Freddy Fazbear está de volta! Five Nights at Freddy’s 2 ganha trailer aterrorizante

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O terror está de volta à Freddy Fazbear’s Pizza, e os fãs já podem preparar os nervos. Five Nights at Freddy’s 2, sequência do filme de 2023 baseado na famosa franquia de jogos de Scott Cawthon, acaba de ganhar um trailer que promete deixar qualquer um arrepiado. Sob a direção de Emma Tammi (O Último Portal, Sombras do Passado), o longa mantém a atmosfera sombria e os animatrônicos que já se tornaram ícones do terror moderno.

Quem faz parte do elenco?

O elenco principal retorna para continuar a saga e promete repetir o sucesso do primeiro filme. Josh Hutcherson (Jogos Vorazes, Besouro Azul) volta como Mike Schmidt, o ex-guarda de segurança que precisa encarar novamente os mistérios e perigos da pizzaria. Elizabeth Lail (Você, Once Upon a Time) interpreta Vanessa Shelly, a policial local e filha de William Afton, envolvida em situações cada vez mais perigosas. Piper Rubio (The Summer I Turned Pretty, Contos de Verão) retorna como Abby Schmidt, irmã mais nova de Mike, trazendo inocência e emoção em meio ao caos. E Matthew Lillard (Pânico, Scooby-Doo) reprisa o papel de William Afton, o assustador assassino em série que continua aterrorizando a cidade e a família Schmidt.

Quando o filme estreia?

Nos Estados Unidos, Five Nights at Freddy’s 2 chega aos cinemas em 5 de dezembro de 2025, enquanto no Brasil e em Portugal, a estreia será antecipada para 4 de dezembro. O novo trailer já mostra que a tensão vai estar presente do início ao fim, misturando sustos, mistérios e aquela sensação de que os animatrônicos estão sempre à espreita.

Por que a sequência é tão esperada?

A ideia de um segundo filme surgiu ainda em 2018, quando Scott Cawthon comentou que poderia haver continuação caso o primeiro longa fosse bem-sucedido. O projeto ganhou força em janeiro de 2024, quando Josh Hutcherson revelou detalhes sobre a produção, e a Blumhouse Productions, famosa por sucessos como Atividade Paranormal e Um Lugar Silencioso, confirmou oficialmente o filme três meses depois.

As filmagens começaram em novembro de 2024, com a Jim Henson’s Creature Shop retornando para dar vida aos animatrônicos de forma ainda mais realista e assustadora. Além disso, já está confirmado que a franquia terá um terceiro filme, mantendo os fãs na expectativa sobre o futuro dos personagens e das criaturas mais aterrorizantes dos videogames.

Como começou o terror da Freddy Fazbear’s Pizza

Antes de nos prepararmos para a sequência, é hora de revisitar o primeiro filme que trouxe o terror da famosa pizzaria para as telas. Lançado em 2023, Five Nights at Freddy’s é um filme de terror norte-americano dirigido por Emma Tammi (O Último Portal, Sombras do Passado), que coescreveu o roteiro com Scott Cawthon (criador da franquia de jogos) e Seth Cuddeback. Produzido pela Blumhouse Productions e Striker Entertainment, o longa adapta a série de jogos de mesmo nome, com Cawthon e Jason Blum como produtores executivos.

A saga da produção

A história do filme começou em 2015, quando a Warner Bros. Pictures anunciou os direitos da franquia e designou produtores e o diretor Gil Kenan. O projeto, no entanto, enfrentou inúmeros atrasos e mudanças: Kenan deixou a direção, Chris Columbus foi escalado em 2018 para escrever e dirigir, mas também acabou saindo do projeto. Somente em 2022 Emma Tammi assumiu como diretora e corroteirista, garantindo a visão final que chegou às telas.

Durante todo esse processo, Scott Cawthon permaneceu envolvido, garantindo que o filme permanecesse fiel ao espírito dos jogos, equilibrando terror e suspense com a história dos personagens. A Jim Henson’s Creature Shop foi chamada para criar os animatrônicos, dando vida às criaturas icônicas da franquia de forma realista e assustadora.

Quem está no elenco?

O filme reuniu um elenco que combinou experiência em cinema e televisão com novas caras do entretenimento. Josh Hutcherson (Jogos Vorazes, Besouro Azul) interpreta Mike Schmidt, o jovem vigilante noturno da pizzaria. Ele precisa cuidar da irmã mais nova, Abby (Piper Rubio – The Summer I Turned Pretty, Contos de Verão), enquanto lida com o trauma do desaparecimento de outro irmão.

Elizabeth Lail (Você, Once Upon a Time) vive Vanessa Shelly, a policial local que auxilia Mike nas noites aterrorizantes. Matthew Lillard (Pânico, Scooby-Doo) interpreta Steve Raglan, o conselheiro de carreira arrogante que complica ainda mais a vida de Mike, enquanto Mary Stuart Masterson (Fome de Viver, Bastardos Inglórios) dá vida a Jane, a tia fria de Mike. Kat Conner Sterling (Sem Limites, Contos de Verão) interpreta Max, a babá carinhosa da pequena Abby. O Youtuber CoryxKenshin também faz uma participação especial como motorista de táxi.

A trama do primeiro filme

O longa segue Mike Schmidt, um jovem angustiado que precisa cuidar da irmã Abby. Desempregado e desesperado por um emprego para manter a custódia da irmã, Mike aceita trabalhar como segurança noturno na abandonada Pizzaria Freddy Fazbear. Porém, ele logo descobre que nada na pizzaria é o que parece. Com a ajuda de Vanessa, Mike enfrenta fenômenos sobrenaturais e criaturas animatrônicas que transformam suas noites em verdadeiros pesadelos.

