inspirou o diretor Leigh Whannell (O Homem Invisível).

No vídeo, Leigh abre o coração e fala sobre suas maiores referências: “É um tributo aos longas dos anos 80 que eu adorava na adolescência, como O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter, e A Mosca, do Cronenberg.” Ou seja, quem curte aquele clima retrô cheio de suspense e monstros icônicos pode preparar a pipoca!

Mas não é só nostalgia. Leigh também contou que a pandemia teve um impacto enorme na criação do roteiro. “Depois dos últimos anos agitados que o mundo vivenciou, temas como pavor, ansiedade e isolamento surgiram naturalmente na história”, diz ele. Quem não se sentiu meio “lobisomem” lidando com tudo isso, né?

Se o visual e a atmosfera do filme já te deixaram empolgado no trailer, tem uma razão. Leigh trouxe uma galera de peso pra trabalhar com ele. O diretor de fotografia Stefan Duscio, que já mandou muito bem em O Homem Invisível, está de volta. A designer de produção Ruby Mathers e a figurinista Sarah Voon também entraram no time, garantindo que cada detalhe do filme entregue a vibe sombria que a gente adora.

E o elenco? Só nomes incríveis: Christopher Abbott (Possessor), Julia Garner, que brilhou em Ozark, Matilda Firth e Sam Jaeger, de The Handmaid’s Tale. Dá pra esperar atuações de arrepiar e personagens que vão ficar na memória.

A mistura de terror psicológico, aquela estética retrô que bate forte na nostalgia, e temas super atuais fazem de Lobisomem um dos filmes mais esperados do ano. É o tipo de produção que vai te fazer grudar na cadeira e, ao mesmo tempo, te deixar pensando depois que as luzes do cinema acenderem.

Agora é só contar os dias. O longa-metragem estreia dia 16 de janeiro, e, pelo que já vimos, tem tudo pra ser um daqueles filmes que todo mundo vai comentar. Te vejo no cinema?

Resumo da novela Vale Tudo de 10 de maio, sábado

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Foto: Reprodução/ Internet

Abaixo, confira o resumo da novela Vale Tudo do próximo sábado, 10 de maio – capítulo 036: Raquel está cada vez mais encurralada pelas pressões de Ivan, que exige a chave do cofre. Com um olhar firme, ela diz que não vai entregar nada — pelo menos, não agora. Pede um tempo para pensar, mas por dentro já sabe que precisa ganhar tempo para se proteger. Ivan sai frustrado, mas deixa claro que está perdendo a paciência.

Do outro lado, Fátima e César se unem num plano silencioso. Eles estão decididos a impedir que Raquel vá atrás de Marco Aurélio e revele qualquer informação. Desconfiados de suas intenções, já começam a armar uma estratégia para controlar seus passos.

Mais tarde, Raquel resolve ir ao banco e leva Gilda com ela, talvez para tentar disfarçar suas intenções. Mas no meio do caminho, o inesperado acontece: Gilda é atropelada por Olavo. A cena é desesperadora. Raquel corre para socorrê-la, o coração disparado, tentando manter a calma enquanto grita por ajuda.

Olavo, aflito, assume a responsabilidade e leva as duas para casa. Gilda está machucada, mas consciente. Raquel, ainda trêmula, agradece com os olhos marejados. Já dentro de casa, ela se apressa em esconder uma sacola — o conteúdo é um mistério, mas o jeito como ela a esconde revela o quanto aquilo é importante.

Enquanto isso, Solange, inquieta e com a cabeça cheia de dúvidas, faz um teste de gravidez. A espera pelo resultado parece uma eternidade. Ela ainda não contou para ninguém, mas seu olhar entrega o medo do que pode estar por vir.

Luciano, atento, percebe que Ivan está mais ansioso do que o normal. Ele tenta puxar conversa, mas Ivan disfarça. Mesmo assim, Luciano sabe que tem algo grande por trás desse nervosismo todo.

