Velhos Bandidos transforma comédia em reflexão e prova que o cinema brasileiro ainda sabe surpreender

Foto: Reprodução/ Internet

Em tempos em que muitas produções parecem seguir caminhos previsíveis, Velhos Bandidos surge como um filme que encontra sua força justamente na simplicidade da ideia e na profundidade da execução. O longa brasileiro consegue ir além da proposta inicial de comédia e entrega uma narrativa que provoca, emociona e, principalmente, faz o público refletir sem abrir mão do entretenimento.

A história parte de um ponto curioso: um casal de idosos decide planejar um assalto a banco. Mas o que poderia facilmente cair no território do exagero ou da caricatura ganha outro peso quando entendemos o que está por trás dessa decisão. Marta e Rodolfo, vividos por Fernanda Montenegro (Central do Brasil, A Vida Invisível) e Ary Fontoura (A Grande Família, Amor com Amor se Paga), não estão em busca de emoção tardia, mas de uma alternativa desesperada diante de um problema real e urgente.

Esse ponto muda completamente a forma como o espectador se conecta com a história. O filme deixa de ser apenas uma comédia e passa a explorar um dilema moral incômodo. Até onde alguém pode ir quando não há mais opções? Existe limite para o que é justificável quando a vida está em jogo? Velhos Bandidos não entrega respostas prontas, mas convida o público a pensar.

Ao mesmo tempo, o longa entende que não precisa ser pesado o tempo todo. A chegada de Nancy e Sid, interpretados por Bruna Marquezine (Besouro Azul, Deus Salve o Rei) e Vladimir Brichta (Bingo: O Rei das Manhãs, Tapas & Beijos), traz uma energia diferente para a narrativa. A convivência entre gerações cria momentos divertidos, mas também revela contrastes interessantes entre experiência e impulsividade.

Esse encontro é onde o filme ganha ritmo. De um lado, personagens que carregam o peso do tempo e das escolhas. Do outro, figuras mais imediatistas, que vivem no presente. Essa troca não apenas movimenta a história, como também ajuda a aprofundar os próprios personagens.

Outro acerto do filme está na forma como constrói o assalto. Não se trata apenas de uma sequência de ação ou de um plano mirabolante. O crime funciona quase como um gesto simbólico, um enfrentamento silencioso a um sistema que falha em oferecer suporte a quem precisa. Sem discursos diretos, o roteiro consegue levantar questões sobre desigualdade, acesso à saúde e dignidade.

No campo das atuações, o filme se sustenta com facilidade. Fernanda Montenegro entrega mais uma performance marcante, equilibrando fragilidade e firmeza com uma naturalidade que poucos atores alcançam. Ary Fontoura acompanha no mesmo nível, criando um personagem que transita com fluidez entre o humor e a emoção.

Bruna Marquezine e Vladimir Brichta cumprem bem o papel de dar dinamismo à trama, enquanto Lázaro Ramos (Ó Paí, Ó, Medida Provisória) adiciona tensão como o investigador Oswaldo, funcionando como contraponto à jornada dos protagonistas.

Mas talvez o elemento mais interessante de Velhos Bandidos esteja na escolha de colocar personagens idosos no centro de uma história de ação e crime. Em vez de serem tratados como figuras secundárias ou meramente afetivas, Marta e Rodolfo são ativos, complexos e responsáveis por conduzir a narrativa. Essa decisão não só quebra expectativas, como também amplia o alcance emocional do filme.

Há, claro, pequenos momentos em que o tom oscila entre o leve e o dramático, o que pode causar certa irregularidade na narrativa. Ainda assim, essas variações fazem parte do risco assumido pela proposta e não chegam a comprometer o resultado final.

O que fica, ao fim da experiência, é a sensação de que o filme entende muito bem o que quer dizer. Ele não tenta ser grandioso à força, nem se apoia apenas no elenco de peso para funcionar. Pelo contrário, constrói sua força na combinação entre roteiro, atuações e uma ideia que, embora simples, é carregada de significado.

Vale a pena assistir? Sim, e principalmente se a intenção for ver algo que foge do padrão. O longa é aquele tipo de filme que começa leve e, aos poucos, se transforma em algo maior. Ele diverte, mas também provoca. Faz rir, mas deixa perguntas no ar.

Cara de Um, Focinho de Outro se aproxima dos US$ 300 milhões e mostra que o público ainda abraça boas ideias

Nem sempre é fácil para um filme original encontrar espaço em um mercado dominado por franquias gigantes. Ainda assim, a nova animação da Pixar, Cara de Um, Focinho de Outro, vem provando que boas histórias continuam encontrando seu público. O longa já acumula cerca de US$ 297 milhões em bilheteria mundial e está a poucos passos de atingir a marca simbólica dos US$ 300 milhões.

O número, por si só, já chama atenção. Mas o que realmente diferencia o desempenho do filme é o caminho que ele percorreu até aqui. Sem personagens conhecidos ou uma base de fãs construída ao longo dos anos, a produção precisou conquistar o público aos poucos, sessão após sessão, apoiada principalmente na curiosidade e na recomendação espontânea de quem já assistiu.

As projeções do mercado indicam que o longa pode encerrar sua trajetória entre US$ 360 milhões e US$ 420 milhões. Se isso se confirmar, será um resultado bastante sólido para uma animação original, especialmente em um momento em que o público está mais seletivo e o cinema disputa atenção direta com o streaming.