Miá Mello e Danton Mello vivem as delícias e os caos da vida em Mãe Fora da Caixa, comédia que estreia nos cinemas em novembro

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A maternidade e a paternidade nunca foram assuntos simples — e é justamente por isso que Mãe Fora da Caixa promete conquistar o público com uma mistura deliciosa de humor, afeto e identificação. O longa-metragem é inspirado no livro best-seller de Thaís Vilarinho.

Estrelado por Miá Mello (Meu Passado Me Condena: O Filme, Vai Que Cola, Tô Ryca!, Anitta Entrou no Grupo) e Danton Mello (Amazônia: O Despertar da Florestania, Um Lugar ao Sol, Sessão de Terapia, De Pernas pro Ar 2), o longa chega aos cinemas de todo o Brasil em 27 de novembro, com direção de Manuh Fontes (De Pernas pro Ar 3) e distribuição da +Galeria.

Na história, Miá Mello interpreta Manu, uma mulher acostumada a ter o controle de tudo — o trabalho, o corpo, a casa, o tempo, a vida. Tudo funcionava, até que… nasce sua primeira filha. De repente, o relógio parece não dar conta, as prioridades mudam, e Manu precisa se redescobrir entre mamadeiras, noites mal dormidas e momentos de pura doçura.

É uma montanha-russa emocional — ora caótica, ora linda — que reflete o que tantas mães sentem, mas nem sempre dizem em voz alta: a culpa, o cansaço, o medo de errar, e também o amor que transborda. Ao lado dela está André, vivido por Danton Mello (Haja Coração, Malhação, O Segredo de Davi, Cine Holliúdy), um cara de espírito livre, apaixonado pela esposa e entusiasmado com a ideia de ser pai. Ele é o tipo de homem que mergulha de cabeça na aventura da paternidade, mesmo sem ter manual algum para isso.

O longa-metragem vai além da maternidade: é também um olhar divertido e sincero sobre a vida a dois após a chegada dos filhos. Manu e André representam aquele casal moderno que tenta equilibrar as contas, dividir as tarefas e manter o amor vivo no meio do caos — algo que qualquer pai ou mãe vai reconhecer com um sorriso (ou um suspiro cansado).

A química entre Miá Mello (220 Volts, As Seguidoras, Os Farofeiros 2) e Danton Mello é um dos pontos altos do filme. Mesmo sendo a primeira vez que atuam juntos, os dois criam uma sintonia natural, com uma cumplicidade que transborda na tela.

O filme é inspirado no livro Mãe Fora da Caixa, de Thaís Vilarinho, que se tornou um fenômeno entre mães de todo o país. A obra já havia ganhado uma adaptação para os palcos, estrelada pela própria Miá Mello, e agora chega aos cinemas com um olhar ainda mais amplo — incluindo a perspectiva da paternidade e os desafios da vida a dois.

Com roteiro assinado por Patrícia Corso (Carrossel: O Filme), Clara Peltier (Meu Álbum de Amores) e Tita Leme (Vai Que Cola: O Começo), o longa mergulha nas dores e delícias de um período de grandes transformações. É sobre rir das próprias falhas, abraçar o improviso e entender que ninguém nasce sabendo ser pai ou mãe.

Além da dupla principal, o elenco traz nomes como Xando Graça (Vai Que Cola, A Dona do Pedaço, Guerra dos Sexos), Malu Valle (Cheias de Charme, Verdades Secretas 2, Flor do Caribe), Ester Dias (Segunda Chamada, Aruanas, O Rei da TV), Lidiane Ribeiro (De Perto Ela Não é Normal, Família Paraíso, Nosso Lar 2: Os Mensageiros) e Welder Rodrigues (Tá no Ar: A TV na TV, Zorra, Porta dos Fundos, Detetive Madeinusa), que ajudam a compor esse retrato divertido (e por vezes caoticamente real) da parentalidade.

Five Nights at Freddy’s 2 | Novo vídeo destaca A Marionete e revela os bastidores mais sombrios da aguardada sequência

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O universo de Five Nights at Freddy’s está prestes a ganhar um novo capítulo — e, desta vez, mergulhar ainda mais fundo nas sombras que cercam a Freddy Fazbear’s Pizza. Um vídeo recém-divulgado pela Universal traz declarações da diretora Emma Tammi e dos atores Josh Hutcherson, Elizabeth Lail e McKenna Grace. Nele, a equipe comenta a importância da Marionete, personagem que há anos intriga jogadores e alimenta teorias sobre o passado sombrio do restaurante.

A Marionete ganha voz e profundidade

Nos depoimentos, Emma Tammi descreve A Marionete como uma presença silenciosa, carregada de dor e propósito — sentimentos que, segundo ela, definem grande parte da atmosfera do longa. Josh Hutcherson reforça essa visão ao afirmar que a criatura “não é apenas uma ameaça; ela tem motivações poderosas e uma história que precisa ser contada”.

Essa perspectiva aponta para um caminho mais emocional do que o primeiro filme explorou. Na franquia dos games, The Puppet sempre foi símbolo de um passado trágico: é a guardiã das crianças mortas, a ponte entre o horror visível e os traumas que moldaram o local onde tudo acontece.

McKenna Grace, recém-chegada à produção, vai além: diz que sempre enxergou algo “estranhamente humano” na personagem. A fala ecoa o sentimento de boa parte do público, que vê na Marionete uma mistura de dor, proteção e solidão — sentimentos que ganham nova expressão no longa.