À noite, Fátima, determinada a descobrir o que a mãe está escondendo, toma uma atitude extrema: coloca um calmante na bebida de Raquel e Gilda. As duas acabam adormecendo profundamente. Em silêncio, Fátima começa a vasculhar a casa. Cada porta aberta, cada gaveta revirada carrega a tensão de quem procura por algo que pode mudar tudo.


Série de Harry Potter revela trio principal; descubra quem são os novos rostos de Hogwarts

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O Expresso de Hogwarts está prestes a partir novamente — desta vez rumo à HBO — com uma promessa que já está mexendo com o coração dos fãs: uma série totalmente nova, com cara de épico televisivo, que pretende adaptar cada livro da saga de J.K. Rowling com tempo, detalhes e, claro, muito feitiço. Mas enquanto a data de estreia segue trancada a sete chaves no cofre de Gringotes, o elenco começa a tomar forma — e que forma!

A produção ainda mantém mistério sobre o trio principal (Harry, Rony e Hermione), mas nomes de peso já foram confirmados para ocupar as cadeiras do corpo docente de Hogwarts. E o resultado é um verdadeiro desfile de talentos com magia no currículo e presença de palco digna de professores de bruxaria.

Um Dumbledore com gravidade e coração

A nova encarnação do professor Alvo Dumbledore será de ninguém menos que John Lithgow, premiado ator de filmes e séries como Conclave e The Crown. Lithgow tem aquela aura de autoridade misturada com sensibilidade que pode dar ao personagem uma profundidade ainda maior do que vimos nos cinemas. Um Dumbledore mais intelectual, talvez mais político, mas ainda assim com aquele olhar de quem sabe de segredos demais.

McGonagall afiada como uma pena de corvo

No papel da sempre firme e afiada Minerva McGonagall, entra Janet McTeer, conhecida por seu trabalho em A Rainha Branca e Ozark. Com presença de palco e voz que faz calar até os alunos da Sonserina, McTeer promete entregar uma McGonagall que é mais do que uma professora: uma força silenciosa dentro da resistência bruxa.

Snape com nova complexidade

Paapa Essiedu, que brilhou em I May Destroy You e Gangs of London, vai assumir o papel do enigmático e torturado Severo Snape. É uma escalação ousada e potente — Paapa tem um estilo introspectivo, quase imprevisível, que pode acentuar ainda mais a ambiguidade do personagem. Preparem-se para rediscutir o “Always”.

Um Hagrid versão bromance e caos

No lado mais acolhedor — e desajeitado — da escola, o gigante Rúbeo Hagrid será vivido por Nick Frost, comediante e ator de Todo Mundo Quase Morto. A escolha já arrancou sorrisos entre os fãs, que veem no ator britânico o equilíbrio perfeito entre humor, ternura e aquela vibe de tiozão que cuida de dragões no quintal.

E ainda: Quirrell, Filch e o silêncio sobre Voldemort

Outros nomes já confirmados incluem Luke Thallon como o misterioso Professor Quirrell — aquele mesmo, da nuca sinistra — e Paul Whitehouse como o insuportavelmente cismado Argus Filch, o zelador que odeia crianças quase tanto quanto ama sua gata.

Mas o assunto que realmente está azedando o suco de abóbora nos corredores do fandom é o vilão-mor: quem será o novo Voldemort?

A aposta quase unânime dos fãs recai sobre Cillian Murphy. O ator irlandês, conhecido por interpretar figuras intensas como Tommy Shelby em Peaky Blinders e o próprio Oppenheimer, já foi questionado sobre o papel — e respondeu com aquele sorrisinho de quem acabou de lançar uma maldição silenciosa. “É um personagem fascinante. Quem sabe?”, disse ao Omelete, jogando mais lenha na fogueira do que um dragão com indigestão.

Uma nova chance para viver Hogwarts com mais calma

A proposta da série é simples e promissora: um livro por temporada, dando espaço para que personagens secundários ganhem vida, arcos sejam aprofundados e eventos sejam vivenciados com mais impacto emocional. Coisas que os filmes, mesmo adorados, nem sempre conseguiram abraçar. J.K. Rowling está envolvida como produtora, o que garante fidelidade ao texto original — e inevitavelmente reacende polêmicas sobre sua figura pública. Mas na narrativa, pelo menos, a aposta é por um retorno ao espírito das páginas.