Por trás dessa trajetória está uma história que foge do comum. Dirigido por Daniel Chong, o filme acompanha Mabel Tanaka, uma jovem que acaba envolvida em uma tecnologia capaz de transferir sua mente para o corpo de um animal robótico. Ao assumir a forma de um castor, ela passa a enxergar o mundo de um jeito completamente diferente e descobre que aquele ambiente está prestes a desaparecer.

É nesse ponto que o filme encontra sua essência. Mais do que uma aventura, a narrativa se transforma em uma experiência sobre perspectiva. Ao viver como um animal, Mabel deixa de observar a natureza de fora e passa a sentir, na prática, o impacto das decisões humanas. Essa mudança de ponto de vista é o que sustenta emocionalmente a história.

Ao mesmo tempo, o roteiro não abre mão do humor. A tentativa da protagonista de se encaixar no comportamento dos outros animais rende momentos leves e divertidos, criando um contraste interessante com o tema central. Essa mistura de leveza e reflexão é uma das marcas mais fortes da produção.

A ideia do filme nasceu de uma inspiração curiosa. Segundo Daniel Chong, tudo começou a partir de documentários que utilizam animais robóticos para observar a vida selvagem. A partir dessa premissa, ele construiu uma história que mistura ficção científica com elementos de aventura e até uma leve tensão, como se a protagonista estivesse em uma missão secreta dentro de um mundo desconhecido.

O elenco de vozes ajuda a dar ainda mais personalidade à narrativa. Piper Curda conduz a protagonista com naturalidade e carisma, enquanto Bobby Moynihan e Jon Hamm reforçam o tom equilibrado entre humor e conflito. Também participam Kathy Najimy e Dave Franco.

Curiosamente, o filme quase seguiu um caminho bem diferente. Em suas primeiras versões, a história não tinha os castores como foco. A mudança aconteceu durante o desenvolvimento, quando a equipe decidiu apostar em um animal que tivesse uma ligação mais forte com o tema ambiental. Os castores, conhecidos por transformar e equilibrar ecossistemas, acabaram se encaixando perfeitamente na proposta.

O projeto foi revelado ao público durante a D23 Expo de 2024, e desde então vinha despertando interesse justamente por sua proposta incomum. Agora, com o filme em cartaz, essa curiosidade se transformou em presença constante nas salas de cinema.

Um dos fatores que ajudam a explicar o desempenho do longa é o chamado “efeito continuidade”. Diferente de produções que estreiam com números altos e caem rapidamente, Cara de Um, Focinho de Outro vem se mantendo estável. Isso indica que o público não apenas está assistindo, mas também recomendando.

Ghostface não perde a força! Pânico 7 ultrapassa US$ 200 milhões e bate recorde da franquia

O terror segue mostrando sua força nas telonas, e um dos maiores exemplos disso é o sucesso de Pânico 7, que acaba de ultrapassar a marca de US$ 200 milhões em bilheteria mundial. O novo capítulo da clássica franquia slasher não só conquistou o público, como também entrou para a história da saga ao se tornar o primeiro filme a atingir esse patamar financeiro.

Produzido pela Paramount Pictures, o longa arrecadou cerca de US$ 6,3 milhões apenas no último fim de semana, elevando seu total global para aproximadamente US$ 204 milhões. O número impressiona ainda mais quando comparado ao orçamento estimado de US$ 45 milhões, o que indica um retorno financeiro bastante positivo e reforça o apelo comercial da franquia mesmo após tantos anos.

Esse desempenho mostra que o público continua interessado em histórias de terror que combinam suspense, violência estilizada e reviravoltas inesperadas. Mesmo em um cenário competitivo, com diversos lançamentos disputando atenção, o longa conseguiu se destacar e atrair tanto fãs antigos quanto uma nova geração de espectadores curiosos para acompanhar mais uma sequência de crimes envolvendo o icônico Ghostface.

Desta vez, o projeto marca o retorno de Kevin Williamson, criador da franquia, que assume a direção do longa após anos atuando apenas nos bastidores como roteirista e produtor. Sua presença traz uma sensação de “volta às origens”, algo que muitos fãs vinham pedindo desde os primeiros filmes lançados nos anos 90. A ideia foi resgatar a essência que tornou a franquia popular, mas sem deixar de atualizar a narrativa para os tempos atuais.

O elenco também reforça essa conexão entre passado e presente. Nomes clássicos como Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette retornam aos seus papéis, mantendo viva a identidade da saga. Ao mesmo tempo, novos atores entram em cena para dar continuidade à história e expandir o universo da franquia, criando um equilíbrio entre nostalgia e renovação.

A trama gira em torno de uma nova onda de assassinatos comandada por mais um Ghostface, desta vez com foco direto na família de Sidney Prescott. A personagem, que sempre esteve no centro da narrativa, agora enfrenta uma ameaça ainda mais pessoal, o que eleva o nível de tensão e traz um tom mais emocional à história. Ao colocar a filha de Sidney como alvo, o filme aposta em uma abordagem que mistura legado, trauma e sobrevivência.