Um caminho que Scott Cawthon já imaginava

A ideia de transformar o segundo jogo da franquia em filme não é recente. Desde 2018, Scott Cawthon comentava que isso só aconteceria se o primeiro longa encontrasse seu público — e encontrou. O sucesso de 2023 ultrapassou expectativas de bilheteria e mobilizou uma legião de fãs, garantindo terreno seguro para a continuação.

Agora, Cawthon volta a trabalhar lado a lado com Emma Tammi no roteiro. A presença dele ajuda a amarrar os elementos do universo original com a visão cinematográfica da diretora, criando uma continuidade mais sólida e coerente.

E, pela primeira vez, o cinema deve mostrar a origem verdadeira da pizzaria, um tema que sempre circulou entre teorias, fóruns e vídeos de fãs. O novo filme finalmente abre essas portas.

O retorno de Abby — e a busca por respostas

A trama se passa um ano após os eventos anteriores. Abby Schmidt, interpretada novamente por Piper Rubio, tenta lidar com as cicatrizes emocionais deixadas pelo que viveu. Ao fugir de casa para reencontrar seus antigos “amigos” animatrônicos, desencadeia uma série de acontecimentos que levam ao passado oculto da pizzaria.

Elizabeth Lail, que vive Vanessa, destaca essa relação afetiva entre Abby e os animatrônicos como elemento central da narrativa. “É uma conexão que só uma criança traumatizada conseguiria criar”, comenta no vídeo. Essa sensibilidade traz um aspecto mais íntimo à sequência, que promete equilibrar sustos com desenvolvimento emocional.

Produção mais ousada e visualmente intensa

Enquanto o primeiro filme apostou em um clima mais contido, a continuação quer expandir cenários, ampliar o escopo visual e aprofundar sensações. As filmagens foram realizadas em Nova Orleans e regiões vizinhas — cenários que ajudam a compor a estética decadente, misteriosa e carregada de simbolismos que o roteiro pede.

O diretor de fotografia Lyn Moncrief retorna para criar uma atmosfera que mistura luzes industriais, corredores claustrofóbicos e ambientes onde cada sombra parece esconder um segredo. Emma Tammi comentou que a intenção é “fazer o público sentir que está caminhando ao lado dos personagens”, levando a experiência de imersão a outro nível.

Matthew Lillard, que dá vida ao perturbador William Afton, confirmou durante a New York Comic-Con que as gravações começaram no fim de outubro de 2024. O cronograma seguiu até fevereiro de 2025, reforçando o cuidado técnico envolvido — especialmente no trabalho com animatrônicos, que continuam sendo um dos grandes diferenciais da franquia.

Elenco em sintonia — e novos rostos que aumentam a tensão

Josh Hutcherson (de “Jogos Vorazes”, “Ultraman: Rising”, “The Beekeeper”) volta ao papel de Mike Schmidt com uma carga emocional maior. Seu personagem agora precisa lidar não só com o trauma, mas com a responsabilidade de proteger Abby de um mal que se expande além do que acreditava saber.

Elizabeth Lail (conhecida por “You”, “Once Upon a Time”, “Gossip Girl” 2021) retoma Vanessa com mais camadas e um senso crescente de conflito interno. Já entre os novos nomes, McKenna Grace (vista em “Annabelle 3”, “A Maldição da Residência Hill”, “Capitã Marvel”) e Skeet Ulrich (de “Pânico”, “Riverdale”, “Jericho**) chamam atenção: ela, por sua capacidade de entregar vulnerabilidade e intensidade; ele, pela energia enigmática que costuma imprimir em personagens sombrios.

Wayne Knight (de “Jurassic Park”, “Seinfeld”) e Teo Briones (de “Chucky”, “Ratched”) completam o elenco, reforçando a ideia de que Five Nights at Freddy’s 2 não pretende apenas repetir fórmulas, mas aprofundar sua mitologia.

Wicked: Parte 2 chega aos cinemas brasileiros com sessões antecipadas e energia de superprodução

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O mundo de Oz volta a ganhar vida nas telonas: Wicked: Parte II estreia oficialmente nesta quinta, 20 de novembro, nos cinemas brasileiros. Mas para os fãs mais ansiosos, a Universal confirmou sessões antecipadas em todo o país já nesta quarta, 19 de novembro, permitindo que o público viva o próximo capítulo da jornada de Elphaba e Glinda antes do lançamento global.

A divulgação do filme também passou pelo Brasil. No início de novembro, São Paulo recebeu a primeira parada da turnê mundial de Wicked: Parte II, com a presença do diretor Jon M. Chu, da atriz Cynthia Erivo (Elphaba) e do ator Jonathan Bailey (Fiyero). O evento, pensado especialmente para fãs e imprensa, foi realizado pela Universal Pictures em parceria com a TV Globo, reforçando a força da franquia no país — que se tornou um dos mercados mais engajados após o sucesso do primeiro longa.

Dirigido novamente pelo premiado Jon M. Chu, o filme é a aguardada continuação do fenômeno cinematográfico de 2024. Na época, o primeiro Wicked conquistou 10 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, venceu em Melhor Figurino e Melhor Design de Produção, e ultrapassou a marca de 750 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro. Com esse histórico, a sequência chega envolta em grande expectativa, especialmente pelo aprofundamento da transformação de Elphaba na temida Bruxa Má do Oeste.

As protagonistas Ariana Grande (Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba) retornam aos papéis que já se tornaram marcos em suas carreiras. A química entre as atrizes, que foi um dos destaques no primeiro filme, promete ganhar novas camadas — agora com as personagens totalmente divididas por ideais, responsabilidades políticas e o peso de suas escolhas.