O que temos, por enquanto, é uma receita que mistura tradição com frescor: um novo elenco, a mesma Hogwarts (com efeitos atualizados), e uma nova geração prestes a descobrir que a cicatriz ainda arde quando o perigo está por perto.

E enquanto não vemos o novo Harry receber sua carta, seguimos acompanhando cada confirmação de elenco como se fosse um novo capítulo da série. Afinal, se tem algo que o universo bruxo sabe fazer bem, é manter o mundo trouxa em suspense.

Thunderbolts chega com tudo, mas bilheteria fica no vermelho

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Se você esperava que Thunderbolts fosse explodir nas telonas como um raio, a notícia é que o filme vai fechar com uma bilheteria modesta — algo em torno de US$ 390 milhões pelo mundo todo. Para um blockbuster que custou US$ 180 milhões e ainda levou mais US$ 100 milhões em divulgação, o desempenho pode parecer meio “sem faísca”. O filme fica atrás de outros lançamentos recentes da Marvel, como Eternos (US$ 401 milhões) e até do Adão Negro (US$ 393 milhões). Mas, calma, nem tudo é cinza nesse céu!

Nos Estados Unidos, o começo foi promissor: com US$ 76 milhões em poucos dias, Thunderbolts superou até o desempenho inicial de Shang-Chi e Eternos. O filme precisou de oito dias para passar da marca de US$ 100 milhões por lá — o que, para o MCU, é um resultado razoável, embora longe dos recordes. Na pré-estreia, o longa faturou US$ 11 milhões, quase igualando os US$ 12 milhões de Capitão América: Admirável Mundo Novo e ficando atrás apenas dos US$ 17,5 milhões de Guardiões da Galáxia Vol. 3.

Mas por que o filme não brilhou mais? Talvez porque Thunderbolts aposta numa turma meio “bad boys” do MCU: anti-heróis que estão longe daquele tradicional bonzinho da Marvel. Aqui o grupo é formado pelo Agente Americano John Walker (Wyatt Russell), a Viúva Negra Yelena Belova (Florence Pugh), o Guardião Vermelho Alexei Shostakov (David Harbour), o icônico Soldado Invernal Bucky Barnes (Sebastian Stan), a Fantasma (Hannah John-Kamen), e a Treinadora (Olga Kurylenko). E no comando, ninguém menos que a enigmática Valentina Allegra de Fontaine, interpretada pela super carismática Julia Louis-Dreyfus. Para completar o time, Lewis Pullman surge como Bob, o Sentinela.

Essa galera é perfeita para quem curte personagens com histórias tortuosas, dilemas éticos e aquele toque sombrio, muito diferente do clássico herói que sempre salva o dia com moral cristalina. O filme mergulha fundo nessa vibe “heróis com defeitos”, o que é um frescor dentro do MCU, mas pode não ter sido tão atraente para o público geral que prefere as aventuras tradicionais.

Além disso, Thunderbolts prepara o terreno para futuras histórias, abrindo portas para novas tramas e talvez até spin-offs — afinal, anti-heróis têm muito mais histórias para contar do que só “salvar o mundo”.

No fim das contas, Thunderbolts é aquele filme para os fãs que gostam de ver a Marvel explorar outros tons e nuances, saindo do lugar comum. E para quem curte personagens complexos, é um prato cheio!

E aí, você já viu? Curtiu a vibe dos anti-heróis tentando dar um jeito no mundo ou achou que faltou fogo nessa equipe? Conta aí!

James Gunn revela a importância de Superman e Pacificador no novo Universo DC

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Foto: Reprodução/ Internet

Enquanto os motores do novo Universo DC começam a esquentar sob a liderança criativa de James Gunn, a curiosidade dos fãs sobre como tudo se conectará ganha cada vez mais força. Mas se você esperava que cada novo lançamento fosse uma peça indispensável no grande quebra-cabeça da DC, talvez seja hora de ajustar as expectativas — e celebrar a liberdade narrativa que vem aí.