Nos bastidores, o desenvolvimento de Pânico 7 não foi exatamente tranquilo. O projeto passou por mudanças importantes ao longo do caminho, incluindo alterações na equipe criativa e no elenco. Essas transformações geraram dúvidas entre os fãs, especialmente após a saída de nomes que vinham ganhando destaque nos filmes mais recentes. Ainda assim, a produção conseguiu se reorganizar e entregar um produto final que despertou curiosidade e levou o público aos cinemas.

As filmagens aconteceram entre janeiro e março de 2025, com locações principais em Atlanta, nos Estados Unidos. Seguindo a tradição da franquia, o filme investe em cenas tensas, perseguições e aquele clássico jogo de “quem é o assassino”, elemento que sempre foi um dos maiores atrativos da série. O mistério em torno da identidade do Ghostface continua sendo um dos pontos mais comentados pelos fãs, que gostam de teorizar e tentar descobrir as motivações por trás dos crimes.

Apesar do sucesso comercial, a recepção da crítica foi mais dividida. Muitos especialistas apontaram que o filme não conseguiu atingir o mesmo nível criativo de capítulos anteriores, o que acabou resultando em avaliações mais negativas. Ainda assim, isso não impediu o público de comparecer aos cinemas, mostrando que o apelo da franquia vai além das críticas especializadas.

Desde seu início, nos anos 90, Pânico sempre teve um papel importante dentro do gênero terror. O primeiro filme ajudou a revitalizar o estilo slasher, combinando sustos com humor e personagens conscientes dos clichês típicos desse tipo de narrativa. Essa fórmula diferenciada fez com que a franquia se destacasse e conquistasse uma base fiel de fãs ao redor do mundo.

Ao longo dos anos, a saga acumulou números expressivos e ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria global. Com o desempenho de Pânico 7, esse legado continua crescendo e prova que a franquia ainda tem espaço no mercado atual. Em uma indústria cada vez mais dominada por grandes universos compartilhados e superproduções, o sucesso do longa mostra que o terror clássico ainda tem muito a oferecer.

Harry Potter | HBO confirma segunda temporada antes da estreia e garante que vai evitar longas pausas entre episódios

Foto: Reprodução/ Internet

Antes mesmo da estreia da nova série de Harry Potter e a Pedra Filosofal, a HBO já está de olho no futuro da produção. Em entrevista ao The Sunday Times, o CEO da emissora, Casey Bloys, revelou que a segunda temporada já está sendo escrita, um movimento que reforça a confiança do estúdio no projeto e indica que a história deve se estender por vários anos.

A estratégia, segundo o executivo, é evitar um problema que tem incomodado fãs de séries nos últimos tempos: os longos intervalos entre uma temporada e outra. Bloys destacou que existe uma preocupação real com o tempo, principalmente porque o elenco principal é formado por atores jovens, que estão crescendo rapidamente. Ainda assim, ele deixou claro que não será possível adotar um modelo de lançamentos anuais, já que a dimensão da produção exige um tempo maior de desenvolvimento, gravação e pós-produção.

Quando a série estreia?

A nova adaptação de Harry Potter chega ao HBO Max no Natal de 2026 com a proposta de ser a versão mais fiel já feita dos livros de J. K. Rowling. A ideia é ambiciosa e ao mesmo tempo estratégica. Cada livro deve ser transformado em uma temporada, permitindo que a narrativa seja desenvolvida com mais calma, aprofundando personagens, conflitos e detalhes que acabaram ficando de fora das adaptações para o cinema.

Quem faz parte do elenco?

O novo trio protagonista será interpretado por Dominic McLaughlin no papel de Harry, Alastair Stout como Rony e Arabella Stanton como Hermione. A escolha dos atores não foi simples. A produção analisou mais de 32 mil candidatos até chegar aos nomes finais, um processo longo que evidencia o cuidado em encontrar rostos capazes de conquistar uma nova geração sem perder a essência dos personagens que já fazem parte da cultura pop.

Ao lado deles, o elenco conta com nomes experientes que ajudam a dar ainda mais força à produção, como John Lithgow, Janet McTeer, Paapa Essiedu e Nick Frost. Essa mistura entre novos talentos e atores consagrados reforça a proposta da série de equilibrar renovação e tradição, algo essencial quando se trata de um universo tão querido pelo público.

A produção está sendo conduzida por HBO Entertainment em parceria com Warner Bros. Television, Brontë Film & TV e Heyday Films, empresas que já têm experiência em projetos de grande escala. As gravações começaram em julho de 2025 nos Warner Bros. Studios Leavesden, o mesmo local onde foram filmados os oito filmes da franquia original, o que adiciona um elemento de nostalgia importante para os fãs de longa data.

A estrutura montada para a série impressiona e mostra o tamanho da aposta da HBO. Uma escola foi construída dentro dos estúdios para atender os atores mirins, com capacidade para até 600 alunos, permitindo que eles conciliem os estudos com a rotina intensa de gravações. Esse tipo de cuidado reforça a ideia de que a produção está preparada para acompanhar o crescimento do elenco ao longo dos anos, algo essencial para uma história que se passa durante a formação dos personagens.

Além das gravações em estúdio, a equipe também tem explorado locações externas para dar ainda mais autenticidade à narrativa. Cenas foram registradas na França, em regiões costeiras, e também no Zoológico de Londres, recriando momentos icônicos do início da jornada de Harry. Esses detalhes ajudam a construir uma experiência mais imersiva e visualmente rica, aproximando o público do universo mágico.