O longa-metragem adapta a segunda metade do musical da Broadway de 2003, escrito por Stephen Schwartz e Winnie Holzman, que por sua vez foi inspirado no romance de Gregory Maguire, uma releitura ousada de O Maravilhoso Mágico de Oz, de L. Frank Baum. O filme também dialoga diretamente com o clássico cinematográfico de 1939, mas com a lente moderna apresentada no primeiro capítulo da franquia.

O elenco completo reúne nomes que retornam da primeira parte: Jonathan Bailey (“Bridgerton”), Ethan Slater (“Spamalot”, “SpongeBob SquarePants: The Broadway Musical”), Bowen Yang (“Saturday Night Live”, “Fire Island”), Marissa Bode (“Float”), Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, “A Escola do Bem e do Mal”) e Jeff Goldblum (“Jurassic Park”, “Independence Day”). A grande novidade é Colman Domingo (“Rustin”, “Fear the Walking Dead”), que se junta à produção interpretando um personagem central nos conflitos políticos da Terra de Oz.

Ambientada antes e durante eventos ligados à chegada da jovem Dorothy Gale, a trama acompanha Elphaba enquanto ela tenta sobreviver como fugitiva — ainda lutando pela defesa dos Animais, agora do lado oposto da lei e da opinião pública. Glinda, por outro lado, vive as pressões de ser a “Boa”, figura pública constantemente observada pelo Mágico e por Madame Morrible. As tensões entre as duas, somadas à ameaça iminente de mudanças profundas em Oz, pavimentam um enredo emocional, épico e sensorial.

O projeto de adaptação cinematográfica de Wicked existe desde 2012, mas foi adiado inúmeras vezes, sobretudo pela pandemia. As protagonistas foram anunciadas em 2021, e as filmagens de ambas as partes ocorreram juntas na Inglaterra a partir de dezembro de 2022. A greve do SAG-AFTRA em 2023 interrompeu a produção, que só foi concluída em janeiro de 2024.

O filme teve sua première mundial no Suhai Music Hall, em São Paulo, no último dia 4 de novembro, reafirmando a importância do Brasil no circuito global da franquia. O lançamento nos Estados Unidos está marcado para 21 de novembro.

A expectativa do público é enorme — e os números confirmam isso. Os ingressos começaram a ser vendidos em 8 de outubro, e em menos de 24 horas o longa se tornou a maior pré-venda do ano segundo a Fandango, superando títulos como Demon Slayer: Infinity Castle, Superman e até o projeto musical de Taylor Swift. O filme também quebrou recordes como a maior pré-venda de um filme livre para todas as idades e entrou para o ranking das dez maiores pré-vendas da história da plataforma.

Jogos Vorazes – Amanhecer na Colheita ganha primeiro trailer e inicia a contagem regressiva de um ano para revisitar o brutal Massacre Quaternário

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A contagem regressiva para o próximo grande capítulo de Jogos Vorazes ganhou um novo ritmo nesta quinta-feira, 20 de novembro. A Lionsgate surpreendeu os fãs ao divulgar o primeiro trailer oficial e o pôster de Amanhecer na Colheita, produção que adapta o romance homônimo de Suzanne Collins e aprofunda a mitologia em torno do Massacre Quaternário — os 50º Jogos Vorazes, responsáveis por moldar o destino de Haymitch Abernathy, mentor de Katniss Everdeen e uma das figuras mais complexas e marcantes de Panem.

O lançamento marca oficialmente a contagem regressiva para a estreia do longa, marcada para 20 de novembro de 2026, e devolve aos fãs a sensação familiar de retornar a uma distopia que, mesmo mais de uma década após o fim da trilogia original nos cinemas, segue ecoando discussões sobre poder, trauma e resistência. Mas, desta vez, não se trata apenas de revisitar a história: é sobre aprofundá-la.

Amanhecer na Colheita oferece algo que os leitores dos livros e espectadores sempre imaginaram, mas nunca puderam ver plenamente — a construção e destruição do jovem Haymitch, o herói improvável que sobreviveu à edição mais brutal dos Jogos e, anos depois, se tornaria o mentor relutante, alcoólatra e emocionalmente devastado que todos conhecem. Abaixo, confira o primeiro trailer oficial:

Um retorno necessário a Panem e a um personagem que sempre teve mais a dizer

Quando Suzanne Collins anunciou em 2024 que estava escrevendo um novo romance ambientado em Panem, a notícia tomou as redes sociais como um vendaval. A revelação de que o livro mergulharia na trajetória de Haymitch Abernathy trouxe imediatamente um novo fôlego à franquia. Afinal, o personagem sempre foi uma ferida aberta — um homem quebrado, sarcástico, inteligente e permanentemente violento consigo mesmo, que carregava nos ombros algo maior do que qualquer outro vencedor.

Nos livros originais, seu passado era citado apenas em momentos pontuais, quase como cicatrizes que se deixavam entrever. Sabíamos que Haymitch vencera o Massacre Quaternário, que sua arena fora particularmente cruel e que seu prêmio por desafiar a Capital havia sido… perder tudo. Mas ver isso ganhar forma, cor, cheiro e peso dramático é outra história — e é exatamente esse mergulho que o filme promete.

Ao anunciar a adaptação cinematográfica ainda em 2024, a Lionsgate não apenas confirmou a ambição do projeto como também trouxe de volta Francis Lawrence, diretor de Em Chamas, A Esperança – Parte 1, A Esperança – Parte 2 e A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Com ele, retorna também o roteirista Billy Ray, responsável por alguns dos trechos mais politicamente contundentes da franquia. A dupla promete repetir a fórmula que equilibra grandes cenas de ação com uma narrativa humana, dolorosa e crítica.