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Gunn falou com franqueza sobre o que realmente importa nesta primeira fase do novo DCU. E, para surpresa de muitos, deixou claro que nem todo projeto será essencial na construção da narrativa principal — pelo menos não de imediato.

“Superman é um pilar. Ele é fundamental para o que estamos construindo. O Pacificador também tem um papel importante nesse contexto maior. Já Comando das Criaturas… é divertido, tem seu valor, mas não é essencial para o arco central da história”, afirmou o diretor, sem rodeios.

A fala deixa evidente que, embora esteja construindo uma narrativa interconectada, Gunn está longe de adotar o modelo rígido que marcou a Fase 3 da Marvel. Em vez disso, seu plano é permitir que cada obra respire por si — com começo, meio e fim próprios — ao mesmo tempo em que algumas delas se entrelaçam sutilmente para quem estiver atento aos detalhes.

“Quero que qualquer pessoa possa chegar e assistir ao próximo capítulo sem sentir que precisa fazer uma maratona antes. Claro, se você viu tudo, ganha uma camada a mais de significado. Mas a ideia é que nenhuma história dependa completamente da outra. Pelo menos por enquanto”, explicou Gunn.

Ele ainda revelou que essa abordagem poderá mudar à medida que o universo crescer e se tornar mais complexo. E, como todo bom contador de histórias, usou uma analogia direta com o cinema de super-heróis que moldou a última década:

“Pode ser que no futuro tenhamos algo como Guerra Infinita e Ultimato, onde você realmente precisa ter visto o primeiro para entender o segundo. Mas neste momento, estamos priorizando acessibilidade. Você não precisa ver Superman para curtir Supergirl, por exemplo.”

Essa filosofia reflete um cuidado não apenas com a narrativa, mas também com o público. Ao invés de criar uma teia de interdependência sufocante, Gunn está oferecendo uma nova chance para os fãs — veteranos ou novatos — de entrarem nesse universo sem medo de se perder.

E falando em Superman, o novo filme protagonizado por David Corenswet (Pearl) promete ser mais do que apenas mais uma origem do herói: ele será o coração emocional e moral do novo DCU. O elenco já chama atenção: Rachel Brosnahan (A Maravilhosa Sra. Maisel) como Lois Lane, Nicholas Hoult (Nosferatu) como o carismático e ameaçador Lex Luthor, Skyler Gisondo (Licorice Pizza) como o fiel Jimmy Olsen e Wendell Pierce como o lendário editor Perry White, do Planeta Diário.

Ao lado dele, o Pacificador de John Cena segue firme como uma das figuras mais importantes dessa nova fase — trazendo não só o humor e a ação, mas também a complexidade moral que Gunn tanto gosta de explorar.

E o que dizer de Comando das Criaturas? Segundo Gunn, o projeto funciona como uma janela criativa, quase como um experimento paralelo — onde novos personagens e tons podem ser testados, sem a pressão de mover a narrativa principal adiante. Pense nele como um livro de contos dentro de um universo em construção.

O recado está dado: o novo DCU será uma mistura de liberdade criativa com planejamento estratégico. E se James Gunn cumprir o que promete, teremos um universo rico, acessível, surpreendente — onde cada história pode ser aproveitada individualmente, mas que, vistas em conjunto, revelarão algo muito maior.

Christopher Nolan apresenta A Odisseia: trailer inédito surpreende antes de Jurassic World: Recomeço

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Foto: Reprodução/ Internet

Você entra no cinema para ver Jurassic World: Recomeço e, de repente, a tela escurece. Antes dos dinossauros surgirem, um oceano revolto ocupa tudo. E, então, a voz grave de Matt Damon ecoa. Não há título, não há explosões — só o mar, a fúria dos deuses e o peso da memória. Está lançado o primeiro teaser trailer de A Odisseia, novo projeto de Christopher Nolan que adapta, com sua habitual densidade e precisão, o épico milenar de Homero.