Outro ponto que chamou atenção foi o retorno de Warwick Davis ao universo de Harry Potter, reprisando o papel do professor Filius Flitwick. A presença de atores que participaram dos filmes originais cria uma ponte afetiva com o passado, ao mesmo tempo em que a série se propõe a seguir um novo caminho.

Com uma primeira temporada prevista para ter oito episódios, a produção chega com a missão de revisitar a história de forma mais detalhada e emocional, explorando nuances que não foram totalmente desenvolvidas no cinema. A confirmação antecipada da segunda temporada mostra que a HBO está pensando a longo prazo, buscando manter o público engajado e evitar que o interesse diminua entre os lançamentos.

Domingo Espetacular (29/3) exibe entrevista com Thais Carla, debate obesidade, golpe do estacionamento fake e preservação de ursos polares

Foto: Reprodução/ Internet

No Domingo Espetacular de hoje, 29 de março, os telespectadores poderão acompanhar uma edição recheada de temas impactantes e atuais. A programação vai exibir a entrevista com Thais Carla, que fala sobre obesidade, autoestima e a busca por equilíbrio entre saúde e amor-próprio. O programa também mostrará casos recentes de feminicídios, investigará a morte de duas crianças em Praia Grande, discutirá os efeitos da energia eólica sobre a saúde humana, alertará para o golpe do estacionamento fake em São Paulo e acompanhará o trabalho de preservação dos ursos polares no arquipélago de Svalbard, próximo ao Polo Norte. As informações são da Record TV.

A primeira reportagem da noite vai trazer o debate sobre obesidade, saúde e autoestima, com destaque para o movimento Corpo Positivo, que prega a valorização do próprio corpo independentemente do peso. O tema voltou à pauta após influenciadoras destacarem que, embora a aceitação corporal seja essencial, o excesso de peso pode trazer consequências sérias para a saúde.

A apresentadora Carolina Ferraz vai entrevistar artistas e influenciadoras que vivem o desafio de conciliar amor-próprio com cuidados com a saúde e pressões estéticas. Entre as convidadas está a bailarina e atriz Thais Carla (dança e televisão brasileira), que chegou a pesar cerca de 200 kg e se tornou uma das principais vozes do movimento no Brasil. Desde o ano passado, ela busca acompanhamento profissional para emagrecer e ressignificar sua relação com o corpo.

Thais vai relatar que a obesidade surgiu na adolescência, mas que o apoio da família foi essencial para que pudesse construir sua carreira como bailarina. Ela contará sobre os desafios de ser compreendida pelos outros: “Nunca me entenderam de fato. Eu só queria ser uma mulher feliz, uma mulher que conquistou a própria vida, para além do peso”. A influenciadora vai celebrar a perda de 85 kg e falar sobre a meta de eliminar mais 25 kg com o apoio de cirurgias. “Fiz uma história e agora vou reescrever outra, um novo capítulo. Acho que está tudo bem tentar”, afirma.

Especialistas também participarão da reportagem, explicando os riscos da obesidade para o organismo e reforçando a importância de equilibrar amor-próprio, cuidados médicos e alimentação saudável. O programa abordará ainda como o ambiente digital polarizado influencia a percepção de beleza e bem-estar, especialmente entre os jovens.

O programa também vai abordar casos recentes de feminicídio, destacando padrões de violência e abuso de poder. A repórter Ingrid Griebel investigará os assassinatos de Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, e da empresária Flávia Barros, de 38 anos.

Dayse teria sido morta pelo policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza dentro de sua casa, enquanto Flávia foi assassinada por Tiago Sóstenes, policial penal, também em sua residência. Ambos os casos envolvem homens em posições de autoridade, mostrando que aqueles treinados para proteger podem se tornar ameaças letais. A reportagem vai analisar sinais que precedem feminicídios, incluindo violência psicológica, ciúmes e agressões físicas, e reforçar a importância de políticas preventivas e conscientização social.

Outra reportagem vai investigar a morte de Pedro Henrique, de 6 anos, e Henry Miguel, de 4, primos encontrados mortos dentro de um carro abandonado em Praia Grande, São Paulo. A repórter Fernanda Burger detalhará os bastidores da investigação que busca esclarecer se a tragédia foi resultado de acidente ou ação criminosa. A matéria promete mostrar os desafios das autoridades em casos envolvendo crianças, além do impacto emocional sobre familiares e vizinhos.

O programa também exibirá uma reportagem especial de Ari Peixoto sobre os efeitos da energia eólica em pessoas que vivem próximas a parques de turbinas. Moradores relatarão problemas de saúde associados ao ruído constante e aos infrassons das pás, incluindo insônia, ansiedade, depressão, tontura, dores de cabeça e perda auditiva. Estudos apresentados vão destacar casos de síndrome da turbina e doenças vibroacústicas, que ocorrem devido à exposição prolongada a sons de baixa frequência. A reportagem deve levantar debate sobre a necessidade de conciliar a geração de energia limpa com a proteção da saúde das comunidades locais.

O programa também abordará o golpe do estacionamento falso, que tem afetado motoristas em São Paulo. Criminosos montam estacionamentos temporários durante eventos, cobram valores e desaparecem com os veículos. Em um dos casos, os falsos manobristas cobraram R$ 75 de cada vítima e sumiram com todos os carros. O repórter André Azeredo mostrará como o golpe funciona e alertará os telespectadores para a necessidade de atenção redobrada em situações aparentemente seguras.