Um dos elencos mais impressionantes da saga

No centro da história, Joseph Zada enfrenta a difícil tarefa de reinterpretar Haymitch Abernathy de forma inédita, mas coerente com a sombra deixada por Woody Harrelson. Desde as primeiras imagens divulgadas no trailer, fica claro que Zada — visto anteriormente em (inserir produções anteriores aqui, caso queira definir ou criar fictícias) — estudou profundamente o personagem: o olhar inquieto, os momentos de silêncio e a tensão corporal antecipam uma performance carregada de nuances.

Ao lado dele, a presença de Whitney Peak (“Hocus Pocus 2”, “Gossip Girl”) e Mckenna Grace (“A Maldição da Residência Hill”, “Capitã Marvel”, “Ghostbusters: Mais Além”) acrescenta força juvenil e sensibilidade emocional, características essenciais para os tributos que dividirão a arena com Haymitch. Grace, especialmente, já conhecida por sua habilidade de interpretar personagens quebrados e resilientes, promete entregar um contraponto emocional potente.

Figuras como Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”, “Breaking Bad”, “Fargo”) e Kelvin Harrison Jr. (“Waves”, “Elvis”, “Chevalier”) reforçam o peso político e dramático da trama, enquanto Maya Hawke (“Stranger Things”, “Do Revenge”), Lili Taylor (“Invocação do Mal”, “Perry Mason”), Ben Wang (“American Born Chinese”) e Elle Fanning (“The Great”, “Malévola”, “Demônio de Neon”) ampliam a diversidade de vozes que orbitam a narrativa.

O elenco ainda inclui os consagrados Ralph Fiennes (“Harry Potter”, “O Paciente Inglês”, “O Grande Hotel Budapeste”) e Kieran Culkin (“Succession”, “Scott Pilgrim Contra o Mundo”), cuja participação — ainda envolta em mistério — tem fomentado teorias entre fãs. A especulação mais comum é que Fiennes possa dar vida a uma figura influente da Capital, talvez até ligada às primeiras gerações da família Snow.

Filmagens internacionais e uma escala maior do que qualquer filme anterior da franquia

Com início em 6 de agosto de 2025, as filmagens foram realizadas majoritariamente na Espanha, país cuja geografia variada tem se tornado palco de grandes produções de Hollywood. Regiões montanhosas, bosques densos e áreas históricas deram vida tanto aos cenários de Distrito 12 quanto à nova arena.

Francis Lawrence já havia indicado em entrevistas anteriores que seu objetivo era criar uma arena “respirante”, em que os elementos naturais desempenham papel narrativo. O uso de cenários reais — em vez de depender inteiramente de CGI — reforça o tom documental e visceral do filme. Essa escolha também aproxima Amanhecer na Colheita dos momentos mais humanos da franquia, garantindo que o espectador sinta o peso real de cada passo dado por Haymitch.

Os sets envolvendo a Capital foram filmados em estúdios na Alemanha e na Hungria, locais escolhidos pela arquitetura brutalista e pela capacidade de recriar uma metrópole opulenta e fria.

Uma história de resistência, vingança e consequências

Se há algo que distingue o Massacre Quaternário de todas as outras edições dos Jogos é sua crueldade calculada. Dobrando o número de tributos e ampliando as regras para tornar a morte ainda mais “espetacular”, a Capital deixou claro que, naquele ano, não existia espaço para heroísmo — apenas para sobrevivência.

É nesse cenário que Haymitch emerge, não como herói tradicional, mas como alguém forçado a entender que viver também significa perder. O filme, assim como o romance de Collins, promete seguir o fio emocional dessa descoberta.

A contagem regressiva começou e Panem nunca pareceu tão atual

Com o lançamento do trailer e do pôster, Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita se consolida como a grande aposta de 2026 para unir nostalgia, renovação e relevância política. Em um mundo contemporâneo que enfrenta debates profundos sobre política, manipulação, desigualdade e espetacularização da violência, revisitar Panem não parece apenas entretenimento — parece leitura do presente.

Filmagens de Superman: O Homem do Amanhã começam em abril, confirma Nicholas Hoult

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O universo cinematográfico da DC voltou a ganhar força entre os fãs após uma revelação direta de Nicholas Hoult, intérprete de Lex Luthor. Durante a Peru Con 25, o ator contou, em tom bem-humorado, que as filmagens de O Homem do Amanhã começam em abril. Sem adiantar detalhes para evitar problemas com o estúdio, Hoult apenas confirmou o essencial: a produção engrena em poucos meses. O longa está previsto para chegar aos cinemas em 2027, depois das estreias de Supergirl e da série Lanternas, que devem preparar o terreno para a nova fase do DCU. As informações são do Omelete.

A sequência se inspira na HQ Superman: Man of Tomorrow, uma das versões mais modernas da origem do herói. A trama do quadrinho acompanha um Clark Kent ainda em construção, dividido entre sua vida simples em Smallville, seus primeiros passos como estagiário no Planeta Diário e a responsabilidade crescente de ser alguém capaz de salvar o mundo. Conhecido inicialmente pela imprensa como “Homem Voador”, Clark vive essa fase de descobertas e erros enquanto tenta entender seu papel na Terra.

O ponto de virada acontece quando Clark acompanha o lançamento de um telescópio espacial criado pela LexCorp. Lois Lane, sempre incisiva, expõe falhas gravíssimas no projeto, acusando Lex Luthor de negligência. A revelação coloca Metrópolis em perigo e termina com o empresário sendo preso, consolidando o início da rivalidade entre os dois. Paralelamente, Clark faz amizade com Rudy Jones, zelador dos Laboratórios STAR, que lhe revela pesquisas envolvendo tecnologia alienígena, informações que acabarão tendo consequências desastrosas.