Para quem esperava algo bombástico ou explicativo, o teaser entrega o oposto: silêncio, mistério e a promessa de uma jornada humana sob a pele de um poema imortal.

Por enquanto, o material está sendo exibido exclusivamente nos cinemas, antes de alguns títulos em cartaz, como Jurassic World: Recomeço. A Universal confirmou ao Omelete que a exibição em salas brasileiras começou nesta quinta-feira, 3 de julho. Na internet? Nada oficial até agora. Apenas cópias vazadas circulando nas redes sociais, que o próprio Omelete decidiu não divulgar.

O que o teaser revela — e o que esconde

O teaser abre com o mar. O som é abafado, quase onírico. A voz que ouvimos é de Odisseu, interpretado por Matt Damon, refletindo sobre os deuses, a guerra e a promessa do retorno. Na sequência, entra a voz do jovem Telêmaco, vivido por Tom Holland — seu rosto surge primeiro na tela, já lançando a pergunta que impulsiona todo o filme: “Onde está meu pai?”

Corta para Jon Bernthal, provavelmente vivendo algum líder grego ou confidente de Penélope. Ele responde que o paradeiro de Odisseu virou lenda. A partir daí, o teaser constrói imagens com o estilo típico de Nolan: rápidas, simbólicas, com ritmo emocional. Um exército marchando. Um homem em uma caverna. Um herói à deriva no mar.

Lupita Nyong’o aparece brevemente, em um figurino quase cerimonial, cercada por uma luz suave, possivelmente como uma deusa, uma feiticeira ou Penélope — não há confirmação oficial.

A prévia não entrega mais do que isso. E, por isso mesmo, instiga. O tom é sóbrio, melancólico e denso. Não parece um filme de ação, mas uma meditação sobre tempo, luto e legado.

Nolan mergulha na mitologia — mas não se afoga nela

Não é a primeira vez que A Odisseia é adaptada ao cinema. De Kirk Douglas a animações infantis, o poema homérico já foi revisitado sob vários olhares. Mas nunca sob a lente meticulosa de Christopher Nolan, conhecido por misturar lógica, emoção e complexidade em filmes como Interestelar, A Origem e Oppenheimer.

Aqui, o que se insinua é uma abordagem dupla: a jornada externa de Odisseu e a jornada interna de Telêmaco. Um pai tentando voltar. Um filho tentando entender. Dois homens separados pelo tempo, unidos pelo sangue.

É possível imaginar Nolan brincando com narrativas paralelas, com tempos cruzados, com visões distorcidas da memória. Mais do que fiel ao texto de Homero, ele parece interessado em cavar fundo nas consequências do heroísmo — o trauma da guerra, a persistência da ausência, a esperança do reencontro.

Um épico para tempos incertos

Odisseia não é apenas uma história sobre monstros e deuses. É sobre casa. Sobre o que se perde quando partimos — e o que sobrevive em nós quando tentamos voltar.

Numa era de guerras reais, deslocamentos forçados e buscas por pertencimento, talvez não haja narrativa mais urgente do que essa: a de um homem em ruínas navegando por mares imprevisíveis, tentando encontrar aquilo que sobrou do que um dia foi amor, lar e paz.

O que sabemos até agora?

  • Matt Damon interpreta Odisseu, o herói grego que tenta retornar a Ítaca após a Guerra de Troia.
  • Tom Holland vive Telêmaco, seu filho, agora jovem adulto em busca do pai.
  • Lupita Nyong’o e Jon Bernthal têm papéis ainda não confirmados oficialmente, mas já aparecem no teaser.
  • A trilha sonora está a cargo de Ludwig Göransson, colaborador de Nolan em Tenet e Oppenheimer.
  • A estreia do filme está prevista para 2026, mas sem data fechada.
  • O teaser está exclusivamente nos cinemas, e não há previsão de lançamento oficial online.

E agora?

Quem quiser ver o teaser de A Odisseia precisa fazer como os antigos viajantes: sair de casa e encarar a jornada. É preciso ir ao cinema, sentar na poltrona, silenciar o celular — e deixar-se conduzir por ventos antigos, que falam de deuses, destinos e despedidas.