Encerrando a edição, o repórter Raul Dias Filho vai mostrar o trabalho de preservação dos ursos polares no arquipélago de Svalbard, Noruega, próximo ao Polo Norte. A reportagem vai destacar que o derretimento do gelo marinho reduz áreas de caça e aumenta o risco de fome, afetando a reprodução e a sobrevivência da espécie. Especialistas vão alertar que, apesar de sinais recentes de resiliência, a situação permanece vulnerável, reforçando a necessidade de políticas ambientais eficazes.

Euphoria | Teaser da 3ª temporada aumenta expectativa e mostra personagens cinco anos depois

Foto: Reprodução/ Internet

Na tarde deste domingo, 29 de março, a HBO liberou um novo teaser da tão aguardada terceira temporada de Euphoria, série americana que conquistou milhões de fãs ao redor do mundo com seu retrato intenso da adolescência. Criada por Sam Levinson (Produtor de Assassination Nation) e inspirada na minissérie israelense de 2012, de Ron Leshem, Daphna Levin e Tmira Yardeni, a produção se tornou um fenômeno cultural desde sua estreia, em 16 de junho de 2019, pelo canal HBO.

Com um elenco estrelado, Zendaya (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Malcolm & Marie), Maude Apatow (The King of Staten Island), Angus Cloud (The OA), Eric Dane (Grey’s Anatomy), Alexa Demie (Você), Jacob Elordi (Barraca do Beijo), Barbie Ferreira (Divulgação de Moda), Nika King (Power Book II: Ghost), Storm Reid (A Vida em Si), Hunter Schafer (High Fidelity), Algee Smith (The Hate U Give), Sydney Sweeney (The White Lotus), Colman Domingo (Fear the Walking Dead), Javon “Wanna” Walton, Austin Abrams (Dash & Lily) e Dominic Fike (Dopesick), a série acompanha os dilemas de um grupo de adolescentes enfrentando os altos e baixos da vida escolar e pessoal.

Desde a primeira temporada, Euphoria chamou atenção da crítica e do público não apenas pelo enredo intenso, mas também pelo cuidado visual, trilha sonora impactante e, sobretudo, pelas performances de Zendaya e Hunter Schafer. Zendaya recebeu o Primetime Emmy Award e o Satellite Award de Melhor Atriz em Série Dramática, consolidando sua posição como uma das maiores referências da TV contemporânea. Hunter Schafer também foi amplamente elogiada pelo retrato sensível e complexo da personagem Jules.

Apesar do sucesso, a série não passou despercebida por controvérsias. A representação explícita da sexualidade e o uso frequente de nudez provocaram debates sobre os limites do conteúdo para o público jovem. Mesmo assim, a produção se manteve firme em sua proposta de mostrar a adolescência de forma honesta, sem filtros ou romantizações.

A segunda temporada, lançada em 2022, terminou deixando pontas soltas, como a dívida que Rue (Zendaya) acumulou com a traficante Laurie (Martha Kelly). Esse fio narrativo será central na terceira temporada. Cinco anos se passaram desde os eventos anteriores, permitindo que os personagens sejam vistos em contextos adultos, mas ainda carregando seus passados e novas ambições.

No teaser divulgado, Rue finalmente é localizada pela agiota no México, mas já não é mais a mesma personagem vulnerável. Envolvida em atividades suspeitas em um clube de strip, ela segue lidando com escolhas arriscadas e dilemas morais, mostrando que sua trajetória continua marcada por tensão e imprevisibilidade.

O relacionamento entre Nate (Jacob Elordi, Barraca do Beijo) e Cassie (Sydney Sweeney, The White Lotus) promete gerar conflitos. Casados e morando em uma mansão, enfrentam tensões provocadas por frustrações pessoais e escolhas individuais, explorando temas de poder, controle e consequências em relacionamentos modernos. Nate, agora empreiteiro imobiliário, demonstra insatisfação constante, enquanto Cassie se destaca criando conteúdo para plataformas adultas.

Jules (Hunter Schafer, High Fidelity), agora estudante de artes, enfrenta seus próprios desafios ao tentar lidar com ansiedade e medo de assumir a carreira de pintora. Lexi (Maude Apatow, The King of Staten Island) atravessa uma fase de transição importante, trabalhando como assistente de uma showrunner interpretada por Sharon Stone (Instinto Selvagem), e refletindo sobre carreira, criatividade e identidade, enquanto observa o grupo de amigos que deixou para trás.

Maddy (Alexa Demie, Você) se muda para Hollywood, trabalhando em uma agência de talentos e lidando com o competitivo universo da indústria do entretenimento, mantendo atividades próprias que revelam seu crescimento pessoal e profissional.

O salto temporal de cinco anos amplia a profundidade psicológica dos personagens, permitindo explorar consequências de escolhas passadas e amadurecimento emocional, enquanto os fãs acompanham os protagonistas fora do ambiente escolar que marcou as primeiras temporadas.

Euphoria também recebeu reconhecimento internacional, incluindo indicações ao British Academy Television Award de Melhor Programa Internacional e ao TCA Award de Melhor Série Notável, reforçando sua importância como retrato cultural da juventude contemporânea. Para os fãs brasileiros, a terceira temporada estará disponível no HBO Max no dia 12 de abril.