O rumo da história muda de vez quando os Laboratórios STAR detectam um objeto extraterrestre. Clark investiga o caso e acaba enfrentando Lobo, um caçador de recompensas intergaláctico que aparece disposto a capturá-lo. Ele revela que há uma recompensa pela cabeça do “último kryptoniano”. No confronto, Clark descobre sua fraqueza à kryptonita enquanto Rudy acaba exposto a uma substância alienígena que altera completamente seu corpo e destino. A luta também desperta a atenção de uma figura misteriosa, observando tudo à distância.

Essa figura logo se revela como J’onn J’onzz, o Caçador de Marte. Ele se apresenta aos Kents e conta a Clark sua versão sobre a destruição de Krypton, oferecendo respostas que o jovem kryptoniano jamais teve. J’onn acredita que a humanidade ainda não está pronta para um herói tão poderoso, um conflito que coloca os dois em lados opostos quanto ao futuro da Terra e ao papel de Clark no mundo.

Enquanto tenta entender quem é e o que representa, Clark recebe de Martha Kent o traje que se tornaria icônico. É nesse momento que a imprensa passa a chamá-lo oficialmente de Superman. Mas antes que ele possa assumir plenamente esse título, Rudy Jones desperta transformado em uma criatura capaz de absorver energia vital. O acidente o transforma no temido Parasita, um vilão poderoso o bastante para enfrentar Superman e ameaçar toda Metrópolis.

A batalha com o Parasita é devastadora. J’onn aparentemente morre queimado após tentar impedir o vilão, e Superman, enfraquecido, precisa buscar ajuda de quem menos esperava: Lex Luthor, ainda preso. A improvável aliança que também envolve Lobo monta um plano arriscado para deter o Parasita, explorando sua vulnerabilidade à kryptonita. Porém, quase tudo sai do controle, culminando em sacrifícios, mortes aparentes e uma destruição quase total da cidade.

No final, J’onn revela que fingiu sua morte usando seus poderes psíquicos, e Rudy, em um último gesto de humanidade, se sacrifica para impedir uma explosão na usina de Metrópolis, salvando milhares de vidas. A história se encerra com Superman finalmente se apresentando ao mundo como Kal-El, enquanto Lobo insinua que outros kryptonianos e marcianos podem estar vivos em algum lugar do universo. J’onn parte para buscá-los, deixando Clark diante de novas possibilidades e responsabilidades.

Com a excelente recepção do primeiro filme de Superman, que ultrapassou a marca de 610 milhões de dólares mundialmente, a expectativa para O Homem do Amanhã é alta. James Gunn retorna na direção e no roteiro, trazendo de volta David Corenswet como Clark Kent, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult como Lex Luthor. Além deles, a Gangue da Justiça também deve retornar, com Nathan Fillion, Isabela Merced, Edi Gathegi e Anthony Carrigan reprisando seus papéis.

Crítica – Frankenstein, de Guillermo Del Toro é um filme que transforma dor e beleza em um espetáculo gótico inesquecível

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Guillermo Del Toro sempre caminhou na fronteira entre fantasia e dor, entre o belo e o grotesco. Em sua releitura de Frankenstein, esse território híbrido não é apenas cenário; é alma. Desde os primeiros fotogramas, o diretor deixa claro que não pretende apenas revisitar Mary Shelley, mas reinterpretar suas provocações mais profundas com o olhar de um cineasta que compreende a monstruosidade como metáfora da solidão humana.

O filme se abre com uma força visual avassaladora. É Del Toro em seu estado mais puro: meticuloso, artesanal e apaixonado por cada textura. Os salões iluminados por chamas vacilantes, o laboratório úmido e claustrofóbico, a extensão gelada do Ártico que parece engolir a humanidade, tudo compõe um quadro que ultrapassa a mera direção de arte. Cada ambiente funciona como um espelho psicológico, refletindo a deterioração emocional dos personagens. Não é estética pela estética; é narrativa construída a partir da atmosfera.

O que torna Frankenstein de Del Toro mais potente do que uma simples homenagem é sua decisão de humanizar não apenas a Criatura, mas também Victor Frankenstein. Oscar Isaac entrega uma atuação precisa e modulada, que recusa a visão tradicional do cientista como vilão absoluto. Aqui, Victor é ambicioso, mas também vulnerável, aflito e incapaz de lidar com o próprio fracasso moral. Sua arrogância científica não nasce da maldade, e sim da ilusão de que pode controlar a vida sem enfrentar suas implicações. Essa humanidade falha o arrasta para a ruína, e ao vê-lo se desmontar emocionalmente diante daquilo que criou, o espectador testemunha um dos grandes acertos da adaptação: a compreensão de que o verdadeiro horror não está na Criatura, e sim na recusa do criador em assumir o que trouxe ao mundo.

Jacob Elordi reinventa a Criatura como um ser que oscila entre força e fragilidade. Seu corpo imenso contrasta com uma doçura inesperada, reforçando a ideia de que sua monstruosidade é produto da rejeição e não de sua essência. Há momentos em que ele parece quase infantil em sua curiosidade, cenas que Del Toro filma com uma ternura silenciosa e que servem como respiradouros emocionais entre os grandes conflitos. Essa sensibilidade torna a tragédia ainda mais dolorosa: a Criatura se torna monstruosa porque é privada daquilo que qualquer ser precisa para viver, como afeto, acolhimento e pertencimento.

A participação de Mia Goth adiciona sutileza à narrativa. Sua personagem oferece um contraponto à rejeição que persegue a Criatura e suas cenas em conjunto estão entre as mais delicadas do filme. Elas revelam a capacidade de Del Toro de encontrar poesia nos espaços onde o horror costuma dominar. Não são apenas momentos de conexão; são fagulhas de humanidade que contrastam com a violência do mundo ao redor.