Talvez não seja por acaso que Nolan decidiu exibir o teaser apenas nas telonas. Assim como Odisseu precisou atravessar o mundo para reencontrar o que era essencial, nós também somos convidados a sair da superfície e mergulhar no escuro do oceano. Lá onde o cinema ainda é ritual. Onde a imagem ainda surpreende. Onde a voz de um pai perdido ainda pode nos emocionar.

A&E estreia série inédita que desvenda assassinatos esquecidos no Velho Oeste

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Se você curte aquelas histórias reais de investigação que parecem ter saído direto de um filme de faroeste, mas com uma pegada moderna e cheia de reviravoltas, essa novidade do A&E vai ser a sua cara. A partir de quarta-feira, 9 de julho, estreia a série documental Casos Arquivados: Mortes no Velho Oeste — seis episódios que mergulham fundo em casos antigos, cheios de mistério e suspense, enterrados em delegacias de pequenas cidades e xerifes do interior dos Estados Unidos.

Aqui não tem caso simples, não. São crimes que pareciam impossíveis de resolver: assassinatos em terrenos tão remotos e complicados que até parecia que a natureza e o tempo conspiravam para que essas histórias caíssem no esquecimento. O que torna tudo mais interessante é que, ao contrário da ideia de que “não tem mais o que fazer”, muita coisa mudou — e a ciência, os avanços tecnológicos e a persistência da galera da polícia e das famílias envolvidas fizeram a justiça aparecer, mesmo depois de anos e anos.

O seriado é um spin-off de outro sucesso do canal, Casos Arquivados: Mortes no Pântano, mas dessa vez a vibe é outra: foco no Oeste americano, onde o silêncio das planícies esconde segredos cabeludos. Você vai conhecer histórias de gente que sofreu muito — e, pasme, cinco dos seis casos envolvem feminicídios. As vítimas? Muitas vezes esquecidas, subestimadas, e que só tiveram seus casos reabertos graças a DNA em fitas adesivas, genealogia genética, confissões inesperadas e muita investigação por trás dos bastidores.

No episódio de estreia, por exemplo, temos o intrigante “O mistério em Cuero, Texas”. Pam Shelly, uma mulher de 31 anos, foi encontrada morta no banheiro de casa, em 2001, vítima de um tiro na cabeça. Tudo indicava um suicídio, até que o detetive Carl Bowen começou a achar que a história não fechava. Ele insistiu, revisitou o caso e, anos depois, com provas novas e uma confissão bombástica, conseguiu que o parceiro de Pam fosse condenado a 22 anos de prisão. A série traz depoimentos emocionados da filha de Pam, familiares, amigos e os próprios investigadores que batalharam para que essa justiça fosse feita.

Além de trazer os detalhes de cada caso, a produção mistura imagens inéditas, entrevistas exclusivas e aquela sensação real de suspense que só a vida real pode proporcionar. Se você gosta de acompanhar como a ciência e a coragem de pessoas comuns conseguem mudar destinos, Casos Arquivados: Mortes no Velho Oeste vai virar seu novo vício.

Anota aí: estreia dia 9 de julho, só no A&E. Prepare a pipoca e se liga nessas histórias que mostram que, mesmo no meio do nada, a verdade sempre encontra um jeito de aparecer.

O Silêncio das Ostras: Filme mineiro emociona e denuncia os impactos humanos da mineração

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Foto: Reprodução/ Cred Olhar Filmes

Na tela, a poeira parece não assentar. A lama não seca. As palavras quase não saem — e talvez por isso o silêncio diga tanto. Em O Silêncio das Ostras, primeiro longa de ficção do premiado documentarista Marcos Pimentel, a tragédia de Brumadinho deixa de ser manchete e se transforma em carne, memória e ferida aberta. O filme estreou com aclamação no 26º Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e chega agora aos cinemas de todo o Brasil como uma das obras mais urgentes, sensíveis e necessárias do nosso tempo.