Ludmillah Anjos, Isadora Ribeiro, Miguel Nader, Zucatelli, Bruninho Manno, Eric Land e Gabriel Yoshimoto disputam prêmio de R$ 300 mil no “Acerte ou Caia!”

Foto: Reprodução/ Internet

O game show “Acerte ou Caia!”, apresentado por Tom Cavalcante na Record, reúne neste domingo, 29 de março de 2026, um grupo diversificado de artistas, jornalistas, músicos e influenciadores digitais que disputarão o prêmio de até R$ 300 mil. A edição combina experiência televisiva com talentos das redes sociais, oferecendo ao público uma mistura de entretenimento, habilidade e estratégia.

Entre os participantes, a atriz Isadora Ribeiro se destaca como um dos nomes mais icônicos da televisão brasileira. Ela ganhou notoriedade nos anos 1990 após uma participação marcante em uma abertura de revista eletrônica, que se tornou referência da época, e desde então acumulou diversos trabalhos em novelas, consolidando-se como uma intérprete versátil e reconhecida pelo público.

Miguel Nader, com mais de três décadas de carreira, soma experiências em filmes, streaming, teatro e novelas. Na RECORD, participou de produções como Pecado Mortal, Gênesis e Amor Sem Igual, além de trabalhos ao lado de Tom Cavalcante, mostrando sua capacidade de alternar entre comédia e drama com naturalidade.

O apresentador e jornalista Celso Zucatelli leva sua experiência em comunicação para a disputa. Com passagens por Hoje em Dia, Balanço Geral Manhã, Fala Brasil e a série Quilos Mortais, Zucatelli também mantém o blog Pai de Cachorro no R7.com, onde compartilha relatos sobre seus filhos de quatro patas, ampliando sua relação com o público digital.

O humorista Bruninho Manno, conhecido nas redes sociais e nos palcos de stand-up, integra o elenco com seu estilo sagaz. Com mais de 400 mil seguidores e vídeos que somam mais de 500 milhões de visualizações, Manno já participou do reality A Grande Conquista 2, sendo o sexto eliminado da edição. No programa, alia humor e raciocínio rápido durante os desafios.

No segmento musical, o elenco inclui Eline Martins e Eric Land, representantes do forró e do piseiro. Eline, da Bahia, passou por diferentes bandas antes de iniciar carreira solo, com composições próprias e presença marcante nos palcos. Eric Land começou a carreira em 2020, acumulando sucessos que rodaram o Brasil e uma base de fãs superior a 1 milhão de seguidores nas redes sociais.

O universo fitness é representado por Cristianne Menezes e Gabriel Yoshimoto. Cristianne venceu quatro competições na categoria Wellness do fisiculturismo e mantém rotina intensa de treinos e alimentação equilibrada. Gabriel combina a experiência em competições de levantamento de peso com atuação nas redes sociais, além de atuar como produtor de eventos e cursar Educação Física.

O jornalista Dionisio Freitas, especialista em análise e marketing político, atua como mestre de cerimônias e âncora no Cidade Alerta. Ele mantém o blog Difato Tudo importa! no R7.com, com análises sobre questões do cotidiano e políticas públicas, trazendo ao programa raciocínio rápido e habilidade para lidar com pressão.

Ludmillah Anjos, cantora e atriz, começou sua carreira em realities musicais, incluindo edições em que ocultava sua identidade com máscara. Além da música, atuou em séries de comédia, combinando talento vocal e interpretação, o que amplia sua versatilidade no palco do game show.

“Devoradores de Estrelas” ultrapassa US$ 300 milhões e confirma sucesso da Amazon MGM na ficção científica

Foto: Reprodução/ Internet

O novo filme de ficção científica da Amazon MGM Studios, Devoradores de Estrelas, conquistou rapidamente o público e a crítica, alcançando um marco impressionante nas bilheterias globais. Durante seu segundo fim de semana em exibição, o longa ultrapassou US$ 300 milhões arrecadados mundialmente, impulsionado por uma sólida performance internacional e por uma narrativa que mistura aventura, suspense e ciência de maneira envolvente. As informações são do The Wrap.

Nos Estados Unidos, o filme somou US$ 54,5 milhões no segundo fim de semana, apresentando uma queda de apenas 32% em relação à estreia. Já o mercado internacional registrou retração mínima de 5%, demonstrando que a história de Ryland Grace, interpretado por Ryan Gosling, conseguiu cativar diferentes públicos e culturas ao redor do mundo.

O longa-metragem é baseado no romance homônimo de Andy Weir, publicado em 2021, que narra a trajetória de Ryland Grace, um professor de ensino médio que acorda sozinho em uma espaçonave interestelar sem memória de sua missão. Aos poucos, ele descobre ser o último sobrevivente de uma equipe enviada ao sistema Tau Ceti para salvar a Terra de uma ameaça alienígena: os astrofágicos, seres que retiram energia do Sol e colocam a vida no planeta em risco.

Para cumprir sua missão, Grace precisa utilizar todo seu conhecimento científico, engenhosidade e coragem. Durante a jornada, ele encontra Rocky, um alienígena com quem estabelece uma relação inesperada de amizade e colaboração. Juntos, eles enfrentam desafios impossíveis, provando que a sobrevivência da humanidade depende não apenas de inteligência, mas de parceria e empatia.