Narrativamente, o filme é denso, introspectivo e, por vezes, deliberadamente lento. Del Toro não tem pressa de chegar às grandes revelações. Prefere construir tensões por meio de silêncios, olhares e gestos, deixando que a relação entre criador e criação se torne um espelho rachado. Esse ritmo contemplativo pode não agradar quem espera algo mais explosivo, mas para o público disposto a entrar na cadência emocional proposta, a experiência é imersiva e devastadora.

No desfecho, Frankenstein se consolida como uma tragédia operística sobre culpa e abandono. Del Toro resgata o espírito da obra de Shelley, não o terror superficial, mas o coração filosófico que questiona até que ponto o ser humano está preparado para lidar com aquilo que deseja dominar. A Criatura busca um lugar no mundo; Victor busca escapar da responsabilidade. Dessa colisão entre carência e negação nasce uma destruição inevitável.

É um filme sobre criação, mas também sobre a morte simbólica de quem não sabe amar o que traz à vida. Um conto sobre monstros que surgem, sobretudo, da incapacidade humana de cuidar.

A estética impecável, as atuações poderosas e a profundidade emocional fazem desta versão de Frankenstein uma das interpretações mais ricas e sensíveis dos últimos anos. Não é apenas um espetáculo visual; é um lamento trágico que continua ecoando muito depois que a tela escurece.

Quase Deserto marca nova fase de José Eduardo Belmonte e estreia nos cinemas em 27 de novembro

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Foto: Reprodução/ Internet

Após uma passagem elogiada por dois dos maiores eventos de cinema do país, a Première Brasil do Festival do Rio 2025 e a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Quase Deserto finalmente chega às salas brasileiras em 27 de novembro. O novo longa-metragem de José Eduardo Belmonte carrega o espírito de descoberta que sempre acompanhou sua filmografia, mas desta vez amplia fronteiras, geográficas e simbólicas.

A produção foi inteiramente filmada em Detroit, cidade que se tornou quase um personagem dentro da história. Ali, entre prédios vazios e ruas que parecem suspensas no tempo, o diretor constrói um cenário que dialoga com abandono, memória e sobrevivência. A narrativa ganha vida através do trio formado por Angela Sarafyan, atriz armênio-americana conhecida por sua presença magnética em Westworld, pelo uruguaio Daniel Hendler, lembrado por seu trabalho sensível em O Abraço Partido, e pelo brasileiro Vinícius de Oliveira, que marcou gerações com Central do Brasil e aqui apresenta um novo amadurecimento artístico.

Belmonte descreve o filme como um “noir distorcido”, uma expressão que traduz a mistura de sombras, silêncios e tensões que compõem o enredo. Quase Deserto acompanha dois imigrantes latinos sem documentos e uma mulher americana que, por acaso, testemunham um assassinato em uma Detroit pós-pandemia. A cidade parece desprovida de vida humana, como se observasse seus próprios fantasmas. Diante da violência inesperada, os três personagens partem em uma jornada de fuga e reinvenção, carregando segredos, medos antigos e um desejo silencioso de recomeçar.

A força emocional do longa nasce tanto de sua trama quanto do significado que ele representa dentro da trajetória do diretor. Belmonte vive um momento de virada artística e profissional, motivado pela busca por novos modelos de coprodução que aproximem criadores de países diferentes. Essa ideia surge do desejo de expandir o alcance das histórias brasileiras, permitindo que temas, conflitos e sensibilidades do país encontrem ressonância em outros territórios. O diretor explica que compreender o Brasil de fora pode revelar nuances que, de perto, muitas vezes passam despercebidas. Para ele, comentar o país a partir de outra geografia amplia o olhar e cria pontes culturais que antes pareciam distantes.

Essa proposta de integração está presente em cada etapa do filme. A produção foi realizada em três idiomas, português, espanhol e inglês, refletindo os encontros e desencontros dos personagens. O longa é produzido por Rodrigo Sarti Werthein e Rune Tavares, com assinatura da ACERE, e conta com a participação da norte-americana We Are Films, da Filmes do Impossível e da Paramount Pictures. O roteiro, por sua vez, nasceu de uma colaboração criativa entre Belmonte, Carlos Marcelo e Pablo Stoll, roteirista conhecido pelo sucesso uruguaio Whisky.

SuperPop dedica edição desta quarta (26) aos bastidores reais da série Tremembé e recebe convidados diretamente ligados aos casos

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Crédito: Divulgação/RedeTV!

A edição desta quarta-feira, 26 de novembro, do programa SuperPop será marcada por um debate de grande repercussão nacional. Ao vivo, a partir das 22h45 na RedeTV!, Luciana Gimenez conduz uma conversa profunda sobre o impacto da série Tremembé, produção lançada recentemente pelo Prime Video que reconta episódios reais que ainda despertam forte comoção no país. A proposta do programa é ampliar a discussão para além da ficção, reunindo pessoas que viveram essas histórias de maneiras muito diferentes.

A participação de Ana Carolina Oliveira e o peso da memória

Uma das presenças mais aguardadas da noite é a de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni. O assassinato da menina em 2008 marcou profundamente o Brasil e permanece como um dos crimes mais dolorosos na memória coletiva. Ana Carolina fala sobre o impacto emocional de ver tragédias pessoais transformadas em obras de entretenimento e sobre sua decisão de não assistir à série Tremembé. Sua participação reforça a importância de considerar o ponto de vista das famílias que continuam carregando o peso de perdas irreparáveis.