Narrado pelos olhos da pequena Kaylane (vivida com delicadeza por Lavínia Castelari), o filme não traz heróis nem respostas fáceis. Apenas sobreviventes. Gente comum, como tantas que vivem (ou sobrevivem) nas sombras da mineração em Minas Gerais. Kaylane nasceu e cresceu em um vilarejo de operários onde a paisagem é seca, o tempo é pesado e os sonhos… enterrados. À sua volta, o pai, silenciado por anos de trabalho insalubre; a mãe Cleude (Sinara Telles), exausta de carregar nas costas os cacos de uma vida que a mineração não poupou.

Entre perdas sucessivas, Kaylane aprende cedo a conviver com a despedida. Cresce sozinha, cercada por irmãos que seguem o mesmo destino dos pais, e encontra nos insetos e na natureza — o que ainda resta dela — sua forma de entender o mundo. Há um lirismo estranho e profundo nisso tudo. O filme nos convida a ver pelos olhos dela, a sentir por dentro aquilo que a terra parece gritar, mas ninguém escuta.

“O filme nasceu do desejo de revisitar lugares que foram esvaziados. A mineração não extraiu só o minério — arrancou também a alma dessas comunidades”, conta o diretor Marcos Pimentel. A ficção ganha ainda mais força quando entrelaçada a imagens reais dos rompimentos de barragens, como os de Fundão (2015) e Brumadinho (2019), tragédias que mataram centenas, destruíram ecossistemas e deixaram marcas que seguem pulsando — invisíveis para muitos, mas ainda muito vivas para quem ficou.

O Silêncio das Ostras não é um filme sobre o passado. É sobre o presente que insiste em não mudar. É sobre o cotidiano de quem viu a água virar lama, os vizinhos virarem nomes em placas e os sonhos virarem silêncio. “Retratamos uma dor que ainda é real”, reforça Pimentel.

Mais do que denúncia, o longa é um manifesto poético. Uma tentativa de reocupar os vazios — geográficos e afetivos — deixados pelas mineradoras. A trilha é o silêncio, mas a imagem fala. E como fala.

Foto: Reprodução/ Cred Olhar Filmes

A beleza que resiste

A fotografia do filme aposta em tons ocres, quase sem vida, que contrastam com a imaginação fértil de Kaylane. Ali onde tudo parece morto, ela encontra beleza. Onde muitos já não enxergam saída, ela ainda procura caminhos. Há uma doçura trágica nisso. Uma força que emociona.

Com atuações marcantes de Bárbara Colen, Lavínia Castelari, Sinara Telles e um elenco profundamente comprometido com a verdade da história, o filme transforma um cenário devastado em palco de resistência emocional. É sobre crescer no meio do fim do mundo. E, ainda assim, sonhar.

Estreia nacional

Além de Belo Horizonte, O Silêncio das Ostras entra em cartaz esta semana em diversas capitais e cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Manaus, Belém, Vitória, Londrina e Sorocaba.

Dica no Imovision: “Monster”, de Hirokazu Kore-eda, é um drama delicado, denso e absolutamente imperdível

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Foto: Reprodução/ Internet

Nem todo monstro grita. Alguns sussurram no corredor da escola, se escondem no silêncio de uma criança ou se disfarçam de mal-entendidos. Em “Monster”, novo filme do mestre Hirokazu Kore-eda, o que parece um simples drama escolar se transforma num delicado mosaico sobre culpa, empatia e as muitas formas de enxergar o outro — e a si mesmo.

Disponível no Imovision+, o longa é vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes e traz de volta o melhor de Kore-eda: a sensibilidade afiada, a paciência narrativa e uma capacidade única de encontrar humanidade nas frestas do cotidiano.

🧩 Um drama contado em três tempos — e nenhum deles é o que parece

Tudo começa quando uma mãe percebe que seu filho mudou. Algo está estranho. Silêncios longos demais, respostas curtas demais. Ela descobre que a causa pode estar dentro da escola — mais precisamente, numa sala de aula com um professor que parece esconder algo.

Mas aqui, nada é entregue de bandeja.