Além de Gosling, que também assume o papel de produtor, o elenco reúne Sandra Hüller (Futuro Sem Nome), Lionel Boyce (O Chamado da Terra), Ken Leung (Star Wars: O Despertar da Força) e Milana Vayntrub (Deadpool 2). A direção e produção ficaram a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, conhecidos por filmes que combinam ação e humor, enquanto o roteiro foi assinado por Drew Goddard, responsável por adaptar Perdido em Marte para o cinema.

A cinematografia de Greig Fraser e os efeitos visuais fornecidos por empresas como Framestore, ILM, Sony Pictures Imageworks, BUF e Wylie Co. VFX garantem que a nave espacial e o personagem Rocky sejam retratados de maneira realista e emocionante. A atuação prática combinada a efeitos digitais cria um alienígena que interage naturalmente com os humanos, aumentando a imersão do público.

O projeto começou em março de 2020, quando a Metro-Goldwyn-Mayer adquiriu os direitos do romance por US$ 3 milhões. Ryan foi escalado para protagonizar e produzir o filme, enquanto Lord e Miller assumiram a direção. A filmagem principal ocorreu entre 3 de junho e 26 de outubro de 2024 no Reino Unido, seguida de intensos trabalhos de pós-produção em efeitos visuais.

O orçamento do filme foi estimado em US$ 150 milhões, refletindo o investimento necessário para criar efeitos visuais sofisticados, cenários espaciais realistas e a construção do personagem Rocky, que exigiu uma integração complexa entre captura de movimento, atuação e computação gráfica.

Uma obra que transcende o livro

O romance de Andy Weir recebeu reconhecimento internacional e atenção de personalidades como Bill Gates, que incluiu o livro em sua lista de cinco recomendações de leitura de 2021. A narrativa é elogiada por unir ciência e aventura de forma acessível, enquanto aborda temas de cooperação, ética e resiliência diante de desafios extremos.

O filme mantém a essência da obra original, trazendo à tela a jornada de Grace de forma envolvente, combinando tensão, humor e emoção. Ao mesmo tempo, amplia o universo da história, oferecendo ao público momentos visuais e emocionais que o livro apenas sugeria.

Jessica Rothe quer voltar como Tree Gelbman em “A Morte Te Dá Parabéns 3” e projeta futuro da franquia

Foto: Reprodução/ Internet

A atriz Jessica Rothe (Por Toda a Minha Vida, Contra Todos, La La Land: Cantando Estações) expressou recentemente seu desejo de retornar ao papel de Tree Gelbman, protagonista da franquia “A Morte Te Dá Parabéns“. O primeiro longa-metragem foi dirigido por Christopher B. Landon e teve roteiro de Scott Lobdell. Com orçamento de apenas US$ 4,8 milhões, o filme conquistou um impressionante total de US$ 115 milhões nas bilheterias, consolidando-se como um sucesso comercial.

Em entrevista ao Screen Rant (via Variety), Rothe afirmou que a realização de um terceiro filme depende apenas de ajustes logísticos e burocráticos do estúdio, enquanto o diretor e roteirista Christopher Landon já possui a narrativa da sequência totalmente estruturada. “No momento, é apenas uma questão de logística”, disse Rothe. “Mas seja no ano que vem ou quando eu tiver 65 anos, estarei pronta para voltar e concluir a história de Tree, assim como Jamie Lee Curtis fez em Halloween.”

O primeiro filme da franquia, lançado em 2017, apresentou ao público a história de Tree Gelbman, uma estudante egocêntrica que subestima amizades e ignora familiares. No dia de seu aniversário, ela é assassinada por um misterioso agressor mascarado, mas acorda repetidamente revivendo o mesmo dia. A experiência faz com que Tree tente descobrir quem deseja matá-la e por quê, enquanto aprende a valorizar as pessoas ao seu redor.

Combinando terror e comédia, o longa cativou o público ao trazer suspense com elementos de humor e um enredo inteligente de repetição temporal. Jessica Rothe ldera um elenco que inclui Israel Broussard (de Pânico 4) e Ruby Modine (de Shameless), além de nomes como Rachel Matthews (de Rejeitados Pelo Destino) e Charles Aitken (de Half to Death).

Curiosamente, o projeto inicial havia sido concebido em 2007 com o título Half to Death, com Megan Fox como protagonista e produção de Michael Bay. No entanto, após reescrita do roteiro por Christopher Landon, o projeto foi temporariamente abandonado. Anos depois, Landon apresentou a ideia para Jason Blum (de Atividade Paranormal), e a produção ganhou força com a aprovação da Blumhouse Productions.

O filme estreou nos cinemas norte-americanos em outubro de 2017 e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 120 milhões mundialmente, com orçamento de apenas US$ 4,8 milhões. A fórmula que combinava terror, humor e suspense conquistou tanto público quanto crítica, abrindo caminho para a sequência A Morte Te Dá Parabéns 2, lançada em 2019.

Expectativa pelo terceiro filme

Com as declarações recentes de Jessica, o futuro da franquia parece promissor. O roteiro já planejado por Christopher Landon sugere que Tree Gelbman ainda tem muito a oferecer como protagonista. A atriz demonstrou entusiasmo em continuar o papel, deixando claro que a idade não será um obstáculo para seu retorno, e fazendo uma analogia ao retorno de Jamie Lee Curtis em Halloween para reforçar a ideia de um retorno marcante.