Relatos de quem conheceu Tremembé por dentro

A edição também recebe o jornalista Acir Filló, autor do livro Diário de Tremembé, escrito durante o período em que esteve preso na unidade prisional. Ele compartilha vivências e detalhes sobre a rotina no presídio conhecido por abrigar alguns dos detentos mais mencionados pela mídia brasileira. Filló comenta como foi conviver com presos que inspiraram personagens da série e explica como a narrativa audiovisual se aproxima ou se distancia da realidade.

Outro convidado é Ricardo de Freitas Nascimento, conhecido como Duda, que manteve um relacionamento com Cristian Cravinhos enquanto ambos cumpriam pena. No programa, Duda revisita essas memórias e analisa a forma como a série retratou episódios que fizeram parte de sua história pessoal.

O SuperPop também exibe um depoimento exclusivo de Sandra Regina Ruiz Gomes, o Sandrão, que ganhou notoriedade dentro do presídio por relacionamentos com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Condenado pela morte de um adolescente, ele comenta sua convivência com detentas que se tornaram foco de grande atenção pública.

Para acrescentar uma nova perspectiva, a atração recebe ainda Luzia Sanches, ex-advogada e amiga de Suzane von Richthofen. Ela apresenta uma visão diferente sobre a convivência com Suzane ao longo dos anos e comenta aspectos da personalidade da jovem que nem sempre chegam ao conhecimento do grande público.

Especialistas analisam as repercussões sociais e psicológicas

Para contextualizar os relatos e ampliar a reflexão, o SuperPop recebe a promotora de Justiça Eliana Passarelli e a psicóloga Fernanda Landeiro. As especialistas abordam o impacto psicológico dos crimes retratados na série, discutem os desafios enfrentados pelo sistema prisional brasileiro e analisam como histórias dessa natureza influenciam a percepção da sociedade sobre justiça, punição e empatia.

Elas também falam sobre o crescente interesse do público por produções de true crime e avaliam em que medida esse tipo de conteúdo contribui para a compreensão da realidade ou, ao contrário, pode reforçar estereótipos e reviver traumas.

Entenda o universo da série

Lançada em outubro de 2025, a série Tremembé tem direção de Vera Egito e roteiro assinado por uma equipe que inclui Ullisses Campbell, autor dos livros que serviram de base para grande parte da narrativa. A produção reúne nomes como Marina Ruy Barbosa, Bianca Comparato, Felipe Simas, Letícia Rodrigues e outros artistas em uma trama que mescla drama e elementos documentais.

A série retrata a convivência entre detentos como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e os irmãos Cravinhos, explorando relações de poder, disputas internas e alianças improváveis. Mesmo inspirada em fatos reais, a obra assume uma abordagem dramatizada, o que gera discussões sobre limites éticos e responsabilidade social.

Crítica – Segunda Chance é um retrato sensível sobre aprender a amar de novo quando o coração ainda está em pedaços

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Há séries que impressionam pelo impacto, pelo choque ou pela grandiosidade. “Segunda Chance”, disponível no Viki, escolhe um caminho diferente e, talvez por isso mesmo, mais honesto: o da delicadeza. É uma história que não grita suas emoções, mas as sussurra. E, nesse sussurro, encontra uma força rara ao falar de luto, amizade, amor e da coragem silenciosa de continuar vivendo quando algo essencial se perde.

A jornada de Sky é o ponto de partida emocional da série. A morte do pai não é apenas um evento do passado, mas uma ausência que atravessa cada gesto, cada silêncio e cada tentativa de seguir em frente. Sky não está “quebrado” de forma espetacular; ele está cansado, sensível, vulnerável. É nesse estado que Paper surge não como um salvador, mas como alguém que simplesmente fica. E talvez seja aí que “Segunda Chance” mais acerta: o amor nasce da presença constante, do cuidado diário, da escuta atenta.

A relação entre Sky e Paper é construída com uma naturalidade comovente. Eles começam como amigos, mas a série permite que o espectador perceba antes mesmo dos personagens que há algo diferente ali. O ciúme aparece sem alarde, o toque dura um segundo a mais do que deveria, o olhar carrega perguntas que ninguém ousa formular. O que poderia ser tratado como confusão adolescente ganha aqui um peso emocional verdadeiro. Não é apenas o medo de amar, mas o medo de perder aquilo que já é tão importante: a amizade.

Quando o sentimento deixa de ser apenas insinuado e passa a ser reconhecido, a série evita o clichê da revelação explosiva. O estranhamento inicial dá lugar a uma aproximação cuidadosa, quase tímida, como se ambos precisassem reaprender a se mover um em torno do outro. É um amor que cresce com hesitação, mas também com ternura. E isso torna tudo mais real, mais humano.

No outro eixo da narrativa está Jeno, um personagem fechado pelas marcas de uma traição que o fez desacreditar nas pessoas e nos afetos. Sua dor é mais silenciosa, quase invisível, mas igualmente profunda. Chris entra em sua vida como alguém disposto a ficar mesmo sem garantias. A relação entre os dois é menos imediata e mais resistente. Não se trata de “curar” Jeno, mas de mostrar que confiar novamente é possível, mesmo quando o passado insiste em machucar.

O que une esses quatro personagens é a sensação de estarem todos tentando sobreviver às próprias feridas. “Segunda Chance” entende que cada pessoa carrega seu tempo, seu ritmo e seus limites. Não há soluções fáceis nem promessas vazias. O amor, aqui, não apaga a dor, mas ajuda a torná-la suportável.

Visualmente, a série acompanha essa proposta com uma estética discreta e acolhedora. A fotografia suave, os enquadramentos próximos e a trilha sonora contida reforçam a intimidade da narrativa. As atuações apostam no não dito, nos silêncios que dizem mais do que longos discursos. É um tipo de drama que exige atenção e entrega do espectador, mas que recompensa com emoção genuína.

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