Em vez de um ponto de vista único, o filme rebobina a história três vezes, cada vez por olhos diferentes: a mãe, o professor, o menino. E a cada volta, o que parecia claro vira sombra. O julgamento cede espaço à dúvida. A fúria vira ternura. O monstro muda de forma.

🎬 Kore-eda no modo sutil devastador

Para quem conhece Kore-eda (Assunto de Família, Ninguém Pode Saber), sabe que ele não filma com pressa. Ele espera que a gente escute o não dito, veja o que não está na tela, sinta antes de entender. E Monster é exatamente isso: um filme que parece simples — até que não seja mais.

Com atuações tocantes, fotografia contida e um roteiro que trata o espectador com inteligência, o longa não grita lições de moral — ele convida ao desconforto, ao choro contido, à pausa após os créditos.

💡 Por que ver “Monster” agora?

  • Porque nem todo filme precisa responder — alguns só precisam provocar
  • Porque ver o mundo pelos olhos de uma criança muda tudo
  • Porque o cinema japonês nunca foi tão urgente, delicado e necessário
  • E porque Hirokazu Kore-eda é daqueles diretores que fazem você sair do filme pensando em você mesmo

📌 Ficha do filme:

  • Título original: Kaibutsu
  • Direção: Hirokazu Kore-eda
  • Duração: 126 min
  • Ano: 2023
  • País: Japão
  • Classificação: 12 anos
  • Contém: Drogas lícitas, violência e temas sensíveis
  • Onde ver: Imovision+

Dan Cândido & Matheus lançam “Para de Me Dar Moral” ao lado de Rayane & Rafaela — O hit que mistura humor e verdade do sertanejo universitário

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Depois de agitar o cenário musical com o projeto Open Mé, Dan Cândido & Matheus voltam a se destacar com uma novidade quente: o lançamento do single “Para de Me Dar Moral”, em colaboração com a dupla Rayane & Rafaela. O que chama atenção na música é a forma como ela fala sobre os desencontros amorosos, mas sem drama, com leveza e uma boa dose de bom humor.

Quando a parceria vira papo de amigo

Essa música nasceu de um encontro descontraído entre os quatro artistas, que logo perceberam ter algo a mais para criar juntos. Entre conversas e brincadeiras, surgiu uma faixa que soa como aquela conversa franca entre exs que tentam colocar um ponto final nas voltas e recaídas. “Foi um processo natural, sem pressão, onde cada ideia ganhou espaço para crescer”, contam Dan e Matheus, animados com o resultado.

Sertanejo com alma jovem e uma pitada de malícia

O diferencial da canção está justamente nessa mistura de autenticidade com um toque de ironia — nada pesado, só aquele deboche que faz a gente sorrir de si mesmo. Rayane & Rafaela refletem essa pegada com sua voz firme e o estilo que conquistou fãs pelo Brasil afora. “É uma música que tem a nossa cara: direta, forte e cheia de personalidade”, destacam as meninas.

Da caneta ao palco: quem são Dan Cândido & Matheus

Mais do que intérpretes, eles são nomes importantes na composição de hits para grandes nomes do sertanejo nacional. Com um olhar fresco para o gênero, eles investem numa mistura de letras autorais, melodias contemporâneas e uma vontade de manter o sertanejo conectado com o público jovem. O single “Grudou” foi só o começo de uma trajetória que promete muita inovação.

Open Mé: conectando a música ao lifestyle universitário

O lançamento faz parte de um movimento que vai além da música. O Open Mé, que já conta com mais de 110 grupos universitários pelo Brasil, cria experiências que juntam música, festa e cultura jovem, ressignificando o jeito de ouvir sertanejo. Goiânia foi o palco escolhido para dar vida a essa nova fase, com participações especiais que mostram a força dessa geração.

“Para de Me Dar Moral”: um convite para rir dos próprios tropeços

No fim das contas, a nova música é um reflexo do cotidiano da juventude, que encara as relações com sinceridade e leveza, mesmo quando o coração insiste em dar voltas. Com “Para de Me Dar Moral”, Dan Cândido & Matheus e Rayane & Rafaela entregam um som que vai fazer muita gente se identificar e, claro, cantar junto.

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