A realização de A Morte Te Dá Parabéns 3 depende agora apenas de decisões logísticas do estúdio, disponibilidade do elenco e planejamento de produção. Os fãs podem esperar que a sequência mantenha o equilíbrio de terror e humor característico da franquia, além de explorar novas reviravoltas dentro da premissa de repetição temporal que consagrou os filmes anteriores.

Por que Tree Gelbman é uma protagonista memorável

Tree se tornou uma das protagonistas mais marcantes do terror moderno não apenas por sobreviver aos repetidos assassinatos, mas também por sua evolução pessoal. Ao longo da franquia, a personagem aprende a valorizar relacionamentos, enfrentar seus medos e agir com coragem, transformando o ciclo de terror em uma jornada de autodescoberta.

Eles Vão Te Matar | Estreia fraca do terror de luxo gera alerta na bilheteria da Warner Bros.

Foto: Reprodução/ Internet

O novo longa-metragem de terror da Warner Bros., lançado pela New Line, “Eles Vão Te Matar”, estreou nos cinemas norte-americanos no último fim de semana, mas teve um desempenho muito aquém do esperado. A produção arrecadou apenas US$ 5 milhões nos Estados Unidos, ocupando a terceira posição nas bilheterias, atrás de lançamentos mais consolidados. Globalmente, o filme não ultrapassou a marca de US$ 9 milhões, um resultado que está longe das projeções iniciais de US$ 20 milhões em arrecadação internacional.

Com um orçamento estimado entre US$ 20 milhões e US$ 40 milhões, o filme precisará de desempenho consistente nas próximas semanas ou do apoio de plataformas de streaming para evitar prejuízos significativos. A situação ganha relevância quando analisada junto ao início de 2026 para a Warner Bros., que já enfrentou o desempenho decepcionante de “A Noiva!”, releitura steampunk de A Noiva de Frankenstein.

Dirigido com foco em suspense e terror psicológico, o filme acompanha Asia Reaves (Zazie Beetz), uma ex-presidiária que se infiltra no The Virgil, um prédio de luxo em Nova York, assumindo o papel de nova governanta. O edifício, aparentemente sofisticado e habitado por membros da elite, esconde uma comunidade marcada por mistérios e desaparecimentos.

O roteiro se inicia com Asia e sua irmã, Maria, tentando escapar de um pai abusivo. Asia acaba presa após atirar no pai, enquanto Maria permanece sob sua custódia. Dez anos depois, Asia retorna ao mundo exterior e aceita o emprego no Virgil, sem saber que está prestes a confrontar um culto macabro e habitantes com segredos sombrios.

O longa mistura sequências de horror gráfico com cenas de ação, incluindo fugas pelos dutos de ventilação, confrontos diretos com invasores mascarados e batalhas contra cultistas imortais. A tensão aumenta quando Asia descobre que o prédio é um templo dedicado a Satanás, onde os moradores atingem a imortalidade por meio de sacrifícios humanos.

Além de Zazie Beetz, o elenco conta com Myha’la, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette, atores que contribuem para dar densidade aos personagens. Segundo críticos, embora o elenco seja competente, a narrativa não consegue explorar completamente o potencial emocional da protagonista e de sua irmã, limitando a identificação do público.

A relação entre Asia e Maria é central para a história, oferecendo tensão moral e emocional em meio ao terror sobrenatural. Maria, que inicialmente parece indefesa, revela-se estrategista, enquanto Asia demonstra coragem e habilidade impressionantes, tornando-se a força motriz da trama.

Críticos destacaram que, apesar da estética e das sequências de ação, o filme não consegue se diferenciar significativamente de outros lançamentos de terror recentes. Em especial, o uso de símbolos perturbadores, como a cabeça decepada de um porco usada pelo culto, foi citado como um recurso visual impactante, mas que não substitui a necessidade de conexão emocional com os protagonistas.

Bilheteria abaixo das expectativas

As projeções iniciais indicavam que “Eles Vão Te Matar” poderia arrecadar cerca de US$ 10 milhões no mercado doméstico em seu fim de semana de estreia. O desempenho final, de US$ 5 milhões, representa apenas metade dessa expectativa. Analistas apontam que a saturação de filmes de terror e a competição com outros lançamentos podem ter limitado o público interessado.

Globalmente, a arrecadação de US$ 9 milhões também está abaixo da projeção de US$ 20 milhões, o que coloca pressão sobre a Warner Bros. para buscar outras fontes de receita, como streaming, vendas digitais e mercados internacionais menos competitivos.

Um início de ano preocupante para a Warner Bros.

O desempenho de “Eles Vão Te Matar” reforça um padrão preocupante para o estúdio. Depois do fracasso de “A Noiva!”, a Warner Bros. precisa avaliar cuidadosamente os investimentos em filmes de gênero, especialmente aqueles de terror, que historicamente apresentam alta volatilidade em bilheteria.

Fontes do setor afirmam que, embora o terror tenha potencial para grandes retornos com orçamento relativamente baixo, a execução da narrativa e a identificação do público são cruciais. Filmes que não conseguem gerar empatia ou engajamento correm maior risco de arrecadação abaixo do esperado.

notícias em destaque